← Voltar para a lista de provas Colégio Militar do Rio de Janeiro · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental 21 questões nesta prova · página 1 de 2 · 20 com gabarito Gabarito disponível Ela já tinha tudo e não sabia mais o que pedir. A princesa já tinha todos os brinquedos sugeridos. Quando diz 'Agora eu quero uma coisa diferente', pede o elefante só porque nada mais lhe resta a pedir. B) O texto não diz que ela gosta de animais exóticos. C) Não se fala em zoológico. D) Não há interesse em aprender. E) Ela não quer dar carinho; quer um brinquedo e se irrita quando o elefante não brinca. Referência: Interpretação textual. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A maiúscula transforma 'elefante' em nome próprio, dando identidade ao animal. Ao longo do conto o elefante deixa de ser objeto de desejo e ganha voz, sentimentos e vontade, como uma pessoa. A inicial maiúscula marca essa personificação: 'Elefante' passa a funcionar como nome de personagem. B) A mudança não vai de caracterização a nome por escolha de alguém; é o efeito de dar identidade ao animal, e o enunciado correto é a A. C) Ele passa a ser personagem, não 'coisa'. D) Os reis não nomearam o animal. E) Não há ideia de melhor amigo. Referência: Semântica: substantivo comum e próprio; personificação. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível 'Seu' refere-se à princesa Arabela. Em 'Quando ela abriu os olhos, seu presente já estava lá', o pronome 'seu' retoma Arabela, a dona do aniversário e do presente. A) 'Você' refere-se à princesa, que é a interlocutora, e não à rainha. C) 'Isso' retoma a atitude de chorar de Elefante, mas a fala é da princesa, e a alternativa erra ao dizer que retoma a 'fala' de Elefante. D) 'Este' é demonstrativo de outro bicho, não de elefante. E) 'Eles' retoma Elefante e Arabela, não o rei e a rainha. Referência: Coesão referencial (pronomes). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A filha do Elefante também é caprichosa, como Arabela. A elefantinha comemora ter 'trazido de presente' uma princesinha de verdade, o que mostra que ela também age como criança mimada e autoritária. O final inverte a situação: o Elefante tem uma filha igual a Arabela. A) O Elefante queria voltar para casa e não se comoveu com a princesa. B) Nada no texto o mostra ingênuo; ele chora porque quer ir para casa. C) Arabela só devolve o Elefante para ele parar de chorar e logo pede outros bichos, sem sensibilização real. E) Não há essa percepção; ela continua querendo outros animais. Referência: Interpretação textual. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível A princesa, que quer tudo, acaba sem o elefante e vira o 'presente' de outra. Arabela pede tudo o que vê e, no fim, perde o elefante e se torna o presente de outra criança. Isso ilustra o ditado 'Quem tudo quer nada tem', porque a ambição desmedida leva à perda. B) Fala de aceitar presentes sem reclamar, o que não é a lição do conto. C) Fala de quem teve experiência ruim e passa a temer, o que não ocorre. D) Fala de vantagem relativa em meio a carências, o que não se aplica. E) Fala de quem não tem o que oferece, o que não se aplica. Referência: Interpretação textual e provérbios populares. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O sufixo -inho em 'sujeitinho' indica depreciação. Em 'um sujeitinho muito mal-educado, mimado', o diminutivo não indica tamanho nem carinho. Ele expressa desprezo e crítica ao príncipe, que é o valor depreciativo descrito por Bechara. A) 'Bonzinho' tem tom afetivo/irônico e reforça a bondade do rei; não indica desprezo. C) 'Roxinhos' intensifica a cor, pois a criança fica bem roxa, e não indica tamanho. D) 'Filhinho' traz ironia e afetividade nas falas das mães, não intensidade. E) 'Reizinho' é depreciativo, pois critica o rei mandão, e não é afetivo. Referência: Bechara, Moderna Gramática Portuguesa (grau do substantivo). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Texto I: 3ª pessoa, narrador observador; Texto II: 1ª pessoa, narrador-personagem secundário. No Texto I, o narrador conta a história de fora, na 3ª pessoa ('Era uma vez uma princesinha...'), sem participar, ou seja, é observador. No Texto II, o narrador usa a 1ª pessoa ('Eu vou contar pra vocês', 'Eu tenho uma porção de amigos assim') e não é o protagonista, que é o reizinho, então é personagem secundário. A) Errada: o narrador do Texto II não é o personagem principal. B) Errada: o narrador do Texto I não é personagem e o do II não é o principal. C) Errada: o narrador do Texto I não é personagem. D) Errada: o Texto I está na 3ª pessoa e o Texto II na 1ª, e não o inverso. Referência: Foco narrativo: narrador observador e narrador-personagem. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Sequência correta: F – V – F – F – V. 1) F: a culpa não é do pipoqueiro, a questão é a falta de limites da mãe. 2) V: a mãe não sabe dizer não. 3) F: o jornalista, com 'Ah, bom!', ironiza o pedido. 4) F: a mãe pediu à direção da escola, e não ao jornalista. 5) V: ele usa ironia para criticar a mãe. A, B e C: marcam como verdadeira a 3ª (ou a 4ª) afirmativa, o que contradiz a ironia do texto. D: marca a 5ª como falsa, mas há ironia no 'Madame não educa' e no 'Ah, bom!'. Referência: Interpretação de texto: ironia e inferência. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Madame' é usada com ironia, o que reflete crítica social. No título 'Madame não educa', o termo, ligado a mulher de classe alta, é usado de forma irônica para criticar a mãe que não sabe impor limites ao filho e pede que a escola proíba o pipoqueiro. Trata-se de crítica social, e não de elogio nem de simples tratamento. A) Não indica faixa etária. C) Não é elogio, e sim ironia. D) Não se restringe a dona de casa. E) Não é tratamento respeitoso, é crítica. Referência: Semântica e efeitos de sentido: ironia. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponívelCMRJ — Concurso de Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental 2018/2019 — Prova de Português
TEXTO I
Princesa Arabela, mimada que só ela!
Mylo Freeman
(1) Era uma vez uma princesinha chamada Arabela. Ela morava num grande palácio
com seu pai e sua mãe: o rei e a rainha. O dia do seu aniversário estava chegando. Mas
o que se pode dar a uma princesinha que tem tudo?
– Minha querida Arabelinha, o que você quer ganhar de presente? – perguntou o
(5) rei. A princesa Arabela pensou... Pensou...
– O que você acha de um par de patins com rubis nas rodas? – sugeriu a rainha.
– Eu já tenho – respondeu a princesa Arabela.
– E uma bicicleta dourada? – eu já tenho – respondeu a princesa.
– E um ratinho de pelúcia gostoso de abraçar?
(10) – Eu já tenho – respondeu a princesa.
– E uma zebra de balanço?
– Já tenho.
– E um joguinho de chá? E um carrinho de boneca? E um...
– Eu já tenho tudo isso! – exclamou a princesa. – Agora eu quero uma coisa
(15) diferente. Eu quero... Um elefante!
– Um elê o quê? – gritou a rainha.
– Xiiii... Murmurou o rei. – Onde vamos encontrar um animal desses?
– E quem vai deixar que ele fique conosco?
A princesa Arabela nem quis saber das dificuldades. Ela queria um elefante.
(20) No dia seguinte, o rei ordenou a seus servos que fossem procurar um elefante.
Os servos procuraram por sete dias e sete noites. Voltaram no oitavo dia. Com
um elefante.
Finalmente chegou o grande dia do aniversário da princesa Arabela.
Quando ela abriu os olhos de manhã, seu presente já estava lá. Arabela dançou
(25) de alegria em volta do elefante.
– Eu vou brincar com ele agora mesmo! – ela disse, toda contente. Venha,
Elefante, sente-se aqui!
Elefante ficou parado, triste, olhando para frente.
– Ei, você é o meu presente, tem que brincar comigo! – gritou Arabela,
(30) impaciente.
Mas Elefante nem se mexeu. Uma grande lágrima escorreu devagar pela sua
tromba. E mais uma, e mais outra. Não demorou muito, e a princesa Arabela estava num
lago de lágrimas que alcançava seus tornozelos.
