← Voltar para a lista de provas Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) — Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão ao 1º ano do CPCAR 2015 49 questões nesta prova · página 1 de 3 · 44 com gabarito Gabarito disponível Northup é herói porque reúne as condições autênticas de um herói. McQueen quer transformar Northup num herói "porque ele é um verdadeiro herói americano". A causa dada é que Northup já é de fato um herói, ou seja, reúne em si as condições autênticas para sê-lo. A) O texto não afirma que a mídia fabrique heróis. B) Não se afirma que os heróis anteriores fossem falsos. D) O texto não fala de um anseio histórico dos americanos por um herói verdadeiro. Referência: Texto I, Época nº 823 (2014). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível "Aquelas árvores viram tudo" tem linguagem conotativa e função poética. As árvores não veem de fato, então o sentido é figurado (conotativo), com personificação para expressar o horror vivido. A ênfase na forma e na expressividade da mensagem caracteriza a função poética. B) O sentido não é denotativo, e a função não é conativa porque não há apelo ao interlocutor. C) Há prosopopeia, mas a função fática visa testar o canal de comunicação, o que não ocorre. D) A subjetividade existe, mas não há metalinguagem, pois a linguagem não fala sobre si mesma. Referência: Funções da linguagem e figuras de linguagem (prosopopeia). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Exceto a D, todos os trechos revelam preconceito ou pouca valorização dos negros. A D apenas constata que a carência de registros reduziu o brilho dos heróis nacionais. Isso é uma causa documental e não revela preconceito em si. Os demais trechos mostram desvalorização: crença de que pesquisar o passado negro seria improdutivo, destaque ao diretor negro como novidade e a desculpa de que os arquivos se perderam. A) Revela preconceito: considerar improdutivo estudar o passado dos negros. B) Revela que o fato de um diretor negro vencer era tão raro que virou notícia. C) A desculpa de que os arquivos se perderam encobre a desvalorização. Referência: Texto I, Época nº 823 (2014). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível "Suas feridas continuam abertas" refere-se às consequências sociais deixadas pela escravidão. A frase fecha o texto, que trata do legado da escravidão e de sua pouca valorização histórica. Em sentido figurado, "feridas" são as consequências sociais deixadas pelos regimes escravocratas, que ainda não cicatrizaram. A) A dificuldade de vasculhar o passado é um fato pontual do texto e não o sentido amplo das feridas. B) O texto não restringe a questão à vida insalubre nos EUA. D) O resgate histórico é apresentado como algo que ganha força, e não como ferida. Referência: Texto I, Época nº 823 (2014). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A incorreta é a D: "de" em "escritor de livros" liga um complemento nominal/adjunto ao substantivo, não ao verbo. Em "um escritor de livros", o "de" liga "livros" ao substantivo "escritor", e não a um verbo. Quem introduz o objeto indireto de "contou" é a preposição "a" ("a um escritor"). Portanto é incorreto dizer que "de" relaciona o objeto indireto ao verbo. A) Correta: "por seus amigos" é agente da passiva de "resgatado". B) Correta: "lutou pela abolição" indica o fim da luta. C) Correta: em "abolição da escravatura", "da" liga o complemento nominal ao substantivo "abolição". Referência: Preposições: agente da passiva, complemento nominal e objeto indireto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Em "continuam abertas" não há locução com verbo principal "abrir"; "abertas" é adjetivo. "Continuam abertas" é um verbo de ligação (continuar) com predicativo do sujeito (abertas, adjetivo), e não uma locução verbal. Por isso é impossível afirmar que o verbo principal seja "abrir", e a B é a que não se pode afirmar. A) Verdadeira: "daria" é futuro do pretérito, que indica fato hipotético. C) Verdadeira: "há 100 anos" indica tempo decorrido e o verbo haver é impessoal. D) Verdadeira: "pôde" (pretérito perfeito) leva acento circunflexo, diferenciando-se de "pode" (presente). Referência: Verbos: locução verbal, verbo de ligação, haver impessoal e acento diferencial. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível As vírgulas isolam um aposto: "O Chico da Matilde". "O Chico da Matilde" é um nome que explica e se refere a "Francisco José do Nascimento", ou seja, é um aposto. Aposto explicativo se isola por vírgulas. A) As vírgulas isolam uma oração reduzida ("lançado no ano passado") ou um termo intercalado, e não um adjunto adverbial de tempo, e a justificativa de obrigatoriedade está equivocada. B) "Mesmo para países jovens..." é uma expressão concessiva e não uma circunstância de lugar. D) "Influenciado pela insurreição..." é oração reduzida de particípio de natureza adverbial/adjetiva, não substantiva. Referência: Pontuação: uso da vírgula com aposto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O tratamento degradante hoje equivale ao dado aos escravos no passado. O texto diz que a escravidão atual "pouco lembra" a de outrora na forma (sem correntes), mas "nem por isso é menos cruel". Isso equipara o tratamento sub-humano de hoje ao do passado em crueldade. A) O texto diz "não menos cruel", e não que seja mais cruel. B) Os barracos substituem as senzalas e não há mais correntes, então os trabalhadores não ficam acorrentados da mesma forma. C) As condições não são iguais em todos os aspectos, pois a forma mudou, e o sítio do MPT apenas lista os itens do trabalho escravo atual. Referência: Texto II, Ciência Hoje (2013). