← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de Juiz de Fora (CMJF) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental 15 questões nesta prova · 14 com gabarito Gabarito disponível Princípio comum: conexão harmoniosa e solidária entre as pessoas. Ambos os textos apresentam o ubuntu como a ideia de que as pessoas existem em relação umas com as outras, com respeito, solidariedade e empatia. A) O que ocorre com um afeta o coletivo. B) O ubuntu é de origem africana, não asiática. D) O texto II diz que a relação se estende aos ancestrais e aos que ainda nascerão. Referência: Textos I e II; comparação de textos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Para muitos, o negrinho representa o bem. O final do texto diz que se acredita que o negrinho virou um “anjo bom” a quem as pessoas recorrem em seus pedidos, representando o bem. A) Quem chicoteou foi o estancieiro, não o negrinho. B) Os adjetivos caracterizam suficientemente o estancieiro. C) A santa aparece apenas no final, não durante toda a narrativa. Referência: Texto III, linhas 45-50. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A ordem cronológica correta é a da alternativa C. Na narrativa, o negrinho trabalha na fazenda, recebe a ordem de pastorear os trinta cavalos num dia frio e, no fim da tarde, com frio e fome, para para descansar e dorme. A alternativa C respeita essa sequência. A) Inverte os fatos: ele dormiu antes de procurar o cavalo, e a santa só aparece após a morte. B) A santa não aparece durante a procura. D) O estancieiro não pede à santa outro negrinho. Referência: Texto III; sequência temporal. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível No texto III há mais de um espaço. No texto III os fatos ocorrem na fazenda/estância e no campo onde o negrinho pastoreia e procura o cavalo. Há, portanto, mais de um espaço. B) O Festival ocorreu em Florianópolis, não na África. C) “Ninguém sabe para onde” indica imprecisão, não precisão. D) O antropólogo esperava transporte até o aeroporto; Florianópolis é onde o relato foi contado, não o destino do voo. Referência: Elementos da narrativa: espaço. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Após a morte do negrinho, o estancieiro pediu perdão e prometeu mudar. O texto diz que o estancieiro se jogou ao chão, implorou perdão e prometeu ser bom e ajudar os necessitados. Isso ocorre depois da morte do negrinho, como afirma a alternativa C. A) O patrão era malvado e não tinha carinho pelo garoto. B) O negrinho obedecia e não é descrito como desobediente. D) O texto relata a promessa de mudança do estancieiro, não afirma que não houve mudança. Referência: Texto III; compreensão textual. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível “Há muitos anos” é só recurso para iniciar a narrativa. A expressão situa a história num tempo indeterminado, como é típico de lendas. É uma estratégia de abertura da narrativa, sem pretensão de discutir escravidão ou preconceito. A) Não há intenção de alertar sobre atitudes preconceituosas. B) Também não se afirma que há escravidão no mundo moderno. D) Também não se discute se ela ainda existe no século XXI. Referência: Texto III; marcadores temporais em narrativas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Narrador em 3ª pessoa, observador. O narrador conta os fatos em 3ª pessoa (“o negrinho”, “o estancieiro”) sem participar da história, sendo observador. A) Narrador-personagem seria 1ª pessoa, o que contradiz a 3ª pessoa. B) O estancieiro é personagem, não narrador. C) O negrinho e a santa são personagens, não narradores. Referência: Foco narrativo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O texto II informa e usa uma narrativa como exemplo. O texto II explica o conceito de ubuntu e, para ilustrá-lo, conta o caso do antropólogo e das crianças, ou seja, uma narrativa como exemplificação. B) A lenda do texto III não tem animais personificados. C) O texto I tem discurso direto e indireto; o III é predominantemente narrado com falas diretas; a afirmação de que os três trazem ambos não se sustenta. D) O texto I não descreve personagens em sociedade semelhante à do texto III. Referência: Gêneros e tipologia textual. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O travessão da linha 25 introduz um resumo (“enfim, tudo aquilo...”). Após enumerar valores (respeito, cortesia, solidariedade...), o travessão introduz “enfim, tudo aquilo que nos torna humanos...”, que sintetiza o que foi dito antes. A) A exclamação “Que malvadeza!” é comentário do narrador, não de todos os personagens. C) As reticências marcam a fala interrompida, não desconhecimento do negrinho. D) As aspas têm funções diversas (citação do relato, tradução, destaque), não só fala de personagem. Referência: Pontuação: travessão e reticências. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível O texto III tem termos coloquiais. No texto III aparecem expressões coloquiais nas falas, como “né?”, “Ops!”, “Coisa nenhuma!” e “deu uma surra daquelas”. Isso confirma a presença de linguagem coloquial. A) Os textos I e II são predominantemente formais. B) “Pra” é forma reduzida e informal, não formal. C) Os termos estrangeiros são poucos (basicamente nomes e “ubuntu”), não inúmeros. Referência: Níveis e variação de linguagem. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Os três textos valorizam solidariedade e respeito. Os textos I e II tratam do ubuntu, que valoriza o respeito e a solidariedade. O texto III mostra a crueldade do patrão e a compaixão que o negrinho passa a inspirar, o que reforça a importância desses valores nas relações humanas. A) O texto III também trata de humanidade, ao mostrar sua ausência no patrão. C) Nenhum dos textos faz do bem material a base da sociedade; no II isso é criticado. D) O antropólogo ficou pasmo com o resultado, logo não o previa. Referência: Textos I, II e III; comparação de textos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Consequência: chegar primeiro leva a ganhar todos os doces. No texto, a criança que chegasse primeiro ao cesto ganharia todos os doces. O segundo fragmento é, portanto, resultado direto do primeiro. A) Chamar as crianças e comprar os doces não têm relação de consequência (a compra veio antes). B) A filosofia Ubuntu não foi criada porque todos se sentem felizes. D) O Ubuntu não depende da criação do individualismo ocidental; opõe-se a ele. Referência: Texto II, linhas 6-9; relações de causa e consequência. Resolução comentada do VaiConcursos. Sem padrão de resposta — pratique a escrita Incluindo o título, o seu texto deverá apresentar, no mínimo, 25 e, no máximo, 30 linhas. Faça uma narrativa em 3ª pessoa. Dê um título.Colégio Militar de Juiz de Fora — Concurso de Admissão 2017/2018 — Língua Portuguesa — 6º ano do Ensino Fundamental — Prova 1
Leia os textos I, II e III e assinale uma única alternativa em cada uma das questões a seguir.
TEXTO I
Ubuntu: a filosofia africana que nutre o conceito de humanidade em sua essência
24 de setembro de 2014
Natália da Luz, Por dentro da África
1 Rio – Uma sociedade sustentada pelos pilares do respeito e da solidariedade faz parte da essência
de ubuntu, filosofia africana que trata da importância das alianças e do relacionamento
das pessoas, umas com as outras. Na tentativa da tradução para o português, ubuntu seria
“humanidade para com os outros”. Uma pessoa com ubuntu tem consciência de que é afetada
5 quando seus semelhantes são diminuídos, oprimidos.
– De ubuntu, as pessoas devem saber que o mundo não é uma ilha: “Eu sou porque nós somos”. Eu
sou humano, e a natureza humana implica compaixão, partilha, respeito, empatia – detalhou em
entrevista exclusiva ao Por dentro da África, Dirk Louw, doutor em Filosofia Africana pela
Universidade de Stellenbosch (África do Sul). (...)
10 – No fundo, este fundamento tradicional africano articula um respeito básico pelos outros. Ele pode
ser interpretado tanto como uma regra de conduta ou ética social. Ele descreve tanto o ser humano
como “ser-com-os-outros” e prescreve que “ser-com-os-outros” deve ser tudo. (...)
Disponível em: «htpp://www.pordentrodaafrica.com» Acesso em 29 de agosto de 2017.
Vocabulário do texto I
pilares: bases
implica: dá a entender
prescreve: determina
TEXTO II
Ubuntu, o que a África tem a nos ensinar
28 de abril de 2015
(...)
1 A jornalista e filósofa Lia Diskin, durante o Festival Mundial da Paz, ocorrido em Florianópolis,
em 2006, contou o seguinte caso de uma tribo na África: “Um antropólogo estava estudando os usos
e costumes da tribo Ubuntu e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o
levaria até o aeroporto de volta pra casa. Como tinha muito tempo ainda até o embarque, ele propôs,
5 então, uma brincadeira para as crianças que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, colocou tudo num cesto bem bonito
com laço de fita e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que,
quando ele dissesse ‘já!’, elas deveriam sair correndo até o cesto e a que chegasse primeiro ganharia
todos os doces que estavam lá dentro.
10 As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram
pelo sinal combinado. Quando ele disse ‘Já!’, instantaneamente todas as crianças se deram as mãos
e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces
entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma
15 só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces. Elas simplesmente
responderam:
– Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?”
Ele ficou pasmo. Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo e ainda não havia
compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição,
20 certo?
Ubuntu significa: “Eu sou porque nós somos” ou, em outras palavras, “Eu só existo porque nós
existimos”.
“Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?” A resposta
singela da criança é profunda e vital, pois está carregada de valores como respeito, cortesia,
25 solidariedade, compaixão, generosidade, confiança – enfim, tudo aquilo que nos torna humanos e
garante uma convivência harmoniosa em sociedade.
Ubuntu exprime a consciência da relação entre o indivíduo e a comunidade. É, ao mesmo
tempo, um conceito moral, uma filosofia e um modo de viver que se opõe ao narcisismo e ao
individualismo tão comuns em nossa sociedade ocidental capitalista. Enquanto a ideia europeia sobre
30 a natureza humana baseia-se na ideia de liberdade, de que os indivíduos têm o poder da livre
escolha, a ideia africana do ubuntu repousa sobre a ideia da comunidade, de que pessoas dependem
de outras pessoas para serem pessoas.
Segundo o espírito de ubuntu, as pessoas não devem levar vantagem pessoal em detrimento
do bem-estar do grupo. Para que uma pessoa seja feliz será preciso que todas do grupo se sintam
35 felizes. Estamos conectados uns com os outros e essa relação estende-se aos ancestrais e aos que
ainda nascerão.
Disponível em: «http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/ubuntu-o-que-a-africa-tem-a-nos-ensinar/» Acesso em 29 de agosto de 2017.
Vocabulário do texto II
antropólogo: aquele que estuda sobre o ser humano
narcisismo: amor excessivo a si mesmo
detrimento: prejuízo
Tendo em vista os textos I e II, pode-se afirmar que:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia os textos I, II e III e assinale uma única alternativa em cada uma das questões a seguir.
TEXTO III
Negrinho do pastoreio
1 Há muitos anos, no tempo da escravidão, trabalhava em uma grande fazenda no Rio
Grande do Sul um negrinho miúdo e fraquinho, mas muito habilidoso. O seu patrão era um homem
malvado e obrigava o garoto a fazer todo tipo de trabalho.
