← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental 21 questões nesta prova · página 1 de 2 · 20 com gabarito Gabarito disponível A professora não entende a preocupação dos pais com a leitura. A professora diz que ler é ótimo, que não vê qual o problema e que o menino está descobrindo o mundo maravilhoso dos livros. Ela, portanto, não entende a preocupação dos pais. A não tem base: o texto não diz que ela gostava dele nem que mantinha a paciência. B está errada: ninguém na escola se preocupa com o comportamento dele. C está errada: ele continua a ter comportamento agitado em casa e na escola, mas lê mais. E está errada: a professora não sente falta da agitação, só a mãe sente. Referência: Interpretação de texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Hiperativo significa muito agitado. O vocabulário do texto define hiperativo como excessivamente ativo, ou seja, muito agitado. O pai também diz que Buscapé é muito danado e que “‘hiper’ é pouco”. A, B e D (inteligente, estudioso, dedicado) não correspondem ao sentido de agitação. C está errada: desobediente é outra característica, e o termo se refere à agitação. Referência: Significação de palavras no contexto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Buscapé é apelido usado por quem tem mais proximidade, o pai. Buscapé é um apelido, usado pelo pai e pela família, e Otávio é o nome formal, usado pela professora. Isso mostra que o pai tem mais proximidade com o menino do que a professora. A inverte a relação. C generaliza sem base no texto. D está errada: o uso do nome formal não é linguagem inadequada. E está errada porque só o pai tem a intimidade do apelido. Referência: Interpretação de texto; apelido x nome. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O texto é um diálogo entre a professora e o pai do aluno. A crônica é feita só de falas: o pai do Buscapé conversa com a professora do menino. Essa é a característica narrativa apontada pela alternativa E, que também serve como gabarito oficial. A está errada: Buscapé não narra e nem participa do diálogo. B está errada: não há narrador, e o discurso é direto. C está errada: a mãe e Buscapé são citados, mas não falam. D está errada: o espaço é a escola, e não a casa da família. Referência: Elementos da narrativa; tipos de discurso. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível O poema ensina que ler vai além das palavras e inclui o mundo. O poema afirma que a leitura é muito mais do que decifrar palavras e mostra que se pode ler sinais do mundo ao redor: folhas, mar, pessoas, nuvens. Logo, é importante ler tanto as palavras quanto o que nos cerca. A contradiz o verso sobre as folhas do chão. B contradiz o primeiro verso do poema. D está errada porque o poema convida a observar, e não a ficar imóvel. E está errada porque o poema diz que se lê na cara do lutador quando ele sente dor. Referência: Interpretação de texto: poema. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Todas as correlações imagem–interpretação estão corretas. O poema diz que se lê nas folhas do chão se é outono ou verão, nas ondas do mar que é hora de navegar, no jeito da pessoa se trabalha ou é à-toa, na cara do lutador quando sente dor e na casa de alguém o gosto do dono. Todos os cinco itens correspondem ao texto, então todos são verdadeiros. A, B, C e D marcam algum item como falso, mas cada um dos cinco itens tem correspondência direta com versos do poema. Referência: Interpretação de texto: poema “Aula de leitura”, de Ricardo Azevedo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível As duas mudanças foram a nova ortografia e a versão eletrônica. O texto relaciona o dicionário ao Acordo Ortográfico, que alterou a escrita de palavras (como “pai-dos-burros”, que perdeu os hifens), e à sua nova versão eletrônica. A alternativa A resume essas duas mudanças. B inclui linguagem popular, que não é mudança tratada no texto. C fala em uso de meios impressos, o contrário do que o texto diz. D fala em sinônimo para dicionário, o que não ocorre. E fala em correção da escrita e enciclopédias, sem base no texto. Referência: Interpretação de texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A explicação sobre a língua está na observação sobre o hífen. No trecho “hífen, no singular, tem acento, mas hifens, no plural, não!” o autor dá uma explicação sobre a língua: uma regra de acentuação gráfica. Dicionários também explicam a língua, e é essa função que o enunciado pede. A, B e C apenas narram a cena do dicionário que cai. D comenta o estrago de receber um cedê ou um volume de páginas na cabeça, o que não é explicação sobre a língua. Referência: Interpretação de texto; acentuação gráfica. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível “Pai dos burros” é expressão popular para dicionário. A expressão popular “pai dos burros” se refere ao dicionário, livro a que se recorre para tirar dúvidas sobre palavras e significados. A frase do título diz que ele agora também existe em versão eletrônica. A alternativa E reúne essas duas ideias, com o cuidado de dizer “também”. A e D chamam as pessoas de ignorantes por consultarem dicionários, o que a expressão não diz. B diz que os livros não são mais impressos e C que existem apenas em celulares, e o texto fala em versão também eletrônica. D restringe a computadores. Referência: Interpretação de texto; expressões populares. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A onomatopeia “plaft” reproduz o som do dicionário estalando na calçada. “Plaft” imita o ruído do dicionário ao bater na calçada, o que dá vivacidade e realismo à cena. O texto diz que o livro estalou na calçada, pertinho da mulher. C está errada porque o livro não caiu na cabeça dela, e sim perto. B, D e E falam de descrição detalhada do espaço, da personagem ou do momento do dia, o que não ocorre no primeiro período. Referência: Recursos expressivos: onomatopeia. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O último parágrafo mostra vantagens dos meios digitais. No último parágrafo, o texto diz que outros aplicativos podem tirar o leitor do texto, mas que ele também pode usá-los para consultar dicionário, acessar vídeos e blogs. Conclui que a leitura pode se tornar mais aprofundada. Isso apresenta vantagens da leitura digital. A está errada: o texto fala em empate técnico, sem defender de forma inquestionável o digital. B está errada: o texto diz que a transição é fluida e demorada, sem prever que todos migrarão. D está errada: o estudo de Mangen mostra que o e-reader atrapalhou a percepção da sequência dos acontecimentos. E está errada: para leitores com dificuldades, como os disléxicos, o digital ajudou bastante. Referência: Interpretação de texto (reportagem, Folha). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponívelColégio Militar de Brasília — Concurso de Admissão 2017/2018 — 6º Ano do Ensino Fundamental — Prova de Língua Portuguesa
TEXTO 1
A DESCOBERTA
1 - Bom dia! Eu sou o pai do Buscapé.
- Do Buscapé?
- Do Otávio.
- Ah, do Otávio. Pois não.
