← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de Salvador · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental 21 questões nesta prova · página 1 de 2 · 20 com gabarito Gabarito disponível A professora deduziu o sentido de 'pechar' pela situação narrada. A professora não conhecia 'pechar', mas, pelo relato do acidente, concluiu que significava 'bater', o que o texto mostra em 'Mas "pechar" o que era? Bater, claro'. Só depois descobriu a origem espanhola. A) Errada: os colegas estranham também o sotaque, que o texto descreve como carregado. B) Errada: o narrador diz que Rodrigo veio do Rio Grande do Sul, mas não que a escola fica lá. D) Errada: a origem é o espanhol. E) Errada: Rodrigo é apelidado e zombado por causa do seu modo de falar. Referência: Interpretação de texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível As aspas em 'Gaúcho' destacam o apelido dado pelos colegas, com viés discriminatório. 'Gaúcho' foi usado como apelido, tratando a origem do menino como marca que o diferencia dos demais. As aspas destacam a palavra como rótulo atribuído pelos colegas, o que revela a atitude discriminatória deles em relação a Rodrigo, que implicam com seu jeito de falar. A) Errada: não indicam desconhecimento do autor. B) Errada: o sentido da palavra não está fora do uso habitual. C) Errada: não expressam opinião sobre fato importante. D) Errada: 'gaúcho' não é palavra estrangeira nem foi usada por Rodrigo. Referência: Pontuação: função das aspas (destaque, apelido). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Formidável' tem o sentido de magnífico, admirável. No contexto, os alunos achariam admirável, ótimo, que num país tão grande todos falassem a mesma língua. 'Formidável' é sinônimo de magnífico, extraordinário. B) 'Inédito' significa nunca visto, e não há ideia de novidade. C) 'Extravagante' tem sentido de excêntrico, o que não cabe. D) 'Inverossímil' significa pouco provável. E) 'Preciso' significa exato ou necessário. Referência: Semântica: sinonímia contextual. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Dois-pontos introduzem esclarecimento sobre o apelido. Em 'Que já ganhara outro apelido: Pechada', os dois-pontos antecedem o esclarecimento do termo 'outro apelido', dizendo qual era ele. Não há fala de personagem nem lista de itens. B) Errada: não há fala introduzida, a passagem é do narrador. C) Errada: há um único elemento, não uma enumeração. D) Errada: o gabarito oficial é esclarecimento, e o termo após os dois-pontos apenas explica 'apelido'. E) Errada: 'Pechada' não é vocativo nesse trecho. Referência: Pontuação: usos dos dois-pontos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Pretérito mais-que-perfeito simples equivale ao composto com 'havia' + particípio. 'Atravessara' e 'pechara' estão no pretérito mais-que-perfeito do indicativo, que indica ação passada anterior a outro fato passado. A forma composta equivalente é 'havia atravessado' e 'havia pechado' (ou 'tinha atravessado' e 'tinha pechado'). Por isso a correspondência de sentido está na alternativa E. A) Futuro do presente perifrástico, o que muda o tempo. B) Pretérito perfeito simples, sem a noção de anterioridade. C) Futuro do pretérito, que indica ação hipotética. D) Mistura o mais-que-perfeito ('tinha atravessado') com o futuro do pretérito ('pecharia'), então quebra a correspondência. Referência: Gramática: emprego dos tempos verbais do indicativo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Expressão 'fez cara de quem não se entregara' indica que Jorge não se deu por vencido. Jorge era quem mais implicava com o novato. A professora acabara de dizer que 'tu' e 'você' estão certos, e ele 'fez cara de quem não se entregara', isto é, não aceitou a derrota. O sentido é que ele continuaria buscando motivos para importunar o colega, como depois se vê ao rir da palavra 'pechar'. A) Errada: o texto não diz que ele não entendeu a explicação, e sim que não se deu por vencido. B) Errada: não há indício de confusão, e sim de resistência. C) Errada: contraria a postura de quem implicava com o colega. E) Errada: nada indica que ele se sentisse ameaçado. Referência: Interpretação de texto: sentido de expressões figuradas e inferência. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Zezé teme chorar porque ainda não se acostumou a esse sentimento. Zezé pergunta 'Fica feio se eu chorar?' e diz 'ainda não me acostumei', mostrando que não sabe lidar com aquela sensação de vazio depois de soltar o passarinho. A está errada: o coleirinho de Totóca morreu no sol, não fugiu. B está errada: Zezé vai soltar o passarinho, não encontrou um. C está errada: quem sentiu o vazio foi Zezé, não Xururuca. E está errada: o passarinho morto era de Totóca, não de Zezé, e Totóca chorou pela morte dele. Referência: Interpretação de texto: compreensão literal. