← Voltar para a lista de provas Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) — Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão ao 1º Ano do CPCAR 49 questões nesta prova · página 1 de 3 · 46 com gabarito Gabarito disponível A ironia sobre livros de autoajuda e filmes ruins mostra que gêneros de qualidade duvidosa também tratam do tema humor e saúde. O autor diz que a frase 'poderia estar' em qualquer livro de autoajuda ou num filme ruim, mas que os especialistas a tratam a sério. Ele reconhece que gêneros de qualidade duvidosa também se apropriam do tema. A) Errada: o texto não diz que só estudos de especialistas podem aconselhar. B) Errada: o autor não afirma que esses livros e filmes tratem o tema 'com seriedade'. Ele os usa para contrastar com os especialistas. D) Errada: o texto não fala em buscar credibilidade junto ao mercado consumidor. C) Correta. Referência: Interpretação de texto (linhas 1-6). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Efeitos do mau humor: angústia, liberação de adrenalina, culpa e humor ainda pior (ciclo vicioso). O texto diz que o mal-humorado fica angustiado, maltrata os outros, sente-se culpado e 'fica com um humor pior ainda'. Isso descreve um círculo vicioso, oposto ao 'círculo virtuoso' do bom humor. A) Errada: as pequenas tragédias são desencadeadas pelo mau humor e só são trágicas porque as encaramos assim. O texto não diz que o mau humor as justifica. B) Errada: o texto diz que a vítima maltrata os outros, mas não que o relacionamento fique impossível nem que a pessoa se isole. C) Errada: o mau humor prejudica o convívio. O que o texto defende como necessário é a alternância entre tristeza e alegria, não o mau humor. D) Correta. Referência: Interpretação de texto (§ 3 do texto I, linhas 25-38). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A ideia central é 'Rir é o melhor remédio'. O texto mostra os benefícios do bom humor e do riso para o corpo e a recuperação, com o exemplo de Cousins e dos Doutores da Alegria. Isso se sintetiza em "Rir é o melhor remédio". A: foca em corrigir erros, o que não é o tema. C: fala de vantagem de quem ri por último, sem relação com saúde. D: sugere desespero, ideia contrária à do texto. Referência: Texto I; ideia central. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível O texto apresenta o bom humor como sinal de saúde física e psicológica. O texto afirma que o bom humor é a expressão de que o corpo está bem. Ele também relata efeitos físicos (endorfina, pressão, sistema imunológico) e emocionais, o que dá base à alternativa A. B: o texto diz que o bom humor pode ser ajudado por uma visão otimista, mas não diz que o otimismo é causado por ele. C: tristeza e alegria são estados necessários, mas o texto não os trata como traços de caráter. D: a cultura é apenas um dos fatores, entre outros, e não é "crucial". Referência: Texto I, linhas 7-12 e 80-91. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A oração 'de que o corpo está bem' completa o nome 'expressão'. A oração "de que o corpo está bem" é subordinada substantiva completiva nominal, pois complementa o substantivo abstrato "expressão". Por isso a alternativa C está correta. A: "antes de tudo" indica prioridade/primazia, não tempo. B: "bem" é advérbio, não predicativo. D: a redação é imprecisa e, no contexto, "estar" tem sentido de estado ligado ao advérbio "bem". Referência: Análise sintática: orações subordinadas substantivas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Agora você se interessou, né?' é função fática. A pergunta serve para checar e manter o contato com o leitor, sem informar nada novo, o que caracteriza a função fática. O foco está no canal de comunicação. A: "Procure ver..." é conativa, pois é um conselho dirigido ao leitor. B: "Um indivíduo bem-humorado sofre menos..." é referencial. D: o relato sobre a doença de Cousins também é referencial (função expressiva é sinônimo de emotiva). Referência: Funções da linguagem (Jakobson). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Só a D está sem infrações de regência e concordância. Em "Aversões ao erro e ao ridículo são fatores favoráveis...", o plural do sujeito concorda com o verbo e "aversão" rege corretamente "a". Nenhuma outra opção está livre de erros. A: o certo é "prefere lamentar a buscar" e "complexos problemas e situações". B: "170.000 mil" é redundante e "noventa por cento delas apresentaram melhoras" seria mais adequado. C: o plural "encará-los" não concorda com os termos anteriores e "tragédia" ficaria melhor no plural. Referência: Regência e concordância. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível A afirmação D é incorreta quanto às regras de acentuação. "Saúde" é paroxítona com acento por causa do hiato "aú" tônico, não é proparoxítona. "Aprendêssemos" é proparoxítona. A afirmação D inverte as regras, por isso é a incorreta. A: "quê" é monossílabo tônico no fim da frase e leva acento, correto. B: "lógica" é proparoxítona e "à" é crase (preposição + artigo). C: "consequências" e "deletérias" são paroxítonas terminadas em ditongo crescente (-ias), correto. Referência: Acentuação gráfica. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O Texto I não trata só do bom humor; o item A é incorreto. A questão pede a afirmação INCORRETA. O Texto I também trata do mau humor, da depressão e da mania, e o Texto II fala de sentimentos reprimidos, aceitação e soluções. Portanto, não é verdade que ambos tenham como único assunto o bom humor. B: ambos destacam a ação curativa do bom humor. C: ambos usam termos voltados ao leitor ("você", imperativos). D: ambos valorizam sentimentos positivos para uma vida mais saudável. Todas são corretas. Referência: Interpretação comparativa dos Textos I e II. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Há metáfora em 'acender o fósforo que lamentar a escuridão'. "Acender o fósforo" significa agir, buscar solução, e "lamentar a escuridão" significa ficar no pessimismo. Essa comparação implícita é uma metáfora e reforça que o pensamento negativo não resolve problemas. B: não há metonímia em "alegrar o ambiente". C: não há gradação nem eufemismo no trecho. D: "mãos do doutor" é metonímia (ou metáfora), não catacrese. Referência: Figuras de linguagem; Texto II. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Sequência V, F, V, V, F. II, III e IV usam o presente do indicativo com valor de verdade geral (V). Em I, "fale" é imperativo, e o subjuntivo está em "quiser" (F). Se "faz" fosse "fez", a concordância pediria "fôssemos" (imperfeito do subjuntivo) (V). Em IV, "aceito" forma a voz passiva ("ser aceito") (V). Em V, "viva" é imperativo negativo na 3ª pessoa (você), não na 2ª (F). A, C e D divergem da sequência correta ao classificar de modo errado ao menos um item (por exemplo, tratam "fale" como presente do subjuntivo ou "viva" como 2ª pessoa). Referência: Tempos e modos verbais; Texto II (Dráuzio Varela). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gasto total de R$ 5.500. Em A, x = 110d. Em B, o mesmo valor paga d+2 diárias: x = 100(d+2). Então 110d = 100d + 200, d = 20 e x = 2.200. Eles ficaram 22 dias, com alimentação de 150 × 22 = 3.300, e o total é 2.200 + 3.300 = 5.500, entre 5.400 e 5.900. A, C e D não contêm 5.500. Referência: Problemas com equações do 1º grau. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Idades 5 e 6; soma 11, que é primo. Sejam as idades x e x+1. Daqui a 4 anos a diferença continua sendo 1, e ela é 1/10 da idade do mais velho: (x+5)/10 = 1, logo x = 5. As idades são 5 e 6, e a soma 11 é um número primo. B: 11 não divide 100. C: 11 não é múltiplo de 3. D: 11 não é divisor de 5. Referência: Problemas com equações do 1º grau. Resolução comentada do VaiConcursos. Questão anuladaEPCAR — Exame de Admissão ao 1º Ano do CPCAR 2016 — Língua Portuguesa, Matemática, Língua Inglesa e Redação — Versão A
TEXTO I
O BOM HUMOR FAZ BEM PARA SAÚDE
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de que o corpo está bem
Por Fábio Peixoto
“Procure ver o lado bom das coisas ruins.” Essa
frase poderia estar em qualquer livro de auto-ajuda ou
parecer um conselho bobo de um mestre de artes
marciais saído de algum filme ruim. Mas, segundo os
[5] especialistas que estudam o humor a sério, trata-se do
maior segredo para viver bem.
(...)
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de
que o corpo está bem. Ele depende de fatores físicos e
[10] culturais e varia de acordo com a personalidade e a
formação de cada um. Mas, mesmo sendo o resultado
de uma combinação de ingredientes, pode ser ajudado
com uma visão otimista do mundo. “Um indivíduo bem-
humorado sofre menos porque produz mais endorfina,
[15] um hormônio que relaxa”, diz o clínico geral Antônio
Carlos Lopes, da Universidade Federal de São Paulo.
Mais do que isso: a endorfina aumenta a tendência de
ter bom humor. Ou seja, quanto mais bem-humorado
você está, maior o seu bem-estar e, consequentemente,
[20] mais bem-humorado você fica. Eis aqui um círculo
virtuoso, que Lopes prefere chamar de “feedback
positivo”. A endorfina também controla a pressão
sanguínea, melhora o sono e o desempenho sexual.
(Agora você se interessou, né?)
[25] Mas, mesmo que não houvesse tantos
benefícios no bom humor, os efeitos do mau humor
sobre o corpo já seriam suficientes para justificar uma
busca incessante de motivos para ficar feliz. Novamente
Lopes explica por quê: “O indivíduo mal-humorado fica
[30] angustiado, o que provoca a liberação no corpo de
hormônios como a adrenalina. Isso causa palpitação,
arritmia cardíaca, mãos frias, dor de cabeça, dificuldades
na digestão e irritabilidade”. A vítima acaba maltratando
os outros porque não está bem, sente-se culpada e fica
[35] com um humor pior ainda. Essa situação pode ser
desencadeada por pequenas tragédias cotidianas –
como um trabalho inacabado ou uma conta para pagar -,
que só são trágicas porque as encaramos desse modo.
Evidentemente, nem sempre dá para achar
[40] graça em tudo. Há situações em que a tristeza é
inevitável – e é bom que seja assim. “Você precisa de
tristeza e de alegria para ter um convívio social
adequado”, diz o psiquiatra Teng Chei Tung, do Hospital
das Clínicas de São Paulo. “A alegria favorece a
[45] integração e a tristeza propicia a introspecção e o
amadurecimento.” Temos de saber lidar com a flutuação
entre esses estágios, que é necessária e faz parte da
natureza humana.
O humor pode variar da depressão (o extremo
[50] da tristeza) até a mania (o máximo da euforia). Esses
dois estados são manifestações de doenças e devem
ser tratados com a ajuda de psiquiatras e remédios que
regulam a produção de substâncias no cérebro. Uma em
cada quatro pessoas tem, durante a vida, pelo menos
[55] um caso de depressão que mereceria tratamento
psiquiátrico.
Enquanto as consequências deletérias do mau
humor são estudadas há décadas, não faz muito tempo
que a comunidade científica passou a pesquisar os
[60] efeitos benéficos do bom humor. O interesse no assunto
surgiu há vinte anos, quando o editor norte-americano
Norman Cousins publicou o livro Anatomia de uma
Doença, contando um impressionante caso de cura pelo
riso. Nos anos 60, ele contraiu uma doença degenerativa
[65] que ataca a coluna vertebral, chamada espondilite
ancilosa, e sua chance de sobreviver era de apenas uma
em quinhentas.
Em vez de ficar no hospital esperando para
virar estatística, ele resolveu sair e se hospedar num
[70] hotel das redondezas, com autorização dos médicos.
