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Colégio Militar de Santa Maria — Concurso de Admissão 2014/2015 — 6º ano do Ensino Fundamental — Prova de Língua Portuguesa/Redação

Colégio Militar de Santa Maria · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria2014Fundamental

21 questões nesta prova · página 1 de 2 · 20 com gabarito

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Santa Maria 2014 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia com atenção o fragmento do texto “Diário de uma aventura” para responder os itens de 01 a 06 desta prova.

TEXTO 1
Diário de uma aventura

Fotografia de seis pessoas, homens, mulher e crianças, sentadas no convés de um veleiro, junto ao timão, com o mar ao fundo.

Estudamos detalhadamente o arquipélago de San Blás, no
Panamá, nossa próxima ancoragem. As ilhas ficam ao nível da
água e só se avistam coqueiros a poucas milhas de distância. Para
preocupar mais ainda, existem vários bancos de corais e a
05 navegação precisa ser feita com muita cautela.
No dia 13 de abril de 1988, depois do meio-dia, chegamos
à ilha Cayo Chichine. Era aniversário de David e também
comemorávamos quatro anos de navegação.
[...]
10 Esta é a terra dos índios Kunas, que falam poucas palavras em espanhol. Vivem da pesca e da
venda de cocos, e as mulheres confeccionam um tecido bordado a mão, que eles chamam de molas.
Elas se vestem com lindos trajes: fitas bordadas amarradas nas pernas, sarongue, blusas coloridas,
lenço na cabeça e uma argola de ouro no nariz. Os homens são de estatura mediana, muito parecidos
com os índios brasileiros. São diversos os tabus, e, quando hasteiam uma bandeira vermelha, as
15 visitas são proibidas.
O arquipélago é composto por várias ilhas. As casas são todas construídas com folhas de
coqueiros.
Vilfredo, David e Wilhelm programaram uma pescaria com um índio de quatorze anos.
Impressionante como ele mergulhava a 25 metros de profundidade; caçava os peixes apenas com
20 uma fisga com elástico na ponta. A água era azul-piscina.
Neste mergulho Vilfredo levou um dos maiores sustos de sua vida. Arpoou uma garoupa de
uns três quilos e em poucos segundos dá de cara com um tubarão, atraído pela vibração e pelo
sangue da garoupa. David e Wilhelm nadam rápido para o dingue e Vilfredo permanece de olho no
monstro, que o rodeia sempre mais perto. O kuna, vendo o drama de Vilfredo, mergulha em cima do
25 tubarão, como se fosse atacá-lo, soltando bolhas de ar pela boca, de forma ininterrupta. Depois
Vilfredo nos contou que foi impressionante: o tubarão fugiu, e nós aprendemos a assustar os bichos.
Nos dias em que permanecemos ancorados ali, os meninos logo se enturmaram com os
jovens índios, recebendo mesmo convites para dormirem em suas choupanas.
Numa das tardes convidei as índias kunas para um lanche. Vieram oito mulheres numa
30 comprida canoa, todas vestidas de gala. Só uma falava espanhol e traduzia a conversa. Ficaram
encantadas com os bolos e pão. Uma delas cheirava um pão e, muito encabulada, pediu um pedaço
para o marido; há muito tempo não comiam pão. Passamos uma tarde divertida. No final do café
perguntaram se não queríamos levar duas jovens, de quinze e dezessete anos. Expliquei que era
impossível, íamos para muito longe. Ao partirem, cantaram uma canção de despedida e
35 agradecimento pela hospitalidade. Uma velha índia chorava. E todos nós tínhamos lágrimas nos
olhos.

Família Schürmann. Diário de uma aventura – Dez anos no mar. Rio de Janeiro, Record, 1995 (Fragmento).

VOCABULÁRIO:
Arpoou: do verbo arpoar; lançou o arpão; pegou com arpão.
Choupanas: habitações rústicas; cabanas.
Corais: espécie de animais encontrados nos mares quentes, responsável pela formação de recifes.
Dingue: pequeno bote a remo.
Fisga: arpão para pescar.
Sarongue: tipo de vestimenta de tecido estampado que se usa amarrado na cintura.

Esse texto foi escrito com a finalidade de:
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Língua Portuguesa Elementos da Narrativa — Foco Narrativo

Colégio Militar de Santa Maria 2014 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia com atenção o fragmento do texto “Diário de uma aventura” para responder os itens de 01 a 06 desta prova.

TEXTO 1
Diário de uma aventura

Fotografia de seis pessoas, homens, mulher e crianças, sentadas no convés de um veleiro, junto ao timão, com o mar ao fundo.

