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Concurso de Admissão 2017/2018 — Prova de Língua Portuguesa e Redação — 6º Ano / Ensino Fundamental (Colégio Militar de Porto Alegre)

Colégio Militar de Porto Alegre · 6º Ano / Ensino Fundamental

2017Fundamental

20 questões nesta prova · 19 com gabarito

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

2017 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · 6º Ano / Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 1: Você sabe o que é uma ILHA?
Entende-se por ilha qualquer porção de terras emersas cercada de água por todos os lados.
É claro que todas as terras emersas estão sempre cercadas pelas águas dos oceanos, mas, para
caracterizar uma ilha, é preciso não apresentar dimensões continentais. Entende-se por
“dimensões continentais” qualquer área maior que a Austrália, pois esse país possui uma
05 área quase equivalente ao menor continente da Terra, a Oceania. Assim, para ser ilha, a porção
de terras emersas precisa estar cercada de água em todos os lados e ser menor que o território
australiano.

Com essa definição, existem milhares de ilhas em todo o mundo, tanto que não há um
número oficial bem definido. Até porque novas ilhas surgem constantemente e outras
10 desaparecem mediante os movimentos da circulação oceânica. A maior de todas é a Groenlândia,
com 2.166.086 km², enquanto a Indonésia é o maior país exclusivamente formado por ilhas.

Para facilitar os estudos sobre o tema, estabeleceu-se uma classificação conforme a gênese
que divide os diferentes tipos de ilhas em quatro segmentos principais: as vulcânicas,
15 as continentais, as fluviais e as lacustres.
Fonte:http://brasilescola.uol.com.br/geografia/tipos-ilha.htm; acesso em 30 out 17.

No primeiro parágrafo do texto, a dupla aparição do termo “entende-se” permite-nos inferir que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Função da repetição de 'entende-se'.

A repetição serve para introduzir duas definições seguidas, a de 'ilha' e a de 'dimensões continentais'. Ela reforça o objetivo do texto, que é informar o conceito ao leitor de forma clara e didática.

Análise das alternativas

A) Nada indica que o autor queira exibir autoridade. B) O foco é o conceito de ilha, não o ato mental de entender. C) A segunda ocorrência introduz outra definição e não pode ser cortada sem prejuízo. D) Não é erro, e sim recurso de clareza textual.

Referência: Interpretação — recursos de coesão e função do texto

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

2017 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · 6º Ano / Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 1: Você sabe o que é uma ILHA?
Entende-se por ilha qualquer porção de terras emersas cercada de água por todos os lados.
É claro que todas as terras emersas estão sempre cercadas pelas águas dos oceanos, mas, para
caracterizar uma ilha, é preciso não apresentar dimensões continentais. Entende-se por
“dimensões continentais” qualquer área maior que a Austrália, pois esse país possui uma
05 área quase equivalente ao menor continente da Terra, a Oceania. Assim, para ser ilha, a porção
de terras emersas precisa estar cercada de água em todos os lados e ser menor que o território
australiano.

Com essa definição, existem milhares de ilhas em todo o mundo, tanto que não há um
número oficial bem definido. Até porque novas ilhas surgem constantemente e outras
10 desaparecem mediante os movimentos da circulação oceânica. A maior de todas é a Groenlândia,
com 2.166.086 km², enquanto a Indonésia é o maior país exclusivamente formado por ilhas.

Para facilitar os estudos sobre o tema, estabeleceu-se uma classificação conforme a gênese
que divide os diferentes tipos de ilhas em quatro segmentos principais: as vulcânicas,
15 as continentais, as fluviais e as lacustres.
Fonte:http://brasilescola.uol.com.br/geografia/tipos-ilha.htm; acesso em 30 out 17.

A partir do conceito de “ilha” apresentado pelo texto podemos inferir que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Inferência a partir do conceito de ilha.

O texto diz que a ilha precisa ser menor que a Austrália, que tem área quase equivalente à da Oceania. A Austrália fica logo abaixo do limite de 'dimensões continentais', portanto é considerada ilha, apesar de ter tamanho quase continental.

Análise das alternativas

A) A Oceania é continente e é maior que a Austrália, então não pode ser ilha. C) O texto diz que há milhares de ilhas, não poucas. D) Terras emersas só são ilhas se cercadas de água e menores que a Austrália. E) A Indonésia é um país formado por ilhas, e o texto não a chama de a menor ilha.

Referência: Interpretação — inferência

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Locução Adjetiva

2017 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · 6º Ano / Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 1: Você sabe o que é uma ILHA?
Entende-se por ilha qualquer porção de terras emersas cercada de água por todos os lados.
É claro que todas as terras emersas estão sempre cercadas pelas águas dos oceanos, mas, para
caracterizar uma ilha, é preciso não apresentar dimensões continentais. Entende-se por
“dimensões continentais” qualquer área maior que a Austrália, pois esse país possui uma
05 área quase equivalente ao menor continente da Terra, a Oceania. Assim, para ser ilha, a porção
de terras emersas precisa estar cercada de água em todos os lados e ser menor que o território
australiano.

Com essa definição, existem milhares de ilhas em todo o mundo, tanto que não há um
número oficial bem definido. Até porque novas ilhas surgem constantemente e outras
10 desaparecem mediante os movimentos da circulação oceânica. A maior de todas é a Groenlândia,
com 2.166.086 km², enquanto a Indonésia é o maior país exclusivamente formado por ilhas.

Para facilitar os estudos sobre o tema, estabeleceu-se uma classificação conforme a gênese
que divide os diferentes tipos de ilhas em quatro segmentos principais: as vulcânicas,
15 as continentais, as fluviais e as lacustres.
Fonte:http://brasilescola.uol.com.br/geografia/tipos-ilha.htm; acesso em 30 out 17.

Considerando os tipos de ilhas citados, assinale a opção em que as locuções adjetivas correspondem, respectivamente, às citadas no texto:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Locuções adjetivas equivalentes a vulcânicas, continentais, fluviais e lacustres.

As ilhas vulcânicas são 'de vulcão'; as continentais, 'de continente'; as fluviais, 'de rio'; as lacustres, 'de lago'. A ordem coincide com a do texto, e a alternativa D traz exatamente essa sequência.

Análise das alternativas

A) Inverte a ordem e usa 'de morros', que não corresponde a vulcânicas. B) 'De solos' e 'de locais' não equivalem a vulcânicas e continentais. C) 'De países' e 'de chuvas' não correspondem às classes do texto. E) 'De terras', 'de estados', 'de águas' e 'de locais' não equivalem a nenhum dos adjetivos.

