← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de Santa Maria · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio 21 questões nesta prova · página 1 de 2 · 20 com gabarito Gabarito disponível Caracterização do texto de Verissimo. É uma crônica curta que trata com ironia e humor o cotidiano (a mudança de opinião sobre o ovo na alimentação), como se vê em 'Os fios de ovos que não comi dariam várias voltas no globo'. A) Não é narrativo com problemática social. C) Não há personagens nem universo ficcional. D) Não há diálogos. E) Não usa impessoalidade nem persuasão formal, mas tom pessoal e irônico. Referência: Gêneros textuais: crônica. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Sinônimo de 'ressarcido'. Ressarcir é compensar, indenizar por uma perda ou prejuízo. No texto, o autor quer ser compensado pelos ovos que deixou de comer. Logo 'compensado' mantém o sentido. A) munido, B) dotado, D) abastecido e E) sortido ligam-se a prover ou equipar, não a reparar uma perda. Referência: Semântica: sinonímia. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Regência de renunciar, desistir e abdicar. Renunciar exige 'a', mas desistir e abdicar exigem 'de'. Com 'desistir', os complementos passariam a 'de pouca coisa' e 'do ovo frito', então não permanecem idênticos. Por isso a afirmação A é a incorreta. B) 'a muita coisa' não tem crase. C) 'renuncia à gema' tem crase correta. D) 'abdicar de pouca coisa... do ovo' está correto. E) Tirar a negação não muda a regência. Todas são verdadeiras. Referência: Regência verbal e crase. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Crase nas lacunas: a, à, a, à. 1) 'contra a comida': depois de 'contra' não há crase, só o artigo (a). 2) 'falou à SUPER': falar a alguém exige preposição, e há o artigo (à). 3) 'começamos a cozinhar': 'a' diante de verbo não tem crase (a). 4) 'tende à desunião': tender a exige preposição, e há o artigo (à). Sequência: a – à – a – à. A, C e D usam crase na 1ª ou na 3ª lacuna (diante de 'contra' ou de verbo), o que é errado. E ignora a crase na 2ª e na 4ª lacunas. Referência: Crase. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Finalidade do gênero entrevista. A entrevista busca apresentar a opinião do entrevistado ou obter informações sobre um campo do conhecimento, como ocorre com Michael Pollan e a alimentação. B) Admite marcas de oralidade e coloquialismo. C) O entrevistador pode manifestar opinião. D) Não é texto narrativo. E) Não tem finalidade publicitária. Referência: Gêneros textuais: entrevista. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Alternativa incorreta segundo o texto. O entrevistado diz que as avós também usavam açúcar, gordura, sal e processados como leite condensado, e que havia 'menos' produtos processados, não nenhum. A afirmação de que não usavam nenhum alimento processado contradiz o texto, e a farinha branca (usada desde 1870) é exemplo disso. A, B, D e E estão de acordo com o texto: cozinhar regula a alimentação, a farinha branca é usada desde 1870, comer em família se perde e fotos de comida não significam cozinhar. Referência: Interpretação de texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Sinônimo de 'persuasiva'. 'Persuasiva' significa que persuade, isto é, que leva a aceitar ou acreditar. Dizer que a teoria é persuasiva equivale a dizer que é convincente. A) antiga, B) detalhada, C) avançada e E) valiosa não expressam o poder de convencer. Referência: Semântica: sinonímia. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Avaliar o sentido dos conectivos acrescentados. 1) 'Já que' antes de 'O ato de cozinhar regula a alimentação' mantém a relação de explicação/causa: V. 2) 'Porém' antes de 'Quanto menos se cozinha' cria oposição inexistente: F. 3) 'Entretanto' antes de 'Nas refeições' também cria oposição inexistente: F. 4) 'Na verdade' antes de 'não cozinham' mantém a ideia de retificação/ênfase: V. Sequência: V–F–F–V. A, B, C e E não trazem V–F–F–V, ou seja, erram o julgamento de pelo menos um dos itens acima. Referência: Conectivos e valores semânticos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Identificar onde 'para' é preposição de termo nominal e não introduz oração. Em I ('para investigar') e II ('para fazer'), 'para' introduz oração subordinada reduzida de infinitivo. Em III, 'voltar para a cozinha', 'para' liga o verbo ao termo nominal 'a cozinha' e não introduz oração. Por isso só em III 'para' não introduz oração subordinada. A, B, C e D incluem I e/ou II, nos quais 'para' + infinitivo inicia oração subordinada reduzida. Referência: Período composto; orações reduzidas de infinitivo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Texto de divulgação científica para público geral. A matéria da Superinteressante apresenta, em linguagem clara e objetiva, os resultados de um estudo científico a um leitor comum. Trata-se de divulgação científica, não de texto técnico, literário ou publicitário. A) Não há linguagem rebuscada nem foco estético. B) O público é geral, não restrito a cientistas. C) O objetivo é informar, não argumentar. E) Não é relato divertido nem narrativo com personagens. Referência: Gêneros textuais: divulgação científica. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível 'Que' introduz oração adjetiva restritiva. A oração 'que passavam os últimos meses... durante a estação de fome' é adjetiva restritiva, sem vírgula. Ela delimita o conjunto de mães: só as que passaram a gravidez na estação de fome davam à luz bebês menores. Isso corresponde a 'algumas mães... e estas davam à luz...'. B e C generalizam para 'todas as mães', o que a restrição impede. D e E invertem a relação entre as informações ou criam concessão que o texto não traz. Referência: Orações subordinadas adjetivas restritivas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Relação entre as duas orações ligadas por 'já que'. No texto, 'já que' liga as duas orações: 'a jornada precisa ser mais paciente, já que o impacto genético da fome pode levar gerações para ser eliminado'. A segunda oração é a causa (a explicação) da primeira. Por isso a relação é de causa e consequência. A) Não há termo comparativo. B) Não há ideia de alternativa (ou). C) Não há contraste entre as orações. E) Não há ideia de proporção progressiva (à medida que). Referência: Conectivos e valores semânticos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponívelColégio Militar de Santa Maria — Concurso de Admissão 2017/2018 — Língua Portuguesa e Redação — 1º ano do Ensino Médio
TEXTO 01
"Ovo"
Luis Fernando Verissimo
01 Agora essa. Descobriram que ovo, afinal, não faz mal. Durante anos, nos aterrorizaram.
02 Ovos eram bombas de colesterol. Não eram apenas desaconselháveis, eram mortais. Você podia
03 calcular em dias o tempo de vida perdido cada vez que comia uma gema.
04 Cardíacos deviam desviar o olhar se um ovo fosse servido num prato vizinho: ver ovo fazia
05 mal. E agora estão dizendo que foi tudo um engano, o ovo é inofensivo. O ovo é incapaz de matar
06 uma mosca.
07 Sei não, mas me devem algum tipo de indenização. Não se renuncia a pouca coisa quando
08 se renuncia ao ovo frito. Dizem que pouca coisa é melhor do que ovo frito. A comparação é difícil.
09 Não existe nada comparável a uma gema deixada intacta em cima do arroz depois que a clara foi
10 comida, esperando o momento em que o garfo a romperá e ela se desmanchará, sim, se
11 desmanchará, e se espalhará pelo arroz como as gazelas douradas entre os lírios de Gileade nos
12 cantares de Salomão, sim, e você levará o arroz à boca e o saboreará até o último grão molhado,
13 sim, e depois ainda limpará o prato com pão. Ou existe e eu é que tenho andado na turma errada.
14 O fato é que quero ser ressarcido de todos os ovos fritos que não comi nestes anos de medo inútil.
15 E os ovos mexidos, e os ovos quentes, e as omeletes babadas, e os toucinhos do céu, e, meu Deus,
16 os fios de ovos. Os fios de ovos que não comi para não morrer dariam várias voltas no globo.