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A reescrita da B mantém sentido e norma padrão. Na B, a voz passiva "são alguns dos itens elencados pelo órgão" passa à ativa ("O órgão elencou alguns itens como..."). O sentido original se mantém, e a norma padrão também. A) "Lembra" no original é "assemelha-se a", e a reescrita muda para "lembra-se do trabalho", que é recordar, alterando o sentido. C) A reescrita inverte a relação e faz do MPT o próprio assunto, o que distorce a ideia. D) Diz que se substituíram senzalas e correntes "nos" barracos e regimes, o que altera o sentido (a troca é por barracos e regimes) e troca "servidão" por "escravidão". Referência: Reescrita de frases: voz passiva e ativa; preservação de sentido. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível "página" e "precário" são acentuadas pela mesma regra (proparoxítonas, aparentes no caso de "precário"). Pelo gabarito, as duas palavras recebem acento pela regra das proparoxítonas. "Página" é proparoxítona, e "precário" é tratada como proparoxítona aparente (terminada em ditongo crescente -ário). Por isso o gabarito aceita a mesma justificativa para as duas. B) "Elencados" significa listados, enumerados, não "ignorados". C) "Vários" tem o sentido de diversos, e não de "intensos". D) "Maus-tratos" é composição por justaposição (com hífen), e "violência" é derivada de "violento" por sufixação, então a classificação "aglutinação e sufixação" está errada. Referência: Regras de acentuação gráfica (proparoxítonas reais e aparentes). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Moradia e local de trabalho coincidentes facilitavam o controle de Mário. O texto abre dizendo que moradia e trabalho se confundiam. Em seguida mostra que Mário controlava refeições, tempo de almoço e banho. Daí se infere que a coincidência dos espaços facilitava esse controle. A) O texto nada diz sobre falsas promessas nem sobre a realidade na Bolívia. B) A restrição é abusiva e controladora, e o texto não a atribui a preocupação com a economia da empresa. C) Os banhos em duplas e de 5 minutos visavam poupar água e energia, não atender às trabalhadoras. Referência: Texto III, Repórter Brasil (2010). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Inferência adequada do Texto III: a escravidão persiste hoje em condições degradantes de trabalho. O texto descreve costureiras bolivianas submetidas a moradia coletiva e precária, jornada controlada e banhos cronometrados. Isso configura trabalho análogo ao escravo no presente. Logo, a escravidão continua existindo de forma camuflada em condições degradantes. B) O texto não compara as bolivianas com outros grupos para dizer que são as mais prejudicadas. C) O problema é a exploração e o controle abusivo, e dar mais tempo não o resolveria. D) Não há no texto nenhuma afirmação de que as condições seriam melhores que as da Bolívia. Referência: Texto III, Repórter Brasil (2010). Resolução comentada do VaiConcursos. Questão anulada Gabarito disponível Pede a alternativa que NÃO se pode inferir do poema; a B afirma algo que o texto não sustenta. O poema apresenta mulheres de uma mesma linhagem (bisavó, avó, mãe, eu lírico e filha), mas só a bisavó aparece ligada literalmente à escravidão, nos porões do navio. As demais vivem as consequências dela: a obediência aos brancos, as cozinhas alheias, a favela e a fome. Dizer que cinco gerações viveram a escravidão "literalmente" extrapola o texto, por isso a B é a que não se pode inferir. A) Pode-se inferir: o contexto muda do navio negreiro para a obediência, depois a revolta baixinha, a favela e a esperança. C) Pode-se inferir: a filha "recolhe todas as nossas vozes". D) Pode-se inferir: "rimas de sangue e fome" e "vozes mudas, engasgadas" mostram ressentimento diante da violência. Referência: Conceição Evaristo, "Vozes-Mulheres" (Cadernos Negros, nº 13, 1990). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível "O ontem – o hoje – o agora" é uma gradação. A gradação é a sequência de termos em progressão (aqui temporal), do passado ao momento presente. Em "O ontem – o hoje – o agora", os termos se aproximam do presente. B) "Vozes mudas caladas" não mistura sentidos, então não é sinestesia. C) "Rimas de sangue e fome" é metáfora, não paradoxo. D) "A voz de minha filha" não é catacrese. A) Correta. Referência: Figuras de linguagem: gradação. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível T = 1 + 4 + 16 + 64 = 85 = 5·17. O total é o governador (1), 4 prefeitos, 4·4 = 16 secretários e 16·4 = 64 vereadores. T = 85 = 5 · 17, múltiplo de 17. A) 85 não é divisível por 7. B) Nem por 11. D) Nem por 19. C) Correta. Referência: Soma de PG; múltiplos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Com x = 4, ela fez 40 camisas em 2 dias; faltaram 120. A alternativa A é falsa. Pelo enunciado, 160/x − 8 = 160/(x+1), logo x(x+1) = 20 e x = 4. Foram feitas 40 camisas em 2 dias (20 por dia). O ritmo de 20 por dia leva 8 dias para as 160 camisas, e não menos de 7 dias. Portanto A é a incorreta. A) Incorreta: levaria 8 dias. B) Faltaram 120, mais de 100: correta. C) 40 é par: correta. D) 40/120 = 1/3: correta. Referência: Frações e equações. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A equação é 2x² − 7x − 3 = 0, com raiz maior que 3. Mariana errou c, então b é correto: soma das raízes = 7/2 e b = −7/2. Maria Clara errou b, então c é correto: produto = −3/2 e c = −3/2. A equação x² − (7/2)x − 3/2 = 0 tem raízes (7 ± √73)/4, aproximadamente 3,89 e −0,39. A) Nenhuma raiz é menor que −1. B) As raízes são irracionais. D) Δ = 73 > 0, então há raízes reais. C) Correta. Referência: Relações de Girard. Resolução comentada do VaiConcursos. Questão anuladaEPCAR — Exame de Admissão ao 1º ano do CPCAR 2015 — Língua Portuguesa, Matemática, Língua Inglesa e Redação — Versão A
TEXTO I
AS FERIDAS ABERTAS DA ESCRAVIDÃO
Mais de um século após abolir a escravatura, Brasil e EUA apenas agora começam a reconstruir a história de seus heróis negros.