Estudamos detalhadamente o arquipélago de San Blás, no
Panamá, nossa próxima ancoragem. As ilhas ficam ao nível da
água e só se avistam coqueiros a poucas milhas de distância. Para
preocupar mais ainda, existem vários bancos de corais e a
05 navegação precisa ser feita com muita cautela.
No dia 13 de abril de 1988, depois do meio-dia, chegamos
à ilha Cayo Chichine. Era aniversário de David e também
comemorávamos quatro anos de navegação.
[...]
10 Esta é a terra dos índios Kunas, que falam poucas palavras em espanhol. Vivem da pesca e da
venda de cocos, e as mulheres confeccionam um tecido bordado a mão, que eles chamam de molas.
Elas se vestem com lindos trajes: fitas bordadas amarradas nas pernas, sarongue, blusas coloridas,
lenço na cabeça e uma argola de ouro no nariz. Os homens são de estatura mediana, muito parecidos
com os índios brasileiros. São diversos os tabus, e, quando hasteiam uma bandeira vermelha, as
15 visitas são proibidas.
O arquipélago é composto por várias ilhas. As casas são todas construídas com folhas de
coqueiros.
Vilfredo, David e Wilhelm programaram uma pescaria com um índio de quatorze anos.
Impressionante como ele mergulhava a 25 metros de profundidade; caçava os peixes apenas com
20 uma fisga com elástico na ponta. A água era azul-piscina.
Neste mergulho Vilfredo levou um dos maiores sustos de sua vida. Arpoou uma garoupa de
uns três quilos e em poucos segundos dá de cara com um tubarão, atraído pela vibração e pelo
sangue da garoupa. David e Wilhelm nadam rápido para o dingue e Vilfredo permanece de olho no
monstro, que o rodeia sempre mais perto. O kuna, vendo o drama de Vilfredo, mergulha em cima do
25 tubarão, como se fosse atacá-lo, soltando bolhas de ar pela boca, de forma ininterrupta. Depois
Vilfredo nos contou que foi impressionante: o tubarão fugiu, e nós aprendemos a assustar os bichos.
Nos dias em que permanecemos ancorados ali, os meninos logo se enturmaram com os
jovens índios, recebendo mesmo convites para dormirem em suas choupanas.
Numa das tardes convidei as índias kunas para um lanche. Vieram oito mulheres numa
30 comprida canoa, todas vestidas de gala. Só uma falava espanhol e traduzia a conversa. Ficaram
encantadas com os bolos e pão. Uma delas cheirava um pão e, muito encabulada, pediu um pedaço
para o marido; há muito tempo não comiam pão. Passamos uma tarde divertida. No final do café
perguntaram se não queríamos levar duas jovens, de quinze e dezessete anos. Expliquei que era
impossível, íamos para muito longe. Ao partirem, cantaram uma canção de despedida e
35 agradecimento pela hospitalidade. Uma velha índia chorava. E todos nós tínhamos lágrimas nos
olhos.

Família Schürmann. Diário de uma aventura – Dez anos no mar. Rio de Janeiro, Record, 1995 (Fragmento).

VOCABULÁRIO:
Arpoou: do verbo arpoar; lançou o arpão; pegou com arpão.
Choupanas: habitações rústicas; cabanas.
Corais: espécie de animais encontrados nos mares quentes, responsável pela formação de recifes.
Dingue: pequeno bote a remo.
Fisga: arpão para pescar.
Sarongue: tipo de vestimenta de tecido estampado que se usa amarrado na cintura.

Sobre os elementos da narrativa, é correto afirmar que:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Santa Maria 2014 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia com atenção o fragmento do texto “Diário de uma aventura” para responder os itens de 01 a 06 desta prova.

TEXTO 1
Diário de uma aventura

Fotografia de seis pessoas, homens, mulher e crianças, sentadas no convés de um veleiro, junto ao timão, com o mar ao fundo.

Estudamos detalhadamente o arquipélago de San Blás, no
Panamá, nossa próxima ancoragem. As ilhas ficam ao nível da
água e só se avistam coqueiros a poucas milhas de distância. Para
preocupar mais ainda, existem vários bancos de corais e a
05 navegação precisa ser feita com muita cautela.
No dia 13 de abril de 1988, depois do meio-dia, chegamos
à ilha Cayo Chichine. Era aniversário de David e também
comemorávamos quatro anos de navegação.
[...]
10 Esta é a terra dos índios Kunas, que falam poucas palavras em espanhol. Vivem da pesca e da
venda de cocos, e as mulheres confeccionam um tecido bordado a mão, que eles chamam de molas.
Elas se vestem com lindos trajes: fitas bordadas amarradas nas pernas, sarongue, blusas coloridas,
lenço na cabeça e uma argola de ouro no nariz. Os homens são de estatura mediana, muito parecidos
com os índios brasileiros. São diversos os tabus, e, quando hasteiam uma bandeira vermelha, as
15 visitas são proibidas.
O arquipélago é composto por várias ilhas. As casas são todas construídas com folhas de
coqueiros.
Vilfredo, David e Wilhelm programaram uma pescaria com um índio de quatorze anos.
Impressionante como ele mergulhava a 25 metros de profundidade; caçava os peixes apenas com
20 uma fisga com elástico na ponta. A água era azul-piscina.
Neste mergulho Vilfredo levou um dos maiores sustos de sua vida. Arpoou uma garoupa de
uns três quilos e em poucos segundos dá de cara com um tubarão, atraído pela vibração e pelo
sangue da garoupa. David e Wilhelm nadam rápido para o dingue e Vilfredo permanece de olho no
monstro, que o rodeia sempre mais perto. O kuna, vendo o drama de Vilfredo, mergulha em cima do
25 tubarão, como se fosse atacá-lo, soltando bolhas de ar pela boca, de forma ininterrupta. Depois
Vilfredo nos contou que foi impressionante: o tubarão fugiu, e nós aprendemos a assustar os bichos.
Nos dias em que permanecemos ancorados ali, os meninos logo se enturmaram com os
jovens índios, recebendo mesmo convites para dormirem em suas choupanas.
Numa das tardes convidei as índias kunas para um lanche. Vieram oito mulheres numa
30 comprida canoa, todas vestidas de gala. Só uma falava espanhol e traduzia a conversa. Ficaram
encantadas com os bolos e pão. Uma delas cheirava um pão e, muito encabulada, pediu um pedaço
para o marido; há muito tempo não comiam pão. Passamos uma tarde divertida. No final do café
perguntaram se não queríamos levar duas jovens, de quinze e dezessete anos. Expliquei que era
impossível, íamos para muito longe. Ao partirem, cantaram uma canção de despedida e
35 agradecimento pela hospitalidade. Uma velha índia chorava. E todos nós tínhamos lágrimas nos
olhos.

