← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de Santa Maria · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental 21 questões nesta prova · página 1 de 2 · 20 com gabarito Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponívelColégio Militar de Santa Maria — Concurso de Admissão 2014/2015 — 6º ano do Ensino Fundamental — Prova de Língua Portuguesa/Redação
Leia com atenção o fragmento do texto “Diário de uma aventura” para responder os itens de 01 a 06 desta prova.
TEXTO 1
Diário de uma aventura
![]()
Estudamos detalhadamente o arquipélago de San Blás, no
Panamá, nossa próxima ancoragem. As ilhas ficam ao nível da
água e só se avistam coqueiros a poucas milhas de distância. Para
preocupar mais ainda, existem vários bancos de corais e a
05 navegação precisa ser feita com muita cautela.
No dia 13 de abril de 1988, depois do meio-dia, chegamos
à ilha Cayo Chichine. Era aniversário de David e também
comemorávamos quatro anos de navegação.
[...]
10 Esta é a terra dos índios Kunas, que falam poucas palavras em espanhol. Vivem da pesca e da
venda de cocos, e as mulheres confeccionam um tecido bordado a mão, que eles chamam de molas.
Elas se vestem com lindos trajes: fitas bordadas amarradas nas pernas, sarongue, blusas coloridas,
lenço na cabeça e uma argola de ouro no nariz. Os homens são de estatura mediana, muito parecidos
com os índios brasileiros. São diversos os tabus, e, quando hasteiam uma bandeira vermelha, as
15 visitas são proibidas.
O arquipélago é composto por várias ilhas. As casas são todas construídas com folhas de
coqueiros.
Vilfredo, David e Wilhelm programaram uma pescaria com um índio de quatorze anos.
Impressionante como ele mergulhava a 25 metros de profundidade; caçava os peixes apenas com
20 uma fisga com elástico na ponta. A água era azul-piscina.
Neste mergulho Vilfredo levou um dos maiores sustos de sua vida. Arpoou uma garoupa de
uns três quilos e em poucos segundos dá de cara com um tubarão, atraído pela vibração e pelo
sangue da garoupa. David e Wilhelm nadam rápido para o dingue e Vilfredo permanece de olho no
monstro, que o rodeia sempre mais perto. O kuna, vendo o drama de Vilfredo, mergulha em cima do
25 tubarão, como se fosse atacá-lo, soltando bolhas de ar pela boca, de forma ininterrupta. Depois
Vilfredo nos contou que foi impressionante: o tubarão fugiu, e nós aprendemos a assustar os bichos.
Nos dias em que permanecemos ancorados ali, os meninos logo se enturmaram com os
jovens índios, recebendo mesmo convites para dormirem em suas choupanas.
Numa das tardes convidei as índias kunas para um lanche. Vieram oito mulheres numa
30 comprida canoa, todas vestidas de gala. Só uma falava espanhol e traduzia a conversa. Ficaram
encantadas com os bolos e pão. Uma delas cheirava um pão e, muito encabulada, pediu um pedaço
para o marido; há muito tempo não comiam pão. Passamos uma tarde divertida. No final do café
perguntaram se não queríamos levar duas jovens, de quinze e dezessete anos. Expliquei que era
impossível, íamos para muito longe. Ao partirem, cantaram uma canção de despedida e
35 agradecimento pela hospitalidade. Uma velha índia chorava. E todos nós tínhamos lágrimas nos
olhos.
Família Schürmann. Diário de uma aventura – Dez anos no mar. Rio de Janeiro, Record, 1995 (Fragmento).
VOCABULÁRIO:
Arpoou: do verbo arpoar; lançou o arpão; pegou com arpão.
Choupanas: habitações rústicas; cabanas.
Corais: espécie de animais encontrados nos mares quentes, responsável pela formação de recifes.
Dingue: pequeno bote a remo.
Fisga: arpão para pescar.
Sarongue: tipo de vestimenta de tecido estampado que se usa amarrado na cintura.
Esse texto foi escrito com a finalidade de:
Leia com atenção o fragmento do texto “Diário de uma aventura” para responder os itens de 01 a 06 desta prova.
TEXTO 1
Diário de uma aventura
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Estudamos detalhadamente o arquipélago de San Blás, no
Panamá, nossa próxima ancoragem. As ilhas ficam ao nível da
água e só se avistam coqueiros a poucas milhas de distância. Para
preocupar mais ainda, existem vários bancos de corais e a
05 navegação precisa ser feita com muita cautela.