Sob os atentos olhos de uma enfermeira, com quase
todo o corpo paralisado, Cousins reunia os amigos para
assistir a programas de “pegadinhas” e seriados cômicos
na TV. Gradualmente foi se recuperando até poder voltar
[75] a viver e a trabalhar normalmente. Cousins morreu em
1990, aos 75 anos. Se Cousins saiu do hospital em
busca do humor, hoje há muitos profissionais de saúde
que defendem a entrada das risadas no dia a dia dos
pacientes internados.
[80] Uma boa gargalhada é um método ótimo de
relaxamento muscular. Isso ocorre porque os músculos
não envolvidos no riso tendem a se soltar – está aí a
explicação para quando as pernas ficam bambas de
tanto rir ou para quando a bexiga se esvazia
[85] inadvertidamente depois daquela piada genial. Quando a
risada acaba, o que surge é uma calmaria geral. Além
disso, se é certo que a tristeza abala o sistema
imunológico, sabe-se também que a endorfina, liberada
durante o riso, melhora a circulação e a eficácia das
[90] defesas do organismo. A alegria também aumenta a
capacidade de resistir à dor, graças também à endorfina.
Evidências como essa fundamentam o trabalho
dos Doutores da Alegria, que já visitaram 170.000
crianças em hospitais. As invasões de quartos e UTIs
[95] feitas por 25 atores vestidos de “palhaços-médicos” não
apenas aceleram a recuperação das crianças, mas
motivam os médicos e os pais. A psicóloga Morgana
Masetti acompanha os Doutores há sete anos. “É
evidente que o trabalho diminui a medicação para os
[100] pacientes”, diz ela.
O princípio que torna os Doutores da Alegria
engraçados tem a ver com a flexibilidade de
pensamento defendida pelos especialistas em humor –
aquela ideia de ver as coisas pelo lado bom. “O clown
[105] não segue a lógica à qual estamos acostumados”, diz
Morgana. “Ele pode passar por um balcão de
enfermagem e pedir uma pizza ou multar as macas por
excesso de velocidade.” Para se tornar um membro dos
Doutores da Alegria, o ator passa num curioso teste de
[110] autoconhecimento: reconhece o que há de ridículo em si
mesmo e ri disso. “Um clown não tem medo de errar –
pelo contrário, ele se diverte com isso”, diz Morgana.
Nem é preciso mencionar quanto mais de saúde haveria
no mundo se todos aprendêssemos a fazer o mesmo.
(super.abril.com.br/saúde/bom-humor-faz-bem-saude-441550.shtml - acesso em 11 de abril de 2015, às 11h.)
A expressão “em qualquer livro de auto-ajuda” (ℓ.02) e “saído de algum filme ruim” (ℓ.04), revela, segundo o autor, a concepção de queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
O BOM HUMOR FAZ BEM PARA SAÚDE
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de que o corpo está bem
Por Fábio Peixoto
“Procure ver o lado bom das coisas ruins.” Essa
frase poderia estar em qualquer livro de auto-ajuda ou
parecer um conselho bobo de um mestre de artes
marciais saído de algum filme ruim. Mas, segundo os
[5] especialistas que estudam o humor a sério, trata-se do
maior segredo para viver bem.
(...)
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de
que o corpo está bem. Ele depende de fatores físicos e
[10] culturais e varia de acordo com a personalidade e a
formação de cada um. Mas, mesmo sendo o resultado
de uma combinação de ingredientes, pode ser ajudado
com uma visão otimista do mundo. “Um indivíduo bem-
humorado sofre menos porque produz mais endorfina,
[15] um hormônio que relaxa”, diz o clínico geral Antônio
Carlos Lopes, da Universidade Federal de São Paulo.
Mais do que isso: a endorfina aumenta a tendência de
ter bom humor. Ou seja, quanto mais bem-humorado
você está, maior o seu bem-estar e, consequentemente,
[20] mais bem-humorado você fica. Eis aqui um círculo
virtuoso, que Lopes prefere chamar de “feedback
positivo”. A endorfina também controla a pressão
sanguínea, melhora o sono e o desempenho sexual.
(Agora você se interessou, né?)
[25] Mas, mesmo que não houvesse tantos
benefícios no bom humor, os efeitos do mau humor
sobre o corpo já seriam suficientes para justificar uma
busca incessante de motivos para ficar feliz. Novamente
Lopes explica por quê: “O indivíduo mal-humorado fica
[30] angustiado, o que provoca a liberação no corpo de
hormônios como a adrenalina. Isso causa palpitação,
arritmia cardíaca, mãos frias, dor de cabeça, dificuldades
na digestão e irritabilidade”. A vítima acaba maltratando
os outros porque não está bem, sente-se culpada e fica
[35] com um humor pior ainda. Essa situação pode ser
desencadeada por pequenas tragédias cotidianas –
como um trabalho inacabado ou uma conta para pagar -,
que só são trágicas porque as encaramos desse modo.
Evidentemente, nem sempre dá para achar
[40] graça em tudo. Há situações em que a tristeza é
inevitável – e é bom que seja assim. “Você precisa de
tristeza e de alegria para ter um convívio social
adequado”, diz o psiquiatra Teng Chei Tung, do Hospital
das Clínicas de São Paulo. “A alegria favorece a
[45] integração e a tristeza propicia a introspecção e o
amadurecimento.” Temos de saber lidar com a flutuação
entre esses estágios, que é necessária e faz parte da
natureza humana.
O humor pode variar da depressão (o extremo
[50] da tristeza) até a mania (o máximo da euforia). Esses
dois estados são manifestações de doenças e devem
ser tratados com a ajuda de psiquiatras e remédios que
regulam a produção de substâncias no cérebro. Uma em
cada quatro pessoas tem, durante a vida, pelo menos
[55] um caso de depressão que mereceria tratamento
psiquiátrico.
Enquanto as consequências deletérias do mau
humor são estudadas há décadas, não faz muito tempo
que a comunidade científica passou a pesquisar os
[60] efeitos benéficos do bom humor. O interesse no assunto
surgiu há vinte anos, quando o editor norte-americano
Norman Cousins publicou o livro Anatomia de uma
Doença, contando um impressionante caso de cura pelo
riso. Nos anos 60, ele contraiu uma doença degenerativa
[65] que ataca a coluna vertebral, chamada espondilite
ancilosa, e sua chance de sobreviver era de apenas uma
em quinhentas.
Em vez de ficar no hospital esperando para
virar estatística, ele resolveu sair e se hospedar num
[70] hotel das redondezas, com autorização dos médicos.
Sob os atentos olhos de uma enfermeira, com quase
todo o corpo paralisado, Cousins reunia os amigos para
assistir a programas de “pegadinhas” e seriados cômicos
na TV. Gradualmente foi se recuperando até poder voltar
[75] a viver e a trabalhar normalmente. Cousins morreu em
1990, aos 75 anos. Se Cousins saiu do hospital em
busca do humor, hoje há muitos profissionais de saúde
que defendem a entrada das risadas no dia a dia dos
pacientes internados.
[80] Uma boa gargalhada é um método ótimo de
relaxamento muscular. Isso ocorre porque os músculos
não envolvidos no riso tendem a se soltar – está aí a
explicação para quando as pernas ficam bambas de
tanto rir ou para quando a bexiga se esvazia
[85] inadvertidamente depois daquela piada genial. Quando a
risada acaba, o que surge é uma calmaria geral. Além
disso, se é certo que a tristeza abala o sistema
imunológico, sabe-se também que a endorfina, liberada
durante o riso, melhora a circulação e a eficácia das
[90] defesas do organismo. A alegria também aumenta a
capacidade de resistir à dor, graças também à endorfina.
Evidências como essa fundamentam o trabalho
dos Doutores da Alegria, que já visitaram 170.000
crianças em hospitais. As invasões de quartos e UTIs
[95] feitas por 25 atores vestidos de “palhaços-médicos” não
apenas aceleram a recuperação das crianças, mas
motivam os médicos e os pais. A psicóloga Morgana
Masetti acompanha os Doutores há sete anos. “É
evidente que o trabalho diminui a medicação para os
[100] pacientes”, diz ela.
O princípio que torna os Doutores da Alegria
engraçados tem a ver com a flexibilidade de
pensamento defendida pelos especialistas em humor –
aquela ideia de ver as coisas pelo lado bom. “O clown
[105] não segue a lógica à qual estamos acostumados”, diz
Morgana. “Ele pode passar por um balcão de
enfermagem e pedir uma pizza ou multar as macas por
excesso de velocidade.” Para se tornar um membro dos
Doutores da Alegria, o ator passa num curioso teste de
[110] autoconhecimento: reconhece o que há de ridículo em si
mesmo e ri disso. “Um clown não tem medo de errar –
pelo contrário, ele se diverte com isso”, diz Morgana.
Nem é preciso mencionar quanto mais de saúde haveria
no mundo se todos aprendêssemos a fazer o mesmo.
(super.abril.com.br/saúde/bom-humor-faz-bem-saude-441550.shtml - acesso em 11 de abril de 2015, às 11h.)
Segundo o texto, sobre os efeitos do mau humor no corpo, é correto afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
O BOM HUMOR FAZ BEM PARA SAÚDE
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de que o corpo está bem
Por Fábio Peixoto
“Procure ver o lado bom das coisas ruins.” Essa
frase poderia estar em qualquer livro de auto-ajuda ou
parecer um conselho bobo de um mestre de artes
marciais saído de algum filme ruim. Mas, segundo os
[5] especialistas que estudam o humor a sério, trata-se do
maior segredo para viver bem.
(...)
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de
que o corpo está bem. Ele depende de fatores físicos e
[10] culturais e varia de acordo com a personalidade e a
formação de cada um. Mas, mesmo sendo o resultado
de uma combinação de ingredientes, pode ser ajudado
com uma visão otimista do mundo. “Um indivíduo bem-
humorado sofre menos porque produz mais endorfina,
[15] um hormônio que relaxa”, diz o clínico geral Antônio
Carlos Lopes, da Universidade Federal de São Paulo.
Mais do que isso: a endorfina aumenta a tendência de
ter bom humor. Ou seja, quanto mais bem-humorado
você está, maior o seu bem-estar e, consequentemente,
[20] mais bem-humorado você fica. Eis aqui um círculo
virtuoso, que Lopes prefere chamar de “feedback
positivo”. A endorfina também controla a pressão
sanguínea, melhora o sono e o desempenho sexual.
(Agora você se interessou, né?)
[25] Mas, mesmo que não houvesse tantos
benefícios no bom humor, os efeitos do mau humor
sobre o corpo já seriam suficientes para justificar uma
busca incessante de motivos para ficar feliz. Novamente
Lopes explica por quê: “O indivíduo mal-humorado fica
[30] angustiado, o que provoca a liberação no corpo de
hormônios como a adrenalina. Isso causa palpitação,
arritmia cardíaca, mãos frias, dor de cabeça, dificuldades
na digestão e irritabilidade”. A vítima acaba maltratando
os outros porque não está bem, sente-se culpada e fica
[35] com um humor pior ainda. Essa situação pode ser
desencadeada por pequenas tragédias cotidianas –
como um trabalho inacabado ou uma conta para pagar -,
que só são trágicas porque as encaramos desse modo.
