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Colégio Militar de Fortaleza — Concurso de Admissão 2016/2017 — 6º Ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

2016Fundamental

15 questões nesta prova · 14 com gabarito

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Poema

2016 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 1

A VIAGEM

01 O Pequeno Príncipe
02 Resolveu, enfim, partir
03 Avistou pássaros selvagens
04 Que passavam por ali
05 Precisava ir embora
06 Para tentar se descobrir.

07 Na manhã da partida
08 Pôs o planeta em ordem
09 Revolveu os seus vulcões
10 Para não causar desordem
11 Revolvidos queimam lentos
12 Espero que não acordem.

13 O principezinho arrancou
14 Rebentos de baobá
15 Julgava ele sozinho
16 Que nunca iria voltar
17 Um pouco de melancolia
18 Era visto em seu pesar.

19 Regou sua flor lentamente
20 Com vontade de chorar
21 Dispôs-se perante ela
22 A redoma colocar
23 Quem sabe se o frio da noite
24 Não a iria resfriar.

25 – Adeus, disse ele à flor
26 Mas não obteve resposta
27 Repetiu o seu adeus
28 Como quem bate na porta
29 Escutou a flor tossindo
30 Parecia indisposta.

31 – Eu fui contigo tola
32 E te peço, enfim, perdão
33 Trata de ser feliz, amigo
34 Cuida desse coração
35 A culpa foi toda minha
36 Por te causar aflição.

[...]

37 –Vai agora, meu bem
38 Não demores tanto assim
39 Flor quando sente saudade
40 Entristece o jardim
41 Leva minha amizade
42 Esta nunca vai ter fim.

43 –Vai, pois seria crueldade
44 Ao partir me veres chorar
45 Pode parecer orvalho
46 Mas são lágrimas a rolar
47 E se um dia tu voltares
48 É aqui que vou estar.

LIMEIRA, J. O Pequeno Príncipe em cordel. Recife: Carpe Diem Edições e Produções Ltda, 2015, p. 66-69.

Uma das causas de o pequeno príncipe partir foi que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A flor deixou o príncipe infeliz e aflito.

Na despedida, a flor reconhece a culpa por lhe causar aflição ("A culpa foi toda minha / Por te causar aflição"). Isso indica que a partida se deve à infelicidade causada pela flor, e não a fatos acessórios.

Análise das alternativas

A: o príncipe arranca os baobás antes de partir, mas isso não é causa da viagem. B: os pássaros apenas passam e são avistados. C: a flor se diz tola, mas isso é uma confissão dela, não a causa apontada. D: ele arruma o planeta antes de partir.

Referência: Interpretação de poema (cordel).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Poema

2016 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 1

A VIAGEM

01 O Pequeno Príncipe
02 Resolveu, enfim, partir
03 Avistou pássaros selvagens
04 Que passavam por ali
05 Precisava ir embora
06 Para tentar se descobrir.

07 Na manhã da partida
08 Pôs o planeta em ordem
09 Revolveu os seus vulcões
10 Para não causar desordem
11 Revolvidos queimam lentos
12 Espero que não acordem.

13 O principezinho arrancou
14 Rebentos de baobá
15 Julgava ele sozinho
16 Que nunca iria voltar
17 Um pouco de melancolia
18 Era visto em seu pesar.

19 Regou sua flor lentamente
20 Com vontade de chorar
21 Dispôs-se perante ela
22 A redoma colocar
23 Quem sabe se o frio da noite
24 Não a iria resfriar.

25 – Adeus, disse ele à flor
26 Mas não obteve resposta
27 Repetiu o seu adeus
28 Como quem bate na porta
29 Escutou a flor tossindo
30 Parecia indisposta.

31 – Eu fui contigo tola
32 E te peço, enfim, perdão
33 Trata de ser feliz, amigo
34 Cuida desse coração
35 A culpa foi toda minha
36 Por te causar aflição.

[...]

37 –Vai agora, meu bem
38 Não demores tanto assim
39 Flor quando sente saudade
40 Entristece o jardim
41 Leva minha amizade
42 Esta nunca vai ter fim.

43 –Vai, pois seria crueldade
44 Ao partir me veres chorar
45 Pode parecer orvalho
46 Mas são lágrimas a rolar
47 E se um dia tu voltares
48 É aqui que vou estar.

LIMEIRA, J. O Pequeno Príncipe em cordel. Recife: Carpe Diem Edições e Produções Ltda, 2015, p. 66-69.

Na segunda estrofe (linhas 7-12), o pequeno príncipe revolve seus vulcões, isto é, cava e mistura a terra. Ele faz isso para que os vulcões
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Revolver os vulcões evita que entrem em erupção.

O príncipe revolve os vulcões para que não causem desordem: "Revolvidos queimam lentos / Espero que não acordem". O objetivo é que permaneçam sem erupção.

Análise das alternativas

B e C: o texto não fala em extinguir ou reduzir os vulcões. D: "continuem apagados" é próximo, mas o sentido do texto é impedir que "acordem" (entrem em erupção). E: é o contrário do que se deseja.

Referência: Interpretação de poema (cordel).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Linguagem Figurada

2016 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 1

A VIAGEM

01 O Pequeno Príncipe
02 Resolveu, enfim, partir
03 Avistou pássaros selvagens
04 Que passavam por ali
05 Precisava ir embora
06 Para tentar se descobrir.

07 Na manhã da partida
08 Pôs o planeta em ordem
09 Revolveu os seus vulcões
10 Para não causar desordem
11 Revolvidos queimam lentos
12 Espero que não acordem.

13 O principezinho arrancou
14 Rebentos de baobá
15 Julgava ele sozinho
16 Que nunca iria voltar
17 Um pouco de melancolia
18 Era visto em seu pesar.

