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Colégio Militar de Juiz de Fora — Concurso de Admissão 2016/2017 — Língua Portuguesa — 1º ano do Ensino Médio — Prova 1

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio — Língua Portuguesa

Colégio Militar de Juiz de Fora — Seção Técnica de Ensino2016Fundamental

15 questões nesta prova · 14 com gabarito

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Juiz de Fora — Seção Técnica de Ensino 2016 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio — Língua Portuguesa · Caderno Prova 1

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I

Jogos Paralímpicos no Brasil é chance de reencontro com esperanças perdidas

Por Jairo Marques

Jairo Marques, que é cadeirante, aborda aspectos da vida de deficientes e de cidadania.

[1] Em geral, os atletas que vão disputar medalhas nas Paralimpíadas do Rio, que será aberta na
noite desta quarta-feira (7), sentem arrepios quando neles se procura algo mais do que um resultado
esportivo, um grito de garra, uma marca histórica. Eles querem, com justeza, serem vistos por seus
resultados e pelo empenho que colocaram em suas trajetórias em busca de serem campeões.
[5] Ninguém quer o peso de servir de exemplo ou ser visto apenas por seu esforço pessoal diante de
uma adversidade física, sensorial ou intelectual.
Mas não tem jeito. Para quem assiste a qualquer uma das 23 modalidades dos jogos, a
experiência é sempre maior do que uma emoção vinda de competições acirradas ou da explosão
gloriosa da conquista de um ouro, de uma prata ou de um bronze. Há algo de valor humano perdido,
[10] escondido ou escanteado no mundo que se vê cravado na aura desses competidores.
Como não analisar a própria preguiça de mudar uma postura autodestrutiva quando um chinês
sem braços e sem pernas se lança em uma piscina e vai contorcendo seu valoroso “resto de corpo”
em busca de percorrer 100 ou 200 metros na água? Como não procurar na alma coragem para
enfrentar um desgosto no amor, no trabalho, quando se vê um canadense do tiro com arco usando os
[15] dedos dos pés para puxar a corda que levará a flecha rumo ao alvo e ao pódio?
Um gol da seleção brasileira de futebol de 5, jogado por cegos, é comemorado com tanto grito
e euforia como se a intenção dos torcedores fosse iluminar com holofotes as escuridões que os
impedem de enxergar possibilidades de viver melhor, de abraçar mais a diversidade, de ser mais
atento ao julgar as diferenças alheias.
[20] Em cada rodopiar de um cadeirante na quadra de basquete ou em cada choque assustador
entre os jogadores de rúgbi em cadeira de rodas, um tilintar de novas ideias para os velhos e
angustiantes problemas parece brotar na cabeça. É como se aquelas vidas que parecem tão
impossíveis de serem vividas, protagonizando tantos movimentos, despertassem um sentimento de
renovação nas já amplas possibilidades de seguir adiante em quem é contemplado com a “perfeição”.
[25] E o que dizer da hora em que corredores sem as pernas, equilibrando-se em próteses de
carbono “xyz”, tomam posição em suas raias no estádio? É momento de buscar esperança para
reacomodar perdas íntimas, hora de consertar defeitos bobos de relacionamentos, hora de dar uma
mãozinha para queridos que caíram em esquecimento.
As Paralimpíadas serão no Brasil, país que chora tantas desonras, que clama por mais
[30] modelos de boa representação e que necessita de uma guinada de motivação urgente rumo a dias
melhores. As Paralimpíadas serão no Rio, cidade que adora se dizer “maraviwonderful”, mas que
tanto pena por ser bonita de corpo e desajeitada de espírito.
Os Jogos Paralímpicos serão aqui no quintal e as sementes para fazê-los inesquecíveis,
frondosos e históricos estão nos bolsos dos brasileiros que, de quebra, poderão levar para casa e
[35] para o coração uma mensagem, uma imagem e uma história de motivação, de inspiração e de
inclusão. A esperança de dias melhores nunca esteve tão perto.

Fonte: http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2016/09/07/jogos-paraolimpicos-no-brasil-e-chance-de-reencontro-com-esperancas-perdidas/
Texto adaptado.
Acesso em: 24/09/2016

Aponta o texto I que os atletas paralímpicos:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Os atletas querem ser reconhecidos mais pelo desempenho do que pela superação.

Nas linhas 1 a 6, o autor diz que os atletas 'querem ser vistos por seus resultados e pelo empenho' e que ninguém quer o peso de servir de exemplo nem ser visto apenas pelo esforço diante da adversidade.

Análise das alternativas

A) Errada: eles não querem o papel de exemplo. C) Errada: não há essa afirmação, e eles sentem arrepios com essa expectativa. D) Errada: o texto diz que o duplo interesse existe para o público, e não que os atletas o reconheçam.

Referência: Interpretação de texto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Juiz de Fora — Seção Técnica de Ensino 2016 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio — Língua Portuguesa · Caderno Prova 1

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I

Jogos Paralímpicos no Brasil é chance de reencontro com esperanças perdidas

Por Jairo Marques

Jairo Marques, que é cadeirante, aborda aspectos da vida de deficientes e de cidadania.

[1] Em geral, os atletas que vão disputar medalhas nas Paralimpíadas do Rio, que será aberta na
noite desta quarta-feira (7), sentem arrepios quando neles se procura algo mais do que um resultado
esportivo, um grito de garra, uma marca histórica. Eles querem, com justeza, serem vistos por seus
resultados e pelo empenho que colocaram em suas trajetórias em busca de serem campeões.
[5] Ninguém quer o peso de servir de exemplo ou ser visto apenas por seu esforço pessoal diante de
uma adversidade física, sensorial ou intelectual.
Mas não tem jeito. Para quem assiste a qualquer uma das 23 modalidades dos jogos, a
experiência é sempre maior do que uma emoção vinda de competições acirradas ou da explosão
gloriosa da conquista de um ouro, de uma prata ou de um bronze. Há algo de valor humano perdido,
[10] escondido ou escanteado no mundo que se vê cravado na aura desses competidores.
Como não analisar a própria preguiça de mudar uma postura autodestrutiva quando um chinês
sem braços e sem pernas se lança em uma piscina e vai contorcendo seu valoroso “resto de corpo”
em busca de percorrer 100 ou 200 metros na água? Como não procurar na alma coragem para
enfrentar um desgosto no amor, no trabalho, quando se vê um canadense do tiro com arco usando os
[15] dedos dos pés para puxar a corda que levará a flecha rumo ao alvo e ao pódio?
Um gol da seleção brasileira de futebol de 5, jogado por cegos, é comemorado com tanto grito
e euforia como se a intenção dos torcedores fosse iluminar com holofotes as escuridões que os
impedem de enxergar possibilidades de viver melhor, de abraçar mais a diversidade, de ser mais
atento ao julgar as diferenças alheias.
[20] Em cada rodopiar de um cadeirante na quadra de basquete ou em cada choque assustador
entre os jogadores de rúgbi em cadeira de rodas, um tilintar de novas ideias para os velhos e
angustiantes problemas parece brotar na cabeça. É como se aquelas vidas que parecem tão
impossíveis de serem vividas, protagonizando tantos movimentos, despertassem um sentimento de
renovação nas já amplas possibilidades de seguir adiante em quem é contemplado com a “perfeição”.
[25] E o que dizer da hora em que corredores sem as pernas, equilibrando-se em próteses de
carbono “xyz”, tomam posição em suas raias no estádio? É momento de buscar esperança para
reacomodar perdas íntimas, hora de consertar defeitos bobos de relacionamentos, hora de dar uma
mãozinha para queridos que caíram em esquecimento.
As Paralimpíadas serão no Brasil, país que chora tantas desonras, que clama por mais
[30] modelos de boa representação e que necessita de uma guinada de motivação urgente rumo a dias
melhores. As Paralimpíadas serão no Rio, cidade que adora se dizer “maraviwonderful”, mas que
tanto pena por ser bonita de corpo e desajeitada de espírito.
Os Jogos Paralímpicos serão aqui no quintal e as sementes para fazê-los inesquecíveis,
frondosos e históricos estão nos bolsos dos brasileiros que, de quebra, poderão levar para casa e
[35] para o coração uma mensagem, uma imagem e uma história de motivação, de inspiração e de
inclusão. A esperança de dias melhores nunca esteve tão perto.

Fonte: http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2016/09/07/jogos-paraolimpicos-no-brasil-e-chance-de-reencontro-com-esperancas-perdidas/
Texto adaptado.
Acesso em: 24/09/2016

Segundo Jairo Marques, no texto I, a percepção popular do esporte paralímpico:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A percepção popular vê no esporte paralímpico exemplos para transformar a própria vida.

O autor pergunta como não analisar a própria preguiça e como não buscar coragem para enfrentar desgostos ao ver os atletas. Isso mostra que o público encontra neles modelos para mudar a própria vida.

Análise das alternativas

A) Errada: o texto não trata de transferir agruras ao esporte. B) Errada: não se trata de esquecer os problemas, e sim de buscar soluções. D) Errada: o texto diz o oposto, que os exemplos extrapolam esse contexto.

Referência: Interpretação de texto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Conjunções Coordenativas

Colégio Militar de Juiz de Fora — Seção Técnica de Ensino 2016 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio — Língua Portuguesa · Caderno Prova 1

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I

Jogos Paralímpicos no Brasil é chance de reencontro com esperanças perdidas

Por Jairo Marques

Jairo Marques, que é cadeirante, aborda aspectos da vida de deficientes e de cidadania.

[1] Em geral, os atletas que vão disputar medalhas nas Paralimpíadas do Rio, que será aberta na
noite desta quarta-feira (7), sentem arrepios quando neles se procura algo mais do que um resultado
esportivo, um grito de garra, uma marca histórica. Eles querem, com justeza, serem vistos por seus
resultados e pelo empenho que colocaram em suas trajetórias em busca de serem campeões.
[5] Ninguém quer o peso de servir de exemplo ou ser visto apenas por seu esforço pessoal diante de
uma adversidade física, sensorial ou intelectual.
Mas não tem jeito. Para quem assiste a qualquer uma das 23 modalidades dos jogos, a
experiência é sempre maior do que uma emoção vinda de competições acirradas ou da explosão
gloriosa da conquista de um ouro, de uma prata ou de um bronze. Há algo de valor humano perdido,
[10] escondido ou escanteado no mundo que se vê cravado na aura desses competidores.
Como não analisar a própria preguiça de mudar uma postura autodestrutiva quando um chinês
sem braços e sem pernas se lança em uma piscina e vai contorcendo seu valoroso “resto de corpo”
em busca de percorrer 100 ou 200 metros na água? Como não procurar na alma coragem para
enfrentar um desgosto no amor, no trabalho, quando se vê um canadense do tiro com arco usando os
[15] dedos dos pés para puxar a corda que levará a flecha rumo ao alvo e ao pódio?
Um gol da seleção brasileira de futebol de 5, jogado por cegos, é comemorado com tanto grito
e euforia como se a intenção dos torcedores fosse iluminar com holofotes as escuridões que os
impedem de enxergar possibilidades de viver melhor, de abraçar mais a diversidade, de ser mais
atento ao julgar as diferenças alheias.
[20] Em cada rodopiar de um cadeirante na quadra de basquete ou em cada choque assustador
entre os jogadores de rúgbi em cadeira de rodas, um tilintar de novas ideias para os velhos e
angustiantes problemas parece brotar na cabeça. É como se aquelas vidas que parecem tão
impossíveis de serem vividas, protagonizando tantos movimentos, despertassem um sentimento de
renovação nas já amplas possibilidades de seguir adiante em quem é contemplado com a “perfeição”.
[25] E o que dizer da hora em que corredores sem as pernas, equilibrando-se em próteses de
carbono “xyz”, tomam posição em suas raias no estádio? É momento de buscar esperança para
reacomodar perdas íntimas, hora de consertar defeitos bobos de relacionamentos, hora de dar uma
mãozinha para queridos que caíram em esquecimento.
As Paralimpíadas serão no Brasil, país que chora tantas desonras, que clama por mais
[30] modelos de boa representação e que necessita de uma guinada de motivação urgente rumo a dias
melhores. As Paralimpíadas serão no Rio, cidade que adora se dizer “maraviwonderful”, mas que
tanto pena por ser bonita de corpo e desajeitada de espírito.
Os Jogos Paralímpicos serão aqui no quintal e as sementes para fazê-los inesquecíveis,
frondosos e históricos estão nos bolsos dos brasileiros que, de quebra, poderão levar para casa e
[35] para o coração uma mensagem, uma imagem e uma história de motivação, de inspiração e de
inclusão. A esperança de dias melhores nunca esteve tão perto.