Evidentemente, nem sempre dá para achar
[40] graça em tudo. Há situações em que a tristeza é
inevitável – e é bom que seja assim. “Você precisa de
tristeza e de alegria para ter um convívio social
adequado”, diz o psiquiatra Teng Chei Tung, do Hospital
das Clínicas de São Paulo. “A alegria favorece a
[45] integração e a tristeza propicia a introspecção e o
amadurecimento.” Temos de saber lidar com a flutuação
entre esses estágios, que é necessária e faz parte da
natureza humana.
O humor pode variar da depressão (o extremo
[50] da tristeza) até a mania (o máximo da euforia). Esses
dois estados são manifestações de doenças e devem
ser tratados com a ajuda de psiquiatras e remédios que
regulam a produção de substâncias no cérebro. Uma em
cada quatro pessoas tem, durante a vida, pelo menos
[55] um caso de depressão que mereceria tratamento
psiquiátrico.
Enquanto as consequências deletérias do mau
humor são estudadas há décadas, não faz muito tempo
que a comunidade científica passou a pesquisar os
[60] efeitos benéficos do bom humor. O interesse no assunto
surgiu há vinte anos, quando o editor norte-americano
Norman Cousins publicou o livro Anatomia de uma
Doença, contando um impressionante caso de cura pelo
riso. Nos anos 60, ele contraiu uma doença degenerativa
[65] que ataca a coluna vertebral, chamada espondilite
ancilosa, e sua chance de sobreviver era de apenas uma
em quinhentas.
Em vez de ficar no hospital esperando para
virar estatística, ele resolveu sair e se hospedar num
[70] hotel das redondezas, com autorização dos médicos.
Sob os atentos olhos de uma enfermeira, com quase
todo o corpo paralisado, Cousins reunia os amigos para
assistir a programas de “pegadinhas” e seriados cômicos
na TV. Gradualmente foi se recuperando até poder voltar
[75] a viver e a trabalhar normalmente. Cousins morreu em
1990, aos 75 anos. Se Cousins saiu do hospital em
busca do humor, hoje há muitos profissionais de saúde
que defendem a entrada das risadas no dia a dia dos
pacientes internados.
[80] Uma boa gargalhada é um método ótimo de
relaxamento muscular. Isso ocorre porque os músculos
não envolvidos no riso tendem a se soltar – está aí a
explicação para quando as pernas ficam bambas de
tanto rir ou para quando a bexiga se esvazia
[85] inadvertidamente depois daquela piada genial. Quando a
risada acaba, o que surge é uma calmaria geral. Além
disso, se é certo que a tristeza abala o sistema
imunológico, sabe-se também que a endorfina, liberada
durante o riso, melhora a circulação e a eficácia das
[90] defesas do organismo. A alegria também aumenta a
capacidade de resistir à dor, graças também à endorfina.
Evidências como essa fundamentam o trabalho
dos Doutores da Alegria, que já visitaram 170.000
crianças em hospitais. As invasões de quartos e UTIs
[95] feitas por 25 atores vestidos de “palhaços-médicos” não
apenas aceleram a recuperação das crianças, mas
motivam os médicos e os pais. A psicóloga Morgana
Masetti acompanha os Doutores há sete anos. “É
evidente que o trabalho diminui a medicação para os
[100] pacientes”, diz ela.
O princípio que torna os Doutores da Alegria
engraçados tem a ver com a flexibilidade de
pensamento defendida pelos especialistas em humor –
aquela ideia de ver as coisas pelo lado bom. “O clown
[105] não segue a lógica à qual estamos acostumados”, diz
Morgana. “Ele pode passar por um balcão de
enfermagem e pedir uma pizza ou multar as macas por
excesso de velocidade.” Para se tornar um membro dos
Doutores da Alegria, o ator passa num curioso teste de
[110] autoconhecimento: reconhece o que há de ridículo em si
mesmo e ri disso. “Um clown não tem medo de errar –
pelo contrário, ele se diverte com isso”, diz Morgana.
Nem é preciso mencionar quanto mais de saúde haveria
no mundo se todos aprendêssemos a fazer o mesmo.
(super.abril.com.br/saúde/bom-humor-faz-bem-saude-441550.shtml - acesso em 11 de abril de 2015, às 11h.)
A ideia principal do texto pode ser sintetizada na seguinte frase:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
O BOM HUMOR FAZ BEM PARA SAÚDE
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de que o corpo está bem
Por Fábio Peixoto
“Procure ver o lado bom das coisas ruins.” Essa
frase poderia estar em qualquer livro de auto-ajuda ou
parecer um conselho bobo de um mestre de artes
marciais saído de algum filme ruim. Mas, segundo os
[5] especialistas que estudam o humor a sério, trata-se do
maior segredo para viver bem.
(...)
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de
que o corpo está bem. Ele depende de fatores físicos e
[10] culturais e varia de acordo com a personalidade e a
formação de cada um. Mas, mesmo sendo o resultado
de uma combinação de ingredientes, pode ser ajudado
com uma visão otimista do mundo. “Um indivíduo bem-
humorado sofre menos porque produz mais endorfina,
[15] um hormônio que relaxa”, diz o clínico geral Antônio
Carlos Lopes, da Universidade Federal de São Paulo.
Mais do que isso: a endorfina aumenta a tendência de
ter bom humor. Ou seja, quanto mais bem-humorado
você está, maior o seu bem-estar e, consequentemente,
[20] mais bem-humorado você fica. Eis aqui um círculo
virtuoso, que Lopes prefere chamar de “feedback
positivo”. A endorfina também controla a pressão
sanguínea, melhora o sono e o desempenho sexual.
(Agora você se interessou, né?)
[25] Mas, mesmo que não houvesse tantos
benefícios no bom humor, os efeitos do mau humor
sobre o corpo já seriam suficientes para justificar uma
busca incessante de motivos para ficar feliz. Novamente
Lopes explica por quê: “O indivíduo mal-humorado fica
[30] angustiado, o que provoca a liberação no corpo de
hormônios como a adrenalina. Isso causa palpitação,
arritmia cardíaca, mãos frias, dor de cabeça, dificuldades
na digestão e irritabilidade”. A vítima acaba maltratando
os outros porque não está bem, sente-se culpada e fica
[35] com um humor pior ainda. Essa situação pode ser
desencadeada por pequenas tragédias cotidianas –
como um trabalho inacabado ou uma conta para pagar -,
que só são trágicas porque as encaramos desse modo.
Evidentemente, nem sempre dá para achar
[40] graça em tudo. Há situações em que a tristeza é
inevitável – e é bom que seja assim. “Você precisa de
tristeza e de alegria para ter um convívio social
adequado”, diz o psiquiatra Teng Chei Tung, do Hospital
das Clínicas de São Paulo. “A alegria favorece a
[45] integração e a tristeza propicia a introspecção e o
amadurecimento.” Temos de saber lidar com a flutuação
entre esses estágios, que é necessária e faz parte da
natureza humana.
O humor pode variar da depressão (o extremo
[50] da tristeza) até a mania (o máximo da euforia). Esses
dois estados são manifestações de doenças e devem
ser tratados com a ajuda de psiquiatras e remédios que
regulam a produção de substâncias no cérebro. Uma em
cada quatro pessoas tem, durante a vida, pelo menos
[55] um caso de depressão que mereceria tratamento
psiquiátrico.
Enquanto as consequências deletérias do mau
humor são estudadas há décadas, não faz muito tempo
que a comunidade científica passou a pesquisar os
[60] efeitos benéficos do bom humor. O interesse no assunto
surgiu há vinte anos, quando o editor norte-americano
Norman Cousins publicou o livro Anatomia de uma
Doença, contando um impressionante caso de cura pelo
riso. Nos anos 60, ele contraiu uma doença degenerativa
[65] que ataca a coluna vertebral, chamada espondilite
ancilosa, e sua chance de sobreviver era de apenas uma
em quinhentas.
Em vez de ficar no hospital esperando para
virar estatística, ele resolveu sair e se hospedar num
[70] hotel das redondezas, com autorização dos médicos.
Sob os atentos olhos de uma enfermeira, com quase
todo o corpo paralisado, Cousins reunia os amigos para
assistir a programas de “pegadinhas” e seriados cômicos
na TV. Gradualmente foi se recuperando até poder voltar
[75] a viver e a trabalhar normalmente. Cousins morreu em
1990, aos 75 anos. Se Cousins saiu do hospital em
busca do humor, hoje há muitos profissionais de saúde
que defendem a entrada das risadas no dia a dia dos
pacientes internados.
[80] Uma boa gargalhada é um método ótimo de
relaxamento muscular. Isso ocorre porque os músculos
não envolvidos no riso tendem a se soltar – está aí a
explicação para quando as pernas ficam bambas de
tanto rir ou para quando a bexiga se esvazia
[85] inadvertidamente depois daquela piada genial. Quando a
risada acaba, o que surge é uma calmaria geral. Além
disso, se é certo que a tristeza abala o sistema
imunológico, sabe-se também que a endorfina, liberada
durante o riso, melhora a circulação e a eficácia das
[90] defesas do organismo. A alegria também aumenta a
capacidade de resistir à dor, graças também à endorfina.
Evidências como essa fundamentam o trabalho
dos Doutores da Alegria, que já visitaram 170.000
crianças em hospitais. As invasões de quartos e UTIs
[95] feitas por 25 atores vestidos de “palhaços-médicos” não
apenas aceleram a recuperação das crianças, mas
motivam os médicos e os pais. A psicóloga Morgana
Masetti acompanha os Doutores há sete anos. “É
evidente que o trabalho diminui a medicação para os
[100] pacientes”, diz ela.
O princípio que torna os Doutores da Alegria
engraçados tem a ver com a flexibilidade de
pensamento defendida pelos especialistas em humor –
aquela ideia de ver as coisas pelo lado bom. “O clown
[105] não segue a lógica à qual estamos acostumados”, diz
Morgana. “Ele pode passar por um balcão de
enfermagem e pedir uma pizza ou multar as macas por
excesso de velocidade.” Para se tornar um membro dos
Doutores da Alegria, o ator passa num curioso teste de
[110] autoconhecimento: reconhece o que há de ridículo em si
mesmo e ri disso. “Um clown não tem medo de errar –
pelo contrário, ele se diverte com isso”, diz Morgana.
Nem é preciso mencionar quanto mais de saúde haveria
no mundo se todos aprendêssemos a fazer o mesmo.
(super.abril.com.br/saúde/bom-humor-faz-bem-saude-441550.shtml - acesso em 11 de abril de 2015, às 11h.)
Assinale a opção cuja expressão em destaque introduz um juízo de valor (julgamento) do locutor do texto.
TEXTO I
O BOM HUMOR FAZ BEM PARA SAÚDE
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de que o corpo está bem
Por Fábio Peixoto
“Procure ver o lado bom das coisas ruins.” Essa
frase poderia estar em qualquer livro de auto-ajuda ou
parecer um conselho bobo de um mestre de artes
marciais saído de algum filme ruim. Mas, segundo os
[5] especialistas que estudam o humor a sério, trata-se do
maior segredo para viver bem.
(...)
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de
que o corpo está bem. Ele depende de fatores físicos e
[10] culturais e varia de acordo com a personalidade e a
formação de cada um. Mas, mesmo sendo o resultado
de uma combinação de ingredientes, pode ser ajudado
com uma visão otimista do mundo. “Um indivíduo bem-
humorado sofre menos porque produz mais endorfina,
[15] um hormônio que relaxa”, diz o clínico geral Antônio
Carlos Lopes, da Universidade Federal de São Paulo.