Doze anos de escravidão, produção do diretor
britânico Steve McQueen, entrou para a história do
cinema ao ganhar o Oscar de Melhor Filme, na
premiação do último dia 2. É o primeiro filme de um
5 diretor negro a ganhar a estatueta. (…)
Antes do filme, lançado no ano passado, quase
ninguém conhecia a história de Salomon Northup, negro
livre e bem-educado de Nova York. Em 1842, ele foi
sequestrado e forçado à escravidão, por 12 anos, em
10 fazendas no sul dos Estados Unidos. Resgatado por
seus amigos brancos, Northup lutou pela abolição da
escravatura e contou sua história a um escritor de livros,
David Wilson. O texto foi encontrado e reeditado em
1960, sem grande repercussão, até chegar às mãos de
15 McQueen. “Minha ideia era transformar Northup num
herói, porque ele é um verdadeiro herói americano”,
disse o cineasta.
A consagração do filme, ao mesmo tempo, serviu
para realçar como a escravidão de negros, abolida nos
20 Estados Unidos há 148 anos e no Brasil há 125, ainda é
pouco conhecida. No Brasil, por mais de um século,
prevaleceu a crença de que seria improdutivo vasculhar
o passado dos negros.Os arquivos sobre a escravidão,
dizia-se, perderam-se em 1890. (…)
25 “A carência e a imprecisão de registros históricos
reduziu o brilho de heróis nacionais”, diz Patrícia Xavier,
mestre em história social pela PUC, SP. Em sua tese de
mestrado, Patrícia estudou a vida de Francisco José do
Nascimento, O Chico da Matilde, líder abolicionista
30 morto em 6 de março de 1914 – portanto, há 100 anos.
Sua vida também daria um filme. Negro livre, Chico
trabalhava como prático no porto da província do Ceará.
Segundo relatos da época, em 1881, Chico liderou os
jangadeiros, ao se recusar transportar escravos.
35 Influenciado pela insurreição dos jangadeiros, o Ceará
aboliu a escravidão em 1884, quatro anos antes da
Princesa Isabel assinar a Lei Áurea. (...)
O resgate histórico do período de escravidão ganha
força à medida que documentos são descobertos e que
40 a sociedade ganha distanciamento. Um século e meio
de abolição é pouco tempo, mesmo para países jovens
como EUA e Brasil. O diretor Steve McQueen pôde usar,
em seu filme, fazendas do Mississippi onde houve a
escravidão. O tronco onde dois escravos são
45 espancados, na obra de ficção, foi usado para o
chicoteamento, um século atrás. “Aquelas árvores viram
tudo”, diz McQueen. Método de trabalho largamente
empregado na Europa, na Ásia e na África, a escravidão
foi extinta apenas na década de 1980 em países como
50 Serra Leoa. Suas feridas continuam abertas.
(Época/ nº823, 10 de março de 2014, editora Globo, p.55)
Leia o excerto abaixo:
“Minha ideia era transformar Northup num herói, porque ele é um verdadeiro herói americano.” (ℓ.15 e 16)
A partir dessa fala de McQueen , pode-se inferir queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
AS FERIDAS ABERTAS DA ESCRAVIDÃO
Mais de um século após abolir a escravatura, Brasil e EUA apenas agora começam a reconstruir a história de seus heróis negros.
Doze anos de escravidão, produção do diretor
britânico Steve McQueen, entrou para a história do
cinema ao ganhar o Oscar de Melhor Filme, na
premiação do último dia 2. É o primeiro filme de um
5 diretor negro a ganhar a estatueta. (…)
Antes do filme, lançado no ano passado, quase
ninguém conhecia a história de Salomon Northup, negro
livre e bem-educado de Nova York. Em 1842, ele foi
sequestrado e forçado à escravidão, por 12 anos, em
10 fazendas no sul dos Estados Unidos. Resgatado por
seus amigos brancos, Northup lutou pela abolição da
escravatura e contou sua história a um escritor de livros,
David Wilson. O texto foi encontrado e reeditado em
1960, sem grande repercussão, até chegar às mãos de
15 McQueen. “Minha ideia era transformar Northup num
herói, porque ele é um verdadeiro herói americano”,
disse o cineasta.
A consagração do filme, ao mesmo tempo, serviu
para realçar como a escravidão de negros, abolida nos
20 Estados Unidos há 148 anos e no Brasil há 125, ainda é
pouco conhecida. No Brasil, por mais de um século,
prevaleceu a crença de que seria improdutivo vasculhar
o passado dos negros.Os arquivos sobre a escravidão,
dizia-se, perderam-se em 1890. (…)
25 “A carência e a imprecisão de registros históricos
reduziu o brilho de heróis nacionais”, diz Patrícia Xavier,
mestre em história social pela PUC, SP. Em sua tese de
mestrado, Patrícia estudou a vida de Francisco José do
Nascimento, O Chico da Matilde, líder abolicionista
30 morto em 6 de março de 1914 – portanto, há 100 anos.
Sua vida também daria um filme. Negro livre, Chico
trabalhava como prático no porto da província do Ceará.
Segundo relatos da época, em 1881, Chico liderou os
jangadeiros, ao se recusar transportar escravos.
35 Influenciado pela insurreição dos jangadeiros, o Ceará
aboliu a escravidão em 1884, quatro anos antes da
Princesa Isabel assinar a Lei Áurea. (...)