17 Quem os trará de volta? E pensar que cheguei a experimentar ovo artificial, uma pálida paródia de
18 ovo que, esta sim, deve ter me roubado algumas horas de vida a cada garfada infeliz. Ovo frito na
19 manteiga! O rendado marrom das bordas tostadas da clara, o amarelo provençal da gema... Eu sei,
20 eu sei. Manteiga ainda não foi liberada. Mas é só uma questão de tempo.
Fonte: http://varalcomroupas.blogs.sapo.pt/30427.html. Acesso em 03/09/2017. Adaptado e modificado.
Os docentes do CMSM são admiradores assumidos da obra de Luis Fernando Verissimo. Ao ler o texto “Ovo” desse autor, um professor do 9º ano selecionou-o para sua Avaliação de Estudo (AE). Ajude o professor a fazer o gabarito de sua avaliação, marcando a alternativa que traz a afirmação correta sobre o texto de Verissimo.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 01
"Ovo"
Luis Fernando Verissimo
01 Agora essa. Descobriram que ovo, afinal, não faz mal. Durante anos, nos aterrorizaram.
02 Ovos eram bombas de colesterol. Não eram apenas desaconselháveis, eram mortais. Você podia
03 calcular em dias o tempo de vida perdido cada vez que comia uma gema.
04 Cardíacos deviam desviar o olhar se um ovo fosse servido num prato vizinho: ver ovo fazia
05 mal. E agora estão dizendo que foi tudo um engano, o ovo é inofensivo. O ovo é incapaz de matar
06 uma mosca.
07 Sei não, mas me devem algum tipo de indenização. Não se renuncia a pouca coisa quando
08 se renuncia ao ovo frito. Dizem que pouca coisa é melhor do que ovo frito. A comparação é difícil.
09 Não existe nada comparável a uma gema deixada intacta em cima do arroz depois que a clara foi
10 comida, esperando o momento em que o garfo a romperá e ela se desmanchará, sim, se
11 desmanchará, e se espalhará pelo arroz como as gazelas douradas entre os lírios de Gileade nos
12 cantares de Salomão, sim, e você levará o arroz à boca e o saboreará até o último grão molhado,
13 sim, e depois ainda limpará o prato com pão. Ou existe e eu é que tenho andado na turma errada.
14 O fato é que quero ser ressarcido de todos os ovos fritos que não comi nestes anos de medo inútil.
15 E os ovos mexidos, e os ovos quentes, e as omeletes babadas, e os toucinhos do céu, e, meu Deus,
16 os fios de ovos. Os fios de ovos que não comi para não morrer dariam várias voltas no globo.
17 Quem os trará de volta? E pensar que cheguei a experimentar ovo artificial, uma pálida paródia de
18 ovo que, esta sim, deve ter me roubado algumas horas de vida a cada garfada infeliz. Ovo frito na
19 manteiga! O rendado marrom das bordas tostadas da clara, o amarelo provençal da gema... Eu sei,
20 eu sei. Manteiga ainda não foi liberada. Mas é só uma questão de tempo.
Fonte: http://varalcomroupas.blogs.sapo.pt/30427.html. Acesso em 03/09/2017. Adaptado e modificado.
Substituir um termo por outro de sentido aproximado, em diferentes contextos de uso da língua, é uma atividade recorrente em nosso dia a dia. Devemos sempre atentar para os efeitos de sentido que nossas escolhas promovem, a fim de não produzirmos significados indesejados em nossas produções. É importante treinarmos esse exercício de substituição! Então, observe o enunciado retirado do texto:
“O fato é que quero ser ressarcido de todos os ovos fritos que não comi nestes anos de medo inútil.” (l. 14)
A palavra destacada, “ressarcido”, pode ser substituída, efetuando as alterações que se fizerem necessárias no enunciado, sem prejuízo do efeito de sentido no contexto em que se encontra, por:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 01
"Ovo"
Luis Fernando Verissimo
01 Agora essa. Descobriram que ovo, afinal, não faz mal. Durante anos, nos aterrorizaram.
02 Ovos eram bombas de colesterol. Não eram apenas desaconselháveis, eram mortais. Você podia
03 calcular em dias o tempo de vida perdido cada vez que comia uma gema.
04 Cardíacos deviam desviar o olhar se um ovo fosse servido num prato vizinho: ver ovo fazia
05 mal. E agora estão dizendo que foi tudo um engano, o ovo é inofensivo. O ovo é incapaz de matar
06 uma mosca.
07 Sei não, mas me devem algum tipo de indenização. Não se renuncia a pouca coisa quando
08 se renuncia ao ovo frito. Dizem que pouca coisa é melhor do que ovo frito. A comparação é difícil.
09 Não existe nada comparável a uma gema deixada intacta em cima do arroz depois que a clara foi
10 comida, esperando o momento em que o garfo a romperá e ela se desmanchará, sim, se
11 desmanchará, e se espalhará pelo arroz como as gazelas douradas entre os lírios de Gileade nos
12 cantares de Salomão, sim, e você levará o arroz à boca e o saboreará até o último grão molhado,
13 sim, e depois ainda limpará o prato com pão. Ou existe e eu é que tenho andado na turma errada.
14 O fato é que quero ser ressarcido de todos os ovos fritos que não comi nestes anos de medo inútil.
15 E os ovos mexidos, e os ovos quentes, e as omeletes babadas, e os toucinhos do céu, e, meu Deus,
16 os fios de ovos. Os fios de ovos que não comi para não morrer dariam várias voltas no globo.
17 Quem os trará de volta? E pensar que cheguei a experimentar ovo artificial, uma pálida paródia de
18 ovo que, esta sim, deve ter me roubado algumas horas de vida a cada garfada infeliz. Ovo frito na
19 manteiga! O rendado marrom das bordas tostadas da clara, o amarelo provençal da gema... Eu sei,
20 eu sei. Manteiga ainda não foi liberada. Mas é só uma questão de tempo.
Fonte: http://varalcomroupas.blogs.sapo.pt/30427.html. Acesso em 03/09/2017. Adaptado e modificado.
Podemos interagir e nos comunicar com outras pessoas em diversas situações comunicativas. Algumas delas vão exigir o emprego da língua formal e outras, o da língua informal, com gírias e regionalismos, por exemplo. Nessas situações comunicativas, a posição do pronome em relação ao verbo é uma das questões a que devemos atentar. Leia os fragmentos a seguir retirados do texto:
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Assinale a alternativa que traz a afirmação correta sobre os pronomes destacados e sua relação com o texto em que se encontram.
TEXTO 01
"Ovo"
Luis Fernando Verissimo
01 Agora essa. Descobriram que ovo, afinal, não faz mal. Durante anos, nos aterrorizaram.
02 Ovos eram bombas de colesterol. Não eram apenas desaconselháveis, eram mortais. Você podia
03 calcular em dias o tempo de vida perdido cada vez que comia uma gema.
04 Cardíacos deviam desviar o olhar se um ovo fosse servido num prato vizinho: ver ovo fazia
05 mal. E agora estão dizendo que foi tudo um engano, o ovo é inofensivo. O ovo é incapaz de matar
06 uma mosca.
07 Sei não, mas me devem algum tipo de indenização. Não se renuncia a pouca coisa quando
08 se renuncia ao ovo frito. Dizem que pouca coisa é melhor do que ovo frito. A comparação é difícil.
09 Não existe nada comparável a uma gema deixada intacta em cima do arroz depois que a clara foi
10 comida, esperando o momento em que o garfo a romperá e ela se desmanchará, sim, se
11 desmanchará, e se espalhará pelo arroz como as gazelas douradas entre os lírios de Gileade nos
12 cantares de Salomão, sim, e você levará o arroz à boca e o saboreará até o último grão molhado,
13 sim, e depois ainda limpará o prato com pão. Ou existe e eu é que tenho andado na turma errada.