Mais do que isso: a endorfina aumenta a tendência de
ter bom humor. Ou seja, quanto mais bem-humorado
você está, maior o seu bem-estar e, consequentemente,
[20] mais bem-humorado você fica. Eis aqui um círculo
virtuoso, que Lopes prefere chamar de “feedback
positivo”. A endorfina também controla a pressão
sanguínea, melhora o sono e o desempenho sexual.
(Agora você se interessou, né?)
[25] Mas, mesmo que não houvesse tantos
benefícios no bom humor, os efeitos do mau humor
sobre o corpo já seriam suficientes para justificar uma
busca incessante de motivos para ficar feliz. Novamente
Lopes explica por quê: “O indivíduo mal-humorado fica
[30] angustiado, o que provoca a liberação no corpo de
hormônios como a adrenalina. Isso causa palpitação,
arritmia cardíaca, mãos frias, dor de cabeça, dificuldades
na digestão e irritabilidade”. A vítima acaba maltratando
os outros porque não está bem, sente-se culpada e fica
[35] com um humor pior ainda. Essa situação pode ser
desencadeada por pequenas tragédias cotidianas –
como um trabalho inacabado ou uma conta para pagar -,
que só são trágicas porque as encaramos desse modo.
Evidentemente, nem sempre dá para achar
[40] graça em tudo. Há situações em que a tristeza é
inevitável – e é bom que seja assim. “Você precisa de
tristeza e de alegria para ter um convívio social
adequado”, diz o psiquiatra Teng Chei Tung, do Hospital
das Clínicas de São Paulo. “A alegria favorece a
[45] integração e a tristeza propicia a introspecção e o
amadurecimento.” Temos de saber lidar com a flutuação
entre esses estágios, que é necessária e faz parte da
natureza humana.
O humor pode variar da depressão (o extremo
[50] da tristeza) até a mania (o máximo da euforia). Esses
dois estados são manifestações de doenças e devem
ser tratados com a ajuda de psiquiatras e remédios que
regulam a produção de substâncias no cérebro. Uma em
cada quatro pessoas tem, durante a vida, pelo menos
[55] um caso de depressão que mereceria tratamento
psiquiátrico.
Enquanto as consequências deletérias do mau
humor são estudadas há décadas, não faz muito tempo
que a comunidade científica passou a pesquisar os
[60] efeitos benéficos do bom humor. O interesse no assunto
surgiu há vinte anos, quando o editor norte-americano
Norman Cousins publicou o livro Anatomia de uma
Doença, contando um impressionante caso de cura pelo
riso. Nos anos 60, ele contraiu uma doença degenerativa
[65] que ataca a coluna vertebral, chamada espondilite
ancilosa, e sua chance de sobreviver era de apenas uma
em quinhentas.
Em vez de ficar no hospital esperando para
virar estatística, ele resolveu sair e se hospedar num
[70] hotel das redondezas, com autorização dos médicos.
Sob os atentos olhos de uma enfermeira, com quase
todo o corpo paralisado, Cousins reunia os amigos para
assistir a programas de “pegadinhas” e seriados cômicos
na TV. Gradualmente foi se recuperando até poder voltar
[75] a viver e a trabalhar normalmente. Cousins morreu em
1990, aos 75 anos. Se Cousins saiu do hospital em
busca do humor, hoje há muitos profissionais de saúde
que defendem a entrada das risadas no dia a dia dos
pacientes internados.
[80] Uma boa gargalhada é um método ótimo de
relaxamento muscular. Isso ocorre porque os músculos
não envolvidos no riso tendem a se soltar – está aí a
explicação para quando as pernas ficam bambas de
tanto rir ou para quando a bexiga se esvazia
[85] inadvertidamente depois daquela piada genial. Quando a
risada acaba, o que surge é uma calmaria geral. Além
disso, se é certo que a tristeza abala o sistema
imunológico, sabe-se também que a endorfina, liberada
durante o riso, melhora a circulação e a eficácia das
[90] defesas do organismo. A alegria também aumenta a
capacidade de resistir à dor, graças também à endorfina.
Evidências como essa fundamentam o trabalho
dos Doutores da Alegria, que já visitaram 170.000
crianças em hospitais. As invasões de quartos e UTIs
[95] feitas por 25 atores vestidos de “palhaços-médicos” não
apenas aceleram a recuperação das crianças, mas
motivam os médicos e os pais. A psicóloga Morgana
Masetti acompanha os Doutores há sete anos. “É
evidente que o trabalho diminui a medicação para os
[100] pacientes”, diz ela.
O princípio que torna os Doutores da Alegria
engraçados tem a ver com a flexibilidade de
pensamento defendida pelos especialistas em humor –
aquela ideia de ver as coisas pelo lado bom. “O clown
[105] não segue a lógica à qual estamos acostumados”, diz
Morgana. “Ele pode passar por um balcão de
enfermagem e pedir uma pizza ou multar as macas por
excesso de velocidade.” Para se tornar um membro dos
Doutores da Alegria, o ator passa num curioso teste de
[110] autoconhecimento: reconhece o que há de ridículo em si
mesmo e ri disso. “Um clown não tem medo de errar –
pelo contrário, ele se diverte com isso”, diz Morgana.
Nem é preciso mencionar quanto mais de saúde haveria
no mundo se todos aprendêssemos a fazer o mesmo.
(super.abril.com.br/saúde/bom-humor-faz-bem-saude-441550.shtml - acesso em 11 de abril de 2015, às 11h.)
Sobre o texto, pode-se afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
O BOM HUMOR FAZ BEM PARA SAÚDE
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de que o corpo está bem
Por Fábio Peixoto
“Procure ver o lado bom das coisas ruins.” Essa
frase poderia estar em qualquer livro de auto-ajuda ou
parecer um conselho bobo de um mestre de artes
marciais saído de algum filme ruim. Mas, segundo os
[5] especialistas que estudam o humor a sério, trata-se do
maior segredo para viver bem.
(...)
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de
que o corpo está bem. Ele depende de fatores físicos e
[10] culturais e varia de acordo com a personalidade e a
formação de cada um. Mas, mesmo sendo o resultado
de uma combinação de ingredientes, pode ser ajudado
com uma visão otimista do mundo. “Um indivíduo bem-
humorado sofre menos porque produz mais endorfina,
[15] um hormônio que relaxa”, diz o clínico geral Antônio
Carlos Lopes, da Universidade Federal de São Paulo.
Mais do que isso: a endorfina aumenta a tendência de
ter bom humor. Ou seja, quanto mais bem-humorado
você está, maior o seu bem-estar e, consequentemente,
[20] mais bem-humorado você fica. Eis aqui um círculo
virtuoso, que Lopes prefere chamar de “feedback
positivo”. A endorfina também controla a pressão
sanguínea, melhora o sono e o desempenho sexual.
(Agora você se interessou, né?)
[25] Mas, mesmo que não houvesse tantos
benefícios no bom humor, os efeitos do mau humor
sobre o corpo já seriam suficientes para justificar uma
busca incessante de motivos para ficar feliz. Novamente
Lopes explica por quê: “O indivíduo mal-humorado fica
[30] angustiado, o que provoca a liberação no corpo de
hormônios como a adrenalina. Isso causa palpitação,
arritmia cardíaca, mãos frias, dor de cabeça, dificuldades
na digestão e irritabilidade”. A vítima acaba maltratando
os outros porque não está bem, sente-se culpada e fica
[35] com um humor pior ainda. Essa situação pode ser
desencadeada por pequenas tragédias cotidianas –
como um trabalho inacabado ou uma conta para pagar -,
que só são trágicas porque as encaramos desse modo.
Evidentemente, nem sempre dá para achar
[40] graça em tudo. Há situações em que a tristeza é
inevitável – e é bom que seja assim. “Você precisa de
tristeza e de alegria para ter um convívio social
adequado”, diz o psiquiatra Teng Chei Tung, do Hospital
das Clínicas de São Paulo. “A alegria favorece a
[45] integração e a tristeza propicia a introspecção e o
amadurecimento.” Temos de saber lidar com a flutuação
entre esses estágios, que é necessária e faz parte da
natureza humana.
O humor pode variar da depressão (o extremo
[50] da tristeza) até a mania (o máximo da euforia). Esses
dois estados são manifestações de doenças e devem
ser tratados com a ajuda de psiquiatras e remédios que
regulam a produção de substâncias no cérebro. Uma em
cada quatro pessoas tem, durante a vida, pelo menos
[55] um caso de depressão que mereceria tratamento
psiquiátrico.
Enquanto as consequências deletérias do mau
humor são estudadas há décadas, não faz muito tempo
que a comunidade científica passou a pesquisar os
[60] efeitos benéficos do bom humor. O interesse no assunto
surgiu há vinte anos, quando o editor norte-americano
Norman Cousins publicou o livro Anatomia de uma
Doença, contando um impressionante caso de cura pelo
riso. Nos anos 60, ele contraiu uma doença degenerativa
[65] que ataca a coluna vertebral, chamada espondilite
ancilosa, e sua chance de sobreviver era de apenas uma
em quinhentas.
Em vez de ficar no hospital esperando para
virar estatística, ele resolveu sair e se hospedar num
[70] hotel das redondezas, com autorização dos médicos.
Sob os atentos olhos de uma enfermeira, com quase
todo o corpo paralisado, Cousins reunia os amigos para
assistir a programas de “pegadinhas” e seriados cômicos
na TV. Gradualmente foi se recuperando até poder voltar
[75] a viver e a trabalhar normalmente. Cousins morreu em
1990, aos 75 anos. Se Cousins saiu do hospital em
busca do humor, hoje há muitos profissionais de saúde
que defendem a entrada das risadas no dia a dia dos
pacientes internados.
[80] Uma boa gargalhada é um método ótimo de
relaxamento muscular. Isso ocorre porque os músculos
não envolvidos no riso tendem a se soltar – está aí a
explicação para quando as pernas ficam bambas de
tanto rir ou para quando a bexiga se esvazia
[85] inadvertidamente depois daquela piada genial. Quando a
risada acaba, o que surge é uma calmaria geral. Além
disso, se é certo que a tristeza abala o sistema
imunológico, sabe-se também que a endorfina, liberada
durante o riso, melhora a circulação e a eficácia das
[90] defesas do organismo. A alegria também aumenta a
capacidade de resistir à dor, graças também à endorfina.
Evidências como essa fundamentam o trabalho
dos Doutores da Alegria, que já visitaram 170.000
crianças em hospitais. As invasões de quartos e UTIs
[95] feitas por 25 atores vestidos de “palhaços-médicos” não
apenas aceleram a recuperação das crianças, mas
motivam os médicos e os pais. A psicóloga Morgana
Masetti acompanha os Doutores há sete anos. “É
evidente que o trabalho diminui a medicação para os
[100] pacientes”, diz ela.
O princípio que torna os Doutores da Alegria
engraçados tem a ver com a flexibilidade de
pensamento defendida pelos especialistas em humor –
aquela ideia de ver as coisas pelo lado bom. “O clown
[105] não segue a lógica à qual estamos acostumados”, diz
Morgana. “Ele pode passar por um balcão de
enfermagem e pedir uma pizza ou multar as macas por
excesso de velocidade.” Para se tornar um membro dos
Doutores da Alegria, o ator passa num curioso teste de
[110] autoconhecimento: reconhece o que há de ridículo em si
mesmo e ri disso. “Um clown não tem medo de errar –
pelo contrário, ele se diverte com isso”, diz Morgana.