No dia 13 de abril de 1988, depois do meio-dia, chegamos
à ilha Cayo Chichine. Era aniversário de David e também
comemorávamos quatro anos de navegação.
[...]
10 Esta é a terra dos índios Kunas, que falam poucas palavras em espanhol. Vivem da pesca e da
venda de cocos, e as mulheres confeccionam um tecido bordado a mão, que eles chamam de molas.
Elas se vestem com lindos trajes: fitas bordadas amarradas nas pernas, sarongue, blusas coloridas,
lenço na cabeça e uma argola de ouro no nariz. Os homens são de estatura mediana, muito parecidos
com os índios brasileiros. São diversos os tabus, e, quando hasteiam uma bandeira vermelha, as
15 visitas são proibidas.
O arquipélago é composto por várias ilhas. As casas são todas construídas com folhas de
coqueiros.
Vilfredo, David e Wilhelm programaram uma pescaria com um índio de quatorze anos.
Impressionante como ele mergulhava a 25 metros de profundidade; caçava os peixes apenas com
20 uma fisga com elástico na ponta. A água era azul-piscina.
Neste mergulho Vilfredo levou um dos maiores sustos de sua vida. Arpoou uma garoupa de
uns três quilos e em poucos segundos dá de cara com um tubarão, atraído pela vibração e pelo
sangue da garoupa. David e Wilhelm nadam rápido para o dingue e Vilfredo permanece de olho no
monstro, que o rodeia sempre mais perto. O kuna, vendo o drama de Vilfredo, mergulha em cima do
25 tubarão, como se fosse atacá-lo, soltando bolhas de ar pela boca, de forma ininterrupta. Depois
Vilfredo nos contou que foi impressionante: o tubarão fugiu, e nós aprendemos a assustar os bichos.
Nos dias em que permanecemos ancorados ali, os meninos logo se enturmaram com os
jovens índios, recebendo mesmo convites para dormirem em suas choupanas.
Numa das tardes convidei as índias kunas para um lanche. Vieram oito mulheres numa
30 comprida canoa, todas vestidas de gala. Só uma falava espanhol e traduzia a conversa. Ficaram
encantadas com os bolos e pão. Uma delas cheirava um pão e, muito encabulada, pediu um pedaço
para o marido; há muito tempo não comiam pão. Passamos uma tarde divertida. No final do café
perguntaram se não queríamos levar duas jovens, de quinze e dezessete anos. Expliquei que era
impossível, íamos para muito longe. Ao partirem, cantaram uma canção de despedida e
35 agradecimento pela hospitalidade. Uma velha índia chorava. E todos nós tínhamos lágrimas nos
olhos.
Família Schürmann. Diário de uma aventura – Dez anos no mar. Rio de Janeiro, Record, 1995 (Fragmento).
VOCABULÁRIO:
Arpoou: do verbo arpoar; lançou o arpão; pegou com arpão.
Choupanas: habitações rústicas; cabanas.
Corais: espécie de animais encontrados nos mares quentes, responsável pela formação de recifes.
Dingue: pequeno bote a remo.
Fisga: arpão para pescar.
Sarongue: tipo de vestimenta de tecido estampado que se usa amarrado na cintura.
Sobre os elementos da narrativa, é correto afirmar que:
Leia com atenção o fragmento do texto “Diário de uma aventura” para responder os itens de 01 a 06 desta prova.
TEXTO 1
Diário de uma aventura
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Estudamos detalhadamente o arquipélago de San Blás, no
Panamá, nossa próxima ancoragem. As ilhas ficam ao nível da
água e só se avistam coqueiros a poucas milhas de distância. Para
preocupar mais ainda, existem vários bancos de corais e a
05 navegação precisa ser feita com muita cautela.
No dia 13 de abril de 1988, depois do meio-dia, chegamos
à ilha Cayo Chichine. Era aniversário de David e também
comemorávamos quatro anos de navegação.
[...]
10 Esta é a terra dos índios Kunas, que falam poucas palavras em espanhol. Vivem da pesca e da
venda de cocos, e as mulheres confeccionam um tecido bordado a mão, que eles chamam de molas.
Elas se vestem com lindos trajes: fitas bordadas amarradas nas pernas, sarongue, blusas coloridas,
lenço na cabeça e uma argola de ouro no nariz. Os homens são de estatura mediana, muito parecidos
com os índios brasileiros. São diversos os tabus, e, quando hasteiam uma bandeira vermelha, as
15 visitas são proibidas.
