← Voltar para a lista de provas Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) · Vestibular — Português e Redação 21 questões nesta prova · página 1 de 2 · 20 com gabarito Gabarito disponível Tese do autor sobre o poder da mídia. O autor contesta a ideia de manipulação total e sustenta que a mídia é apenas um entre vários quadros ou grupos de referência (fatores psicológicos, contexto social, ambiente informacional) na formação das opiniões. Por isso E é a correta. A, B, C e D atribuem à mídia poder total, absoluto ou comprovado de manipulação, o que o autor rejeita ('devemos duvidar'). C ainda menciona redes sociais, não tratadas no texto. Referência: Texto 1 (Francisco Fernandes Ladeira), linhas 14-39. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Julgar três afirmações sobre o ponto de vista do autor. Apenas o item III é compatível com o autor: ele cita Lins da Silva, segundo quem a conclusão do telespectador 'não pode ser antecipada por ninguém'. O item I é falso, pois o autor diz que a mídia é um entre vários quadros de referência, sem afirmar que os fatores subjetivos são os mais influentes nem que haja influência midiática incondicional. O item II reproduz a tese de Adorno e Horkheimer, que o autor questiona. A) I e II: ambos falsos. B) I e III: I é falso, pois o autor não hierarquiza os fatores nem admite influência incondicional da mídia. C) II: atribui ao autor a tese que ele critica. D) II e III: II é falso. E) Correta: somente III. Referência: Texto 1 (Francisco Fernandes Ladeira), linhas 25-39. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Estratégia argumentativa: uso da primeira pessoa do plural. O autor emprega 'devemos duvidar', 'todos nós', 'cada um de nós', criando proximidade e inclusão do leitor para persuadi-lo de que a influência da mídia não é absoluta. Esse uso da primeira pessoa do plural é a estratégia identificada na alternativa D. A) A pergunta do título é respondida de forma negativa/relativizada, não afirmativamente; o 'sim' é apenas a resposta aparente inicial. B) O autor apresenta primeiro posições (Adorno, Le Bon) que contesta, e não apenas as idênticas à sua. C) As aspas servem em parte para citar falas de autores e não apenas para distanciamento; além disso, a contagem 'quatro momentos' não sustenta a afirmação. E) O texto não é imparcial: defende uma tese contrária à ideia de manipulação total. Referência: Texto 1 (Francisco Fernandes Ladeira), linhas 14-24. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Afirmação respaldada pelo texto sobre vídeos e informações falsas na internet. Reid afirma que quem divulga conteúdo falso com intenção de desviar a pauta ou conseguir cliques 'não tem quaisquer padrões de ética'. Portanto, a divulgação deliberada de vídeos e informações falsas é, segundo o texto, comportamento antiético. B) Generaliza demais: o texto não diz que nada nas redes merece credibilidade. C) O texto não diz que as adaptações são grosseiras; ao contrário, enganaram grandes sites. D) Não se diz que as organizações deturpam propositalmente; elas são enganadas ou pressionadas pela pressa. E) 'Única responsável' é exagero: o texto aponta várias causas (pressão comercial, facilidade de plantar notícias falsas, etc.). Referência: Texto 2 (Jasper Jackson), linhas 21-28. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Identificar a afirmação incorreta segundo o texto sobre notícias falsas. O texto critica a divulgação de informações falsas e menciona que qualquer pessoa pode atingir audiência ampla nas redes, mas em nenhum momento defende que as organizações jornalísticas devam ter exclusividade na divulgação de fatos violentos. Essa ideia não tem base no texto, por isso é a afirmação incorreta. A) Correta: o texto diz que a ameaça à reputação é menor na web do que no jornal impresso, logo o impresso é mais vulnerável. B) Correta: há 'pressão comercial para ter aquele vídeo fantástico'. D) Correta: a divulgação ocorre por motivos políticos ou por busca de cliques e compartilhamentos. E) Correta: organizações respeitáveis acessam e reproduzem reportagens falsas. C) Incorreta: a exclusividade não é defendida nem sugerida. Referência: Texto 2 (Jasper Jackson), linhas 14-39. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Identificar o que NÃO é causa da divulgação de notícias falsas por veículos respeitáveis. O texto aponta como causas a rapidez da divulgação online, a pressão para ser o primeiro, a concorrência com as redes sociais e a pressão comercial por material 'fantástico'. Ao contrário da alternativa E, o texto diz que uma página na web pode ser atualizada para eliminar qualquer vestígio de mensagem falsa, ou seja, a retirada é possível e isso reduz a ameaça à reputação. Logo, a 'impossibilidade de retirada' não é causa citada. A) Causa citada (linhas 29-31). B) Causa citada (pressão para serem os primeiros). C) Causa citada (concorrência com as redes sociais). D) Compatível com o texto: as imagens foram manipuladas e pareciam convincentes e, segundo o texto, vídeos e fotos 'bons demais' levam à divulgação sem checagem. E) Contraria o texto, que afirma ser possível atualizar a página e apagar a mensagem falsa; é a única que não constitui causa. Referência: Texto 2 (Jasper Jackson), linhas 29-35. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Distinguir 'que' pronome relativo de conjunção integrante. Em 'disse que parte do problema é...', o 'que' introduz oração subordinada substantiva objetiva direta do verbo 'disse'. Por isso é conjunção integrante, e não pronome relativo. A) 'que' retoma 'site First Draft', com sujeito de 'é'. B) 'que' retoma 'organizações', com sujeito de 'especializam'. D) 'que' retoma 'pessoa', com sujeito de 'publique'. E) 'que' retoma 'aquelas' (audiências), com sujeito de 'são atingidas'. Em todos há pronome relativo. Referência: Morfossintaxe: 'que' relativo × integrante. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Ponto comum entre os Textos 1 e 2. O Texto 1 cita rádio, vídeo/televisão e Jornal Nacional. O Texto 2 cita YouTube, redes sociais, sites de notícias, televisão (CCTV) e jornal impresso. Os dois mencionam mais de um tipo de mídia em sua argumentação. A) Nenhum condena o desprezo pelo público. B) Só o Texto 2 trata de informações 'boas demais para checar'. C) O Texto 1 não aborda redes sociais. D) Só o Texto 2 traz exemplos sensacionalistas. Referência: Interpretação de textos comparados. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível O Vidigal e a confusão entre público e privado em 'Memórias de um sargento de milícias'. Vidigal, severo major da milícia, cede aos apelos da antiga amante (comadre de Leonardo) e livra o protegido da punição. Isso mostra caráter nem tão rígido e ilustra o 'empenho' e o 'compadrio' citados pelo narrador. A e B inventam uma infância de Vidigal que não aparece no enredo. C) Ele não é alvo de chacota amorosa. D) Vidigal é oficial de milícia, não meirinho, carreira ligada a outros personagens. Referência: Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um sargento de milícias. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Final inovador de Berta em 'Til', de Alencar. Após conhecer a história de Besita, Berta renuncia ao casamento e, com sofrimento, opta por cuidar de Zana e Brás, fugindo ao padrão romântico de casamento ou morte. A) Berta não é filha de Luís Galvão. C) Ela não é reconhecida como filha dele. D) Jão Fera não é o violentador de Besita. E) Berta não mata Ribeiro. Referência: José de Alencar, Til (1872). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Personagens de 'Fogo morto', de José Lins do Rego. O Capitão Vitorino Carneiro da Cunha é figura quixotesca. Ridicularizado pelo povo, defende os humildes e enfrenta os desmandos das autoridades. A) José Amaro é mestre seleiro, não senhor de engenho. B) Lula de Holanda é decadente, e quem enriquece é o Capitão José Paulino. D) Antônio Silvino não acaba com a injustiça. E) José Amaro não se junta ao bando de Silvino. Referência: José Lins do Rego, Fogo morto (1943). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Pede a alternativa INCORRETA sobre a afetividade em 'Irene no céu'. A relação afetiva entre o sujeito lírico e Irene não é um mero disfarce da desigualdade racial. Ela é o fundamento do olhar carinhoso, da linguagem coloquial e da informalidade com São Pedro. A afirmação D reduz o afeto a um disfarce, o que não se sustenta no poema. A, B, C e E descrevem corretamente efeitos do afeto: visão carinhosa, coloquialidade, tratamento informal de São Pedro e o afeto compartilhado por ele ('bonachão'). Por isso não são as incorretas. Referência: Manuel Bandeira, Libertinagem (1930). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Intertextualidade entre 'Bach no céu' e 'Irene no céu'. Villaça dedica o poema a Manuel Bandeira ('Para Manuel Bandeira') e retoma a cena de entrada no céu. Assim homenageia, ao mesmo tempo, Bach e Bandeira. Mantém a coloquialidade e a afetividade, aproximando os dois poemas. A) Não há oposição frontal, pois a estrutura e o tom são semelhantes. B) A linguagem é informal ('Faz favor, João'). C) A afetividade existe, expressa no tratamento familiar. D) São Pedro trata Bach com a mesma cordialidade, o que não indica falta de admiração. Referência: Alcides Villaça, Ondas curtas; Manuel Bandeira, Libertinagem. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Interpretação do poema 'Frasco de âmbar', de Maria Lúcia Alvim. O poema se dirige a um 'tu' com lamento e afeto (exclamação), e esse lamento se dá apesar do cuidado de guardá-lo (I e II). 'Frasco de âmbar' sugere perfume, que se evapora; a volatilidade do perfume é associada metaforicamente ao sentimento amoroso, que se perde de tanto ser guardado (III). Todas as afirmações estão corretas. A, B, C e D omitem ao menos uma afirmação correta. E reúne I, II e III. Referência: Maria Lúcia Alvim, Vivenda (1989). Resolução comentada do VaiConcursos.ITA — Vestibular 2017 — Prova de Português (questões 21 a 40) e Redação
Texto 1: A mídia realmente tem o poder de manipular as pessoas?