Nem é preciso mencionar quanto mais de saúde haveria
no mundo se todos aprendêssemos a fazer o mesmo.
(super.abril.com.br/saúde/bom-humor-faz-bem-saude-441550.shtml - acesso em 11 de abril de 2015, às 11h.)
Leia o enunciado abaixo:
“O bom humor é, antes de tudo, a expressão de que o corpo está bem.” (ℓ.08 e 09)
Sobre ele é correto afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
O BOM HUMOR FAZ BEM PARA SAÚDE
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de que o corpo está bem
Por Fábio Peixoto
“Procure ver o lado bom das coisas ruins.” Essa
frase poderia estar em qualquer livro de auto-ajuda ou
parecer um conselho bobo de um mestre de artes
marciais saído de algum filme ruim. Mas, segundo os
[5] especialistas que estudam o humor a sério, trata-se do
maior segredo para viver bem.
(...)
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de
que o corpo está bem. Ele depende de fatores físicos e
[10] culturais e varia de acordo com a personalidade e a
formação de cada um. Mas, mesmo sendo o resultado
de uma combinação de ingredientes, pode ser ajudado
com uma visão otimista do mundo. “Um indivíduo bem-
humorado sofre menos porque produz mais endorfina,
[15] um hormônio que relaxa”, diz o clínico geral Antônio
Carlos Lopes, da Universidade Federal de São Paulo.
Mais do que isso: a endorfina aumenta a tendência de
ter bom humor. Ou seja, quanto mais bem-humorado
você está, maior o seu bem-estar e, consequentemente,
[20] mais bem-humorado você fica. Eis aqui um círculo
virtuoso, que Lopes prefere chamar de “feedback
positivo”. A endorfina também controla a pressão
sanguínea, melhora o sono e o desempenho sexual.
(Agora você se interessou, né?)
[25] Mas, mesmo que não houvesse tantos
benefícios no bom humor, os efeitos do mau humor
sobre o corpo já seriam suficientes para justificar uma
busca incessante de motivos para ficar feliz. Novamente
Lopes explica por quê: “O indivíduo mal-humorado fica
[30] angustiado, o que provoca a liberação no corpo de
hormônios como a adrenalina. Isso causa palpitação,
arritmia cardíaca, mãos frias, dor de cabeça, dificuldades
na digestão e irritabilidade”. A vítima acaba maltratando
os outros porque não está bem, sente-se culpada e fica
[35] com um humor pior ainda. Essa situação pode ser
desencadeada por pequenas tragédias cotidianas –
como um trabalho inacabado ou uma conta para pagar -,
que só são trágicas porque as encaramos desse modo.
Evidentemente, nem sempre dá para achar
[40] graça em tudo. Há situações em que a tristeza é
inevitável – e é bom que seja assim. “Você precisa de
tristeza e de alegria para ter um convívio social
adequado”, diz o psiquiatra Teng Chei Tung, do Hospital
das Clínicas de São Paulo. “A alegria favorece a
[45] integração e a tristeza propicia a introspecção e o
amadurecimento.” Temos de saber lidar com a flutuação
entre esses estágios, que é necessária e faz parte da
natureza humana.
O humor pode variar da depressão (o extremo
[50] da tristeza) até a mania (o máximo da euforia). Esses
dois estados são manifestações de doenças e devem
ser tratados com a ajuda de psiquiatras e remédios que
regulam a produção de substâncias no cérebro. Uma em
cada quatro pessoas tem, durante a vida, pelo menos
[55] um caso de depressão que mereceria tratamento
psiquiátrico.
Enquanto as consequências deletérias do mau
humor são estudadas há décadas, não faz muito tempo
que a comunidade científica passou a pesquisar os
[60] efeitos benéficos do bom humor. O interesse no assunto
surgiu há vinte anos, quando o editor norte-americano
Norman Cousins publicou o livro Anatomia de uma
Doença, contando um impressionante caso de cura pelo
riso. Nos anos 60, ele contraiu uma doença degenerativa
[65] que ataca a coluna vertebral, chamada espondilite
ancilosa, e sua chance de sobreviver era de apenas uma
em quinhentas.
Em vez de ficar no hospital esperando para
virar estatística, ele resolveu sair e se hospedar num
[70] hotel das redondezas, com autorização dos médicos.
Sob os atentos olhos de uma enfermeira, com quase
todo o corpo paralisado, Cousins reunia os amigos para
assistir a programas de “pegadinhas” e seriados cômicos
na TV. Gradualmente foi se recuperando até poder voltar
[75] a viver e a trabalhar normalmente. Cousins morreu em
1990, aos 75 anos. Se Cousins saiu do hospital em
busca do humor, hoje há muitos profissionais de saúde
que defendem a entrada das risadas no dia a dia dos
pacientes internados.
[80] Uma boa gargalhada é um método ótimo de
relaxamento muscular. Isso ocorre porque os músculos
não envolvidos no riso tendem a se soltar – está aí a
explicação para quando as pernas ficam bambas de
tanto rir ou para quando a bexiga se esvazia
[85] inadvertidamente depois daquela piada genial. Quando a
risada acaba, o que surge é uma calmaria geral. Além
disso, se é certo que a tristeza abala o sistema
imunológico, sabe-se também que a endorfina, liberada
durante o riso, melhora a circulação e a eficácia das
[90] defesas do organismo. A alegria também aumenta a
capacidade de resistir à dor, graças também à endorfina.
Evidências como essa fundamentam o trabalho
dos Doutores da Alegria, que já visitaram 170.000
crianças em hospitais. As invasões de quartos e UTIs
[95] feitas por 25 atores vestidos de “palhaços-médicos” não
apenas aceleram a recuperação das crianças, mas
motivam os médicos e os pais. A psicóloga Morgana
Masetti acompanha os Doutores há sete anos. “É
evidente que o trabalho diminui a medicação para os
[100] pacientes”, diz ela.
O princípio que torna os Doutores da Alegria
engraçados tem a ver com a flexibilidade de
pensamento defendida pelos especialistas em humor –
aquela ideia de ver as coisas pelo lado bom. “O clown
[105] não segue a lógica à qual estamos acostumados”, diz
Morgana. “Ele pode passar por um balcão de
enfermagem e pedir uma pizza ou multar as macas por
excesso de velocidade.” Para se tornar um membro dos
Doutores da Alegria, o ator passa num curioso teste de
[110] autoconhecimento: reconhece o que há de ridículo em si
mesmo e ri disso. “Um clown não tem medo de errar –
pelo contrário, ele se diverte com isso”, diz Morgana.
Nem é preciso mencionar quanto mais de saúde haveria
no mundo se todos aprendêssemos a fazer o mesmo.
(super.abril.com.br/saúde/bom-humor-faz-bem-saude-441550.shtml - acesso em 11 de abril de 2015, às 11h.)
Assinale a alternativa que associa corretamente o trecho do texto à função da linguagem em predominância.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
O BOM HUMOR FAZ BEM PARA SAÚDE
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de que o corpo está bem
Por Fábio Peixoto
“Procure ver o lado bom das coisas ruins.” Essa
frase poderia estar em qualquer livro de auto-ajuda ou
parecer um conselho bobo de um mestre de artes
marciais saído de algum filme ruim. Mas, segundo os
[5] especialistas que estudam o humor a sério, trata-se do
maior segredo para viver bem.
(...)
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de
que o corpo está bem. Ele depende de fatores físicos e
[10] culturais e varia de acordo com a personalidade e a
formação de cada um. Mas, mesmo sendo o resultado
de uma combinação de ingredientes, pode ser ajudado
com uma visão otimista do mundo. “Um indivíduo bem-
humorado sofre menos porque produz mais endorfina,
[15] um hormônio que relaxa”, diz o clínico geral Antônio
Carlos Lopes, da Universidade Federal de São Paulo.
Mais do que isso: a endorfina aumenta a tendência de
ter bom humor. Ou seja, quanto mais bem-humorado
você está, maior o seu bem-estar e, consequentemente,
[20] mais bem-humorado você fica. Eis aqui um círculo
virtuoso, que Lopes prefere chamar de “feedback
positivo”. A endorfina também controla a pressão
sanguínea, melhora o sono e o desempenho sexual.
(Agora você se interessou, né?)
[25] Mas, mesmo que não houvesse tantos
benefícios no bom humor, os efeitos do mau humor
sobre o corpo já seriam suficientes para justificar uma
busca incessante de motivos para ficar feliz. Novamente
Lopes explica por quê: “O indivíduo mal-humorado fica
[30] angustiado, o que provoca a liberação no corpo de
hormônios como a adrenalina. Isso causa palpitação,
arritmia cardíaca, mãos frias, dor de cabeça, dificuldades
na digestão e irritabilidade”. A vítima acaba maltratando
os outros porque não está bem, sente-se culpada e fica
[35] com um humor pior ainda. Essa situação pode ser
desencadeada por pequenas tragédias cotidianas –
como um trabalho inacabado ou uma conta para pagar -,
que só são trágicas porque as encaramos desse modo.
Evidentemente, nem sempre dá para achar
[40] graça em tudo. Há situações em que a tristeza é
inevitável – e é bom que seja assim. “Você precisa de
tristeza e de alegria para ter um convívio social
adequado”, diz o psiquiatra Teng Chei Tung, do Hospital
das Clínicas de São Paulo. “A alegria favorece a
[45] integração e a tristeza propicia a introspecção e o
amadurecimento.” Temos de saber lidar com a flutuação
entre esses estágios, que é necessária e faz parte da
natureza humana.
O humor pode variar da depressão (o extremo
[50] da tristeza) até a mania (o máximo da euforia). Esses
dois estados são manifestações de doenças e devem
ser tratados com a ajuda de psiquiatras e remédios que
regulam a produção de substâncias no cérebro. Uma em
cada quatro pessoas tem, durante a vida, pelo menos
[55] um caso de depressão que mereceria tratamento
psiquiátrico.
Enquanto as consequências deletérias do mau
humor são estudadas há décadas, não faz muito tempo
que a comunidade científica passou a pesquisar os
[60] efeitos benéficos do bom humor. O interesse no assunto
surgiu há vinte anos, quando o editor norte-americano
Norman Cousins publicou o livro Anatomia de uma
Doença, contando um impressionante caso de cura pelo
riso. Nos anos 60, ele contraiu uma doença degenerativa
[65] que ataca a coluna vertebral, chamada espondilite
ancilosa, e sua chance de sobreviver era de apenas uma
em quinhentas.
Em vez de ficar no hospital esperando para
virar estatística, ele resolveu sair e se hospedar num
[70] hotel das redondezas, com autorização dos médicos.
Sob os atentos olhos de uma enfermeira, com quase
todo o corpo paralisado, Cousins reunia os amigos para
assistir a programas de “pegadinhas” e seriados cômicos
na TV. Gradualmente foi se recuperando até poder voltar
[75] a viver e a trabalhar normalmente. Cousins morreu em
1990, aos 75 anos. Se Cousins saiu do hospital em
busca do humor, hoje há muitos profissionais de saúde
que defendem a entrada das risadas no dia a dia dos
pacientes internados.
