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Colégio Militar de Belém — Concurso de Admissão 2018/19 — 6º Ano do Ensino Fundamental — Prova de Língua Portuguesa

Colégio Militar de Belém (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

CEOCP/CMBel2018Fundamental

21 questões nesta prova · página 1 de 2 · 20 com gabarito

Língua Portuguesa Coesão Referencial — Pronomes

CEOCP/CMBel 2018 Fundamental

Colégio Militar de Belém (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
PLANETA HABITADO OU HABITÁVEL?¹

Cientistas buscam planetas parecidos com a Terra que possam abrigar formas de vida

Ilustração de um foguete cinza com uma janela redonda no centro e dois propulsores laterais.

Você já ouviu falar de seres extraterrestres? Aposto que sim! Há muito tempo, histórias de ficção científica, desenhos e histórias em quadrinhos falam sobre planetas com formas de vida inteligentes, algumas parecidas com a humana, outras muito diferentes. O Super-Homem, por exemplo, veio do distante planeta Krypton! E o que dizer dos personagens da série de filmes Guerra nas Estrelas? Existem ainda histórias sobre seres vindos de planetas vizinhos da Terra, como os vários invasores marcianos verdes e sem rosto ou criaturas de orelhas pontudas vindas de Vênus. Mas será que, na realidade, haveria vida em outro planeta do universo?
Essa é uma pergunta que os cientistas tentam responder há muito tempo. E, à medida que fazem novas descobertas, coisas que só existiam nos livros de ficção ou na cabeça de alguém podem ser confirmadas ou negadas.
Ao longo do século passado, descobrimos que a superfície de Vênus é extremamente quente, incompatível com a vida. Já Marte é pequeno e frio demais para manter formas de vida complexas, como animais e plantas, por conta própria – embora haja estudos para investigar se seria possível colonizar Marte.
Se não temos vizinhos por perto, eles poderiam estar em planetas mais distantes? Mas esses planetas realmente existem ou são apenas fruto da imaginação?
Desde o final do século passado, os astrônomos estão conseguindo identificar planetas localizados fora do Sistema Solar. Eles giram ao redor de outras estrelas, assim como a Terra gira ao redor do Sol.
No início, só era possível achar planetas muito grandes e muito próximos às suas estrelas, mas, depois, as técnicas usadas para encontrar esses planetas foram sendo melhoradas, e os cientistas conseguiram identificar planetas menores e mais distantes.
Essas descobertas fizeram os cientistas buscarem, em cada estrela, uma região ao seu redor com características que permitissem a existência de planetas parecidos com a Terra e que tivessem água líquida em sua superfície. A água é considerada uma condição básica para a vida.
Portanto, esses seriam planetas habitáveis, ou seja, planetas com condições de serem habitados por alguma forma de vida. Mas isso significa apenas que esses planetas poderiam conter vida, e não que realmente exista vida neles. Habitável não significa necessariamente habitado. Por enquanto, a Terra continua a ser o único planeta habitado que conhecemos.

¹ Jaime Fernando Villas da Rocha. Departamento de Física (DFIS). Instituto de Biociências, Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Texto adaptado. Disponível em: <http://chc.org.br/artigo/planeta-habitado-ou-habitavel>. Acesso em: 4 JUN 18.

Considere o fragmento do texto: “Se não temos vizinhos por perto, eles poderiam estar em planetas mais distantes? Mas esses planetas realmente existem ou são apenas fruto da imaginação? Desde o final do século passado, os astrônomos estão conseguindo identificar planetas localizados fora do Sistema Solar.”. No trecho em destaque, a palavra em negrito e sublinhada faz referência ao termo:

Primeira linha do enunciado da questão, em que a palavra “eles” aparece em negrito e sublinhada: “Considere o fragmento do texto: “Se não temos vizinhos por perto, eles poderiam estar em”.
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Língua Portuguesa Semântica — Sinonímia

CEOCP/CMBel 2018 Fundamental

Colégio Militar de Belém (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
PLANETA HABITADO OU HABITÁVEL?¹

Cientistas buscam planetas parecidos com a Terra que possam abrigar formas de vida

Ilustração de um foguete cinza com uma janela redonda no centro e dois propulsores laterais.

Você já ouviu falar de seres extraterrestres? Aposto que sim! Há muito tempo, histórias de ficção científica, desenhos e histórias em quadrinhos falam sobre planetas com formas de vida inteligentes, algumas parecidas com a humana, outras muito diferentes. O Super-Homem, por exemplo, veio do distante planeta Krypton! E o que dizer dos personagens da série de filmes Guerra nas Estrelas? Existem ainda histórias sobre seres vindos de planetas vizinhos da Terra, como os vários invasores marcianos verdes e sem rosto ou criaturas de orelhas pontudas vindas de Vênus. Mas será que, na realidade, haveria vida em outro planeta do universo?
Essa é uma pergunta que os cientistas tentam responder há muito tempo. E, à medida que fazem novas descobertas, coisas que só existiam nos livros de ficção ou na cabeça de alguém podem ser confirmadas ou negadas.
Ao longo do século passado, descobrimos que a superfície de Vênus é extremamente quente, incompatível com a vida. Já Marte é pequeno e frio demais para manter formas de vida complexas, como animais e plantas, por conta própria – embora haja estudos para investigar se seria possível colonizar Marte.
Se não temos vizinhos por perto, eles poderiam estar em planetas mais distantes? Mas esses planetas realmente existem ou são apenas fruto da imaginação?
Desde o final do século passado, os astrônomos estão conseguindo identificar planetas localizados fora do Sistema Solar. Eles giram ao redor de outras estrelas, assim como a Terra gira ao redor do Sol.
No início, só era possível achar planetas muito grandes e muito próximos às suas estrelas, mas, depois, as técnicas usadas para encontrar esses planetas foram sendo melhoradas, e os cientistas conseguiram identificar planetas menores e mais distantes.
Essas descobertas fizeram os cientistas buscarem, em cada estrela, uma região ao seu redor com características que permitissem a existência de planetas parecidos com a Terra e que tivessem água líquida em sua superfície. A água é considerada uma condição básica para a vida.
Portanto, esses seriam planetas habitáveis, ou seja, planetas com condições de serem habitados por alguma forma de vida. Mas isso significa apenas que esses planetas poderiam conter vida, e não que realmente exista vida neles. Habitável não significa necessariamente habitado. Por enquanto, a Terra continua a ser o único planeta habitado que conhecemos.

¹ Jaime Fernando Villas da Rocha. Departamento de Física (DFIS). Instituto de Biociências, Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Texto adaptado. Disponível em: <http://chc.org.br/artigo/planeta-habitado-ou-habitavel>. Acesso em: 4 JUN 18.

