← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de Campo Grande · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental 21 questões nesta prova · página 1 de 2 · 20 com gabarito Gabarito disponível O circo anuncia sua chegada aos moradores. O texto é um convite: apresenta as atrações e diz "venha logo, tá na hora". O circo está se anunciando ao público do lugar onde acabou de chegar. A) Não há menção a falta de público. B) Não há indício de que os moradores ignoraram a propaganda. D) Nada diz que as atrações estão ultrapassadas. E) O texto lista muitas atrações. Referência: Interpretação de texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O refrão reforça que o circo acabou de chegar. A repetição de "É o circo que acaba de chegar" enfatiza a novidade e a chegada recente do circo à cidade, como um anúncio para chamar o público. O verbo "acaba de chegar" marca um passado imediato. B) Não se trata de atemporalidade da arte circense. C) Não se diz que o povo desconhece o circo. D) Não há ideia de resgatar um hábito. E) Não se fala de preocupação dos administradores. Referência: Efeitos de sentido: repetição/refrão. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível "Respeitável público" é fórmula de valorização do público. A expressão é a saudação tradicional do circo. Ao usá-la, o falante trata os presentes com deferência e os considera importantes, como convidados ao espetáculo. A) Não há ironia, e o tom é de convite. B) Nada indica que as pessoas sejam desrespeitadas. C) Ele não seleciona público e se dirige a todos. E) Não se dirige só a quem respeita o circo. Referência: Inferência e efeitos de sentido em texto poético/publicitário. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O texto informa sobre o circo e fatos ligados a ele. É um texto informativo que traz a história do circo, as atrações, os palhaços de sucesso e datas comemorativas. Sua finalidade é dar informações variadas sobre o circo e o mundo circense, e não tratar de um único aspecto. A) O foco não são só os palhaços e não há intenção de provocar curiosidade. B) Não há fatos divertidos, e sim informativos. C) Não há argumentação. E) Os aspectos tratados são vários, não apenas um. Referência: Gêneros e finalidade textual: texto expositivo-informativo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Em 1769 o circo ganhou o formato atual. O texto diz que "foi somente em 1769 que o circo ganhou o formato que tem atualmente", quando Philip Astley organizou as apresentações e destinou uma tenda de lona a elas. Por isso o ano é marcante: o circo recebeu a configuração que tem hoje. A) A tenda surge nesse ano, não deixa de existir. B) Nada diz que os bufões pararam de se apresentar. C) Astley é descrito como organizador, não como palhaço. E) O texto não menciona assessoria permanente. Referência: Interpretação de texto informativo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O conflito nasce do fracasso em transformar Marialva em pomba. A história se desencadeia quando o truque anunciado falha: Marialva não vira pomba. Disso decorrem as vaias, o abandono da mágica, os empregos fracassados e a insistência de Marialva para ele tentar de novo. A, B e C) São ações da situação inicial, que apenas preparam a cena. D) O texto não diz que o momento foi errado, e o problema é o truque não funcionar. Referência: Elementos da narrativa: conflito gerador. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Narrador em 3ª pessoa que relata os fatos conforme ocorrem. O narrador é observador: não participa da história e não expressa emoções ou subjetividade. Ele apresenta os acontecimentos em sequência, à medida que se desenrolam, sem antecipar o desfecho. A) Não é protagonista, pois narra em 3ª pessoa. B) Ele não relata traços subjetivos do que vive, porque não vive os fatos. C) Não há envolvimento emocional dele com os fatos. E) Ele não antecipa os fatos, e o final só aparece no último parágrafo. Referência: Foco narrativo: narrador observador (3ª pessoa). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Como carteiro, o mágico continuava agindo como mágico. Ele batia nas casas e pedia ao destinatário: "Escolha uma carta, qualquer carta...", que é a fala típica do truque de cartas. Esse comportamento de mágico, inadequado ao trabalho de carteiro, explica por que ele durou pouco na função. A) O texto não fala de endereços trocados. B) Não há reconhecimento do mágico pelos moradores. D) Não há desconfiança dos moradores. E) Ele pedia que escolhessem uma carta como no truque, não os obrigava a adivinhar a que receberiam. Referência: Interpretação de texto narrativo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível As vírgulas isolam uma oração adjetiva explicativa sobre a senhoria. A oração "que morava no andar de baixo" está entre vírgulas, o que a torna adjetiva explicativa. Ela não restringe o termo "senhoria", só acrescenta uma explicação sobre quem é essa personagem, a dona do quarto. A) A senhoria não é a personagem principal e não há argumentação. B) A informação isolada não resulta de inferências. C) A informação é sobre a senhoria, não sobre quem estava no quarto. D) Seria restrição se não houvesse vírgulas, e a oração fala da senhoria, não do lugar. Referência: Pontuação: vírgula com oração subordinada adjetiva explicativa. