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EPCAR — Exame de Admissão ao CFOAV/CFOINT/CFOINF 2015 — Língua Portuguesa, Matemática, Língua Inglesa, Física e Redação — Versão A

Comando da Aeronáutica — Academia da Força Aérea (AFA) · Exame de Admissão ao CFOAV/CFOINT/CFOINF

EPCAR — Escola Preparatória de Cadetes do Ar

65 questões nesta prova · página 1 de 4 · 61 com gabarito

Língua Portuguesa Compreensão e Interpretação de Textos

EPCAR — Escola Preparatória de Cadetes do Ar

Comando da Aeronáutica — Academia da Força Aérea (AFA) · Exame de Admissão ao CFOAV/CFOINT/CFOINF · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I

MULHER BOAZINHA
(Martha Medeiros)

Qual o elogio que uma mulher adora receber?
Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui
uns setecentos: mulher adora que verbalizem seus
atributos, sejam eles físicos ou morais.
[5] Diga que ela é uma mulher inteligente, e ela irá com
a sua cara.
Diga que ela tem um ótimo caráter e um corpo que é
uma provocação, e ela decorará o seu número.
Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da
[10] sua presença de espírito, da sua aura de mistério, de
como ela tem classe: ela achará você muito observador
e lhe dará uma cópia da chave de casa.
Mas não pense que o jogo está ganho: manter o
cargo vai depender da sua perspicácia para encontrar
[15] novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta.
Diga que ela cozinha melhor que a sua mãe, que ela
tem uma voz que faz você pensar obscenidades, que ela
é um avião no mundo dos negócios.
Fale sobre sua competência, seu senso de
[20] oportunidade, seu bom gosto musical.
Agora quer ver o mundo cair?
Diga que ela é muito boazinha.
Descreva aí uma mulher boazinha.
Voz fina, roupas pastel, calçados rente ao chão.
[25] Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja,
cuida dos sobrinhos nos finais de semana.
Disponível, serena, previsível, nunca foi vista
negando um favor.
Nunca teve um chilique.
[30] Nunca colocou os pés num show de rock.
É queridinha.
Pequeninha.
Educadinha.
Enfim, uma mulher boazinha.
[35] Fomos boazinhas por séculos.
Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada,
ceguinhas.
Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de
panelinhas e nenezinhos.
[40] A vida feminina era esse frege: bordados, paredes
brancas, crucifixo em cima da cama, tudo certinho.
Passamos um tempão assim, comportadinhas,
enquanto íamos alimentando um desejo incontrolável de
virar a mesa.
[45] Quietinhas, mas inquietas.
Até que chegou o dia em que deixamos de ser as
coitadinhas.
Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil:
somos atrizes, estrelas, profissionais.
[50] Adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da
geração teen.
Ser chamada de patricinha é ofensa mortal.
Pitchulinha é coisa de retardada.
Quem gosta de diminutivos, definha.
[55] Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa.
Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo.
As boazinhas não têm defeitos.
Não têm atitude.
Conformam-se com a coadjuvância.
[60] PH neutro.
Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das
intenções, é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras,
persistentes, ciumentas, apressadas, é isso que somos hoje.
[65] Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos.
As “inhas” não moram mais aqui.
Foram para o espaço, sozinhas.

(Disponível em: http://pensador.uol.com.br/frase/NTc1ODIy/ acesso em 28/03/14)

O principal objetivo do texto é:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O texto descreve o perfil da 'mulher boazinha', que hoje não é mais desejável.

A autora monta o retrato da mulher boazinha (passiva, previsível, comportada) e conclui que esse perfil ficou no passado e hoje é visto como ofensa. O objetivo central é, portanto, descrever um perfil feminino que não é mais desejável.

Análise das alternativas

A) Errada: o texto não trata de conquista do respeito masculino. C) Errada: a libertação aparece só como contexto, não é analisada em processo. D) Errada: o texto é crônica de caráter descritivo-reflexivo e não tem finalidade instrutiva, sem instruir ninguém.

Referência: Martha Medeiros, 'Mulher boazinha'

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Variação Linguística

EPCAR — Escola Preparatória de Cadetes do Ar

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Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I

MULHER BOAZINHA
(Martha Medeiros)

Qual o elogio que uma mulher adora receber?
Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui
uns setecentos: mulher adora que verbalizem seus
atributos, sejam eles físicos ou morais.
[5] Diga que ela é uma mulher inteligente, e ela irá com
a sua cara.
Diga que ela tem um ótimo caráter e um corpo que é
uma provocação, e ela decorará o seu número.
Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da
[10] sua presença de espírito, da sua aura de mistério, de
como ela tem classe: ela achará você muito observador
e lhe dará uma cópia da chave de casa.
Mas não pense que o jogo está ganho: manter o
cargo vai depender da sua perspicácia para encontrar
[15] novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta.
Diga que ela cozinha melhor que a sua mãe, que ela
tem uma voz que faz você pensar obscenidades, que ela
é um avião no mundo dos negócios.
Fale sobre sua competência, seu senso de
[20] oportunidade, seu bom gosto musical.
Agora quer ver o mundo cair?
Diga que ela é muito boazinha.
Descreva aí uma mulher boazinha.
Voz fina, roupas pastel, calçados rente ao chão.
[25] Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja,
cuida dos sobrinhos nos finais de semana.
Disponível, serena, previsível, nunca foi vista
negando um favor.
Nunca teve um chilique.
[30] Nunca colocou os pés num show de rock.
É queridinha.
Pequeninha.
Educadinha.
Enfim, uma mulher boazinha.
[35] Fomos boazinhas por séculos.
Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada,
ceguinhas.
Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de
panelinhas e nenezinhos.
[40] A vida feminina era esse frege: bordados, paredes
brancas, crucifixo em cima da cama, tudo certinho.
Passamos um tempão assim, comportadinhas,
enquanto íamos alimentando um desejo incontrolável de
virar a mesa.
[45] Quietinhas, mas inquietas.
Até que chegou o dia em que deixamos de ser as
coitadinhas.
Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil:
somos atrizes, estrelas, profissionais.
[50] Adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da
geração teen.
Ser chamada de patricinha é ofensa mortal.
Pitchulinha é coisa de retardada.
Quem gosta de diminutivos, definha.
[55] Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa.
Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo.
As boazinhas não têm defeitos.
Não têm atitude.
Conformam-se com a coadjuvância.
[60] PH neutro.
Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das
intenções, é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras,
persistentes, ciumentas, apressadas, é isso que somos hoje.
[65] Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos.
As “inhas” não moram mais aqui.
Foram para o espaço, sozinhas.

(Disponível em: http://pensador.uol.com.br/frase/NTc1ODIy/ acesso em 28/03/14)

Há, no texto, o predomínio da variante coloquial da língua. O único trecho abaixo que NÃO corrobora com essa afirmativa é:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

'Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo' é a única frase que não traz marca de coloquialidade.

