← Voltar para a lista de provas Colégio Militar do Recife · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental 21 questões nesta prova · página 1 de 2 · 19 com gabarito Gabarito disponível O pai mostrou a consequência que as mentiras poderiam ter. O pai disse que um dia Felipe falaria a verdade e ninguém acreditaria. Isso mostra a consequência concreta da mentira, mais convincente que a ameaça do Pinóquio feita pela mãe. A e D: a mãe usou o Pinóquio e Felipe a desafiou. B: não há menção a medo. C: o pai não usou um exemplo, e sim a consequência. Referência: Interpretação de texto: argumentação. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Felipe mudou porque aconteceu o que o pai previra. O pai avisou que um dia Felipe diria uma verdade e ninguém acreditaria. Isso ocorreu quando a mãe ignorou a ligação e ele perdeu a bicicleta. Esse fato levou-o a reduzir as mentiras e depois a deixar de contá-las. A, B, C e E não aparecem no texto como causa: não há punição, nem mudança espontânea, nem amadurecimento antes do fato. Referência: Interpretação de texto: causa e consequência. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Felipe passou a priorizar a verdade. Depois de perder o prêmio, Felipe reduz as mentiras e deixa de contá-las, passando a valorizar a verdade. A: ele parou de mentir. B: ele falou a verdade sobre a bicicleta. C e D: nem o pai nem a mãe acreditavam nele. Referência: Interpretação de texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível No texto I, Felipe se torna escritor e volta a criar histórias; no II não há esse desfecho. Os dois textos tratam da mentira e de suas consequências, mas terminam de forma diferente. Só no texto I o menino cresce e 'voltou a criar histórias', e no texto II nada disso ocorre. A, C e D têm correspondentes no texto II (perda de credibilidade, não ser ouvido, parar de mentir). Já E é um desdobramento do mesmo trecho em que ele volta a criar histórias. Referência: Comparação entre textos: tema e desfecho. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A moral da fábula ensina a não mentir. A moral 'A verdade é sempre o melhor caminho' é um ensinamento ao leitor para que não minta, já que o menino perdeu a confiança da aldeia por mentir. A e D generalizam além da moral. C e E tratam do lobo, que não é o foco do ensinamento. Referência: Gênero fábula e moral da história. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A alegria aparece quando ela é reconhecida na rua e celebra. Em 'Fui reconhecida na rua! Celebramos horrores aquele dia', a autora vibra e comemora, o que demonstra alegria explícita. B mistura sentimentos (lindas e assustadoras). C descreve o episódio de forma neutra, sem emoção explícita. D mostra reflexão e cautela. E tem tom irônico e de dúvida. Referência: Interpretação de texto: identificação de sentimentos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O 'tipo de amor que vicia' é o amor abundante, intenso. A autora fala de pessoas que choram ao encontrá-la, um 'amor tão intenso' que vicia. Esse tipo de amor é o abundante, em excesso, vindo de gente que mal a conhece. A, C, D e E (antigo, rebelde, restrito, ameno) não correspondem à intensidade nem à abundância do amor descrito. Referência: Interpretação de texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A pergunta retórica sugere dúvida sobre a natureza do amor dos fãs. Ao perguntar se a pessoa a amaria igual 'se passasse um fim de semana na serra', a autora duvida da solidez desse amor. Por isso a frase interrogativa sugere dúvida. B: a pergunta não afirma nada com certeza. C, D e E: o trecho não expressa preocupação, perfeccionismo nem ira. Referência: Interpretação de texto: efeito da frase interrogativa. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A frase final indica que a autora compreendeu a lição do analista. A fala do analista ('você não está nisso para angariar amor') é um choque de realidade. 'Tapa na cara atrás de tapa na cara' expressa que ela sentiu o impacto e compreendeu a mensagem, como no gabarito. A, B e D contradizem o impacto expresso. E: não há discordância; a metáfora mostra que a ficha caiu. Referência: Interpretação de texto e sentido figurado. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível A oração intercalada 'por absolutamente contrário às normas da vida' expressa causa. O trecho entre vírgulas, 'por absolutamente contrário às normas da vida', explica o motivo da perturbação nos espíritos. Equivale a 'porque era contrário às normas da vida', então indica causa. A: não há oposição. C: a perturbação é a consequência, não a ideia intercalada. D e E: não há condição nem finalidade. Referência: Uso da vírgula em termos intercalados; relações de sentido. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Ironia em 'alegre irresponsabilidade' associada a acidentes. Chamar de 'alegre' a irresponsabilidade que causa acidentes e mortes é um contraste entre o termo positivo e a realidade trágica. Esse contraste é a ironia, reforçada pela ideia de os motoristas 'se desafiarem' para ver quem chega 'à morte em primeiro lugar'. A, B, D e E são afirmações diretas e descrições, sem efeito de ironia. Referência: Figuras de linguagem: ironia. Resolução comentada do VaiConcursos. Questão anulada Gabarito disponível Gabarito disponível 'Mutuamente' equivale a 'de modo em comum' (recíproco). 'Mutuamente' indica ação recíproca, em que uma coisa e outra agem entre si. Entre as opções, 'de modo em comum' é a que mais se aproxima, como no gabarito oficial. A: 'isolado' é o oposto de recíproco. C, D e E ('regular', 'convencional', 'usual') não têm a ideia de reciprocidade. Referência: Semântica: sinonímia. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A repetição reforça a centralidade do olhar do ser amado. Repetir 'os oím do meu amor' e 'a luz dos olhos teus/meus' põe o olhar da pessoa amada como núcleo do poema. A repetição enfatiza a importância desse olhar para o eu lírico. A: os textos valorizam a proximidade. B: a dependência emocional é afirmada, não negada. D: não se fala em perdição. E: a linguagem é afetiva. Referência: Recursos expressivos: repetição e ênfase. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Ambos os textos dispensam vírgulas de propósito, como recurso poético. Os versos, sobretudo os do Texto VI, não usam vírgulas onde a gramática normativa as pediria, como em 'Nunca mais eu vi' e 'Os oím do meu amor'. Esse efeito é intencional e dá fluidez de canção. Por isso, a alternativa B é a correta. A: o vocabulário é diferente ('oím', 'jarrinho' contra 'olhos', 'luz'). C: há coloquialismos, como 'oím' e 'lararará'. D: há sentido conotativo ('jarrinho de flor', 'incendiar', 'luz dos olhos'). E: o Texto VI foge da norma formal. Referência: Variação linguística e licença poética. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponívelColégio Militar do Recife — Concurso de Admissão 2016/2017 — 6º Ano do Ensino Fundamental — Prova de Língua Portuguesa
TEXTO I : O conto da mentira (Rogério Augusto)
Todo dia Felipe inventava uma mentira. “Mãe, a vovó tá no telefone!”. A mãe largava a louça na pia e corria até a sala. Encontrava o telefone mudo.
