← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de Campo Grande — Exército Brasileiro (DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental 21 questões nesta prova · página 1 de 2 · 20 com gabarito Gabarito disponível "Férias de lagarto" significam não fazer nada, só viver. O texto explica que o mês é de "repouso anual", com todos parados, cochilando ao sol como lagartos, "sem fazer nada". Era proibido fazer qualquer coisa. A expressão compara o comportamento dos moradores ao dos lagartos, que ficam imóveis, e significa ficar sem fazer nada. B) Ninguém brinca com lagartos no texto. C) Não se menciona inventar histórias sobre lagartos. D) Eles ficam imóveis, não imitam movimentos. E) A expressão é metafórica e não trata de dar férias aos lagartos do sítio. Referência: Interpretação de texto: sentido de expressão no contexto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Abril é considerado o melhor mês por ter o clima mais agradável. O narrador pergunta "Por quê?" e responde: porque não é frio nem quente, nem chuvoso nem seco, "tudo na conta certa". Depois reforça que abril é "o mais agradável de todos". O motivo, portanto, é o clima. A) O repouso anual é consequência da escolha de abril, não o motivo de ser o melhor mês. B) O aniversário de Pedrinho é só uma informação, não a causa apontada. C) O texto não diz que as férias escolares começam em abril. E) Em abril ficam sem fazer nada, e não há menção a entretenimentos. Referência: Interpretação de texto: informação explícita. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O travessão antes de "e esses dois lagartos..." enfatiza uma informação importante. O travessão isola e destaca a oração seguinte, que traz o desfecho da cena: Narizinho e Pedrinho também acordam e vão desenferrujar as pernas. Isso mostra que o repouso foi quebrado, e esse é o ponto central da passagem. Por isso o travessão tem função de ênfase. A) O texto não fala de crianças rindo como lagartos. B) Não há opinião do narrador sobre a atitude dos dois. C) O trecho após o travessão não caracteriza "as ventas". E) Não há enumeração nem especificação de ações, e sim uma consequência geral. Referência: Pontuação: funções expressivas do travessão. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A pergunta da linha 5 é feita pelo narrador ao leitor, que ele imagina intrigado. A fala vem logo depois de o narrador anunciar a novidade das "férias de lagarto". O narrador simula a dúvida do leitor com o travessão e em seguida a responde ("Uma história muito interessante..."). Trata-se de um recurso de interlocução com o leitor, não de fala de personagem. B) Não há indicação de que Pedrinho esteja falando com a avó. C) Dona Benta só fala na linha 10, e a pergunta não é dirigida às crianças. D) O leitor não é personagem e não fala com Emília. E) O Visconde só é citado como autor de outra fala, e a pergunta não é dirigida ao narrador. Referência: Discurso direto, narrador e interlocução com o leitor. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível As aspas em "desenferrujar as pernas" indicam sentido figurado (conotativo). As pernas não estão literalmente enferrujadas. A expressão é figurada e significa se mexer, esticar o corpo depois do repouso. As aspas sinalizam ao leitor que a expressão não deve ser lida no sentido literal (conotativo). B) A palavra "desenferrujar" existe, e as aspas não negam isso. C) A expressão não descreve característica física de Emília, e sim uma ação dela. D) O texto não destaca a importância da ação para as férias; ao contrário, a ação quebra o repouso. E) A expressão é de fato informal, mas o uso das aspas aqui marca o sentido figurado, que é a leitura adotada pelo gabarito. Referência: Pontuação: uso das aspas para marcar sentido figurado; denotação e conotação. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O fim das férias de lagarto começa quando Emília acorda e sai para desenferrujar as pernas. O texto diz que Emília era 'sempre o primeiro lagarto a acordar' e a correr para o quintal. Só depois ela acorda Narizinho e Pedrinho. Portanto, é o despertar dela que encerra o repouso e inicia a agitação. A) mistura a preparação, feita antes, com a ação de Emília. B) acontece depois, quando eles já foram acordados. C) e D) são causas ou características gerais, não a ação que marca o fim. Referência: Interpretação de texto Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A esperteza está no letreiro na porteira, que evita visitas durante o repouso. Ao avisar na porteira que 'a família está ausente', os moradores garantem que ninguém os interrompa, o que protege a brincadeira. Isso é um ato de esperteza para promover o sucesso das férias de lagarto. A) apenas cita a invenção das férias. B) explica o sentido de 'não fazer nada'. C) comenta a organização, sem mostrar a astúcia. E) mostra por que a brincadeira acabava, não uma esperteza. Referência: Interpretação de texto Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Brincar de poesia' tem sentido de se divertir, distrair-se com ela. No contexto, 'brincar' é lúdico, ligado a divertimento. 'Nos distrair com' mantém esse sentido, enquanto as outras opções mudam o sentido original. A) 'desperdiçar tempo' dá sentido negativo ao verso. C) 'educar' dá finalidade didática, que o poema não propõe. D) 'falar de' é apenas tratar do tema. E) 'encher de' muda o sentido. Referência: Significação das palavras Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Só que' tem valor adversativo, como 'entretanto'. Na segunda estrofe, o poema faz uma oposição: poesia é brincar como se brinca com bola, 'só que' as bolas se gastam e as palavras não. 