'Chilique', 'aí' e 'pitchulinha... coisa de retardada' são marcas de linguagem coloquial. A frase da alternativa D usa vocabulário neutro e construção padrão, sem marca informal. Por isso é o único trecho que não corrobora o predomínio coloquial.

Análise das alternativas

A: 'chilique' é gíria ou expressão informal. B: 'aí' é marca de oralidade, que interpela o leitor. C: 'pitchulinha' e 'coisa de retardada' são expressões informais e depreciativas.

Referência: Variação linguística: registro coloquial e formal.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Compreensão e Interpretação de Textos

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Texto-base:
TEXTO I

MULHER BOAZINHA
(Martha Medeiros)

Qual o elogio que uma mulher adora receber?
Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui
uns setecentos: mulher adora que verbalizem seus
atributos, sejam eles físicos ou morais.
[5] Diga que ela é uma mulher inteligente, e ela irá com
a sua cara.
Diga que ela tem um ótimo caráter e um corpo que é
uma provocação, e ela decorará o seu número.
Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da
[10] sua presença de espírito, da sua aura de mistério, de
como ela tem classe: ela achará você muito observador
e lhe dará uma cópia da chave de casa.
Mas não pense que o jogo está ganho: manter o
cargo vai depender da sua perspicácia para encontrar
[15] novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta.
Diga que ela cozinha melhor que a sua mãe, que ela
tem uma voz que faz você pensar obscenidades, que ela
é um avião no mundo dos negócios.
Fale sobre sua competência, seu senso de
[20] oportunidade, seu bom gosto musical.
Agora quer ver o mundo cair?
Diga que ela é muito boazinha.
Descreva aí uma mulher boazinha.
Voz fina, roupas pastel, calçados rente ao chão.
[25] Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja,
cuida dos sobrinhos nos finais de semana.
Disponível, serena, previsível, nunca foi vista
negando um favor.
Nunca teve um chilique.
[30] Nunca colocou os pés num show de rock.
É queridinha.
Pequeninha.
Educadinha.
Enfim, uma mulher boazinha.
[35] Fomos boazinhas por séculos.
Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada,
ceguinhas.
Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de
panelinhas e nenezinhos.
[40] A vida feminina era esse frege: bordados, paredes
brancas, crucifixo em cima da cama, tudo certinho.
Passamos um tempão assim, comportadinhas,
enquanto íamos alimentando um desejo incontrolável de
virar a mesa.
[45] Quietinhas, mas inquietas.
Até que chegou o dia em que deixamos de ser as
coitadinhas.
Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil:
somos atrizes, estrelas, profissionais.
[50] Adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da
geração teen.
Ser chamada de patricinha é ofensa mortal.
Pitchulinha é coisa de retardada.
Quem gosta de diminutivos, definha.
[55] Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa.
Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo.
As boazinhas não têm defeitos.
Não têm atitude.
Conformam-se com a coadjuvância.
[60] PH neutro.
Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das
intenções, é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras,
persistentes, ciumentas, apressadas, é isso que somos hoje.
[65] Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos.
As “inhas” não moram mais aqui.
Foram para o espaço, sozinhas.

(Disponível em: http://pensador.uol.com.br/frase/NTc1ODIy/ acesso em 28/03/14)

Segundo o locutor, a mulher
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Segundo o locutor, a mulher sempre desejou expressar suas convicções e seu temperamento, mesmo quando era 'boazinha'.

O texto afirma que as mulheres foram 'quietinhas, mas inquietas', alimentando por muito tempo 'um desejo incontrolável de virar a mesa'. Isso mostra que sempre quiseram expressar suas convicções, preferências e temperamento. C está correta.

Análise das alternativas

A: o texto não diz que isso valha 'de qualquer época' nem 'principalmente' para atributos físicos. B: 'patricinha' é outro exemplo de rótulo ofensivo, não consequência da conformação. D: o texto critica a imagem de 'boazinha', e não diz que a mulher a cultive por gosto.

Referência: Interpretação de texto (ideia do locutor).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Compreensão e Interpretação de Textos

EPCAR — Escola Preparatória de Cadetes do Ar

Comando da Aeronáutica — Academia da Força Aérea (AFA) · Exame de Admissão ao CFOAV/CFOINT/CFOINF · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I

MULHER BOAZINHA
(Martha Medeiros)

Qual o elogio que uma mulher adora receber?
Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui
uns setecentos: mulher adora que verbalizem seus
atributos, sejam eles físicos ou morais.
[5] Diga que ela é uma mulher inteligente, e ela irá com
a sua cara.
Diga que ela tem um ótimo caráter e um corpo que é
uma provocação, e ela decorará o seu número.
Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da
[10] sua presença de espírito, da sua aura de mistério, de
como ela tem classe: ela achará você muito observador
e lhe dará uma cópia da chave de casa.
Mas não pense que o jogo está ganho: manter o
cargo vai depender da sua perspicácia para encontrar
[15] novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta.
Diga que ela cozinha melhor que a sua mãe, que ela
tem uma voz que faz você pensar obscenidades, que ela
é um avião no mundo dos negócios.
Fale sobre sua competência, seu senso de
[20] oportunidade, seu bom gosto musical.
Agora quer ver o mundo cair?
Diga que ela é muito boazinha.
Descreva aí uma mulher boazinha.
Voz fina, roupas pastel, calçados rente ao chão.
[25] Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja,
cuida dos sobrinhos nos finais de semana.
Disponível, serena, previsível, nunca foi vista
negando um favor.
Nunca teve um chilique.
[30] Nunca colocou os pés num show de rock.
É queridinha.
Pequeninha.
Educadinha.
Enfim, uma mulher boazinha.
[35] Fomos boazinhas por séculos.
Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada,
ceguinhas.
Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de
panelinhas e nenezinhos.
[40] A vida feminina era esse frege: bordados, paredes
brancas, crucifixo em cima da cama, tudo certinho.
Passamos um tempão assim, comportadinhas,
enquanto íamos alimentando um desejo incontrolável de
virar a mesa.
[45] Quietinhas, mas inquietas.
Até que chegou o dia em que deixamos de ser as
coitadinhas.
Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil:
somos atrizes, estrelas, profissionais.
[50] Adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da
geração teen.
Ser chamada de patricinha é ofensa mortal.
Pitchulinha é coisa de retardada.
Quem gosta de diminutivos, definha.
[55] Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa.
Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo.
As boazinhas não têm defeitos.
Não têm atitude.
Conformam-se com a coadjuvância.
[60] PH neutro.
Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das
intenções, é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras,
persistentes, ciumentas, apressadas, é isso que somos hoje.
[65] Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos.
As “inhas” não moram mais aqui.
Foram para o espaço, sozinhas.

