← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental 15 questões nesta prova · 14 com gabarito Gabarito disponível Causa do drama dos Javalis Selvagens segundo o texto. O primeiro parágrafo diz que o problema decorreu porque os personagens resolveram visitar um local suscetível às intempéries da natureza. A caverna foi inundada pelas chuvas torrenciais, o que deixou os jovens presos. A, B, C e E trazem motivações que o texto não menciona, como contato com a natureza, teste de resistência, provar curiosidade aos familiares ou tomar banho. O texto aponta curiosidade e visita a um local arriscado. Referência: Texto 1, linhas 3-4. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Por que Chanin disse ter aprendido sobre os valores da vida. O último parágrafo diz que Chanin relatou ter sido a maior experiência já vivida por ele e que aprendeu sobre os valores da vida 'pois precisou ser paciente, ter força e não perder a esperança'. Isso é o que a alternativa E afirma. A, B, C e D trazem elementos que o texto não apresenta: meditação, liberdade plena, paz interior e vida de simplicidade ou jejum voluntário. A fome foi consequência do confinamento, não uma prática escolhida. Referência: Texto 1, linhas 58-60. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Sinônimo de 'inertes' (sem ação, imóveis). 'Inerte' significa sem movimento ou sem reação. No contexto ('É impossível ficarmos inertes diante dos meandros do cotidiano'), o sentido é ficar parado, sem reagir. O termo que mais se aproxima é 'paralisados'. B (desgostosos) indica sentimento de desgosto. C (diminuídos) indica redução. D (fracassados) indica insucesso. E (preguiçosos) indica um traço de caráter, e inércia não é necessariamente preguiça. Referência: Sinonímia/vocabulário no contexto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Sentido do ditado 'A curiosidade matou o gato'. O texto afirma que o ditado alerta para possíveis riscos resultantes da curiosidade extrema. Ele serve, portanto, para advertir sobre consequências indesejáveis de agir por instinto de curiosidade. B, C, D e E restringem o ditado a crianças ou jovens, a atividades recreativas ou a saídas sem avisar os pais, e acrescentam intenção de amedrontar, castigar ou impedir. Nada disso consta no texto, que apresenta o ditado como alerta geral. Referência: Texto 1, linhas 14-19. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Recepções diferentes às tripulações Ares 1 e Ares 2. A Ares 1 foi recebida com desfiles e fama. A Ares 2, que 'fez a mesma coisa', recebeu apenas um aperto de mão e um café. A diferença mostra que a repetição da viagem a Marte já não era novidade. A: o texto não fala em planejamento. C: não há recusa de recepção. D: não se menciona falta de verba. E: ambas as missões foram bem-sucedidas, pois a Ares 2 'fez a mesma coisa'. Referência: Interpretação de texto – inferência. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Valor da conjunção 'se' repetida: condição. 'Se' introduz orações condicionais: cada falha possível (oxigenador, reaproveitador de água, rompimento do Hab) é uma condição que traria uma consequência fatal. Isso mostra as situações de perigo que ameaçam a sobrevivência de Mark. B: o trecho não trata da finalidade da missão. C: não há oposição extraterrestre intencional. D: o texto não sugere exagero. E: a condicional enumera riscos concretos, não dúvida sobre eles. Referência: Conjunções subordinativas condicionais. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Função dos dois-pontos em 'Então, esta é a situação: estou perdido em Marte.' Os dois-pontos marcam uma pausa que anuncia um esclarecimento do que veio antes. Aqui, depois de 'esta é a situação', Mark passa a explicar resumidamente o que se passa com ele ('estou perdido em Marte...'). A: não há série de interrogações. B: não há diálogo. D: o trecho não demonstra dúvida, e sim afirmações objetivas. E: o sinal de pontuação não indica emoção; essa função caberia à exclamação ou às reticências. Referência: Emprego dos dois-pontos (esclarecimento/explicação). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Sem padrão de resposta — pratique a escrita O texto deve ter, no mínimo, 15 linhas e, no máximo, 25. Dê um título para seu relato. Foco narrativo de 1ª pessoa (narrador-personagem). O texto não deverá conter trechos dos textos da prova nem discurso direto. Será atribuído grau zero ao texto que não atender ao tema.Colégio Militar de Fortaleza — Concurso de Admissão 2018/2019 — 6º ano do Ensino Fundamental — Prova de Língua Portuguesa
TEXTO 1
A história dos Javalis Selvagens
01 Neste ano de 2018, a mídia noticiou que, na Província de Chiang Ray, um drama era
02 vivenciado por alguns jovens. Esse fato ocorria em um país bem distante do Brasil, a Tailândia, na
03 Ásia. O problema decorreu porque os personagens dessa história real resolveram visitar um local
04 suscetível às intempéries da natureza, pois o sudeste desse continente é acometido por ventos cuja
05 direção é modificada de acordo com as estações do ano, por isso ocorrem chuvas torrenciais de junho
06 a agosto.
07 O acontecimento comovente a que estamos nos referindo ocorreu, exatamente, no dia 23 de
08 junho, quando 12 garotos, jogadores de futebol, todos pertencentes ao time chamado de “Javalis
09 Selvagens”, acompanhados do treinador Ekkapol Chantawong, resolveram explorar a caverna Tham
10 Luang. Segundo o que a imprensa anunciou, foi o técnico que convidou os rapazes para o passeio.
11 Movidos pela curiosidade, adentraram na referida caverna e acabaram presos com a rápida inundação
12 ocorrida no local.
13 Ao analisarmos o sentimento de curiosidade, o qual move a maioria das pessoas, e, por certo,
14 moveu, também, os membros do time de futebol em questão, lembramos do ditado popular “A
15 curiosidade matou o gato”. No sítio “https://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/a-curiosidade-
16 matou-o-gato.html,”, há a informação de que esse ditado tem como objetivo alertar as pessoas quanto
17 a possíveis riscos resultantes da curiosidade extrema. Na Idade Média, muitas pessoas não gostavam
18 de gatos e produziam armadilhas para capturá-los. Os gatos, animais, por natureza, curiosos,
19 acabavam caindo nas armadilhas e morriam.
20 Em contrapartida, a curiosidade é considerada importantíssima por autores diversos. Entre eles
21 estão Brian Grazer e Charles Fishman, os quais, na obra “Uma mente curiosa: o segredo para uma
22 vida brilhante”, fazem a seguinte afirmação: “Se boas maneiras são o lubrificante que permite que
23 todos nós nos demos bem, curiosidade é a pitada de Tabasco* que adiciona tempero, nos acorda, cria
24 conexão e dá significado a quase qualquer encontro”.
25 É impossível ficarmos inertes diante dos meandros do cotidiano. Alguns acontecimentos
26 geram ações e sentimentos, além de que certas ocorrências podem produzir, no indivíduo, curiosidade;
27 portanto, parece-nos que é prudente considerarmos a situação em que cada pessoa está envolvida para,
28 assim, valorarmos a curiosidade.
29 No caso da aventura dos Javalis Selvagens, o estado de aprisionamento em que ficaram
30 poderia ter-lhes proporcionado a morte. Eles só foram encontrados por mergulhadores britânicos no
31 dia 02 de julho, portanto, resistiram nove dias sem alimentos. Sobreviveram porque possuíam bom
32 preparo físico e conseguiram beber água vertente da própria caverna. Além disso, quando foram
33 encontrados, o salvamento não foi realizado de imediato, pois era necessário estudar qual seria a
34 forma mais segura de retirá-los. Com esse estudo, levantaram-se as possibilidades de resgate por meio
35 de escavação da superfície da caverna, pela espera da estiagem ou, ainda, por meio do mergulho em
36 águas barrentas, todas perigosas e com risco de fracasso.
37 Como estavam previstas mais chuvas e havia a iminência de um alagamento maior no local
38 em que se encontravam os garotos, optou-se pelo mergulho, forma mais rápida de retirá-los da
39 caverna.
40 Desse episódio, ressaltam-se algumas lições:
41 - a predisposição humana para socorrer o próximo. Pessoas de outras nações, como os
42 experientes mergulhadores britânicos, auxiliaram no resgate dos jovens, por meio do mergulho em
43 águas lamacentas e em corredores estreitos;
44 - a utilização do conhecimento acumulado pela evolução do próprio homem. A utilização, para
45 esse caso, de corda guia de mergulho remete-nos ao fio de Ariadne, da mitologia grega, na qual
46 Ariadne, filha do Rei de Creta, ajuda Teseu a vencer uma luta contra o monstro Minotauro, o qual se
47 encontrava em um labirinto. Essa ajuda ocorreu porque a moça deu ao herói uma espada e um novelo.
