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Colégio Militar de Fortaleza — Concurso de Admissão 2015/2016 — 6º ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza2015Fundamental

15 questões nesta prova · 14 com gabarito

Língua Portuguesa Gêneros Textuais — Carta

Colégio Militar de Fortaleza 2015 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 1
Texto 1: fotografia da contracapa do livro Serraria Baixo-Astral, com uma carta que começa com “Caro Leitor,” e termina com “Respeitosamente,”, a assinatura e o nome Lemony Snicket; no canto inferior direito, ISBN e código de barras.
(SNICKET, Lemony. Serraria Baixo-Astral. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, contracapa.)

O texto 1 é a contracapa do quarto livro da coleção Desventuras em série. Observando o conteúdo e os componentes do gênero textual: carta, pode-se afirmar que esse texto apresenta a seguinte estrutura:
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Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Fortaleza 2015 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 1
Texto 1: fotografia da contracapa do livro Serraria Baixo-Astral, com uma carta que começa com “Caro Leitor,” e termina com “Respeitosamente,”, a assinatura e o nome Lemony Snicket; no canto inferior direito, ISBN e código de barras.
(SNICKET, Lemony. Serraria Baixo-Astral. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, contracapa.)

A leitura da carta (texto 1) sugere que o:
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Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Fortaleza 2015 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 2
Texto 2: fotografia da orelha do livro Serraria Baixo-Astral. Um parágrafo inicial sobre os irmãos Baudelaire é seguido por quatro retratos circulares desenhados, cada um com um pequeno texto de apresentação: Violet Baudelaire, Klaus Baudelaire, Sunny Baudelaire e Conde Olaf.
(SNICKET, Lemony. Serraria Baixo-Astral. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, orelha.)

A partir da leitura do texto 2, pode-se concluir que:
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Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Fortaleza 2015 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 3
O TREM
01 “Que floresta encantadora!”, tornou a dizer o Sr. Poe, quando acabou de tossir. “Crianças,
02 acho que vocês terão um bom lar aqui. Pelo menos é o que espero, porque acabo de assumir a vice-
03 presidência da Administração de Multas e daqui por diante estarei mais ocupado do que nunca. Se
04 desta vez alguma coisa não der certo, terei que mandá-los para um colégio interno até eu ter tempo
05 de providenciar um novo lar para vocês. Por isso, por favor, comportem-se.”
06 “Mas claro, Sr. Poe”, disse Violet, sem acrescentar que ela e seus irmãos sempre haviam se
07 comportado, mas isso não os ajudara em absolutamente nada.
08 “Como se chama o nosso novo tutor?”, perguntou Klaus. “O senhor ainda não nos disse.”
09 O Sr. Poe tirou do bolso um pedaço de papel e apertou os olhos. “Chama-se... deixe-me
10 ver... Sr. Wuz... Sr. Qui... Não sei, não consigo pronunciar o nome. É muito comprido e
11 complicado.”
12 “Posso ver?”, perguntou Klaus. “Talvez eu consiga decifrar a pronúncia.”
13 “Não, deixe pra lá”, disse o Sr. Poe, guardando o papel. “Se já é tão complicado para um
14 adulto, imagine para uma criança.”
15 “Jand!”, gritou Sunny. Como muitos bebês, a maior parte do tempo Sunny emitia sons em
16 geral difíceis de traduzir. Dessa vez provavelmente ela quisesse dizer algo como: “Mas Klaus lê
17 muitos livros complicados!”
18 “Ele dirá como vocês devem chamá-lo”, prosseguiu o Sr. Poe, como se Sunny não tivesse
19 aberto a boca. “Vocês o encontrarão no escritório central da Serraria Alto-Astral, que me disseram
20 estar a poucos passos da estação ferroviária.”
21 “O senhor não vem conosco?”, perguntou Violet.
22 “Não”, disse o Sr. Poe, e tornou a tossir em seu lenço. “O trem só faz uma parada por dia em
23 Paltryville, de forma que, se eu descesse com vocês, teria que passar a noite aqui e faltar mais um
24 dia ao banco. Vim só deixar vocês e volto para a cidade neste mesmo trem, imediatamente.”
25 Os órfãos Baudelaire olharam através da janela, preocupados. Não estavam muito satisfeitos
26 com a ideia de serem deixados num lugar que não conheciam como se fossem uma pizza e não três
27 crianças inteiramente sós no mundo.
28 “E se o Conde Olaf aparecer?”, perguntou Klaus, baixando a voz. “Ele jurou que nos
29 encontraria de novo.”
(SNICKET, Lemony. Serraria Baixo-Astral. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, págs. 13/15 )

Ao afirmar, sobre a fala de Sunny, que “Dessa vez provavelmente ela quisesse dizer algo como: ‘Mas Klaus lê muitos livros complicados!’” (L. 16/17), o narrador deixa transparecer que:
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Resolução comentada

Efeito do advérbio "provavelmente" e do subjuntivo na fala do narrador sobre Sunny.

"Provavelmente" e o imperfeito do subjuntivo "quisesse" indicam hipótese. O narrador não tem certeza do que Sunny quis dizer.

Análise das alternativas

A, B, C e D afirmam certezas ou generalizações que o trecho não sustenta. O texto diz que os bebês emitem sons "difíceis de traduzir", e o narrador apenas supõe uma tradução.