(Disponível em: http://pensador.uol.com.br/frase/NTc1ODIy/ acesso em 28/03/14)

Observe as inferências feitas a partir da leitura global do texto e assinale a alternativa que contém uma afirmação INCORRETA.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A afirmação incorreta é B: o texto diz que 'o jogo não está ganho' e que manter o cargo exige novas qualidades elogiadas.

Depois de 'Mas não pense que o jogo está ganho', o texto afirma que manter o 'cargo' depende de encontrar novas qualidades para elogiar. Logo, a conquista não está garantida nem o relacionamento destinado ao sucesso, e B contradiz o texto.

Análise das alternativas

A: faz sentido, pois há a crença de que a comida da mãe é a melhor, e superá-la é elogio forte. C: o fim do texto lista os adjetivos que as mulheres querem receber. D: as 'inhas' foram para o espaço sozinhas, ou seja, perderam o lugar social.

Referência: Inferência e interpretação de texto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Funções da Linguagem

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Texto-base:
TEXTO I

MULHER BOAZINHA
(Martha Medeiros)

Qual o elogio que uma mulher adora receber?
Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui
uns setecentos: mulher adora que verbalizem seus
atributos, sejam eles físicos ou morais.
[5] Diga que ela é uma mulher inteligente, e ela irá com
a sua cara.
Diga que ela tem um ótimo caráter e um corpo que é
uma provocação, e ela decorará o seu número.
Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da
[10] sua presença de espírito, da sua aura de mistério, de
como ela tem classe: ela achará você muito observador
e lhe dará uma cópia da chave de casa.
Mas não pense que o jogo está ganho: manter o
cargo vai depender da sua perspicácia para encontrar
[15] novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta.
Diga que ela cozinha melhor que a sua mãe, que ela
tem uma voz que faz você pensar obscenidades, que ela
é um avião no mundo dos negócios.
Fale sobre sua competência, seu senso de
[20] oportunidade, seu bom gosto musical.
Agora quer ver o mundo cair?
Diga que ela é muito boazinha.
Descreva aí uma mulher boazinha.
Voz fina, roupas pastel, calçados rente ao chão.
[25] Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja,
cuida dos sobrinhos nos finais de semana.
Disponível, serena, previsível, nunca foi vista
negando um favor.
Nunca teve um chilique.
[30] Nunca colocou os pés num show de rock.
É queridinha.
Pequeninha.
Educadinha.
Enfim, uma mulher boazinha.
[35] Fomos boazinhas por séculos.
Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada,
ceguinhas.
Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de
panelinhas e nenezinhos.
[40] A vida feminina era esse frege: bordados, paredes
brancas, crucifixo em cima da cama, tudo certinho.
Passamos um tempão assim, comportadinhas,
enquanto íamos alimentando um desejo incontrolável de
virar a mesa.
[45] Quietinhas, mas inquietas.
Até que chegou o dia em que deixamos de ser as
coitadinhas.
Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil:
somos atrizes, estrelas, profissionais.
[50] Adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da
geração teen.
Ser chamada de patricinha é ofensa mortal.
Pitchulinha é coisa de retardada.
Quem gosta de diminutivos, definha.
[55] Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa.
Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo.
As boazinhas não têm defeitos.
Não têm atitude.
Conformam-se com a coadjuvância.
[60] PH neutro.
Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das
intenções, é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras,
persistentes, ciumentas, apressadas, é isso que somos hoje.
[65] Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos.
As “inhas” não moram mais aqui.
Foram para o espaço, sozinhas.

(Disponível em: http://pensador.uol.com.br/frase/NTc1ODIy/ acesso em 28/03/14)

Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta acerca de aspectos linguísticos tratados no texto.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A função poética aparece na repetição do sufixo -inha, que, pela sonoridade, expressa depreciação.

A repetição do sufixo -inha em 'queridinha', 'pequeninha', 'educadinha' e outros cria um efeito sonoro, que é uma marca da função poética. O sufixo carrega valor depreciativo ao caracterizar a mulher 'boazinha'. A está correta.

Análise das alternativas

B: a vírgula antes do 'e' é aceitável, pois as orações têm sujeitos diferentes. C: os dois pontos na linha 13 introduzem uma explicação ou esclarecimento, e o enunciado de C não corresponde a isso. D: as interrogações servem para dialogar com o leitor, e não há predomínio da função metalinguística, que exigiria o código falando de si.

Referência: Funções da linguagem, pontuação e sufixos diminutivos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Compreensão e Interpretação de Textos

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Comando da Aeronáutica — Academia da Força Aérea (AFA) · Exame de Admissão ao CFOAV/CFOINT/CFOINF · Caderno Versão A

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Texto-base:
TEXTO I

MULHER BOAZINHA
(Martha Medeiros)

Qual o elogio que uma mulher adora receber?
Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui
uns setecentos: mulher adora que verbalizem seus
atributos, sejam eles físicos ou morais.
[5] Diga que ela é uma mulher inteligente, e ela irá com
a sua cara.
Diga que ela tem um ótimo caráter e um corpo que é
uma provocação, e ela decorará o seu número.
Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da
[10] sua presença de espírito, da sua aura de mistério, de
como ela tem classe: ela achará você muito observador
e lhe dará uma cópia da chave de casa.
Mas não pense que o jogo está ganho: manter o
cargo vai depender da sua perspicácia para encontrar
[15] novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta.
Diga que ela cozinha melhor que a sua mãe, que ela
tem uma voz que faz você pensar obscenidades, que ela
é um avião no mundo dos negócios.
Fale sobre sua competência, seu senso de
[20] oportunidade, seu bom gosto musical.
Agora quer ver o mundo cair?
Diga que ela é muito boazinha.
Descreva aí uma mulher boazinha.
Voz fina, roupas pastel, calçados rente ao chão.
[25] Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja,
cuida dos sobrinhos nos finais de semana.
Disponível, serena, previsível, nunca foi vista
negando um favor.
Nunca teve um chilique.
[30] Nunca colocou os pés num show de rock.
É queridinha.
Pequeninha.
Educadinha.
Enfim, uma mulher boazinha.
[35] Fomos boazinhas por séculos.
Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada,
ceguinhas.
Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de
panelinhas e nenezinhos.
[40] A vida feminina era esse frege: bordados, paredes
brancas, crucifixo em cima da cama, tudo certinho.
Passamos um tempão assim, comportadinhas,
enquanto íamos alimentando um desejo incontrolável de
virar a mesa.
[45] Quietinhas, mas inquietas.
Até que chegou o dia em que deixamos de ser as
coitadinhas.
Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil:
somos atrizes, estrelas, profissionais.
[50] Adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da
geração teen.
Ser chamada de patricinha é ofensa mortal.
Pitchulinha é coisa de retardada.
Quem gosta de diminutivos, definha.
[55] Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa.
Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo.
As boazinhas não têm defeitos.
Não têm atitude.
Conformam-se com a coadjuvância.
[60] PH neutro.
Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das
intenções, é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras,
persistentes, ciumentas, apressadas, é isso que somos hoje.
[65] Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos.
As “inhas” não moram mais aqui.
Foram para o espaço, sozinhas.