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A frase final indica que Marialva virou pomba. Marialva pedia insistentemente que o mágico a transformasse em pomba. Quando ele consegue, a senhoria olha pelo buraco da fechadura e vê só o mágico e uma pomba voando sozinha. Ela "não viu Marialva" porque Marialva se tornou a pomba. A) Nada no texto sugere que ele a escondeu. B) Marialva queria a transformação e não tinha motivo para se esconder. C) Ela nunca pensa em ir embora; ao contrário, insiste para ele tentar. E) A senhoria subiu por causa do grito, e a dúvida sobre quem estava lá não é o que a frase conclui. Referência: Inferência em texto narrativo (L. F. Veríssimo, O mágico). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Valor expressivo do ponto de exclamação em 'Ai, que vida original!'. O eu lírico deseja ser de circo e vê essa vida como original e atraente. A exclamação, junto com o 'Ai', marca entusiasmo e admiração por ela. A, B e D (susto, espanto, surpresa) sugerem reação a algo inesperado, o que não ocorre. E (indignação) contraria o tom elogioso do verso e de todo o poema. Referência: Pontuação expressiva – ponto de exclamação. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Comparação de subjetividade entre os textos I e IV. O texto IV é um poema em primeira pessoa, no qual o eu lírico expõe sua visão particular, idealizada, da vida dos artistas e das atrações do circo ('Ai, que vida original!', 'Isso sim que é profissão'). Isso o torna mais subjetivo. A: o texto IV é claramente subjetivo. B e D: atribuem maior subjetividade ao texto I com justificativas inadequadas. C: o texto IV não indica uma época precisa para a escolha da profissão, e sua subjetividade vem do ponto de vista pessoal. Referência: Subjetividade x objetividade. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Reescrever 'mal termina a função' mantendo a relação lógica. 'Mal' funciona como conjunção temporal que indica ação imediatamente anterior, equivalente a 'assim que' ou 'logo que'. Portanto, 'assim que termina a função' mantém o sentido. B (porque) expressa causa. C (a fim de que) expressa finalidade. D (mesmo que) expressa concessão. E (de sorte que) expressa consequência. Referência: Conjunções subordinativas temporais. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponívelColégio Militar de Campo Grande — Concurso de Admissão 2018/2019 — 6º ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa
Leia o texto I para responder aos itens 01 a 03.
TEXTO I
O CIRCO CHEGOU
Respeitável público!
Lonas coloridas e uma gente divertida
É o circo que acaba de chegar.
Domador, malabarista
Elefante, trapezista
E palhaços que não param de brincar.
Foca amestrada e uma banda afinada
É o circo que acaba de chegar.
Venha logo, tá na hora, o show começa bem agora.
Venha bem depressa e tome seu lugar.
(TURMINHA DO PATATI PATATÁ. O circo chegou. São Paulo: Emi: 1984. LP vinil (33 min, 12 seg). Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=_E2MtFqg47Y>. Acesso em: 12 ago. 2018.)
De acordo com o texto I,Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto I para responder aos itens 01 a 03.
TEXTO I
O CIRCO CHEGOU
Respeitável público!
Lonas coloridas e uma gente divertida
É o circo que acaba de chegar.
Domador, malabarista
Elefante, trapezista
E palhaços que não param de brincar.
Foca amestrada e uma banda afinada
É o circo que acaba de chegar.
Venha logo, tá na hora, o show começa bem agora.
Venha bem depressa e tome seu lugar.
(TURMINHA DO PATATI PATATÁ. O circo chegou. São Paulo: Emi: 1984. LP vinil (33 min, 12 seg). Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=_E2MtFqg47Y>. Acesso em: 12 ago. 2018.)
No texto I, a repetição do verso “É o circo que acaba de chegar.”Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto I para responder aos itens 01 a 03.
TEXTO I
O CIRCO CHEGOU
Respeitável público!
Lonas coloridas e uma gente divertida
É o circo que acaba de chegar.
Domador, malabarista
Elefante, trapezista
E palhaços que não param de brincar.
Foca amestrada e uma banda afinada
É o circo que acaba de chegar.
Venha logo, tá na hora, o show começa bem agora.
Venha bem depressa e tome seu lugar.
(TURMINHA DO PATATI PATATÁ. O circo chegou. São Paulo: Emi: 1984. LP vinil (33 min, 12 seg). Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=_E2MtFqg47Y>. Acesso em: 12 ago. 2018.)
Considerando o emprego da expressão “Respeitável público!”, deduz-se que o falanteResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto II para responder aos itens 04 a 06.
TEXTO II
HISTÓRIA DO CIRCO
O circo é uma expressão artística, parte da cultura popular, que visa à diversão e ao
entretenimento dos espectadores.
Há referências sobre o circo desde a Antiguidade. Durante o Império Romano, por exemplo,
grupos de pessoas ganhavam a vida fazendo apresentações na rua, nas casas de famílias nobres ou
5 até mesmo nas arenas destinadas às apresentações (anfiteatros).
Na Idade Média, grupos de malabaristas, artistas de teatro e bufões (comediantes) viajavam
pelas cidades da Europa com suas apresentações.
Porém, foi somente em 1769 que o circo ganhou o formato que tem atualmente. Nesse ano,
o inglês Philip Astley organizou as apresentações circenses, destinando também uma tenda de lona
10 para as apresentações. Essas seriam itinerantes.
