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Colégio Militar de Brasília — Concurso de Admissão 2016/2017 — 6º Ano do Ensino Fundamental — Prova de Língua Portuguesa

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Colégio Militar de Brasília2016Fundamental

21 questões nesta prova · página 1 de 2 · 20 com gabarito

Língua Portuguesa Elementos da Narrativa

Colégio Militar de Brasília 2016 Fundamental

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 1

1 A grande caixa foi descarregada do caminhão com cuidado. De um lado estava escrito
assim: “Frágil!” Do outro lado estava escrito: “Este lado para cima”. Parecia embalagem de
geladeira, e o garoto pensou que fosse mesmo uma geladeira. Foi colocada na sala, onde
permaneceu o dia inteiro.
5 À noitinha, a mãe chegou, viu a caixa, mostrou-se satisfeita, dando a impressão de
que já esperava a entrega do volume.
O menino quis saber o que era, se podia abrir. A mãe pediu paciência, no dia seguinte
viriam os técnicos para instalar o aparelho. O equipamento, corrigiu ela, meio sem graça.
Era um equipamento. Não fosse tão largo e alto, podia-se imaginar um conjunto de
10 som, talvez um sintetizador. A curiosidade aumentava. À noite o menino sonhou com a caixa
fechada.
Os técnicos chegaram cedo, de macacão. Eram dois. Desparafusaram as madeiras,
juntaram as peças brilhantes umas às outras, em meia hora, instalaram o boneco, que não
era maior que um homem de mediana estatura. O filho espiava pela fresta da porta, tenso.
15 A mãe chamou:
– Filhinho, vem ver o papai que a mamãe trouxe.
O filho entrou na sala, acanhado diante do artefato estranho: era um boneco,
perfeitamente igual a um homem adulto. Tinha cabelos encaracolados, grisalhos nas
têmporas, usava Trim, desodorante, fazia a barba com gilete ou aparelho elétrico, sorria,
20 fumava cigarros King-size, bebia uísque, roncava, assobiava, tossia, piscava os olhos – às
vezes, um de cada vez – assoava o nariz, abotoava o paletó, jogava tênis, dirigia carro,
lavava pratos, limpava a casa, tirava o pó dos móveis, fazia strogonoff, acendia a
churrasqueira, lavava o quintal, estendia roupa, passava a ferro, engomava camisas, e
dentro do peito tinha um disco que repetia: “Já fez a lição? Como vai, meu bem? Ah, estou
25 tão cansado! Puxa, hoje tive um trabalhão dos diabos! Acho que vou ficar até mais tarde no
escritório. Você precisava ver o bode que deu hoje lá na firma! Serviço de dono-de-casa
nunca é reconhecido!”
O menino estava boquiaberto. Fazia tempo que sentia falta do pai, que havia partido.
Nunca se queixara, porém percebia que a mãe também necessitava de um companheiro. E
30 ali estava agora o boneco, com botões, painéis embutidos, registros, totalmente
transistorizado. O menino entendia agora por que a mãe trabalhara o tempo todo, muitas
vezes chegando bem tarde. Juntara economias, sabe lá com que sacrifícios, para comprar
aquele paizão.
– Ele conta histórias, mãe?
35 Os técnicos olharam o garoto, com indiferença.
– Esse é o modelo ZYR-14, mais indicado para atividades domésticas. Não conta
histórias. Mas assiste à televisão. E pode ser acoplado a um dispositivo opcional, que
permite longas caminhadas a campos de futebol. Sabendo manejá-lo, sem forçar, tem
garantia para suportar crianças até seis anos. Porém não conta histórias, e não convém
40 insistir, pode desgastar o circuito do monitor.
O garoto se decepcionou um pouco, sem demonstrar isso à mãe, que parecia
encantada.
Ligado à tomada elétrica (funcionava bem com bateria), o equipamento paterno já
havia colocado os chinelos e, sem dizer uma palavra, foi até a mesa e apanhou o jornal.
45 A mãe puxou o filho pelo braço:
– Agora vem, filhinho. Vamos lá para dentro, deixa teu pai descansar.

DIAFÉRIA, Lourenço in Antologia Escolar. Cel Prof. Iguamir Antonio T. Marçal – coordenador – Rio de Janeiro; Bibliioteca do Exército, v. 1, 1995.

Vocabulário
Trim: creme para pentear.
King-size: cigarros que se distinguem dos demais por serem mais longos.

A partir da análise dos elementos do texto, é correto afirmar que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Discurso indireto livre: voz do narrador mescla-se ao pensamento do menino.

No trecho "Era um equipamento. Não fosse tão largo e alto, podia-se imaginar um conjunto de som, talvez um sintetizador. A curiosidade aumentava", as suposições ("talvez um sintetizador") são pensamentos do menino. Elas aparecem sem marca de fala, entrelaçadas à voz do narrador, o que caracteriza o discurso indireto livre.

Análise das alternativas

B) Errada: as características do equipamento são dadas principalmente pelo narrador, e os técnicos só falam do modelo no fim. C) Errada: os técnicos olham o garoto com indiferença, e a mãe parece mais encantada com o aparelho do que preocupada com a reação do filho. D) Errada: o menino se decepciona um pouco, e a ausência do pai não foi realmente resolvida. E) Errada: há marcas de tempo, como "o dia inteiro", "à noitinha", "no dia seguinte", "em meia hora".

Referência: Foco narrativo e discurso indireto livre.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Relações Lógico-Semânticas

Colégio Militar de Brasília 2016 Fundamental

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 1

1 A grande caixa foi descarregada do caminhão com cuidado. De um lado estava escrito
assim: “Frágil!” Do outro lado estava escrito: “Este lado para cima”. Parecia embalagem de
geladeira, e o garoto pensou que fosse mesmo uma geladeira. Foi colocada na sala, onde
permaneceu o dia inteiro.
5 À noitinha, a mãe chegou, viu a caixa, mostrou-se satisfeita, dando a impressão de
que já esperava a entrega do volume.
O menino quis saber o que era, se podia abrir. A mãe pediu paciência, no dia seguinte
viriam os técnicos para instalar o aparelho. O equipamento, corrigiu ela, meio sem graça.
Era um equipamento. Não fosse tão largo e alto, podia-se imaginar um conjunto de
10 som, talvez um sintetizador. A curiosidade aumentava. À noite o menino sonhou com a caixa
fechada.
Os técnicos chegaram cedo, de macacão. Eram dois. Desparafusaram as madeiras,
juntaram as peças brilhantes umas às outras, em meia hora, instalaram o boneco, que não
era maior que um homem de mediana estatura. O filho espiava pela fresta da porta, tenso.
15 A mãe chamou:
– Filhinho, vem ver o papai que a mamãe trouxe.
O filho entrou na sala, acanhado diante do artefato estranho: era um boneco,
perfeitamente igual a um homem adulto. Tinha cabelos encaracolados, grisalhos nas
têmporas, usava Trim, desodorante, fazia a barba com gilete ou aparelho elétrico, sorria,
20 fumava cigarros King-size, bebia uísque, roncava, assobiava, tossia, piscava os olhos – às
vezes, um de cada vez – assoava o nariz, abotoava o paletó, jogava tênis, dirigia carro,
lavava pratos, limpava a casa, tirava o pó dos móveis, fazia strogonoff, acendia a
churrasqueira, lavava o quintal, estendia roupa, passava a ferro, engomava camisas, e
dentro do peito tinha um disco que repetia: “Já fez a lição? Como vai, meu bem? Ah, estou
25 tão cansado! Puxa, hoje tive um trabalhão dos diabos! Acho que vou ficar até mais tarde no
escritório. Você precisava ver o bode que deu hoje lá na firma! Serviço de dono-de-casa
nunca é reconhecido!”
O menino estava boquiaberto. Fazia tempo que sentia falta do pai, que havia partido.
Nunca se queixara, porém percebia que a mãe também necessitava de um companheiro. E
30 ali estava agora o boneco, com botões, painéis embutidos, registros, totalmente
transistorizado. O menino entendia agora por que a mãe trabalhara o tempo todo, muitas
vezes chegando bem tarde. Juntara economias, sabe lá com que sacrifícios, para comprar
aquele paizão.
– Ele conta histórias, mãe?
35 Os técnicos olharam o garoto, com indiferença.
– Esse é o modelo ZYR-14, mais indicado para atividades domésticas. Não conta
histórias. Mas assiste à televisão. E pode ser acoplado a um dispositivo opcional, que
permite longas caminhadas a campos de futebol. Sabendo manejá-lo, sem forçar, tem
garantia para suportar crianças até seis anos. Porém não conta histórias, e não convém
40 insistir, pode desgastar o circuito do monitor.
O garoto se decepcionou um pouco, sem demonstrar isso à mãe, que parecia
encantada.
Ligado à tomada elétrica (funcionava bem com bateria), o equipamento paterno já
havia colocado os chinelos e, sem dizer uma palavra, foi até a mesa e apanhou o jornal.
45 A mãe puxou o filho pelo braço:
– Agora vem, filhinho. Vamos lá para dentro, deixa teu pai descansar.