48 Ao entrar no labirinto, a linha seria desenrolada e serviria como indicador do caminho de volta para
49 Teseu. Assim foi a corda guia para a situação dos jovens, os quais realizariam um dos mergulhos mais
50 complicados já registrados na história da humanidade;
51 - o valor de uma aprendizagem. O conhecimento de idiomas estrangeiros fez com que o garoto
52 Adul Sam-on, de 14 anos, conseguisse passar as primeiras informações aos mergulhadores britânicos,
53 os primeiros a encontrá-los. Esse fato foi importante para os rumos que seriam dados ao caso; e
54 - as lições aprendidas com a própria vida. A experiência advinda desse episódio marcou, para
55 sempre, cada um dos envolvidos. O técnico da equipe afirmou que, tanto ele quanto os jovens, viverão
56 de maneira mais cuidadosa, sem agirem de forma imprudente e que checarão tudo antes de fazer
57 qualquer coisa. Adul Sam-on afirmou que a experiência lhe mostrou a obrigação de ser mais
58 consciente das consequências das ações praticadas, e Chanin Wiboonrungrueng, o mais novo de
59 todos, com apenas 11 anos de idade, relatou que foi a maior experiência já vivida por ele e que o fez
60 aprender sobre os valores da vida, pois precisou ser paciente, ter força e não perder a esperança.
(Texto produzido pelos docentes elaboradores desta prova com base nos diversos noticiários publicados na mídia.)
*Molho picante à base de malaguetas vermelhas.
01. De acordo com o Texto 1, o drama vivenciado pelos Javalis Selvagens aconteceu porqueResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1
A história dos Javalis Selvagens
01 Neste ano de 2018, a mídia noticiou que, na Província de Chiang Ray, um drama era
02 vivenciado por alguns jovens. Esse fato ocorria em um país bem distante do Brasil, a Tailândia, na
03 Ásia. O problema decorreu porque os personagens dessa história real resolveram visitar um local
04 suscetível às intempéries da natureza, pois o sudeste desse continente é acometido por ventos cuja
05 direção é modificada de acordo com as estações do ano, por isso ocorrem chuvas torrenciais de junho
06 a agosto.
07 O acontecimento comovente a que estamos nos referindo ocorreu, exatamente, no dia 23 de
08 junho, quando 12 garotos, jogadores de futebol, todos pertencentes ao time chamado de “Javalis
09 Selvagens”, acompanhados do treinador Ekkapol Chantawong, resolveram explorar a caverna Tham
10 Luang. Segundo o que a imprensa anunciou, foi o técnico que convidou os rapazes para o passeio.
11 Movidos pela curiosidade, adentraram na referida caverna e acabaram presos com a rápida inundação
12 ocorrida no local.
13 Ao analisarmos o sentimento de curiosidade, o qual move a maioria das pessoas, e, por certo,
14 moveu, também, os membros do time de futebol em questão, lembramos do ditado popular “A
15 curiosidade matou o gato”. No sítio “https://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/a-curiosidade-
16 matou-o-gato.html,”, há a informação de que esse ditado tem como objetivo alertar as pessoas quanto
17 a possíveis riscos resultantes da curiosidade extrema. Na Idade Média, muitas pessoas não gostavam
18 de gatos e produziam armadilhas para capturá-los. Os gatos, animais, por natureza, curiosos,
19 acabavam caindo nas armadilhas e morriam.
20 Em contrapartida, a curiosidade é considerada importantíssima por autores diversos. Entre eles
21 estão Brian Grazer e Charles Fishman, os quais, na obra “Uma mente curiosa: o segredo para uma
22 vida brilhante”, fazem a seguinte afirmação: “Se boas maneiras são o lubrificante que permite que
23 todos nós nos demos bem, curiosidade é a pitada de Tabasco* que adiciona tempero, nos acorda, cria
24 conexão e dá significado a quase qualquer encontro”.
25 É impossível ficarmos inertes diante dos meandros do cotidiano. Alguns acontecimentos
26 geram ações e sentimentos, além de que certas ocorrências podem produzir, no indivíduo, curiosidade;
27 portanto, parece-nos que é prudente considerarmos a situação em que cada pessoa está envolvida para,
28 assim, valorarmos a curiosidade.
29 No caso da aventura dos Javalis Selvagens, o estado de aprisionamento em que ficaram
30 poderia ter-lhes proporcionado a morte. Eles só foram encontrados por mergulhadores britânicos no
31 dia 02 de julho, portanto, resistiram nove dias sem alimentos. Sobreviveram porque possuíam bom
32 preparo físico e conseguiram beber água vertente da própria caverna. Além disso, quando foram
33 encontrados, o salvamento não foi realizado de imediato, pois era necessário estudar qual seria a
34 forma mais segura de retirá-los. Com esse estudo, levantaram-se as possibilidades de resgate por meio
35 de escavação da superfície da caverna, pela espera da estiagem ou, ainda, por meio do mergulho em
36 águas barrentas, todas perigosas e com risco de fracasso.
37 Como estavam previstas mais chuvas e havia a iminência de um alagamento maior no local
38 em que se encontravam os garotos, optou-se pelo mergulho, forma mais rápida de retirá-los da
39 caverna.
40 Desse episódio, ressaltam-se algumas lições:
41 - a predisposição humana para socorrer o próximo. Pessoas de outras nações, como os
42 experientes mergulhadores britânicos, auxiliaram no resgate dos jovens, por meio do mergulho em
43 águas lamacentas e em corredores estreitos;
44 - a utilização do conhecimento acumulado pela evolução do próprio homem. A utilização, para
45 esse caso, de corda guia de mergulho remete-nos ao fio de Ariadne, da mitologia grega, na qual
46 Ariadne, filha do Rei de Creta, ajuda Teseu a vencer uma luta contra o monstro Minotauro, o qual se
47 encontrava em um labirinto. Essa ajuda ocorreu porque a moça deu ao herói uma espada e um novelo.
48 Ao entrar no labirinto, a linha seria desenrolada e serviria como indicador do caminho de volta para
49 Teseu. Assim foi a corda guia para a situação dos jovens, os quais realizariam um dos mergulhos mais
50 complicados já registrados na história da humanidade;
51 - o valor de uma aprendizagem. O conhecimento de idiomas estrangeiros fez com que o garoto
52 Adul Sam-on, de 14 anos, conseguisse passar as primeiras informações aos mergulhadores britânicos,
53 os primeiros a encontrá-los. Esse fato foi importante para os rumos que seriam dados ao caso; e
54 - as lições aprendidas com a própria vida. A experiência advinda desse episódio marcou, para
55 sempre, cada um dos envolvidos. O técnico da equipe afirmou que, tanto ele quanto os jovens, viverão
56 de maneira mais cuidadosa, sem agirem de forma imprudente e que checarão tudo antes de fazer
57 qualquer coisa. Adul Sam-on afirmou que a experiência lhe mostrou a obrigação de ser mais
58 consciente das consequências das ações praticadas, e Chanin Wiboonrungrueng, o mais novo de
59 todos, com apenas 11 anos de idade, relatou que foi a maior experiência já vivida por ele e que o fez
60 aprender sobre os valores da vida, pois precisou ser paciente, ter força e não perder a esperança.
(Texto produzido pelos docentes elaboradores desta prova com base nos diversos noticiários publicados na mídia.)
*Molho picante à base de malaguetas vermelhas.
Observe a imagem abaixo.
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Adaptado de <http://saberatual.net/?post=821>. Acesso em 17 set. 2018.
02. De acordo com a imagem acima e segundo o Texto 1, as intempéries da natureza, provocadoras do alagamento da região onde estavam os Javalis Selvagens, ocorreram porque a referida região fica no
TEXTO 1
A história dos Javalis Selvagens
01 Neste ano de 2018, a mídia noticiou que, na Província de Chiang Ray, um drama era
02 vivenciado por alguns jovens. Esse fato ocorria em um país bem distante do Brasil, a Tailândia, na
03 Ásia. O problema decorreu porque os personagens dessa história real resolveram visitar um local
04 suscetível às intempéries da natureza, pois o sudeste desse continente é acometido por ventos cuja
05 direção é modificada de acordo com as estações do ano, por isso ocorrem chuvas torrenciais de junho
06 a agosto.