No trecho “A água é considerada uma condição básica para a vida”, o vocábulo destacado pode ser substituído, sem alteração de sentido, pela palavra:

Linha do enunciado em que a palavra “básica” aparece em negrito e sublinhada: “No trecho “A água é considerada uma condição básica para a vida”, o vocábulo destacado pode”.
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Língua Portuguesa Interpretação de Texto

CEOCP/CMBel 2018 Fundamental

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Texto-base:
TEXTO I
PLANETA HABITADO OU HABITÁVEL?¹

Cientistas buscam planetas parecidos com a Terra que possam abrigar formas de vida

Ilustração de um foguete cinza com uma janela redonda no centro e dois propulsores laterais.

Você já ouviu falar de seres extraterrestres? Aposto que sim! Há muito tempo, histórias de ficção científica, desenhos e histórias em quadrinhos falam sobre planetas com formas de vida inteligentes, algumas parecidas com a humana, outras muito diferentes. O Super-Homem, por exemplo, veio do distante planeta Krypton! E o que dizer dos personagens da série de filmes Guerra nas Estrelas? Existem ainda histórias sobre seres vindos de planetas vizinhos da Terra, como os vários invasores marcianos verdes e sem rosto ou criaturas de orelhas pontudas vindas de Vênus. Mas será que, na realidade, haveria vida em outro planeta do universo?
Essa é uma pergunta que os cientistas tentam responder há muito tempo. E, à medida que fazem novas descobertas, coisas que só existiam nos livros de ficção ou na cabeça de alguém podem ser confirmadas ou negadas.
Ao longo do século passado, descobrimos que a superfície de Vênus é extremamente quente, incompatível com a vida. Já Marte é pequeno e frio demais para manter formas de vida complexas, como animais e plantas, por conta própria – embora haja estudos para investigar se seria possível colonizar Marte.
Se não temos vizinhos por perto, eles poderiam estar em planetas mais distantes? Mas esses planetas realmente existem ou são apenas fruto da imaginação?
Desde o final do século passado, os astrônomos estão conseguindo identificar planetas localizados fora do Sistema Solar. Eles giram ao redor de outras estrelas, assim como a Terra gira ao redor do Sol.
No início, só era possível achar planetas muito grandes e muito próximos às suas estrelas, mas, depois, as técnicas usadas para encontrar esses planetas foram sendo melhoradas, e os cientistas conseguiram identificar planetas menores e mais distantes.
Essas descobertas fizeram os cientistas buscarem, em cada estrela, uma região ao seu redor com características que permitissem a existência de planetas parecidos com a Terra e que tivessem água líquida em sua superfície. A água é considerada uma condição básica para a vida.
Portanto, esses seriam planetas habitáveis, ou seja, planetas com condições de serem habitados por alguma forma de vida. Mas isso significa apenas que esses planetas poderiam conter vida, e não que realmente exista vida neles. Habitável não significa necessariamente habitado. Por enquanto, a Terra continua a ser o único planeta habitado que conhecemos.

¹ Jaime Fernando Villas da Rocha. Departamento de Física (DFIS). Instituto de Biociências, Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Texto adaptado. Disponível em: <http://chc.org.br/artigo/planeta-habitado-ou-habitavel>. Acesso em: 4 JUN 18.

Com base na leitura de “Planeta habitado ou habitável?”, o objetivo principal do texto é
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Língua Portuguesa Interpretação de Texto

CEOCP/CMBel 2018 Fundamental

Colégio Militar de Belém (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
PLANETA HABITADO OU HABITÁVEL?¹

Cientistas buscam planetas parecidos com a Terra que possam abrigar formas de vida

Ilustração de um foguete cinza com uma janela redonda no centro e dois propulsores laterais.

Você já ouviu falar de seres extraterrestres? Aposto que sim! Há muito tempo, histórias de ficção científica, desenhos e histórias em quadrinhos falam sobre planetas com formas de vida inteligentes, algumas parecidas com a humana, outras muito diferentes. O Super-Homem, por exemplo, veio do distante planeta Krypton! E o que dizer dos personagens da série de filmes Guerra nas Estrelas? Existem ainda histórias sobre seres vindos de planetas vizinhos da Terra, como os vários invasores marcianos verdes e sem rosto ou criaturas de orelhas pontudas vindas de Vênus. Mas será que, na realidade, haveria vida em outro planeta do universo?
Essa é uma pergunta que os cientistas tentam responder há muito tempo. E, à medida que fazem novas descobertas, coisas que só existiam nos livros de ficção ou na cabeça de alguém podem ser confirmadas ou negadas.
Ao longo do século passado, descobrimos que a superfície de Vênus é extremamente quente, incompatível com a vida. Já Marte é pequeno e frio demais para manter formas de vida complexas, como animais e plantas, por conta própria – embora haja estudos para investigar se seria possível colonizar Marte.
Se não temos vizinhos por perto, eles poderiam estar em planetas mais distantes? Mas esses planetas realmente existem ou são apenas fruto da imaginação?
Desde o final do século passado, os astrônomos estão conseguindo identificar planetas localizados fora do Sistema Solar. Eles giram ao redor de outras estrelas, assim como a Terra gira ao redor do Sol.
No início, só era possível achar planetas muito grandes e muito próximos às suas estrelas, mas, depois, as técnicas usadas para encontrar esses planetas foram sendo melhoradas, e os cientistas conseguiram identificar planetas menores e mais distantes.
Essas descobertas fizeram os cientistas buscarem, em cada estrela, uma região ao seu redor com características que permitissem a existência de planetas parecidos com a Terra e que tivessem água líquida em sua superfície. A água é considerada uma condição básica para a vida.
Portanto, esses seriam planetas habitáveis, ou seja, planetas com condições de serem habitados por alguma forma de vida. Mas isso significa apenas que esses planetas poderiam conter vida, e não que realmente exista vida neles. Habitável não significa necessariamente habitado. Por enquanto, a Terra continua a ser o único planeta habitado que conhecemos.

¹ Jaime Fernando Villas da Rocha. Departamento de Física (DFIS). Instituto de Biociências, Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Texto adaptado. Disponível em: <http://chc.org.br/artigo/planeta-habitado-ou-habitavel>. Acesso em: 4 JUN 18.

Ao afirmar, no último parágrafo do texto I, que “Habitável não significa necessariamente habitado.”, o autor diz que
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Língua Portuguesa Interpretação de Texto

CEOCP/CMBel 2018 Fundamental

Colégio Militar de Belém (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO II
LINDO BALÃO AZUL
(Compositor: Guilherme Arantes)

Eu vivo sempre
No mundo da lua
Porque sou um cientista
O meu papo futurista
É lunático

Eu vivo sempre
No mundo da lua
Tenho alma de artista
Sou um gênio sonhador
E romântico

Eu vivo sempre
No mundo da lua
Porque sou aventureiro
Desde o meu primeiro passo
Pro infinito

Eu vivo sempre
No mundo da lua
Porque sou inteligente
Se você quer vir com a gente
Venha que será um barato

Pegar carona
Nessa cauda de cometa
Ver a Via Láctea
Estrada tão bonita
Brincar de esconde-esconde
Numa nebulosa
Voltar pra casa
Nosso lindo balão azul

Nosso lindo balão azul
Oh! Oh! Oh! Oh!