O resgate histórico do período de escravidão ganha
força à medida que documentos são descobertos e que
40 a sociedade ganha distanciamento. Um século e meio
de abolição é pouco tempo, mesmo para países jovens
como EUA e Brasil. O diretor Steve McQueen pôde usar,
em seu filme, fazendas do Mississippi onde houve a
escravidão. O tronco onde dois escravos são
45 espancados, na obra de ficção, foi usado para o
chicoteamento, um século atrás. “Aquelas árvores viram
tudo”, diz McQueen. Método de trabalho largamente
empregado na Europa, na Ásia e na África, a escravidão
foi extinta apenas na década de 1980 em países como
50 Serra Leoa. Suas feridas continuam abertas.
(Época/ nº823, 10 de março de 2014, editora Globo, p.55)
Na afirmação “Aquelas árvores viram tudo”, de MC Queen, percebe-seResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
AS FERIDAS ABERTAS DA ESCRAVIDÃO
Mais de um século após abolir a escravatura, Brasil e EUA apenas agora começam a reconstruir a história de seus heróis negros.
Doze anos de escravidão, produção do diretor
britânico Steve McQueen, entrou para a história do
cinema ao ganhar o Oscar de Melhor Filme, na
premiação do último dia 2. É o primeiro filme de um
5 diretor negro a ganhar a estatueta. (…)
Antes do filme, lançado no ano passado, quase
ninguém conhecia a história de Salomon Northup, negro
livre e bem-educado de Nova York. Em 1842, ele foi
sequestrado e forçado à escravidão, por 12 anos, em
10 fazendas no sul dos Estados Unidos. Resgatado por
seus amigos brancos, Northup lutou pela abolição da
escravatura e contou sua história a um escritor de livros,
David Wilson. O texto foi encontrado e reeditado em
1960, sem grande repercussão, até chegar às mãos de
15 McQueen. “Minha ideia era transformar Northup num
herói, porque ele é um verdadeiro herói americano”,
disse o cineasta.
A consagração do filme, ao mesmo tempo, serviu
para realçar como a escravidão de negros, abolida nos
20 Estados Unidos há 148 anos e no Brasil há 125, ainda é
pouco conhecida. No Brasil, por mais de um século,
prevaleceu a crença de que seria improdutivo vasculhar
o passado dos negros.Os arquivos sobre a escravidão,
dizia-se, perderam-se em 1890. (…)
25 “A carência e a imprecisão de registros históricos
reduziu o brilho de heróis nacionais”, diz Patrícia Xavier,
mestre em história social pela PUC, SP. Em sua tese de
mestrado, Patrícia estudou a vida de Francisco José do
Nascimento, O Chico da Matilde, líder abolicionista
30 morto em 6 de março de 1914 – portanto, há 100 anos.
Sua vida também daria um filme. Negro livre, Chico
trabalhava como prático no porto da província do Ceará.
Segundo relatos da época, em 1881, Chico liderou os
jangadeiros, ao se recusar transportar escravos.
35 Influenciado pela insurreição dos jangadeiros, o Ceará
aboliu a escravidão em 1884, quatro anos antes da
Princesa Isabel assinar a Lei Áurea. (...)
O resgate histórico do período de escravidão ganha
força à medida que documentos são descobertos e que
40 a sociedade ganha distanciamento. Um século e meio
de abolição é pouco tempo, mesmo para países jovens
como EUA e Brasil. O diretor Steve McQueen pôde usar,
em seu filme, fazendas do Mississippi onde houve a
escravidão. O tronco onde dois escravos são
45 espancados, na obra de ficção, foi usado para o
chicoteamento, um século atrás. “Aquelas árvores viram
tudo”, diz McQueen. Método de trabalho largamente
empregado na Europa, na Ásia e na África, a escravidão
foi extinta apenas na década de 1980 em países como
50 Serra Leoa. Suas feridas continuam abertas.
(Época/ nº823, 10 de março de 2014, editora Globo, p.55)
Pode-se perceber traços de preconceito e pouca valorização de um povo que ajudou a construir a nação nos trechos abaixo, EXCETO:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
AS FERIDAS ABERTAS DA ESCRAVIDÃO
Mais de um século após abolir a escravatura, Brasil e EUA apenas agora começam a reconstruir a história de seus heróis negros.
Doze anos de escravidão, produção do diretor
britânico Steve McQueen, entrou para a história do
cinema ao ganhar o Oscar de Melhor Filme, na
premiação do último dia 2. É o primeiro filme de um
5 diretor negro a ganhar a estatueta. (…)
Antes do filme, lançado no ano passado, quase
ninguém conhecia a história de Salomon Northup, negro
livre e bem-educado de Nova York. Em 1842, ele foi
sequestrado e forçado à escravidão, por 12 anos, em
10 fazendas no sul dos Estados Unidos. Resgatado por
seus amigos brancos, Northup lutou pela abolição da
escravatura e contou sua história a um escritor de livros,
David Wilson. O texto foi encontrado e reeditado em
1960, sem grande repercussão, até chegar às mãos de
15 McQueen. “Minha ideia era transformar Northup num
herói, porque ele é um verdadeiro herói americano”,
disse o cineasta.
A consagração do filme, ao mesmo tempo, serviu
para realçar como a escravidão de negros, abolida nos
20 Estados Unidos há 148 anos e no Brasil há 125, ainda é
pouco conhecida. No Brasil, por mais de um século,
prevaleceu a crença de que seria improdutivo vasculhar
o passado dos negros.Os arquivos sobre a escravidão,
dizia-se, perderam-se em 1890. (…)
25 “A carência e a imprecisão de registros históricos
reduziu o brilho de heróis nacionais”, diz Patrícia Xavier,
mestre em história social pela PUC, SP. Em sua tese de
mestrado, Patrícia estudou a vida de Francisco José do
Nascimento, O Chico da Matilde, líder abolicionista
30 morto em 6 de março de 1914 – portanto, há 100 anos.
Sua vida também daria um filme. Negro livre, Chico
trabalhava como prático no porto da província do Ceará.
Segundo relatos da época, em 1881, Chico liderou os
jangadeiros, ao se recusar transportar escravos.