19 Regou sua flor lentamente
20 Com vontade de chorar
21 Dispôs-se perante ela
22 A redoma colocar
23 Quem sabe se o frio da noite
24 Não a iria resfriar.

25 – Adeus, disse ele à flor
26 Mas não obteve resposta
27 Repetiu o seu adeus
28 Como quem bate na porta
29 Escutou a flor tossindo
30 Parecia indisposta.

31 – Eu fui contigo tola
32 E te peço, enfim, perdão
33 Trata de ser feliz, amigo
34 Cuida desse coração
35 A culpa foi toda minha
36 Por te causar aflição.

[...]

37 –Vai agora, meu bem
38 Não demores tanto assim
39 Flor quando sente saudade
40 Entristece o jardim
41 Leva minha amizade
42 Esta nunca vai ter fim.

43 –Vai, pois seria crueldade
44 Ao partir me veres chorar
45 Pode parecer orvalho
46 Mas são lágrimas a rolar
47 E se um dia tu voltares
48 É aqui que vou estar.

LIMEIRA, J. O Pequeno Príncipe em cordel. Recife: Carpe Diem Edições e Produções Ltda, 2015, p. 66-69.

Na quinta estrofe (linhas 25-30), os versos “Repetiu o seu adeus/ Como quem bate na porta” expressam, em linguagem figurada, que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Bater na porta indica insistência na despedida.

O príncipe repete o adeus como quem bate na porta, ou seja, insiste até obter resposta. A comparação mostra insistência em se despedir da flor.

Análise das alternativas

A: não há maus-tratos. B: ele se despediu, tanto que a flor depois responde. C: ele não suplica atenção, só repete o adeus. E: a flor responde em seguida, tossindo, e a figura trata da atitude do príncipe.

Referência: Linguagem figurada: comparação.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Antonímia

2016 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 1

A VIAGEM

01 O Pequeno Príncipe
02 Resolveu, enfim, partir
03 Avistou pássaros selvagens
04 Que passavam por ali
05 Precisava ir embora
06 Para tentar se descobrir.

07 Na manhã da partida
08 Pôs o planeta em ordem
09 Revolveu os seus vulcões
10 Para não causar desordem
11 Revolvidos queimam lentos
12 Espero que não acordem.

13 O principezinho arrancou
14 Rebentos de baobá
15 Julgava ele sozinho
16 Que nunca iria voltar
17 Um pouco de melancolia
18 Era visto em seu pesar.

19 Regou sua flor lentamente
20 Com vontade de chorar
21 Dispôs-se perante ela
22 A redoma colocar
23 Quem sabe se o frio da noite
24 Não a iria resfriar.

25 – Adeus, disse ele à flor
26 Mas não obteve resposta
27 Repetiu o seu adeus
28 Como quem bate na porta
29 Escutou a flor tossindo
30 Parecia indisposta.

31 – Eu fui contigo tola
32 E te peço, enfim, perdão
33 Trata de ser feliz, amigo
34 Cuida desse coração
35 A culpa foi toda minha
36 Por te causar aflição.

[...]

37 –Vai agora, meu bem
38 Não demores tanto assim
39 Flor quando sente saudade
40 Entristece o jardim
41 Leva minha amizade
42 Esta nunca vai ter fim.

43 –Vai, pois seria crueldade
44 Ao partir me veres chorar
45 Pode parecer orvalho
46 Mas são lágrimas a rolar
47 E se um dia tu voltares
48 É aqui que vou estar.

LIMEIRA, J. O Pequeno Príncipe em cordel. Recife: Carpe Diem Edições e Produções Ltda, 2015, p. 66-69.

Releia os versos:

Versos "Leva minha amizade / Esta nunca vai ter fim" (linhas 41-42), com o trecho "nunca vai ter fim" sublinhado.

A palavra que tem sentido contrário ao do trecho destacado é
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Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Narrativa

2016 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 2

O PEQUENO PRÍNCIPE

01 Foi então que apareceu a raposa.
02 – Bom dia – disse a raposa.
03 – Bom dia – respondeu polidamente o pequeno príncipe, que se voltou, mas não viu ninguém.
04 – Eu estou aqui – disse a voz, debaixo da macieira.
05 – Quem é você? – perguntou o pequeno príncipe. – É muito bonita.
06 – Sou uma raposa – disse a raposa.
07 – Vem brincar comigo – disse o príncipe. – Estou muito triste.
08 – Não posso brincar com você – respondeu a raposa. – Ninguém me cativou ainda.
09 – Ah, desculpe – disse o príncipe.
10 Mas, depois de refletir, acrescentou:
11 – O que significa “cativar”?
12 – Você não é daqui – disse a raposa. – Que anda procurando?
13 – Eu procuro as pessoas – disse o pequeno príncipe. – Mas o que quer dizer “cativar”?
14 – As pessoas – disse a raposa – possuem espingardas e caçam. É assustador! Criam galinhas
15 também. É tudo o que lhes interessa. Você anda à procura de galinhas?
16 – Não – respondeu o pequeno príncipe. – Ando à procura de amigos. Mas o que quer dizer
17 “cativar”?
18 – É uma coisa quase sempre esquecida – disse a raposa. – Significa “criar laços”.
19 – Criar laços?
20 – Exatamente – disse a raposa. – Para mim, você é um menino igualzinho a cem mil outros
21 meninos. E eu não preciso de você. E você tampouco precisa de mim. Não sou para você mais que
22 uma raposa, igual a cem mil outras raposas. Mas, se você me cativar, passamos a ter necessidade um
23 do outro. Você será para mim único no mundo e eu serei única no mundo para você...
24 – Estou começando a entender – disse o pequeno príncipe. Existe uma flor... creio que ela me
25 cativou.
26 É possível – disse a raposa. – Na Terra, a gente vê todo tipo de coisas...
27 – Não, não foi na Terra – disse o pequeno príncipe.
28 A raposa pareceu intrigada.
29 – Em outro planeta?
30 – Sim.
31 – Há caçadores nesse outro planeta?
32 – Não.
33 – Isso é bom... E há galinhas?
34 – Não.
35 – Nada é perfeito – suspirou a raposa.
36 Mas logo retomou seu raciocínio:
37 – Minha vida é monótona. Eu caço galinhas, os homens me caçam. Todas as galinhas se
38 parecem e todos os homens se parecem também. Isso me aborrece um pouco. Mas, se você me
39 cativar, minha vida se iluminará. Identificarei o barulho de seus passos, que será diferente de todos
40 os outros. Esses outros me farão meter-me num buraco. Os seus me chamarão para fora dele, como
41 se fosse música. E depois, olhe. Está vendo lá longe os campos de trigo? Não como pão. O trigo
42 para mim é inútil. Os campos de trigo não me dizem nada. E isso é triste! Mas você tem cabelos
43 dourados. Por isso, será maravilhoso quando você me cativar! O trigo, que é dourado, me fará
44 lembrar de você. E amarei ouvir o vento nos trigais...
45 A raposa se calou e olhou demoradamente para o pequeno príncipe.
46 – Por favor, me cativa!... – pediu ela.