– Pare com isso, senão eu acabo me afogando! – ela disse.
(35) – Quero ir pra casa! – soluçava Elefante. – Por favor, leve-me de volta. – Não
posso, você é meu presente – protestou a princesa. Mas quando Elefante começou a
soluçar de novo, ela gritou depressa: – Por favor, pare de chorar. Eu vou levar você de
volta agora mesmo!
Pelo caminho, a princesa Arabela viu uma porção de bichos diferentes.
(40) – Eu quero este, e aquele, e aquele outro também! Elefante foi andando
depressa... Quando finalmente chegaram ao lugar onde Elefante morava, uma
elefantinha correu em direção a eles.
– Mamãe! Você chegou bem na hora! E trouxe meu presente com você!
– Sim, filhinha – Elefante respondeu.
(45) – E é justamente o que você sempre quis: uma princesinha de verdade!
FREEMAN, Mylo. Princesa Arabela, mimada que só ela! Tradução Ruth Salles. Coleção Giramundo. São Paulo: Editora Ática, 2008.
A princesa Arabela pede de presente um elefante porqueResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
Princesa Arabela, mimada que só ela!
Mylo Freeman
(1) Era uma vez uma princesinha chamada Arabela. Ela morava num grande palácio
com seu pai e sua mãe: o rei e a rainha. O dia do seu aniversário estava chegando. Mas
o que se pode dar a uma princesinha que tem tudo?
– Minha querida Arabelinha, o que você quer ganhar de presente? – perguntou o
(5) rei. A princesa Arabela pensou... Pensou...
– O que você acha de um par de patins com rubis nas rodas? – sugeriu a rainha.
– Eu já tenho – respondeu a princesa Arabela.
– E uma bicicleta dourada? – eu já tenho – respondeu a princesa.
– E um ratinho de pelúcia gostoso de abraçar?
(10) – Eu já tenho – respondeu a princesa.
– E uma zebra de balanço?
– Já tenho.
– E um joguinho de chá? E um carrinho de boneca? E um...
– Eu já tenho tudo isso! – exclamou a princesa. – Agora eu quero uma coisa
(15) diferente. Eu quero... Um elefante!
– Um elê o quê? – gritou a rainha.
– Xiiii... Murmurou o rei. – Onde vamos encontrar um animal desses?
– E quem vai deixar que ele fique conosco?
A princesa Arabela nem quis saber das dificuldades. Ela queria um elefante.
(20) No dia seguinte, o rei ordenou a seus servos que fossem procurar um elefante.
Os servos procuraram por sete dias e sete noites. Voltaram no oitavo dia. Com
um elefante.
Finalmente chegou o grande dia do aniversário da princesa Arabela.
Quando ela abriu os olhos de manhã, seu presente já estava lá. Arabela dançou
(25) de alegria em volta do elefante.
– Eu vou brincar com ele agora mesmo! – ela disse, toda contente. Venha,
Elefante, sente-se aqui!
Elefante ficou parado, triste, olhando para frente.
– Ei, você é o meu presente, tem que brincar comigo! – gritou Arabela,
(30) impaciente.
Mas Elefante nem se mexeu. Uma grande lágrima escorreu devagar pela sua
tromba. E mais uma, e mais outra. Não demorou muito, e a princesa Arabela estava num
lago de lágrimas que alcançava seus tornozelos.
– Pare com isso, senão eu acabo me afogando! – ela disse.
(35) – Quero ir pra casa! – soluçava Elefante. – Por favor, leve-me de volta. – Não
posso, você é meu presente – protestou a princesa. Mas quando Elefante começou a
soluçar de novo, ela gritou depressa: – Por favor, pare de chorar. Eu vou levar você de
volta agora mesmo!
Pelo caminho, a princesa Arabela viu uma porção de bichos diferentes.
(40) – Eu quero este, e aquele, e aquele outro também! Elefante foi andando
depressa... Quando finalmente chegaram ao lugar onde Elefante morava, uma
elefantinha correu em direção a eles.
– Mamãe! Você chegou bem na hora! E trouxe meu presente com você!
– Sim, filhinha – Elefante respondeu.
(45) – E é justamente o que você sempre quis: uma princesinha de verdade!
FREEMAN, Mylo. Princesa Arabela, mimada que só ela! Tradução Ruth Salles. Coleção Giramundo. São Paulo: Editora Ática, 2008.
Os sentidos das palavras são construídos de acordo com o contexto em que são empregadas. A troca da letra minúscula na palavra elefante pela letra maiúscula em Elefante, no decorrer do texto, expressa queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
Princesa Arabela, mimada que só ela!
Mylo Freeman
(1) Era uma vez uma princesinha chamada Arabela. Ela morava num grande palácio
com seu pai e sua mãe: o rei e a rainha. O dia do seu aniversário estava chegando. Mas
o que se pode dar a uma princesinha que tem tudo?
– Minha querida Arabelinha, o que você quer ganhar de presente? – perguntou o
(5) rei. A princesa Arabela pensou... Pensou...
– O que você acha de um par de patins com rubis nas rodas? – sugeriu a rainha.
– Eu já tenho – respondeu a princesa Arabela.
– E uma bicicleta dourada? – eu já tenho – respondeu a princesa.
– E um ratinho de pelúcia gostoso de abraçar?
(10) – Eu já tenho – respondeu a princesa.
– E uma zebra de balanço?
– Já tenho.
– E um joguinho de chá? E um carrinho de boneca? E um...
– Eu já tenho tudo isso! – exclamou a princesa. – Agora eu quero uma coisa
(15) diferente. Eu quero... Um elefante!
– Um elê o quê? – gritou a rainha.
– Xiiii... Murmurou o rei. – Onde vamos encontrar um animal desses?
– E quem vai deixar que ele fique conosco?
A princesa Arabela nem quis saber das dificuldades. Ela queria um elefante.
(20) No dia seguinte, o rei ordenou a seus servos que fossem procurar um elefante.
Os servos procuraram por sete dias e sete noites. Voltaram no oitavo dia. Com
um elefante.
Finalmente chegou o grande dia do aniversário da princesa Arabela.
Quando ela abriu os olhos de manhã, seu presente já estava lá. Arabela dançou
(25) de alegria em volta do elefante.
– Eu vou brincar com ele agora mesmo! – ela disse, toda contente. Venha,
Elefante, sente-se aqui!
Elefante ficou parado, triste, olhando para frente.
– Ei, você é o meu presente, tem que brincar comigo! – gritou Arabela,
(30) impaciente.
Mas Elefante nem se mexeu. Uma grande lágrima escorreu devagar pela sua
tromba. E mais uma, e mais outra. Não demorou muito, e a princesa Arabela estava num
lago de lágrimas que alcançava seus tornozelos.
– Pare com isso, senão eu acabo me afogando! – ela disse.
(35) – Quero ir pra casa! – soluçava Elefante. – Por favor, leve-me de volta. – Não
posso, você é meu presente – protestou a princesa. Mas quando Elefante começou a
soluçar de novo, ela gritou depressa: – Por favor, pare de chorar. Eu vou levar você de
volta agora mesmo!
Pelo caminho, a princesa Arabela viu uma porção de bichos diferentes.
(40) – Eu quero este, e aquele, e aquele outro também! Elefante foi andando
depressa... Quando finalmente chegaram ao lugar onde Elefante morava, uma
elefantinha correu em direção a eles.
– Mamãe! Você chegou bem na hora! E trouxe meu presente com você!
– Sim, filhinha – Elefante respondeu.
(45) – E é justamente o que você sempre quis: uma princesinha de verdade!
FREEMAN, Mylo. Princesa Arabela, mimada que só ela! Tradução Ruth Salles. Coleção Giramundo. São Paulo: Editora Ática, 2008.
“– Eu já tenho tudo isso! – exclamou a princesa.” (l. 14) A palavra sublinhada indica que a princesa
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TEXTO I
Princesa Arabela, mimada que só ela!
Mylo Freeman
(1) Era uma vez uma princesinha chamada Arabela. Ela morava num grande palácio
com seu pai e sua mãe: o rei e a rainha. O dia do seu aniversário estava chegando. Mas
o que se pode dar a uma princesinha que tem tudo?