Fonte: http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2016/09/07/jogos-paraolimpicos-no-brasil-e-chance-de-reencontro-com-esperancas-perdidas/
Texto adaptado.
Acesso em: 24/09/2016

Releia o seguinte trecho do texto I:

“Mas não tem jeito. Para quem assiste a qualquer uma das 23 modalidades dos jogos, a experiência é sempre maior do que uma emoção vinda de competições acirradas ou da explosão gloriosa da conquista de um ouro, de uma prata ou de um bronze.” (linhas 7 a 9) Ao unir os dois períodos do trecho acima, poderia existir uma conjunção coordenativa para estabelecer uma relação entre eles.

Assinale a alternativa que contém tal conjunção e o seu respectivo valor:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A conjunção que cabe é 'pois', com valor de explicação.

O segundo período explica por que 'não tem jeito': a experiência de quem assiste é sempre maior que a emoção esportiva. A relação é de justificativa, expressa por 'pois' (explicativa), por exemplo: 'Não tem jeito, pois a experiência é sempre maior...'.

Análise das alternativas

A) 'Entretanto' marcaria oposição, o que não há entre os dois períodos. B) 'Logo' marcaria conclusão, mas o segundo período não decorre do primeiro. D) 'Mas também' é correlativa aditiva e exigiria 'não só'.

Referência: Conjunções coordenativas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Linguagem Denotativa e Conotativa

Colégio Militar de Juiz de Fora — Seção Técnica de Ensino 2016 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio — Língua Portuguesa · Caderno Prova 1

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Texto-base:
TEXTO I

Jogos Paralímpicos no Brasil é chance de reencontro com esperanças perdidas

Por Jairo Marques

Jairo Marques, que é cadeirante, aborda aspectos da vida de deficientes e de cidadania.

[1] Em geral, os atletas que vão disputar medalhas nas Paralimpíadas do Rio, que será aberta na
noite desta quarta-feira (7), sentem arrepios quando neles se procura algo mais do que um resultado
esportivo, um grito de garra, uma marca histórica. Eles querem, com justeza, serem vistos por seus
resultados e pelo empenho que colocaram em suas trajetórias em busca de serem campeões.
[5] Ninguém quer o peso de servir de exemplo ou ser visto apenas por seu esforço pessoal diante de
uma adversidade física, sensorial ou intelectual.
Mas não tem jeito. Para quem assiste a qualquer uma das 23 modalidades dos jogos, a
experiência é sempre maior do que uma emoção vinda de competições acirradas ou da explosão
gloriosa da conquista de um ouro, de uma prata ou de um bronze. Há algo de valor humano perdido,
[10] escondido ou escanteado no mundo que se vê cravado na aura desses competidores.
Como não analisar a própria preguiça de mudar uma postura autodestrutiva quando um chinês
sem braços e sem pernas se lança em uma piscina e vai contorcendo seu valoroso “resto de corpo”
em busca de percorrer 100 ou 200 metros na água? Como não procurar na alma coragem para
enfrentar um desgosto no amor, no trabalho, quando se vê um canadense do tiro com arco usando os
[15] dedos dos pés para puxar a corda que levará a flecha rumo ao alvo e ao pódio?
Um gol da seleção brasileira de futebol de 5, jogado por cegos, é comemorado com tanto grito
e euforia como se a intenção dos torcedores fosse iluminar com holofotes as escuridões que os
impedem de enxergar possibilidades de viver melhor, de abraçar mais a diversidade, de ser mais
atento ao julgar as diferenças alheias.
[20] Em cada rodopiar de um cadeirante na quadra de basquete ou em cada choque assustador
entre os jogadores de rúgbi em cadeira de rodas, um tilintar de novas ideias para os velhos e
angustiantes problemas parece brotar na cabeça. É como se aquelas vidas que parecem tão
impossíveis de serem vividas, protagonizando tantos movimentos, despertassem um sentimento de
renovação nas já amplas possibilidades de seguir adiante em quem é contemplado com a “perfeição”.
[25] E o que dizer da hora em que corredores sem as pernas, equilibrando-se em próteses de
carbono “xyz”, tomam posição em suas raias no estádio? É momento de buscar esperança para
reacomodar perdas íntimas, hora de consertar defeitos bobos de relacionamentos, hora de dar uma
mãozinha para queridos que caíram em esquecimento.
As Paralimpíadas serão no Brasil, país que chora tantas desonras, que clama por mais
[30] modelos de boa representação e que necessita de uma guinada de motivação urgente rumo a dias
melhores. As Paralimpíadas serão no Rio, cidade que adora se dizer “maraviwonderful”, mas que
tanto pena por ser bonita de corpo e desajeitada de espírito.
Os Jogos Paralímpicos serão aqui no quintal e as sementes para fazê-los inesquecíveis,
frondosos e históricos estão nos bolsos dos brasileiros que, de quebra, poderão levar para casa e
[35] para o coração uma mensagem, uma imagem e uma história de motivação, de inspiração e de
inclusão. A esperança de dias melhores nunca esteve tão perto.

Fonte: http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2016/09/07/jogos-paraolimpicos-no-brasil-e-chance-de-reencontro-com-esperancas-perdidas/
Texto adaptado.
Acesso em: 24/09/2016

A conclusão do texto I, de Jairo Marques:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A conclusão usa metáforas e sentido figurado para propor um novo olhar sobre a vida.

Nos últimos parágrafos o autor fala de 'sementes nos bolsos', 'quintal' e 'frondosos', e de levar uma mensagem 'para o coração'. São metáforas que apresentam as Paralimpíadas como gatilho de renovação e esperança.

Análise das alternativas

A) Errada: a linguagem é predominantemente conotativa. B) Errada: o paralelo é entre o evento e a motivação/esperança futura, e não entre inclusão e otimismo presente. D) Errada: o texto não diz que a visão negativa só é superada em eventos esportivos.

Referência: Linguagem denotativa e conotativa.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Juiz de Fora — Seção Técnica de Ensino 2016 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio — Língua Portuguesa · Caderno Prova 1

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Texto-base:
TEXTO II

Esporte paralímpico não é inclusão social, diz ex-BBB tetracampeão mundial

Fotografia de Fernando Fernandes falando, de camiseta branca, diante de painel com os dizeres “Parada Coca-Cola”.
Fernando Fernandes, paratleta e ex-BBB, fala sobre Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016.
Imagem: Marlon Falcão/
Divulgação: Alexander Vestri
Do UOL, no Rio de Janeiro

[1] Após perder a vaga na disputa da paracanoagem, Fernando Fernandes não deixou passar a
oportunidade de participar dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016. Em vez do corpo, o
paratleta vai usar a voz: será comentarista da canoagem olímpica e apresentador das Paralimpíadas
na TV.
[5] “Quero transmitir o que significa o esporte, como ele pode transformar a sociedade. Estou aqui
pelo esporte”, afirma o ex-BBB durante festa na Parada Coca-Cola, no Porto Maravilha.
Em 2009, Fernando sofreu um acidente de carro e passou a se dedicar à paracanoagem
depois de ficar paraplégico. Agora o atleta busca defender a imagem do esporte paralímpico e,
principalmente, tirar a imagem de “coitadismo”. “As pessoas precisam entender que não é inclusão, e
[10] sim, exclusão social, porque estamos tirando os melhores atletas para representar o país. Trata-se de
esporte de alto rendimento”, explica.
A crítica também é direcionada aos próprios atletas. “É preciso que a gente se dê o respeito e
entenda que essa é nossa profissão, é como ganhamos dinheiro. Se os atletas entenderem o esporte
como inclusão social, uma forma de se beneficiar da sua condição, vamos perder credibilidade. É
[15] preciso respeitar a condição, mas sem enxergar isso como uma forma de conseguir obter vantagem”,
insiste Fernando, que diz conversar com os colegas nos bastidores para transmitir um pouco de seu
modo de pensar.
Apesar de o Brasil ser uma das potências mundiais em esportes paralímpicos, no país ainda
prevalece a obscuridade sobre o tema. Para o tetracampeão mundial da paracanoagem, o que falta
[20] não é reconhecimento, mas conhecimento. “É preciso um trabalho de apresentação, mostrar como
funciona o esporte, como funciona a classificação funcional, para que as pessoas se aproximem
mais”, acredita.

http://olimpiadas.uol.com.br/noticias/redacao/2016/08/19/esporte-paralimpico-nao-e-inclusao-social-diz-ex-bbb-tetracampeao-mundial.htm
Texto adaptado.
Acesso em: 24/09/2016

“Quero transmitir o que significa o esporte, como ele pode transformar a sociedade. Estou aqui pelo esporte” (texto II; linhas 5 a 6). Tendo em vista o significado da fala de Fernando Fernandes, entrevistado no texto II, o trecho grifado anteriormente compreende uma:

Reprodução do início do enunciado da questão 05, com o trecho “Estou aqui pelo esporte” sublinhado.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Coesão Referencial

Colégio Militar de Juiz de Fora — Seção Técnica de Ensino 2016 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio — Língua Portuguesa · Caderno Prova 1

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I

Jogos Paralímpicos no Brasil é chance de reencontro com esperanças perdidas

Por Jairo Marques

Jairo Marques, que é cadeirante, aborda aspectos da vida de deficientes e de cidadania.