O arquipélago é composto por várias ilhas. As casas são todas construídas com folhas de
coqueiros.
Vilfredo, David e Wilhelm programaram uma pescaria com um índio de quatorze anos.
Impressionante como ele mergulhava a 25 metros de profundidade; caçava os peixes apenas com
20 uma fisga com elástico na ponta. A água era azul-piscina.
Neste mergulho Vilfredo levou um dos maiores sustos de sua vida. Arpoou uma garoupa de
uns três quilos e em poucos segundos dá de cara com um tubarão, atraído pela vibração e pelo
sangue da garoupa. David e Wilhelm nadam rápido para o dingue e Vilfredo permanece de olho no
monstro, que o rodeia sempre mais perto. O kuna, vendo o drama de Vilfredo, mergulha em cima do
25 tubarão, como se fosse atacá-lo, soltando bolhas de ar pela boca, de forma ininterrupta. Depois
Vilfredo nos contou que foi impressionante: o tubarão fugiu, e nós aprendemos a assustar os bichos.
Nos dias em que permanecemos ancorados ali, os meninos logo se enturmaram com os
jovens índios, recebendo mesmo convites para dormirem em suas choupanas.
Numa das tardes convidei as índias kunas para um lanche. Vieram oito mulheres numa
30 comprida canoa, todas vestidas de gala. Só uma falava espanhol e traduzia a conversa. Ficaram
encantadas com os bolos e pão. Uma delas cheirava um pão e, muito encabulada, pediu um pedaço
para o marido; há muito tempo não comiam pão. Passamos uma tarde divertida. No final do café
perguntaram se não queríamos levar duas jovens, de quinze e dezessete anos. Expliquei que era
impossível, íamos para muito longe. Ao partirem, cantaram uma canção de despedida e
35 agradecimento pela hospitalidade. Uma velha índia chorava. E todos nós tínhamos lágrimas nos
olhos.
Família Schürmann. Diário de uma aventura – Dez anos no mar. Rio de Janeiro, Record, 1995 (Fragmento).
VOCABULÁRIO:
Arpoou: do verbo arpoar; lançou o arpão; pegou com arpão.
Choupanas: habitações rústicas; cabanas.
Corais: espécie de animais encontrados nos mares quentes, responsável pela formação de recifes.
Dingue: pequeno bote a remo.
Fisga: arpão para pescar.
Sarongue: tipo de vestimenta de tecido estampado que se usa amarrado na cintura.
De acordo com o relato, durante a permanência da família Schürmann, na ilha Cayo Chichine, estabeleceu-se um clima de cordialidade entre os visitantes e os índios kunas. Os fragmentos que comprovam isso são:
I. “...os meninos logo se enturmaram com os jovens índios, recebendo mesmo convites para dormirem em suas choupanas.” (linhas 27 e 28)
II. “Elas se vestem com lindos trajes: fitas bordadas amarradas nas pernas, sarongue, blusas coloridas, lenço na cabeça e uma argola de ouro no nariz.” (linhas 12 e 13)
III. “Numa das tardes convidei as índias kunas para um lanche. Vieram oito mulheres numa comprida canoa, todas vestidas de gala.” (linhas 29 e 30)
IV. “Uma velha índia chorava. E todos nós tínhamos lágrimas nos olhos.” (linhas 35 e 36)
Está(ão) correto(s) o(s) fragmento(s):
Leia com atenção o fragmento do texto “Diário de uma aventura” para responder os itens de 01 a 06 desta prova.
TEXTO 1
Diário de uma aventura
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Estudamos detalhadamente o arquipélago de San Blás, no
Panamá, nossa próxima ancoragem. As ilhas ficam ao nível da
água e só se avistam coqueiros a poucas milhas de distância. Para
preocupar mais ainda, existem vários bancos de corais e a
05 navegação precisa ser feita com muita cautela.
No dia 13 de abril de 1988, depois do meio-dia, chegamos
à ilha Cayo Chichine. Era aniversário de David e também
comemorávamos quatro anos de navegação.
[...]
10 Esta é a terra dos índios Kunas, que falam poucas palavras em espanhol. Vivem da pesca e da
venda de cocos, e as mulheres confeccionam um tecido bordado a mão, que eles chamam de molas.