Certa vez, no inverno, num frio de rachar, ele mandou o garoto pastorear seus trinta
5 cavalos. Mas avisou que tivesse atenção especial com o cavalo baio, que era o mais valioso da
fazenda.
O negrinho passou o dia todo bem longe da estância, pastoreando os animais. No
caminho de volta, no final da tarde, com muito frio e fome, resolveu parar um pouquinho para
descansar e ... acabou dormindo.
10 Quando o menino acordou, ficou assustado: raios riscavam o céu, anunciando uma grande
tempestade, e os cavalos tinham fugido. Com dificuldade, debaixo de muita chuva, conseguiu reuni-
los e, para ter certeza de que estavam todos ali, começou a contar:
– 1, 2, 3, 4... 29...29?! Ops! Está faltando um! E é o cavalo baio!
O negrinho procurou o cavalo fugitivo por muito tempo, mas não o encontrou. Então,
15 resolveu levar os outros 29 de volta para a estância. Já imaginou se mais algum se perdesse?
Chegando lá, o estancieiro logo notou a ausência de seu valioso cavalo baio e ficou
furioso:
– O que você fez com o baio? Ah, provavelmente vendeu o cavalo por uns míseros
trocados, né? Seu ladrãozinho barato! Mas você vai trazê-lo de volta!
20 Em seguida, pegou o chicote e deu uma surra daquelas no pobre menino.
Debaixo de chuva, e com muito medo e chorando, o menino saiu à procura do animal. Já
era madrugada quando encontrou o baio pastando. Ele o laçou, mas o nó se desfez e o cavalo fugiu
novamente.
Quando chegou à fazenda sem ter conseguido capturar o animal, o negrinho foi
25 recepcionado com a fúria do seu malvado patrão.
– Onde está o cavalo?
– Eu encontrei o baio pastando, cheguei a laçá-lo, mas...
– Mas o quê, garoto?
– Mas não consegui segurar o laço e ele escapou de novo. Eu trago ele de volta amanhã,
30 senhor.
– Amanhã? Coisa nenhuma! Você está mentindo e será castigado.
O homem cruel bateu muito no garoto. Depois, o amarrou num tronco e o colocou sobre
um formigueiro. Que malvadeza! O negrinho chorou muito e, depois de sofrer a noite inteira, deu um
suspiro e morreu.
35 No dia seguinte, o fazendeiro acordou e foi olhar o negrinho. O menino estava lá, em pé,
sem nenhum arranhão ou cicatriz das chicotadas nem marcas de picadas de formiga. Ao seu lado, a
imagem de uma santa e, mais adiante, o baio e os outros 29 cavalos.
Então, o estancieiro se jogou ao chão e implorou ao negrinho e à santa:
– Perdoem-me! Perdoem-me! Eu prometo mudar... Prometo ser bom e ajudar aos
40 necessitados... Prometo tudo o que quiserem.
Sem dizer uma palavra, o negrinho montou no cavalo baio e partiu, ninguém sabe para
onde.
Os comentários sobre a morte do pequeno escravo logo se espalharam pela região e as
pessoas começaram a acender velas pela alma do bom negrinho.
45 Desde então, muitos recorrem a ele quando precisam de ajuda. É comum, por exemplo,
ouvir histórias de gente que fez algum pedido e foi atendido.
E tem mais! Tropeiros e peões, que viajam à noite, relatam aos seus amigos e familiares
terem visto o negrinho cavalgando, passeando pelos Pampas.
Na tradição gaúcha, acredita-se que o negrinho do pastoreio se tornou uma espécie de
50 anjo bom; e as pessoas pedem sua ajuda quando precisam encontrar objetos perdidos.
SOUSA, Mauricio de. Lendas Brasileiras. São Paulo: Ed. Mauricio de Sousa, 2009, p. 121-136.
Vocabulário do texto III
baio: castanho, que tem a cor do ouro
estancieiro: proprietário de fazenda
No que diz respeito ao texto III, pode-se dizer que:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia os textos I, II e III e assinale uma única alternativa em cada uma das questões a seguir.
TEXTO III
Negrinho do pastoreio
1 Há muitos anos, no tempo da escravidão, trabalhava em uma grande fazenda no Rio
Grande do Sul um negrinho miúdo e fraquinho, mas muito habilidoso. O seu patrão era um homem
malvado e obrigava o garoto a fazer todo tipo de trabalho.
Certa vez, no inverno, num frio de rachar, ele mandou o garoto pastorear seus trinta
5 cavalos. Mas avisou que tivesse atenção especial com o cavalo baio, que era o mais valioso da
fazenda.
O negrinho passou o dia todo bem longe da estância, pastoreando os animais. No
caminho de volta, no final da tarde, com muito frio e fome, resolveu parar um pouquinho para
descansar e ... acabou dormindo.
10 Quando o menino acordou, ficou assustado: raios riscavam o céu, anunciando uma grande
tempestade, e os cavalos tinham fugido. Com dificuldade, debaixo de muita chuva, conseguiu reuni-
los e, para ter certeza de que estavam todos ali, começou a contar:
– 1, 2, 3, 4... 29...29?! Ops! Está faltando um! E é o cavalo baio!
O negrinho procurou o cavalo fugitivo por muito tempo, mas não o encontrou. Então,
15 resolveu levar os outros 29 de volta para a estância. Já imaginou se mais algum se perdesse?
Chegando lá, o estancieiro logo notou a ausência de seu valioso cavalo baio e ficou
furioso:
– O que você fez com o baio? Ah, provavelmente vendeu o cavalo por uns míseros
trocados, né? Seu ladrãozinho barato! Mas você vai trazê-lo de volta!
20 Em seguida, pegou o chicote e deu uma surra daquelas no pobre menino.
Debaixo de chuva, e com muito medo e chorando, o menino saiu à procura do animal. Já
era madrugada quando encontrou o baio pastando. Ele o laçou, mas o nó se desfez e o cavalo fugiu
novamente.
Quando chegou à fazenda sem ter conseguido capturar o animal, o negrinho foi
25 recepcionado com a fúria do seu malvado patrão.
– Onde está o cavalo?
– Eu encontrei o baio pastando, cheguei a laçá-lo, mas...
– Mas o quê, garoto?
– Mas não consegui segurar o laço e ele escapou de novo. Eu trago ele de volta amanhã,
30 senhor.
– Amanhã? Coisa nenhuma! Você está mentindo e será castigado.
O homem cruel bateu muito no garoto. Depois, o amarrou num tronco e o colocou sobre
um formigueiro. Que malvadeza! O negrinho chorou muito e, depois de sofrer a noite inteira, deu um
suspiro e morreu.
35 No dia seguinte, o fazendeiro acordou e foi olhar o negrinho. O menino estava lá, em pé,
sem nenhum arranhão ou cicatriz das chicotadas nem marcas de picadas de formiga. Ao seu lado, a
imagem de uma santa e, mais adiante, o baio e os outros 29 cavalos.
Então, o estancieiro se jogou ao chão e implorou ao negrinho e à santa:
– Perdoem-me! Perdoem-me! Eu prometo mudar... Prometo ser bom e ajudar aos
40 necessitados... Prometo tudo o que quiserem.
Sem dizer uma palavra, o negrinho montou no cavalo baio e partiu, ninguém sabe para
onde.
Os comentários sobre a morte do pequeno escravo logo se espalharam pela região e as
pessoas começaram a acender velas pela alma do bom negrinho.
45 Desde então, muitos recorrem a ele quando precisam de ajuda. É comum, por exemplo,
ouvir histórias de gente que fez algum pedido e foi atendido.
E tem mais! Tropeiros e peões, que viajam à noite, relatam aos seus amigos e familiares
terem visto o negrinho cavalgando, passeando pelos Pampas.
Na tradição gaúcha, acredita-se que o negrinho do pastoreio se tornou uma espécie de
50 anjo bom; e as pessoas pedem sua ajuda quando precisam encontrar objetos perdidos.
SOUSA, Mauricio de. Lendas Brasileiras. São Paulo: Ed. Mauricio de Sousa, 2009, p. 121-136.
Vocabulário do texto III
baio: castanho, que tem a cor do ouro
estancieiro: proprietário de fazenda
Marque a alternativa em que os fatos narrados seguem a ordem cronológica (sequência temporal) presente no texto III.Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia os textos I, II e III e assinale uma única alternativa em cada uma das questões a seguir.
TEXTO II
Ubuntu, o que a África tem a nos ensinar
28 de abril de 2015
(...)
1 A jornalista e filósofa Lia Diskin, durante o Festival Mundial da Paz, ocorrido em Florianópolis,
em 2006, contou o seguinte caso de uma tribo na África: “Um antropólogo estava estudando os usos
e costumes da tribo Ubuntu e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o
levaria até o aeroporto de volta pra casa. Como tinha muito tempo ainda até o embarque, ele propôs,
5 então, uma brincadeira para as crianças que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, colocou tudo num cesto bem bonito
com laço de fita e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que,
quando ele dissesse ‘já!’, elas deveriam sair correndo até o cesto e a que chegasse primeiro ganharia
todos os doces que estavam lá dentro.
10 As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram
pelo sinal combinado. Quando ele disse ‘Já!’, instantaneamente todas as crianças se deram as mãos
e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces
entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma
15 só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces. Elas simplesmente
responderam:
– Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?”
Ele ficou pasmo. Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo e ainda não havia
compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição,
20 certo?
Ubuntu significa: “Eu sou porque nós somos” ou, em outras palavras, “Eu só existo porque nós
existimos”.
“Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?” A resposta
singela da criança é profunda e vital, pois está carregada de valores como respeito, cortesia,
25 solidariedade, compaixão, generosidade, confiança – enfim, tudo aquilo que nos torna humanos e
garante uma convivência harmoniosa em sociedade.
Ubuntu exprime a consciência da relação entre o indivíduo e a comunidade. É, ao mesmo
tempo, um conceito moral, uma filosofia e um modo de viver que se opõe ao narcisismo e ao
individualismo tão comuns em nossa sociedade ocidental capitalista. Enquanto a ideia europeia sobre
30 a natureza humana baseia-se na ideia de liberdade, de que os indivíduos têm o poder da livre
escolha, a ideia africana do ubuntu repousa sobre a ideia da comunidade, de que pessoas dependem
de outras pessoas para serem pessoas.
Segundo o espírito de ubuntu, as pessoas não devem levar vantagem pessoal em detrimento
do bem-estar do grupo. Para que uma pessoa seja feliz será preciso que todas do grupo se sintam
35 felizes. Estamos conectados uns com os outros e essa relação estende-se aos ancestrais e aos que
ainda nascerão.
Disponível em: «http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/ubuntu-o-que-a-africa-tem-a-nos-ensinar/» Acesso em 29 de agosto de 2017.
Vocabulário do texto II
antropólogo: aquele que estuda sobre o ser humano
narcisismo: amor excessivo a si mesmo
detrimento: prejuízo
TEXTO III
Negrinho do pastoreio
1 Há muitos anos, no tempo da escravidão, trabalhava em uma grande fazenda no Rio
Grande do Sul um negrinho miúdo e fraquinho, mas muito habilidoso. O seu patrão era um homem
malvado e obrigava o garoto a fazer todo tipo de trabalho.