[1] Em geral, os atletas que vão disputar medalhas nas Paralimpíadas do Rio, que será aberta na
noite desta quarta-feira (7), sentem arrepios quando neles se procura algo mais do que um resultado
esportivo, um grito de garra, uma marca histórica. Eles querem, com justeza, serem vistos por seus
resultados e pelo empenho que colocaram em suas trajetórias em busca de serem campeões.
[5] Ninguém quer o peso de servir de exemplo ou ser visto apenas por seu esforço pessoal diante de
uma adversidade física, sensorial ou intelectual.
Mas não tem jeito. Para quem assiste a qualquer uma das 23 modalidades dos jogos, a
experiência é sempre maior do que uma emoção vinda de competições acirradas ou da explosão
gloriosa da conquista de um ouro, de uma prata ou de um bronze. Há algo de valor humano perdido,
[10] escondido ou escanteado no mundo que se vê cravado na aura desses competidores.
Como não analisar a própria preguiça de mudar uma postura autodestrutiva quando um chinês
sem braços e sem pernas se lança em uma piscina e vai contorcendo seu valoroso “resto de corpo”
em busca de percorrer 100 ou 200 metros na água? Como não procurar na alma coragem para
enfrentar um desgosto no amor, no trabalho, quando se vê um canadense do tiro com arco usando os
[15] dedos dos pés para puxar a corda que levará a flecha rumo ao alvo e ao pódio?
Um gol da seleção brasileira de futebol de 5, jogado por cegos, é comemorado com tanto grito
e euforia como se a intenção dos torcedores fosse iluminar com holofotes as escuridões que os
impedem de enxergar possibilidades de viver melhor, de abraçar mais a diversidade, de ser mais
atento ao julgar as diferenças alheias.
[20] Em cada rodopiar de um cadeirante na quadra de basquete ou em cada choque assustador
entre os jogadores de rúgbi em cadeira de rodas, um tilintar de novas ideias para os velhos e
angustiantes problemas parece brotar na cabeça. É como se aquelas vidas que parecem tão
impossíveis de serem vividas, protagonizando tantos movimentos, despertassem um sentimento de
renovação nas já amplas possibilidades de seguir adiante em quem é contemplado com a “perfeição”.
[25] E o que dizer da hora em que corredores sem as pernas, equilibrando-se em próteses de
carbono “xyz”, tomam posição em suas raias no estádio? É momento de buscar esperança para
reacomodar perdas íntimas, hora de consertar defeitos bobos de relacionamentos, hora de dar uma
mãozinha para queridos que caíram em esquecimento.
As Paralimpíadas serão no Brasil, país que chora tantas desonras, que clama por mais
[30] modelos de boa representação e que necessita de uma guinada de motivação urgente rumo a dias
melhores. As Paralimpíadas serão no Rio, cidade que adora se dizer “maraviwonderful”, mas que
tanto pena por ser bonita de corpo e desajeitada de espírito.
Os Jogos Paralímpicos serão aqui no quintal e as sementes para fazê-los inesquecíveis,
frondosos e históricos estão nos bolsos dos brasileiros que, de quebra, poderão levar para casa e
[35] para o coração uma mensagem, uma imagem e uma história de motivação, de inspiração e de
inclusão. A esperança de dias melhores nunca esteve tão perto.

Fonte: http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2016/09/07/jogos-paraolimpicos-no-brasil-e-chance-de-reencontro-com-esperancas-perdidas/
Texto adaptado.
Acesso em: 24/09/2016

TEXTO II

Esporte paralímpico não é inclusão social, diz ex-BBB tetracampeão mundial

Fotografia de Fernando Fernandes falando, de camiseta branca, diante de painel com os dizeres “Parada Coca-Cola”.
Fernando Fernandes, paratleta e ex-BBB, fala sobre Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016.
Imagem: Marlon Falcão/
Divulgação: Alexander Vestri
Do UOL, no Rio de Janeiro

[1] Após perder a vaga na disputa da paracanoagem, Fernando Fernandes não deixou passar a
oportunidade de participar dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016. Em vez do corpo, o
paratleta vai usar a voz: será comentarista da canoagem olímpica e apresentador das Paralimpíadas
na TV.
[5] “Quero transmitir o que significa o esporte, como ele pode transformar a sociedade. Estou aqui
pelo esporte”, afirma o ex-BBB durante festa na Parada Coca-Cola, no Porto Maravilha.
Em 2009, Fernando sofreu um acidente de carro e passou a se dedicar à paracanoagem
depois de ficar paraplégico. Agora o atleta busca defender a imagem do esporte paralímpico e,
principalmente, tirar a imagem de “coitadismo”. “As pessoas precisam entender que não é inclusão, e
[10] sim, exclusão social, porque estamos tirando os melhores atletas para representar o país. Trata-se de
esporte de alto rendimento”, explica.
A crítica também é direcionada aos próprios atletas. “É preciso que a gente se dê o respeito e
entenda que essa é nossa profissão, é como ganhamos dinheiro. Se os atletas entenderem o esporte
como inclusão social, uma forma de se beneficiar da sua condição, vamos perder credibilidade. É
[15] preciso respeitar a condição, mas sem enxergar isso como uma forma de conseguir obter vantagem”,
insiste Fernando, que diz conversar com os colegas nos bastidores para transmitir um pouco de seu
modo de pensar.
Apesar de o Brasil ser uma das potências mundiais em esportes paralímpicos, no país ainda
prevalece a obscuridade sobre o tema. Para o tetracampeão mundial da paracanoagem, o que falta
[20] não é reconhecimento, mas conhecimento. “É preciso um trabalho de apresentação, mostrar como
funciona o esporte, como funciona a classificação funcional, para que as pessoas se aproximem
mais”, acredita.

http://olimpiadas.uol.com.br/noticias/redacao/2016/08/19/esporte-paralimpico-nao-e-inclusao-social-diz-ex-bbb-tetracampeao-mundial.htm
Texto adaptado.
Acesso em: 24/09/2016

Observe as palavras destacadas nos excertos abaixo:

I. “Os Jogos Paralímpicos serão aqui no quintal e as sementes para fazê-los inesquecíveis, frondosos e históricos estão nos bolsos dos brasileiros que, de quebra, poderão levar para casa e para o coração uma mensagem, uma imagem e uma história de motivação, de inspiração e de inclusão.” (texto I; linhas 33 a 36)
II. “Em geral, os atletas que vão disputar medalhas nas Paralimpíadas do Rio, que será aberta na noite desta quarta-feira (7), sentem arrepios quando neles se procura algo mais do que um resultado esportivo, um grito de garra, uma marca histórica.” (texto I; linhas 1 a 3)
III. “A crítica também é direcionada aos próprios atletas. ‘É preciso que a gente se dê o respeito e entenda que essa é nossa profissão, é como ganhamos dinheiro’.” (texto II; linhas 12 a 13)
IV. “Se os atletas entenderem o esporte como inclusão social, uma forma de se beneficiar da sua condição, vamos perder credibilidade. É preciso respeitar a condição, mas sem enxergar isso como uma forma de conseguir obter vantagem”, insiste Fernando, que diz conversar com os colegas nos bastidores para transmitir um pouco de seu modo de pensar. (texto II; linhas 13 a 17)

Reprodução dos excertos I a IV da questão 06 com os termos destacados em negrito e sublinhado: “los” (em fazê-los), “neles”, “essa” e “isso”.

Os termos destacados retomam, na ordem em que aparecem, as seguintes palavras e/ou expressões:

I. “Os Jogos Paralímpicos”.
II. “atletas”.
III. “gente”.
IV. “condição”.

Estão corretas as afirmações:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Funções da Palavra “Se”

Colégio Militar de Juiz de Fora — Seção Técnica de Ensino 2016 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio — Língua Portuguesa · Caderno Prova 1

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Texto-base:
TEXTO II

Esporte paralímpico não é inclusão social, diz ex-BBB tetracampeão mundial

Fotografia de Fernando Fernandes falando, de camiseta branca, diante de painel com os dizeres “Parada Coca-Cola”.
Fernando Fernandes, paratleta e ex-BBB, fala sobre Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016.
Imagem: Marlon Falcão/
Divulgação: Alexander Vestri
Do UOL, no Rio de Janeiro

[1] Após perder a vaga na disputa da paracanoagem, Fernando Fernandes não deixou passar a
oportunidade de participar dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016. Em vez do corpo, o
paratleta vai usar a voz: será comentarista da canoagem olímpica e apresentador das Paralimpíadas
na TV.
[5] “Quero transmitir o que significa o esporte, como ele pode transformar a sociedade. Estou aqui
pelo esporte”, afirma o ex-BBB durante festa na Parada Coca-Cola, no Porto Maravilha.
Em 2009, Fernando sofreu um acidente de carro e passou a se dedicar à paracanoagem
depois de ficar paraplégico. Agora o atleta busca defender a imagem do esporte paralímpico e,
principalmente, tirar a imagem de “coitadismo”. “As pessoas precisam entender que não é inclusão, e
[10] sim, exclusão social, porque estamos tirando os melhores atletas para representar o país. Trata-se de
esporte de alto rendimento”, explica.
A crítica também é direcionada aos próprios atletas. “É preciso que a gente se dê o respeito e
entenda que essa é nossa profissão, é como ganhamos dinheiro. Se os atletas entenderem o esporte
como inclusão social, uma forma de se beneficiar da sua condição, vamos perder credibilidade. É
[15] preciso respeitar a condição, mas sem enxergar isso como uma forma de conseguir obter vantagem”,
insiste Fernando, que diz conversar com os colegas nos bastidores para transmitir um pouco de seu
modo de pensar.
Apesar de o Brasil ser uma das potências mundiais em esportes paralímpicos, no país ainda
prevalece a obscuridade sobre o tema. Para o tetracampeão mundial da paracanoagem, o que falta
[20] não é reconhecimento, mas conhecimento. “É preciso um trabalho de apresentação, mostrar como
funciona o esporte, como funciona a classificação funcional, para que as pessoas se aproximem
mais”, acredita.

http://olimpiadas.uol.com.br/noticias/redacao/2016/08/19/esporte-paralimpico-nao-e-inclusao-social-diz-ex-bbb-tetracampeao-mundial.htm
Texto adaptado.
Acesso em: 24/09/2016

Leia a seguinte citação direta presente no texto II:

“Se os atletas entenderem o esporte como inclusão social, uma forma de se beneficiar da sua condição, vamos perder credibilidade.” Assinale a alternativa que faz a análise correta da função da palavra grifada na citação referida (linhas 13 e 14):
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

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Texto-base:
TEXTO II

Esporte paralímpico não é inclusão social, diz ex-BBB tetracampeão mundial

Fotografia de Fernando Fernandes falando, de camiseta branca, diante de painel com os dizeres “Parada Coca-Cola”.
Fernando Fernandes, paratleta e ex-BBB, fala sobre Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016.
Imagem: Marlon Falcão/
Divulgação: Alexander Vestri
Do UOL, no Rio de Janeiro

[1] Após perder a vaga na disputa da paracanoagem, Fernando Fernandes não deixou passar a
oportunidade de participar dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016. Em vez do corpo, o
paratleta vai usar a voz: será comentarista da canoagem olímpica e apresentador das Paralimpíadas
na TV.
[5] “Quero transmitir o que significa o esporte, como ele pode transformar a sociedade. Estou aqui
pelo esporte”, afirma o ex-BBB durante festa na Parada Coca-Cola, no Porto Maravilha.
Em 2009, Fernando sofreu um acidente de carro e passou a se dedicar à paracanoagem
depois de ficar paraplégico. Agora o atleta busca defender a imagem do esporte paralímpico e,
principalmente, tirar a imagem de “coitadismo”. “As pessoas precisam entender que não é inclusão, e
[10] sim, exclusão social, porque estamos tirando os melhores atletas para representar o país. Trata-se de
esporte de alto rendimento”, explica.
A crítica também é direcionada aos próprios atletas. “É preciso que a gente se dê o respeito e
entenda que essa é nossa profissão, é como ganhamos dinheiro. Se os atletas entenderem o esporte
como inclusão social, uma forma de se beneficiar da sua condição, vamos perder credibilidade. É
[15] preciso respeitar a condição, mas sem enxergar isso como uma forma de conseguir obter vantagem”,
insiste Fernando, que diz conversar com os colegas nos bastidores para transmitir um pouco de seu
modo de pensar.
Apesar de o Brasil ser uma das potências mundiais em esportes paralímpicos, no país ainda
prevalece a obscuridade sobre o tema. Para o tetracampeão mundial da paracanoagem, o que falta
[20] não é reconhecimento, mas conhecimento. “É preciso um trabalho de apresentação, mostrar como
funciona o esporte, como funciona a classificação funcional, para que as pessoas se aproximem
mais”, acredita.

http://olimpiadas.uol.com.br/noticias/redacao/2016/08/19/esporte-paralimpico-nao-e-inclusao-social-diz-ex-bbb-tetracampeao-mundial.htm
Texto adaptado.
Acesso em: 24/09/2016

Para o entrevistado no texto II, Fernando Fernandes, o esporte paralímpico:
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Língua Portuguesa Conjunções e Locuções Conjuntivas — Valor Semântico

Colégio Militar de Juiz de Fora — Seção Técnica de Ensino 2016 Fundamental

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Texto-base:
TEXTO I

Jogos Paralímpicos no Brasil é chance de reencontro com esperanças perdidas

Por Jairo Marques

Jairo Marques, que é cadeirante, aborda aspectos da vida de deficientes e de cidadania.