Elas se vestem com lindos trajes: fitas bordadas amarradas nas pernas, sarongue, blusas coloridas,
lenço na cabeça e uma argola de ouro no nariz. Os homens são de estatura mediana, muito parecidos
com os índios brasileiros. São diversos os tabus, e, quando hasteiam uma bandeira vermelha, as
15 visitas são proibidas.
O arquipélago é composto por várias ilhas. As casas são todas construídas com folhas de
coqueiros.
Vilfredo, David e Wilhelm programaram uma pescaria com um índio de quatorze anos.
Impressionante como ele mergulhava a 25 metros de profundidade; caçava os peixes apenas com
20 uma fisga com elástico na ponta. A água era azul-piscina.
Neste mergulho Vilfredo levou um dos maiores sustos de sua vida. Arpoou uma garoupa de
uns três quilos e em poucos segundos dá de cara com um tubarão, atraído pela vibração e pelo
sangue da garoupa. David e Wilhelm nadam rápido para o dingue e Vilfredo permanece de olho no
monstro, que o rodeia sempre mais perto. O kuna, vendo o drama de Vilfredo, mergulha em cima do
25 tubarão, como se fosse atacá-lo, soltando bolhas de ar pela boca, de forma ininterrupta. Depois
Vilfredo nos contou que foi impressionante: o tubarão fugiu, e nós aprendemos a assustar os bichos.
Nos dias em que permanecemos ancorados ali, os meninos logo se enturmaram com os
jovens índios, recebendo mesmo convites para dormirem em suas choupanas.
Numa das tardes convidei as índias kunas para um lanche. Vieram oito mulheres numa
30 comprida canoa, todas vestidas de gala. Só uma falava espanhol e traduzia a conversa. Ficaram
encantadas com os bolos e pão. Uma delas cheirava um pão e, muito encabulada, pediu um pedaço
para o marido; há muito tempo não comiam pão. Passamos uma tarde divertida. No final do café
perguntaram se não queríamos levar duas jovens, de quinze e dezessete anos. Expliquei que era
impossível, íamos para muito longe. Ao partirem, cantaram uma canção de despedida e
35 agradecimento pela hospitalidade. Uma velha índia chorava. E todos nós tínhamos lágrimas nos
olhos.
Família Schürmann. Diário de uma aventura – Dez anos no mar. Rio de Janeiro, Record, 1995 (Fragmento).
VOCABULÁRIO:
Arpoou: do verbo arpoar; lançou o arpão; pegou com arpão.
Choupanas: habitações rústicas; cabanas.
Corais: espécie de animais encontrados nos mares quentes, responsável pela formação de recifes.
Dingue: pequeno bote a remo.
Fisga: arpão para pescar.
Sarongue: tipo de vestimenta de tecido estampado que se usa amarrado na cintura.
Ao referir-se ao tubarão, o narrador do texto:
Leia com atenção o fragmento do texto “Diário de uma aventura” para responder os itens de 01 a 06 desta prova.
TEXTO 1
Diário de uma aventura
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Estudamos detalhadamente o arquipélago de San Blás, no
Panamá, nossa próxima ancoragem. As ilhas ficam ao nível da
água e só se avistam coqueiros a poucas milhas de distância. Para
preocupar mais ainda, existem vários bancos de corais e a
05 navegação precisa ser feita com muita cautela.
No dia 13 de abril de 1988, depois do meio-dia, chegamos
à ilha Cayo Chichine. Era aniversário de David e também
comemorávamos quatro anos de navegação.
[...]
10 Esta é a terra dos índios Kunas, que falam poucas palavras em espanhol. Vivem da pesca e da
venda de cocos, e as mulheres confeccionam um tecido bordado a mão, que eles chamam de molas.
Elas se vestem com lindos trajes: fitas bordadas amarradas nas pernas, sarongue, blusas coloridas,
lenço na cabeça e uma argola de ouro no nariz. Os homens são de estatura mediana, muito parecidos
com os índios brasileiros. São diversos os tabus, e, quando hasteiam uma bandeira vermelha, as
15 visitas são proibidas.
O arquipélago é composto por várias ilhas. As casas são todas construídas com folhas de
coqueiros.
Vilfredo, David e Wilhelm programaram uma pescaria com um índio de quatorze anos.
Impressionante como ele mergulhava a 25 metros de profundidade; caçava os peixes apenas com
20 uma fisga com elástico na ponta. A água era azul-piscina.