'Só que' é uma conjunção adversativa, equivalente a 'entretanto'. A) 'embora' é concessiva. B) 'contanto que' é condicional. C) 'assim que' é temporal. D) 'outrossim' é aditiva. Referência: Conjunções e valor semântico Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Os dois textos tratam de formas diferentes de brincar. O texto I trata de 'brincar de lagarto', ficar parado vivendo, e o texto II de brincar com palavras, a poesia. Os dois dialogam por tratarem de maneiras de brincar. B) não há um 'ideal infantil' comum aos textos. C) só o poema cita brincadeiras tradicionais, de passagem. D) ambos valorizam o brincar. E) o texto II não faz essa comparação, a semelhança é só da temática geral. Referência: Comparação entre textos Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível O convite 'Vamos brincar de poesia?' é feito a quem lê o poema. O verso final é uma pergunta dirigida a um interlocutor, e 'vamos' inclui o eu lírico e o leitor. Quem recebe o convite é, portanto, o leitor. A) e E) poesia e palavras são o objeto da brincadeira, não quem é convidado. C) a água do rio é só uma comparação. D) 'elas' retoma as palavras. Referência: Interpretação de texto poético Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível 'Os pequenos' e 'bebês a partir de seis meses' designam o mesmo referente. No trecho sobre software educativo, 'os pequenos' é retomado por 'bebês a partir de seis meses de idade'. As duas expressões nomeiam as mesmas pessoas, o que caracteriza a retomada por sinonímia contextual. A) 'brinquedos modernos' e 'vilões' não são sinônimos. B) 'crianças de hoje' e 'do passado' são opostos. D) 'vilões' e 'jogos eletrônicos e computadores' não são sinônimos. E) taco, pião e bolinhas de gude são brinquedos antigos, e 'brinquedos de alta tecnologia' são o contrário. Referência: Coesão lexical Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível O texto defende que os brinquedos tecnológicos podem ser positivos. O texto diz que esses brinquedos 'não sejam os vilões' e que afetam as crianças 'muitas vezes, para melhor'. Diz ainda que as máquinas podem ser aliadas de pais e professores, o que sustenta a inferência de que auxiliam o desenvolvimento infantil. B) contradiz o texto. C) o texto não menciona idade. D) é generalização exagerada. E) o texto não propõe alternância, apenas dosagem. Referência: Interpretação de texto Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A revolução dos brinquedos está na tecnologia que eles passaram a ter. O texto mostra a mudança dos brinquedos antigos para os de alta tecnologia. Os bonecos modernos ganham inteligência artificial, com capacidades incríveis como andar sozinhos e contar histórias, e isso justifica o título. A) o texto diz que os antigos 'vêm cedendo espaço', não que acabaram. B) o texto diz que 'o segredo é saber dosar', não que as crianças já aprenderam. C) e D) tratam de opinião de especialistas ou educadores, não da mudança nos brinquedos. Referência: Interpretação de texto Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponívelColégio Militar de Campo Grande — Concurso de Admissão 2017/2018 — 6º Ano do Ensino Fundamental — Prova de Língua Portuguesa
Sítio do Picapau Amarelo é um conjunto de histórias de fantasia escrito pelo autor brasileiro Monteiro Lobato. O cenário principal é o sítio onde vive Dona Benta, uma senhora com mais de sessenta anos, em companhia de sua neta Lúcia, ou Narizinho. A neta Narizinho tem como amiga inseparável uma boneca de pano velho chamada Emília. No decorrer das histórias, Emília começou a falar e a agir como uma criança de verdade. Durante as férias escolares e em outros períodos, Pedrinho, primo de Narizinho, passa temporadas no Sítio do Picapau Amarelo. Juntos, eles desfrutam de várias aventuras com muitos outros personagens, destacando-se o Visconde de Sabugosa, um sábio boneco de sabugo de milho.
TEXTO I
O MÊS DE ABRIL
Era em abril, o mês do dia de anos de Pedrinho e por todos considerado o melhor mês do ano.
Por quê? Porque não é frio nem quente e não é mês das águas e nem de seco ─ tudo na conta
certa! E, por causa disso, inventaram lá no Sítio do Picapau Amarelo uma grande novidade: as
férias de lagarto.
5 ─ Que história é essa?
Uma história muito interessante. Já que o mês de abril é o mais agradável de todos,
escolheram-no para o grande “repouso anual” ─ o mês inteiro sem fazer nada, parados, cochilando
como lagarto ao sol! Sem fazer nada é um modo de dizer, pois que eles ficavam fazendo uma coisa
agradabilíssima: vivendo! Só isso. Aproveitando o prazer de viver...
10 ─ Sim ─ dizia Dona Benta ─ porque a maior parte da vida nós a passamos entretidos em tanta
coisa, a fazer isto e aquilo, a pular daqui para ali, que não temos tempo de aproveitar o prazer de
viver. Vamos vivendo sem prestar atenção na vida e, portanto, sem aproveitar o prazer de viver à
moda dos lagartos. Já repararam como os lagartos ficam horas e horas imóveis ao sol, de olhos
fechados, vivendo, aproveitando o prazer de viver ─ só, sem mistura?
15 E era muito engraçada a organização que davam ao mês de abril lá no sítio. Com antecedência,
resolviam todos os casos que tinham de ser resolvidos, acumulavam coisas de comer das que não
precisam de fogão ─ queijo, fruta, biscoito etc., botavam um letreiro na porteira do sítio:
A família está ausente.
Só volta no mês de maio.
20 E, depois de tudo muito bem arrumado e pensado, caíam no repouso.
Era proibido fazer qualquer coisa. [...] Todos vivendo ─ só isso! Vivendo biologicamente, como
dizia o Visconde.
Mas a necessidade de agitação é muito forte nas crianças, de modo que aqueles “abris de
lagarto” tinham duração curta. Para Emília, a mais irrequieta de todos, duravam no máximo dois
25 dias. Era ela sempre o primeiro lagarto a acordar e correr para o quintal a fim de “desenferrujar as
pernas”. Depois vinha fazer cócegas com uma flor de capim nas ventas de Narizinho e Pedrinho ─ e
esses dois lagartos também se espreguiçavam e iam desenferrujar as pernas.
(LOBATO, Monteiro. O mês de abril. In: ____. Obra infantil completa. Vol. 3. São Paulo: Brasiliense. Adaptado.)
No texto I, a expressão inventada pelas crianças do sítio, “férias de lagarto” (linha 4), de acordo com o contexto, significa que, nessa época, o pessoal do Sítio do Picapau AmareloResolução comentada
Análise das alternativas
Sítio do Picapau Amarelo é um conjunto de histórias de fantasia escrito pelo autor brasileiro Monteiro Lobato. O cenário principal é o sítio onde vive Dona Benta, uma senhora com mais de sessenta anos, em companhia de sua neta Lúcia, ou Narizinho. A neta Narizinho tem como amiga inseparável uma boneca de pano velho chamada Emília. No decorrer das histórias, Emília começou a falar e a agir como uma criança de verdade. Durante as férias escolares e em outros períodos, Pedrinho, primo de Narizinho, passa temporadas no Sítio do Picapau Amarelo. Juntos, eles desfrutam de várias aventuras com muitos outros personagens, destacando-se o Visconde de Sabugosa, um sábio boneco de sabugo de milho.
