← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de Belo Horizonte · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental 21 questões nesta prova · página 1 de 2 · 20 com gabarito Gabarito disponível “Grandezas inegociáveis” destaca a importância de cultuar valores permanentes. O sargento diz que o Colégio defende “valores permanentes”. Chamar família, Instituição e Pátria de “grandezas inegociáveis” enfatiza que esses valores devem ser cultuados e mantidos sempre. A) O sentido é figurado, não só “não comercializáveis”. B) Ao contrário, a expressão eleva a grandeza dessa tríade. D) O foco não é a palavra “grandezas”, e sim o que ela representa. E) O texto não pede que se desvalorizem outros elementos. Referência: Interpretação de texto; intencionalidade do autor. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Só em “sorriso nos olhos e falava devagar” não há palavras opostas. Em D, “sorriso nos olhos” e “falava devagar” apenas descrevem o sargento, sem oposição de sentido. Nos demais há pares antônimos. A) vertical × horizontal. B) individual × coletivo. C) passado × futuro. E) “conhecem” × “ninguém sabe”, e “existe” × “ninguém sabe onde mora” (oposição entre saber e não saber). Referência: Semântica: antonímia. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A relação entre sargento, carneiro e Colégio é marcada por mistério. O sargento é uma figura lendária que ninguém sabe onde mora e que some de repente. A escolha do carneiro é explicada de forma vaga, e o texto termina com o desaparecimento dele durante a passagem da banda. Esse clima enigmático é o que une os três elementos. B) A amizade não é o eixo do texto. C) Não há tema de gratidão. D) A união é vaga e não resume a relação. E) A surpresa ocorre só no fim e não envolve o carneiro nem o Colégio. Referência: Interpretação de texto; ideia central. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível “Quartel” designa o local onde o Colégio funciona, não é substituto de “Colégio Militar”. O texto usa “educandário”, “Instituição”, “escola” e “casa” para retomar o Colégio Militar e evitar repetição. “Quartel” aparece apenas como lugar onde o Colégio está instalado (“um Colégio instalado dentro de um quartel”), então não funciona como termo de retomada. A) “educandário” é explicitamente identificado com o Colégio Militar no texto. C) “Instituição” retoma o Colégio em várias passagens. D) “escola” é usada repetidamente com esse papel. E) “casa” aparece como em “espírito da casa” e “imagem da casa representada”, retomando o Colégio. Referência: Coesão referencial; substituição lexical. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A vírgula antes de “mas” marca oração coordenada adversativa; “no entanto” tem a mesma função. Em “Nem todos conhecem o Sargento Militão, mas ele existe”, a vírgula separa uma oração coordenada adversativa (“mas”). Em “forte, no entanto afável”, a vírgula isola “no entanto”, conjunção adversativa que também expressa oposição. A) A vírgula isola um adjunto adverbial deslocado (“Na mais recente reunião do Colégio”). B) Isola o adjunto adverbial “Logo em seguida”. C) Isola a expressão explicativa “por exemplo”, que é um aposto/expressão intercalada. D) Isola o adjunto adverbial “durante a marcha” do adjunto seguinte, na enumeração de circunstâncias. Referência: Pontuação: emprego da vírgula com conjunções adversativas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O 1º parágrafo apresenta o personagem, não o assunto que o texto desenvolve. O parágrafo inicial apresenta o Sargento Militão e o caráter lendário e misterioso dele. O assunto desenvolvido depois (o Colégio, seus valores e símbolos, o mascote) não aparece ali. Por isso não se pode afirmar o que diz a alternativa A. B) O 2º parágrafo descreve o sargento: pontual, comedido, de farda de gala, com sorriso nos olhos. D) Os parágrafos 6º a 8º citam tubarão, leão, canguru, lobo e carneiro, com suas características. E) O desaparecimento final reforça o caráter lendário do sargento. C) Seria discutível, mas o gabarito oficial indica A como a alternativa a assinalar. Referência: Estrutura textual; organização em parágrafos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível “Soltar o verbo” no contexto significa falar com desenvoltura e entusiasmo. O trecho diz que o sargento estava “cada vez mais empolgado” ao responder às perguntas. Por isso “soltava o verbo” indica que ele se expressava livremente, com entusiasmo. Trata-se de uma expressão idiomática, e seu sentido vem do contexto. A) Toma a expressão ao pé da letra, o que é um sentido gramatical e não o do texto. B) “Sem refletir” contraria a imagem do sargento, que é sereno e comedido. D) Nada indica aspereza ou grosseria. E) Ele fala de modo coerente e informativo, não diz frases sem sentido. Referência: Locuções e expressões idiomáticas; sentido contextual. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Objetivo principal do texto 1. Pelas perguntas dos alunos e pelas respostas do sargento, o texto apresenta as particularidades de uma escola militar: valores, tradições, uniforme, origem, ingresso de meninas e mascote. A) A lenda é só moldura. B) Os animais são tratados em apenas um trecho. C) Militão é o meio, e não o foco. E) Não se reflete sobre a reunião em si. Referência: Interpretação de texto: objetivo do texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Substituição de sinônimos no contexto. 'Tremendo guardião' equivale a 'poderoso', um guardião de grande força. 'Percepção aguçada' equivale a percepção ampliada ou apurada. Portanto 'poderoso e ampliada' preserva as ideias do texto. A) 'habitual' e 'moderada' mudam o sentido. C) 'trêmulo' e 'intensa' não combinam com guardião. D) 'oscilante' e 'média' contrariam as ideias de força e percepção aguda. E) 'nervoso' e 'cadente' distorcem o sentido. Referência: Semântica: sinonímia contextual. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Análise de afirmações sobre o texto 1. O item II está certo: o sargento é descrito como 'muito pontual', e a pontualidade é um traço dele. O item I está errado, pois o narrador apenas observa e conta, sem participar. O item III está errado, pois os jovens são curiosos, e não desinteressados. A, C e D incluem o item I (narrador observador, não participante). E inclui o item III (os alunos mostram grande curiosidade). Referência: Interpretação de texto: foco narrativo e personagens. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Valor do diminutivo 'gorilinha' no título. O diminutivo no título pode indicar o tamanho (filhote), destacar o nascimento, expressar afeto e aproximar as crianças da notícia. Não há ironia no contexto, que é carinhoso e festivo. A, B, C e D são justificativas coerentes com a notícia sobre um filhote querido. Só 'ironia' (E) está em desacordo. Referência: Grau do substantivo: valores do diminutivo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Palavra estrangeira e nomes próprios. Ayô é um nome próprio de origem africana usado na grafia original. Isso permite deduzir que, em português, nomes próprios de origem estrangeira podem ser usados com a grafia original. A) Não se pode afirmar que 'Aiô' seria incorreto. B) Não há dados sobre a origem de Toriba e Kong. C) O nome não precisaria ser africano por causa da origem do gorila. E) Não se afirma que o português não tenha nome equivalente. Referência: Estrangeirismos e nomes próprios. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Identificação de interlocução (diálogo com o leitor/interlocutor). Há interlocução nos trechos de fala direta da professora e da aluna, entre aspas (I, IV e V), em que as pessoas se dirigem a um interlocutor. Os trechos II e III são narração do jornalista. B, C, D e E incluem II ou III, que são narração e não fala dos entrevistados. Só I, IV e V reproduzem o discurso direto. Referência: Discurso direto e interlocução. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Conclusão possível a partir da notícia. Ayô obteve 40,44% dos votos, então 100% − 40,44% = 59,56% votaram em outros nomes. Esse valor é menor que 60%, como diz a alternativa B. A) Não houve unanimidade (Toriba teve 38,94% e Kong 20,62%). C) Cerca de 30 mil pessoas votaram, não só alunos. D) A professora celebra o envolvimento das famílias, não um desejo de mais envolvimento. E) O texto não explica os nomes Toriba e Kong. Referência: Interpretação de texto: informações explícitas e cálculo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Equivalências indevidas entre os textos. Nicodemus é o mascote do Colégio, mas Ayô é o nome de um filhote de gorila do zoológico, e não um mascote. A equivalência 'mascotes' foi, portanto, indevida. A) Garotos e Manuelly são interlocutores (os que perguntam ou falam). B) Militão e a professora orientam os alunos. C) Características escolares e atividades escolares são conhecimentos. D) Colégio Militar e zoológico são lugares. Referência: Comparação entre textos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Comparação entre texto literário e notícia. O texto 1 é uma narrativa ficcional (crônica/conto com o sargento que desaparece, como numa lenda). O texto 2 é uma notícia sobre fatos reais. Apenas um deles, portanto, apresenta ficção. A) Nenhum é histórico. B) Só o primeiro é literário. D) O texto 1 também menciona fatos reais, como a entrada de meninas em 1996, e o 2 é real, então não vale 'apenas um' com fatos reais. E) Nenhum traz informes científicos. Referência: Texto literário e não literário. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponívelColégio Militar de Belo Horizonte — Concurso de Admissão 2017/2018 — 6º ano do Ensino Fundamental — Prova de Língua Portuguesa
TEXTO 1:
NOSSO BICHINHO PREFERIDO
Olivier Zoroastro Martins
1 Nem todos conhecem o Sargento Militão, mas ele existe. Diz uma lenda que ele estava aqui agora mesmo
e, de repente, estava mais não. Quem já esteve com ele, descreveu-o como um sujeito da paz, pessoa tranquila e
de gestos simples. Ninguém sabe onde mora. Dizem, sem convicção, que é longe, muito longe daqui.
Na mais recente reunião escolar, a expectativa era grande por parte dos estudantes. Havia muita
5 curiosidade no auditório. Todos queriam conhecer um pouco sobre um Colégio instalado dentro de um
quartel. Os jovens visitantes queriam perguntar tudo. Sargento Militão aceitou o convite dos
organizadores do evento e compareceu. Como sempre, muito pontual e comedido, mantinha as mãos para
trás em sinal de respeito. Usava uma veste de gala, própria para dias especiais. Já que era um dia de festa,
sua farda era clara, incomum, de um verde mais iluminado, com botões prateados no sentido vertical e
10 medalhas douradas, no peito, sentido horizontal. Tinha um sorriso nos olhos e falava devagar.
A garotada perguntava e ele, sereno, ia tentando traduzir o jeito particular da Instituição, revelando o
espírito da casa para os aspirantes a alunos do Colégio Militar. Dizia, com entusiasmo, que o grande desafio da
escola era manter as tradições do passado e preparar o futuro, o que seriam as duas pontas de uma mesma
realidade. Explicou que o momento presente era o instante de culto à própria história da escola e, ao mesmo
15 tempo, do cultivo das flores do jardim do amanhã. Concluiu que as ferramentas para se garantir o respeito ao passado
e preparar o sucesso no futuro eram a disciplina e a educação: princípios que devem ser trabalhados incansavelmente.
Esclareceu ainda que princípios são as pilastras ou vigas mestras — comparou-as como estruturas que
sustentam qualquer construção, pois elevam os valores com os quais a escola se identificou sempre.
Alguns garotos quiseram saber mais sobre outros valores mantidos pela escola. O convidado
20 agradeceu a pergunta e falou que o Colégio defendia valores permanentes, todos associados à própria
imagem da Instituição. Citou, por exemplo, a importância, no dia a dia, que se atribuía ao respeito à
família, ao educandário (à Instituição Colégio Militar) e à Pátria — grandezas inegociáveis. Comentou
sobre as competições, as mais saudáveis, promovidas pela escola para estimular o aluno em situações
desafiantes — uma estratégia para promover o desenvolvimento físico e mental do jovem, sempre
25 pensando em sua capacidade de superação. Logo em seguida, Militão discorreu sobre a importância dos
gestos de solidariedade e de companheirismo. Comentou sobre a valorização que se dava à honestidade,
ao mérito individual e ao sucesso coletivo no território Colégio Militar.
As perguntas iam “pipocando” e o sargento Militão, cada vez mais empolgado, “soltava o verbo”.
Alguém pediu mais informações sobre os símbolos adotados pelo Colégio. Militão acrescentou que o
30 Sistema Colégio Militar (composto de várias escolas pelo Brasil) pertencia ao Ministério do Exército.
Explicou que o Colégio fora criado em tempos de guerra e tinha, como função principal, amparar filhos de
militares que iam para a batalha, deixando suas famílias. Esta origem singular explicaria o uniforme
cáqui, semelhante a uma farda; a presença da boina vermelha-grená no alto da cabeça, os sapatos
obrigatoriamente limpos, a apresentação pessoal impecável. Tudo isso para compor a fisionomia de uma
35 Instituição com características muito particulares.
Uma garota quis saber se era verdade que antigamente não havia meninas estudando no Colégio.
Nosso palestrante confirmou que a escola, atenta às inovações da sociedade, abrira as portas ao elemento
feminino nas fileiras da casa, a partir do ano de 1996. Satisfeita esta curiosidade, uma outra menina, de linda
franja, perguntou sobre o mascote da escola, o Nicodemus. Militão ficou emocionado, mas quase ninguém
40 percebeu. Disse que o carneiro Nicodemus era um dos símbolos da escola. Esclareceu que o mascote é,
geralmente, um bichinho que, por algum motivo, identifica-se com a imagem da casa representada.
Aproveitou para lembrar que a águia, por exemplo, era o símbolo dos Estados Unidos da América.
Os garotos então perguntaram o porquê da escolha de um carneiro e não de um tubarão, por exemplo!
“Além de predador, inteligente!” — lembrou um deles. Outro sugeriu que poderia ser o leão, o rei das
45 selvas, pelo respeito que impunha, pela força e poder que exibia! Uma jovem ainda sugeriu que poderia ser
um canguru! Forte, rápido e um tremendo guardião, pois protegia a todos com sua anatomia marsupial.
Houve ainda um garoto que questionou por que não haviam escolhido o lobo para ser o mascote, pois ele
vivia em alcateias, trabalhava em equipe e tinha um olfato privilegiado, ou seja, uma percepção aguçada!
Militão coçou a cabeça levemente como se pensasse e disse que o carneiro Nicodemus comparecia a
50 todas as formaturas matinais. Acrescentou que os alunos do 6º ano cumpriam o protocolo de conduzi-lo
durante a marcha, nos cortejos dos desfiles. Explicou que, na verdade, Nicodemus é quem conduzia os
alunos recém-chegados, dando-lhes as boas vindas, a partir dos primeiros passos do longo aprendizado
que teriam pela frente até atingirem a adolescência. Continuou dizendo que dificilmente um outro
animal reuniria sozinho todas as qualidades do carneiro. Ressaltou sua natureza forte, no entanto afável;
55 sua mansidão, mas também, sua resiliência implacável; sua aparente fragilidade, porém sua
determinação; sua natureza geniosa contrapondo-se à sua obediência e humildade. Assim falando, o
Sargento amigo agradeceu a sugestão dos jovens...