Nosso lindo balão azul
Uh! Uh! Uh! Uh!

Disponível em: <https://www.letras.mus.br/guilhermearantes/46311>. Acesso em: 4 JUN 18.

Acerca da caracterização do eu lírico, a pessoa que fala na letra da música “Lindo Balão Azul”, é correto afirmar que ele é um
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Resolução comentada

Caracterização do eu lírico.

O eu lírico diz viver 'no mundo da lua' e justifica isso com 'porque sou aventureiro'. Logo, é um aventureiro que vive no mundo da lua.

Análise das alternativas

A) Não diz que viaja na cauda de cometas; convida o ouvinte a isso. B) 'Engraçado' não aparece no texto. D) Ele se diz cientista, mas não fala de balão do futuro como viajante. E) Ele convida os outros a ir junto, não quer ir sozinho.

Referência: Língua Portuguesa – interpretação de texto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Pontuação — Uso da Vírgula

CEOCP/CMBel 2018 Fundamental

Colégio Militar de Belém (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
TEXTO II
LINDO BALÃO AZUL
(Compositor: Guilherme Arantes)

Eu vivo sempre
No mundo da lua
Porque sou um cientista
O meu papo futurista
É lunático

Eu vivo sempre
No mundo da lua
Tenho alma de artista
Sou um gênio sonhador
E romântico

Eu vivo sempre
No mundo da lua
Porque sou aventureiro
Desde o meu primeiro passo
Pro infinito

Eu vivo sempre
No mundo da lua
Porque sou inteligente
Se você quer vir com a gente
Venha que será um barato

Pegar carona
Nessa cauda de cometa
Ver a Via Láctea
Estrada tão bonita
Brincar de esconde-esconde
Numa nebulosa
Voltar pra casa
Nosso lindo balão azul

Nosso lindo balão azul
Oh! Oh! Oh! Oh!

Nosso lindo balão azul
Uh! Uh! Uh! Uh!

Disponível em: <https://www.letras.mus.br/guilhermearantes/46311>. Acesso em: 4 JUN 18.

Indique a opção em que o uso da vírgula (,) é adequado ao contexto em que ela foi empregada.
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Resolução comentada

Uso correto da vírgula.

Em A, a oração subordinada adverbial causal ('Porque sou um cientista') vem antes da principal, por isso é separada por vírgula. Está de acordo com a norma.

Análise das alternativas

B) Separa o verbo do objeto ('Tenho, alma'). C) Separa o adjunto do verbo ('primeiro, passo'), quebrando o termo. D) Vírgula entre verbo e complemento ('quer, vir'). E) Vírgula entre verbo e complemento ('Brincar, de esconde-esconde').

Referência: Língua Portuguesa – pontuação.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Semântica — Sinonímia

CEOCP/CMBel 2018 Fundamental

Colégio Militar de Belém (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
TEXTO II
LINDO BALÃO AZUL
(Compositor: Guilherme Arantes)

Eu vivo sempre
No mundo da lua
Porque sou um cientista
O meu papo futurista
É lunático

Eu vivo sempre
No mundo da lua
Tenho alma de artista
Sou um gênio sonhador
E romântico

Eu vivo sempre
No mundo da lua
Porque sou aventureiro
Desde o meu primeiro passo
Pro infinito

Eu vivo sempre
No mundo da lua
Porque sou inteligente
Se você quer vir com a gente
Venha que será um barato

Pegar carona
Nessa cauda de cometa
Ver a Via Láctea
Estrada tão bonita
Brincar de esconde-esconde
Numa nebulosa
Voltar pra casa
Nosso lindo balão azul

Nosso lindo balão azul
Oh! Oh! Oh! Oh!

Nosso lindo balão azul
Uh! Uh! Uh! Uh!

Disponível em: <https://www.letras.mus.br/guilhermearantes/46311>. Acesso em: 4 JUN 18.

Aponte os versos da canção “Lindo Balão Azul” nos quais existe uma relação de sinonímia entre os vocábulos que os compõem.
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Resolução comentada

Sinonímia entre 'Via Láctea' e 'estrada'.

'Via' significa caminho ou estrada, então 'Via Láctea' e 'estrada' têm sentido equivalente nesses versos. Por isso a relação de sinonímia está na alternativa B.

Análise das alternativas

A) 'Viver' e 'mundo da lua' não são sinônimos. C) 'Esconde-esconde' e 'nebulosa' não têm relação de sinonímia. D) 'Carona' e 'cauda de cometa' não são sinônimos. E) 'Primeiro passo' e 'infinito' não são sinônimos.

Referência: Língua Portuguesa – semântica.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

CEOCP/CMBel 2018 Fundamental

Colégio Militar de Belém (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
TEXTO III
CRIANÇAS SE APAIXONAM MAIS POR CIÊNCIA QUANDO CONHECEM AS DIFICULDADES DE CIENTISTAS FAMOSOS

Pesquisa publicada recentemente mostrou que jovens precisam entender que o avanço científico ao longo dos anos dependeu de muito esforço

Se você está se esforçando muito para atingir um objetivo que parece inalcançável, a última coisa que deseja ouvir é a história de alguém que conseguiu o que você busca com facilidade. É o mesmo que se gabar por ter subido no pódio de uma maratona para uma pessoa que está saindo do sedentarismo* e ainda mal consegue correr uma quadra.
Parece apenas uma atitude educada, mas não é. Um estudo publicado recentemente por pesquisadores patrocinados pela Fundação Nacional da Ciência dos Estados Unidos revelou que crianças que conhecem apenas o sucesso dos cientistas tendem a se interessar menos por ciência.
Ou seja, em vez de comentar somente sobre o sucesso das pesquisas de nomes como Albert Einstein e Marie Curie, os professores precisam fazer com que os alunos conheçam as dificuldades pelas quais os cientistas passaram.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores estudaram o comportamento de 400 alunos do primeiro e segundo ano do Ensino Médio de escolas de bairros mais pobres de Nova York. Os estudantes foram divididos em três grupos: o primeiro grupo leria somente sobre as conquistas de cientistas famosos; o segundo, sobre alguns problemas pessoais que estes profissionais enfrentaram, como a escolha de Einstein de se recusar a voltar à Alemanha quando Hitler assumiu o poder; e o terceiro grupo conheceria também os processos e dificuldades que os cientistas tiveram de superar no caminho de suas maiores descobertas. No texto sobre Marie Curie, por exemplo, havia o seguinte trecho:

“Era frustrante ver a quantidade de experimentos que falhava. Mesmo assim, Curie não se desanimou. Em vez de ficar cabisbaixa, ela voltava a investigar a parte do processo que dera errado e tentava de novo e de novo e de novo. Ela chegou a trabalhar por horas e dias a fio com o objetivo de solucionar os desafios e aprender com os erros. Curie sabia que o caminho do progresso não era fácil, tanto é que, futuramente, disse: ‘nunca cedi a nenhuma dificuldade’”.