07 O acontecimento comovente a que estamos nos referindo ocorreu, exatamente, no dia 23 de
08 junho, quando 12 garotos, jogadores de futebol, todos pertencentes ao time chamado de “Javalis
09 Selvagens”, acompanhados do treinador Ekkapol Chantawong, resolveram explorar a caverna Tham
10 Luang. Segundo o que a imprensa anunciou, foi o técnico que convidou os rapazes para o passeio.
11 Movidos pela curiosidade, adentraram na referida caverna e acabaram presos com a rápida inundação
12 ocorrida no local.
13 Ao analisarmos o sentimento de curiosidade, o qual move a maioria das pessoas, e, por certo,
14 moveu, também, os membros do time de futebol em questão, lembramos do ditado popular “A
15 curiosidade matou o gato”. No sítio “https://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/a-curiosidade-
16 matou-o-gato.html,”, há a informação de que esse ditado tem como objetivo alertar as pessoas quanto
17 a possíveis riscos resultantes da curiosidade extrema. Na Idade Média, muitas pessoas não gostavam
18 de gatos e produziam armadilhas para capturá-los. Os gatos, animais, por natureza, curiosos,
19 acabavam caindo nas armadilhas e morriam.
20 Em contrapartida, a curiosidade é considerada importantíssima por autores diversos. Entre eles
21 estão Brian Grazer e Charles Fishman, os quais, na obra “Uma mente curiosa: o segredo para uma
22 vida brilhante”, fazem a seguinte afirmação: “Se boas maneiras são o lubrificante que permite que
23 todos nós nos demos bem, curiosidade é a pitada de Tabasco* que adiciona tempero, nos acorda, cria
24 conexão e dá significado a quase qualquer encontro”.
25 É impossível ficarmos inertes diante dos meandros do cotidiano. Alguns acontecimentos
26 geram ações e sentimentos, além de que certas ocorrências podem produzir, no indivíduo, curiosidade;
27 portanto, parece-nos que é prudente considerarmos a situação em que cada pessoa está envolvida para,
28 assim, valorarmos a curiosidade.
29 No caso da aventura dos Javalis Selvagens, o estado de aprisionamento em que ficaram
30 poderia ter-lhes proporcionado a morte. Eles só foram encontrados por mergulhadores britânicos no
31 dia 02 de julho, portanto, resistiram nove dias sem alimentos. Sobreviveram porque possuíam bom
32 preparo físico e conseguiram beber água vertente da própria caverna. Além disso, quando foram
33 encontrados, o salvamento não foi realizado de imediato, pois era necessário estudar qual seria a
34 forma mais segura de retirá-los. Com esse estudo, levantaram-se as possibilidades de resgate por meio
35 de escavação da superfície da caverna, pela espera da estiagem ou, ainda, por meio do mergulho em
36 águas barrentas, todas perigosas e com risco de fracasso.
37 Como estavam previstas mais chuvas e havia a iminência de um alagamento maior no local
38 em que se encontravam os garotos, optou-se pelo mergulho, forma mais rápida de retirá-los da
39 caverna.
40 Desse episódio, ressaltam-se algumas lições:
41 - a predisposição humana para socorrer o próximo. Pessoas de outras nações, como os
42 experientes mergulhadores britânicos, auxiliaram no resgate dos jovens, por meio do mergulho em
43 águas lamacentas e em corredores estreitos;
44 - a utilização do conhecimento acumulado pela evolução do próprio homem. A utilização, para
45 esse caso, de corda guia de mergulho remete-nos ao fio de Ariadne, da mitologia grega, na qual
46 Ariadne, filha do Rei de Creta, ajuda Teseu a vencer uma luta contra o monstro Minotauro, o qual se
47 encontrava em um labirinto. Essa ajuda ocorreu porque a moça deu ao herói uma espada e um novelo.
48 Ao entrar no labirinto, a linha seria desenrolada e serviria como indicador do caminho de volta para
49 Teseu. Assim foi a corda guia para a situação dos jovens, os quais realizariam um dos mergulhos mais
50 complicados já registrados na história da humanidade;
51 - o valor de uma aprendizagem. O conhecimento de idiomas estrangeiros fez com que o garoto
52 Adul Sam-on, de 14 anos, conseguisse passar as primeiras informações aos mergulhadores britânicos,
53 os primeiros a encontrá-los. Esse fato foi importante para os rumos que seriam dados ao caso; e
54 - as lições aprendidas com a própria vida. A experiência advinda desse episódio marcou, para
55 sempre, cada um dos envolvidos. O técnico da equipe afirmou que, tanto ele quanto os jovens, viverão
56 de maneira mais cuidadosa, sem agirem de forma imprudente e que checarão tudo antes de fazer
57 qualquer coisa. Adul Sam-on afirmou que a experiência lhe mostrou a obrigação de ser mais
58 consciente das consequências das ações praticadas, e Chanin Wiboonrungrueng, o mais novo de
59 todos, com apenas 11 anos de idade, relatou que foi a maior experiência já vivida por ele e que o fez
60 aprender sobre os valores da vida, pois precisou ser paciente, ter força e não perder a esperança.
(Texto produzido pelos docentes elaboradores desta prova com base nos diversos noticiários publicados na mídia.)
*Molho picante à base de malaguetas vermelhas.
TEXTO 2
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Disponível em: <https://g1.globo.com/mundo/noticia/2018/07/19/javalis-selvagens-da-tailandia-visitam-templo-para-agradecer-recuperacao.ghtml>. Acesso em 13 set. 2018. (Adaptado).
03. A corda guia utilizada pelos mergulhadores no salvamento dos garotos nos remete, conforme o que está contido na linha 45 do Texto 1 e nas imagens do Texto 2, ao fio de Ariadne, porque
TEXTO 1
A história dos Javalis Selvagens
01 Neste ano de 2018, a mídia noticiou que, na Província de Chiang Ray, um drama era
02 vivenciado por alguns jovens. Esse fato ocorria em um país bem distante do Brasil, a Tailândia, na
03 Ásia. O problema decorreu porque os personagens dessa história real resolveram visitar um local
04 suscetível às intempéries da natureza, pois o sudeste desse continente é acometido por ventos cuja
05 direção é modificada de acordo com as estações do ano, por isso ocorrem chuvas torrenciais de junho
06 a agosto.
07 O acontecimento comovente a que estamos nos referindo ocorreu, exatamente, no dia 23 de
08 junho, quando 12 garotos, jogadores de futebol, todos pertencentes ao time chamado de “Javalis
09 Selvagens”, acompanhados do treinador Ekkapol Chantawong, resolveram explorar a caverna Tham
10 Luang. Segundo o que a imprensa anunciou, foi o técnico que convidou os rapazes para o passeio.
11 Movidos pela curiosidade, adentraram na referida caverna e acabaram presos com a rápida inundação
12 ocorrida no local.
13 Ao analisarmos o sentimento de curiosidade, o qual move a maioria das pessoas, e, por certo,
14 moveu, também, os membros do time de futebol em questão, lembramos do ditado popular “A
15 curiosidade matou o gato”. No sítio “https://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/a-curiosidade-
16 matou-o-gato.html,”, há a informação de que esse ditado tem como objetivo alertar as pessoas quanto
17 a possíveis riscos resultantes da curiosidade extrema. Na Idade Média, muitas pessoas não gostavam
18 de gatos e produziam armadilhas para capturá-los. Os gatos, animais, por natureza, curiosos,
19 acabavam caindo nas armadilhas e morriam.
20 Em contrapartida, a curiosidade é considerada importantíssima por autores diversos. Entre eles
21 estão Brian Grazer e Charles Fishman, os quais, na obra “Uma mente curiosa: o segredo para uma
22 vida brilhante”, fazem a seguinte afirmação: “Se boas maneiras são o lubrificante que permite que
23 todos nós nos demos bem, curiosidade é a pitada de Tabasco* que adiciona tempero, nos acorda, cria
24 conexão e dá significado a quase qualquer encontro”.
25 É impossível ficarmos inertes diante dos meandros do cotidiano. Alguns acontecimentos
26 geram ações e sentimentos, além de que certas ocorrências podem produzir, no indivíduo, curiosidade;
27 portanto, parece-nos que é prudente considerarmos a situação em que cada pessoa está envolvida para,
28 assim, valorarmos a curiosidade.
29 No caso da aventura dos Javalis Selvagens, o estado de aprisionamento em que ficaram
30 poderia ter-lhes proporcionado a morte. Eles só foram encontrados por mergulhadores britânicos no
31 dia 02 de julho, portanto, resistiram nove dias sem alimentos. Sobreviveram porque possuíam bom
32 preparo físico e conseguiram beber água vertente da própria caverna. Além disso, quando foram
33 encontrados, o salvamento não foi realizado de imediato, pois era necessário estudar qual seria a
34 forma mais segura de retirá-los. Com esse estudo, levantaram-se as possibilidades de resgate por meio
35 de escavação da superfície da caverna, pela espera da estiagem ou, ainda, por meio do mergulho em
36 águas barrentas, todas perigosas e com risco de fracasso.