Família Schürmann. Diário de uma aventura – Dez anos no mar. Rio de Janeiro, Record, 1995 (Fragmento).

VOCABULÁRIO:
Arpoou: do verbo arpoar; lançou o arpão; pegou com arpão.
Choupanas: habitações rústicas; cabanas.
Corais: espécie de animais encontrados nos mares quentes, responsável pela formação de recifes.
Dingue: pequeno bote a remo.
Fisga: arpão para pescar.
Sarongue: tipo de vestimenta de tecido estampado que se usa amarrado na cintura.

De acordo com o relato, durante a permanência da família Schürmann, na ilha Cayo Chichine, estabeleceu-se um clima de cordialidade entre os visitantes e os índios kunas. Os fragmentos que comprovam isso são:

I. “...os meninos logo se enturmaram com os jovens índios, recebendo mesmo convites para dormirem em suas choupanas.” (linhas 27 e 28)
II. “Elas se vestem com lindos trajes: fitas bordadas amarradas nas pernas, sarongue, blusas coloridas, lenço na cabeça e uma argola de ouro no nariz.” (linhas 12 e 13)
III. “Numa das tardes convidei as índias kunas para um lanche. Vieram oito mulheres numa comprida canoa, todas vestidas de gala.” (linhas 29 e 30)
IV. “Uma velha índia chorava. E todos nós tínhamos lágrimas nos olhos.” (linhas 35 e 36)

Está(ão) correto(s) o(s) fragmento(s):
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Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Santa Maria 2014 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia com atenção o fragmento do texto “Diário de uma aventura” para responder os itens de 01 a 06 desta prova.

TEXTO 1
Diário de uma aventura

Fotografia de seis pessoas, homens, mulher e crianças, sentadas no convés de um veleiro, junto ao timão, com o mar ao fundo.

Estudamos detalhadamente o arquipélago de San Blás, no
Panamá, nossa próxima ancoragem. As ilhas ficam ao nível da
água e só se avistam coqueiros a poucas milhas de distância. Para
preocupar mais ainda, existem vários bancos de corais e a
05 navegação precisa ser feita com muita cautela.
No dia 13 de abril de 1988, depois do meio-dia, chegamos
à ilha Cayo Chichine. Era aniversário de David e também
comemorávamos quatro anos de navegação.
[...]
10 Esta é a terra dos índios Kunas, que falam poucas palavras em espanhol. Vivem da pesca e da
venda de cocos, e as mulheres confeccionam um tecido bordado a mão, que eles chamam de molas.
Elas se vestem com lindos trajes: fitas bordadas amarradas nas pernas, sarongue, blusas coloridas,
lenço na cabeça e uma argola de ouro no nariz. Os homens são de estatura mediana, muito parecidos
com os índios brasileiros. São diversos os tabus, e, quando hasteiam uma bandeira vermelha, as
15 visitas são proibidas.
O arquipélago é composto por várias ilhas. As casas são todas construídas com folhas de
coqueiros.
Vilfredo, David e Wilhelm programaram uma pescaria com um índio de quatorze anos.
Impressionante como ele mergulhava a 25 metros de profundidade; caçava os peixes apenas com
20 uma fisga com elástico na ponta. A água era azul-piscina.
Neste mergulho Vilfredo levou um dos maiores sustos de sua vida. Arpoou uma garoupa de
uns três quilos e em poucos segundos dá de cara com um tubarão, atraído pela vibração e pelo
sangue da garoupa. David e Wilhelm nadam rápido para o dingue e Vilfredo permanece de olho no
monstro, que o rodeia sempre mais perto. O kuna, vendo o drama de Vilfredo, mergulha em cima do
25 tubarão, como se fosse atacá-lo, soltando bolhas de ar pela boca, de forma ininterrupta. Depois
Vilfredo nos contou que foi impressionante: o tubarão fugiu, e nós aprendemos a assustar os bichos.
Nos dias em que permanecemos ancorados ali, os meninos logo se enturmaram com os
jovens índios, recebendo mesmo convites para dormirem em suas choupanas.
Numa das tardes convidei as índias kunas para um lanche. Vieram oito mulheres numa
30 comprida canoa, todas vestidas de gala. Só uma falava espanhol e traduzia a conversa. Ficaram
encantadas com os bolos e pão. Uma delas cheirava um pão e, muito encabulada, pediu um pedaço
para o marido; há muito tempo não comiam pão. Passamos uma tarde divertida. No final do café
perguntaram se não queríamos levar duas jovens, de quinze e dezessete anos. Expliquei que era
impossível, íamos para muito longe. Ao partirem, cantaram uma canção de despedida e
35 agradecimento pela hospitalidade. Uma velha índia chorava. E todos nós tínhamos lágrimas nos
olhos.

Família Schürmann. Diário de uma aventura – Dez anos no mar. Rio de Janeiro, Record, 1995 (Fragmento).

VOCABULÁRIO:
Arpoou: do verbo arpoar; lançou o arpão; pegou com arpão.
Choupanas: habitações rústicas; cabanas.
Corais: espécie de animais encontrados nos mares quentes, responsável pela formação de recifes.
Dingue: pequeno bote a remo.
Fisga: arpão para pescar.
Sarongue: tipo de vestimenta de tecido estampado que se usa amarrado na cintura.

Ao referir-se ao tubarão, o narrador do texto:
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Língua Portuguesa Coesão Textual — Referenciação Pronominal

Colégio Militar de Santa Maria 2014 Fundamental

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Texto-base:
Leia com atenção o fragmento do texto “Diário de uma aventura” para responder os itens de 01 a 06 desta prova.

TEXTO 1
Diário de uma aventura

Fotografia de seis pessoas, homens, mulher e crianças, sentadas no convés de um veleiro, junto ao timão, com o mar ao fundo.