O garoto havia inventado morte do cachorro, nota dez em matemática, gol de cabeça em campeonato de rua. A mãe tentava assustá-lo: “Seu nariz vai ficar igual ao do Pinóquio!”. Felipe ria na cara dela: “Quem tá mentindo é você! Não existe ninguém de madeira!”.
O pai de Felipe também conversava com ele: “Um dia você contará uma verdade e ninguém acreditará!”. Felipe ficava pensativo. Mas no dia seguinte...
Então, aconteceu o que seu pai alertara. Felipe assistia a um programa na TV. A apresentadora ligou para o número do telefone da casa dele. Felipe tinha sido sorteado. O prêmio era uma bicicleta: “É verdade, mãe! A moça quer falar com você no telefone pra combinar a entrega da bicicleta. É verdade!”.
A mãe de Felipe fingiu não ouvir. Continuou preparando o jantar em silêncio. Resultado: Felipe deixou de ganhar o prêmio. Então, ele começou a reduzir suas mentiras. Até que um dia deixou de contá-las. Bem, Felipe cresceu e tornou-se um escritor. Voltou a criar histórias. Agora, sem culpa e sem medo. No momento está escrevendo um conto. É a história de um menino que deixa de ganhar uma bicicleta porque mentia...
Felipe gostava de contar mentiras. Tanto o pai quanto a mãe não estavam satisfeitos com esse hábito e tentaram convencê-lo de que era um hábito ruim. Felipe parece ter dado maior atenção ao argumento do pai. Isso se deve:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I : O conto da mentira (Rogério Augusto)
Todo dia Felipe inventava uma mentira. “Mãe, a vovó tá no telefone!”. A mãe largava a louça na pia e corria até a sala. Encontrava o telefone mudo.
O garoto havia inventado morte do cachorro, nota dez em matemática, gol de cabeça em campeonato de rua. A mãe tentava assustá-lo: “Seu nariz vai ficar igual ao do Pinóquio!”. Felipe ria na cara dela: “Quem tá mentindo é você! Não existe ninguém de madeira!”.
O pai de Felipe também conversava com ele: “Um dia você contará uma verdade e ninguém acreditará!”. Felipe ficava pensativo. Mas no dia seguinte...
Então, aconteceu o que seu pai alertara. Felipe assistia a um programa na TV. A apresentadora ligou para o número do telefone da casa dele. Felipe tinha sido sorteado. O prêmio era uma bicicleta: “É verdade, mãe! A moça quer falar com você no telefone pra combinar a entrega da bicicleta. É verdade!”.
A mãe de Felipe fingiu não ouvir. Continuou preparando o jantar em silêncio. Resultado: Felipe deixou de ganhar o prêmio. Então, ele começou a reduzir suas mentiras. Até que um dia deixou de contá-las. Bem, Felipe cresceu e tornou-se um escritor. Voltou a criar histórias. Agora, sem culpa e sem medo. No momento está escrevendo um conto. É a história de um menino que deixa de ganhar uma bicicleta porque mentia...
“Então, ele começou a reduzir suas mentiras. Até que um dia deixou de contá-las.”
Qual a causa dessa atitude de Felipe?Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I : O conto da mentira (Rogério Augusto)
Todo dia Felipe inventava uma mentira. “Mãe, a vovó tá no telefone!”. A mãe largava a louça na pia e corria até a sala. Encontrava o telefone mudo.
O garoto havia inventado morte do cachorro, nota dez em matemática, gol de cabeça em campeonato de rua. A mãe tentava assustá-lo: “Seu nariz vai ficar igual ao do Pinóquio!”. Felipe ria na cara dela: “Quem tá mentindo é você! Não existe ninguém de madeira!”.
O pai de Felipe também conversava com ele: “Um dia você contará uma verdade e ninguém acreditará!”. Felipe ficava pensativo. Mas no dia seguinte...
Então, aconteceu o que seu pai alertara. Felipe assistia a um programa na TV. A apresentadora ligou para o número do telefone da casa dele. Felipe tinha sido sorteado. O prêmio era uma bicicleta: “É verdade, mãe! A moça quer falar com você no telefone pra combinar a entrega da bicicleta. É verdade!”.
A mãe de Felipe fingiu não ouvir. Continuou preparando o jantar em silêncio. Resultado: Felipe deixou de ganhar o prêmio. Então, ele começou a reduzir suas mentiras. Até que um dia deixou de contá-las. Bem, Felipe cresceu e tornou-se um escritor. Voltou a criar histórias. Agora, sem culpa e sem medo. No momento está escrevendo um conto. É a história de um menino que deixa de ganhar uma bicicleta porque mentia...
Segundo o texto I, sobre a personagem “Felipe”:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I : O conto da mentira (Rogério Augusto)
Todo dia Felipe inventava uma mentira. “Mãe, a vovó tá no telefone!”. A mãe largava a louça na pia e corria até a sala. Encontrava o telefone mudo.
O garoto havia inventado morte do cachorro, nota dez em matemática, gol de cabeça em campeonato de rua. A mãe tentava assustá-lo: “Seu nariz vai ficar igual ao do Pinóquio!”. Felipe ria na cara dela: “Quem tá mentindo é você! Não existe ninguém de madeira!”.
O pai de Felipe também conversava com ele: “Um dia você contará uma verdade e ninguém acreditará!”. Felipe ficava pensativo. Mas no dia seguinte...
Então, aconteceu o que seu pai alertara. Felipe assistia a um programa na TV. A apresentadora ligou para o número do telefone da casa dele. Felipe tinha sido sorteado. O prêmio era uma bicicleta: “É verdade, mãe! A moça quer falar com você no telefone pra combinar a entrega da bicicleta. É verdade!”.
A mãe de Felipe fingiu não ouvir. Continuou preparando o jantar em silêncio. Resultado: Felipe deixou de ganhar o prêmio. Então, ele começou a reduzir suas mentiras. Até que um dia deixou de contá-las. Bem, Felipe cresceu e tornou-se um escritor. Voltou a criar histórias. Agora, sem culpa e sem medo. No momento está escrevendo um conto. É a história de um menino que deixa de ganhar uma bicicleta porque mentia...
TEXTO II: O Menino e o Lobo (La Fontaine)
O MENINO E O LOBO
Um menino, pastor de ovelhas, havia ganho um apito para que soprasse em caso de perigo. Como ele passava grande parte do dia nos campos com seu rebanho de ovelhas, era necessário um meio de comunicação, numa emergência.