E deu certo?

Fotografia em preto e branco de Albert Einstein com a língua de fora.

Seis semanas após as leituras, os jovens do segundo e terceiro grupo tiveram uma melhora considerável em suas notas nas aulas de Ciências. Os que tinham notas baixas foram os que mostraram maior avanço.
Já os alunos que fizeram parte do primeiro grupo concordaram, em sua maioria, que cientistas como Einstein e Curie tinham um talento natural para a ciência, ignorando a persistência necessária para que eles atingissem seus objetivos científicos.
Os pesquisadores concluem que é preciso melhorar a narrativa sobre as vidas de grandes personalidades. Somente dizer aos estudantes que Einstein desenvolveu a Teoria da Relatividade é ignorar todo o esforço que ele fez para confirmar sua tese. E isso, segundo o estudo, não se aplica só aos laboratórios. Quem conhece unicamente o primeiro voo do 14-Bis, desconhece os muitos e muitos voos experimentais que Santos Dumont fez e que deram errado.
Histórias de sucesso são divertidas e motivadoras, mas relatos de como o sucesso foi alcançado podem ser ainda mais.

Glossário
* Sedentarismo: qualidade de quem ou do que é sedentário, ou de quem tem vida e/ou hábitos sedentários.
* Sedentário: que ou aquele que não se movimenta muito, que anda e/ou se exercita pouco.

Texto de Lucas Alencar, com supervisão de Cláudia Fusco.
Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2016/03/criancas-se-apaixonam-mais-por-ciencia-quando-conhecem-dificuldades-de-cientistas-famosos.html>. Acesso em: 29 AGO 18.

Assinale a alternativa que resume o objetivo do estudo citado no texto III.
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Língua Portuguesa Reescrita de Frases — Paráfrase

CEOCP/CMBel 2018 Fundamental

Colégio Militar de Belém (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
TEXTO III
CRIANÇAS SE APAIXONAM MAIS POR CIÊNCIA QUANDO CONHECEM AS DIFICULDADES DE CIENTISTAS FAMOSOS

Pesquisa publicada recentemente mostrou que jovens precisam entender que o avanço científico ao longo dos anos dependeu de muito esforço

Se você está se esforçando muito para atingir um objetivo que parece inalcançável, a última coisa que deseja ouvir é a história de alguém que conseguiu o que você busca com facilidade. É o mesmo que se gabar por ter subido no pódio de uma maratona para uma pessoa que está saindo do sedentarismo* e ainda mal consegue correr uma quadra.
Parece apenas uma atitude educada, mas não é. Um estudo publicado recentemente por pesquisadores patrocinados pela Fundação Nacional da Ciência dos Estados Unidos revelou que crianças que conhecem apenas o sucesso dos cientistas tendem a se interessar menos por ciência.
Ou seja, em vez de comentar somente sobre o sucesso das pesquisas de nomes como Albert Einstein e Marie Curie, os professores precisam fazer com que os alunos conheçam as dificuldades pelas quais os cientistas passaram.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores estudaram o comportamento de 400 alunos do primeiro e segundo ano do Ensino Médio de escolas de bairros mais pobres de Nova York. Os estudantes foram divididos em três grupos: o primeiro grupo leria somente sobre as conquistas de cientistas famosos; o segundo, sobre alguns problemas pessoais que estes profissionais enfrentaram, como a escolha de Einstein de se recusar a voltar à Alemanha quando Hitler assumiu o poder; e o terceiro grupo conheceria também os processos e dificuldades que os cientistas tiveram de superar no caminho de suas maiores descobertas. No texto sobre Marie Curie, por exemplo, havia o seguinte trecho:

“Era frustrante ver a quantidade de experimentos que falhava. Mesmo assim, Curie não se desanimou. Em vez de ficar cabisbaixa, ela voltava a investigar a parte do processo que dera errado e tentava de novo e de novo e de novo. Ela chegou a trabalhar por horas e dias a fio com o objetivo de solucionar os desafios e aprender com os erros. Curie sabia que o caminho do progresso não era fácil, tanto é que, futuramente, disse: ‘nunca cedi a nenhuma dificuldade’”.

E deu certo?

Fotografia em preto e branco de Albert Einstein com a língua de fora.

Seis semanas após as leituras, os jovens do segundo e terceiro grupo tiveram uma melhora considerável em suas notas nas aulas de Ciências. Os que tinham notas baixas foram os que mostraram maior avanço.
Já os alunos que fizeram parte do primeiro grupo concordaram, em sua maioria, que cientistas como Einstein e Curie tinham um talento natural para a ciência, ignorando a persistência necessária para que eles atingissem seus objetivos científicos.
Os pesquisadores concluem que é preciso melhorar a narrativa sobre as vidas de grandes personalidades. Somente dizer aos estudantes que Einstein desenvolveu a Teoria da Relatividade é ignorar todo o esforço que ele fez para confirmar sua tese. E isso, segundo o estudo, não se aplica só aos laboratórios. Quem conhece unicamente o primeiro voo do 14-Bis, desconhece os muitos e muitos voos experimentais que Santos Dumont fez e que deram errado.
Histórias de sucesso são divertidas e motivadoras, mas relatos de como o sucesso foi alcançado podem ser ainda mais.

Glossário
* Sedentarismo: qualidade de quem ou do que é sedentário, ou de quem tem vida e/ou hábitos sedentários.
* Sedentário: que ou aquele que não se movimenta muito, que anda e/ou se exercita pouco.

Texto de Lucas Alencar, com supervisão de Cláudia Fusco.
Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2016/03/criancas-se-apaixonam-mais-por-ciencia-quando-conhecem-dificuldades-de-cientistas-famosos.html>. Acesso em: 29 AGO 18.