– Minha querida Arabelinha, o que você quer ganhar de presente? – perguntou o
(5) rei. A princesa Arabela pensou... Pensou...
– O que você acha de um par de patins com rubis nas rodas? – sugeriu a rainha.
– Eu já tenho – respondeu a princesa Arabela.
– E uma bicicleta dourada? – eu já tenho – respondeu a princesa.
– E um ratinho de pelúcia gostoso de abraçar?
(10) – Eu já tenho – respondeu a princesa.
– E uma zebra de balanço?
– Já tenho.
– E um joguinho de chá? E um carrinho de boneca? E um...
– Eu já tenho tudo isso! – exclamou a princesa. – Agora eu quero uma coisa
(15) diferente. Eu quero... Um elefante!
– Um elê o quê? – gritou a rainha.
– Xiiii... Murmurou o rei. – Onde vamos encontrar um animal desses?
– E quem vai deixar que ele fique conosco?
A princesa Arabela nem quis saber das dificuldades. Ela queria um elefante.
(20) No dia seguinte, o rei ordenou a seus servos que fossem procurar um elefante.
Os servos procuraram por sete dias e sete noites. Voltaram no oitavo dia. Com
um elefante.
Finalmente chegou o grande dia do aniversário da princesa Arabela.
Quando ela abriu os olhos de manhã, seu presente já estava lá. Arabela dançou
(25) de alegria em volta do elefante.
– Eu vou brincar com ele agora mesmo! – ela disse, toda contente. Venha,
Elefante, sente-se aqui!
Elefante ficou parado, triste, olhando para frente.
– Ei, você é o meu presente, tem que brincar comigo! – gritou Arabela,
(30) impaciente.
Mas Elefante nem se mexeu. Uma grande lágrima escorreu devagar pela sua
tromba. E mais uma, e mais outra. Não demorou muito, e a princesa Arabela estava num
lago de lágrimas que alcançava seus tornozelos.
– Pare com isso, senão eu acabo me afogando! – ela disse.
(35) – Quero ir pra casa! – soluçava Elefante. – Por favor, leve-me de volta. – Não
posso, você é meu presente – protestou a princesa. Mas quando Elefante começou a
soluçar de novo, ela gritou depressa: – Por favor, pare de chorar. Eu vou levar você de
volta agora mesmo!
Pelo caminho, a princesa Arabela viu uma porção de bichos diferentes.
(40) – Eu quero este, e aquele, e aquele outro também! Elefante foi andando
depressa... Quando finalmente chegaram ao lugar onde Elefante morava, uma
elefantinha correu em direção a eles.
– Mamãe! Você chegou bem na hora! E trouxe meu presente com você!
– Sim, filhinha – Elefante respondeu.
(45) – E é justamente o que você sempre quis: uma princesinha de verdade!
FREEMAN, Mylo. Princesa Arabela, mimada que só ela! Tradução Ruth Salles. Coleção Giramundo. São Paulo: Editora Ática, 2008.
Algumas palavras substituem outros termos ou expressões do texto, estabelecendo ligações entre as partes e evitando repetições. Marque a alternativa cuja análise do elemento coesivo esteja adequada.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
Princesa Arabela, mimada que só ela!
Mylo Freeman
(1) Era uma vez uma princesinha chamada Arabela. Ela morava num grande palácio
com seu pai e sua mãe: o rei e a rainha. O dia do seu aniversário estava chegando. Mas
o que se pode dar a uma princesinha que tem tudo?
– Minha querida Arabelinha, o que você quer ganhar de presente? – perguntou o
(5) rei. A princesa Arabela pensou... Pensou...
– O que você acha de um par de patins com rubis nas rodas? – sugeriu a rainha.
– Eu já tenho – respondeu a princesa Arabela.
– E uma bicicleta dourada? – eu já tenho – respondeu a princesa.
– E um ratinho de pelúcia gostoso de abraçar?
(10) – Eu já tenho – respondeu a princesa.
– E uma zebra de balanço?
– Já tenho.
– E um joguinho de chá? E um carrinho de boneca? E um...
– Eu já tenho tudo isso! – exclamou a princesa. – Agora eu quero uma coisa
(15) diferente. Eu quero... Um elefante!
– Um elê o quê? – gritou a rainha.
– Xiiii... Murmurou o rei. – Onde vamos encontrar um animal desses?
– E quem vai deixar que ele fique conosco?
A princesa Arabela nem quis saber das dificuldades. Ela queria um elefante.
(20) No dia seguinte, o rei ordenou a seus servos que fossem procurar um elefante.
Os servos procuraram por sete dias e sete noites. Voltaram no oitavo dia. Com
um elefante.
Finalmente chegou o grande dia do aniversário da princesa Arabela.
Quando ela abriu os olhos de manhã, seu presente já estava lá. Arabela dançou
(25) de alegria em volta do elefante.
– Eu vou brincar com ele agora mesmo! – ela disse, toda contente. Venha,
Elefante, sente-se aqui!
Elefante ficou parado, triste, olhando para frente.
– Ei, você é o meu presente, tem que brincar comigo! – gritou Arabela,
(30) impaciente.
Mas Elefante nem se mexeu. Uma grande lágrima escorreu devagar pela sua
tromba. E mais uma, e mais outra. Não demorou muito, e a princesa Arabela estava num
lago de lágrimas que alcançava seus tornozelos.
– Pare com isso, senão eu acabo me afogando! – ela disse.
(35) – Quero ir pra casa! – soluçava Elefante. – Por favor, leve-me de volta. – Não
posso, você é meu presente – protestou a princesa. Mas quando Elefante começou a
soluçar de novo, ela gritou depressa: – Por favor, pare de chorar. Eu vou levar você de
volta agora mesmo!
Pelo caminho, a princesa Arabela viu uma porção de bichos diferentes.
(40) – Eu quero este, e aquele, e aquele outro também! Elefante foi andando
depressa... Quando finalmente chegaram ao lugar onde Elefante morava, uma
elefantinha correu em direção a eles.
– Mamãe! Você chegou bem na hora! E trouxe meu presente com você!
– Sim, filhinha – Elefante respondeu.
(45) – E é justamente o que você sempre quis: uma princesinha de verdade!
FREEMAN, Mylo. Princesa Arabela, mimada que só ela! Tradução Ruth Salles. Coleção Giramundo. São Paulo: Editora Ática, 2008.
“– Mamãe! Você chegou bem na hora! E trouxe meu presente com você!
– Sim, filhinha – Elefante respondeu.
– E é justamente o que você sempre quis: uma princesinha de verdade!” (l. 43-45)
Como ocorre em muitas histórias infantis, o final é inesperado. Observando o trecho destacado acima, percebe-se queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
Princesa Arabela, mimada que só ela!
Mylo Freeman
(1) Era uma vez uma princesinha chamada Arabela. Ela morava num grande palácio
com seu pai e sua mãe: o rei e a rainha. O dia do seu aniversário estava chegando. Mas
o que se pode dar a uma princesinha que tem tudo?
– Minha querida Arabelinha, o que você quer ganhar de presente? – perguntou o
(5) rei. A princesa Arabela pensou... Pensou...
– O que você acha de um par de patins com rubis nas rodas? – sugeriu a rainha.
– Eu já tenho – respondeu a princesa Arabela.
– E uma bicicleta dourada? – eu já tenho – respondeu a princesa.
– E um ratinho de pelúcia gostoso de abraçar?
(10) – Eu já tenho – respondeu a princesa.
– E uma zebra de balanço?
– Já tenho.
– E um joguinho de chá? E um carrinho de boneca? E um...
– Eu já tenho tudo isso! – exclamou a princesa. – Agora eu quero uma coisa
(15) diferente. Eu quero... Um elefante!
– Um elê o quê? – gritou a rainha.
– Xiiii... Murmurou o rei. – Onde vamos encontrar um animal desses?
– E quem vai deixar que ele fique conosco?
A princesa Arabela nem quis saber das dificuldades. Ela queria um elefante.
(20) No dia seguinte, o rei ordenou a seus servos que fossem procurar um elefante.