[80] Uma boa gargalhada é um método ótimo de
relaxamento muscular. Isso ocorre porque os músculos
não envolvidos no riso tendem a se soltar – está aí a
explicação para quando as pernas ficam bambas de
tanto rir ou para quando a bexiga se esvazia
[85] inadvertidamente depois daquela piada genial. Quando a
risada acaba, o que surge é uma calmaria geral. Além
disso, se é certo que a tristeza abala o sistema
imunológico, sabe-se também que a endorfina, liberada
durante o riso, melhora a circulação e a eficácia das
[90] defesas do organismo. A alegria também aumenta a
capacidade de resistir à dor, graças também à endorfina.
Evidências como essa fundamentam o trabalho
dos Doutores da Alegria, que já visitaram 170.000
crianças em hospitais. As invasões de quartos e UTIs
[95] feitas por 25 atores vestidos de “palhaços-médicos” não
apenas aceleram a recuperação das crianças, mas
motivam os médicos e os pais. A psicóloga Morgana
Masetti acompanha os Doutores há sete anos. “É
evidente que o trabalho diminui a medicação para os
[100] pacientes”, diz ela.
O princípio que torna os Doutores da Alegria
engraçados tem a ver com a flexibilidade de
pensamento defendida pelos especialistas em humor –
aquela ideia de ver as coisas pelo lado bom. “O clown
[105] não segue a lógica à qual estamos acostumados”, diz
Morgana. “Ele pode passar por um balcão de
enfermagem e pedir uma pizza ou multar as macas por
excesso de velocidade.” Para se tornar um membro dos
Doutores da Alegria, o ator passa num curioso teste de
[110] autoconhecimento: reconhece o que há de ridículo em si
mesmo e ri disso. “Um clown não tem medo de errar –
pelo contrário, ele se diverte com isso”, diz Morgana.
Nem é preciso mencionar quanto mais de saúde haveria
no mundo se todos aprendêssemos a fazer o mesmo.
(super.abril.com.br/saúde/bom-humor-faz-bem-saude-441550.shtml - acesso em 11 de abril de 2015, às 11h.)
Assinale a alternativa em que a preposição de estabelece a mesma relação semântica presente na frase abaixo.
“...num curioso teste de autoconhecimento: ...” (ℓ.109 e 110)
TEXTO I
O BOM HUMOR FAZ BEM PARA SAÚDE
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de que o corpo está bem
Por Fábio Peixoto
“Procure ver o lado bom das coisas ruins.” Essa
frase poderia estar em qualquer livro de auto-ajuda ou
parecer um conselho bobo de um mestre de artes
marciais saído de algum filme ruim. Mas, segundo os
[5] especialistas que estudam o humor a sério, trata-se do
maior segredo para viver bem.
(...)
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de
que o corpo está bem. Ele depende de fatores físicos e
[10] culturais e varia de acordo com a personalidade e a
formação de cada um. Mas, mesmo sendo o resultado
de uma combinação de ingredientes, pode ser ajudado
com uma visão otimista do mundo. “Um indivíduo bem-
humorado sofre menos porque produz mais endorfina,
[15] um hormônio que relaxa”, diz o clínico geral Antônio
Carlos Lopes, da Universidade Federal de São Paulo.
Mais do que isso: a endorfina aumenta a tendência de
ter bom humor. Ou seja, quanto mais bem-humorado
você está, maior o seu bem-estar e, consequentemente,
[20] mais bem-humorado você fica. Eis aqui um círculo
virtuoso, que Lopes prefere chamar de “feedback
positivo”. A endorfina também controla a pressão
sanguínea, melhora o sono e o desempenho sexual.
(Agora você se interessou, né?)
[25] Mas, mesmo que não houvesse tantos
benefícios no bom humor, os efeitos do mau humor
sobre o corpo já seriam suficientes para justificar uma
busca incessante de motivos para ficar feliz. Novamente
Lopes explica por quê: “O indivíduo mal-humorado fica
[30] angustiado, o que provoca a liberação no corpo de
hormônios como a adrenalina. Isso causa palpitação,
arritmia cardíaca, mãos frias, dor de cabeça, dificuldades
na digestão e irritabilidade”. A vítima acaba maltratando
os outros porque não está bem, sente-se culpada e fica
[35] com um humor pior ainda. Essa situação pode ser
desencadeada por pequenas tragédias cotidianas –
como um trabalho inacabado ou uma conta para pagar -,
que só são trágicas porque as encaramos desse modo.
Evidentemente, nem sempre dá para achar
[40] graça em tudo. Há situações em que a tristeza é
inevitável – e é bom que seja assim. “Você precisa de
tristeza e de alegria para ter um convívio social
adequado”, diz o psiquiatra Teng Chei Tung, do Hospital
das Clínicas de São Paulo. “A alegria favorece a
[45] integração e a tristeza propicia a introspecção e o
amadurecimento.” Temos de saber lidar com a flutuação
entre esses estágios, que é necessária e faz parte da
natureza humana.
O humor pode variar da depressão (o extremo
[50] da tristeza) até a mania (o máximo da euforia). Esses
dois estados são manifestações de doenças e devem
ser tratados com a ajuda de psiquiatras e remédios que
regulam a produção de substâncias no cérebro. Uma em
cada quatro pessoas tem, durante a vida, pelo menos
[55] um caso de depressão que mereceria tratamento
psiquiátrico.
Enquanto as consequências deletérias do mau
humor são estudadas há décadas, não faz muito tempo
que a comunidade científica passou a pesquisar os
[60] efeitos benéficos do bom humor. O interesse no assunto
surgiu há vinte anos, quando o editor norte-americano
Norman Cousins publicou o livro Anatomia de uma
Doença, contando um impressionante caso de cura pelo
riso. Nos anos 60, ele contraiu uma doença degenerativa
[65] que ataca a coluna vertebral, chamada espondilite
ancilosa, e sua chance de sobreviver era de apenas uma
em quinhentas.
Em vez de ficar no hospital esperando para
virar estatística, ele resolveu sair e se hospedar num
[70] hotel das redondezas, com autorização dos médicos.
Sob os atentos olhos de uma enfermeira, com quase
todo o corpo paralisado, Cousins reunia os amigos para
assistir a programas de “pegadinhas” e seriados cômicos
na TV. Gradualmente foi se recuperando até poder voltar
[75] a viver e a trabalhar normalmente. Cousins morreu em
1990, aos 75 anos. Se Cousins saiu do hospital em
busca do humor, hoje há muitos profissionais de saúde
que defendem a entrada das risadas no dia a dia dos
pacientes internados.
[80] Uma boa gargalhada é um método ótimo de
relaxamento muscular. Isso ocorre porque os músculos
não envolvidos no riso tendem a se soltar – está aí a
explicação para quando as pernas ficam bambas de
tanto rir ou para quando a bexiga se esvazia
[85] inadvertidamente depois daquela piada genial. Quando a
risada acaba, o que surge é uma calmaria geral. Além
disso, se é certo que a tristeza abala o sistema
imunológico, sabe-se também que a endorfina, liberada
durante o riso, melhora a circulação e a eficácia das
[90] defesas do organismo. A alegria também aumenta a
capacidade de resistir à dor, graças também à endorfina.
Evidências como essa fundamentam o trabalho
dos Doutores da Alegria, que já visitaram 170.000
crianças em hospitais. As invasões de quartos e UTIs
[95] feitas por 25 atores vestidos de “palhaços-médicos” não
apenas aceleram a recuperação das crianças, mas
motivam os médicos e os pais. A psicóloga Morgana
Masetti acompanha os Doutores há sete anos. “É
evidente que o trabalho diminui a medicação para os
[100] pacientes”, diz ela.
O princípio que torna os Doutores da Alegria
engraçados tem a ver com a flexibilidade de
pensamento defendida pelos especialistas em humor –
aquela ideia de ver as coisas pelo lado bom. “O clown
[105] não segue a lógica à qual estamos acostumados”, diz
Morgana. “Ele pode passar por um balcão de
enfermagem e pedir uma pizza ou multar as macas por
excesso de velocidade.” Para se tornar um membro dos
Doutores da Alegria, o ator passa num curioso teste de
[110] autoconhecimento: reconhece o que há de ridículo em si
mesmo e ri disso. “Um clown não tem medo de errar –
pelo contrário, ele se diverte com isso”, diz Morgana.
Nem é preciso mencionar quanto mais de saúde haveria
no mundo se todos aprendêssemos a fazer o mesmo.
(super.abril.com.br/saúde/bom-humor-faz-bem-saude-441550.shtml - acesso em 11 de abril de 2015, às 11h.)
Assinale a opção cuja palavra entre parênteses NÃO substitui corretamente a destacada nas alternativas.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
O BOM HUMOR FAZ BEM PARA SAÚDE
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de que o corpo está bem
Por Fábio Peixoto
“Procure ver o lado bom das coisas ruins.” Essa
frase poderia estar em qualquer livro de auto-ajuda ou
parecer um conselho bobo de um mestre de artes
marciais saído de algum filme ruim. Mas, segundo os
[5] especialistas que estudam o humor a sério, trata-se do
maior segredo para viver bem.
(...)
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de
que o corpo está bem. Ele depende de fatores físicos e
[10] culturais e varia de acordo com a personalidade e a
formação de cada um. Mas, mesmo sendo o resultado
de uma combinação de ingredientes, pode ser ajudado
com uma visão otimista do mundo. “Um indivíduo bem-
humorado sofre menos porque produz mais endorfina,
[15] um hormônio que relaxa”, diz o clínico geral Antônio
Carlos Lopes, da Universidade Federal de São Paulo.
Mais do que isso: a endorfina aumenta a tendência de
ter bom humor. Ou seja, quanto mais bem-humorado
você está, maior o seu bem-estar e, consequentemente,
[20] mais bem-humorado você fica. Eis aqui um círculo
virtuoso, que Lopes prefere chamar de “feedback
positivo”. A endorfina também controla a pressão
sanguínea, melhora o sono e o desempenho sexual.
(Agora você se interessou, né?)
[25] Mas, mesmo que não houvesse tantos
benefícios no bom humor, os efeitos do mau humor
sobre o corpo já seriam suficientes para justificar uma
busca incessante de motivos para ficar feliz. Novamente
Lopes explica por quê: “O indivíduo mal-humorado fica
[30] angustiado, o que provoca a liberação no corpo de
hormônios como a adrenalina. Isso causa palpitação,
arritmia cardíaca, mãos frias, dor de cabeça, dificuldades
na digestão e irritabilidade”. A vítima acaba maltratando
os outros porque não está bem, sente-se culpada e fica
[35] com um humor pior ainda. Essa situação pode ser
desencadeada por pequenas tragédias cotidianas –
como um trabalho inacabado ou uma conta para pagar -,
que só são trágicas porque as encaramos desse modo.
Evidentemente, nem sempre dá para achar
[40] graça em tudo. Há situações em que a tristeza é
inevitável – e é bom que seja assim. “Você precisa de
tristeza e de alegria para ter um convívio social
adequado”, diz o psiquiatra Teng Chei Tung, do Hospital
das Clínicas de São Paulo. “A alegria favorece a
[45] integração e a tristeza propicia a introspecção e o
amadurecimento.” Temos de saber lidar com a flutuação
entre esses estágios, que é necessária e faz parte da
natureza humana.
O humor pode variar da depressão (o extremo
[50] da tristeza) até a mania (o máximo da euforia). Esses
dois estados são manifestações de doenças e devem
ser tratados com a ajuda de psiquiatras e remédios que
regulam a produção de substâncias no cérebro. Uma em
cada quatro pessoas tem, durante a vida, pelo menos
[55] um caso de depressão que mereceria tratamento
psiquiátrico.