Por Francisco Fernandes Ladeira
1 À primeira vista, a resposta para a pergunta que intitula este artigo parece simples e óbvia: sim, a
2 mídia é um poderoso instrumento de manipulação. A ideia de que o frágil cidadão comum é impotente frente
3 aos gigantescos e poderosos conglomerados da comunicação é bastante atrativa intelectualmente.
4 Influentes nomes, como Adorno e Horkheimer, os primeiros pensadores a realizar análises mais sistemáticas
5 sobre o tema, concluíram que os meios de comunicação em larga escala moldavam e direcionavam as
6 opiniões de seus receptores. Segundo eles, o rádio torna todos os ouvintes iguais ao sujeitá-los,
7 autoritariamente, aos idênticos programas das várias estações. No livro Televisão e Consciência de Classe,
8 Sarah Chucid Da Viá afirma que o vídeo apresenta um conjunto de imagens trabalhadas, cuja apreensão é
9 momentânea, de forma a persuadir rápida e transitoriamente o grande público. Por sua vez, o psicólogo
10 social Gustav Le Bon considerava que, nas massas, o indivíduo deixava de ser ele próprio para ser um
11 autômato sem vontade e os juízos aceitos pelas multidões seriam sempre impostos e nunca discutidos.
12 Assim, fomentou-se a concepção de que a mídia seria capaz de manipular incondicionalmente uma
13 audiência submissa, passiva e acrítica.
14 Todavia, como bons cidadãos céticos, devemos duvidar (ou ao menos manter certa ressalva) de
15 proposições imediatistas e aparentemente fáceis. As relações entre mídia e público são demasiadamente
16 complexas, vão muito além de uma simples análise behaviorista de estímulo/resposta. As mensagens
17 transmitidas pelos grandes veículos de comunicação não são recebidas automaticamente e da mesma
18 maneira por todos os indivíduos. Na maioria das vezes, o discurso midiático perde seu significado original na
19 controversa relação emissor/receptor. Cada indivíduo está envolto em uma “bolha ideológica”, apanágio de
20 seu próprio processo de individuação, que condiciona sua maneira de interpretar e agir sobre o mundo.
21 Todos nós, ao entramos em contato com o mundo exterior, construímos representações sobre a realidade.
22 Cada um de nós forma juízos de valor a respeito dos vários âmbitos do real, seus personagens,
23 acontecimentos e fenômenos e, consequentemente, acreditamos que esses juízos correspondem à
24 “verdade”. [...]
25 [...] A mídia é apenas um, entre vários quadros ou grupos de referência, aos quais um indivíduo
26 recorre como argumento para formular suas opiniões. Nesse sentido, competem com os veículos de
27 comunicação como quadros ou grupos de referência fatores subjetivos/psicológicos (história familiar,
28 trajetória pessoal, predisposição intelectual), o contexto social (renda, sexo, idade, grau de instrução, etnia,
29 religião) e o ambiente informacional (associação comunitária, trabalho, igreja). “Os vários tipos de receptor
30 situam-se numa complexa rede de referências em que a comunicação interpessoal e a midiática se
31 completam e modificam”, afirmou a cientista social Alessandra Aldé em seu livro A construção da política:
32 democracia, cidadania e meios de comunicação de massa. Evidentemente, o peso de cada quadro de
33 referência tende a variar de acordo com a realidade individual. Seguindo essa linha de raciocínio, no original
34 estudo Muito Além do Jardim Botânico, Carlos Eduardo Lins da Silva constatou como telespectadores
35 do Jornal Nacional acionam seus mecanismos de defesa, individuais ou coletivos, para filtrar as informações
36 veiculadas, traduzindo-as segundo seus próprios valores. “A síntese e as conclusões que um telespectador
37 vai realizar depois de assistir a um telejornal não podem ser antecipadas por ninguém; nem por quem
38 produziu o telejornal, nem por quem assistiu ao mesmo tempo que aquele telespectador”, inferiu Carlos
39 Eduardo.
Adaptado de: http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/a-midia-realmente-tem-o-poder-de-manipular-as-pessoas/.
(Publicado em 14/04/2015, na edição 846. Acesso em 13/07/2016.)
O autor do textoResolução comentada
Análise das alternativas
Texto 1: A mídia realmente tem o poder de manipular as pessoas?
Por Francisco Fernandes Ladeira
1 À primeira vista, a resposta para a pergunta que intitula este artigo parece simples e óbvia: sim, a
2 mídia é um poderoso instrumento de manipulação. A ideia de que o frágil cidadão comum é impotente frente
3 aos gigantescos e poderosos conglomerados da comunicação é bastante atrativa intelectualmente.
4 Influentes nomes, como Adorno e Horkheimer, os primeiros pensadores a realizar análises mais sistemáticas
5 sobre o tema, concluíram que os meios de comunicação em larga escala moldavam e direcionavam as
6 opiniões de seus receptores. Segundo eles, o rádio torna todos os ouvintes iguais ao sujeitá-los,
7 autoritariamente, aos idênticos programas das várias estações. No livro Televisão e Consciência de Classe,
8 Sarah Chucid Da Viá afirma que o vídeo apresenta um conjunto de imagens trabalhadas, cuja apreensão é
9 momentânea, de forma a persuadir rápida e transitoriamente o grande público. Por sua vez, o psicólogo
10 social Gustav Le Bon considerava que, nas massas, o indivíduo deixava de ser ele próprio para ser um
11 autômato sem vontade e os juízos aceitos pelas multidões seriam sempre impostos e nunca discutidos.
12 Assim, fomentou-se a concepção de que a mídia seria capaz de manipular incondicionalmente uma
13 audiência submissa, passiva e acrítica.