(Disponível em: http://pensador.uol.com.br/frase/NTc1ODIy/ acesso em 28/03/14)

Analise as assertivas feitas em relação ao que se discute no texto e as inferências possíveis acerca dessa discussão. Julgue-as como adequadas ou inadequadas. Em seguida, assinale a alternativa que contém apenas assertivas adequadas.
I. As mulheres gostam de receber elogios e, quando os recebem, aceitam-nos e ficam mais receptivas não se preocupando muito com a veracidade deles.
II. A expressão “bom” (ℓ.2) é própria da linguagem oral e se encontra nesse texto escrito com o objetivo de chamar o leitor para estar mais próximo do locutor.
III. As expressões “e ela irá com a sua cara” (ℓ.5 e 6), “ela é um avião no mundo dos negócios” (ℓ.17 e 18) e “quer ver o mundo cair” (ℓ.21) foram empregadas para tornar o texto acessível a todo tipo de leitor, inclusive aos menos escolarizados.
IV. No trecho que vai das linhas 5 a 20, o texto se apresenta com características injuntivas, ou seja, instruem o leitor a agir de uma forma que, segundo o locutor, irá causar boa impressão nas mulheres.
V. “Namoradinha do Brasil” era um título concedido a celebridades que se encaixavam no perfil de mulher “boazinha”, ou seja, aquela que “nunca teve um chilique” (ℓ.29) que “nunca colocou os pés num show de rock” (ℓ.30), que vivia “rodeada de panelinhas e nenezinhos” (ℓ.38 e 39) e, principalmente, conservava-se solteira para manutenção do título.
VI. As mulheres hoje em dia, para serem valorizadas, não podem e não devem aceitar elogios que as associem às tarefas domésticas e aos seus atributos que não sejam aqueles relacionados à sua competência e ao seu novo papel na sociedade moderna.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

São adequadas as assertivas I, II e IV.

I: o texto sugere que a mulher gosta de elogios e fica receptiva a quem os faz. II: 'Bom' é marca de oralidade que aproxima locutor e leitor. IV: de Diga a Fale, o trecho usa imperativos, característicos do texto injuntivo, que instruem como agradar. III é inadequada porque as expressões coloquiais visam à informalidade, não a leitores menos escolarizados. V inventa a ideia de que a 'namoradinha do Brasil' precisava ficar solteira. VI é absoluta demais ao dizer que a mulher 'não pode' aceitar certos elogios.

Análise das alternativas

B inclui V, que é inadequada. D inclui III e VI, que são inadequadas. A inclui VI e omite II, então só C está correta.

Referência: Interpretação de texto, funções da linguagem e texto injuntivo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Figuras de Linguagem

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Texto-base:
TEXTO I

MULHER BOAZINHA
(Martha Medeiros)

Qual o elogio que uma mulher adora receber?
Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui
uns setecentos: mulher adora que verbalizem seus
atributos, sejam eles físicos ou morais.
[5] Diga que ela é uma mulher inteligente, e ela irá com
a sua cara.
Diga que ela tem um ótimo caráter e um corpo que é
uma provocação, e ela decorará o seu número.
Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da
[10] sua presença de espírito, da sua aura de mistério, de
como ela tem classe: ela achará você muito observador
e lhe dará uma cópia da chave de casa.
Mas não pense que o jogo está ganho: manter o
cargo vai depender da sua perspicácia para encontrar
[15] novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta.
Diga que ela cozinha melhor que a sua mãe, que ela
tem uma voz que faz você pensar obscenidades, que ela
é um avião no mundo dos negócios.
Fale sobre sua competência, seu senso de
[20] oportunidade, seu bom gosto musical.
Agora quer ver o mundo cair?
Diga que ela é muito boazinha.
Descreva aí uma mulher boazinha.
Voz fina, roupas pastel, calçados rente ao chão.
[25] Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja,
cuida dos sobrinhos nos finais de semana.
Disponível, serena, previsível, nunca foi vista
negando um favor.
Nunca teve um chilique.
[30] Nunca colocou os pés num show de rock.
É queridinha.
Pequeninha.
Educadinha.
Enfim, uma mulher boazinha.
[35] Fomos boazinhas por séculos.
Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada,
ceguinhas.
Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de
panelinhas e nenezinhos.
[40] A vida feminina era esse frege: bordados, paredes
brancas, crucifixo em cima da cama, tudo certinho.
Passamos um tempão assim, comportadinhas,
enquanto íamos alimentando um desejo incontrolável de
virar a mesa.
[45] Quietinhas, mas inquietas.
Até que chegou o dia em que deixamos de ser as
coitadinhas.
Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil:
somos atrizes, estrelas, profissionais.
[50] Adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da
geração teen.
Ser chamada de patricinha é ofensa mortal.
Pitchulinha é coisa de retardada.
Quem gosta de diminutivos, definha.
[55] Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa.
Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo.
As boazinhas não têm defeitos.
Não têm atitude.
Conformam-se com a coadjuvância.
[60] PH neutro.
Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das
intenções, é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras,
persistentes, ciumentas, apressadas, é isso que somos hoje.
[65] Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos.
As “inhas” não moram mais aqui.
Foram para o espaço, sozinhas.

(Disponível em: http://pensador.uol.com.br/frase/NTc1ODIy/ acesso em 28/03/14)

Assinale a alternativa que analisa de maneira adequada a figura de linguagem utilizada.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Em 'manter o cargo' e 'o jogo está ganho' há metáfora: a conquista amorosa é tratada como jogo e como cargo.

O texto compara o relacionamento a um jogo e a um cargo, sem usar conectivo comparativo, o que é uma metáfora. A alternativa C está correta.

Análise das alternativas

A: não é assonância, e sim enumeração de adjetivos. B: 'um avião no mundo dos negócios' é metáfora, não hipérbole. D: os diminutivos de 'mundinho', 'panelinhas' e 'nenezinhos' expressam ironia e depreciação, não eufemismo.

