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Marinha do Brasil — Concurso Público para Ingresso no Quadro Técnico do Corpo Auxiliar da Marinha (CP-T/2014) — Arqueologia — Prova Amarela

Marinha do Brasil · Oficial do Quadro Técnico do Corpo Auxiliar da Marinha — Arqueologia

Diretoria de Ensino da Marinha2014

50 questões nesta prova · página 2 de 3 · 50 com gabarito

Arqueologia Brasileira História da Arqueologia no Brasil

Diretoria de Ensino da Marinha 2014

Marinha do Brasil · Oficial do Quadro Técnico do Corpo Auxiliar da Marinha — Arqueologia · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Com base em André Prous (Arqueologia Brasileira, 1992), em relação ao Projeto Nacional de Pesquisas Arqueológicas (PRONAPA) é correto afirmar que:
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Resolução comentada

O PRONAPA (1965-1971) fez prospecções e testes rápidos para traçar um quadro geral das culturas.

O PRONAPA, de 1965 a 1971, buscou um panorama geral das culturas brasileiras por meio de prospecções, testes e pequenas escavações rápidas. Registrou milhares de sítios, a maioria dos períodos mais recentes da pré-história.

Análise das alternativas

A descreve Emperaire e Laming. B descreve a abordagem de pesquisas detalhadas de poucos sítios, típica de outro período. C e D tratam de fases anteriores e posteriores da história da arqueologia brasileira, não do PRONAPA.

Referência: Prous, A. Arqueologia Brasileira, 1992.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Arqueologia Brasileira Arte Rupestre

Diretoria de Ensino da Marinha 2014

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Em relação à Arte Rupestre, assinale a opção cuja tradição é caracterizada por apresentar figuras grandes, geométricas ou biomórficas, em que as cenas aparecem muito raramente, contendo apenas um ou dois personagens.
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Resolução comentada

A Tradição Agreste tem figuras grandes e cenas raras.

A Tradição Agreste (arte rupestre do Nordeste) traz figuras grandes, geométricas ou biomórficas, e cenas muito raras, com apenas um ou dois personagens.

Análise das alternativas

A Tradição Nordeste é rica em cenas de interação entre muitos personagens. A Planalto tem predominância de figuras de animais, especialmente cervídeos. A São Francisco e a Geométrica têm outras características gráficas.

Referência: Prous, A. Arqueologia Brasileira (arte rupestre).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Arqueologia Brasileira Sambaquis

Diretoria de Ensino da Marinha 2014

Marinha do Brasil · Oficial do Quadro Técnico do Corpo Auxiliar da Marinha — Arqueologia · Caderno Amarela

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Na tentativa de explicar se os sambaquis eram decorrentes de fenômenos naturais ou artificiais, apareceram diversas correntes que sustentavam várias hipóteses. Quanto a essas correntes é correto afirmar que:
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Resolução comentada

Uma vertente artificialista via os sambaquis como acúmulo casual de restos alimentares.

A corrente artificialista entendia que os sambaquis eram produzidos pelo homem. Uma de suas vertentes os via como resultado do acúmulo casual de restos de alimentação, o que o gabarito indica como a afirmativa correta.

Análise das alternativas

A inverte os conceitos: a visão de descarte humano é artificialista, não naturalista. C está errada porque o artificialismo não nasceu da fusão das outras correntes. D e E trazem argumentos que não correspondem ao debate: a cerâmica é rara nos sambaquis e a corrente mista não foi invalidada pela falta de sepultamentos.

Referência: Literatura sobre sambaquis (ex.: Prous, Arqueologia Brasileira).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Legislação do Patrimônio Cultural Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (1982)

Diretoria de Ensino da Marinha 2014

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Em relação à Convenção das Nações Unidas para o Direito do Mar (Montego Bay, 1982), é correto afirmar que:
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Resolução comentada

A CNUDM tem 320 artigos, e apenas dois tratam de objetos históricos e arqueológicos.

A Convenção de Montego Bay tem 320 artigos. Somente dois deles, os arts. 149 e 303, tratam de objetos de caráter arqueológico e histórico, e de forma genérica.

Análise das alternativas

A está errada: o Brasil ratificou a Convenção e a Lei 7.542/86 convive com ela. B está errada porque há artigos sobre o tema (149 e 303). C descreve a Convenção da UNESCO de 2001, não a CNUDM. D também se refere à UNESCO/2001.