14 Todavia, como bons cidadãos céticos, devemos duvidar (ou ao menos manter certa ressalva) de
15 proposições imediatistas e aparentemente fáceis. As relações entre mídia e público são demasiadamente
16 complexas, vão muito além de uma simples análise behaviorista de estímulo/resposta. As mensagens
17 transmitidas pelos grandes veículos de comunicação não são recebidas automaticamente e da mesma
18 maneira por todos os indivíduos. Na maioria das vezes, o discurso midiático perde seu significado original na
19 controversa relação emissor/receptor. Cada indivíduo está envolto em uma “bolha ideológica”, apanágio de
20 seu próprio processo de individuação, que condiciona sua maneira de interpretar e agir sobre o mundo.
21 Todos nós, ao entramos em contato com o mundo exterior, construímos representações sobre a realidade.
22 Cada um de nós forma juízos de valor a respeito dos vários âmbitos do real, seus personagens,
23 acontecimentos e fenômenos e, consequentemente, acreditamos que esses juízos correspondem à
24 “verdade”. [...]
25 [...] A mídia é apenas um, entre vários quadros ou grupos de referência, aos quais um indivíduo
26 recorre como argumento para formular suas opiniões. Nesse sentido, competem com os veículos de
27 comunicação como quadros ou grupos de referência fatores subjetivos/psicológicos (história familiar,
28 trajetória pessoal, predisposição intelectual), o contexto social (renda, sexo, idade, grau de instrução, etnia,
29 religião) e o ambiente informacional (associação comunitária, trabalho, igreja). “Os vários tipos de receptor
30 situam-se numa complexa rede de referências em que a comunicação interpessoal e a midiática se
31 completam e modificam”, afirmou a cientista social Alessandra Aldé em seu livro A construção da política:
32 democracia, cidadania e meios de comunicação de massa. Evidentemente, o peso de cada quadro de
33 referência tende a variar de acordo com a realidade individual. Seguindo essa linha de raciocínio, no original
34 estudo Muito Além do Jardim Botânico, Carlos Eduardo Lins da Silva constatou como telespectadores
35 do Jornal Nacional acionam seus mecanismos de defesa, individuais ou coletivos, para filtrar as informações
36 veiculadas, traduzindo-as segundo seus próprios valores. “A síntese e as conclusões que um telespectador
37 vai realizar depois de assistir a um telejornal não podem ser antecipadas por ninguém; nem por quem
38 produziu o telejornal, nem por quem assistiu ao mesmo tempo que aquele telespectador”, inferiu Carlos
39 Eduardo.
Adaptado de: http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/a-midia-realmente-tem-o-poder-de-manipular-as-pessoas/.
(Publicado em 14/04/2015, na edição 846. Acesso em 13/07/2016.)
De acordo com o ponto de vista do autor,
I. fatores subjetivos/psicológicos são os mais influentes na formação das opiniões e superam até mesmo a incondicional influência midiática.
II. a homogeneidade dos programas de rádio e de televisão é a responsável pela manipulação midiática das opiniões.
III. é impossível determinar como o indivíduo interpretará as informações veiculadas por um telejornal.
Está(ão) correta(s) apenasResolução comentada
Análise das alternativas
Texto 1: A mídia realmente tem o poder de manipular as pessoas?
Por Francisco Fernandes Ladeira
1 À primeira vista, a resposta para a pergunta que intitula este artigo parece simples e óbvia: sim, a
2 mídia é um poderoso instrumento de manipulação. A ideia de que o frágil cidadão comum é impotente frente
3 aos gigantescos e poderosos conglomerados da comunicação é bastante atrativa intelectualmente.
4 Influentes nomes, como Adorno e Horkheimer, os primeiros pensadores a realizar análises mais sistemáticas
5 sobre o tema, concluíram que os meios de comunicação em larga escala moldavam e direcionavam as
6 opiniões de seus receptores. Segundo eles, o rádio torna todos os ouvintes iguais ao sujeitá-los,
7 autoritariamente, aos idênticos programas das várias estações. No livro Televisão e Consciência de Classe,
8 Sarah Chucid Da Viá afirma que o vídeo apresenta um conjunto de imagens trabalhadas, cuja apreensão é
9 momentânea, de forma a persuadir rápida e transitoriamente o grande público. Por sua vez, o psicólogo
10 social Gustav Le Bon considerava que, nas massas, o indivíduo deixava de ser ele próprio para ser um
11 autômato sem vontade e os juízos aceitos pelas multidões seriam sempre impostos e nunca discutidos.
12 Assim, fomentou-se a concepção de que a mídia seria capaz de manipular incondicionalmente uma
13 audiência submissa, passiva e acrítica.
14 Todavia, como bons cidadãos céticos, devemos duvidar (ou ao menos manter certa ressalva) de
15 proposições imediatistas e aparentemente fáceis. As relações entre mídia e público são demasiadamente
16 complexas, vão muito além de uma simples análise behaviorista de estímulo/resposta. As mensagens
17 transmitidas pelos grandes veículos de comunicação não são recebidas automaticamente e da mesma
18 maneira por todos os indivíduos. Na maioria das vezes, o discurso midiático perde seu significado original na
19 controversa relação emissor/receptor. Cada indivíduo está envolto em uma “bolha ideológica”, apanágio de
20 seu próprio processo de individuação, que condiciona sua maneira de interpretar e agir sobre o mundo.
21 Todos nós, ao entramos em contato com o mundo exterior, construímos representações sobre a realidade.
22 Cada um de nós forma juízos de valor a respeito dos vários âmbitos do real, seus personagens,
23 acontecimentos e fenômenos e, consequentemente, acreditamos que esses juízos correspondem à
24 “verdade”. [...]
25 [...] A mídia é apenas um, entre vários quadros ou grupos de referência, aos quais um indivíduo
26 recorre como argumento para formular suas opiniões. Nesse sentido, competem com os veículos de
27 comunicação como quadros ou grupos de referência fatores subjetivos/psicológicos (história familiar,
28 trajetória pessoal, predisposição intelectual), o contexto social (renda, sexo, idade, grau de instrução, etnia,
29 religião) e o ambiente informacional (associação comunitária, trabalho, igreja). “Os vários tipos de receptor
30 situam-se numa complexa rede de referências em que a comunicação interpessoal e a midiática se
31 completam e modificam”, afirmou a cientista social Alessandra Aldé em seu livro A construção da política:
32 democracia, cidadania e meios de comunicação de massa. Evidentemente, o peso de cada quadro de
33 referência tende a variar de acordo com a realidade individual. Seguindo essa linha de raciocínio, no original
34 estudo Muito Além do Jardim Botânico, Carlos Eduardo Lins da Silva constatou como telespectadores
35 do Jornal Nacional acionam seus mecanismos de defesa, individuais ou coletivos, para filtrar as informações
36 veiculadas, traduzindo-as segundo seus próprios valores. “A síntese e as conclusões que um telespectador
37 vai realizar depois de assistir a um telejornal não podem ser antecipadas por ninguém; nem por quem
38 produziu o telejornal, nem por quem assistiu ao mesmo tempo que aquele telespectador”, inferiu Carlos
39 Eduardo.
Adaptado de: http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/a-midia-realmente-tem-o-poder-de-manipular-as-pessoas/.
(Publicado em 14/04/2015, na edição 846. Acesso em 13/07/2016.)
Com relação às estratégias argumentativas utilizadas no texto, é correto afirmar que o autorResolução comentada
Análise das alternativas
Texto 1: A mídia realmente tem o poder de manipular as pessoas?