Referência: Figuras de linguagem: metáfora, hipérbole, eufemismo, assonância.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Figuras de Linguagem

EPCAR — Escola Preparatória de Cadetes do Ar

Comando da Aeronáutica — Academia da Força Aérea (AFA) · Exame de Admissão ao CFOAV/CFOINT/CFOINF · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I

MULHER BOAZINHA
(Martha Medeiros)

Qual o elogio que uma mulher adora receber?
Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui
uns setecentos: mulher adora que verbalizem seus
atributos, sejam eles físicos ou morais.
[5] Diga que ela é uma mulher inteligente, e ela irá com
a sua cara.
Diga que ela tem um ótimo caráter e um corpo que é
uma provocação, e ela decorará o seu número.
Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da
[10] sua presença de espírito, da sua aura de mistério, de
como ela tem classe: ela achará você muito observador
e lhe dará uma cópia da chave de casa.
Mas não pense que o jogo está ganho: manter o
cargo vai depender da sua perspicácia para encontrar
[15] novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta.
Diga que ela cozinha melhor que a sua mãe, que ela
tem uma voz que faz você pensar obscenidades, que ela
é um avião no mundo dos negócios.
Fale sobre sua competência, seu senso de
[20] oportunidade, seu bom gosto musical.
Agora quer ver o mundo cair?
Diga que ela é muito boazinha.
Descreva aí uma mulher boazinha.
Voz fina, roupas pastel, calçados rente ao chão.
[25] Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja,
cuida dos sobrinhos nos finais de semana.
Disponível, serena, previsível, nunca foi vista
negando um favor.
Nunca teve um chilique.
[30] Nunca colocou os pés num show de rock.
É queridinha.
Pequeninha.
Educadinha.
Enfim, uma mulher boazinha.
[35] Fomos boazinhas por séculos.
Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada,
ceguinhas.
Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de
panelinhas e nenezinhos.
[40] A vida feminina era esse frege: bordados, paredes
brancas, crucifixo em cima da cama, tudo certinho.
Passamos um tempão assim, comportadinhas,
enquanto íamos alimentando um desejo incontrolável de
virar a mesa.
[45] Quietinhas, mas inquietas.
Até que chegou o dia em que deixamos de ser as
coitadinhas.
Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil:
somos atrizes, estrelas, profissionais.
[50] Adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da
geração teen.
Ser chamada de patricinha é ofensa mortal.
Pitchulinha é coisa de retardada.
Quem gosta de diminutivos, definha.
[55] Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa.
Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo.
As boazinhas não têm defeitos.
Não têm atitude.
Conformam-se com a coadjuvância.
[60] PH neutro.
Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das
intenções, é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras,
persistentes, ciumentas, apressadas, é isso que somos hoje.
[65] Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos.
As “inhas” não moram mais aqui.
Foram para o espaço, sozinhas.

(Disponível em: http://pensador.uol.com.br/frase/NTc1ODIy/ acesso em 28/03/14)

Leia os fragmentos abaixo:
Quietinhas, mas inquietas. (ℓ.45)
Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo. (ℓ.56)
I. O grau superlativo absoluto sintético foi utilizado para estabelecer a diferença entre as mulheres boas e as boazinhas.
II. O paradoxo foi utilizado no primeiro fragmento para ressaltar a complexidade do comportamento feminino por meio da coexistência de aspectos opostos.
III. Ambos os fragmentos apresentam como recursos expressivos o jogo com palavras cognatas e o uso da adversidade.
Estão corretas as alternativas:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

I, II e III estão corretas: 'péssimo' é superlativo sintético, há paradoxo e há jogo de cognatas com oposição.

I: 'péssimo' é superlativo absoluto sintético de 'mau' e marca a diferença entre 'boa' e 'boazinha'. II: 'Quietinhas, mas inquietas' une ideias opostas, formando um paradoxo. III: os dois fragmentos usam palavras cognatas (quietinhas/inquietas; boa/bom/boazinha) e opõem ideias, no primeiro com 'mas', no segundo contrapondo bom e péssimo.

Análise das alternativas

B, C e D omitem uma das afirmativas, mas I, II e III são todas válidas, então só A está correta.

Referência: Figuras de linguagem (paradoxo, antítese, polissemia) e grau do adjetivo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Coesão Textual

EPCAR — Escola Preparatória de Cadetes do Ar

Comando da Aeronáutica — Academia da Força Aérea (AFA) · Exame de Admissão ao CFOAV/CFOINT/CFOINF · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I

MULHER BOAZINHA
(Martha Medeiros)

Qual o elogio que uma mulher adora receber?
Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui
uns setecentos: mulher adora que verbalizem seus
atributos, sejam eles físicos ou morais.
[5] Diga que ela é uma mulher inteligente, e ela irá com
a sua cara.
Diga que ela tem um ótimo caráter e um corpo que é
uma provocação, e ela decorará o seu número.
Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da
[10] sua presença de espírito, da sua aura de mistério, de
como ela tem classe: ela achará você muito observador
e lhe dará uma cópia da chave de casa.
Mas não pense que o jogo está ganho: manter o
cargo vai depender da sua perspicácia para encontrar
[15] novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta.
Diga que ela cozinha melhor que a sua mãe, que ela
tem uma voz que faz você pensar obscenidades, que ela
é um avião no mundo dos negócios.
Fale sobre sua competência, seu senso de
[20] oportunidade, seu bom gosto musical.
Agora quer ver o mundo cair?
Diga que ela é muito boazinha.
Descreva aí uma mulher boazinha.
Voz fina, roupas pastel, calçados rente ao chão.
[25] Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja,
cuida dos sobrinhos nos finais de semana.
Disponível, serena, previsível, nunca foi vista
negando um favor.
Nunca teve um chilique.
[30] Nunca colocou os pés num show de rock.
É queridinha.
Pequeninha.
Educadinha.
Enfim, uma mulher boazinha.
[35] Fomos boazinhas por séculos.
Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada,
ceguinhas.
Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de
panelinhas e nenezinhos.
[40] A vida feminina era esse frege: bordados, paredes
brancas, crucifixo em cima da cama, tudo certinho.
Passamos um tempão assim, comportadinhas,
enquanto íamos alimentando um desejo incontrolável de
virar a mesa.
[45] Quietinhas, mas inquietas.
Até que chegou o dia em que deixamos de ser as
coitadinhas.
Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil:
somos atrizes, estrelas, profissionais.
[50] Adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da
geração teen.
Ser chamada de patricinha é ofensa mortal.
Pitchulinha é coisa de retardada.
Quem gosta de diminutivos, definha.
[55] Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa.
Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo.
As boazinhas não têm defeitos.
Não têm atitude.
Conformam-se com a coadjuvância.
[60] PH neutro.
Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das
intenções, é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras,
persistentes, ciumentas, apressadas, é isso que somos hoje.
[65] Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos.
As “inhas” não moram mais aqui.
Foram para o espaço, sozinhas.

(Disponível em: http://pensador.uol.com.br/frase/NTc1ODIy/ acesso em 28/03/14)

Consideramos como elementos de coesão todas as palavras ou expressões que servem para estabelecer elos, para criar relações entre os segmentos do discurso. Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta uma análise INCORRETA.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A análise incorreta é a A: 'não obstante' tem valor adversativo/concessivo e muda o sentido de 'enfim'.

'Enfim' introduz uma conclusão, mas 'não obstante' equivale a 'apesar disso' ou 'contudo' e indica oposição. A troca altera o sentido, e por isso a análise A é incorreta.

Análise das alternativas

B: 'mas' inverte a argumentação ao advertir que o jogo não está ganho. C: 'isso' retoma os adjetivos antes listados que caracterizam a mulher de hoje. D: em 'Até que chegou o dia', 'até' marca o limite no tempo.