De repente, ouviu-se um forte barulho do lado de fora da sala. Seria um trovão? Todos olharam
para a porta tentando entender o que estava acontecendo. Não havia sinal de chuvas. A banda do Colégio
60 passava executando uma música maravilhosa! Quando as pessoas se voltaram para o palco improvisado,
de onde falava o palestrante... Cadê o sargento Militão? Estava ali! Agora não está mais não.
O autor é professor no CM-BH há 20 anos. Mestre em Linguística pela PUC-MG, escreveu os livros “Lições da Chuva” (poemas) e “O Embarque” (ficção).
Vocabulário:
Comedido (ℓ.7): moderado.
Mascote (ℓ.40): pessoa, animal ou coisa capazes de trazer sorte.
Marsupial (ℓ.46): que tem forma de bolsa.
Cortejo (ℓ.51): procissão, comitiva.
Resiliência (ℓ.55): capacidade de se adaptar à má sorte.
Ao afirmar que a família, a Instituição e a Pátria são “grandezas inegociáveis” (ℓ.22), o autor do texto 1 pretende:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1:
NOSSO BICHINHO PREFERIDO
Olivier Zoroastro Martins
1 Nem todos conhecem o Sargento Militão, mas ele existe. Diz uma lenda que ele estava aqui agora mesmo
e, de repente, estava mais não. Quem já esteve com ele, descreveu-o como um sujeito da paz, pessoa tranquila e
de gestos simples. Ninguém sabe onde mora. Dizem, sem convicção, que é longe, muito longe daqui.
Na mais recente reunião escolar, a expectativa era grande por parte dos estudantes. Havia muita
5 curiosidade no auditório. Todos queriam conhecer um pouco sobre um Colégio instalado dentro de um
quartel. Os jovens visitantes queriam perguntar tudo. Sargento Militão aceitou o convite dos
organizadores do evento e compareceu. Como sempre, muito pontual e comedido, mantinha as mãos para
trás em sinal de respeito. Usava uma veste de gala, própria para dias especiais. Já que era um dia de festa,
sua farda era clara, incomum, de um verde mais iluminado, com botões prateados no sentido vertical e
10 medalhas douradas, no peito, sentido horizontal. Tinha um sorriso nos olhos e falava devagar.
A garotada perguntava e ele, sereno, ia tentando traduzir o jeito particular da Instituição, revelando o
espírito da casa para os aspirantes a alunos do Colégio Militar. Dizia, com entusiasmo, que o grande desafio da
escola era manter as tradições do passado e preparar o futuro, o que seriam as duas pontas de uma mesma
realidade. Explicou que o momento presente era o instante de culto à própria história da escola e, ao mesmo
15 tempo, do cultivo das flores do jardim do amanhã. Concluiu que as ferramentas para se garantir o respeito ao passado
e preparar o sucesso no futuro eram a disciplina e a educação: princípios que devem ser trabalhados incansavelmente.
Esclareceu ainda que princípios são as pilastras ou vigas mestras — comparou-as como estruturas que
sustentam qualquer construção, pois elevam os valores com os quais a escola se identificou sempre.
Alguns garotos quiseram saber mais sobre outros valores mantidos pela escola. O convidado
20 agradeceu a pergunta e falou que o Colégio defendia valores permanentes, todos associados à própria
imagem da Instituição. Citou, por exemplo, a importância, no dia a dia, que se atribuía ao respeito à
família, ao educandário (à Instituição Colégio Militar) e à Pátria — grandezas inegociáveis. Comentou
sobre as competições, as mais saudáveis, promovidas pela escola para estimular o aluno em situações
desafiantes — uma estratégia para promover o desenvolvimento físico e mental do jovem, sempre
25 pensando em sua capacidade de superação. Logo em seguida, Militão discorreu sobre a importância dos
gestos de solidariedade e de companheirismo. Comentou sobre a valorização que se dava à honestidade,
ao mérito individual e ao sucesso coletivo no território Colégio Militar.
As perguntas iam “pipocando” e o sargento Militão, cada vez mais empolgado, “soltava o verbo”.
Alguém pediu mais informações sobre os símbolos adotados pelo Colégio. Militão acrescentou que o
30 Sistema Colégio Militar (composto de várias escolas pelo Brasil) pertencia ao Ministério do Exército.
Explicou que o Colégio fora criado em tempos de guerra e tinha, como função principal, amparar filhos de
militares que iam para a batalha, deixando suas famílias. Esta origem singular explicaria o uniforme
cáqui, semelhante a uma farda; a presença da boina vermelha-grená no alto da cabeça, os sapatos
obrigatoriamente limpos, a apresentação pessoal impecável. Tudo isso para compor a fisionomia de uma
35 Instituição com características muito particulares.
Uma garota quis saber se era verdade que antigamente não havia meninas estudando no Colégio.
Nosso palestrante confirmou que a escola, atenta às inovações da sociedade, abrira as portas ao elemento
feminino nas fileiras da casa, a partir do ano de 1996. Satisfeita esta curiosidade, uma outra menina, de linda
franja, perguntou sobre o mascote da escola, o Nicodemus. Militão ficou emocionado, mas quase ninguém
40 percebeu. Disse que o carneiro Nicodemus era um dos símbolos da escola. Esclareceu que o mascote é,
geralmente, um bichinho que, por algum motivo, identifica-se com a imagem da casa representada.
Aproveitou para lembrar que a águia, por exemplo, era o símbolo dos Estados Unidos da América.
Os garotos então perguntaram o porquê da escolha de um carneiro e não de um tubarão, por exemplo!
“Além de predador, inteligente!” — lembrou um deles. Outro sugeriu que poderia ser o leão, o rei das
45 selvas, pelo respeito que impunha, pela força e poder que exibia! Uma jovem ainda sugeriu que poderia ser
um canguru! Forte, rápido e um tremendo guardião, pois protegia a todos com sua anatomia marsupial.
Houve ainda um garoto que questionou por que não haviam escolhido o lobo para ser o mascote, pois ele
vivia em alcateias, trabalhava em equipe e tinha um olfato privilegiado, ou seja, uma percepção aguçada!
Militão coçou a cabeça levemente como se pensasse e disse que o carneiro Nicodemus comparecia a
50 todas as formaturas matinais. Acrescentou que os alunos do 6º ano cumpriam o protocolo de conduzi-lo
durante a marcha, nos cortejos dos desfiles. Explicou que, na verdade, Nicodemus é quem conduzia os
alunos recém-chegados, dando-lhes as boas vindas, a partir dos primeiros passos do longo aprendizado
que teriam pela frente até atingirem a adolescência. Continuou dizendo que dificilmente um outro
animal reuniria sozinho todas as qualidades do carneiro. Ressaltou sua natureza forte, no entanto afável;
55 sua mansidão, mas também, sua resiliência implacável; sua aparente fragilidade, porém sua
determinação; sua natureza geniosa contrapondo-se à sua obediência e humildade. Assim falando, o
Sargento amigo agradeceu a sugestão dos jovens...
De repente, ouviu-se um forte barulho do lado de fora da sala. Seria um trovão? Todos olharam
para a porta tentando entender o que estava acontecendo. Não havia sinal de chuvas. A banda do Colégio
60 passava executando uma música maravilhosa! Quando as pessoas se voltaram para o palco improvisado,
de onde falava o palestrante... Cadê o sargento Militão? Estava ali! Agora não está mais não.
O autor é professor no CM-BH há 20 anos. Mestre em Linguística pela PUC-MG, escreveu os livros “Lições da Chuva” (poemas) e “O Embarque” (ficção).
Vocabulário:
Comedido (ℓ.7): moderado.
Mascote (ℓ.40): pessoa, animal ou coisa capazes de trazer sorte.
Marsupial (ℓ.46): que tem forma de bolsa.
Cortejo (ℓ.51): procissão, comitiva.
Resiliência (ℓ.55): capacidade de se adaptar à má sorte.
Nos trechos abaixo, extraídos do texto 1, há palavras que se opõem entre si, EXCETO na alternativa:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1:
NOSSO BICHINHO PREFERIDO
Olivier Zoroastro Martins
1 Nem todos conhecem o Sargento Militão, mas ele existe. Diz uma lenda que ele estava aqui agora mesmo
e, de repente, estava mais não. Quem já esteve com ele, descreveu-o como um sujeito da paz, pessoa tranquila e
de gestos simples. Ninguém sabe onde mora. Dizem, sem convicção, que é longe, muito longe daqui.
Na mais recente reunião escolar, a expectativa era grande por parte dos estudantes. Havia muita
5 curiosidade no auditório. Todos queriam conhecer um pouco sobre um Colégio instalado dentro de um
quartel. Os jovens visitantes queriam perguntar tudo. Sargento Militão aceitou o convite dos
organizadores do evento e compareceu. Como sempre, muito pontual e comedido, mantinha as mãos para
trás em sinal de respeito. Usava uma veste de gala, própria para dias especiais. Já que era um dia de festa,
sua farda era clara, incomum, de um verde mais iluminado, com botões prateados no sentido vertical e
10 medalhas douradas, no peito, sentido horizontal. Tinha um sorriso nos olhos e falava devagar.
A garotada perguntava e ele, sereno, ia tentando traduzir o jeito particular da Instituição, revelando o
espírito da casa para os aspirantes a alunos do Colégio Militar. Dizia, com entusiasmo, que o grande desafio da
escola era manter as tradições do passado e preparar o futuro, o que seriam as duas pontas de uma mesma
realidade. Explicou que o momento presente era o instante de culto à própria história da escola e, ao mesmo
15 tempo, do cultivo das flores do jardim do amanhã. Concluiu que as ferramentas para se garantir o respeito ao passado
e preparar o sucesso no futuro eram a disciplina e a educação: princípios que devem ser trabalhados incansavelmente.
Esclareceu ainda que princípios são as pilastras ou vigas mestras — comparou-as como estruturas que
sustentam qualquer construção, pois elevam os valores com os quais a escola se identificou sempre.
Alguns garotos quiseram saber mais sobre outros valores mantidos pela escola. O convidado
20 agradeceu a pergunta e falou que o Colégio defendia valores permanentes, todos associados à própria
imagem da Instituição. Citou, por exemplo, a importância, no dia a dia, que se atribuía ao respeito à
família, ao educandário (à Instituição Colégio Militar) e à Pátria — grandezas inegociáveis. Comentou
sobre as competições, as mais saudáveis, promovidas pela escola para estimular o aluno em situações
desafiantes — uma estratégia para promover o desenvolvimento físico e mental do jovem, sempre
25 pensando em sua capacidade de superação. Logo em seguida, Militão discorreu sobre a importância dos
gestos de solidariedade e de companheirismo. Comentou sobre a valorização que se dava à honestidade,
ao mérito individual e ao sucesso coletivo no território Colégio Militar.
As perguntas iam “pipocando” e o sargento Militão, cada vez mais empolgado, “soltava o verbo”.
Alguém pediu mais informações sobre os símbolos adotados pelo Colégio. Militão acrescentou que o
30 Sistema Colégio Militar (composto de várias escolas pelo Brasil) pertencia ao Ministério do Exército.
Explicou que o Colégio fora criado em tempos de guerra e tinha, como função principal, amparar filhos de
militares que iam para a batalha, deixando suas famílias. Esta origem singular explicaria o uniforme
cáqui, semelhante a uma farda; a presença da boina vermelha-grená no alto da cabeça, os sapatos
obrigatoriamente limpos, a apresentação pessoal impecável. Tudo isso para compor a fisionomia de uma
35 Instituição com características muito particulares.
Uma garota quis saber se era verdade que antigamente não havia meninas estudando no Colégio.
Nosso palestrante confirmou que a escola, atenta às inovações da sociedade, abrira as portas ao elemento
feminino nas fileiras da casa, a partir do ano de 1996. Satisfeita esta curiosidade, uma outra menina, de linda
franja, perguntou sobre o mascote da escola, o Nicodemus. Militão ficou emocionado, mas quase ninguém
40 percebeu. Disse que o carneiro Nicodemus era um dos símbolos da escola. Esclareceu que o mascote é,
geralmente, um bichinho que, por algum motivo, identifica-se com a imagem da casa representada.
Aproveitou para lembrar que a águia, por exemplo, era o símbolo dos Estados Unidos da América.
Os garotos então perguntaram o porquê da escolha de um carneiro e não de um tubarão, por exemplo!
“Além de predador, inteligente!” — lembrou um deles. Outro sugeriu que poderia ser o leão, o rei das
45 selvas, pelo respeito que impunha, pela força e poder que exibia! Uma jovem ainda sugeriu que poderia ser
um canguru! Forte, rápido e um tremendo guardião, pois protegia a todos com sua anatomia marsupial.
Houve ainda um garoto que questionou por que não haviam escolhido o lobo para ser o mascote, pois ele
vivia em alcateias, trabalhava em equipe e tinha um olfato privilegiado, ou seja, uma percepção aguçada!
Militão coçou a cabeça levemente como se pensasse e disse que o carneiro Nicodemus comparecia a
50 todas as formaturas matinais. Acrescentou que os alunos do 6º ano cumpriam o protocolo de conduzi-lo
durante a marcha, nos cortejos dos desfiles. Explicou que, na verdade, Nicodemus é quem conduzia os
alunos recém-chegados, dando-lhes as boas vindas, a partir dos primeiros passos do longo aprendizado
que teriam pela frente até atingirem a adolescência. Continuou dizendo que dificilmente um outro
animal reuniria sozinho todas as qualidades do carneiro. Ressaltou sua natureza forte, no entanto afável;
55 sua mansidão, mas também, sua resiliência implacável; sua aparente fragilidade, porém sua
determinação; sua natureza geniosa contrapondo-se à sua obediência e humildade. Assim falando, o
Sargento amigo agradeceu a sugestão dos jovens...
De repente, ouviu-se um forte barulho do lado de fora da sala. Seria um trovão? Todos olharam
para a porta tentando entender o que estava acontecendo. Não havia sinal de chuvas. A banda do Colégio
60 passava executando uma música maravilhosa! Quando as pessoas se voltaram para o palco improvisado,
de onde falava o palestrante... Cadê o sargento Militão? Estava ali! Agora não está mais não.