37 Como estavam previstas mais chuvas e havia a iminência de um alagamento maior no local
38 em que se encontravam os garotos, optou-se pelo mergulho, forma mais rápida de retirá-los da
39 caverna.
40 Desse episódio, ressaltam-se algumas lições:
41 - a predisposição humana para socorrer o próximo. Pessoas de outras nações, como os
42 experientes mergulhadores britânicos, auxiliaram no resgate dos jovens, por meio do mergulho em
43 águas lamacentas e em corredores estreitos;
44 - a utilização do conhecimento acumulado pela evolução do próprio homem. A utilização, para
45 esse caso, de corda guia de mergulho remete-nos ao fio de Ariadne, da mitologia grega, na qual
46 Ariadne, filha do Rei de Creta, ajuda Teseu a vencer uma luta contra o monstro Minotauro, o qual se
47 encontrava em um labirinto. Essa ajuda ocorreu porque a moça deu ao herói uma espada e um novelo.
48 Ao entrar no labirinto, a linha seria desenrolada e serviria como indicador do caminho de volta para
49 Teseu. Assim foi a corda guia para a situação dos jovens, os quais realizariam um dos mergulhos mais
50 complicados já registrados na história da humanidade;
51 - o valor de uma aprendizagem. O conhecimento de idiomas estrangeiros fez com que o garoto
52 Adul Sam-on, de 14 anos, conseguisse passar as primeiras informações aos mergulhadores britânicos,
53 os primeiros a encontrá-los. Esse fato foi importante para os rumos que seriam dados ao caso; e
54 - as lições aprendidas com a própria vida. A experiência advinda desse episódio marcou, para
55 sempre, cada um dos envolvidos. O técnico da equipe afirmou que, tanto ele quanto os jovens, viverão
56 de maneira mais cuidadosa, sem agirem de forma imprudente e que checarão tudo antes de fazer
57 qualquer coisa. Adul Sam-on afirmou que a experiência lhe mostrou a obrigação de ser mais
58 consciente das consequências das ações praticadas, e Chanin Wiboonrungrueng, o mais novo de
59 todos, com apenas 11 anos de idade, relatou que foi a maior experiência já vivida por ele e que o fez
60 aprender sobre os valores da vida, pois precisou ser paciente, ter força e não perder a esperança.
(Texto produzido pelos docentes elaboradores desta prova com base nos diversos noticiários publicados na mídia.)
*Molho picante à base de malaguetas vermelhas.
04. Segundo o Texto 1, no último parágrafo, o garoto mais novo - Chanin Wiboonrungrueng - afirmou ter aprendido valores da vida com o episódio da caverna. Essa aprendizagem ocorreu porqueResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1
A história dos Javalis Selvagens
01 Neste ano de 2018, a mídia noticiou que, na Província de Chiang Ray, um drama era
02 vivenciado por alguns jovens. Esse fato ocorria em um país bem distante do Brasil, a Tailândia, na
03 Ásia. O problema decorreu porque os personagens dessa história real resolveram visitar um local
04 suscetível às intempéries da natureza, pois o sudeste desse continente é acometido por ventos cuja
05 direção é modificada de acordo com as estações do ano, por isso ocorrem chuvas torrenciais de junho
06 a agosto.
07 O acontecimento comovente a que estamos nos referindo ocorreu, exatamente, no dia 23 de
08 junho, quando 12 garotos, jogadores de futebol, todos pertencentes ao time chamado de “Javalis
09 Selvagens”, acompanhados do treinador Ekkapol Chantawong, resolveram explorar a caverna Tham
10 Luang. Segundo o que a imprensa anunciou, foi o técnico que convidou os rapazes para o passeio.
11 Movidos pela curiosidade, adentraram na referida caverna e acabaram presos com a rápida inundação
12 ocorrida no local.
13 Ao analisarmos o sentimento de curiosidade, o qual move a maioria das pessoas, e, por certo,
14 moveu, também, os membros do time de futebol em questão, lembramos do ditado popular “A
15 curiosidade matou o gato”. No sítio “https://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/a-curiosidade-
16 matou-o-gato.html,”, há a informação de que esse ditado tem como objetivo alertar as pessoas quanto
17 a possíveis riscos resultantes da curiosidade extrema. Na Idade Média, muitas pessoas não gostavam
18 de gatos e produziam armadilhas para capturá-los. Os gatos, animais, por natureza, curiosos,
19 acabavam caindo nas armadilhas e morriam.
20 Em contrapartida, a curiosidade é considerada importantíssima por autores diversos. Entre eles
21 estão Brian Grazer e Charles Fishman, os quais, na obra “Uma mente curiosa: o segredo para uma
22 vida brilhante”, fazem a seguinte afirmação: “Se boas maneiras são o lubrificante que permite que
23 todos nós nos demos bem, curiosidade é a pitada de Tabasco* que adiciona tempero, nos acorda, cria
24 conexão e dá significado a quase qualquer encontro”.
25 É impossível ficarmos inertes diante dos meandros do cotidiano. Alguns acontecimentos
26 geram ações e sentimentos, além de que certas ocorrências podem produzir, no indivíduo, curiosidade;
27 portanto, parece-nos que é prudente considerarmos a situação em que cada pessoa está envolvida para,
28 assim, valorarmos a curiosidade.
29 No caso da aventura dos Javalis Selvagens, o estado de aprisionamento em que ficaram
30 poderia ter-lhes proporcionado a morte. Eles só foram encontrados por mergulhadores britânicos no
31 dia 02 de julho, portanto, resistiram nove dias sem alimentos. Sobreviveram porque possuíam bom
32 preparo físico e conseguiram beber água vertente da própria caverna. Além disso, quando foram
33 encontrados, o salvamento não foi realizado de imediato, pois era necessário estudar qual seria a
34 forma mais segura de retirá-los. Com esse estudo, levantaram-se as possibilidades de resgate por meio
35 de escavação da superfície da caverna, pela espera da estiagem ou, ainda, por meio do mergulho em
36 águas barrentas, todas perigosas e com risco de fracasso.
37 Como estavam previstas mais chuvas e havia a iminência de um alagamento maior no local
38 em que se encontravam os garotos, optou-se pelo mergulho, forma mais rápida de retirá-los da
39 caverna.
40 Desse episódio, ressaltam-se algumas lições:
41 - a predisposição humana para socorrer o próximo. Pessoas de outras nações, como os
42 experientes mergulhadores britânicos, auxiliaram no resgate dos jovens, por meio do mergulho em
43 águas lamacentas e em corredores estreitos;
44 - a utilização do conhecimento acumulado pela evolução do próprio homem. A utilização, para
45 esse caso, de corda guia de mergulho remete-nos ao fio de Ariadne, da mitologia grega, na qual
46 Ariadne, filha do Rei de Creta, ajuda Teseu a vencer uma luta contra o monstro Minotauro, o qual se
47 encontrava em um labirinto. Essa ajuda ocorreu porque a moça deu ao herói uma espada e um novelo.
48 Ao entrar no labirinto, a linha seria desenrolada e serviria como indicador do caminho de volta para
49 Teseu. Assim foi a corda guia para a situação dos jovens, os quais realizariam um dos mergulhos mais
50 complicados já registrados na história da humanidade;
51 - o valor de uma aprendizagem. O conhecimento de idiomas estrangeiros fez com que o garoto
52 Adul Sam-on, de 14 anos, conseguisse passar as primeiras informações aos mergulhadores britânicos,
53 os primeiros a encontrá-los. Esse fato foi importante para os rumos que seriam dados ao caso; e
54 - as lições aprendidas com a própria vida. A experiência advinda desse episódio marcou, para
55 sempre, cada um dos envolvidos. O técnico da equipe afirmou que, tanto ele quanto os jovens, viverão
56 de maneira mais cuidadosa, sem agirem de forma imprudente e que checarão tudo antes de fazer
57 qualquer coisa. Adul Sam-on afirmou que a experiência lhe mostrou a obrigação de ser mais
58 consciente das consequências das ações praticadas, e Chanin Wiboonrungrueng, o mais novo de
59 todos, com apenas 11 anos de idade, relatou que foi a maior experiência já vivida por ele e que o fez
60 aprender sobre os valores da vida, pois precisou ser paciente, ter força e não perder a esperança.