5 - Ele é muito danado.
- Eu sei. Quer dizer, não. Ele é um menino, vamos dizer, hiperativo.
- “Hiper” é pouco.
- Eu não acho que...
- Por favor. Não precisa se constranger. Eu sou o pai e sei. Ele é um monstro.
10 - É.
- E é sobre isso que eu queria lhe falar.
- Ele contou que eu gritei com ele na aula...
- Não, não. Isso ele nem nota. Está acostumado. É que a mãe dele está
preocupada.
15 - Eu não me preocuparia. Todas as crianças são hiperativas nessa fase. O
Buscapé... O Otávio só é um pouco mais do que as outras. A sua senhora não deve...
- Mas ela está preocupada com outra coisa.
- O quê?
- O Buscapé não para de ler.
20 - Mas isso é ótimo.
- Desde que começou a ler, anda sempre com um livro debaixo do braço.
Quando a gente estranha o silêncio dentro de casa, vai ver é ele não fazendo barulho.
Está atirado no chão, soletrando um livro, muito compenetrado.
- Mas eu não vejo qual o problema.
25 - É a mãe dele que... Bom, ela sente falta.
- Do quê?
- Da agitação do Buscapé. Ela não está acostumada, entende? A ter um
intelectual em casa. Outro dia até brigou com ele.
- Por quê?
30 - Ele estava quieto demais. Ela gritou: “Eu não aguento mais. Quebra alguma
coisa!”.
- Mas eu não entendo o que eu posso...
- Bom, se a senhora pudesse, sei lá. Não digo desencorajar o Buscapé. Só dizer
que ele não precisa exagerar.
35 - Mas ele está descobrindo o mundo maravilhoso dos livros. Isso é formidável.
- É, só que a gente fica, não é... Com um certo ciúme...
VERÍSSIMO, L. F. A Descoberta. in O Santinho. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
Vocabulário:
Hiperativo: excessivamente ativo.
Acerca do personagem Otávio, o Buscapé, é correto afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1
A DESCOBERTA
1 - Bom dia! Eu sou o pai do Buscapé.
- Do Buscapé?
- Do Otávio.
- Ah, do Otávio. Pois não.
5 - Ele é muito danado.
- Eu sei. Quer dizer, não. Ele é um menino, vamos dizer, hiperativo.
- “Hiper” é pouco.
- Eu não acho que...
- Por favor. Não precisa se constranger. Eu sou o pai e sei. Ele é um monstro.
10 - É.
- E é sobre isso que eu queria lhe falar.
- Ele contou que eu gritei com ele na aula...
- Não, não. Isso ele nem nota. Está acostumado. É que a mãe dele está
preocupada.
15 - Eu não me preocuparia. Todas as crianças são hiperativas nessa fase. O
Buscapé... O Otávio só é um pouco mais do que as outras. A sua senhora não deve...
- Mas ela está preocupada com outra coisa.
- O quê?
- O Buscapé não para de ler.
20 - Mas isso é ótimo.
- Desde que começou a ler, anda sempre com um livro debaixo do braço.
Quando a gente estranha o silêncio dentro de casa, vai ver é ele não fazendo barulho.
Está atirado no chão, soletrando um livro, muito compenetrado.
- Mas eu não vejo qual o problema.
25 - É a mãe dele que... Bom, ela sente falta.
- Do quê?
- Da agitação do Buscapé. Ela não está acostumada, entende? A ter um
intelectual em casa. Outro dia até brigou com ele.
- Por quê?
30 - Ele estava quieto demais. Ela gritou: “Eu não aguento mais. Quebra alguma
coisa!”.
- Mas eu não entendo o que eu posso...
- Bom, se a senhora pudesse, sei lá. Não digo desencorajar o Buscapé. Só dizer
que ele não precisa exagerar.
35 - Mas ele está descobrindo o mundo maravilhoso dos livros. Isso é formidável.
- É, só que a gente fica, não é... Com um certo ciúme...
VERÍSSIMO, L. F. A Descoberta. in O Santinho. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
Vocabulário:
Hiperativo: excessivamente ativo.
A professora usava o termo “hiperativo” para definir o comportamento de Buscapé. Dizer que Buscapé é hiperativo é o mesmo que dizer que o menino éResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1
A DESCOBERTA
1 - Bom dia! Eu sou o pai do Buscapé.
- Do Buscapé?
- Do Otávio.
- Ah, do Otávio. Pois não.
5 - Ele é muito danado.
- Eu sei. Quer dizer, não. Ele é um menino, vamos dizer, hiperativo.
- “Hiper” é pouco.
- Eu não acho que...
- Por favor. Não precisa se constranger. Eu sou o pai e sei. Ele é um monstro.
10 - É.
- E é sobre isso que eu queria lhe falar.
- Ele contou que eu gritei com ele na aula...
- Não, não. Isso ele nem nota. Está acostumado. É que a mãe dele está
preocupada.
15 - Eu não me preocuparia. Todas as crianças são hiperativas nessa fase. O
Buscapé... O Otávio só é um pouco mais do que as outras. A sua senhora não deve...
- Mas ela está preocupada com outra coisa.
- O quê?
- O Buscapé não para de ler.
20 - Mas isso é ótimo.
- Desde que começou a ler, anda sempre com um livro debaixo do braço.
Quando a gente estranha o silêncio dentro de casa, vai ver é ele não fazendo barulho.
Está atirado no chão, soletrando um livro, muito compenetrado.
- Mas eu não vejo qual o problema.
25 - É a mãe dele que... Bom, ela sente falta.
- Do quê?
- Da agitação do Buscapé. Ela não está acostumada, entende? A ter um
intelectual em casa. Outro dia até brigou com ele.
- Por quê?
30 - Ele estava quieto demais. Ela gritou: “Eu não aguento mais. Quebra alguma
coisa!”.
- Mas eu não entendo o que eu posso...
- Bom, se a senhora pudesse, sei lá. Não digo desencorajar o Buscapé. Só dizer
que ele não precisa exagerar.
35 - Mas ele está descobrindo o mundo maravilhoso dos livros. Isso é formidável.
- É, só que a gente fica, não é... Com um certo ciúme...
VERÍSSIMO, L. F. A Descoberta. in O Santinho. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
Vocabulário:
Hiperativo: excessivamente ativo.
No Texto 1, o pai e a professora nomeiam o menino de forma diferente. O pai se refere ao “Buscapé” e a professora se refere ao “Otávio” porque o (a)Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1
A DESCOBERTA
1 - Bom dia! Eu sou o pai do Buscapé.