Os servos procuraram por sete dias e sete noites. Voltaram no oitavo dia. Com
um elefante.
Finalmente chegou o grande dia do aniversário da princesa Arabela.
Quando ela abriu os olhos de manhã, seu presente já estava lá. Arabela dançou
(25) de alegria em volta do elefante.
– Eu vou brincar com ele agora mesmo! – ela disse, toda contente. Venha,
Elefante, sente-se aqui!
Elefante ficou parado, triste, olhando para frente.
– Ei, você é o meu presente, tem que brincar comigo! – gritou Arabela,
(30) impaciente.
Mas Elefante nem se mexeu. Uma grande lágrima escorreu devagar pela sua
tromba. E mais uma, e mais outra. Não demorou muito, e a princesa Arabela estava num
lago de lágrimas que alcançava seus tornozelos.
– Pare com isso, senão eu acabo me afogando! – ela disse.
(35) – Quero ir pra casa! – soluçava Elefante. – Por favor, leve-me de volta. – Não
posso, você é meu presente – protestou a princesa. Mas quando Elefante começou a
soluçar de novo, ela gritou depressa: – Por favor, pare de chorar. Eu vou levar você de
volta agora mesmo!
Pelo caminho, a princesa Arabela viu uma porção de bichos diferentes.
(40) – Eu quero este, e aquele, e aquele outro também! Elefante foi andando
depressa... Quando finalmente chegaram ao lugar onde Elefante morava, uma
elefantinha correu em direção a eles.
– Mamãe! Você chegou bem na hora! E trouxe meu presente com você!
– Sim, filhinha – Elefante respondeu.
(45) – E é justamente o que você sempre quis: uma princesinha de verdade!
FREEMAN, Mylo. Princesa Arabela, mimada que só ela! Tradução Ruth Salles. Coleção Giramundo. São Paulo: Editora Ática, 2008.
No trecho, “– Ei, você é o meu presente, tem que brincar comigo! – gritou Arabela, impaciente.” (l. 29-30), Arabela mostra-se autoritária. A opção que pode substituir o que está sublinhado acima, mantendo o mesmo tom autoritário expresso pela princesa é
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TEXTO I
Princesa Arabela, mimada que só ela!
Mylo Freeman
(1) Era uma vez uma princesinha chamada Arabela. Ela morava num grande palácio
com seu pai e sua mãe: o rei e a rainha. O dia do seu aniversário estava chegando. Mas
o que se pode dar a uma princesinha que tem tudo?
– Minha querida Arabelinha, o que você quer ganhar de presente? – perguntou o
(5) rei. A princesa Arabela pensou... Pensou...
– O que você acha de um par de patins com rubis nas rodas? – sugeriu a rainha.
– Eu já tenho – respondeu a princesa Arabela.
– E uma bicicleta dourada? – eu já tenho – respondeu a princesa.
– E um ratinho de pelúcia gostoso de abraçar?
(10) – Eu já tenho – respondeu a princesa.
– E uma zebra de balanço?
– Já tenho.
– E um joguinho de chá? E um carrinho de boneca? E um...
– Eu já tenho tudo isso! – exclamou a princesa. – Agora eu quero uma coisa
(15) diferente. Eu quero... Um elefante!
– Um elê o quê? – gritou a rainha.
– Xiiii... Murmurou o rei. – Onde vamos encontrar um animal desses?
– E quem vai deixar que ele fique conosco?
A princesa Arabela nem quis saber das dificuldades. Ela queria um elefante.
(20) No dia seguinte, o rei ordenou a seus servos que fossem procurar um elefante.
Os servos procuraram por sete dias e sete noites. Voltaram no oitavo dia. Com
um elefante.
Finalmente chegou o grande dia do aniversário da princesa Arabela.
Quando ela abriu os olhos de manhã, seu presente já estava lá. Arabela dançou
(25) de alegria em volta do elefante.
– Eu vou brincar com ele agora mesmo! – ela disse, toda contente. Venha,
Elefante, sente-se aqui!
Elefante ficou parado, triste, olhando para frente.
– Ei, você é o meu presente, tem que brincar comigo! – gritou Arabela,
(30) impaciente.
Mas Elefante nem se mexeu. Uma grande lágrima escorreu devagar pela sua
tromba. E mais uma, e mais outra. Não demorou muito, e a princesa Arabela estava num
lago de lágrimas que alcançava seus tornozelos.
– Pare com isso, senão eu acabo me afogando! – ela disse.
(35) – Quero ir pra casa! – soluçava Elefante. – Por favor, leve-me de volta. – Não
posso, você é meu presente – protestou a princesa. Mas quando Elefante começou a
soluçar de novo, ela gritou depressa: – Por favor, pare de chorar. Eu vou levar você de
volta agora mesmo!
Pelo caminho, a princesa Arabela viu uma porção de bichos diferentes.
(40) – Eu quero este, e aquele, e aquele outro também! Elefante foi andando
depressa... Quando finalmente chegaram ao lugar onde Elefante morava, uma
elefantinha correu em direção a eles.
– Mamãe! Você chegou bem na hora! E trouxe meu presente com você!
– Sim, filhinha – Elefante respondeu.
(45) – E é justamente o que você sempre quis: uma princesinha de verdade!
FREEMAN, Mylo. Princesa Arabela, mimada que só ela! Tradução Ruth Salles. Coleção Giramundo. São Paulo: Editora Ática, 2008.
As histórias transmitem mensagens que, muitas vezes, podem trazer ensinamentos para a nossa vida. Uma lição que se depreende do desfecho do conto da princesa Arabela está presente no seguinte ditado popular:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II
O reizinho mandão
Ruth Rocha
(1) Eu vou contar pra vocês uma história que o meu avô sempre contava.
Ele dizia que essa história aconteceu há muitos e muitos anos, num lugar muito
longe daqui.
Nesse lugar tinha um rei, daqueles que têm nas histórias. Da barba branca batendo
(5) no peito, da capa vermelha batendo no pé.
Como esse rei era rei de história, era um rei muito bonzinho, muito justo... E tudo o
que ele fazia era para o bem do povo.
Vai que esse rei morreu, porque era muito velhinho, e o príncipe, filho do rei, virou
rei daquele lugar.
(10) O príncipe era um sujeitinho muito mal-educado, mimado, destes que as mães
deles fazem todas as vontades, e eles ficam pensando que são os donos do mundo.
Eu tenho uma porção de amigos assim. Querem mandar nas brincadeiras...
Querem que a gente faça tudo o que eles gostam...
Quando a gente quer brincar de outra coisa, ficam logo zangados. Vão logo
(15) dizendo: "Não brinco mais!"
E quando as mães deles vêm ver o que aconteceu se atiram no chão e ficam
roxinhos, esperneiam e tudo.
Então as mães deles ficam achando que a gente está maltratando o filhinho delas.
Então, como eu estava contando, o tal do príncipe ficou sendo o rei daquele país.
(20) Precisa ver que reizinho chato que ele ficou! Mandão, teimoso, implicante, xereta!
Ele era tão xereta, tão mandão, que queria mandar em tudo o que acontecia no
reino.
Quando eu digo tudo, era tudo mesmo!
A diversão do reizinho era fazer leis e mais leis. E as leis que ele fazia eram as
(25) mais absurdas do mundo.
Olhem só esta lei:
"Fica terminantemente proibido cortar a unha do dedão do pé direito em noite de
lua cheia!"
Agora, por que é que o reizinho queria mandar no dedão das pessoas, isso ninguém
(30) jamais vai saber.
Outra lei que ele fez:
"É proibido dormir de gorro na primeira quarta-feira do mês".
Agora, por que é que ele inventou essas tolices, isso ninguém sabia.
Eu tenho a impressão de que era mesmo mania de mandar em tudo.(...)
Rocha, Ruth. O reizinho mandão. São Paulo: Quinteto Editorial, 1997.
O diminutivo “-inho”, que, em regra, expressa ideia de carinho, afetividade, pode indicar, também, além da diminuição do tamanho, intensidade maior ou menor de uma qualidade, isto é, pode indicar, por exemplo, a depreciação de um ser, “pode traduzir o nosso desprezo, a nossa crítica, o nosso pouco caso para certos objetos ou pessoas”¹. No texto II, há várias palavras usadas com o diminutivo. Marque, dentre as opções abaixo, aquela que traz a interpretação adequada da ideia representada.