TEXTO I
O MÊS DE ABRIL
Era em abril, o mês do dia de anos de Pedrinho e por todos considerado o melhor mês do ano.
Por quê? Porque não é frio nem quente e não é mês das águas e nem de seco ─ tudo na conta
certa! E, por causa disso, inventaram lá no Sítio do Picapau Amarelo uma grande novidade: as
férias de lagarto.
5 ─ Que história é essa?
Uma história muito interessante. Já que o mês de abril é o mais agradável de todos,
escolheram-no para o grande “repouso anual” ─ o mês inteiro sem fazer nada, parados, cochilando
como lagarto ao sol! Sem fazer nada é um modo de dizer, pois que eles ficavam fazendo uma coisa
agradabilíssima: vivendo! Só isso. Aproveitando o prazer de viver...
10 ─ Sim ─ dizia Dona Benta ─ porque a maior parte da vida nós a passamos entretidos em tanta
coisa, a fazer isto e aquilo, a pular daqui para ali, que não temos tempo de aproveitar o prazer de
viver. Vamos vivendo sem prestar atenção na vida e, portanto, sem aproveitar o prazer de viver à
moda dos lagartos. Já repararam como os lagartos ficam horas e horas imóveis ao sol, de olhos
fechados, vivendo, aproveitando o prazer de viver ─ só, sem mistura?
15 E era muito engraçada a organização que davam ao mês de abril lá no sítio. Com antecedência,
resolviam todos os casos que tinham de ser resolvidos, acumulavam coisas de comer das que não
precisam de fogão ─ queijo, fruta, biscoito etc., botavam um letreiro na porteira do sítio:
A família está ausente.
Só volta no mês de maio.
20 E, depois de tudo muito bem arrumado e pensado, caíam no repouso.
Era proibido fazer qualquer coisa. [...] Todos vivendo ─ só isso! Vivendo biologicamente, como
dizia o Visconde.
Mas a necessidade de agitação é muito forte nas crianças, de modo que aqueles “abris de
lagarto” tinham duração curta. Para Emília, a mais irrequieta de todos, duravam no máximo dois
25 dias. Era ela sempre o primeiro lagarto a acordar e correr para o quintal a fim de “desenferrujar as
pernas”. Depois vinha fazer cócegas com uma flor de capim nas ventas de Narizinho e Pedrinho ─ e
esses dois lagartos também se espreguiçavam e iam desenferrujar as pernas.
(LOBATO, Monteiro. O mês de abril. In: ____. Obra infantil completa. Vol. 3. São Paulo: Brasiliense. Adaptado.)
De acordo com o narrador do texto I, todos consideram o mês de abril o melhor do ano porqueResolução comentada
Análise das alternativas
Sítio do Picapau Amarelo é um conjunto de histórias de fantasia escrito pelo autor brasileiro Monteiro Lobato. O cenário principal é o sítio onde vive Dona Benta, uma senhora com mais de sessenta anos, em companhia de sua neta Lúcia, ou Narizinho. A neta Narizinho tem como amiga inseparável uma boneca de pano velho chamada Emília. No decorrer das histórias, Emília começou a falar e a agir como uma criança de verdade. Durante as férias escolares e em outros períodos, Pedrinho, primo de Narizinho, passa temporadas no Sítio do Picapau Amarelo. Juntos, eles desfrutam de várias aventuras com muitos outros personagens, destacando-se o Visconde de Sabugosa, um sábio boneco de sabugo de milho.
TEXTO I
O MÊS DE ABRIL
Era em abril, o mês do dia de anos de Pedrinho e por todos considerado o melhor mês do ano.
Por quê? Porque não é frio nem quente e não é mês das águas e nem de seco ─ tudo na conta
certa! E, por causa disso, inventaram lá no Sítio do Picapau Amarelo uma grande novidade: as
férias de lagarto.
5 ─ Que história é essa?
Uma história muito interessante. Já que o mês de abril é o mais agradável de todos,
escolheram-no para o grande “repouso anual” ─ o mês inteiro sem fazer nada, parados, cochilando
como lagarto ao sol! Sem fazer nada é um modo de dizer, pois que eles ficavam fazendo uma coisa
agradabilíssima: vivendo! Só isso. Aproveitando o prazer de viver...
10 ─ Sim ─ dizia Dona Benta ─ porque a maior parte da vida nós a passamos entretidos em tanta
coisa, a fazer isto e aquilo, a pular daqui para ali, que não temos tempo de aproveitar o prazer de
viver. Vamos vivendo sem prestar atenção na vida e, portanto, sem aproveitar o prazer de viver à
moda dos lagartos. Já repararam como os lagartos ficam horas e horas imóveis ao sol, de olhos
fechados, vivendo, aproveitando o prazer de viver ─ só, sem mistura?
15 E era muito engraçada a organização que davam ao mês de abril lá no sítio. Com antecedência,
resolviam todos os casos que tinham de ser resolvidos, acumulavam coisas de comer das que não
precisam de fogão ─ queijo, fruta, biscoito etc., botavam um letreiro na porteira do sítio:
A família está ausente.
Só volta no mês de maio.
20 E, depois de tudo muito bem arrumado e pensado, caíam no repouso.
Era proibido fazer qualquer coisa. [...] Todos vivendo ─ só isso! Vivendo biologicamente, como
dizia o Visconde.
Mas a necessidade de agitação é muito forte nas crianças, de modo que aqueles “abris de
lagarto” tinham duração curta. Para Emília, a mais irrequieta de todos, duravam no máximo dois
25 dias. Era ela sempre o primeiro lagarto a acordar e correr para o quintal a fim de “desenferrujar as
pernas”. Depois vinha fazer cócegas com uma flor de capim nas ventas de Narizinho e Pedrinho ─ e
esses dois lagartos também se espreguiçavam e iam desenferrujar as pernas.