Estudamos detalhadamente o arquipélago de San Blás, no
Panamá, nossa próxima ancoragem. As ilhas ficam ao nível da
água e só se avistam coqueiros a poucas milhas de distância. Para
preocupar mais ainda, existem vários bancos de corais e a
05 navegação precisa ser feita com muita cautela.
No dia 13 de abril de 1988, depois do meio-dia, chegamos
à ilha Cayo Chichine. Era aniversário de David e também
comemorávamos quatro anos de navegação.
[...]
10 Esta é a terra dos índios Kunas, que falam poucas palavras em espanhol. Vivem da pesca e da
venda de cocos, e as mulheres confeccionam um tecido bordado a mão, que eles chamam de molas.
Elas se vestem com lindos trajes: fitas bordadas amarradas nas pernas, sarongue, blusas coloridas,
lenço na cabeça e uma argola de ouro no nariz. Os homens são de estatura mediana, muito parecidos
com os índios brasileiros. São diversos os tabus, e, quando hasteiam uma bandeira vermelha, as
15 visitas são proibidas.
O arquipélago é composto por várias ilhas. As casas são todas construídas com folhas de
coqueiros.
Vilfredo, David e Wilhelm programaram uma pescaria com um índio de quatorze anos.
Impressionante como ele mergulhava a 25 metros de profundidade; caçava os peixes apenas com
20 uma fisga com elástico na ponta. A água era azul-piscina.
Neste mergulho Vilfredo levou um dos maiores sustos de sua vida. Arpoou uma garoupa de
uns três quilos e em poucos segundos dá de cara com um tubarão, atraído pela vibração e pelo
sangue da garoupa. David e Wilhelm nadam rápido para o dingue e Vilfredo permanece de olho no
monstro, que o rodeia sempre mais perto. O kuna, vendo o drama de Vilfredo, mergulha em cima do
25 tubarão, como se fosse atacá-lo, soltando bolhas de ar pela boca, de forma ininterrupta. Depois
Vilfredo nos contou que foi impressionante: o tubarão fugiu, e nós aprendemos a assustar os bichos.
Nos dias em que permanecemos ancorados ali, os meninos logo se enturmaram com os
jovens índios, recebendo mesmo convites para dormirem em suas choupanas.
Numa das tardes convidei as índias kunas para um lanche. Vieram oito mulheres numa
30 comprida canoa, todas vestidas de gala. Só uma falava espanhol e traduzia a conversa. Ficaram
encantadas com os bolos e pão. Uma delas cheirava um pão e, muito encabulada, pediu um pedaço
para o marido; há muito tempo não comiam pão. Passamos uma tarde divertida. No final do café
perguntaram se não queríamos levar duas jovens, de quinze e dezessete anos. Expliquei que era
impossível, íamos para muito longe. Ao partirem, cantaram uma canção de despedida e
35 agradecimento pela hospitalidade. Uma velha índia chorava. E todos nós tínhamos lágrimas nos
olhos.

Família Schürmann. Diário de uma aventura – Dez anos no mar. Rio de Janeiro, Record, 1995 (Fragmento).

VOCABULÁRIO:
Arpoou: do verbo arpoar; lançou o arpão; pegou com arpão.
Choupanas: habitações rústicas; cabanas.
Corais: espécie de animais encontrados nos mares quentes, responsável pela formação de recifes.
Dingue: pequeno bote a remo.
Fisga: arpão para pescar.
Sarongue: tipo de vestimenta de tecido estampado que se usa amarrado na cintura.

Leia os fragmentos que seguem:
Fragmentos: I – “que eles chamam de molas” (linha 11); II – “mergulha em cima do tubarão, como se fosse atacá-lo” (linhas 24 e 25). Os pronomes “eles” (fragmento I) e “lo” (fragmento II) estão em negrito e sublinhados.
Os pronomes sublinhados, nos fragmentos acima, referem-se aos seguintes termos do texto, respectivamente:
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Língua Portuguesa Pessoa do Discurso — Reescrita de Frases

Colégio Militar de Santa Maria 2014 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
Leia com atenção o fragmento do texto “Diário de uma aventura” para responder os itens de 01 a 06 desta prova.

TEXTO 1
Diário de uma aventura

Fotografia de seis pessoas, homens, mulher e crianças, sentadas no convés de um veleiro, junto ao timão, com o mar ao fundo.