Referência: Coesão: conectivos e anáfora; valor semântico das palavras de ligação.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Compreensão e Interpretação de Textos

EPCAR — Escola Preparatória de Cadetes do Ar

Comando da Aeronáutica — Academia da Força Aérea (AFA) · Exame de Admissão ao CFOAV/CFOINT/CFOINF · Caderno Versão A

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Texto-base:
TEXTO II

ELAS QUEREM O TOPO
(Marcela Buscato)

O sucesso de algumas mulheres pioneiras em áreas
dominadas pelos homens mostra que elas podem chegar lá
– e revela como isso anda difícil.

O passeio preferido da brasiliense Neiriane
Marcelli da Silva Costa, quando criança, era
acompanhar seu pai, suboficial da Força Aérea
Brasileira (FAB), nos desfiles militares. Ela gostava de
[5] observar os aviões no céu e sonhava em estar um dia
no lugar dos pilotos. “Eu me desiludia ao pensar que
nunca poderia realizar meu sonho, porque apenas
homens pilotavam aviões militares”, diz Marcelli, hoje
com 28 anos. Até o dia em que oficiais da FAB foram ao
[10] colégio dela para contar uma novidade: a partir daquele
ano, 2002, as meninas também poderiam se inscrever
no curso de oficiais aviadores. Marcelli se formou cinco
anos depois na Academia da Força Aérea (AFA),
integrou um esquadrão em Belém, no Pará, e hoje
[15] ensina os cadetes da AFA, em Pirassununga, interior de
São Paulo. O ambiente, dominado por homens, nunca a
intimidou. “Não pensei se faria alguma diferença ser
mulher. Era o que queria fazer.”
A tenente Marcelli faz parte de uma geração de
[20] mulheres criadas para pensar que o limite para elas é o
mesmo que para os homens: o céu. Algumas
alcançaram essa fronteira literalmente, como Marcelli.
Outras, no sentido figurado. Nunca as mulheres
chegaram tão longe: à Presidência da República ou da
[25] Petrobrás, a maior empresa do país. As conquistas,
como sempre, dão origem a novas e ainda mais
ambiciosas aspirações. As mulheres querem
permanecer na liderança e avançar em muitas áreas.
Elas conquistaram um território dominado pelos
[30] homens. Contaram com mudanças na sociedade (que
permitiu mulheres oficiais aviadoras) e com alta dose de
determinação pessoal. Suas histórias contêm lições
para outras desbravadoras – e para os homens também.
(...)

(Época, número 823, 10 de março de 2014. Editora Globo; p.60 – adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A inferência correta é D: o texto mostra que as conquistas alimentam novas aspirações femininas sem limite.

O texto diz que o limite das mulheres é o céu e que as conquistas dão origem a novas e mais ambiciosas aspirações, inspiradas em exemplos como o de Marcelli. A inferência de que não há limites para a ambição feminina, alimentada por essas desbravadoras, é coerente com isso.

Análise das alternativas

A: generaliza demais ao negar que existam mulheres passivas. B: o texto cita também as mudanças na sociedade, então 'somente' está errado. C: o texto diz que elas querem permanecer e avançar, e que o caminho é difícil, então não se pode afirmar que já alcançaram o topo.

Referência: Inferência e interpretação de texto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Período Composto — Orações Subordinadas

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Texto-base:
TEXTO II

ELAS QUEREM O TOPO
(Marcela Buscato)

O sucesso de algumas mulheres pioneiras em áreas
dominadas pelos homens mostra que elas podem chegar lá
– e revela como isso anda difícil.

O passeio preferido da brasiliense Neiriane
Marcelli da Silva Costa, quando criança, era
acompanhar seu pai, suboficial da Força Aérea
Brasileira (FAB), nos desfiles militares. Ela gostava de
[5] observar os aviões no céu e sonhava em estar um dia
no lugar dos pilotos. “Eu me desiludia ao pensar que
nunca poderia realizar meu sonho, porque apenas
homens pilotavam aviões militares”, diz Marcelli, hoje
com 28 anos. Até o dia em que oficiais da FAB foram ao
[10] colégio dela para contar uma novidade: a partir daquele
ano, 2002, as meninas também poderiam se inscrever
no curso de oficiais aviadores. Marcelli se formou cinco
anos depois na Academia da Força Aérea (AFA),
integrou um esquadrão em Belém, no Pará, e hoje
[15] ensina os cadetes da AFA, em Pirassununga, interior de
São Paulo. O ambiente, dominado por homens, nunca a
intimidou. “Não pensei se faria alguma diferença ser
mulher. Era o que queria fazer.”
A tenente Marcelli faz parte de uma geração de
[20] mulheres criadas para pensar que o limite para elas é o
mesmo que para os homens: o céu. Algumas
alcançaram essa fronteira literalmente, como Marcelli.
Outras, no sentido figurado. Nunca as mulheres
chegaram tão longe: à Presidência da República ou da
[25] Petrobrás, a maior empresa do país. As conquistas,
como sempre, dão origem a novas e ainda mais
ambiciosas aspirações. As mulheres querem
permanecer na liderança e avançar em muitas áreas.
Elas conquistaram um território dominado pelos
[30] homens. Contaram com mudanças na sociedade (que
permitiu mulheres oficiais aviadoras) e com alta dose de
determinação pessoal. Suas histórias contêm lições
para outras desbravadoras – e para os homens também.
(...)

(Época, número 823, 10 de março de 2014. Editora Globo; p.60 – adaptado)

Assinale a alternativa em que o vocábulo destacado relaciona uma oração que exerce função sintática de natureza diferente das demais.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Crase

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Comando da Aeronáutica — Academia da Força Aérea (AFA) · Exame de Admissão ao CFOAV/CFOINT/CFOINF · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Assinale a alternativa correta no que diz respeito ao uso ou não do acento indicativo de crase.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Em 'Assistir a paradas', 'a' é preposição diante de substantivo plural sem artigo, então não há crase.

'Assistir' no sentido de presenciar pede a preposição 'a'. 'Paradas militares' está sem artigo, então só há a preposição e a crase não ocorre. D está correta.

Análise das alternativas

A: 'originar' é transitivo direto e 'às' não cabe antes de 'novas'. B: 'aspirar' no sentido de almejar pede 'a', e antes de 'carreira' (com artigo) exigiria crase: 'à carreira'. C: 'almejar' é transitivo direto e 'àquele' não se justifica.

Referência: Regras de crase e regência verbal (assistir, aspirar, almejar, originar).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Discurso Direto, Indireto e Indireto Livre

EPCAR — Escola Preparatória de Cadetes do Ar

Comando da Aeronáutica — Academia da Força Aérea (AFA) · Exame de Admissão ao CFOAV/CFOINT/CFOINF · Caderno Versão A

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Texto-base:
TEXTO II

ELAS QUEREM O TOPO
(Marcela Buscato)

O sucesso de algumas mulheres pioneiras em áreas
dominadas pelos homens mostra que elas podem chegar lá
– e revela como isso anda difícil.