(LOBATO, Monteiro. O mês de abril. In: ____. Obra infantil completa. Vol. 3. São Paulo: Brasiliense. Adaptado.)
Além de servir para manter a clareza das ideias expressas na forma escrita, a pontuação é um recurso expressivo muito utilizado em textos. Isso é o que se observa no trecho “Depois vinha fazer cócegas com uma flor de capim nas ventas de Narizinho e Pedrinho ─ e esses dois lagartos também se espreguiçavam e iam desenferrujar as pernas.” (linhas 26 e 27), em que o travessão foi utilizado com o objetivo deResolução comentada
Análise das alternativas
Sítio do Picapau Amarelo é um conjunto de histórias de fantasia escrito pelo autor brasileiro Monteiro Lobato. O cenário principal é o sítio onde vive Dona Benta, uma senhora com mais de sessenta anos, em companhia de sua neta Lúcia, ou Narizinho. A neta Narizinho tem como amiga inseparável uma boneca de pano velho chamada Emília. No decorrer das histórias, Emília começou a falar e a agir como uma criança de verdade. Durante as férias escolares e em outros períodos, Pedrinho, primo de Narizinho, passa temporadas no Sítio do Picapau Amarelo. Juntos, eles desfrutam de várias aventuras com muitos outros personagens, destacando-se o Visconde de Sabugosa, um sábio boneco de sabugo de milho.
TEXTO I
O MÊS DE ABRIL
Era em abril, o mês do dia de anos de Pedrinho e por todos considerado o melhor mês do ano.
Por quê? Porque não é frio nem quente e não é mês das águas e nem de seco ─ tudo na conta
certa! E, por causa disso, inventaram lá no Sítio do Picapau Amarelo uma grande novidade: as
férias de lagarto.
5 ─ Que história é essa?
Uma história muito interessante. Já que o mês de abril é o mais agradável de todos,
escolheram-no para o grande “repouso anual” ─ o mês inteiro sem fazer nada, parados, cochilando
como lagarto ao sol! Sem fazer nada é um modo de dizer, pois que eles ficavam fazendo uma coisa
agradabilíssima: vivendo! Só isso. Aproveitando o prazer de viver...
10 ─ Sim ─ dizia Dona Benta ─ porque a maior parte da vida nós a passamos entretidos em tanta
coisa, a fazer isto e aquilo, a pular daqui para ali, que não temos tempo de aproveitar o prazer de
viver. Vamos vivendo sem prestar atenção na vida e, portanto, sem aproveitar o prazer de viver à
moda dos lagartos. Já repararam como os lagartos ficam horas e horas imóveis ao sol, de olhos
fechados, vivendo, aproveitando o prazer de viver ─ só, sem mistura?
15 E era muito engraçada a organização que davam ao mês de abril lá no sítio. Com antecedência,
resolviam todos os casos que tinham de ser resolvidos, acumulavam coisas de comer das que não
precisam de fogão ─ queijo, fruta, biscoito etc., botavam um letreiro na porteira do sítio:
A família está ausente.
Só volta no mês de maio.
20 E, depois de tudo muito bem arrumado e pensado, caíam no repouso.
Era proibido fazer qualquer coisa. [...] Todos vivendo ─ só isso! Vivendo biologicamente, como
dizia o Visconde.
Mas a necessidade de agitação é muito forte nas crianças, de modo que aqueles “abris de
lagarto” tinham duração curta. Para Emília, a mais irrequieta de todos, duravam no máximo dois
25 dias. Era ela sempre o primeiro lagarto a acordar e correr para o quintal a fim de “desenferrujar as
pernas”. Depois vinha fazer cócegas com uma flor de capim nas ventas de Narizinho e Pedrinho ─ e
esses dois lagartos também se espreguiçavam e iam desenferrujar as pernas.
(LOBATO, Monteiro. O mês de abril. In: ____. Obra infantil completa. Vol. 3. São Paulo: Brasiliense. Adaptado.)
De acordo com o contexto, a expressão “─ Que história é essa?” (linha 5) marca o discurso de(o)Resolução comentada
Análise das alternativas
Sítio do Picapau Amarelo é um conjunto de histórias de fantasia escrito pelo autor brasileiro Monteiro Lobato. O cenário principal é o sítio onde vive Dona Benta, uma senhora com mais de sessenta anos, em companhia de sua neta Lúcia, ou Narizinho. A neta Narizinho tem como amiga inseparável uma boneca de pano velho chamada Emília. No decorrer das histórias, Emília começou a falar e a agir como uma criança de verdade. Durante as férias escolares e em outros períodos, Pedrinho, primo de Narizinho, passa temporadas no Sítio do Picapau Amarelo. Juntos, eles desfrutam de várias aventuras com muitos outros personagens, destacando-se o Visconde de Sabugosa, um sábio boneco de sabugo de milho.
TEXTO I
O MÊS DE ABRIL
Era em abril, o mês do dia de anos de Pedrinho e por todos considerado o melhor mês do ano.
Por quê? Porque não é frio nem quente e não é mês das águas e nem de seco ─ tudo na conta
certa! E, por causa disso, inventaram lá no Sítio do Picapau Amarelo uma grande novidade: as
férias de lagarto.
5 ─ Que história é essa?
Uma história muito interessante. Já que o mês de abril é o mais agradável de todos,
escolheram-no para o grande “repouso anual” ─ o mês inteiro sem fazer nada, parados, cochilando
como lagarto ao sol! Sem fazer nada é um modo de dizer, pois que eles ficavam fazendo uma coisa
agradabilíssima: vivendo! Só isso. Aproveitando o prazer de viver...
10 ─ Sim ─ dizia Dona Benta ─ porque a maior parte da vida nós a passamos entretidos em tanta
coisa, a fazer isto e aquilo, a pular daqui para ali, que não temos tempo de aproveitar o prazer de
viver. Vamos vivendo sem prestar atenção na vida e, portanto, sem aproveitar o prazer de viver à
moda dos lagartos. Já repararam como os lagartos ficam horas e horas imóveis ao sol, de olhos
fechados, vivendo, aproveitando o prazer de viver ─ só, sem mistura?