DIAFÉRIA, Lourenço in Antologia Escolar. Cel Prof. Iguamir Antonio T. Marçal – coordenador – Rio de Janeiro; Bibliioteca do Exército, v. 1, 1995.

Vocabulário
Trim: creme para pentear.
King-size: cigarros que se distinguem dos demais por serem mais longos.

Marque a opção em que os trechos selecionados indiquem, respectivamente, relações semânticas de causa e consequência.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Causa e consequência: a curiosidade crescente leva ao sonho com a caixa.

"A curiosidade aumentava" é a causa, e "à noite o menino sonhou com a caixa fechada" é a consequência: a curiosidade chegou ao ponto de invadir os sonhos do menino.

Análise das alternativas

A) Errada: os dois trechos são ações sucessivas da mãe (chegar e ver a caixa) e a impressão de que esperava a entrega, sem causa e consequência. C) Errada: indica ações sequenciais dos técnicos. D) Errada: "porém" introduz oposição, não causa e consequência. E) Errada: indica contraste entre a mãe encantada e o garoto decepcionado.

Referência: Relações semânticas: causa e consequência.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Predicação Verbal

Colégio Militar de Brasília 2016 Fundamental

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 1

1 A grande caixa foi descarregada do caminhão com cuidado. De um lado estava escrito
assim: “Frágil!” Do outro lado estava escrito: “Este lado para cima”. Parecia embalagem de
geladeira, e o garoto pensou que fosse mesmo uma geladeira. Foi colocada na sala, onde
permaneceu o dia inteiro.
5 À noitinha, a mãe chegou, viu a caixa, mostrou-se satisfeita, dando a impressão de
que já esperava a entrega do volume.
O menino quis saber o que era, se podia abrir. A mãe pediu paciência, no dia seguinte
viriam os técnicos para instalar o aparelho. O equipamento, corrigiu ela, meio sem graça.
Era um equipamento. Não fosse tão largo e alto, podia-se imaginar um conjunto de
10 som, talvez um sintetizador. A curiosidade aumentava. À noite o menino sonhou com a caixa
fechada.
Os técnicos chegaram cedo, de macacão. Eram dois. Desparafusaram as madeiras,
juntaram as peças brilhantes umas às outras, em meia hora, instalaram o boneco, que não
era maior que um homem de mediana estatura. O filho espiava pela fresta da porta, tenso.
15 A mãe chamou:
– Filhinho, vem ver o papai que a mamãe trouxe.
O filho entrou na sala, acanhado diante do artefato estranho: era um boneco,
perfeitamente igual a um homem adulto. Tinha cabelos encaracolados, grisalhos nas
têmporas, usava Trim, desodorante, fazia a barba com gilete ou aparelho elétrico, sorria,
20 fumava cigarros King-size, bebia uísque, roncava, assobiava, tossia, piscava os olhos – às
vezes, um de cada vez – assoava o nariz, abotoava o paletó, jogava tênis, dirigia carro,
lavava pratos, limpava a casa, tirava o pó dos móveis, fazia strogonoff, acendia a
churrasqueira, lavava o quintal, estendia roupa, passava a ferro, engomava camisas, e
dentro do peito tinha um disco que repetia: “Já fez a lição? Como vai, meu bem? Ah, estou
25 tão cansado! Puxa, hoje tive um trabalhão dos diabos! Acho que vou ficar até mais tarde no
escritório. Você precisava ver o bode que deu hoje lá na firma! Serviço de dono-de-casa
nunca é reconhecido!”
O menino estava boquiaberto. Fazia tempo que sentia falta do pai, que havia partido.
Nunca se queixara, porém percebia que a mãe também necessitava de um companheiro. E
30 ali estava agora o boneco, com botões, painéis embutidos, registros, totalmente
transistorizado. O menino entendia agora por que a mãe trabalhara o tempo todo, muitas
vezes chegando bem tarde. Juntara economias, sabe lá com que sacrifícios, para comprar
aquele paizão.
– Ele conta histórias, mãe?
35 Os técnicos olharam o garoto, com indiferença.
– Esse é o modelo ZYR-14, mais indicado para atividades domésticas. Não conta
histórias. Mas assiste à televisão. E pode ser acoplado a um dispositivo opcional, que
permite longas caminhadas a campos de futebol. Sabendo manejá-lo, sem forçar, tem
garantia para suportar crianças até seis anos. Porém não conta histórias, e não convém
40 insistir, pode desgastar o circuito do monitor.
O garoto se decepcionou um pouco, sem demonstrar isso à mãe, que parecia
encantada.
Ligado à tomada elétrica (funcionava bem com bateria), o equipamento paterno já
havia colocado os chinelos e, sem dizer uma palavra, foi até a mesa e apanhou o jornal.
45 A mãe puxou o filho pelo braço:
– Agora vem, filhinho. Vamos lá para dentro, deixa teu pai descansar.

DIAFÉRIA, Lourenço in Antologia Escolar. Cel Prof. Iguamir Antonio T. Marçal – coordenador – Rio de Janeiro; Bibliioteca do Exército, v. 1, 1995.

Vocabulário
Trim: creme para pentear.
King-size: cigarros que se distinguem dos demais por serem mais longos.

Enunciado: Marque a opção em que a palavra destacada desempenha a mesma função que a destacada em “Foi colocada na sala, onde permaneceu o dia inteiro” (l.3/4). A palavra “permaneceu” está sublinhada.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Compreensão e Interpretação de Texto

Colégio Militar de Brasília 2016 Fundamental

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 1

1 A grande caixa foi descarregada do caminhão com cuidado. De um lado estava escrito
assim: “Frágil!” Do outro lado estava escrito: “Este lado para cima”. Parecia embalagem de
geladeira, e o garoto pensou que fosse mesmo uma geladeira. Foi colocada na sala, onde
permaneceu o dia inteiro.
5 À noitinha, a mãe chegou, viu a caixa, mostrou-se satisfeita, dando a impressão de
que já esperava a entrega do volume.
O menino quis saber o que era, se podia abrir. A mãe pediu paciência, no dia seguinte
viriam os técnicos para instalar o aparelho. O equipamento, corrigiu ela, meio sem graça.
Era um equipamento. Não fosse tão largo e alto, podia-se imaginar um conjunto de
10 som, talvez um sintetizador. A curiosidade aumentava. À noite o menino sonhou com a caixa
fechada.
Os técnicos chegaram cedo, de macacão. Eram dois. Desparafusaram as madeiras,
juntaram as peças brilhantes umas às outras, em meia hora, instalaram o boneco, que não
era maior que um homem de mediana estatura. O filho espiava pela fresta da porta, tenso.
15 A mãe chamou:
– Filhinho, vem ver o papai que a mamãe trouxe.
O filho entrou na sala, acanhado diante do artefato estranho: era um boneco,
perfeitamente igual a um homem adulto. Tinha cabelos encaracolados, grisalhos nas
têmporas, usava Trim, desodorante, fazia a barba com gilete ou aparelho elétrico, sorria,
20 fumava cigarros King-size, bebia uísque, roncava, assobiava, tossia, piscava os olhos – às
vezes, um de cada vez – assoava o nariz, abotoava o paletó, jogava tênis, dirigia carro,
lavava pratos, limpava a casa, tirava o pó dos móveis, fazia strogonoff, acendia a
churrasqueira, lavava o quintal, estendia roupa, passava a ferro, engomava camisas, e
dentro do peito tinha um disco que repetia: “Já fez a lição? Como vai, meu bem? Ah, estou
25 tão cansado! Puxa, hoje tive um trabalhão dos diabos! Acho que vou ficar até mais tarde no
escritório. Você precisava ver o bode que deu hoje lá na firma! Serviço de dono-de-casa
nunca é reconhecido!”
O menino estava boquiaberto. Fazia tempo que sentia falta do pai, que havia partido.
Nunca se queixara, porém percebia que a mãe também necessitava de um companheiro. E
30 ali estava agora o boneco, com botões, painéis embutidos, registros, totalmente
transistorizado. O menino entendia agora por que a mãe trabalhara o tempo todo, muitas
vezes chegando bem tarde. Juntara economias, sabe lá com que sacrifícios, para comprar
aquele paizão.
– Ele conta histórias, mãe?
35 Os técnicos olharam o garoto, com indiferença.
– Esse é o modelo ZYR-14, mais indicado para atividades domésticas. Não conta
histórias. Mas assiste à televisão. E pode ser acoplado a um dispositivo opcional, que
permite longas caminhadas a campos de futebol. Sabendo manejá-lo, sem forçar, tem
garantia para suportar crianças até seis anos. Porém não conta histórias, e não convém
40 insistir, pode desgastar o circuito do monitor.
O garoto se decepcionou um pouco, sem demonstrar isso à mãe, que parecia
encantada.
Ligado à tomada elétrica (funcionava bem com bateria), o equipamento paterno já
havia colocado os chinelos e, sem dizer uma palavra, foi até a mesa e apanhou o jornal.
45 A mãe puxou o filho pelo braço:
– Agora vem, filhinho. Vamos lá para dentro, deixa teu pai descansar.