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A vírgula do trecho isola vocativo; 'Preciso lhe falar, Totóca' também. Em 'Xururuca, vim fazer uma coisa', a vírgula separa o vocativo (chamamento). Em 'Preciso lhe falar, Totóca', 'Totóca' também é vocativo, isolado por vírgula. Em A, 'Xururuca' é aposto intercalado. Em B, 'meu amigo' é aposto. Em C, 'o dono da venda' é aposto. Em E, 'Zezé' é aposto explicativo. Nessas frases a vírgula isola aposto, não vocativo. Referência: Pontuação: uso da vírgula com vocativo e aposto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Minguinho/Xururuca é o pé de laranja lima, amigo de Zezé. Zezé encosta a cabeça no 'tronquinho' de Minguinho, 'vira o rosto contra o seu galho' e o chama de Xururuca. Isso indica que se trata de uma árvore, o pé de laranja lima do título da obra, com quem o menino conversa como amigo. A e B não têm apoio no texto, pois Minguinho tem tronco e galho. D erra ao dizer que ele só aguardava: Zezé o escolhe como confidente. E está errada: eles são personagens distintos, mesmo que Zezé fale com a árvore como se fosse gente. Referência: Interpretação de texto: caracterização de personagem. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponívelColégio Militar de Salvador — Concurso de Admissão 2018 ao 6º ano do Ensino Fundamental (matrícula 2019) — Português
Texto 1
A Pechada (adaptado)
1. O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de
2. "Gaúcho". Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.
3. – Aí, Gaúcho!
4. – Fala, Gaúcho!
5. Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que
6. cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos
7. falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam
8. formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas
9. variações?
10. – Mas o Gaúcho fala "tu"! – disse Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
11. – E fala certo - disse a professora. – Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão
12. certos. Os dois são português.
13. Jorge fez cara de quem não se entregara.
14. Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.
15. – O pai atravessou a sinaleira e pechou.
16. – O quê?
17. – O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
18. A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino
19. atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente
20. pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.
21. – O que foi que ele disse, tia? – quis saber Jorge.
22. – Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
23. – E o que é isso?
24. – Gaúcho... quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
25. – Nós vinha...
26. – Nós vínhamos.
27. – Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma
28. pechada noutro auto.
29. A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo,
20. procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com
31. Jorge rindo daquele jeito.
32. "Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas "pechar" o que
33. era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora
34. descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se
35. esforçar para convencer Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara
36. outro apelido: Pechada.
37. – Aí, Pechada!
38. – Fala, Pechada!
Fonte: Revista Nova Escola, maio 2001.
A partir do texto 1, é correto afirmar que:Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 1
A Pechada (adaptado)
1. O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de
2. "Gaúcho". Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.
3. – Aí, Gaúcho!
4. – Fala, Gaúcho!
5. Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que
6. cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos
7. falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam
8. formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas
9. variações?
10. – Mas o Gaúcho fala "tu"! – disse Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
11. – E fala certo - disse a professora. – Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão
12. certos. Os dois são português.
13. Jorge fez cara de quem não se entregara.
14. Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.
15. – O pai atravessou a sinaleira e pechou.
16. – O quê?
17. – O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
18. A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino
19. atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente
20. pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.
21. – O que foi que ele disse, tia? – quis saber Jorge.
22. – Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
23. – E o que é isso?
24. – Gaúcho... quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
25. – Nós vinha...
26. – Nós vínhamos.
27. – Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma
28. pechada noutro auto.
29. A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo,
20. procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com
31. Jorge rindo daquele jeito.
32. "Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas "pechar" o que
33. era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora
34. descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se
35. esforçar para convencer Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara
36. outro apelido: Pechada.