Referência: Interpretação de texto (Texto 3).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Fortaleza 2015 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
TEXTO 3
O TREM
01 “Que floresta encantadora!”, tornou a dizer o Sr. Poe, quando acabou de tossir. “Crianças,
02 acho que vocês terão um bom lar aqui. Pelo menos é o que espero, porque acabo de assumir a vice-
03 presidência da Administração de Multas e daqui por diante estarei mais ocupado do que nunca. Se
04 desta vez alguma coisa não der certo, terei que mandá-los para um colégio interno até eu ter tempo
05 de providenciar um novo lar para vocês. Por isso, por favor, comportem-se.”
06 “Mas claro, Sr. Poe”, disse Violet, sem acrescentar que ela e seus irmãos sempre haviam se
07 comportado, mas isso não os ajudara em absolutamente nada.
08 “Como se chama o nosso novo tutor?”, perguntou Klaus. “O senhor ainda não nos disse.”
09 O Sr. Poe tirou do bolso um pedaço de papel e apertou os olhos. “Chama-se... deixe-me
10 ver... Sr. Wuz... Sr. Qui... Não sei, não consigo pronunciar o nome. É muito comprido e
11 complicado.”
12 “Posso ver?”, perguntou Klaus. “Talvez eu consiga decifrar a pronúncia.”
13 “Não, deixe pra lá”, disse o Sr. Poe, guardando o papel. “Se já é tão complicado para um
14 adulto, imagine para uma criança.”
15 “Jand!”, gritou Sunny. Como muitos bebês, a maior parte do tempo Sunny emitia sons em
16 geral difíceis de traduzir. Dessa vez provavelmente ela quisesse dizer algo como: “Mas Klaus lê
17 muitos livros complicados!”
18 “Ele dirá como vocês devem chamá-lo”, prosseguiu o Sr. Poe, como se Sunny não tivesse
19 aberto a boca. “Vocês o encontrarão no escritório central da Serraria Alto-Astral, que me disseram
20 estar a poucos passos da estação ferroviária.”
21 “O senhor não vem conosco?”, perguntou Violet.
22 “Não”, disse o Sr. Poe, e tornou a tossir em seu lenço. “O trem só faz uma parada por dia em
23 Paltryville, de forma que, se eu descesse com vocês, teria que passar a noite aqui e faltar mais um
24 dia ao banco. Vim só deixar vocês e volto para a cidade neste mesmo trem, imediatamente.”
25 Os órfãos Baudelaire olharam através da janela, preocupados. Não estavam muito satisfeitos
26 com a ideia de serem deixados num lugar que não conheciam como se fossem uma pizza e não três
27 crianças inteiramente sós no mundo.
28 “E se o Conde Olaf aparecer?”, perguntou Klaus, baixando a voz. “Ele jurou que nos
29 encontraria de novo.”
(SNICKET, Lemony. Serraria Baixo-Astral. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, págs. 13/15 )

A partir da leitura do texto 3, a apresentação mais adequada para o Sr. Poe é a do item:
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Língua Portuguesa Advérbio — Valor Semântico

Colégio Militar de Fortaleza 2015 Fundamental

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Texto-base:
TEXTO 3
O TREM
01 “Que floresta encantadora!”, tornou a dizer o Sr. Poe, quando acabou de tossir. “Crianças,
02 acho que vocês terão um bom lar aqui. Pelo menos é o que espero, porque acabo de assumir a vice-
03 presidência da Administração de Multas e daqui por diante estarei mais ocupado do que nunca. Se
04 desta vez alguma coisa não der certo, terei que mandá-los para um colégio interno até eu ter tempo
05 de providenciar um novo lar para vocês. Por isso, por favor, comportem-se.”
06 “Mas claro, Sr. Poe”, disse Violet, sem acrescentar que ela e seus irmãos sempre haviam se
07 comportado, mas isso não os ajudara em absolutamente nada.
08 “Como se chama o nosso novo tutor?”, perguntou Klaus. “O senhor ainda não nos disse.”
09 O Sr. Poe tirou do bolso um pedaço de papel e apertou os olhos. “Chama-se... deixe-me
10 ver... Sr. Wuz... Sr. Qui... Não sei, não consigo pronunciar o nome. É muito comprido e
11 complicado.”
12 “Posso ver?”, perguntou Klaus. “Talvez eu consiga decifrar a pronúncia.”
13 “Não, deixe pra lá”, disse o Sr. Poe, guardando o papel. “Se já é tão complicado para um
14 adulto, imagine para uma criança.”
15 “Jand!”, gritou Sunny. Como muitos bebês, a maior parte do tempo Sunny emitia sons em
16 geral difíceis de traduzir. Dessa vez provavelmente ela quisesse dizer algo como: “Mas Klaus lê
17 muitos livros complicados!”
18 “Ele dirá como vocês devem chamá-lo”, prosseguiu o Sr. Poe, como se Sunny não tivesse
19 aberto a boca. “Vocês o encontrarão no escritório central da Serraria Alto-Astral, que me disseram
20 estar a poucos passos da estação ferroviária.”
21 “O senhor não vem conosco?”, perguntou Violet.
22 “Não”, disse o Sr. Poe, e tornou a tossir em seu lenço. “O trem só faz uma parada por dia em
23 Paltryville, de forma que, se eu descesse com vocês, teria que passar a noite aqui e faltar mais um
24 dia ao banco. Vim só deixar vocês e volto para a cidade neste mesmo trem, imediatamente.”
25 Os órfãos Baudelaire olharam através da janela, preocupados. Não estavam muito satisfeitos
26 com a ideia de serem deixados num lugar que não conheciam como se fossem uma pizza e não três
27 crianças inteiramente sós no mundo.
28 “E se o Conde Olaf aparecer?”, perguntou Klaus, baixando a voz. “Ele jurou que nos
29 encontraria de novo.”
(SNICKET, Lemony. Serraria Baixo-Astral. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, págs. 13/15 )

Na frase: “... ela e seus irmãos sempre haviam se comportado, mas isso não os ajudara em absolutamente nada.” (L. 06/07), a palavra absolutamente traz ao texto a ideia de:
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Resolução comentada

Valor do advérbio "absolutamente" em "não os ajudara em absolutamente nada".

Aqui "absolutamente" reforça o pronome "nada", intensificando a ideia de que o bom comportamento não ajudou em nada. Trata-se de um advérbio de intensidade.

Análise das alternativas

A e C: a negação já vem de "não" e "nada", e "absolutamente" só a intensifica. B (modo) e E (inclusão) não correspondem ao sentido da palavra nesse contexto.