O autor é professor no CM-BH há 20 anos. Mestre em Linguística pela PUC-MG, escreveu os livros “Lições da Chuva” (poemas) e “O Embarque” (ficção).
Vocabulário:
Comedido (ℓ.7): moderado.
Mascote (ℓ.40): pessoa, animal ou coisa capazes de trazer sorte.
Marsupial (ℓ.46): que tem forma de bolsa.
Cortejo (ℓ.51): procissão, comitiva.
Resiliência (ℓ.55): capacidade de se adaptar à má sorte.
A palavra que melhor resume, no primeiro texto, as relações entre o Sargento Militão, o carneiro Nicodemus e o Colégio Militar é:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1:
NOSSO BICHINHO PREFERIDO
Olivier Zoroastro Martins
1 Nem todos conhecem o Sargento Militão, mas ele existe. Diz uma lenda que ele estava aqui agora mesmo
e, de repente, estava mais não. Quem já esteve com ele, descreveu-o como um sujeito da paz, pessoa tranquila e
de gestos simples. Ninguém sabe onde mora. Dizem, sem convicção, que é longe, muito longe daqui.
Na mais recente reunião escolar, a expectativa era grande por parte dos estudantes. Havia muita
5 curiosidade no auditório. Todos queriam conhecer um pouco sobre um Colégio instalado dentro de um
quartel. Os jovens visitantes queriam perguntar tudo. Sargento Militão aceitou o convite dos
organizadores do evento e compareceu. Como sempre, muito pontual e comedido, mantinha as mãos para
trás em sinal de respeito. Usava uma veste de gala, própria para dias especiais. Já que era um dia de festa,
sua farda era clara, incomum, de um verde mais iluminado, com botões prateados no sentido vertical e
10 medalhas douradas, no peito, sentido horizontal. Tinha um sorriso nos olhos e falava devagar.
A garotada perguntava e ele, sereno, ia tentando traduzir o jeito particular da Instituição, revelando o
espírito da casa para os aspirantes a alunos do Colégio Militar. Dizia, com entusiasmo, que o grande desafio da
escola era manter as tradições do passado e preparar o futuro, o que seriam as duas pontas de uma mesma
realidade. Explicou que o momento presente era o instante de culto à própria história da escola e, ao mesmo
15 tempo, do cultivo das flores do jardim do amanhã. Concluiu que as ferramentas para se garantir o respeito ao passado
e preparar o sucesso no futuro eram a disciplina e a educação: princípios que devem ser trabalhados incansavelmente.
Esclareceu ainda que princípios são as pilastras ou vigas mestras — comparou-as como estruturas que
sustentam qualquer construção, pois elevam os valores com os quais a escola se identificou sempre.
Alguns garotos quiseram saber mais sobre outros valores mantidos pela escola. O convidado
20 agradeceu a pergunta e falou que o Colégio defendia valores permanentes, todos associados à própria
imagem da Instituição. Citou, por exemplo, a importância, no dia a dia, que se atribuía ao respeito à
família, ao educandário (à Instituição Colégio Militar) e à Pátria — grandezas inegociáveis. Comentou
sobre as competições, as mais saudáveis, promovidas pela escola para estimular o aluno em situações
desafiantes — uma estratégia para promover o desenvolvimento físico e mental do jovem, sempre
25 pensando em sua capacidade de superação. Logo em seguida, Militão discorreu sobre a importância dos
gestos de solidariedade e de companheirismo. Comentou sobre a valorização que se dava à honestidade,
ao mérito individual e ao sucesso coletivo no território Colégio Militar.
As perguntas iam “pipocando” e o sargento Militão, cada vez mais empolgado, “soltava o verbo”.
Alguém pediu mais informações sobre os símbolos adotados pelo Colégio. Militão acrescentou que o
30 Sistema Colégio Militar (composto de várias escolas pelo Brasil) pertencia ao Ministério do Exército.
Explicou que o Colégio fora criado em tempos de guerra e tinha, como função principal, amparar filhos de
militares que iam para a batalha, deixando suas famílias. Esta origem singular explicaria o uniforme
cáqui, semelhante a uma farda; a presença da boina vermelha-grená no alto da cabeça, os sapatos
obrigatoriamente limpos, a apresentação pessoal impecável. Tudo isso para compor a fisionomia de uma
35 Instituição com características muito particulares.
Uma garota quis saber se era verdade que antigamente não havia meninas estudando no Colégio.
Nosso palestrante confirmou que a escola, atenta às inovações da sociedade, abrira as portas ao elemento
feminino nas fileiras da casa, a partir do ano de 1996. Satisfeita esta curiosidade, uma outra menina, de linda
franja, perguntou sobre o mascote da escola, o Nicodemus. Militão ficou emocionado, mas quase ninguém
40 percebeu. Disse que o carneiro Nicodemus era um dos símbolos da escola. Esclareceu que o mascote é,
geralmente, um bichinho que, por algum motivo, identifica-se com a imagem da casa representada.
Aproveitou para lembrar que a águia, por exemplo, era o símbolo dos Estados Unidos da América.
Os garotos então perguntaram o porquê da escolha de um carneiro e não de um tubarão, por exemplo!
“Além de predador, inteligente!” — lembrou um deles. Outro sugeriu que poderia ser o leão, o rei das
45 selvas, pelo respeito que impunha, pela força e poder que exibia! Uma jovem ainda sugeriu que poderia ser
um canguru! Forte, rápido e um tremendo guardião, pois protegia a todos com sua anatomia marsupial.
Houve ainda um garoto que questionou por que não haviam escolhido o lobo para ser o mascote, pois ele
vivia em alcateias, trabalhava em equipe e tinha um olfato privilegiado, ou seja, uma percepção aguçada!
Militão coçou a cabeça levemente como se pensasse e disse que o carneiro Nicodemus comparecia a
50 todas as formaturas matinais. Acrescentou que os alunos do 6º ano cumpriam o protocolo de conduzi-lo
durante a marcha, nos cortejos dos desfiles. Explicou que, na verdade, Nicodemus é quem conduzia os
alunos recém-chegados, dando-lhes as boas vindas, a partir dos primeiros passos do longo aprendizado
que teriam pela frente até atingirem a adolescência. Continuou dizendo que dificilmente um outro
animal reuniria sozinho todas as qualidades do carneiro. Ressaltou sua natureza forte, no entanto afável;
55 sua mansidão, mas também, sua resiliência implacável; sua aparente fragilidade, porém sua
determinação; sua natureza geniosa contrapondo-se à sua obediência e humildade. Assim falando, o
Sargento amigo agradeceu a sugestão dos jovens...
De repente, ouviu-se um forte barulho do lado de fora da sala. Seria um trovão? Todos olharam
para a porta tentando entender o que estava acontecendo. Não havia sinal de chuvas. A banda do Colégio
60 passava executando uma música maravilhosa! Quando as pessoas se voltaram para o palco improvisado,
de onde falava o palestrante... Cadê o sargento Militão? Estava ali! Agora não está mais não.
O autor é professor no CM-BH há 20 anos. Mestre em Linguística pela PUC-MG, escreveu os livros “Lições da Chuva” (poemas) e “O Embarque” (ficção).
Vocabulário:
Comedido (ℓ.7): moderado.
Mascote (ℓ.40): pessoa, animal ou coisa capazes de trazer sorte.
Marsupial (ℓ.46): que tem forma de bolsa.
Cortejo (ℓ.51): procissão, comitiva.
Resiliência (ℓ.55): capacidade de se adaptar à má sorte.
Para evitar repetições desnecessárias, o narrador, no texto 1, emprega diferentes palavras para referir-se ao Colégio Militar. Qual das palavras a seguir NÃO foi utilizada com esta finalidade?Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1:
NOSSO BICHINHO PREFERIDO
Olivier Zoroastro Martins
1 Nem todos conhecem o Sargento Militão, mas ele existe. Diz uma lenda que ele estava aqui agora mesmo
e, de repente, estava mais não. Quem já esteve com ele, descreveu-o como um sujeito da paz, pessoa tranquila e
de gestos simples. Ninguém sabe onde mora. Dizem, sem convicção, que é longe, muito longe daqui.
Na mais recente reunião escolar, a expectativa era grande por parte dos estudantes. Havia muita
5 curiosidade no auditório. Todos queriam conhecer um pouco sobre um Colégio instalado dentro de um
quartel. Os jovens visitantes queriam perguntar tudo. Sargento Militão aceitou o convite dos
organizadores do evento e compareceu. Como sempre, muito pontual e comedido, mantinha as mãos para
trás em sinal de respeito. Usava uma veste de gala, própria para dias especiais. Já que era um dia de festa,
sua farda era clara, incomum, de um verde mais iluminado, com botões prateados no sentido vertical e
10 medalhas douradas, no peito, sentido horizontal. Tinha um sorriso nos olhos e falava devagar.
A garotada perguntava e ele, sereno, ia tentando traduzir o jeito particular da Instituição, revelando o
espírito da casa para os aspirantes a alunos do Colégio Militar. Dizia, com entusiasmo, que o grande desafio da
escola era manter as tradições do passado e preparar o futuro, o que seriam as duas pontas de uma mesma
realidade. Explicou que o momento presente era o instante de culto à própria história da escola e, ao mesmo
15 tempo, do cultivo das flores do jardim do amanhã. Concluiu que as ferramentas para se garantir o respeito ao passado
e preparar o sucesso no futuro eram a disciplina e a educação: princípios que devem ser trabalhados incansavelmente.
Esclareceu ainda que princípios são as pilastras ou vigas mestras — comparou-as como estruturas que
sustentam qualquer construção, pois elevam os valores com os quais a escola se identificou sempre.
Alguns garotos quiseram saber mais sobre outros valores mantidos pela escola. O convidado
20 agradeceu a pergunta e falou que o Colégio defendia valores permanentes, todos associados à própria
imagem da Instituição. Citou, por exemplo, a importância, no dia a dia, que se atribuía ao respeito à
família, ao educandário (à Instituição Colégio Militar) e à Pátria — grandezas inegociáveis. Comentou
sobre as competições, as mais saudáveis, promovidas pela escola para estimular o aluno em situações
desafiantes — uma estratégia para promover o desenvolvimento físico e mental do jovem, sempre
25 pensando em sua capacidade de superação. Logo em seguida, Militão discorreu sobre a importância dos
gestos de solidariedade e de companheirismo. Comentou sobre a valorização que se dava à honestidade,
ao mérito individual e ao sucesso coletivo no território Colégio Militar.
As perguntas iam “pipocando” e o sargento Militão, cada vez mais empolgado, “soltava o verbo”.
Alguém pediu mais informações sobre os símbolos adotados pelo Colégio. Militão acrescentou que o
30 Sistema Colégio Militar (composto de várias escolas pelo Brasil) pertencia ao Ministério do Exército.
Explicou que o Colégio fora criado em tempos de guerra e tinha, como função principal, amparar filhos de
militares que iam para a batalha, deixando suas famílias. Esta origem singular explicaria o uniforme
cáqui, semelhante a uma farda; a presença da boina vermelha-grená no alto da cabeça, os sapatos
obrigatoriamente limpos, a apresentação pessoal impecável. Tudo isso para compor a fisionomia de uma
35 Instituição com características muito particulares.
Uma garota quis saber se era verdade que antigamente não havia meninas estudando no Colégio.
Nosso palestrante confirmou que a escola, atenta às inovações da sociedade, abrira as portas ao elemento
feminino nas fileiras da casa, a partir do ano de 1996. Satisfeita esta curiosidade, uma outra menina, de linda
franja, perguntou sobre o mascote da escola, o Nicodemus. Militão ficou emocionado, mas quase ninguém
40 percebeu. Disse que o carneiro Nicodemus era um dos símbolos da escola. Esclareceu que o mascote é,
geralmente, um bichinho que, por algum motivo, identifica-se com a imagem da casa representada.
Aproveitou para lembrar que a águia, por exemplo, era o símbolo dos Estados Unidos da América.
Os garotos então perguntaram o porquê da escolha de um carneiro e não de um tubarão, por exemplo!
“Além de predador, inteligente!” — lembrou um deles. Outro sugeriu que poderia ser o leão, o rei das
45 selvas, pelo respeito que impunha, pela força e poder que exibia! Uma jovem ainda sugeriu que poderia ser
um canguru! Forte, rápido e um tremendo guardião, pois protegia a todos com sua anatomia marsupial.
Houve ainda um garoto que questionou por que não haviam escolhido o lobo para ser o mascote, pois ele
vivia em alcateias, trabalhava em equipe e tinha um olfato privilegiado, ou seja, uma percepção aguçada!
Militão coçou a cabeça levemente como se pensasse e disse que o carneiro Nicodemus comparecia a
50 todas as formaturas matinais. Acrescentou que os alunos do 6º ano cumpriam o protocolo de conduzi-lo
durante a marcha, nos cortejos dos desfiles. Explicou que, na verdade, Nicodemus é quem conduzia os
alunos recém-chegados, dando-lhes as boas vindas, a partir dos primeiros passos do longo aprendizado
que teriam pela frente até atingirem a adolescência. Continuou dizendo que dificilmente um outro
animal reuniria sozinho todas as qualidades do carneiro. Ressaltou sua natureza forte, no entanto afável;
55 sua mansidão, mas também, sua resiliência implacável; sua aparente fragilidade, porém sua
determinação; sua natureza geniosa contrapondo-se à sua obediência e humildade. Assim falando, o
Sargento amigo agradeceu a sugestão dos jovens...
De repente, ouviu-se um forte barulho do lado de fora da sala. Seria um trovão? Todos olharam
para a porta tentando entender o que estava acontecendo. Não havia sinal de chuvas. A banda do Colégio
60 passava executando uma música maravilhosa! Quando as pessoas se voltaram para o palco improvisado,
de onde falava o palestrante... Cadê o sargento Militão? Estava ali! Agora não está mais não.
O autor é professor no CM-BH há 20 anos. Mestre em Linguística pela PUC-MG, escreveu os livros “Lições da Chuva” (poemas) e “O Embarque” (ficção).
Vocabulário:
Comedido (ℓ.7): moderado.
Mascote (ℓ.40): pessoa, animal ou coisa capazes de trazer sorte.
Marsupial (ℓ.46): que tem forma de bolsa.