Referência: Morfologia — locução adjetiva

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

2017 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · 6º Ano / Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 2: A Ilha Perdida
Na fazenda do padrinho, perto de Taubaté, onde Vera e Lúcia gostavam de passar as
férias, corre o rio Paraíba. Rio imenso, silencioso e de águas barrentas. Ao atravessar a fazenda
ele fazia uma grande curva para a direita e desaparecia atrás da mata. Mas, subindo-se ao
morro mais alto da fazenda, tornava-se a avistá-lo a uns dois quilômetros de
05 distância e nesse lugar, bem no meio do rio, via-se uma ilha que na fazenda chamavam de
«Ilha Perdida». Solitária e verdejante parecia mesmo perdida entre as águas volumosas.
Quico e Oscar os dois filhos do padrinho, ficavam horas inteiras sentados no alto do
morro e conversando a respeito da ilha. Quem viveria lá? Seria habitada? Teria algum bicho
escondido na mata? Assim à distância, parecia cheia de mistérios, sob as copas altíssimas
10 das árvores; e as árvores eram tão juntas umas das outras, que davam a impressão de que
não se poderia caminhar entre elas. Oscar suspirava e dizia:
— Se algum dia eu puder ver a ilha de perto, vou mesmo.
Quico perguntava.
— Não tem medo? E se tiver alguma onça morando lá?
15 — Onça? Não pode ter. Como é que onça vai parar lá no meio do rio?
— Nadando. Ouvi dizer que onça nada muito bem.
Oscar respondia, pensativo:
— Pode ser. Todos os bichos sabem nadar, só a gente precisa aprender; mas eu
queria ver o que há na ilha. Falam tanta coisa...
20 E ficavam olhando a ilha perdida. Se falavam com o pai, este prometia:
— Quando forem mais velhos, faremos uma excursão à ilha. Arranjaremos canoas
apropriadas e iremos até lá.
Os dois meninos chegavam muitas vezes a sonhar com a ilha.
Por ocasião de umas férias, justamente em fins de novembro, chegaram à fazenda
25 Henrique e Eduardo, os dois primos mais velhos de Oscar e Quico.
Eram dois meninos de doze e quatorze anos, fortes e valentes. Montavam muito bem
e sabiam nadar. Logo nos primeiros dias, percorreram sozinhos grande parte da fazenda;
subiram e desceram morros, andaram por toda parte e ao verem o riozinho, onde Vera e Lúcia
tinham ido pescar uma vez com padrinho, apelidaram-no de «filhote do
30 Paraíba».
(...)
Uma tarde os quatro meninos ficaram no alto do morro olhando a «ilha perdida».
Como seria bom se tivessem uma canoa e pudessem ir ver o que havia na ilha.
Eduardo, de espírito mais prático, foi logo dizendo:
35 — Que pode haver lá? Árvores, cipós, ninhos de passarinhos...
Henrique, com a mão no queixo, olhava pensativo em direção da ilha. Depois disse:
— Vou ver se arranjo uma canoa por aí, nem que seja emprestada ou alugada.
Impossível que ninguém tenha uma canoa; eu sei remar, aprendi em Santo Amaro com uns
primos.
40 Os olhos de Quico brilharam de contentamento:
— Você sabe mesmo remar?
Oscar disse uma frase que esfriou o entusiasmo de todos:
— Nem pensem nisso, papai não deixa. Já pedi muitas vezes e ele não deixa.
Continuaram a olhar o rio. Henrique perguntou:
45 — Por que chamam de Ilha Perdida? Quico explicou:
— Ninguém sabe direito. Decerto porque parece mesmo perdida no meio do rio.
Quando viemos para cá, já a chamavam assim.
(...)
— Bento, você sabe se mora gente naquela ilha? Bento olhou em direção da ilha e
50 coçou a testa:
— Há muito tempo ouvi dizer que morava lá um homem ruim, mas nunca vi nada,
não sei se é verdade.
Eduardo levantou-se e chegou mais perto de Bento:
— Você nunca viu mesmo nada? Nem um sinal de que há gente lá?
55 Bento hesitou, olhou o chão, tirou o capinzinho da boca e falou:
— Pra dizer a verdade, um dia eu vi uma coisa lá... Os quatro entreolharam-se. Quico
pediu:
— O que foi? Conte, conte.
— Vi uma fumacinha saindo do meio daquelas árvores mais altas lá bem à direita,
60 estão vendo? Daquele lugarzinho vi uma vez sair fumaça.
— Só uma vez? Veja se lembra, Bento.
— Só uma vez, mas era uma fumaça comprida que ia subindo, subindo até às nuvens.
Oscar perguntou:
— E você não teve vontade de ir ver o que era? (...continua)
A Ilha Perdida. Maria José Dupré. Ed. Ática.

O narrador, ao descrever o Rio Paraíba como “imenso, silencioso”, “de águas volumosas” e a ilha “como solitária e verdejante” com árvores cujas “copas altíssimas davam impressão de que não se poderia caminhar entre elas”, pretende
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Finalidade das descrições do rio e da ilha.

Adjetivos como 'silencioso', 'solitária', 'perdida' e a ideia de mata fechada criam uma atmosfera de mistério e suspense. Essa atmosfera prepara a aventura dos meninos, que se perguntam 'quem viveria lá?'.

Análise das alternativas

A) O texto não pretende definir como devem ser rios e ilhas. B) O nome da ilha é explicado depois pelos personagens, não por essas descrições. D) A descrição não é neutra, pois tem função expressiva e de ambientação. E) O texto fala de um rio específico, o Paraíba, e não generaliza sobre os rios de Taubaté.

Referência: Interpretação — função da descrição

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

2017 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · 6º Ano / Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 2: A Ilha Perdida
Na fazenda do padrinho, perto de Taubaté, onde Vera e Lúcia gostavam de passar as
férias, corre o rio Paraíba. Rio imenso, silencioso e de águas barrentas. Ao atravessar a fazenda
ele fazia uma grande curva para a direita e desaparecia atrás da mata. Mas, subindo-se ao
morro mais alto da fazenda, tornava-se a avistá-lo a uns dois quilômetros de
05 distância e nesse lugar, bem no meio do rio, via-se uma ilha que na fazenda chamavam de
«Ilha Perdida». Solitária e verdejante parecia mesmo perdida entre as águas volumosas.
Quico e Oscar os dois filhos do padrinho, ficavam horas inteiras sentados no alto do
morro e conversando a respeito da ilha. Quem viveria lá? Seria habitada? Teria algum bicho
escondido na mata? Assim à distância, parecia cheia de mistérios, sob as copas altíssimas
10 das árvores; e as árvores eram tão juntas umas das outras, que davam a impressão de que
não se poderia caminhar entre elas. Oscar suspirava e dizia:
— Se algum dia eu puder ver a ilha de perto, vou mesmo.
Quico perguntava.
— Não tem medo? E se tiver alguma onça morando lá?
15 — Onça? Não pode ter. Como é que onça vai parar lá no meio do rio?
— Nadando. Ouvi dizer que onça nada muito bem.
Oscar respondia, pensativo:
— Pode ser. Todos os bichos sabem nadar, só a gente precisa aprender; mas eu
queria ver o que há na ilha. Falam tanta coisa...
20 E ficavam olhando a ilha perdida. Se falavam com o pai, este prometia:
— Quando forem mais velhos, faremos uma excursão à ilha. Arranjaremos canoas
apropriadas e iremos até lá.
Os dois meninos chegavam muitas vezes a sonhar com a ilha.
Por ocasião de umas férias, justamente em fins de novembro, chegaram à fazenda
25 Henrique e Eduardo, os dois primos mais velhos de Oscar e Quico.
Eram dois meninos de doze e quatorze anos, fortes e valentes. Montavam muito bem
e sabiam nadar. Logo nos primeiros dias, percorreram sozinhos grande parte da fazenda;
subiram e desceram morros, andaram por toda parte e ao verem o riozinho, onde Vera e Lúcia
tinham ido pescar uma vez com padrinho, apelidaram-no de «filhote do
30 Paraíba».
(...)
Uma tarde os quatro meninos ficaram no alto do morro olhando a «ilha perdida».
Como seria bom se tivessem uma canoa e pudessem ir ver o que havia na ilha.
Eduardo, de espírito mais prático, foi logo dizendo:
35 — Que pode haver lá? Árvores, cipós, ninhos de passarinhos...
Henrique, com a mão no queixo, olhava pensativo em direção da ilha. Depois disse:
— Vou ver se arranjo uma canoa por aí, nem que seja emprestada ou alugada.
Impossível que ninguém tenha uma canoa; eu sei remar, aprendi em Santo Amaro com uns
primos.
40 Os olhos de Quico brilharam de contentamento:
— Você sabe mesmo remar?
Oscar disse uma frase que esfriou o entusiasmo de todos:
— Nem pensem nisso, papai não deixa. Já pedi muitas vezes e ele não deixa.
Continuaram a olhar o rio. Henrique perguntou:
45 — Por que chamam de Ilha Perdida? Quico explicou:
— Ninguém sabe direito. Decerto porque parece mesmo perdida no meio do rio.
Quando viemos para cá, já a chamavam assim.
(...)
— Bento, você sabe se mora gente naquela ilha? Bento olhou em direção da ilha e
50 coçou a testa:
— Há muito tempo ouvi dizer que morava lá um homem ruim, mas nunca vi nada,
não sei se é verdade.
Eduardo levantou-se e chegou mais perto de Bento:
— Você nunca viu mesmo nada? Nem um sinal de que há gente lá?
55 Bento hesitou, olhou o chão, tirou o capinzinho da boca e falou:
— Pra dizer a verdade, um dia eu vi uma coisa lá... Os quatro entreolharam-se. Quico
pediu:
— O que foi? Conte, conte.
— Vi uma fumacinha saindo do meio daquelas árvores mais altas lá bem à direita,
60 estão vendo? Daquele lugarzinho vi uma vez sair fumaça.
— Só uma vez? Veja se lembra, Bento.
— Só uma vez, mas era uma fumaça comprida que ia subindo, subindo até às nuvens.
Oscar perguntou:
— E você não teve vontade de ir ver o que era? (...continua)
A Ilha Perdida. Maria José Dupré. Ed. Ática.