DIAFÉRIA, Lourenço in Antologia Escolar. Cel Prof. Iguamir Antonio T. Marçal – coordenador – Rio de Janeiro; Bibliioteca do Exército, v. 1, 1995.

Vocabulário
Trim: creme para pentear.
King-size: cigarros que se distinguem dos demais por serem mais longos.

A mãe trabalhara bastante, a fim de juntar economias para comprar aquele “pai”. Considerando todas as características do equipamento, o objetivo alcançado por ela com essa aquisição foi
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A mãe quis um "pai" que acompanhasse o filho, ajudasse em casa e fosse a figura masculina da casa.

O boneco faz tarefas domésticas, assiste à televisão, pode ir a jogos de futebol com o menino e representa o homem da casa. A mãe, que também precisava de companheiro, comprou esse "pai" para suprir a ausência paterna.

Análise das alternativas

A) Errada: o objetivo era também dar um pai ao filho, e não apenas ter ajuda doméstica. B) Errada: o boneco não é como o pai que partiu, é um modelo comprado com limitações. C) Errada: o preenchimento não é total, pois o boneco não conta histórias, e o texto não menciona pegar no colo. E) Errada: o boneco não é programável pelo filho nem atende a todas as necessidades da família.

Referência: DIAFÉRIA, Lourenço. Texto 1 (interpretação).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Classes de Palavras

Colégio Militar de Brasília 2016 Fundamental

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 2

HORTELÃ

1 Todas as noites
2 Ela esperava a noite chegar
3 Trazendo o pai do trabalho.

4 Às vezes era o pai
5 Que trazia a noite
6 Num saquinho de balas de hortelã.

7 Ela gostava da noite
8 Porque a noite trazia
9 O suor do pai.

10 Ela gostava da noite
11 Porque, à noite, ela e o pai
12 Brincavam de dar nomes às estrelas.

NETO, Paulo. Poesia Futebol Clube e outros poemas. São Paulo: Formato, 2007. P.22
In CEREJA Willian Roberto. Português: Linguagens 7. 9ed. São Paulo. Saraiva, 2015.

Analise as seguintes afirmações acerca do poema e conclua:

I – Em “(...) trazia a noite / Num saquinho de balas de hortelã” (v. 5 e 6), o vocábulo destacado liga dois termos, estabelecendo entre eles uma relação semântica de lugar. II – Em “Num saquinho de balas de hortelã” (v. 6) e “O suor do pai” (v.9), os termos destacados estabelecem a mesma relação semântica. III – Em “Às vezes era o pai / Que trazia a noite” (v. 4 e 5), o termo em destaque retoma um termo antecedente. IV – Em “Às vezes era o pai” (v. 4), a expressão destacada assume a mesma função que a destacada em “Brincavam de dar nomes às estrelas” (v. 12). Sublinhados: em I, “Num”; em II, “de” (de hortelã) e “do” (do pai); em III, “Que”; em IV, “Às vezes” e “às estrelas”.

É correto o que se afirma em
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Compreensão e Interpretação de Texto

Colégio Militar de Brasília 2016 Fundamental

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
TEXTO 2

HORTELÃ

1 Todas as noites
2 Ela esperava a noite chegar
3 Trazendo o pai do trabalho.

4 Às vezes era o pai
5 Que trazia a noite
6 Num saquinho de balas de hortelã.

7 Ela gostava da noite
8 Porque a noite trazia
9 O suor do pai.

10 Ela gostava da noite
11 Porque, à noite, ela e o pai
12 Brincavam de dar nomes às estrelas.

NETO, Paulo. Poesia Futebol Clube e outros poemas. São Paulo: Formato, 2007. P.22
In CEREJA Willian Roberto. Português: Linguagens 7. 9ed. São Paulo. Saraiva, 2015.

A partir de uma leitura atenta do texto 2, marque a única assertiva correta.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Compreensão e Interpretação de Texto

Colégio Militar de Brasília 2016 Fundamental

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 2

HORTELÃ

1 Todas as noites
2 Ela esperava a noite chegar
3 Trazendo o pai do trabalho.

4 Às vezes era o pai
5 Que trazia a noite
6 Num saquinho de balas de hortelã.

7 Ela gostava da noite
8 Porque a noite trazia
9 O suor do pai.

10 Ela gostava da noite
11 Porque, à noite, ela e o pai
12 Brincavam de dar nomes às estrelas.

NETO, Paulo. Poesia Futebol Clube e outros poemas. São Paulo: Formato, 2007. P.22
In CEREJA Willian Roberto. Português: Linguagens 7. 9ed. São Paulo. Saraiva, 2015.

Leia as assertivas abaixo e marque a verdadeira, em relação às ideias do poema .
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Compreensão e Interpretação de Texto

Colégio Militar de Brasília 2016 Fundamental

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
TEXTO 3

A tirinha a seguir é de autoria pelo cartunista catarinense Alexandre Beck. A personagem principal de sua história é o menino, Armandinho.

Tirinha em três quadrinhos, em cores, com o menino Armandinho ao lado das pernas de um adulto (o pai), das quais só se veem as calças azuis e os sapatos. Quadrinho 1: o menino pergunta “PAI, VAMOS BRINCAR NO PARQUE?” e o pai responde “VAMOS, FILHO!”. Quadrinho 2: o menino diz “PÔXA, VOCÊ NUNCA TEM TEMPO! DEPOIS EU QUE NÃO COLABORO E...” e o pai responde “EU DISSE “VAMOS, FILHO”...”. Quadrinho 3: o menino, olhando para cima, diz apenas “AH...”. Na lateral do segundo quadrinho, texto vertical: beckilustras@gmail.com.

BECK, Alexandre. Armandinho. Folha de São Paulo. São Paulo, 1º nov.2014. Folhinha.

Analise as seguintes afirmações relativas à tirinha, a partir da leitura dos componentes verbais e não-verbais, considerando o contexto.

I - Infere-se que o filho já solicitara a presença do pai em sua vida em outras situações.

II – A figura paterna representada participa ativamente da vida do filho, visto que atendeu prontamente ao seu pedido.

III- O filho nunca antes havia dito nada que demonstrasse sua insatisfação com as constantes negativas do pai.

IV – O efeito de sentido provocado pelo tamanho das pernas do pai em relação ao tamanho do filho é de companheirismo.

É correto o que se afirma em
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Língua Portuguesa Compreensão e Interpretação de Texto

Colégio Militar de Brasília 2016 Fundamental

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
TEXTO 3

A tirinha a seguir é de autoria pelo cartunista catarinense Alexandre Beck. A personagem principal de sua história é o menino, Armandinho.

Tirinha em três quadrinhos, em cores, com o menino Armandinho ao lado das pernas de um adulto (o pai), das quais só se veem as calças azuis e os sapatos. Quadrinho 1: o menino pergunta “PAI, VAMOS BRINCAR NO PARQUE?” e o pai responde “VAMOS, FILHO!”. Quadrinho 2: o menino diz “PÔXA, VOCÊ NUNCA TEM TEMPO! DEPOIS EU QUE NÃO COLABORO E...” e o pai responde “EU DISSE “VAMOS, FILHO”...”. Quadrinho 3: o menino, olhando para cima, diz apenas “AH...”. Na lateral do segundo quadrinho, texto vertical: beckilustras@gmail.com.

BECK, Alexandre. Armandinho. Folha de São Paulo. São Paulo, 1º nov.2014. Folhinha.

A partir do contexto da tirinha e da observação da imagem representada no terceiro quadrinho, é possível inferir que a personagem representada pelo menino ficou
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Pontuação — Aspas

Colégio Militar de Brasília 2016 Fundamental

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
TEXTO 3

A tirinha a seguir é de autoria pelo cartunista catarinense Alexandre Beck. A personagem principal de sua história é o menino, Armandinho.