Estudamos detalhadamente o arquipélago de San Blás, no
Panamá, nossa próxima ancoragem. As ilhas ficam ao nível da
água e só se avistam coqueiros a poucas milhas de distância. Para
preocupar mais ainda, existem vários bancos de corais e a
05 navegação precisa ser feita com muita cautela.
No dia 13 de abril de 1988, depois do meio-dia, chegamos
à ilha Cayo Chichine. Era aniversário de David e também
comemorávamos quatro anos de navegação.
[...]
10 Esta é a terra dos índios Kunas, que falam poucas palavras em espanhol. Vivem da pesca e da
venda de cocos, e as mulheres confeccionam um tecido bordado a mão, que eles chamam de molas.
Elas se vestem com lindos trajes: fitas bordadas amarradas nas pernas, sarongue, blusas coloridas,
lenço na cabeça e uma argola de ouro no nariz. Os homens são de estatura mediana, muito parecidos
com os índios brasileiros. São diversos os tabus, e, quando hasteiam uma bandeira vermelha, as
15 visitas são proibidas.
O arquipélago é composto por várias ilhas. As casas são todas construídas com folhas de
coqueiros.
Vilfredo, David e Wilhelm programaram uma pescaria com um índio de quatorze anos.
Impressionante como ele mergulhava a 25 metros de profundidade; caçava os peixes apenas com
20 uma fisga com elástico na ponta. A água era azul-piscina.
Neste mergulho Vilfredo levou um dos maiores sustos de sua vida. Arpoou uma garoupa de
uns três quilos e em poucos segundos dá de cara com um tubarão, atraído pela vibração e pelo
sangue da garoupa. David e Wilhelm nadam rápido para o dingue e Vilfredo permanece de olho no
monstro, que o rodeia sempre mais perto. O kuna, vendo o drama de Vilfredo, mergulha em cima do
25 tubarão, como se fosse atacá-lo, soltando bolhas de ar pela boca, de forma ininterrupta. Depois
Vilfredo nos contou que foi impressionante: o tubarão fugiu, e nós aprendemos a assustar os bichos.
Nos dias em que permanecemos ancorados ali, os meninos logo se enturmaram com os
jovens índios, recebendo mesmo convites para dormirem em suas choupanas.
Numa das tardes convidei as índias kunas para um lanche. Vieram oito mulheres numa
30 comprida canoa, todas vestidas de gala. Só uma falava espanhol e traduzia a conversa. Ficaram
encantadas com os bolos e pão. Uma delas cheirava um pão e, muito encabulada, pediu um pedaço
para o marido; há muito tempo não comiam pão. Passamos uma tarde divertida. No final do café
perguntaram se não queríamos levar duas jovens, de quinze e dezessete anos. Expliquei que era
impossível, íamos para muito longe. Ao partirem, cantaram uma canção de despedida e
35 agradecimento pela hospitalidade. Uma velha índia chorava. E todos nós tínhamos lágrimas nos
olhos.

Família Schürmann. Diário de uma aventura – Dez anos no mar. Rio de Janeiro, Record, 1995 (Fragmento).

VOCABULÁRIO:
Arpoou: do verbo arpoar; lançou o arpão; pegou com arpão.
Choupanas: habitações rústicas; cabanas.
Corais: espécie de animais encontrados nos mares quentes, responsável pela formação de recifes.
Dingue: pequeno bote a remo.
Fisga: arpão para pescar.
Sarongue: tipo de vestimenta de tecido estampado que se usa amarrado na cintura.

Se o narrador do fragmento “Vilfredo permanece de olho no monstro, que o rodeia sempre mais perto.” (linhas 23 e 24) fosse o próprio Vilfredo, a frase poderia ser reescrita, mantendo-se a coerência, como:
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Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Santa Maria 2014 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
Leia a letra da música “Asa Branca”, conhecida como baião, de autoria da dupla Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Essa canção, composta em 3 de março de 1947, é considerada uma das mais importantes da cultura brasileira. Esse texto servirá de base para você responder os itens de 07 a 10.

TEXTO 2

ASA BRANCA
Quando oiei a terra ardendo
Qual a fogueira de São João
Eu preguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação

Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação
Por farta d’água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Intonce eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração

Hoje longe muitas légua
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortar pro meu sertão

Quando o verde dos teus óio
Se espaiar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração

Duas fotografias em molduras: um cacto em silhueta diante do sol poente em céu alaranjado; e uma casa simples de alvenaria em terreno seco, com vegetação de caatinga sem folhas e céu com nuvens.
Imagens retiradas de https://www.google.com.br

Considere as afirmações que seguem a respeito do texto “Asa Branca”:

I. A letra da canção fala da seca, das tristes condições de vida do sertanejo.
II. O eu lírico é um homem do campo, já que cita o gado e a plantação.
III. A esperança do eu lírico é que tudo vai ficar verde de novo, exatamente da mesma cor dos olhos de sua amada.

Está(ão) correta(s):
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Semântica — Valor Semântico das Palavras

Colégio Militar de Santa Maria 2014 Fundamental

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Texto-base:
Leia a letra da música “Asa Branca”, conhecida como baião, de autoria da dupla Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Essa canção, composta em 3 de março de 1947, é considerada uma das mais importantes da cultura brasileira. Esse texto servirá de base para você responder os itens de 07 a 10.

TEXTO 2

ASA BRANCA
Quando oiei a terra ardendo
Qual a fogueira de São João
Eu preguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação

Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação
Por farta d’água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Intonce eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração

Hoje longe muitas légua
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortar pro meu sertão

Quando o verde dos teus óio
Se espaiar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração

Duas fotografias em molduras: um cacto em silhueta diante do sol poente em céu alaranjado; e uma casa simples de alvenaria em terreno seco, com vegetação de caatinga sem folhas e céu com nuvens.
Imagens retiradas de https://www.google.com.br

As palavras sublinhadas, nos versos abaixo, expressam, respectivamente, ideia de:
Versos: “Quando oiei a terra ardendo” (verso 1); “Qual fogueira de São João” (verso 2); “Inté mesmo a asa branca” (verso 9). Estão sublinhadas as palavras “Quando”, “Qual” e “Inté”.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Significação das Palavras — Sinonímia

Colégio Militar de Santa Maria 2014 Fundamental

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Texto-base:
Leia a letra da música “Asa Branca”, conhecida como baião, de autoria da dupla Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Essa canção, composta em 3 de março de 1947, é considerada uma das mais importantes da cultura brasileira. Esse texto servirá de base para você responder os itens de 07 a 10.