Embora enfrentem um período de crise na atualidade, os circos ainda fazem sucesso,
principalmente nas reuniões do interior do Brasil. As apresentações contam com palhaços, shows
musicais, malabaristas, equilibristas, apresentadores, domadores de animais, acrobatas, mágicos e
trapezistas.
15 Os palhaços brasileiros que fizeram mais sucesso nos circos brasileiros foram Carequinha,
Arrelia, Torresmo e Piolin.
Comemora-se em 27 de março o Dia do Circo. É uma homenagem ao palhaço Piolin, que
nasceu nessa data, no ano de 1897.
Outra data significativa para o circo é 10 de dezembro, Dia do Palhaço.
20 Além dessas duas datas, há o dia 31 de janeiro, em que se comemora o Dia do Mágico, outro
profissional muito importante nos circos.
(HISTÓRIA do circo. Disponível em: <https://www.suapesquisa.com/pesquisa/historia_circo.htm>. Acesso em: 12 ago. 2018. Adaptado.)
A finalidade do texto II éResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto II para responder aos itens 04 a 06.
TEXTO II
HISTÓRIA DO CIRCO
O circo é uma expressão artística, parte da cultura popular, que visa à diversão e ao
entretenimento dos espectadores.
Há referências sobre o circo desde a Antiguidade. Durante o Império Romano, por exemplo,
grupos de pessoas ganhavam a vida fazendo apresentações na rua, nas casas de famílias nobres ou
5 até mesmo nas arenas destinadas às apresentações (anfiteatros).
Na Idade Média, grupos de malabaristas, artistas de teatro e bufões (comediantes) viajavam
pelas cidades da Europa com suas apresentações.
Porém, foi somente em 1769 que o circo ganhou o formato que tem atualmente. Nesse ano,
o inglês Philip Astley organizou as apresentações circenses, destinando também uma tenda de lona
10 para as apresentações. Essas seriam itinerantes.
Embora enfrentem um período de crise na atualidade, os circos ainda fazem sucesso,
principalmente nas reuniões do interior do Brasil. As apresentações contam com palhaços, shows
musicais, malabaristas, equilibristas, apresentadores, domadores de animais, acrobatas, mágicos e
trapezistas.
15 Os palhaços brasileiros que fizeram mais sucesso nos circos brasileiros foram Carequinha,
Arrelia, Torresmo e Piolin.
Comemora-se em 27 de março o Dia do Circo. É uma homenagem ao palhaço Piolin, que
nasceu nessa data, no ano de 1897.
Outra data significativa para o circo é 10 de dezembro, Dia do Palhaço.
20 Além dessas duas datas, há o dia 31 de janeiro, em que se comemora o Dia do Mágico, outro
profissional muito importante nos circos.
(HISTÓRIA do circo. Disponível em: <https://www.suapesquisa.com/pesquisa/historia_circo.htm>. Acesso em: 12 ago. 2018. Adaptado.)
A palavra em destaque no trecho “[...] o inglês Philip Astley organizou as apresentações circenses, destinando também uma tenda de lona para as apresentações. Essas seriam itinerantes.” traduz a ideia de que
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Leia o texto II para responder aos itens 04 a 06.
TEXTO II
HISTÓRIA DO CIRCO
O circo é uma expressão artística, parte da cultura popular, que visa à diversão e ao
entretenimento dos espectadores.
Há referências sobre o circo desde a Antiguidade. Durante o Império Romano, por exemplo,
grupos de pessoas ganhavam a vida fazendo apresentações na rua, nas casas de famílias nobres ou
5 até mesmo nas arenas destinadas às apresentações (anfiteatros).
Na Idade Média, grupos de malabaristas, artistas de teatro e bufões (comediantes) viajavam
pelas cidades da Europa com suas apresentações.
Porém, foi somente em 1769 que o circo ganhou o formato que tem atualmente. Nesse ano,
o inglês Philip Astley organizou as apresentações circenses, destinando também uma tenda de lona
10 para as apresentações. Essas seriam itinerantes.
Embora enfrentem um período de crise na atualidade, os circos ainda fazem sucesso,
principalmente nas reuniões do interior do Brasil. As apresentações contam com palhaços, shows
musicais, malabaristas, equilibristas, apresentadores, domadores de animais, acrobatas, mágicos e
trapezistas.
15 Os palhaços brasileiros que fizeram mais sucesso nos circos brasileiros foram Carequinha,
Arrelia, Torresmo e Piolin.
Comemora-se em 27 de março o Dia do Circo. É uma homenagem ao palhaço Piolin, que
nasceu nessa data, no ano de 1897.
Outra data significativa para o circo é 10 de dezembro, Dia do Palhaço.
20 Além dessas duas datas, há o dia 31 de janeiro, em que se comemora o Dia do Mágico, outro
profissional muito importante nos circos.
(HISTÓRIA do circo. Disponível em: <https://www.suapesquisa.com/pesquisa/historia_circo.htm>. Acesso em: 12 ago. 2018. Adaptado.)