Tirinha em três quadrinhos, em cores, com o menino Armandinho ao lado das pernas de um adulto (o pai), das quais só se veem as calças azuis e os sapatos. Quadrinho 1: o menino pergunta “PAI, VAMOS BRINCAR NO PARQUE?” e o pai responde “VAMOS, FILHO!”. Quadrinho 2: o menino diz “PÔXA, VOCÊ NUNCA TEM TEMPO! DEPOIS EU QUE NÃO COLABORO E...” e o pai responde “EU DISSE “VAMOS, FILHO”...”. Quadrinho 3: o menino, olhando para cima, diz apenas “AH...”. Na lateral do segundo quadrinho, texto vertical: beckilustras@gmail.com.

BECK, Alexandre. Armandinho. Folha de São Paulo. São Paulo, 1º nov.2014. Folhinha.

No segundo quadrinho, as aspas utilizadas na fala do pai indicam
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Língua Portuguesa Coesão Textual

Colégio Militar de Brasília 2016 Fundamental

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
TEXTO 4

1 Um dia você pediu para sua mãe assistir a um filme com você, mas ela disse que
não podia porque estava deixando tudo organizado para o dia seguinte. E você a encarou
bem chateado.
Noutro dia, queria muito ir a uma loja comprar um jogo que estava bombando entre
5 seus colegas e pediu para seu pai levá-lo até lá, mas ele chegou muito cansado e disse que
teria de ficar para outro dia; você ficou megafrustrado.
E naquela noite, então, em que estava sem sono e pediu para a sua mãe contar
uma história, mas ela disse que precisava dormir porque teria de levantar muito cedo no dia
seguinte? Aí bateu uma tristeza tão grande que deu até vontade de chorar, não foi?
10 Por muitas vezes, você fez algum pedido a sua mãe ou a seu pai que eles não
puderam atender porque tinham outros compromissos, não importam quais. E você ficou
bravo, magoado, com raiva até.
Há um pouco de razão em sentir tudo isso: quem é que gosta de ser deixado de
lado, de não ser atendido na hora exata em que quer ou precisa de alguma coisa? Ninguém!
15 Mas sabe como a vida é? Mãe e pai precisam cuidar dos filhos. Mas cuidar não
significa fazer tudo na hora em que eles querem.
Mãe e pai também têm uma vida para levar; eles trabalham, têm amigos com quem
querem conversar, têm parentes que às vezes precisam deles, têm de dormir e descansar,
tomar banho, comer e muito mais.
20 Não é sempre que eles podem atender aos filhos na hora em que chamam. Por
isso, você precisa aceitar que há momentos em que precisa se virar sozinho, mesmo que
não seja isso o que gostaria de fazer.
Você está crescendo. Quanto mais a criança cresce, mais ela precisa saber
resolver por si seus pequenos problemas, não depender tanto dos pais.
25 Ainda vai levar algum tempo para conseguir viver por conta própria, mas não dá
para chegar lá de repente, por isso é bom ir treinando desde já.

SAYÃO, Rosejy. É hora de me virar sozinho? Folha de São Paulo, 1º Nov. 2014. P. 07. Folhateen

Leia as assertivas abaixo e marque a opção correta, a respeito das relações de coesão e estruturação do texto 4.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Coesão: o pronome relativo "quais" retoma "compromissos".

No quarto parágrafo, "não importam quais" tem "quais" retomando "compromissos", ou seja, os compromissos dos pais que os impediram de atender os filhos. A alternativa B descreve corretamente esse mecanismo de coesão.

Análise das alternativas

A) Errada: o primeiro parágrafo só traz um exemplo do cotidiano. A tese, de que os pais nem sempre podem atender aos filhos, só aparece mais adiante. C) Errada: a autora não diz que é "perfeitamente normal"; ela admite que há "um pouco de razão" no sentimento da criança e explica as limitações dos pais. D) Errada: "exclusivamente" é excessivo, porque os "pequenos problemas" abrangem a vida da criança em geral e não só os pedidos não atendidos. E) Errada: ela diz que viver por conta própria ainda levará tempo e que é bom ir treinando desde já, o que não equivale a viver sozinho desde já.

Referência: Coesão referencial: pronomes relativos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Variação Linguística e Níveis de Linguagem

Colégio Militar de Brasília 2016 Fundamental

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 4

1 Um dia você pediu para sua mãe assistir a um filme com você, mas ela disse que
não podia porque estava deixando tudo organizado para o dia seguinte. E você a encarou
bem chateado.
Noutro dia, queria muito ir a uma loja comprar um jogo que estava bombando entre
5 seus colegas e pediu para seu pai levá-lo até lá, mas ele chegou muito cansado e disse que
teria de ficar para outro dia; você ficou megafrustrado.
E naquela noite, então, em que estava sem sono e pediu para a sua mãe contar
uma história, mas ela disse que precisava dormir porque teria de levantar muito cedo no dia
seguinte? Aí bateu uma tristeza tão grande que deu até vontade de chorar, não foi?
10 Por muitas vezes, você fez algum pedido a sua mãe ou a seu pai que eles não
puderam atender porque tinham outros compromissos, não importam quais. E você ficou
bravo, magoado, com raiva até.
Há um pouco de razão em sentir tudo isso: quem é que gosta de ser deixado de
lado, de não ser atendido na hora exata em que quer ou precisa de alguma coisa? Ninguém!
15 Mas sabe como a vida é? Mãe e pai precisam cuidar dos filhos. Mas cuidar não
significa fazer tudo na hora em que eles querem.
Mãe e pai também têm uma vida para levar; eles trabalham, têm amigos com quem
querem conversar, têm parentes que às vezes precisam deles, têm de dormir e descansar,
tomar banho, comer e muito mais.
20 Não é sempre que eles podem atender aos filhos na hora em que chamam. Por
isso, você precisa aceitar que há momentos em que precisa se virar sozinho, mesmo que
não seja isso o que gostaria de fazer.
Você está crescendo. Quanto mais a criança cresce, mais ela precisa saber
resolver por si seus pequenos problemas, não depender tanto dos pais.
25 Ainda vai levar algum tempo para conseguir viver por conta própria, mas não dá
para chegar lá de repente, por isso é bom ir treinando desde já.

SAYÃO, Rosejy. É hora de me virar sozinho? Folha de São Paulo, 1º Nov. 2014. P. 07. Folhateen

Observe a linguagem empregada pela autora do texto 4 nos fragmentos abaixo, e marque a alternativa correta.

I –“Aí bateu uma tristeza tão grande que deu até vontade de chorar, não foi?” (l.9).

II –“E você ficou bravo, magoado, com raiva até”(l.11/12).

III –“(...) você precisa aceitar que há momentos em que precisa se virar sozinho” (l.21).
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A autora usa vocabulário próximo da linguagem dos adolescentes, como numa conversa com eles.

O texto foi publicado no caderno Folhateen e traz expressões informais, como "bombando", "megafrustrado" e "bateu uma tristeza", e perguntas diretas ao leitor. Isso aproxima a autora do público adolescente, como se conversasse com ele.

Análise das alternativas

A) Ela não repreende o leitor, e sim explica a situação dos pais. C) O texto não incentiva a impor vontades aos pais. D) A linguagem informal é adequada ao público e não reduz a credibilidade. E) A informalidade não compromete a seriedade do assunto.

Referência: Variação linguística e adequação ao público.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Semântica — Antonímia

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Texto-base:
TEXTO 4

1 Um dia você pediu para sua mãe assistir a um filme com você, mas ela disse que
não podia porque estava deixando tudo organizado para o dia seguinte. E você a encarou
bem chateado.
Noutro dia, queria muito ir a uma loja comprar um jogo que estava bombando entre
5 seus colegas e pediu para seu pai levá-lo até lá, mas ele chegou muito cansado e disse que
teria de ficar para outro dia; você ficou megafrustrado.
E naquela noite, então, em que estava sem sono e pediu para a sua mãe contar
uma história, mas ela disse que precisava dormir porque teria de levantar muito cedo no dia
seguinte? Aí bateu uma tristeza tão grande que deu até vontade de chorar, não foi?
10 Por muitas vezes, você fez algum pedido a sua mãe ou a seu pai que eles não
puderam atender porque tinham outros compromissos, não importam quais. E você ficou
bravo, magoado, com raiva até.
Há um pouco de razão em sentir tudo isso: quem é que gosta de ser deixado de
lado, de não ser atendido na hora exata em que quer ou precisa de alguma coisa? Ninguém!
15 Mas sabe como a vida é? Mãe e pai precisam cuidar dos filhos. Mas cuidar não
significa fazer tudo na hora em que eles querem.
Mãe e pai também têm uma vida para levar; eles trabalham, têm amigos com quem
querem conversar, têm parentes que às vezes precisam deles, têm de dormir e descansar,
tomar banho, comer e muito mais.
20 Não é sempre que eles podem atender aos filhos na hora em que chamam. Por
isso, você precisa aceitar que há momentos em que precisa se virar sozinho, mesmo que
não seja isso o que gostaria de fazer.
Você está crescendo. Quanto mais a criança cresce, mais ela precisa saber
resolver por si seus pequenos problemas, não depender tanto dos pais.
25 Ainda vai levar algum tempo para conseguir viver por conta própria, mas não dá
para chegar lá de repente, por isso é bom ir treinando desde já.