- Do Buscapé?
- Do Otávio.
- Ah, do Otávio. Pois não.
5 - Ele é muito danado.
- Eu sei. Quer dizer, não. Ele é um menino, vamos dizer, hiperativo.
- “Hiper” é pouco.
- Eu não acho que...
- Por favor. Não precisa se constranger. Eu sou o pai e sei. Ele é um monstro.
10 - É.
- E é sobre isso que eu queria lhe falar.
- Ele contou que eu gritei com ele na aula...
- Não, não. Isso ele nem nota. Está acostumado. É que a mãe dele está
preocupada.
15 - Eu não me preocuparia. Todas as crianças são hiperativas nessa fase. O
Buscapé... O Otávio só é um pouco mais do que as outras. A sua senhora não deve...
- Mas ela está preocupada com outra coisa.
- O quê?
- O Buscapé não para de ler.
20 - Mas isso é ótimo.
- Desde que começou a ler, anda sempre com um livro debaixo do braço.
Quando a gente estranha o silêncio dentro de casa, vai ver é ele não fazendo barulho.
Está atirado no chão, soletrando um livro, muito compenetrado.
- Mas eu não vejo qual o problema.
25 - É a mãe dele que... Bom, ela sente falta.
- Do quê?
- Da agitação do Buscapé. Ela não está acostumada, entende? A ter um
intelectual em casa. Outro dia até brigou com ele.
- Por quê?
30 - Ele estava quieto demais. Ela gritou: “Eu não aguento mais. Quebra alguma
coisa!”.
- Mas eu não entendo o que eu posso...
- Bom, se a senhora pudesse, sei lá. Não digo desencorajar o Buscapé. Só dizer
que ele não precisa exagerar.
35 - Mas ele está descobrindo o mundo maravilhoso dos livros. Isso é formidável.
- É, só que a gente fica, não é... Com um certo ciúme...
VERÍSSIMO, L. F. A Descoberta. in O Santinho. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
Vocabulário:
Hiperativo: excessivamente ativo.
Assinale a alternativa correta em relação aos elementos da narrativa presentes no texto “A Descoberta”.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 2
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BECK, A. Armandinho. Ed. Arte e Letras Comunicações, Florianópolis, 2014.
Considerando o contexto e os componentes verbais e não verbais, analise as seguintes afirmações em relação à tirinha.
I – Observando os textos e a imagem do primeiro quadrinho, infere-se que, por meio das lembranças, o espaço apresentado é a casa de Armandinho.
II – Armandinho considerou que a noite anterior fora a mais legal de sua vida, porque pôde experimentar como seria ficar no escuro com sua família.
III – Infere-se, pelo contexto, que as noites de Armandinho eram, normalmente, ocupadas por atividades diferentes da leitura.
IV – Armandinho ficou muito feliz quando a luz acabou, porque sentiu que a noite seria diferente daquelas com as quais estava habituado.
É correto o que se afirma em
TEXTO 2
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BECK, A. Armandinho. Ed. Arte e Letras Comunicações, Florianópolis, 2014.
Marque a única opção em que os trechos apresentados mantenham uma relação semântica de causa e consequência, respectivamente.
TEXTO 2
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BECK, A. Armandinho. Ed. Arte e Letras Comunicações, Florianópolis, 2014.
Assinale a alternativa correta em relação aos aspectos visuais e não visuais da tirinha.
TEXTO 1
A DESCOBERTA
1 - Bom dia! Eu sou o pai do Buscapé.
- Do Buscapé?
- Do Otávio.
- Ah, do Otávio. Pois não.
5 - Ele é muito danado.
- Eu sei. Quer dizer, não. Ele é um menino, vamos dizer, hiperativo.
- “Hiper” é pouco.
- Eu não acho que...
- Por favor. Não precisa se constranger. Eu sou o pai e sei. Ele é um monstro.
10 - É.
- E é sobre isso que eu queria lhe falar.
- Ele contou que eu gritei com ele na aula...
- Não, não. Isso ele nem nota. Está acostumado. É que a mãe dele está
preocupada.
15 - Eu não me preocuparia. Todas as crianças são hiperativas nessa fase. O
Buscapé... O Otávio só é um pouco mais do que as outras. A sua senhora não deve...
- Mas ela está preocupada com outra coisa.
- O quê?
- O Buscapé não para de ler.
20 - Mas isso é ótimo.
- Desde que começou a ler, anda sempre com um livro debaixo do braço.
Quando a gente estranha o silêncio dentro de casa, vai ver é ele não fazendo barulho.
Está atirado no chão, soletrando um livro, muito compenetrado.
- Mas eu não vejo qual o problema.
25 - É a mãe dele que... Bom, ela sente falta.
- Do quê?
- Da agitação do Buscapé. Ela não está acostumada, entende? A ter um
intelectual em casa. Outro dia até brigou com ele.
- Por quê?
30 - Ele estava quieto demais. Ela gritou: “Eu não aguento mais. Quebra alguma
coisa!”.
- Mas eu não entendo o que eu posso...
- Bom, se a senhora pudesse, sei lá. Não digo desencorajar o Buscapé. Só dizer
que ele não precisa exagerar.
35 - Mas ele está descobrindo o mundo maravilhoso dos livros. Isso é formidável.
- É, só que a gente fica, não é... Com um certo ciúme...
VERÍSSIMO, L. F. A Descoberta. in O Santinho. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
Vocabulário:
Hiperativo: excessivamente ativo.
TEXTO 2
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BECK, A. Armandinho. Ed. Arte e Letras Comunicações, Florianópolis, 2014.
Relacionando os Textos 1 e 2, é possível afirmar que
TEXTO 3
AULA DE LEITURA
01 A leitura é muito mais
do que decifrar palavras.
Quem quiser parar pra ver
pode até se surpreender:
05 vai ler nas folhas do chão,
se é outono ou se é verão;
nas ondas soltas do mar,
que é hora do navegar;
e no jeito da pessoa,
10 se trabalha ou se é à-toa;
na cara do lutador,
quando está sentindo dor;
vai ler na casa de alguém
o gosto que o dono tem;
15 e no pêlo do cachorro,
que é melhor gritar socorro;
e na cinza da fumaça,
o tamanho da desgraça;
e no tom que sopra o vento,
20 se corre o barco ou vai lento;
também na cor da fruta,
e no cheiro da comida,
e no ronco do motor,
e nos dentes do cavalo,
25 e na pele da pessoa,
e no brilho do sorriso,
vai ler nas nuvens do céu,
vai ler na palma da mão,
vai ler até nas estrelas
30 e no som do coração.