¹ Bechara, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. Rio de Janeiro: Lucerna, 1999.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II
O reizinho mandão
Ruth Rocha
(1) Eu vou contar pra vocês uma história que o meu avô sempre contava.
Ele dizia que essa história aconteceu há muitos e muitos anos, num lugar muito
longe daqui.
Nesse lugar tinha um rei, daqueles que têm nas histórias. Da barba branca batendo
(5) no peito, da capa vermelha batendo no pé.
Como esse rei era rei de história, era um rei muito bonzinho, muito justo... E tudo o
que ele fazia era para o bem do povo.
Vai que esse rei morreu, porque era muito velhinho, e o príncipe, filho do rei, virou
rei daquele lugar.
(10) O príncipe era um sujeitinho muito mal-educado, mimado, destes que as mães
deles fazem todas as vontades, e eles ficam pensando que são os donos do mundo.
Eu tenho uma porção de amigos assim. Querem mandar nas brincadeiras...
Querem que a gente faça tudo o que eles gostam...
Quando a gente quer brincar de outra coisa, ficam logo zangados. Vão logo
(15) dizendo: "Não brinco mais!"
E quando as mães deles vêm ver o que aconteceu se atiram no chão e ficam
roxinhos, esperneiam e tudo.
Então as mães deles ficam achando que a gente está maltratando o filhinho delas.
Então, como eu estava contando, o tal do príncipe ficou sendo o rei daquele país.
(20) Precisa ver que reizinho chato que ele ficou! Mandão, teimoso, implicante, xereta!
Ele era tão xereta, tão mandão, que queria mandar em tudo o que acontecia no
reino.
Quando eu digo tudo, era tudo mesmo!
A diversão do reizinho era fazer leis e mais leis. E as leis que ele fazia eram as
(25) mais absurdas do mundo.
Olhem só esta lei:
"Fica terminantemente proibido cortar a unha do dedão do pé direito em noite de
lua cheia!"
Agora, por que é que o reizinho queria mandar no dedão das pessoas, isso ninguém
(30) jamais vai saber.
Outra lei que ele fez:
"É proibido dormir de gorro na primeira quarta-feira do mês".
Agora, por que é que ele inventou essas tolices, isso ninguém sabia.
Eu tenho a impressão de que era mesmo mania de mandar em tudo.(...)
Rocha, Ruth. O reizinho mandão. São Paulo: Quinteto Editorial, 1997.
“Como esse rei era de história, era um rei muito bonzinho, muito justo...” (l. 6)
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A expressão destacada revela uma consideração do narrador sobre os reis das histórias tradicionais de ficção. O que se pode deduzir dessa referência implícita no texto?
TEXTO II
O reizinho mandão
Ruth Rocha
(1) Eu vou contar pra vocês uma história que o meu avô sempre contava.
Ele dizia que essa história aconteceu há muitos e muitos anos, num lugar muito
longe daqui.
Nesse lugar tinha um rei, daqueles que têm nas histórias. Da barba branca batendo
(5) no peito, da capa vermelha batendo no pé.
Como esse rei era rei de história, era um rei muito bonzinho, muito justo... E tudo o
que ele fazia era para o bem do povo.
Vai que esse rei morreu, porque era muito velhinho, e o príncipe, filho do rei, virou
rei daquele lugar.
(10) O príncipe era um sujeitinho muito mal-educado, mimado, destes que as mães
deles fazem todas as vontades, e eles ficam pensando que são os donos do mundo.
Eu tenho uma porção de amigos assim. Querem mandar nas brincadeiras...
Querem que a gente faça tudo o que eles gostam...
Quando a gente quer brincar de outra coisa, ficam logo zangados. Vão logo
(15) dizendo: "Não brinco mais!"
E quando as mães deles vêm ver o que aconteceu se atiram no chão e ficam
roxinhos, esperneiam e tudo.
Então as mães deles ficam achando que a gente está maltratando o filhinho delas.
Então, como eu estava contando, o tal do príncipe ficou sendo o rei daquele país.
(20) Precisa ver que reizinho chato que ele ficou! Mandão, teimoso, implicante, xereta!
Ele era tão xereta, tão mandão, que queria mandar em tudo o que acontecia no
reino.
Quando eu digo tudo, era tudo mesmo!
A diversão do reizinho era fazer leis e mais leis. E as leis que ele fazia eram as
(25) mais absurdas do mundo.
Olhem só esta lei:
"Fica terminantemente proibido cortar a unha do dedão do pé direito em noite de
lua cheia!"
Agora, por que é que o reizinho queria mandar no dedão das pessoas, isso ninguém
(30) jamais vai saber.
Outra lei que ele fez:
"É proibido dormir de gorro na primeira quarta-feira do mês".
Agora, por que é que ele inventou essas tolices, isso ninguém sabia.
Eu tenho a impressão de que era mesmo mania de mandar em tudo.(...)
Rocha, Ruth. O reizinho mandão. São Paulo: Quinteto Editorial, 1997.
“Querem mandar nas brincadeiras...” (l. 12)
“Querem que a gente faça tudo o que eles gostam...” (l. 13)
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De acordo com o contexto da narrativa, os agentes das ações sublinhadas são
TEXTO I
Princesa Arabela, mimada que só ela!
Mylo Freeman
(1) Era uma vez uma princesinha chamada Arabela. Ela morava num grande palácio
com seu pai e sua mãe: o rei e a rainha. O dia do seu aniversário estava chegando. Mas
o que se pode dar a uma princesinha que tem tudo?
– Minha querida Arabelinha, o que você quer ganhar de presente? – perguntou o
(5) rei. A princesa Arabela pensou... Pensou...
– O que você acha de um par de patins com rubis nas rodas? – sugeriu a rainha.
– Eu já tenho – respondeu a princesa Arabela.
– E uma bicicleta dourada? – eu já tenho – respondeu a princesa.
– E um ratinho de pelúcia gostoso de abraçar?
(10) – Eu já tenho – respondeu a princesa.
– E uma zebra de balanço?
– Já tenho.
– E um joguinho de chá? E um carrinho de boneca? E um...
– Eu já tenho tudo isso! – exclamou a princesa. – Agora eu quero uma coisa
(15) diferente. Eu quero... Um elefante!
– Um elê o quê? – gritou a rainha.
– Xiiii... Murmurou o rei. – Onde vamos encontrar um animal desses?
– E quem vai deixar que ele fique conosco?
A princesa Arabela nem quis saber das dificuldades. Ela queria um elefante.
(20) No dia seguinte, o rei ordenou a seus servos que fossem procurar um elefante.
Os servos procuraram por sete dias e sete noites. Voltaram no oitavo dia. Com
um elefante.
Finalmente chegou o grande dia do aniversário da princesa Arabela.
Quando ela abriu os olhos de manhã, seu presente já estava lá. Arabela dançou
(25) de alegria em volta do elefante.
– Eu vou brincar com ele agora mesmo! – ela disse, toda contente. Venha,
Elefante, sente-se aqui!
Elefante ficou parado, triste, olhando para frente.
– Ei, você é o meu presente, tem que brincar comigo! – gritou Arabela,
(30) impaciente.
Mas Elefante nem se mexeu. Uma grande lágrima escorreu devagar pela sua
tromba. E mais uma, e mais outra. Não demorou muito, e a princesa Arabela estava num
lago de lágrimas que alcançava seus tornozelos.
– Pare com isso, senão eu acabo me afogando! – ela disse.
(35) – Quero ir pra casa! – soluçava Elefante. – Por favor, leve-me de volta. – Não
posso, você é meu presente – protestou a princesa. Mas quando Elefante começou a
soluçar de novo, ela gritou depressa: – Por favor, pare de chorar. Eu vou levar você de
volta agora mesmo!
Pelo caminho, a princesa Arabela viu uma porção de bichos diferentes.