A “Ilha Perdida” só NÃO despertava nos meninos
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Sentimento que a ilha NÃO despertava nos meninos.

Os meninos ficavam horas conversando sobre a ilha (curiosidade), sonhavam com ela (excitação), tinham os olhos brilhando (entusiasmo) e levantavam hipóteses (especulação). Em nenhum momento demonstram apreensão, ou seja, preocupação ou receio sério. Eles apenas desejam ir até lá.

Análise das alternativas

A, B, C e D correspondem a atitudes mostradas no texto: perguntas, sonhos, olhos brilhando e conjecturas sobre quem viveria lá. Por isso não são a resposta de 'NÃO despertava'.

Referência: Interpretação de texto narrativo

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

2017 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · 6º Ano / Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 2: A Ilha Perdida
Na fazenda do padrinho, perto de Taubaté, onde Vera e Lúcia gostavam de passar as
férias, corre o rio Paraíba. Rio imenso, silencioso e de águas barrentas. Ao atravessar a fazenda
ele fazia uma grande curva para a direita e desaparecia atrás da mata. Mas, subindo-se ao
morro mais alto da fazenda, tornava-se a avistá-lo a uns dois quilômetros de
05 distância e nesse lugar, bem no meio do rio, via-se uma ilha que na fazenda chamavam de
«Ilha Perdida». Solitária e verdejante parecia mesmo perdida entre as águas volumosas.
Quico e Oscar os dois filhos do padrinho, ficavam horas inteiras sentados no alto do
morro e conversando a respeito da ilha. Quem viveria lá? Seria habitada? Teria algum bicho
escondido na mata? Assim à distância, parecia cheia de mistérios, sob as copas altíssimas
10 das árvores; e as árvores eram tão juntas umas das outras, que davam a impressão de que
não se poderia caminhar entre elas. Oscar suspirava e dizia:
— Se algum dia eu puder ver a ilha de perto, vou mesmo.
Quico perguntava.
— Não tem medo? E se tiver alguma onça morando lá?
15 — Onça? Não pode ter. Como é que onça vai parar lá no meio do rio?
— Nadando. Ouvi dizer que onça nada muito bem.
Oscar respondia, pensativo:
— Pode ser. Todos os bichos sabem nadar, só a gente precisa aprender; mas eu
queria ver o que há na ilha. Falam tanta coisa...
20 E ficavam olhando a ilha perdida. Se falavam com o pai, este prometia:
— Quando forem mais velhos, faremos uma excursão à ilha. Arranjaremos canoas
apropriadas e iremos até lá.
Os dois meninos chegavam muitas vezes a sonhar com a ilha.
Por ocasião de umas férias, justamente em fins de novembro, chegaram à fazenda
25 Henrique e Eduardo, os dois primos mais velhos de Oscar e Quico.
Eram dois meninos de doze e quatorze anos, fortes e valentes. Montavam muito bem
e sabiam nadar. Logo nos primeiros dias, percorreram sozinhos grande parte da fazenda;
subiram e desceram morros, andaram por toda parte e ao verem o riozinho, onde Vera e Lúcia
tinham ido pescar uma vez com padrinho, apelidaram-no de «filhote do
30 Paraíba».
(...)
Uma tarde os quatro meninos ficaram no alto do morro olhando a «ilha perdida».
Como seria bom se tivessem uma canoa e pudessem ir ver o que havia na ilha.
Eduardo, de espírito mais prático, foi logo dizendo:
35 — Que pode haver lá? Árvores, cipós, ninhos de passarinhos...
Henrique, com a mão no queixo, olhava pensativo em direção da ilha. Depois disse:
— Vou ver se arranjo uma canoa por aí, nem que seja emprestada ou alugada.
Impossível que ninguém tenha uma canoa; eu sei remar, aprendi em Santo Amaro com uns
primos.
40 Os olhos de Quico brilharam de contentamento:
— Você sabe mesmo remar?
Oscar disse uma frase que esfriou o entusiasmo de todos:
— Nem pensem nisso, papai não deixa. Já pedi muitas vezes e ele não deixa.
Continuaram a olhar o rio. Henrique perguntou:
45 — Por que chamam de Ilha Perdida? Quico explicou:
— Ninguém sabe direito. Decerto porque parece mesmo perdida no meio do rio.
Quando viemos para cá, já a chamavam assim.
(...)
— Bento, você sabe se mora gente naquela ilha? Bento olhou em direção da ilha e
50 coçou a testa:
— Há muito tempo ouvi dizer que morava lá um homem ruim, mas nunca vi nada,
não sei se é verdade.
Eduardo levantou-se e chegou mais perto de Bento:
— Você nunca viu mesmo nada? Nem um sinal de que há gente lá?
55 Bento hesitou, olhou o chão, tirou o capinzinho da boca e falou:
— Pra dizer a verdade, um dia eu vi uma coisa lá... Os quatro entreolharam-se. Quico
pediu:
— O que foi? Conte, conte.
— Vi uma fumacinha saindo do meio daquelas árvores mais altas lá bem à direita,
60 estão vendo? Daquele lugarzinho vi uma vez sair fumaça.
— Só uma vez? Veja se lembra, Bento.
— Só uma vez, mas era uma fumaça comprida que ia subindo, subindo até às nuvens.
Oscar perguntou:
— E você não teve vontade de ir ver o que era? (...continua)
A Ilha Perdida. Maria José Dupré. Ed. Ática.

Assinale o trecho do texto em que se pode inferir o tamanho da fazenda dos pais de Quico e Oscar em:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Inferir o tamanho da fazenda a partir do trecho.

Os primos 'percorreram sozinhos grande parte da fazenda, subiram e desceram morros, andaram por toda parte'. Isso indica uma propriedade extensa, com vários morros, que levou dias para ser percorrida.

Análise das alternativas

B e C descrevem a ilha, não a fazenda. D só localiza a fazenda e cita o rio, sem dar ideia de extensão. E informa apenas o período de férias em que os primos chegaram.