Referência: CNUDM (1982), arts. 149 e 303.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Legislação do Patrimônio Cultural Convenção da UNESCO sobre o Patrimônio Cultural Subaquático (2001)

Diretoria de Ensino da Marinha 2014

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Coloque F (falso) ou V (Verdadeiro) nas afirmativas abaixo, relativas à Convenção da UNESCO para Proteção do Patrimônio Cultural Subaquático, assinalando a seguir a opção correta.

( ) O Patrimônio Cultural Subaquático poderá ser objeto de exploração comercial.
( ) A preservação in situ do Patrimônio Cultural Subaquático será considerada como a segunda opção antes de se autorizar ou iniciar qualquer atividade dirigida a este patrimônio.
( ) Os Estados Partes garantirão que todos os restos humanos situados em águas marítimas sejam tratados com o devido respeito.
( ) O Patrimônio Cultural Subaquático recuperado será depositado, conservado e gerido de maneira que assegure a sua preservação em longo prazo.
( ) O Brasil, Portugal e a Espanha são signatários da Convenção desde o ano de 2002.
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Resolução comentada

Convenção UNESCO 2001: sequência F, F, V, V, F.

A Convenção proíbe a exploração comercial do patrimônio subaquático. A preservação in situ é a primeira opção, não a segunda. Os restos humanos devem ser tratados com respeito, e o material recuperado deve ser conservado de modo a garantir sua preservação em longo prazo. O Brasil não era signatário em 2002, pois a Convenção é de 2001 e a adesão brasileira foi posterior.

Análise das alternativas

A, B, D e E erram em algum item: tratam a exploração comercial como permitida (D, E), a preservação in situ como segunda opção (D) ou o Brasil como signatário desde 2002 (B, E).

Referência: Convenção da UNESCO sobre a Proteção do Patrimônio Cultural Subaquático (Paris, 2001).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Legislação do Patrimônio Cultural Instrumentos de Proteção do Patrimônio Cultural

Diretoria de Ensino da Marinha 2014

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A atual Constituição Brasileira preconiza no artigo 216, parágrafo primeiro, que o Poder público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro, por meio de diversos instrumentos que elenca e por outras formas de acautelamento. Segundo Inês Virgínia P. Soares (in: Direito ao(do) patrimônio cultural brasileiro. Belo Horizonte: Fórum, 2009) antes da Constituição de 1988, o instrumento mais utilizado para defesa do patrimônio cultural brasileiro era:
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Resolução comentada

Antes de 1988, o tombamento era o principal instrumento de proteção.

Desde o Decreto-Lei nº 25/1937, o tombamento foi o instrumento mais utilizado para proteger o patrimônio cultural brasileiro. O registro, voltado ao patrimônio imaterial, só surgiu depois, com o Decreto nº 3.551/2000.

Análise das alternativas

Vigilância, preservação e inventário são formas de acautelamento, mas não eram o instrumento predominante. O registro é posterior a 1988.

Referência: CF/88, art. 216, §1º; Decreto-Lei nº 25/1937; Soares, I. V. P., 2009.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Arqueologia Brasileira Arqueologia Amazônica

Diretoria de Ensino da Marinha 2014

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Segundo Eduardo G. Neves (in: Arqueologia da Amazônia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006) os sítios mais característicos em que se encontram cerâmicas da cultura marajoara são comumente aterros artificiais conhecidos regionalmente como:
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Resolução comentada

Os sítios marajoara são aterros artificiais chamados tesos.

Segundo a literatura sobre a Amazônia, os sítios marajoara são aterros artificiais, regionalmente chamados de tesos. Eram construídos para habitação e sepultamento em áreas alagáveis da ilha de Marajó.

Análise das alternativas

Sambaquis são montes de conchas do litoral, não da cultura marajoara. Montes, ladeiras e cimo não são termos regionais consagrados para esses aterros.

Referência: Neves, E. G. Arqueologia da Amazônia. Jorge Zahar, 2006.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Arqueologia Conceitos Fundamentais da Arqueologia

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Correlacione os termos da Arqueologia apresentados abaixo a seus respectivos conceitos e, em seguida, assinale a opção que apresenta a sequência correta.

TERMOS
I - Prospecção
II - Escavação
III- Registro Arqueológico
IV - Processamentore

CONCEITOS
( ) Intervenção de pequeno porte no registro arqueológico, abrangendo coletas controladas de superfícies.
( ) Intervenção detalhada no registro arqueológico que vela a distribuição tridimensional das estruturas na matriz original.
( ) Referência genérica aos objetos, artefatos, estruturas e construções produzidas pelas sociedades do passado, inseridas em determinado contexto.
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Resolução comentada

Associação dos termos: prospecção, escavação e registro arqueológico.