Referência: Advérbio: valor semântico.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Verbo — Valor Semântico dos Tempos Verbais

Colégio Militar de Fortaleza 2015 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 3
O TREM
01 “Que floresta encantadora!”, tornou a dizer o Sr. Poe, quando acabou de tossir. “Crianças,
02 acho que vocês terão um bom lar aqui. Pelo menos é o que espero, porque acabo de assumir a vice-
03 presidência da Administração de Multas e daqui por diante estarei mais ocupado do que nunca. Se
04 desta vez alguma coisa não der certo, terei que mandá-los para um colégio interno até eu ter tempo
05 de providenciar um novo lar para vocês. Por isso, por favor, comportem-se.”
06 “Mas claro, Sr. Poe”, disse Violet, sem acrescentar que ela e seus irmãos sempre haviam se
07 comportado, mas isso não os ajudara em absolutamente nada.
08 “Como se chama o nosso novo tutor?”, perguntou Klaus. “O senhor ainda não nos disse.”
09 O Sr. Poe tirou do bolso um pedaço de papel e apertou os olhos. “Chama-se... deixe-me
10 ver... Sr. Wuz... Sr. Qui... Não sei, não consigo pronunciar o nome. É muito comprido e
11 complicado.”
12 “Posso ver?”, perguntou Klaus. “Talvez eu consiga decifrar a pronúncia.”
13 “Não, deixe pra lá”, disse o Sr. Poe, guardando o papel. “Se já é tão complicado para um
14 adulto, imagine para uma criança.”
15 “Jand!”, gritou Sunny. Como muitos bebês, a maior parte do tempo Sunny emitia sons em
16 geral difíceis de traduzir. Dessa vez provavelmente ela quisesse dizer algo como: “Mas Klaus lê
17 muitos livros complicados!”
18 “Ele dirá como vocês devem chamá-lo”, prosseguiu o Sr. Poe, como se Sunny não tivesse
19 aberto a boca. “Vocês o encontrarão no escritório central da Serraria Alto-Astral, que me disseram
20 estar a poucos passos da estação ferroviária.”
21 “O senhor não vem conosco?”, perguntou Violet.
22 “Não”, disse o Sr. Poe, e tornou a tossir em seu lenço. “O trem só faz uma parada por dia em
23 Paltryville, de forma que, se eu descesse com vocês, teria que passar a noite aqui e faltar mais um
24 dia ao banco. Vim só deixar vocês e volto para a cidade neste mesmo trem, imediatamente.”
25 Os órfãos Baudelaire olharam através da janela, preocupados. Não estavam muito satisfeitos
26 com a ideia de serem deixados num lugar que não conheciam como se fossem uma pizza e não três
27 crianças inteiramente sós no mundo.
28 “E se o Conde Olaf aparecer?”, perguntou Klaus, baixando a voz. “Ele jurou que nos
29 encontraria de novo.”
(SNICKET, Lemony. Serraria Baixo-Astral. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, págs. 13/15 )

Ao dizer que: “Se desta vez alguma coisa não der certo, terei que mandá-los para um colégio interno...” (L. 03/04), o uso da forma verbal terei mostra que o Sr. Poe:
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Resolução comentada

Valor do futuro do presente "terei que mandá-los".

O futuro do presente em "terei que mandá-los" expressa uma ação certa, decidida, condicionada à falha da tentativa. O Sr. Poe afirma que, se algo der errado, mandará as crianças para o colégio interno.

Análise das alternativas

A e D sugerem indecisão, e o verbo indica decisão firme. C e E dizem que ele já tinha certeza do fracasso, mas a oração condicional ("se não der certo") indica só uma possibilidade.