Num dia calmo de sol, enquanto as ovelhas pastavam tranquilamente, o menino resolveu soprar o apito só para verificar o que aconteceria.
Ao ouvir o alarme, toda a aldeia correu para salvá-lo do perigo iminente. Mas não havia perigo. Estava tudo no mais completo sossego. Só se ouviam os risos do pastorzinho, que achou aquela correria toda muito engraçada.
Passados alguns dias, o menino soprou de novo o apito. E, de novo, a aldeia toda veio em seu socorro. Mas só encontraram o pastorzinho rindo às gargalhadas do susto que pregara.
Aconteceu, porém, de um enorme lobo faminto aparecer por aquela pastagem. E antes de atacar o rebanho, resolveu perseguir o menino. Este, mais do que rápido, soprou o apito. Como ninguém apareceu em seu socorro, soprou mais uma vez. E outra mais. Em vão. Apesar de ouvirem o apito desesperado, todos pensaram ser outra brincadeira de pastorzinho.
Correndo para salvar a sua vida, o menino ainda teve tempo de perceber que, na boca de um mentiroso, até a mais pura verdade parece mentira.
A verdade é sempre o melhor caminho.
La Fontaine, Livro das Fábulas.
Os textos I e II têm o mesmo tema, porém não apresentam o mesmo desfecho. Qual a alternativa que caracteriza essa afirmativa?Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II: O Menino e o Lobo (La Fontaine)
O MENINO E O LOBO
Um menino, pastor de ovelhas, havia ganho um apito para que soprasse em caso de perigo. Como ele passava grande parte do dia nos campos com seu rebanho de ovelhas, era necessário um meio de comunicação, numa emergência.
Num dia calmo de sol, enquanto as ovelhas pastavam tranquilamente, o menino resolveu soprar o apito só para verificar o que aconteceria.
Ao ouvir o alarme, toda a aldeia correu para salvá-lo do perigo iminente. Mas não havia perigo. Estava tudo no mais completo sossego. Só se ouviam os risos do pastorzinho, que achou aquela correria toda muito engraçada.
Passados alguns dias, o menino soprou de novo o apito. E, de novo, a aldeia toda veio em seu socorro. Mas só encontraram o pastorzinho rindo às gargalhadas do susto que pregara.
Aconteceu, porém, de um enorme lobo faminto aparecer por aquela pastagem. E antes de atacar o rebanho, resolveu perseguir o menino. Este, mais do que rápido, soprou o apito. Como ninguém apareceu em seu socorro, soprou mais uma vez. E outra mais. Em vão. Apesar de ouvirem o apito desesperado, todos pensaram ser outra brincadeira de pastorzinho.
Correndo para salvar a sua vida, o menino ainda teve tempo de perceber que, na boca de um mentiroso, até a mais pura verdade parece mentira.
A verdade é sempre o melhor caminho.
La Fontaine, Livro das Fábulas.
O texto II é uma fábula e podemos identificar a moral na frase: “A verdade é sempre o melhor caminho.” Assim, podemos afirmar que o autor quis:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III: A crise de ser amada/odiada demais*
Um dia eu estava correndo pelas ruas de Ipanema à noite, sozinha, indo
encontrar Caio para ir ao aniversário de alguém, quando escuto um "Jout Jout?" muito
inesperado atrás de mim. Virei imediatamente:
- Eu! - e corri para o abraço.
[5] Era uma menina, Maria Cláudia, com o namorado e seu gato, que tinha acabado de
cair da janela. Eles estavam voltando do veterinário.
A gente se amou, falei que era minha primeira vez, falamos dos meus vídeos e nos
despedimos. Saí correndo ainda mais rápido para contar a Caio que coisa maravilhosa
havia acontecido. Cheguei ofegante, aos pulos:
[10] - Caio! Fui reconhecida na rua!
Celebramos horrores aquele dia.
Um tempo se passou, fui fazendo mais vídeos e sendo reconhecida na rua de
vez em quando. Ficava toda boba, tirava foto, contava para todo mundo, minha mãe
achava o máximo. Reconhecimento! O que todo bom trabalhador quer.
[15] Chega então o vídeo do batom vermelho, mais inscritos no canal, mais amigos
no Facebook, mais seguidores no Instagram. E-mails que eu não dava conta de
responder, mensagens das mais lindas às mais assustadoras. Todo dia eu derretia de
amor por algum e-mail que me dizia que eu estava fazendo alguém muito feliz mundo
afora. Nas ruas, cada vez mais selfies. Até que uma menina me viu e me abraçou
tremendo dos pés à cabeça. E outra, além de tremer, chorou.
[20] Quando uma pessoa que você não conhece chora ao te encontrar, passam uns
pensamentos na sua cabeça. Trata-se de um amor tão intenso que a pessoa chora.
Esse é um tipo de amor que vicia. Alguém idolatrando você sem ter conversado cinco
minutos com você? Viciante. E para uma pisciana que busca tanto ser amada isso é
um prato cheio. Até você deixar sua vaidade de lado um pouquinho e notar que essa
[25] pessoa, na verdade, não pode amar você. Ou não pode amar de um jeito confiável.
Melhor: não dá para você ficar dependendo desse amor tanto assim.
É claro que eu amo que me amem, e eu amo que amem meu trabalho, mas será
que essa pessoa me amaria dessa forma se passasse um fim de semana na serra
comigo? Ou ela iria querer me matar? Ou ia ficar indiferente a mim? As pessoas
[30] geralmente têm um contato semanal comigo, editado, por não mais do que vinte
minutos, e isso basta para despertar amor, ódio ou indiferença. Quando se trata do
primeiro caso, é o tipo de sentimento fácil de ganhar e difícil de manter. Uma bolinha
fora, uma frase que machuca alguém de alguma forma que você jamais imaginaria
transforma aquele amor profundo na mais terrível decepção. Se sua mãe fala uma
[35] coisa que você não gosta, você bate a porta e no dia seguinte já ama ela de novo. Se
uma youtuber que você idolatra magoa você, não tem volta. O que nos traz de volta
ao "não dá para depender muito desse amor". E nem do ódio, aliás (essa é a parte
boa). Se alguém na internet odeia você, geralmente é porque não gostou da sua
orelha ou do seu sotaque ou da sua opinião sobre um assunto. Não dá para confiar
[40] nesse ódio também. Às vezes, no fim de semana na serra, essa pessoa ia querer
casar com você e ter uma penca de filhos. Vai saber. Como meu analista disse uma
vez: "Não importa, você não está nisso para angariar amor". Tapa na cara atrás de
tapa na cara.
*JOUT, jout. Tá todo mundo mal: o livro das crises. São Paulo: Companhia das letras, 2016.