(Texto produzido pelos docentes elaboradores desta prova com base nos diversos noticiários publicados na mídia.)
*Molho picante à base de malaguetas vermelhas.
05. O adjetivo “inertes” (linha 25 do Texto 1), pode ser substituído, sem prejuízo de significado, porResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1
A história dos Javalis Selvagens
01 Neste ano de 2018, a mídia noticiou que, na Província de Chiang Ray, um drama era
02 vivenciado por alguns jovens. Esse fato ocorria em um país bem distante do Brasil, a Tailândia, na
03 Ásia. O problema decorreu porque os personagens dessa história real resolveram visitar um local
04 suscetível às intempéries da natureza, pois o sudeste desse continente é acometido por ventos cuja
05 direção é modificada de acordo com as estações do ano, por isso ocorrem chuvas torrenciais de junho
06 a agosto.
07 O acontecimento comovente a que estamos nos referindo ocorreu, exatamente, no dia 23 de
08 junho, quando 12 garotos, jogadores de futebol, todos pertencentes ao time chamado de “Javalis
09 Selvagens”, acompanhados do treinador Ekkapol Chantawong, resolveram explorar a caverna Tham
10 Luang. Segundo o que a imprensa anunciou, foi o técnico que convidou os rapazes para o passeio.
11 Movidos pela curiosidade, adentraram na referida caverna e acabaram presos com a rápida inundação
12 ocorrida no local.
13 Ao analisarmos o sentimento de curiosidade, o qual move a maioria das pessoas, e, por certo,
14 moveu, também, os membros do time de futebol em questão, lembramos do ditado popular “A
15 curiosidade matou o gato”. No sítio “https://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/a-curiosidade-
16 matou-o-gato.html,”, há a informação de que esse ditado tem como objetivo alertar as pessoas quanto
17 a possíveis riscos resultantes da curiosidade extrema. Na Idade Média, muitas pessoas não gostavam
18 de gatos e produziam armadilhas para capturá-los. Os gatos, animais, por natureza, curiosos,
19 acabavam caindo nas armadilhas e morriam.
20 Em contrapartida, a curiosidade é considerada importantíssima por autores diversos. Entre eles
21 estão Brian Grazer e Charles Fishman, os quais, na obra “Uma mente curiosa: o segredo para uma
22 vida brilhante”, fazem a seguinte afirmação: “Se boas maneiras são o lubrificante que permite que
23 todos nós nos demos bem, curiosidade é a pitada de Tabasco* que adiciona tempero, nos acorda, cria
24 conexão e dá significado a quase qualquer encontro”.
25 É impossível ficarmos inertes diante dos meandros do cotidiano. Alguns acontecimentos
26 geram ações e sentimentos, além de que certas ocorrências podem produzir, no indivíduo, curiosidade;
27 portanto, parece-nos que é prudente considerarmos a situação em que cada pessoa está envolvida para,
28 assim, valorarmos a curiosidade.
29 No caso da aventura dos Javalis Selvagens, o estado de aprisionamento em que ficaram
30 poderia ter-lhes proporcionado a morte. Eles só foram encontrados por mergulhadores britânicos no
31 dia 02 de julho, portanto, resistiram nove dias sem alimentos. Sobreviveram porque possuíam bom
32 preparo físico e conseguiram beber água vertente da própria caverna. Além disso, quando foram
33 encontrados, o salvamento não foi realizado de imediato, pois era necessário estudar qual seria a
34 forma mais segura de retirá-los. Com esse estudo, levantaram-se as possibilidades de resgate por meio
35 de escavação da superfície da caverna, pela espera da estiagem ou, ainda, por meio do mergulho em
36 águas barrentas, todas perigosas e com risco de fracasso.
37 Como estavam previstas mais chuvas e havia a iminência de um alagamento maior no local
38 em que se encontravam os garotos, optou-se pelo mergulho, forma mais rápida de retirá-los da
39 caverna.
40 Desse episódio, ressaltam-se algumas lições:
41 - a predisposição humana para socorrer o próximo. Pessoas de outras nações, como os
42 experientes mergulhadores britânicos, auxiliaram no resgate dos jovens, por meio do mergulho em
43 águas lamacentas e em corredores estreitos;
44 - a utilização do conhecimento acumulado pela evolução do próprio homem. A utilização, para
45 esse caso, de corda guia de mergulho remete-nos ao fio de Ariadne, da mitologia grega, na qual
46 Ariadne, filha do Rei de Creta, ajuda Teseu a vencer uma luta contra o monstro Minotauro, o qual se
47 encontrava em um labirinto. Essa ajuda ocorreu porque a moça deu ao herói uma espada e um novelo.
48 Ao entrar no labirinto, a linha seria desenrolada e serviria como indicador do caminho de volta para
49 Teseu. Assim foi a corda guia para a situação dos jovens, os quais realizariam um dos mergulhos mais
50 complicados já registrados na história da humanidade;
51 - o valor de uma aprendizagem. O conhecimento de idiomas estrangeiros fez com que o garoto
52 Adul Sam-on, de 14 anos, conseguisse passar as primeiras informações aos mergulhadores britânicos,
53 os primeiros a encontrá-los. Esse fato foi importante para os rumos que seriam dados ao caso; e
54 - as lições aprendidas com a própria vida. A experiência advinda desse episódio marcou, para
55 sempre, cada um dos envolvidos. O técnico da equipe afirmou que, tanto ele quanto os jovens, viverão
56 de maneira mais cuidadosa, sem agirem de forma imprudente e que checarão tudo antes de fazer
57 qualquer coisa. Adul Sam-on afirmou que a experiência lhe mostrou a obrigação de ser mais
58 consciente das consequências das ações praticadas, e Chanin Wiboonrungrueng, o mais novo de
59 todos, com apenas 11 anos de idade, relatou que foi a maior experiência já vivida por ele e que o fez
60 aprender sobre os valores da vida, pois precisou ser paciente, ter força e não perder a esperança.
(Texto produzido pelos docentes elaboradores desta prova com base nos diversos noticiários publicados na mídia.)
*Molho picante à base de malaguetas vermelhas.
06. Na comunicação diária, muitas vezes nos valemos de ditados populares para justificarmos nossas opiniões e maneiras de agir ou para direcionar as ações de pessoas as quais desejamos aconselhar. Os ditados populares, também chamados de adágios ou provérbios, são registrados nas culturas devido ao tanto que são utilizados, isso porque, de alguma maneira, refletem o senso comum das pessoas sobre algum tema.
Sobre o ditado popular “A curiosidade matou o gato” é correto afirmar que é utilizado paraResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1
A história dos Javalis Selvagens
01 Neste ano de 2018, a mídia noticiou que, na Província de Chiang Ray, um drama era
02 vivenciado por alguns jovens. Esse fato ocorria em um país bem distante do Brasil, a Tailândia, na
03 Ásia. O problema decorreu porque os personagens dessa história real resolveram visitar um local
04 suscetível às intempéries da natureza, pois o sudeste desse continente é acometido por ventos cuja
05 direção é modificada de acordo com as estações do ano, por isso ocorrem chuvas torrenciais de junho
06 a agosto.
07 O acontecimento comovente a que estamos nos referindo ocorreu, exatamente, no dia 23 de
08 junho, quando 12 garotos, jogadores de futebol, todos pertencentes ao time chamado de “Javalis
09 Selvagens”, acompanhados do treinador Ekkapol Chantawong, resolveram explorar a caverna Tham
10 Luang. Segundo o que a imprensa anunciou, foi o técnico que convidou os rapazes para o passeio.
11 Movidos pela curiosidade, adentraram na referida caverna e acabaram presos com a rápida inundação
12 ocorrida no local.
13 Ao analisarmos o sentimento de curiosidade, o qual move a maioria das pessoas, e, por certo,
14 moveu, também, os membros do time de futebol em questão, lembramos do ditado popular “A
15 curiosidade matou o gato”. No sítio “https://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/a-curiosidade-
16 matou-o-gato.html,”, há a informação de que esse ditado tem como objetivo alertar as pessoas quanto
17 a possíveis riscos resultantes da curiosidade extrema. Na Idade Média, muitas pessoas não gostavam
18 de gatos e produziam armadilhas para capturá-los. Os gatos, animais, por natureza, curiosos,
19 acabavam caindo nas armadilhas e morriam.