O ano de 1769 é muito importante para a história do circo no mundo, pois nesse anoResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto III para responder aos itens 07 a 11.
TEXTO III
O MÁGICO
Chegara o grande momento. O mágico caminhou até a beira do palco. Sua assistente
Marialva, de maiô prateado, abriu os braços e com gestos graciosos parecia oferecer o mágico ao
seu público. O mágico falou:
— Senhoras e senhores, para terminar minha apresentação desta noite, tentarei realizar um
5 truque jamais tentado em toda a história da mágica. Um truque que revolucionará todas as leis da
Física. Pela primeira vez em um palco, sem uso de espelhos, alçapões, fundos falsos, projeções,
hipnotismo, encanto ou milagre, uma mulher será transformada num pássaro. Sim, com um simples
toque da minha varinha, transformarei minha gentil companheira numa pomba branca...
Murmúrios da plateia. Marialva sorria. O mágico ergueu sua varinha e aproximou-se da
10 assistente. Tocou seus cabelos salpicados de contas com a ponta da varinha. Nada aconteceu.
Tentou outra vez. Nada. Ainda estava tentando quando o pano fechou sob vaias da plateia.
O mágico abandonou a mágica. Foi ser carteiro. Não durou muito na nova profissão. Batia
nas casas e dizia para o destinatário que abrisse a porta:
— Escolha uma carta, qualquer carta...
15 Trabalhou como maître em um restaurante. Novo fracasso. Quando virava a garrafa, saía
confete no copo. Quando tirava a tampa da travessa, em vez de filé aparecia uma pomba viva que
saía voando pelo salão. As pessoas não entendiam. Protestavam. Para acalmá-las, o mágico tirava
um ovo da boca. Escândalo no restaurante. O mágico foi despedido.
No quarto alugado que ocupava com 17 baús, argolas, lenços coloridos, alguns coelhos e seis
20 pombas brancas, o mágico e Marialva discutiam.
— Tente outra vez — insistia Marialva. — Você vai conseguir me transformar numa pomba.
Tente!
— Sou um fracassado.
— Você não pode desistir!
25 — Se não posso ser o maior mágico do mundo, não quero ser mágico nenhum.
— Você é o maior mágico do mundo.
— Se fosse, não teria falhado.
— Tente outra vez!
Um dia, o mágico conseguira fazer o contrário. Transformar uma das pombas brancas numa
30 mulher. Uma morena de maiô dourado, chamada Dagmar. Mas Marialva batera pé e insistira para
que ele desfizesse o truque.
Ele foi ser vendedor de roupa para homens. Não sabia o que dizer. Quando mostrava o
paletó para o cliente, dizia:
— Nada nesta manga, nada na outra...
35 O cliente não entendia. Não comprava. Foi despedido.
No quarto alugado, Marialva, de maiô prateado, insistia:
— Tenta de novo. Pega a varinha e tenta.
Um dia a senhoria, que morava no andar de baixo, ouviu um grito do mágico. Um grito
estranho, de surpresa e orgulho profissional. Deus deve ter gritado assim quando o primeiro pavão
40 abriu sua cauda. A senhoria subiu e olhou pelo buraco da fechadura. Viu o mágico com sua varinha
na mão e uma pomba que voava sozinha por dentro do quarto. Não viu Marialva.
[...]
GLOSSÁRIO:
maître: pessoa responsável pelo gerenciamento e pela supervisão do trabalho realizado pelos garçons de um hotel ou restaurante.
senhoria: proprietária de bens imóveis; senhora.
destinatário: aquele a quem se envia ou destina alguma coisa.
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. O mágico. In: O nariz e outras crônicas. São Paulo. 2003: Ática. pp. 31-32. Fragmento adaptado.)
O que deu origem aos fatos narrados nesse texto?Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto III para responder aos itens 07 a 11.
TEXTO III
O MÁGICO
Chegara o grande momento. O mágico caminhou até a beira do palco. Sua assistente
Marialva, de maiô prateado, abriu os braços e com gestos graciosos parecia oferecer o mágico ao
seu público. O mágico falou:
— Senhoras e senhores, para terminar minha apresentação desta noite, tentarei realizar um
5 truque jamais tentado em toda a história da mágica. Um truque que revolucionará todas as leis da
Física. Pela primeira vez em um palco, sem uso de espelhos, alçapões, fundos falsos, projeções,
hipnotismo, encanto ou milagre, uma mulher será transformada num pássaro. Sim, com um simples
toque da minha varinha, transformarei minha gentil companheira numa pomba branca...
Murmúrios da plateia. Marialva sorria. O mágico ergueu sua varinha e aproximou-se da
10 assistente. Tocou seus cabelos salpicados de contas com a ponta da varinha. Nada aconteceu.
Tentou outra vez. Nada. Ainda estava tentando quando o pano fechou sob vaias da plateia.
O mágico abandonou a mágica. Foi ser carteiro. Não durou muito na nova profissão. Batia
nas casas e dizia para o destinatário que abrisse a porta:
— Escolha uma carta, qualquer carta...