Cortejo (ℓ.51): procissão, comitiva.
Resiliência (ℓ.55): capacidade de se adaptar à má sorte.
Assinale a frase em que a vírgula foi empregada com a mesma função da utilizada no trecho:
“Nem todos conhecem o Sargento Militão, mas ele existe.” (ℓ.1)Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1:
NOSSO BICHINHO PREFERIDO
Olivier Zoroastro Martins
1 Nem todos conhecem o Sargento Militão, mas ele existe. Diz uma lenda que ele estava aqui agora mesmo
e, de repente, estava mais não. Quem já esteve com ele, descreveu-o como um sujeito da paz, pessoa tranquila e
de gestos simples. Ninguém sabe onde mora. Dizem, sem convicção, que é longe, muito longe daqui.
Na mais recente reunião escolar, a expectativa era grande por parte dos estudantes. Havia muita
5 curiosidade no auditório. Todos queriam conhecer um pouco sobre um Colégio instalado dentro de um
quartel. Os jovens visitantes queriam perguntar tudo. Sargento Militão aceitou o convite dos
organizadores do evento e compareceu. Como sempre, muito pontual e comedido, mantinha as mãos para
trás em sinal de respeito. Usava uma veste de gala, própria para dias especiais. Já que era um dia de festa,
sua farda era clara, incomum, de um verde mais iluminado, com botões prateados no sentido vertical e
10 medalhas douradas, no peito, sentido horizontal. Tinha um sorriso nos olhos e falava devagar.
A garotada perguntava e ele, sereno, ia tentando traduzir o jeito particular da Instituição, revelando o
espírito da casa para os aspirantes a alunos do Colégio Militar. Dizia, com entusiasmo, que o grande desafio da
escola era manter as tradições do passado e preparar o futuro, o que seriam as duas pontas de uma mesma
realidade. Explicou que o momento presente era o instante de culto à própria história da escola e, ao mesmo
15 tempo, do cultivo das flores do jardim do amanhã. Concluiu que as ferramentas para se garantir o respeito ao passado
e preparar o sucesso no futuro eram a disciplina e a educação: princípios que devem ser trabalhados incansavelmente.
Esclareceu ainda que princípios são as pilastras ou vigas mestras — comparou-as como estruturas que
sustentam qualquer construção, pois elevam os valores com os quais a escola se identificou sempre.
Alguns garotos quiseram saber mais sobre outros valores mantidos pela escola. O convidado
20 agradeceu a pergunta e falou que o Colégio defendia valores permanentes, todos associados à própria
imagem da Instituição. Citou, por exemplo, a importância, no dia a dia, que se atribuía ao respeito à
família, ao educandário (à Instituição Colégio Militar) e à Pátria — grandezas inegociáveis. Comentou
sobre as competições, as mais saudáveis, promovidas pela escola para estimular o aluno em situações
desafiantes — uma estratégia para promover o desenvolvimento físico e mental do jovem, sempre
25 pensando em sua capacidade de superação. Logo em seguida, Militão discorreu sobre a importância dos
gestos de solidariedade e de companheirismo. Comentou sobre a valorização que se dava à honestidade,
ao mérito individual e ao sucesso coletivo no território Colégio Militar.
As perguntas iam “pipocando” e o sargento Militão, cada vez mais empolgado, “soltava o verbo”.
Alguém pediu mais informações sobre os símbolos adotados pelo Colégio. Militão acrescentou que o
30 Sistema Colégio Militar (composto de várias escolas pelo Brasil) pertencia ao Ministério do Exército.
Explicou que o Colégio fora criado em tempos de guerra e tinha, como função principal, amparar filhos de
militares que iam para a batalha, deixando suas famílias. Esta origem singular explicaria o uniforme
cáqui, semelhante a uma farda; a presença da boina vermelha-grená no alto da cabeça, os sapatos
obrigatoriamente limpos, a apresentação pessoal impecável. Tudo isso para compor a fisionomia de uma
35 Instituição com características muito particulares.
Uma garota quis saber se era verdade que antigamente não havia meninas estudando no Colégio.
Nosso palestrante confirmou que a escola, atenta às inovações da sociedade, abrira as portas ao elemento
feminino nas fileiras da casa, a partir do ano de 1996. Satisfeita esta curiosidade, uma outra menina, de linda
franja, perguntou sobre o mascote da escola, o Nicodemus. Militão ficou emocionado, mas quase ninguém
40 percebeu. Disse que o carneiro Nicodemus era um dos símbolos da escola. Esclareceu que o mascote é,
geralmente, um bichinho que, por algum motivo, identifica-se com a imagem da casa representada.
Aproveitou para lembrar que a águia, por exemplo, era o símbolo dos Estados Unidos da América.
Os garotos então perguntaram o porquê da escolha de um carneiro e não de um tubarão, por exemplo!
“Além de predador, inteligente!” — lembrou um deles. Outro sugeriu que poderia ser o leão, o rei das
45 selvas, pelo respeito que impunha, pela força e poder que exibia! Uma jovem ainda sugeriu que poderia ser
um canguru! Forte, rápido e um tremendo guardião, pois protegia a todos com sua anatomia marsupial.
Houve ainda um garoto que questionou por que não haviam escolhido o lobo para ser o mascote, pois ele
vivia em alcateias, trabalhava em equipe e tinha um olfato privilegiado, ou seja, uma percepção aguçada!
Militão coçou a cabeça levemente como se pensasse e disse que o carneiro Nicodemus comparecia a
50 todas as formaturas matinais. Acrescentou que os alunos do 6º ano cumpriam o protocolo de conduzi-lo
durante a marcha, nos cortejos dos desfiles. Explicou que, na verdade, Nicodemus é quem conduzia os
alunos recém-chegados, dando-lhes as boas vindas, a partir dos primeiros passos do longo aprendizado
que teriam pela frente até atingirem a adolescência. Continuou dizendo que dificilmente um outro
animal reuniria sozinho todas as qualidades do carneiro. Ressaltou sua natureza forte, no entanto afável;
55 sua mansidão, mas também, sua resiliência implacável; sua aparente fragilidade, porém sua
determinação; sua natureza geniosa contrapondo-se à sua obediência e humildade. Assim falando, o
Sargento amigo agradeceu a sugestão dos jovens...
De repente, ouviu-se um forte barulho do lado de fora da sala. Seria um trovão? Todos olharam
para a porta tentando entender o que estava acontecendo. Não havia sinal de chuvas. A banda do Colégio
60 passava executando uma música maravilhosa! Quando as pessoas se voltaram para o palco improvisado,
de onde falava o palestrante... Cadê o sargento Militão? Estava ali! Agora não está mais não.
O autor é professor no CM-BH há 20 anos. Mestre em Linguística pela PUC-MG, escreveu os livros “Lições da Chuva” (poemas) e “O Embarque” (ficção).
Vocabulário:
Comedido (ℓ.7): moderado.
Mascote (ℓ.40): pessoa, animal ou coisa capazes de trazer sorte.
Marsupial (ℓ.46): que tem forma de bolsa.
Cortejo (ℓ.51): procissão, comitiva.
Resiliência (ℓ.55): capacidade de se adaptar à má sorte.
Sobre a estrutura do texto 1, NÃO se pode afirmar que:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1:
NOSSO BICHINHO PREFERIDO
Olivier Zoroastro Martins
1 Nem todos conhecem o Sargento Militão, mas ele existe. Diz uma lenda que ele estava aqui agora mesmo
e, de repente, estava mais não. Quem já esteve com ele, descreveu-o como um sujeito da paz, pessoa tranquila e
de gestos simples. Ninguém sabe onde mora. Dizem, sem convicção, que é longe, muito longe daqui.
Na mais recente reunião escolar, a expectativa era grande por parte dos estudantes. Havia muita
5 curiosidade no auditório. Todos queriam conhecer um pouco sobre um Colégio instalado dentro de um
quartel. Os jovens visitantes queriam perguntar tudo. Sargento Militão aceitou o convite dos
organizadores do evento e compareceu. Como sempre, muito pontual e comedido, mantinha as mãos para
trás em sinal de respeito. Usava uma veste de gala, própria para dias especiais. Já que era um dia de festa,
sua farda era clara, incomum, de um verde mais iluminado, com botões prateados no sentido vertical e
10 medalhas douradas, no peito, sentido horizontal. Tinha um sorriso nos olhos e falava devagar.
A garotada perguntava e ele, sereno, ia tentando traduzir o jeito particular da Instituição, revelando o
espírito da casa para os aspirantes a alunos do Colégio Militar. Dizia, com entusiasmo, que o grande desafio da
escola era manter as tradições do passado e preparar o futuro, o que seriam as duas pontas de uma mesma
realidade. Explicou que o momento presente era o instante de culto à própria história da escola e, ao mesmo
15 tempo, do cultivo das flores do jardim do amanhã. Concluiu que as ferramentas para se garantir o respeito ao passado
e preparar o sucesso no futuro eram a disciplina e a educação: princípios que devem ser trabalhados incansavelmente.
Esclareceu ainda que princípios são as pilastras ou vigas mestras — comparou-as como estruturas que
sustentam qualquer construção, pois elevam os valores com os quais a escola se identificou sempre.
Alguns garotos quiseram saber mais sobre outros valores mantidos pela escola. O convidado
20 agradeceu a pergunta e falou que o Colégio defendia valores permanentes, todos associados à própria
imagem da Instituição. Citou, por exemplo, a importância, no dia a dia, que se atribuía ao respeito à
família, ao educandário (à Instituição Colégio Militar) e à Pátria — grandezas inegociáveis. Comentou
sobre as competições, as mais saudáveis, promovidas pela escola para estimular o aluno em situações
desafiantes — uma estratégia para promover o desenvolvimento físico e mental do jovem, sempre
25 pensando em sua capacidade de superação. Logo em seguida, Militão discorreu sobre a importância dos
gestos de solidariedade e de companheirismo. Comentou sobre a valorização que se dava à honestidade,
ao mérito individual e ao sucesso coletivo no território Colégio Militar.
As perguntas iam “pipocando” e o sargento Militão, cada vez mais empolgado, “soltava o verbo”.
Alguém pediu mais informações sobre os símbolos adotados pelo Colégio. Militão acrescentou que o
30 Sistema Colégio Militar (composto de várias escolas pelo Brasil) pertencia ao Ministério do Exército.
Explicou que o Colégio fora criado em tempos de guerra e tinha, como função principal, amparar filhos de
militares que iam para a batalha, deixando suas famílias. Esta origem singular explicaria o uniforme
cáqui, semelhante a uma farda; a presença da boina vermelha-grená no alto da cabeça, os sapatos
obrigatoriamente limpos, a apresentação pessoal impecável. Tudo isso para compor a fisionomia de uma
35 Instituição com características muito particulares.
Uma garota quis saber se era verdade que antigamente não havia meninas estudando no Colégio.
Nosso palestrante confirmou que a escola, atenta às inovações da sociedade, abrira as portas ao elemento
feminino nas fileiras da casa, a partir do ano de 1996. Satisfeita esta curiosidade, uma outra menina, de linda
franja, perguntou sobre o mascote da escola, o Nicodemus. Militão ficou emocionado, mas quase ninguém
40 percebeu. Disse que o carneiro Nicodemus era um dos símbolos da escola. Esclareceu que o mascote é,
geralmente, um bichinho que, por algum motivo, identifica-se com a imagem da casa representada.
Aproveitou para lembrar que a águia, por exemplo, era o símbolo dos Estados Unidos da América.
Os garotos então perguntaram o porquê da escolha de um carneiro e não de um tubarão, por exemplo!
“Além de predador, inteligente!” — lembrou um deles. Outro sugeriu que poderia ser o leão, o rei das
45 selvas, pelo respeito que impunha, pela força e poder que exibia! Uma jovem ainda sugeriu que poderia ser
um canguru! Forte, rápido e um tremendo guardião, pois protegia a todos com sua anatomia marsupial.
Houve ainda um garoto que questionou por que não haviam escolhido o lobo para ser o mascote, pois ele
vivia em alcateias, trabalhava em equipe e tinha um olfato privilegiado, ou seja, uma percepção aguçada!
Militão coçou a cabeça levemente como se pensasse e disse que o carneiro Nicodemus comparecia a
50 todas as formaturas matinais. Acrescentou que os alunos do 6º ano cumpriam o protocolo de conduzi-lo
durante a marcha, nos cortejos dos desfiles. Explicou que, na verdade, Nicodemus é quem conduzia os
alunos recém-chegados, dando-lhes as boas vindas, a partir dos primeiros passos do longo aprendizado
que teriam pela frente até atingirem a adolescência. Continuou dizendo que dificilmente um outro
animal reuniria sozinho todas as qualidades do carneiro. Ressaltou sua natureza forte, no entanto afável;
55 sua mansidão, mas também, sua resiliência implacável; sua aparente fragilidade, porém sua
determinação; sua natureza geniosa contrapondo-se à sua obediência e humildade. Assim falando, o
Sargento amigo agradeceu a sugestão dos jovens...
De repente, ouviu-se um forte barulho do lado de fora da sala. Seria um trovão? Todos olharam
para a porta tentando entender o que estava acontecendo. Não havia sinal de chuvas. A banda do Colégio
60 passava executando uma música maravilhosa! Quando as pessoas se voltaram para o palco improvisado,
de onde falava o palestrante... Cadê o sargento Militão? Estava ali! Agora não está mais não.
O autor é professor no CM-BH há 20 anos. Mestre em Linguística pela PUC-MG, escreveu os livros “Lições da Chuva” (poemas) e “O Embarque” (ficção).
Vocabulário:
Comedido (ℓ.7): moderado.
Mascote (ℓ.40): pessoa, animal ou coisa capazes de trazer sorte.
Marsupial (ℓ.46): que tem forma de bolsa.
Cortejo (ℓ.51): procissão, comitiva.
Resiliência (ℓ.55): capacidade de se adaptar à má sorte.
A expressão “soltava o verbo” (ℓ.28), no texto 1, de acordo com o contexto no qual foi empregada, significa:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1:
NOSSO BICHINHO PREFERIDO
Olivier Zoroastro Martins
1 Nem todos conhecem o Sargento Militão, mas ele existe. Diz uma lenda que ele estava aqui agora mesmo
e, de repente, estava mais não. Quem já esteve com ele, descreveu-o como um sujeito da paz, pessoa tranquila e
de gestos simples. Ninguém sabe onde mora. Dizem, sem convicção, que é longe, muito longe daqui.