CERISIER, Alban; LACROIX, Delphine. A bela história do pequeno príncipe. Textos reunidos. Trad. Maria Helena Rouanet; Ferreira Gullar. Rio de Janeiro: Agir, 2013. p. 141-143.

Em seu diálogo com o pequeno príncipe, a raposa diz que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A raposa afirma que o trigo é inútil para ela.

No trecho, a raposa diz literalmente: "O trigo para mim é inútil", pois ela não come pão.

Análise das alternativas

A: ela diz que amará ouvir o vento nos trigais só depois de cativada, não que já ama. B: os passos serão reconhecidos apenas se for cativada. D: ela diz apenas que não come pão, sem opinar sobre o gosto. E: o trigo dourado só passa a ter valor por lembrar os cabelos do príncipe.

Referência: Interpretação de texto narrativo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Significação das Palavras — Polissemia

2016 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 2

O PEQUENO PRÍNCIPE

01 Foi então que apareceu a raposa.
02 – Bom dia – disse a raposa.
03 – Bom dia – respondeu polidamente o pequeno príncipe, que se voltou, mas não viu ninguém.
04 – Eu estou aqui – disse a voz, debaixo da macieira.
05 – Quem é você? – perguntou o pequeno príncipe. – É muito bonita.
06 – Sou uma raposa – disse a raposa.
07 – Vem brincar comigo – disse o príncipe. – Estou muito triste.
08 – Não posso brincar com você – respondeu a raposa. – Ninguém me cativou ainda.
09 – Ah, desculpe – disse o príncipe.
10 Mas, depois de refletir, acrescentou:
11 – O que significa “cativar”?
12 – Você não é daqui – disse a raposa. – Que anda procurando?
13 – Eu procuro as pessoas – disse o pequeno príncipe. – Mas o que quer dizer “cativar”?
14 – As pessoas – disse a raposa – possuem espingardas e caçam. É assustador! Criam galinhas
15 também. É tudo o que lhes interessa. Você anda à procura de galinhas?
16 – Não – respondeu o pequeno príncipe. – Ando à procura de amigos. Mas o que quer dizer
17 “cativar”?
18 – É uma coisa quase sempre esquecida – disse a raposa. – Significa “criar laços”.
19 – Criar laços?
20 – Exatamente – disse a raposa. – Para mim, você é um menino igualzinho a cem mil outros
21 meninos. E eu não preciso de você. E você tampouco precisa de mim. Não sou para você mais que
22 uma raposa, igual a cem mil outras raposas. Mas, se você me cativar, passamos a ter necessidade um
23 do outro. Você será para mim único no mundo e eu serei única no mundo para você...
24 – Estou começando a entender – disse o pequeno príncipe. Existe uma flor... creio que ela me
25 cativou.
26 É possível – disse a raposa. – Na Terra, a gente vê todo tipo de coisas...
27 – Não, não foi na Terra – disse o pequeno príncipe.
28 A raposa pareceu intrigada.
29 – Em outro planeta?
30 – Sim.
31 – Há caçadores nesse outro planeta?
32 – Não.
33 – Isso é bom... E há galinhas?
34 – Não.
35 – Nada é perfeito – suspirou a raposa.
36 Mas logo retomou seu raciocínio:
37 – Minha vida é monótona. Eu caço galinhas, os homens me caçam. Todas as galinhas se
38 parecem e todos os homens se parecem também. Isso me aborrece um pouco. Mas, se você me
39 cativar, minha vida se iluminará. Identificarei o barulho de seus passos, que será diferente de todos
40 os outros. Esses outros me farão meter-me num buraco. Os seus me chamarão para fora dele, como
41 se fosse música. E depois, olhe. Está vendo lá longe os campos de trigo? Não como pão. O trigo
42 para mim é inútil. Os campos de trigo não me dizem nada. E isso é triste! Mas você tem cabelos
43 dourados. Por isso, será maravilhoso quando você me cativar! O trigo, que é dourado, me fará
44 lembrar de você. E amarei ouvir o vento nos trigais...
45 A raposa se calou e olhou demoradamente para o pequeno príncipe.
46 – Por favor, me cativa!... – pediu ela.