Uma arte que dá medo
é a de ler um olhar,
pois os olhos têm segredos
difíceis de decifrar.
AZEVEDO, Ricardo. Dezenove poemas desengoçados. São Paulo: Ática, 1999. (Com adaptações para fins didáticos).
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TEXTO 3
AULA DE LEITURA
01 A leitura é muito mais
do que decifrar palavras.
Quem quiser parar pra ver
pode até se surpreender:
05 vai ler nas folhas do chão,
se é outono ou se é verão;
nas ondas soltas do mar,
que é hora do navegar;
e no jeito da pessoa,
10 se trabalha ou se é à-toa;
na cara do lutador,
quando está sentindo dor;
vai ler na casa de alguém
o gosto que o dono tem;
15 e no pêlo do cachorro,
que é melhor gritar socorro;
e na cinza da fumaça,
o tamanho da desgraça;
e no tom que sopra o vento,
20 se corre o barco ou vai lento;
também na cor da fruta,
e no cheiro da comida,
e no ronco do motor,
e nos dentes do cavalo,
25 e na pele da pessoa,
e no brilho do sorriso,
vai ler nas nuvens do céu,
vai ler na palma da mão,
vai ler até nas estrelas
30 e no som do coração.
Uma arte que dá medo
é a de ler um olhar,
pois os olhos têm segredos
difíceis de decifrar.
AZEVEDO, Ricardo. Dezenove poemas desengoçados. São Paulo: Ática, 1999. (Com adaptações para fins didáticos).
Em “Aula de leitura”, o poeta ensina ao leitor queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 3
AULA DE LEITURA
01 A leitura é muito mais
do que decifrar palavras.
Quem quiser parar pra ver
pode até se surpreender:
05 vai ler nas folhas do chão,
se é outono ou se é verão;
nas ondas soltas do mar,
que é hora do navegar;
e no jeito da pessoa,
10 se trabalha ou se é à-toa;
na cara do lutador,
quando está sentindo dor;
vai ler na casa de alguém
o gosto que o dono tem;
15 e no pêlo do cachorro,
que é melhor gritar socorro;
e na cinza da fumaça,
o tamanho da desgraça;
e no tom que sopra o vento,
20 se corre o barco ou vai lento;
também na cor da fruta,
e no cheiro da comida,
e no ronco do motor,
e nos dentes do cavalo,
25 e na pele da pessoa,
e no brilho do sorriso,
vai ler nas nuvens do céu,
vai ler na palma da mão,
vai ler até nas estrelas
30 e no som do coração.
Uma arte que dá medo
é a de ler um olhar,
pois os olhos têm segredos
difíceis de decifrar.
AZEVEDO, Ricardo. Dezenove poemas desengoçados. São Paulo: Ática, 1999. (Com adaptações para fins didáticos).
Para explicar o que é leitura, no Texto 3, o poeta apresenta imagens do cotidiano e a compreensão que se pode ter a partir da leitura delas. Julgue as alternativas em “V” verdadeiras ou “F” falsas, conforme a correlação entre as imagens e a interpretação.
I. folhas do chão – saber se é outono ou verão.
II. ondas soltas do mar – saber se é hora do navegar ou não.
III. jeito da pessoa – saber se ela é trabalhadora ou não.
IV. cara do lutador – perceber se ele sente dor.
V. casa de alguém – perceber do que a pessoa gosta.
A alternativa correta éResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 4
O PAI DOS BURROS AGORA É ELETRÔNICO
01 Ela ia passando na rua 1º de Março, no centro do Rio, quando, “plaft”, um
dicionário, jogado lá do alto, estalou na calçada, pertinho dela. A mulher registrou queixa na
secretaria do edifício.
Depois do Acordo Ortográfico, os dicionários estão na ordem do dia. Fiz uma
05 crônica sobre o assunto, e Rogério Frota Melzi, diretor de Operações da Estácio, como
sempre irônico e bem-humorado (bem-humorado não perdeu o hífen), lembrou que o
estrago seria menor se a edição atirada pela janela fosse a eletrônica. De fato, faz
diferença receber um cedê ou um volume de milhares de páginas na cabeça. Disse a ele
que era um bom mote para uma nova crônica. Afinal, o pai dos burros perdeu os dois hifens
10 e agora é também eletrônico. E hífen, no singular, tem acento, mas hifens, no plural, não!
Vocabulário:
Mote: Tema ou assunto.
SILVA, Deonísio da. 8 de fevereiro de 2011. Disponível em: www.jb.com.br/spcoedadeaberta.
A partir da leitura atenta do Texto 4, assinale a alternativa que faz referência às duas importantes mudanças pelas quais o dicionário passou.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 4
O PAI DOS BURROS AGORA É ELETRÔNICO
01 Ela ia passando na rua 1º de Março, no centro do Rio, quando, “plaft”, um
dicionário, jogado lá do alto, estalou na calçada, pertinho dela. A mulher registrou queixa na
secretaria do edifício.
Depois do Acordo Ortográfico, os dicionários estão na ordem do dia. Fiz uma
05 crônica sobre o assunto, e Rogério Frota Melzi, diretor de Operações da Estácio, como
sempre irônico e bem-humorado (bem-humorado não perdeu o hífen), lembrou que o
estrago seria menor se a edição atirada pela janela fosse a eletrônica. De fato, faz
diferença receber um cedê ou um volume de milhares de páginas na cabeça. Disse a ele
que era um bom mote para uma nova crônica. Afinal, o pai dos burros perdeu os dois hifens
10 e agora é também eletrônico. E hífen, no singular, tem acento, mas hifens, no plural, não!
Vocabulário:
Mote: Tema ou assunto.
SILVA, Deonísio da. 8 de fevereiro de 2011. Disponível em: www.jb.com.br/spcoedadeaberta.
Em dicionários, as palavras explicam o significado de outras palavras. Neste texto, o autor também dá explicações sobre a língua portuguesa no seguinte trecho:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 4
O PAI DOS BURROS AGORA É ELETRÔNICO
01 Ela ia passando na rua 1º de Março, no centro do Rio, quando, “plaft”, um
dicionário, jogado lá do alto, estalou na calçada, pertinho dela. A mulher registrou queixa na
secretaria do edifício.