Por Francisco Fernandes Ladeira
1 À primeira vista, a resposta para a pergunta que intitula este artigo parece simples e óbvia: sim, a
2 mídia é um poderoso instrumento de manipulação. A ideia de que o frágil cidadão comum é impotente frente
3 aos gigantescos e poderosos conglomerados da comunicação é bastante atrativa intelectualmente.
4 Influentes nomes, como Adorno e Horkheimer, os primeiros pensadores a realizar análises mais sistemáticas
5 sobre o tema, concluíram que os meios de comunicação em larga escala moldavam e direcionavam as
6 opiniões de seus receptores. Segundo eles, o rádio torna todos os ouvintes iguais ao sujeitá-los,
7 autoritariamente, aos idênticos programas das várias estações. No livro Televisão e Consciência de Classe,
8 Sarah Chucid Da Viá afirma que o vídeo apresenta um conjunto de imagens trabalhadas, cuja apreensão é
9 momentânea, de forma a persuadir rápida e transitoriamente o grande público. Por sua vez, o psicólogo
10 social Gustav Le Bon considerava que, nas massas, o indivíduo deixava de ser ele próprio para ser um
11 autômato sem vontade e os juízos aceitos pelas multidões seriam sempre impostos e nunca discutidos.
12 Assim, fomentou-se a concepção de que a mídia seria capaz de manipular incondicionalmente uma
13 audiência submissa, passiva e acrítica.
14 Todavia, como bons cidadãos céticos, devemos duvidar (ou ao menos manter certa ressalva) de
15 proposições imediatistas e aparentemente fáceis. As relações entre mídia e público são demasiadamente
16 complexas, vão muito além de uma simples análise behaviorista de estímulo/resposta. As mensagens
17 transmitidas pelos grandes veículos de comunicação não são recebidas automaticamente e da mesma
18 maneira por todos os indivíduos. Na maioria das vezes, o discurso midiático perde seu significado original na
19 controversa relação emissor/receptor. Cada indivíduo está envolto em uma “bolha ideológica”, apanágio de
20 seu próprio processo de individuação, que condiciona sua maneira de interpretar e agir sobre o mundo.
21 Todos nós, ao entramos em contato com o mundo exterior, construímos representações sobre a realidade.
22 Cada um de nós forma juízos de valor a respeito dos vários âmbitos do real, seus personagens,
23 acontecimentos e fenômenos e, consequentemente, acreditamos que esses juízos correspondem à
24 “verdade”. [...]
25 [...] A mídia é apenas um, entre vários quadros ou grupos de referência, aos quais um indivíduo
26 recorre como argumento para formular suas opiniões. Nesse sentido, competem com os veículos de
27 comunicação como quadros ou grupos de referência fatores subjetivos/psicológicos (história familiar,
28 trajetória pessoal, predisposição intelectual), o contexto social (renda, sexo, idade, grau de instrução, etnia,
29 religião) e o ambiente informacional (associação comunitária, trabalho, igreja). “Os vários tipos de receptor
30 situam-se numa complexa rede de referências em que a comunicação interpessoal e a midiática se
31 completam e modificam”, afirmou a cientista social Alessandra Aldé em seu livro A construção da política:
32 democracia, cidadania e meios de comunicação de massa. Evidentemente, o peso de cada quadro de
33 referência tende a variar de acordo com a realidade individual. Seguindo essa linha de raciocínio, no original
34 estudo Muito Além do Jardim Botânico, Carlos Eduardo Lins da Silva constatou como telespectadores
35 do Jornal Nacional acionam seus mecanismos de defesa, individuais ou coletivos, para filtrar as informações
36 veiculadas, traduzindo-as segundo seus próprios valores. “A síntese e as conclusões que um telespectador
37 vai realizar depois de assistir a um telejornal não podem ser antecipadas por ninguém; nem por quem
38 produziu o telejornal, nem por quem assistiu ao mesmo tempo que aquele telespectador”, inferiu Carlos
39 Eduardo.
Adaptado de: http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/a-midia-realmente-tem-o-poder-de-manipular-as-pessoas/.
(Publicado em 14/04/2015, na edição 846. Acesso em 13/07/2016.)
Assinale a opção em que o verbo destacado está na voz passiva pronominal.
Texto 1: A mídia realmente tem o poder de manipular as pessoas?
Por Francisco Fernandes Ladeira
1 À primeira vista, a resposta para a pergunta que intitula este artigo parece simples e óbvia: sim, a
2 mídia é um poderoso instrumento de manipulação. A ideia de que o frágil cidadão comum é impotente frente
3 aos gigantescos e poderosos conglomerados da comunicação é bastante atrativa intelectualmente.
4 Influentes nomes, como Adorno e Horkheimer, os primeiros pensadores a realizar análises mais sistemáticas
5 sobre o tema, concluíram que os meios de comunicação em larga escala moldavam e direcionavam as
6 opiniões de seus receptores. Segundo eles, o rádio torna todos os ouvintes iguais ao sujeitá-los,
7 autoritariamente, aos idênticos programas das várias estações. No livro Televisão e Consciência de Classe,
8 Sarah Chucid Da Viá afirma que o vídeo apresenta um conjunto de imagens trabalhadas, cuja apreensão é
9 momentânea, de forma a persuadir rápida e transitoriamente o grande público. Por sua vez, o psicólogo
10 social Gustav Le Bon considerava que, nas massas, o indivíduo deixava de ser ele próprio para ser um
11 autômato sem vontade e os juízos aceitos pelas multidões seriam sempre impostos e nunca discutidos.
12 Assim, fomentou-se a concepção de que a mídia seria capaz de manipular incondicionalmente uma
13 audiência submissa, passiva e acrítica.
14 Todavia, como bons cidadãos céticos, devemos duvidar (ou ao menos manter certa ressalva) de
15 proposições imediatistas e aparentemente fáceis. As relações entre mídia e público são demasiadamente
16 complexas, vão muito além de uma simples análise behaviorista de estímulo/resposta. As mensagens
17 transmitidas pelos grandes veículos de comunicação não são recebidas automaticamente e da mesma
18 maneira por todos os indivíduos. Na maioria das vezes, o discurso midiático perde seu significado original na
19 controversa relação emissor/receptor. Cada indivíduo está envolto em uma “bolha ideológica”, apanágio de
20 seu próprio processo de individuação, que condiciona sua maneira de interpretar e agir sobre o mundo.
21 Todos nós, ao entramos em contato com o mundo exterior, construímos representações sobre a realidade.
22 Cada um de nós forma juízos de valor a respeito dos vários âmbitos do real, seus personagens,
23 acontecimentos e fenômenos e, consequentemente, acreditamos que esses juízos correspondem à
24 “verdade”. [...]
25 [...] A mídia é apenas um, entre vários quadros ou grupos de referência, aos quais um indivíduo
26 recorre como argumento para formular suas opiniões. Nesse sentido, competem com os veículos de
27 comunicação como quadros ou grupos de referência fatores subjetivos/psicológicos (história familiar,
28 trajetória pessoal, predisposição intelectual), o contexto social (renda, sexo, idade, grau de instrução, etnia,
29 religião) e o ambiente informacional (associação comunitária, trabalho, igreja). “Os vários tipos de receptor
30 situam-se numa complexa rede de referências em que a comunicação interpessoal e a midiática se
31 completam e modificam”, afirmou a cientista social Alessandra Aldé em seu livro A construção da política:
32 democracia, cidadania e meios de comunicação de massa. Evidentemente, o peso de cada quadro de
33 referência tende a variar de acordo com a realidade individual. Seguindo essa linha de raciocínio, no original
34 estudo Muito Além do Jardim Botânico, Carlos Eduardo Lins da Silva constatou como telespectadores
35 do Jornal Nacional acionam seus mecanismos de defesa, individuais ou coletivos, para filtrar as informações
36 veiculadas, traduzindo-as segundo seus próprios valores. “A síntese e as conclusões que um telespectador
37 vai realizar depois de assistir a um telejornal não podem ser antecipadas por ninguém; nem por quem
38 produziu o telejornal, nem por quem assistiu ao mesmo tempo que aquele telespectador”, inferiu Carlos
39 Eduardo.
Adaptado de: http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/a-midia-realmente-tem-o-poder-de-manipular-as-pessoas/.