35 Influenciado pela insurreição dos jangadeiros, o Ceará
aboliu a escravidão em 1884, quatro anos antes da
Princesa Isabel assinar a Lei Áurea. (...)
O resgate histórico do período de escravidão ganha
força à medida que documentos são descobertos e que
40 a sociedade ganha distanciamento. Um século e meio
de abolição é pouco tempo, mesmo para países jovens
como EUA e Brasil. O diretor Steve McQueen pôde usar,
em seu filme, fazendas do Mississippi onde houve a
escravidão. O tronco onde dois escravos são
45 espancados, na obra de ficção, foi usado para o
chicoteamento, um século atrás. “Aquelas árvores viram
tudo”, diz McQueen. Método de trabalho largamente
empregado na Europa, na Ásia e na África, a escravidão
foi extinta apenas na década de 1980 em países como
50 Serra Leoa. Suas feridas continuam abertas.
(Época/ nº823, 10 de março de 2014, editora Globo, p.55)
A frase “Suas feridas continuam abertas” (ℓ.50) refere-se à(s) /aoResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
AS FERIDAS ABERTAS DA ESCRAVIDÃO
Mais de um século após abolir a escravatura, Brasil e EUA apenas agora começam a reconstruir a história de seus heróis negros.
Doze anos de escravidão, produção do diretor
britânico Steve McQueen, entrou para a história do
cinema ao ganhar o Oscar de Melhor Filme, na
premiação do último dia 2. É o primeiro filme de um
5 diretor negro a ganhar a estatueta. (…)
Antes do filme, lançado no ano passado, quase
ninguém conhecia a história de Salomon Northup, negro
livre e bem-educado de Nova York. Em 1842, ele foi
sequestrado e forçado à escravidão, por 12 anos, em
10 fazendas no sul dos Estados Unidos. Resgatado por
seus amigos brancos, Northup lutou pela abolição da
escravatura e contou sua história a um escritor de livros,
David Wilson. O texto foi encontrado e reeditado em
1960, sem grande repercussão, até chegar às mãos de
15 McQueen. “Minha ideia era transformar Northup num
herói, porque ele é um verdadeiro herói americano”,
disse o cineasta.
A consagração do filme, ao mesmo tempo, serviu
para realçar como a escravidão de negros, abolida nos
20 Estados Unidos há 148 anos e no Brasil há 125, ainda é
pouco conhecida. No Brasil, por mais de um século,
prevaleceu a crença de que seria improdutivo vasculhar
o passado dos negros.Os arquivos sobre a escravidão,
dizia-se, perderam-se em 1890. (…)
25 “A carência e a imprecisão de registros históricos
reduziu o brilho de heróis nacionais”, diz Patrícia Xavier,
mestre em história social pela PUC, SP. Em sua tese de
mestrado, Patrícia estudou a vida de Francisco José do
Nascimento, O Chico da Matilde, líder abolicionista
30 morto em 6 de março de 1914 – portanto, há 100 anos.
Sua vida também daria um filme. Negro livre, Chico
trabalhava como prático no porto da província do Ceará.
Segundo relatos da época, em 1881, Chico liderou os
jangadeiros, ao se recusar transportar escravos.
35 Influenciado pela insurreição dos jangadeiros, o Ceará
aboliu a escravidão em 1884, quatro anos antes da
Princesa Isabel assinar a Lei Áurea. (...)
O resgate histórico do período de escravidão ganha
força à medida que documentos são descobertos e que
40 a sociedade ganha distanciamento. Um século e meio
de abolição é pouco tempo, mesmo para países jovens
como EUA e Brasil. O diretor Steve McQueen pôde usar,
em seu filme, fazendas do Mississippi onde houve a
escravidão. O tronco onde dois escravos são
45 espancados, na obra de ficção, foi usado para o
chicoteamento, um século atrás. “Aquelas árvores viram
tudo”, diz McQueen. Método de trabalho largamente
empregado na Europa, na Ásia e na África, a escravidão
foi extinta apenas na década de 1980 em países como
50 Serra Leoa. Suas feridas continuam abertas.
(Época/ nº823, 10 de março de 2014, editora Globo, p.55)
Leia o trecho abaixo para responder à questão que se segue.
“Resgatado por seus amigos brancos, Northup lutou pela abolição da escravatura e contou sua história a um escritor de livros, David Wilson.” (ℓ.10 a 13)
Sobre as preposições acima, é INCORRETO afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
AS FERIDAS ABERTAS DA ESCRAVIDÃO
Mais de um século após abolir a escravatura, Brasil e EUA apenas agora começam a reconstruir a história de seus heróis negros.
Doze anos de escravidão, produção do diretor
britânico Steve McQueen, entrou para a história do
cinema ao ganhar o Oscar de Melhor Filme, na
premiação do último dia 2. É o primeiro filme de um
5 diretor negro a ganhar a estatueta. (…)
Antes do filme, lançado no ano passado, quase
ninguém conhecia a história de Salomon Northup, negro
livre e bem-educado de Nova York. Em 1842, ele foi
sequestrado e forçado à escravidão, por 12 anos, em
10 fazendas no sul dos Estados Unidos. Resgatado por
seus amigos brancos, Northup lutou pela abolição da
escravatura e contou sua história a um escritor de livros,
David Wilson. O texto foi encontrado e reeditado em
1960, sem grande repercussão, até chegar às mãos de
15 McQueen. “Minha ideia era transformar Northup num
herói, porque ele é um verdadeiro herói americano”,
disse o cineasta.