Certa vez, no inverno, num frio de rachar, ele mandou o garoto pastorear seus trinta
5 cavalos. Mas avisou que tivesse atenção especial com o cavalo baio, que era o mais valioso da
fazenda.
O negrinho passou o dia todo bem longe da estância, pastoreando os animais. No
caminho de volta, no final da tarde, com muito frio e fome, resolveu parar um pouquinho para
descansar e ... acabou dormindo.
10 Quando o menino acordou, ficou assustado: raios riscavam o céu, anunciando uma grande
tempestade, e os cavalos tinham fugido. Com dificuldade, debaixo de muita chuva, conseguiu reuni-
los e, para ter certeza de que estavam todos ali, começou a contar:
– 1, 2, 3, 4... 29...29?! Ops! Está faltando um! E é o cavalo baio!
O negrinho procurou o cavalo fugitivo por muito tempo, mas não o encontrou. Então,
15 resolveu levar os outros 29 de volta para a estância. Já imaginou se mais algum se perdesse?
Chegando lá, o estancieiro logo notou a ausência de seu valioso cavalo baio e ficou
furioso:
– O que você fez com o baio? Ah, provavelmente vendeu o cavalo por uns míseros
trocados, né? Seu ladrãozinho barato! Mas você vai trazê-lo de volta!
20 Em seguida, pegou o chicote e deu uma surra daquelas no pobre menino.
Debaixo de chuva, e com muito medo e chorando, o menino saiu à procura do animal. Já
era madrugada quando encontrou o baio pastando. Ele o laçou, mas o nó se desfez e o cavalo fugiu
novamente.
Quando chegou à fazenda sem ter conseguido capturar o animal, o negrinho foi
25 recepcionado com a fúria do seu malvado patrão.
– Onde está o cavalo?
– Eu encontrei o baio pastando, cheguei a laçá-lo, mas...
– Mas o quê, garoto?
– Mas não consegui segurar o laço e ele escapou de novo. Eu trago ele de volta amanhã,
30 senhor.
– Amanhã? Coisa nenhuma! Você está mentindo e será castigado.
O homem cruel bateu muito no garoto. Depois, o amarrou num tronco e o colocou sobre
um formigueiro. Que malvadeza! O negrinho chorou muito e, depois de sofrer a noite inteira, deu um
suspiro e morreu.
35 No dia seguinte, o fazendeiro acordou e foi olhar o negrinho. O menino estava lá, em pé,
sem nenhum arranhão ou cicatriz das chicotadas nem marcas de picadas de formiga. Ao seu lado, a
imagem de uma santa e, mais adiante, o baio e os outros 29 cavalos.
Então, o estancieiro se jogou ao chão e implorou ao negrinho e à santa:
– Perdoem-me! Perdoem-me! Eu prometo mudar... Prometo ser bom e ajudar aos
40 necessitados... Prometo tudo o que quiserem.
Sem dizer uma palavra, o negrinho montou no cavalo baio e partiu, ninguém sabe para
onde.
Os comentários sobre a morte do pequeno escravo logo se espalharam pela região e as
pessoas começaram a acender velas pela alma do bom negrinho.
45 Desde então, muitos recorrem a ele quando precisam de ajuda. É comum, por exemplo,
ouvir histórias de gente que fez algum pedido e foi atendido.
E tem mais! Tropeiros e peões, que viajam à noite, relatam aos seus amigos e familiares
terem visto o negrinho cavalgando, passeando pelos Pampas.
Na tradição gaúcha, acredita-se que o negrinho do pastoreio se tornou uma espécie de
50 anjo bom; e as pessoas pedem sua ajuda quando precisam encontrar objetos perdidos.
SOUSA, Mauricio de. Lendas Brasileiras. São Paulo: Ed. Mauricio de Sousa, 2009, p. 121-136.
Vocabulário do texto III
baio: castanho, que tem a cor do ouro
estancieiro: proprietário de fazenda
Nos textos II e III, no que diz respeito ao espaço geográfico, ou seja, ao local onde se passa a narrativa, pode-se dizer que:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia os textos I, II e III e assinale uma única alternativa em cada uma das questões a seguir.
TEXTO III
Negrinho do pastoreio
1 Há muitos anos, no tempo da escravidão, trabalhava em uma grande fazenda no Rio
Grande do Sul um negrinho miúdo e fraquinho, mas muito habilidoso. O seu patrão era um homem
malvado e obrigava o garoto a fazer todo tipo de trabalho.
Certa vez, no inverno, num frio de rachar, ele mandou o garoto pastorear seus trinta
5 cavalos. Mas avisou que tivesse atenção especial com o cavalo baio, que era o mais valioso da
fazenda.
O negrinho passou o dia todo bem longe da estância, pastoreando os animais. No
caminho de volta, no final da tarde, com muito frio e fome, resolveu parar um pouquinho para
descansar e ... acabou dormindo.
10 Quando o menino acordou, ficou assustado: raios riscavam o céu, anunciando uma grande
tempestade, e os cavalos tinham fugido. Com dificuldade, debaixo de muita chuva, conseguiu reuni-
los e, para ter certeza de que estavam todos ali, começou a contar:
– 1, 2, 3, 4... 29...29?! Ops! Está faltando um! E é o cavalo baio!
O negrinho procurou o cavalo fugitivo por muito tempo, mas não o encontrou. Então,
15 resolveu levar os outros 29 de volta para a estância. Já imaginou se mais algum se perdesse?
Chegando lá, o estancieiro logo notou a ausência de seu valioso cavalo baio e ficou
furioso:
– O que você fez com o baio? Ah, provavelmente vendeu o cavalo por uns míseros
trocados, né? Seu ladrãozinho barato! Mas você vai trazê-lo de volta!
20 Em seguida, pegou o chicote e deu uma surra daquelas no pobre menino.
Debaixo de chuva, e com muito medo e chorando, o menino saiu à procura do animal. Já
era madrugada quando encontrou o baio pastando. Ele o laçou, mas o nó se desfez e o cavalo fugiu
novamente.
Quando chegou à fazenda sem ter conseguido capturar o animal, o negrinho foi
25 recepcionado com a fúria do seu malvado patrão.
– Onde está o cavalo?
– Eu encontrei o baio pastando, cheguei a laçá-lo, mas...
– Mas o quê, garoto?
– Mas não consegui segurar o laço e ele escapou de novo. Eu trago ele de volta amanhã,
30 senhor.
– Amanhã? Coisa nenhuma! Você está mentindo e será castigado.
O homem cruel bateu muito no garoto. Depois, o amarrou num tronco e o colocou sobre
um formigueiro. Que malvadeza! O negrinho chorou muito e, depois de sofrer a noite inteira, deu um
suspiro e morreu.
35 No dia seguinte, o fazendeiro acordou e foi olhar o negrinho. O menino estava lá, em pé,
sem nenhum arranhão ou cicatriz das chicotadas nem marcas de picadas de formiga. Ao seu lado, a
imagem de uma santa e, mais adiante, o baio e os outros 29 cavalos.
Então, o estancieiro se jogou ao chão e implorou ao negrinho e à santa:
– Perdoem-me! Perdoem-me! Eu prometo mudar... Prometo ser bom e ajudar aos
40 necessitados... Prometo tudo o que quiserem.
Sem dizer uma palavra, o negrinho montou no cavalo baio e partiu, ninguém sabe para
onde.
Os comentários sobre a morte do pequeno escravo logo se espalharam pela região e as
pessoas começaram a acender velas pela alma do bom negrinho.
45 Desde então, muitos recorrem a ele quando precisam de ajuda. É comum, por exemplo,
ouvir histórias de gente que fez algum pedido e foi atendido.
E tem mais! Tropeiros e peões, que viajam à noite, relatam aos seus amigos e familiares
terem visto o negrinho cavalgando, passeando pelos Pampas.
Na tradição gaúcha, acredita-se que o negrinho do pastoreio se tornou uma espécie de
50 anjo bom; e as pessoas pedem sua ajuda quando precisam encontrar objetos perdidos.
SOUSA, Mauricio de. Lendas Brasileiras. São Paulo: Ed. Mauricio de Sousa, 2009, p. 121-136.
Vocabulário do texto III
baio: castanho, que tem a cor do ouro
estancieiro: proprietário de fazenda
Considerando a leitura realizada do texto III, assinale a alternativa correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia os textos I, II e III e assinale uma única alternativa em cada uma das questões a seguir.
TEXTO III
Negrinho do pastoreio
1 Há muitos anos, no tempo da escravidão, trabalhava em uma grande fazenda no Rio
Grande do Sul um negrinho miúdo e fraquinho, mas muito habilidoso. O seu patrão era um homem
malvado e obrigava o garoto a fazer todo tipo de trabalho.
Certa vez, no inverno, num frio de rachar, ele mandou o garoto pastorear seus trinta
5 cavalos. Mas avisou que tivesse atenção especial com o cavalo baio, que era o mais valioso da
fazenda.
O negrinho passou o dia todo bem longe da estância, pastoreando os animais. No
caminho de volta, no final da tarde, com muito frio e fome, resolveu parar um pouquinho para
descansar e ... acabou dormindo.
10 Quando o menino acordou, ficou assustado: raios riscavam o céu, anunciando uma grande
tempestade, e os cavalos tinham fugido. Com dificuldade, debaixo de muita chuva, conseguiu reuni-
los e, para ter certeza de que estavam todos ali, começou a contar:
– 1, 2, 3, 4... 29...29?! Ops! Está faltando um! E é o cavalo baio!
O negrinho procurou o cavalo fugitivo por muito tempo, mas não o encontrou. Então,
15 resolveu levar os outros 29 de volta para a estância. Já imaginou se mais algum se perdesse?
Chegando lá, o estancieiro logo notou a ausência de seu valioso cavalo baio e ficou
furioso:
– O que você fez com o baio? Ah, provavelmente vendeu o cavalo por uns míseros
trocados, né? Seu ladrãozinho barato! Mas você vai trazê-lo de volta!
20 Em seguida, pegou o chicote e deu uma surra daquelas no pobre menino.
Debaixo de chuva, e com muito medo e chorando, o menino saiu à procura do animal. Já
era madrugada quando encontrou o baio pastando. Ele o laçou, mas o nó se desfez e o cavalo fugiu
novamente.
Quando chegou à fazenda sem ter conseguido capturar o animal, o negrinho foi
25 recepcionado com a fúria do seu malvado patrão.
– Onde está o cavalo?
– Eu encontrei o baio pastando, cheguei a laçá-lo, mas...
– Mas o quê, garoto?
– Mas não consegui segurar o laço e ele escapou de novo. Eu trago ele de volta amanhã,
30 senhor.
– Amanhã? Coisa nenhuma! Você está mentindo e será castigado.