(Publicado em 14/04/2015, na edição 846. Acesso em 13/07/2016.)
Marque a alternativa em que o verbo destacado está classificado corretamente quanto à transitividade.
VTD – verbo transitivo direto
VTI – verbo transitivo indireto
VI – verbo intransitivo
Texto 2: Vídeos falsos confundem o público e a imprensa
Por Jasper Jackson, tradução de Jo Amado
1 Cerca de duas horas depois da divulgação dos atentados de terça-feira (22/03) em Bruxelas,
2 apareceu um vídeo no YouTube, sob a alegação de que seriam imagens do circuito fechado de televisão
3 (CCTV), mostrando uma explosão no aeroporto Zaventem, da cidade. As imagens rapidamente se
4 espalharam pelas redes sociais e foram divulgadas por alguns dos principais sites de notícias. Depois desse,
5 surgiu outro vídeo, supostamente mostrando uma explosão na estação de metrô Maelbeek, próxima ao
6 Parlamento Europeu, e ainda um outro, alegando ser do aeroporto.
7 Entretanto, nenhum dos vídeos era o que alegava ser. Os três vídeos eram gravações de 2011, dois
8 de um atentado ao aeroporto Domodedovo, de Moscou, e um de uma bomba que explodiu numa estação de
9 metrô de Minsk, capital da Belarus.
10 As imagens distorcidas dos clipes do circuito fechado de televisão foram convertidas de cor em
11 preto e branco, horizontalmente invertidas, novamente etiquetadas e postadas como se tivessem surgido dos
12 acontecimentos do dia. Embora a conta do YouTube que compartilhou as imagens com falsos objetivos tenha
13 sido rapidamente tirada do ar, outros veículos as reproduziram dizendo que eram de Bruxelas.
14 Os vídeos ilusórios são exemplos de um fenômeno que vem se tornando cada vez mais comum em
15 quase todas as matérias importantes que tratam de acontecimentos violentos e que ocorrem rapidamente.
16 Reportagens falsas ou ilusórias espalham-se rapidamente pelas redes sociais e são acessadas por
17 organizações jornalísticas respeitáveis, confundindo ainda mais um quadro já incrivelmente confuso.
18 A disseminação e divulgação de falsas informações não têm nada de novo, mas a internet tornou
19 mais fácil plantar matérias e provas falsas e ilusórias, que serão amplamente compartilhadas pelo Twitter e
20 pelo Facebook.
21 Alastair Reid, editor administrativo do site First Draft, que é uma coalizão de organizações que se
22 especializam em checar informações e conta com o apoio do Google, disse que parte do problema é que
23 qualquer pessoa que publique em plataformas como o Facebook tem a capacidade de atingir uma audiência
24 tão ampla quanto aquelas que são atingidas por uma organização jornalística. “Pode tratar-se de alguém
25 tentando desviar propositalmente a pauta jornalística por motivos políticos, ou muitas vezes são apenas
26 pessoas que querem os números, os cliques e os compartilhamentos porque querem fazer parte da conversa
27 ou da validade da informação”, disse ele. “Eles não têm quaisquer padrões de ética, mas têm o mesmo tipo
28 de distribuição.”
29 Nesse meio tempo, a rápida divulgação das notícias online e a concorrência com as redes sociais
30 também aumentaram a pressão sobre as organizações jornalísticas para serem as primeiras a divulgar cada
31 avanço, ao mesmo tempo em que eliminam alguns dos obstáculos que permitem informações equivocadas.
32 Uma página na web não só pode ser atualizada de maneira a eliminar qualquer vestígio de uma
33 mensagem falsa, mas, quando muitas pessoas apenas se limitam a registrar qual o website em que estão
34 lendo uma reportagem, a ameaça à reputação é significativamente menor que no jornal impresso. Em muitos
35 casos, um fragmento de informação, uma fotografia ou um vídeo são simplesmente bons demais para checar.
36 Alastair Reid disse: “Agora talvez haja mais pressão junto a algumas organizações para agirem
37 rapidamente, para clicar, para ser a primeira… E há, evidentemente, uma pressão comercial para ter aquele
38 vídeo fantástico, aquela foto fantástica, para ser de maior interesse jornalístico, mais compartilhável e tudo
39 isso pode se sobrepor ao desejo de ser certo.”
Adaptado de: http://observatoriodaimprensa.com.br/terrorismo/videos-falsos-confundem-o-publico-e-a-imprensa/.
(Publicado originalmente no jornal The Guardian em 23/3/2016. Acesso em 30/03/2016.)
De acordo com o texto,Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 2: Vídeos falsos confundem o público e a imprensa
Por Jasper Jackson, tradução de Jo Amado
1 Cerca de duas horas depois da divulgação dos atentados de terça-feira (22/03) em Bruxelas,
2 apareceu um vídeo no YouTube, sob a alegação de que seriam imagens do circuito fechado de televisão
3 (CCTV), mostrando uma explosão no aeroporto Zaventem, da cidade. As imagens rapidamente se
4 espalharam pelas redes sociais e foram divulgadas por alguns dos principais sites de notícias. Depois desse,
5 surgiu outro vídeo, supostamente mostrando uma explosão na estação de metrô Maelbeek, próxima ao
6 Parlamento Europeu, e ainda um outro, alegando ser do aeroporto.
7 Entretanto, nenhum dos vídeos era o que alegava ser. Os três vídeos eram gravações de 2011, dois
8 de um atentado ao aeroporto Domodedovo, de Moscou, e um de uma bomba que explodiu numa estação de
9 metrô de Minsk, capital da Belarus.
10 As imagens distorcidas dos clipes do circuito fechado de televisão foram convertidas de cor em
11 preto e branco, horizontalmente invertidas, novamente etiquetadas e postadas como se tivessem surgido dos
12 acontecimentos do dia. Embora a conta do YouTube que compartilhou as imagens com falsos objetivos tenha
13 sido rapidamente tirada do ar, outros veículos as reproduziram dizendo que eram de Bruxelas.
14 Os vídeos ilusórios são exemplos de um fenômeno que vem se tornando cada vez mais comum em
15 quase todas as matérias importantes que tratam de acontecimentos violentos e que ocorrem rapidamente.
16 Reportagens falsas ou ilusórias espalham-se rapidamente pelas redes sociais e são acessadas por
17 organizações jornalísticas respeitáveis, confundindo ainda mais um quadro já incrivelmente confuso.
18 A disseminação e divulgação de falsas informações não têm nada de novo, mas a internet tornou
19 mais fácil plantar matérias e provas falsas e ilusórias, que serão amplamente compartilhadas pelo Twitter e
20 pelo Facebook.
21 Alastair Reid, editor administrativo do site First Draft, que é uma coalizão de organizações que se
22 especializam em checar informações e conta com o apoio do Google, disse que parte do problema é que
23 qualquer pessoa que publique em plataformas como o Facebook tem a capacidade de atingir uma audiência
24 tão ampla quanto aquelas que são atingidas por uma organização jornalística. “Pode tratar-se de alguém
25 tentando desviar propositalmente a pauta jornalística por motivos políticos, ou muitas vezes são apenas
26 pessoas que querem os números, os cliques e os compartilhamentos porque querem fazer parte da conversa
27 ou da validade da informação”, disse ele. “Eles não têm quaisquer padrões de ética, mas têm o mesmo tipo
28 de distribuição.”