14 O fato é que quero ser ressarcido de todos os ovos fritos que não comi nestes anos de medo inútil.
15 E os ovos mexidos, e os ovos quentes, e as omeletes babadas, e os toucinhos do céu, e, meu Deus,
16 os fios de ovos. Os fios de ovos que não comi para não morrer dariam várias voltas no globo.
17 Quem os trará de volta? E pensar que cheguei a experimentar ovo artificial, uma pálida paródia de
18 ovo que, esta sim, deve ter me roubado algumas horas de vida a cada garfada infeliz. Ovo frito na
19 manteiga! O rendado marrom das bordas tostadas da clara, o amarelo provençal da gema... Eu sei,
20 eu sei. Manteiga ainda não foi liberada. Mas é só uma questão de tempo.
Fonte: http://varalcomroupas.blogs.sapo.pt/30427.html. Acesso em 03/09/2017. Adaptado e modificado.
Considere o enunciado a seguir retirado do texto:
“Não se renuncia a pouca coisa quando se renuncia ao ovo frito.” (l. 07 e 08)
Está INCORRETA a afirmação de que:Resolução comentada
Análise das alternativas
Com a proximidade do verão, um grupo de professores do CMSM, preocupado em manter a forma, foi até a cantina da escola e solicitou a criação de uma receita de café da manhã que, ao mesmo tempo, nutrisse e não fosse muito calórica. Após muitas experiências, a Tia da Cantina inseriu no cardápio o “Ovo Mexido da Tia”, cujos ingredientes são: ovo batido, presunto magro picado, queijo mozzarella picado e tomate picado.
TEXTO 02
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Fonte: http://www.vidaplenaebemestar.com.br/bem-estar/alimentacao/16-tabelas-e-piramides-alimentares-para-referencia. Acesso em 03/09/2017.
Com base na Nova Pirâmide Alimentar de Walter C. Willett, analise as afirmações feitas sobre o novo prato da cantina:
I. O “Ovo Mexido da Tia” contém apenas um ingrediente que pode ser consumido na maioria das refeições.
II. Se um professor comesse, no café da manhã, o “Ovo Mexido da Tia”, ainda poderia comer ovo em mais uma refeição.
III. A maior parte dos ingredientes do “Ovo Mexido da Tia” encontram-se mais próximos do topo do que da base da pirâmide.
Está(ão) correta(s):
TEXTO 03
Entrevista: Michael Pollan, o defensor da comida de vó
Por Mariana Weber
01 Michael Pollan criou uma das frases mais usadas hoje por quem se importa com saúde
02 alimentar: “Comida é aquilo que a sua avó chamaria de comida”. Para o jornalista americano,
03 especializado em alimentação e que trava uma guerra contra ___ comida industrializada, o mero
04 ato de cozinhar tem o poder de nos tornar mais saudáveis.
05 Autor de várias obras sobre o assunto, entre elas O Dilema do Onívoro, Pollan falou ___
06 SUPER sobre seu livro Cozinhar – Uma História Natural da Transformação, em que vestiu o
07 avental de cozinheiro para investigar métodos de cozimento e também a importância de pilotar o
08 próprio fogão.
09 SUPER: A comida de muitas avós também tinha muito açúcar, gordura, sal e até
10 processados, como leite condensado. Somos nostálgicos sobre a comida do passado?
11 Em alguns casos, sim. De modo geral, havia menos produtos processados, mas farinha branca é
12 bastante usada desde 1870. Elas faziam comidas doces, como bolos, para ocasiões especiais. Já
13 as corporações ficam felizes de servir sobremesa toda noite. Há comidas muito atrativas, como
14 batatas fritas, que dão trabalho para fazer. Mas as companhias tornam simples comer isso todo
15 dia. No livro Regras da Comida, eu digo que você pode comer toda a junk food que puder
16 cozinhar. O ato de cozinhar regula a alimentação.
17 Como cozinhar nos transformou como espécie?
18 Sempre foi um mistério como desenvolvemos cérebros tão grandes e um sistema digestivo
19 menor. A mais interessante e persuasiva teoria diz que foi quando começamos ___ cozinhar.
20 Comida cozida dá mais energia. O fogo começa o processo de digestão, além de remover
21 toxinas dos alimentos. Ele diminui a necessidade de mastigar, o que nos liberou tempo, e nos
22 fez mais sociais. Antes, os homens não se sentavam e compartilhavam o alimento. Assim,
23 tivemos que aprender os rudimentos da civilização, como dividir, esperar.
24 Se cozinhar nos tornou humanos, como deixar de cozinhar nos afeta?
25 Os países em que se cozinha mais têm menos obesidade. Quanto menos se cozinha, mais fast
26 food se consome. Em casa, as pessoas deixam de comer juntas. O adolescente come uma pizza
27 congelada; a mãe, uma salada; o pai, um pedaço de carne pré-preparada; as crianças comem
28 enquanto fazem outra atividade, como lição de casa ou TV. A vida familiar tende ___ desunião.
29 E há mesmo um efeito na civilidade. Nas refeições, as crianças aprendem a arte de viver em
30 sociedade: a dividir, esperar a vez, discutir sem brigar.
31 Como reverter a tendência mundial de cozinhar menos?
32 Como jornalistas, contando histórias que estimulem as pessoas a voltar para a cozinha. Aprendo
33 tanto sobre a natureza ao manusear animais e plantas: aprendo sobre transformações, sobre
34 química, física, biologia. E também cultura, porque você está trabalhando com tradições. É um
35 dos jeitos mais intelectualmente absorventes de passar o tempo. Por que precisamos de
36 bactérias? Como transformar açúcar em álcool? Essas transformações são milagres, mas a
37 maioria não pensa sobre isso.
38 Ao mesmo tempo em que muita gente já não cozinha tanto nem se senta para comer em
39 família, um monte de fotos de comida é postada nas redes sociais...
40 Esse contato não é tão íntimo. Não contempla a habilidade de conectar com todos os nossos
41 sentidos. As pessoas estão muito interessadas em comida e em cozinhar, mas não cozinham. É
42 uma cultura do espectador, de ver mais do que fazer. A indústria prefere assim, pois pode fazer
43 por nós.
Fonte: https://super.abril.com.br/comportamento/entrevista-michael-pollan-o-defensor-da-comida-de-vo/. Acesso em 01/09/2017. Adaptado e modificado.
Glossário:
Junk food – comida lixo; besteiras; expressão pejorativa para alimentos com alto teor calórico, com níveis reduzidos de nutrientes.
Fast food – comida rápida; lanches.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas com traço contínuo das linhas 03, 05,19 e 28, na ordem em que aparecem.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 03
Entrevista: Michael Pollan, o defensor da comida de vó
Por Mariana Weber
01 Michael Pollan criou uma das frases mais usadas hoje por quem se importa com saúde
02 alimentar: “Comida é aquilo que a sua avó chamaria de comida”. Para o jornalista americano,
03 especializado em alimentação e que trava uma guerra contra ___ comida industrializada, o mero
04 ato de cozinhar tem o poder de nos tornar mais saudáveis.
05 Autor de várias obras sobre o assunto, entre elas O Dilema do Onívoro, Pollan falou ___
06 SUPER sobre seu livro Cozinhar – Uma História Natural da Transformação, em que vestiu o
07 avental de cozinheiro para investigar métodos de cozimento e também a importância de pilotar o
08 próprio fogão.
09 SUPER: A comida de muitas avós também tinha muito açúcar, gordura, sal e até
10 processados, como leite condensado. Somos nostálgicos sobre a comida do passado?