Pode-se perceber que a autora demonstrou alegria no trecho:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III: A crise de ser amada/odiada demais*
Um dia eu estava correndo pelas ruas de Ipanema à noite, sozinha, indo
encontrar Caio para ir ao aniversário de alguém, quando escuto um "Jout Jout?" muito
inesperado atrás de mim. Virei imediatamente:
- Eu! - e corri para o abraço.
[5] Era uma menina, Maria Cláudia, com o namorado e seu gato, que tinha acabado de
cair da janela. Eles estavam voltando do veterinário.
A gente se amou, falei que era minha primeira vez, falamos dos meus vídeos e nos
despedimos. Saí correndo ainda mais rápido para contar a Caio que coisa maravilhosa
havia acontecido. Cheguei ofegante, aos pulos:
[10] - Caio! Fui reconhecida na rua!
Celebramos horrores aquele dia.
Um tempo se passou, fui fazendo mais vídeos e sendo reconhecida na rua de
vez em quando. Ficava toda boba, tirava foto, contava para todo mundo, minha mãe
achava o máximo. Reconhecimento! O que todo bom trabalhador quer.
[15] Chega então o vídeo do batom vermelho, mais inscritos no canal, mais amigos
no Facebook, mais seguidores no Instagram. E-mails que eu não dava conta de
responder, mensagens das mais lindas às mais assustadoras. Todo dia eu derretia de
amor por algum e-mail que me dizia que eu estava fazendo alguém muito feliz mundo
afora. Nas ruas, cada vez mais selfies. Até que uma menina me viu e me abraçou
tremendo dos pés à cabeça. E outra, além de tremer, chorou.
[20] Quando uma pessoa que você não conhece chora ao te encontrar, passam uns
pensamentos na sua cabeça. Trata-se de um amor tão intenso que a pessoa chora.
Esse é um tipo de amor que vicia. Alguém idolatrando você sem ter conversado cinco
minutos com você? Viciante. E para uma pisciana que busca tanto ser amada isso é
um prato cheio. Até você deixar sua vaidade de lado um pouquinho e notar que essa
[25] pessoa, na verdade, não pode amar você. Ou não pode amar de um jeito confiável.
Melhor: não dá para você ficar dependendo desse amor tanto assim.
É claro que eu amo que me amem, e eu amo que amem meu trabalho, mas será
que essa pessoa me amaria dessa forma se passasse um fim de semana na serra
comigo? Ou ela iria querer me matar? Ou ia ficar indiferente a mim? As pessoas
[30] geralmente têm um contato semanal comigo, editado, por não mais do que vinte
minutos, e isso basta para despertar amor, ódio ou indiferença. Quando se trata do
primeiro caso, é o tipo de sentimento fácil de ganhar e difícil de manter. Uma bolinha
fora, uma frase que machuca alguém de alguma forma que você jamais imaginaria
transforma aquele amor profundo na mais terrível decepção. Se sua mãe fala uma
[35] coisa que você não gosta, você bate a porta e no dia seguinte já ama ela de novo. Se
uma youtuber que você idolatra magoa você, não tem volta. O que nos traz de volta
ao "não dá para depender muito desse amor". E nem do ódio, aliás (essa é a parte
boa). Se alguém na internet odeia você, geralmente é porque não gostou da sua
orelha ou do seu sotaque ou da sua opinião sobre um assunto. Não dá para confiar
[40] nesse ódio também. Às vezes, no fim de semana na serra, essa pessoa ia querer
casar com você e ter uma penca de filhos. Vai saber. Como meu analista disse uma
vez: "Não importa, você não está nisso para angariar amor". Tapa na cara atrás de
tapa na cara.
*JOUT, jout. Tá todo mundo mal: o livro das crises. São Paulo: Companhia das letras, 2016.
Na expressão “Esse é um tipo de amor que vicia”(L.22), a qual “tipo” de amor a autora se refere:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III: A crise de ser amada/odiada demais*
Um dia eu estava correndo pelas ruas de Ipanema à noite, sozinha, indo
encontrar Caio para ir ao aniversário de alguém, quando escuto um "Jout Jout?" muito
inesperado atrás de mim. Virei imediatamente:
- Eu! - e corri para o abraço.
[5] Era uma menina, Maria Cláudia, com o namorado e seu gato, que tinha acabado de
cair da janela. Eles estavam voltando do veterinário.
A gente se amou, falei que era minha primeira vez, falamos dos meus vídeos e nos
despedimos. Saí correndo ainda mais rápido para contar a Caio que coisa maravilhosa
havia acontecido. Cheguei ofegante, aos pulos:
[10] - Caio! Fui reconhecida na rua!
Celebramos horrores aquele dia.
Um tempo se passou, fui fazendo mais vídeos e sendo reconhecida na rua de
vez em quando. Ficava toda boba, tirava foto, contava para todo mundo, minha mãe
achava o máximo. Reconhecimento! O que todo bom trabalhador quer.
[15] Chega então o vídeo do batom vermelho, mais inscritos no canal, mais amigos
no Facebook, mais seguidores no Instagram. E-mails que eu não dava conta de
responder, mensagens das mais lindas às mais assustadoras. Todo dia eu derretia de
amor por algum e-mail que me dizia que eu estava fazendo alguém muito feliz mundo
afora. Nas ruas, cada vez mais selfies. Até que uma menina me viu e me abraçou
tremendo dos pés à cabeça. E outra, além de tremer, chorou.
[20] Quando uma pessoa que você não conhece chora ao te encontrar, passam uns
pensamentos na sua cabeça. Trata-se de um amor tão intenso que a pessoa chora.
Esse é um tipo de amor que vicia. Alguém idolatrando você sem ter conversado cinco
minutos com você? Viciante. E para uma pisciana que busca tanto ser amada isso é
um prato cheio. Até você deixar sua vaidade de lado um pouquinho e notar que essa
[25] pessoa, na verdade, não pode amar você. Ou não pode amar de um jeito confiável.
Melhor: não dá para você ficar dependendo desse amor tanto assim.