Enquanto as consequências deletérias do mau
humor são estudadas há décadas, não faz muito tempo
que a comunidade científica passou a pesquisar os
[60] efeitos benéficos do bom humor. O interesse no assunto
surgiu há vinte anos, quando o editor norte-americano
Norman Cousins publicou o livro Anatomia de uma
Doença, contando um impressionante caso de cura pelo
riso. Nos anos 60, ele contraiu uma doença degenerativa
[65] que ataca a coluna vertebral, chamada espondilite
ancilosa, e sua chance de sobreviver era de apenas uma
em quinhentas.
Em vez de ficar no hospital esperando para
virar estatística, ele resolveu sair e se hospedar num
[70] hotel das redondezas, com autorização dos médicos.
Sob os atentos olhos de uma enfermeira, com quase
todo o corpo paralisado, Cousins reunia os amigos para
assistir a programas de “pegadinhas” e seriados cômicos
na TV. Gradualmente foi se recuperando até poder voltar
[75] a viver e a trabalhar normalmente. Cousins morreu em
1990, aos 75 anos. Se Cousins saiu do hospital em
busca do humor, hoje há muitos profissionais de saúde
que defendem a entrada das risadas no dia a dia dos
pacientes internados.
[80] Uma boa gargalhada é um método ótimo de
relaxamento muscular. Isso ocorre porque os músculos
não envolvidos no riso tendem a se soltar – está aí a
explicação para quando as pernas ficam bambas de
tanto rir ou para quando a bexiga se esvazia
[85] inadvertidamente depois daquela piada genial. Quando a
risada acaba, o que surge é uma calmaria geral. Além
disso, se é certo que a tristeza abala o sistema
imunológico, sabe-se também que a endorfina, liberada
durante o riso, melhora a circulação e a eficácia das
[90] defesas do organismo. A alegria também aumenta a
capacidade de resistir à dor, graças também à endorfina.
Evidências como essa fundamentam o trabalho
dos Doutores da Alegria, que já visitaram 170.000
crianças em hospitais. As invasões de quartos e UTIs
[95] feitas por 25 atores vestidos de “palhaços-médicos” não
apenas aceleram a recuperação das crianças, mas
motivam os médicos e os pais. A psicóloga Morgana
Masetti acompanha os Doutores há sete anos. “É
evidente que o trabalho diminui a medicação para os
[100] pacientes”, diz ela.
O princípio que torna os Doutores da Alegria
engraçados tem a ver com a flexibilidade de
pensamento defendida pelos especialistas em humor –
aquela ideia de ver as coisas pelo lado bom. “O clown
[105] não segue a lógica à qual estamos acostumados”, diz
Morgana. “Ele pode passar por um balcão de
enfermagem e pedir uma pizza ou multar as macas por
excesso de velocidade.” Para se tornar um membro dos
Doutores da Alegria, o ator passa num curioso teste de
[110] autoconhecimento: reconhece o que há de ridículo em si
mesmo e ri disso. “Um clown não tem medo de errar –
pelo contrário, ele se diverte com isso”, diz Morgana.
Nem é preciso mencionar quanto mais de saúde haveria
no mundo se todos aprendêssemos a fazer o mesmo.
(super.abril.com.br/saúde/bom-humor-faz-bem-saude-441550.shtml - acesso em 11 de abril de 2015, às 11h.)
Observando os trechos a seguir, assinale aquele que apresenta uma correta análise sintática da oração adverbial sublinhada.
TEXTO I
O BOM HUMOR FAZ BEM PARA SAÚDE
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de que o corpo está bem
Por Fábio Peixoto
“Procure ver o lado bom das coisas ruins.” Essa
frase poderia estar em qualquer livro de auto-ajuda ou
parecer um conselho bobo de um mestre de artes
marciais saído de algum filme ruim. Mas, segundo os
[5] especialistas que estudam o humor a sério, trata-se do
maior segredo para viver bem.
(...)
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de
que o corpo está bem. Ele depende de fatores físicos e
[10] culturais e varia de acordo com a personalidade e a
formação de cada um. Mas, mesmo sendo o resultado
de uma combinação de ingredientes, pode ser ajudado
com uma visão otimista do mundo. “Um indivíduo bem-
humorado sofre menos porque produz mais endorfina,
[15] um hormônio que relaxa”, diz o clínico geral Antônio
Carlos Lopes, da Universidade Federal de São Paulo.
Mais do que isso: a endorfina aumenta a tendência de
ter bom humor. Ou seja, quanto mais bem-humorado
você está, maior o seu bem-estar e, consequentemente,
[20] mais bem-humorado você fica. Eis aqui um círculo
virtuoso, que Lopes prefere chamar de “feedback
positivo”. A endorfina também controla a pressão
sanguínea, melhora o sono e o desempenho sexual.
(Agora você se interessou, né?)
[25] Mas, mesmo que não houvesse tantos
benefícios no bom humor, os efeitos do mau humor
sobre o corpo já seriam suficientes para justificar uma
busca incessante de motivos para ficar feliz. Novamente
Lopes explica por quê: “O indivíduo mal-humorado fica
[30] angustiado, o que provoca a liberação no corpo de
hormônios como a adrenalina. Isso causa palpitação,
arritmia cardíaca, mãos frias, dor de cabeça, dificuldades
na digestão e irritabilidade”. A vítima acaba maltratando
os outros porque não está bem, sente-se culpada e fica
[35] com um humor pior ainda. Essa situação pode ser
desencadeada por pequenas tragédias cotidianas –
como um trabalho inacabado ou uma conta para pagar -,
que só são trágicas porque as encaramos desse modo.
Evidentemente, nem sempre dá para achar
[40] graça em tudo. Há situações em que a tristeza é
inevitável – e é bom que seja assim. “Você precisa de
tristeza e de alegria para ter um convívio social
adequado”, diz o psiquiatra Teng Chei Tung, do Hospital
das Clínicas de São Paulo. “A alegria favorece a
[45] integração e a tristeza propicia a introspecção e o
amadurecimento.” Temos de saber lidar com a flutuação
entre esses estágios, que é necessária e faz parte da
natureza humana.
O humor pode variar da depressão (o extremo
[50] da tristeza) até a mania (o máximo da euforia). Esses
dois estados são manifestações de doenças e devem
ser tratados com a ajuda de psiquiatras e remédios que
regulam a produção de substâncias no cérebro. Uma em
cada quatro pessoas tem, durante a vida, pelo menos
[55] um caso de depressão que mereceria tratamento
psiquiátrico.
Enquanto as consequências deletérias do mau
humor são estudadas há décadas, não faz muito tempo
que a comunidade científica passou a pesquisar os
[60] efeitos benéficos do bom humor. O interesse no assunto
surgiu há vinte anos, quando o editor norte-americano
Norman Cousins publicou o livro Anatomia de uma
Doença, contando um impressionante caso de cura pelo
riso. Nos anos 60, ele contraiu uma doença degenerativa
[65] que ataca a coluna vertebral, chamada espondilite
ancilosa, e sua chance de sobreviver era de apenas uma
em quinhentas.
Em vez de ficar no hospital esperando para
virar estatística, ele resolveu sair e se hospedar num
[70] hotel das redondezas, com autorização dos médicos.
Sob os atentos olhos de uma enfermeira, com quase
todo o corpo paralisado, Cousins reunia os amigos para
assistir a programas de “pegadinhas” e seriados cômicos
na TV. Gradualmente foi se recuperando até poder voltar
[75] a viver e a trabalhar normalmente. Cousins morreu em
1990, aos 75 anos. Se Cousins saiu do hospital em
busca do humor, hoje há muitos profissionais de saúde
que defendem a entrada das risadas no dia a dia dos
pacientes internados.
[80] Uma boa gargalhada é um método ótimo de
relaxamento muscular. Isso ocorre porque os músculos
não envolvidos no riso tendem a se soltar – está aí a
explicação para quando as pernas ficam bambas de
tanto rir ou para quando a bexiga se esvazia
[85] inadvertidamente depois daquela piada genial. Quando a
risada acaba, o que surge é uma calmaria geral. Além
disso, se é certo que a tristeza abala o sistema
imunológico, sabe-se também que a endorfina, liberada
durante o riso, melhora a circulação e a eficácia das
[90] defesas do organismo. A alegria também aumenta a
capacidade de resistir à dor, graças também à endorfina.
Evidências como essa fundamentam o trabalho
dos Doutores da Alegria, que já visitaram 170.000
crianças em hospitais. As invasões de quartos e UTIs
[95] feitas por 25 atores vestidos de “palhaços-médicos” não
apenas aceleram a recuperação das crianças, mas
motivam os médicos e os pais. A psicóloga Morgana
Masetti acompanha os Doutores há sete anos. “É
evidente que o trabalho diminui a medicação para os
[100] pacientes”, diz ela.
O princípio que torna os Doutores da Alegria
engraçados tem a ver com a flexibilidade de
pensamento defendida pelos especialistas em humor –
aquela ideia de ver as coisas pelo lado bom. “O clown
[105] não segue a lógica à qual estamos acostumados”, diz
Morgana. “Ele pode passar por um balcão de
enfermagem e pedir uma pizza ou multar as macas por
excesso de velocidade.” Para se tornar um membro dos
Doutores da Alegria, o ator passa num curioso teste de
[110] autoconhecimento: reconhece o que há de ridículo em si
mesmo e ri disso. “Um clown não tem medo de errar –
pelo contrário, ele se diverte com isso”, diz Morgana.
Nem é preciso mencionar quanto mais de saúde haveria
no mundo se todos aprendêssemos a fazer o mesmo.
(super.abril.com.br/saúde/bom-humor-faz-bem-saude-441550.shtml - acesso em 11 de abril de 2015, às 11h.)
Quanto às regras de acentuação gráfica está INCORRETO afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
O BOM HUMOR FAZ BEM PARA SAÚDE
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de que o corpo está bem
Por Fábio Peixoto
“Procure ver o lado bom das coisas ruins.” Essa
frase poderia estar em qualquer livro de auto-ajuda ou
parecer um conselho bobo de um mestre de artes
marciais saído de algum filme ruim. Mas, segundo os
[5] especialistas que estudam o humor a sério, trata-se do
maior segredo para viver bem.
(...)
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de
que o corpo está bem. Ele depende de fatores físicos e
[10] culturais e varia de acordo com a personalidade e a
formação de cada um. Mas, mesmo sendo o resultado
de uma combinação de ingredientes, pode ser ajudado
com uma visão otimista do mundo. “Um indivíduo bem-
humorado sofre menos porque produz mais endorfina,
[15] um hormônio que relaxa”, diz o clínico geral Antônio
Carlos Lopes, da Universidade Federal de São Paulo.
Mais do que isso: a endorfina aumenta a tendência de
ter bom humor. Ou seja, quanto mais bem-humorado
você está, maior o seu bem-estar e, consequentemente,
[20] mais bem-humorado você fica. Eis aqui um círculo
virtuoso, que Lopes prefere chamar de “feedback
positivo”. A endorfina também controla a pressão
sanguínea, melhora o sono e o desempenho sexual.
(Agora você se interessou, né?)