O trecho “Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores estudaram o comportamento de 400 alunos do primeiro e segundo ano do Ensino Médio de escolas de bairros mais pobres de Nova York” pode ser reescrito, sem prejuízo para o sentido, da seguinte forma:
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Língua Portuguesa Pontuação — Uso das Aspas

CEOCP/CMBel 2018 Fundamental

Colégio Militar de Belém (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO III
CRIANÇAS SE APAIXONAM MAIS POR CIÊNCIA QUANDO CONHECEM AS DIFICULDADES DE CIENTISTAS FAMOSOS

Pesquisa publicada recentemente mostrou que jovens precisam entender que o avanço científico ao longo dos anos dependeu de muito esforço

Se você está se esforçando muito para atingir um objetivo que parece inalcançável, a última coisa que deseja ouvir é a história de alguém que conseguiu o que você busca com facilidade. É o mesmo que se gabar por ter subido no pódio de uma maratona para uma pessoa que está saindo do sedentarismo* e ainda mal consegue correr uma quadra.
Parece apenas uma atitude educada, mas não é. Um estudo publicado recentemente por pesquisadores patrocinados pela Fundação Nacional da Ciência dos Estados Unidos revelou que crianças que conhecem apenas o sucesso dos cientistas tendem a se interessar menos por ciência.
Ou seja, em vez de comentar somente sobre o sucesso das pesquisas de nomes como Albert Einstein e Marie Curie, os professores precisam fazer com que os alunos conheçam as dificuldades pelas quais os cientistas passaram.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores estudaram o comportamento de 400 alunos do primeiro e segundo ano do Ensino Médio de escolas de bairros mais pobres de Nova York. Os estudantes foram divididos em três grupos: o primeiro grupo leria somente sobre as conquistas de cientistas famosos; o segundo, sobre alguns problemas pessoais que estes profissionais enfrentaram, como a escolha de Einstein de se recusar a voltar à Alemanha quando Hitler assumiu o poder; e o terceiro grupo conheceria também os processos e dificuldades que os cientistas tiveram de superar no caminho de suas maiores descobertas. No texto sobre Marie Curie, por exemplo, havia o seguinte trecho:

“Era frustrante ver a quantidade de experimentos que falhava. Mesmo assim, Curie não se desanimou. Em vez de ficar cabisbaixa, ela voltava a investigar a parte do processo que dera errado e tentava de novo e de novo e de novo. Ela chegou a trabalhar por horas e dias a fio com o objetivo de solucionar os desafios e aprender com os erros. Curie sabia que o caminho do progresso não era fácil, tanto é que, futuramente, disse: ‘nunca cedi a nenhuma dificuldade’”.

E deu certo?

Fotografia em preto e branco de Albert Einstein com a língua de fora.

Seis semanas após as leituras, os jovens do segundo e terceiro grupo tiveram uma melhora considerável em suas notas nas aulas de Ciências. Os que tinham notas baixas foram os que mostraram maior avanço.
Já os alunos que fizeram parte do primeiro grupo concordaram, em sua maioria, que cientistas como Einstein e Curie tinham um talento natural para a ciência, ignorando a persistência necessária para que eles atingissem seus objetivos científicos.
Os pesquisadores concluem que é preciso melhorar a narrativa sobre as vidas de grandes personalidades. Somente dizer aos estudantes que Einstein desenvolveu a Teoria da Relatividade é ignorar todo o esforço que ele fez para confirmar sua tese. E isso, segundo o estudo, não se aplica só aos laboratórios. Quem conhece unicamente o primeiro voo do 14-Bis, desconhece os muitos e muitos voos experimentais que Santos Dumont fez e que deram errado.
Histórias de sucesso são divertidas e motivadoras, mas relatos de como o sucesso foi alcançado podem ser ainda mais.

Glossário
* Sedentarismo: qualidade de quem ou do que é sedentário, ou de quem tem vida e/ou hábitos sedentários.
* Sedentário: que ou aquele que não se movimenta muito, que anda e/ou se exercita pouco.

Texto de Lucas Alencar, com supervisão de Cláudia Fusco.
Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2016/03/criancas-se-apaixonam-mais-por-ciencia-quando-conhecem-dificuldades-de-cientistas-famosos.html>. Acesso em: 29 AGO 18.

No texto III, a utilização do recurso das aspas (“ ”) tem como finalidade
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Língua Portuguesa Interpretação de Tirinha e Cartum

CEOCP/CMBel 2018 Fundamental

Colégio Militar de Belém (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
TEXTO IV

Tirinha de Calvin em quatro quadrinhos. 1º: a professora, diante do quadro, diz: “CALVIN, VOCÊ NÃO ESTÁ PRESTANDO ATENÇÃO DE NOVO!”, enquanto Calvin está sentado na carteira. 2º: Calvin, de óculos de piloto, aparece em uma nave diante de um monstro alienígena; o narrador diz: “COSMONAUTA SPIFF, CONQUISTADOR DO COSMO, É ENCURRALADO POR UM TERRÍVEL ZONDARG!”. 3º: Calvin salta em direção a uma porta: “COM A VELOCIDADE DA LUZ, SPIFF DISPARA PARA A SAÍDA, FAZENDO UMA AUDACIOSA ESCAPADA.”. 4º: a professora, na janela da escola, segura Calvin pela gola do lado de fora e diz: “BOA TENTATIVA, CALVIN.”.

Disponível em: <https://depositodocalvin.wordpress.com/category/cosmonauta-spiff>. Acesso em: 29 AGO 18.

Na tirinha, o efeito de humor é provocado
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Língua Portuguesa Semântica — Sinonímia

CEOCP/CMBel 2018 Fundamental

Colégio Militar de Belém (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO IV

Tirinha de Calvin em quatro quadrinhos. 1º: a professora, diante do quadro, diz: “CALVIN, VOCÊ NÃO ESTÁ PRESTANDO ATENÇÃO DE NOVO!”, enquanto Calvin está sentado na carteira. 2º: Calvin, de óculos de piloto, aparece em uma nave diante de um monstro alienígena; o narrador diz: “COSMONAUTA SPIFF, CONQUISTADOR DO COSMO, É ENCURRALADO POR UM TERRÍVEL ZONDARG!”. 3º: Calvin salta em direção a uma porta: “COM A VELOCIDADE DA LUZ, SPIFF DISPARA PARA A SAÍDA, FAZENDO UMA AUDACIOSA ESCAPADA.”. 4º: a professora, na janela da escola, segura Calvin pela gola do lado de fora e diz: “BOA TENTATIVA, CALVIN.”.

Disponível em: <https://depositodocalvin.wordpress.com/category/cosmonauta-spiff>. Acesso em: 29 AGO 18.

No 3º quadrinho, as palavras “audaciosa escapada” podem ser substituídas, sem prejuízo de sentido, respectivamente, pelos termos:
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Língua Portuguesa Interpretação de Tirinha e Cartum

CEOCP/CMBel 2018 Fundamental

Colégio Militar de Belém (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

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TEXTO IV

Tirinha de Calvin em quatro quadrinhos. 1º: a professora, diante do quadro, diz: “CALVIN, VOCÊ NÃO ESTÁ PRESTANDO ATENÇÃO DE NOVO!”, enquanto Calvin está sentado na carteira. 2º: Calvin, de óculos de piloto, aparece em uma nave diante de um monstro alienígena; o narrador diz: “COSMONAUTA SPIFF, CONQUISTADOR DO COSMO, É ENCURRALADO POR UM TERRÍVEL ZONDARG!”. 3º: Calvin salta em direção a uma porta: “COM A VELOCIDADE DA LUZ, SPIFF DISPARA PARA A SAÍDA, FAZENDO UMA AUDACIOSA ESCAPADA.”. 4º: a professora, na janela da escola, segura Calvin pela gola do lado de fora e diz: “BOA TENTATIVA, CALVIN.”.