É claro que eu amo que me amem, e eu amo que amem meu trabalho, mas será
que essa pessoa me amaria dessa forma se passasse um fim de semana na serra
comigo? Ou ela iria querer me matar? Ou ia ficar indiferente a mim? As pessoas
[30] geralmente têm um contato semanal comigo, editado, por não mais do que vinte
minutos, e isso basta para despertar amor, ódio ou indiferença. Quando se trata do
primeiro caso, é o tipo de sentimento fácil de ganhar e difícil de manter. Uma bolinha
fora, uma frase que machuca alguém de alguma forma que você jamais imaginaria
transforma aquele amor profundo na mais terrível decepção. Se sua mãe fala uma
[35] coisa que você não gosta, você bate a porta e no dia seguinte já ama ela de novo. Se
uma youtuber que você idolatra magoa você, não tem volta. O que nos traz de volta
ao "não dá para depender muito desse amor". E nem do ódio, aliás (essa é a parte
boa). Se alguém na internet odeia você, geralmente é porque não gostou da sua
orelha ou do seu sotaque ou da sua opinião sobre um assunto. Não dá para confiar
[40] nesse ódio também. Às vezes, no fim de semana na serra, essa pessoa ia querer
casar com você e ter uma penca de filhos. Vai saber. Como meu analista disse uma
vez: "Não importa, você não está nisso para angariar amor". Tapa na cara atrás de
tapa na cara.
*JOUT, jout. Tá todo mundo mal: o livro das crises. São Paulo: Companhia das letras, 2016.
No trecho, “É claro que eu amo que me amem, e eu amo que amem meu trabalho, mas será que essa pessoa me amaria dessa forma se passasse um fim de semana na serra comigo?”(L.27), a frase interrogativa sugere:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III: A crise de ser amada/odiada demais*
Um dia eu estava correndo pelas ruas de Ipanema à noite, sozinha, indo
encontrar Caio para ir ao aniversário de alguém, quando escuto um "Jout Jout?" muito
inesperado atrás de mim. Virei imediatamente:
- Eu! - e corri para o abraço.
[5] Era uma menina, Maria Cláudia, com o namorado e seu gato, que tinha acabado de
cair da janela. Eles estavam voltando do veterinário.
A gente se amou, falei que era minha primeira vez, falamos dos meus vídeos e nos
despedimos. Saí correndo ainda mais rápido para contar a Caio que coisa maravilhosa
havia acontecido. Cheguei ofegante, aos pulos:
[10] - Caio! Fui reconhecida na rua!
Celebramos horrores aquele dia.
Um tempo se passou, fui fazendo mais vídeos e sendo reconhecida na rua de
vez em quando. Ficava toda boba, tirava foto, contava para todo mundo, minha mãe
achava o máximo. Reconhecimento! O que todo bom trabalhador quer.
[15] Chega então o vídeo do batom vermelho, mais inscritos no canal, mais amigos
no Facebook, mais seguidores no Instagram. E-mails que eu não dava conta de
responder, mensagens das mais lindas às mais assustadoras. Todo dia eu derretia de
amor por algum e-mail que me dizia que eu estava fazendo alguém muito feliz mundo
afora. Nas ruas, cada vez mais selfies. Até que uma menina me viu e me abraçou
tremendo dos pés à cabeça. E outra, além de tremer, chorou.
[20] Quando uma pessoa que você não conhece chora ao te encontrar, passam uns
pensamentos na sua cabeça. Trata-se de um amor tão intenso que a pessoa chora.
Esse é um tipo de amor que vicia. Alguém idolatrando você sem ter conversado cinco
minutos com você? Viciante. E para uma pisciana que busca tanto ser amada isso é
um prato cheio. Até você deixar sua vaidade de lado um pouquinho e notar que essa
[25] pessoa, na verdade, não pode amar você. Ou não pode amar de um jeito confiável.
Melhor: não dá para você ficar dependendo desse amor tanto assim.
É claro que eu amo que me amem, e eu amo que amem meu trabalho, mas será
que essa pessoa me amaria dessa forma se passasse um fim de semana na serra
comigo? Ou ela iria querer me matar? Ou ia ficar indiferente a mim? As pessoas
[30] geralmente têm um contato semanal comigo, editado, por não mais do que vinte
minutos, e isso basta para despertar amor, ódio ou indiferença. Quando se trata do
primeiro caso, é o tipo de sentimento fácil de ganhar e difícil de manter. Uma bolinha
fora, uma frase que machuca alguém de alguma forma que você jamais imaginaria
transforma aquele amor profundo na mais terrível decepção. Se sua mãe fala uma
[35] coisa que você não gosta, você bate a porta e no dia seguinte já ama ela de novo. Se
uma youtuber que você idolatra magoa você, não tem volta. O que nos traz de volta
ao "não dá para depender muito desse amor". E nem do ódio, aliás (essa é a parte
boa). Se alguém na internet odeia você, geralmente é porque não gostou da sua
orelha ou do seu sotaque ou da sua opinião sobre um assunto. Não dá para confiar
[40] nesse ódio também. Às vezes, no fim de semana na serra, essa pessoa ia querer
casar com você e ter uma penca de filhos. Vai saber. Como meu analista disse uma
vez: "Não importa, você não está nisso para angariar amor". Tapa na cara atrás de
tapa na cara.
*JOUT, jout. Tá todo mundo mal: o livro das crises. São Paulo: Companhia das letras, 2016.
A frase final do texto III é: “Tapa na cara atrás de tapa na cara.”(L.42) Essa frase, em relação ao discurso do analista, significa que:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III: A crise de ser amada/odiada demais*
Um dia eu estava correndo pelas ruas de Ipanema à noite, sozinha, indo
encontrar Caio para ir ao aniversário de alguém, quando escuto um "Jout Jout?" muito
inesperado atrás de mim. Virei imediatamente:
- Eu! - e corri para o abraço.
[5] Era uma menina, Maria Cláudia, com o namorado e seu gato, que tinha acabado de
cair da janela. Eles estavam voltando do veterinário.
A gente se amou, falei que era minha primeira vez, falamos dos meus vídeos e nos
despedimos. Saí correndo ainda mais rápido para contar a Caio que coisa maravilhosa
havia acontecido. Cheguei ofegante, aos pulos:
[10] - Caio! Fui reconhecida na rua!
Celebramos horrores aquele dia.
Um tempo se passou, fui fazendo mais vídeos e sendo reconhecida na rua de
vez em quando. Ficava toda boba, tirava foto, contava para todo mundo, minha mãe
achava o máximo. Reconhecimento! O que todo bom trabalhador quer.
[15] Chega então o vídeo do batom vermelho, mais inscritos no canal, mais amigos
no Facebook, mais seguidores no Instagram. E-mails que eu não dava conta de
responder, mensagens das mais lindas às mais assustadoras. Todo dia eu derretia de
amor por algum e-mail que me dizia que eu estava fazendo alguém muito feliz mundo
afora. Nas ruas, cada vez mais selfies. Até que uma menina me viu e me abraçou
tremendo dos pés à cabeça. E outra, além de tremer, chorou.
[20] Quando uma pessoa que você não conhece chora ao te encontrar, passam uns
pensamentos na sua cabeça. Trata-se de um amor tão intenso que a pessoa chora.