[1] Em geral, os atletas que vão disputar medalhas nas Paralimpíadas do Rio, que será aberta na
noite desta quarta-feira (7), sentem arrepios quando neles se procura algo mais do que um resultado
esportivo, um grito de garra, uma marca histórica. Eles querem, com justeza, serem vistos por seus
resultados e pelo empenho que colocaram em suas trajetórias em busca de serem campeões.
[5] Ninguém quer o peso de servir de exemplo ou ser visto apenas por seu esforço pessoal diante de
uma adversidade física, sensorial ou intelectual.
Mas não tem jeito. Para quem assiste a qualquer uma das 23 modalidades dos jogos, a
experiência é sempre maior do que uma emoção vinda de competições acirradas ou da explosão
gloriosa da conquista de um ouro, de uma prata ou de um bronze. Há algo de valor humano perdido,
[10] escondido ou escanteado no mundo que se vê cravado na aura desses competidores.
Como não analisar a própria preguiça de mudar uma postura autodestrutiva quando um chinês
sem braços e sem pernas se lança em uma piscina e vai contorcendo seu valoroso “resto de corpo”
em busca de percorrer 100 ou 200 metros na água? Como não procurar na alma coragem para
enfrentar um desgosto no amor, no trabalho, quando se vê um canadense do tiro com arco usando os
[15] dedos dos pés para puxar a corda que levará a flecha rumo ao alvo e ao pódio?
Um gol da seleção brasileira de futebol de 5, jogado por cegos, é comemorado com tanto grito
e euforia como se a intenção dos torcedores fosse iluminar com holofotes as escuridões que os
impedem de enxergar possibilidades de viver melhor, de abraçar mais a diversidade, de ser mais
atento ao julgar as diferenças alheias.
[20] Em cada rodopiar de um cadeirante na quadra de basquete ou em cada choque assustador
entre os jogadores de rúgbi em cadeira de rodas, um tilintar de novas ideias para os velhos e
angustiantes problemas parece brotar na cabeça. É como se aquelas vidas que parecem tão
impossíveis de serem vividas, protagonizando tantos movimentos, despertassem um sentimento de
renovação nas já amplas possibilidades de seguir adiante em quem é contemplado com a “perfeição”.
[25] E o que dizer da hora em que corredores sem as pernas, equilibrando-se em próteses de
carbono “xyz”, tomam posição em suas raias no estádio? É momento de buscar esperança para
reacomodar perdas íntimas, hora de consertar defeitos bobos de relacionamentos, hora de dar uma
mãozinha para queridos que caíram em esquecimento.
As Paralimpíadas serão no Brasil, país que chora tantas desonras, que clama por mais
[30] modelos de boa representação e que necessita de uma guinada de motivação urgente rumo a dias
melhores. As Paralimpíadas serão no Rio, cidade que adora se dizer “maraviwonderful”, mas que
tanto pena por ser bonita de corpo e desajeitada de espírito.
Os Jogos Paralímpicos serão aqui no quintal e as sementes para fazê-los inesquecíveis,
frondosos e históricos estão nos bolsos dos brasileiros que, de quebra, poderão levar para casa e
[35] para o coração uma mensagem, uma imagem e uma história de motivação, de inspiração e de
inclusão. A esperança de dias melhores nunca esteve tão perto.

Fonte: http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2016/09/07/jogos-paraolimpicos-no-brasil-e-chance-de-reencontro-com-esperancas-perdidas/
Texto adaptado.
Acesso em: 24/09/2016

TEXTO II

Esporte paralímpico não é inclusão social, diz ex-BBB tetracampeão mundial

Fotografia de Fernando Fernandes falando, de camiseta branca, diante de painel com os dizeres “Parada Coca-Cola”.
Fernando Fernandes, paratleta e ex-BBB, fala sobre Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016.
Imagem: Marlon Falcão/
Divulgação: Alexander Vestri
Do UOL, no Rio de Janeiro

[1] Após perder a vaga na disputa da paracanoagem, Fernando Fernandes não deixou passar a
oportunidade de participar dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016. Em vez do corpo, o
paratleta vai usar a voz: será comentarista da canoagem olímpica e apresentador das Paralimpíadas
na TV.
[5] “Quero transmitir o que significa o esporte, como ele pode transformar a sociedade. Estou aqui
pelo esporte”, afirma o ex-BBB durante festa na Parada Coca-Cola, no Porto Maravilha.
Em 2009, Fernando sofreu um acidente de carro e passou a se dedicar à paracanoagem
depois de ficar paraplégico. Agora o atleta busca defender a imagem do esporte paralímpico e,
principalmente, tirar a imagem de “coitadismo”. “As pessoas precisam entender que não é inclusão, e
[10] sim, exclusão social, porque estamos tirando os melhores atletas para representar o país. Trata-se de
esporte de alto rendimento”, explica.
A crítica também é direcionada aos próprios atletas. “É preciso que a gente se dê o respeito e
entenda que essa é nossa profissão, é como ganhamos dinheiro. Se os atletas entenderem o esporte
como inclusão social, uma forma de se beneficiar da sua condição, vamos perder credibilidade. É
[15] preciso respeitar a condição, mas sem enxergar isso como uma forma de conseguir obter vantagem”,
insiste Fernando, que diz conversar com os colegas nos bastidores para transmitir um pouco de seu
modo de pensar.
Apesar de o Brasil ser uma das potências mundiais em esportes paralímpicos, no país ainda
prevalece a obscuridade sobre o tema. Para o tetracampeão mundial da paracanoagem, o que falta
[20] não é reconhecimento, mas conhecimento. “É preciso um trabalho de apresentação, mostrar como
funciona o esporte, como funciona a classificação funcional, para que as pessoas se aproximem
mais”, acredita.

http://olimpiadas.uol.com.br/noticias/redacao/2016/08/19/esporte-paralimpico-nao-e-inclusao-social-diz-ex-bbb-tetracampeao-mundial.htm
Texto adaptado.
Acesso em: 24/09/2016

Leia os excertos abaixo:

I. “Um gol da seleção brasileira de futebol de 5, jogado por cegos, é comemorado com tanto grito e euforia como se a intenção dos torcedores fosse iluminar com holofotes as escuridões que os impedem de enxergar possibilidades de viver melhor, de abraçar mais a diversidade, de ser mais atento ao julgar as diferenças alheias.” (texto I; linhas 16 a 19)
II. “ Em cada rodopiar de um cadeirante na quadra de basquete ou em cada choque assustador entre os jogadores de rúgbi em cadeira de rodas, um tilintar de novas ideias para os velhos e angustiantes problemas parece brotar na cabeça.” (texto I) (linhas 20 a 22)
III. “Apesar de o Brasil ser uma das potências mundiais em esportes paralímpicos, no país ainda prevalece a obscuridade sobre o tema.” (texto II) (linhas 18 a 19)
IV. “É preciso um trabalho de apresentação, mostrar como funciona o esporte, como funciona a classificação funcional, para que as pessoas se aproximem mais.” (texto II; linhas 20 a 22).

Reprodução dos excertos I a IV da questão 09 com as expressões destacadas em negrito e sublinhado: “como se”, “ou”, “Apesar de” e “para que”.

Assinale a alternativa que apresenta o sentido expresso pelas palavras e/ou expressões destacadas na ordem em que aparecem:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

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Texto-base:
TEXTO II

Esporte paralímpico não é inclusão social, diz ex-BBB tetracampeão mundial

Fotografia de Fernando Fernandes falando, de camiseta branca, diante de painel com os dizeres “Parada Coca-Cola”.
Fernando Fernandes, paratleta e ex-BBB, fala sobre Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016.
Imagem: Marlon Falcão/
Divulgação: Alexander Vestri
Do UOL, no Rio de Janeiro

[1] Após perder a vaga na disputa da paracanoagem, Fernando Fernandes não deixou passar a
oportunidade de participar dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016. Em vez do corpo, o
paratleta vai usar a voz: será comentarista da canoagem olímpica e apresentador das Paralimpíadas
na TV.
[5] “Quero transmitir o que significa o esporte, como ele pode transformar a sociedade. Estou aqui
pelo esporte”, afirma o ex-BBB durante festa na Parada Coca-Cola, no Porto Maravilha.
Em 2009, Fernando sofreu um acidente de carro e passou a se dedicar à paracanoagem
depois de ficar paraplégico. Agora o atleta busca defender a imagem do esporte paralímpico e,
principalmente, tirar a imagem de “coitadismo”. “As pessoas precisam entender que não é inclusão, e
[10] sim, exclusão social, porque estamos tirando os melhores atletas para representar o país. Trata-se de
esporte de alto rendimento”, explica.
A crítica também é direcionada aos próprios atletas. “É preciso que a gente se dê o respeito e
entenda que essa é nossa profissão, é como ganhamos dinheiro. Se os atletas entenderem o esporte
como inclusão social, uma forma de se beneficiar da sua condição, vamos perder credibilidade. É
[15] preciso respeitar a condição, mas sem enxergar isso como uma forma de conseguir obter vantagem”,
insiste Fernando, que diz conversar com os colegas nos bastidores para transmitir um pouco de seu
modo de pensar.
Apesar de o Brasil ser uma das potências mundiais em esportes paralímpicos, no país ainda
prevalece a obscuridade sobre o tema. Para o tetracampeão mundial da paracanoagem, o que falta
[20] não é reconhecimento, mas conhecimento. “É preciso um trabalho de apresentação, mostrar como
funciona o esporte, como funciona a classificação funcional, para que as pessoas se aproximem
mais”, acredita.

http://olimpiadas.uol.com.br/noticias/redacao/2016/08/19/esporte-paralimpico-nao-e-inclusao-social-diz-ex-bbb-tetracampeao-mundial.htm
Texto adaptado.
Acesso em: 24/09/2016

No último parágrafo do texto II, para indicar a relação entre o esporte paralímpico e o público, o texto relaciona as palavras “reconhecimento” e “conhecimento”. Tal relação se dá com o objetivo de:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Comparação entre Textos

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Texto-base:
TEXTO II

Esporte paralímpico não é inclusão social, diz ex-BBB tetracampeão mundial

Fotografia de Fernando Fernandes falando, de camiseta branca, diante de painel com os dizeres “Parada Coca-Cola”.
Fernando Fernandes, paratleta e ex-BBB, fala sobre Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016.
Imagem: Marlon Falcão/
Divulgação: Alexander Vestri
Do UOL, no Rio de Janeiro