Prospecção é a intervenção de pequeno porte, com coletas controladas de superfície e sondagens. Escavação é a intervenção detalhada que preserva a distribuição tridimensional das estruturas na matriz original. Registro arqueológico é a referência genérica a objetos, artefatos, estruturas e construções das sociedades passadas em seu contexto. A sequência é, portanto, I, II, III.

Análise das alternativas

A, B, C e D trocam os termos. Processamento (IV) designa a fase de laboratório (limpeza, triagem, catalogação), não nenhum dos conceitos apresentados.

Referência: Conceitos básicos de metodologia arqueológica (prospecção, escavação, registro arqueológico).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Arqueologia Brasileira Arqueologia Amazônica

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De acordo com Eduardo G. Neves (in: Arqueologia da Amazônia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006) quanto à Arqueologia Amazônica é correto afirmar que:
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Resolução comentada

As evidências mais antigas de assentamentos na Amazônia brasileira vêm do Marajó e do Alto Madeira.

Para Neves, os assentamentos mais antigos na Amazônia brasileira aparecem em dois locais: a Ilha do Marajó e o Alto Madeira. Essas evidências indicam uma ocupação complexa e antiga.

Análise das alternativas

A está errada, pois as datações da Pedra Pintada são de cerca de 11 mil anos, e não de 30 mil. C está errada, porque a Amazônia era densamente povoada no século XV. D e E estão erradas: as terras pretas são férteis e indicam antigos assentamentos, com abundantes vestígios.

Referência: NEVES, Eduardo G. Arqueologia da Amazônia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Arqueologia Subaquática Sítios de Naufrágio

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Assinale a opção que apresenta uma ferramenta auxiliar na datação e identificação das causas de um naufrágio.
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Resolução comentada

Os traços tafonômicos no soçobro ajudam a datar e a identificar as causas do naufrágio.

A tafonomia estuda as transformações pós-deposicionais do sítio. Os traços tafonômicos (marcas de fogo, de impacto, de degradação) indicam como e quando o naufrágio ocorreu.

Análise das alternativas

Decapagem por abrasão, brushoff e a identificação de fouling são procedimentos de limpeza ou remoção de incrustação, e não dão a datação e as causas. Taxonomia classifica, mas não indica causa do naufrágio.

Referência: Tafonomia aplicada à arqueologia subaquática.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Arqueologia Subaquática Tipologia de Sítios Submersos

Diretoria de Ensino da Marinha 2014

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Qual o tipo de sítio submerso conhecido por estar bastante associado ao lixo descartado por diferentes ocupações?
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Resolução comentada

O sítio depositário está associado ao lixo descartado por diferentes ocupações.

Sítios depositários são locais de descarte, como fundeadouros e áreas portuárias, onde se acumula lixo jogado por várias ocupações ao longo do tempo.

Análise das alternativas

Naufrágio é a perda de uma embarcação. Santuário e as denominações compósito e composto não designam sítio de descarte de lixo.

Referência: Tipologia de sítios submersos (arqueologia subaquática).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Legislação do Patrimônio Cultural NORMAM-10/DPC

Diretoria de Ensino da Marinha 2014

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Considerando as exigências estabelecidas nas Normas da Autoridade Marítima nº10(NORMAM-10/DPC) a pessoa física ou jurídica que for autorizada a realizar uma operação de pesquisa com a finalidade de localizar um casco soçobrado, já incorporado ao domínio da União:
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Resolução comentada

Na pesquisa para localizar casco soçobrado, não se pode alterar o local nem remover artefatos.

Na NORMAM-10/DPC, a pesquisa com finalidade de localização é uma atividade de baixo impacto. Ela não permite alterar o local do achado nem remover artefatos, e admite métodos remotos e não intrusivos.

Análise das alternativas

A e C (escavar com jatos e sugadoras, remover artefatos, fazer sondagens) são atividades intrusivas, que exigem outro tipo de autorização. B e E vedam justamente métodos usados na localização (sonar de varredura lateral, imagens, aquaplanos).

Referência: NORMAM-10/DPC.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Teoria Arqueológica Classificação Arqueológica

Diretoria de Ensino da Marinha 2014

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Segundo o arqueólogo Vere Gordon Childe, em sua obra intitulada "Para recuperação do passado: a interpretação dos dados arqueológicos", a classificação arqueológica dos dados possui três bases. São elas:
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Resolução comentada

As três bases da classificação em Childe são a funcional, a cronológica e a corológica.