CERISIER, Alban; LACROIX, Delphine. A bela história do pequeno príncipe. Textos reunidos. Trad. Maria Helena Rouanet; Ferreira Gullar. Rio de Janeiro: Agir, 2013. p. 141-143.

Leia o verbete de dicionário abaixo.

CATIVAR 1. tornar(-se) cativo; prender(-se) física ou moralmente a; sujeitar(-se) <os primeiros exploradores do Brasil cativaram índios e animais> <pretendia cativar a fé à razão> <cativou-se à influência do mestre> 2. guardar em seu poder; reter, conservar <seus olhos cativavam a luz da manhã> 3. obter a simpatia ou o amor de; seduzir; atrair <procurou cativar a tia com pequenos favores> 4. ficar encantado com; enamorar-se, apaixonar-se <cativou-se da irmã do amigo>
HOUAISS, Dicionário eletrônico. (Adaptado.)

O pequeno príncipe pergunta à raposa sobre o significado de “cativar”. Como resposta, ela diz “criar laços” (linha 18). Considerando os diversos significados apresentados no verbete, identifique aqueles que se assemelham à resposta dada.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

"Criar laços" aproxima-se dos sentidos 3 e 4 de "cativar".

"Criar laços" envolve afeto, afeição e vínculo. Isso corresponde ao sentido 3 (obter simpatia ou amor, atrair) e ao 4 (encantar-se, apaixonar-se).

Análise das alternativas

Os sentidos 1 (tornar cativo, prender, sujeitar) e 2 (guardar em seu poder, reter) indicam posse ou sujeição física, e não vínculo afetivo. Por isso A, B, C e D, que incluem 1 ou 2, estão erradas.

Referência: Polissemia e leitura de verbete de dicionário.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Humor

2016 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 2

O PEQUENO PRÍNCIPE

01 Foi então que apareceu a raposa.
02 – Bom dia – disse a raposa.
03 – Bom dia – respondeu polidamente o pequeno príncipe, que se voltou, mas não viu ninguém.
04 – Eu estou aqui – disse a voz, debaixo da macieira.
05 – Quem é você? – perguntou o pequeno príncipe. – É muito bonita.
06 – Sou uma raposa – disse a raposa.
07 – Vem brincar comigo – disse o príncipe. – Estou muito triste.
08 – Não posso brincar com você – respondeu a raposa. – Ninguém me cativou ainda.
09 – Ah, desculpe – disse o príncipe.
10 Mas, depois de refletir, acrescentou:
11 – O que significa “cativar”?
12 – Você não é daqui – disse a raposa. – Que anda procurando?
13 – Eu procuro as pessoas – disse o pequeno príncipe. – Mas o que quer dizer “cativar”?
14 – As pessoas – disse a raposa – possuem espingardas e caçam. É assustador! Criam galinhas
15 também. É tudo o que lhes interessa. Você anda à procura de galinhas?
16 – Não – respondeu o pequeno príncipe. – Ando à procura de amigos. Mas o que quer dizer
17 “cativar”?
18 – É uma coisa quase sempre esquecida – disse a raposa. – Significa “criar laços”.
19 – Criar laços?
20 – Exatamente – disse a raposa. – Para mim, você é um menino igualzinho a cem mil outros
21 meninos. E eu não preciso de você. E você tampouco precisa de mim. Não sou para você mais que
22 uma raposa, igual a cem mil outras raposas. Mas, se você me cativar, passamos a ter necessidade um
23 do outro. Você será para mim único no mundo e eu serei única no mundo para você...
24 – Estou começando a entender – disse o pequeno príncipe. Existe uma flor... creio que ela me
25 cativou.
26 É possível – disse a raposa. – Na Terra, a gente vê todo tipo de coisas...
27 – Não, não foi na Terra – disse o pequeno príncipe.
28 A raposa pareceu intrigada.
29 – Em outro planeta?
30 – Sim.
31 – Há caçadores nesse outro planeta?
32 – Não.
33 – Isso é bom... E há galinhas?
34 – Não.
35 – Nada é perfeito – suspirou a raposa.
36 Mas logo retomou seu raciocínio:
37 – Minha vida é monótona. Eu caço galinhas, os homens me caçam. Todas as galinhas se
38 parecem e todos os homens se parecem também. Isso me aborrece um pouco. Mas, se você me
39 cativar, minha vida se iluminará. Identificarei o barulho de seus passos, que será diferente de todos
40 os outros. Esses outros me farão meter-me num buraco. Os seus me chamarão para fora dele, como
41 se fosse música. E depois, olhe. Está vendo lá longe os campos de trigo? Não como pão. O trigo
42 para mim é inútil. Os campos de trigo não me dizem nada. E isso é triste! Mas você tem cabelos
43 dourados. Por isso, será maravilhoso quando você me cativar! O trigo, que é dourado, me fará
44 lembrar de você. E amarei ouvir o vento nos trigais...
45 A raposa se calou e olhou demoradamente para o pequeno príncipe.
46 – Por favor, me cativa!... – pediu ela.

CERISIER, Alban; LACROIX, Delphine. A bela história do pequeno príncipe. Textos reunidos. Trad. Maria Helena Rouanet; Ferreira Gullar. Rio de Janeiro: Agir, 2013. p. 141-143.

Há traço de humor no trecho:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A raposa lamenta a ausência de galinhas, o que gera humor.

A raposa acha bom que não haja caçadores no outro planeta, mas lamenta que também não haja galinhas, que são sua caça. O suspiro e a frase "Nada é perfeito" produzem humor, pois a ausência de galinhas é tratada como imperfeição.

Análise das alternativas

A, B e C são perguntas simples do diálogo, sem efeito cômico. E é só uma constatação da monotonia da vida da raposa, sem humor.