Neste mergulho Vilfredo levou um dos maiores sustos de sua vida. Arpoou uma garoupa de
uns três quilos e em poucos segundos dá de cara com um tubarão, atraído pela vibração e pelo
sangue da garoupa. David e Wilhelm nadam rápido para o dingue e Vilfredo permanece de olho no
monstro, que o rodeia sempre mais perto. O kuna, vendo o drama de Vilfredo, mergulha em cima do
25 tubarão, como se fosse atacá-lo, soltando bolhas de ar pela boca, de forma ininterrupta. Depois
Vilfredo nos contou que foi impressionante: o tubarão fugiu, e nós aprendemos a assustar os bichos.
Nos dias em que permanecemos ancorados ali, os meninos logo se enturmaram com os
jovens índios, recebendo mesmo convites para dormirem em suas choupanas.
Numa das tardes convidei as índias kunas para um lanche. Vieram oito mulheres numa
30 comprida canoa, todas vestidas de gala. Só uma falava espanhol e traduzia a conversa. Ficaram
encantadas com os bolos e pão. Uma delas cheirava um pão e, muito encabulada, pediu um pedaço
para o marido; há muito tempo não comiam pão. Passamos uma tarde divertida. No final do café
perguntaram se não queríamos levar duas jovens, de quinze e dezessete anos. Expliquei que era
impossível, íamos para muito longe. Ao partirem, cantaram uma canção de despedida e
35 agradecimento pela hospitalidade. Uma velha índia chorava. E todos nós tínhamos lágrimas nos
olhos.
Família Schürmann. Diário de uma aventura – Dez anos no mar. Rio de Janeiro, Record, 1995 (Fragmento).
VOCABULÁRIO:
Arpoou: do verbo arpoar; lançou o arpão; pegou com arpão.
Choupanas: habitações rústicas; cabanas.
Corais: espécie de animais encontrados nos mares quentes, responsável pela formação de recifes.
Dingue: pequeno bote a remo.
Fisga: arpão para pescar.
Sarongue: tipo de vestimenta de tecido estampado que se usa amarrado na cintura.
Leia os fragmentos que seguem:
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Os pronomes sublinhados, nos fragmentos acima, referem-se aos seguintes termos do texto, respectivamente:
Leia com atenção o fragmento do texto “Diário de uma aventura” para responder os itens de 01 a 06 desta prova.
TEXTO 1
Diário de uma aventura
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Estudamos detalhadamente o arquipélago de San Blás, no
Panamá, nossa próxima ancoragem. As ilhas ficam ao nível da
água e só se avistam coqueiros a poucas milhas de distância. Para
preocupar mais ainda, existem vários bancos de corais e a
05 navegação precisa ser feita com muita cautela.
No dia 13 de abril de 1988, depois do meio-dia, chegamos
à ilha Cayo Chichine. Era aniversário de David e também
comemorávamos quatro anos de navegação.
[...]
10 Esta é a terra dos índios Kunas, que falam poucas palavras em espanhol. Vivem da pesca e da
venda de cocos, e as mulheres confeccionam um tecido bordado a mão, que eles chamam de molas.
Elas se vestem com lindos trajes: fitas bordadas amarradas nas pernas, sarongue, blusas coloridas,
lenço na cabeça e uma argola de ouro no nariz. Os homens são de estatura mediana, muito parecidos
com os índios brasileiros. São diversos os tabus, e, quando hasteiam uma bandeira vermelha, as
15 visitas são proibidas.
O arquipélago é composto por várias ilhas. As casas são todas construídas com folhas de
coqueiros.
Vilfredo, David e Wilhelm programaram uma pescaria com um índio de quatorze anos.
Impressionante como ele mergulhava a 25 metros de profundidade; caçava os peixes apenas com
20 uma fisga com elástico na ponta. A água era azul-piscina.
Neste mergulho Vilfredo levou um dos maiores sustos de sua vida. Arpoou uma garoupa de
uns três quilos e em poucos segundos dá de cara com um tubarão, atraído pela vibração e pelo
sangue da garoupa. David e Wilhelm nadam rápido para o dingue e Vilfredo permanece de olho no
monstro, que o rodeia sempre mais perto. O kuna, vendo o drama de Vilfredo, mergulha em cima do
25 tubarão, como se fosse atacá-lo, soltando bolhas de ar pela boca, de forma ininterrupta. Depois
Vilfredo nos contou que foi impressionante: o tubarão fugiu, e nós aprendemos a assustar os bichos.