Esse é um tipo de amor que vicia. Alguém idolatrando você sem ter conversado cinco
minutos com você? Viciante. E para uma pisciana que busca tanto ser amada isso é
um prato cheio. Até você deixar sua vaidade de lado um pouquinho e notar que essa
[25] pessoa, na verdade, não pode amar você. Ou não pode amar de um jeito confiável.
Melhor: não dá para você ficar dependendo desse amor tanto assim.
É claro que eu amo que me amem, e eu amo que amem meu trabalho, mas será
que essa pessoa me amaria dessa forma se passasse um fim de semana na serra
comigo? Ou ela iria querer me matar? Ou ia ficar indiferente a mim? As pessoas
[30] geralmente têm um contato semanal comigo, editado, por não mais do que vinte
minutos, e isso basta para despertar amor, ódio ou indiferença. Quando se trata do
primeiro caso, é o tipo de sentimento fácil de ganhar e difícil de manter. Uma bolinha
fora, uma frase que machuca alguém de alguma forma que você jamais imaginaria
transforma aquele amor profundo na mais terrível decepção. Se sua mãe fala uma
[35] coisa que você não gosta, você bate a porta e no dia seguinte já ama ela de novo. Se
uma youtuber que você idolatra magoa você, não tem volta. O que nos traz de volta
ao "não dá para depender muito desse amor". E nem do ódio, aliás (essa é a parte
boa). Se alguém na internet odeia você, geralmente é porque não gostou da sua
orelha ou do seu sotaque ou da sua opinião sobre um assunto. Não dá para confiar
[40] nesse ódio também. Às vezes, no fim de semana na serra, essa pessoa ia querer
casar com você e ter uma penca de filhos. Vai saber. Como meu analista disse uma
vez: "Não importa, você não está nisso para angariar amor". Tapa na cara atrás de
tapa na cara.
*JOUT, jout. Tá todo mundo mal: o livro das crises. São Paulo: Companhia das letras, 2016.
Texto IV
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*http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=55817.
Acesso em 18 de Outubro de 2016
O conteúdo da charge ao lado traz em comum com o texto III:
Texto IV
![]()
*http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=55817.
Acesso em 18 de Outubro de 2016
A charge (texto IV) apresenta mais fortemente a finalidade de:
TEXTO V: As intermitências da morte
No dia seguinte ninguém morreu. O fato, por absolutamente contrário às normas da vida,
causou nos espíritos uma perturbação enorme, efeito em todos os aspectos justificado, basta
que nos lembremos de que não havia notícia nos quarenta volumes da história universal, nem
ao menos um caso para amostra, de ter alguma vez ocorrido fenômeno semelhante, passar-se
[5] um dia completo, com todas as suas pródigas vinte e quatro horas, contadas entre diurnas e
noturnas, matutinas e vespertinas, sem que tivesse sucedido um falecimento por doença, uma
queda mortal, um suicídio levado a bom fim, nada de nada, pela palavra nada. Nem sequer um
daqueles acidentes de automóvel tão frequentes em ocasiões festivas, quando a alegre
irresponsabilidade e o excesso de álcool se desafiam mutuamente nas estradas para decidir
[10] sobre quem vai conseguir chegar à morte em primeiro lugar. [...] Sangue, porém, houve-o, e
não pouco. Desvairados, confusos, aflitos, dominando a custo as náuseas, os bombeiros
extraíam da amálgama dos destroços míseros corpos humanos que, de acordo com a lógica
matemática das colisões, deveriam estar mortos e bem mortos, mas que, apesar da gravidade
dos ferimentos e dos traumatismos sofridos, se mantinham vivos e assim eram transportados
[15] aos hospitais, ao som das dilacerantes sereias das ambulâncias. Nenhuma dessas pessoas
morreria no caminho e todas iriam desmentir os mais pessimistas prognósticos médicos, Esse
pobre diabo não tem remédio possível, nem valia a pena perder tempo a operá-lo, dizia o
cirurgião à enfermeira enquanto esta lhe ajustava a máscara à cara. Realmente, talvez não
houvesse salvação para o coitado no dia anterior, mas o que estava claro é que a vítima se
[20] recusava a morrer neste. E o que acontecia aqui, acontecia em todo o país. [...] Já tínhamos
passado ao dia seguinte, e nele, como se informou logo no princípio deste relato, ninguém iria
morrer. [...]
SARAMAGO, José. As intermitências da morte. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 11-12
José Saramago foi o primeiro escritor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura. Nascido em Portugal, seus romances e contos trazem características particulares quanto à pontuação e a utilização de parágrafos de forma diferenciada. No seu romance, “As intermitências da morte”, percebe-se a morte como personagem principal. De acordo com trecho do livro reproduzido acima, responda aos itens a seguir.
Neste fragmento do texto V: “O fato, por absolutamente contrário às normas da vida, causou nos espíritos uma perturbação enorme, [...]”(L.01), as duas primeiras virgulas foram empregadas para intercalar uma ideia de:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO V: As intermitências da morte
No dia seguinte ninguém morreu. O fato, por absolutamente contrário às normas da vida,
causou nos espíritos uma perturbação enorme, efeito em todos os aspectos justificado, basta
que nos lembremos de que não havia notícia nos quarenta volumes da história universal, nem
ao menos um caso para amostra, de ter alguma vez ocorrido fenômeno semelhante, passar-se
[5] um dia completo, com todas as suas pródigas vinte e quatro horas, contadas entre diurnas e
noturnas, matutinas e vespertinas, sem que tivesse sucedido um falecimento por doença, uma
queda mortal, um suicídio levado a bom fim, nada de nada, pela palavra nada. Nem sequer um
daqueles acidentes de automóvel tão frequentes em ocasiões festivas, quando a alegre
irresponsabilidade e o excesso de álcool se desafiam mutuamente nas estradas para decidir
[10] sobre quem vai conseguir chegar à morte em primeiro lugar. [...] Sangue, porém, houve-o, e
não pouco. Desvairados, confusos, aflitos, dominando a custo as náuseas, os bombeiros
extraíam da amálgama dos destroços míseros corpos humanos que, de acordo com a lógica
matemática das colisões, deveriam estar mortos e bem mortos, mas que, apesar da gravidade
dos ferimentos e dos traumatismos sofridos, se mantinham vivos e assim eram transportados
[15] aos hospitais, ao som das dilacerantes sereias das ambulâncias. Nenhuma dessas pessoas
morreria no caminho e todas iriam desmentir os mais pessimistas prognósticos médicos, Esse
pobre diabo não tem remédio possível, nem valia a pena perder tempo a operá-lo, dizia o
cirurgião à enfermeira enquanto esta lhe ajustava a máscara à cara. Realmente, talvez não
houvesse salvação para o coitado no dia anterior, mas o que estava claro é que a vítima se
[20] recusava a morrer neste. E o que acontecia aqui, acontecia em todo o país. [...] Já tínhamos
passado ao dia seguinte, e nele, como se informou logo no princípio deste relato, ninguém iria
morrer. [...]