Na mais recente reunião escolar, a expectativa era grande por parte dos estudantes. Havia muita
5 curiosidade no auditório. Todos queriam conhecer um pouco sobre um Colégio instalado dentro de um
quartel. Os jovens visitantes queriam perguntar tudo. Sargento Militão aceitou o convite dos
organizadores do evento e compareceu. Como sempre, muito pontual e comedido, mantinha as mãos para
trás em sinal de respeito. Usava uma veste de gala, própria para dias especiais. Já que era um dia de festa,
sua farda era clara, incomum, de um verde mais iluminado, com botões prateados no sentido vertical e
10 medalhas douradas, no peito, sentido horizontal. Tinha um sorriso nos olhos e falava devagar.
A garotada perguntava e ele, sereno, ia tentando traduzir o jeito particular da Instituição, revelando o
espírito da casa para os aspirantes a alunos do Colégio Militar. Dizia, com entusiasmo, que o grande desafio da
escola era manter as tradições do passado e preparar o futuro, o que seriam as duas pontas de uma mesma
realidade. Explicou que o momento presente era o instante de culto à própria história da escola e, ao mesmo
15 tempo, do cultivo das flores do jardim do amanhã. Concluiu que as ferramentas para se garantir o respeito ao passado
e preparar o sucesso no futuro eram a disciplina e a educação: princípios que devem ser trabalhados incansavelmente.
Esclareceu ainda que princípios são as pilastras ou vigas mestras — comparou-as como estruturas que
sustentam qualquer construção, pois elevam os valores com os quais a escola se identificou sempre.
Alguns garotos quiseram saber mais sobre outros valores mantidos pela escola. O convidado
20 agradeceu a pergunta e falou que o Colégio defendia valores permanentes, todos associados à própria
imagem da Instituição. Citou, por exemplo, a importância, no dia a dia, que se atribuía ao respeito à
família, ao educandário (à Instituição Colégio Militar) e à Pátria — grandezas inegociáveis. Comentou
sobre as competições, as mais saudáveis, promovidas pela escola para estimular o aluno em situações
desafiantes — uma estratégia para promover o desenvolvimento físico e mental do jovem, sempre
25 pensando em sua capacidade de superação. Logo em seguida, Militão discorreu sobre a importância dos
gestos de solidariedade e de companheirismo. Comentou sobre a valorização que se dava à honestidade,
ao mérito individual e ao sucesso coletivo no território Colégio Militar.
As perguntas iam “pipocando” e o sargento Militão, cada vez mais empolgado, “soltava o verbo”.
Alguém pediu mais informações sobre os símbolos adotados pelo Colégio. Militão acrescentou que o
30 Sistema Colégio Militar (composto de várias escolas pelo Brasil) pertencia ao Ministério do Exército.
Explicou que o Colégio fora criado em tempos de guerra e tinha, como função principal, amparar filhos de
militares que iam para a batalha, deixando suas famílias. Esta origem singular explicaria o uniforme
cáqui, semelhante a uma farda; a presença da boina vermelha-grená no alto da cabeça, os sapatos
obrigatoriamente limpos, a apresentação pessoal impecável. Tudo isso para compor a fisionomia de uma
35 Instituição com características muito particulares.
Uma garota quis saber se era verdade que antigamente não havia meninas estudando no Colégio.
Nosso palestrante confirmou que a escola, atenta às inovações da sociedade, abrira as portas ao elemento
feminino nas fileiras da casa, a partir do ano de 1996. Satisfeita esta curiosidade, uma outra menina, de linda
franja, perguntou sobre o mascote da escola, o Nicodemus. Militão ficou emocionado, mas quase ninguém
40 percebeu. Disse que o carneiro Nicodemus era um dos símbolos da escola. Esclareceu que o mascote é,
geralmente, um bichinho que, por algum motivo, identifica-se com a imagem da casa representada.
Aproveitou para lembrar que a águia, por exemplo, era o símbolo dos Estados Unidos da América.
Os garotos então perguntaram o porquê da escolha de um carneiro e não de um tubarão, por exemplo!
“Além de predador, inteligente!” — lembrou um deles. Outro sugeriu que poderia ser o leão, o rei das
45 selvas, pelo respeito que impunha, pela força e poder que exibia! Uma jovem ainda sugeriu que poderia ser
um canguru! Forte, rápido e um tremendo guardião, pois protegia a todos com sua anatomia marsupial.
Houve ainda um garoto que questionou por que não haviam escolhido o lobo para ser o mascote, pois ele
vivia em alcateias, trabalhava em equipe e tinha um olfato privilegiado, ou seja, uma percepção aguçada!
Militão coçou a cabeça levemente como se pensasse e disse que o carneiro Nicodemus comparecia a
50 todas as formaturas matinais. Acrescentou que os alunos do 6º ano cumpriam o protocolo de conduzi-lo
durante a marcha, nos cortejos dos desfiles. Explicou que, na verdade, Nicodemus é quem conduzia os
alunos recém-chegados, dando-lhes as boas vindas, a partir dos primeiros passos do longo aprendizado
que teriam pela frente até atingirem a adolescência. Continuou dizendo que dificilmente um outro
animal reuniria sozinho todas as qualidades do carneiro. Ressaltou sua natureza forte, no entanto afável;
55 sua mansidão, mas também, sua resiliência implacável; sua aparente fragilidade, porém sua
determinação; sua natureza geniosa contrapondo-se à sua obediência e humildade. Assim falando, o
Sargento amigo agradeceu a sugestão dos jovens...
De repente, ouviu-se um forte barulho do lado de fora da sala. Seria um trovão? Todos olharam
para a porta tentando entender o que estava acontecendo. Não havia sinal de chuvas. A banda do Colégio
60 passava executando uma música maravilhosa! Quando as pessoas se voltaram para o palco improvisado,
de onde falava o palestrante... Cadê o sargento Militão? Estava ali! Agora não está mais não.
O autor é professor no CM-BH há 20 anos. Mestre em Linguística pela PUC-MG, escreveu os livros “Lições da Chuva” (poemas) e “O Embarque” (ficção).
Vocabulário:
Comedido (ℓ.7): moderado.
Mascote (ℓ.40): pessoa, animal ou coisa capazes de trazer sorte.
Marsupial (ℓ.46): que tem forma de bolsa.
Cortejo (ℓ.51): procissão, comitiva.
Resiliência (ℓ.55): capacidade de se adaptar à má sorte.
O objetivo principal do texto 1 é:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1:
NOSSO BICHINHO PREFERIDO
Olivier Zoroastro Martins
1 Nem todos conhecem o Sargento Militão, mas ele existe. Diz uma lenda que ele estava aqui agora mesmo
e, de repente, estava mais não. Quem já esteve com ele, descreveu-o como um sujeito da paz, pessoa tranquila e
de gestos simples. Ninguém sabe onde mora. Dizem, sem convicção, que é longe, muito longe daqui.
Na mais recente reunião escolar, a expectativa era grande por parte dos estudantes. Havia muita
5 curiosidade no auditório. Todos queriam conhecer um pouco sobre um Colégio instalado dentro de um
quartel. Os jovens visitantes queriam perguntar tudo. Sargento Militão aceitou o convite dos
organizadores do evento e compareceu. Como sempre, muito pontual e comedido, mantinha as mãos para
trás em sinal de respeito. Usava uma veste de gala, própria para dias especiais. Já que era um dia de festa,
sua farda era clara, incomum, de um verde mais iluminado, com botões prateados no sentido vertical e
10 medalhas douradas, no peito, sentido horizontal. Tinha um sorriso nos olhos e falava devagar.
A garotada perguntava e ele, sereno, ia tentando traduzir o jeito particular da Instituição, revelando o
espírito da casa para os aspirantes a alunos do Colégio Militar. Dizia, com entusiasmo, que o grande desafio da
escola era manter as tradições do passado e preparar o futuro, o que seriam as duas pontas de uma mesma
realidade. Explicou que o momento presente era o instante de culto à própria história da escola e, ao mesmo
15 tempo, do cultivo das flores do jardim do amanhã. Concluiu que as ferramentas para se garantir o respeito ao passado
e preparar o sucesso no futuro eram a disciplina e a educação: princípios que devem ser trabalhados incansavelmente.
Esclareceu ainda que princípios são as pilastras ou vigas mestras — comparou-as como estruturas que
sustentam qualquer construção, pois elevam os valores com os quais a escola se identificou sempre.
Alguns garotos quiseram saber mais sobre outros valores mantidos pela escola. O convidado
20 agradeceu a pergunta e falou que o Colégio defendia valores permanentes, todos associados à própria
imagem da Instituição. Citou, por exemplo, a importância, no dia a dia, que se atribuía ao respeito à
família, ao educandário (à Instituição Colégio Militar) e à Pátria — grandezas inegociáveis. Comentou
sobre as competições, as mais saudáveis, promovidas pela escola para estimular o aluno em situações
desafiantes — uma estratégia para promover o desenvolvimento físico e mental do jovem, sempre
25 pensando em sua capacidade de superação. Logo em seguida, Militão discorreu sobre a importância dos
gestos de solidariedade e de companheirismo. Comentou sobre a valorização que se dava à honestidade,
ao mérito individual e ao sucesso coletivo no território Colégio Militar.
As perguntas iam “pipocando” e o sargento Militão, cada vez mais empolgado, “soltava o verbo”.
Alguém pediu mais informações sobre os símbolos adotados pelo Colégio. Militão acrescentou que o
30 Sistema Colégio Militar (composto de várias escolas pelo Brasil) pertencia ao Ministério do Exército.
Explicou que o Colégio fora criado em tempos de guerra e tinha, como função principal, amparar filhos de
militares que iam para a batalha, deixando suas famílias. Esta origem singular explicaria o uniforme
cáqui, semelhante a uma farda; a presença da boina vermelha-grená no alto da cabeça, os sapatos
obrigatoriamente limpos, a apresentação pessoal impecável. Tudo isso para compor a fisionomia de uma
35 Instituição com características muito particulares.
Uma garota quis saber se era verdade que antigamente não havia meninas estudando no Colégio.
Nosso palestrante confirmou que a escola, atenta às inovações da sociedade, abrira as portas ao elemento
feminino nas fileiras da casa, a partir do ano de 1996. Satisfeita esta curiosidade, uma outra menina, de linda
franja, perguntou sobre o mascote da escola, o Nicodemus. Militão ficou emocionado, mas quase ninguém
40 percebeu. Disse que o carneiro Nicodemus era um dos símbolos da escola. Esclareceu que o mascote é,
geralmente, um bichinho que, por algum motivo, identifica-se com a imagem da casa representada.
Aproveitou para lembrar que a águia, por exemplo, era o símbolo dos Estados Unidos da América.
Os garotos então perguntaram o porquê da escolha de um carneiro e não de um tubarão, por exemplo!
“Além de predador, inteligente!” — lembrou um deles. Outro sugeriu que poderia ser o leão, o rei das
45 selvas, pelo respeito que impunha, pela força e poder que exibia! Uma jovem ainda sugeriu que poderia ser
um canguru! Forte, rápido e um tremendo guardião, pois protegia a todos com sua anatomia marsupial.
Houve ainda um garoto que questionou por que não haviam escolhido o lobo para ser o mascote, pois ele
vivia em alcateias, trabalhava em equipe e tinha um olfato privilegiado, ou seja, uma percepção aguçada!
Militão coçou a cabeça levemente como se pensasse e disse que o carneiro Nicodemus comparecia a
50 todas as formaturas matinais. Acrescentou que os alunos do 6º ano cumpriam o protocolo de conduzi-lo
durante a marcha, nos cortejos dos desfiles. Explicou que, na verdade, Nicodemus é quem conduzia os
alunos recém-chegados, dando-lhes as boas vindas, a partir dos primeiros passos do longo aprendizado
que teriam pela frente até atingirem a adolescência. Continuou dizendo que dificilmente um outro
animal reuniria sozinho todas as qualidades do carneiro. Ressaltou sua natureza forte, no entanto afável;
55 sua mansidão, mas também, sua resiliência implacável; sua aparente fragilidade, porém sua
determinação; sua natureza geniosa contrapondo-se à sua obediência e humildade. Assim falando, o
Sargento amigo agradeceu a sugestão dos jovens...
De repente, ouviu-se um forte barulho do lado de fora da sala. Seria um trovão? Todos olharam
para a porta tentando entender o que estava acontecendo. Não havia sinal de chuvas. A banda do Colégio
60 passava executando uma música maravilhosa! Quando as pessoas se voltaram para o palco improvisado,
de onde falava o palestrante... Cadê o sargento Militão? Estava ali! Agora não está mais não.
O autor é professor no CM-BH há 20 anos. Mestre em Linguística pela PUC-MG, escreveu os livros “Lições da Chuva” (poemas) e “O Embarque” (ficção).
Vocabulário:
Comedido (ℓ.7): moderado.
Mascote (ℓ.40): pessoa, animal ou coisa capazes de trazer sorte.
Marsupial (ℓ.46): que tem forma de bolsa.
Cortejo (ℓ.51): procissão, comitiva.
Resiliência (ℓ.55): capacidade de se adaptar à má sorte.
Escolha o item que apresenta o antônimo da palavra destacada no trecho extraído do texto 1:
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TEXTO 1:
NOSSO BICHINHO PREFERIDO
Olivier Zoroastro Martins
1 Nem todos conhecem o Sargento Militão, mas ele existe. Diz uma lenda que ele estava aqui agora mesmo
e, de repente, estava mais não. Quem já esteve com ele, descreveu-o como um sujeito da paz, pessoa tranquila e
de gestos simples. Ninguém sabe onde mora. Dizem, sem convicção, que é longe, muito longe daqui.
Na mais recente reunião escolar, a expectativa era grande por parte dos estudantes. Havia muita
5 curiosidade no auditório. Todos queriam conhecer um pouco sobre um Colégio instalado dentro de um
quartel. Os jovens visitantes queriam perguntar tudo. Sargento Militão aceitou o convite dos
organizadores do evento e compareceu. Como sempre, muito pontual e comedido, mantinha as mãos para
trás em sinal de respeito. Usava uma veste de gala, própria para dias especiais. Já que era um dia de festa,
sua farda era clara, incomum, de um verde mais iluminado, com botões prateados no sentido vertical e
10 medalhas douradas, no peito, sentido horizontal. Tinha um sorriso nos olhos e falava devagar.