TEXTO 2

ASA BRANCA
Quando oiei a terra ardendo
Qual a fogueira de São João
Eu preguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação

Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação
Por farta d’água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Intonce eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração

Hoje longe muitas légua
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortar pro meu sertão

Quando o verde dos teus óio
Se espaiar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração

Duas fotografias em molduras: um cacto em silhueta diante do sol poente em céu alaranjado; e uma casa simples de alvenaria em terreno seco, com vegetação de caatinga sem folhas e céu com nuvens.
Imagens retiradas de https://www.google.com.br

A palavra que melhor substitui o substantivo destacado no verso “Por que tamanha judiação” é:
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Língua Portuguesa Interjeição

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Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
Leia a letra da música “Asa Branca”, conhecida como baião, de autoria da dupla Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Essa canção, composta em 3 de março de 1947, é considerada uma das mais importantes da cultura brasileira. Esse texto servirá de base para você responder os itens de 07 a 10.

TEXTO 2

ASA BRANCA
Quando oiei a terra ardendo
Qual a fogueira de São João
Eu preguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação

Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação
Por farta d’água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Intonce eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração

Hoje longe muitas légua
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortar pro meu sertão

Quando o verde dos teus óio
Se espaiar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração

Duas fotografias em molduras: um cacto em silhueta diante do sol poente em céu alaranjado; e uma casa simples de alvenaria em terreno seco, com vegetação de caatinga sem folhas e céu com nuvens.
Imagens retiradas de https://www.google.com.br

A Interjeição é uma palavra ou frase que expressa emoções, sentimentos, sensações. Geralmente a interjeição é a expressão das emoções do próprio interlocutor. O eu lírico, ao utilizar a interjeição “ai”, no verso, “Eu preguntei a Deus do céu, ai” (verso 3) quis demonstrar:
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Língua Portuguesa Interpretação de Texto Não Verbal

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Texto-base:
Sobre o texto 3, responda os itens 11, 12 e 14.

TEXTO 3

Ilustração com o título “PARA VOCÊ IMAGINAR QUANTA ÁGUA HÁ NA TERRA, VEJA ESTE CÍRCULO:” e um peixe dizendo “NOSSA!”. Um círculo dividido: um quarto, em cor de laranja, com árvores na borda, traz o texto “Apenas 25% do planeta é coberto por terra.”; os outros três quartos, em azul, com peixes, golfinho e barco, trazem o texto “75% da Terra é coberta pela água.”.

Almanaque Ruth Rocha. São Paulo, Ática, 2005.

Com base nos dados presentes na imagem, é possível afirmar que:
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Língua Portuguesa Ortografia — Emprego de Letras Maiúsculas

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Texto-base:
Sobre o texto 3, responda os itens 11, 12 e 14.

TEXTO 3

Ilustração com o título “PARA VOCÊ IMAGINAR QUANTA ÁGUA HÁ NA TERRA, VEJA ESTE CÍRCULO:” e um peixe dizendo “NOSSA!”. Um círculo dividido: um quarto, em cor de laranja, com árvores na borda, traz o texto “Apenas 25% do planeta é coberto por terra.”; os outros três quartos, em azul, com peixes, golfinho e barco, trazem o texto “75% da Terra é coberta pela água.”.

Almanaque Ruth Rocha. São Paulo, Ática, 2005.

Observe as palavras destacadas nos fragmentos retirados do texto 3.
1º – “Apenas 25% do planeta é coberto por terra.”
2º – “ 75% da Terra é coberta pela água.”
Quanto a esses vocábulos é correto afirmar que:
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Língua Portuguesa Classes de Palavras — Valor Semântico

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Texto-base:
Sobre o texto 4, responda os itens 13 e 14.

TEXTO 4

Ilustração de um vaso alto e estreito, como uma proveta graduada, com marcas em vermelho de 100 (no topo) a 10 e 2 (no fundo). Dentro do vaso está escrito: “Imagine um vaso deste formato. Imagine que ele está cheio da água que existe na Terra. Essa mancha azul mais escura embaixo seria a quantidade de água doce, quer dizer, a água potável, que se pode beber.”. No fundo do vaso, abaixo da marca 2, há uma faixa azul mais escura.

Almanaque Ruth Rocha. São Paulo, Ática, 2005.

Texto: Na frase “Essa mancha azul mais escura embaixo seria a quantidade de água doce, quer dizer, a água potável, que se pode beber.”, as palavras sublinhadas são empregadas, respectivamente, para: — Estão sublinhadas as palavras “mais”, “embaixo”, “quantidade” e “potável”.
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Língua Portuguesa Comparação entre Textos

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Texto-base:
Sobre o texto 3, responda os itens 11, 12 e 14.

TEXTO 3

Ilustração com o título “PARA VOCÊ IMAGINAR QUANTA ÁGUA HÁ NA TERRA, VEJA ESTE CÍRCULO:” e um peixe dizendo “NOSSA!”. Um círculo dividido: um quarto, em cor de laranja, com árvores na borda, traz o texto “Apenas 25% do planeta é coberto por terra.”; os outros três quartos, em azul, com peixes, golfinho e barco, trazem o texto “75% da Terra é coberta pela água.”.

Almanaque Ruth Rocha. São Paulo, Ática, 2005.

Texto-base:
Sobre o texto 4, responda os itens 13 e 14.

TEXTO 4

Ilustração de um vaso alto e estreito, como uma proveta graduada, com marcas em vermelho de 100 (no topo) a 10 e 2 (no fundo). Dentro do vaso está escrito: “Imagine um vaso deste formato. Imagine que ele está cheio da água que existe na Terra. Essa mancha azul mais escura embaixo seria a quantidade de água doce, quer dizer, a água potável, que se pode beber.”. No fundo do vaso, abaixo da marca 2, há uma faixa azul mais escura.

Almanaque Ruth Rocha. São Paulo, Ática, 2005.

Na relação entre os textos 3 e 4, pode-se afirmar que:
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Língua Portuguesa Ortografia

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Leia com atenção a tirinha abaixo para responder os itens 15, 16 e 17.