SARAMAGO, José. As intermitências da morte. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 11-12
José Saramago foi o primeiro escritor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura. Nascido em Portugal, seus romances e contos trazem características particulares quanto à pontuação e a utilização de parágrafos de forma diferenciada. No seu romance, “As intermitências da morte”, percebe-se a morte como personagem principal. De acordo com trecho do livro reproduzido acima, responda aos itens a seguir.
No trecho, “se recusava a morrer neste” (L.20), a palavra destacada refere-se ao:
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TEXTO V: As intermitências da morte
No dia seguinte ninguém morreu. O fato, por absolutamente contrário às normas da vida,
causou nos espíritos uma perturbação enorme, efeito em todos os aspectos justificado, basta
que nos lembremos de que não havia notícia nos quarenta volumes da história universal, nem
ao menos um caso para amostra, de ter alguma vez ocorrido fenômeno semelhante, passar-se
[5] um dia completo, com todas as suas pródigas vinte e quatro horas, contadas entre diurnas e
noturnas, matutinas e vespertinas, sem que tivesse sucedido um falecimento por doença, uma
queda mortal, um suicídio levado a bom fim, nada de nada, pela palavra nada. Nem sequer um
daqueles acidentes de automóvel tão frequentes em ocasiões festivas, quando a alegre
irresponsabilidade e o excesso de álcool se desafiam mutuamente nas estradas para decidir
[10] sobre quem vai conseguir chegar à morte em primeiro lugar. [...] Sangue, porém, houve-o, e
não pouco. Desvairados, confusos, aflitos, dominando a custo as náuseas, os bombeiros
extraíam da amálgama dos destroços míseros corpos humanos que, de acordo com a lógica
matemática das colisões, deveriam estar mortos e bem mortos, mas que, apesar da gravidade
dos ferimentos e dos traumatismos sofridos, se mantinham vivos e assim eram transportados
[15] aos hospitais, ao som das dilacerantes sereias das ambulâncias. Nenhuma dessas pessoas
morreria no caminho e todas iriam desmentir os mais pessimistas prognósticos médicos, Esse
pobre diabo não tem remédio possível, nem valia a pena perder tempo a operá-lo, dizia o
cirurgião à enfermeira enquanto esta lhe ajustava a máscara à cara. Realmente, talvez não
houvesse salvação para o coitado no dia anterior, mas o que estava claro é que a vítima se
[20] recusava a morrer neste. E o que acontecia aqui, acontecia em todo o país. [...] Já tínhamos
passado ao dia seguinte, e nele, como se informou logo no princípio deste relato, ninguém iria
morrer. [...]
SARAMAGO, José. As intermitências da morte. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 11-12
José Saramago foi o primeiro escritor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura. Nascido em Portugal, seus romances e contos trazem características particulares quanto à pontuação e a utilização de parágrafos de forma diferenciada. No seu romance, “As intermitências da morte”, percebe-se a morte como personagem principal. De acordo com trecho do livro reproduzido acima, responda aos itens a seguir.
Percebe-se efeito de ironia no trecho:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO V: As intermitências da morte
No dia seguinte ninguém morreu. O fato, por absolutamente contrário às normas da vida,
causou nos espíritos uma perturbação enorme, efeito em todos os aspectos justificado, basta
que nos lembremos de que não havia notícia nos quarenta volumes da história universal, nem
ao menos um caso para amostra, de ter alguma vez ocorrido fenômeno semelhante, passar-se
[5] um dia completo, com todas as suas pródigas vinte e quatro horas, contadas entre diurnas e
noturnas, matutinas e vespertinas, sem que tivesse sucedido um falecimento por doença, uma
queda mortal, um suicídio levado a bom fim, nada de nada, pela palavra nada. Nem sequer um
daqueles acidentes de automóvel tão frequentes em ocasiões festivas, quando a alegre
irresponsabilidade e o excesso de álcool se desafiam mutuamente nas estradas para decidir
[10] sobre quem vai conseguir chegar à morte em primeiro lugar. [...] Sangue, porém, houve-o, e
não pouco. Desvairados, confusos, aflitos, dominando a custo as náuseas, os bombeiros
extraíam da amálgama dos destroços míseros corpos humanos que, de acordo com a lógica
matemática das colisões, deveriam estar mortos e bem mortos, mas que, apesar da gravidade
dos ferimentos e dos traumatismos sofridos, se mantinham vivos e assim eram transportados
[15] aos hospitais, ao som das dilacerantes sereias das ambulâncias. Nenhuma dessas pessoas
morreria no caminho e todas iriam desmentir os mais pessimistas prognósticos médicos, Esse
pobre diabo não tem remédio possível, nem valia a pena perder tempo a operá-lo, dizia o
cirurgião à enfermeira enquanto esta lhe ajustava a máscara à cara. Realmente, talvez não
houvesse salvação para o coitado no dia anterior, mas o que estava claro é que a vítima se
[20] recusava a morrer neste. E o que acontecia aqui, acontecia em todo o país. [...] Já tínhamos
passado ao dia seguinte, e nele, como se informou logo no princípio deste relato, ninguém iria
morrer. [...]
SARAMAGO, José. As intermitências da morte. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 11-12
José Saramago foi o primeiro escritor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura. Nascido em Portugal, seus romances e contos trazem características particulares quanto à pontuação e a utilização de parágrafos de forma diferenciada. No seu romance, “As intermitências da morte”, percebe-se a morte como personagem principal. De acordo com trecho do livro reproduzido acima, responda aos itens a seguir.