Nos dias em que permanecemos ancorados ali, os meninos logo se enturmaram com os
jovens índios, recebendo mesmo convites para dormirem em suas choupanas.
Numa das tardes convidei as índias kunas para um lanche. Vieram oito mulheres numa
30 comprida canoa, todas vestidas de gala. Só uma falava espanhol e traduzia a conversa. Ficaram
encantadas com os bolos e pão. Uma delas cheirava um pão e, muito encabulada, pediu um pedaço
para o marido; há muito tempo não comiam pão. Passamos uma tarde divertida. No final do café
perguntaram se não queríamos levar duas jovens, de quinze e dezessete anos. Expliquei que era
impossível, íamos para muito longe. Ao partirem, cantaram uma canção de despedida e
35 agradecimento pela hospitalidade. Uma velha índia chorava. E todos nós tínhamos lágrimas nos
olhos.
Família Schürmann. Diário de uma aventura – Dez anos no mar. Rio de Janeiro, Record, 1995 (Fragmento).
VOCABULÁRIO:
Arpoou: do verbo arpoar; lançou o arpão; pegou com arpão.
Choupanas: habitações rústicas; cabanas.
Corais: espécie de animais encontrados nos mares quentes, responsável pela formação de recifes.
Dingue: pequeno bote a remo.
Fisga: arpão para pescar.
Sarongue: tipo de vestimenta de tecido estampado que se usa amarrado na cintura.
Se o narrador do fragmento “Vilfredo permanece de olho no monstro, que o rodeia sempre mais perto.” (linhas 23 e 24) fosse o próprio Vilfredo, a frase poderia ser reescrita, mantendo-se a coerência, como:
Leia a letra da música “Asa Branca”, conhecida como baião, de autoria da dupla Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Essa canção, composta em 3 de março de 1947, é considerada uma das mais importantes da cultura brasileira. Esse texto servirá de base para você responder os itens de 07 a 10.
TEXTO 2
ASA BRANCA
Quando oiei a terra ardendo
Qual a fogueira de São João
Eu preguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação
Por farta d’água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Intonce eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Hoje longe muitas légua
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortar pro meu sertão
Quando o verde dos teus óio
Se espaiar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração
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Imagens retiradas de https://www.google.com.br
Considere as afirmações que seguem a respeito do texto “Asa Branca”:
I. A letra da canção fala da seca, das tristes condições de vida do sertanejo.
II. O eu lírico é um homem do campo, já que cita o gado e a plantação.
III. A esperança do eu lírico é que tudo vai ficar verde de novo, exatamente da mesma cor dos olhos de sua amada.
Está(ão) correta(s):
Leia a letra da música “Asa Branca”, conhecida como baião, de autoria da dupla Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Essa canção, composta em 3 de março de 1947, é considerada uma das mais importantes da cultura brasileira. Esse texto servirá de base para você responder os itens de 07 a 10.
TEXTO 2
ASA BRANCA
Quando oiei a terra ardendo
Qual a fogueira de São João
Eu preguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação
Por farta d’água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Intonce eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Hoje longe muitas légua
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortar pro meu sertão
Quando o verde dos teus óio
Se espaiar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração
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Imagens retiradas de https://www.google.com.br
As palavras sublinhadas, nos versos abaixo, expressam, respectivamente, ideia de:
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Leia a letra da música “Asa Branca”, conhecida como baião, de autoria da dupla Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Essa canção, composta em 3 de março de 1947, é considerada uma das mais importantes da cultura brasileira. Esse texto servirá de base para você responder os itens de 07 a 10.
TEXTO 2
ASA BRANCA
Quando oiei a terra ardendo
Qual a fogueira de São João
Eu preguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação
Por farta d’água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Intonce eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Hoje longe muitas légua
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortar pro meu sertão
Quando o verde dos teus óio
Se espaiar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração
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Imagens retiradas de https://www.google.com.br
A palavra que melhor substitui o substantivo destacado no verso “Por que tamanha judiação” é:
Leia a letra da música “Asa Branca”, conhecida como baião, de autoria da dupla Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Essa canção, composta em 3 de março de 1947, é considerada uma das mais importantes da cultura brasileira. Esse texto servirá de base para você responder os itens de 07 a 10.