(40) – Eu quero este, e aquele, e aquele outro também! Elefante foi andando
depressa... Quando finalmente chegaram ao lugar onde Elefante morava, uma
elefantinha correu em direção a eles.
– Mamãe! Você chegou bem na hora! E trouxe meu presente com você!
– Sim, filhinha – Elefante respondeu.
(45) – E é justamente o que você sempre quis: uma princesinha de verdade!
FREEMAN, Mylo. Princesa Arabela, mimada que só ela! Tradução Ruth Salles. Coleção Giramundo. São Paulo: Editora Ática, 2008.
Texto-base:
TEXTO II
O reizinho mandão
Ruth Rocha
(1) Eu vou contar pra vocês uma história que o meu avô sempre contava.
Ele dizia que essa história aconteceu há muitos e muitos anos, num lugar muito
longe daqui.
Nesse lugar tinha um rei, daqueles que têm nas histórias. Da barba branca batendo
(5) no peito, da capa vermelha batendo no pé.
Como esse rei era rei de história, era um rei muito bonzinho, muito justo... E tudo o
que ele fazia era para o bem do povo.
Vai que esse rei morreu, porque era muito velhinho, e o príncipe, filho do rei, virou
rei daquele lugar.
(10) O príncipe era um sujeitinho muito mal-educado, mimado, destes que as mães
deles fazem todas as vontades, e eles ficam pensando que são os donos do mundo.
Eu tenho uma porção de amigos assim. Querem mandar nas brincadeiras...
Querem que a gente faça tudo o que eles gostam...
Quando a gente quer brincar de outra coisa, ficam logo zangados. Vão logo
(15) dizendo: "Não brinco mais!"
E quando as mães deles vêm ver o que aconteceu se atiram no chão e ficam
roxinhos, esperneiam e tudo.
Então as mães deles ficam achando que a gente está maltratando o filhinho delas.
Então, como eu estava contando, o tal do príncipe ficou sendo o rei daquele país.
(20) Precisa ver que reizinho chato que ele ficou! Mandão, teimoso, implicante, xereta!
Ele era tão xereta, tão mandão, que queria mandar em tudo o que acontecia no
reino.
Quando eu digo tudo, era tudo mesmo!
A diversão do reizinho era fazer leis e mais leis. E as leis que ele fazia eram as
(25) mais absurdas do mundo.
Olhem só esta lei:
"Fica terminantemente proibido cortar a unha do dedão do pé direito em noite de
lua cheia!"
Agora, por que é que o reizinho queria mandar no dedão das pessoas, isso ninguém
(30) jamais vai saber.
Outra lei que ele fez:
"É proibido dormir de gorro na primeira quarta-feira do mês".
Agora, por que é que ele inventou essas tolices, isso ninguém sabia.
Eu tenho a impressão de que era mesmo mania de mandar em tudo.(...)
Rocha, Ruth. O reizinho mandão. São Paulo: Quinteto Editorial, 1997.
Analise o foco narrativo dos textos I e II e marque a alternativa correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III
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Sem limites, chatas e mandonas: as crianças que sofrem da Síndrome do Imperador
Se o comportamento de birra, agressividade e desrespeito não forem ajustados ainda na infância, na vida adulta será ainda pior, de acordo com a especialista Lilian Zolet
(1) Crianças que mandam em casa, xingam os pais, babás e professores, escolhem
o que vão comer e definem todas as escolhas da família: desde o que vai ser visto na
televisão até qual é o horário mais adequado para dormir sofrem da “Síndrome do
Imperador”. São pequenos “reis” criados sem orientação e limites. Mas o que fazer?
(5) Para Lilian Zolet, psicóloga e autora do livro Síndrome do Imperador: Entendendo
a Mente das Crianças Mandonas e Autoritárias, impor limites não é simples e errar nas
tentativas é comum. (...) Leia parte da entrevista:
1. Crianças precisam de limites e isso todos os pais sabem. Mas como saber
quanto é esse limite? Como saber se foi longe demais ou se falta repreensão?
(10) (...)
Lembremos que as crianças são como “esponjas”, aprendem e modelam seus
comportamentos a partir dos exemplos das pessoas que convivem com elas,
principalmente dos pais.
2. E quando os pais não conseguem dar os limites necessários?
(15) Quando os pais aceitam os maus comportamentos ou oferecem algum tipo de
recompensa (presentes), eles estão na verdade reforçando a atitude errada da criança.
Com isso, o filho aprende que pode ter tudo o que deseja, em seu tempo e a seu modo,
e que as pessoas irão servi-lo, tornando-se um “imperador doméstico”. Tais crianças
mandam em casa e também nas brincadeiras fazendo com que as demais crianças
(20) obedeçam às suas ordens. Elas choram e se atiram no chão, batem a cabeça na parede,
jogam os alimentos ou cospem no rosto dos pais e agridem e ameaçam
psicologicamente os progenitores quando seus caprichos não são atendidos. (...)
Adaptado da Reportagem de Amanda Milléo, Gazeta do Povo,16/07/2017. Disponível em <http://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/comportamento/descubra-se-seu-filho-tem-a-sindrome-do-imperador/>. Acesso em: 18 de ago 2018.
Em “Para Lilian Zolet, psicóloga e autora do livro Síndrome do Imperador: Entendendo a Mente das Crianças Mandonas e Autoritárias, impor limites não é simples e errar nas tentativas é comum.” (l. 5-7), o trecho tem como objetivo indicar
TEXTO III
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Sem limites, chatas e mandonas: as crianças que sofrem da Síndrome do Imperador
Se o comportamento de birra, agressividade e desrespeito não forem ajustados ainda na infância, na vida adulta será ainda pior, de acordo com a especialista Lilian Zolet
(1) Crianças que mandam em casa, xingam os pais, babás e professores, escolhem
o que vão comer e definem todas as escolhas da família: desde o que vai ser visto na
televisão até qual é o horário mais adequado para dormir sofrem da “Síndrome do
Imperador”. São pequenos “reis” criados sem orientação e limites. Mas o que fazer?
(5) Para Lilian Zolet, psicóloga e autora do livro Síndrome do Imperador: Entendendo
a Mente das Crianças Mandonas e Autoritárias, impor limites não é simples e errar nas
tentativas é comum. (...) Leia parte da entrevista:
1. Crianças precisam de limites e isso todos os pais sabem. Mas como saber
quanto é esse limite? Como saber se foi longe demais ou se falta repreensão?
(10) (...)
Lembremos que as crianças são como “esponjas”, aprendem e modelam seus
comportamentos a partir dos exemplos das pessoas que convivem com elas,
principalmente dos pais.
2. E quando os pais não conseguem dar os limites necessários?
(15) Quando os pais aceitam os maus comportamentos ou oferecem algum tipo de
recompensa (presentes), eles estão na verdade reforçando a atitude errada da criança.
Com isso, o filho aprende que pode ter tudo o que deseja, em seu tempo e a seu modo,
e que as pessoas irão servi-lo, tornando-se um “imperador doméstico”. Tais crianças
mandam em casa e também nas brincadeiras fazendo com que as demais crianças
(20) obedeçam às suas ordens. Elas choram e se atiram no chão, batem a cabeça na parede,
jogam os alimentos ou cospem no rosto dos pais e agridem e ameaçam
psicologicamente os progenitores quando seus caprichos não são atendidos. (...)
Adaptado da Reportagem de Amanda Milléo, Gazeta do Povo,16/07/2017. Disponível em <http://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/comportamento/descubra-se-seu-filho-tem-a-sindrome-do-imperador/>. Acesso em: 18 de ago 2018.
Crianças educadas sabem respeitar os pais, outros adultos, seus amigos, colegas... Crianças mal-educadas precisam aprender que elas não podem fazer tudo o que querem. O trecho transcrito abaixo contém várias ações de crianças mimadas e sem educação. Veja:
Crianças mimadas “choram e se atiram no chão, batem a cabeça na parede, jogam os alimentos ou cospem no rosto dos pais e agridem e ameaçam psicologicamente os progenitores quando seus caprichos não são atendidos.” (l. 20-22)
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Se reescrevermos todo o trecho que segue como se os fatos tivessem acontecido em um momento específico da noite anterior ao informado, teremos a construção correta presente na alternativa:
TEXTO IV
ARMANDINHO
Alexandre Beck
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Disponível em: <https://tirasarmandinho.tumblr.com/>. Acesso em: 05 set. 2018.