Disponível em: <https://depositodocalvin.wordpress.com/category/cosmonauta-spiff>. Acesso em: 29 AGO 18.

No último quadrinho, a fala da professora em relação ao personagem Calvin demonstra
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Língua Portuguesa Interpretação de Tirinha e Cartum

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TEXTO IV

Tirinha de Calvin em quatro quadrinhos. 1º: a professora, diante do quadro, diz: “CALVIN, VOCÊ NÃO ESTÁ PRESTANDO ATENÇÃO DE NOVO!”, enquanto Calvin está sentado na carteira. 2º: Calvin, de óculos de piloto, aparece em uma nave diante de um monstro alienígena; o narrador diz: “COSMONAUTA SPIFF, CONQUISTADOR DO COSMO, É ENCURRALADO POR UM TERRÍVEL ZONDARG!”. 3º: Calvin salta em direção a uma porta: “COM A VELOCIDADE DA LUZ, SPIFF DISPARA PARA A SAÍDA, FAZENDO UMA AUDACIOSA ESCAPADA.”. 4º: a professora, na janela da escola, segura Calvin pela gola do lado de fora e diz: “BOA TENTATIVA, CALVIN.”.

Disponível em: <https://depositodocalvin.wordpress.com/category/cosmonauta-spiff>. Acesso em: 29 AGO 18.

Entre o 1º e o 2º quadrinho, a professora é transformada, pela imaginação de Calvin (Cosmonauta Spiff), em alienígena. Isso se dá pelo fato de Calvin
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Língua Portuguesa Coesão Referencial — Pronomes

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TEXTO V

Cartum de Ivo Viu a Uva. Legenda no alto: “ENQUANTO ISSO, EM UM DIA QUALQUER DO SÉCULO 25...”. Dois personagens com trajes e capacetes de astronauta. O primeiro, lendo um livro com a figura de um planeta, diz: “OLHA QUE CURIOSO, UM DIA EM VÊNUS EQUIVALE A 244 DIAS TERRESTRES!”. A segunda responde: “ESSA NÃO! COMPREI UMAS COISAS DE UMA LOJA NESSE PLANETA, GARANTIRAM QUE ENTREGAVAM EM 3 DIAS!!”. Crédito: Ivo Viu a Uva – http://ivoviuauva.blogspot.com.

Disponível em: <http://www.ivoviuauva.com.br/ficcao-cientifica>. Acesso em: 29 AGO 2018.

Considere a afirmação a seguir e preencha as lacunas com as palavras na ordem correta.

No cartum (texto V), a palavra “nesse” refere-se ao planeta _______________ e tem valor _______________.
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Língua Portuguesa Interpretação de Tirinha e Cartum

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TEXTO V

Cartum de Ivo Viu a Uva. Legenda no alto: “ENQUANTO ISSO, EM UM DIA QUALQUER DO SÉCULO 25...”. Dois personagens com trajes e capacetes de astronauta. O primeiro, lendo um livro com a figura de um planeta, diz: “OLHA QUE CURIOSO, UM DIA EM VÊNUS EQUIVALE A 244 DIAS TERRESTRES!”. A segunda responde: “ESSA NÃO! COMPREI UMAS COISAS DE UMA LOJA NESSE PLANETA, GARANTIRAM QUE ENTREGAVAM EM 3 DIAS!!”. Crédito: Ivo Viu a Uva – http://ivoviuauva.blogspot.com.

Disponível em: <http://www.ivoviuauva.com.br/ficcao-cientifica>. Acesso em: 29 AGO 2018.

No cartum (texto V), percebe-se o aparecimento da expressão “um dia” em dois momentos distintos: o primeiro, numa espécie de introdução para o diálogo entre os personagens; e o segundo, na fala de um dos protagonistas, dentro do balão. Quanto ao uso dessa expressão, está correto afirmar que
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Língua Portuguesa Pontuação — Ponto de Exclamação

CEOCP/CMBel 2018 Fundamental

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TEXTO V

Cartum de Ivo Viu a Uva. Legenda no alto: “ENQUANTO ISSO, EM UM DIA QUALQUER DO SÉCULO 25...”. Dois personagens com trajes e capacetes de astronauta. O primeiro, lendo um livro com a figura de um planeta, diz: “OLHA QUE CURIOSO, UM DIA EM VÊNUS EQUIVALE A 244 DIAS TERRESTRES!”. A segunda responde: “ESSA NÃO! COMPREI UMAS COISAS DE UMA LOJA NESSE PLANETA, GARANTIRAM QUE ENTREGAVAM EM 3 DIAS!!”. Crédito: Ivo Viu a Uva – http://ivoviuauva.blogspot.com.

Disponível em: <http://www.ivoviuauva.com.br/ficcao-cientifica>. Acesso em: 29 AGO 2018.

Quanto ao efeito de sentido provocado pelo uso do sinal de exclamação (!) no texto V, é correto afirmar que
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Língua Portuguesa Intertextualidade — Comparação entre Textos

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TEXTO V

Cartum de Ivo Viu a Uva. Legenda no alto: “ENQUANTO ISSO, EM UM DIA QUALQUER DO SÉCULO 25...”. Dois personagens com trajes e capacetes de astronauta. O primeiro, lendo um livro com a figura de um planeta, diz: “OLHA QUE CURIOSO, UM DIA EM VÊNUS EQUIVALE A 244 DIAS TERRESTRES!”. A segunda responde: “ESSA NÃO! COMPREI UMAS COISAS DE UMA LOJA NESSE PLANETA, GARANTIRAM QUE ENTREGAVAM EM 3 DIAS!!”. Crédito: Ivo Viu a Uva – http://ivoviuauva.blogspot.com.

Disponível em: <http://www.ivoviuauva.com.br/ficcao-cientifica>. Acesso em: 29 AGO 2018.

TEXTO VI
ENCONTRO DE EXTREMOS

Ilustração do Sol sorridente no centro, cercado por planetas e asteroides com rostos sorridentes, sobre fundo escuro e estrelado.