Referência: Interpretação de texto: humor e ironia.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Coesão Referencial — Pronomes

2016 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 2

O PEQUENO PRÍNCIPE

01 Foi então que apareceu a raposa.
02 – Bom dia – disse a raposa.
03 – Bom dia – respondeu polidamente o pequeno príncipe, que se voltou, mas não viu ninguém.
04 – Eu estou aqui – disse a voz, debaixo da macieira.
05 – Quem é você? – perguntou o pequeno príncipe. – É muito bonita.
06 – Sou uma raposa – disse a raposa.
07 – Vem brincar comigo – disse o príncipe. – Estou muito triste.
08 – Não posso brincar com você – respondeu a raposa. – Ninguém me cativou ainda.
09 – Ah, desculpe – disse o príncipe.
10 Mas, depois de refletir, acrescentou:
11 – O que significa “cativar”?
12 – Você não é daqui – disse a raposa. – Que anda procurando?
13 – Eu procuro as pessoas – disse o pequeno príncipe. – Mas o que quer dizer “cativar”?
14 – As pessoas – disse a raposa – possuem espingardas e caçam. É assustador! Criam galinhas
15 também. É tudo o que lhes interessa. Você anda à procura de galinhas?
16 – Não – respondeu o pequeno príncipe. – Ando à procura de amigos. Mas o que quer dizer
17 “cativar”?
18 – É uma coisa quase sempre esquecida – disse a raposa. – Significa “criar laços”.
19 – Criar laços?
20 – Exatamente – disse a raposa. – Para mim, você é um menino igualzinho a cem mil outros
21 meninos. E eu não preciso de você. E você tampouco precisa de mim. Não sou para você mais que
22 uma raposa, igual a cem mil outras raposas. Mas, se você me cativar, passamos a ter necessidade um
23 do outro. Você será para mim único no mundo e eu serei única no mundo para você...
24 – Estou começando a entender – disse o pequeno príncipe. Existe uma flor... creio que ela me
25 cativou.
26 É possível – disse a raposa. – Na Terra, a gente vê todo tipo de coisas...
27 – Não, não foi na Terra – disse o pequeno príncipe.
28 A raposa pareceu intrigada.
29 – Em outro planeta?
30 – Sim.
31 – Há caçadores nesse outro planeta?
32 – Não.
33 – Isso é bom... E há galinhas?
34 – Não.
35 – Nada é perfeito – suspirou a raposa.
36 Mas logo retomou seu raciocínio:
37 – Minha vida é monótona. Eu caço galinhas, os homens me caçam. Todas as galinhas se
38 parecem e todos os homens se parecem também. Isso me aborrece um pouco. Mas, se você me
39 cativar, minha vida se iluminará. Identificarei o barulho de seus passos, que será diferente de todos
40 os outros. Esses outros me farão meter-me num buraco. Os seus me chamarão para fora dele, como
41 se fosse música. E depois, olhe. Está vendo lá longe os campos de trigo? Não como pão. O trigo
42 para mim é inútil. Os campos de trigo não me dizem nada. E isso é triste! Mas você tem cabelos
43 dourados. Por isso, será maravilhoso quando você me cativar! O trigo, que é dourado, me fará
44 lembrar de você. E amarei ouvir o vento nos trigais...
45 A raposa se calou e olhou demoradamente para o pequeno príncipe.
46 – Por favor, me cativa!... – pediu ela.

CERISIER, Alban; LACROIX, Delphine. A bela história do pequeno príncipe. Textos reunidos. Trad. Maria Helena Rouanet; Ferreira Gullar. Rio de Janeiro: Agir, 2013. p. 141-143.

No trecho
Trecho "É tudo o que lhes interessa." com a palavra "lhes" sublinhada.
(linha 15), a palavra sublinhada refere-se a
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Língua Portuguesa Intertextualidade — Relação entre Textos

2016 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
TEXTO 2

O PEQUENO PRÍNCIPE

01 Foi então que apareceu a raposa.
02 – Bom dia – disse a raposa.
03 – Bom dia – respondeu polidamente o pequeno príncipe, que se voltou, mas não viu ninguém.
04 – Eu estou aqui – disse a voz, debaixo da macieira.
05 – Quem é você? – perguntou o pequeno príncipe. – É muito bonita.
06 – Sou uma raposa – disse a raposa.
07 – Vem brincar comigo – disse o príncipe. – Estou muito triste.
08 – Não posso brincar com você – respondeu a raposa. – Ninguém me cativou ainda.
09 – Ah, desculpe – disse o príncipe.
10 Mas, depois de refletir, acrescentou:
11 – O que significa “cativar”?
12 – Você não é daqui – disse a raposa. – Que anda procurando?
13 – Eu procuro as pessoas – disse o pequeno príncipe. – Mas o que quer dizer “cativar”?
14 – As pessoas – disse a raposa – possuem espingardas e caçam. É assustador! Criam galinhas
15 também. É tudo o que lhes interessa. Você anda à procura de galinhas?
16 – Não – respondeu o pequeno príncipe. – Ando à procura de amigos. Mas o que quer dizer
17 “cativar”?
18 – É uma coisa quase sempre esquecida – disse a raposa. – Significa “criar laços”.
19 – Criar laços?
20 – Exatamente – disse a raposa. – Para mim, você é um menino igualzinho a cem mil outros
21 meninos. E eu não preciso de você. E você tampouco precisa de mim. Não sou para você mais que
22 uma raposa, igual a cem mil outras raposas. Mas, se você me cativar, passamos a ter necessidade um
23 do outro. Você será para mim único no mundo e eu serei única no mundo para você...
24 – Estou começando a entender – disse o pequeno príncipe. Existe uma flor... creio que ela me
25 cativou.
26 É possível – disse a raposa. – Na Terra, a gente vê todo tipo de coisas...
27 – Não, não foi na Terra – disse o pequeno príncipe.
28 A raposa pareceu intrigada.
29 – Em outro planeta?
30 – Sim.
31 – Há caçadores nesse outro planeta?
32 – Não.
33 – Isso é bom... E há galinhas?
34 – Não.
35 – Nada é perfeito – suspirou a raposa.
36 Mas logo retomou seu raciocínio:
37 – Minha vida é monótona. Eu caço galinhas, os homens me caçam. Todas as galinhas se
38 parecem e todos os homens se parecem também. Isso me aborrece um pouco. Mas, se você me
39 cativar, minha vida se iluminará. Identificarei o barulho de seus passos, que será diferente de todos
40 os outros. Esses outros me farão meter-me num buraco. Os seus me chamarão para fora dele, como
41 se fosse música. E depois, olhe. Está vendo lá longe os campos de trigo? Não como pão. O trigo
42 para mim é inútil. Os campos de trigo não me dizem nada. E isso é triste! Mas você tem cabelos
43 dourados. Por isso, será maravilhoso quando você me cativar! O trigo, que é dourado, me fará
44 lembrar de você. E amarei ouvir o vento nos trigais...
45 A raposa se calou e olhou demoradamente para o pequeno príncipe.
46 – Por favor, me cativa!... – pediu ela.