Na tira do Armandinho, a palavra “não” é usada em dois momentos distintos. Marque a alternativa que melhor analisa a relação entre as duas ocorrências.
TEXTO IV
ARMANDINHO
Alexandre Beck
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Disponível em: <https://tirasarmandinho.tumblr.com/>. Acesso em: 05 set. 2018.
“As crianças precisam saber que existem limites!”
“Educar também é saber dizer ‘NÃO’!”
Podem-se unir essas duas falas em apenas uma única frase, sem alterar o seu sentido original, por meio do seguinte termo:
TEXTO IV
ARMANDINHO
Alexandre Beck
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Disponível em: <https://tirasarmandinho.tumblr.com/>. Acesso em: 05 set. 2018.
Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, onomatopeia é o nome que se dá para a formação de uma palavra a partir da reprodução aproximada de um som natural a ela associado. No último quadrinho do texto IV, percebemos que Armandinho está comendo por uma representação gráfica que indica isso. Em qual dos quadrinhos abaixo não ocorre esse mesmo tipo de representação, isto é, não ocorre uma onomatopeia? (Fique atento à ordem dos itens na hora de marcar a resposta no cartão.)
TEXTO V
Mãe que não consegue dizer 'não' ao filho pede à escola que proíba pipoqueiro na porta
Ancelmo Gois
(1) Madame não educa
A mãe de um aluno de um colégio particular tradicional da Tijuca, no Rio, pediu
que a direção proíba o pipoqueiro de trabalhar na porta da escola. É que ela proibiu o
filho de comer pipoca. Mas, sempre que vê o pipoqueiro, o miúdo pede à mãe para
(5) comprar. E ela não sabe dizer não. Ah, bom!
Blog do Ancelmo Gois, Jornal O Globo, 08/08/2017. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/mae-que-nao-consegue-dizer-nao-ao-filho-pede-escola-que-proiba-pipoqueiro-na-porta.html>. Acesso em: 10 ago. 2018. (Adaptado)
Assinale V, para as informações VERDADEIRAS, e F, para as informações FALSAS. Depois indique a alternativa que apresenta a ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo.
Diante dos fatos apresentados no Texto V, pode-se concluir que
( ) a culpa de o menino fazer birra é do pipoqueiro.
( ) a culpa da falta de controle do menino é da criação da mãe.
( ) Ancelmo Gois, o jornalista que noticia o ocorrido, considera o pedido da mãe correto.
( ) A mãe pediu ajuda a Ancelmo Gois para forçar a saída do pipoqueiro da porta da escola.
( ) Ancelmo Gois fez uso da ironia para criticar a atitude da mãe do menino.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO V
Mãe que não consegue dizer 'não' ao filho pede à escola que proíba pipoqueiro na porta
Ancelmo Gois
(1) Madame não educa
A mãe de um aluno de um colégio particular tradicional da Tijuca, no Rio, pediu
que a direção proíba o pipoqueiro de trabalhar na porta da escola. É que ela proibiu o
filho de comer pipoca. Mas, sempre que vê o pipoqueiro, o miúdo pede à mãe para
(5) comprar. E ela não sabe dizer não. Ah, bom!
Blog do Ancelmo Gois, Jornal O Globo, 08/08/2017. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/mae-que-nao-consegue-dizer-nao-ao-filho-pede-escola-que-proiba-pipoqueiro-na-porta.html>. Acesso em: 10 ago. 2018. (Adaptado)
“Madame” é uma palavra usada para se referir ou se dirigir a uma mulher, que pode ser adulta, casada ou solteira; dona de casa ou patroa. É também, em muitas situações, usada como um tratamento a mulheres de classe social mais alta. Entretanto, de acordo com o contexto e com a intenção discursiva do autor, um mesmo termo pode representar algo específico que integra o sentido do texto. Considerando o título “Madame não educa”, do Texto V, o que se pode inferir do uso do termo “Madame” nesse contexto?Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III
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Sem limites, chatas e mandonas: as crianças que sofrem da Síndrome do Imperador
Se o comportamento de birra, agressividade e desrespeito não forem ajustados ainda na infância, na vida adulta será ainda pior, de acordo com a especialista Lilian Zolet
(1) Crianças que mandam em casa, xingam os pais, babás e professores, escolhem
o que vão comer e definem todas as escolhas da família: desde o que vai ser visto na
televisão até qual é o horário mais adequado para dormir sofrem da “Síndrome do
Imperador”. São pequenos “reis” criados sem orientação e limites. Mas o que fazer?
(5) Para Lilian Zolet, psicóloga e autora do livro Síndrome do Imperador: Entendendo
a Mente das Crianças Mandonas e Autoritárias, impor limites não é simples e errar nas
tentativas é comum. (...) Leia parte da entrevista:
1. Crianças precisam de limites e isso todos os pais sabem. Mas como saber
quanto é esse limite? Como saber se foi longe demais ou se falta repreensão?
(10) (...)
Lembremos que as crianças são como “esponjas”, aprendem e modelam seus
comportamentos a partir dos exemplos das pessoas que convivem com elas,
principalmente dos pais.
2. E quando os pais não conseguem dar os limites necessários?
(15) Quando os pais aceitam os maus comportamentos ou oferecem algum tipo de
recompensa (presentes), eles estão na verdade reforçando a atitude errada da criança.
Com isso, o filho aprende que pode ter tudo o que deseja, em seu tempo e a seu modo,
e que as pessoas irão servi-lo, tornando-se um “imperador doméstico”. Tais crianças
mandam em casa e também nas brincadeiras fazendo com que as demais crianças
(20) obedeçam às suas ordens. Elas choram e se atiram no chão, batem a cabeça na parede,
jogam os alimentos ou cospem no rosto dos pais e agridem e ameaçam
psicologicamente os progenitores quando seus caprichos não são atendidos. (...)
Adaptado da Reportagem de Amanda Milléo, Gazeta do Povo,16/07/2017. Disponível em <http://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/comportamento/descubra-se-seu-filho-tem-a-sindrome-do-imperador/>. Acesso em: 18 de ago 2018.
Texto-base:
TEXTO V
Mãe que não consegue dizer 'não' ao filho pede à escola que proíba pipoqueiro na porta
Ancelmo Gois
(1) Madame não educa
A mãe de um aluno de um colégio particular tradicional da Tijuca, no Rio, pediu
que a direção proíba o pipoqueiro de trabalhar na porta da escola. É que ela proibiu o
filho de comer pipoca. Mas, sempre que vê o pipoqueiro, o miúdo pede à mãe para
(5) comprar. E ela não sabe dizer não. Ah, bom!
Blog do Ancelmo Gois, Jornal O Globo, 08/08/2017. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/mae-que-nao-consegue-dizer-nao-ao-filho-pede-escola-que-proiba-pipoqueiro-na-porta.html>. Acesso em: 10 ago. 2018. (Adaptado)
Marque a alternativa, com base no texto V, que contenha a fala que melhor corresponde ao comportamento de uma criança retratada pela psicóloga Lílian Zolet, no texto III.
TEXTO I
Princesa Arabela, mimada que só ela!
Mylo Freeman
(1) Era uma vez uma princesinha chamada Arabela. Ela morava num grande palácio
com seu pai e sua mãe: o rei e a rainha. O dia do seu aniversário estava chegando. Mas
o que se pode dar a uma princesinha que tem tudo?
– Minha querida Arabelinha, o que você quer ganhar de presente? – perguntou o
(5) rei. A princesa Arabela pensou... Pensou...
– O que você acha de um par de patins com rubis nas rodas? – sugeriu a rainha.
– Eu já tenho – respondeu a princesa Arabela.
– E uma bicicleta dourada? – eu já tenho – respondeu a princesa.
– E um ratinho de pelúcia gostoso de abraçar?
(10) – Eu já tenho – respondeu a princesa.
– E uma zebra de balanço?
– Já tenho.
– E um joguinho de chá? E um carrinho de boneca? E um...