SAYÃO, Rosejy. É hora de me virar sozinho? Folha de São Paulo, 1º Nov. 2014. P. 07. Folhateen

Enunciado: Marque a única opção em que a expressão representa o antônimo do termo destacado no trecho “... mas ele chegou muito cansado e disse que teria que ficar para outra dia; você ficou megafrustrado” (l. 5/6). A palavra “megafrustrado” está em negrito.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Significação de Palavras no Contexto

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Texto-base:
TEXTO 4

1 Um dia você pediu para sua mãe assistir a um filme com você, mas ela disse que
não podia porque estava deixando tudo organizado para o dia seguinte. E você a encarou
bem chateado.
Noutro dia, queria muito ir a uma loja comprar um jogo que estava bombando entre
5 seus colegas e pediu para seu pai levá-lo até lá, mas ele chegou muito cansado e disse que
teria de ficar para outro dia; você ficou megafrustrado.
E naquela noite, então, em que estava sem sono e pediu para a sua mãe contar
uma história, mas ela disse que precisava dormir porque teria de levantar muito cedo no dia
seguinte? Aí bateu uma tristeza tão grande que deu até vontade de chorar, não foi?
10 Por muitas vezes, você fez algum pedido a sua mãe ou a seu pai que eles não
puderam atender porque tinham outros compromissos, não importam quais. E você ficou
bravo, magoado, com raiva até.
Há um pouco de razão em sentir tudo isso: quem é que gosta de ser deixado de
lado, de não ser atendido na hora exata em que quer ou precisa de alguma coisa? Ninguém!
15 Mas sabe como a vida é? Mãe e pai precisam cuidar dos filhos. Mas cuidar não
significa fazer tudo na hora em que eles querem.
Mãe e pai também têm uma vida para levar; eles trabalham, têm amigos com quem
querem conversar, têm parentes que às vezes precisam deles, têm de dormir e descansar,
tomar banho, comer e muito mais.
20 Não é sempre que eles podem atender aos filhos na hora em que chamam. Por
isso, você precisa aceitar que há momentos em que precisa se virar sozinho, mesmo que
não seja isso o que gostaria de fazer.
Você está crescendo. Quanto mais a criança cresce, mais ela precisa saber
resolver por si seus pequenos problemas, não depender tanto dos pais.
25 Ainda vai levar algum tempo para conseguir viver por conta própria, mas não dá
para chegar lá de repente, por isso é bom ir treinando desde já.

SAYÃO, Rosejy. É hora de me virar sozinho? Folha de São Paulo, 1º Nov. 2014. P. 07. Folhateen

Enunciado: No trecho “E você a encarou bem chateado” (l.2/3), o vocábulo destacado, de acordo com o contexto, significa olhar de maneira. A palavra “encarou” está sublinhada.
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Língua Portuguesa Relações Lógico-Semânticas

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TEXTO 4

1 Um dia você pediu para sua mãe assistir a um filme com você, mas ela disse que
não podia porque estava deixando tudo organizado para o dia seguinte. E você a encarou
bem chateado.
Noutro dia, queria muito ir a uma loja comprar um jogo que estava bombando entre
5 seus colegas e pediu para seu pai levá-lo até lá, mas ele chegou muito cansado e disse que
teria de ficar para outro dia; você ficou megafrustrado.
E naquela noite, então, em que estava sem sono e pediu para a sua mãe contar
uma história, mas ela disse que precisava dormir porque teria de levantar muito cedo no dia
seguinte? Aí bateu uma tristeza tão grande que deu até vontade de chorar, não foi?
10 Por muitas vezes, você fez algum pedido a sua mãe ou a seu pai que eles não
puderam atender porque tinham outros compromissos, não importam quais. E você ficou
bravo, magoado, com raiva até.
Há um pouco de razão em sentir tudo isso: quem é que gosta de ser deixado de
lado, de não ser atendido na hora exata em que quer ou precisa de alguma coisa? Ninguém!
15 Mas sabe como a vida é? Mãe e pai precisam cuidar dos filhos. Mas cuidar não
significa fazer tudo na hora em que eles querem.
Mãe e pai também têm uma vida para levar; eles trabalham, têm amigos com quem
querem conversar, têm parentes que às vezes precisam deles, têm de dormir e descansar,
tomar banho, comer e muito mais.
20 Não é sempre que eles podem atender aos filhos na hora em que chamam. Por
isso, você precisa aceitar que há momentos em que precisa se virar sozinho, mesmo que
não seja isso o que gostaria de fazer.
Você está crescendo. Quanto mais a criança cresce, mais ela precisa saber
resolver por si seus pequenos problemas, não depender tanto dos pais.
25 Ainda vai levar algum tempo para conseguir viver por conta própria, mas não dá
para chegar lá de repente, por isso é bom ir treinando desde já.

SAYÃO, Rosejy. É hora de me virar sozinho? Folha de São Paulo, 1º Nov. 2014. P. 07. Folhateen

Analise os trechos retirados do texto 4 e identifique a relação de sentido estabelecida a partir das palavras destacadas.

I – Em “... você fez algum pedido a sua mãe ou a seu pai que eles não puderam atender” (l.10/11), o vocábulo ou indica a ideia de exclusão. II – Em “Não é sempre que eles podem atender aos filhos” (l.20), o fragmento destacado denota uma ideia de restrição. III – Em “... você precisa aceitar [...] mesmo que não seja isso o que gostaria de fazer” (l.21/22), a expressão em destaque indica uma concessão. IV – Em “Quanto mais a criança cresce, mais ela precisa saber resolver (...) seus pequenos problemas” (l.23/24), percebe-se uma noção de proporcionalidade. Destaques em negrito e sublinhado: em I, “ou” (na citação; a segunda ocorrência apenas sublinhada); em II, “Não é sempre”; em III, “mesmo que”; em IV, “Quanto mais” e “mais”.

É correto o que se afirma em
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Coesão Textual

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Texto-base:
TEXTO 4

1 Um dia você pediu para sua mãe assistir a um filme com você, mas ela disse que
não podia porque estava deixando tudo organizado para o dia seguinte. E você a encarou
bem chateado.
Noutro dia, queria muito ir a uma loja comprar um jogo que estava bombando entre
5 seus colegas e pediu para seu pai levá-lo até lá, mas ele chegou muito cansado e disse que
teria de ficar para outro dia; você ficou megafrustrado.
E naquela noite, então, em que estava sem sono e pediu para a sua mãe contar
uma história, mas ela disse que precisava dormir porque teria de levantar muito cedo no dia
seguinte? Aí bateu uma tristeza tão grande que deu até vontade de chorar, não foi?
10 Por muitas vezes, você fez algum pedido a sua mãe ou a seu pai que eles não
puderam atender porque tinham outros compromissos, não importam quais. E você ficou
bravo, magoado, com raiva até.
Há um pouco de razão em sentir tudo isso: quem é que gosta de ser deixado de
lado, de não ser atendido na hora exata em que quer ou precisa de alguma coisa? Ninguém!
15 Mas sabe como a vida é? Mãe e pai precisam cuidar dos filhos. Mas cuidar não
significa fazer tudo na hora em que eles querem.
Mãe e pai também têm uma vida para levar; eles trabalham, têm amigos com quem
querem conversar, têm parentes que às vezes precisam deles, têm de dormir e descansar,
tomar banho, comer e muito mais.
20 Não é sempre que eles podem atender aos filhos na hora em que chamam. Por
isso, você precisa aceitar que há momentos em que precisa se virar sozinho, mesmo que
não seja isso o que gostaria de fazer.
Você está crescendo. Quanto mais a criança cresce, mais ela precisa saber
resolver por si seus pequenos problemas, não depender tanto dos pais.
25 Ainda vai levar algum tempo para conseguir viver por conta própria, mas não dá
para chegar lá de repente, por isso é bom ir treinando desde já.