15 Trabalhou como maître em um restaurante. Novo fracasso. Quando virava a garrafa, saía
confete no copo. Quando tirava a tampa da travessa, em vez de filé aparecia uma pomba viva que
saía voando pelo salão. As pessoas não entendiam. Protestavam. Para acalmá-las, o mágico tirava
um ovo da boca. Escândalo no restaurante. O mágico foi despedido.
No quarto alugado que ocupava com 17 baús, argolas, lenços coloridos, alguns coelhos e seis
20 pombas brancas, o mágico e Marialva discutiam.
— Tente outra vez — insistia Marialva. — Você vai conseguir me transformar numa pomba.
Tente!
— Sou um fracassado.
— Você não pode desistir!
25 — Se não posso ser o maior mágico do mundo, não quero ser mágico nenhum.
— Você é o maior mágico do mundo.
— Se fosse, não teria falhado.
— Tente outra vez!
Um dia, o mágico conseguira fazer o contrário. Transformar uma das pombas brancas numa
30 mulher. Uma morena de maiô dourado, chamada Dagmar. Mas Marialva batera pé e insistira para
que ele desfizesse o truque.
Ele foi ser vendedor de roupa para homens. Não sabia o que dizer. Quando mostrava o
paletó para o cliente, dizia:
— Nada nesta manga, nada na outra...
35 O cliente não entendia. Não comprava. Foi despedido.
No quarto alugado, Marialva, de maiô prateado, insistia:
— Tenta de novo. Pega a varinha e tenta.
Um dia a senhoria, que morava no andar de baixo, ouviu um grito do mágico. Um grito
estranho, de surpresa e orgulho profissional. Deus deve ter gritado assim quando o primeiro pavão
40 abriu sua cauda. A senhoria subiu e olhou pelo buraco da fechadura. Viu o mágico com sua varinha
na mão e uma pomba que voava sozinha por dentro do quarto. Não viu Marialva.
[...]
GLOSSÁRIO:
maître: pessoa responsável pelo gerenciamento e pela supervisão do trabalho realizado pelos garçons de um hotel ou restaurante.
senhoria: proprietária de bens imóveis; senhora.
destinatário: aquele a quem se envia ou destina alguma coisa.
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. O mágico. In: O nariz e outras crônicas. São Paulo. 2003: Ática. pp. 31-32. Fragmento adaptado.)
No texto III, o narradorResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto III para responder aos itens 07 a 11.
TEXTO III
O MÁGICO
Chegara o grande momento. O mágico caminhou até a beira do palco. Sua assistente
Marialva, de maiô prateado, abriu os braços e com gestos graciosos parecia oferecer o mágico ao
seu público. O mágico falou:
— Senhoras e senhores, para terminar minha apresentação desta noite, tentarei realizar um
5 truque jamais tentado em toda a história da mágica. Um truque que revolucionará todas as leis da
Física. Pela primeira vez em um palco, sem uso de espelhos, alçapões, fundos falsos, projeções,
hipnotismo, encanto ou milagre, uma mulher será transformada num pássaro. Sim, com um simples
toque da minha varinha, transformarei minha gentil companheira numa pomba branca...
Murmúrios da plateia. Marialva sorria. O mágico ergueu sua varinha e aproximou-se da
10 assistente. Tocou seus cabelos salpicados de contas com a ponta da varinha. Nada aconteceu.
Tentou outra vez. Nada. Ainda estava tentando quando o pano fechou sob vaias da plateia.
O mágico abandonou a mágica. Foi ser carteiro. Não durou muito na nova profissão. Batia
nas casas e dizia para o destinatário que abrisse a porta:
— Escolha uma carta, qualquer carta...
15 Trabalhou como maître em um restaurante. Novo fracasso. Quando virava a garrafa, saía
confete no copo. Quando tirava a tampa da travessa, em vez de filé aparecia uma pomba viva que
saía voando pelo salão. As pessoas não entendiam. Protestavam. Para acalmá-las, o mágico tirava
um ovo da boca. Escândalo no restaurante. O mágico foi despedido.
No quarto alugado que ocupava com 17 baús, argolas, lenços coloridos, alguns coelhos e seis
20 pombas brancas, o mágico e Marialva discutiam.
— Tente outra vez — insistia Marialva. — Você vai conseguir me transformar numa pomba.
Tente!
— Sou um fracassado.
— Você não pode desistir!
25 — Se não posso ser o maior mágico do mundo, não quero ser mágico nenhum.
— Você é o maior mágico do mundo.
— Se fosse, não teria falhado.
— Tente outra vez!
Um dia, o mágico conseguira fazer o contrário. Transformar uma das pombas brancas numa
30 mulher. Uma morena de maiô dourado, chamada Dagmar. Mas Marialva batera pé e insistira para
que ele desfizesse o truque.
Ele foi ser vendedor de roupa para homens. Não sabia o que dizer. Quando mostrava o
paletó para o cliente, dizia:
— Nada nesta manga, nada na outra...
35 O cliente não entendia. Não comprava. Foi despedido.
No quarto alugado, Marialva, de maiô prateado, insistia:
— Tenta de novo. Pega a varinha e tenta.