CERISIER, Alban; LACROIX, Delphine. A bela história do pequeno príncipe. Textos reunidos. Trad. Maria Helena Rouanet; Ferreira Gullar. Rio de Janeiro: Agir, 2013. p. 141-143.

TEXTO 3

O texto “O PEQUENO PRÍNCIPE EM QUADRINHOS” dá continuidade à história narrada no Texto 2. Leia-o a seguir.

Dois quadrinhos. No primeiro, a raposa diz: "Por favor... cativa-me!" e o pequeno príncipe responde: "Eu até gostaria, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a fazer e muitas coisas a conhecer." No segundo, a raposa, sob uma macieira, diz: "A gente só conhece bem as coisas que cativou."

Dois quadrinhos. No terceiro, o narrador: "Assim, o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida:"; a raposa diz "Ah! Vou chorar." e o príncipe responde "A culpa é tua." No quarto, o príncipe diz: "Eu não queria te fazer mal, mas quiseste que eu te cativasse..." e a raposa responde: "Quis."

Dois quadrinhos. No quinto, o príncipe diz "Mas vais chorar!" e a raposa responde "Vou!". No sexto, o príncipe diz "Então não terás ganhado nada." e a raposa responde "Terei, sim, por causa da cor do trigo."

Dois quadrinhos. No sétimo, a raposa diz ao príncipe: "Vai rever as rosas. Compreenderás que a tua é única no mundo." No oitavo, a raposa diz: "Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo."

SFAR, Joann. O pequeno príncipe em quadrinhos. Adaptação da obra de Antoine de Saint-Exupéry. Rio de Janeiro: Agir, 2008, p. 83-84

Releia o pequeno diálogo entre os amigos no quadrinho abaixo.

Quadrinho: o pequeno príncipe diz "Então não terás ganhado nada." e a raposa responde "Terei, sim, por causa da cor do trigo."

Relacionando a leitura dos textos 2 e 3, o que a raposa ganhou?
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Língua Portuguesa Conjunções e Advérbios — Valor Semântico

2016 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

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Leia o quadrinho abaixo.

Quadrinho com o texto do narrador "Assim, o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida:", com as palavras Assim, Mas e quando sublinhadas; a raposa diz "Ah! Vou chorar." e o príncipe responde "A culpa é tua."

Os termos sublinhados – assim, mas e quando – trazem ao texto, respectivamente, as ideias de
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Língua Portuguesa Gêneros Textuais — Anúncio Publicitário

2016 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
TEXTO 4

Banner: "Ministério da Cultura apresenta O Pequeno Príncipe. Direção: Néstor Monasterio. 07 e 08 de outubro. Sexta 20h | Sábado 16h e 19h. Ingressos a partir de R$ 50,00 valor inteiro." À esquerda, ilustração do aviador ajoelhado diante do pequeno príncipe, com um avião ao fundo.

TEXTO 5

Anúncio: "O Pequeno Príncipe – Edição de luxo – Antoine de Saint-Exupéry", com a imagem do livro e as indicações: tradução original de Dom Marcos Barbosa; imagens modernizadas a partir dos desenhos originais do autor; apêndice com a história da história; fitilho; obra completa; título em hot stamping dourado (na capa e lombada); verniz fosforescente; posfácio escrito pelo sobrinho de Saint-Exupéry; "Novidade! Com estrelas que brilham no escuro". Ao pé: "Ainda guardamos algumas surpresas e garantimos que, se essas milhares de estrelas não o cativarem, nada o fará!"

A finalidade comum aos textos 4 e 5 é
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Língua Portuguesa Gêneros Textuais — Anúncio Publicitário

2016 Fundamental

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Texto-base:
TEXTO 4

Banner: "Ministério da Cultura apresenta O Pequeno Príncipe. Direção: Néstor Monasterio. 07 e 08 de outubro. Sexta 20h | Sábado 16h e 19h. Ingressos a partir de R$ 50,00 valor inteiro." À esquerda, ilustração do aviador ajoelhado diante do pequeno príncipe, com um avião ao fundo.