15 E era muito engraçada a organização que davam ao mês de abril lá no sítio. Com antecedência,
resolviam todos os casos que tinham de ser resolvidos, acumulavam coisas de comer das que não
precisam de fogão ─ queijo, fruta, biscoito etc., botavam um letreiro na porteira do sítio:
A família está ausente.
Só volta no mês de maio.
20 E, depois de tudo muito bem arrumado e pensado, caíam no repouso.
Era proibido fazer qualquer coisa. [...] Todos vivendo ─ só isso! Vivendo biologicamente, como
dizia o Visconde.
Mas a necessidade de agitação é muito forte nas crianças, de modo que aqueles “abris de
lagarto” tinham duração curta. Para Emília, a mais irrequieta de todos, duravam no máximo dois
25 dias. Era ela sempre o primeiro lagarto a acordar e correr para o quintal a fim de “desenferrujar as
pernas”. Depois vinha fazer cócegas com uma flor de capim nas ventas de Narizinho e Pedrinho ─ e
esses dois lagartos também se espreguiçavam e iam desenferrujar as pernas.
(LOBATO, Monteiro. O mês de abril. In: ____. Obra infantil completa. Vol. 3. São Paulo: Brasiliense. Adaptado.)
A expressão “desenferrujar as pernas” (linhas 25 e 26) aparece entre aspas a fim deResolução comentada
Análise das alternativas
Sítio do Picapau Amarelo é um conjunto de histórias de fantasia escrito pelo autor brasileiro Monteiro Lobato. O cenário principal é o sítio onde vive Dona Benta, uma senhora com mais de sessenta anos, em companhia de sua neta Lúcia, ou Narizinho. A neta Narizinho tem como amiga inseparável uma boneca de pano velho chamada Emília. No decorrer das histórias, Emília começou a falar e a agir como uma criança de verdade. Durante as férias escolares e em outros períodos, Pedrinho, primo de Narizinho, passa temporadas no Sítio do Picapau Amarelo. Juntos, eles desfrutam de várias aventuras com muitos outros personagens, destacando-se o Visconde de Sabugosa, um sábio boneco de sabugo de milho.
TEXTO I
O MÊS DE ABRIL
Era em abril, o mês do dia de anos de Pedrinho e por todos considerado o melhor mês do ano.
Por quê? Porque não é frio nem quente e não é mês das águas e nem de seco ─ tudo na conta
certa! E, por causa disso, inventaram lá no Sítio do Picapau Amarelo uma grande novidade: as
férias de lagarto.
5 ─ Que história é essa?
Uma história muito interessante. Já que o mês de abril é o mais agradável de todos,
escolheram-no para o grande “repouso anual” ─ o mês inteiro sem fazer nada, parados, cochilando
como lagarto ao sol! Sem fazer nada é um modo de dizer, pois que eles ficavam fazendo uma coisa
agradabilíssima: vivendo! Só isso. Aproveitando o prazer de viver...
10 ─ Sim ─ dizia Dona Benta ─ porque a maior parte da vida nós a passamos entretidos em tanta
coisa, a fazer isto e aquilo, a pular daqui para ali, que não temos tempo de aproveitar o prazer de
viver. Vamos vivendo sem prestar atenção na vida e, portanto, sem aproveitar o prazer de viver à
moda dos lagartos. Já repararam como os lagartos ficam horas e horas imóveis ao sol, de olhos
fechados, vivendo, aproveitando o prazer de viver ─ só, sem mistura?
15 E era muito engraçada a organização que davam ao mês de abril lá no sítio. Com antecedência,
resolviam todos os casos que tinham de ser resolvidos, acumulavam coisas de comer das que não
precisam de fogão ─ queijo, fruta, biscoito etc., botavam um letreiro na porteira do sítio:
A família está ausente.
Só volta no mês de maio.
20 E, depois de tudo muito bem arrumado e pensado, caíam no repouso.
Era proibido fazer qualquer coisa. [...] Todos vivendo ─ só isso! Vivendo biologicamente, como
dizia o Visconde.
Mas a necessidade de agitação é muito forte nas crianças, de modo que aqueles “abris de
lagarto” tinham duração curta. Para Emília, a mais irrequieta de todos, duravam no máximo dois
25 dias. Era ela sempre o primeiro lagarto a acordar e correr para o quintal a fim de “desenferrujar as
pernas”. Depois vinha fazer cócegas com uma flor de capim nas ventas de Narizinho e Pedrinho ─ e
esses dois lagartos também se espreguiçavam e iam desenferrujar as pernas.
(LOBATO, Monteiro. O mês de abril. In: ____. Obra infantil completa. Vol. 3. São Paulo: Brasiliense. Adaptado.)
No texto I, a ação que marca o fim da brincadeira de “lagartear” e o início de uma nova éResolução comentada
Análise das alternativas
Sítio do Picapau Amarelo é um conjunto de histórias de fantasia escrito pelo autor brasileiro Monteiro Lobato. O cenário principal é o sítio onde vive Dona Benta, uma senhora com mais de sessenta anos, em companhia de sua neta Lúcia, ou Narizinho. A neta Narizinho tem como amiga inseparável uma boneca de pano velho chamada Emília. No decorrer das histórias, Emília começou a falar e a agir como uma criança de verdade. Durante as férias escolares e em outros períodos, Pedrinho, primo de Narizinho, passa temporadas no Sítio do Picapau Amarelo. Juntos, eles desfrutam de várias aventuras com muitos outros personagens, destacando-se o Visconde de Sabugosa, um sábio boneco de sabugo de milho.
TEXTO I
O MÊS DE ABRIL
Era em abril, o mês do dia de anos de Pedrinho e por todos considerado o melhor mês do ano.
Por quê? Porque não é frio nem quente e não é mês das águas e nem de seco ─ tudo na conta
certa! E, por causa disso, inventaram lá no Sítio do Picapau Amarelo uma grande novidade: as
férias de lagarto.