Referência: Valor semântico dos tempos verbais.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Fortaleza 2015 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 4
O QUASE ACIDENTE
01 As duas irmãs foram olhar a situação mais de perto e, avançando alguns passos para dentro
02 da serraria, viram que a corda estava enrolada em alguma outra coisa, um volume considerável
03 junto à tora. Quando observaram com maior nitidez, espiando por trás do capataz Flacutono,
04 conseguiram distinguir que o tal volume era Charles. Ele estava amarrado à tora com tanta corda
05 que parecia um casulo extremamente apavorado. Voltas e mais voltas da corda cobriam sua boca
06 para que ele não conseguisse emitir nenhum som, mas seus olhos estavam descobertos e ele os
07 fixava com terror na serra, cada vez mais próxima.
08 “É, seu porcariazinho”, dizia o capataz Flacutono, “até agora você deu sorte, evitando as
09 minhas garras de chefe, mas a canja acabou. Mais um acidente e você estará em nossas mãos; e este
10 vai ser o pior acidente da serraria. Imagine só como o Senhor vai ficar contrariado quando souber
11 que seu sócio foi retalhado em tábuas humanas. Vamos lá, seu sortudo, empurre essa tora para junto
12 da serra!”
13 Violet e Sunny avançaram mais alguns passos. Chegaram tão perto que, com o braço
14 esticado, dava para tocar o capataz Flacutono – não que desejassem fazer coisa tão repulsiva, é
15 claro — , e então viram Klaus. Ele estava manejando os controles da máquina de serrar, descalço,
16 com seus olhos arregalados e sem expressão, fixos no capataz.
[...]
17 “Não, Klaus!”, pediu Violet. “Não!”
18 “Quiutu!”, gritou Sunny.
19 “Suas palavras de nada adiantarão”, disse o capataz Flacutono. “Estão vendo?”
20 Sunny viu: seu irmão caminhava descalço para a tora, como se as irmãs não lhe houvesse
21 dito nada. Mas Violet não estava prestando atenção em Klaus. Ela olhava para o capataz Flacutono
22 e pensava em tudo o que ele falara. O terrível capataz tinha razão, é claro. As palavras das duas
23 Baudelaire não hipnotizadas de nada adiantariam. No entanto, Violet sabia que algumas palavras
24 ajudariam. O livro que estava segurando lhe havia dito que existia uma palavra para impor
25 obediência a Klaus e outra palavra para tirá-lo da hipnose.
[...]
26 Ao lembrar-se de que Klaus respondera “Sim, senhor” logo antes de dormir, Violet se deu
27 conta de que devia ter usado, ela própria, a palavra de impor obediência. Acelerou o cérebro,
28 esforçando-se por lembrar a conversa.
29 “Continue empurrando, seu anão sortudo”, disse o capataz Flacutono, e Violet lembrou-se na
30 mesma hora.
31 Sortudo.
32 “Sortudo!”, gritou a Baudelaire mais velha. “Empurre a tora para longe da serra, Klaus!”
33 “Sim, senhor”, disse Klaus de modo sereno.
34 “Sortudo!”, rosnou o capataz. “Empurre a tora de volta para a serra!”
35 “Sortudo!”, gritou Violet. “Afaste a tora!”
36 “SORTUDO!”, berrou outra voz do vão da porta, “Não dê ouvidos a suas irmãs”. Todos se
37 viraram para ver a Dra. Orwell, que surgira na entrada acompanhada de Shirley, à espreita por trás
38 da hipnotizadora.
[...]
39 Violet olhou para o irmão, em seguida para a Dra. Orwell, e num desabafo de suas frustradas
40 intenções atirou ao chão o pesado livro. Ela precisava agora, e desesperadamente, da palavra capaz
41 de anular a hipnose de seu irmão, mas não tinha a menor ideia de qual poderia ser. [...] Depois de
42 tantas vezes terem escapado por um triz das perfídias do Conde Olaf, aquele parecia ser o momento
43 do terrível triunfo dele (ou, no caso, dela). De todas as situações em que ela e seus irmãos se viram
44 envolvidos, aquela parecia ser a mais desgraçadamente irregular, pensou Violet. Era a mais
45 desgraçadamente desproporcional. A mais desgraçadamente extravagante. A mais desgraçadamente
46 excessiva. E, ao pensar em todas essas palavras, ocorreu-lhe aquela que tiraria Klaus da hipnose,
47 aquela que simplesmente poderia salvar a vida de todos eles.
48 “Exorbitante!”, gritou, o mais alto que pôde, a fim de que o som da palavra se sobrepusesse
49 à barulheira terrível produzida pela serra.
50 Klaus piscou, e em seguida olhou em toda a sua volta como se alguém tivesse acabado de
51 lançá-lo no meio da serraria. “Onde estou?”, perguntou.
(SNICKET, Lemony. Serraria Baixo-Astral. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, págs. 139/148. Texto adaptado. )

Ao ouvir: “Suas palavras de nada adiantarão”, disse o capataz Flacutono. “Estão vendo?” (L. 19), a reação das irmãs Baudelaire é:
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Resolução comentada

Reação de Sunny e Violet à fala do capataz.

Sunny vê que o irmão caminha para a tora sem obedecê-las, enquanto Violet não presta atenção em Klaus. Ela olha para o capataz e pensa no que ele disse.

Análise das alternativas

A e B atribuem a ambas a mesma reação, mas o texto diferencia as duas. C é falsa, pois Violet não continua gritando. E é falsa, pois Sunny não grita nesse momento e Violet pensa no capataz, não na palavra.

Referência: Interpretação de texto (Texto 4).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Linguagem Figurada — Expressões Idiomáticas

Colégio Militar de Fortaleza 2015 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
TEXTO 4
O QUASE ACIDENTE
01 As duas irmãs foram olhar a situação mais de perto e, avançando alguns passos para dentro
02 da serraria, viram que a corda estava enrolada em alguma outra coisa, um volume considerável
03 junto à tora. Quando observaram com maior nitidez, espiando por trás do capataz Flacutono,
04 conseguiram distinguir que o tal volume era Charles. Ele estava amarrado à tora com tanta corda
05 que parecia um casulo extremamente apavorado. Voltas e mais voltas da corda cobriam sua boca
06 para que ele não conseguisse emitir nenhum som, mas seus olhos estavam descobertos e ele os
07 fixava com terror na serra, cada vez mais próxima.
08 “É, seu porcariazinho”, dizia o capataz Flacutono, “até agora você deu sorte, evitando as
09 minhas garras de chefe, mas a canja acabou. Mais um acidente e você estará em nossas mãos; e este
10 vai ser o pior acidente da serraria. Imagine só como o Senhor vai ficar contrariado quando souber
11 que seu sócio foi retalhado em tábuas humanas. Vamos lá, seu sortudo, empurre essa tora para junto
12 da serra!”
13 Violet e Sunny avançaram mais alguns passos. Chegaram tão perto que, com o braço
14 esticado, dava para tocar o capataz Flacutono – não que desejassem fazer coisa tão repulsiva, é
15 claro — , e então viram Klaus. Ele estava manejando os controles da máquina de serrar, descalço,
16 com seus olhos arregalados e sem expressão, fixos no capataz.
[...]
17 “Não, Klaus!”, pediu Violet. “Não!”
18 “Quiutu!”, gritou Sunny.
19 “Suas palavras de nada adiantarão”, disse o capataz Flacutono. “Estão vendo?”
20 Sunny viu: seu irmão caminhava descalço para a tora, como se as irmãs não lhe houvesse
21 dito nada. Mas Violet não estava prestando atenção em Klaus. Ela olhava para o capataz Flacutono
22 e pensava em tudo o que ele falara. O terrível capataz tinha razão, é claro. As palavras das duas
23 Baudelaire não hipnotizadas de nada adiantariam. No entanto, Violet sabia que algumas palavras
24 ajudariam. O livro que estava segurando lhe havia dito que existia uma palavra para impor
25 obediência a Klaus e outra palavra para tirá-lo da hipnose.
[...]
26 Ao lembrar-se de que Klaus respondera “Sim, senhor” logo antes de dormir, Violet se deu
27 conta de que devia ter usado, ela própria, a palavra de impor obediência. Acelerou o cérebro,
28 esforçando-se por lembrar a conversa.
29 “Continue empurrando, seu anão sortudo”, disse o capataz Flacutono, e Violet lembrou-se na
30 mesma hora.
31 Sortudo.
32 “Sortudo!”, gritou a Baudelaire mais velha. “Empurre a tora para longe da serra, Klaus!”
33 “Sim, senhor”, disse Klaus de modo sereno.
34 “Sortudo!”, rosnou o capataz. “Empurre a tora de volta para a serra!”
35 “Sortudo!”, gritou Violet. “Afaste a tora!”
36 “SORTUDO!”, berrou outra voz do vão da porta, “Não dê ouvidos a suas irmãs”. Todos se
37 viraram para ver a Dra. Orwell, que surgira na entrada acompanhada de Shirley, à espreita por trás
38 da hipnotizadora.
[...]
39 Violet olhou para o irmão, em seguida para a Dra. Orwell, e num desabafo de suas frustradas
40 intenções atirou ao chão o pesado livro. Ela precisava agora, e desesperadamente, da palavra capaz
41 de anular a hipnose de seu irmão, mas não tinha a menor ideia de qual poderia ser. [...] Depois de
42 tantas vezes terem escapado por um triz das perfídias do Conde Olaf, aquele parecia ser o momento
43 do terrível triunfo dele (ou, no caso, dela). De todas as situações em que ela e seus irmãos se viram
44 envolvidos, aquela parecia ser a mais desgraçadamente irregular, pensou Violet. Era a mais
45 desgraçadamente desproporcional. A mais desgraçadamente extravagante. A mais desgraçadamente
46 excessiva. E, ao pensar em todas essas palavras, ocorreu-lhe aquela que tiraria Klaus da hipnose,
47 aquela que simplesmente poderia salvar a vida de todos eles.
48 “Exorbitante!”, gritou, o mais alto que pôde, a fim de que o som da palavra se sobrepusesse
49 à barulheira terrível produzida pela serra.
50 Klaus piscou, e em seguida olhou em toda a sua volta como se alguém tivesse acabado de
51 lançá-lo no meio da serraria. “Onde estou?”, perguntou.
(SNICKET, Lemony. Serraria Baixo-Astral. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, págs. 139/148. Texto adaptado. )