37. – Aí, Pechada!
38. – Fala, Pechada!
Fonte: Revista Nova Escola, maio 2001.
O uso das aspas em “Gaúcho”, no primeiro parágrafo (linha 2), tem por objetivo:Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 1
A Pechada (adaptado)
1. O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de
2. "Gaúcho". Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.
3. – Aí, Gaúcho!
4. – Fala, Gaúcho!
5. Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que
6. cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos
7. falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam
8. formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas
9. variações?
10. – Mas o Gaúcho fala "tu"! – disse Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
11. – E fala certo - disse a professora. – Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão
12. certos. Os dois são português.
13. Jorge fez cara de quem não se entregara.
14. Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.
15. – O pai atravessou a sinaleira e pechou.
16. – O quê?
17. – O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
18. A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino
19. atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente
20. pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.
21. – O que foi que ele disse, tia? – quis saber Jorge.
22. – Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
23. – E o que é isso?
24. – Gaúcho... quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
25. – Nós vinha...
26. – Nós vínhamos.
27. – Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma
28. pechada noutro auto.
29. A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo,
20. procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com
31. Jorge rindo daquele jeito.
32. "Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas "pechar" o que
33. era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora
34. descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se
35. esforçar para convencer Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara
36. outro apelido: Pechada.
37. – Aí, Pechada!
38. – Fala, Pechada!
Fonte: Revista Nova Escola, maio 2001.
Releia o trecho “E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?” (linhas 7 a 9) Dentro do contexto em que está inserido, o vocábulo “formidável” pode ser substituído, sem mudança de sentido por:Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 1
A Pechada (adaptado)
1. O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de
2. "Gaúcho". Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.
3. – Aí, Gaúcho!
4. – Fala, Gaúcho!
5. Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que
6. cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos
7. falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam
8. formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas
9. variações?
10. – Mas o Gaúcho fala "tu"! – disse Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
11. – E fala certo - disse a professora. – Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão
12. certos. Os dois são português.
13. Jorge fez cara de quem não se entregara.
14. Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.
15. – O pai atravessou a sinaleira e pechou.
16. – O quê?
17. – O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
18. A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino
19. atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente
20. pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.
21. – O que foi que ele disse, tia? – quis saber Jorge.
22. – Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
23. – E o que é isso?
24. – Gaúcho... quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
25. – Nós vinha...
26. – Nós vínhamos.
27. – Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma
28. pechada noutro auto.
29. A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo,
20. procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com
31. Jorge rindo daquele jeito.
32. "Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas "pechar" o que
33. era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora
34. descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se
35. esforçar para convencer Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara
36. outro apelido: Pechada.
37. – Aí, Pechada!
38. – Fala, Pechada!
Fonte: Revista Nova Escola, maio 2001.
No trecho “Que já ganhara outro apelido: Pechada..” (linhas 35 e 36), utilizam-se dois pontos para indicar:Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 1
A Pechada (adaptado)
1. O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de
2. "Gaúcho". Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.
3. – Aí, Gaúcho!
4. – Fala, Gaúcho!
5. Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que
6. cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos
7. falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam
8. formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas
9. variações?
10. – Mas o Gaúcho fala "tu"! – disse Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
11. – E fala certo - disse a professora. – Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão
12. certos. Os dois são português.
13. Jorge fez cara de quem não se entregara.
14. Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.
15. – O pai atravessou a sinaleira e pechou.
16. – O quê?
17. – O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
18. A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino
19. atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente
20. pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.
21. – O que foi que ele disse, tia? – quis saber Jorge.
22. – Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
23. – E o que é isso?
24. – Gaúcho... quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
25. – Nós vinha...
26. – Nós vínhamos.
27. – Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma
28. pechada noutro auto.
29. A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo,
20. procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com
31. Jorge rindo daquele jeito.
32. "Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas "pechar" o que
33. era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora
34. descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se
35. esforçar para convencer Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara
36. outro apelido: Pechada.
37. – Aí, Pechada!
38. – Fala, Pechada!
Fonte: Revista Nova Escola, maio 2001.