O homem cruel bateu muito no garoto. Depois, o amarrou num tronco e o colocou sobre
um formigueiro. Que malvadeza! O negrinho chorou muito e, depois de sofrer a noite inteira, deu um
suspiro e morreu.
35 No dia seguinte, o fazendeiro acordou e foi olhar o negrinho. O menino estava lá, em pé,
sem nenhum arranhão ou cicatriz das chicotadas nem marcas de picadas de formiga. Ao seu lado, a
imagem de uma santa e, mais adiante, o baio e os outros 29 cavalos.
Então, o estancieiro se jogou ao chão e implorou ao negrinho e à santa:
– Perdoem-me! Perdoem-me! Eu prometo mudar... Prometo ser bom e ajudar aos
40 necessitados... Prometo tudo o que quiserem.
Sem dizer uma palavra, o negrinho montou no cavalo baio e partiu, ninguém sabe para
onde.
Os comentários sobre a morte do pequeno escravo logo se espalharam pela região e as
pessoas começaram a acender velas pela alma do bom negrinho.
45 Desde então, muitos recorrem a ele quando precisam de ajuda. É comum, por exemplo,
ouvir histórias de gente que fez algum pedido e foi atendido.
E tem mais! Tropeiros e peões, que viajam à noite, relatam aos seus amigos e familiares
terem visto o negrinho cavalgando, passeando pelos Pampas.
Na tradição gaúcha, acredita-se que o negrinho do pastoreio se tornou uma espécie de
50 anjo bom; e as pessoas pedem sua ajuda quando precisam encontrar objetos perdidos.
SOUSA, Mauricio de. Lendas Brasileiras. São Paulo: Ed. Mauricio de Sousa, 2009, p. 121-136.
Vocabulário do texto III
baio: castanho, que tem a cor do ouro
estancieiro: proprietário de fazenda
O texto III inicia-se da seguinte forma: “Há muitos anos...”. Analisando atentamente esse fragmento textual, pode-se afirmar que:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia os textos I, II e III e assinale uma única alternativa em cada uma das questões a seguir.
TEXTO III
Negrinho do pastoreio
1 Há muitos anos, no tempo da escravidão, trabalhava em uma grande fazenda no Rio
Grande do Sul um negrinho miúdo e fraquinho, mas muito habilidoso. O seu patrão era um homem
malvado e obrigava o garoto a fazer todo tipo de trabalho.
Certa vez, no inverno, num frio de rachar, ele mandou o garoto pastorear seus trinta
5 cavalos. Mas avisou que tivesse atenção especial com o cavalo baio, que era o mais valioso da
fazenda.
O negrinho passou o dia todo bem longe da estância, pastoreando os animais. No
caminho de volta, no final da tarde, com muito frio e fome, resolveu parar um pouquinho para
descansar e ... acabou dormindo.
10 Quando o menino acordou, ficou assustado: raios riscavam o céu, anunciando uma grande
tempestade, e os cavalos tinham fugido. Com dificuldade, debaixo de muita chuva, conseguiu reuni-
los e, para ter certeza de que estavam todos ali, começou a contar:
– 1, 2, 3, 4... 29...29?! Ops! Está faltando um! E é o cavalo baio!
O negrinho procurou o cavalo fugitivo por muito tempo, mas não o encontrou. Então,
15 resolveu levar os outros 29 de volta para a estância. Já imaginou se mais algum se perdesse?
Chegando lá, o estancieiro logo notou a ausência de seu valioso cavalo baio e ficou
furioso:
– O que você fez com o baio? Ah, provavelmente vendeu o cavalo por uns míseros
trocados, né? Seu ladrãozinho barato! Mas você vai trazê-lo de volta!
20 Em seguida, pegou o chicote e deu uma surra daquelas no pobre menino.
Debaixo de chuva, e com muito medo e chorando, o menino saiu à procura do animal. Já
era madrugada quando encontrou o baio pastando. Ele o laçou, mas o nó se desfez e o cavalo fugiu
novamente.
Quando chegou à fazenda sem ter conseguido capturar o animal, o negrinho foi
25 recepcionado com a fúria do seu malvado patrão.
– Onde está o cavalo?
– Eu encontrei o baio pastando, cheguei a laçá-lo, mas...
– Mas o quê, garoto?
– Mas não consegui segurar o laço e ele escapou de novo. Eu trago ele de volta amanhã,
30 senhor.
– Amanhã? Coisa nenhuma! Você está mentindo e será castigado.
O homem cruel bateu muito no garoto. Depois, o amarrou num tronco e o colocou sobre
um formigueiro. Que malvadeza! O negrinho chorou muito e, depois de sofrer a noite inteira, deu um
suspiro e morreu.
35 No dia seguinte, o fazendeiro acordou e foi olhar o negrinho. O menino estava lá, em pé,
sem nenhum arranhão ou cicatriz das chicotadas nem marcas de picadas de formiga. Ao seu lado, a
imagem de uma santa e, mais adiante, o baio e os outros 29 cavalos.
Então, o estancieiro se jogou ao chão e implorou ao negrinho e à santa:
– Perdoem-me! Perdoem-me! Eu prometo mudar... Prometo ser bom e ajudar aos
40 necessitados... Prometo tudo o que quiserem.
Sem dizer uma palavra, o negrinho montou no cavalo baio e partiu, ninguém sabe para
onde.
Os comentários sobre a morte do pequeno escravo logo se espalharam pela região e as
pessoas começaram a acender velas pela alma do bom negrinho.
45 Desde então, muitos recorrem a ele quando precisam de ajuda. É comum, por exemplo,
ouvir histórias de gente que fez algum pedido e foi atendido.
E tem mais! Tropeiros e peões, que viajam à noite, relatam aos seus amigos e familiares
terem visto o negrinho cavalgando, passeando pelos Pampas.
Na tradição gaúcha, acredita-se que o negrinho do pastoreio se tornou uma espécie de
50 anjo bom; e as pessoas pedem sua ajuda quando precisam encontrar objetos perdidos.
SOUSA, Mauricio de. Lendas Brasileiras. São Paulo: Ed. Mauricio de Sousa, 2009, p. 121-136.
Vocabulário do texto III
baio: castanho, que tem a cor do ouro
estancieiro: proprietário de fazenda
No que diz respeito ao foco narrativo do texto III, pode-se dizer que:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia os textos I, II e III e assinale uma única alternativa em cada uma das questões a seguir.
TEXTO I
Ubuntu: a filosofia africana que nutre o conceito de humanidade em sua essência
24 de setembro de 2014
Natália da Luz, Por dentro da África
1 Rio – Uma sociedade sustentada pelos pilares do respeito e da solidariedade faz parte da essência
de ubuntu, filosofia africana que trata da importância das alianças e do relacionamento
das pessoas, umas com as outras. Na tentativa da tradução para o português, ubuntu seria
“humanidade para com os outros”. Uma pessoa com ubuntu tem consciência de que é afetada
5 quando seus semelhantes são diminuídos, oprimidos.
– De ubuntu, as pessoas devem saber que o mundo não é uma ilha: “Eu sou porque nós somos”. Eu
sou humano, e a natureza humana implica compaixão, partilha, respeito, empatia – detalhou em
entrevista exclusiva ao Por dentro da África, Dirk Louw, doutor em Filosofia Africana pela
Universidade de Stellenbosch (África do Sul). (...)
10 – No fundo, este fundamento tradicional africano articula um respeito básico pelos outros. Ele pode
ser interpretado tanto como uma regra de conduta ou ética social. Ele descreve tanto o ser humano
como “ser-com-os-outros” e prescreve que “ser-com-os-outros” deve ser tudo. (...)
Disponível em: «htpp://www.pordentrodaafrica.com» Acesso em 29 de agosto de 2017.
Vocabulário do texto I
pilares: bases
implica: dá a entender
prescreve: determina
TEXTO II
Ubuntu, o que a África tem a nos ensinar
28 de abril de 2015
(...)
1 A jornalista e filósofa Lia Diskin, durante o Festival Mundial da Paz, ocorrido em Florianópolis,
em 2006, contou o seguinte caso de uma tribo na África: “Um antropólogo estava estudando os usos
e costumes da tribo Ubuntu e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o
levaria até o aeroporto de volta pra casa. Como tinha muito tempo ainda até o embarque, ele propôs,
5 então, uma brincadeira para as crianças que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, colocou tudo num cesto bem bonito
com laço de fita e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que,
quando ele dissesse ‘já!’, elas deveriam sair correndo até o cesto e a que chegasse primeiro ganharia
todos os doces que estavam lá dentro.
10 As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram
pelo sinal combinado. Quando ele disse ‘Já!’, instantaneamente todas as crianças se deram as mãos
e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces
entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma
15 só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces. Elas simplesmente
responderam:
– Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?”
Ele ficou pasmo. Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo e ainda não havia
compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição,
20 certo?
Ubuntu significa: “Eu sou porque nós somos” ou, em outras palavras, “Eu só existo porque nós
existimos”.
“Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?” A resposta
singela da criança é profunda e vital, pois está carregada de valores como respeito, cortesia,
25 solidariedade, compaixão, generosidade, confiança – enfim, tudo aquilo que nos torna humanos e
garante uma convivência harmoniosa em sociedade.
Ubuntu exprime a consciência da relação entre o indivíduo e a comunidade. É, ao mesmo
tempo, um conceito moral, uma filosofia e um modo de viver que se opõe ao narcisismo e ao
individualismo tão comuns em nossa sociedade ocidental capitalista. Enquanto a ideia europeia sobre
30 a natureza humana baseia-se na ideia de liberdade, de que os indivíduos têm o poder da livre
escolha, a ideia africana do ubuntu repousa sobre a ideia da comunidade, de que pessoas dependem
de outras pessoas para serem pessoas.
Segundo o espírito de ubuntu, as pessoas não devem levar vantagem pessoal em detrimento
do bem-estar do grupo. Para que uma pessoa seja feliz será preciso que todas do grupo se sintam
35 felizes. Estamos conectados uns com os outros e essa relação estende-se aos ancestrais e aos que
ainda nascerão.
Disponível em: «http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/ubuntu-o-que-a-africa-tem-a-nos-ensinar/» Acesso em 29 de agosto de 2017.
Vocabulário do texto II
antropólogo: aquele que estuda sobre o ser humano
narcisismo: amor excessivo a si mesmo
detrimento: prejuízo
TEXTO III
Negrinho do pastoreio
1 Há muitos anos, no tempo da escravidão, trabalhava em uma grande fazenda no Rio
Grande do Sul um negrinho miúdo e fraquinho, mas muito habilidoso. O seu patrão era um homem
malvado e obrigava o garoto a fazer todo tipo de trabalho.
Certa vez, no inverno, num frio de rachar, ele mandou o garoto pastorear seus trinta
5 cavalos. Mas avisou que tivesse atenção especial com o cavalo baio, que era o mais valioso da
fazenda.
O negrinho passou o dia todo bem longe da estância, pastoreando os animais. No
caminho de volta, no final da tarde, com muito frio e fome, resolveu parar um pouquinho para
descansar e ... acabou dormindo.