A garotada perguntava e ele, sereno, ia tentando traduzir o jeito particular da Instituição, revelando o
espírito da casa para os aspirantes a alunos do Colégio Militar. Dizia, com entusiasmo, que o grande desafio da
escola era manter as tradições do passado e preparar o futuro, o que seriam as duas pontas de uma mesma
realidade. Explicou que o momento presente era o instante de culto à própria história da escola e, ao mesmo
15 tempo, do cultivo das flores do jardim do amanhã. Concluiu que as ferramentas para se garantir o respeito ao passado
e preparar o sucesso no futuro eram a disciplina e a educação: princípios que devem ser trabalhados incansavelmente.
Esclareceu ainda que princípios são as pilastras ou vigas mestras — comparou-as como estruturas que
sustentam qualquer construção, pois elevam os valores com os quais a escola se identificou sempre.
Alguns garotos quiseram saber mais sobre outros valores mantidos pela escola. O convidado
20 agradeceu a pergunta e falou que o Colégio defendia valores permanentes, todos associados à própria
imagem da Instituição. Citou, por exemplo, a importância, no dia a dia, que se atribuía ao respeito à
família, ao educandário (à Instituição Colégio Militar) e à Pátria — grandezas inegociáveis. Comentou
sobre as competições, as mais saudáveis, promovidas pela escola para estimular o aluno em situações
desafiantes — uma estratégia para promover o desenvolvimento físico e mental do jovem, sempre
25 pensando em sua capacidade de superação. Logo em seguida, Militão discorreu sobre a importância dos
gestos de solidariedade e de companheirismo. Comentou sobre a valorização que se dava à honestidade,
ao mérito individual e ao sucesso coletivo no território Colégio Militar.
As perguntas iam “pipocando” e o sargento Militão, cada vez mais empolgado, “soltava o verbo”.
Alguém pediu mais informações sobre os símbolos adotados pelo Colégio. Militão acrescentou que o
30 Sistema Colégio Militar (composto de várias escolas pelo Brasil) pertencia ao Ministério do Exército.
Explicou que o Colégio fora criado em tempos de guerra e tinha, como função principal, amparar filhos de
militares que iam para a batalha, deixando suas famílias. Esta origem singular explicaria o uniforme
cáqui, semelhante a uma farda; a presença da boina vermelha-grená no alto da cabeça, os sapatos
obrigatoriamente limpos, a apresentação pessoal impecável. Tudo isso para compor a fisionomia de uma
35 Instituição com características muito particulares.
Uma garota quis saber se era verdade que antigamente não havia meninas estudando no Colégio.
Nosso palestrante confirmou que a escola, atenta às inovações da sociedade, abrira as portas ao elemento
feminino nas fileiras da casa, a partir do ano de 1996. Satisfeita esta curiosidade, uma outra menina, de linda
franja, perguntou sobre o mascote da escola, o Nicodemus. Militão ficou emocionado, mas quase ninguém
40 percebeu. Disse que o carneiro Nicodemus era um dos símbolos da escola. Esclareceu que o mascote é,
geralmente, um bichinho que, por algum motivo, identifica-se com a imagem da casa representada.
Aproveitou para lembrar que a águia, por exemplo, era o símbolo dos Estados Unidos da América.
Os garotos então perguntaram o porquê da escolha de um carneiro e não de um tubarão, por exemplo!
“Além de predador, inteligente!” — lembrou um deles. Outro sugeriu que poderia ser o leão, o rei das
45 selvas, pelo respeito que impunha, pela força e poder que exibia! Uma jovem ainda sugeriu que poderia ser
um canguru! Forte, rápido e um tremendo guardião, pois protegia a todos com sua anatomia marsupial.
Houve ainda um garoto que questionou por que não haviam escolhido o lobo para ser o mascote, pois ele
vivia em alcateias, trabalhava em equipe e tinha um olfato privilegiado, ou seja, uma percepção aguçada!
Militão coçou a cabeça levemente como se pensasse e disse que o carneiro Nicodemus comparecia a
50 todas as formaturas matinais. Acrescentou que os alunos do 6º ano cumpriam o protocolo de conduzi-lo
durante a marcha, nos cortejos dos desfiles. Explicou que, na verdade, Nicodemus é quem conduzia os
alunos recém-chegados, dando-lhes as boas vindas, a partir dos primeiros passos do longo aprendizado
que teriam pela frente até atingirem a adolescência. Continuou dizendo que dificilmente um outro
animal reuniria sozinho todas as qualidades do carneiro. Ressaltou sua natureza forte, no entanto afável;
55 sua mansidão, mas também, sua resiliência implacável; sua aparente fragilidade, porém sua
determinação; sua natureza geniosa contrapondo-se à sua obediência e humildade. Assim falando, o
Sargento amigo agradeceu a sugestão dos jovens...
De repente, ouviu-se um forte barulho do lado de fora da sala. Seria um trovão? Todos olharam
para a porta tentando entender o que estava acontecendo. Não havia sinal de chuvas. A banda do Colégio
60 passava executando uma música maravilhosa! Quando as pessoas se voltaram para o palco improvisado,
de onde falava o palestrante... Cadê o sargento Militão? Estava ali! Agora não está mais não.
O autor é professor no CM-BH há 20 anos. Mestre em Linguística pela PUC-MG, escreveu os livros “Lições da Chuva” (poemas) e “O Embarque” (ficção).
Vocabulário:
Comedido (ℓ.7): moderado.
Mascote (ℓ.40): pessoa, animal ou coisa capazes de trazer sorte.
Marsupial (ℓ.46): que tem forma de bolsa.
Cortejo (ℓ.51): procissão, comitiva.
Resiliência (ℓ.55): capacidade de se adaptar à má sorte.
Sem prejuízo das ideias do texto 1, as palavras tremendo (ℓ.46) e aguçada (ℓ.48), podem ser substituídas, respectivamente, por:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1:
NOSSO BICHINHO PREFERIDO
Olivier Zoroastro Martins
1 Nem todos conhecem o Sargento Militão, mas ele existe. Diz uma lenda que ele estava aqui agora mesmo
e, de repente, estava mais não. Quem já esteve com ele, descreveu-o como um sujeito da paz, pessoa tranquila e
de gestos simples. Ninguém sabe onde mora. Dizem, sem convicção, que é longe, muito longe daqui.
Na mais recente reunião escolar, a expectativa era grande por parte dos estudantes. Havia muita
5 curiosidade no auditório. Todos queriam conhecer um pouco sobre um Colégio instalado dentro de um
quartel. Os jovens visitantes queriam perguntar tudo. Sargento Militão aceitou o convite dos
organizadores do evento e compareceu. Como sempre, muito pontual e comedido, mantinha as mãos para
trás em sinal de respeito. Usava uma veste de gala, própria para dias especiais. Já que era um dia de festa,
sua farda era clara, incomum, de um verde mais iluminado, com botões prateados no sentido vertical e
10 medalhas douradas, no peito, sentido horizontal. Tinha um sorriso nos olhos e falava devagar.
A garotada perguntava e ele, sereno, ia tentando traduzir o jeito particular da Instituição, revelando o
espírito da casa para os aspirantes a alunos do Colégio Militar. Dizia, com entusiasmo, que o grande desafio da
escola era manter as tradições do passado e preparar o futuro, o que seriam as duas pontas de uma mesma
realidade. Explicou que o momento presente era o instante de culto à própria história da escola e, ao mesmo
15 tempo, do cultivo das flores do jardim do amanhã. Concluiu que as ferramentas para se garantir o respeito ao passado
e preparar o sucesso no futuro eram a disciplina e a educação: princípios que devem ser trabalhados incansavelmente.
Esclareceu ainda que princípios são as pilastras ou vigas mestras — comparou-as como estruturas que
sustentam qualquer construção, pois elevam os valores com os quais a escola se identificou sempre.
Alguns garotos quiseram saber mais sobre outros valores mantidos pela escola. O convidado
20 agradeceu a pergunta e falou que o Colégio defendia valores permanentes, todos associados à própria
imagem da Instituição. Citou, por exemplo, a importância, no dia a dia, que se atribuía ao respeito à
família, ao educandário (à Instituição Colégio Militar) e à Pátria — grandezas inegociáveis. Comentou
sobre as competições, as mais saudáveis, promovidas pela escola para estimular o aluno em situações
desafiantes — uma estratégia para promover o desenvolvimento físico e mental do jovem, sempre
25 pensando em sua capacidade de superação. Logo em seguida, Militão discorreu sobre a importância dos
gestos de solidariedade e de companheirismo. Comentou sobre a valorização que se dava à honestidade,
ao mérito individual e ao sucesso coletivo no território Colégio Militar.
As perguntas iam “pipocando” e o sargento Militão, cada vez mais empolgado, “soltava o verbo”.
Alguém pediu mais informações sobre os símbolos adotados pelo Colégio. Militão acrescentou que o
30 Sistema Colégio Militar (composto de várias escolas pelo Brasil) pertencia ao Ministério do Exército.
Explicou que o Colégio fora criado em tempos de guerra e tinha, como função principal, amparar filhos de
militares que iam para a batalha, deixando suas famílias. Esta origem singular explicaria o uniforme
cáqui, semelhante a uma farda; a presença da boina vermelha-grená no alto da cabeça, os sapatos
obrigatoriamente limpos, a apresentação pessoal impecável. Tudo isso para compor a fisionomia de uma
35 Instituição com características muito particulares.
Uma garota quis saber se era verdade que antigamente não havia meninas estudando no Colégio.
Nosso palestrante confirmou que a escola, atenta às inovações da sociedade, abrira as portas ao elemento
feminino nas fileiras da casa, a partir do ano de 1996. Satisfeita esta curiosidade, uma outra menina, de linda
franja, perguntou sobre o mascote da escola, o Nicodemus. Militão ficou emocionado, mas quase ninguém
40 percebeu. Disse que o carneiro Nicodemus era um dos símbolos da escola. Esclareceu que o mascote é,
geralmente, um bichinho que, por algum motivo, identifica-se com a imagem da casa representada.
Aproveitou para lembrar que a águia, por exemplo, era o símbolo dos Estados Unidos da América.
Os garotos então perguntaram o porquê da escolha de um carneiro e não de um tubarão, por exemplo!
“Além de predador, inteligente!” — lembrou um deles. Outro sugeriu que poderia ser o leão, o rei das
45 selvas, pelo respeito que impunha, pela força e poder que exibia! Uma jovem ainda sugeriu que poderia ser
um canguru! Forte, rápido e um tremendo guardião, pois protegia a todos com sua anatomia marsupial.
Houve ainda um garoto que questionou por que não haviam escolhido o lobo para ser o mascote, pois ele
vivia em alcateias, trabalhava em equipe e tinha um olfato privilegiado, ou seja, uma percepção aguçada!
Militão coçou a cabeça levemente como se pensasse e disse que o carneiro Nicodemus comparecia a
50 todas as formaturas matinais. Acrescentou que os alunos do 6º ano cumpriam o protocolo de conduzi-lo
durante a marcha, nos cortejos dos desfiles. Explicou que, na verdade, Nicodemus é quem conduzia os
alunos recém-chegados, dando-lhes as boas vindas, a partir dos primeiros passos do longo aprendizado
que teriam pela frente até atingirem a adolescência. Continuou dizendo que dificilmente um outro
animal reuniria sozinho todas as qualidades do carneiro. Ressaltou sua natureza forte, no entanto afável;
55 sua mansidão, mas também, sua resiliência implacável; sua aparente fragilidade, porém sua
determinação; sua natureza geniosa contrapondo-se à sua obediência e humildade. Assim falando, o
Sargento amigo agradeceu a sugestão dos jovens...
De repente, ouviu-se um forte barulho do lado de fora da sala. Seria um trovão? Todos olharam
para a porta tentando entender o que estava acontecendo. Não havia sinal de chuvas. A banda do Colégio
60 passava executando uma música maravilhosa! Quando as pessoas se voltaram para o palco improvisado,
de onde falava o palestrante... Cadê o sargento Militão? Estava ali! Agora não está mais não.
O autor é professor no CM-BH há 20 anos. Mestre em Linguística pela PUC-MG, escreveu os livros “Lições da Chuva” (poemas) e “O Embarque” (ficção).
Vocabulário:
Comedido (ℓ.7): moderado.
Mascote (ℓ.40): pessoa, animal ou coisa capazes de trazer sorte.
Marsupial (ℓ.46): que tem forma de bolsa.
Cortejo (ℓ.51): procissão, comitiva.
Resiliência (ℓ.55): capacidade de se adaptar à má sorte.
Analise as informações a seguir, em relação ao texto 1:
I. O narrador participa indiretamente da história.
II. Para o Sargento Militão, pontualidade é algo importante.
III. O texto focaliza crianças desinteressadas.
Está correto o que se afirma em:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 2:
Gorilinha do zoo de BH ganha o nome Ayô
A palavra, de origem iorubá, significa alegria e foi escolhida por 40,44% dos internautas que participaram do concurso.
1 Ayô, palavra que significa "alegria" na língua
africana iorubá, foi o nome escolhido para o segundo
filhote dos gorilas Leon e Imbi, nascido no jardim
zoológico da Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte
5 (FZB-BH) em 8 de maio deste ano. O anúncio foi feito
na sexta-feira, dia 1º de setembro. Ao todo, cerca de 30
mil pessoas votaram na internet. Ayô teve a preferência
de 40,44% dos eleitores, enquanto Toriba recebeu
38,94% dos votos e Kong, 20,62%.
10 De acordo com a professora Lívia Regina Alves de Almeida, da UMEI Delfim Moreira, que
desenvolveu todo um trabalho pedagógico e "defendeu" o nome Ayô, esse é um momento de muita
satisfação. "Essa alegria que contagiou as crianças é a própria alegria do nome Ayô. Tivemos um total
envolvimento não apenas das crianças, mas também de seus familiares. Durante todo o processo de
votação, fizemos atividades relacionadas ao tema, explicando a importância da preservação desses
15 animais. Foi um trabalho riquíssimo e que irá ficar ainda melhor depois dessa escolha", comemora a
professora.
Para a pequena Manuelly Fernandes Oliveira, de cinco anos, essa foi uma oportunidade de ver de
perto os gorilas e conhecer o filhote que recebeu o nome escolhido por ela e por seus colegas. "Achei
demais porque nosso nome foi escolhido. Esse é um nome muito bonito!", comemora a aluna.