20 Em contrapartida, a curiosidade é considerada importantíssima por autores diversos. Entre eles
21 estão Brian Grazer e Charles Fishman, os quais, na obra “Uma mente curiosa: o segredo para uma
22 vida brilhante”, fazem a seguinte afirmação: “Se boas maneiras são o lubrificante que permite que
23 todos nós nos demos bem, curiosidade é a pitada de Tabasco* que adiciona tempero, nos acorda, cria
24 conexão e dá significado a quase qualquer encontro”.
25 É impossível ficarmos inertes diante dos meandros do cotidiano. Alguns acontecimentos
26 geram ações e sentimentos, além de que certas ocorrências podem produzir, no indivíduo, curiosidade;
27 portanto, parece-nos que é prudente considerarmos a situação em que cada pessoa está envolvida para,
28 assim, valorarmos a curiosidade.
29 No caso da aventura dos Javalis Selvagens, o estado de aprisionamento em que ficaram
30 poderia ter-lhes proporcionado a morte. Eles só foram encontrados por mergulhadores britânicos no
31 dia 02 de julho, portanto, resistiram nove dias sem alimentos. Sobreviveram porque possuíam bom
32 preparo físico e conseguiram beber água vertente da própria caverna. Além disso, quando foram
33 encontrados, o salvamento não foi realizado de imediato, pois era necessário estudar qual seria a
34 forma mais segura de retirá-los. Com esse estudo, levantaram-se as possibilidades de resgate por meio
35 de escavação da superfície da caverna, pela espera da estiagem ou, ainda, por meio do mergulho em
36 águas barrentas, todas perigosas e com risco de fracasso.
37 Como estavam previstas mais chuvas e havia a iminência de um alagamento maior no local
38 em que se encontravam os garotos, optou-se pelo mergulho, forma mais rápida de retirá-los da
39 caverna.
40 Desse episódio, ressaltam-se algumas lições:
41 - a predisposição humana para socorrer o próximo. Pessoas de outras nações, como os
42 experientes mergulhadores britânicos, auxiliaram no resgate dos jovens, por meio do mergulho em
43 águas lamacentas e em corredores estreitos;
44 - a utilização do conhecimento acumulado pela evolução do próprio homem. A utilização, para
45 esse caso, de corda guia de mergulho remete-nos ao fio de Ariadne, da mitologia grega, na qual
46 Ariadne, filha do Rei de Creta, ajuda Teseu a vencer uma luta contra o monstro Minotauro, o qual se
47 encontrava em um labirinto. Essa ajuda ocorreu porque a moça deu ao herói uma espada e um novelo.
48 Ao entrar no labirinto, a linha seria desenrolada e serviria como indicador do caminho de volta para
49 Teseu. Assim foi a corda guia para a situação dos jovens, os quais realizariam um dos mergulhos mais
50 complicados já registrados na história da humanidade;
51 - o valor de uma aprendizagem. O conhecimento de idiomas estrangeiros fez com que o garoto
52 Adul Sam-on, de 14 anos, conseguisse passar as primeiras informações aos mergulhadores britânicos,
53 os primeiros a encontrá-los. Esse fato foi importante para os rumos que seriam dados ao caso; e
54 - as lições aprendidas com a própria vida. A experiência advinda desse episódio marcou, para
55 sempre, cada um dos envolvidos. O técnico da equipe afirmou que, tanto ele quanto os jovens, viverão
56 de maneira mais cuidadosa, sem agirem de forma imprudente e que checarão tudo antes de fazer
57 qualquer coisa. Adul Sam-on afirmou que a experiência lhe mostrou a obrigação de ser mais
58 consciente das consequências das ações praticadas, e Chanin Wiboonrungrueng, o mais novo de
59 todos, com apenas 11 anos de idade, relatou que foi a maior experiência já vivida por ele e que o fez
60 aprender sobre os valores da vida, pois precisou ser paciente, ter força e não perder a esperança.
(Texto produzido pelos docentes elaboradores desta prova com base nos diversos noticiários publicados na mídia.)
*Molho picante à base de malaguetas vermelhas.
07. Em “curiosidade é a pitada de Tabasco* que adiciona tempero, nos acorda, cria conexão e dá significado a quase qualquer encontro.” (L. 23-24 do Texto 1), a partícula em destaque tem o mesmo valor e significado em:
![]()
TEXTO 2
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Disponível em: <https://g1.globo.com/mundo/noticia/2018/07/19/javalis-selvagens-da-tailandia-visitam-templo-para-agradecer-recuperacao.ghtml>. Acesso em 13 set. 2018. (Adaptado).
08. Segundo o Texto 2, os resgatados foram transportados de maneiras diferentes até chegarem ao hospital. Essas formas de transporte foram, sequencialmente, realizadas por meio de
TEXTO 2
![]()
Disponível em: <https://g1.globo.com/mundo/noticia/2018/07/19/javalis-selvagens-da-tailandia-visitam-templo-para-agradecer-recuperacao.ghtml>. Acesso em 13 set. 2018. (Adaptado).
09. Da análise das imagens do Texto 2, podemos afirmar que
TEXTO 3
“Perdido em Marte”, do escritor norte-americano Andy Weir, narra a história do astronauta Mark Watney, tripulante da missão Ares 3, de exploração a Marte. Já em solo marciano, a tripulação da Ares 3 é surpreendida por uma forte tempestade de areia. A missão é então suspensa e a tripulação vai embora, não levando Mark, certa de que ele tinha morrido em um terrível acidente. Ele estava apenas desacordado.
Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que estava vivo.
PERDIDO EM MARTE
CAPÍTULO 1
DIÁRIO DE BORDO: SOL 6
01 Estou ferrado.
02 Essa é a minha opinião abalizada.
03 Ferrado. Seis dias após o início daqueles que deveriam ser os dois meses mais importantes da
04 minha vida, tudo se tornou um pesadelo.
05 Nem sei quem vai ler isto. Acho que alguém vai acabar encontrando. Talvez daqui a cem anos.
06 Que fique registrado: não morri em Sol 6*. O restante da tripulação certamente achou que eu
07 tivesse morrido, e não posso culpá-los. Talvez decretem um dia de luto nacional em minha
08 homenagem e minha página na Wikipédia vá dizer: “Mark Watney foi o único ser humano que morreu
09 em Marte.”
10 E, provavelmente, isso estará correto. Porque, sem dúvida, vou morrer aqui. Só que não em
11 Sol 6, como todo mundo está achando.
12 Vejamos... por onde começar?
13 O Programa Ares. A humanidade voltando-se para Marte com o intuito de mandar pessoas para
14 outro planeta pela primeira vez e expandir o horizonte da raça humana, blá-blá-blá. Os tripulantes da
15 Ares 1 fizeram o que tinham de fazer e voltaram como heróis. Foram recebidos com desfiles,
16 conquistaram a fama e o amor do mundo inteiro.
17 A Ares 2 fez a mesma coisa, em outro local de Marte. Receberam um aperto de mão firme e uma
18 xícara de café ao chegar em casa.
19 A Ares 3. Bem, essa foi minha missão. Certo, não exatamente minha. A comandante Lewis era a
20 responsável. Eu era apenas um dos tripulantes. Só ficaria “no comando” da missão se fosse a última
21 pessoa que restasse.
22 Quem diria?... Estou no comando.
23 Fico me perguntando se este diário será recuperado antes que o restante da tripulação morra de
24 velhice. Imagino que tenham voltado à Terra sãos e salvos. Pessoal, se estiverem lendo isto: a culpa
25 não foi sua. Vocês fizeram o que tinham de fazer. No seu lugar, eu teria feito a mesma coisa. Não os
26 culpo e fico feliz que tenham sobrevivido.
27 [...]
28 Então, esta é a situação: estou perdido em Marte. Não tenho como me comunicar com a Hermes
29 nem com a Terra. Todos acham que estou morto. Estou em um Hab** projetado para durar 31 dias.
30 Se o oxigenador quebrar, vou sufocar. Se o reaproveitador de água quebrar, vou morrer de sede.
31 Se o Hab se romper, vou explodir. Se nada disso acontecer, vou ficar sem alimento e acabar morrendo
32 de fome.
33 Então, é isso mesmo. Estou ferrado.
*Sol 6 – região de Marte onde pousou a aeronave da missão Ares 3.
**Hab - espécie de casa desenvolvida no Centro Espacial Lyndon Johnson - NASA (Estados Unidos da América) para servir de abrigo a exploradores em condições hostis e extremas.