A consagração do filme, ao mesmo tempo, serviu
para realçar como a escravidão de negros, abolida nos
20 Estados Unidos há 148 anos e no Brasil há 125, ainda é
pouco conhecida. No Brasil, por mais de um século,
prevaleceu a crença de que seria improdutivo vasculhar
o passado dos negros.Os arquivos sobre a escravidão,
dizia-se, perderam-se em 1890. (…)
25 “A carência e a imprecisão de registros históricos
reduziu o brilho de heróis nacionais”, diz Patrícia Xavier,
mestre em história social pela PUC, SP. Em sua tese de
mestrado, Patrícia estudou a vida de Francisco José do
Nascimento, O Chico da Matilde, líder abolicionista
30 morto em 6 de março de 1914 – portanto, há 100 anos.
Sua vida também daria um filme. Negro livre, Chico
trabalhava como prático no porto da província do Ceará.
Segundo relatos da época, em 1881, Chico liderou os
jangadeiros, ao se recusar transportar escravos.
35 Influenciado pela insurreição dos jangadeiros, o Ceará
aboliu a escravidão em 1884, quatro anos antes da
Princesa Isabel assinar a Lei Áurea. (...)
O resgate histórico do período de escravidão ganha
força à medida que documentos são descobertos e que
40 a sociedade ganha distanciamento. Um século e meio
de abolição é pouco tempo, mesmo para países jovens
como EUA e Brasil. O diretor Steve McQueen pôde usar,
em seu filme, fazendas do Mississippi onde houve a
escravidão. O tronco onde dois escravos são
45 espancados, na obra de ficção, foi usado para o
chicoteamento, um século atrás. “Aquelas árvores viram
tudo”, diz McQueen. Método de trabalho largamente
empregado na Europa, na Ásia e na África, a escravidão
foi extinta apenas na década de 1980 em países como
50 Serra Leoa. Suas feridas continuam abertas.
(Época/ nº823, 10 de março de 2014, editora Globo, p.55)
Ao término de cada trecho, foi indicada a função sintática da oração sublinhada. Assinale a alternativa correta.
TEXTO I
AS FERIDAS ABERTAS DA ESCRAVIDÃO
Mais de um século após abolir a escravatura, Brasil e EUA apenas agora começam a reconstruir a história de seus heróis negros.
Doze anos de escravidão, produção do diretor
britânico Steve McQueen, entrou para a história do
cinema ao ganhar o Oscar de Melhor Filme, na
premiação do último dia 2. É o primeiro filme de um
5 diretor negro a ganhar a estatueta. (…)
Antes do filme, lançado no ano passado, quase
ninguém conhecia a história de Salomon Northup, negro
livre e bem-educado de Nova York. Em 1842, ele foi
sequestrado e forçado à escravidão, por 12 anos, em
10 fazendas no sul dos Estados Unidos. Resgatado por
seus amigos brancos, Northup lutou pela abolição da
escravatura e contou sua história a um escritor de livros,
David Wilson. O texto foi encontrado e reeditado em
1960, sem grande repercussão, até chegar às mãos de
15 McQueen. “Minha ideia era transformar Northup num
herói, porque ele é um verdadeiro herói americano”,
disse o cineasta.
A consagração do filme, ao mesmo tempo, serviu
para realçar como a escravidão de negros, abolida nos
20 Estados Unidos há 148 anos e no Brasil há 125, ainda é
pouco conhecida. No Brasil, por mais de um século,
prevaleceu a crença de que seria improdutivo vasculhar
o passado dos negros.Os arquivos sobre a escravidão,
dizia-se, perderam-se em 1890. (…)
25 “A carência e a imprecisão de registros históricos
reduziu o brilho de heróis nacionais”, diz Patrícia Xavier,
mestre em história social pela PUC, SP. Em sua tese de
mestrado, Patrícia estudou a vida de Francisco José do
Nascimento, O Chico da Matilde, líder abolicionista
30 morto em 6 de março de 1914 – portanto, há 100 anos.
Sua vida também daria um filme. Negro livre, Chico
trabalhava como prático no porto da província do Ceará.
Segundo relatos da época, em 1881, Chico liderou os
jangadeiros, ao se recusar transportar escravos.
35 Influenciado pela insurreição dos jangadeiros, o Ceará
aboliu a escravidão em 1884, quatro anos antes da
Princesa Isabel assinar a Lei Áurea. (...)
O resgate histórico do período de escravidão ganha
força à medida que documentos são descobertos e que
40 a sociedade ganha distanciamento. Um século e meio
de abolição é pouco tempo, mesmo para países jovens
como EUA e Brasil. O diretor Steve McQueen pôde usar,
em seu filme, fazendas do Mississippi onde houve a
escravidão. O tronco onde dois escravos são
45 espancados, na obra de ficção, foi usado para o
chicoteamento, um século atrás. “Aquelas árvores viram
tudo”, diz McQueen. Método de trabalho largamente
empregado na Europa, na Ásia e na África, a escravidão
foi extinta apenas na década de 1980 em países como
50 Serra Leoa. Suas feridas continuam abertas.
(Época/ nº823, 10 de março de 2014, editora Globo, p.55)
Sobre a análise de verbos só NÃO é possível afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
AS FERIDAS ABERTAS DA ESCRAVIDÃO
Mais de um século após abolir a escravatura, Brasil e EUA apenas agora começam a reconstruir a história de seus heróis negros.
Doze anos de escravidão, produção do diretor
britânico Steve McQueen, entrou para a história do
cinema ao ganhar o Oscar de Melhor Filme, na
premiação do último dia 2. É o primeiro filme de um
5 diretor negro a ganhar a estatueta. (…)
Antes do filme, lançado no ano passado, quase
ninguém conhecia a história de Salomon Northup, negro
livre e bem-educado de Nova York. Em 1842, ele foi
sequestrado e forçado à escravidão, por 12 anos, em
10 fazendas no sul dos Estados Unidos. Resgatado por
seus amigos brancos, Northup lutou pela abolição da
escravatura e contou sua história a um escritor de livros,
David Wilson. O texto foi encontrado e reeditado em
1960, sem grande repercussão, até chegar às mãos de
15 McQueen. “Minha ideia era transformar Northup num
herói, porque ele é um verdadeiro herói americano”,
disse o cineasta.