10 Quando o menino acordou, ficou assustado: raios riscavam o céu, anunciando uma grande
tempestade, e os cavalos tinham fugido. Com dificuldade, debaixo de muita chuva, conseguiu reuni-
los e, para ter certeza de que estavam todos ali, começou a contar:
– 1, 2, 3, 4... 29...29?! Ops! Está faltando um! E é o cavalo baio!
O negrinho procurou o cavalo fugitivo por muito tempo, mas não o encontrou. Então,
15 resolveu levar os outros 29 de volta para a estância. Já imaginou se mais algum se perdesse?
Chegando lá, o estancieiro logo notou a ausência de seu valioso cavalo baio e ficou
furioso:
– O que você fez com o baio? Ah, provavelmente vendeu o cavalo por uns míseros
trocados, né? Seu ladrãozinho barato! Mas você vai trazê-lo de volta!
20 Em seguida, pegou o chicote e deu uma surra daquelas no pobre menino.
Debaixo de chuva, e com muito medo e chorando, o menino saiu à procura do animal. Já
era madrugada quando encontrou o baio pastando. Ele o laçou, mas o nó se desfez e o cavalo fugiu
novamente.
Quando chegou à fazenda sem ter conseguido capturar o animal, o negrinho foi
25 recepcionado com a fúria do seu malvado patrão.
– Onde está o cavalo?
– Eu encontrei o baio pastando, cheguei a laçá-lo, mas...
– Mas o quê, garoto?
– Mas não consegui segurar o laço e ele escapou de novo. Eu trago ele de volta amanhã,
30 senhor.
– Amanhã? Coisa nenhuma! Você está mentindo e será castigado.
O homem cruel bateu muito no garoto. Depois, o amarrou num tronco e o colocou sobre
um formigueiro. Que malvadeza! O negrinho chorou muito e, depois de sofrer a noite inteira, deu um
suspiro e morreu.
35 No dia seguinte, o fazendeiro acordou e foi olhar o negrinho. O menino estava lá, em pé,
sem nenhum arranhão ou cicatriz das chicotadas nem marcas de picadas de formiga. Ao seu lado, a
imagem de uma santa e, mais adiante, o baio e os outros 29 cavalos.
Então, o estancieiro se jogou ao chão e implorou ao negrinho e à santa:
– Perdoem-me! Perdoem-me! Eu prometo mudar... Prometo ser bom e ajudar aos
40 necessitados... Prometo tudo o que quiserem.
Sem dizer uma palavra, o negrinho montou no cavalo baio e partiu, ninguém sabe para
onde.
Os comentários sobre a morte do pequeno escravo logo se espalharam pela região e as
pessoas começaram a acender velas pela alma do bom negrinho.
45 Desde então, muitos recorrem a ele quando precisam de ajuda. É comum, por exemplo,
ouvir histórias de gente que fez algum pedido e foi atendido.
E tem mais! Tropeiros e peões, que viajam à noite, relatam aos seus amigos e familiares
terem visto o negrinho cavalgando, passeando pelos Pampas.
Na tradição gaúcha, acredita-se que o negrinho do pastoreio se tornou uma espécie de
50 anjo bom; e as pessoas pedem sua ajuda quando precisam encontrar objetos perdidos.
SOUSA, Mauricio de. Lendas Brasileiras. São Paulo: Ed. Mauricio de Sousa, 2009, p. 121-136.
Vocabulário do texto III
baio: castanho, que tem a cor do ouro
estancieiro: proprietário de fazenda
Assinale a alternativa correta em relação à estrutura dos textos I, II e III.Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia os textos I, II e III e assinale uma única alternativa em cada uma das questões a seguir.
TEXTO II
Ubuntu, o que a África tem a nos ensinar
28 de abril de 2015
(...)
1 A jornalista e filósofa Lia Diskin, durante o Festival Mundial da Paz, ocorrido em Florianópolis,
em 2006, contou o seguinte caso de uma tribo na África: “Um antropólogo estava estudando os usos
e costumes da tribo Ubuntu e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o
levaria até o aeroporto de volta pra casa. Como tinha muito tempo ainda até o embarque, ele propôs,
5 então, uma brincadeira para as crianças que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, colocou tudo num cesto bem bonito
com laço de fita e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que,
quando ele dissesse ‘já!’, elas deveriam sair correndo até o cesto e a que chegasse primeiro ganharia
todos os doces que estavam lá dentro.
10 As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram
pelo sinal combinado. Quando ele disse ‘Já!’, instantaneamente todas as crianças se deram as mãos
e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces
entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma
15 só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces. Elas simplesmente
responderam:
– Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?”
Ele ficou pasmo. Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo e ainda não havia
compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição,
20 certo?
Ubuntu significa: “Eu sou porque nós somos” ou, em outras palavras, “Eu só existo porque nós
existimos”.
“Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?” A resposta
singela da criança é profunda e vital, pois está carregada de valores como respeito, cortesia,
25 solidariedade, compaixão, generosidade, confiança – enfim, tudo aquilo que nos torna humanos e
garante uma convivência harmoniosa em sociedade.
Ubuntu exprime a consciência da relação entre o indivíduo e a comunidade. É, ao mesmo
tempo, um conceito moral, uma filosofia e um modo de viver que se opõe ao narcisismo e ao
individualismo tão comuns em nossa sociedade ocidental capitalista. Enquanto a ideia europeia sobre
30 a natureza humana baseia-se na ideia de liberdade, de que os indivíduos têm o poder da livre
escolha, a ideia africana do ubuntu repousa sobre a ideia da comunidade, de que pessoas dependem
de outras pessoas para serem pessoas.
Segundo o espírito de ubuntu, as pessoas não devem levar vantagem pessoal em detrimento
do bem-estar do grupo. Para que uma pessoa seja feliz será preciso que todas do grupo se sintam
35 felizes. Estamos conectados uns com os outros e essa relação estende-se aos ancestrais e aos que
ainda nascerão.
Disponível em: «http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/ubuntu-o-que-a-africa-tem-a-nos-ensinar/» Acesso em 29 de agosto de 2017.
Vocabulário do texto II
antropólogo: aquele que estuda sobre o ser humano
narcisismo: amor excessivo a si mesmo
detrimento: prejuízo
TEXTO III
Negrinho do pastoreio
1 Há muitos anos, no tempo da escravidão, trabalhava em uma grande fazenda no Rio
Grande do Sul um negrinho miúdo e fraquinho, mas muito habilidoso. O seu patrão era um homem
malvado e obrigava o garoto a fazer todo tipo de trabalho.
Certa vez, no inverno, num frio de rachar, ele mandou o garoto pastorear seus trinta
5 cavalos. Mas avisou que tivesse atenção especial com o cavalo baio, que era o mais valioso da
fazenda.
O negrinho passou o dia todo bem longe da estância, pastoreando os animais. No
caminho de volta, no final da tarde, com muito frio e fome, resolveu parar um pouquinho para
descansar e ... acabou dormindo.
10 Quando o menino acordou, ficou assustado: raios riscavam o céu, anunciando uma grande
tempestade, e os cavalos tinham fugido. Com dificuldade, debaixo de muita chuva, conseguiu reuni-
los e, para ter certeza de que estavam todos ali, começou a contar:
– 1, 2, 3, 4... 29...29?! Ops! Está faltando um! E é o cavalo baio!
O negrinho procurou o cavalo fugitivo por muito tempo, mas não o encontrou. Então,
15 resolveu levar os outros 29 de volta para a estância. Já imaginou se mais algum se perdesse?
Chegando lá, o estancieiro logo notou a ausência de seu valioso cavalo baio e ficou
furioso:
– O que você fez com o baio? Ah, provavelmente vendeu o cavalo por uns míseros
trocados, né? Seu ladrãozinho barato! Mas você vai trazê-lo de volta!
20 Em seguida, pegou o chicote e deu uma surra daquelas no pobre menino.
Debaixo de chuva, e com muito medo e chorando, o menino saiu à procura do animal. Já
era madrugada quando encontrou o baio pastando. Ele o laçou, mas o nó se desfez e o cavalo fugiu
novamente.
Quando chegou à fazenda sem ter conseguido capturar o animal, o negrinho foi
25 recepcionado com a fúria do seu malvado patrão.
– Onde está o cavalo?
– Eu encontrei o baio pastando, cheguei a laçá-lo, mas...
– Mas o quê, garoto?
– Mas não consegui segurar o laço e ele escapou de novo. Eu trago ele de volta amanhã,
30 senhor.
– Amanhã? Coisa nenhuma! Você está mentindo e será castigado.
O homem cruel bateu muito no garoto. Depois, o amarrou num tronco e o colocou sobre
um formigueiro. Que malvadeza! O negrinho chorou muito e, depois de sofrer a noite inteira, deu um
suspiro e morreu.
35 No dia seguinte, o fazendeiro acordou e foi olhar o negrinho. O menino estava lá, em pé,
sem nenhum arranhão ou cicatriz das chicotadas nem marcas de picadas de formiga. Ao seu lado, a
imagem de uma santa e, mais adiante, o baio e os outros 29 cavalos.
Então, o estancieiro se jogou ao chão e implorou ao negrinho e à santa:
– Perdoem-me! Perdoem-me! Eu prometo mudar... Prometo ser bom e ajudar aos
40 necessitados... Prometo tudo o que quiserem.
Sem dizer uma palavra, o negrinho montou no cavalo baio e partiu, ninguém sabe para
onde.
Os comentários sobre a morte do pequeno escravo logo se espalharam pela região e as
pessoas começaram a acender velas pela alma do bom negrinho.
45 Desde então, muitos recorrem a ele quando precisam de ajuda. É comum, por exemplo,
ouvir histórias de gente que fez algum pedido e foi atendido.
E tem mais! Tropeiros e peões, que viajam à noite, relatam aos seus amigos e familiares
terem visto o negrinho cavalgando, passeando pelos Pampas.
Na tradição gaúcha, acredita-se que o negrinho do pastoreio se tornou uma espécie de
50 anjo bom; e as pessoas pedem sua ajuda quando precisam encontrar objetos perdidos.
SOUSA, Mauricio de. Lendas Brasileiras. São Paulo: Ed. Mauricio de Sousa, 2009, p. 121-136.
Vocabulário do texto III
baio: castanho, que tem a cor do ouro
estancieiro: proprietário de fazenda
Observe a pontuação dos textos II e III e assinale a opção correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia os textos I, II e III e assinale uma única alternativa em cada uma das questões a seguir.
TEXTO I
Ubuntu: a filosofia africana que nutre o conceito de humanidade em sua essência
24 de setembro de 2014
Natália da Luz, Por dentro da África
1 Rio – Uma sociedade sustentada pelos pilares do respeito e da solidariedade faz parte da essência
de ubuntu, filosofia africana que trata da importância das alianças e do relacionamento
das pessoas, umas com as outras. Na tentativa da tradução para o português, ubuntu seria
“humanidade para com os outros”. Uma pessoa com ubuntu tem consciência de que é afetada
5 quando seus semelhantes são diminuídos, oprimidos.
