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EPCAR — Exame de Admissão ao CFOAV/CFOINT/CFOINF 2015 — Língua Portuguesa, Matemática, Língua Inglesa, Física e Redação — Versão A

Comando da Aeronáutica — Academia da Força Aérea (AFA) · Exame de Admissão ao CFOAV/CFOINT/CFOINF

EPCAR — Escola Preparatória de Cadetes do Ar

65 questões nesta prova · página 4 de 4 · 61 com gabarito

Física Capacitores

EPCAR — Escola Preparatória de Cadetes do Ar

Comando da Aeronáutica — Academia da Força Aérea (AFA) · Exame de Admissão ao CFOAV/CFOINT/CFOINF · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Nas questões de Física, quando necessário, use g = 10 m/s²

Duas grandes placas metálicas idênticas, P₁ e P₂, são fixadas na face dianteira de dois carrinhos, de mesma massa, A e B.
Essas duas placas são carregadas eletricamente, constituindo, assim, um capacitor plano de placas paralelas.
Lançam-se, simultaneamente, em sentidos opostos, os carrinhos A e B, conforme indicado na figura abaixo.
Dois caminhões A e B, frente a frente, com placas P₁ e P₂ nas faces dianteiras separadas pela distância d₀; A lançado para a esquerda com velocidade −V₀ e B para a direita com +V₀, sobre superfície plana e horizontal.
Desprezadas quaisquer resistências ao movimento do sistema e considerando que as placas estão eletricamente isoladas, o gráfico que melhor representa a ddp, U, no capacitor, em função do tempo t, contado a partir do lançamento é
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Física Força Magnética sobre Condutores

EPCAR — Escola Preparatória de Cadetes do Ar

Comando da Aeronáutica — Academia da Força Aérea (AFA) · Exame de Admissão ao CFOAV/CFOINT/CFOINF · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Nas questões de Física, quando necessário, use g = 10 m/s²

Desejando-se determinar a intensidade do campo magnético no interior de um solenóide longo percorrido por uma corrente elétrica constante, um professor de física construiu um aparato experimental que consistia, além do solenóide, de uma balança de braços isolantes e iguais a d₁ e d₂, sendo que o prato em uma das extremidades foi substituído por uma espira quadrada de lado ℓ, conforme indicado na figura abaixo.
Balança com braço horizontal apoiado em um suporte: à direita, a distância d₁, um prato; à esquerda, a distância d₂, uma espira quadrada de lado ℓ percorrida por corrente i, inserida dentro de um solenoide; vetor g para baixo.
Quando não circula corrente na espira, a balança se encontra em equilíbrio e o plano da espira está na horizontal. Ao fazer passar pela espira uma corrente elétrica constante i, o equilíbrio da balança é restabelecido ao colocar no prato uma massa m. Sendo g o módulo do campo gravitacional local, o campo magnético no interior do solenóide é dado pela expressão
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Física Indução Eletromagnética

EPCAR — Escola Preparatória de Cadetes do Ar

Comando da Aeronáutica — Academia da Força Aérea (AFA) · Exame de Admissão ao CFOAV/CFOINT/CFOINF · Caderno Versão A

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Nas questões de Física, quando necessário, use g = 10 m/s²

A figura a seguir representa um dispositivo usado para medir a velocidade angular ω de uma roda, constituída de material eletricamente isolante.
Roda em contato com uma polia P, cujo eixo gira uma espira retangular entre os polos norte e sul de um ímã em forma de U; a espira está ligada a um voltímetro V.
Este dispositivo é constituído por uma espira condutora de área 0,5 m² e imersa dentro de um campo magnético uniforme de intensidade 1,0 T. A espira gira devido ao contato da polia P com a roda em que se deseja medir a velocidade angular ω.
A espira é ligada a um voltímetro ideal V que indica, em cada instante t, a voltagem nos terminais dela.
Considerando que não há deslizamento entre a roda e a polia P e sabendo-se que o voltímetro indica uma tensão eficaz igual a 10 V e que a razão entre o raio da roda (R) e o raio da polia (r) é R/r = √2, pode-se afirmar que ω, em rad/s, é igual a
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Física Física Moderna — Níveis de Energia