Segundo o gabarito oficial, Childe classifica os dados arqueológicos por função (para que serviam), cronologia (quando) e corologia (onde, a distribuição espacial). Assim se organiza o material no tempo, no espaço e quanto ao uso.

Análise das alternativas

As alternativas A, B, D e E trazem termos como tipológica, cultural, evolutiva e tradicional. Esses termos não formam o trio funcional-cronológico-corológico da obra.

Referência: CHILDE, V. G. Para uma recuperação do passado.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Teoria Arqueológica Classificação Arqueológica

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Conforme o arqueólogo Vere Gordon Childe registrou em sua obra "Para uma recuperação do passado: a interpretação dos dados arqueológicos" o valor de um objeto arqueológico, quanto à extensão da resposta que pode dar à História, depende principalmente:
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Resolução comentada

Para Childe, o valor do objeto para a História depende principalmente do contexto.

Childe sustentava que o significado histórico de um artefato depende sobretudo do contexto em que foi encontrado, isto é, de suas associações com outros vestígios, e não do objeto isolado.

Análise das alternativas

Função, matéria-prima, tipologia e tecnologia de fabrico são atributos do objeto e servem à classificação, mas sozinhos não determinam a resposta que ele pode dar à História.

Referência: CHILDE, V. G. Para uma recuperação do passado: a interpretação dos dados arqueológicos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Teoria Arqueológica Arqueologia Processual

Diretoria de Ensino da Marinha 2014

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A teoria arqueológica que na década de 1960 surgiu no contexto da arqueologia antropológica norte-americana e foi capitaneada por Lewis Binford, denomina-se:
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Resolução comentada

A teoria de Binford, dos anos 1960, é a Arqueologia Processual.

A Nova Arqueologia ou Arqueologia Processual surgiu nos EUA nos anos 1960, com Lewis Binford. Ela propunha explicar processos culturais com método hipotético-dedutivo e abordagem científica, em contraste com a descrição da abordagem histórico-cultural.

Análise das alternativas

A histórico-cultural precede a processual. A marxista, a contextual e a pós-processual são outras correntes: a pós-processual (Hodder) é uma reação posterior, dos anos 1980.

Referência: BINFORD, L. R. Archaeology as Anthropology (1962).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Arqueologia Estratigrafia

Diretoria de Ensino da Marinha 2014

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"O estado atual dos sítios arqueológicos é o resultado de processos frequentemente complexos que atuam desde os tempos imediatamente anteriores à primeira presença humana no local. Esses processos condicionam características estruturais que o arqueólogo deve reconhecer e interpretar" (PROUS, André. Arqueologia Brasileira. Brasília: Editora da UNB 1992, p.29 e 30). Tomando por base os estudos sobre estratigrafia, assinale a opção correta em relação a um nível arbitrário.
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Resolução comentada

Nível arbitrário é uma camada de espessura constante retirada como unidade de escavação.

Nível arbitrário (decapagem artificial) é uma camada de espessura fixa, retirada como unidade de escavação, geralmente sem considerar a estratigrafia natural. Os vestígios achados na mesma espessura são tratados como cronologicamente próximos.

Análise das alternativas

A, B, C e D descrevem as ocupações ou camadas arqueológicas naturais. Esses níveis dependem da natureza do sedimento, da densidade dos vestígios e da sedimentação rápida que cobre os restos, e não são divisões fixas e artificiais.

Referência: PROUS, André. Arqueologia Brasileira. Brasília: UnB, 1992, p. 29-30.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Arqueologia Métodos de Escavação

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O arqueólogo Francês André Leroi-Gourhan (1911-1986) foi responsável pela formação de muitos arqueólogos franceses e de outros países, inclusive do Brasil. Dentre suas grandes contribuições no campo metodológico, destaca-se o desenvolvimento de uma técnica de escavação conhecida como:
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Resolução comentada

Leroi-Gourhan desenvolveu a decapagem.

A decapagem é a técnica de escavação por grandes superfícies que expõe os vestígios no nível de ocupação (o piso), preservando as relações espaciais entre eles. Ela foi desenvolvida por Leroi-Gourhan e é muito usada em sítios a céu aberto.

Análise das alternativas

Debitagem é o processo de lascamento da pedra. Sondagem, trincheira e quadrícula são técnicas de escavação ou de marcação, mas não são a contribuição específica de Leroi-Gourhan.