Um dia a senhoria, que morava no andar de baixo, ouviu um grito do mágico. Um grito
estranho, de surpresa e orgulho profissional. Deus deve ter gritado assim quando o primeiro pavão
40 abriu sua cauda. A senhoria subiu e olhou pelo buraco da fechadura. Viu o mágico com sua varinha
na mão e uma pomba que voava sozinha por dentro do quarto. Não viu Marialva.
[...]
GLOSSÁRIO:
maître: pessoa responsável pelo gerenciamento e pela supervisão do trabalho realizado pelos garçons de um hotel ou restaurante.
senhoria: proprietária de bens imóveis; senhora.
destinatário: aquele a quem se envia ou destina alguma coisa.
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. O mágico. In: O nariz e outras crônicas. São Paulo. 2003: Ática. pp. 31-32. Fragmento adaptado.)
O mágico não durou muito na profissão de carteiro, porqueResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto III para responder aos itens 07 a 11.
TEXTO III
O MÁGICO
Chegara o grande momento. O mágico caminhou até a beira do palco. Sua assistente
Marialva, de maiô prateado, abriu os braços e com gestos graciosos parecia oferecer o mágico ao
seu público. O mágico falou:
— Senhoras e senhores, para terminar minha apresentação desta noite, tentarei realizar um
5 truque jamais tentado em toda a história da mágica. Um truque que revolucionará todas as leis da
Física. Pela primeira vez em um palco, sem uso de espelhos, alçapões, fundos falsos, projeções,
hipnotismo, encanto ou milagre, uma mulher será transformada num pássaro. Sim, com um simples
toque da minha varinha, transformarei minha gentil companheira numa pomba branca...
Murmúrios da plateia. Marialva sorria. O mágico ergueu sua varinha e aproximou-se da
10 assistente. Tocou seus cabelos salpicados de contas com a ponta da varinha. Nada aconteceu.
Tentou outra vez. Nada. Ainda estava tentando quando o pano fechou sob vaias da plateia.
O mágico abandonou a mágica. Foi ser carteiro. Não durou muito na nova profissão. Batia
nas casas e dizia para o destinatário que abrisse a porta:
— Escolha uma carta, qualquer carta...
15 Trabalhou como maître em um restaurante. Novo fracasso. Quando virava a garrafa, saía
confete no copo. Quando tirava a tampa da travessa, em vez de filé aparecia uma pomba viva que
saía voando pelo salão. As pessoas não entendiam. Protestavam. Para acalmá-las, o mágico tirava
um ovo da boca. Escândalo no restaurante. O mágico foi despedido.
No quarto alugado que ocupava com 17 baús, argolas, lenços coloridos, alguns coelhos e seis
20 pombas brancas, o mágico e Marialva discutiam.
— Tente outra vez — insistia Marialva. — Você vai conseguir me transformar numa pomba.
Tente!
— Sou um fracassado.
— Você não pode desistir!
25 — Se não posso ser o maior mágico do mundo, não quero ser mágico nenhum.
— Você é o maior mágico do mundo.
— Se fosse, não teria falhado.
— Tente outra vez!
Um dia, o mágico conseguira fazer o contrário. Transformar uma das pombas brancas numa
30 mulher. Uma morena de maiô dourado, chamada Dagmar. Mas Marialva batera pé e insistira para
que ele desfizesse o truque.
Ele foi ser vendedor de roupa para homens. Não sabia o que dizer. Quando mostrava o
paletó para o cliente, dizia:
— Nada nesta manga, nada na outra...
35 O cliente não entendia. Não comprava. Foi despedido.
No quarto alugado, Marialva, de maiô prateado, insistia:
— Tenta de novo. Pega a varinha e tenta.
Um dia a senhoria, que morava no andar de baixo, ouviu um grito do mágico. Um grito
estranho, de surpresa e orgulho profissional. Deus deve ter gritado assim quando o primeiro pavão
40 abriu sua cauda. A senhoria subiu e olhou pelo buraco da fechadura. Viu o mágico com sua varinha
na mão e uma pomba que voava sozinha por dentro do quarto. Não viu Marialva.
[...]
GLOSSÁRIO:
maître: pessoa responsável pelo gerenciamento e pela supervisão do trabalho realizado pelos garçons de um hotel ou restaurante.
senhoria: proprietária de bens imóveis; senhora.
destinatário: aquele a quem se envia ou destina alguma coisa.
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. O mágico. In: O nariz e outras crônicas. São Paulo. 2003: Ática. pp. 31-32. Fragmento adaptado.)
Com o emprego das vírgulas no trecho “Um dia a senhoria, que morava no andar de baixo, ouviu um grito do mágico.” (linha 38), o narrador teve a intenção deResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto III para responder aos itens 07 a 11.