TEXTO 5

Tirinha em quatro quadrinhos, assinada por Edgar Salches. 1º quadrinho: um senhor carregando baldes diz “O POVO .................. MUITA ÁGUA LAVANDO CARRO, ESCOVANDO OS DENTES, TOMANDO BANHO DEMORADO. QUE RAIVA ISSO ME DÁ!”; outro homem diz “GENTE SEM ..................! AGORA QUE ESTAMOS SEM ÁGUA, TODO MUNDO DÁ MAIS VALOR A ELA!”; um menino segura um balde. 2º quadrinho: uma mulher na janela anuncia “GENTE! JÁ TÁ CHEGANDO ÁGUA NAS TORNEIRAS!”; alguém diz “ALELUIA!” e outro “DEPOIS DE TRÊS DIAS SEM!”. 3º quadrinho: o menino, com um balde cheio, pergunta “E AGORA O QUE A GENTE FAZ COM ESSES BALDES CHEIOS?”. 4º quadrinho: os dois homens despejam a água dos baldes no chão (onomatopeia “SPLASH”), enquanto o menino, segurando seu balde, olha, com três pontos de exclamação sobre a cabeça.

https://www.google.com.br/search

No primeiro quadrinho da tirinha acima, foram retiradas duas palavras. A alternativa que preenche corretamente as lacunas do 1º quadrinho é:
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Língua Portuguesa Pontuação — Efeito de Sentido

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Texto-base:
Leia com atenção a tirinha abaixo para responder os itens 15, 16 e 17.

TEXTO 5

Tirinha em quatro quadrinhos, assinada por Edgar Salches. 1º quadrinho: um senhor carregando baldes diz “O POVO .................. MUITA ÁGUA LAVANDO CARRO, ESCOVANDO OS DENTES, TOMANDO BANHO DEMORADO. QUE RAIVA ISSO ME DÁ!”; outro homem diz “GENTE SEM ..................! AGORA QUE ESTAMOS SEM ÁGUA, TODO MUNDO DÁ MAIS VALOR A ELA!”; um menino segura um balde. 2º quadrinho: uma mulher na janela anuncia “GENTE! JÁ TÁ CHEGANDO ÁGUA NAS TORNEIRAS!”; alguém diz “ALELUIA!” e outro “DEPOIS DE TRÊS DIAS SEM!”. 3º quadrinho: o menino, com um balde cheio, pergunta “E AGORA O QUE A GENTE FAZ COM ESSES BALDES CHEIOS?”. 4º quadrinho: os dois homens despejam a água dos baldes no chão (onomatopeia “SPLASH”), enquanto o menino, segurando seu balde, olha, com três pontos de exclamação sobre a cabeça.

https://www.google.com.br/search

O efeito de sentido decorrente do uso do ponto de exclamação sobre a cabeça do menino, no último quadrinho, é de:
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Língua Portuguesa Ironia

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Texto-base:
Leia com atenção a tirinha abaixo para responder os itens 15, 16 e 17.

TEXTO 5

Tirinha em quatro quadrinhos, assinada por Edgar Salches. 1º quadrinho: um senhor carregando baldes diz “O POVO .................. MUITA ÁGUA LAVANDO CARRO, ESCOVANDO OS DENTES, TOMANDO BANHO DEMORADO. QUE RAIVA ISSO ME DÁ!”; outro homem diz “GENTE SEM ..................! AGORA QUE ESTAMOS SEM ÁGUA, TODO MUNDO DÁ MAIS VALOR A ELA!”; um menino segura um balde. 2º quadrinho: uma mulher na janela anuncia “GENTE! JÁ TÁ CHEGANDO ÁGUA NAS TORNEIRAS!”; alguém diz “ALELUIA!” e outro “DEPOIS DE TRÊS DIAS SEM!”. 3º quadrinho: o menino, com um balde cheio, pergunta “E AGORA O QUE A GENTE FAZ COM ESSES BALDES CHEIOS?”. 4º quadrinho: os dois homens despejam a água dos baldes no chão (onomatopeia “SPLASH”), enquanto o menino, segurando seu balde, olha, com três pontos de exclamação sobre a cabeça.

https://www.google.com.br/search

A ironia presente nesta tirinha consiste no fato de que:
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Língua Portuguesa Pontuação — Aspas

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Texto-base:
Sobre a reportagem, responda os itens de 18 a 20.

TEXTO 6

23/09/2014 14h48 - Atualizado em 25/09/2014 18h57

'Água pra gente é igual doce pra criança', diz moradora de Itu
Cidade enfrenta crise no abastecimento há sete meses.
Protesto na tarde de segunda (22) terminou em confronto com a polícia.

Fotografia de uma mulher colocando roupas em um tanquinho de lavar, em uma área de serviço.
Adriana precisou comprar um tanquinho, já que a máquina de lavar não funciona com pouca água (Foto: Natália de Oliveira/G1)

O problema da falta d'água em Itu (SP), que enfrenta racionamento desde fevereiro, tem afetado profundamente a vida dos moradores da cidade. Muitos relatam que já chegaram a ficar até 20 dias sem água nas torneiras. "Hoje, quando vem água, a gente fica que nem criança quando ganha doce. Ninguém acredita que ela chega”, relata a dona de casa Adriana Augusta Galdeno, de 41 anos, moradora do Jardim Aeroporto.

A insatisfação com o problema culminou em um protesto na tarde de segunda-feira (22), na frente da Câmara Municipal, que terminou em conflito com a Tropa de Choque da Polícia Militar.