20 Durante a visita dos alunos ao zoo de BH, para a apresentação do nome do gorilinha, a equipe do
Serviço de Educação Ambiental da FZB realizou um bate-papo interativo para repassar informações
importantes e responder dúvidas sobre o comportamento dos seis gorilas que vivem em BH.
Texto adaptado. Disponível em: https://www.revistaencontro.com.br/canal/atualidades/2017/09/gorilinha-do-zoo-de-bh-ganha-o-nome-ayo.html <acesso em 06 set 17>
Dentre as justificativas abaixo, assinale a única que esteja em desacordo com o uso de diminutivo no título do texto 2.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 2:
Gorilinha do zoo de BH ganha o nome Ayô
A palavra, de origem iorubá, significa alegria e foi escolhida por 40,44% dos internautas que participaram do concurso.
1 Ayô, palavra que significa "alegria" na língua
africana iorubá, foi o nome escolhido para o segundo
filhote dos gorilas Leon e Imbi, nascido no jardim
zoológico da Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte
5 (FZB-BH) em 8 de maio deste ano. O anúncio foi feito
na sexta-feira, dia 1º de setembro. Ao todo, cerca de 30
mil pessoas votaram na internet. Ayô teve a preferência
de 40,44% dos eleitores, enquanto Toriba recebeu
38,94% dos votos e Kong, 20,62%.
10 De acordo com a professora Lívia Regina Alves de Almeida, da UMEI Delfim Moreira, que
desenvolveu todo um trabalho pedagógico e "defendeu" o nome Ayô, esse é um momento de muita
satisfação. "Essa alegria que contagiou as crianças é a própria alegria do nome Ayô. Tivemos um total
envolvimento não apenas das crianças, mas também de seus familiares. Durante todo o processo de
votação, fizemos atividades relacionadas ao tema, explicando a importância da preservação desses
15 animais. Foi um trabalho riquíssimo e que irá ficar ainda melhor depois dessa escolha", comemora a
professora.
Para a pequena Manuelly Fernandes Oliveira, de cinco anos, essa foi uma oportunidade de ver de
perto os gorilas e conhecer o filhote que recebeu o nome escolhido por ela e por seus colegas. "Achei
demais porque nosso nome foi escolhido. Esse é um nome muito bonito!", comemora a aluna.
20 Durante a visita dos alunos ao zoo de BH, para a apresentação do nome do gorilinha, a equipe do
Serviço de Educação Ambiental da FZB realizou um bate-papo interativo para repassar informações
importantes e responder dúvidas sobre o comportamento dos seis gorilas que vivem em BH.
Texto adaptado. Disponível em: https://www.revistaencontro.com.br/canal/atualidades/2017/09/gorilinha-do-zoo-de-bh-ganha-o-nome-ayo.html <acesso em 06 set 17>
Observe os elementos destacados nas frases a seguir:
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Na sequência em que aparecem, as palavras sublinhadas indicam, respectivamente, relações de:
TEXTO 2:
Gorilinha do zoo de BH ganha o nome Ayô
A palavra, de origem iorubá, significa alegria e foi escolhida por 40,44% dos internautas que participaram do concurso.
1 Ayô, palavra que significa "alegria" na língua
africana iorubá, foi o nome escolhido para o segundo
filhote dos gorilas Leon e Imbi, nascido no jardim
zoológico da Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte
5 (FZB-BH) em 8 de maio deste ano. O anúncio foi feito
na sexta-feira, dia 1º de setembro. Ao todo, cerca de 30
mil pessoas votaram na internet. Ayô teve a preferência
de 40,44% dos eleitores, enquanto Toriba recebeu
38,94% dos votos e Kong, 20,62%.
10 De acordo com a professora Lívia Regina Alves de Almeida, da UMEI Delfim Moreira, que
desenvolveu todo um trabalho pedagógico e "defendeu" o nome Ayô, esse é um momento de muita
satisfação. "Essa alegria que contagiou as crianças é a própria alegria do nome Ayô. Tivemos um total
envolvimento não apenas das crianças, mas também de seus familiares. Durante todo o processo de
votação, fizemos atividades relacionadas ao tema, explicando a importância da preservação desses
15 animais. Foi um trabalho riquíssimo e que irá ficar ainda melhor depois dessa escolha", comemora a
professora.
Para a pequena Manuelly Fernandes Oliveira, de cinco anos, essa foi uma oportunidade de ver de
perto os gorilas e conhecer o filhote que recebeu o nome escolhido por ela e por seus colegas. "Achei
demais porque nosso nome foi escolhido. Esse é um nome muito bonito!", comemora a aluna.
20 Durante a visita dos alunos ao zoo de BH, para a apresentação do nome do gorilinha, a equipe do
Serviço de Educação Ambiental da FZB realizou um bate-papo interativo para repassar informações
importantes e responder dúvidas sobre o comportamento dos seis gorilas que vivem em BH.
Texto adaptado. Disponível em: https://www.revistaencontro.com.br/canal/atualidades/2017/09/gorilinha-do-zoo-de-bh-ganha-o-nome-ayo.html <acesso em 06 set 17>
O fato de Ayô ser uma palavra de origem africana permite deduzir que:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 2:
Gorilinha do zoo de BH ganha o nome Ayô
A palavra, de origem iorubá, significa alegria e foi escolhida por 40,44% dos internautas que participaram do concurso.
1 Ayô, palavra que significa "alegria" na língua
africana iorubá, foi o nome escolhido para o segundo
filhote dos gorilas Leon e Imbi, nascido no jardim
zoológico da Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte
5 (FZB-BH) em 8 de maio deste ano. O anúncio foi feito
na sexta-feira, dia 1º de setembro. Ao todo, cerca de 30
mil pessoas votaram na internet. Ayô teve a preferência
de 40,44% dos eleitores, enquanto Toriba recebeu
38,94% dos votos e Kong, 20,62%.
10 De acordo com a professora Lívia Regina Alves de Almeida, da UMEI Delfim Moreira, que
desenvolveu todo um trabalho pedagógico e "defendeu" o nome Ayô, esse é um momento de muita
satisfação. "Essa alegria que contagiou as crianças é a própria alegria do nome Ayô. Tivemos um total
envolvimento não apenas das crianças, mas também de seus familiares. Durante todo o processo de
votação, fizemos atividades relacionadas ao tema, explicando a importância da preservação desses
15 animais. Foi um trabalho riquíssimo e que irá ficar ainda melhor depois dessa escolha", comemora a
professora.
Para a pequena Manuelly Fernandes Oliveira, de cinco anos, essa foi uma oportunidade de ver de
perto os gorilas e conhecer o filhote que recebeu o nome escolhido por ela e por seus colegas. "Achei
demais porque nosso nome foi escolhido. Esse é um nome muito bonito!", comemora a aluna.
20 Durante a visita dos alunos ao zoo de BH, para a apresentação do nome do gorilinha, a equipe do
Serviço de Educação Ambiental da FZB realizou um bate-papo interativo para repassar informações
importantes e responder dúvidas sobre o comportamento dos seis gorilas que vivem em BH.
Texto adaptado. Disponível em: https://www.revistaencontro.com.br/canal/atualidades/2017/09/gorilinha-do-zoo-de-bh-ganha-o-nome-ayo.html <acesso em 06 set 17>
Observe as frases a seguir:
I. “[...] Foi um trabalho riquíssimo e que irá ficar ainda melhor depois dessa escolha.” (ℓ.15)
II. “Ayô, palavra que significa ‘alegria’ na língua africana iorubá, foi o nome escolhido para o segundo filhote dos gorilas Leon e Imbi, [...]” (ℓ.1-3)
III. “De acordo com a professora Lívia Regina Alves de Almeida, da UMEI Delfim Moreira, que desenvolveu todo um trabalho pedagógico e ‘defendeu’ o nome Ayô, [...]” (ℓ.10/11)
IV. “Essa alegria que contagiou as crianças é a própria alegria do nome Ayô. Tivemos um total envolvimento não apenas das crianças, mas também de seus familiares.” (ℓ.12/13)
V. “Achei demais porque nosso nome foi escolhido. Esse é um nome muito bonito!” (ℓ.18/19)
Nos trechos acima, extraídos do texto 2, há interlocução apenas em:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 2:
Gorilinha do zoo de BH ganha o nome Ayô
A palavra, de origem iorubá, significa alegria e foi escolhida por 40,44% dos internautas que participaram do concurso.
1 Ayô, palavra que significa "alegria" na língua
africana iorubá, foi o nome escolhido para o segundo
filhote dos gorilas Leon e Imbi, nascido no jardim
zoológico da Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte
5 (FZB-BH) em 8 de maio deste ano. O anúncio foi feito
na sexta-feira, dia 1º de setembro. Ao todo, cerca de 30
mil pessoas votaram na internet. Ayô teve a preferência
de 40,44% dos eleitores, enquanto Toriba recebeu
38,94% dos votos e Kong, 20,62%.
10 De acordo com a professora Lívia Regina Alves de Almeida, da UMEI Delfim Moreira, que
desenvolveu todo um trabalho pedagógico e "defendeu" o nome Ayô, esse é um momento de muita
satisfação. "Essa alegria que contagiou as crianças é a própria alegria do nome Ayô. Tivemos um total
envolvimento não apenas das crianças, mas também de seus familiares. Durante todo o processo de
votação, fizemos atividades relacionadas ao tema, explicando a importância da preservação desses
15 animais. Foi um trabalho riquíssimo e que irá ficar ainda melhor depois dessa escolha", comemora a
professora.
Para a pequena Manuelly Fernandes Oliveira, de cinco anos, essa foi uma oportunidade de ver de
perto os gorilas e conhecer o filhote que recebeu o nome escolhido por ela e por seus colegas. "Achei
demais porque nosso nome foi escolhido. Esse é um nome muito bonito!", comemora a aluna.
20 Durante a visita dos alunos ao zoo de BH, para a apresentação do nome do gorilinha, a equipe do
Serviço de Educação Ambiental da FZB realizou um bate-papo interativo para repassar informações
importantes e responder dúvidas sobre o comportamento dos seis gorilas que vivem em BH.
Texto adaptado. Disponível em: https://www.revistaencontro.com.br/canal/atualidades/2017/09/gorilinha-do-zoo-de-bh-ganha-o-nome-ayo.html <acesso em 06 set 17>
A partir da leitura da notícia, pode-se concluir apenas que:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1:
NOSSO BICHINHO PREFERIDO
Olivier Zoroastro Martins
1 Nem todos conhecem o Sargento Militão, mas ele existe. Diz uma lenda que ele estava aqui agora mesmo
e, de repente, estava mais não. Quem já esteve com ele, descreveu-o como um sujeito da paz, pessoa tranquila e
de gestos simples. Ninguém sabe onde mora. Dizem, sem convicção, que é longe, muito longe daqui.
Na mais recente reunião escolar, a expectativa era grande por parte dos estudantes. Havia muita
5 curiosidade no auditório. Todos queriam conhecer um pouco sobre um Colégio instalado dentro de um
quartel. Os jovens visitantes queriam perguntar tudo. Sargento Militão aceitou o convite dos
organizadores do evento e compareceu. Como sempre, muito pontual e comedido, mantinha as mãos para
trás em sinal de respeito. Usava uma veste de gala, própria para dias especiais. Já que era um dia de festa,
sua farda era clara, incomum, de um verde mais iluminado, com botões prateados no sentido vertical e
10 medalhas douradas, no peito, sentido horizontal. Tinha um sorriso nos olhos e falava devagar.
A garotada perguntava e ele, sereno, ia tentando traduzir o jeito particular da Instituição, revelando o
espírito da casa para os aspirantes a alunos do Colégio Militar. Dizia, com entusiasmo, que o grande desafio da
escola era manter as tradições do passado e preparar o futuro, o que seriam as duas pontas de uma mesma
realidade. Explicou que o momento presente era o instante de culto à própria história da escola e, ao mesmo
15 tempo, do cultivo das flores do jardim do amanhã. Concluiu que as ferramentas para se garantir o respeito ao passado
e preparar o sucesso no futuro eram a disciplina e a educação: princípios que devem ser trabalhados incansavelmente.
Esclareceu ainda que princípios são as pilastras ou vigas mestras — comparou-as como estruturas que
sustentam qualquer construção, pois elevam os valores com os quais a escola se identificou sempre.
Alguns garotos quiseram saber mais sobre outros valores mantidos pela escola. O convidado
20 agradeceu a pergunta e falou que o Colégio defendia valores permanentes, todos associados à própria
imagem da Instituição. Citou, por exemplo, a importância, no dia a dia, que se atribuía ao respeito à
família, ao educandário (à Instituição Colégio Militar) e à Pátria — grandezas inegociáveis. Comentou
sobre as competições, as mais saudáveis, promovidas pela escola para estimular o aluno em situações
desafiantes — uma estratégia para promover o desenvolvimento físico e mental do jovem, sempre
25 pensando em sua capacidade de superação. Logo em seguida, Militão discorreu sobre a importância dos
gestos de solidariedade e de companheirismo. Comentou sobre a valorização que se dava à honestidade,
ao mérito individual e ao sucesso coletivo no território Colégio Militar.
As perguntas iam “pipocando” e o sargento Militão, cada vez mais empolgado, “soltava o verbo”.
Alguém pediu mais informações sobre os símbolos adotados pelo Colégio. Militão acrescentou que o
30 Sistema Colégio Militar (composto de várias escolas pelo Brasil) pertencia ao Ministério do Exército.
Explicou que o Colégio fora criado em tempos de guerra e tinha, como função principal, amparar filhos de
militares que iam para a batalha, deixando suas famílias. Esta origem singular explicaria o uniforme
cáqui, semelhante a uma farda; a presença da boina vermelha-grená no alto da cabeça, os sapatos
obrigatoriamente limpos, a apresentação pessoal impecável. Tudo isso para compor a fisionomia de uma
35 Instituição com características muito particulares.
Uma garota quis saber se era verdade que antigamente não havia meninas estudando no Colégio.
Nosso palestrante confirmou que a escola, atenta às inovações da sociedade, abrira as portas ao elemento
feminino nas fileiras da casa, a partir do ano de 1996. Satisfeita esta curiosidade, uma outra menina, de linda
franja, perguntou sobre o mascote da escola, o Nicodemus. Militão ficou emocionado, mas quase ninguém
40 percebeu. Disse que o carneiro Nicodemus era um dos símbolos da escola. Esclareceu que o mascote é,
geralmente, um bichinho que, por algum motivo, identifica-se com a imagem da casa representada.