A ideia central do texto V é:
TEXTO V: As intermitências da morte
No dia seguinte ninguém morreu. O fato, por absolutamente contrário às normas da vida,
causou nos espíritos uma perturbação enorme, efeito em todos os aspectos justificado, basta
que nos lembremos de que não havia notícia nos quarenta volumes da história universal, nem
ao menos um caso para amostra, de ter alguma vez ocorrido fenômeno semelhante, passar-se
[5] um dia completo, com todas as suas pródigas vinte e quatro horas, contadas entre diurnas e
noturnas, matutinas e vespertinas, sem que tivesse sucedido um falecimento por doença, uma
queda mortal, um suicídio levado a bom fim, nada de nada, pela palavra nada. Nem sequer um
daqueles acidentes de automóvel tão frequentes em ocasiões festivas, quando a alegre
irresponsabilidade e o excesso de álcool se desafiam mutuamente nas estradas para decidir
[10] sobre quem vai conseguir chegar à morte em primeiro lugar. [...] Sangue, porém, houve-o, e
não pouco. Desvairados, confusos, aflitos, dominando a custo as náuseas, os bombeiros
extraíam da amálgama dos destroços míseros corpos humanos que, de acordo com a lógica
matemática das colisões, deveriam estar mortos e bem mortos, mas que, apesar da gravidade
dos ferimentos e dos traumatismos sofridos, se mantinham vivos e assim eram transportados
[15] aos hospitais, ao som das dilacerantes sereias das ambulâncias. Nenhuma dessas pessoas
morreria no caminho e todas iriam desmentir os mais pessimistas prognósticos médicos, Esse
pobre diabo não tem remédio possível, nem valia a pena perder tempo a operá-lo, dizia o
cirurgião à enfermeira enquanto esta lhe ajustava a máscara à cara. Realmente, talvez não
houvesse salvação para o coitado no dia anterior, mas o que estava claro é que a vítima se
[20] recusava a morrer neste. E o que acontecia aqui, acontecia em todo o país. [...] Já tínhamos
passado ao dia seguinte, e nele, como se informou logo no princípio deste relato, ninguém iria
morrer. [...]
SARAMAGO, José. As intermitências da morte. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 11-12
José Saramago foi o primeiro escritor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura. Nascido em Portugal, seus romances e contos trazem características particulares quanto à pontuação e a utilização de parágrafos de forma diferenciada. No seu romance, “As intermitências da morte”, percebe-se a morte como personagem principal. De acordo com trecho do livro reproduzido acima, responda aos itens a seguir.
Em “deveriam estar mortos e bem mortos, mas que, apesar da gravidade dos ferimentos e dos traumatismos sofridos, se mantinham vivos”, as palavras destacadas indicam, respectivamente:
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TEXTO V: As intermitências da morte
No dia seguinte ninguém morreu. O fato, por absolutamente contrário às normas da vida,
causou nos espíritos uma perturbação enorme, efeito em todos os aspectos justificado, basta
que nos lembremos de que não havia notícia nos quarenta volumes da história universal, nem
ao menos um caso para amostra, de ter alguma vez ocorrido fenômeno semelhante, passar-se
[5] um dia completo, com todas as suas pródigas vinte e quatro horas, contadas entre diurnas e
noturnas, matutinas e vespertinas, sem que tivesse sucedido um falecimento por doença, uma
queda mortal, um suicídio levado a bom fim, nada de nada, pela palavra nada. Nem sequer um
daqueles acidentes de automóvel tão frequentes em ocasiões festivas, quando a alegre
irresponsabilidade e o excesso de álcool se desafiam mutuamente nas estradas para decidir
[10] sobre quem vai conseguir chegar à morte em primeiro lugar. [...] Sangue, porém, houve-o, e
não pouco. Desvairados, confusos, aflitos, dominando a custo as náuseas, os bombeiros
extraíam da amálgama dos destroços míseros corpos humanos que, de acordo com a lógica
matemática das colisões, deveriam estar mortos e bem mortos, mas que, apesar da gravidade
dos ferimentos e dos traumatismos sofridos, se mantinham vivos e assim eram transportados
[15] aos hospitais, ao som das dilacerantes sereias das ambulâncias. Nenhuma dessas pessoas
morreria no caminho e todas iriam desmentir os mais pessimistas prognósticos médicos, Esse
pobre diabo não tem remédio possível, nem valia a pena perder tempo a operá-lo, dizia o
cirurgião à enfermeira enquanto esta lhe ajustava a máscara à cara. Realmente, talvez não
houvesse salvação para o coitado no dia anterior, mas o que estava claro é que a vítima se
[20] recusava a morrer neste. E o que acontecia aqui, acontecia em todo o país. [...] Já tínhamos
passado ao dia seguinte, e nele, como se informou logo no princípio deste relato, ninguém iria
morrer. [...]
SARAMAGO, José. As intermitências da morte. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 11-12
José Saramago foi o primeiro escritor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura. Nascido em Portugal, seus romances e contos trazem características particulares quanto à pontuação e a utilização de parágrafos de forma diferenciada. No seu romance, “As intermitências da morte”, percebe-se a morte como personagem principal. De acordo com trecho do livro reproduzido acima, responda aos itens a seguir.
Em “[...] quando a alegre irresponsabilidade e o excesso de álcool se desafiam mutuamente nas estradas para decidir sobre quem vai conseguir chegar à morte em primeiro lugar” (L.08/09), a palavra “mutuamente” pode ser substituída sem mudança de sentido por:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO VI : OS OIM DO MEU AMOR
(Cordel do Fogo Encantado)
Ê nunca mais eu vi
Os oím do meu amor
Nunca mais eu vi
Os oím dela brilhar
Nunca mais eu vi
Os oím do meu amor
São dois jarrinho de flor
E todo mundo quer cheirar
TEXTO VII: PELA LUZ DOS OLHOS TEUS
(Vinicius de Moraes)
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá
O encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar
Meu amor, juro por Deus
Me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais lararará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho, meu amor
E só se pode achar
Que a luz dos olhos meus
Precisa se casar
Há, nos textos VI e VII, a repetição de palavras e de versos inteiros. Essa estratégia evidencia uma forte intenção de:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO VI : OS OIM DO MEU AMOR
(Cordel do Fogo Encantado)
Ê nunca mais eu vi
Os oím do meu amor
Nunca mais eu vi
Os oím dela brilhar
Nunca mais eu vi
Os oím do meu amor
São dois jarrinho de flor
E todo mundo quer cheirar
TEXTO VII: PELA LUZ DOS OLHOS TEUS
(Vinicius de Moraes)
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá
O encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar
Meu amor, juro por Deus
Me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais lararará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho, meu amor
E só se pode achar
Que a luz dos olhos meus
Precisa se casar
Em relação aos textos VI e VII é correto afirmar que:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO VI : OS OIM DO MEU AMOR
(Cordel do Fogo Encantado)
Ê nunca mais eu vi
Os oím do meu amor
Nunca mais eu vi
Os oím dela brilhar
Nunca mais eu vi
Os oím do meu amor
São dois jarrinho de flor
E todo mundo quer cheirar
TEXTO VII: PELA LUZ DOS OLHOS TEUS
(Vinicius de Moraes)
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá
O encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar
Meu amor, juro por Deus
Me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais lararará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho, meu amor
E só se pode achar
Que a luz dos olhos meus
Precisa se casar
Sobre os textos VI e VII é correto afirmar que:
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