29 Nesse meio tempo, a rápida divulgação das notícias online e a concorrência com as redes sociais
30 também aumentaram a pressão sobre as organizações jornalísticas para serem as primeiras a divulgar cada
31 avanço, ao mesmo tempo em que eliminam alguns dos obstáculos que permitem informações equivocadas.
32 Uma página na web não só pode ser atualizada de maneira a eliminar qualquer vestígio de uma
33 mensagem falsa, mas, quando muitas pessoas apenas se limitam a registrar qual o website em que estão
34 lendo uma reportagem, a ameaça à reputação é significativamente menor que no jornal impresso. Em muitos
35 casos, um fragmento de informação, uma fotografia ou um vídeo são simplesmente bons demais para checar.
36 Alastair Reid disse: “Agora talvez haja mais pressão junto a algumas organizações para agirem
37 rapidamente, para clicar, para ser a primeira… E há, evidentemente, uma pressão comercial para ter aquele
38 vídeo fantástico, aquela foto fantástica, para ser de maior interesse jornalístico, mais compartilhável e tudo
39 isso pode se sobrepor ao desejo de ser certo.”
Adaptado de: http://observatoriodaimprensa.com.br/terrorismo/videos-falsos-confundem-o-publico-e-a-imprensa/.
(Publicado originalmente no jornal The Guardian em 23/3/2016. Acesso em 30/03/2016.)
De acordo com o texto, é INCORRETO afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
Texto 2: Vídeos falsos confundem o público e a imprensa
Por Jasper Jackson, tradução de Jo Amado
1 Cerca de duas horas depois da divulgação dos atentados de terça-feira (22/03) em Bruxelas,
2 apareceu um vídeo no YouTube, sob a alegação de que seriam imagens do circuito fechado de televisão
3 (CCTV), mostrando uma explosão no aeroporto Zaventem, da cidade. As imagens rapidamente se
4 espalharam pelas redes sociais e foram divulgadas por alguns dos principais sites de notícias. Depois desse,
5 surgiu outro vídeo, supostamente mostrando uma explosão na estação de metrô Maelbeek, próxima ao
6 Parlamento Europeu, e ainda um outro, alegando ser do aeroporto.
7 Entretanto, nenhum dos vídeos era o que alegava ser. Os três vídeos eram gravações de 2011, dois
8 de um atentado ao aeroporto Domodedovo, de Moscou, e um de uma bomba que explodiu numa estação de
9 metrô de Minsk, capital da Belarus.
10 As imagens distorcidas dos clipes do circuito fechado de televisão foram convertidas de cor em
11 preto e branco, horizontalmente invertidas, novamente etiquetadas e postadas como se tivessem surgido dos
12 acontecimentos do dia. Embora a conta do YouTube que compartilhou as imagens com falsos objetivos tenha
13 sido rapidamente tirada do ar, outros veículos as reproduziram dizendo que eram de Bruxelas.
14 Os vídeos ilusórios são exemplos de um fenômeno que vem se tornando cada vez mais comum em
15 quase todas as matérias importantes que tratam de acontecimentos violentos e que ocorrem rapidamente.
16 Reportagens falsas ou ilusórias espalham-se rapidamente pelas redes sociais e são acessadas por
17 organizações jornalísticas respeitáveis, confundindo ainda mais um quadro já incrivelmente confuso.
18 A disseminação e divulgação de falsas informações não têm nada de novo, mas a internet tornou
19 mais fácil plantar matérias e provas falsas e ilusórias, que serão amplamente compartilhadas pelo Twitter e
20 pelo Facebook.
21 Alastair Reid, editor administrativo do site First Draft, que é uma coalizão de organizações que se
22 especializam em checar informações e conta com o apoio do Google, disse que parte do problema é que
23 qualquer pessoa que publique em plataformas como o Facebook tem a capacidade de atingir uma audiência
24 tão ampla quanto aquelas que são atingidas por uma organização jornalística. “Pode tratar-se de alguém
25 tentando desviar propositalmente a pauta jornalística por motivos políticos, ou muitas vezes são apenas
26 pessoas que querem os números, os cliques e os compartilhamentos porque querem fazer parte da conversa
27 ou da validade da informação”, disse ele. “Eles não têm quaisquer padrões de ética, mas têm o mesmo tipo
28 de distribuição.”
29 Nesse meio tempo, a rápida divulgação das notícias online e a concorrência com as redes sociais
30 também aumentaram a pressão sobre as organizações jornalísticas para serem as primeiras a divulgar cada
31 avanço, ao mesmo tempo em que eliminam alguns dos obstáculos que permitem informações equivocadas.
32 Uma página na web não só pode ser atualizada de maneira a eliminar qualquer vestígio de uma
33 mensagem falsa, mas, quando muitas pessoas apenas se limitam a registrar qual o website em que estão
34 lendo uma reportagem, a ameaça à reputação é significativamente menor que no jornal impresso. Em muitos
35 casos, um fragmento de informação, uma fotografia ou um vídeo são simplesmente bons demais para checar.
36 Alastair Reid disse: “Agora talvez haja mais pressão junto a algumas organizações para agirem
37 rapidamente, para clicar, para ser a primeira… E há, evidentemente, uma pressão comercial para ter aquele
38 vídeo fantástico, aquela foto fantástica, para ser de maior interesse jornalístico, mais compartilhável e tudo
39 isso pode se sobrepor ao desejo de ser certo.”
Adaptado de: http://observatoriodaimprensa.com.br/terrorismo/videos-falsos-confundem-o-publico-e-a-imprensa/.
(Publicado originalmente no jornal The Guardian em 23/3/2016. Acesso em 30/03/2016.)
Marque a opção que NÃO constitui causa de divulgação de informações falsas na internet por organizações jornalísticas respeitáveis, de acordo com o texto.Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 2: Vídeos falsos confundem o público e a imprensa
Por Jasper Jackson, tradução de Jo Amado
1 Cerca de duas horas depois da divulgação dos atentados de terça-feira (22/03) em Bruxelas,
2 apareceu um vídeo no YouTube, sob a alegação de que seriam imagens do circuito fechado de televisão
3 (CCTV), mostrando uma explosão no aeroporto Zaventem, da cidade. As imagens rapidamente se
4 espalharam pelas redes sociais e foram divulgadas por alguns dos principais sites de notícias. Depois desse,
5 surgiu outro vídeo, supostamente mostrando uma explosão na estação de metrô Maelbeek, próxima ao
6 Parlamento Europeu, e ainda um outro, alegando ser do aeroporto.
7 Entretanto, nenhum dos vídeos era o que alegava ser. Os três vídeos eram gravações de 2011, dois
8 de um atentado ao aeroporto Domodedovo, de Moscou, e um de uma bomba que explodiu numa estação de
9 metrô de Minsk, capital da Belarus.
10 As imagens distorcidas dos clipes do circuito fechado de televisão foram convertidas de cor em
11 preto e branco, horizontalmente invertidas, novamente etiquetadas e postadas como se tivessem surgido dos
12 acontecimentos do dia. Embora a conta do YouTube que compartilhou as imagens com falsos objetivos tenha
13 sido rapidamente tirada do ar, outros veículos as reproduziram dizendo que eram de Bruxelas.
14 Os vídeos ilusórios são exemplos de um fenômeno que vem se tornando cada vez mais comum em
15 quase todas as matérias importantes que tratam de acontecimentos violentos e que ocorrem rapidamente.
16 Reportagens falsas ou ilusórias espalham-se rapidamente pelas redes sociais e são acessadas por
17 organizações jornalísticas respeitáveis, confundindo ainda mais um quadro já incrivelmente confuso.
18 A disseminação e divulgação de falsas informações não têm nada de novo, mas a internet tornou
19 mais fácil plantar matérias e provas falsas e ilusórias, que serão amplamente compartilhadas pelo Twitter e
20 pelo Facebook.