11 Em alguns casos, sim. De modo geral, havia menos produtos processados, mas farinha branca é
12 bastante usada desde 1870. Elas faziam comidas doces, como bolos, para ocasiões especiais. Já
13 as corporações ficam felizes de servir sobremesa toda noite. Há comidas muito atrativas, como
14 batatas fritas, que dão trabalho para fazer. Mas as companhias tornam simples comer isso todo
15 dia. No livro Regras da Comida, eu digo que você pode comer toda a junk food que puder
16 cozinhar. O ato de cozinhar regula a alimentação.
17 Como cozinhar nos transformou como espécie?
18 Sempre foi um mistério como desenvolvemos cérebros tão grandes e um sistema digestivo
19 menor. A mais interessante e persuasiva teoria diz que foi quando começamos ___ cozinhar.
20 Comida cozida dá mais energia. O fogo começa o processo de digestão, além de remover
21 toxinas dos alimentos. Ele diminui a necessidade de mastigar, o que nos liberou tempo, e nos
22 fez mais sociais. Antes, os homens não se sentavam e compartilhavam o alimento. Assim,
23 tivemos que aprender os rudimentos da civilização, como dividir, esperar.
24 Se cozinhar nos tornou humanos, como deixar de cozinhar nos afeta?
25 Os países em que se cozinha mais têm menos obesidade. Quanto menos se cozinha, mais fast
26 food se consome. Em casa, as pessoas deixam de comer juntas. O adolescente come uma pizza
27 congelada; a mãe, uma salada; o pai, um pedaço de carne pré-preparada; as crianças comem
28 enquanto fazem outra atividade, como lição de casa ou TV. A vida familiar tende ___ desunião.
29 E há mesmo um efeito na civilidade. Nas refeições, as crianças aprendem a arte de viver em
30 sociedade: a dividir, esperar a vez, discutir sem brigar.
31 Como reverter a tendência mundial de cozinhar menos?
32 Como jornalistas, contando histórias que estimulem as pessoas a voltar para a cozinha. Aprendo
33 tanto sobre a natureza ao manusear animais e plantas: aprendo sobre transformações, sobre
34 química, física, biologia. E também cultura, porque você está trabalhando com tradições. É um
35 dos jeitos mais intelectualmente absorventes de passar o tempo. Por que precisamos de
36 bactérias? Como transformar açúcar em álcool? Essas transformações são milagres, mas a
37 maioria não pensa sobre isso.
38 Ao mesmo tempo em que muita gente já não cozinha tanto nem se senta para comer em
39 família, um monte de fotos de comida é postada nas redes sociais...
40 Esse contato não é tão íntimo. Não contempla a habilidade de conectar com todos os nossos
41 sentidos. As pessoas estão muito interessadas em comida e em cozinhar, mas não cozinham. É
42 uma cultura do espectador, de ver mais do que fazer. A indústria prefere assim, pois pode fazer
43 por nós.
Fonte: https://super.abril.com.br/comportamento/entrevista-michael-pollan-o-defensor-da-comida-de-vo/. Acesso em 01/09/2017. Adaptado e modificado.
Glossário:
Junk food – comida lixo; besteiras; expressão pejorativa para alimentos com alto teor calórico, com níveis reduzidos de nutrientes.
Fast food – comida rápida; lanches.
A entrevista é um gênero textual presente em nosso cotidiano. A partir da leitura atenta da entrevista “Michael Pollan, o defensor da comida de vó”, é possível dizer que:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 03
Entrevista: Michael Pollan, o defensor da comida de vó
Por Mariana Weber
01 Michael Pollan criou uma das frases mais usadas hoje por quem se importa com saúde
02 alimentar: “Comida é aquilo que a sua avó chamaria de comida”. Para o jornalista americano,
03 especializado em alimentação e que trava uma guerra contra ___ comida industrializada, o mero
04 ato de cozinhar tem o poder de nos tornar mais saudáveis.
05 Autor de várias obras sobre o assunto, entre elas O Dilema do Onívoro, Pollan falou ___
06 SUPER sobre seu livro Cozinhar – Uma História Natural da Transformação, em que vestiu o
07 avental de cozinheiro para investigar métodos de cozimento e também a importância de pilotar o
08 próprio fogão.
09 SUPER: A comida de muitas avós também tinha muito açúcar, gordura, sal e até
10 processados, como leite condensado. Somos nostálgicos sobre a comida do passado?
11 Em alguns casos, sim. De modo geral, havia menos produtos processados, mas farinha branca é
12 bastante usada desde 1870. Elas faziam comidas doces, como bolos, para ocasiões especiais. Já
13 as corporações ficam felizes de servir sobremesa toda noite. Há comidas muito atrativas, como
14 batatas fritas, que dão trabalho para fazer. Mas as companhias tornam simples comer isso todo
15 dia. No livro Regras da Comida, eu digo que você pode comer toda a junk food que puder
16 cozinhar. O ato de cozinhar regula a alimentação.
17 Como cozinhar nos transformou como espécie?
18 Sempre foi um mistério como desenvolvemos cérebros tão grandes e um sistema digestivo
19 menor. A mais interessante e persuasiva teoria diz que foi quando começamos ___ cozinhar.
20 Comida cozida dá mais energia. O fogo começa o processo de digestão, além de remover
21 toxinas dos alimentos. Ele diminui a necessidade de mastigar, o que nos liberou tempo, e nos
22 fez mais sociais. Antes, os homens não se sentavam e compartilhavam o alimento. Assim,
23 tivemos que aprender os rudimentos da civilização, como dividir, esperar.
24 Se cozinhar nos tornou humanos, como deixar de cozinhar nos afeta?
25 Os países em que se cozinha mais têm menos obesidade. Quanto menos se cozinha, mais fast
26 food se consome. Em casa, as pessoas deixam de comer juntas. O adolescente come uma pizza
27 congelada; a mãe, uma salada; o pai, um pedaço de carne pré-preparada; as crianças comem
28 enquanto fazem outra atividade, como lição de casa ou TV. A vida familiar tende ___ desunião.
29 E há mesmo um efeito na civilidade. Nas refeições, as crianças aprendem a arte de viver em
30 sociedade: a dividir, esperar a vez, discutir sem brigar.
31 Como reverter a tendência mundial de cozinhar menos?
32 Como jornalistas, contando histórias que estimulem as pessoas a voltar para a cozinha. Aprendo
33 tanto sobre a natureza ao manusear animais e plantas: aprendo sobre transformações, sobre
34 química, física, biologia. E também cultura, porque você está trabalhando com tradições. É um
35 dos jeitos mais intelectualmente absorventes de passar o tempo. Por que precisamos de
36 bactérias? Como transformar açúcar em álcool? Essas transformações são milagres, mas a
37 maioria não pensa sobre isso.
38 Ao mesmo tempo em que muita gente já não cozinha tanto nem se senta para comer em
39 família, um monte de fotos de comida é postada nas redes sociais...
40 Esse contato não é tão íntimo. Não contempla a habilidade de conectar com todos os nossos
41 sentidos. As pessoas estão muito interessadas em comida e em cozinhar, mas não cozinham. É
42 uma cultura do espectador, de ver mais do que fazer. A indústria prefere assim, pois pode fazer
43 por nós.
Fonte: https://super.abril.com.br/comportamento/entrevista-michael-pollan-o-defensor-da-comida-de-vo/. Acesso em 01/09/2017. Adaptado e modificado.
Glossário:
Junk food – comida lixo; besteiras; expressão pejorativa para alimentos com alto teor calórico, com níveis reduzidos de nutrientes.
Fast food – comida rápida; lanches.
De acordo com o que está exposto na entrevista lida, é INCORRETO afirmar que:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 03
Entrevista: Michael Pollan, o defensor da comida de vó
Por Mariana Weber
01 Michael Pollan criou uma das frases mais usadas hoje por quem se importa com saúde
02 alimentar: “Comida é aquilo que a sua avó chamaria de comida”. Para o jornalista americano,
03 especializado em alimentação e que trava uma guerra contra ___ comida industrializada, o mero
04 ato de cozinhar tem o poder de nos tornar mais saudáveis.