Referência: Interpretação — inferência

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

2017 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · 6º Ano / Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 2: A Ilha Perdida
Na fazenda do padrinho, perto de Taubaté, onde Vera e Lúcia gostavam de passar as
férias, corre o rio Paraíba. Rio imenso, silencioso e de águas barrentas. Ao atravessar a fazenda
ele fazia uma grande curva para a direita e desaparecia atrás da mata. Mas, subindo-se ao
morro mais alto da fazenda, tornava-se a avistá-lo a uns dois quilômetros de
05 distância e nesse lugar, bem no meio do rio, via-se uma ilha que na fazenda chamavam de
«Ilha Perdida». Solitária e verdejante parecia mesmo perdida entre as águas volumosas.
Quico e Oscar os dois filhos do padrinho, ficavam horas inteiras sentados no alto do
morro e conversando a respeito da ilha. Quem viveria lá? Seria habitada? Teria algum bicho
escondido na mata? Assim à distância, parecia cheia de mistérios, sob as copas altíssimas
10 das árvores; e as árvores eram tão juntas umas das outras, que davam a impressão de que
não se poderia caminhar entre elas. Oscar suspirava e dizia:
— Se algum dia eu puder ver a ilha de perto, vou mesmo.
Quico perguntava.
— Não tem medo? E se tiver alguma onça morando lá?
15 — Onça? Não pode ter. Como é que onça vai parar lá no meio do rio?
— Nadando. Ouvi dizer que onça nada muito bem.
Oscar respondia, pensativo:
— Pode ser. Todos os bichos sabem nadar, só a gente precisa aprender; mas eu
queria ver o que há na ilha. Falam tanta coisa...
20 E ficavam olhando a ilha perdida. Se falavam com o pai, este prometia:
— Quando forem mais velhos, faremos uma excursão à ilha. Arranjaremos canoas
apropriadas e iremos até lá.
Os dois meninos chegavam muitas vezes a sonhar com a ilha.
Por ocasião de umas férias, justamente em fins de novembro, chegaram à fazenda
25 Henrique e Eduardo, os dois primos mais velhos de Oscar e Quico.
Eram dois meninos de doze e quatorze anos, fortes e valentes. Montavam muito bem
e sabiam nadar. Logo nos primeiros dias, percorreram sozinhos grande parte da fazenda;
subiram e desceram morros, andaram por toda parte e ao verem o riozinho, onde Vera e Lúcia
tinham ido pescar uma vez com padrinho, apelidaram-no de «filhote do
30 Paraíba».
(...)
Uma tarde os quatro meninos ficaram no alto do morro olhando a «ilha perdida».
Como seria bom se tivessem uma canoa e pudessem ir ver o que havia na ilha.
Eduardo, de espírito mais prático, foi logo dizendo:
35 — Que pode haver lá? Árvores, cipós, ninhos de passarinhos...
Henrique, com a mão no queixo, olhava pensativo em direção da ilha. Depois disse:
— Vou ver se arranjo uma canoa por aí, nem que seja emprestada ou alugada.
Impossível que ninguém tenha uma canoa; eu sei remar, aprendi em Santo Amaro com uns
primos.
40 Os olhos de Quico brilharam de contentamento:
— Você sabe mesmo remar?
Oscar disse uma frase que esfriou o entusiasmo de todos:
— Nem pensem nisso, papai não deixa. Já pedi muitas vezes e ele não deixa.
Continuaram a olhar o rio. Henrique perguntou:
45 — Por que chamam de Ilha Perdida? Quico explicou:
— Ninguém sabe direito. Decerto porque parece mesmo perdida no meio do rio.
Quando viemos para cá, já a chamavam assim.
(...)
— Bento, você sabe se mora gente naquela ilha? Bento olhou em direção da ilha e
50 coçou a testa:
— Há muito tempo ouvi dizer que morava lá um homem ruim, mas nunca vi nada,
não sei se é verdade.
Eduardo levantou-se e chegou mais perto de Bento:
— Você nunca viu mesmo nada? Nem um sinal de que há gente lá?
55 Bento hesitou, olhou o chão, tirou o capinzinho da boca e falou:
— Pra dizer a verdade, um dia eu vi uma coisa lá... Os quatro entreolharam-se. Quico
pediu:
— O que foi? Conte, conte.
— Vi uma fumacinha saindo do meio daquelas árvores mais altas lá bem à direita,
60 estão vendo? Daquele lugarzinho vi uma vez sair fumaça.
— Só uma vez? Veja se lembra, Bento.
— Só uma vez, mas era uma fumaça comprida que ia subindo, subindo até às nuvens.
Oscar perguntou:
— E você não teve vontade de ir ver o que era? (...continua)
A Ilha Perdida. Maria José Dupré. Ed. Ática.

Assinale a fala do personagem que demonstra a tomada de decisão de ir investigar a Ilha Perdida.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Identificar a fala que revela decisão de investigar a ilha.

Henrique diz 'Vou ver se arranjo uma canoa por aí, nem que seja emprestada ou alugada'. Ele passa do desejo a uma ação concreta e decidida, tomando providências para chegar à ilha.

Análise das alternativas

A) Oscar expressa só uma vontade condicional ('se algum dia eu puder'). C) É uma fala de impedimento, não de decisão. D) É uma suposição sobre o que há na ilha. E) É uma pergunta de Eduardo a Bento, que busca informação e não decide ir.

Referência: Interpretação de texto narrativo

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Grau do Substantivo — Diminutivo