5 ─ Que história é essa?
Uma história muito interessante. Já que o mês de abril é o mais agradável de todos,
escolheram-no para o grande “repouso anual” ─ o mês inteiro sem fazer nada, parados, cochilando
como lagarto ao sol! Sem fazer nada é um modo de dizer, pois que eles ficavam fazendo uma coisa
agradabilíssima: vivendo! Só isso. Aproveitando o prazer de viver...
10 ─ Sim ─ dizia Dona Benta ─ porque a maior parte da vida nós a passamos entretidos em tanta
coisa, a fazer isto e aquilo, a pular daqui para ali, que não temos tempo de aproveitar o prazer de
viver. Vamos vivendo sem prestar atenção na vida e, portanto, sem aproveitar o prazer de viver à
moda dos lagartos. Já repararam como os lagartos ficam horas e horas imóveis ao sol, de olhos
fechados, vivendo, aproveitando o prazer de viver ─ só, sem mistura?
15 E era muito engraçada a organização que davam ao mês de abril lá no sítio. Com antecedência,
resolviam todos os casos que tinham de ser resolvidos, acumulavam coisas de comer das que não
precisam de fogão ─ queijo, fruta, biscoito etc., botavam um letreiro na porteira do sítio:
A família está ausente.
Só volta no mês de maio.
20 E, depois de tudo muito bem arrumado e pensado, caíam no repouso.
Era proibido fazer qualquer coisa. [...] Todos vivendo ─ só isso! Vivendo biologicamente, como
dizia o Visconde.
Mas a necessidade de agitação é muito forte nas crianças, de modo que aqueles “abris de
lagarto” tinham duração curta. Para Emília, a mais irrequieta de todos, duravam no máximo dois
25 dias. Era ela sempre o primeiro lagarto a acordar e correr para o quintal a fim de “desenferrujar as
pernas”. Depois vinha fazer cócegas com uma flor de capim nas ventas de Narizinho e Pedrinho ─ e
esses dois lagartos também se espreguiçavam e iam desenferrujar as pernas.
(LOBATO, Monteiro. O mês de abril. In: ____. Obra infantil completa. Vol. 3. São Paulo: Brasiliense. Adaptado.)
Há, no contexto do texto I, um ato de esperteza das pessoas do sítio para promover o sucesso da brincadeira. Podemos perceber esse ato na passagem:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II
CONVITE
Poesia
É brincar com palavras
Como se brinca
Com bola, papagaio, pião.
Só que
Bola, papagaio, pião
De tanto brincar
Se gastam.
As palavras não:
Quanto mais se brinca
Com elas
Mais novas ficam.
Como a água do rio
Que é água sempre nova.
Como cada dia
Que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?
(PAES, José Paulo. Poemas para brincar. São Paulo: Ática, 2011.)
No último verso do poema, o termo “brincar de”, mantendo seu sentido original, pode ser substituído porResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II
CONVITE
Poesia
É brincar com palavras
Como se brinca
Com bola, papagaio, pião.
Só que
Bola, papagaio, pião
De tanto brincar
Se gastam.
As palavras não:
Quanto mais se brinca
Com elas
Mais novas ficam.
Como a água do rio
Que é água sempre nova.
Como cada dia
Que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?
(PAES, José Paulo. Poemas para brincar. São Paulo: Ática, 2011.)
De acordo com o contexto do poema, na segunda estrofe, o termo “Só que” poderia ser trocado, sem alteração do sentido, porResolução comentada
Análise das alternativas
Sítio do Picapau Amarelo é um conjunto de histórias de fantasia escrito pelo autor brasileiro Monteiro Lobato. O cenário principal é o sítio onde vive Dona Benta, uma senhora com mais de sessenta anos, em companhia de sua neta Lúcia, ou Narizinho. A neta Narizinho tem como amiga inseparável uma boneca de pano velho chamada Emília. No decorrer das histórias, Emília começou a falar e a agir como uma criança de verdade. Durante as férias escolares e em outros períodos, Pedrinho, primo de Narizinho, passa temporadas no Sítio do Picapau Amarelo. Juntos, eles desfrutam de várias aventuras com muitos outros personagens, destacando-se o Visconde de Sabugosa, um sábio boneco de sabugo de milho.
TEXTO I
O MÊS DE ABRIL
Era em abril, o mês do dia de anos de Pedrinho e por todos considerado o melhor mês do ano.
Por quê? Porque não é frio nem quente e não é mês das águas e nem de seco ─ tudo na conta
certa! E, por causa disso, inventaram lá no Sítio do Picapau Amarelo uma grande novidade: as
férias de lagarto.
5 ─ Que história é essa?
Uma história muito interessante. Já que o mês de abril é o mais agradável de todos,
escolheram-no para o grande “repouso anual” ─ o mês inteiro sem fazer nada, parados, cochilando
como lagarto ao sol! Sem fazer nada é um modo de dizer, pois que eles ficavam fazendo uma coisa
agradabilíssima: vivendo! Só isso. Aproveitando o prazer de viver...
10 ─ Sim ─ dizia Dona Benta ─ porque a maior parte da vida nós a passamos entretidos em tanta
coisa, a fazer isto e aquilo, a pular daqui para ali, que não temos tempo de aproveitar o prazer de
viver. Vamos vivendo sem prestar atenção na vida e, portanto, sem aproveitar o prazer de viver à
moda dos lagartos. Já repararam como os lagartos ficam horas e horas imóveis ao sol, de olhos
fechados, vivendo, aproveitando o prazer de viver ─ só, sem mistura?
15 E era muito engraçada a organização que davam ao mês de abril lá no sítio. Com antecedência,
resolviam todos os casos que tinham de ser resolvidos, acumulavam coisas de comer das que não
precisam de fogão ─ queijo, fruta, biscoito etc., botavam um letreiro na porteira do sítio:
A família está ausente.
Só volta no mês de maio.