05 Autor de várias obras sobre o assunto, entre elas O Dilema do Onívoro, Pollan falou ___
06 SUPER sobre seu livro Cozinhar – Uma História Natural da Transformação, em que vestiu o
07 avental de cozinheiro para investigar métodos de cozimento e também a importância de pilotar o
08 próprio fogão.
09 SUPER: A comida de muitas avós também tinha muito açúcar, gordura, sal e até
10 processados, como leite condensado. Somos nostálgicos sobre a comida do passado?
11 Em alguns casos, sim. De modo geral, havia menos produtos processados, mas farinha branca é
12 bastante usada desde 1870. Elas faziam comidas doces, como bolos, para ocasiões especiais. Já
13 as corporações ficam felizes de servir sobremesa toda noite. Há comidas muito atrativas, como
14 batatas fritas, que dão trabalho para fazer. Mas as companhias tornam simples comer isso todo
15 dia. No livro Regras da Comida, eu digo que você pode comer toda a junk food que puder
16 cozinhar. O ato de cozinhar regula a alimentação.
17 Como cozinhar nos transformou como espécie?
18 Sempre foi um mistério como desenvolvemos cérebros tão grandes e um sistema digestivo
19 menor. A mais interessante e persuasiva teoria diz que foi quando começamos ___ cozinhar.
20 Comida cozida dá mais energia. O fogo começa o processo de digestão, além de remover
21 toxinas dos alimentos. Ele diminui a necessidade de mastigar, o que nos liberou tempo, e nos
22 fez mais sociais. Antes, os homens não se sentavam e compartilhavam o alimento. Assim,
23 tivemos que aprender os rudimentos da civilização, como dividir, esperar.
24 Se cozinhar nos tornou humanos, como deixar de cozinhar nos afeta?
25 Os países em que se cozinha mais têm menos obesidade. Quanto menos se cozinha, mais fast
26 food se consome. Em casa, as pessoas deixam de comer juntas. O adolescente come uma pizza
27 congelada; a mãe, uma salada; o pai, um pedaço de carne pré-preparada; as crianças comem
28 enquanto fazem outra atividade, como lição de casa ou TV. A vida familiar tende ___ desunião.
29 E há mesmo um efeito na civilidade. Nas refeições, as crianças aprendem a arte de viver em
30 sociedade: a dividir, esperar a vez, discutir sem brigar.
31 Como reverter a tendência mundial de cozinhar menos?
32 Como jornalistas, contando histórias que estimulem as pessoas a voltar para a cozinha. Aprendo
33 tanto sobre a natureza ao manusear animais e plantas: aprendo sobre transformações, sobre
34 química, física, biologia. E também cultura, porque você está trabalhando com tradições. É um
35 dos jeitos mais intelectualmente absorventes de passar o tempo. Por que precisamos de
36 bactérias? Como transformar açúcar em álcool? Essas transformações são milagres, mas a
37 maioria não pensa sobre isso.
38 Ao mesmo tempo em que muita gente já não cozinha tanto nem se senta para comer em
39 família, um monte de fotos de comida é postada nas redes sociais...
40 Esse contato não é tão íntimo. Não contempla a habilidade de conectar com todos os nossos
41 sentidos. As pessoas estão muito interessadas em comida e em cozinhar, mas não cozinham. É
42 uma cultura do espectador, de ver mais do que fazer. A indústria prefere assim, pois pode fazer
43 por nós.
Fonte: https://super.abril.com.br/comportamento/entrevista-michael-pollan-o-defensor-da-comida-de-vo/. Acesso em 01/09/2017. Adaptado e modificado.
Glossário:
Junk food – comida lixo; besteiras; expressão pejorativa para alimentos com alto teor calórico, com níveis reduzidos de nutrientes.
Fast food – comida rápida; lanches.
Em “A mais interessante e persuasiva teoria” (l. 19), o termo “persuasiva” poderia ser substituído, sem mudança de sentido, por:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 03
Entrevista: Michael Pollan, o defensor da comida de vó
Por Mariana Weber
01 Michael Pollan criou uma das frases mais usadas hoje por quem se importa com saúde
02 alimentar: “Comida é aquilo que a sua avó chamaria de comida”. Para o jornalista americano,
03 especializado em alimentação e que trava uma guerra contra ___ comida industrializada, o mero
04 ato de cozinhar tem o poder de nos tornar mais saudáveis.
05 Autor de várias obras sobre o assunto, entre elas O Dilema do Onívoro, Pollan falou ___
06 SUPER sobre seu livro Cozinhar – Uma História Natural da Transformação, em que vestiu o
07 avental de cozinheiro para investigar métodos de cozimento e também a importância de pilotar o
08 próprio fogão.
09 SUPER: A comida de muitas avós também tinha muito açúcar, gordura, sal e até
10 processados, como leite condensado. Somos nostálgicos sobre a comida do passado?
11 Em alguns casos, sim. De modo geral, havia menos produtos processados, mas farinha branca é
12 bastante usada desde 1870. Elas faziam comidas doces, como bolos, para ocasiões especiais. Já
13 as corporações ficam felizes de servir sobremesa toda noite. Há comidas muito atrativas, como
14 batatas fritas, que dão trabalho para fazer. Mas as companhias tornam simples comer isso todo
15 dia. No livro Regras da Comida, eu digo que você pode comer toda a junk food que puder
16 cozinhar. O ato de cozinhar regula a alimentação.
17 Como cozinhar nos transformou como espécie?
18 Sempre foi um mistério como desenvolvemos cérebros tão grandes e um sistema digestivo
19 menor. A mais interessante e persuasiva teoria diz que foi quando começamos ___ cozinhar.
20 Comida cozida dá mais energia. O fogo começa o processo de digestão, além de remover
21 toxinas dos alimentos. Ele diminui a necessidade de mastigar, o que nos liberou tempo, e nos
22 fez mais sociais. Antes, os homens não se sentavam e compartilhavam o alimento. Assim,
23 tivemos que aprender os rudimentos da civilização, como dividir, esperar.
24 Se cozinhar nos tornou humanos, como deixar de cozinhar nos afeta?
25 Os países em que se cozinha mais têm menos obesidade. Quanto menos se cozinha, mais fast
26 food se consome. Em casa, as pessoas deixam de comer juntas. O adolescente come uma pizza
27 congelada; a mãe, uma salada; o pai, um pedaço de carne pré-preparada; as crianças comem
28 enquanto fazem outra atividade, como lição de casa ou TV. A vida familiar tende ___ desunião.
29 E há mesmo um efeito na civilidade. Nas refeições, as crianças aprendem a arte de viver em
30 sociedade: a dividir, esperar a vez, discutir sem brigar.
31 Como reverter a tendência mundial de cozinhar menos?
32 Como jornalistas, contando histórias que estimulem as pessoas a voltar para a cozinha. Aprendo
33 tanto sobre a natureza ao manusear animais e plantas: aprendo sobre transformações, sobre
34 química, física, biologia. E também cultura, porque você está trabalhando com tradições. É um
35 dos jeitos mais intelectualmente absorventes de passar o tempo. Por que precisamos de
36 bactérias? Como transformar açúcar em álcool? Essas transformações são milagres, mas a
37 maioria não pensa sobre isso.
38 Ao mesmo tempo em que muita gente já não cozinha tanto nem se senta para comer em
39 família, um monte de fotos de comida é postada nas redes sociais...
40 Esse contato não é tão íntimo. Não contempla a habilidade de conectar com todos os nossos
41 sentidos. As pessoas estão muito interessadas em comida e em cozinhar, mas não cozinham. É
42 uma cultura do espectador, de ver mais do que fazer. A indústria prefere assim, pois pode fazer
43 por nós.