2017 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · 6º Ano / Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 2: A Ilha Perdida
Na fazenda do padrinho, perto de Taubaté, onde Vera e Lúcia gostavam de passar as
férias, corre o rio Paraíba. Rio imenso, silencioso e de águas barrentas. Ao atravessar a fazenda
ele fazia uma grande curva para a direita e desaparecia atrás da mata. Mas, subindo-se ao
morro mais alto da fazenda, tornava-se a avistá-lo a uns dois quilômetros de
05 distância e nesse lugar, bem no meio do rio, via-se uma ilha que na fazenda chamavam de
«Ilha Perdida». Solitária e verdejante parecia mesmo perdida entre as águas volumosas.
Quico e Oscar os dois filhos do padrinho, ficavam horas inteiras sentados no alto do
morro e conversando a respeito da ilha. Quem viveria lá? Seria habitada? Teria algum bicho
escondido na mata? Assim à distância, parecia cheia de mistérios, sob as copas altíssimas
10 das árvores; e as árvores eram tão juntas umas das outras, que davam a impressão de que
não se poderia caminhar entre elas. Oscar suspirava e dizia:
— Se algum dia eu puder ver a ilha de perto, vou mesmo.
Quico perguntava.
— Não tem medo? E se tiver alguma onça morando lá?
15 — Onça? Não pode ter. Como é que onça vai parar lá no meio do rio?
— Nadando. Ouvi dizer que onça nada muito bem.
Oscar respondia, pensativo:
— Pode ser. Todos os bichos sabem nadar, só a gente precisa aprender; mas eu
queria ver o que há na ilha. Falam tanta coisa...
20 E ficavam olhando a ilha perdida. Se falavam com o pai, este prometia:
— Quando forem mais velhos, faremos uma excursão à ilha. Arranjaremos canoas
apropriadas e iremos até lá.
Os dois meninos chegavam muitas vezes a sonhar com a ilha.
Por ocasião de umas férias, justamente em fins de novembro, chegaram à fazenda
25 Henrique e Eduardo, os dois primos mais velhos de Oscar e Quico.
Eram dois meninos de doze e quatorze anos, fortes e valentes. Montavam muito bem
e sabiam nadar. Logo nos primeiros dias, percorreram sozinhos grande parte da fazenda;
subiram e desceram morros, andaram por toda parte e ao verem o riozinho, onde Vera e Lúcia
tinham ido pescar uma vez com padrinho, apelidaram-no de «filhote do
30 Paraíba».
(...)
Uma tarde os quatro meninos ficaram no alto do morro olhando a «ilha perdida».
Como seria bom se tivessem uma canoa e pudessem ir ver o que havia na ilha.
Eduardo, de espírito mais prático, foi logo dizendo:
35 — Que pode haver lá? Árvores, cipós, ninhos de passarinhos...
Henrique, com a mão no queixo, olhava pensativo em direção da ilha. Depois disse:
— Vou ver se arranjo uma canoa por aí, nem que seja emprestada ou alugada.
Impossível que ninguém tenha uma canoa; eu sei remar, aprendi em Santo Amaro com uns
primos.
40 Os olhos de Quico brilharam de contentamento:
— Você sabe mesmo remar?
Oscar disse uma frase que esfriou o entusiasmo de todos:
— Nem pensem nisso, papai não deixa. Já pedi muitas vezes e ele não deixa.
Continuaram a olhar o rio. Henrique perguntou:
45 — Por que chamam de Ilha Perdida? Quico explicou:
— Ninguém sabe direito. Decerto porque parece mesmo perdida no meio do rio.
Quando viemos para cá, já a chamavam assim.
(...)
— Bento, você sabe se mora gente naquela ilha? Bento olhou em direção da ilha e
50 coçou a testa:
— Há muito tempo ouvi dizer que morava lá um homem ruim, mas nunca vi nada,
não sei se é verdade.
Eduardo levantou-se e chegou mais perto de Bento:
— Você nunca viu mesmo nada? Nem um sinal de que há gente lá?
55 Bento hesitou, olhou o chão, tirou o capinzinho da boca e falou:
— Pra dizer a verdade, um dia eu vi uma coisa lá... Os quatro entreolharam-se. Quico
pediu:
— O que foi? Conte, conte.
— Vi uma fumacinha saindo do meio daquelas árvores mais altas lá bem à direita,
60 estão vendo? Daquele lugarzinho vi uma vez sair fumaça.
— Só uma vez? Veja se lembra, Bento.
— Só uma vez, mas era uma fumaça comprida que ia subindo, subindo até às nuvens.
Oscar perguntou:
— E você não teve vontade de ir ver o que era? (...continua)
A Ilha Perdida. Maria José Dupré. Ed. Ática.

No texto, há algumas palavras empregadas no diminutivo. Assinale a opção em que esse emprego tem valor afetivo.
Alternativas da questão 09 com as palavras no diminutivo destacadas em negrito sublinhado: capinzinho, fumacinha, filhote, lugarzinho e passarinhos.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Conjunções — Valor Semântico

2017 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · 6º Ano / Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 2: A Ilha Perdida
Na fazenda do padrinho, perto de Taubaté, onde Vera e Lúcia gostavam de passar as
férias, corre o rio Paraíba. Rio imenso, silencioso e de águas barrentas. Ao atravessar a fazenda
ele fazia uma grande curva para a direita e desaparecia atrás da mata. Mas, subindo-se ao
morro mais alto da fazenda, tornava-se a avistá-lo a uns dois quilômetros de
05 distância e nesse lugar, bem no meio do rio, via-se uma ilha que na fazenda chamavam de
«Ilha Perdida». Solitária e verdejante parecia mesmo perdida entre as águas volumosas.
Quico e Oscar os dois filhos do padrinho, ficavam horas inteiras sentados no alto do
morro e conversando a respeito da ilha. Quem viveria lá? Seria habitada? Teria algum bicho
escondido na mata? Assim à distância, parecia cheia de mistérios, sob as copas altíssimas
10 das árvores; e as árvores eram tão juntas umas das outras, que davam a impressão de que
não se poderia caminhar entre elas. Oscar suspirava e dizia:
— Se algum dia eu puder ver a ilha de perto, vou mesmo.
Quico perguntava.
— Não tem medo? E se tiver alguma onça morando lá?
15 — Onça? Não pode ter. Como é que onça vai parar lá no meio do rio?
— Nadando. Ouvi dizer que onça nada muito bem.
Oscar respondia, pensativo:
— Pode ser. Todos os bichos sabem nadar, só a gente precisa aprender; mas eu
queria ver o que há na ilha. Falam tanta coisa...
20 E ficavam olhando a ilha perdida. Se falavam com o pai, este prometia:
— Quando forem mais velhos, faremos uma excursão à ilha. Arranjaremos canoas
apropriadas e iremos até lá.
Os dois meninos chegavam muitas vezes a sonhar com a ilha.
Por ocasião de umas férias, justamente em fins de novembro, chegaram à fazenda
25 Henrique e Eduardo, os dois primos mais velhos de Oscar e Quico.
Eram dois meninos de doze e quatorze anos, fortes e valentes. Montavam muito bem
e sabiam nadar. Logo nos primeiros dias, percorreram sozinhos grande parte da fazenda;
subiram e desceram morros, andaram por toda parte e ao verem o riozinho, onde Vera e Lúcia
tinham ido pescar uma vez com padrinho, apelidaram-no de «filhote do
30 Paraíba».
(...)
Uma tarde os quatro meninos ficaram no alto do morro olhando a «ilha perdida».
Como seria bom se tivessem uma canoa e pudessem ir ver o que havia na ilha.
Eduardo, de espírito mais prático, foi logo dizendo:
35 — Que pode haver lá? Árvores, cipós, ninhos de passarinhos...
Henrique, com a mão no queixo, olhava pensativo em direção da ilha. Depois disse:
— Vou ver se arranjo uma canoa por aí, nem que seja emprestada ou alugada.
Impossível que ninguém tenha uma canoa; eu sei remar, aprendi em Santo Amaro com uns
primos.
40 Os olhos de Quico brilharam de contentamento:
— Você sabe mesmo remar?
Oscar disse uma frase que esfriou o entusiasmo de todos:
— Nem pensem nisso, papai não deixa. Já pedi muitas vezes e ele não deixa.
Continuaram a olhar o rio. Henrique perguntou:
45 — Por que chamam de Ilha Perdida? Quico explicou:
— Ninguém sabe direito. Decerto porque parece mesmo perdida no meio do rio.
Quando viemos para cá, já a chamavam assim.
(...)
— Bento, você sabe se mora gente naquela ilha? Bento olhou em direção da ilha e
50 coçou a testa:
— Há muito tempo ouvi dizer que morava lá um homem ruim, mas nunca vi nada,
não sei se é verdade.
Eduardo levantou-se e chegou mais perto de Bento:
— Você nunca viu mesmo nada? Nem um sinal de que há gente lá?
55 Bento hesitou, olhou o chão, tirou o capinzinho da boca e falou:
— Pra dizer a verdade, um dia eu vi uma coisa lá... Os quatro entreolharam-se. Quico
pediu:
— O que foi? Conte, conte.
— Vi uma fumacinha saindo do meio daquelas árvores mais altas lá bem à direita,
60 estão vendo? Daquele lugarzinho vi uma vez sair fumaça.
— Só uma vez? Veja se lembra, Bento.
— Só uma vez, mas era uma fumaça comprida que ia subindo, subindo até às nuvens.
Oscar perguntou:
— E você não teve vontade de ir ver o que era? (...continua)
A Ilha Perdida. Maria José Dupré. Ed. Ática.