21 Alastair Reid, editor administrativo do site First Draft, que é uma coalizão de organizações que se
22 especializam em checar informações e conta com o apoio do Google, disse que parte do problema é que
23 qualquer pessoa que publique em plataformas como o Facebook tem a capacidade de atingir uma audiência
24 tão ampla quanto aquelas que são atingidas por uma organização jornalística. “Pode tratar-se de alguém
25 tentando desviar propositalmente a pauta jornalística por motivos políticos, ou muitas vezes são apenas
26 pessoas que querem os números, os cliques e os compartilhamentos porque querem fazer parte da conversa
27 ou da validade da informação”, disse ele. “Eles não têm quaisquer padrões de ética, mas têm o mesmo tipo
28 de distribuição.”
29 Nesse meio tempo, a rápida divulgação das notícias online e a concorrência com as redes sociais
30 também aumentaram a pressão sobre as organizações jornalísticas para serem as primeiras a divulgar cada
31 avanço, ao mesmo tempo em que eliminam alguns dos obstáculos que permitem informações equivocadas.
32 Uma página na web não só pode ser atualizada de maneira a eliminar qualquer vestígio de uma
33 mensagem falsa, mas, quando muitas pessoas apenas se limitam a registrar qual o website em que estão
34 lendo uma reportagem, a ameaça à reputação é significativamente menor que no jornal impresso. Em muitos
35 casos, um fragmento de informação, uma fotografia ou um vídeo são simplesmente bons demais para checar.
36 Alastair Reid disse: “Agora talvez haja mais pressão junto a algumas organizações para agirem
37 rapidamente, para clicar, para ser a primeira… E há, evidentemente, uma pressão comercial para ter aquele
38 vídeo fantástico, aquela foto fantástica, para ser de maior interesse jornalístico, mais compartilhável e tudo
39 isso pode se sobrepor ao desejo de ser certo.”
Adaptado de: http://observatoriodaimprensa.com.br/terrorismo/videos-falsos-confundem-o-publico-e-a-imprensa/.
(Publicado originalmente no jornal The Guardian em 23/3/2016. Acesso em 30/03/2016.)
No primeiro período do sexto parágrafo, a palavra QUE constitui pronome relativo, EXCETO emResolução comentada
Análise das alternativas
A Questão 30 refere-se aos Textos 1 e 2.
Texto 1: A mídia realmente tem o poder de manipular as pessoas?
Por Francisco Fernandes Ladeira
1 À primeira vista, a resposta para a pergunta que intitula este artigo parece simples e óbvia: sim, a
2 mídia é um poderoso instrumento de manipulação. A ideia de que o frágil cidadão comum é impotente frente
3 aos gigantescos e poderosos conglomerados da comunicação é bastante atrativa intelectualmente.
4 Influentes nomes, como Adorno e Horkheimer, os primeiros pensadores a realizar análises mais sistemáticas
5 sobre o tema, concluíram que os meios de comunicação em larga escala moldavam e direcionavam as
6 opiniões de seus receptores. Segundo eles, o rádio torna todos os ouvintes iguais ao sujeitá-los,
7 autoritariamente, aos idênticos programas das várias estações. No livro Televisão e Consciência de Classe,
8 Sarah Chucid Da Viá afirma que o vídeo apresenta um conjunto de imagens trabalhadas, cuja apreensão é
9 momentânea, de forma a persuadir rápida e transitoriamente o grande público. Por sua vez, o psicólogo
10 social Gustav Le Bon considerava que, nas massas, o indivíduo deixava de ser ele próprio para ser um
11 autômato sem vontade e os juízos aceitos pelas multidões seriam sempre impostos e nunca discutidos.
12 Assim, fomentou-se a concepção de que a mídia seria capaz de manipular incondicionalmente uma
13 audiência submissa, passiva e acrítica.
14 Todavia, como bons cidadãos céticos, devemos duvidar (ou ao menos manter certa ressalva) de
15 proposições imediatistas e aparentemente fáceis. As relações entre mídia e público são demasiadamente
16 complexas, vão muito além de uma simples análise behaviorista de estímulo/resposta. As mensagens
17 transmitidas pelos grandes veículos de comunicação não são recebidas automaticamente e da mesma
18 maneira por todos os indivíduos. Na maioria das vezes, o discurso midiático perde seu significado original na
19 controversa relação emissor/receptor. Cada indivíduo está envolto em uma “bolha ideológica”, apanágio de
20 seu próprio processo de individuação, que condiciona sua maneira de interpretar e agir sobre o mundo.
21 Todos nós, ao entramos em contato com o mundo exterior, construímos representações sobre a realidade.
22 Cada um de nós forma juízos de valor a respeito dos vários âmbitos do real, seus personagens,
23 acontecimentos e fenômenos e, consequentemente, acreditamos que esses juízos correspondem à
24 “verdade”. [...]
25 [...] A mídia é apenas um, entre vários quadros ou grupos de referência, aos quais um indivíduo
26 recorre como argumento para formular suas opiniões. Nesse sentido, competem com os veículos de
27 comunicação como quadros ou grupos de referência fatores subjetivos/psicológicos (história familiar,
28 trajetória pessoal, predisposição intelectual), o contexto social (renda, sexo, idade, grau de instrução, etnia,
29 religião) e o ambiente informacional (associação comunitária, trabalho, igreja). “Os vários tipos de receptor
30 situam-se numa complexa rede de referências em que a comunicação interpessoal e a midiática se
31 completam e modificam”, afirmou a cientista social Alessandra Aldé em seu livro A construção da política:
32 democracia, cidadania e meios de comunicação de massa. Evidentemente, o peso de cada quadro de
33 referência tende a variar de acordo com a realidade individual. Seguindo essa linha de raciocínio, no original
34 estudo Muito Além do Jardim Botânico, Carlos Eduardo Lins da Silva constatou como telespectadores
35 do Jornal Nacional acionam seus mecanismos de defesa, individuais ou coletivos, para filtrar as informações
36 veiculadas, traduzindo-as segundo seus próprios valores. “A síntese e as conclusões que um telespectador
37 vai realizar depois de assistir a um telejornal não podem ser antecipadas por ninguém; nem por quem
38 produziu o telejornal, nem por quem assistiu ao mesmo tempo que aquele telespectador”, inferiu Carlos
39 Eduardo.
Adaptado de: http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/a-midia-realmente-tem-o-poder-de-manipular-as-pessoas/.
(Publicado em 14/04/2015, na edição 846. Acesso em 13/07/2016.)
Texto 2: Vídeos falsos confundem o público e a imprensa
Por Jasper Jackson, tradução de Jo Amado
1 Cerca de duas horas depois da divulgação dos atentados de terça-feira (22/03) em Bruxelas,
2 apareceu um vídeo no YouTube, sob a alegação de que seriam imagens do circuito fechado de televisão
3 (CCTV), mostrando uma explosão no aeroporto Zaventem, da cidade. As imagens rapidamente se
4 espalharam pelas redes sociais e foram divulgadas por alguns dos principais sites de notícias. Depois desse,
5 surgiu outro vídeo, supostamente mostrando uma explosão na estação de metrô Maelbeek, próxima ao
6 Parlamento Europeu, e ainda um outro, alegando ser do aeroporto.
7 Entretanto, nenhum dos vídeos era o que alegava ser. Os três vídeos eram gravações de 2011, dois
8 de um atentado ao aeroporto Domodedovo, de Moscou, e um de uma bomba que explodiu numa estação de
9 metrô de Minsk, capital da Belarus.