EPCAR — Escola Preparatória de Cadetes do Ar

Comando da Aeronáutica — Academia da Força Aérea (AFA) · Exame de Admissão ao CFOAV/CFOINT/CFOINF · Caderno Versão A

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Nas questões de Física, quando necessário, use g = 10 m/s²

O diagrama a seguir mostra os níveis de energia permitidos para elétrons de um certo elemento químico.
Diagrama de energia com eixo vertical “Energia” e três níveis horizontais: E₁ (Nível 1), embaixo, E₂ (Nível 2) e E₃ (Nível 3), mais acima e próximos entre si.
Durante a emissão de radiação por este elemento, são observados três comprimentos de onda: λᴀ, λʙ e λᴄ.
Sabendo-se que λᴀ < λʙ < λᴄ, pode-se afirmar que λᴀ/λᴄ é igual a
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Língua Portuguesa Redação — Texto Dissertativo-Argumentativo

Discursiva EPCAR — Escola Preparatória de Cadetes do Ar

Comando da Aeronáutica — Academia da Força Aérea (AFA) · Exame de Admissão ao CFOAV/CFOINT/CFOINF · Caderno Versão A · Questão REDAÇÃO

Sem padrão de resposta — pratique a escrita

Texto-base:
TEXTO I

MULHER BOAZINHA
(Martha Medeiros)

Qual o elogio que uma mulher adora receber?
Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui
uns setecentos: mulher adora que verbalizem seus
atributos, sejam eles físicos ou morais.
[5] Diga que ela é uma mulher inteligente, e ela irá com
a sua cara.
Diga que ela tem um ótimo caráter e um corpo que é
uma provocação, e ela decorará o seu número.
Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da
[10] sua presença de espírito, da sua aura de mistério, de
como ela tem classe: ela achará você muito observador
e lhe dará uma cópia da chave de casa.
Mas não pense que o jogo está ganho: manter o
cargo vai depender da sua perspicácia para encontrar
[15] novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta.
Diga que ela cozinha melhor que a sua mãe, que ela
tem uma voz que faz você pensar obscenidades, que ela
é um avião no mundo dos negócios.
Fale sobre sua competência, seu senso de
[20] oportunidade, seu bom gosto musical.
Agora quer ver o mundo cair?
Diga que ela é muito boazinha.
Descreva aí uma mulher boazinha.
Voz fina, roupas pastel, calçados rente ao chão.
[25] Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja,
cuida dos sobrinhos nos finais de semana.
Disponível, serena, previsível, nunca foi vista
negando um favor.
Nunca teve um chilique.
[30] Nunca colocou os pés num show de rock.
É queridinha.
Pequeninha.
Educadinha.
Enfim, uma mulher boazinha.
[35] Fomos boazinhas por séculos.
Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada,
ceguinhas.
Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de
panelinhas e nenezinhos.
[40] A vida feminina era esse frege: bordados, paredes
brancas, crucifixo em cima da cama, tudo certinho.
Passamos um tempão assim, comportadinhas,
enquanto íamos alimentando um desejo incontrolável de
virar a mesa.
[45] Quietinhas, mas inquietas.
Até que chegou o dia em que deixamos de ser as
coitadinhas.
Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil:
somos atrizes, estrelas, profissionais.
[50] Adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da
geração teen.
Ser chamada de patricinha é ofensa mortal.
Pitchulinha é coisa de retardada.
Quem gosta de diminutivos, definha.
[55] Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa.
Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo.
As boazinhas não têm defeitos.
Não têm atitude.
Conformam-se com a coadjuvância.
[60] PH neutro.
Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das
intenções, é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras,
persistentes, ciumentas, apressadas, é isso que somos hoje.
[65] Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos.
As “inhas” não moram mais aqui.
Foram para o espaço, sozinhas.

(Disponível em: http://pensador.uol.com.br/frase/NTc1ODIy/ acesso em 28/03/14)

Texto-base:
TEXTO II

ELAS QUEREM O TOPO
(Marcela Buscato)

O sucesso de algumas mulheres pioneiras em áreas
dominadas pelos homens mostra que elas podem chegar lá
– e revela como isso anda difícil.