Depois do Acordo Ortográfico, os dicionários estão na ordem do dia. Fiz uma
05 crônica sobre o assunto, e Rogério Frota Melzi, diretor de Operações da Estácio, como
sempre irônico e bem-humorado (bem-humorado não perdeu o hífen), lembrou que o
estrago seria menor se a edição atirada pela janela fosse a eletrônica. De fato, faz
diferença receber um cedê ou um volume de milhares de páginas na cabeça. Disse a ele
que era um bom mote para uma nova crônica. Afinal, o pai dos burros perdeu os dois hifens
10 e agora é também eletrônico. E hífen, no singular, tem acento, mas hifens, no plural, não!
Vocabulário:
Mote: Tema ou assunto.
SILVA, Deonísio da. 8 de fevereiro de 2011. Disponível em: www.jb.com.br/spcoedadeaberta.
Analise as seguintes afirmações do Texto 4 e conclua:
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É correto o que se afirma em
TEXTO 4
O PAI DOS BURROS AGORA É ELETRÔNICO
01 Ela ia passando na rua 1º de Março, no centro do Rio, quando, “plaft”, um
dicionário, jogado lá do alto, estalou na calçada, pertinho dela. A mulher registrou queixa na
secretaria do edifício.
Depois do Acordo Ortográfico, os dicionários estão na ordem do dia. Fiz uma
05 crônica sobre o assunto, e Rogério Frota Melzi, diretor de Operações da Estácio, como
sempre irônico e bem-humorado (bem-humorado não perdeu o hífen), lembrou que o
estrago seria menor se a edição atirada pela janela fosse a eletrônica. De fato, faz
diferença receber um cedê ou um volume de milhares de páginas na cabeça. Disse a ele
que era um bom mote para uma nova crônica. Afinal, o pai dos burros perdeu os dois hifens
10 e agora é também eletrônico. E hífen, no singular, tem acento, mas hifens, no plural, não!
Vocabulário:
Mote: Tema ou assunto.
SILVA, Deonísio da. 8 de fevereiro de 2011. Disponível em: www.jb.com.br/spcoedadeaberta.
“O Pai dos Burros agora é eletrônico” faz uma referência popular ao fato de as(os)Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 4
O PAI DOS BURROS AGORA É ELETRÔNICO
01 Ela ia passando na rua 1º de Março, no centro do Rio, quando, “plaft”, um
dicionário, jogado lá do alto, estalou na calçada, pertinho dela. A mulher registrou queixa na
secretaria do edifício.
Depois do Acordo Ortográfico, os dicionários estão na ordem do dia. Fiz uma
05 crônica sobre o assunto, e Rogério Frota Melzi, diretor de Operações da Estácio, como
sempre irônico e bem-humorado (bem-humorado não perdeu o hífen), lembrou que o
estrago seria menor se a edição atirada pela janela fosse a eletrônica. De fato, faz
diferença receber um cedê ou um volume de milhares de páginas na cabeça. Disse a ele
que era um bom mote para uma nova crônica. Afinal, o pai dos burros perdeu os dois hifens
10 e agora é também eletrônico. E hífen, no singular, tem acento, mas hifens, no plural, não!
Vocabulário:
Mote: Tema ou assunto.
SILVA, Deonísio da. 8 de fevereiro de 2011. Disponível em: www.jb.com.br/spcoedadeaberta.
No primeiro período, para tornar a cena apresentada mais real e mais viva, o autor se utiliza de recursos linguísticos, tais como aResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 5
ESTUDOS COMPARAM COMPREENSÃO DE TEXTO DE QUEM LÊ LIVROS ELETRÔNICOS E DE PAPEL
01 O hábito de ler em meios digitais ainda é minoritário – menos de 5% dos livros
vendidos hoje no Brasil são e-books, enquanto o número nos EUA chega a 25% -, mas
cada vez mais pessoas aderem aos livros eletrônicos. Faz alguma diferença para o bem
ou para o mal? Comparações entre os dois tipos de leitura indicam um empate técnico.
05 Por um lado, é possível que ler uma narrativa num e-reader atrapalhe um pouco
a percepção que a pessoa tem da estrutura da história, ainda que não interfira em outros
aspectos. Por outro, a possibilidade de personalizar detalhes do texto parece ajudar quem
tem dificuldades de ler no papel.
A ligeira desvantagem do leitor digital foi identificada num estudo liderado por
10 Anne Mangen, da Universidade de Stavanger, na Noruega. Ela dividiu 50 estudantes em
dois grupos – um tinha de ler a versão em papel de um conto, enquanto o outro lia o texto
num e-reader Kindle. Depois, tinham de responder a perguntas sobre o conto. A percepção
sobre os personagens da narrativa, por exemplo, não variou de forma significativa entre os
grupos, e sobre objetos da história foi até melhor entre quem lia via e-reader, mas os
15 usuários do Kindle sofreram mais para identificar a sequência correta de acontecimentos
na trama.
Já a equipe de Matthew Schneps, do departamento de educação científica do
Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica (EUA), trabalhou com mais de cem
adolescentes com dislexia. A comparação foi entre ler em papel e em iPods Touch
20 configurados para mostrar de duas a três palavras por linha em letras grandes. O
resultado: os adolescentes com mais dificuldade para captar o som das palavras, bem
como os que tinham menos capacidade de atenção visual, tiveram melhora significativa na
velocidade de leitura e na compreensão.
A possibilidade de personalizar os aparelhos é um dos trunfos dos e-readers,
25 afirma Carla Viana Coscarelli, especialista em letramento digital da Faculdade de Letras
da Universidade Federal de Minas Gerais. “Do ponto de vista da acessibilidade, isso é um
achado. O mesmo vale para a conversão de texto escrito para áudio no caso de leitores
com deficiência visual”, compara. No entanto, no caso de leitores sem grandes
dificuldades, ela aponta que não há diferença entre os meios. “O trabalho cognitivo de
30 fazer interferências e perceber ideias implícitas é o mesmo”, diz. “A situação ainda é muito
fluida, porque os dois tipos de leitura continuam misturados, e essa transição vai ser
demorada”, diz Ana Elisa Ribeiro, professora do Centro Federal de Educação Tecnológica
de Minas Gerais.