[1] Após perder a vaga na disputa da paracanoagem, Fernando Fernandes não deixou passar a
oportunidade de participar dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016. Em vez do corpo, o
paratleta vai usar a voz: será comentarista da canoagem olímpica e apresentador das Paralimpíadas
na TV.
[5] “Quero transmitir o que significa o esporte, como ele pode transformar a sociedade. Estou aqui
pelo esporte”, afirma o ex-BBB durante festa na Parada Coca-Cola, no Porto Maravilha.
Em 2009, Fernando sofreu um acidente de carro e passou a se dedicar à paracanoagem
depois de ficar paraplégico. Agora o atleta busca defender a imagem do esporte paralímpico e,
principalmente, tirar a imagem de “coitadismo”. “As pessoas precisam entender que não é inclusão, e
[10] sim, exclusão social, porque estamos tirando os melhores atletas para representar o país. Trata-se de
esporte de alto rendimento”, explica.
A crítica também é direcionada aos próprios atletas. “É preciso que a gente se dê o respeito e
entenda que essa é nossa profissão, é como ganhamos dinheiro. Se os atletas entenderem o esporte
como inclusão social, uma forma de se beneficiar da sua condição, vamos perder credibilidade. É
[15] preciso respeitar a condição, mas sem enxergar isso como uma forma de conseguir obter vantagem”,
insiste Fernando, que diz conversar com os colegas nos bastidores para transmitir um pouco de seu
modo de pensar.
Apesar de o Brasil ser uma das potências mundiais em esportes paralímpicos, no país ainda
prevalece a obscuridade sobre o tema. Para o tetracampeão mundial da paracanoagem, o que falta
[20] não é reconhecimento, mas conhecimento. “É preciso um trabalho de apresentação, mostrar como
funciona o esporte, como funciona a classificação funcional, para que as pessoas se aproximem
mais”, acredita.

http://olimpiadas.uol.com.br/noticias/redacao/2016/08/19/esporte-paralimpico-nao-e-inclusao-social-diz-ex-bbb-tetracampeao-mundial.htm
Texto adaptado.
Acesso em: 24/09/2016

TEXTO III

O esporte pela inclusão na visão de Andrew Parsons

Para o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), os Jogos Paralímpicos Rio 2016 serão catalisadores de avanços para a inclusão social da pessoa com deficiência

Fotografia de Andrew Parsons, de terno, discursando em um púlpito transparente.
Andrew Parsons, Presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (Foto: CPB)

[1] O esporte é um dos maiores veículos de mudança das perspectivas em relação às pessoas
com deficiência. “O esporte paralímpico tem impacto na diversidade, no respeito à diferença”, afirma
o carioca Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e vice-presidente do
Comitê Paralímpico Internacional (IPC). Para ele, “nós só mudamos a realidade quando mudamos a
[5] percepção das pessoas”.
Nesse sentido, os Jogos Paralímpicos Rio 2016 serão grandes catalisadores, em termos de
avanços para a inclusão social da pessoa com deficiência, sobretudo após a aprovação da Lei
Brasileira de Inclusão (LBI) - também chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência - no ano
passado. “Os Jogos Paralímpicos não são um fim, mas um passo adiante, ajudando a botar a
[10] questão da inclusão na mídia e na agenda das autoridades”, opina Parsons. Sob a gestão dele, o
Brasil saltou do 9º lugar no quadro geral das Paralimpíadas de Pequim 2008, com 16 medalhas de
ouro, para o 7º nos Jogos de Londres 2012, com 21 ouros. A meta é atingir o 5º lugar no quadro de
medalhas nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.
Nesta entrevista, saiba mais sobre o pensamento de Andrew Parsons, que, no Sustainable
[15] Brands Rio 2016, vai participar da Plenária Impulsionando nosso Propósito Coletivo, no próximo dia
21.

Apesar do progresso verificado entre os atletas, em nível competitivo, o apoio oficial e
empresarial aos esportes paralímpicos ainda enfrenta muitas barreiras. Isso, de alguma
[20] forma, reflete uma realidade quanto à inclusão social dos portadores de deficiências nos
diferentes setores? E o que o esporte tem a ensinar sobre isso?
Andrew Parsons: Em tese, este é o maior desafio. Atualmente, contamos com o apoio do
Ministério do Esporte, que, por meio de convênios, nos dá condição de elaborarmos um calendário
de competições internacionais e treinamentos. Além de podermos contar com uma equipe
[25] multidisciplinar para orientação, desenvolvimento e avaliação dos nossos atletas em diversas
modalidades. O paratletismo conta com o patrocínio da Braskem e 13 modalidades têm o patrocínio
das Loterias da Caixa, nosso maior parceiro. Temos ainda o Time São Paulo, projeto em parceria
com a Secretaria de Direito à Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, e o Time Rio, com a
Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. Não tenho dúvida de que houve mudanças positivas em
[30] relação às questões das pessoas com deficiência, e de que o esporte tem grande parcela de
responsabilidade nisso. O esporte é um dos maiores veículos de mudança das perspectivas em
relação às pessoas com deficiência. Nós só mudamos a realidade quando mudamos a percepção
das pessoas. O esporte paralímpico tem impacto na diversidade, no respeito à diferença.

[35] A Olimpíada é, também, uma oportunidade para chamar a atenção das pessoas, por
meio do esporte, para a questão da inclusão?
A.P.: Os Jogos Paralímpicos do Rio 2016 serão grandes catalisadores, em termos de
avanços para a inclusão social da pessoa com deficiência, sobretudo após a aprovação da Lei
Brasileira de Inclusão (LBI), também chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência, no ano
[40] passado. Os Jogos Paralímpicos não são um fim, mas um passo adiante, ajudando a botar a
questão da inclusão na mídia e na agenda das autoridades.

A recente inauguração do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, fruto de uma
parceria com o governo paulista, pode ser um marco para uma mudança de mentalidade
[45] sobre essa questão no país? Ou ainda são necessárias outras medidas, no sentido de se
fazer um trabalho de longo prazo com os atletas?
A.P.: Acredito que o CT veio para ser o eixo de desenvolvimento do esporte paralímpico no
Brasil. Já começamos a utilizá-lo com foco na preparação final para os Jogos do Rio. Ele tem
capacidade para abrigar 15 modalidades e, com certeza, será sede de várias competições
[50] importantes. Mas é preciso atentarmos para o fato de que a base do esporte está na escola. E a
inclusão do aluno com algum tipo de deficiência nas aulas de educação física é considerado um
grande avanço. Assim, aumenta-se a base de atletas e difunde-se a prática do esporte entre
pessoas com deficiência, principalmente em alto rendimento.

[55] Qual será o legado da Rio 2016 para os atletas paralímpicos? E qual a sua avaliação
desse legado?
A.P.: Penso que será o maior reconhecimento pela sociedade brasileira, que certamente
abraçará nossos atletas paralímpicos como representantes de um Brasil vencedor, que é o Brasil
Paralímpico. Isso mudará a percepção da população em relação às pessoas com deficiência em
[60] nosso País. Além disso, teremos legados tangíveis, como o próprio Centro de Treinamento
Paralímpico Brasileiro e o aumento do financiamento ao esporte paralímpico, garantido pela
aprovação e sanção da Lei Brasileira da Inclusão. A soma de tais legados permitirá voos ainda mais
altos em Tóquio 2020 e no papel da pessoa com deficiência no Brasil.

[65] Como o desenvolvimento de novos materiais e tecnologias impacta o desempenho
dos atletas e dos Jogos Paralímpicos?
A.P.: O esporte paralímpico está para as pessoas com deficiência como a Fórmula 1 está para o
mercado automotivo. Novas tecnologias em próteses e cadeiras de rodas, por exemplo, surgem
primeiro no esporte de alto rendimento para, depois, chegarem às pessoas com deficiência em seu
[70] dia a dia. Tais novas tecnologias, em termos de materiais mais leves, resistentes e de melhor
performance, levam os atletas paralímpicos a um novo patamar de rendimento, muitas vezes,
mesmo em relação a atletas sem deficiência. Exemplo disso são as marcas do alemão amputado
Markus Rehm, que, em 2015, no salto em distância, fez a marca de 8,40 m, superior à obtida por
Greg Rutherford, quando conquistou a medalha de ouro olímpica em Londres 2012, com 8,31
[75] metros.

Sob sua gestão no Comitê Paralímpico Brasileiro, o país saltou do 9º lugar no quadro
geral das Paralimpíadas de Pequim 2008, com 16 medalhas de ouro, para o 7º nos Jogos de
Londres 2012, com 21 ouros. O que esperar dos nossos atletas paralímpicos no Rio 2016?
[80] A.P.: Temos intensificado a preparação nas 22 modalidades do programa dos Jogos
Paralímpicos, dando especial atenção aos principais atletas de cada uma delas, proporcionando-
lhes uma preparação sob medida para cada um deles com os projetos de alto rendimento. Neste
sentido, o foco é a conquista de medalhas de ouro, que são determinantes para atingirmos o 5º
lugar no quadro de medalhas nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Fonte: http://oglobo.globo.com/esportes/caminhos-para-o-futuro/o-esporte-pela-inclusao-na-visao-de-andrew-parsons-19982886
Texto adaptado.
Acesso em: 03/10/2016.

Assinale a alternativa que corresponde às opiniões do presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons, e a do atleta Fernando Fernandes sobre o processo de inclusão social associado às Paralimpíadas:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Juiz de Fora — Seção Técnica de Ensino 2016 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio — Língua Portuguesa · Caderno Prova 1

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Texto-base:
TEXTO III

O esporte pela inclusão na visão de Andrew Parsons

Para o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), os Jogos Paralímpicos Rio 2016 serão catalisadores de avanços para a inclusão social da pessoa com deficiência

Fotografia de Andrew Parsons, de terno, discursando em um púlpito transparente.
Andrew Parsons, Presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (Foto: CPB)

[1] O esporte é um dos maiores veículos de mudança das perspectivas em relação às pessoas
com deficiência. “O esporte paralímpico tem impacto na diversidade, no respeito à diferença”, afirma
o carioca Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e vice-presidente do
Comitê Paralímpico Internacional (IPC). Para ele, “nós só mudamos a realidade quando mudamos a
[5] percepção das pessoas”.
Nesse sentido, os Jogos Paralímpicos Rio 2016 serão grandes catalisadores, em termos de
avanços para a inclusão social da pessoa com deficiência, sobretudo após a aprovação da Lei
Brasileira de Inclusão (LBI) - também chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência - no ano
passado. “Os Jogos Paralímpicos não são um fim, mas um passo adiante, ajudando a botar a
[10] questão da inclusão na mídia e na agenda das autoridades”, opina Parsons. Sob a gestão dele, o
Brasil saltou do 9º lugar no quadro geral das Paralimpíadas de Pequim 2008, com 16 medalhas de
ouro, para o 7º nos Jogos de Londres 2012, com 21 ouros. A meta é atingir o 5º lugar no quadro de
medalhas nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.
Nesta entrevista, saiba mais sobre o pensamento de Andrew Parsons, que, no Sustainable
[15] Brands Rio 2016, vai participar da Plenária Impulsionando nosso Propósito Coletivo, no próximo dia
21.