Foi uma viagem e tanto. Mercúrio percorreu rapidamente os quase cinco bilhões de quilômetros que o separavam de Plutão. Isso sem olhar para trás, a uma velocidade de cento e oitenta mil quilômetros por hora (eu disse “cento e oitenta mil quilômetros por hora!”) e sem parar nem para um xixizinho. Foram mais de mil dias de viagem incrível através do Sistema Solar. Ele levava na mala o que ainda era um mistério para os planetas — documentos secretíssimos falando de coisas estranhas e perigosas que estavam acontecendo no planeta Terra.
Assim que entrou na órbita de Plutão, Mercúrio olhou para trás. Lá longe estava o Sol. Já não lhe parecia aquele gigante em chamas que o impressionava. Mesmo assim, era a estrela mais brilhante que ele podia ver daquele ponto do Universo.
Você já deve ter percebido que esta é uma história de planetas. Para eles, as coisas se passam de maneira um pouco diferente do que para nós. Por exemplo: quando eu disse que a viagem de Mercúrio até Plutão foi rápida, quis dizer que foi rápida para um planeta. Mais de mil dias é um tempo grande para a gente, mas é pequeno para os planetas, pois eles podem viver bilhões de anos.
Outra coisa diferente nesta história é que o que é mistério para os personagens (os planetas) pode não ser mistério para nós. É possível que você saiba quais as coisas estranhas e perigosas que se passam na Terra. Entretanto, pode ser que não se lembre. Nesse caso, este conto há de refrescar sua memória.
Mas voltemos a Mercúrio. Como você deve ter aprendido, trata-se do planeta mais próximo do Sol. Por isso, os gases flamejantes quase encostam nele. Lá, a temperatura é tão alta durante o dia que, se houvesse chumbo em sua superfície, derreteria, formando rios e mares metálicos. Mas, para ser sincero, até que Mercúrio gosta desse calorzinho. Ainda mais que, à noite, a temperatura cai para –170º C e ele se congela.
Nosso herói estava muito longe de casa. Fazia frio e a temperatura, próxima de zero absoluto (que é mais frio do que todos os frios), era insuportável. Para Mercúrio, significava resfriado na certa. Acontece que o seu cargo de mensageiro dos planetas o obrigava a cumprir as mais perigosas missões, e não seria um simples resfriado que o impediria de cumprir mais essa.
Além do mais, resfriado não é novidade. Por causa de seus dias muito compridos e da atmosfera muito rarefeita, que não espalha bem o calor, os dias de Mercúrio são quentíssimos, e as noites, friíssimas. Por isso, mesmo quando descansa em sua órbita, ele vive às voltas com febre, calafrios, nariz escorrendo etc., coisas que quem já teve gripe sabe como são; a gente quer brincar, nadar ou tomar um sorvete e não pode. No caso de Mercúrio é ainda pior, porque ele tem alergia à poeira cósmica, o que sempre vira bronquite. Aí, só com inalação de vento solar.
— Ô de casa! A-a-atchim! — Pronto, estava resfriado. — Ô de casa! — repetiu. Nada.
“Por onde anda Plutão?”, perguntou-se.
Já que Plutão não estava, até pensou em dar uma olhada além das fronteiras do Sistema Solar. A curiosidade era grande. Mas não se atreveu porque lembrou o que tinha acontecido a Netuno. Se um planeta poderoso como Netuno fora tão terrivelmente afetado, o que aconteceria a ele, o pobre mensageiro dos planetas?
De repente, tudo escureceu. Alguém ou alguma coisa passou em frente ao Sol provocando um eclipse total. Mercúrio entrou em pânico. Tinha que fugir rapidamente. Mas para onde? Não via nada. Súbito, um bafo gelado em seus ouvidos arrepiou-lhe todos os meridianos.
— Ei, rapaz... Aonde vai com tanta pressa... Cuidado... Vê se olha por onde anda...
Mercúrio se virou e notou um fraco, mas ameaçador brilho esbranquiçado se aproximando. Era Plutão que sorria horrivelmente, mostrando dentes pontiagudos de metano congelado. O mensageiro tremeu nas bases. [...]

OLIVEIRA, Marcelo. R. L. Encontro de extremos. In: A Reunião dos Planetas. São Paulo: Editora Companhia das Letrinhas, 2006 (com adaptações).

Os textos V (cartum) e VI (“Encontro de extremos”) apresentam pontos em comum, portanto, é correto afirmar que ambos
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Língua Portuguesa Interpretação de Texto

CEOCP/CMBel 2018 Fundamental

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TEXTO VI
ENCONTRO DE EXTREMOS

Ilustração do Sol sorridente no centro, cercado por planetas e asteroides com rostos sorridentes, sobre fundo escuro e estrelado.

Foi uma viagem e tanto. Mercúrio percorreu rapidamente os quase cinco bilhões de quilômetros que o separavam de Plutão. Isso sem olhar para trás, a uma velocidade de cento e oitenta mil quilômetros por hora (eu disse “cento e oitenta mil quilômetros por hora!”) e sem parar nem para um xixizinho. Foram mais de mil dias de viagem incrível através do Sistema Solar. Ele levava na mala o que ainda era um mistério para os planetas — documentos secretíssimos falando de coisas estranhas e perigosas que estavam acontecendo no planeta Terra.
Assim que entrou na órbita de Plutão, Mercúrio olhou para trás. Lá longe estava o Sol. Já não lhe parecia aquele gigante em chamas que o impressionava. Mesmo assim, era a estrela mais brilhante que ele podia ver daquele ponto do Universo.
Você já deve ter percebido que esta é uma história de planetas. Para eles, as coisas se passam de maneira um pouco diferente do que para nós. Por exemplo: quando eu disse que a viagem de Mercúrio até Plutão foi rápida, quis dizer que foi rápida para um planeta. Mais de mil dias é um tempo grande para a gente, mas é pequeno para os planetas, pois eles podem viver bilhões de anos.
Outra coisa diferente nesta história é que o que é mistério para os personagens (os planetas) pode não ser mistério para nós. É possível que você saiba quais as coisas estranhas e perigosas que se passam na Terra. Entretanto, pode ser que não se lembre. Nesse caso, este conto há de refrescar sua memória.
Mas voltemos a Mercúrio. Como você deve ter aprendido, trata-se do planeta mais próximo do Sol. Por isso, os gases flamejantes quase encostam nele. Lá, a temperatura é tão alta durante o dia que, se houvesse chumbo em sua superfície, derreteria, formando rios e mares metálicos. Mas, para ser sincero, até que Mercúrio gosta desse calorzinho. Ainda mais que, à noite, a temperatura cai para –170º C e ele se congela.
Nosso herói estava muito longe de casa. Fazia frio e a temperatura, próxima de zero absoluto (que é mais frio do que todos os frios), era insuportável. Para Mercúrio, significava resfriado na certa. Acontece que o seu cargo de mensageiro dos planetas o obrigava a cumprir as mais perigosas missões, e não seria um simples resfriado que o impediria de cumprir mais essa.
Além do mais, resfriado não é novidade. Por causa de seus dias muito compridos e da atmosfera muito rarefeita, que não espalha bem o calor, os dias de Mercúrio são quentíssimos, e as noites, friíssimas. Por isso, mesmo quando descansa em sua órbita, ele vive às voltas com febre, calafrios, nariz escorrendo etc., coisas que quem já teve gripe sabe como são; a gente quer brincar, nadar ou tomar um sorvete e não pode. No caso de Mercúrio é ainda pior, porque ele tem alergia à poeira cósmica, o que sempre vira bronquite. Aí, só com inalação de vento solar.
— Ô de casa! A-a-atchim! — Pronto, estava resfriado. — Ô de casa! — repetiu. Nada.
“Por onde anda Plutão?”, perguntou-se.
Já que Plutão não estava, até pensou em dar uma olhada além das fronteiras do Sistema Solar. A curiosidade era grande. Mas não se atreveu porque lembrou o que tinha acontecido a Netuno. Se um planeta poderoso como Netuno fora tão terrivelmente afetado, o que aconteceria a ele, o pobre mensageiro dos planetas?
De repente, tudo escureceu. Alguém ou alguma coisa passou em frente ao Sol provocando um eclipse total. Mercúrio entrou em pânico. Tinha que fugir rapidamente. Mas para onde? Não via nada. Súbito, um bafo gelado em seus ouvidos arrepiou-lhe todos os meridianos.
— Ei, rapaz... Aonde vai com tanta pressa... Cuidado... Vê se olha por onde anda...
Mercúrio se virou e notou um fraco, mas ameaçador brilho esbranquiçado se aproximando. Era Plutão que sorria horrivelmente, mostrando dentes pontiagudos de metano congelado. O mensageiro tremeu nas bases. [...]