– De ubuntu, as pessoas devem saber que o mundo não é uma ilha: “Eu sou porque nós somos”. Eu
sou humano, e a natureza humana implica compaixão, partilha, respeito, empatia – detalhou em
entrevista exclusiva ao Por dentro da África, Dirk Louw, doutor em Filosofia Africana pela
Universidade de Stellenbosch (África do Sul). (...)
10 – No fundo, este fundamento tradicional africano articula um respeito básico pelos outros. Ele pode
ser interpretado tanto como uma regra de conduta ou ética social. Ele descreve tanto o ser humano
como “ser-com-os-outros” e prescreve que “ser-com-os-outros” deve ser tudo. (...)
Disponível em: «htpp://www.pordentrodaafrica.com» Acesso em 29 de agosto de 2017.
Vocabulário do texto I
pilares: bases
implica: dá a entender
prescreve: determina
TEXTO II
Ubuntu, o que a África tem a nos ensinar
28 de abril de 2015
(...)
1 A jornalista e filósofa Lia Diskin, durante o Festival Mundial da Paz, ocorrido em Florianópolis,
em 2006, contou o seguinte caso de uma tribo na África: “Um antropólogo estava estudando os usos
e costumes da tribo Ubuntu e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o
levaria até o aeroporto de volta pra casa. Como tinha muito tempo ainda até o embarque, ele propôs,
5 então, uma brincadeira para as crianças que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, colocou tudo num cesto bem bonito
com laço de fita e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que,
quando ele dissesse ‘já!’, elas deveriam sair correndo até o cesto e a que chegasse primeiro ganharia
todos os doces que estavam lá dentro.
10 As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram
pelo sinal combinado. Quando ele disse ‘Já!’, instantaneamente todas as crianças se deram as mãos
e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces
entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma
15 só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces. Elas simplesmente
responderam:
– Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?”
Ele ficou pasmo. Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo e ainda não havia
compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição,
20 certo?
Ubuntu significa: “Eu sou porque nós somos” ou, em outras palavras, “Eu só existo porque nós
existimos”.
“Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?” A resposta
singela da criança é profunda e vital, pois está carregada de valores como respeito, cortesia,
25 solidariedade, compaixão, generosidade, confiança – enfim, tudo aquilo que nos torna humanos e
garante uma convivência harmoniosa em sociedade.
Ubuntu exprime a consciência da relação entre o indivíduo e a comunidade. É, ao mesmo
tempo, um conceito moral, uma filosofia e um modo de viver que se opõe ao narcisismo e ao
individualismo tão comuns em nossa sociedade ocidental capitalista. Enquanto a ideia europeia sobre
30 a natureza humana baseia-se na ideia de liberdade, de que os indivíduos têm o poder da livre
escolha, a ideia africana do ubuntu repousa sobre a ideia da comunidade, de que pessoas dependem
de outras pessoas para serem pessoas.
Segundo o espírito de ubuntu, as pessoas não devem levar vantagem pessoal em detrimento
do bem-estar do grupo. Para que uma pessoa seja feliz será preciso que todas do grupo se sintam
35 felizes. Estamos conectados uns com os outros e essa relação estende-se aos ancestrais e aos que
ainda nascerão.
Disponível em: «http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/ubuntu-o-que-a-africa-tem-a-nos-ensinar/» Acesso em 29 de agosto de 2017.
Vocabulário do texto II
antropólogo: aquele que estuda sobre o ser humano
narcisismo: amor excessivo a si mesmo
detrimento: prejuízo
TEXTO III
Negrinho do pastoreio
1 Há muitos anos, no tempo da escravidão, trabalhava em uma grande fazenda no Rio
Grande do Sul um negrinho miúdo e fraquinho, mas muito habilidoso. O seu patrão era um homem
malvado e obrigava o garoto a fazer todo tipo de trabalho.
Certa vez, no inverno, num frio de rachar, ele mandou o garoto pastorear seus trinta
5 cavalos. Mas avisou que tivesse atenção especial com o cavalo baio, que era o mais valioso da
fazenda.
O negrinho passou o dia todo bem longe da estância, pastoreando os animais. No
caminho de volta, no final da tarde, com muito frio e fome, resolveu parar um pouquinho para
descansar e ... acabou dormindo.
10 Quando o menino acordou, ficou assustado: raios riscavam o céu, anunciando uma grande
tempestade, e os cavalos tinham fugido. Com dificuldade, debaixo de muita chuva, conseguiu reuni-
los e, para ter certeza de que estavam todos ali, começou a contar:
– 1, 2, 3, 4... 29...29?! Ops! Está faltando um! E é o cavalo baio!
O negrinho procurou o cavalo fugitivo por muito tempo, mas não o encontrou. Então,
15 resolveu levar os outros 29 de volta para a estância. Já imaginou se mais algum se perdesse?
Chegando lá, o estancieiro logo notou a ausência de seu valioso cavalo baio e ficou
furioso:
– O que você fez com o baio? Ah, provavelmente vendeu o cavalo por uns míseros
trocados, né? Seu ladrãozinho barato! Mas você vai trazê-lo de volta!
20 Em seguida, pegou o chicote e deu uma surra daquelas no pobre menino.
Debaixo de chuva, e com muito medo e chorando, o menino saiu à procura do animal. Já
era madrugada quando encontrou o baio pastando. Ele o laçou, mas o nó se desfez e o cavalo fugiu
novamente.
Quando chegou à fazenda sem ter conseguido capturar o animal, o negrinho foi
25 recepcionado com a fúria do seu malvado patrão.
– Onde está o cavalo?
– Eu encontrei o baio pastando, cheguei a laçá-lo, mas...
– Mas o quê, garoto?
– Mas não consegui segurar o laço e ele escapou de novo. Eu trago ele de volta amanhã,
30 senhor.
– Amanhã? Coisa nenhuma! Você está mentindo e será castigado.
O homem cruel bateu muito no garoto. Depois, o amarrou num tronco e o colocou sobre
um formigueiro. Que malvadeza! O negrinho chorou muito e, depois de sofrer a noite inteira, deu um
suspiro e morreu.
35 No dia seguinte, o fazendeiro acordou e foi olhar o negrinho. O menino estava lá, em pé,
sem nenhum arranhão ou cicatriz das chicotadas nem marcas de picadas de formiga. Ao seu lado, a
imagem de uma santa e, mais adiante, o baio e os outros 29 cavalos.
Então, o estancieiro se jogou ao chão e implorou ao negrinho e à santa:
– Perdoem-me! Perdoem-me! Eu prometo mudar... Prometo ser bom e ajudar aos
40 necessitados... Prometo tudo o que quiserem.
Sem dizer uma palavra, o negrinho montou no cavalo baio e partiu, ninguém sabe para
onde.
Os comentários sobre a morte do pequeno escravo logo se espalharam pela região e as
pessoas começaram a acender velas pela alma do bom negrinho.
45 Desde então, muitos recorrem a ele quando precisam de ajuda. É comum, por exemplo,
ouvir histórias de gente que fez algum pedido e foi atendido.
E tem mais! Tropeiros e peões, que viajam à noite, relatam aos seus amigos e familiares
terem visto o negrinho cavalgando, passeando pelos Pampas.
Na tradição gaúcha, acredita-se que o negrinho do pastoreio se tornou uma espécie de
50 anjo bom; e as pessoas pedem sua ajuda quando precisam encontrar objetos perdidos.
SOUSA, Mauricio de. Lendas Brasileiras. São Paulo: Ed. Mauricio de Sousa, 2009, p. 121-136.
Vocabulário do texto III
baio: castanho, que tem a cor do ouro
estancieiro: proprietário de fazenda
Há elementos no texto que são responsáveis pela coesão (união entre as partes do texto). A partir dessa informação, assinale a opção em que o termo destacado retoma a palavra entre parênteses.
Leia os textos I, II e III e assinale uma única alternativa em cada uma das questões a seguir.
TEXTO I
Ubuntu: a filosofia africana que nutre o conceito de humanidade em sua essência
24 de setembro de 2014
Natália da Luz, Por dentro da África
1 Rio – Uma sociedade sustentada pelos pilares do respeito e da solidariedade faz parte da essência
de ubuntu, filosofia africana que trata da importância das alianças e do relacionamento
das pessoas, umas com as outras. Na tentativa da tradução para o português, ubuntu seria
“humanidade para com os outros”. Uma pessoa com ubuntu tem consciência de que é afetada
5 quando seus semelhantes são diminuídos, oprimidos.
– De ubuntu, as pessoas devem saber que o mundo não é uma ilha: “Eu sou porque nós somos”. Eu
sou humano, e a natureza humana implica compaixão, partilha, respeito, empatia – detalhou em
entrevista exclusiva ao Por dentro da África, Dirk Louw, doutor em Filosofia Africana pela
Universidade de Stellenbosch (África do Sul). (...)
10 – No fundo, este fundamento tradicional africano articula um respeito básico pelos outros. Ele pode
ser interpretado tanto como uma regra de conduta ou ética social. Ele descreve tanto o ser humano
como “ser-com-os-outros” e prescreve que “ser-com-os-outros” deve ser tudo. (...)
Disponível em: «htpp://www.pordentrodaafrica.com» Acesso em 29 de agosto de 2017.
Vocabulário do texto I
pilares: bases
implica: dá a entender
prescreve: determina
TEXTO II
Ubuntu, o que a África tem a nos ensinar
28 de abril de 2015
(...)
1 A jornalista e filósofa Lia Diskin, durante o Festival Mundial da Paz, ocorrido em Florianópolis,
em 2006, contou o seguinte caso de uma tribo na África: “Um antropólogo estava estudando os usos
e costumes da tribo Ubuntu e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o
levaria até o aeroporto de volta pra casa. Como tinha muito tempo ainda até o embarque, ele propôs,
5 então, uma brincadeira para as crianças que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, colocou tudo num cesto bem bonito
com laço de fita e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que,
quando ele dissesse ‘já!’, elas deveriam sair correndo até o cesto e a que chegasse primeiro ganharia
todos os doces que estavam lá dentro.
10 As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram
pelo sinal combinado. Quando ele disse ‘Já!’, instantaneamente todas as crianças se deram as mãos
e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces
entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma
15 só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces. Elas simplesmente
responderam:
– Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?”
Ele ficou pasmo. Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo e ainda não havia
compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição,
20 certo?
Ubuntu significa: “Eu sou porque nós somos” ou, em outras palavras, “Eu só existo porque nós
existimos”.
“Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?” A resposta
singela da criança é profunda e vital, pois está carregada de valores como respeito, cortesia,
25 solidariedade, compaixão, generosidade, confiança – enfim, tudo aquilo que nos torna humanos e
garante uma convivência harmoniosa em sociedade.