Assinale a alternativa que mantenha correspondência de sentido com o trecho “Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara.” (linhas 18 e 19).Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 1
A Pechada (adaptado)
1. O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de
2. "Gaúcho". Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.
3. – Aí, Gaúcho!
4. – Fala, Gaúcho!
5. Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que
6. cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos
7. falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam
8. formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas
9. variações?
10. – Mas o Gaúcho fala "tu"! – disse Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
11. – E fala certo - disse a professora. – Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão
12. certos. Os dois são português.
13. Jorge fez cara de quem não se entregara.
14. Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.
15. – O pai atravessou a sinaleira e pechou.
16. – O quê?
17. – O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
18. A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino
19. atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente
20. pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.
21. – O que foi que ele disse, tia? – quis saber Jorge.
22. – Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
23. – E o que é isso?
24. – Gaúcho... quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
25. – Nós vinha...
26. – Nós vínhamos.
27. – Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma
28. pechada noutro auto.
29. A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo,
20. procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com
31. Jorge rindo daquele jeito.
32. "Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas "pechar" o que
33. era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora
34. descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se
35. esforçar para convencer Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara
36. outro apelido: Pechada.
37. – Aí, Pechada!
38. – Fala, Pechada!
Fonte: Revista Nova Escola, maio 2001.
Levando em consideração todo o texto 1, o que quis dizer o narrador ao afirmar que “Jorge fez cara de quem não se entregara.” (linha 13)?Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 2
![]()
http://monicagomess.blogspot.com/2014/03/o-melhor-amigo.html
Texto 3
Óculos
Os Paralamas do Sucesso
Se as meninas do Leblon não olham mais pra mim
(Eu uso óculos)
E volta e meia eu entro com meu carro pela contramão
(Eu 'tô sem óculos)
Se eu 'tô alegre eu ponho os óculos e vejo tudo bem
Mas se eu 'tô triste, eu tiro os óculos
Eu não vejo ninguém
Por que você não olha pra mim?
Me diz o que é que eu tenho de mal
Por que você não olha pra mim?
Por trás dessa lente tem um cara legal
Eu decidi dizer que eu nunca fui o tal
Era mais fácil se eu tentasse fazer charme de intelectual
Se eu te disser, periga você não acreditar em mim
Eu não nasci de óculos
Eu não era assim não
Por que você não olha pra mim?
Me diz o que é que eu tenho de mal
Por que você não olha pra mim?
Por trás dessa lente tem um cara legal
Por que você não olha pra mim?
Por que você diz sempre que não?
Por que você não olha pra mim?
Por trás dessa lente também bate um coração
https://www.letras.mus.br/os-paralamas-do-sucesso/47956/
A partir da leitura dos textos 2 e 3, pode-se afirmar que:
Texto 2
![]()
http://monicagomess.blogspot.com/2014/03/o-melhor-amigo.html
Texto 3
Óculos
Os Paralamas do Sucesso
Se as meninas do Leblon não olham mais pra mim
(Eu uso óculos)
E volta e meia eu entro com meu carro pela contramão
(Eu 'tô sem óculos)
Se eu 'tô alegre eu ponho os óculos e vejo tudo bem
Mas se eu 'tô triste, eu tiro os óculos
Eu não vejo ninguém
Por que você não olha pra mim?
Me diz o que é que eu tenho de mal
Por que você não olha pra mim?
Por trás dessa lente tem um cara legal
Eu decidi dizer que eu nunca fui o tal
Era mais fácil se eu tentasse fazer charme de intelectual
Se eu te disser, periga você não acreditar em mim
Eu não nasci de óculos
Eu não era assim não
Por que você não olha pra mim?
Me diz o que é que eu tenho de mal
Por que você não olha pra mim?
Por trás dessa lente tem um cara legal
Por que você não olha pra mim?
Por que você diz sempre que não?
Por que você não olha pra mim?