Ao afirmar “... até agora você deu sorte, evitando as minhas garras de chefe, mas a canja acabou.” (L. 08/09), com a frase “a canja acabou”, o capataz Flacutono quis dizer que:
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Resolução comentada

Sentido da expressão idiomática "a canja acabou".

"Canja" significa algo fácil ou vantajoso. No contexto, o capataz diz que Klaus já teve sorte até ali, mas que a fase boa acabou, ou seja, o tempo bom havia terminado.

Análise das alternativas

A e E tomam "canja" em sentido literal, como comida. C vai longe demais, pois não diz que a vida de Klaus acabaria necessariamente. D contradiz a ideia de que a sorte acabou.

Referência: Linguagem figurada: expressões idiomáticas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Fortaleza 2015 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 4
O QUASE ACIDENTE
01 As duas irmãs foram olhar a situação mais de perto e, avançando alguns passos para dentro
02 da serraria, viram que a corda estava enrolada em alguma outra coisa, um volume considerável
03 junto à tora. Quando observaram com maior nitidez, espiando por trás do capataz Flacutono,
04 conseguiram distinguir que o tal volume era Charles. Ele estava amarrado à tora com tanta corda
05 que parecia um casulo extremamente apavorado. Voltas e mais voltas da corda cobriam sua boca
06 para que ele não conseguisse emitir nenhum som, mas seus olhos estavam descobertos e ele os
07 fixava com terror na serra, cada vez mais próxima.
08 “É, seu porcariazinho”, dizia o capataz Flacutono, “até agora você deu sorte, evitando as
09 minhas garras de chefe, mas a canja acabou. Mais um acidente e você estará em nossas mãos; e este
10 vai ser o pior acidente da serraria. Imagine só como o Senhor vai ficar contrariado quando souber
11 que seu sócio foi retalhado em tábuas humanas. Vamos lá, seu sortudo, empurre essa tora para junto
12 da serra!”
13 Violet e Sunny avançaram mais alguns passos. Chegaram tão perto que, com o braço
14 esticado, dava para tocar o capataz Flacutono – não que desejassem fazer coisa tão repulsiva, é
15 claro — , e então viram Klaus. Ele estava manejando os controles da máquina de serrar, descalço,
16 com seus olhos arregalados e sem expressão, fixos no capataz.
[...]
17 “Não, Klaus!”, pediu Violet. “Não!”
18 “Quiutu!”, gritou Sunny.
19 “Suas palavras de nada adiantarão”, disse o capataz Flacutono. “Estão vendo?”
20 Sunny viu: seu irmão caminhava descalço para a tora, como se as irmãs não lhe houvesse
21 dito nada. Mas Violet não estava prestando atenção em Klaus. Ela olhava para o capataz Flacutono
22 e pensava em tudo o que ele falara. O terrível capataz tinha razão, é claro. As palavras das duas
23 Baudelaire não hipnotizadas de nada adiantariam. No entanto, Violet sabia que algumas palavras
24 ajudariam. O livro que estava segurando lhe havia dito que existia uma palavra para impor
25 obediência a Klaus e outra palavra para tirá-lo da hipnose.
[...]
26 Ao lembrar-se de que Klaus respondera “Sim, senhor” logo antes de dormir, Violet se deu
27 conta de que devia ter usado, ela própria, a palavra de impor obediência. Acelerou o cérebro,
28 esforçando-se por lembrar a conversa.
29 “Continue empurrando, seu anão sortudo”, disse o capataz Flacutono, e Violet lembrou-se na
30 mesma hora.
31 Sortudo.
32 “Sortudo!”, gritou a Baudelaire mais velha. “Empurre a tora para longe da serra, Klaus!”
33 “Sim, senhor”, disse Klaus de modo sereno.
34 “Sortudo!”, rosnou o capataz. “Empurre a tora de volta para a serra!”
35 “Sortudo!”, gritou Violet. “Afaste a tora!”
36 “SORTUDO!”, berrou outra voz do vão da porta, “Não dê ouvidos a suas irmãs”. Todos se
37 viraram para ver a Dra. Orwell, que surgira na entrada acompanhada de Shirley, à espreita por trás
38 da hipnotizadora.
[...]
39 Violet olhou para o irmão, em seguida para a Dra. Orwell, e num desabafo de suas frustradas
40 intenções atirou ao chão o pesado livro. Ela precisava agora, e desesperadamente, da palavra capaz
41 de anular a hipnose de seu irmão, mas não tinha a menor ideia de qual poderia ser. [...] Depois de
42 tantas vezes terem escapado por um triz das perfídias do Conde Olaf, aquele parecia ser o momento
43 do terrível triunfo dele (ou, no caso, dela). De todas as situações em que ela e seus irmãos se viram
44 envolvidos, aquela parecia ser a mais desgraçadamente irregular, pensou Violet. Era a mais
45 desgraçadamente desproporcional. A mais desgraçadamente extravagante. A mais desgraçadamente
46 excessiva. E, ao pensar em todas essas palavras, ocorreu-lhe aquela que tiraria Klaus da hipnose,
47 aquela que simplesmente poderia salvar a vida de todos eles.
48 “Exorbitante!”, gritou, o mais alto que pôde, a fim de que o som da palavra se sobrepusesse
49 à barulheira terrível produzida pela serra.
50 Klaus piscou, e em seguida olhou em toda a sua volta como se alguém tivesse acabado de
51 lançá-lo no meio da serraria. “Onde estou?”, perguntou.
(SNICKET, Lemony. Serraria Baixo-Astral. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, págs. 139/148. Texto adaptado. )