Disponível em https://nerdking.net.br/wp-content/uploads/2017/06/Perdido-em-Marte-Andy-Weir.pdf. Acesso em 25 Out 18 – Páginas 11 e 15
10. “O restante da tripulação certamente achou que eu tivesse morrido, e não posso culpá-los” (L. 6-7). A partícula em destaque, na frase retirada do Texto 3, refere-se aos
![]()
TEXTO 3
“Perdido em Marte”, do escritor norte-americano Andy Weir, narra a história do astronauta Mark Watney, tripulante da missão Ares 3, de exploração a Marte. Já em solo marciano, a tripulação da Ares 3 é surpreendida por uma forte tempestade de areia. A missão é então suspensa e a tripulação vai embora, não levando Mark, certa de que ele tinha morrido em um terrível acidente. Ele estava apenas desacordado.
Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que estava vivo.
PERDIDO EM MARTE
CAPÍTULO 1
DIÁRIO DE BORDO: SOL 6
01 Estou ferrado.
02 Essa é a minha opinião abalizada.
03 Ferrado. Seis dias após o início daqueles que deveriam ser os dois meses mais importantes da
04 minha vida, tudo se tornou um pesadelo.
05 Nem sei quem vai ler isto. Acho que alguém vai acabar encontrando. Talvez daqui a cem anos.
06 Que fique registrado: não morri em Sol 6*. O restante da tripulação certamente achou que eu
07 tivesse morrido, e não posso culpá-los. Talvez decretem um dia de luto nacional em minha
08 homenagem e minha página na Wikipédia vá dizer: “Mark Watney foi o único ser humano que morreu
09 em Marte.”
10 E, provavelmente, isso estará correto. Porque, sem dúvida, vou morrer aqui. Só que não em
11 Sol 6, como todo mundo está achando.
12 Vejamos... por onde começar?
13 O Programa Ares. A humanidade voltando-se para Marte com o intuito de mandar pessoas para
14 outro planeta pela primeira vez e expandir o horizonte da raça humana, blá-blá-blá. Os tripulantes da
15 Ares 1 fizeram o que tinham de fazer e voltaram como heróis. Foram recebidos com desfiles,
16 conquistaram a fama e o amor do mundo inteiro.
17 A Ares 2 fez a mesma coisa, em outro local de Marte. Receberam um aperto de mão firme e uma
18 xícara de café ao chegar em casa.
19 A Ares 3. Bem, essa foi minha missão. Certo, não exatamente minha. A comandante Lewis era a
20 responsável. Eu era apenas um dos tripulantes. Só ficaria “no comando” da missão se fosse a última
21 pessoa que restasse.
22 Quem diria?... Estou no comando.
23 Fico me perguntando se este diário será recuperado antes que o restante da tripulação morra de
24 velhice. Imagino que tenham voltado à Terra sãos e salvos. Pessoal, se estiverem lendo isto: a culpa
25 não foi sua. Vocês fizeram o que tinham de fazer. No seu lugar, eu teria feito a mesma coisa. Não os
26 culpo e fico feliz que tenham sobrevivido.
27 [...]
28 Então, esta é a situação: estou perdido em Marte. Não tenho como me comunicar com a Hermes
29 nem com a Terra. Todos acham que estou morto. Estou em um Hab** projetado para durar 31 dias.
30 Se o oxigenador quebrar, vou sufocar. Se o reaproveitador de água quebrar, vou morrer de sede.
31 Se o Hab se romper, vou explodir. Se nada disso acontecer, vou ficar sem alimento e acabar morrendo
32 de fome.
33 Então, é isso mesmo. Estou ferrado.
*Sol 6 – região de Marte onde pousou a aeronave da missão Ares 3.
**Hab - espécie de casa desenvolvida no Centro Espacial Lyndon Johnson - NASA (Estados Unidos da América) para servir de abrigo a exploradores em condições hostis e extremas.
Disponível em https://nerdking.net.br/wp-content/uploads/2017/06/Perdido-em-Marte-Andy-Weir.pdf. Acesso em 25 Out 18 – Páginas 11 e 15
11. Entre as linhas 13 e 18 do Texto 3, Mark relata a recepção que as tripulações das missões Ares 1 e 2 receberam ao regressarem à Terra. As diferentes manifestações para cada missão atestam queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 3
“Perdido em Marte”, do escritor norte-americano Andy Weir, narra a história do astronauta Mark Watney, tripulante da missão Ares 3, de exploração a Marte. Já em solo marciano, a tripulação da Ares 3 é surpreendida por uma forte tempestade de areia. A missão é então suspensa e a tripulação vai embora, não levando Mark, certa de que ele tinha morrido em um terrível acidente. Ele estava apenas desacordado.
Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que estava vivo.
PERDIDO EM MARTE
CAPÍTULO 1
DIÁRIO DE BORDO: SOL 6
01 Estou ferrado.
02 Essa é a minha opinião abalizada.
03 Ferrado. Seis dias após o início daqueles que deveriam ser os dois meses mais importantes da
04 minha vida, tudo se tornou um pesadelo.
05 Nem sei quem vai ler isto. Acho que alguém vai acabar encontrando. Talvez daqui a cem anos.
06 Que fique registrado: não morri em Sol 6*. O restante da tripulação certamente achou que eu
07 tivesse morrido, e não posso culpá-los. Talvez decretem um dia de luto nacional em minha
08 homenagem e minha página na Wikipédia vá dizer: “Mark Watney foi o único ser humano que morreu
09 em Marte.”
10 E, provavelmente, isso estará correto. Porque, sem dúvida, vou morrer aqui. Só que não em
11 Sol 6, como todo mundo está achando.
12 Vejamos... por onde começar?
13 O Programa Ares. A humanidade voltando-se para Marte com o intuito de mandar pessoas para
14 outro planeta pela primeira vez e expandir o horizonte da raça humana, blá-blá-blá. Os tripulantes da
15 Ares 1 fizeram o que tinham de fazer e voltaram como heróis. Foram recebidos com desfiles,
16 conquistaram a fama e o amor do mundo inteiro.
17 A Ares 2 fez a mesma coisa, em outro local de Marte. Receberam um aperto de mão firme e uma
18 xícara de café ao chegar em casa.
19 A Ares 3. Bem, essa foi minha missão. Certo, não exatamente minha. A comandante Lewis era a
20 responsável. Eu era apenas um dos tripulantes. Só ficaria “no comando” da missão se fosse a última
21 pessoa que restasse.
22 Quem diria?... Estou no comando.
23 Fico me perguntando se este diário será recuperado antes que o restante da tripulação morra de
24 velhice. Imagino que tenham voltado à Terra sãos e salvos. Pessoal, se estiverem lendo isto: a culpa
25 não foi sua. Vocês fizeram o que tinham de fazer. No seu lugar, eu teria feito a mesma coisa. Não os
26 culpo e fico feliz que tenham sobrevivido.
27 [...]
28 Então, esta é a situação: estou perdido em Marte. Não tenho como me comunicar com a Hermes
29 nem com a Terra. Todos acham que estou morto. Estou em um Hab** projetado para durar 31 dias.
30 Se o oxigenador quebrar, vou sufocar. Se o reaproveitador de água quebrar, vou morrer de sede.
31 Se o Hab se romper, vou explodir. Se nada disso acontecer, vou ficar sem alimento e acabar morrendo
32 de fome.
33 Então, é isso mesmo. Estou ferrado.
*Sol 6 – região de Marte onde pousou a aeronave da missão Ares 3.
**Hab - espécie de casa desenvolvida no Centro Espacial Lyndon Johnson - NASA (Estados Unidos da América) para servir de abrigo a exploradores em condições hostis e extremas.
Disponível em https://nerdking.net.br/wp-content/uploads/2017/06/Perdido-em-Marte-Andy-Weir.pdf. Acesso em 25 Out 18 – Páginas 11 e 15
12. “Se o oxigenador quebrar, vou sufocar. Se o reaproveitador de água quebrar, vou morrer de sede. Se o Hab se romper, vou explodir. Se nada disso acontecer, vou ficar sem alimento e acabar morrendo de fome” (L. 30-32). A partícula SE repete-se 4 vezes no trecho destacado do Texto 3. Mark a utiliza em sua narrativa para dar às suas preocupações a ideia de queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 3
“Perdido em Marte”, do escritor norte-americano Andy Weir, narra a história do astronauta Mark Watney, tripulante da missão Ares 3, de exploração a Marte. Já em solo marciano, a tripulação da Ares 3 é surpreendida por uma forte tempestade de areia. A missão é então suspensa e a tripulação vai embora, não levando Mark, certa de que ele tinha morrido em um terrível acidente. Ele estava apenas desacordado.
Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que estava vivo.