OLIVEIRA, Marcelo. R. L. Encontro de extremos. In: A Reunião dos Planetas. São Paulo: Editora Companhia das Letrinhas, 2006 (com adaptações).

No texto VI, o narrador conta a história de um encontro entre planetas opostos: Mercúrio e Plutão. Com respeito a essa situação, e tendo em vista as características e as ações desses personagens, é correto afirmar que
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Língua Portuguesa Interpretação de Texto

CEOCP/CMBel 2018 Fundamental

Colégio Militar de Belém (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO VI
ENCONTRO DE EXTREMOS

Ilustração do Sol sorridente no centro, cercado por planetas e asteroides com rostos sorridentes, sobre fundo escuro e estrelado.

Foi uma viagem e tanto. Mercúrio percorreu rapidamente os quase cinco bilhões de quilômetros que o separavam de Plutão. Isso sem olhar para trás, a uma velocidade de cento e oitenta mil quilômetros por hora (eu disse “cento e oitenta mil quilômetros por hora!”) e sem parar nem para um xixizinho. Foram mais de mil dias de viagem incrível através do Sistema Solar. Ele levava na mala o que ainda era um mistério para os planetas — documentos secretíssimos falando de coisas estranhas e perigosas que estavam acontecendo no planeta Terra.
Assim que entrou na órbita de Plutão, Mercúrio olhou para trás. Lá longe estava o Sol. Já não lhe parecia aquele gigante em chamas que o impressionava. Mesmo assim, era a estrela mais brilhante que ele podia ver daquele ponto do Universo.
Você já deve ter percebido que esta é uma história de planetas. Para eles, as coisas se passam de maneira um pouco diferente do que para nós. Por exemplo: quando eu disse que a viagem de Mercúrio até Plutão foi rápida, quis dizer que foi rápida para um planeta. Mais de mil dias é um tempo grande para a gente, mas é pequeno para os planetas, pois eles podem viver bilhões de anos.
Outra coisa diferente nesta história é que o que é mistério para os personagens (os planetas) pode não ser mistério para nós. É possível que você saiba quais as coisas estranhas e perigosas que se passam na Terra. Entretanto, pode ser que não se lembre. Nesse caso, este conto há de refrescar sua memória.
Mas voltemos a Mercúrio. Como você deve ter aprendido, trata-se do planeta mais próximo do Sol. Por isso, os gases flamejantes quase encostam nele. Lá, a temperatura é tão alta durante o dia que, se houvesse chumbo em sua superfície, derreteria, formando rios e mares metálicos. Mas, para ser sincero, até que Mercúrio gosta desse calorzinho. Ainda mais que, à noite, a temperatura cai para –170º C e ele se congela.
Nosso herói estava muito longe de casa. Fazia frio e a temperatura, próxima de zero absoluto (que é mais frio do que todos os frios), era insuportável. Para Mercúrio, significava resfriado na certa. Acontece que o seu cargo de mensageiro dos planetas o obrigava a cumprir as mais perigosas missões, e não seria um simples resfriado que o impediria de cumprir mais essa.
Além do mais, resfriado não é novidade. Por causa de seus dias muito compridos e da atmosfera muito rarefeita, que não espalha bem o calor, os dias de Mercúrio são quentíssimos, e as noites, friíssimas. Por isso, mesmo quando descansa em sua órbita, ele vive às voltas com febre, calafrios, nariz escorrendo etc., coisas que quem já teve gripe sabe como são; a gente quer brincar, nadar ou tomar um sorvete e não pode. No caso de Mercúrio é ainda pior, porque ele tem alergia à poeira cósmica, o que sempre vira bronquite. Aí, só com inalação de vento solar.
— Ô de casa! A-a-atchim! — Pronto, estava resfriado. — Ô de casa! — repetiu. Nada.
“Por onde anda Plutão?”, perguntou-se.
Já que Plutão não estava, até pensou em dar uma olhada além das fronteiras do Sistema Solar. A curiosidade era grande. Mas não se atreveu porque lembrou o que tinha acontecido a Netuno. Se um planeta poderoso como Netuno fora tão terrivelmente afetado, o que aconteceria a ele, o pobre mensageiro dos planetas?
De repente, tudo escureceu. Alguém ou alguma coisa passou em frente ao Sol provocando um eclipse total. Mercúrio entrou em pânico. Tinha que fugir rapidamente. Mas para onde? Não via nada. Súbito, um bafo gelado em seus ouvidos arrepiou-lhe todos os meridianos.
— Ei, rapaz... Aonde vai com tanta pressa... Cuidado... Vê se olha por onde anda...
Mercúrio se virou e notou um fraco, mas ameaçador brilho esbranquiçado se aproximando. Era Plutão que sorria horrivelmente, mostrando dentes pontiagudos de metano congelado. O mensageiro tremeu nas bases. [...]

OLIVEIRA, Marcelo. R. L. Encontro de extremos. In: A Reunião dos Planetas. São Paulo: Editora Companhia das Letrinhas, 2006 (com adaptações).

Com base na leitura do texto VI, “Encontro de Extremos”, é correto afirmar que
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