20 E, depois de tudo muito bem arrumado e pensado, caíam no repouso.
Era proibido fazer qualquer coisa. [...] Todos vivendo ─ só isso! Vivendo biologicamente, como
dizia o Visconde.
Mas a necessidade de agitação é muito forte nas crianças, de modo que aqueles “abris de
lagarto” tinham duração curta. Para Emília, a mais irrequieta de todos, duravam no máximo dois
25 dias. Era ela sempre o primeiro lagarto a acordar e correr para o quintal a fim de “desenferrujar as
pernas”. Depois vinha fazer cócegas com uma flor de capim nas ventas de Narizinho e Pedrinho ─ e
esses dois lagartos também se espreguiçavam e iam desenferrujar as pernas.
(LOBATO, Monteiro. O mês de abril. In: ____. Obra infantil completa. Vol. 3. São Paulo: Brasiliense. Adaptado.)
TEXTO II
CONVITE
Poesia
É brincar com palavras
Como se brinca
Com bola, papagaio, pião.
Só que
Bola, papagaio, pião
De tanto brincar
Se gastam.
As palavras não:
Quanto mais se brinca
Com elas
Mais novas ficam.
Como a água do rio
Que é água sempre nova.
Como cada dia
Que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?
(PAES, José Paulo. Poemas para brincar. São Paulo: Ática, 2011.)
Tanto o texto I quanto o II abordam a temática de “brincar”. Eles, portanto, dialogam entre si, porqueResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II
CONVITE
Poesia
É brincar com palavras
Como se brinca
Com bola, papagaio, pião.
Só que
Bola, papagaio, pião
De tanto brincar
Se gastam.
As palavras não:
Quanto mais se brinca
Com elas
Mais novas ficam.
Como a água do rio
Que é água sempre nova.
Como cada dia
Que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?
(PAES, José Paulo. Poemas para brincar. São Paulo: Ática, 2011.)
Na terceira estrofe do poema,
, o verso em destaque sugere o(a)
TEXTO II
CONVITE
Poesia
É brincar com palavras
Como se brinca
Com bola, papagaio, pião.
Só que
Bola, papagaio, pião
De tanto brincar
Se gastam.
As palavras não:
Quanto mais se brinca
Com elas
Mais novas ficam.
Como a água do rio
Que é água sempre nova.
Como cada dia
Que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?
(PAES, José Paulo. Poemas para brincar. São Paulo: Ática, 2011.)
O “convite” expresso no poema é dirigido paraResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III
A REVOLUÇÃO DOS BRINQUEDOS
As brincadeiras modernas estão afetando a infância. Mas isso não é necessariamente ruim.
As crianças de hoje são diferentes das do passado e isso se deve, também, ao que está no
armário de brinquedos. O taco, o pião e as bolinhas de gude vêm cedendo espaço para os
brinquedos de alta tecnologia, entre eles os videogames. Muitos computadores domésticos já
rodam software educativo específico para os pequenos, como programas para bebês a partir de
5 seis meses de idade e conteúdo de internet exclusivo para quem ainda não sabe ler. Os bonecos
modernos das crianças deste século também são dotados de inteligência artificial, o que lhes dá
capacidades incríveis: eles andam sozinhos, sabem contar histórias e até sugerem atividades.
A boa notícia é que, talvez, esses brinquedos modernos não sejam os vilões que muitos
educadores costumavam pintar. Pesquisas recentes mostram que, de fato, jogos eletrônicos e
10 computadores estão afetando as crianças, mas, muitas vezes, para melhor. Especialistas afirmam
que as máquinas podem até virar aliadas de pais e professores. O segredo é saber dosar.
(CASALS, Camila Artoni Pepe. A revolução dos brinquedos. Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT578835-1719,00.html>. Acesso em: 04 set. 2017. Adaptado.)
No trecho
(linhas 5, 6 e 7), a palavra em destaque se refere a
TEXTO III
A REVOLUÇÃO DOS BRINQUEDOS
As brincadeiras modernas estão afetando a infância. Mas isso não é necessariamente ruim.
As crianças de hoje são diferentes das do passado e isso se deve, também, ao que está no
armário de brinquedos. O taco, o pião e as bolinhas de gude vêm cedendo espaço para os
brinquedos de alta tecnologia, entre eles os videogames. Muitos computadores domésticos já
rodam software educativo específico para os pequenos, como programas para bebês a partir de
5 seis meses de idade e conteúdo de internet exclusivo para quem ainda não sabe ler. Os bonecos
modernos das crianças deste século também são dotados de inteligência artificial, o que lhes dá
capacidades incríveis: eles andam sozinhos, sabem contar histórias e até sugerem atividades.
A boa notícia é que, talvez, esses brinquedos modernos não sejam os vilões que muitos
educadores costumavam pintar. Pesquisas recentes mostram que, de fato, jogos eletrônicos e
10 computadores estão afetando as crianças, mas, muitas vezes, para melhor. Especialistas afirmam
que as máquinas podem até virar aliadas de pais e professores. O segredo é saber dosar.
(CASALS, Camila Artoni Pepe. A revolução dos brinquedos. Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT578835-1719,00.html>. Acesso em: 04 set. 2017. Adaptado.)
No texto III, a sinonímia é utilizada para manter a coesão textual em:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III
A REVOLUÇÃO DOS BRINQUEDOS
As brincadeiras modernas estão afetando a infância. Mas isso não é necessariamente ruim.
As crianças de hoje são diferentes das do passado e isso se deve, também, ao que está no
armário de brinquedos. O taco, o pião e as bolinhas de gude vêm cedendo espaço para os
brinquedos de alta tecnologia, entre eles os videogames. Muitos computadores domésticos já
rodam software educativo específico para os pequenos, como programas para bebês a partir de
5 seis meses de idade e conteúdo de internet exclusivo para quem ainda não sabe ler. Os bonecos
modernos das crianças deste século também são dotados de inteligência artificial, o que lhes dá
capacidades incríveis: eles andam sozinhos, sabem contar histórias e até sugerem atividades.