Uma das variáveis que influenciam os hábitos de leitura é a relação da pessoa
35 com cada tipo de livro. E-readers e tablets têm tido impacto grande em quem lê textos
acadêmicos – nesse caso, a tendência é trabalhar só com o formato eletrônico. “Por outro
lado, vi um estudo interessante com romances populares femininos. Nesse caso, as
pessoas tendem a comprar em papel uma grande quantidade de títulos, em especial os
preferidos delas”, diz Ana Elisa.
40 Também não parece haver diferença no tempo de leitura entre os livros digitais
impressos, ou mesmo no nível de concentração. “Mesmo que você esteja ouvindo música
e lendo no tablet ao mesmo tempo, sua atenção só vai ter um único foco”, exemplifica Ana
Elisa.
“É uma faca de dois gumes”. Outros aplicativos podem acabar tirando você do
45 texto, mas você também pode usá-los para procurar uma palavra no dicionário, acessar
vídeos ou blogs sobre o tema. “A experiência de leitura não necessariamente fica mais
dispersa – pode se tornar mais aprofundada.”
LOPES, Reinaldo José. Colaboração para a Folha. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2014/09/1516515-estudos-comparam-coompreensao-de-texto-de-quem-le-livros-eletronicos-e-de-papel.shtml. Acesso em: 20 de setembro de 2017. (Com adaptações para fins didáticos).
Vocabulário:
Aplicativo: programa de computador concebido para acessar dados eletronicamente.
Blogs: páginas da internet em que são publicados conteúdos diversos.
Cognitivo: relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio.
E-book: livro eletrônico.
E-reader: aparelho projetado para leitura digital.
iPods Touch: aparelho eletrônico que é utilizado por meio do toque.
Kindle: aparelho eletrônico para ler livros digitais.
Tablets: tipo de computador portátil, de tamanho pequeno, fina espessura e com tela sensível ao toque.
A partir da leitura atenta do Texto 5, marque a única assertiva correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 5
ESTUDOS COMPARAM COMPREENSÃO DE TEXTO DE QUEM LÊ LIVROS ELETRÔNICOS E DE PAPEL
01 O hábito de ler em meios digitais ainda é minoritário – menos de 5% dos livros
vendidos hoje no Brasil são e-books, enquanto o número nos EUA chega a 25% -, mas
cada vez mais pessoas aderem aos livros eletrônicos. Faz alguma diferença para o bem
ou para o mal? Comparações entre os dois tipos de leitura indicam um empate técnico.
05 Por um lado, é possível que ler uma narrativa num e-reader atrapalhe um pouco
a percepção que a pessoa tem da estrutura da história, ainda que não interfira em outros
aspectos. Por outro, a possibilidade de personalizar detalhes do texto parece ajudar quem
tem dificuldades de ler no papel.
A ligeira desvantagem do leitor digital foi identificada num estudo liderado por
10 Anne Mangen, da Universidade de Stavanger, na Noruega. Ela dividiu 50 estudantes em
dois grupos – um tinha de ler a versão em papel de um conto, enquanto o outro lia o texto
num e-reader Kindle. Depois, tinham de responder a perguntas sobre o conto. A percepção
sobre os personagens da narrativa, por exemplo, não variou de forma significativa entre os
grupos, e sobre objetos da história foi até melhor entre quem lia via e-reader, mas os
15 usuários do Kindle sofreram mais para identificar a sequência correta de acontecimentos
na trama.
Já a equipe de Matthew Schneps, do departamento de educação científica do
Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica (EUA), trabalhou com mais de cem
adolescentes com dislexia. A comparação foi entre ler em papel e em iPods Touch
20 configurados para mostrar de duas a três palavras por linha em letras grandes. O
resultado: os adolescentes com mais dificuldade para captar o som das palavras, bem
como os que tinham menos capacidade de atenção visual, tiveram melhora significativa na
velocidade de leitura e na compreensão.
A possibilidade de personalizar os aparelhos é um dos trunfos dos e-readers,
25 afirma Carla Viana Coscarelli, especialista em letramento digital da Faculdade de Letras
da Universidade Federal de Minas Gerais. “Do ponto de vista da acessibilidade, isso é um
achado. O mesmo vale para a conversão de texto escrito para áudio no caso de leitores
com deficiência visual”, compara. No entanto, no caso de leitores sem grandes
dificuldades, ela aponta que não há diferença entre os meios. “O trabalho cognitivo de
30 fazer interferências e perceber ideias implícitas é o mesmo”, diz. “A situação ainda é muito
fluida, porque os dois tipos de leitura continuam misturados, e essa transição vai ser
demorada”, diz Ana Elisa Ribeiro, professora do Centro Federal de Educação Tecnológica
de Minas Gerais.
Uma das variáveis que influenciam os hábitos de leitura é a relação da pessoa
35 com cada tipo de livro. E-readers e tablets têm tido impacto grande em quem lê textos
acadêmicos – nesse caso, a tendência é trabalhar só com o formato eletrônico. “Por outro
lado, vi um estudo interessante com romances populares femininos. Nesse caso, as
pessoas tendem a comprar em papel uma grande quantidade de títulos, em especial os
preferidos delas”, diz Ana Elisa.
40 Também não parece haver diferença no tempo de leitura entre os livros digitais
impressos, ou mesmo no nível de concentração. “Mesmo que você esteja ouvindo música
e lendo no tablet ao mesmo tempo, sua atenção só vai ter um único foco”, exemplifica Ana
Elisa.
“É uma faca de dois gumes”. Outros aplicativos podem acabar tirando você do
45 texto, mas você também pode usá-los para procurar uma palavra no dicionário, acessar
vídeos ou blogs sobre o tema. “A experiência de leitura não necessariamente fica mais
dispersa – pode se tornar mais aprofundada.”
LOPES, Reinaldo José. Colaboração para a Folha. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2014/09/1516515-estudos-comparam-coompreensao-de-texto-de-quem-le-livros-eletronicos-e-de-papel.shtml. Acesso em: 20 de setembro de 2017. (Com adaptações para fins didáticos).
Vocabulário:
Aplicativo: programa de computador concebido para acessar dados eletronicamente.
Blogs: páginas da internet em que são publicados conteúdos diversos.
Cognitivo: relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio.
E-book: livro eletrônico.
E-reader: aparelho projetado para leitura digital.
iPods Touch: aparelho eletrônico que é utilizado por meio do toque.
Kindle: aparelho eletrônico para ler livros digitais.
Tablets: tipo de computador portátil, de tamanho pequeno, fina espessura e com tela sensível ao toque.