A consagração do filme, ao mesmo tempo, serviu
para realçar como a escravidão de negros, abolida nos
20 Estados Unidos há 148 anos e no Brasil há 125, ainda é
pouco conhecida. No Brasil, por mais de um século,
prevaleceu a crença de que seria improdutivo vasculhar
o passado dos negros.Os arquivos sobre a escravidão,
dizia-se, perderam-se em 1890. (…)
25 “A carência e a imprecisão de registros históricos
reduziu o brilho de heróis nacionais”, diz Patrícia Xavier,
mestre em história social pela PUC, SP. Em sua tese de
mestrado, Patrícia estudou a vida de Francisco José do
Nascimento, O Chico da Matilde, líder abolicionista
30 morto em 6 de março de 1914 – portanto, há 100 anos.
Sua vida também daria um filme. Negro livre, Chico
trabalhava como prático no porto da província do Ceará.
Segundo relatos da época, em 1881, Chico liderou os
jangadeiros, ao se recusar transportar escravos.
35 Influenciado pela insurreição dos jangadeiros, o Ceará
aboliu a escravidão em 1884, quatro anos antes da
Princesa Isabel assinar a Lei Áurea. (...)
O resgate histórico do período de escravidão ganha
força à medida que documentos são descobertos e que
40 a sociedade ganha distanciamento. Um século e meio
de abolição é pouco tempo, mesmo para países jovens
como EUA e Brasil. O diretor Steve McQueen pôde usar,
em seu filme, fazendas do Mississippi onde houve a
escravidão. O tronco onde dois escravos são
45 espancados, na obra de ficção, foi usado para o
chicoteamento, um século atrás. “Aquelas árvores viram
tudo”, diz McQueen. Método de trabalho largamente
empregado na Europa, na Ásia e na África, a escravidão
foi extinta apenas na década de 1980 em países como
50 Serra Leoa. Suas feridas continuam abertas.
(Época/ nº823, 10 de março de 2014, editora Globo, p.55)
Assinale a opção que traz uma justificativa correta para o uso da(s) vírgula(s) nos trechos abaixo.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II
ESCRAVIDÃO CONTEMPORÂNEA
O trabalho escravo de hoje pouco lembra
aquele de outrora – com trabalhadores acorrentados ou
castigados sob desmandos vários. Mas nem por isso
ele é menos cruel. Senzalas foram substituídas por
5 barracos imundos. Correntes foram trocadas por
regimes inescapáveis de servidão. O próprio sítio do
MPT - Ministério Público do Trabalho – traz uma página
especialmente dedicada ao assunto; “ trabalho forçado,
servidão por dívidas, jornadas exaustivas ou condições
10 degradantes como alojamento precário, água não
potável, alimentação inadequada, falta de registro,
maus-tratos e violência” são alguns dos itens elencados
pelo órgão.
(Kugler, Henrique: Ciência Hoje, número 309/vol 52/ novembro de 2013, pág.37)
Sobre o texto II, é correto afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II
ESCRAVIDÃO CONTEMPORÂNEA
O trabalho escravo de hoje pouco lembra
aquele de outrora – com trabalhadores acorrentados ou
castigados sob desmandos vários. Mas nem por isso
ele é menos cruel. Senzalas foram substituídas por
5 barracos imundos. Correntes foram trocadas por
regimes inescapáveis de servidão. O próprio sítio do
MPT - Ministério Público do Trabalho – traz uma página
especialmente dedicada ao assunto; “ trabalho forçado,
servidão por dívidas, jornadas exaustivas ou condições
10 degradantes como alojamento precário, água não
potável, alimentação inadequada, falta de registro,
maus-tratos e violência” são alguns dos itens elencados
pelo órgão.
(Kugler, Henrique: Ciência Hoje, número 309/vol 52/ novembro de 2013, pág.37)
Assinale a opção cuja reescrita preservou o sentido original do fragmento retirado do texto II e/ou manteve a norma padrão da linguagem.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II
ESCRAVIDÃO CONTEMPORÂNEA
O trabalho escravo de hoje pouco lembra
aquele de outrora – com trabalhadores acorrentados ou
castigados sob desmandos vários. Mas nem por isso
ele é menos cruel. Senzalas foram substituídas por
5 barracos imundos. Correntes foram trocadas por
regimes inescapáveis de servidão. O próprio sítio do
MPT - Ministério Público do Trabalho – traz uma página
especialmente dedicada ao assunto; “ trabalho forçado,
servidão por dívidas, jornadas exaustivas ou condições
10 degradantes como alojamento precário, água não
potável, alimentação inadequada, falta de registro,
maus-tratos e violência” são alguns dos itens elencados
pelo órgão.
(Kugler, Henrique: Ciência Hoje, número 309/vol 52/ novembro de 2013, pág.37)
Marque a opção que traz uma análise correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III
ONZE MULHERES BOLIVIANAS COSTUREIRAS EM SÃO PAULO
“A moradia e o local de trabalho se confundiam. A
casa que servia de base para a oficina de Mário chegou
a abrigar, no início de 2010, onze pessoas divididas em
apenas três quartos. Além do trabalho de costura, eram
5 forçadas a preparar as refeições e a limpar a cozinha.
E, devido ao controle rígido de Mário, tinham
exatamente 1 hora para fazer todos esses serviços (das
12h às 13h) e voltar ao trabalho de costura. (…) Até o
tempo e a forma do banho dos empregados que era
10 com água fria seguiam as regras estabelecidas pelo
dono da oficina. Obrigatoriamente, o banho era tomado
em duplas (junto com outra colega de trabalho), durante
contados 5 minutos para poupar água e energia.”