Por trás dessa lente também bate um coração
https://www.letras.mus.br/os-paralamas-do-sucesso/47956/
As pessoas que “não enxergam além das aparências”, de quem fala Armandinho, no último quadrinho (texto 2), se aproximam do seguinte trecho da letra da canção (texto 3):
Texto 2
![]()
http://monicagomess.blogspot.com/2014/03/o-melhor-amigo.html
Texto 3
Óculos
Os Paralamas do Sucesso
Se as meninas do Leblon não olham mais pra mim
(Eu uso óculos)
E volta e meia eu entro com meu carro pela contramão
(Eu 'tô sem óculos)
Se eu 'tô alegre eu ponho os óculos e vejo tudo bem
Mas se eu 'tô triste, eu tiro os óculos
Eu não vejo ninguém
Por que você não olha pra mim?
Me diz o que é que eu tenho de mal
Por que você não olha pra mim?
Por trás dessa lente tem um cara legal
Eu decidi dizer que eu nunca fui o tal
Era mais fácil se eu tentasse fazer charme de intelectual
Se eu te disser, periga você não acreditar em mim
Eu não nasci de óculos
Eu não era assim não
Por que você não olha pra mim?
Me diz o que é que eu tenho de mal
Por que você não olha pra mim?
Por trás dessa lente tem um cara legal
Por que você não olha pra mim?
Por que você diz sempre que não?
Por que você não olha pra mim?
Por trás dessa lente também bate um coração
https://www.letras.mus.br/os-paralamas-do-sucesso/47956/
Assinale a alternativa cujo uso do porquê se assemelha ao do texto 3.
Texto 2
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http://monicagomess.blogspot.com/2014/03/o-melhor-amigo.html
Texto 3
Óculos
Os Paralamas do Sucesso
Se as meninas do Leblon não olham mais pra mim
(Eu uso óculos)
E volta e meia eu entro com meu carro pela contramão
(Eu 'tô sem óculos)
Se eu 'tô alegre eu ponho os óculos e vejo tudo bem
Mas se eu 'tô triste, eu tiro os óculos
Eu não vejo ninguém
Por que você não olha pra mim?
Me diz o que é que eu tenho de mal
Por que você não olha pra mim?
Por trás dessa lente tem um cara legal
Eu decidi dizer que eu nunca fui o tal
Era mais fácil se eu tentasse fazer charme de intelectual
Se eu te disser, periga você não acreditar em mim
Eu não nasci de óculos
Eu não era assim não
Por que você não olha pra mim?
Me diz o que é que eu tenho de mal
Por que você não olha pra mim?
Por trás dessa lente tem um cara legal
Por que você não olha pra mim?
Por que você diz sempre que não?
Por que você não olha pra mim?
Por trás dessa lente também bate um coração
https://www.letras.mus.br/os-paralamas-do-sucesso/47956/
No texto 2, as reticências indicam que:
Texto 4
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https://br.pinterest.com/pin/585819864004267583/
Texto 5
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https://linhaslivres.wordpress.com/2013/10/27/charge-do-rico-inclusao-social/
Observe as afirmativas abaixo:
I. Os textos 4 e 5 abordam um mesmo assunto sob uma única perspectiva.
II. Os textos 4 e 5 têm a mesma intenção: fomentar a acessibilidade.
III. Os cadeirantes de ambos os textos têm o mesmo tratamento quanto à acessibilidade.
IV. Ambos os textos fazem uma crítica social.
V. O texto 5 tem uma abordagem pessimista.
Estão corretas as alternativas:
Texto 4
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Texto 5
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A partir da leitura do texto 4, é correto afirmar que:
Texto 4
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Texto 5
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No contexto do texto 4, as palavras “como” e “mas” apresentam, respectivamente, relações de:
Texto 4
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Texto 5
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O trecho “mas iguais no direito de voar”, constante do texto 4, pode ser substituído sem alteração de sentido, por:
Texto 4
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Texto 5
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Sobre o texto 5, marque a alternativa correta.
Texto 6
O passarinho, a escola e a flor (trecho)
1. Saí pela rua pensando em tudo. Mas eu estava lembrando uma coisa que me deixava muito
2. triste. Totóca tinha um coleirinho muito lindo. Mansinho que subia no dedo dele quando mudava o
3. alpiste. Podia até deixar a porta aberta que ele não fugia. Um dia Totóca esqueceu ele de fora no sol. E
4. o sol quente matou ele. Me lembrava de Totóca com ele na mão, chorando, chorando e encostando o
5. passarinho morto no rosto.