Fonte: https://super.abril.com.br/comportamento/entrevista-michael-pollan-o-defensor-da-comida-de-vo/. Acesso em 01/09/2017. Adaptado e modificado.
Glossário:
Junk food – comida lixo; besteiras; expressão pejorativa para alimentos com alto teor calórico, com níveis reduzidos de nutrientes.
Fast food – comida rápida; lanches.
Preencha os parênteses com V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas. Nas afirmativas abaixo, seria mantida a relação de sentido semelhante à do texto original se acrescentássemos:
( ) “Já que” antes de “O ato de cozinhar” (l. 16).
( ) “Porém,” antes de “Quanto menos se cozinha” (l. 25).
( ) “Entretanto,” antes de “Nas refeições” (l. 29).
( ) “Na verdade,” antes de “não cozinham” (l. 41).
Marque a alternativa que contém a sequência correta de cima para baixo.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 03
Entrevista: Michael Pollan, o defensor da comida de vó
Por Mariana Weber
01 Michael Pollan criou uma das frases mais usadas hoje por quem se importa com saúde
02 alimentar: “Comida é aquilo que a sua avó chamaria de comida”. Para o jornalista americano,
03 especializado em alimentação e que trava uma guerra contra ___ comida industrializada, o mero
04 ato de cozinhar tem o poder de nos tornar mais saudáveis.
05 Autor de várias obras sobre o assunto, entre elas O Dilema do Onívoro, Pollan falou ___
06 SUPER sobre seu livro Cozinhar – Uma História Natural da Transformação, em que vestiu o
07 avental de cozinheiro para investigar métodos de cozimento e também a importância de pilotar o
08 próprio fogão.
09 SUPER: A comida de muitas avós também tinha muito açúcar, gordura, sal e até
10 processados, como leite condensado. Somos nostálgicos sobre a comida do passado?
11 Em alguns casos, sim. De modo geral, havia menos produtos processados, mas farinha branca é
12 bastante usada desde 1870. Elas faziam comidas doces, como bolos, para ocasiões especiais. Já
13 as corporações ficam felizes de servir sobremesa toda noite. Há comidas muito atrativas, como
14 batatas fritas, que dão trabalho para fazer. Mas as companhias tornam simples comer isso todo
15 dia. No livro Regras da Comida, eu digo que você pode comer toda a junk food que puder
16 cozinhar. O ato de cozinhar regula a alimentação.
17 Como cozinhar nos transformou como espécie?
18 Sempre foi um mistério como desenvolvemos cérebros tão grandes e um sistema digestivo
19 menor. A mais interessante e persuasiva teoria diz que foi quando começamos ___ cozinhar.
20 Comida cozida dá mais energia. O fogo começa o processo de digestão, além de remover
21 toxinas dos alimentos. Ele diminui a necessidade de mastigar, o que nos liberou tempo, e nos
22 fez mais sociais. Antes, os homens não se sentavam e compartilhavam o alimento. Assim,
23 tivemos que aprender os rudimentos da civilização, como dividir, esperar.
24 Se cozinhar nos tornou humanos, como deixar de cozinhar nos afeta?
25 Os países em que se cozinha mais têm menos obesidade. Quanto menos se cozinha, mais fast
26 food se consome. Em casa, as pessoas deixam de comer juntas. O adolescente come uma pizza
27 congelada; a mãe, uma salada; o pai, um pedaço de carne pré-preparada; as crianças comem
28 enquanto fazem outra atividade, como lição de casa ou TV. A vida familiar tende ___ desunião.
29 E há mesmo um efeito na civilidade. Nas refeições, as crianças aprendem a arte de viver em
30 sociedade: a dividir, esperar a vez, discutir sem brigar.
31 Como reverter a tendência mundial de cozinhar menos?
32 Como jornalistas, contando histórias que estimulem as pessoas a voltar para a cozinha. Aprendo
33 tanto sobre a natureza ao manusear animais e plantas: aprendo sobre transformações, sobre
34 química, física, biologia. E também cultura, porque você está trabalhando com tradições. É um
35 dos jeitos mais intelectualmente absorventes de passar o tempo. Por que precisamos de
36 bactérias? Como transformar açúcar em álcool? Essas transformações são milagres, mas a
37 maioria não pensa sobre isso.
38 Ao mesmo tempo em que muita gente já não cozinha tanto nem se senta para comer em
39 família, um monte de fotos de comida é postada nas redes sociais...
40 Esse contato não é tão íntimo. Não contempla a habilidade de conectar com todos os nossos
41 sentidos. As pessoas estão muito interessadas em comida e em cozinhar, mas não cozinham. É
42 uma cultura do espectador, de ver mais do que fazer. A indústria prefere assim, pois pode fazer
43 por nós.
Fonte: https://super.abril.com.br/comportamento/entrevista-michael-pollan-o-defensor-da-comida-de-vo/. Acesso em 01/09/2017. Adaptado e modificado.
Glossário:
Junk food – comida lixo; besteiras; expressão pejorativa para alimentos com alto teor calórico, com níveis reduzidos de nutrientes.
Fast food – comida rápida; lanches.
Analise os períodos apresentados a seguir.
I. “vestiu o avental de cozinheiro para investigar métodos de cozimento”. (l. 06-07)
II. “Há comidas muito atrativas, como batatas fritas, que dão trabalho para fazer”. (l. 13-14)
III. “Como jornalistas, contando histórias que estimulem as pessoas a voltar para a cozinha”. (l. 32)
Assinale a alternativa em que a palavra “para” NÃO introduz oração subordinada.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 04
![]()
Fonte: https://www.google.com.br/search?q=quadrinhos+sobre+comida&tbm. Acesso em 13/09/2017.
TEXTO 05
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Fonte: www.google.com.br/search?biw=1536&bih=740&tbm=isch&sa=1&q=campanha+publicitaria+prevenção+de+obesidade. Acesso em 17/09/2017.
Sobre as tirinhas de Garfield, é correto afirmar que:
Uma definição para alimentos saudáveis poderia ser “todos os que não têm propaganda.” As propagandas de alimentos realmente trazem uma sucessão de produtos industrializados, cujos apelos se apoiam em: personalidade de marca; design chamativo; praticidade no consumo, por exemplo. A propaganda é o que garante visibilidade a esses produtos. Contudo, os alimentos saudáveis têm todas as características para superar essa concorrência, basta aplicar as táticas da propaganda para dar a eles mais visibilidade. Observe, com atenção, as três publicidades apresentadas a seguir, que foram elaboradas especialmente para divulgar alimentos saudáveis.
TEXTO 06
![]()
Fonte: https://maeperfeita.wordpress.com/2013/04/16/os-segredos-dos-publicitarios/. Acesso em 22/09/2017.
TEXTO 07
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Fonte: https://maeperfeita.wordpress.com/2013/04/16/os-segredos-dos-publicitarios/. Acesso em 22/09/2017.
TEXTO 08
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Fonte: https://maeperfeita.wordpress.com/2013/04/16/os-segredos-dos-publicitarios/. Acesso em 22/09/2017.
Sobre as estratégias aplicadas nos Textos 06, 07 e 08, afirma-se:
I. Todos os textos utilizam-se do recurso de comparação, por semelhança, da forma dos alimentos com o órgão do corpo a que trazem benefícios.
II. Os textos utilizam-se do trocadilho, recurso que garante a conquista do cliente pela utilização do humor.
III. Em todos os textos, observa-se a interpelação direta do leitor, principalmente por meio de verbos que expressam ordem ou pedido.