Segundo a dona de casa, a família teve que mudar a rotina para se adaptar às torneiras secas. "Quando a água chega, geralmente é de madrugada. Por isso, a gente deixa de dormir para poder lavar roupa, louça e até tomar banho. Tomar banho de caneca já virou um hábito. Faz dez dias que não recebemos água. Não posso lavar roupa e faz uns dez dias que eu não sei o que é tomar banho de chuveiro, porque só temos como fazer isso de caneca”, diz. Para não deixar a louça suja dentro de casa e, assim, atrair insetos, ela optou por colocá-las em uma edícula no fundo da casa. "Não sei mais o que fazer", lamenta.

Fotografia de uma pia com louça suja acumulada: pratos, copos, potes e panelas.
A louça suja fica em uma edícula nos fundos da casa (Foto: Natália de Oliveira/G1)

VOCABULÁRIO:
Edícula: pequena casa anexa a uma construção principal.

Fragmento
http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2014/09/

As aspas são um sinal de pontuação usado em várias situações. No terceiro parágrafo do texto 6, elas foram empregadas para:
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Língua Portuguesa Linguagem Figurada — Comparação

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Texto-base:
Sobre a reportagem, responda os itens de 18 a 20.

TEXTO 6

23/09/2014 14h48 - Atualizado em 25/09/2014 18h57

'Água pra gente é igual doce pra criança', diz moradora de Itu
Cidade enfrenta crise no abastecimento há sete meses.
Protesto na tarde de segunda (22) terminou em confronto com a polícia.

Fotografia de uma mulher colocando roupas em um tanquinho de lavar, em uma área de serviço.
Adriana precisou comprar um tanquinho, já que a máquina de lavar não funciona com pouca água (Foto: Natália de Oliveira/G1)

O problema da falta d'água em Itu (SP), que enfrenta racionamento desde fevereiro, tem afetado profundamente a vida dos moradores da cidade. Muitos relatam que já chegaram a ficar até 20 dias sem água nas torneiras. "Hoje, quando vem água, a gente fica que nem criança quando ganha doce. Ninguém acredita que ela chega”, relata a dona de casa Adriana Augusta Galdeno, de 41 anos, moradora do Jardim Aeroporto.

A insatisfação com o problema culminou em um protesto na tarde de segunda-feira (22), na frente da Câmara Municipal, que terminou em conflito com a Tropa de Choque da Polícia Militar.

Segundo a dona de casa, a família teve que mudar a rotina para se adaptar às torneiras secas. "Quando a água chega, geralmente é de madrugada. Por isso, a gente deixa de dormir para poder lavar roupa, louça e até tomar banho. Tomar banho de caneca já virou um hábito. Faz dez dias que não recebemos água. Não posso lavar roupa e faz uns dez dias que eu não sei o que é tomar banho de chuveiro, porque só temos como fazer isso de caneca”, diz. Para não deixar a louça suja dentro de casa e, assim, atrair insetos, ela optou por colocá-las em uma edícula no fundo da casa. "Não sei mais o que fazer", lamenta.

Fotografia de uma pia com louça suja acumulada: pratos, copos, potes e panelas.
A louça suja fica em uma edícula nos fundos da casa (Foto: Natália de Oliveira/G1)

VOCABULÁRIO:
Edícula: pequena casa anexa a uma construção principal.

Fragmento
http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2014/09/

O sentido figurado expresso na frase "Hoje, quando vem água, a gente fica que nem criança quando ganha doce.” (1º parágrafo), é:
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Língua Portuguesa Relações de Sentido — Causa e Consequência

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Texto-base:
Sobre a reportagem, responda os itens de 18 a 20.

TEXTO 6

23/09/2014 14h48 - Atualizado em 25/09/2014 18h57

'Água pra gente é igual doce pra criança', diz moradora de Itu
Cidade enfrenta crise no abastecimento há sete meses.
Protesto na tarde de segunda (22) terminou em confronto com a polícia.

Fotografia de uma mulher colocando roupas em um tanquinho de lavar, em uma área de serviço.
Adriana precisou comprar um tanquinho, já que a máquina de lavar não funciona com pouca água (Foto: Natália de Oliveira/G1)

O problema da falta d'água em Itu (SP), que enfrenta racionamento desde fevereiro, tem afetado profundamente a vida dos moradores da cidade. Muitos relatam que já chegaram a ficar até 20 dias sem água nas torneiras. "Hoje, quando vem água, a gente fica que nem criança quando ganha doce. Ninguém acredita que ela chega”, relata a dona de casa Adriana Augusta Galdeno, de 41 anos, moradora do Jardim Aeroporto.

A insatisfação com o problema culminou em um protesto na tarde de segunda-feira (22), na frente da Câmara Municipal, que terminou em conflito com a Tropa de Choque da Polícia Militar.

Segundo a dona de casa, a família teve que mudar a rotina para se adaptar às torneiras secas. "Quando a água chega, geralmente é de madrugada. Por isso, a gente deixa de dormir para poder lavar roupa, louça e até tomar banho. Tomar banho de caneca já virou um hábito. Faz dez dias que não recebemos água. Não posso lavar roupa e faz uns dez dias que eu não sei o que é tomar banho de chuveiro, porque só temos como fazer isso de caneca”, diz. Para não deixar a louça suja dentro de casa e, assim, atrair insetos, ela optou por colocá-las em uma edícula no fundo da casa. "Não sei mais o que fazer", lamenta.

Fotografia de uma pia com louça suja acumulada: pratos, copos, potes e panelas.
A louça suja fica em uma edícula nos fundos da casa (Foto: Natália de Oliveira/G1)

VOCABULÁRIO:
Edícula: pequena casa anexa a uma construção principal.

Fragmento
http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2014/09/

No período: “O problema da falta d'água em Itu (SP), [...] tem afetado profundamente a vida dos moradores da cidade.”, há uma relação de:
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