6. Aí ele dizia:
7. — Nunca mais, nunca mais eu prendo um passarinho.
8. Eu estava junto e disse:
9. — Totóca, eu também nunca vou prender.
10. Cheguei em casa e fui direito a Minguinho.
11. — Xururuca, vim fazer uma coisa.
12. — O que é?
13. — Vamos esperar um pouco?
14. — Vamos.
15. Sentei e encostei minha cabeça no seu tronquinho.
16. — Que é que nós vamos esperar, Zezé?
17. — Que passe uma nuvem bem bonita no céu.
18. — Pra quê?
19. — Vou soltar o meu passarinho.Vou, sim. Não preciso mais dele...
20. Ficamos olhando o céu.
21. — É aquela, Minguinho?
22. A nuvem vinha andando devagar, bem grande, como se fosse uma folha branca toda recortada.
23. — É aquela, Minguinho.
24. Levantei emocionado e abri a camisa. Senti que ele ia saindo do meu peito magro.
25. — Voa, meu passarinho. Bem alto. Vá subindo e pouse no dedo de Deus.Deus vai levar você
26. para outro menininho e você vai cantar bonito como sempre cantou para mim. Adeus, meu passarinho
27. lindo!
28. Senti um vazio por dentro que não acabava mais.
29. — Olhe, Zezé. Ele pousou no dedo da nuvem.
20. — Eu vi.
31. Encostei minha cabeça no coração de Minguinho e fiquei olhando a nuvem ir-se embora.
32. — Eu nunca fui malvado com ele...
33. Aí virei o meu rosto contra o seu galho.
34. — Xururuca.
35. — Que foi?
36. — Fica feio se eu chorar?
37. — Nunca é feio chorar, bobo. Por quê?
38. — Não sei, ainda não me acostumei. Parece que aqui dentro a minha gaiola ficou vazia
39. demais...
VASCONCELOS, José Mauro de. O meu pé de Laranja Lima. São Paulo: Melhoramentos, 1968.
Sobre o texto 6, está correta apenas a alternativa:Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 6
O passarinho, a escola e a flor (trecho)
1. Saí pela rua pensando em tudo. Mas eu estava lembrando uma coisa que me deixava muito
2. triste. Totóca tinha um coleirinho muito lindo. Mansinho que subia no dedo dele quando mudava o
3. alpiste. Podia até deixar a porta aberta que ele não fugia. Um dia Totóca esqueceu ele de fora no sol. E
4. o sol quente matou ele. Me lembrava de Totóca com ele na mão, chorando, chorando e encostando o
5. passarinho morto no rosto.
6. Aí ele dizia:
7. — Nunca mais, nunca mais eu prendo um passarinho.
8. Eu estava junto e disse:
9. — Totóca, eu também nunca vou prender.
10. Cheguei em casa e fui direito a Minguinho.
11. — Xururuca, vim fazer uma coisa.
12. — O que é?
13. — Vamos esperar um pouco?
14. — Vamos.
15. Sentei e encostei minha cabeça no seu tronquinho.
16. — Que é que nós vamos esperar, Zezé?
17. — Que passe uma nuvem bem bonita no céu.
18. — Pra quê?
19. — Vou soltar o meu passarinho.Vou, sim. Não preciso mais dele...
20. Ficamos olhando o céu.
21. — É aquela, Minguinho?
22. A nuvem vinha andando devagar, bem grande, como se fosse uma folha branca toda recortada.
23. — É aquela, Minguinho.
24. Levantei emocionado e abri a camisa. Senti que ele ia saindo do meu peito magro.
25. — Voa, meu passarinho. Bem alto. Vá subindo e pouse no dedo de Deus.Deus vai levar você
26. para outro menininho e você vai cantar bonito como sempre cantou para mim. Adeus, meu passarinho
27. lindo!
28. Senti um vazio por dentro que não acabava mais.
29. — Olhe, Zezé. Ele pousou no dedo da nuvem.
20. — Eu vi.
31. Encostei minha cabeça no coração de Minguinho e fiquei olhando a nuvem ir-se embora.
32. — Eu nunca fui malvado com ele...
33. Aí virei o meu rosto contra o seu galho.
34. — Xururuca.