Ao acelerar o cérebro, Violet descobriu a palavra para retirar Klaus da hipnose quando:
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Resolução comentada

Como Violet descobre a palavra que tira Klaus da hipnose.

Violet compara aquela situação com todas as outras em que ela e os irmãos se viram ("a mais desgraçadamente irregular, desproporcional, extravagante, excessiva"). Ao pensar nessas palavras, lembra-se de "exorbitante". Foi essa avaliação comparativa que a levou à palavra.

Análise das alternativas

B, C, D e E tratam da palavra que impõe obediência ("sortudo"), não da que desfaz a hipnose. Chamar Klaus de sortudo foi uma tentativa anterior.

Referência: Interpretação de texto (Texto 4).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Recursos Expressivos — Repetição

Colégio Militar de Fortaleza 2015 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 4
O QUASE ACIDENTE
01 As duas irmãs foram olhar a situação mais de perto e, avançando alguns passos para dentro
02 da serraria, viram que a corda estava enrolada em alguma outra coisa, um volume considerável
03 junto à tora. Quando observaram com maior nitidez, espiando por trás do capataz Flacutono,
04 conseguiram distinguir que o tal volume era Charles. Ele estava amarrado à tora com tanta corda
05 que parecia um casulo extremamente apavorado. Voltas e mais voltas da corda cobriam sua boca
06 para que ele não conseguisse emitir nenhum som, mas seus olhos estavam descobertos e ele os
07 fixava com terror na serra, cada vez mais próxima.
08 “É, seu porcariazinho”, dizia o capataz Flacutono, “até agora você deu sorte, evitando as
09 minhas garras de chefe, mas a canja acabou. Mais um acidente e você estará em nossas mãos; e este
10 vai ser o pior acidente da serraria. Imagine só como o Senhor vai ficar contrariado quando souber
11 que seu sócio foi retalhado em tábuas humanas. Vamos lá, seu sortudo, empurre essa tora para junto
12 da serra!”
13 Violet e Sunny avançaram mais alguns passos. Chegaram tão perto que, com o braço
14 esticado, dava para tocar o capataz Flacutono – não que desejassem fazer coisa tão repulsiva, é
15 claro — , e então viram Klaus. Ele estava manejando os controles da máquina de serrar, descalço,
16 com seus olhos arregalados e sem expressão, fixos no capataz.
[...]
17 “Não, Klaus!”, pediu Violet. “Não!”
18 “Quiutu!”, gritou Sunny.
19 “Suas palavras de nada adiantarão”, disse o capataz Flacutono. “Estão vendo?”
20 Sunny viu: seu irmão caminhava descalço para a tora, como se as irmãs não lhe houvesse
21 dito nada. Mas Violet não estava prestando atenção em Klaus. Ela olhava para o capataz Flacutono
22 e pensava em tudo o que ele falara. O terrível capataz tinha razão, é claro. As palavras das duas
23 Baudelaire não hipnotizadas de nada adiantariam. No entanto, Violet sabia que algumas palavras
24 ajudariam. O livro que estava segurando lhe havia dito que existia uma palavra para impor
25 obediência a Klaus e outra palavra para tirá-lo da hipnose.
[...]
26 Ao lembrar-se de que Klaus respondera “Sim, senhor” logo antes de dormir, Violet se deu
27 conta de que devia ter usado, ela própria, a palavra de impor obediência. Acelerou o cérebro,
28 esforçando-se por lembrar a conversa.
29 “Continue empurrando, seu anão sortudo”, disse o capataz Flacutono, e Violet lembrou-se na
30 mesma hora.
31 Sortudo.
32 “Sortudo!”, gritou a Baudelaire mais velha. “Empurre a tora para longe da serra, Klaus!”
33 “Sim, senhor”, disse Klaus de modo sereno.
34 “Sortudo!”, rosnou o capataz. “Empurre a tora de volta para a serra!”
35 “Sortudo!”, gritou Violet. “Afaste a tora!”
36 “SORTUDO!”, berrou outra voz do vão da porta, “Não dê ouvidos a suas irmãs”. Todos se
37 viraram para ver a Dra. Orwell, que surgira na entrada acompanhada de Shirley, à espreita por trás
38 da hipnotizadora.
[...]
39 Violet olhou para o irmão, em seguida para a Dra. Orwell, e num desabafo de suas frustradas
40 intenções atirou ao chão o pesado livro. Ela precisava agora, e desesperadamente, da palavra capaz
41 de anular a hipnose de seu irmão, mas não tinha a menor ideia de qual poderia ser. [...] Depois de
42 tantas vezes terem escapado por um triz das perfídias do Conde Olaf, aquele parecia ser o momento
43 do terrível triunfo dele (ou, no caso, dela). De todas as situações em que ela e seus irmãos se viram
44 envolvidos, aquela parecia ser a mais desgraçadamente irregular, pensou Violet. Era a mais
45 desgraçadamente desproporcional. A mais desgraçadamente extravagante. A mais desgraçadamente
46 excessiva. E, ao pensar em todas essas palavras, ocorreu-lhe aquela que tiraria Klaus da hipnose,
47 aquela que simplesmente poderia salvar a vida de todos eles.
48 “Exorbitante!”, gritou, o mais alto que pôde, a fim de que o som da palavra se sobrepusesse
49 à barulheira terrível produzida pela serra.
50 Klaus piscou, e em seguida olhou em toda a sua volta como se alguém tivesse acabado de
51 lançá-lo no meio da serraria. “Onde estou?”, perguntou.
(SNICKET, Lemony. Serraria Baixo-Astral. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, págs. 139/148. Texto adaptado. )