SAYÃO, Rosejy. É hora de me virar sozinho? Folha de São Paulo, 1º Nov. 2014. P. 07. Folhateen

Enunciado: Em “Há um pouco de razão em sentir tudo isso” (l.13), o termo destacado, ao retomar informações anteriores no texto, se refere. A palavra “isso” está em negrito e sublinhada.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Classes de Palavras

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Texto-base:
TEXTO 4

1 Um dia você pediu para sua mãe assistir a um filme com você, mas ela disse que
não podia porque estava deixando tudo organizado para o dia seguinte. E você a encarou
bem chateado.
Noutro dia, queria muito ir a uma loja comprar um jogo que estava bombando entre
5 seus colegas e pediu para seu pai levá-lo até lá, mas ele chegou muito cansado e disse que
teria de ficar para outro dia; você ficou megafrustrado.
E naquela noite, então, em que estava sem sono e pediu para a sua mãe contar
uma história, mas ela disse que precisava dormir porque teria de levantar muito cedo no dia
seguinte? Aí bateu uma tristeza tão grande que deu até vontade de chorar, não foi?
10 Por muitas vezes, você fez algum pedido a sua mãe ou a seu pai que eles não
puderam atender porque tinham outros compromissos, não importam quais. E você ficou
bravo, magoado, com raiva até.
Há um pouco de razão em sentir tudo isso: quem é que gosta de ser deixado de
lado, de não ser atendido na hora exata em que quer ou precisa de alguma coisa? Ninguém!
15 Mas sabe como a vida é? Mãe e pai precisam cuidar dos filhos. Mas cuidar não
significa fazer tudo na hora em que eles querem.
Mãe e pai também têm uma vida para levar; eles trabalham, têm amigos com quem
querem conversar, têm parentes que às vezes precisam deles, têm de dormir e descansar,
tomar banho, comer e muito mais.
20 Não é sempre que eles podem atender aos filhos na hora em que chamam. Por
isso, você precisa aceitar que há momentos em que precisa se virar sozinho, mesmo que
não seja isso o que gostaria de fazer.
Você está crescendo. Quanto mais a criança cresce, mais ela precisa saber
resolver por si seus pequenos problemas, não depender tanto dos pais.
25 Ainda vai levar algum tempo para conseguir viver por conta própria, mas não dá
para chegar lá de repente, por isso é bom ir treinando desde já.

SAYÃO, Rosejy. É hora de me virar sozinho? Folha de São Paulo, 1º Nov. 2014. P. 07. Folhateen

Enunciado: A única opção em que o vocábulo a desempenha a mesma função que em “Por muitas vezes, você fez algum pedido a sua mãe” (l.10) é. O vocábulo “a” está sublinhado e em negrito no enunciado e em negrito na citação.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Compreensão e Interpretação de Texto

Colégio Militar de Brasília 2016 Fundamental

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Texto-base:
TEXTO 1

1 A grande caixa foi descarregada do caminhão com cuidado. De um lado estava escrito
assim: “Frágil!” Do outro lado estava escrito: “Este lado para cima”. Parecia embalagem de
geladeira, e o garoto pensou que fosse mesmo uma geladeira. Foi colocada na sala, onde
permaneceu o dia inteiro.
5 À noitinha, a mãe chegou, viu a caixa, mostrou-se satisfeita, dando a impressão de
que já esperava a entrega do volume.
O menino quis saber o que era, se podia abrir. A mãe pediu paciência, no dia seguinte
viriam os técnicos para instalar o aparelho. O equipamento, corrigiu ela, meio sem graça.
Era um equipamento. Não fosse tão largo e alto, podia-se imaginar um conjunto de
10 som, talvez um sintetizador. A curiosidade aumentava. À noite o menino sonhou com a caixa
fechada.
Os técnicos chegaram cedo, de macacão. Eram dois. Desparafusaram as madeiras,
juntaram as peças brilhantes umas às outras, em meia hora, instalaram o boneco, que não
era maior que um homem de mediana estatura. O filho espiava pela fresta da porta, tenso.
15 A mãe chamou:
– Filhinho, vem ver o papai que a mamãe trouxe.
O filho entrou na sala, acanhado diante do artefato estranho: era um boneco,
perfeitamente igual a um homem adulto. Tinha cabelos encaracolados, grisalhos nas
têmporas, usava Trim, desodorante, fazia a barba com gilete ou aparelho elétrico, sorria,
20 fumava cigarros King-size, bebia uísque, roncava, assobiava, tossia, piscava os olhos – às
vezes, um de cada vez – assoava o nariz, abotoava o paletó, jogava tênis, dirigia carro,
lavava pratos, limpava a casa, tirava o pó dos móveis, fazia strogonoff, acendia a
churrasqueira, lavava o quintal, estendia roupa, passava a ferro, engomava camisas, e
dentro do peito tinha um disco que repetia: “Já fez a lição? Como vai, meu bem? Ah, estou
25 tão cansado! Puxa, hoje tive um trabalhão dos diabos! Acho que vou ficar até mais tarde no
escritório. Você precisava ver o bode que deu hoje lá na firma! Serviço de dono-de-casa
nunca é reconhecido!”
O menino estava boquiaberto. Fazia tempo que sentia falta do pai, que havia partido.
Nunca se queixara, porém percebia que a mãe também necessitava de um companheiro. E
30 ali estava agora o boneco, com botões, painéis embutidos, registros, totalmente
transistorizado. O menino entendia agora por que a mãe trabalhara o tempo todo, muitas
vezes chegando bem tarde. Juntara economias, sabe lá com que sacrifícios, para comprar
aquele paizão.
– Ele conta histórias, mãe?
35 Os técnicos olharam o garoto, com indiferença.
– Esse é o modelo ZYR-14, mais indicado para atividades domésticas. Não conta
histórias. Mas assiste à televisão. E pode ser acoplado a um dispositivo opcional, que
permite longas caminhadas a campos de futebol. Sabendo manejá-lo, sem forçar, tem
garantia para suportar crianças até seis anos. Porém não conta histórias, e não convém
40 insistir, pode desgastar o circuito do monitor.
O garoto se decepcionou um pouco, sem demonstrar isso à mãe, que parecia
encantada.
Ligado à tomada elétrica (funcionava bem com bateria), o equipamento paterno já
havia colocado os chinelos e, sem dizer uma palavra, foi até a mesa e apanhou o jornal.
45 A mãe puxou o filho pelo braço:
– Agora vem, filhinho. Vamos lá para dentro, deixa teu pai descansar.

DIAFÉRIA, Lourenço in Antologia Escolar. Cel Prof. Iguamir Antonio T. Marçal – coordenador – Rio de Janeiro; Bibliioteca do Exército, v. 1, 1995.

Vocabulário
Trim: creme para pentear.
King-size: cigarros que se distinguem dos demais por serem mais longos.

Texto-base:
TEXTO 2

HORTELÃ

1 Todas as noites
2 Ela esperava a noite chegar
3 Trazendo o pai do trabalho.

4 Às vezes era o pai
5 Que trazia a noite
6 Num saquinho de balas de hortelã.

7 Ela gostava da noite
8 Porque a noite trazia
9 O suor do pai.

10 Ela gostava da noite
11 Porque, à noite, ela e o pai
12 Brincavam de dar nomes às estrelas.

NETO, Paulo. Poesia Futebol Clube e outros poemas. São Paulo: Formato, 2007. P.22
In CEREJA Willian Roberto. Português: Linguagens 7. 9ed. São Paulo. Saraiva, 2015.

Texto-base:
TEXTO 3

A tirinha a seguir é de autoria pelo cartunista catarinense Alexandre Beck. A personagem principal de sua história é o menino, Armandinho.

Tirinha em três quadrinhos, em cores, com o menino Armandinho ao lado das pernas de um adulto (o pai), das quais só se veem as calças azuis e os sapatos. Quadrinho 1: o menino pergunta “PAI, VAMOS BRINCAR NO PARQUE?” e o pai responde “VAMOS, FILHO!”. Quadrinho 2: o menino diz “PÔXA, VOCÊ NUNCA TEM TEMPO! DEPOIS EU QUE NÃO COLABORO E...” e o pai responde “EU DISSE “VAMOS, FILHO”...”. Quadrinho 3: o menino, olhando para cima, diz apenas “AH...”. Na lateral do segundo quadrinho, texto vertical: beckilustras@gmail.com.

BECK, Alexandre. Armandinho. Folha de São Paulo. São Paulo, 1º nov.2014. Folhinha.