PERDIDO EM MARTE
CAPÍTULO 1
DIÁRIO DE BORDO: SOL 6
01 Estou ferrado.
02 Essa é a minha opinião abalizada.
03 Ferrado. Seis dias após o início daqueles que deveriam ser os dois meses mais importantes da
04 minha vida, tudo se tornou um pesadelo.
05 Nem sei quem vai ler isto. Acho que alguém vai acabar encontrando. Talvez daqui a cem anos.
06 Que fique registrado: não morri em Sol 6*. O restante da tripulação certamente achou que eu
07 tivesse morrido, e não posso culpá-los. Talvez decretem um dia de luto nacional em minha
08 homenagem e minha página na Wikipédia vá dizer: “Mark Watney foi o único ser humano que morreu
09 em Marte.”
10 E, provavelmente, isso estará correto. Porque, sem dúvida, vou morrer aqui. Só que não em
11 Sol 6, como todo mundo está achando.
12 Vejamos... por onde começar?
13 O Programa Ares. A humanidade voltando-se para Marte com o intuito de mandar pessoas para
14 outro planeta pela primeira vez e expandir o horizonte da raça humana, blá-blá-blá. Os tripulantes da
15 Ares 1 fizeram o que tinham de fazer e voltaram como heróis. Foram recebidos com desfiles,
16 conquistaram a fama e o amor do mundo inteiro.
17 A Ares 2 fez a mesma coisa, em outro local de Marte. Receberam um aperto de mão firme e uma
18 xícara de café ao chegar em casa.
19 A Ares 3. Bem, essa foi minha missão. Certo, não exatamente minha. A comandante Lewis era a
20 responsável. Eu era apenas um dos tripulantes. Só ficaria “no comando” da missão se fosse a última
21 pessoa que restasse.
22 Quem diria?... Estou no comando.
23 Fico me perguntando se este diário será recuperado antes que o restante da tripulação morra de
24 velhice. Imagino que tenham voltado à Terra sãos e salvos. Pessoal, se estiverem lendo isto: a culpa
25 não foi sua. Vocês fizeram o que tinham de fazer. No seu lugar, eu teria feito a mesma coisa. Não os
26 culpo e fico feliz que tenham sobrevivido.
27 [...]
28 Então, esta é a situação: estou perdido em Marte. Não tenho como me comunicar com a Hermes
29 nem com a Terra. Todos acham que estou morto. Estou em um Hab** projetado para durar 31 dias.
30 Se o oxigenador quebrar, vou sufocar. Se o reaproveitador de água quebrar, vou morrer de sede.
31 Se o Hab se romper, vou explodir. Se nada disso acontecer, vou ficar sem alimento e acabar morrendo
32 de fome.
33 Então, é isso mesmo. Estou ferrado.
*Sol 6 – região de Marte onde pousou a aeronave da missão Ares 3.
**Hab - espécie de casa desenvolvida no Centro Espacial Lyndon Johnson - NASA (Estados Unidos da América) para servir de abrigo a exploradores em condições hostis e extremas.
Disponível em https://nerdking.net.br/wp-content/uploads/2017/06/Perdido-em-Marte-Andy-Weir.pdf. Acesso em 25 Out 18 – Páginas 11 e 15
13. Em: “Então, esta é a situação: estou perdido em Marte.” (L. 28). A presença do sinal de pontuação DOIS PONTOS revela que MarkResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 3
“Perdido em Marte”, do escritor norte-americano Andy Weir, narra a história do astronauta Mark Watney, tripulante da missão Ares 3, de exploração a Marte. Já em solo marciano, a tripulação da Ares 3 é surpreendida por uma forte tempestade de areia. A missão é então suspensa e a tripulação vai embora, não levando Mark, certa de que ele tinha morrido em um terrível acidente. Ele estava apenas desacordado.
Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que estava vivo.
PERDIDO EM MARTE
CAPÍTULO 1
DIÁRIO DE BORDO: SOL 6
01 Estou ferrado.
02 Essa é a minha opinião abalizada.
03 Ferrado. Seis dias após o início daqueles que deveriam ser os dois meses mais importantes da
04 minha vida, tudo se tornou um pesadelo.
05 Nem sei quem vai ler isto. Acho que alguém vai acabar encontrando. Talvez daqui a cem anos.
06 Que fique registrado: não morri em Sol 6*. O restante da tripulação certamente achou que eu
07 tivesse morrido, e não posso culpá-los. Talvez decretem um dia de luto nacional em minha
08 homenagem e minha página na Wikipédia vá dizer: “Mark Watney foi o único ser humano que morreu
09 em Marte.”
10 E, provavelmente, isso estará correto. Porque, sem dúvida, vou morrer aqui. Só que não em
11 Sol 6, como todo mundo está achando.
12 Vejamos... por onde começar?
13 O Programa Ares. A humanidade voltando-se para Marte com o intuito de mandar pessoas para
14 outro planeta pela primeira vez e expandir o horizonte da raça humana, blá-blá-blá. Os tripulantes da
15 Ares 1 fizeram o que tinham de fazer e voltaram como heróis. Foram recebidos com desfiles,
16 conquistaram a fama e o amor do mundo inteiro.
17 A Ares 2 fez a mesma coisa, em outro local de Marte. Receberam um aperto de mão firme e uma
18 xícara de café ao chegar em casa.
19 A Ares 3. Bem, essa foi minha missão. Certo, não exatamente minha. A comandante Lewis era a
20 responsável. Eu era apenas um dos tripulantes. Só ficaria “no comando” da missão se fosse a última
21 pessoa que restasse.
22 Quem diria?... Estou no comando.
23 Fico me perguntando se este diário será recuperado antes que o restante da tripulação morra de
24 velhice. Imagino que tenham voltado à Terra sãos e salvos. Pessoal, se estiverem lendo isto: a culpa
25 não foi sua. Vocês fizeram o que tinham de fazer. No seu lugar, eu teria feito a mesma coisa. Não os
26 culpo e fico feliz que tenham sobrevivido.
27 [...]
28 Então, esta é a situação: estou perdido em Marte. Não tenho como me comunicar com a Hermes
29 nem com a Terra. Todos acham que estou morto. Estou em um Hab** projetado para durar 31 dias.
30 Se o oxigenador quebrar, vou sufocar. Se o reaproveitador de água quebrar, vou morrer de sede.
31 Se o Hab se romper, vou explodir. Se nada disso acontecer, vou ficar sem alimento e acabar morrendo
32 de fome.
33 Então, é isso mesmo. Estou ferrado.
*Sol 6 – região de Marte onde pousou a aeronave da missão Ares 3.
**Hab - espécie de casa desenvolvida no Centro Espacial Lyndon Johnson - NASA (Estados Unidos da América) para servir de abrigo a exploradores em condições hostis e extremas.
Disponível em https://nerdking.net.br/wp-content/uploads/2017/06/Perdido-em-Marte-Andy-Weir.pdf. Acesso em 25 Out 18 – Páginas 11 e 15
A seguir, observe o quadrinho com o personagem Astronauta.
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14. Compare a situação apresentada no quadrinho acima com a situação de Mark perdido em Marte. O sentimento do personagem Astronauta, da Turma da Mônica, é o mesmo apresentado por Mark, no seguinte trecho do Texto 3:
A aventura dos Javalis Selvagens foi emocionante e preocupante ao mesmo tempo, mas deixou lições de vida. Mas essa não é uma história rara; ela acontece com frequência: pessoas experimentam aventuras incríveis nos mares, nas matas, nas cidades, nas montanhas. Enfim, vivem dias de extrema tensão, medo, pavor. No fim, superam tudo e tiram lições para o resto de suas vidas. E se uma aventura parecida acontecesse com você?
Escreva, então, um texto narrativo sobre uma aventura, real ou fictícia, vivida por você a qual, também, poderia ter ocasionado consequências desastrosas.
OBSERVAÇÕES:
• Dê um título para seu relato.
• O texto não deverá conter trechos dos textos da prova.
• O texto deve ter, no mínimo, 15 linhas e, no máximo, 25.
• O foco narrativo deve ser de 1ª pessoa (narrador-personagem).
• Será atribuído grau zero ao texto que não atender ao tema.
• O texto não deverá conter discurso direto.
• Para efeito de avaliação, só será considerado o que você escrever, com caneta de tinta azul ou preta, na FOLHA DE REDAÇÃO DEFINITIVA.
• Não faça qualquer marcação na folha de redação, além do texto.
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15. LEIA ATENTAMENTE A PROPOSTA QUE SEGUE E PRODUZA UM TEXTO, ATENDENDO AS ORIENTAÇÕES APRESENTADAS.