No trecho: “Era a mais desgraçadamente desproporcional. A mais desgraçadamente extravagante. A mais desgraçadamente excessiva.” (L. 44/46), a repetição do termo destacado é utilizada para:
Reprodução do enunciado da questão 11 como impresso, com a palavra “desgraçadamente” em negrito nas três ocorrências.
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Língua Portuguesa Coesão Textual — Referenciação

Colégio Militar de Fortaleza 2015 Fundamental

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Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 4
O QUASE ACIDENTE
01 As duas irmãs foram olhar a situação mais de perto e, avançando alguns passos para dentro
02 da serraria, viram que a corda estava enrolada em alguma outra coisa, um volume considerável
03 junto à tora. Quando observaram com maior nitidez, espiando por trás do capataz Flacutono,
04 conseguiram distinguir que o tal volume era Charles. Ele estava amarrado à tora com tanta corda
05 que parecia um casulo extremamente apavorado. Voltas e mais voltas da corda cobriam sua boca
06 para que ele não conseguisse emitir nenhum som, mas seus olhos estavam descobertos e ele os
07 fixava com terror na serra, cada vez mais próxima.
08 “É, seu porcariazinho”, dizia o capataz Flacutono, “até agora você deu sorte, evitando as
09 minhas garras de chefe, mas a canja acabou. Mais um acidente e você estará em nossas mãos; e este
10 vai ser o pior acidente da serraria. Imagine só como o Senhor vai ficar contrariado quando souber
11 que seu sócio foi retalhado em tábuas humanas. Vamos lá, seu sortudo, empurre essa tora para junto
12 da serra!”
13 Violet e Sunny avançaram mais alguns passos. Chegaram tão perto que, com o braço
14 esticado, dava para tocar o capataz Flacutono – não que desejassem fazer coisa tão repulsiva, é
15 claro — , e então viram Klaus. Ele estava manejando os controles da máquina de serrar, descalço,
16 com seus olhos arregalados e sem expressão, fixos no capataz.
[...]
17 “Não, Klaus!”, pediu Violet. “Não!”
18 “Quiutu!”, gritou Sunny.
19 “Suas palavras de nada adiantarão”, disse o capataz Flacutono. “Estão vendo?”
20 Sunny viu: seu irmão caminhava descalço para a tora, como se as irmãs não lhe houvesse
21 dito nada. Mas Violet não estava prestando atenção em Klaus. Ela olhava para o capataz Flacutono
22 e pensava em tudo o que ele falara. O terrível capataz tinha razão, é claro. As palavras das duas
23 Baudelaire não hipnotizadas de nada adiantariam. No entanto, Violet sabia que algumas palavras
24 ajudariam. O livro que estava segurando lhe havia dito que existia uma palavra para impor
25 obediência a Klaus e outra palavra para tirá-lo da hipnose.
[...]
26 Ao lembrar-se de que Klaus respondera “Sim, senhor” logo antes de dormir, Violet se deu
27 conta de que devia ter usado, ela própria, a palavra de impor obediência. Acelerou o cérebro,
28 esforçando-se por lembrar a conversa.
29 “Continue empurrando, seu anão sortudo”, disse o capataz Flacutono, e Violet lembrou-se na
30 mesma hora.
31 Sortudo.
32 “Sortudo!”, gritou a Baudelaire mais velha. “Empurre a tora para longe da serra, Klaus!”
33 “Sim, senhor”, disse Klaus de modo sereno.
34 “Sortudo!”, rosnou o capataz. “Empurre a tora de volta para a serra!”
35 “Sortudo!”, gritou Violet. “Afaste a tora!”
36 “SORTUDO!”, berrou outra voz do vão da porta, “Não dê ouvidos a suas irmãs”. Todos se
37 viraram para ver a Dra. Orwell, que surgira na entrada acompanhada de Shirley, à espreita por trás
38 da hipnotizadora.
[...]
39 Violet olhou para o irmão, em seguida para a Dra. Orwell, e num desabafo de suas frustradas
40 intenções atirou ao chão o pesado livro. Ela precisava agora, e desesperadamente, da palavra capaz
41 de anular a hipnose de seu irmão, mas não tinha a menor ideia de qual poderia ser. [...] Depois de
42 tantas vezes terem escapado por um triz das perfídias do Conde Olaf, aquele parecia ser o momento
43 do terrível triunfo dele (ou, no caso, dela). De todas as situações em que ela e seus irmãos se viram
44 envolvidos, aquela parecia ser a mais desgraçadamente irregular, pensou Violet. Era a mais
45 desgraçadamente desproporcional. A mais desgraçadamente extravagante. A mais desgraçadamente
46 excessiva. E, ao pensar em todas essas palavras, ocorreu-lhe aquela que tiraria Klaus da hipnose,
47 aquela que simplesmente poderia salvar a vida de todos eles.
48 “Exorbitante!”, gritou, o mais alto que pôde, a fim de que o som da palavra se sobrepusesse
49 à barulheira terrível produzida pela serra.
50 Klaus piscou, e em seguida olhou em toda a sua volta como se alguém tivesse acabado de
51 lançá-lo no meio da serraria. “Onde estou?”, perguntou.
(SNICKET, Lemony. Serraria Baixo-Astral. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, págs. 139/148. Texto adaptado. )