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TEXTO 5
ESTUDOS COMPARAM COMPREENSÃO DE TEXTO DE QUEM LÊ LIVROS ELETRÔNICOS E DE PAPEL
01 O hábito de ler em meios digitais ainda é minoritário – menos de 5% dos livros
vendidos hoje no Brasil são e-books, enquanto o número nos EUA chega a 25% -, mas
cada vez mais pessoas aderem aos livros eletrônicos. Faz alguma diferença para o bem
ou para o mal? Comparações entre os dois tipos de leitura indicam um empate técnico.
05 Por um lado, é possível que ler uma narrativa num e-reader atrapalhe um pouco
a percepção que a pessoa tem da estrutura da história, ainda que não interfira em outros
aspectos. Por outro, a possibilidade de personalizar detalhes do texto parece ajudar quem
tem dificuldades de ler no papel.
A ligeira desvantagem do leitor digital foi identificada num estudo liderado por
10 Anne Mangen, da Universidade de Stavanger, na Noruega. Ela dividiu 50 estudantes em
dois grupos – um tinha de ler a versão em papel de um conto, enquanto o outro lia o texto
num e-reader Kindle. Depois, tinham de responder a perguntas sobre o conto. A percepção
sobre os personagens da narrativa, por exemplo, não variou de forma significativa entre os
grupos, e sobre objetos da história foi até melhor entre quem lia via e-reader, mas os
15 usuários do Kindle sofreram mais para identificar a sequência correta de acontecimentos
na trama.
Já a equipe de Matthew Schneps, do departamento de educação científica do
Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica (EUA), trabalhou com mais de cem
adolescentes com dislexia. A comparação foi entre ler em papel e em iPods Touch
20 configurados para mostrar de duas a três palavras por linha em letras grandes. O
resultado: os adolescentes com mais dificuldade para captar o som das palavras, bem
como os que tinham menos capacidade de atenção visual, tiveram melhora significativa na
velocidade de leitura e na compreensão.
A possibilidade de personalizar os aparelhos é um dos trunfos dos e-readers,
25 afirma Carla Viana Coscarelli, especialista em letramento digital da Faculdade de Letras
da Universidade Federal de Minas Gerais. “Do ponto de vista da acessibilidade, isso é um
achado. O mesmo vale para a conversão de texto escrito para áudio no caso de leitores
com deficiência visual”, compara. No entanto, no caso de leitores sem grandes
dificuldades, ela aponta que não há diferença entre os meios. “O trabalho cognitivo de
30 fazer interferências e perceber ideias implícitas é o mesmo”, diz. “A situação ainda é muito
fluida, porque os dois tipos de leitura continuam misturados, e essa transição vai ser
demorada”, diz Ana Elisa Ribeiro, professora do Centro Federal de Educação Tecnológica
de Minas Gerais.
Uma das variáveis que influenciam os hábitos de leitura é a relação da pessoa
35 com cada tipo de livro. E-readers e tablets têm tido impacto grande em quem lê textos
acadêmicos – nesse caso, a tendência é trabalhar só com o formato eletrônico. “Por outro
lado, vi um estudo interessante com romances populares femininos. Nesse caso, as
pessoas tendem a comprar em papel uma grande quantidade de títulos, em especial os
preferidos delas”, diz Ana Elisa.
40 Também não parece haver diferença no tempo de leitura entre os livros digitais
impressos, ou mesmo no nível de concentração. “Mesmo que você esteja ouvindo música
e lendo no tablet ao mesmo tempo, sua atenção só vai ter um único foco”, exemplifica Ana
Elisa.
“É uma faca de dois gumes”. Outros aplicativos podem acabar tirando você do
45 texto, mas você também pode usá-los para procurar uma palavra no dicionário, acessar
vídeos ou blogs sobre o tema. “A experiência de leitura não necessariamente fica mais
dispersa – pode se tornar mais aprofundada.”
LOPES, Reinaldo José. Colaboração para a Folha. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2014/09/1516515-estudos-comparam-coompreensao-de-texto-de-quem-le-livros-eletronicos-e-de-papel.shtml. Acesso em: 20 de setembro de 2017. (Com adaptações para fins didáticos).
Vocabulário:
Aplicativo: programa de computador concebido para acessar dados eletronicamente.
Blogs: páginas da internet em que são publicados conteúdos diversos.
Cognitivo: relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio.
E-book: livro eletrônico.
E-reader: aparelho projetado para leitura digital.
iPods Touch: aparelho eletrônico que é utilizado por meio do toque.
Kindle: aparelho eletrônico para ler livros digitais.
Tablets: tipo de computador portátil, de tamanho pequeno, fina espessura e com tela sensível ao toque.
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TEXTO 1
A DESCOBERTA
1 - Bom dia! Eu sou o pai do Buscapé.
- Do Buscapé?
- Do Otávio.
- Ah, do Otávio. Pois não.
5 - Ele é muito danado.
- Eu sei. Quer dizer, não. Ele é um menino, vamos dizer, hiperativo.
- “Hiper” é pouco.
- Eu não acho que...
- Por favor. Não precisa se constranger. Eu sou o pai e sei. Ele é um monstro.
10 - É.
- E é sobre isso que eu queria lhe falar.
- Ele contou que eu gritei com ele na aula...
- Não, não. Isso ele nem nota. Está acostumado. É que a mãe dele está
preocupada.
15 - Eu não me preocuparia. Todas as crianças são hiperativas nessa fase. O
Buscapé... O Otávio só é um pouco mais do que as outras. A sua senhora não deve...
- Mas ela está preocupada com outra coisa.
- O quê?
- O Buscapé não para de ler.
20 - Mas isso é ótimo.
- Desde que começou a ler, anda sempre com um livro debaixo do braço.
Quando a gente estranha o silêncio dentro de casa, vai ver é ele não fazendo barulho.
Está atirado no chão, soletrando um livro, muito compenetrado.
- Mas eu não vejo qual o problema.
25 - É a mãe dele que... Bom, ela sente falta.
- Do quê?
- Da agitação do Buscapé. Ela não está acostumada, entende? A ter um
intelectual em casa. Outro dia até brigou com ele.
- Por quê?
30 - Ele estava quieto demais. Ela gritou: “Eu não aguento mais. Quebra alguma
coisa!”.
- Mas eu não entendo o que eu posso...
- Bom, se a senhora pudesse, sei lá. Não digo desencorajar o Buscapé. Só dizer
que ele não precisa exagerar.