Apesar do progresso verificado entre os atletas, em nível competitivo, o apoio oficial e
empresarial aos esportes paralímpicos ainda enfrenta muitas barreiras. Isso, de alguma
[20] forma, reflete uma realidade quanto à inclusão social dos portadores de deficiências nos
diferentes setores? E o que o esporte tem a ensinar sobre isso?
Andrew Parsons: Em tese, este é o maior desafio. Atualmente, contamos com o apoio do
Ministério do Esporte, que, por meio de convênios, nos dá condição de elaborarmos um calendário
de competições internacionais e treinamentos. Além de podermos contar com uma equipe
[25] multidisciplinar para orientação, desenvolvimento e avaliação dos nossos atletas em diversas
modalidades. O paratletismo conta com o patrocínio da Braskem e 13 modalidades têm o patrocínio
das Loterias da Caixa, nosso maior parceiro. Temos ainda o Time São Paulo, projeto em parceria
com a Secretaria de Direito à Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, e o Time Rio, com a
Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. Não tenho dúvida de que houve mudanças positivas em
[30] relação às questões das pessoas com deficiência, e de que o esporte tem grande parcela de
responsabilidade nisso. O esporte é um dos maiores veículos de mudança das perspectivas em
relação às pessoas com deficiência. Nós só mudamos a realidade quando mudamos a percepção
das pessoas. O esporte paralímpico tem impacto na diversidade, no respeito à diferença.

[35] A Olimpíada é, também, uma oportunidade para chamar a atenção das pessoas, por
meio do esporte, para a questão da inclusão?
A.P.: Os Jogos Paralímpicos do Rio 2016 serão grandes catalisadores, em termos de
avanços para a inclusão social da pessoa com deficiência, sobretudo após a aprovação da Lei
Brasileira de Inclusão (LBI), também chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência, no ano
[40] passado. Os Jogos Paralímpicos não são um fim, mas um passo adiante, ajudando a botar a
questão da inclusão na mídia e na agenda das autoridades.

A recente inauguração do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, fruto de uma
parceria com o governo paulista, pode ser um marco para uma mudança de mentalidade
[45] sobre essa questão no país? Ou ainda são necessárias outras medidas, no sentido de se
fazer um trabalho de longo prazo com os atletas?
A.P.: Acredito que o CT veio para ser o eixo de desenvolvimento do esporte paralímpico no
Brasil. Já começamos a utilizá-lo com foco na preparação final para os Jogos do Rio. Ele tem
capacidade para abrigar 15 modalidades e, com certeza, será sede de várias competições
[50] importantes. Mas é preciso atentarmos para o fato de que a base do esporte está na escola. E a
inclusão do aluno com algum tipo de deficiência nas aulas de educação física é considerado um
grande avanço. Assim, aumenta-se a base de atletas e difunde-se a prática do esporte entre
pessoas com deficiência, principalmente em alto rendimento.

[55] Qual será o legado da Rio 2016 para os atletas paralímpicos? E qual a sua avaliação
desse legado?
A.P.: Penso que será o maior reconhecimento pela sociedade brasileira, que certamente
abraçará nossos atletas paralímpicos como representantes de um Brasil vencedor, que é o Brasil
Paralímpico. Isso mudará a percepção da população em relação às pessoas com deficiência em
[60] nosso País. Além disso, teremos legados tangíveis, como o próprio Centro de Treinamento
Paralímpico Brasileiro e o aumento do financiamento ao esporte paralímpico, garantido pela
aprovação e sanção da Lei Brasileira da Inclusão. A soma de tais legados permitirá voos ainda mais
altos em Tóquio 2020 e no papel da pessoa com deficiência no Brasil.

[65] Como o desenvolvimento de novos materiais e tecnologias impacta o desempenho
dos atletas e dos Jogos Paralímpicos?
A.P.: O esporte paralímpico está para as pessoas com deficiência como a Fórmula 1 está para o
mercado automotivo. Novas tecnologias em próteses e cadeiras de rodas, por exemplo, surgem
primeiro no esporte de alto rendimento para, depois, chegarem às pessoas com deficiência em seu
[70] dia a dia. Tais novas tecnologias, em termos de materiais mais leves, resistentes e de melhor
performance, levam os atletas paralímpicos a um novo patamar de rendimento, muitas vezes,
mesmo em relação a atletas sem deficiência. Exemplo disso são as marcas do alemão amputado
Markus Rehm, que, em 2015, no salto em distância, fez a marca de 8,40 m, superior à obtida por
Greg Rutherford, quando conquistou a medalha de ouro olímpica em Londres 2012, com 8,31
[75] metros.

Sob sua gestão no Comitê Paralímpico Brasileiro, o país saltou do 9º lugar no quadro
geral das Paralimpíadas de Pequim 2008, com 16 medalhas de ouro, para o 7º nos Jogos de
Londres 2012, com 21 ouros. O que esperar dos nossos atletas paralímpicos no Rio 2016?
[80] A.P.: Temos intensificado a preparação nas 22 modalidades do programa dos Jogos
Paralímpicos, dando especial atenção aos principais atletas de cada uma delas, proporcionando-
lhes uma preparação sob medida para cada um deles com os projetos de alto rendimento. Neste
sentido, o foco é a conquista de medalhas de ouro, que são determinantes para atingirmos o 5º
lugar no quadro de medalhas nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Fonte: http://oglobo.globo.com/esportes/caminhos-para-o-futuro/o-esporte-pela-inclusao-na-visao-de-andrew-parsons-19982886
Texto adaptado.
Acesso em: 03/10/2016.

“Qual será o legado da Rio 2016 para os atletas paralímpicos?” (texto III; linhas 55 a 56). A resposta de Andrew Parsons a essa pergunta no texto III:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Juiz de Fora — Seção Técnica de Ensino 2016 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio — Língua Portuguesa · Caderno Prova 1

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO III

O esporte pela inclusão na visão de Andrew Parsons

Para o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), os Jogos Paralímpicos Rio 2016 serão catalisadores de avanços para a inclusão social da pessoa com deficiência

Fotografia de Andrew Parsons, de terno, discursando em um púlpito transparente.
Andrew Parsons, Presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (Foto: CPB)

[1] O esporte é um dos maiores veículos de mudança das perspectivas em relação às pessoas
com deficiência. “O esporte paralímpico tem impacto na diversidade, no respeito à diferença”, afirma
o carioca Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e vice-presidente do
Comitê Paralímpico Internacional (IPC). Para ele, “nós só mudamos a realidade quando mudamos a
[5] percepção das pessoas”.
Nesse sentido, os Jogos Paralímpicos Rio 2016 serão grandes catalisadores, em termos de
avanços para a inclusão social da pessoa com deficiência, sobretudo após a aprovação da Lei
Brasileira de Inclusão (LBI) - também chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência - no ano
passado. “Os Jogos Paralímpicos não são um fim, mas um passo adiante, ajudando a botar a
[10] questão da inclusão na mídia e na agenda das autoridades”, opina Parsons. Sob a gestão dele, o
Brasil saltou do 9º lugar no quadro geral das Paralimpíadas de Pequim 2008, com 16 medalhas de
ouro, para o 7º nos Jogos de Londres 2012, com 21 ouros. A meta é atingir o 5º lugar no quadro de
medalhas nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.
Nesta entrevista, saiba mais sobre o pensamento de Andrew Parsons, que, no Sustainable
[15] Brands Rio 2016, vai participar da Plenária Impulsionando nosso Propósito Coletivo, no próximo dia
21.

Apesar do progresso verificado entre os atletas, em nível competitivo, o apoio oficial e
empresarial aos esportes paralímpicos ainda enfrenta muitas barreiras. Isso, de alguma
[20] forma, reflete uma realidade quanto à inclusão social dos portadores de deficiências nos
diferentes setores? E o que o esporte tem a ensinar sobre isso?
Andrew Parsons: Em tese, este é o maior desafio. Atualmente, contamos com o apoio do
Ministério do Esporte, que, por meio de convênios, nos dá condição de elaborarmos um calendário
de competições internacionais e treinamentos. Além de podermos contar com uma equipe
[25] multidisciplinar para orientação, desenvolvimento e avaliação dos nossos atletas em diversas
modalidades. O paratletismo conta com o patrocínio da Braskem e 13 modalidades têm o patrocínio
das Loterias da Caixa, nosso maior parceiro. Temos ainda o Time São Paulo, projeto em parceria
com a Secretaria de Direito à Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, e o Time Rio, com a
Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. Não tenho dúvida de que houve mudanças positivas em
[30] relação às questões das pessoas com deficiência, e de que o esporte tem grande parcela de
responsabilidade nisso. O esporte é um dos maiores veículos de mudança das perspectivas em
relação às pessoas com deficiência. Nós só mudamos a realidade quando mudamos a percepção
das pessoas. O esporte paralímpico tem impacto na diversidade, no respeito à diferença.

[35] A Olimpíada é, também, uma oportunidade para chamar a atenção das pessoas, por
meio do esporte, para a questão da inclusão?
A.P.: Os Jogos Paralímpicos do Rio 2016 serão grandes catalisadores, em termos de
avanços para a inclusão social da pessoa com deficiência, sobretudo após a aprovação da Lei
Brasileira de Inclusão (LBI), também chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência, no ano
[40] passado. Os Jogos Paralímpicos não são um fim, mas um passo adiante, ajudando a botar a
questão da inclusão na mídia e na agenda das autoridades.

A recente inauguração do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, fruto de uma
parceria com o governo paulista, pode ser um marco para uma mudança de mentalidade
[45] sobre essa questão no país? Ou ainda são necessárias outras medidas, no sentido de se
fazer um trabalho de longo prazo com os atletas?
A.P.: Acredito que o CT veio para ser o eixo de desenvolvimento do esporte paralímpico no
Brasil. Já começamos a utilizá-lo com foco na preparação final para os Jogos do Rio. Ele tem
capacidade para abrigar 15 modalidades e, com certeza, será sede de várias competições
[50] importantes. Mas é preciso atentarmos para o fato de que a base do esporte está na escola. E a
inclusão do aluno com algum tipo de deficiência nas aulas de educação física é considerado um
grande avanço. Assim, aumenta-se a base de atletas e difunde-se a prática do esporte entre
pessoas com deficiência, principalmente em alto rendimento.

[55] Qual será o legado da Rio 2016 para os atletas paralímpicos? E qual a sua avaliação
desse legado?
A.P.: Penso que será o maior reconhecimento pela sociedade brasileira, que certamente
abraçará nossos atletas paralímpicos como representantes de um Brasil vencedor, que é o Brasil
Paralímpico. Isso mudará a percepção da população em relação às pessoas com deficiência em
[60] nosso País. Além disso, teremos legados tangíveis, como o próprio Centro de Treinamento
Paralímpico Brasileiro e o aumento do financiamento ao esporte paralímpico, garantido pela
aprovação e sanção da Lei Brasileira da Inclusão. A soma de tais legados permitirá voos ainda mais
altos em Tóquio 2020 e no papel da pessoa com deficiência no Brasil.

[65] Como o desenvolvimento de novos materiais e tecnologias impacta o desempenho
dos atletas e dos Jogos Paralímpicos?
A.P.: O esporte paralímpico está para as pessoas com deficiência como a Fórmula 1 está para o
mercado automotivo. Novas tecnologias em próteses e cadeiras de rodas, por exemplo, surgem
primeiro no esporte de alto rendimento para, depois, chegarem às pessoas com deficiência em seu
[70] dia a dia. Tais novas tecnologias, em termos de materiais mais leves, resistentes e de melhor
performance, levam os atletas paralímpicos a um novo patamar de rendimento, muitas vezes,
mesmo em relação a atletas sem deficiência. Exemplo disso são as marcas do alemão amputado
Markus Rehm, que, em 2015, no salto em distância, fez a marca de 8,40 m, superior à obtida por
Greg Rutherford, quando conquistou a medalha de ouro olímpica em Londres 2012, com 8,31
[75] metros.