O passeio preferido da brasiliense Neiriane
Marcelli da Silva Costa, quando criança, era
acompanhar seu pai, suboficial da Força Aérea
Brasileira (FAB), nos desfiles militares. Ela gostava de
[5] observar os aviões no céu e sonhava em estar um dia
no lugar dos pilotos. “Eu me desiludia ao pensar que
nunca poderia realizar meu sonho, porque apenas
homens pilotavam aviões militares”, diz Marcelli, hoje
com 28 anos. Até o dia em que oficiais da FAB foram ao
[10] colégio dela para contar uma novidade: a partir daquele
ano, 2002, as meninas também poderiam se inscrever
no curso de oficiais aviadores. Marcelli se formou cinco
anos depois na Academia da Força Aérea (AFA),
integrou um esquadrão em Belém, no Pará, e hoje
[15] ensina os cadetes da AFA, em Pirassununga, interior de
São Paulo. O ambiente, dominado por homens, nunca a
intimidou. “Não pensei se faria alguma diferença ser
mulher. Era o que queria fazer.”
A tenente Marcelli faz parte de uma geração de
[20] mulheres criadas para pensar que o limite para elas é o
mesmo que para os homens: o céu. Algumas
alcançaram essa fronteira literalmente, como Marcelli.
Outras, no sentido figurado. Nunca as mulheres
chegaram tão longe: à Presidência da República ou da
[25] Petrobrás, a maior empresa do país. As conquistas,
como sempre, dão origem a novas e ainda mais
ambiciosas aspirações. As mulheres querem
permanecer na liderança e avançar em muitas áreas.
Elas conquistaram um território dominado pelos
[30] homens. Contaram com mudanças na sociedade (que
permitiu mulheres oficiais aviadoras) e com alta dose de
determinação pessoal. Suas histórias contêm lições
para outras desbravadoras – e para os homens também.
(...)

(Época, número 823, 10 de março de 2014. Editora Globo; p.60 – adaptado)

O primeiro parágrafo do texto é uma narrativa que conta como Marcelli realizou o sonho da menina – hoje uma das mulheres pioneiras como piloto militar na FAB. É típico dessa construção textual a presença de discursos direto, indireto e indireto livre. Assinale a alternativa em que o discurso apresentado DIFERE dos demais.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A alternativa B é discurso indireto (relato do narrador); as demais são falas de Marcelli em discurso direto.

Em B, o narrador relata o que os oficiais comunicaram, sem aspas e sem reproduzir a fala literal, o que é discurso indireto. Em A, C e D, a fala de Marcelli aparece entre aspas e na primeira pessoa, que é discurso direto. Por isso B difere das demais.

Análise das alternativas

A, C e D reproduzem literalmente as palavras de Marcelli, com aspas e verbos na 1ª pessoa, ou seja, discurso direto.

Referência: Tipos de discurso: direto, indireto e indireto livre.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Coesão Textual

EPCAR — Escola Preparatória de Cadetes do Ar

Comando da Aeronáutica — Academia da Força Aérea (AFA) · Exame de Admissão ao CFOAV/CFOINT/CFOINF · Caderno Versão A

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Texto-base:
TEXTO II

ELAS QUEREM O TOPO
(Marcela Buscato)

O sucesso de algumas mulheres pioneiras em áreas
dominadas pelos homens mostra que elas podem chegar lá
– e revela como isso anda difícil.

O passeio preferido da brasiliense Neiriane
Marcelli da Silva Costa, quando criança, era
acompanhar seu pai, suboficial da Força Aérea
Brasileira (FAB), nos desfiles militares. Ela gostava de
[5] observar os aviões no céu e sonhava em estar um dia
no lugar dos pilotos. “Eu me desiludia ao pensar que
nunca poderia realizar meu sonho, porque apenas
homens pilotavam aviões militares”, diz Marcelli, hoje
com 28 anos. Até o dia em que oficiais da FAB foram ao
[10] colégio dela para contar uma novidade: a partir daquele
ano, 2002, as meninas também poderiam se inscrever
no curso de oficiais aviadores. Marcelli se formou cinco
anos depois na Academia da Força Aérea (AFA),
integrou um esquadrão em Belém, no Pará, e hoje
[15] ensina os cadetes da AFA, em Pirassununga, interior de
São Paulo. O ambiente, dominado por homens, nunca a
intimidou. “Não pensei se faria alguma diferença ser
mulher. Era o que queria fazer.”
A tenente Marcelli faz parte de uma geração de
[20] mulheres criadas para pensar que o limite para elas é o
mesmo que para os homens: o céu. Algumas
alcançaram essa fronteira literalmente, como Marcelli.
Outras, no sentido figurado. Nunca as mulheres
chegaram tão longe: à Presidência da República ou da
[25] Petrobrás, a maior empresa do país. As conquistas,
como sempre, dão origem a novas e ainda mais
ambiciosas aspirações. As mulheres querem
permanecer na liderança e avançar em muitas áreas.
Elas conquistaram um território dominado pelos
[30] homens. Contaram com mudanças na sociedade (que
permitiu mulheres oficiais aviadoras) e com alta dose de
determinação pessoal. Suas histórias contêm lições
para outras desbravadoras – e para os homens também.
(...)

(Época, número 823, 10 de março de 2014. Editora Globo; p.60 – adaptado)

“Suas histórias contêm lições para outras desbravadoras – e para os homens também.” (ℓ.32 e 33)

Sobre o excerto é correto afirmar que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O trecho diz que as histórias das mulheres pioneiras servem de lição também para os homens, ou seja, para todos.

No trecho, 'e para os homens também' amplia o público das lições: elas valem para outras mulheres desbravadoras e também para os homens. Assim, as histórias servem de exemplo para todos, mulheres e homens.

Análise das alternativas

A: 'suas histórias' retoma as mulheres pioneiras em geral, não só Marcelli. B: 'outras desbravadoras' são outras mulheres, não histórias. D: distorce o sentido ao dizer 'homens que sejam desbravadores'; o texto fala dos homens em geral.

Referência: Coesão referencial e interpretação de texto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Compreensão e Interpretação de Textos

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Texto-base:
Para a responder às questões 15 e 16, leia o texto e
analise os gráficos abaixo.