TEXTO 2
ASA BRANCA
Quando oiei a terra ardendo
Qual a fogueira de São João
Eu preguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação
Por farta d’água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Intonce eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Hoje longe muitas légua
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortar pro meu sertão
Quando o verde dos teus óio
Se espaiar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração
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Imagens retiradas de https://www.google.com.br
A Interjeição é uma palavra ou frase que expressa emoções, sentimentos, sensações. Geralmente a interjeição é a expressão das emoções do próprio interlocutor. O eu lírico, ao utilizar a interjeição “ai”, no verso, “Eu preguntei a Deus do céu, ai” (verso 3) quis demonstrar:
Sobre o texto 3, responda os itens 11, 12 e 14.
TEXTO 3
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Almanaque Ruth Rocha. São Paulo, Ática, 2005.
Com base nos dados presentes na imagem, é possível afirmar que:
Sobre o texto 3, responda os itens 11, 12 e 14.
TEXTO 3
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Almanaque Ruth Rocha. São Paulo, Ática, 2005.
Observe as palavras destacadas nos fragmentos retirados do texto 3.
1º – “Apenas 25% do planeta é coberto por terra.”
2º – “ 75% da Terra é coberta pela água.”
Quanto a esses vocábulos é correto afirmar que:
Sobre o texto 4, responda os itens 13 e 14.
TEXTO 4
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Almanaque Ruth Rocha. São Paulo, Ática, 2005.
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Sobre o texto 3, responda os itens 11, 12 e 14.
TEXTO 3
![]()
Almanaque Ruth Rocha. São Paulo, Ática, 2005.
Texto-base:
Sobre o texto 4, responda os itens 13 e 14.
TEXTO 4
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Almanaque Ruth Rocha. São Paulo, Ática, 2005.
Na relação entre os textos 3 e 4, pode-se afirmar que:
Leia com atenção a tirinha abaixo para responder os itens 15, 16 e 17.
TEXTO 5
![]()
https://www.google.com.br/search
No primeiro quadrinho da tirinha acima, foram retiradas duas palavras. A alternativa que preenche corretamente as lacunas do 1º quadrinho é:
Leia com atenção a tirinha abaixo para responder os itens 15, 16 e 17.
TEXTO 5
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https://www.google.com.br/search
O efeito de sentido decorrente do uso do ponto de exclamação sobre a cabeça do menino, no último quadrinho, é de:
Leia com atenção a tirinha abaixo para responder os itens 15, 16 e 17.
TEXTO 5
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A ironia presente nesta tirinha consiste no fato de que:
Sobre a reportagem, responda os itens de 18 a 20.
TEXTO 6
23/09/2014 14h48 - Atualizado em 25/09/2014 18h57
'Água pra gente é igual doce pra criança', diz moradora de Itu
Cidade enfrenta crise no abastecimento há sete meses.
Protesto na tarde de segunda (22) terminou em confronto com a polícia.
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Adriana precisou comprar um tanquinho, já que a máquina de lavar não funciona com pouca água (Foto: Natália de Oliveira/G1)
O problema da falta d'água em Itu (SP), que enfrenta racionamento desde fevereiro, tem afetado profundamente a vida dos moradores da cidade. Muitos relatam que já chegaram a ficar até 20 dias sem água nas torneiras. "Hoje, quando vem água, a gente fica que nem criança quando ganha doce. Ninguém acredita que ela chega”, relata a dona de casa Adriana Augusta Galdeno, de 41 anos, moradora do Jardim Aeroporto.
A insatisfação com o problema culminou em um protesto na tarde de segunda-feira (22), na frente da Câmara Municipal, que terminou em conflito com a Tropa de Choque da Polícia Militar.
Segundo a dona de casa, a família teve que mudar a rotina para se adaptar às torneiras secas. "Quando a água chega, geralmente é de madrugada. Por isso, a gente deixa de dormir para poder lavar roupa, louça e até tomar banho. Tomar banho de caneca já virou um hábito. Faz dez dias que não recebemos água. Não posso lavar roupa e faz uns dez dias que eu não sei o que é tomar banho de chuveiro, porque só temos como fazer isso de caneca”, diz. Para não deixar a louça suja dentro de casa e, assim, atrair insetos, ela optou por colocá-las em uma edícula no fundo da casa. "Não sei mais o que fazer", lamenta.
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A louça suja fica em uma edícula nos fundos da casa (Foto: Natália de Oliveira/G1)
VOCABULÁRIO:
Edícula: pequena casa anexa a uma construção principal.