TEXTO III
O MÁGICO
Chegara o grande momento. O mágico caminhou até a beira do palco. Sua assistente
Marialva, de maiô prateado, abriu os braços e com gestos graciosos parecia oferecer o mágico ao
seu público. O mágico falou:
— Senhoras e senhores, para terminar minha apresentação desta noite, tentarei realizar um
5 truque jamais tentado em toda a história da mágica. Um truque que revolucionará todas as leis da
Física. Pela primeira vez em um palco, sem uso de espelhos, alçapões, fundos falsos, projeções,
hipnotismo, encanto ou milagre, uma mulher será transformada num pássaro. Sim, com um simples
toque da minha varinha, transformarei minha gentil companheira numa pomba branca...
Murmúrios da plateia. Marialva sorria. O mágico ergueu sua varinha e aproximou-se da
10 assistente. Tocou seus cabelos salpicados de contas com a ponta da varinha. Nada aconteceu.
Tentou outra vez. Nada. Ainda estava tentando quando o pano fechou sob vaias da plateia.
O mágico abandonou a mágica. Foi ser carteiro. Não durou muito na nova profissão. Batia
nas casas e dizia para o destinatário que abrisse a porta:
— Escolha uma carta, qualquer carta...
15 Trabalhou como maître em um restaurante. Novo fracasso. Quando virava a garrafa, saía
confete no copo. Quando tirava a tampa da travessa, em vez de filé aparecia uma pomba viva que
saía voando pelo salão. As pessoas não entendiam. Protestavam. Para acalmá-las, o mágico tirava
um ovo da boca. Escândalo no restaurante. O mágico foi despedido.
No quarto alugado que ocupava com 17 baús, argolas, lenços coloridos, alguns coelhos e seis
20 pombas brancas, o mágico e Marialva discutiam.
— Tente outra vez — insistia Marialva. — Você vai conseguir me transformar numa pomba.
Tente!
— Sou um fracassado.
— Você não pode desistir!
25 — Se não posso ser o maior mágico do mundo, não quero ser mágico nenhum.
— Você é o maior mágico do mundo.
— Se fosse, não teria falhado.
— Tente outra vez!
Um dia, o mágico conseguira fazer o contrário. Transformar uma das pombas brancas numa
30 mulher. Uma morena de maiô dourado, chamada Dagmar. Mas Marialva batera pé e insistira para
que ele desfizesse o truque.
Ele foi ser vendedor de roupa para homens. Não sabia o que dizer. Quando mostrava o
paletó para o cliente, dizia:
— Nada nesta manga, nada na outra...
35 O cliente não entendia. Não comprava. Foi despedido.
No quarto alugado, Marialva, de maiô prateado, insistia:
— Tenta de novo. Pega a varinha e tenta.
Um dia a senhoria, que morava no andar de baixo, ouviu um grito do mágico. Um grito
estranho, de surpresa e orgulho profissional. Deus deve ter gritado assim quando o primeiro pavão
40 abriu sua cauda. A senhoria subiu e olhou pelo buraco da fechadura. Viu o mágico com sua varinha
na mão e uma pomba que voava sozinha por dentro do quarto. Não viu Marialva.
[...]
GLOSSÁRIO:
maître: pessoa responsável pelo gerenciamento e pela supervisão do trabalho realizado pelos garçons de um hotel ou restaurante.
senhoria: proprietária de bens imóveis; senhora.
destinatário: aquele a quem se envia ou destina alguma coisa.
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. O mágico. In: O nariz e outras crônicas. São Paulo. 2003: Ática. pp. 31-32. Fragmento adaptado.)
Do trecho “Não viu Marialva.” (linha 41), conclui-se queResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto IV para responder aos itens 12 a 15.
TEXTO IV
ISSO SIM QUE É VIDA BOA
Eu queria ser de circo.
Ai, que vida original!
Trabalhar todas as noites,
Divertindo o pessoal.
Os aplausos da plateia,
Toda aquela vibração,
Sempre novas gargalhadas,
Sempre mais animação.
Eu queria ser do circo,
conhecer os bastidores,
que a plateia nunca vê,
ver de perto os domadores,
dar comida ao chimpanzé,
ver a cama do anão,
ver as focas amestradas,
ver a jaula do leão,
ver a cara do palhaço,
sem pintura e fantasia,
e ver se a mulher barbada
faz a barba todo dia.
Lá no circo, eu imagino,
mal termina a função,
os artistas vão comer,
sem pagar nenhum tostão,
a pipoca que quiserem,
quanto for que os contente,
um montão de algodão-doce,
guaraná e cachorro-quente.
Isso sim que é profissão,
não conheço outra melhor.
Pois é isso que eu vou ser,
logo quando eu for maior.
[...]
(BANDEIRA, Pedro. Isso sim que é vida boa. In: Cavalgando o arco-íris. 3 ed. São Paulo: Moderna, 2002. Fragmento.)
O ponto de exclamação no verso “Ai, que vida original!” indicaResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto IV para responder aos itens 12 a 15.
TEXTO IV
ISSO SIM QUE É VIDA BOA
Eu queria ser de circo.
Ai, que vida original!
Trabalhar todas as noites,
Divertindo o pessoal.
Os aplausos da plateia,
Toda aquela vibração,
Sempre novas gargalhadas,
Sempre mais animação.