Assinale a opção em que o valor semântico da expressão sublinhada está corretamente indicado nos parênteses.
Alternativas da questão 10 com as expressões sublinhadas: Nem (a), Se (b), e (c), que (d) e Logo (e).
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Classes de Palavras — Emprego do “Que”

2017 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · 6º Ano / Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 3: Hagar e Eddie na Ilha
Tirinha em dois quadrinhos: Hagar e Eddie sentados numa pequena ilha com um único coqueiro. No primeiro, Hagar diz: “Sabe o que eu me pergunto?” e Eddie responde: “O quê?”. No segundo, Hagar diz: “Por que há sempre só uma árvore nas ilhas desertas?”.
Fonte: deposito de tirinhas/googleimagens/acesso 13 novembro de 2017.

Observe a fala de Hagar no primeiro quadrinho: “Sabe o que eu me pergunto?” Assinale a opção em que o ‘QUE’ das frases abaixo tem a mesma classe gramatical da empregada pelo personagem.
Alternativas da questão 11 com o termo destacado em negrito sublinhado: quê (a), Que (b), que (c), que (d) e que (e).
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Classes de Palavras — Emprego do “Só”

2017 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · 6º Ano / Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 3: Hagar e Eddie na Ilha
Tirinha em dois quadrinhos: Hagar e Eddie sentados numa pequena ilha com um único coqueiro. No primeiro, Hagar diz: “Sabe o que eu me pergunto?” e Eddie responde: “O quê?”. No segundo, Hagar diz: “Por que há sempre só uma árvore nas ilhas desertas?”.
Fonte: deposito de tirinhas/googleimagens/acesso 13 novembro de 2017.

Assinale a alternativa em que o termo em destaque apresenta a mesma classe gramatical de SÓ em: “Por que há sempre só uma árvore nas ilhas desertas?”
Alternativas da questão 12 com o termo destacado em negrito sublinhado: só (a), sós (b), só (c), só (d) e só (e).
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Aspas — Emprego

2017 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · 6º Ano / Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 4: A margem e o centro
A Ilha dos Marinheiros desafia o imaginário sobre a cidade de Porto Alegre, a sétima
capital mais rica do Brasil. Ainda que esteja a cerca de 7 quilômetros do centro da cidade, o
bairro da zona norte mantém uma relação distante com o cotidiano da capital, como se as
águas do lago Guaíba impusessem uma distância que é muito mais do que física. Em plena
05 capital gaúcha, encontram-se palafitas mambembes que sustentam casebres construídos com
sobras de demolições, madeira e calhas reaproveitadas. Cerca de 850 famílias dividem ruas
apertadas, sem asfalto ou calçamento. As crianças, os cães e os carros disputam o espaço do
jeito que dá. A população é, em sua maioria, formada por descendentes de pescadores que
trabalham no local ou em bairros próximos. Formam uma comunidade
10 unida, fazendo referência a Porto Alegre como “lá, na cidade”, e tratada pelos habitantes do
centro como se vivessem em uma localidade longínqua, quase folclórica. “É um local com
cotidiano diferente do resto da cidade, marcado por uma relação com o ambiente que é muito
própria. A água serve como uma zona de fronteira, que demarca os limites dessa relação com
a cidade”, explica Rafael Victorino Devos, professor de Antropologia da
15 Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que trabalhou por cinco anos na ilha, em sua pós-
graduação.
(...)
Todo aquele rio ali do lado
Já o calor é um elemento tentador e pernicioso no verão. Ana Paula Castro, 22 anos,
20 mãe de Diuly Castro, de 5, e de Helena, de 10 meses, explica que é difícil para as crianças
deixar de “aproveitar todo aquele rio ali do lado”. Como ela, muitos moradores admitem
frequentar a “prainha” – uma faixa de areia com acesso a uma margem rasa do Guaíba –,
embora a água que representa um dos poucos momentos de lazer dessa população seja
sabidamente muito poluída.
https://apublica.org/2015/08/ilha-dos-marinheiros-a-margem-de-porto-alegre/- Jornal

Sobre o uso predominante das aspas no texto, é correto afirmar que elas se justificam pelo seguinte motivo:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Função predominante das aspas no texto.

As aspas aparecem principalmente para marcar a fala ou opinião de terceiros: a citação do professor Rafael Devos e a fala da moradora Ana Paula ('aproveitar todo aquele rio ali do lado'). Esse é o uso predominante, o de discurso citado.

Análise das alternativas

A) Não há função de criar suspense, pois o texto é jornalístico. B) Não alteram o sentido das palavras; a citação é fiel à fala dos entrevistados. D) Não há narrativa nem marcação de novo momento. E) Não anunciam um texto a ser apresentado, apenas reproduzem falas pontuais.

Referência: Pontuação — aspas e discurso citado

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Variação Linguística — Registro Oral

2017 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · 6º Ano / Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 4: A margem e o centro
A Ilha dos Marinheiros desafia o imaginário sobre a cidade de Porto Alegre, a sétima
capital mais rica do Brasil. Ainda que esteja a cerca de 7 quilômetros do centro da cidade, o
bairro da zona norte mantém uma relação distante com o cotidiano da capital, como se as
águas do lago Guaíba impusessem uma distância que é muito mais do que física. Em plena
05 capital gaúcha, encontram-se palafitas mambembes que sustentam casebres construídos com
sobras de demolições, madeira e calhas reaproveitadas. Cerca de 850 famílias dividem ruas
apertadas, sem asfalto ou calçamento. As crianças, os cães e os carros disputam o espaço do
jeito que dá. A população é, em sua maioria, formada por descendentes de pescadores que
trabalham no local ou em bairros próximos. Formam uma comunidade
10 unida, fazendo referência a Porto Alegre como “lá, na cidade”, e tratada pelos habitantes do
centro como se vivessem em uma localidade longínqua, quase folclórica. “É um local com
cotidiano diferente do resto da cidade, marcado por uma relação com o ambiente que é muito
própria. A água serve como uma zona de fronteira, que demarca os limites dessa relação com
a cidade”, explica Rafael Victorino Devos, professor de Antropologia da
15 Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que trabalhou por cinco anos na ilha, em sua pós-
graduação.
(...)
Todo aquele rio ali do lado
Já o calor é um elemento tentador e pernicioso no verão. Ana Paula Castro, 22 anos,
20 mãe de Diuly Castro, de 5, e de Helena, de 10 meses, explica que é difícil para as crianças
deixar de “aproveitar todo aquele rio ali do lado”. Como ela, muitos moradores admitem
frequentar a “prainha” – uma faixa de areia com acesso a uma margem rasa do Guaíba –,
embora a água que representa um dos poucos momentos de lazer dessa população seja
sabidamente muito poluída.
https://apublica.org/2015/08/ilha-dos-marinheiros-a-margem-de-porto-alegre/- Jornal

Assinale o trecho em que a expressão sublinhada denota marca da fala cotidiana (registro oral) das pessoas.
Alternativas da questão 14 com as expressões sublinhadas: desafia o imaginário (a), do jeito que dá (b), comunidade unida (c), palafitas mambembes (d) e uma zona (e).
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Pontuação — Vírgula