35 - Mas ele está descobrindo o mundo maravilhoso dos livros. Isso é formidável.
- É, só que a gente fica, não é... Com um certo ciúme...
VERÍSSIMO, L. F. A Descoberta. in O Santinho. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
Vocabulário:
Hiperativo: excessivamente ativo.
TEXTO 2
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BECK, A. Armandinho. Ed. Arte e Letras Comunicações, Florianópolis, 2014.
TEXTO 3
AULA DE LEITURA
01 A leitura é muito mais
do que decifrar palavras.
Quem quiser parar pra ver
pode até se surpreender:
05 vai ler nas folhas do chão,
se é outono ou se é verão;
nas ondas soltas do mar,
que é hora do navegar;
e no jeito da pessoa,
10 se trabalha ou se é à-toa;
na cara do lutador,
quando está sentindo dor;
vai ler na casa de alguém
o gosto que o dono tem;
15 e no pêlo do cachorro,
que é melhor gritar socorro;
e na cinza da fumaça,
o tamanho da desgraça;
e no tom que sopra o vento,
20 se corre o barco ou vai lento;
também na cor da fruta,
e no cheiro da comida,
e no ronco do motor,
e nos dentes do cavalo,
25 e na pele da pessoa,
e no brilho do sorriso,
vai ler nas nuvens do céu,
vai ler na palma da mão,
vai ler até nas estrelas
30 e no som do coração.
Uma arte que dá medo
é a de ler um olhar,
pois os olhos têm segredos
difíceis de decifrar.
AZEVEDO, Ricardo. Dezenove poemas desengoçados. São Paulo: Ática, 1999. (Com adaptações para fins didáticos).
TEXTO 5
ESTUDOS COMPARAM COMPREENSÃO DE TEXTO DE QUEM LÊ LIVROS ELETRÔNICOS E DE PAPEL
01 O hábito de ler em meios digitais ainda é minoritário – menos de 5% dos livros
vendidos hoje no Brasil são e-books, enquanto o número nos EUA chega a 25% -, mas
cada vez mais pessoas aderem aos livros eletrônicos. Faz alguma diferença para o bem
ou para o mal? Comparações entre os dois tipos de leitura indicam um empate técnico.
05 Por um lado, é possível que ler uma narrativa num e-reader atrapalhe um pouco
a percepção que a pessoa tem da estrutura da história, ainda que não interfira em outros
aspectos. Por outro, a possibilidade de personalizar detalhes do texto parece ajudar quem
tem dificuldades de ler no papel.
A ligeira desvantagem do leitor digital foi identificada num estudo liderado por
10 Anne Mangen, da Universidade de Stavanger, na Noruega. Ela dividiu 50 estudantes em
dois grupos – um tinha de ler a versão em papel de um conto, enquanto o outro lia o texto
num e-reader Kindle. Depois, tinham de responder a perguntas sobre o conto. A percepção
sobre os personagens da narrativa, por exemplo, não variou de forma significativa entre os
grupos, e sobre objetos da história foi até melhor entre quem lia via e-reader, mas os
15 usuários do Kindle sofreram mais para identificar a sequência correta de acontecimentos
na trama.
Já a equipe de Matthew Schneps, do departamento de educação científica do
Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica (EUA), trabalhou com mais de cem
adolescentes com dislexia. A comparação foi entre ler em papel e em iPods Touch
20 configurados para mostrar de duas a três palavras por linha em letras grandes. O
resultado: os adolescentes com mais dificuldade para captar o som das palavras, bem
como os que tinham menos capacidade de atenção visual, tiveram melhora significativa na
velocidade de leitura e na compreensão.
A possibilidade de personalizar os aparelhos é um dos trunfos dos e-readers,
25 afirma Carla Viana Coscarelli, especialista em letramento digital da Faculdade de Letras
da Universidade Federal de Minas Gerais. “Do ponto de vista da acessibilidade, isso é um
achado. O mesmo vale para a conversão de texto escrito para áudio no caso de leitores
com deficiência visual”, compara. No entanto, no caso de leitores sem grandes
dificuldades, ela aponta que não há diferença entre os meios. “O trabalho cognitivo de
30 fazer interferências e perceber ideias implícitas é o mesmo”, diz. “A situação ainda é muito
fluida, porque os dois tipos de leitura continuam misturados, e essa transição vai ser
demorada”, diz Ana Elisa Ribeiro, professora do Centro Federal de Educação Tecnológica
de Minas Gerais.
Uma das variáveis que influenciam os hábitos de leitura é a relação da pessoa
35 com cada tipo de livro. E-readers e tablets têm tido impacto grande em quem lê textos
acadêmicos – nesse caso, a tendência é trabalhar só com o formato eletrônico. “Por outro
lado, vi um estudo interessante com romances populares femininos. Nesse caso, as
pessoas tendem a comprar em papel uma grande quantidade de títulos, em especial os
preferidos delas”, diz Ana Elisa.
40 Também não parece haver diferença no tempo de leitura entre os livros digitais
impressos, ou mesmo no nível de concentração. “Mesmo que você esteja ouvindo música
e lendo no tablet ao mesmo tempo, sua atenção só vai ter um único foco”, exemplifica Ana
Elisa.
“É uma faca de dois gumes”. Outros aplicativos podem acabar tirando você do
45 texto, mas você também pode usá-los para procurar uma palavra no dicionário, acessar
vídeos ou blogs sobre o tema. “A experiência de leitura não necessariamente fica mais
dispersa – pode se tornar mais aprofundada.”
LOPES, Reinaldo José. Colaboração para a Folha. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2014/09/1516515-estudos-comparam-coompreensao-de-texto-de-quem-le-livros-eletronicos-e-de-papel.shtml. Acesso em: 20 de setembro de 2017. (Com adaptações para fins didáticos).
Vocabulário:
Aplicativo: programa de computador concebido para acessar dados eletronicamente.
Blogs: páginas da internet em que são publicados conteúdos diversos.
Cognitivo: relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio.
E-book: livro eletrônico.
E-reader: aparelho projetado para leitura digital.
iPods Touch: aparelho eletrônico que é utilizado por meio do toque.
Kindle: aparelho eletrônico para ler livros digitais.
Tablets: tipo de computador portátil, de tamanho pequeno, fina espessura e com tela sensível ao toque.
A partir da abordagem do tema “leitura” nos Textos 1, 2, 3 e 5, marque a alternativa correta.
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