Eu queria ser do circo,
conhecer os bastidores,
que a plateia nunca vê,
ver de perto os domadores,
dar comida ao chimpanzé,
ver a cama do anão,
ver as focas amestradas,
ver a jaula do leão,
ver a cara do palhaço,
sem pintura e fantasia,
e ver se a mulher barbada
faz a barba todo dia.
Lá no circo, eu imagino,
mal termina a função,
os artistas vão comer,
sem pagar nenhum tostão,
a pipoca que quiserem,
quanto for que os contente,
um montão de algodão-doce,
guaraná e cachorro-quente.
Isso sim que é profissão,
não conheço outra melhor.
Pois é isso que eu vou ser,
logo quando eu for maior.
[...]
(BANDEIRA, Pedro. Isso sim que é vida boa. In: Cavalgando o arco-íris. 3 ed. São Paulo: Moderna, 2002. Fragmento.)
A palavra em destaque no verso “Ai, que vida original!” (primeira estrofe) revela a ideia de que
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Leia o texto IV para responder aos itens 12 a 15.
TEXTO IV
ISSO SIM QUE É VIDA BOA
Eu queria ser de circo.
Ai, que vida original!
Trabalhar todas as noites,
Divertindo o pessoal.
Os aplausos da plateia,
Toda aquela vibração,
Sempre novas gargalhadas,
Sempre mais animação.
Eu queria ser do circo,
conhecer os bastidores,
que a plateia nunca vê,
ver de perto os domadores,
dar comida ao chimpanzé,
ver a cama do anão,
ver as focas amestradas,
ver a jaula do leão,
ver a cara do palhaço,
sem pintura e fantasia,
e ver se a mulher barbada
faz a barba todo dia.
Lá no circo, eu imagino,
mal termina a função,
os artistas vão comer,
sem pagar nenhum tostão,
a pipoca que quiserem,
quanto for que os contente,
um montão de algodão-doce,
guaraná e cachorro-quente.
Isso sim que é profissão,
não conheço outra melhor.
Pois é isso que eu vou ser,
logo quando eu for maior.
[...]
(BANDEIRA, Pedro. Isso sim que é vida boa. In: Cavalgando o arco-íris. 3 ed. São Paulo: Moderna, 2002. Fragmento.)
Na comparação entre o texto I e o texto IV, é correto afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto IV para responder aos itens 12 a 15.
TEXTO IV
ISSO SIM QUE É VIDA BOA
Eu queria ser de circo.
Ai, que vida original!
Trabalhar todas as noites,
Divertindo o pessoal.
Os aplausos da plateia,
Toda aquela vibração,
Sempre novas gargalhadas,
Sempre mais animação.
Eu queria ser do circo,
conhecer os bastidores,
que a plateia nunca vê,
ver de perto os domadores,
dar comida ao chimpanzé,
ver a cama do anão,
ver as focas amestradas,
ver a jaula do leão,
ver a cara do palhaço,
sem pintura e fantasia,
e ver se a mulher barbada
faz a barba todo dia.
Lá no circo, eu imagino,
mal termina a função,
os artistas vão comer,
sem pagar nenhum tostão,
a pipoca que quiserem,
quanto for que os contente,
um montão de algodão-doce,
guaraná e cachorro-quente.
Isso sim que é profissão,
não conheço outra melhor.
Pois é isso que eu vou ser,
logo quando eu for maior.
[...]
(BANDEIRA, Pedro. Isso sim que é vida boa. In: Cavalgando o arco-íris. 3 ed. São Paulo: Moderna, 2002. Fragmento.)
Reescrevendo-se o verso “[...] mal termina a função, [...].” (terceira estrofe), conservando-se a mesma relação lógico-discursiva, ficaria:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto V para responder aos itens 16 a 18.
TEXTO V
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A finalidade do texto V é
Leia o texto V para responder aos itens 16 a 18.
TEXTO V
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De acordo com o texto V,
Leia o texto V para responder aos itens 16 a 18.
TEXTO V
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Considerando-se que os dias da semana vão de segunda a sexta-feira e os dias de final de semana são sábado e domingo, é correto afirmar, segundo o texto V, que
Leia o texto VI para responder aos itens 19 e 20.
TEXTO VI
SURIÁ, A GAROTA DO CIRCO
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(Laerte. Suriá, a garota do circo. São Paulo: Devir/Jacarandá, 2000. Disponível em: <http://www.editoradobrasil.com.br/jimboe/galeria/imagens/index.aspx?d=portugues&a=2&u=2&t=imagem>. Acesso em: 23 set. 2018.)
Na fala do médico, no primeiro quadrinho, as reticências empregadas traduzem
Leia o texto VI para responder aos itens 19 e 20.
TEXTO VI
SURIÁ, A GAROTA DO CIRCO
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(Laerte. Suriá, a garota do circo. São Paulo: Devir/Jacarandá, 2000. Disponível em: <http://www.editoradobrasil.com.br/jimboe/galeria/imagens/index.aspx?d=portugues&a=2&u=2&t=imagem>. Acesso em: 23 set. 2018.)
O fato que cria condições de se ter humor na história da tira é quando
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