Fragmento
http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2014/09/
As aspas são um sinal de pontuação usado em várias situações. No terceiro parágrafo do texto 6, elas foram empregadas para:
Sobre a reportagem, responda os itens de 18 a 20.
TEXTO 6
23/09/2014 14h48 - Atualizado em 25/09/2014 18h57
'Água pra gente é igual doce pra criança', diz moradora de Itu
Cidade enfrenta crise no abastecimento há sete meses.
Protesto na tarde de segunda (22) terminou em confronto com a polícia.
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Adriana precisou comprar um tanquinho, já que a máquina de lavar não funciona com pouca água (Foto: Natália de Oliveira/G1)
O problema da falta d'água em Itu (SP), que enfrenta racionamento desde fevereiro, tem afetado profundamente a vida dos moradores da cidade. Muitos relatam que já chegaram a ficar até 20 dias sem água nas torneiras. "Hoje, quando vem água, a gente fica que nem criança quando ganha doce. Ninguém acredita que ela chega”, relata a dona de casa Adriana Augusta Galdeno, de 41 anos, moradora do Jardim Aeroporto.
A insatisfação com o problema culminou em um protesto na tarde de segunda-feira (22), na frente da Câmara Municipal, que terminou em conflito com a Tropa de Choque da Polícia Militar.
Segundo a dona de casa, a família teve que mudar a rotina para se adaptar às torneiras secas. "Quando a água chega, geralmente é de madrugada. Por isso, a gente deixa de dormir para poder lavar roupa, louça e até tomar banho. Tomar banho de caneca já virou um hábito. Faz dez dias que não recebemos água. Não posso lavar roupa e faz uns dez dias que eu não sei o que é tomar banho de chuveiro, porque só temos como fazer isso de caneca”, diz. Para não deixar a louça suja dentro de casa e, assim, atrair insetos, ela optou por colocá-las em uma edícula no fundo da casa. "Não sei mais o que fazer", lamenta.
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A louça suja fica em uma edícula nos fundos da casa (Foto: Natália de Oliveira/G1)
VOCABULÁRIO:
Edícula: pequena casa anexa a uma construção principal.
Fragmento
http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2014/09/
O sentido figurado expresso na frase "Hoje, quando vem água, a gente fica que nem criança quando ganha doce.” (1º parágrafo), é:
Sobre a reportagem, responda os itens de 18 a 20.
TEXTO 6
23/09/2014 14h48 - Atualizado em 25/09/2014 18h57
'Água pra gente é igual doce pra criança', diz moradora de Itu
Cidade enfrenta crise no abastecimento há sete meses.
Protesto na tarde de segunda (22) terminou em confronto com a polícia.
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Adriana precisou comprar um tanquinho, já que a máquina de lavar não funciona com pouca água (Foto: Natália de Oliveira/G1)
O problema da falta d'água em Itu (SP), que enfrenta racionamento desde fevereiro, tem afetado profundamente a vida dos moradores da cidade. Muitos relatam que já chegaram a ficar até 20 dias sem água nas torneiras. "Hoje, quando vem água, a gente fica que nem criança quando ganha doce. Ninguém acredita que ela chega”, relata a dona de casa Adriana Augusta Galdeno, de 41 anos, moradora do Jardim Aeroporto.
A insatisfação com o problema culminou em um protesto na tarde de segunda-feira (22), na frente da Câmara Municipal, que terminou em conflito com a Tropa de Choque da Polícia Militar.
Segundo a dona de casa, a família teve que mudar a rotina para se adaptar às torneiras secas. "Quando a água chega, geralmente é de madrugada. Por isso, a gente deixa de dormir para poder lavar roupa, louça e até tomar banho. Tomar banho de caneca já virou um hábito. Faz dez dias que não recebemos água. Não posso lavar roupa e faz uns dez dias que eu não sei o que é tomar banho de chuveiro, porque só temos como fazer isso de caneca”, diz. Para não deixar a louça suja dentro de casa e, assim, atrair insetos, ela optou por colocá-las em uma edícula no fundo da casa. "Não sei mais o que fazer", lamenta.
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A louça suja fica em uma edícula nos fundos da casa (Foto: Natália de Oliveira/G1)
VOCABULÁRIO:
Edícula: pequena casa anexa a uma construção principal.
Fragmento
http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2014/09/
No período: “O problema da falta d'água em Itu (SP), [...] tem afetado profundamente a vida dos moradores da cidade.”, há uma relação de:
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