NÃO está(ão) correta(s):
TEXTO 09
Se a sua avó passou fome, você pode ter herdado o trauma
Um novo estudo mostra que a fome deixa marcas genéticas, transmitidas a partir dos avós, mesmo que os netos nunca tenham sofrido privações
Ana Carolina Leonardi
Revista Superinteressante, ago/2017
01 A história da nossa família está escrita no nosso DNA – especialmente os traumas. Filhos de
02 pessoas que sobreviveram a grandes catástrofes naturais ou sociais, como o Holocausto, trazem no
03 seu material genético marcas de um estresse que nunca viveram diretamente. Um novo estudo
04 inglês descobriu que existe um trauma, muito mais comum, que também deixa marcas transmitidas
05 das avós para os netos: a fome.
06 O desenvolvimento de um bebê no útero depende da saúde da gestante – especialmente com
07 relação à nutrição. O que a nova pesquisa revelou é que o impacto da má nutrição de uma gestante
08 afeta gerações seguintes. Ou seja: se sua avó materna sofreu algum tipo de privação alimentar,
09 mesmo que sua mãe tenha engravidado com mais recursos, você também deve ter sentido o
10 impacto.
11 O estudo tomou como ponto de partida a Gâmbia. No menor país da África, a zona rural
12 tem apenas duas estações: a de colheita e a de fome, já que a chuva é pouca e se concentra em um
13 intervalo curto do ano.
14 As mães que passavam os últimos meses de sua gravidez durante a estação de fome davam
15 à luz bebês menores, com menos peso. Eles sofriam do chamado “estresse nutricional” dentro do
16 útero. Esse já era um fenômeno conhecido há tempos.
17 O que os pesquisadores fizeram foi estudar os filhos dessas crianças (hoje adultas). Algumas
18 delas viraram mães e tiveram gestações bem diferentes: umas com condições financeiras melhores
19 e, portanto, melhor alimentação, outras cuja fase vital da gravidez calhou com a estação de mais
20 fartura.
21 O esperado é que, para essas mães com mais recursos, o tamanho dos bebês aumentasse,
22 voltando à média de quem nunca passou fome. Não foi bem assim. Os netos daquelas mulheres
23 desnutridas durante a gravidez ainda nasciam menores, mesmo que suas mães não tivessem
24 sofrido o mesmo mal.
25 O fenômeno não era exclusivamente feminino: quando o filho da mãe mal nutrida era
26 homem, seus filhos também ficavam abaixo da curva, mas de forma diferente. Quando quem
27 sofria má nutrição era a avó paterna, as crianças nasciam com peso dentro da média – mas
28 engordavam menos. Quando chegavam aos 2 anos, já eram bem menores que bebês da mesma
29 idade.
30 E por que tudo isso importa? Muitos programas sociais focados em populações frágeis
31 como essa, que suplementam as dietas das famílias, são abandonados. Isso porque indicadores
32 como déficit de crescimento infantil não parecem melhorar por causa deles.
33 Já estudos como esse, segundo os pesquisadores, conseguem mostrar que a jornada precisa
34 ser mais paciente, já que o impacto genético da fome pode levar gerações para ser totalmente
35 eliminado.
Fonte: https://super.abril.com.br/comportamento/se-a-sua-avo-passou-fome-voce-pode-ter-herdado-o-trauma/. Acesso em 28/08/2017.
Uma professora de Língua Portuguesa do CMSM levou o Texto 09 para a sala de aula e solicitou aos seus alunos que identificassem a que gênero textual ele pertence. Algumas das características apontadas pelos estudantes estão relacionadas nas alternativas que seguem. Marque a única alternativa que traz características desse texto.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 09
Se a sua avó passou fome, você pode ter herdado o trauma
Um novo estudo mostra que a fome deixa marcas genéticas, transmitidas a partir dos avós, mesmo que os netos nunca tenham sofrido privações
Ana Carolina Leonardi
Revista Superinteressante, ago/2017
01 A história da nossa família está escrita no nosso DNA – especialmente os traumas. Filhos de
02 pessoas que sobreviveram a grandes catástrofes naturais ou sociais, como o Holocausto, trazem no
03 seu material genético marcas de um estresse que nunca viveram diretamente. Um novo estudo
04 inglês descobriu que existe um trauma, muito mais comum, que também deixa marcas transmitidas
05 das avós para os netos: a fome.
06 O desenvolvimento de um bebê no útero depende da saúde da gestante – especialmente com
07 relação à nutrição. O que a nova pesquisa revelou é que o impacto da má nutrição de uma gestante
08 afeta gerações seguintes. Ou seja: se sua avó materna sofreu algum tipo de privação alimentar,
09 mesmo que sua mãe tenha engravidado com mais recursos, você também deve ter sentido o
10 impacto.
11 O estudo tomou como ponto de partida a Gâmbia. No menor país da África, a zona rural
12 tem apenas duas estações: a de colheita e a de fome, já que a chuva é pouca e se concentra em um
13 intervalo curto do ano.
14 As mães que passavam os últimos meses de sua gravidez durante a estação de fome davam
15 à luz bebês menores, com menos peso. Eles sofriam do chamado “estresse nutricional” dentro do
16 útero. Esse já era um fenômeno conhecido há tempos.
17 O que os pesquisadores fizeram foi estudar os filhos dessas crianças (hoje adultas). Algumas
18 delas viraram mães e tiveram gestações bem diferentes: umas com condições financeiras melhores
19 e, portanto, melhor alimentação, outras cuja fase vital da gravidez calhou com a estação de mais
20 fartura.
21 O esperado é que, para essas mães com mais recursos, o tamanho dos bebês aumentasse,
22 voltando à média de quem nunca passou fome. Não foi bem assim. Os netos daquelas mulheres
23 desnutridas durante a gravidez ainda nasciam menores, mesmo que suas mães não tivessem
24 sofrido o mesmo mal.
25 O fenômeno não era exclusivamente feminino: quando o filho da mãe mal nutrida era
26 homem, seus filhos também ficavam abaixo da curva, mas de forma diferente. Quando quem
27 sofria má nutrição era a avó paterna, as crianças nasciam com peso dentro da média – mas
28 engordavam menos. Quando chegavam aos 2 anos, já eram bem menores que bebês da mesma
29 idade.
30 E por que tudo isso importa? Muitos programas sociais focados em populações frágeis
31 como essa, que suplementam as dietas das famílias, são abandonados. Isso porque indicadores
32 como déficit de crescimento infantil não parecem melhorar por causa deles.
33 Já estudos como esse, segundo os pesquisadores, conseguem mostrar que a jornada precisa
34 ser mais paciente, já que o impacto genético da fome pode levar gerações para ser totalmente
35 eliminado.
Fonte: https://super.abril.com.br/comportamento/se-a-sua-avo-passou-fome-voce-pode-ter-herdado-o-trauma/. Acesso em 28/08/2017.
Considere o seguinte trecho retirado do texto:
![]()
Os termos destacados conferem ao enunciado valores semânticos, respectivamente, de:
TEXTO 09
Se a sua avó passou fome, você pode ter herdado o trauma
Um novo estudo mostra que a fome deixa marcas genéticas, transmitidas a partir dos avós, mesmo que os netos nunca tenham sofrido privações
Ana Carolina Leonardi
Revista Superinteressante, ago/2017
01 A história da nossa família está escrita no nosso DNA – especialmente os traumas. Filhos de
02 pessoas que sobreviveram a grandes catástrofes naturais ou sociais, como o Holocausto, trazem no
03 seu material genético marcas de um estresse que nunca viveram diretamente. Um novo estudo
04 inglês descobriu que existe um trauma, muito mais comum, que também deixa marcas transmitidas
05 das avós para os netos: a fome.
06 O desenvolvimento de um bebê no útero depende da saúde da gestante – especialmente com
07 relação à nutrição. O que a nova pesquisa revelou é que o impacto da má nutrição de uma gestante
08 afeta gerações seguintes. Ou seja: se sua avó materna sofreu algum tipo de privação alimentar,
09 mesmo que sua mãe tenha engravidado com mais recursos, você também deve ter sentido o
10 impacto.