– Eu já tenho tudo isso! – exclamou a princesa. – Agora eu quero uma coisa
(15) diferente. Eu quero... Um elefante!
– Um elê o quê? – gritou a rainha.
– Xiiii... Murmurou o rei. – Onde vamos encontrar um animal desses?
– E quem vai deixar que ele fique conosco?
A princesa Arabela nem quis saber das dificuldades. Ela queria um elefante.
(20) No dia seguinte, o rei ordenou a seus servos que fossem procurar um elefante.
Os servos procuraram por sete dias e sete noites. Voltaram no oitavo dia. Com
um elefante.
Finalmente chegou o grande dia do aniversário da princesa Arabela.
Quando ela abriu os olhos de manhã, seu presente já estava lá. Arabela dançou
(25) de alegria em volta do elefante.
– Eu vou brincar com ele agora mesmo! – ela disse, toda contente. Venha,
Elefante, sente-se aqui!
Elefante ficou parado, triste, olhando para frente.
– Ei, você é o meu presente, tem que brincar comigo! – gritou Arabela,
(30) impaciente.
Mas Elefante nem se mexeu. Uma grande lágrima escorreu devagar pela sua
tromba. E mais uma, e mais outra. Não demorou muito, e a princesa Arabela estava num
lago de lágrimas que alcançava seus tornozelos.
– Pare com isso, senão eu acabo me afogando! – ela disse.
(35) – Quero ir pra casa! – soluçava Elefante. – Por favor, leve-me de volta. – Não
posso, você é meu presente – protestou a princesa. Mas quando Elefante começou a
soluçar de novo, ela gritou depressa: – Por favor, pare de chorar. Eu vou levar você de
volta agora mesmo!
Pelo caminho, a princesa Arabela viu uma porção de bichos diferentes.
(40) – Eu quero este, e aquele, e aquele outro também! Elefante foi andando
depressa... Quando finalmente chegaram ao lugar onde Elefante morava, uma
elefantinha correu em direção a eles.
– Mamãe! Você chegou bem na hora! E trouxe meu presente com você!
– Sim, filhinha – Elefante respondeu.
(45) – E é justamente o que você sempre quis: uma princesinha de verdade!
FREEMAN, Mylo. Princesa Arabela, mimada que só ela! Tradução Ruth Salles. Coleção Giramundo. São Paulo: Editora Ática, 2008.
Texto-base:
TEXTO II
O reizinho mandão
Ruth Rocha
(1) Eu vou contar pra vocês uma história que o meu avô sempre contava.
Ele dizia que essa história aconteceu há muitos e muitos anos, num lugar muito
longe daqui.
Nesse lugar tinha um rei, daqueles que têm nas histórias. Da barba branca batendo
(5) no peito, da capa vermelha batendo no pé.
Como esse rei era rei de história, era um rei muito bonzinho, muito justo... E tudo o
que ele fazia era para o bem do povo.
Vai que esse rei morreu, porque era muito velhinho, e o príncipe, filho do rei, virou
rei daquele lugar.
(10) O príncipe era um sujeitinho muito mal-educado, mimado, destes que as mães
deles fazem todas as vontades, e eles ficam pensando que são os donos do mundo.
Eu tenho uma porção de amigos assim. Querem mandar nas brincadeiras...
Querem que a gente faça tudo o que eles gostam...
Quando a gente quer brincar de outra coisa, ficam logo zangados. Vão logo
(15) dizendo: "Não brinco mais!"
E quando as mães deles vêm ver o que aconteceu se atiram no chão e ficam
roxinhos, esperneiam e tudo.
Então as mães deles ficam achando que a gente está maltratando o filhinho delas.
Então, como eu estava contando, o tal do príncipe ficou sendo o rei daquele país.
(20) Precisa ver que reizinho chato que ele ficou! Mandão, teimoso, implicante, xereta!
Ele era tão xereta, tão mandão, que queria mandar em tudo o que acontecia no
reino.
Quando eu digo tudo, era tudo mesmo!
A diversão do reizinho era fazer leis e mais leis. E as leis que ele fazia eram as
(25) mais absurdas do mundo.
Olhem só esta lei:
"Fica terminantemente proibido cortar a unha do dedão do pé direito em noite de
lua cheia!"
Agora, por que é que o reizinho queria mandar no dedão das pessoas, isso ninguém
(30) jamais vai saber.
Outra lei que ele fez:
"É proibido dormir de gorro na primeira quarta-feira do mês".
Agora, por que é que ele inventou essas tolices, isso ninguém sabia.
Eu tenho a impressão de que era mesmo mania de mandar em tudo.(...)
Rocha, Ruth. O reizinho mandão. São Paulo: Quinteto Editorial, 1997.
Texto-base:
TEXTO III
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Sem limites, chatas e mandonas: as crianças que sofrem da Síndrome do Imperador
Se o comportamento de birra, agressividade e desrespeito não forem ajustados ainda na infância, na vida adulta será ainda pior, de acordo com a especialista Lilian Zolet
(1) Crianças que mandam em casa, xingam os pais, babás e professores, escolhem
o que vão comer e definem todas as escolhas da família: desde o que vai ser visto na
televisão até qual é o horário mais adequado para dormir sofrem da “Síndrome do
Imperador”. São pequenos “reis” criados sem orientação e limites. Mas o que fazer?
(5) Para Lilian Zolet, psicóloga e autora do livro Síndrome do Imperador: Entendendo
a Mente das Crianças Mandonas e Autoritárias, impor limites não é simples e errar nas
tentativas é comum. (...) Leia parte da entrevista:
1. Crianças precisam de limites e isso todos os pais sabem. Mas como saber
quanto é esse limite? Como saber se foi longe demais ou se falta repreensão?
(10) (...)
Lembremos que as crianças são como “esponjas”, aprendem e modelam seus
comportamentos a partir dos exemplos das pessoas que convivem com elas,
principalmente dos pais.
2. E quando os pais não conseguem dar os limites necessários?
(15) Quando os pais aceitam os maus comportamentos ou oferecem algum tipo de
recompensa (presentes), eles estão na verdade reforçando a atitude errada da criança.
Com isso, o filho aprende que pode ter tudo o que deseja, em seu tempo e a seu modo,
e que as pessoas irão servi-lo, tornando-se um “imperador doméstico”. Tais crianças
mandam em casa e também nas brincadeiras fazendo com que as demais crianças
(20) obedeçam às suas ordens. Elas choram e se atiram no chão, batem a cabeça na parede,
jogam os alimentos ou cospem no rosto dos pais e agridem e ameaçam
psicologicamente os progenitores quando seus caprichos não são atendidos. (...)
Adaptado da Reportagem de Amanda Milléo, Gazeta do Povo,16/07/2017. Disponível em <http://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/comportamento/descubra-se-seu-filho-tem-a-sindrome-do-imperador/>. Acesso em: 18 de ago 2018.
Texto-base:
TEXTO IV
ARMANDINHO
Alexandre Beck
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Disponível em: <https://tirasarmandinho.tumblr.com/>. Acesso em: 05 set. 2018.
Texto-base:
TEXTO V
Mãe que não consegue dizer 'não' ao filho pede à escola que proíba pipoqueiro na porta
Ancelmo Gois
(1) Madame não educa
A mãe de um aluno de um colégio particular tradicional da Tijuca, no Rio, pediu
que a direção proíba o pipoqueiro de trabalhar na porta da escola. É que ela proibiu o
filho de comer pipoca. Mas, sempre que vê o pipoqueiro, o miúdo pede à mãe para
(5) comprar. E ela não sabe dizer não. Ah, bom!
Blog do Ancelmo Gois, Jornal O Globo, 08/08/2017. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/mae-que-nao-consegue-dizer-nao-ao-filho-pede-escola-que-proiba-pipoqueiro-na-porta.html>. Acesso em: 10 ago. 2018. (Adaptado)
Ao longo desta prova, você leu vários textos que, de modos diferentes, apresentam uma mesma ideia presente em todos os trechos destacados abaixo, exceto em um. Releia as frases transcritas, observe-as dentro de seus textos e aponte a única que, por si só, não indica o tema comum a todos os textos.
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