(Disponível em . http://reporterbrasil.org.br/2010/11/costureiras-sao-resgatadas-de-escravidao-em-acao-inedita/ Acesso em 22/05/2013.)
Do trecho anterior (Texto III), pode-se inferir queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III
ONZE MULHERES BOLIVIANAS COSTUREIRAS EM SÃO PAULO
“A moradia e o local de trabalho se confundiam. A
casa que servia de base para a oficina de Mário chegou
a abrigar, no início de 2010, onze pessoas divididas em
apenas três quartos. Além do trabalho de costura, eram
5 forçadas a preparar as refeições e a limpar a cozinha.
E, devido ao controle rígido de Mário, tinham
exatamente 1 hora para fazer todos esses serviços (das
12h às 13h) e voltar ao trabalho de costura. (…) Até o
tempo e a forma do banho dos empregados que era
10 com água fria seguiam as regras estabelecidas pelo
dono da oficina. Obrigatoriamente, o banho era tomado
em duplas (junto com outra colega de trabalho), durante
contados 5 minutos para poupar água e energia.”
(Disponível em . http://reporterbrasil.org.br/2010/11/costureiras-sao-resgatadas-de-escravidao-em-acao-inedita/ Acesso em 22/05/2013.)
Assinale a alternativa que, a partir do Texto III, apresenta uma inferência adequada.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III
ONZE MULHERES BOLIVIANAS COSTUREIRAS EM SÃO PAULO
“A moradia e o local de trabalho se confundiam. A
casa que servia de base para a oficina de Mário chegou
a abrigar, no início de 2010, onze pessoas divididas em
apenas três quartos. Além do trabalho de costura, eram
5 forçadas a preparar as refeições e a limpar a cozinha.
E, devido ao controle rígido de Mário, tinham
exatamente 1 hora para fazer todos esses serviços (das
12h às 13h) e voltar ao trabalho de costura. (…) Até o
tempo e a forma do banho dos empregados que era
10 com água fria seguiam as regras estabelecidas pelo
dono da oficina. Obrigatoriamente, o banho era tomado
em duplas (junto com outra colega de trabalho), durante
contados 5 minutos para poupar água e energia.”
(Disponível em . http://reporterbrasil.org.br/2010/11/costureiras-sao-resgatadas-de-escravidao-em-acao-inedita/ Acesso em 22/05/2013.)
Nas alternativas abaixo, trechos do Texto III foram reescritos. Analise-os e assinale a alternativa cuja reescrita fere o padrão culto da língua portuguesa.
TEXTO IV
VOZES-MULHERES
A voz de minha bisavó ecoou
criança
nos porões do navio.
Ecoou lamentos
5 de uma infância perdida.
A voz de minha avó
ecoou obediência
aos brancos donos de tudo.
A voz de minha mãe
10 ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
15 rumo à favela.
A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue
e
20 fome.
A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
25 engasgadas nas gargantas.
A voz de minha filha
recolhe em si
a fala e o ato.
O ontem – o hoje – o agora.
30 Na voz de minha filha
se fará ouvir a ressonância
o eco da vida- liberdade.
(EVARISTO, Conceição. “Poemas”. In: Cadernos negros – Poemas. São Paulo: Quilombhoje/ Edição dos autores, nº13, 1990, p.32-33.)
Sobre o texto “Vozes-Mulheres”, só NÃO se pode inferir queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO IV
VOZES-MULHERES
A voz de minha bisavó ecoou
criança
nos porões do navio.
Ecoou lamentos
5 de uma infância perdida.
A voz de minha avó
ecoou obediência
aos brancos donos de tudo.
A voz de minha mãe
10 ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
15 rumo à favela.
A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue
e
20 fome.
A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
25 engasgadas nas gargantas.
A voz de minha filha
recolhe em si
a fala e o ato.
O ontem – o hoje – o agora.
30 Na voz de minha filha
se fará ouvir a ressonância
o eco da vida- liberdade.
(EVARISTO, Conceição. “Poemas”. In: Cadernos negros – Poemas. São Paulo: Quilombhoje/ Edição dos autores, nº13, 1990, p.32-33.)
Assinale a alternativa correta quanto à classificação das figuras de linguagem presentes nos versos abaixo.Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Nos dois primeiros dias, ela confeccionou 1/x (x ∈ ℕ*) do total de camisas. Ela percebeu que se tivesse confeccionado 8 camisas a menos, nesses dois dias, o número de camisas confeccionadas seriam 1/(x + 1) do total.
Com base nessas informações, marque a alternativa INCORRETA.Resolução comentada
Análise das alternativas
Mariana copiou o coeficiente “c” errado, obtendo −1/2 e 4 como raízes. Maria Clara copiou errado o coeficiente “b” e encontrou as raízes 1 e −3/2
Sobre a equação proposta pela professora, é correto afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
cos 120° = −1/2 sen 120° = √3/2 cos 135° = −√2/2
√2 = 1,4 √3 = 1,7 e √6 = 2,4
O octógono regular tem lado medindo 1m (figura I)
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Na figura I, quatro vértices não consecutivos deslizam sobre diagonais que passam pelo centro formando um novo polígono regular, figura II, cuja área é, em m², igual a
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Juntamente com o Governador de um Estado, foram para uma reunião 4 Prefeitos. Cada Prefeito levou 4 Secretários e cada Secretário levou 4 Vereadores. Sabendo-se que nessa reunião não houve participação de mais nenhuma pessoa, então, o número T, total de participantes, é múltiplo de
Uma costureira foi contratada para confeccionar 160 camisas da turma do 1º ano CPCAR 2015.
Uma professora de Matemática pediu que seus alunos resolvessem uma equação do segundo grau da forma x² + bx + c = 0 em que b e c ∈ ℝ
Considere os dados abaixo para resolver essa questão.