A boa notícia é que, talvez, esses brinquedos modernos não sejam os vilões que muitos
educadores costumavam pintar. Pesquisas recentes mostram que, de fato, jogos eletrônicos e
10 computadores estão afetando as crianças, mas, muitas vezes, para melhor. Especialistas afirmam
que as máquinas podem até virar aliadas de pais e professores. O segredo é saber dosar.
(CASALS, Camila Artoni Pepe. A revolução dos brinquedos. Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT578835-1719,00.html>. Acesso em: 04 set. 2017. Adaptado.)
No trecho
(linhas 9 e 10), o uso das vírgulas se faz com a mesma intenção que a apresentada na alternativa:
TEXTO III
A REVOLUÇÃO DOS BRINQUEDOS
As brincadeiras modernas estão afetando a infância. Mas isso não é necessariamente ruim.
As crianças de hoje são diferentes das do passado e isso se deve, também, ao que está no
armário de brinquedos. O taco, o pião e as bolinhas de gude vêm cedendo espaço para os
brinquedos de alta tecnologia, entre eles os videogames. Muitos computadores domésticos já
rodam software educativo específico para os pequenos, como programas para bebês a partir de
5 seis meses de idade e conteúdo de internet exclusivo para quem ainda não sabe ler. Os bonecos
modernos das crianças deste século também são dotados de inteligência artificial, o que lhes dá
capacidades incríveis: eles andam sozinhos, sabem contar histórias e até sugerem atividades.
A boa notícia é que, talvez, esses brinquedos modernos não sejam os vilões que muitos
educadores costumavam pintar. Pesquisas recentes mostram que, de fato, jogos eletrônicos e
10 computadores estão afetando as crianças, mas, muitas vezes, para melhor. Especialistas afirmam
que as máquinas podem até virar aliadas de pais e professores. O segredo é saber dosar.
(CASALS, Camila Artoni Pepe. A revolução dos brinquedos. Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT578835-1719,00.html>. Acesso em: 04 set. 2017. Adaptado.)
Acerca da temática proposta pelo texto III, pode-se inferir queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III
A REVOLUÇÃO DOS BRINQUEDOS
As brincadeiras modernas estão afetando a infância. Mas isso não é necessariamente ruim.
As crianças de hoje são diferentes das do passado e isso se deve, também, ao que está no
armário de brinquedos. O taco, o pião e as bolinhas de gude vêm cedendo espaço para os
brinquedos de alta tecnologia, entre eles os videogames. Muitos computadores domésticos já
rodam software educativo específico para os pequenos, como programas para bebês a partir de
5 seis meses de idade e conteúdo de internet exclusivo para quem ainda não sabe ler. Os bonecos
modernos das crianças deste século também são dotados de inteligência artificial, o que lhes dá
capacidades incríveis: eles andam sozinhos, sabem contar histórias e até sugerem atividades.
A boa notícia é que, talvez, esses brinquedos modernos não sejam os vilões que muitos
educadores costumavam pintar. Pesquisas recentes mostram que, de fato, jogos eletrônicos e
10 computadores estão afetando as crianças, mas, muitas vezes, para melhor. Especialistas afirmam
que as máquinas podem até virar aliadas de pais e professores. O segredo é saber dosar.
(CASALS, Camila Artoni Pepe. A revolução dos brinquedos. Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT578835-1719,00.html>. Acesso em: 04 set. 2017. Adaptado.)
Uma das justificativas possíveis para o título do texto III, “A revolução dos brinquedos”, encontra-se na sentença:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO IV
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(RODRIGUES, Naiana Roberta Dias. As contribuições dos jogos tradicionais para o desenvolvimento integral da criança. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd168/jogos-tradicionais-para-o-desenvolvimento-integral.htm>. Acesso em: 15 set. 2017. Adaptado.)
O texto IV é composto por dois gráficos. Quando se compara o primeiro gráfico, “Nível de interesse dos alunos por atividades que envolvam os jogos tradicionais”, com o segundo, “Brincadeiras praticadas pelas crianças no intervalo”, percebe-se que o
TEXTO IV
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(RODRIGUES, Naiana Roberta Dias. As contribuições dos jogos tradicionais para o desenvolvimento integral da criança. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd168/jogos-tradicionais-para-o-desenvolvimento-integral.htm>. Acesso em: 15 set. 2017. Adaptado.)
Pela leitura do segundo gráfico do texto IV, “Brincadeiras praticadas pelas crianças no intervalo”, pode-se concluir que
TEXTO III
A REVOLUÇÃO DOS BRINQUEDOS
As brincadeiras modernas estão afetando a infância. Mas isso não é necessariamente ruim.
As crianças de hoje são diferentes das do passado e isso se deve, também, ao que está no
armário de brinquedos. O taco, o pião e as bolinhas de gude vêm cedendo espaço para os
brinquedos de alta tecnologia, entre eles os videogames. Muitos computadores domésticos já
rodam software educativo específico para os pequenos, como programas para bebês a partir de
5 seis meses de idade e conteúdo de internet exclusivo para quem ainda não sabe ler. Os bonecos
modernos das crianças deste século também são dotados de inteligência artificial, o que lhes dá
capacidades incríveis: eles andam sozinhos, sabem contar histórias e até sugerem atividades.
A boa notícia é que, talvez, esses brinquedos modernos não sejam os vilões que muitos
educadores costumavam pintar. Pesquisas recentes mostram que, de fato, jogos eletrônicos e
10 computadores estão afetando as crianças, mas, muitas vezes, para melhor. Especialistas afirmam
que as máquinas podem até virar aliadas de pais e professores. O segredo é saber dosar.
(CASALS, Camila Artoni Pepe. A revolução dos brinquedos. Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT578835-1719,00.html>. Acesso em: 04 set. 2017. Adaptado.)
TEXTO IV
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(RODRIGUES, Naiana Roberta Dias. As contribuições dos jogos tradicionais para o desenvolvimento integral da criança. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd168/jogos-tradicionais-para-o-desenvolvimento-integral.htm>. Acesso em: 15 set. 2017. Adaptado.)
O texto III e o texto IV abordam a prática de brincadeiras de criança na atualidade, mas eles se diferem porque o
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