Ubuntu exprime a consciência da relação entre o indivíduo e a comunidade. É, ao mesmo
tempo, um conceito moral, uma filosofia e um modo de viver que se opõe ao narcisismo e ao
individualismo tão comuns em nossa sociedade ocidental capitalista. Enquanto a ideia europeia sobre
30 a natureza humana baseia-se na ideia de liberdade, de que os indivíduos têm o poder da livre
escolha, a ideia africana do ubuntu repousa sobre a ideia da comunidade, de que pessoas dependem
de outras pessoas para serem pessoas.
Segundo o espírito de ubuntu, as pessoas não devem levar vantagem pessoal em detrimento
do bem-estar do grupo. Para que uma pessoa seja feliz será preciso que todas do grupo se sintam
35 felizes. Estamos conectados uns com os outros e essa relação estende-se aos ancestrais e aos que
ainda nascerão.
Disponível em: «http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/ubuntu-o-que-a-africa-tem-a-nos-ensinar/» Acesso em 29 de agosto de 2017.
Vocabulário do texto II
antropólogo: aquele que estuda sobre o ser humano
narcisismo: amor excessivo a si mesmo
detrimento: prejuízo
TEXTO III
Negrinho do pastoreio
1 Há muitos anos, no tempo da escravidão, trabalhava em uma grande fazenda no Rio
Grande do Sul um negrinho miúdo e fraquinho, mas muito habilidoso. O seu patrão era um homem
malvado e obrigava o garoto a fazer todo tipo de trabalho.
Certa vez, no inverno, num frio de rachar, ele mandou o garoto pastorear seus trinta
5 cavalos. Mas avisou que tivesse atenção especial com o cavalo baio, que era o mais valioso da
fazenda.
O negrinho passou o dia todo bem longe da estância, pastoreando os animais. No
caminho de volta, no final da tarde, com muito frio e fome, resolveu parar um pouquinho para
descansar e ... acabou dormindo.
10 Quando o menino acordou, ficou assustado: raios riscavam o céu, anunciando uma grande
tempestade, e os cavalos tinham fugido. Com dificuldade, debaixo de muita chuva, conseguiu reuni-
los e, para ter certeza de que estavam todos ali, começou a contar:
– 1, 2, 3, 4... 29...29?! Ops! Está faltando um! E é o cavalo baio!
O negrinho procurou o cavalo fugitivo por muito tempo, mas não o encontrou. Então,
15 resolveu levar os outros 29 de volta para a estância. Já imaginou se mais algum se perdesse?
Chegando lá, o estancieiro logo notou a ausência de seu valioso cavalo baio e ficou
furioso:
– O que você fez com o baio? Ah, provavelmente vendeu o cavalo por uns míseros
trocados, né? Seu ladrãozinho barato! Mas você vai trazê-lo de volta!
20 Em seguida, pegou o chicote e deu uma surra daquelas no pobre menino.
Debaixo de chuva, e com muito medo e chorando, o menino saiu à procura do animal. Já
era madrugada quando encontrou o baio pastando. Ele o laçou, mas o nó se desfez e o cavalo fugiu
novamente.
Quando chegou à fazenda sem ter conseguido capturar o animal, o negrinho foi
25 recepcionado com a fúria do seu malvado patrão.
– Onde está o cavalo?
– Eu encontrei o baio pastando, cheguei a laçá-lo, mas...
– Mas o quê, garoto?
– Mas não consegui segurar o laço e ele escapou de novo. Eu trago ele de volta amanhã,
30 senhor.
– Amanhã? Coisa nenhuma! Você está mentindo e será castigado.
O homem cruel bateu muito no garoto. Depois, o amarrou num tronco e o colocou sobre
um formigueiro. Que malvadeza! O negrinho chorou muito e, depois de sofrer a noite inteira, deu um
suspiro e morreu.
35 No dia seguinte, o fazendeiro acordou e foi olhar o negrinho. O menino estava lá, em pé,
sem nenhum arranhão ou cicatriz das chicotadas nem marcas de picadas de formiga. Ao seu lado, a
imagem de uma santa e, mais adiante, o baio e os outros 29 cavalos.
Então, o estancieiro se jogou ao chão e implorou ao negrinho e à santa:
– Perdoem-me! Perdoem-me! Eu prometo mudar... Prometo ser bom e ajudar aos
40 necessitados... Prometo tudo o que quiserem.
Sem dizer uma palavra, o negrinho montou no cavalo baio e partiu, ninguém sabe para
onde.
Os comentários sobre a morte do pequeno escravo logo se espalharam pela região e as
pessoas começaram a acender velas pela alma do bom negrinho.
45 Desde então, muitos recorrem a ele quando precisam de ajuda. É comum, por exemplo,
ouvir histórias de gente que fez algum pedido e foi atendido.
E tem mais! Tropeiros e peões, que viajam à noite, relatam aos seus amigos e familiares
terem visto o negrinho cavalgando, passeando pelos Pampas.
Na tradição gaúcha, acredita-se que o negrinho do pastoreio se tornou uma espécie de
50 anjo bom; e as pessoas pedem sua ajuda quando precisam encontrar objetos perdidos.
SOUSA, Mauricio de. Lendas Brasileiras. São Paulo: Ed. Mauricio de Sousa, 2009, p. 121-136.
Vocabulário do texto III
baio: castanho, que tem a cor do ouro
estancieiro: proprietário de fazenda
Em relação à linguagem, pode-se afirmar que:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia os textos I, II e III e assinale uma única alternativa em cada uma das questões a seguir.
TEXTO III
Negrinho do pastoreio
1 Há muitos anos, no tempo da escravidão, trabalhava em uma grande fazenda no Rio
Grande do Sul um negrinho miúdo e fraquinho, mas muito habilidoso. O seu patrão era um homem
malvado e obrigava o garoto a fazer todo tipo de trabalho.
Certa vez, no inverno, num frio de rachar, ele mandou o garoto pastorear seus trinta
5 cavalos. Mas avisou que tivesse atenção especial com o cavalo baio, que era o mais valioso da
fazenda.
O negrinho passou o dia todo bem longe da estância, pastoreando os animais. No
caminho de volta, no final da tarde, com muito frio e fome, resolveu parar um pouquinho para
descansar e ... acabou dormindo.
10 Quando o menino acordou, ficou assustado: raios riscavam o céu, anunciando uma grande
tempestade, e os cavalos tinham fugido. Com dificuldade, debaixo de muita chuva, conseguiu reuni-
los e, para ter certeza de que estavam todos ali, começou a contar:
– 1, 2, 3, 4... 29...29?! Ops! Está faltando um! E é o cavalo baio!
O negrinho procurou o cavalo fugitivo por muito tempo, mas não o encontrou. Então,
15 resolveu levar os outros 29 de volta para a estância. Já imaginou se mais algum se perdesse?
Chegando lá, o estancieiro logo notou a ausência de seu valioso cavalo baio e ficou
furioso:
– O que você fez com o baio? Ah, provavelmente vendeu o cavalo por uns míseros
trocados, né? Seu ladrãozinho barato! Mas você vai trazê-lo de volta!
20 Em seguida, pegou o chicote e deu uma surra daquelas no pobre menino.
Debaixo de chuva, e com muito medo e chorando, o menino saiu à procura do animal. Já
era madrugada quando encontrou o baio pastando. Ele o laçou, mas o nó se desfez e o cavalo fugiu
novamente.
Quando chegou à fazenda sem ter conseguido capturar o animal, o negrinho foi
25 recepcionado com a fúria do seu malvado patrão.
– Onde está o cavalo?
– Eu encontrei o baio pastando, cheguei a laçá-lo, mas...
– Mas o quê, garoto?
– Mas não consegui segurar o laço e ele escapou de novo. Eu trago ele de volta amanhã,
30 senhor.
– Amanhã? Coisa nenhuma! Você está mentindo e será castigado.
O homem cruel bateu muito no garoto. Depois, o amarrou num tronco e o colocou sobre
um formigueiro. Que malvadeza! O negrinho chorou muito e, depois de sofrer a noite inteira, deu um
suspiro e morreu.
35 No dia seguinte, o fazendeiro acordou e foi olhar o negrinho. O menino estava lá, em pé,
sem nenhum arranhão ou cicatriz das chicotadas nem marcas de picadas de formiga. Ao seu lado, a
imagem de uma santa e, mais adiante, o baio e os outros 29 cavalos.
Então, o estancieiro se jogou ao chão e implorou ao negrinho e à santa:
– Perdoem-me! Perdoem-me! Eu prometo mudar... Prometo ser bom e ajudar aos
40 necessitados... Prometo tudo o que quiserem.
Sem dizer uma palavra, o negrinho montou no cavalo baio e partiu, ninguém sabe para
onde.
Os comentários sobre a morte do pequeno escravo logo se espalharam pela região e as
pessoas começaram a acender velas pela alma do bom negrinho.
45 Desde então, muitos recorrem a ele quando precisam de ajuda. É comum, por exemplo,
ouvir histórias de gente que fez algum pedido e foi atendido.
E tem mais! Tropeiros e peões, que viajam à noite, relatam aos seus amigos e familiares
terem visto o negrinho cavalgando, passeando pelos Pampas.
Na tradição gaúcha, acredita-se que o negrinho do pastoreio se tornou uma espécie de
50 anjo bom; e as pessoas pedem sua ajuda quando precisam encontrar objetos perdidos.
SOUSA, Mauricio de. Lendas Brasileiras. São Paulo: Ed. Mauricio de Sousa, 2009, p. 121-136.
Vocabulário do texto III
baio: castanho, que tem a cor do ouro
estancieiro: proprietário de fazenda
![]()
Observe a passagem acima destacada e assinale a alternativa em que a palavra/expressão sublinhada do texto III apresenta a mesma circunstância.
Leia os textos I, II e III e assinale uma única alternativa em cada uma das questões a seguir.
TEXTO I
Ubuntu: a filosofia africana que nutre o conceito de humanidade em sua essência
24 de setembro de 2014
Natália da Luz, Por dentro da África
1 Rio – Uma sociedade sustentada pelos pilares do respeito e da solidariedade faz parte da essência
de ubuntu, filosofia africana que trata da importância das alianças e do relacionamento
das pessoas, umas com as outras. Na tentativa da tradução para o português, ubuntu seria
“humanidade para com os outros”. Uma pessoa com ubuntu tem consciência de que é afetada
5 quando seus semelhantes são diminuídos, oprimidos.
– De ubuntu, as pessoas devem saber que o mundo não é uma ilha: “Eu sou porque nós somos”. Eu
sou humano, e a natureza humana implica compaixão, partilha, respeito, empatia – detalhou em
entrevista exclusiva ao Por dentro da África, Dirk Louw, doutor em Filosofia Africana pela
Universidade de Stellenbosch (África do Sul). (...)
10 – No fundo, este fundamento tradicional africano articula um respeito básico pelos outros. Ele pode
ser interpretado tanto como uma regra de conduta ou ética social. Ele descreve tanto o ser humano
como “ser-com-os-outros” e prescreve que “ser-com-os-outros” deve ser tudo. (...)