Sob sua gestão no Comitê Paralímpico Brasileiro, o país saltou do 9º lugar no quadro
geral das Paralimpíadas de Pequim 2008, com 16 medalhas de ouro, para o 7º nos Jogos de
Londres 2012, com 21 ouros. O que esperar dos nossos atletas paralímpicos no Rio 2016?
[80] A.P.: Temos intensificado a preparação nas 22 modalidades do programa dos Jogos
Paralímpicos, dando especial atenção aos principais atletas de cada uma delas, proporcionando-
lhes uma preparação sob medida para cada um deles com os projetos de alto rendimento. Neste
sentido, o foco é a conquista de medalhas de ouro, que são determinantes para atingirmos o 5º
lugar no quadro de medalhas nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Fonte: http://oglobo.globo.com/esportes/caminhos-para-o-futuro/o-esporte-pela-inclusao-na-visao-de-andrew-parsons-19982886
Texto adaptado.
Acesso em: 03/10/2016.

“Nós só mudamos a realidade quando mudamos a percepção das pessoas” (linhas 32 a 33). A frase do texto III em destaque indica que:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Juiz de Fora — Seção Técnica de Ensino 2016 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio — Língua Portuguesa · Caderno Prova 1

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO III

O esporte pela inclusão na visão de Andrew Parsons

Para o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), os Jogos Paralímpicos Rio 2016 serão catalisadores de avanços para a inclusão social da pessoa com deficiência

Fotografia de Andrew Parsons, de terno, discursando em um púlpito transparente.
Andrew Parsons, Presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (Foto: CPB)

[1] O esporte é um dos maiores veículos de mudança das perspectivas em relação às pessoas
com deficiência. “O esporte paralímpico tem impacto na diversidade, no respeito à diferença”, afirma
o carioca Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e vice-presidente do
Comitê Paralímpico Internacional (IPC). Para ele, “nós só mudamos a realidade quando mudamos a
[5] percepção das pessoas”.
Nesse sentido, os Jogos Paralímpicos Rio 2016 serão grandes catalisadores, em termos de
avanços para a inclusão social da pessoa com deficiência, sobretudo após a aprovação da Lei
Brasileira de Inclusão (LBI) - também chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência - no ano
passado. “Os Jogos Paralímpicos não são um fim, mas um passo adiante, ajudando a botar a
[10] questão da inclusão na mídia e na agenda das autoridades”, opina Parsons. Sob a gestão dele, o
Brasil saltou do 9º lugar no quadro geral das Paralimpíadas de Pequim 2008, com 16 medalhas de
ouro, para o 7º nos Jogos de Londres 2012, com 21 ouros. A meta é atingir o 5º lugar no quadro de
medalhas nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.
Nesta entrevista, saiba mais sobre o pensamento de Andrew Parsons, que, no Sustainable
[15] Brands Rio 2016, vai participar da Plenária Impulsionando nosso Propósito Coletivo, no próximo dia
21.

Apesar do progresso verificado entre os atletas, em nível competitivo, o apoio oficial e
empresarial aos esportes paralímpicos ainda enfrenta muitas barreiras. Isso, de alguma
[20] forma, reflete uma realidade quanto à inclusão social dos portadores de deficiências nos
diferentes setores? E o que o esporte tem a ensinar sobre isso?
Andrew Parsons: Em tese, este é o maior desafio. Atualmente, contamos com o apoio do
Ministério do Esporte, que, por meio de convênios, nos dá condição de elaborarmos um calendário
de competições internacionais e treinamentos. Além de podermos contar com uma equipe
[25] multidisciplinar para orientação, desenvolvimento e avaliação dos nossos atletas em diversas
modalidades. O paratletismo conta com o patrocínio da Braskem e 13 modalidades têm o patrocínio
das Loterias da Caixa, nosso maior parceiro. Temos ainda o Time São Paulo, projeto em parceria
com a Secretaria de Direito à Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, e o Time Rio, com a
Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. Não tenho dúvida de que houve mudanças positivas em
[30] relação às questões das pessoas com deficiência, e de que o esporte tem grande parcela de
responsabilidade nisso. O esporte é um dos maiores veículos de mudança das perspectivas em
relação às pessoas com deficiência. Nós só mudamos a realidade quando mudamos a percepção
das pessoas. O esporte paralímpico tem impacto na diversidade, no respeito à diferença.

[35] A Olimpíada é, também, uma oportunidade para chamar a atenção das pessoas, por
meio do esporte, para a questão da inclusão?
A.P.: Os Jogos Paralímpicos do Rio 2016 serão grandes catalisadores, em termos de
avanços para a inclusão social da pessoa com deficiência, sobretudo após a aprovação da Lei
Brasileira de Inclusão (LBI), também chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência, no ano
[40] passado. Os Jogos Paralímpicos não são um fim, mas um passo adiante, ajudando a botar a
questão da inclusão na mídia e na agenda das autoridades.

A recente inauguração do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, fruto de uma
parceria com o governo paulista, pode ser um marco para uma mudança de mentalidade
[45] sobre essa questão no país? Ou ainda são necessárias outras medidas, no sentido de se
fazer um trabalho de longo prazo com os atletas?
A.P.: Acredito que o CT veio para ser o eixo de desenvolvimento do esporte paralímpico no
Brasil. Já começamos a utilizá-lo com foco na preparação final para os Jogos do Rio. Ele tem
capacidade para abrigar 15 modalidades e, com certeza, será sede de várias competições
[50] importantes. Mas é preciso atentarmos para o fato de que a base do esporte está na escola. E a
inclusão do aluno com algum tipo de deficiência nas aulas de educação física é considerado um
grande avanço. Assim, aumenta-se a base de atletas e difunde-se a prática do esporte entre
pessoas com deficiência, principalmente em alto rendimento.

[55] Qual será o legado da Rio 2016 para os atletas paralímpicos? E qual a sua avaliação
desse legado?
A.P.: Penso que será o maior reconhecimento pela sociedade brasileira, que certamente
abraçará nossos atletas paralímpicos como representantes de um Brasil vencedor, que é o Brasil
Paralímpico. Isso mudará a percepção da população em relação às pessoas com deficiência em
[60] nosso País. Além disso, teremos legados tangíveis, como o próprio Centro de Treinamento
Paralímpico Brasileiro e o aumento do financiamento ao esporte paralímpico, garantido pela
aprovação e sanção da Lei Brasileira da Inclusão. A soma de tais legados permitirá voos ainda mais
altos em Tóquio 2020 e no papel da pessoa com deficiência no Brasil.

[65] Como o desenvolvimento de novos materiais e tecnologias impacta o desempenho
dos atletas e dos Jogos Paralímpicos?
A.P.: O esporte paralímpico está para as pessoas com deficiência como a Fórmula 1 está para o
mercado automotivo. Novas tecnologias em próteses e cadeiras de rodas, por exemplo, surgem
primeiro no esporte de alto rendimento para, depois, chegarem às pessoas com deficiência em seu
[70] dia a dia. Tais novas tecnologias, em termos de materiais mais leves, resistentes e de melhor
performance, levam os atletas paralímpicos a um novo patamar de rendimento, muitas vezes,
mesmo em relação a atletas sem deficiência. Exemplo disso são as marcas do alemão amputado
Markus Rehm, que, em 2015, no salto em distância, fez a marca de 8,40 m, superior à obtida por
Greg Rutherford, quando conquistou a medalha de ouro olímpica em Londres 2012, com 8,31
[75] metros.

Sob sua gestão no Comitê Paralímpico Brasileiro, o país saltou do 9º lugar no quadro
geral das Paralimpíadas de Pequim 2008, com 16 medalhas de ouro, para o 7º nos Jogos de
Londres 2012, com 21 ouros. O que esperar dos nossos atletas paralímpicos no Rio 2016?
[80] A.P.: Temos intensificado a preparação nas 22 modalidades do programa dos Jogos
Paralímpicos, dando especial atenção aos principais atletas de cada uma delas, proporcionando-
lhes uma preparação sob medida para cada um deles com os projetos de alto rendimento. Neste
sentido, o foco é a conquista de medalhas de ouro, que são determinantes para atingirmos o 5º
lugar no quadro de medalhas nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Fonte: http://oglobo.globo.com/esportes/caminhos-para-o-futuro/o-esporte-pela-inclusao-na-visao-de-andrew-parsons-19982886
Texto adaptado.
Acesso em: 03/10/2016.

No texto III, a comparação realizada entre as paralimpíadas e a Fórmula 1 tem como principal objetivo:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Redação — Dissertação Argumentativa

Discursiva Colégio Militar de Juiz de Fora — Seção Técnica de Ensino 2016 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio — Língua Portuguesa · Caderno Prova 1 · Questão 2ª PARTE – PRODUÇÃO DE TEXTO

Sem padrão de resposta — pratique a escrita

Texto-base:
TEXTO I

Jogos Paralímpicos no Brasil é chance de reencontro com esperanças perdidas

Por Jairo Marques

Jairo Marques, que é cadeirante, aborda aspectos da vida de deficientes e de cidadania.

[1] Em geral, os atletas que vão disputar medalhas nas Paralimpíadas do Rio, que será aberta na
noite desta quarta-feira (7), sentem arrepios quando neles se procura algo mais do que um resultado
esportivo, um grito de garra, uma marca histórica. Eles querem, com justeza, serem vistos por seus
resultados e pelo empenho que colocaram em suas trajetórias em busca de serem campeões.
[5] Ninguém quer o peso de servir de exemplo ou ser visto apenas por seu esforço pessoal diante de
uma adversidade física, sensorial ou intelectual.
Mas não tem jeito. Para quem assiste a qualquer uma das 23 modalidades dos jogos, a
experiência é sempre maior do que uma emoção vinda de competições acirradas ou da explosão
gloriosa da conquista de um ouro, de uma prata ou de um bronze. Há algo de valor humano perdido,
[10] escondido ou escanteado no mundo que se vê cravado na aura desses competidores.
Como não analisar a própria preguiça de mudar uma postura autodestrutiva quando um chinês
sem braços e sem pernas se lança em uma piscina e vai contorcendo seu valoroso “resto de corpo”
em busca de percorrer 100 ou 200 metros na água? Como não procurar na alma coragem para
enfrentar um desgosto no amor, no trabalho, quando se vê um canadense do tiro com arco usando os
[15] dedos dos pés para puxar a corda que levará a flecha rumo ao alvo e ao pódio?
Um gol da seleção brasileira de futebol de 5, jogado por cegos, é comemorado com tanto grito
e euforia como se a intenção dos torcedores fosse iluminar com holofotes as escuridões que os
impedem de enxergar possibilidades de viver melhor, de abraçar mais a diversidade, de ser mais
atento ao julgar as diferenças alheias.
[20] Em cada rodopiar de um cadeirante na quadra de basquete ou em cada choque assustador
entre os jogadores de rúgbi em cadeira de rodas, um tilintar de novas ideias para os velhos e
angustiantes problemas parece brotar na cabeça. É como se aquelas vidas que parecem tão
impossíveis de serem vividas, protagonizando tantos movimentos, despertassem um sentimento de
renovação nas já amplas possibilidades de seguir adiante em quem é contemplado com a “perfeição”.
[25] E o que dizer da hora em que corredores sem as pernas, equilibrando-se em próteses de
carbono “xyz”, tomam posição em suas raias no estádio? É momento de buscar esperança para
reacomodar perdas íntimas, hora de consertar defeitos bobos de relacionamentos, hora de dar uma
mãozinha para queridos que caíram em esquecimento.
As Paralimpíadas serão no Brasil, país que chora tantas desonras, que clama por mais
[30] modelos de boa representação e que necessita de uma guinada de motivação urgente rumo a dias
melhores. As Paralimpíadas serão no Rio, cidade que adora se dizer “maraviwonderful”, mas que
tanto pena por ser bonita de corpo e desajeitada de espírito.
Os Jogos Paralímpicos serão aqui no quintal e as sementes para fazê-los inesquecíveis,
frondosos e históricos estão nos bolsos dos brasileiros que, de quebra, poderão levar para casa e
[35] para o coração uma mensagem, uma imagem e uma história de motivação, de inspiração e de
inclusão. A esperança de dias melhores nunca esteve tão perto.