TEXTO III

PALAVRAS DO COMANDANTE

“As mulheres estão conquistando cada vez
mais espaço na Força Aérea Brasileira. Só em pensar
que, em 2002, o efetivo da FAB era composto por,
apenas, 3.249 mulheres e que hoje em dia, já somam
[5] 9.250, isso mostra o quanto elas têm se esforçado para
ajudar na defesa do país. (…) E, aos poucos, elas
alcançam patentes cada vez mais altas. Já existem,
inclusive, mulheres Tenente-Coronel e, este ano, as
primeiras aviadoras chegam ao posto de Capitão. É
[10] bem possível que, no futuro, tenhamos mulheres
Coronel e, quem sabe, possam chegar ao posto de
Oficial-General.”
(NOTAER, ano XXXVII/nº3, março de 2014, p.3)
Infográficos da revista Época e da NOTAER: “Onde estão as mulheres?” — Comparação internacional de cargos de chefia (%) ocupados por mulheres (Nova Zelândia 31%, Chile 30%, Itália 30%, México 28%, Argentina 26%, França 24%, Brasil 22%, EUA 22%, Japão 9%; média global 24%); “A luta continua” — percentual de cargos de chefia ocupados por mulheres no Brasil (2007: 42%; 2009: 29%; 2011: 24%; 2012: 27%; 2013: 23%; 2014: 22%); “Mulheres na FAB” — gráfico de barras, em milhares, comparando 2002 e 2014.

Observando os gráficos e seus respectivos textos, assinale a opção que traz uma análise correta.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Concordância e Regência Verbal

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Texto-base:
Para a responder às questões 15 e 16, leia o texto e
analise os gráficos abaixo.

TEXTO III

PALAVRAS DO COMANDANTE

“As mulheres estão conquistando cada vez
mais espaço na Força Aérea Brasileira. Só em pensar
que, em 2002, o efetivo da FAB era composto por,
apenas, 3.249 mulheres e que hoje em dia, já somam
[5] 9.250, isso mostra o quanto elas têm se esforçado para
ajudar na defesa do país. (…) E, aos poucos, elas
alcançam patentes cada vez mais altas. Já existem,
inclusive, mulheres Tenente-Coronel e, este ano, as
primeiras aviadoras chegam ao posto de Capitão. É
[10] bem possível que, no futuro, tenhamos mulheres
Coronel e, quem sabe, possam chegar ao posto de
Oficial-General.”
(NOTAER, ano XXXVII/nº3, março de 2014, p.3)
Infográficos da revista Época e da NOTAER: “Onde estão as mulheres?” — Comparação internacional de cargos de chefia (%) ocupados por mulheres (Nova Zelândia 31%, Chile 30%, Itália 30%, México 28%, Argentina 26%, França 24%, Brasil 22%, EUA 22%, Japão 9%; média global 24%); “A luta continua” — percentual de cargos de chefia ocupados por mulheres no Brasil (2007: 42%; 2009: 29%; 2011: 24%; 2012: 27%; 2013: 23%; 2014: 22%); “Mulheres na FAB” — gráfico de barras, em milhares, comparando 2002 e 2014.

Marque a opção em que a reescrita de trechos retirados dos textos indicados ao lado de cada alternativa permanece de acordo com a norma padrão da língua portuguesa.
Selecione uma alternativa

Matemática Geometria Analítica — Circunferência

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Comando da Aeronáutica — Academia da Força Aérea (AFA) · Exame de Admissão ao CFOAV/CFOINT/CFOINF · Caderno Versão A

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Considerando a circunferência de equação λ: x² + y² + 2x − 4y − 4 = 0, é correto afirmar que
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Resolução comentada

λ tem centro (−1,2) e raio 3. A circunferência simétrica de β em relação à origem é λ.

Completando quadrados, λ: (x+1)²+(y−2)²=9, com centro (−1,2) e raio 3. A circunferência β tem centro (1,−2) e raio 3. A simetria em relação à origem leva o centro (1,−2) em (−1,2) e mantém o raio, o que resulta em λ. Logo D está correta.

Análise das alternativas

A: α tem centro (1,2), então não é concêntrica. B: λ(0,0)=−4<0, o que significa que O é interior. C: a distância do centro à reta é |−1−2+3|/√2=0, então a reta passa pelo centro e é secante, não tangente.

Referência: Equação reduzida da circunferência, posição de ponto e reta e simetria central.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Progressão Aritmética

EPCAR — Escola Preparatória de Cadetes do Ar

Comando da Aeronáutica — Academia da Força Aérea (AFA) · Exame de Admissão ao CFOAV/CFOINT/CFOINF · Caderno Versão A

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Seja o quadrado ABCD e o ponto E pertencente ao segmento A̅B̅. Sabendo-se que a área do triângulo ADE, a área do trapézio BCDE e a área do quadrado ABCD formam juntas, nessa ordem, uma Progressão Aritmética (P.A.) e a soma das áreas desses polígonos é igual a 800 cm², tem-se que a medida do segmento E̅B̅
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Resolução comentada

A condição da P.A. leva a L²=400 e AE=40/3, então EB=20/3=6,666..., uma dízima periódica.

Seja t a área de ADE. A área do trapézio é L²−t e a do quadrado é L². Na P.A., 2(L²−t)=t+L², logo t=L²/3. A soma dos três valores é 2L²=800, então L=20. Como t=10·AE=400/3, AE=40/3 e EB=20−40/3=20/3=6,666..., que é decimal não exato e periódico.

Análise das alternativas

A: 20/3 é maior que 1, então não é fração própria. B: não é decimal exato. D: é racional, e portanto não pertence a ℝ*₊−ℚ₊.

Referência: Progressão aritmética (termo médio) e áreas de quadrado, triângulo e trapézio.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Funções Afim, Quadrática e Constante

EPCAR — Escola Preparatória de Cadetes do Ar

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Questão anulada

Considere num mesmo sistema cartesiano ortogonal as funções reais f, g e h tais que:
• f é função quadrática cujo vértice V é simétrico do ponto P(0, −27), em relação ao eixo OX⃗;
• g é função afim que passa pelos pontos Q(−1, 12) e R(3, 0);
• os pontos Q e R também pertencem à função f;
• h é uma função constante cujo gráfico intercepta o gráfico da função g no ponto de abscissa −7
Analise os gráficos das funções f, g e h e marque a alternativa correta.
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Matemática Polinômios

EPCAR — Escola Preparatória de Cadetes do Ar

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Considere o polinômio p(x) = ax⁴ + bx³ + 2x² + 1, {a, b} ⊂ ℝ e marque a alternativa FALSA.
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Em D, com a=b=0, p(x)=2x²+1, cujas raízes são ±i/√2 e não ±i/2.

Com a=b=0, p(x)=2x²+1=0 dá x=±i/√2, e −½i não é raiz: 2·(−1/4)+1=1/2≠0. Logo D é falsa. A é verdadeira porque p(0)=1. B é verdadeira: a+b+3=0 (por exemplo a=1, b=−4) torna 1 raiz. C é verdadeira: 3x³+2x²+1=(3x²−x+1)(x+1), com resto zero.

Análise das alternativas

A: p(0)=1≠0. B: basta escolher a e b com a+b=−3. C: a divisão é exata, como mostrado acima. Só D é falsa.

Referência: Polinômios: raízes e divisão de polinômios.

Resolução comentada do VaiConcursos.