TEXTO 5

Anúncio: "O Pequeno Príncipe – Edição de luxo – Antoine de Saint-Exupéry", com a imagem do livro e as indicações: tradução original de Dom Marcos Barbosa; imagens modernizadas a partir dos desenhos originais do autor; apêndice com a história da história; fitilho; obra completa; título em hot stamping dourado (na capa e lombada); verniz fosforescente; posfácio escrito pelo sobrinho de Saint-Exupéry; "Novidade! Com estrelas que brilham no escuro". Ao pé: "Ainda guardamos algumas surpresas e garantimos que, se essas milhares de estrelas não o cativarem, nada o fará!"

Ambos os textos têm a mesma finalidade, mas somente o texto 5
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Língua Portuguesa Foco Narrativo

2016 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
TEXTO 6

O RETORNO DO JOVEM PRÍNCIPE

01 Eu estava dirigindo por uma erma estrada da Patagônia (terra que recebeu seu nome de uma
02 tribo nativa que, supostamente, tinha pés muito grandes, ou “patas”), quando de repente avistei ao
03 lado da estrada um embrulho de aparência estranha. Instintivamente reduzi a marcha e, para meu
04 grande espanto, vi uma mecha de cabelos louros se projetando de um cobertor azul, que parecia
05 envolver uma forma humana. Parei o carro e, ao descer, fui tomado de surpresa. Naquele local, a
06 centenas de quilômetros do vilarejo mais próximo, em meio a uma área desolada onde não se via
07 nenhuma casa, nenhuma cerca, nem mesmo uma árvore, um jovem dormia placidamente, sem
08 qualquer preocupação que maculasse seu rosto singelo.
09 O que eu confundira com um cobertor era na verdade uma longa capa azul, com dragonas e
10 forro arroxeado, sob a qual se entreviam calças brancas, semelhantes a calças de montaria, enfiadas
11 num par de reluzentes botas de couro negro.
12 A vestimenta principesca era incongruente naquelas latitudes. Um cachecol amarelo-pálido
13 tremulava descuidadamente na brisa primaveril e se enroscava às vezes nos cabelos do jovem,
14 dando-lhe um ar melancólico e sonhador.
15 [...]
16 Era óbvio que eu não poderia deixar que ele permanecesse naquele lugar solitário, dormindo
17 indefeso, sem água nem comida. [...] Com dificuldade, tomei-o nos braços e o deitei no banco do
18 carona.
19 Fiquei surpreso com o fato de ele não acordar; cheguei a recear que estivesse morto. Um
20 pulso fraco, mas firme, assegurou-me de que não era o caso. Quando pousei sua mão flácida no
21 assento, pensei que, se já não tivesse visto tantas imagens de anjos, eu acharia que estava na
22 presença de um deles, recém-chegado à Terra. Mais tarde, soube que o garoto estava exausto, no
23 final de suas forças.
24 [...]
25 – Estou com sede – disse o jovem de repente, assustando-me, pois eu já quase esquecera que
26 não estava só.
27 Embora sua voz fosse baixa, era clara e transparente como a água que pedira.
28 Em viagens longas como aquela, que levaria três dias, eu sempre levava refrigerantes e
29 sanduíches, de modo que só tivesse que parar para pôr gasolina. Dei-lhe então uma garrafa de
30 refrigerante, um copo plástico e um sanduíche de carne com tomate, embrulhado em papel-
31 alumínio. Também bebi e comi, sem dizer nada. Mas perguntas surgiam em minha cabeça. De onde
32 você vem? Como chegou aqui? O que estava fazendo, deitado à beira da estrada? Você tem família?
33 Onde está ela? E assim por diante. Por causa de minha natureza ansiosa, cheia de curiosidade e
34 desejo de ajudar, ainda hoje me congratulo por ter conseguido permanecer em silêncio durante
35 aqueles dez intermináveis minutos, enquanto esperava que o jovem recobrasse as forças. Ele, por
36 sua vez, bebeu e comeu como se fosse a coisa mais natural do mundo alguém aparecer no meio de
37 um quase deserto para lhe dar uma bebida e um sanduíche de carne.
38 – Obrigado – disse, após terminar.
39 Recostou-se então no vidro da janela, como se aquela única palavra fosse o bastante para
40 esclarecer minhas dúvidas.
41 [...]

ROEMMERS, A. G. O retorno do jovem príncipe. Trad. Afonso Paulo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011, p. 10-11.

Em qual trecho se pode identificar o foco narrativo?
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Resolução comentada

O foco narrativo em 1ª pessoa aparece em "minhas dúvidas".

O texto é narrado em 1ª pessoa por um personagem que participa da história. O trecho da E, "esclarecer minhas dúvidas", traz o pronome possessivo de 1ª pessoa e revela esse narrador-personagem.

Análise das alternativas

A, B, C e D descrevem o jovem, o cachecol, a voz e as ações dele em 3ª pessoa, sem marca explícita do narrador, e por isso não permitem identificá-lo.

Referência: Foco narrativo: narrador-personagem em 1ª pessoa.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Pontuação — Ponto de Interrogação