Na frase: “... ocorreu-lhe aquela que tiraria Klaus da hipnose, aquela que simplesmente poderia salvar a vida de todos eles.” (L. 46/47), o termo destacado refere-se aos:
Reprodução do enunciado da questão 12 como impresso, com a palavra “todos” em negrito.
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Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Fortaleza 2015 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 5
O FIM SEM FIM
01 Os olhos de Shirley emitiram um brilho muito, muito intenso, e ela lançou um grande
02 sorriso com os dentes todos à mostra. “E se tiver?”, perguntou, levantando ligeiramente a saia. “E
03 se tiver a tatuagem de um olho?”
04 Os olhos de todos voltaram-se para o tornozelo de Shirley, onde um olho único e isolado
05 fixava os seus observadores. Ele se parecia bastante com a tatuagem do Conde Olaf, que estava no
06 encalço dos órfãos Baudelaire desde que seus pais morreram.
07 “Neste caso”, disse o Sr. Poe depois de uma pausa, “você não é Shirley. Você é o Conde
08 Olaf, e considere-se preso. Ordeno-lhe que se desfaça desse ridículo disfarce!”
09 “Devo me desfazer do meu ridículo disfarce, eu também?”, perguntou o capataz Flacutono,
10 e arrancou sua peruca branca com um gesto ágil e decidido. Encarando os órfãos com seus olhos
11 miúdos e redondos, ele retirou também a máscara cirúrgica sobre o seu rosto. E os irmãos
12 perceberam imediatamente que se tratava de um dos auxiliares do Conde Olaf.
13 “Acho que tivemos muita sorte de pegar dois criminosos hoje!”, disse o Sr. Poe.
14 “Bem, três, se incluir a finada Dra. Orwell”, disse o Conde Olaf (Que alívio é chamá-lo
15 assim e não de Shirley!)
16 Nisso ouviu-se um impacto sobre a vidraça, que deixou um buraco considerável na janela,
17 suficiente para que uma pessoa pudesse passar – e foi exatamente isso o que o auxiliar do Conde
18 Olaf fez. Logo depois, o próprio conde soltou uma gargalhada horrível e brutal e seguiu seu
19 camarada, fugindo pela janela para bem longe de Paltryville. “Voltarei para apanhá-los, órfãos!”,
20 ameaçou. “Voltarei para acabar com suas vidas!”
(SNICKET, Lemony. Serraria Baixo-Astral. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, págs. 165/167. Texto adaptado. )

Ao serem desmascarados, o Conde Olaf e seu auxiliar se mostram:
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Resolução comentada

Atitude de Olaf e seu auxiliar ao serem desmascarados.

Os dois se mostram confiantes e desafiadores. O auxiliar tira a peruca com gesto ágil e decidido, os dois fogem pela janela, e Olaf ainda ameaça: "Voltarei para apanhá-los".

Análise das alternativas

A, D e E atribuem preocupação, vergonha ou conformismo, o que o texto não mostra. B é falsa, porque eles sabem que foram descobertos e fogem.

Referência: Interpretação de texto (Texto 5).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Gêneros Textuais — Carta

Colégio Militar de Fortaleza 2015 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
TEXTO 6
Texto 6: reprodução de um bilhete datilografado e manchado que começa com “Ao Meu Amável Editor,” e termina com “Respeitosamente,”, a assinatura e o nome Lemony Snicket.
(SNICKET, Lemony. Serraria Baixo-Astral. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.)

A finalidade da carta (texto 6) é:
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Língua Portuguesa Produção Textual — Carta

Discursiva Colégio Militar de Fortaleza 2015 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental · Questão 15

Sem padrão de resposta — pratique a escrita

PRODUÇÃO TEXTUAL
LEIA ATENTAMENTE A PROPOSTA QUE SEGUE E PRODUZA UM TEXTO, ATENDENDO AS ORIENTAÇÕES APRESENTADAS.

Escreva uma carta ao editor de um jornal famoso, como se você fosse Charles, o sócio na Serraria Baixo-Astral, que também foi vítima das maldades do capataz Flacutono. Na carta, Charles deverá contar as dificuldades pelas quais os órfãos Baudelaire têm passado e solicitar que o editor, por meio de seu jornal, torne pública essa situação e exija providências das autoridades responsáveis pela defesa das crianças, para livrar Klaus, Violet e Sunny de tantos sofrimentos e perseguições.

OBSERVAÇÕES:
• O texto não deverá conter trechos dos textos da prova.
• O texto deverá obedecer a estrutura e as características do gênero solicitado na proposta.
• O texto deve ter no mínimo 15 linhas e no máximo 25.
• Será atribuído grau zero ao texto que não atender ao tema.
• Para efeito de avaliação, só será considerado o que você escrever na FOLHA DE REDAÇÃO, usando caneta de tinta azul ou preta.
• Não faça qualquer marcação na folha de redação, além do texto.

O texto deve ter no mínimo 15 linhas e no máximo 25. Parâmetros para correção impressos na folha de redação (fl. 16): Apresentação 0–2; Conteúdo 0–3; Tipo de texto 0–2; Gramaticalidade 0–4; Coerência 0–2; Coesão 0–2; campos Total e Nota em branco.

0 linhas · 0 palavrasAté 25 linhas · espaço na prova: Folha de redação (fl. 16) com 28 linhas