Texto-base:
TEXTO 4

1 Um dia você pediu para sua mãe assistir a um filme com você, mas ela disse que
não podia porque estava deixando tudo organizado para o dia seguinte. E você a encarou
bem chateado.
Noutro dia, queria muito ir a uma loja comprar um jogo que estava bombando entre
5 seus colegas e pediu para seu pai levá-lo até lá, mas ele chegou muito cansado e disse que
teria de ficar para outro dia; você ficou megafrustrado.
E naquela noite, então, em que estava sem sono e pediu para a sua mãe contar
uma história, mas ela disse que precisava dormir porque teria de levantar muito cedo no dia
seguinte? Aí bateu uma tristeza tão grande que deu até vontade de chorar, não foi?
10 Por muitas vezes, você fez algum pedido a sua mãe ou a seu pai que eles não
puderam atender porque tinham outros compromissos, não importam quais. E você ficou
bravo, magoado, com raiva até.
Há um pouco de razão em sentir tudo isso: quem é que gosta de ser deixado de
lado, de não ser atendido na hora exata em que quer ou precisa de alguma coisa? Ninguém!
15 Mas sabe como a vida é? Mãe e pai precisam cuidar dos filhos. Mas cuidar não
significa fazer tudo na hora em que eles querem.
Mãe e pai também têm uma vida para levar; eles trabalham, têm amigos com quem
querem conversar, têm parentes que às vezes precisam deles, têm de dormir e descansar,
tomar banho, comer e muito mais.
20 Não é sempre que eles podem atender aos filhos na hora em que chamam. Por
isso, você precisa aceitar que há momentos em que precisa se virar sozinho, mesmo que
não seja isso o que gostaria de fazer.
Você está crescendo. Quanto mais a criança cresce, mais ela precisa saber
resolver por si seus pequenos problemas, não depender tanto dos pais.
25 Ainda vai levar algum tempo para conseguir viver por conta própria, mas não dá
para chegar lá de repente, por isso é bom ir treinando desde já.

SAYÃO, Rosejy. É hora de me virar sozinho? Folha de São Paulo, 1º Nov. 2014. P. 07. Folhateen

Considerando a finalidade dos textos 1, 2, 3 e 4, julgue as afirmativas em “V” verdadeiras ou “F” falsas.

( ) Os quatro textos levam à reflexão sobre as relações entre pais e filhos, visto que as situações apresentadas desencadeiam distanciamentos familiares.
( ) Tanto no texto 2 como no texto 3, observa-se que os pais estão sempre presentes na vida dos filhos, visto que brincam com eles.
( ) O texto 2 apresenta uma relação entre pai e filha que demonstra uma verdadeira afetividade.
( ) O texto 4 aborda situações familiares e orienta os filhos sobre como devem se comportar para aceitá-las e/ou resolvê-las.

A sequência correta é:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Gêneros Textuais

Colégio Militar de Brasília 2016 Fundamental

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 1

1 A grande caixa foi descarregada do caminhão com cuidado. De um lado estava escrito
assim: “Frágil!” Do outro lado estava escrito: “Este lado para cima”. Parecia embalagem de
geladeira, e o garoto pensou que fosse mesmo uma geladeira. Foi colocada na sala, onde
permaneceu o dia inteiro.
5 À noitinha, a mãe chegou, viu a caixa, mostrou-se satisfeita, dando a impressão de
que já esperava a entrega do volume.
O menino quis saber o que era, se podia abrir. A mãe pediu paciência, no dia seguinte
viriam os técnicos para instalar o aparelho. O equipamento, corrigiu ela, meio sem graça.
Era um equipamento. Não fosse tão largo e alto, podia-se imaginar um conjunto de
10 som, talvez um sintetizador. A curiosidade aumentava. À noite o menino sonhou com a caixa
fechada.
Os técnicos chegaram cedo, de macacão. Eram dois. Desparafusaram as madeiras,
juntaram as peças brilhantes umas às outras, em meia hora, instalaram o boneco, que não
era maior que um homem de mediana estatura. O filho espiava pela fresta da porta, tenso.
15 A mãe chamou:
– Filhinho, vem ver o papai que a mamãe trouxe.
O filho entrou na sala, acanhado diante do artefato estranho: era um boneco,
perfeitamente igual a um homem adulto. Tinha cabelos encaracolados, grisalhos nas
têmporas, usava Trim, desodorante, fazia a barba com gilete ou aparelho elétrico, sorria,
20 fumava cigarros King-size, bebia uísque, roncava, assobiava, tossia, piscava os olhos – às
vezes, um de cada vez – assoava o nariz, abotoava o paletó, jogava tênis, dirigia carro,
lavava pratos, limpava a casa, tirava o pó dos móveis, fazia strogonoff, acendia a
churrasqueira, lavava o quintal, estendia roupa, passava a ferro, engomava camisas, e
dentro do peito tinha um disco que repetia: “Já fez a lição? Como vai, meu bem? Ah, estou
25 tão cansado! Puxa, hoje tive um trabalhão dos diabos! Acho que vou ficar até mais tarde no
escritório. Você precisava ver o bode que deu hoje lá na firma! Serviço de dono-de-casa
nunca é reconhecido!”
O menino estava boquiaberto. Fazia tempo que sentia falta do pai, que havia partido.
Nunca se queixara, porém percebia que a mãe também necessitava de um companheiro. E
30 ali estava agora o boneco, com botões, painéis embutidos, registros, totalmente
transistorizado. O menino entendia agora por que a mãe trabalhara o tempo todo, muitas
vezes chegando bem tarde. Juntara economias, sabe lá com que sacrifícios, para comprar
aquele paizão.
– Ele conta histórias, mãe?
35 Os técnicos olharam o garoto, com indiferença.
– Esse é o modelo ZYR-14, mais indicado para atividades domésticas. Não conta
histórias. Mas assiste à televisão. E pode ser acoplado a um dispositivo opcional, que
permite longas caminhadas a campos de futebol. Sabendo manejá-lo, sem forçar, tem
garantia para suportar crianças até seis anos. Porém não conta histórias, e não convém
40 insistir, pode desgastar o circuito do monitor.
O garoto se decepcionou um pouco, sem demonstrar isso à mãe, que parecia
encantada.
Ligado à tomada elétrica (funcionava bem com bateria), o equipamento paterno já
havia colocado os chinelos e, sem dizer uma palavra, foi até a mesa e apanhou o jornal.
45 A mãe puxou o filho pelo braço:
– Agora vem, filhinho. Vamos lá para dentro, deixa teu pai descansar.

DIAFÉRIA, Lourenço in Antologia Escolar. Cel Prof. Iguamir Antonio T. Marçal – coordenador – Rio de Janeiro; Bibliioteca do Exército, v. 1, 1995.

Vocabulário
Trim: creme para pentear.
King-size: cigarros que se distinguem dos demais por serem mais longos.

Texto-base:
TEXTO 2

HORTELÃ

1 Todas as noites
2 Ela esperava a noite chegar
3 Trazendo o pai do trabalho.

4 Às vezes era o pai
5 Que trazia a noite
6 Num saquinho de balas de hortelã.

7 Ela gostava da noite
8 Porque a noite trazia
9 O suor do pai.

10 Ela gostava da noite
11 Porque, à noite, ela e o pai
12 Brincavam de dar nomes às estrelas.

NETO, Paulo. Poesia Futebol Clube e outros poemas. São Paulo: Formato, 2007. P.22
In CEREJA Willian Roberto. Português: Linguagens 7. 9ed. São Paulo. Saraiva, 2015.

Texto-base:
TEXTO 3

A tirinha a seguir é de autoria pelo cartunista catarinense Alexandre Beck. A personagem principal de sua história é o menino, Armandinho.

Tirinha em três quadrinhos, em cores, com o menino Armandinho ao lado das pernas de um adulto (o pai), das quais só se veem as calças azuis e os sapatos. Quadrinho 1: o menino pergunta “PAI, VAMOS BRINCAR NO PARQUE?” e o pai responde “VAMOS, FILHO!”. Quadrinho 2: o menino diz “PÔXA, VOCÊ NUNCA TEM TEMPO! DEPOIS EU QUE NÃO COLABORO E...” e o pai responde “EU DISSE “VAMOS, FILHO”...”. Quadrinho 3: o menino, olhando para cima, diz apenas “AH...”. Na lateral do segundo quadrinho, texto vertical: beckilustras@gmail.com.

BECK, Alexandre. Armandinho. Folha de São Paulo. São Paulo, 1º nov.2014. Folhinha.

Texto-base:
TEXTO 4

1 Um dia você pediu para sua mãe assistir a um filme com você, mas ela disse que
não podia porque estava deixando tudo organizado para o dia seguinte. E você a encarou
bem chateado.
Noutro dia, queria muito ir a uma loja comprar um jogo que estava bombando entre
5 seus colegas e pediu para seu pai levá-lo até lá, mas ele chegou muito cansado e disse que
teria de ficar para outro dia; você ficou megafrustrado.
E naquela noite, então, em que estava sem sono e pediu para a sua mãe contar
uma história, mas ela disse que precisava dormir porque teria de levantar muito cedo no dia
seguinte? Aí bateu uma tristeza tão grande que deu até vontade de chorar, não foi?
10 Por muitas vezes, você fez algum pedido a sua mãe ou a seu pai que eles não
puderam atender porque tinham outros compromissos, não importam quais. E você ficou
bravo, magoado, com raiva até.
Há um pouco de razão em sentir tudo isso: quem é que gosta de ser deixado de
lado, de não ser atendido na hora exata em que quer ou precisa de alguma coisa? Ninguém!
15 Mas sabe como a vida é? Mãe e pai precisam cuidar dos filhos. Mas cuidar não
significa fazer tudo na hora em que eles querem.
Mãe e pai também têm uma vida para levar; eles trabalham, têm amigos com quem
querem conversar, têm parentes que às vezes precisam deles, têm de dormir e descansar,
tomar banho, comer e muito mais.
20 Não é sempre que eles podem atender aos filhos na hora em que chamam. Por
isso, você precisa aceitar que há momentos em que precisa se virar sozinho, mesmo que
não seja isso o que gostaria de fazer.
Você está crescendo. Quanto mais a criança cresce, mais ela precisa saber
resolver por si seus pequenos problemas, não depender tanto dos pais.
25 Ainda vai levar algum tempo para conseguir viver por conta própria, mas não dá
para chegar lá de repente, por isso é bom ir treinando desde já.