O passeio preferido da brasiliense Neiriane
Marcelli da Silva Costa, quando criança, era
acompanhar seu pai, suboficial da Força Aérea
Brasileira (FAB), nos desfiles militares. Ela gostava de
[5] observar os aviões no céu e sonhava em estar um dia
no lugar dos pilotos. “Eu me desiludia ao pensar que
nunca poderia realizar meu sonho, porque apenas
homens pilotavam aviões militares”, diz Marcelli, hoje
com 28 anos. Até o dia em que oficiais da FAB foram ao
[10] colégio dela para contar uma novidade: a partir daquele
ano, 2002, as meninas também poderiam se inscrever
no curso de oficiais aviadores. Marcelli se formou cinco
anos depois na Academia da Força Aérea (AFA),
integrou um esquadrão em Belém, no Pará, e hoje
[15] ensina os cadetes da AFA, em Pirassununga, interior de
São Paulo. O ambiente, dominado por homens, nunca a
intimidou. “Não pensei se faria alguma diferença ser
mulher. Era o que queria fazer.”
A tenente Marcelli faz parte de uma geração de
[20] mulheres criadas para pensar que o limite para elas é o
mesmo que para os homens: o céu. Algumas
alcançaram essa fronteira literalmente, como Marcelli.
Outras, no sentido figurado. Nunca as mulheres
chegaram tão longe: à Presidência da República ou da
[25] Petrobrás, a maior empresa do país. As conquistas,
como sempre, dão origem a novas e ainda mais
ambiciosas aspirações. As mulheres querem
permanecer na liderança e avançar em muitas áreas.
Elas conquistaram um território dominado pelos
[30] homens. Contaram com mudanças na sociedade (que
permitiu mulheres oficiais aviadoras) e com alta dose de
determinação pessoal. Suas histórias contêm lições
para outras desbravadoras – e para os homens também.
(...)

(Época, número 823, 10 de março de 2014. Editora Globo; p.60 – adaptado)

Texto-base:
TEXTO III

PALAVRAS DO COMANDANTE

“As mulheres estão conquistando cada vez
mais espaço na Força Aérea Brasileira. Só em pensar
que, em 2002, o efetivo da FAB era composto por,
apenas, 3.249 mulheres e que hoje em dia, já somam
[5] 9.250, isso mostra o quanto elas têm se esforçado para
ajudar na defesa do país. (…) E, aos poucos, elas
alcançam patentes cada vez mais altas. Já existem,
inclusive, mulheres Tenente-Coronel e, este ano, as
primeiras aviadoras chegam ao posto de Capitão. É
[10] bem possível que, no futuro, tenhamos mulheres
Coronel e, quem sabe, possam chegar ao posto de
Oficial-General.”
(NOTAER, ano XXXVII/nº3, março de 2014, p.3)
Infográficos da revista Época e da NOTAER: “Onde estão as mulheres?” — Comparação internacional de cargos de chefia (%) ocupados por mulheres (Nova Zelândia 31%, Chile 30%, Itália 30%, México 28%, Argentina 26%, França 24%, Brasil 22%, EUA 22%, Japão 9%; média global 24%); “A luta continua” — percentual de cargos de chefia ocupados por mulheres no Brasil (2007: 42%; 2009: 29%; 2011: 24%; 2012: 27%; 2013: 23%; 2014: 22%); “Mulheres na FAB” — gráfico de barras, em milhares, comparando 2002 e 2014.

PROVA DE REDAÇÃO

Com base nos textos lidos e gráficos analisados, contidos na prova de Língua Portuguesa, no perfil de mulheres por eles apresentado e na discussão por eles suscitada, escreva um texto dissertativo-argumentativo, problematizando a questão do aumento do número de mulheres no mercado de trabalho.

Atenção:
• Considere os textos anteriores como motivadores e fonte de dados. Não os copie, sob pena de ter a redação zerada.
• A redação deverá conter no mínimo 100 (cem) palavras, considerando-se palavras todas aquelas pertencentes às classes gramaticais da Língua Portuguesa.
• Recomenda-se que a redação seja escrita em letra cursiva. Caso seja utilizada letra de forma (caixa alta), as letras maiúsculas deverão receber o devido realce.
• Utilize caneta de tinta preta ou azul.
• Dê um título à redação.

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