Aproveitou para lembrar que a águia, por exemplo, era o símbolo dos Estados Unidos da América.
Os garotos então perguntaram o porquê da escolha de um carneiro e não de um tubarão, por exemplo!
“Além de predador, inteligente!” — lembrou um deles. Outro sugeriu que poderia ser o leão, o rei das
45 selvas, pelo respeito que impunha, pela força e poder que exibia! Uma jovem ainda sugeriu que poderia ser
um canguru! Forte, rápido e um tremendo guardião, pois protegia a todos com sua anatomia marsupial.
Houve ainda um garoto que questionou por que não haviam escolhido o lobo para ser o mascote, pois ele
vivia em alcateias, trabalhava em equipe e tinha um olfato privilegiado, ou seja, uma percepção aguçada!
Militão coçou a cabeça levemente como se pensasse e disse que o carneiro Nicodemus comparecia a
50 todas as formaturas matinais. Acrescentou que os alunos do 6º ano cumpriam o protocolo de conduzi-lo
durante a marcha, nos cortejos dos desfiles. Explicou que, na verdade, Nicodemus é quem conduzia os
alunos recém-chegados, dando-lhes as boas vindas, a partir dos primeiros passos do longo aprendizado
que teriam pela frente até atingirem a adolescência. Continuou dizendo que dificilmente um outro
animal reuniria sozinho todas as qualidades do carneiro. Ressaltou sua natureza forte, no entanto afável;
55 sua mansidão, mas também, sua resiliência implacável; sua aparente fragilidade, porém sua
determinação; sua natureza geniosa contrapondo-se à sua obediência e humildade. Assim falando, o
Sargento amigo agradeceu a sugestão dos jovens...
De repente, ouviu-se um forte barulho do lado de fora da sala. Seria um trovão? Todos olharam
para a porta tentando entender o que estava acontecendo. Não havia sinal de chuvas. A banda do Colégio
60 passava executando uma música maravilhosa! Quando as pessoas se voltaram para o palco improvisado,
de onde falava o palestrante... Cadê o sargento Militão? Estava ali! Agora não está mais não.
O autor é professor no CM-BH há 20 anos. Mestre em Linguística pela PUC-MG, escreveu os livros “Lições da Chuva” (poemas) e “O Embarque” (ficção).
Vocabulário:
Comedido (ℓ.7): moderado.
Mascote (ℓ.40): pessoa, animal ou coisa capazes de trazer sorte.
Marsupial (ℓ.46): que tem forma de bolsa.
Cortejo (ℓ.51): procissão, comitiva.
Resiliência (ℓ.55): capacidade de se adaptar à má sorte.
Texto-base:
TEXTO 2:
Gorilinha do zoo de BH ganha o nome Ayô
A palavra, de origem iorubá, significa alegria e foi escolhida por 40,44% dos internautas que participaram do concurso.
1 Ayô, palavra que significa "alegria" na língua
africana iorubá, foi o nome escolhido para o segundo
filhote dos gorilas Leon e Imbi, nascido no jardim
zoológico da Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte
5 (FZB-BH) em 8 de maio deste ano. O anúncio foi feito
na sexta-feira, dia 1º de setembro. Ao todo, cerca de 30
mil pessoas votaram na internet. Ayô teve a preferência
de 40,44% dos eleitores, enquanto Toriba recebeu
38,94% dos votos e Kong, 20,62%.
10 De acordo com a professora Lívia Regina Alves de Almeida, da UMEI Delfim Moreira, que
desenvolveu todo um trabalho pedagógico e "defendeu" o nome Ayô, esse é um momento de muita
satisfação. "Essa alegria que contagiou as crianças é a própria alegria do nome Ayô. Tivemos um total
envolvimento não apenas das crianças, mas também de seus familiares. Durante todo o processo de
votação, fizemos atividades relacionadas ao tema, explicando a importância da preservação desses
15 animais. Foi um trabalho riquíssimo e que irá ficar ainda melhor depois dessa escolha", comemora a
professora.
Para a pequena Manuelly Fernandes Oliveira, de cinco anos, essa foi uma oportunidade de ver de
perto os gorilas e conhecer o filhote que recebeu o nome escolhido por ela e por seus colegas. "Achei
demais porque nosso nome foi escolhido. Esse é um nome muito bonito!", comemora a aluna.
20 Durante a visita dos alunos ao zoo de BH, para a apresentação do nome do gorilinha, a equipe do
Serviço de Educação Ambiental da FZB realizou um bate-papo interativo para repassar informações
importantes e responder dúvidas sobre o comportamento dos seis gorilas que vivem em BH.
Texto adaptado. Disponível em: https://www.revistaencontro.com.br/canal/atualidades/2017/09/gorilinha-do-zoo-de-bh-ganha-o-nome-ayo.html <acesso em 06 set 17>
Os textos 1 e 2 apresentam certos pontos de equivalência, que foram indevidamente caracterizados no item:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1:
NOSSO BICHINHO PREFERIDO
Olivier Zoroastro Martins
1 Nem todos conhecem o Sargento Militão, mas ele existe. Diz uma lenda que ele estava aqui agora mesmo
e, de repente, estava mais não. Quem já esteve com ele, descreveu-o como um sujeito da paz, pessoa tranquila e
de gestos simples. Ninguém sabe onde mora. Dizem, sem convicção, que é longe, muito longe daqui.
Na mais recente reunião escolar, a expectativa era grande por parte dos estudantes. Havia muita
5 curiosidade no auditório. Todos queriam conhecer um pouco sobre um Colégio instalado dentro de um
quartel. Os jovens visitantes queriam perguntar tudo. Sargento Militão aceitou o convite dos
organizadores do evento e compareceu. Como sempre, muito pontual e comedido, mantinha as mãos para
trás em sinal de respeito. Usava uma veste de gala, própria para dias especiais. Já que era um dia de festa,
sua farda era clara, incomum, de um verde mais iluminado, com botões prateados no sentido vertical e
10 medalhas douradas, no peito, sentido horizontal. Tinha um sorriso nos olhos e falava devagar.
A garotada perguntava e ele, sereno, ia tentando traduzir o jeito particular da Instituição, revelando o
espírito da casa para os aspirantes a alunos do Colégio Militar. Dizia, com entusiasmo, que o grande desafio da
escola era manter as tradições do passado e preparar o futuro, o que seriam as duas pontas de uma mesma
realidade. Explicou que o momento presente era o instante de culto à própria história da escola e, ao mesmo
15 tempo, do cultivo das flores do jardim do amanhã. Concluiu que as ferramentas para se garantir o respeito ao passado
e preparar o sucesso no futuro eram a disciplina e a educação: princípios que devem ser trabalhados incansavelmente.
Esclareceu ainda que princípios são as pilastras ou vigas mestras — comparou-as como estruturas que
sustentam qualquer construção, pois elevam os valores com os quais a escola se identificou sempre.
Alguns garotos quiseram saber mais sobre outros valores mantidos pela escola. O convidado
20 agradeceu a pergunta e falou que o Colégio defendia valores permanentes, todos associados à própria
imagem da Instituição. Citou, por exemplo, a importância, no dia a dia, que se atribuía ao respeito à
família, ao educandário (à Instituição Colégio Militar) e à Pátria — grandezas inegociáveis. Comentou
sobre as competições, as mais saudáveis, promovidas pela escola para estimular o aluno em situações
desafiantes — uma estratégia para promover o desenvolvimento físico e mental do jovem, sempre
25 pensando em sua capacidade de superação. Logo em seguida, Militão discorreu sobre a importância dos
gestos de solidariedade e de companheirismo. Comentou sobre a valorização que se dava à honestidade,
ao mérito individual e ao sucesso coletivo no território Colégio Militar.
As perguntas iam “pipocando” e o sargento Militão, cada vez mais empolgado, “soltava o verbo”.
Alguém pediu mais informações sobre os símbolos adotados pelo Colégio. Militão acrescentou que o
30 Sistema Colégio Militar (composto de várias escolas pelo Brasil) pertencia ao Ministério do Exército.
Explicou que o Colégio fora criado em tempos de guerra e tinha, como função principal, amparar filhos de
militares que iam para a batalha, deixando suas famílias. Esta origem singular explicaria o uniforme
cáqui, semelhante a uma farda; a presença da boina vermelha-grená no alto da cabeça, os sapatos
obrigatoriamente limpos, a apresentação pessoal impecável. Tudo isso para compor a fisionomia de uma
35 Instituição com características muito particulares.
Uma garota quis saber se era verdade que antigamente não havia meninas estudando no Colégio.
Nosso palestrante confirmou que a escola, atenta às inovações da sociedade, abrira as portas ao elemento
feminino nas fileiras da casa, a partir do ano de 1996. Satisfeita esta curiosidade, uma outra menina, de linda
franja, perguntou sobre o mascote da escola, o Nicodemus. Militão ficou emocionado, mas quase ninguém
40 percebeu. Disse que o carneiro Nicodemus era um dos símbolos da escola. Esclareceu que o mascote é,
geralmente, um bichinho que, por algum motivo, identifica-se com a imagem da casa representada.
Aproveitou para lembrar que a águia, por exemplo, era o símbolo dos Estados Unidos da América.
Os garotos então perguntaram o porquê da escolha de um carneiro e não de um tubarão, por exemplo!
“Além de predador, inteligente!” — lembrou um deles. Outro sugeriu que poderia ser o leão, o rei das
45 selvas, pelo respeito que impunha, pela força e poder que exibia! Uma jovem ainda sugeriu que poderia ser
um canguru! Forte, rápido e um tremendo guardião, pois protegia a todos com sua anatomia marsupial.
Houve ainda um garoto que questionou por que não haviam escolhido o lobo para ser o mascote, pois ele
vivia em alcateias, trabalhava em equipe e tinha um olfato privilegiado, ou seja, uma percepção aguçada!
Militão coçou a cabeça levemente como se pensasse e disse que o carneiro Nicodemus comparecia a
50 todas as formaturas matinais. Acrescentou que os alunos do 6º ano cumpriam o protocolo de conduzi-lo
durante a marcha, nos cortejos dos desfiles. Explicou que, na verdade, Nicodemus é quem conduzia os
alunos recém-chegados, dando-lhes as boas vindas, a partir dos primeiros passos do longo aprendizado
que teriam pela frente até atingirem a adolescência. Continuou dizendo que dificilmente um outro
animal reuniria sozinho todas as qualidades do carneiro. Ressaltou sua natureza forte, no entanto afável;
55 sua mansidão, mas também, sua resiliência implacável; sua aparente fragilidade, porém sua
determinação; sua natureza geniosa contrapondo-se à sua obediência e humildade. Assim falando, o
Sargento amigo agradeceu a sugestão dos jovens...
De repente, ouviu-se um forte barulho do lado de fora da sala. Seria um trovão? Todos olharam
para a porta tentando entender o que estava acontecendo. Não havia sinal de chuvas. A banda do Colégio
60 passava executando uma música maravilhosa! Quando as pessoas se voltaram para o palco improvisado,
de onde falava o palestrante... Cadê o sargento Militão? Estava ali! Agora não está mais não.
O autor é professor no CM-BH há 20 anos. Mestre em Linguística pela PUC-MG, escreveu os livros “Lições da Chuva” (poemas) e “O Embarque” (ficção).
Vocabulário:
Comedido (ℓ.7): moderado.
Mascote (ℓ.40): pessoa, animal ou coisa capazes de trazer sorte.
Marsupial (ℓ.46): que tem forma de bolsa.
Cortejo (ℓ.51): procissão, comitiva.
Resiliência (ℓ.55): capacidade de se adaptar à má sorte.
Texto-base:
TEXTO 2:
Gorilinha do zoo de BH ganha o nome Ayô
A palavra, de origem iorubá, significa alegria e foi escolhida por 40,44% dos internautas que participaram do concurso.
1 Ayô, palavra que significa "alegria" na língua
africana iorubá, foi o nome escolhido para o segundo
filhote dos gorilas Leon e Imbi, nascido no jardim
zoológico da Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte
5 (FZB-BH) em 8 de maio deste ano. O anúncio foi feito
na sexta-feira, dia 1º de setembro. Ao todo, cerca de 30
mil pessoas votaram na internet. Ayô teve a preferência
de 40,44% dos eleitores, enquanto Toriba recebeu
38,94% dos votos e Kong, 20,62%.
10 De acordo com a professora Lívia Regina Alves de Almeida, da UMEI Delfim Moreira, que
desenvolveu todo um trabalho pedagógico e "defendeu" o nome Ayô, esse é um momento de muita
satisfação. "Essa alegria que contagiou as crianças é a própria alegria do nome Ayô. Tivemos um total
envolvimento não apenas das crianças, mas também de seus familiares. Durante todo o processo de
votação, fizemos atividades relacionadas ao tema, explicando a importância da preservação desses
15 animais. Foi um trabalho riquíssimo e que irá ficar ainda melhor depois dessa escolha", comemora a
professora.
Para a pequena Manuelly Fernandes Oliveira, de cinco anos, essa foi uma oportunidade de ver de
perto os gorilas e conhecer o filhote que recebeu o nome escolhido por ela e por seus colegas. "Achei
demais porque nosso nome foi escolhido. Esse é um nome muito bonito!", comemora a aluna.
20 Durante a visita dos alunos ao zoo de BH, para a apresentação do nome do gorilinha, a equipe do
Serviço de Educação Ambiental da FZB realizou um bate-papo interativo para repassar informações
importantes e responder dúvidas sobre o comportamento dos seis gorilas que vivem em BH.
Texto adaptado. Disponível em: https://www.revistaencontro.com.br/canal/atualidades/2017/09/gorilinha-do-zoo-de-bh-ganha-o-nome-ayo.html <acesso em 06 set 17>
A respeito dos textos 1 e 2 podemos afirmar que:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia a tirinha a seguir para responder às questões 19 e 20.
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As ovelhas e o amor. Disponível em: https://pragmaticos.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Tira-Ovelhas.jpg <acesso em 07 set 2017>
Observe os termos destacados na fala do carneiro no 2º quadrinho:
![]()
Leia a tirinha a seguir para responder às questões 19 e 20.
![]()
As ovelhas e o amor. Disponível em: https://pragmaticos.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Tira-Ovelhas.jpg <acesso em 07 set 2017>
Só NÃO se pode afirmar sobre o uso da expressão “Hã!?” na fala do carneiro, no 2º quadrinho, que:
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