Fonte: http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2016/09/07/jogos-paraolimpicos-no-brasil-e-chance-de-reencontro-com-esperancas-perdidas/
Texto adaptado.
Acesso em: 24/09/2016

TEXTO II

Esporte paralímpico não é inclusão social, diz ex-BBB tetracampeão mundial

Fotografia de Fernando Fernandes falando, de camiseta branca, diante de painel com os dizeres “Parada Coca-Cola”.
Fernando Fernandes, paratleta e ex-BBB, fala sobre Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016.
Imagem: Marlon Falcão/
Divulgação: Alexander Vestri
Do UOL, no Rio de Janeiro

[1] Após perder a vaga na disputa da paracanoagem, Fernando Fernandes não deixou passar a
oportunidade de participar dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016. Em vez do corpo, o
paratleta vai usar a voz: será comentarista da canoagem olímpica e apresentador das Paralimpíadas
na TV.
[5] “Quero transmitir o que significa o esporte, como ele pode transformar a sociedade. Estou aqui
pelo esporte”, afirma o ex-BBB durante festa na Parada Coca-Cola, no Porto Maravilha.
Em 2009, Fernando sofreu um acidente de carro e passou a se dedicar à paracanoagem
depois de ficar paraplégico. Agora o atleta busca defender a imagem do esporte paralímpico e,
principalmente, tirar a imagem de “coitadismo”. “As pessoas precisam entender que não é inclusão, e
[10] sim, exclusão social, porque estamos tirando os melhores atletas para representar o país. Trata-se de
esporte de alto rendimento”, explica.
A crítica também é direcionada aos próprios atletas. “É preciso que a gente se dê o respeito e
entenda que essa é nossa profissão, é como ganhamos dinheiro. Se os atletas entenderem o esporte
como inclusão social, uma forma de se beneficiar da sua condição, vamos perder credibilidade. É
[15] preciso respeitar a condição, mas sem enxergar isso como uma forma de conseguir obter vantagem”,
insiste Fernando, que diz conversar com os colegas nos bastidores para transmitir um pouco de seu
modo de pensar.
Apesar de o Brasil ser uma das potências mundiais em esportes paralímpicos, no país ainda
prevalece a obscuridade sobre o tema. Para o tetracampeão mundial da paracanoagem, o que falta
[20] não é reconhecimento, mas conhecimento. “É preciso um trabalho de apresentação, mostrar como
funciona o esporte, como funciona a classificação funcional, para que as pessoas se aproximem
mais”, acredita.

http://olimpiadas.uol.com.br/noticias/redacao/2016/08/19/esporte-paralimpico-nao-e-inclusao-social-diz-ex-bbb-tetracampeao-mundial.htm
Texto adaptado.
Acesso em: 24/09/2016

TEXTO III

O esporte pela inclusão na visão de Andrew Parsons

Para o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), os Jogos Paralímpicos Rio 2016 serão catalisadores de avanços para a inclusão social da pessoa com deficiência

Fotografia de Andrew Parsons, de terno, discursando em um púlpito transparente.
Andrew Parsons, Presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (Foto: CPB)

[1] O esporte é um dos maiores veículos de mudança das perspectivas em relação às pessoas
com deficiência. “O esporte paralímpico tem impacto na diversidade, no respeito à diferença”, afirma
o carioca Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e vice-presidente do
Comitê Paralímpico Internacional (IPC). Para ele, “nós só mudamos a realidade quando mudamos a
[5] percepção das pessoas”.
Nesse sentido, os Jogos Paralímpicos Rio 2016 serão grandes catalisadores, em termos de
avanços para a inclusão social da pessoa com deficiência, sobretudo após a aprovação da Lei
Brasileira de Inclusão (LBI) - também chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência - no ano
passado. “Os Jogos Paralímpicos não são um fim, mas um passo adiante, ajudando a botar a
[10] questão da inclusão na mídia e na agenda das autoridades”, opina Parsons. Sob a gestão dele, o
Brasil saltou do 9º lugar no quadro geral das Paralimpíadas de Pequim 2008, com 16 medalhas de
ouro, para o 7º nos Jogos de Londres 2012, com 21 ouros. A meta é atingir o 5º lugar no quadro de
medalhas nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.
Nesta entrevista, saiba mais sobre o pensamento de Andrew Parsons, que, no Sustainable
[15] Brands Rio 2016, vai participar da Plenária Impulsionando nosso Propósito Coletivo, no próximo dia
21.

Apesar do progresso verificado entre os atletas, em nível competitivo, o apoio oficial e
empresarial aos esportes paralímpicos ainda enfrenta muitas barreiras. Isso, de alguma
[20] forma, reflete uma realidade quanto à inclusão social dos portadores de deficiências nos
diferentes setores? E o que o esporte tem a ensinar sobre isso?
Andrew Parsons: Em tese, este é o maior desafio. Atualmente, contamos com o apoio do
Ministério do Esporte, que, por meio de convênios, nos dá condição de elaborarmos um calendário
de competições internacionais e treinamentos. Além de podermos contar com uma equipe
[25] multidisciplinar para orientação, desenvolvimento e avaliação dos nossos atletas em diversas
modalidades. O paratletismo conta com o patrocínio da Braskem e 13 modalidades têm o patrocínio
das Loterias da Caixa, nosso maior parceiro. Temos ainda o Time São Paulo, projeto em parceria
com a Secretaria de Direito à Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, e o Time Rio, com a
Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. Não tenho dúvida de que houve mudanças positivas em
[30] relação às questões das pessoas com deficiência, e de que o esporte tem grande parcela de
responsabilidade nisso. O esporte é um dos maiores veículos de mudança das perspectivas em
relação às pessoas com deficiência. Nós só mudamos a realidade quando mudamos a percepção
das pessoas. O esporte paralímpico tem impacto na diversidade, no respeito à diferença.

[35] A Olimpíada é, também, uma oportunidade para chamar a atenção das pessoas, por
meio do esporte, para a questão da inclusão?
A.P.: Os Jogos Paralímpicos do Rio 2016 serão grandes catalisadores, em termos de
avanços para a inclusão social da pessoa com deficiência, sobretudo após a aprovação da Lei
Brasileira de Inclusão (LBI), também chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência, no ano
[40] passado. Os Jogos Paralímpicos não são um fim, mas um passo adiante, ajudando a botar a
questão da inclusão na mídia e na agenda das autoridades.

A recente inauguração do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, fruto de uma
parceria com o governo paulista, pode ser um marco para uma mudança de mentalidade
[45] sobre essa questão no país? Ou ainda são necessárias outras medidas, no sentido de se
fazer um trabalho de longo prazo com os atletas?
A.P.: Acredito que o CT veio para ser o eixo de desenvolvimento do esporte paralímpico no
Brasil. Já começamos a utilizá-lo com foco na preparação final para os Jogos do Rio. Ele tem
capacidade para abrigar 15 modalidades e, com certeza, será sede de várias competições
[50] importantes. Mas é preciso atentarmos para o fato de que a base do esporte está na escola. E a
inclusão do aluno com algum tipo de deficiência nas aulas de educação física é considerado um
grande avanço. Assim, aumenta-se a base de atletas e difunde-se a prática do esporte entre
pessoas com deficiência, principalmente em alto rendimento.

[55] Qual será o legado da Rio 2016 para os atletas paralímpicos? E qual a sua avaliação
desse legado?
A.P.: Penso que será o maior reconhecimento pela sociedade brasileira, que certamente
abraçará nossos atletas paralímpicos como representantes de um Brasil vencedor, que é o Brasil
Paralímpico. Isso mudará a percepção da população em relação às pessoas com deficiência em
[60] nosso País. Além disso, teremos legados tangíveis, como o próprio Centro de Treinamento
Paralímpico Brasileiro e o aumento do financiamento ao esporte paralímpico, garantido pela
aprovação e sanção da Lei Brasileira da Inclusão. A soma de tais legados permitirá voos ainda mais
altos em Tóquio 2020 e no papel da pessoa com deficiência no Brasil.

[65] Como o desenvolvimento de novos materiais e tecnologias impacta o desempenho
dos atletas e dos Jogos Paralímpicos?
A.P.: O esporte paralímpico está para as pessoas com deficiência como a Fórmula 1 está para o
mercado automotivo. Novas tecnologias em próteses e cadeiras de rodas, por exemplo, surgem
primeiro no esporte de alto rendimento para, depois, chegarem às pessoas com deficiência em seu
[70] dia a dia. Tais novas tecnologias, em termos de materiais mais leves, resistentes e de melhor
performance, levam os atletas paralímpicos a um novo patamar de rendimento, muitas vezes,
mesmo em relação a atletas sem deficiência. Exemplo disso são as marcas do alemão amputado
Markus Rehm, que, em 2015, no salto em distância, fez a marca de 8,40 m, superior à obtida por
Greg Rutherford, quando conquistou a medalha de ouro olímpica em Londres 2012, com 8,31
[75] metros.

Sob sua gestão no Comitê Paralímpico Brasileiro, o país saltou do 9º lugar no quadro
geral das Paralimpíadas de Pequim 2008, com 16 medalhas de ouro, para o 7º nos Jogos de
Londres 2012, com 21 ouros. O que esperar dos nossos atletas paralímpicos no Rio 2016?
[80] A.P.: Temos intensificado a preparação nas 22 modalidades do programa dos Jogos
Paralímpicos, dando especial atenção aos principais atletas de cada uma delas, proporcionando-
lhes uma preparação sob medida para cada um deles com os projetos de alto rendimento. Neste
sentido, o foco é a conquista de medalhas de ouro, que são determinantes para atingirmos o 5º
lugar no quadro de medalhas nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Fonte: http://oglobo.globo.com/esportes/caminhos-para-o-futuro/o-esporte-pela-inclusao-na-visao-de-andrew-parsons-19982886
Texto adaptado.
Acesso em: 03/10/2016.

TEXTO IV

Charge assinada por Dum: atleta com prótese no braço erguendo uma tocha, cuja cadeira de rodas tem uma das rodas formando os anéis olímpicos; no balão de fala: “Sim, nós podemos!”.

Com base nos textos formadores desta prova, escreva uma dissertação argumentativa refletindo sobre o papel do esporte no processo de inclusão social da pessoa com deficiência. Lembre-se de dar um título para seu texto e não citar (ou realizar paráfrases) os textos inseridos anteriormente.

INSTRUÇÕES
O seu texto deve:
- ter entre 25 e 30 linhas;
- apresentar a variante padrão da linguagem;
- ser bem estruturado, sem fugir ao tema proposto;
- ter uma boa apresentação, atentando para a legibilidade e ausência de rasuras;
- conter as marcas do tipo textual solicitado.
Caso utilize a folha de rascunho, não se esqueça de passar a limpo o texto à caneta para a folha de redação definitiva. A banca não considerará o que estiver registrado no rascunho para fins de avaliação.
Atenção: não utilize o seu nome no texto produzido. Qualquer sinal que identifique a prova resultará em sua anulação e, consequentemente, na desclassificação do candidato.

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