11 O estudo tomou como ponto de partida a Gâmbia. No menor país da África, a zona rural
12 tem apenas duas estações: a de colheita e a de fome, já que a chuva é pouca e se concentra em um
13 intervalo curto do ano.
14 As mães que passavam os últimos meses de sua gravidez durante a estação de fome davam
15 à luz bebês menores, com menos peso. Eles sofriam do chamado “estresse nutricional” dentro do
16 útero. Esse já era um fenômeno conhecido há tempos.
17 O que os pesquisadores fizeram foi estudar os filhos dessas crianças (hoje adultas). Algumas
18 delas viraram mães e tiveram gestações bem diferentes: umas com condições financeiras melhores
19 e, portanto, melhor alimentação, outras cuja fase vital da gravidez calhou com a estação de mais
20 fartura.
21 O esperado é que, para essas mães com mais recursos, o tamanho dos bebês aumentasse,
22 voltando à média de quem nunca passou fome. Não foi bem assim. Os netos daquelas mulheres
23 desnutridas durante a gravidez ainda nasciam menores, mesmo que suas mães não tivessem
24 sofrido o mesmo mal.
25 O fenômeno não era exclusivamente feminino: quando o filho da mãe mal nutrida era
26 homem, seus filhos também ficavam abaixo da curva, mas de forma diferente. Quando quem
27 sofria má nutrição era a avó paterna, as crianças nasciam com peso dentro da média – mas
28 engordavam menos. Quando chegavam aos 2 anos, já eram bem menores que bebês da mesma
29 idade.
30 E por que tudo isso importa? Muitos programas sociais focados em populações frágeis
31 como essa, que suplementam as dietas das famílias, são abandonados. Isso porque indicadores
32 como déficit de crescimento infantil não parecem melhorar por causa deles.
33 Já estudos como esse, segundo os pesquisadores, conseguem mostrar que a jornada precisa
34 ser mais paciente, já que o impacto genético da fome pode levar gerações para ser totalmente
35 eliminado.
Fonte: https://super.abril.com.br/comportamento/se-a-sua-avo-passou-fome-voce-pode-ter-herdado-o-trauma/. Acesso em 28/08/2017.
Leia o enunciado abaixo:
“As mães que passavam os últimos meses de sua gravidez durante a estação de fome davam à luz bebês menores, com menos peso”. (l. 14 e 15)
O termo destacado “que” (l. 14) confere um determinado efeito de sentido à informação por ele introduzida. Assinale a alternativa que contém a interpretação correta do enunciado.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 09
Se a sua avó passou fome, você pode ter herdado o trauma
Um novo estudo mostra que a fome deixa marcas genéticas, transmitidas a partir dos avós, mesmo que os netos nunca tenham sofrido privações
Ana Carolina Leonardi
Revista Superinteressante, ago/2017
01 A história da nossa família está escrita no nosso DNA – especialmente os traumas. Filhos de
02 pessoas que sobreviveram a grandes catástrofes naturais ou sociais, como o Holocausto, trazem no
03 seu material genético marcas de um estresse que nunca viveram diretamente. Um novo estudo
04 inglês descobriu que existe um trauma, muito mais comum, que também deixa marcas transmitidas
05 das avós para os netos: a fome.
06 O desenvolvimento de um bebê no útero depende da saúde da gestante – especialmente com
07 relação à nutrição. O que a nova pesquisa revelou é que o impacto da má nutrição de uma gestante
08 afeta gerações seguintes. Ou seja: se sua avó materna sofreu algum tipo de privação alimentar,
09 mesmo que sua mãe tenha engravidado com mais recursos, você também deve ter sentido o
10 impacto.
11 O estudo tomou como ponto de partida a Gâmbia. No menor país da África, a zona rural
12 tem apenas duas estações: a de colheita e a de fome, já que a chuva é pouca e se concentra em um
13 intervalo curto do ano.
14 As mães que passavam os últimos meses de sua gravidez durante a estação de fome davam
15 à luz bebês menores, com menos peso. Eles sofriam do chamado “estresse nutricional” dentro do
16 útero. Esse já era um fenômeno conhecido há tempos.
17 O que os pesquisadores fizeram foi estudar os filhos dessas crianças (hoje adultas). Algumas
18 delas viraram mães e tiveram gestações bem diferentes: umas com condições financeiras melhores
19 e, portanto, melhor alimentação, outras cuja fase vital da gravidez calhou com a estação de mais
20 fartura.
21 O esperado é que, para essas mães com mais recursos, o tamanho dos bebês aumentasse,
22 voltando à média de quem nunca passou fome. Não foi bem assim. Os netos daquelas mulheres
23 desnutridas durante a gravidez ainda nasciam menores, mesmo que suas mães não tivessem
24 sofrido o mesmo mal.
25 O fenômeno não era exclusivamente feminino: quando o filho da mãe mal nutrida era
26 homem, seus filhos também ficavam abaixo da curva, mas de forma diferente. Quando quem
27 sofria má nutrição era a avó paterna, as crianças nasciam com peso dentro da média – mas
28 engordavam menos. Quando chegavam aos 2 anos, já eram bem menores que bebês da mesma
29 idade.
30 E por que tudo isso importa? Muitos programas sociais focados em populações frágeis
31 como essa, que suplementam as dietas das famílias, são abandonados. Isso porque indicadores
32 como déficit de crescimento infantil não parecem melhorar por causa deles.
33 Já estudos como esse, segundo os pesquisadores, conseguem mostrar que a jornada precisa
34 ser mais paciente, já que o impacto genético da fome pode levar gerações para ser totalmente
35 eliminado.
Fonte: https://super.abril.com.br/comportamento/se-a-sua-avo-passou-fome-voce-pode-ter-herdado-o-trauma/. Acesso em 28/08/2017.
Leia, no Texto 09, estes enunciados retirados do último parágrafo:
I. “a jornada precisa ser mais paciente”. (l. 33 e 34)
II. “o impacto genético da fome pode levar gerações para ser totalmente eliminado”. (l. 34 e 35)
Independentemente da ordem em que aparecem, a relação semântica existente entre eles, decorrente do uso do conector, é de:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 10
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Fonte: http://comidanarede.com.br/calvin-vegetariano/. Acesso em 26/08/2017.
A partir da leitura da tirinha, analise as afirmativas a seguir:
I. A mãe de Calvin prefere que o filho coma vegetais a carne.
II. Calvin não é adepto à comida vegetariana porque gosta de comer carne.
III. Calvin se aproveita da situação apresentada pela mãe para não fazer a refeição e ir direto para a sobremesa.
Está(ão) correta(s):
TEXTO 10
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Fonte: http://comidanarede.com.br/calvin-vegetariano/. Acesso em 26/08/2017.
Há, na fala da mãe de Calvin, no 2º quadrinho da tirinha, duas orações: “É comida vegetariana. Faz bem pra você”. Mantendo o efeito de sentido expresso na tirinha, só não seria possível unir as duas orações por meio da conjunção:
O refeitório do CMSM é conhecido como “Rancho”. Quando há aula à tarde, os alunos normalmente almoçam no “Rancho”. Um desses alunos não se serve de carne. Uma colega perguntou-lhe se era vegetariano, e o aluno afirmou que sim. Para entender um pouco mais sobre esse assunto, leia o texto que segue:
TEXTO 11
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Fonte: https://www.vista-se.com.br/tipos-de-vegetarianos-entenda-as-principais-diferencas-entre-os-grupos-de-vegetarianos/. Acesso em 26/08/2017.
De acordo com o exposto na tabela, são feitas algumas afirmativas:
I. Os ovolactovegetarianos são o grupo com maior restrição alimentar.
II. A diferença entre os vegetarianos estritos e os veganos não se restringe à alimentação.
III. A semelhança entre os quatro grupos apresentados na tabela está na ingestão de alimentos de origem animal.
Está(ão) correta(s):
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