2016 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
TEXTO 6

O RETORNO DO JOVEM PRÍNCIPE

01 Eu estava dirigindo por uma erma estrada da Patagônia (terra que recebeu seu nome de uma
02 tribo nativa que, supostamente, tinha pés muito grandes, ou “patas”), quando de repente avistei ao
03 lado da estrada um embrulho de aparência estranha. Instintivamente reduzi a marcha e, para meu
04 grande espanto, vi uma mecha de cabelos louros se projetando de um cobertor azul, que parecia
05 envolver uma forma humana. Parei o carro e, ao descer, fui tomado de surpresa. Naquele local, a
06 centenas de quilômetros do vilarejo mais próximo, em meio a uma área desolada onde não se via
07 nenhuma casa, nenhuma cerca, nem mesmo uma árvore, um jovem dormia placidamente, sem
08 qualquer preocupação que maculasse seu rosto singelo.
09 O que eu confundira com um cobertor era na verdade uma longa capa azul, com dragonas e
10 forro arroxeado, sob a qual se entreviam calças brancas, semelhantes a calças de montaria, enfiadas
11 num par de reluzentes botas de couro negro.
12 A vestimenta principesca era incongruente naquelas latitudes. Um cachecol amarelo-pálido
13 tremulava descuidadamente na brisa primaveril e se enroscava às vezes nos cabelos do jovem,
14 dando-lhe um ar melancólico e sonhador.
15 [...]
16 Era óbvio que eu não poderia deixar que ele permanecesse naquele lugar solitário, dormindo
17 indefeso, sem água nem comida. [...] Com dificuldade, tomei-o nos braços e o deitei no banco do
18 carona.
19 Fiquei surpreso com o fato de ele não acordar; cheguei a recear que estivesse morto. Um
20 pulso fraco, mas firme, assegurou-me de que não era o caso. Quando pousei sua mão flácida no
21 assento, pensei que, se já não tivesse visto tantas imagens de anjos, eu acharia que estava na
22 presença de um deles, recém-chegado à Terra. Mais tarde, soube que o garoto estava exausto, no
23 final de suas forças.
24 [...]
25 – Estou com sede – disse o jovem de repente, assustando-me, pois eu já quase esquecera que
26 não estava só.
27 Embora sua voz fosse baixa, era clara e transparente como a água que pedira.
28 Em viagens longas como aquela, que levaria três dias, eu sempre levava refrigerantes e
29 sanduíches, de modo que só tivesse que parar para pôr gasolina. Dei-lhe então uma garrafa de
30 refrigerante, um copo plástico e um sanduíche de carne com tomate, embrulhado em papel-
31 alumínio. Também bebi e comi, sem dizer nada. Mas perguntas surgiam em minha cabeça. De onde
32 você vem? Como chegou aqui? O que estava fazendo, deitado à beira da estrada? Você tem família?
33 Onde está ela? E assim por diante. Por causa de minha natureza ansiosa, cheia de curiosidade e
34 desejo de ajudar, ainda hoje me congratulo por ter conseguido permanecer em silêncio durante
35 aqueles dez intermináveis minutos, enquanto esperava que o jovem recobrasse as forças. Ele, por
36 sua vez, bebeu e comeu como se fosse a coisa mais natural do mundo alguém aparecer no meio de
37 um quase deserto para lhe dar uma bebida e um sanduíche de carne.
38 – Obrigado – disse, após terminar.
39 Recostou-se então no vidro da janela, como se aquela única palavra fosse o bastante para
40 esclarecer minhas dúvidas.
41 [...]

ROEMMERS, A. G. O retorno do jovem príncipe. Trad. Afonso Paulo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011, p. 10-11.

No trecho “De onde você vem? Como chegou aqui? O que estava fazendo, deitado à beira da estrada? Você tem família? Onde está ela?” (linhas 31-33), o uso dos pontos de interrogação indica
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Resolução comentada

As perguntas surgem na cabeça do narrador e são feitas a si mesmo.

O texto diz "perguntas surgiam em minha cabeça" e, em seguida, apresenta as interrogações. Como o narrador permanecia em silêncio, são questionamentos internos, dirigidos a si próprio.

Análise das alternativas

A: as perguntas não foram feitas ao jovem, pois o narrador ficou calado. B: o ponto de interrogação não indica suspensão de pensamento (isso seria função das reticências). C: quem pergunta é o narrador, não o jovem. E: as perguntas revelam curiosidade, não receio.

Referência: Pontuação: ponto de interrogação e discurso interior.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Produção Textual — Relato (Narração em 1ª Pessoa)

Discursiva 2016 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental · Questão 15

Sem padrão de resposta — pratique a escrita

PRODUÇÃO TEXTUAL

LEIA ATENTAMENTE A PROPOSTA QUE SEGUE E PRODUZA UM TEXTO, ATENDENDO AS ORIENTAÇÕES APRESENTADAS.

Em sua primeira viagem, o pequeno príncipe passou por vários planetas procurando conhecer pessoas, mas só na Terra descobriu, com a raposa, o verdadeiro sentido da amizade. Imagine que, depois de alguns anos, ele deixou outra vez o seu asteroide e retornou ao nosso planeta. Agora, ele vai relatar um episódio dessa nova viagem, narrando o encontro com alguém que o cativou.

Coloque-se no lugar do jovem príncipe e, em seu relato, conte: Quem seria essa pessoa? Onde e como vocês se encontraram? Em que momento da viagem esse encontro aconteceu? O que favoreceu a criação de laços entre vocês dois? O que aprenderam sobre a amizade?

OBSERVAÇÕES:
• Dê um título para seu relato.
• O texto não deverá conter trechos dos textos da prova.
• O texto deve ter no mínimo 15 linhas e no máximo 25.
• O foco narrativo deve ser de 1ª pessoa (narrador-personagem).
• Será atribuído grau zero ao texto que não atender ao tema.
• O texto não deverá conter diálogos (discurso direto).
• Para efeito de avaliação, só será considerado o que você escrever na FOLHA DE REDAÇÃO, usando caneta de tinta azul ou preta.
• Não faça qualquer marcação na folha de redação, além do texto.

Parâmetros para correção impressos na folha de redação (escala de cada parâmetro): Apresentação 0 a 2; Conteúdo 0 a 3; Tipo de texto 0 a 2; Gramaticalidade 0 a 4; Coerência 0 a 2; Coesão 0 a 2.

0 linhas · 0 palavrasAté 25 linhas · espaço na prova: Folha de redação