10 As imagens distorcidas dos clipes do circuito fechado de televisão foram convertidas de cor em
11 preto e branco, horizontalmente invertidas, novamente etiquetadas e postadas como se tivessem surgido dos
12 acontecimentos do dia. Embora a conta do YouTube que compartilhou as imagens com falsos objetivos tenha
13 sido rapidamente tirada do ar, outros veículos as reproduziram dizendo que eram de Bruxelas.
14 Os vídeos ilusórios são exemplos de um fenômeno que vem se tornando cada vez mais comum em
15 quase todas as matérias importantes que tratam de acontecimentos violentos e que ocorrem rapidamente.
16 Reportagens falsas ou ilusórias espalham-se rapidamente pelas redes sociais e são acessadas por
17 organizações jornalísticas respeitáveis, confundindo ainda mais um quadro já incrivelmente confuso.
18 A disseminação e divulgação de falsas informações não têm nada de novo, mas a internet tornou
19 mais fácil plantar matérias e provas falsas e ilusórias, que serão amplamente compartilhadas pelo Twitter e
20 pelo Facebook.
21 Alastair Reid, editor administrativo do site First Draft, que é uma coalizão de organizações que se
22 especializam em checar informações e conta com o apoio do Google, disse que parte do problema é que
23 qualquer pessoa que publique em plataformas como o Facebook tem a capacidade de atingir uma audiência
24 tão ampla quanto aquelas que são atingidas por uma organização jornalística. “Pode tratar-se de alguém
25 tentando desviar propositalmente a pauta jornalística por motivos políticos, ou muitas vezes são apenas
26 pessoas que querem os números, os cliques e os compartilhamentos porque querem fazer parte da conversa
27 ou da validade da informação”, disse ele. “Eles não têm quaisquer padrões de ética, mas têm o mesmo tipo
28 de distribuição.”
29 Nesse meio tempo, a rápida divulgação das notícias online e a concorrência com as redes sociais
30 também aumentaram a pressão sobre as organizações jornalísticas para serem as primeiras a divulgar cada
31 avanço, ao mesmo tempo em que eliminam alguns dos obstáculos que permitem informações equivocadas.
32 Uma página na web não só pode ser atualizada de maneira a eliminar qualquer vestígio de uma
33 mensagem falsa, mas, quando muitas pessoas apenas se limitam a registrar qual o website em que estão
34 lendo uma reportagem, a ameaça à reputação é significativamente menor que no jornal impresso. Em muitos
35 casos, um fragmento de informação, uma fotografia ou um vídeo são simplesmente bons demais para checar.
36 Alastair Reid disse: “Agora talvez haja mais pressão junto a algumas organizações para agirem
37 rapidamente, para clicar, para ser a primeira… E há, evidentemente, uma pressão comercial para ter aquele
38 vídeo fantástico, aquela foto fantástica, para ser de maior interesse jornalístico, mais compartilhável e tudo
39 isso pode se sobrepor ao desejo de ser certo.”
Adaptado de: http://observatoriodaimprensa.com.br/terrorismo/videos-falsos-confundem-o-publico-e-a-imprensa/.
(Publicado originalmente no jornal The Guardian em 23/3/2016. Acesso em 30/03/2016.)
Pode-se afirmar corretamente que tanto o Texto 1 quanto o Texto 2Resolução comentada
Análise das alternativas
Observe a tirinha a seguir e responda as questões 31 e 32.
![]()
http://2.bp.blogspot.com/_wBWh8NQAZ78/TBWEMQ8147I/AAAAAAAAACE/zmfW9c8uAKk/s1600/Tirinha_Sensacionalismo.jpg.
(Acesso em 12/05/2016)
Que atitude típica de parte do público televisivo é reproduzida por Calvin, o garoto da tirinha?
Observe a tirinha a seguir e responda as questões 31 e 32.
![]()
http://2.bp.blogspot.com/_wBWh8NQAZ78/TBWEMQ8147I/AAAAAAAAACE/zmfW9c8uAKk/s1600/Tirinha_Sensacionalismo.jpg.
(Acesso em 12/05/2016)
Os dois primeiros quadros da tirinha criam no leitor uma expectativa de desfecho que não se concretiza, gerando daí o efeito de humor. Nesse contexto, a conjunção e estabelece a relação de
Observe a tirinha que traz a personagem Mafalda, do cartunista Quino, e responda a Questão 33.
![]()
http://4.bp.blogspot.com/-20adcvrO4Kw/U_4ga8Ic56I/AAAAAAAAAzQ/hq2oxMLA7yY/s1600/mafalda-1.jpg.
(Acesso em 12/05/2016)
Considere as seguintes asserções:
I. Mafalda atribui ao termo domínio um sentido diverso do veiculado pelo locutor da televisão.
II. Na frase dita por Mafalda, o termo público constitui o sujeito responsável pela ação de dominar.
III. A atitude e a fala de Mafalda demonstram que ela concorda com a ideia de que o público domina os acontecimentos.
Está(ão) correta(s)
![]()
http://2.bp.blogspot.com/_wBWh8NQAZ78/TBWEMQ8147I/AAAAAAAAACE/zmfW9c8uAKk/s1600/Tirinha_Sensacionalismo.jpg.
(Acesso em 12/05/2016)
![]()
http://4.bp.blogspot.com/-20adcvrO4Kw/U_4ga8Ic56I/AAAAAAAAAzQ/hq2oxMLA7yY/s1600/mafalda-1.jpg.
(Acesso em 12/05/2016)
Analisando as duas tirinhas, NÃO se pode afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Irene no céu
Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.
Imagino Irene entrando no céu:
- Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
- Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.
(Em: Libertinagem. Rio de Janeiro: Pongetti, 1930.)
é INCORRETO afirmar que a relação afetiva entre o sujeito lírico e IreneResolução comentada
Análise das alternativas
Irene no céu
Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.
Imagino Irene entrando no céu:
- Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
- Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.
(Em: Libertinagem. Rio de Janeiro: Pongetti, 1930.)
O poema abaixo é de Alcides Villaça.
Bach no céu
Para Manuel Bandeira
Imagino Johann Sebastian Bach entrando no céu:
- Com licença, São Pedro?
- Faz favor, João. Só não repare a bagunça.
(Em: Ondas curtas. São Paulo: Cosac Naify, 2014.)
Dada a explícita relação intertextual entre Bach no céu e Irene no céu, é correto afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
Frasco de âmbar
À força de guardar-te
evaporaste!
(Em: Vivenda. São Paulo: Duas Cidades, 1989.)
I. a voz lírica expressa-se de modo sentimental – daí o ponto de exclamação – revelando forte afeto do "eu" em relação ao "tu".
II. a fala dirigida ao objeto contém um lamento pela sua perda, ocorrida apesar de todo o cuidado e apego que a ele foram dedicados.
III. o teor metafórico do poema se reforça na associação estabelecida entre a volatilidade do perfume e o sentimento amoroso.
Está(ão) correta(s)Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
O livro Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, mostra como, no Brasil, os agentes do poder costumam, por vezes, confundir as esferas do público e do privado. Como afirma o narrador, no capítulo XLV: “Já naquele tempo (e dizem que é defeito nosso) o empenho, o compadresco, eram uma mola de todo o movimento social”. No enredo, isso é ilustrado pelo comportamento de Vidigal, que
Na ficção romântica, em geral, o destino das personagens femininas é a felicidade pelo casamento ou a morte trágica. Nesse aspecto, Til, de José de Alencar, traz um final inovador, resultante do amadurecimento de Berta após conhecer a história de Besita, sua mãe. Podemos afirmar isso acerca do romance em questão, pois Berta
O romance Fogo morto, de José Lins do Rego, apresenta um amplo painel social do interior paraibano no final do século XIX. Acerca das personagens, é correto dizer que
Sobre o poema de Manuel Bandeira,
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No poema de Maria Lúcia Alvim intitulado Frasco de âmbar, que possui uma atmosfera muito feminina,