[25] Mas, mesmo que não houvesse tantos
benefícios no bom humor, os efeitos do mau humor
sobre o corpo já seriam suficientes para justificar uma
busca incessante de motivos para ficar feliz. Novamente
Lopes explica por quê: “O indivíduo mal-humorado fica
[30] angustiado, o que provoca a liberação no corpo de
hormônios como a adrenalina. Isso causa palpitação,
arritmia cardíaca, mãos frias, dor de cabeça, dificuldades
na digestão e irritabilidade”. A vítima acaba maltratando
os outros porque não está bem, sente-se culpada e fica
[35] com um humor pior ainda. Essa situação pode ser
desencadeada por pequenas tragédias cotidianas –
como um trabalho inacabado ou uma conta para pagar -,
que só são trágicas porque as encaramos desse modo.
Evidentemente, nem sempre dá para achar
[40] graça em tudo. Há situações em que a tristeza é
inevitável – e é bom que seja assim. “Você precisa de
tristeza e de alegria para ter um convívio social
adequado”, diz o psiquiatra Teng Chei Tung, do Hospital
das Clínicas de São Paulo. “A alegria favorece a
[45] integração e a tristeza propicia a introspecção e o
amadurecimento.” Temos de saber lidar com a flutuação
entre esses estágios, que é necessária e faz parte da
natureza humana.
O humor pode variar da depressão (o extremo
[50] da tristeza) até a mania (o máximo da euforia). Esses
dois estados são manifestações de doenças e devem
ser tratados com a ajuda de psiquiatras e remédios que
regulam a produção de substâncias no cérebro. Uma em
cada quatro pessoas tem, durante a vida, pelo menos
[55] um caso de depressão que mereceria tratamento
psiquiátrico.
Enquanto as consequências deletérias do mau
humor são estudadas há décadas, não faz muito tempo
que a comunidade científica passou a pesquisar os
[60] efeitos benéficos do bom humor. O interesse no assunto
surgiu há vinte anos, quando o editor norte-americano
Norman Cousins publicou o livro Anatomia de uma
Doença, contando um impressionante caso de cura pelo
riso. Nos anos 60, ele contraiu uma doença degenerativa
[65] que ataca a coluna vertebral, chamada espondilite
ancilosa, e sua chance de sobreviver era de apenas uma
em quinhentas.
Em vez de ficar no hospital esperando para
virar estatística, ele resolveu sair e se hospedar num
[70] hotel das redondezas, com autorização dos médicos.
Sob os atentos olhos de uma enfermeira, com quase
todo o corpo paralisado, Cousins reunia os amigos para
assistir a programas de “pegadinhas” e seriados cômicos
na TV. Gradualmente foi se recuperando até poder voltar
[75] a viver e a trabalhar normalmente. Cousins morreu em
1990, aos 75 anos. Se Cousins saiu do hospital em
busca do humor, hoje há muitos profissionais de saúde
que defendem a entrada das risadas no dia a dia dos
pacientes internados.
[80] Uma boa gargalhada é um método ótimo de
relaxamento muscular. Isso ocorre porque os músculos
não envolvidos no riso tendem a se soltar – está aí a
explicação para quando as pernas ficam bambas de
tanto rir ou para quando a bexiga se esvazia
[85] inadvertidamente depois daquela piada genial. Quando a
risada acaba, o que surge é uma calmaria geral. Além
disso, se é certo que a tristeza abala o sistema
imunológico, sabe-se também que a endorfina, liberada
durante o riso, melhora a circulação e a eficácia das
[90] defesas do organismo. A alegria também aumenta a
capacidade de resistir à dor, graças também à endorfina.
Evidências como essa fundamentam o trabalho
dos Doutores da Alegria, que já visitaram 170.000
crianças em hospitais. As invasões de quartos e UTIs
[95] feitas por 25 atores vestidos de “palhaços-médicos” não
apenas aceleram a recuperação das crianças, mas
motivam os médicos e os pais. A psicóloga Morgana
Masetti acompanha os Doutores há sete anos. “É
evidente que o trabalho diminui a medicação para os
[100] pacientes”, diz ela.
O princípio que torna os Doutores da Alegria
engraçados tem a ver com a flexibilidade de
pensamento defendida pelos especialistas em humor –
aquela ideia de ver as coisas pelo lado bom. “O clown
[105] não segue a lógica à qual estamos acostumados”, diz
Morgana. “Ele pode passar por um balcão de
enfermagem e pedir uma pizza ou multar as macas por
excesso de velocidade.” Para se tornar um membro dos
Doutores da Alegria, o ator passa num curioso teste de
[110] autoconhecimento: reconhece o que há de ridículo em si
mesmo e ri disso. “Um clown não tem medo de errar –
pelo contrário, ele se diverte com isso”, diz Morgana.
Nem é preciso mencionar quanto mais de saúde haveria
no mundo se todos aprendêssemos a fazer o mesmo.
(super.abril.com.br/saúde/bom-humor-faz-bem-saude-441550.shtml - acesso em 11 de abril de 2015, às 11h.)
TEXTO II
Se não quiser adoecer
Por Dr. Dráuzio Varela
"Fale de seus sentimentos"
Emoções e sentimentos que são escondidos,
reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera,
dores lombares, dor na coluna. Com o tempo, a
[5] repressão dos sentimentos degenera até em câncer.
Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa
intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O
diálogo, a fala, a palavra é um poderoso remédio e
excelente terapia.
[10] "Busque soluções"
Pessoas negativas não enxergam soluções e
aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a
murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo
que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas
[15] produz o que de mais doce existe. Somos o que
pensamos. O pensamento negativo gera energia
negativa que se transforma em doença.
"Aceite-se"
A rejeição de si próprio, a ausência de autoestima, faz
[20] com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu
mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não
se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores,
competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser
aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e
[25] terapia.
"Não viva SEMPRE triste!"
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria recuperam a
saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom
de alegrar o ambiente em que vive.
[30] "O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é
saúde e terapia.
(Trechos retirados de Pensador.uol.com.Br/autor/dr_drauzio_varela. Acesso em 11 de abril de 2015, às 11h.)
Sobre o texto I e II, é INCORRETO afirmar que ambosResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II
Se não quiser adoecer
Por Dr. Dráuzio Varela
"Fale de seus sentimentos"
Emoções e sentimentos que são escondidos,
reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera,
dores lombares, dor na coluna. Com o tempo, a
[5] repressão dos sentimentos degenera até em câncer.
Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa
intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O
diálogo, a fala, a palavra é um poderoso remédio e
excelente terapia.
[10] "Busque soluções"
Pessoas negativas não enxergam soluções e
aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a
murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo
que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas
[15] produz o que de mais doce existe. Somos o que
pensamos. O pensamento negativo gera energia
negativa que se transforma em doença.
"Aceite-se"
A rejeição de si próprio, a ausência de autoestima, faz
[20] com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu
mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não
se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores,
competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser
aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e
[25] terapia.
"Não viva SEMPRE triste!"
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria recuperam a
saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom
de alegrar o ambiente em que vive.
[30] "O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é
saúde e terapia.
(Trechos retirados de Pensador.uol.com.Br/autor/dr_drauzio_varela. Acesso em 11 de abril de 2015, às 11h.)
Sobre figuras de linguagem é correto afirmar que, no períodoResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II
Se não quiser adoecer
Por Dr. Dráuzio Varela
"Fale de seus sentimentos"
Emoções e sentimentos que são escondidos,
reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera,
dores lombares, dor na coluna. Com o tempo, a
[5] repressão dos sentimentos degenera até em câncer.
Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa
intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O
diálogo, a fala, a palavra é um poderoso remédio e
excelente terapia.
[10] "Busque soluções"
Pessoas negativas não enxergam soluções e
aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a
murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo
que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas
[15] produz o que de mais doce existe. Somos o que
pensamos. O pensamento negativo gera energia
negativa que se transforma em doença.
"Aceite-se"
A rejeição de si próprio, a ausência de autoestima, faz
[20] com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu
mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não
se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores,
competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser
aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e
[25] terapia.
"Não viva SEMPRE triste!"
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria recuperam a
saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom
de alegrar o ambiente em que vive.
[30] "O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é
saúde e terapia.
(Trechos retirados de Pensador.uol.com.Br/autor/dr_drauzio_varela. Acesso em 11 de abril de 2015, às 11h.)
Observe as formas verbais empregadas nos enunciados abaixo e assinale V para as proposições verdadeiras e F para as falsas. A seguir, marque a sequência correta.
I) “Se não quiser adoecer, fale de seus sentimentos.”
II) “Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas.”
III) “A rejeição de si próprio, a ausência de autoestima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos.”
IV) “Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.”
V) “Não viva sempre triste!”
( ) O presente do indicativo aparece nos enunciados II, III e IV com o objetivo de exprimir um fato verdadeiro e que não pertence a uma época determinada.
( ) No enunciado I, o verbo “falar” encontra-se no presente do subjuntivo e expressa um fato incerto, mas que apresenta a expectativa do locutor de que venha a se realizar.
( ) Com o objetivo de manter o paralelismo verbal, se colocássemos a primeira forma verbal do período III no pretérito perfeito do indicativo, teríamos que usar a forma verbal “fôssemos” na segunda oração.
( ) O particípio do verbo “aceitar”, no enunciado IV, foi utilizado na formação da voz passiva.
( ) O verbo “viver”, na frase V, encontra-se flexionada na 2º pessoa do singular do imperativo negativo.Resolução comentada
Análise das alternativas
![]()
(Disponível em cafelivroearte.blogpost.com, acesso em 06/06/2015)
I) A vírgula utilizada depois da palavra “contente” separa um vocativo, enquanto os dois pontos empregados depois de “doente” introduzem apostos.
II) Na frase “Eu estaria sendo hipócrita”, há dois verbos e duas orações.
III) O vocábulo “Aí” marca a coloquialidade do diálogo e poderia ser substituído, em um registro mais formal, pela expressão “desse modo”, sem modificação do sentido.
IV) Em “analisar o que me deixa”, o pronome “que”, sintaticamente, exerce a função de objeto direto.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
é
um número
Ao chegar no hotel eles optaram pela acomodação B, que cobrava R$ 100,00 pela diária, pois perceberam que, assim, eles poderiam ficar mais 2 dias hospedados neste hotel.
Sabendo que, além dos x reais já pagos, eles ainda gastaram R$ 150,00 por dia com alimentação e que não houve outras despesas, a quantia que esse casal gastou nesse hotel é um número compreendido entreResolução comentada
Análise das alternativas
Daqui a 4 anos, a diferença entre as idades deles será 1/10 da idade do mais velho.
A soma das idades desses irmãos, hoje, é um númeroResolução comentada
Análise das alternativas
I) Uma pessoa perdeu 30% de seu peso em um mês. No mês seguinte, aumentou seu peso em 40%. Ao final desses dois meses, o peso inicial dessa pessoa diminuiu 2%.
II) Quando num supermercado tem-se a promoção “pague 3 produtos e leve 4”, o desconto concedido é de 30%.
III) Há alguns meses, uma certa casa podia ser comprada por 25% do seu valor atual. O aumento no valor da casa nesse período foi de 75%.
Entre as afirmativas acima, é (são) FALSA(S)
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Assinale a alternativa que NÃO apresenta infrações no que diz respeito à regência e à concordância.
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Analise as afirmativas abaixo.
O valor da soma
Um casal que planejou uma viagem de férias para uma ilha, onde há um hotel com acomodações A e B, pagou antecipadamente x reais pelas diárias na acomodação A, que cobrava R$ 110,00 por dia.
As idades de dois irmãos hoje são números inteiros e consecutivos.
Analise as afirmativas abaixo.