SAYÃO, Rosejy. É hora de me virar sozinho? Folha de São Paulo, 1º Nov. 2014. P. 07. Folhateen

Observe a maneira como o tema “relacionamento entre pais e filhos” foi abordado nos textos que compõem esta avaliação e marque a alternativa correta.
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Língua Portuguesa Pontuação — Vírgula

Colégio Militar de Brasília 2016 Fundamental

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 1

1 A grande caixa foi descarregada do caminhão com cuidado. De um lado estava escrito
assim: “Frágil!” Do outro lado estava escrito: “Este lado para cima”. Parecia embalagem de
geladeira, e o garoto pensou que fosse mesmo uma geladeira. Foi colocada na sala, onde
permaneceu o dia inteiro.
5 À noitinha, a mãe chegou, viu a caixa, mostrou-se satisfeita, dando a impressão de
que já esperava a entrega do volume.
O menino quis saber o que era, se podia abrir. A mãe pediu paciência, no dia seguinte
viriam os técnicos para instalar o aparelho. O equipamento, corrigiu ela, meio sem graça.
Era um equipamento. Não fosse tão largo e alto, podia-se imaginar um conjunto de
10 som, talvez um sintetizador. A curiosidade aumentava. À noite o menino sonhou com a caixa
fechada.
Os técnicos chegaram cedo, de macacão. Eram dois. Desparafusaram as madeiras,
juntaram as peças brilhantes umas às outras, em meia hora, instalaram o boneco, que não
era maior que um homem de mediana estatura. O filho espiava pela fresta da porta, tenso.
15 A mãe chamou:
– Filhinho, vem ver o papai que a mamãe trouxe.
O filho entrou na sala, acanhado diante do artefato estranho: era um boneco,
perfeitamente igual a um homem adulto. Tinha cabelos encaracolados, grisalhos nas
têmporas, usava Trim, desodorante, fazia a barba com gilete ou aparelho elétrico, sorria,
20 fumava cigarros King-size, bebia uísque, roncava, assobiava, tossia, piscava os olhos – às
vezes, um de cada vez – assoava o nariz, abotoava o paletó, jogava tênis, dirigia carro,
lavava pratos, limpava a casa, tirava o pó dos móveis, fazia strogonoff, acendia a
churrasqueira, lavava o quintal, estendia roupa, passava a ferro, engomava camisas, e
dentro do peito tinha um disco que repetia: “Já fez a lição? Como vai, meu bem? Ah, estou
25 tão cansado! Puxa, hoje tive um trabalhão dos diabos! Acho que vou ficar até mais tarde no
escritório. Você precisava ver o bode que deu hoje lá na firma! Serviço de dono-de-casa
nunca é reconhecido!”
O menino estava boquiaberto. Fazia tempo que sentia falta do pai, que havia partido.
Nunca se queixara, porém percebia que a mãe também necessitava de um companheiro. E
30 ali estava agora o boneco, com botões, painéis embutidos, registros, totalmente
transistorizado. O menino entendia agora por que a mãe trabalhara o tempo todo, muitas
vezes chegando bem tarde. Juntara economias, sabe lá com que sacrifícios, para comprar
aquele paizão.
– Ele conta histórias, mãe?
35 Os técnicos olharam o garoto, com indiferença.
– Esse é o modelo ZYR-14, mais indicado para atividades domésticas. Não conta
histórias. Mas assiste à televisão. E pode ser acoplado a um dispositivo opcional, que
permite longas caminhadas a campos de futebol. Sabendo manejá-lo, sem forçar, tem
garantia para suportar crianças até seis anos. Porém não conta histórias, e não convém
40 insistir, pode desgastar o circuito do monitor.
O garoto se decepcionou um pouco, sem demonstrar isso à mãe, que parecia
encantada.
Ligado à tomada elétrica (funcionava bem com bateria), o equipamento paterno já
havia colocado os chinelos e, sem dizer uma palavra, foi até a mesa e apanhou o jornal.
45 A mãe puxou o filho pelo braço:
– Agora vem, filhinho. Vamos lá para dentro, deixa teu pai descansar.

DIAFÉRIA, Lourenço in Antologia Escolar. Cel Prof. Iguamir Antonio T. Marçal – coordenador – Rio de Janeiro; Bibliioteca do Exército, v. 1, 1995.

Vocabulário
Trim: creme para pentear.
King-size: cigarros que se distinguem dos demais por serem mais longos.

Texto-base:
TEXTO 2

HORTELÃ

1 Todas as noites
2 Ela esperava a noite chegar
3 Trazendo o pai do trabalho.

4 Às vezes era o pai
5 Que trazia a noite
6 Num saquinho de balas de hortelã.

7 Ela gostava da noite
8 Porque a noite trazia
9 O suor do pai.

10 Ela gostava da noite
11 Porque, à noite, ela e o pai
12 Brincavam de dar nomes às estrelas.

NETO, Paulo. Poesia Futebol Clube e outros poemas. São Paulo: Formato, 2007. P.22
In CEREJA Willian Roberto. Português: Linguagens 7. 9ed. São Paulo. Saraiva, 2015.

Texto-base:
TEXTO 4

1 Um dia você pediu para sua mãe assistir a um filme com você, mas ela disse que
não podia porque estava deixando tudo organizado para o dia seguinte. E você a encarou
bem chateado.
Noutro dia, queria muito ir a uma loja comprar um jogo que estava bombando entre
5 seus colegas e pediu para seu pai levá-lo até lá, mas ele chegou muito cansado e disse que
teria de ficar para outro dia; você ficou megafrustrado.
E naquela noite, então, em que estava sem sono e pediu para a sua mãe contar
uma história, mas ela disse que precisava dormir porque teria de levantar muito cedo no dia
seguinte? Aí bateu uma tristeza tão grande que deu até vontade de chorar, não foi?
10 Por muitas vezes, você fez algum pedido a sua mãe ou a seu pai que eles não
puderam atender porque tinham outros compromissos, não importam quais. E você ficou
bravo, magoado, com raiva até.
Há um pouco de razão em sentir tudo isso: quem é que gosta de ser deixado de
lado, de não ser atendido na hora exata em que quer ou precisa de alguma coisa? Ninguém!
15 Mas sabe como a vida é? Mãe e pai precisam cuidar dos filhos. Mas cuidar não
significa fazer tudo na hora em que eles querem.
Mãe e pai também têm uma vida para levar; eles trabalham, têm amigos com quem
querem conversar, têm parentes que às vezes precisam deles, têm de dormir e descansar,
tomar banho, comer e muito mais.
20 Não é sempre que eles podem atender aos filhos na hora em que chamam. Por
isso, você precisa aceitar que há momentos em que precisa se virar sozinho, mesmo que
não seja isso o que gostaria de fazer.
Você está crescendo. Quanto mais a criança cresce, mais ela precisa saber
resolver por si seus pequenos problemas, não depender tanto dos pais.
25 Ainda vai levar algum tempo para conseguir viver por conta própria, mas não dá
para chegar lá de repente, por isso é bom ir treinando desde já.

SAYÃO, Rosejy. É hora de me virar sozinho? Folha de São Paulo, 1º Nov. 2014. P. 07. Folhateen

Marque a opção em que a vírgula foi empregada com a mesma função que em “Foi colocada na sala, onde permaneceu o dia inteiro” (texto 1, l.3/4).
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Resolução comentada

A vírgula isola oração subordinada adjetiva explicativa, como em "do pai, que havia partido".

Em "Foi colocada na sala, onde permaneceu o dia inteiro", a vírgula antecede uma oração adjetiva explicativa, que acrescenta uma informação sobre "sala". Em "do pai, que havia partido", ocorre o mesmo: a oração adjetiva explicativa acrescenta uma informação sobre "pai".

Análise das alternativas

A) Vírgula de vocativo. C) Isola adjunto adverbial deslocado. D) Também isola adjunto adverbial deslocado. E) Separa elementos de uma enumeração.

Referência: Pontuação: uso da vírgula.

Resolução comentada do VaiConcursos.