2017 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · 6º Ano / Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 4: A margem e o centro
A Ilha dos Marinheiros desafia o imaginário sobre a cidade de Porto Alegre, a sétima
capital mais rica do Brasil. Ainda que esteja a cerca de 7 quilômetros do centro da cidade, o
bairro da zona norte mantém uma relação distante com o cotidiano da capital, como se as
águas do lago Guaíba impusessem uma distância que é muito mais do que física. Em plena
05 capital gaúcha, encontram-se palafitas mambembes que sustentam casebres construídos com
sobras de demolições, madeira e calhas reaproveitadas. Cerca de 850 famílias dividem ruas
apertadas, sem asfalto ou calçamento. As crianças, os cães e os carros disputam o espaço do
jeito que dá. A população é, em sua maioria, formada por descendentes de pescadores que
trabalham no local ou em bairros próximos. Formam uma comunidade
10 unida, fazendo referência a Porto Alegre como “lá, na cidade”, e tratada pelos habitantes do
centro como se vivessem em uma localidade longínqua, quase folclórica. “É um local com
cotidiano diferente do resto da cidade, marcado por uma relação com o ambiente que é muito
própria. A água serve como uma zona de fronteira, que demarca os limites dessa relação com
a cidade”, explica Rafael Victorino Devos, professor de Antropologia da
15 Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que trabalhou por cinco anos na ilha, em sua pós-
graduação.
(...)
Todo aquele rio ali do lado
Já o calor é um elemento tentador e pernicioso no verão. Ana Paula Castro, 22 anos,
20 mãe de Diuly Castro, de 5, e de Helena, de 10 meses, explica que é difícil para as crianças
deixar de “aproveitar todo aquele rio ali do lado”. Como ela, muitos moradores admitem
frequentar a “prainha” – uma faixa de areia com acesso a uma margem rasa do Guaíba –,
embora a água que representa um dos poucos momentos de lazer dessa população seja
sabidamente muito poluída.
https://apublica.org/2015/08/ilha-dos-marinheiros-a-margem-de-porto-alegre/- Jornal

Assinale a opção em que o emprego da vírgula se justifica pelo mesmo motivo do trecho destacado abaixo:

“Ana Paula Castro, 22 anos, mãe de Duily Castro, de 5, e de Helena, de 10 meses, explica que é. .... ”
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Vírgulas que isolam aposto explicativo.

Em 'Ana Paula Castro, 22 anos, mãe de Diuly...', as vírgulas isolam termos explicativos (apostos) que complementam o sujeito. Em 'a cidade de Porto Alegre, a sétima capital mais rica do Brasil', a vírgula também separa um aposto explicativo que caracteriza 'Porto Alegre'.

Análise das alternativas

B) As vírgulas isolam a expressão adverbial intercalada 'em sua maioria'. C) Isolam a oração subordinada adverbial 'Ainda que esteja...' ou o adjunto deslocado, não um aposto. D) A vírgula separa o adjunto adverbial anteposto 'Em plena capital gaúcha'. E) As vírgulas separam elementos de uma enumeração (as crianças, os cães e os carros).

Referência: Pontuação — vírgula e aposto

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Comparação entre Textos

2017 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · 6º Ano / Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 4: A margem e o centro
A Ilha dos Marinheiros desafia o imaginário sobre a cidade de Porto Alegre, a sétima
capital mais rica do Brasil. Ainda que esteja a cerca de 7 quilômetros do centro da cidade, o
bairro da zona norte mantém uma relação distante com o cotidiano da capital, como se as
águas do lago Guaíba impusessem uma distância que é muito mais do que física. Em plena
05 capital gaúcha, encontram-se palafitas mambembes que sustentam casebres construídos com
sobras de demolições, madeira e calhas reaproveitadas. Cerca de 850 famílias dividem ruas
apertadas, sem asfalto ou calçamento. As crianças, os cães e os carros disputam o espaço do
jeito que dá. A população é, em sua maioria, formada por descendentes de pescadores que
trabalham no local ou em bairros próximos. Formam uma comunidade
10 unida, fazendo referência a Porto Alegre como “lá, na cidade”, e tratada pelos habitantes do
centro como se vivessem em uma localidade longínqua, quase folclórica. “É um local com
cotidiano diferente do resto da cidade, marcado por uma relação com o ambiente que é muito
própria. A água serve como uma zona de fronteira, que demarca os limites dessa relação com
a cidade”, explica Rafael Victorino Devos, professor de Antropologia da
15 Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que trabalhou por cinco anos na ilha, em sua pós-
graduação.
(...)
Todo aquele rio ali do lado
Já o calor é um elemento tentador e pernicioso no verão. Ana Paula Castro, 22 anos,
20 mãe de Diuly Castro, de 5, e de Helena, de 10 meses, explica que é difícil para as crianças
deixar de “aproveitar todo aquele rio ali do lado”. Como ela, muitos moradores admitem
frequentar a “prainha” – uma faixa de areia com acesso a uma margem rasa do Guaíba –,
embora a água que representa um dos poucos momentos de lazer dessa população seja
sabidamente muito poluída.
https://apublica.org/2015/08/ilha-dos-marinheiros-a-margem-de-porto-alegre/- Jornal

Texto 2: A Ilha Perdida
Na fazenda do padrinho, perto de Taubaté, onde Vera e Lúcia gostavam de passar as
férias, corre o rio Paraíba. Rio imenso, silencioso e de águas barrentas. Ao atravessar a fazenda
ele fazia uma grande curva para a direita e desaparecia atrás da mata. Mas, subindo-se ao
morro mais alto da fazenda, tornava-se a avistá-lo a uns dois quilômetros de
05 distância e nesse lugar, bem no meio do rio, via-se uma ilha que na fazenda chamavam de
«Ilha Perdida». Solitária e verdejante parecia mesmo perdida entre as águas volumosas.
Quico e Oscar os dois filhos do padrinho, ficavam horas inteiras sentados no alto do
morro e conversando a respeito da ilha. Quem viveria lá? Seria habitada? Teria algum bicho
escondido na mata? Assim à distância, parecia cheia de mistérios, sob as copas altíssimas
10 das árvores; e as árvores eram tão juntas umas das outras, que davam a impressão de que
não se poderia caminhar entre elas. Oscar suspirava e dizia:
— Se algum dia eu puder ver a ilha de perto, vou mesmo.
Quico perguntava.
— Não tem medo? E se tiver alguma onça morando lá?
15 — Onça? Não pode ter. Como é que onça vai parar lá no meio do rio?
— Nadando. Ouvi dizer que onça nada muito bem.
Oscar respondia, pensativo:
— Pode ser. Todos os bichos sabem nadar, só a gente precisa aprender; mas eu
queria ver o que há na ilha. Falam tanta coisa...
20 E ficavam olhando a ilha perdida. Se falavam com o pai, este prometia:
— Quando forem mais velhos, faremos uma excursão à ilha. Arranjaremos canoas
apropriadas e iremos até lá.
Os dois meninos chegavam muitas vezes a sonhar com a ilha.
Por ocasião de umas férias, justamente em fins de novembro, chegaram à fazenda
25 Henrique e Eduardo, os dois primos mais velhos de Oscar e Quico.
Eram dois meninos de doze e quatorze anos, fortes e valentes. Montavam muito bem
e sabiam nadar. Logo nos primeiros dias, percorreram sozinhos grande parte da fazenda;
subiram e desceram morros, andaram por toda parte e ao verem o riozinho, onde Vera e Lúcia
tinham ido pescar uma vez com padrinho, apelidaram-no de «filhote do
30 Paraíba».
(...)
Uma tarde os quatro meninos ficaram no alto do morro olhando a «ilha perdida».
Como seria bom se tivessem uma canoa e pudessem ir ver o que havia na ilha.
Eduardo, de espírito mais prático, foi logo dizendo:
35 — Que pode haver lá? Árvores, cipós, ninhos de passarinhos...
Henrique, com a mão no queixo, olhava pensativo em direção da ilha. Depois disse:
— Vou ver se arranjo uma canoa por aí, nem que seja emprestada ou alugada.
Impossível que ninguém tenha uma canoa; eu sei remar, aprendi em Santo Amaro com uns
primos.
40 Os olhos de Quico brilharam de contentamento:
— Você sabe mesmo remar?
Oscar disse uma frase que esfriou o entusiasmo de todos:
— Nem pensem nisso, papai não deixa. Já pedi muitas vezes e ele não deixa.
Continuaram a olhar o rio. Henrique perguntou:
45 — Por que chamam de Ilha Perdida? Quico explicou:
— Ninguém sabe direito. Decerto porque parece mesmo perdida no meio do rio.
Quando viemos para cá, já a chamavam assim.
(...)
— Bento, você sabe se mora gente naquela ilha? Bento olhou em direção da ilha e
50 coçou a testa:
— Há muito tempo ouvi dizer que morava lá um homem ruim, mas nunca vi nada,
não sei se é verdade.
Eduardo levantou-se e chegou mais perto de Bento:
— Você nunca viu mesmo nada? Nem um sinal de que há gente lá?
55 Bento hesitou, olhou o chão, tirou o capinzinho da boca e falou:
— Pra dizer a verdade, um dia eu vi uma coisa lá... Os quatro entreolharam-se. Quico
pediu:
— O que foi? Conte, conte.
— Vi uma fumacinha saindo do meio daquelas árvores mais altas lá bem à direita,
60 estão vendo? Daquele lugarzinho vi uma vez sair fumaça.
— Só uma vez? Veja se lembra, Bento.
— Só uma vez, mas era uma fumaça comprida que ia subindo, subindo até às nuvens.
Oscar perguntou:
— E você não teve vontade de ir ver o que era? (...continua)
A Ilha Perdida. Maria José Dupré. Ed. Ática.