35. — Que foi?
36. — Fica feio se eu chorar?
37. — Nunca é feio chorar, bobo. Por quê?
38. — Não sei, ainda não me acostumei. Parece que aqui dentro a minha gaiola ficou vazia
39. demais...
VASCONCELOS, José Mauro de. O meu pé de Laranja Lima. São Paulo: Melhoramentos, 1968.
Dentre as frases abaixo, assinale aquela cuja vírgula tem o mesmo valor da empregada no trecho “Xururuca, vim fazer uma coisa.” (linha 11).Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 6
O passarinho, a escola e a flor (trecho)
1. Saí pela rua pensando em tudo. Mas eu estava lembrando uma coisa que me deixava muito
2. triste. Totóca tinha um coleirinho muito lindo. Mansinho que subia no dedo dele quando mudava o
3. alpiste. Podia até deixar a porta aberta que ele não fugia. Um dia Totóca esqueceu ele de fora no sol. E
4. o sol quente matou ele. Me lembrava de Totóca com ele na mão, chorando, chorando e encostando o
5. passarinho morto no rosto.
6. Aí ele dizia:
7. — Nunca mais, nunca mais eu prendo um passarinho.
8. Eu estava junto e disse:
9. — Totóca, eu também nunca vou prender.
10. Cheguei em casa e fui direito a Minguinho.
11. — Xururuca, vim fazer uma coisa.
12. — O que é?
13. — Vamos esperar um pouco?
14. — Vamos.
15. Sentei e encostei minha cabeça no seu tronquinho.
16. — Que é que nós vamos esperar, Zezé?
17. — Que passe uma nuvem bem bonita no céu.
18. — Pra quê?
19. — Vou soltar o meu passarinho.Vou, sim. Não preciso mais dele...
20. Ficamos olhando o céu.
21. — É aquela, Minguinho?
22. A nuvem vinha andando devagar, bem grande, como se fosse uma folha branca toda recortada.
23. — É aquela, Minguinho.
24. Levantei emocionado e abri a camisa. Senti que ele ia saindo do meu peito magro.
25. — Voa, meu passarinho. Bem alto. Vá subindo e pouse no dedo de Deus.Deus vai levar você
26. para outro menininho e você vai cantar bonito como sempre cantou para mim. Adeus, meu passarinho
27. lindo!
28. Senti um vazio por dentro que não acabava mais.
29. — Olhe, Zezé. Ele pousou no dedo da nuvem.
20. — Eu vi.
31. Encostei minha cabeça no coração de Minguinho e fiquei olhando a nuvem ir-se embora.
32. — Eu nunca fui malvado com ele...
33. Aí virei o meu rosto contra o seu galho.
34. — Xururuca.
35. — Que foi?
36. — Fica feio se eu chorar?
37. — Nunca é feio chorar, bobo. Por quê?
38. — Não sei, ainda não me acostumei. Parece que aqui dentro a minha gaiola ficou vazia
39. demais...
VASCONCELOS, José Mauro de. O meu pé de Laranja Lima. São Paulo: Melhoramentos, 1968.
Sabendo que Minguinho é o apelido que Zezé dá a Xururuca e são, portanto, o mesmo personagem, assinale a alternativa que melhor o descreve:Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 7
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http://diogoprofessor.blogspot.com/2016/11/atividade-sobre-linguagem-acao-e.html
Qual é a mensagem da tirinha?
Texto 7
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http://diogoprofessor.blogspot.com/2016/11/atividade-sobre-linguagem-acao-e.html
Leia as assertivas abaixo:
I. Mafalda estica os olhos, puxando-os com os dedos para imitar o rosto de todos os orientais cujos olhos são puxados ou não.
II. O humor da tira concentra-se no último quadrinho, quando Mafalda diz “E depois ficam falando de maior compreensão entre Oriente e Ocidente”.
III. A mulher faz cara de espanto ao encontrar com Mafalda porque não costuma encontrar crianças nas ruas.
IV. O enunciador de uma fala como a de Mafalda no último quadrinho só poderia ser mesmo uma criança.
Entre as alternativas abaixo, assinale aquela na qual a(s) assertiva(s) está(ão) correta(s):
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