Referência: PROUS, André. Arqueologia Brasileira. Brasília: UnB, 1992.

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Legislação do Patrimônio Cultural Bens Afundados e Submersos

Diretoria de Ensino da Marinha 2014

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Considere que uma determinada empresa foi autorizada pela Autoridade Marítima a realizar especificamente uma atividade de pesquisa em uma área submersa localizada em águas jurisdicionais brasileiras e com potencial arqueológico. Durante a realização de uma fiscalização, os representantes da Autoridade Marítima constataram que essa empresa retirou do leito marinho diversos artefatos arqueológicos, alegando a necessidade de realizar análises de laboratório.

Diante do caso apresentado, e considerando o preconizado na Lei nº 7.542/1986, alterada pela Lei nº 10.166/2000 e as Normas da Autoridade Marítima nº 10/DPC, assinale a opção correta:
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Resolução comentada

A retirada de artefatos numa autorização só de pesquisa leva ao cancelamento automático e a sanções.

Com autorização apenas para pesquisa, retirar artefatos do leito marinho é irregular, porque exige autorização específica. Pela legislação e pela NORMAM-10, isso resulta no cancelamento da autorização e na aplicação das sanções cabíveis.

Análise das alternativas

B e D preveem apenas advertência ou uma nova autorização, o que não corresponde à consequência legal. C está errada, pois houve ilícito. E propõe a medida errada: elaborar novo memorial descritivo.

Referência: Lei nº 7.542/1986 (alterada pela Lei nº 10.166/2000); NORMAM-10/DPC.

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Patrimônio Cultural Educação Patrimonial

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O patrimônio cultural brasileiro é uma herança, uma riqueza constituída de bens, materiais ou não, pertencentes ao país, sobretudo ao conjunto de sua população, deixado pelos nossos antepassados. Nesse sentido, Maria de Lourdes Parreiras Horta, em seu Guia Básico de Educação Patrimonial (IPHAN, 1999), ao enumerar as diversas etapas metodológicas do processo de Educação Patrimonial, considera que o despertar para uma consciência coletiva em relação à preservação e a proteção àquele patrimônio perpassa alguns objetivos, entre os quais: desenvolver nas pessoas a capacidade de análise e juízo crítico, bem como a capacidade de interpretar as evidências e significados de tal patrimônio, por meio de recursos e práticas de atividades que levem as pessoas a analisar o problema, a apresentar hipóteses, discutir, questionar, avaliar, investigar em outros locais ou fontes (bibliotecas, arquivo, jornais e entrevistas). Conforme texto acima, tais objetivos e respectivas práticas, estão relacionados, esquematicamente, a que etapa metodológica do processo de Educação Patrimonial?
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Resolução comentada

Análise, juízo crítico e levantamento de hipóteses correspondem à etapa de Exploração.

No Guia Básico de Educação Patrimonial, as etapas são observação, registro, exploração e apropriação. A exploração desenvolve a análise e o juízo crítico por meio de hipóteses, discussão, questionamento, avaliação e pesquisa em outras fontes.

Análise das alternativas

A observação serve para identificar o objeto (perguntas e jogos de percepção). O registro fixa o conhecimento por desenhos, textos e maquetes. A apropriação envolve recriação e expressão criativa. Seleção não é etapa do guia.

Referência: HORTA, M. L. P. et al. Guia Básico de Educação Patrimonial. IPHAN, 1999.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Legislação do Patrimônio Cultural Bens Afundados e Submersos

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Com relação às operações de pesquisa, exploração, remoção ou demolição de coisas ou bens afundados ou submersos, conforme a Lei nº 7.542/1986, alterada pela Lei nº 10.166/2000, é correto afirmar que a Autoridade Naval:
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Resolução comentada

A Autoridade Naval pode usar meios próprios ou autorizar terceiros nas operações com bens afundados.

A Lei 7.542/1986, com a redação da Lei 10.166/2000, permite à autoridade naval executar essas operações com seus próprios meios ou autorizar que terceiros as executem, respeitadas as demais regras. Por isso B está correta.

Análise das alternativas

A está errada porque a autoridade naval pode usar meios próprios. C está errada porque o texto não dá liberdade para autorizar vários interessados na mesma exploração. D e E criam restrições (pesquisar sem explorar, ou sem remover) que a lei não impõe.

Referência: Lei nº 7.542/1986, alterada pela Lei nº 10.166/2000.

Resolução comentada do VaiConcursos.