Comparando os Textos 4 (A margem e o Centro) e 2 (A Ilha Perdida), pode-se afirmar que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Comparação entre o Texto 4 (reportagem) e o Texto 2 (ficção).

Pelo gabarito, a comparação contrapõe a ilha real da reportagem, tratada como lugar distante e 'quase folclórico' pelos moradores do centro, à ilha do conto. A resolução da questão se apoia nesse contraste entre o texto jornalístico e o ficcional. Atenção: a justificativa é de difícil sustentação pelo texto e segue o gabarito oficial.

Análise das alternativas

A) Só o Texto 4 fala de poluição; o Texto 2 fala de águas barrentas, não poluídas. B) Nenhum dos textos afirma haver animais perigosos nas ilhas; no Texto 2 isso é só especulação. D) A ilha do Texto 4 é real (Porto Alegre) e a do Texto 2 é ficcional, o inverso do que a alternativa diz. E) Nenhum texto sustenta que ninguém deveria morar nas ilhas; no Texto 4 há 850 famílias vivendo na ilha.

Referência: Interpretação — comparação entre textos

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Tirinhas

2017 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · 6º Ano / Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 4: A turma do Guaraná
Tirinha da Turma do Guaraná em três quadrinhos. No primeiro, dois meninos nadando no mar; um deles aponta e diz: “Pirrixa, encontramos uma ilha no meio do oceano!”, com um sol ao fundo. No segundo, um elefante ocupa toda a pequena ilha e diz: “Está ocupada! Como vêem, não tem mais espaço!”, e os meninos na água aparecem com um balão contendo um ponto de exclamação. No terceiro, os dois meninos estão sentados sobre o elefante, um deles pescando, e o elefante tem expressão contrariada; o sol sorri; no canto, a palavra “FIM”. Abaixo, “Turma do Guaraná 2012”.
Fonte: https://guaranaeturma.blogspot.com.br. Acesso em 14 de novembro de 2017.

Sobre a Tirinha da Turma do Guaraná, pode-se afirmar que:

I- O sol parece preocupado com a situação dos meninos.
II- O elefante não ficou nada satisfeito com a solução encontrada para todos permanecerem na ilha.
III- Os meninos ficaram preocupados em estarem presos em uma ilha tão pequena.
IV- O elefante parece acreditar no ditado popular: “Cada um por si”.

São corretas as afirmativas:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Tirinhas

2017 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · 6º Ano / Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 4: A turma do Guaraná
Tirinha da Turma do Guaraná em três quadrinhos. No primeiro, dois meninos nadando no mar; um deles aponta e diz: “Pirrixa, encontramos uma ilha no meio do oceano!”, com um sol ao fundo. No segundo, um elefante ocupa toda a pequena ilha e diz: “Está ocupada! Como vêem, não tem mais espaço!”, e os meninos na água aparecem com um balão contendo um ponto de exclamação. No terceiro, os dois meninos estão sentados sobre o elefante, um deles pescando, e o elefante tem expressão contrariada; o sol sorri; no canto, a palavra “FIM”. Abaixo, “Turma do Guaraná 2012”.
Fonte: https://guaranaeturma.blogspot.com.br. Acesso em 14 de novembro de 2017.

Assinale a alternativa que MELHOR expressa o significado do balão com o sinal de exclamação.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Linguagem dos Quadrinhos

2017 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · 6º Ano / Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 5: A turma do Guaraná
Tirinha sem falas em nove quadrinhos iguais: uma ave sentada sob um coqueiro numa pequena ilha. No oitavo quadrinho, aparece um balão de pensamento com uma lâmpada acesa; no nono, a ave sai voando da ilha.
Fonte: deposito de tirinhas/googleimagens/acesso 13 novembro de 2017.

Em relação à tirinha acima, assinale a alternativa correta.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Tirinhas

2017 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · 6º Ano / Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 5: A turma do Guaraná
Tirinha sem falas em nove quadrinhos iguais: uma ave sentada sob um coqueiro numa pequena ilha. No oitavo quadrinho, aparece um balão de pensamento com uma lâmpada acesa; no nono, a ave sai voando da ilha.
Fonte: deposito de tirinhas/googleimagens/acesso 13 novembro de 2017.

O humor é um elemento importante nas tirinhas, pois ele é responsável pela quebra de expectativa do leitor e, geralmente, no último quadrinho, o leitor se surpreende. Sobre a tirinha acima, podemos afirmar:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Redação — Texto Narrativo

Discursiva 2017 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · 6º Ano / Ensino Fundamental · Questão Proposta de Redação

Sem padrão de resposta — pratique a escrita

Proposta de Redação
Quico, Oscar e seus amigos (Texto II) tanto fizeram que conseguiram chegar à Ilha Perdida e lá viveram uma grande aventura.
Ficou curioso?
Leia o livro “A Ilha Perdida”, de Maria José Dupré. (Editora Ática)

Agora é a sua vez de viver uma grande aventura!!!
Observe a Imagem abaixo:
Quadrinho: um menino em pé no alto de uma pequena ilha rochosa com vegetação diz: “Descobrimos uma ilha! ...E agora, o que vamos fazer?”; outro menino está num barco a remo encostado na ilha.
Fonte: deposito de tirinhas/googleimagens/acesso 13 novembro de 2017

Imagine que você encontrou uma ilha misteriosa e resolveu explorá-la com um grupo de amigos. Relate o que vocês encontraram, o que havia lá, como exploraram a ilha e o que fizeram para retornar para casa.

Você deve:

- fazer uma narrativa em 1ª pessoa.
- dar um título criativo.
- criar um final coerente.
Escreva, no mínimo, 20 linhas e, no máximo, 30 linhas, sem contar a linha do título.

Sua redação será anulada ou receberá grau zero caso você:

- não respeite o tema;
- escreva a lápis;
- escreva todo ou grande parte do texto em língua estrangeira;
- reproduza textos da prova;
- não atenda ao tipo textual (narração) e
- escreva menos de 16 ou mais de 34 linhas, sem contar a linha do título.

Escreva, no mínimo, 20 linhas e, no máximo, 30 linhas, sem contar a linha do título. A redação será anulada ou receberá grau zero se tiver menos de 16 ou mais de 34 linhas, sem contar a linha do título.

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