Disponível em: «htpp://www.pordentrodaafrica.com» Acesso em 29 de agosto de 2017.
Vocabulário do texto I
pilares: bases
implica: dá a entender
prescreve: determina
TEXTO II
Ubuntu, o que a África tem a nos ensinar
28 de abril de 2015
(...)
1 A jornalista e filósofa Lia Diskin, durante o Festival Mundial da Paz, ocorrido em Florianópolis,
em 2006, contou o seguinte caso de uma tribo na África: “Um antropólogo estava estudando os usos
e costumes da tribo Ubuntu e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o
levaria até o aeroporto de volta pra casa. Como tinha muito tempo ainda até o embarque, ele propôs,
5 então, uma brincadeira para as crianças que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, colocou tudo num cesto bem bonito
com laço de fita e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que,
quando ele dissesse ‘já!’, elas deveriam sair correndo até o cesto e a que chegasse primeiro ganharia
todos os doces que estavam lá dentro.
10 As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram
pelo sinal combinado. Quando ele disse ‘Já!’, instantaneamente todas as crianças se deram as mãos
e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces
entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma
15 só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces. Elas simplesmente
responderam:
– Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?”
Ele ficou pasmo. Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo e ainda não havia
compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição,
20 certo?
Ubuntu significa: “Eu sou porque nós somos” ou, em outras palavras, “Eu só existo porque nós
existimos”.
“Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?” A resposta
singela da criança é profunda e vital, pois está carregada de valores como respeito, cortesia,
25 solidariedade, compaixão, generosidade, confiança – enfim, tudo aquilo que nos torna humanos e
garante uma convivência harmoniosa em sociedade.
Ubuntu exprime a consciência da relação entre o indivíduo e a comunidade. É, ao mesmo
tempo, um conceito moral, uma filosofia e um modo de viver que se opõe ao narcisismo e ao
individualismo tão comuns em nossa sociedade ocidental capitalista. Enquanto a ideia europeia sobre
30 a natureza humana baseia-se na ideia de liberdade, de que os indivíduos têm o poder da livre
escolha, a ideia africana do ubuntu repousa sobre a ideia da comunidade, de que pessoas dependem
de outras pessoas para serem pessoas.
Segundo o espírito de ubuntu, as pessoas não devem levar vantagem pessoal em detrimento
do bem-estar do grupo. Para que uma pessoa seja feliz será preciso que todas do grupo se sintam
35 felizes. Estamos conectados uns com os outros e essa relação estende-se aos ancestrais e aos que
ainda nascerão.
Disponível em: «http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/ubuntu-o-que-a-africa-tem-a-nos-ensinar/» Acesso em 29 de agosto de 2017.
Vocabulário do texto II
antropólogo: aquele que estuda sobre o ser humano
narcisismo: amor excessivo a si mesmo
detrimento: prejuízo
TEXTO III
Negrinho do pastoreio
1 Há muitos anos, no tempo da escravidão, trabalhava em uma grande fazenda no Rio
Grande do Sul um negrinho miúdo e fraquinho, mas muito habilidoso. O seu patrão era um homem
malvado e obrigava o garoto a fazer todo tipo de trabalho.
Certa vez, no inverno, num frio de rachar, ele mandou o garoto pastorear seus trinta
5 cavalos. Mas avisou que tivesse atenção especial com o cavalo baio, que era o mais valioso da
fazenda.
O negrinho passou o dia todo bem longe da estância, pastoreando os animais. No
caminho de volta, no final da tarde, com muito frio e fome, resolveu parar um pouquinho para
descansar e ... acabou dormindo.
10 Quando o menino acordou, ficou assustado: raios riscavam o céu, anunciando uma grande
tempestade, e os cavalos tinham fugido. Com dificuldade, debaixo de muita chuva, conseguiu reuni-
los e, para ter certeza de que estavam todos ali, começou a contar:
– 1, 2, 3, 4... 29...29?! Ops! Está faltando um! E é o cavalo baio!
O negrinho procurou o cavalo fugitivo por muito tempo, mas não o encontrou. Então,
15 resolveu levar os outros 29 de volta para a estância. Já imaginou se mais algum se perdesse?
Chegando lá, o estancieiro logo notou a ausência de seu valioso cavalo baio e ficou
furioso:
– O que você fez com o baio? Ah, provavelmente vendeu o cavalo por uns míseros
trocados, né? Seu ladrãozinho barato! Mas você vai trazê-lo de volta!
20 Em seguida, pegou o chicote e deu uma surra daquelas no pobre menino.
Debaixo de chuva, e com muito medo e chorando, o menino saiu à procura do animal. Já
era madrugada quando encontrou o baio pastando. Ele o laçou, mas o nó se desfez e o cavalo fugiu
novamente.
Quando chegou à fazenda sem ter conseguido capturar o animal, o negrinho foi
25 recepcionado com a fúria do seu malvado patrão.
– Onde está o cavalo?
– Eu encontrei o baio pastando, cheguei a laçá-lo, mas...
– Mas o quê, garoto?
– Mas não consegui segurar o laço e ele escapou de novo. Eu trago ele de volta amanhã,
30 senhor.
– Amanhã? Coisa nenhuma! Você está mentindo e será castigado.
O homem cruel bateu muito no garoto. Depois, o amarrou num tronco e o colocou sobre
um formigueiro. Que malvadeza! O negrinho chorou muito e, depois de sofrer a noite inteira, deu um
suspiro e morreu.
35 No dia seguinte, o fazendeiro acordou e foi olhar o negrinho. O menino estava lá, em pé,
sem nenhum arranhão ou cicatriz das chicotadas nem marcas de picadas de formiga. Ao seu lado, a
imagem de uma santa e, mais adiante, o baio e os outros 29 cavalos.
Então, o estancieiro se jogou ao chão e implorou ao negrinho e à santa:
– Perdoem-me! Perdoem-me! Eu prometo mudar... Prometo ser bom e ajudar aos
40 necessitados... Prometo tudo o que quiserem.
Sem dizer uma palavra, o negrinho montou no cavalo baio e partiu, ninguém sabe para
onde.
Os comentários sobre a morte do pequeno escravo logo se espalharam pela região e as
pessoas começaram a acender velas pela alma do bom negrinho.
45 Desde então, muitos recorrem a ele quando precisam de ajuda. É comum, por exemplo,
ouvir histórias de gente que fez algum pedido e foi atendido.
E tem mais! Tropeiros e peões, que viajam à noite, relatam aos seus amigos e familiares
terem visto o negrinho cavalgando, passeando pelos Pampas.
Na tradição gaúcha, acredita-se que o negrinho do pastoreio se tornou uma espécie de
50 anjo bom; e as pessoas pedem sua ajuda quando precisam encontrar objetos perdidos.
SOUSA, Mauricio de. Lendas Brasileiras. São Paulo: Ed. Mauricio de Sousa, 2009, p. 121-136.
Vocabulário do texto III
baio: castanho, que tem a cor do ouro
estancieiro: proprietário de fazenda
Tendo em vista os três textos, conclui-se que:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia os textos I, II e III e assinale uma única alternativa em cada uma das questões a seguir.
TEXTO II
Ubuntu, o que a África tem a nos ensinar
28 de abril de 2015
(...)
1 A jornalista e filósofa Lia Diskin, durante o Festival Mundial da Paz, ocorrido em Florianópolis,
em 2006, contou o seguinte caso de uma tribo na África: “Um antropólogo estava estudando os usos
e costumes da tribo Ubuntu e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o
levaria até o aeroporto de volta pra casa. Como tinha muito tempo ainda até o embarque, ele propôs,
5 então, uma brincadeira para as crianças que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, colocou tudo num cesto bem bonito
com laço de fita e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que,
quando ele dissesse ‘já!’, elas deveriam sair correndo até o cesto e a que chegasse primeiro ganharia
todos os doces que estavam lá dentro.
10 As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram
pelo sinal combinado. Quando ele disse ‘Já!’, instantaneamente todas as crianças se deram as mãos
e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces
entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma
15 só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces. Elas simplesmente
responderam:
– Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?”
Ele ficou pasmo. Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo e ainda não havia
compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição,
20 certo?
Ubuntu significa: “Eu sou porque nós somos” ou, em outras palavras, “Eu só existo porque nós
existimos”.
“Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?” A resposta
singela da criança é profunda e vital, pois está carregada de valores como respeito, cortesia,
25 solidariedade, compaixão, generosidade, confiança – enfim, tudo aquilo que nos torna humanos e
garante uma convivência harmoniosa em sociedade.
Ubuntu exprime a consciência da relação entre o indivíduo e a comunidade. É, ao mesmo
tempo, um conceito moral, uma filosofia e um modo de viver que se opõe ao narcisismo e ao
individualismo tão comuns em nossa sociedade ocidental capitalista. Enquanto a ideia europeia sobre
30 a natureza humana baseia-se na ideia de liberdade, de que os indivíduos têm o poder da livre
escolha, a ideia africana do ubuntu repousa sobre a ideia da comunidade, de que pessoas dependem
de outras pessoas para serem pessoas.
Segundo o espírito de ubuntu, as pessoas não devem levar vantagem pessoal em detrimento
do bem-estar do grupo. Para que uma pessoa seja feliz será preciso que todas do grupo se sintam
35 felizes. Estamos conectados uns com os outros e essa relação estende-se aos ancestrais e aos que
ainda nascerão.
Disponível em: «http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/ubuntu-o-que-a-africa-tem-a-nos-ensinar/» Acesso em 29 de agosto de 2017.
Vocabulário do texto II
antropólogo: aquele que estuda sobre o ser humano
narcisismo: amor excessivo a si mesmo
detrimento: prejuízo
Tendo em vista o texto II, assinale o item em que o segundo fragmento é a consequência do primeiro.Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto IV
![]()
Disponível em: «http://ensinarhistoriajoelza.com.br/wp-content/uploads/2015/04/ubuntu.jpg/» Acesso em 29 de agosto de 2017.
Tendo em vista a temática apresentada nesta prova e a mensagem presente na foto acima, redija um texto em que um problema seja enfrentado e solucionado por um grupo. Importante ressaltar que aspectos como partilha, respeito e compaixão devem estar presentes nas atitudes de algumas personagens.
INSTRUÇÕES
• Faça uma narrativa em 3ª pessoa.
• Atente para a linguagem do texto.
• Não faça seu texto em forma de poema, nem utilize desenho.
• Estruture seu texto sem fugir ao tema proposto.
• Dê um título.
• Incluindo o título, o seu texto deverá apresentar, no mínimo, 25 e, no máximo, 30 linhas.
• Escreva com letra legível.
• Caso utilize a folha de rascunho, não se esqueça de passar a limpo para a folha de redação definitiva, à caneta, pois a banca não considerará o que estiver registrado no rascunho para fins de avaliação.
Atenção
Não utilize o seu nome no texto produzido. Qualquer sinal que identifique a prova produzirá sua anulação e, consequentemente, a desclassificação do candidato!
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base: