← Voltar para a lista de provas Colégio Militar Tiradentes — Polícia Militar do Distrito Federal · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental 31 questões nesta prova · página 1 de 2 · 30 com gabarito Gabarito disponível Montar o número de cinco algarismos a partir das cinco pistas. IV: o maior divisor de 27 diferente dele é 9, que fica na 5ª ordem. I: o maior primo menor que 10 é 7, que fica na 2ª ordem (dezena). II: o número é divisível por 10, então a unidade é 0. III: a unidade de milhar é 20 − 2×7 = 6. V: o divisor de qualquer natural é 1, que fica na centena. O código é 96.170, que está entre 95.000 e 100.000. B, C, D e E) Os intervalos de 75.000 a 95.000 não contêm 96.170. Eles exigiriam um algarismo de 5ª ordem diferente de 9 ou uma unidade de milhar menor que 5. Referência: Sistema de numeração decimal: ordens e classes; divisores e números primos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Os fogos coincidem a cada MMC(5,15,21) = 105 s; contar as coincidências em 300 s. MMC(5, 15, 21) = 105, então as três cores explodem juntas a cada 105 s. O espetáculo dura 5 min = 300 s. As explosões conjuntas ocorrem em 0 s, 105 s e 210 s, e a próxima, em 315 s, passa do tempo. São 3 vezes. A) 2 vezes: esquece de contar uma das coincidências (0, 105 ou 210 s). C), D) e E) 4, 5 ou 6 vezes: exigiriam coincidências em 315 s ou depois, já fora dos 300 s. Referência: MMC e problemas de eventos periódicos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Converter 300 cm³, 2 dm³ e 0,001 m³ para mL e somar. Como 1 cm³ = 1 mL, 300 cm³ = 300 mL. Como 1 dm³ = 1 L, 2 dm³ = 2.000 mL. Como 0,001 m³ = 1 dm³ = 1 L, 0,001 m³ = 1.000 mL. A soma é 300 + 2.000 + 1.000 = 3.300 mL. A) 600 mL: erra ao tratar 2 dm³ e 0,001 m³ como 200 mL e 100 mL. C) 2,1 L: considera só 2 dm³ + 100 mL, o que é incorreto. D) 312 mL: erra as conversões de dm³ e m³. E) 6 L: soma os números sem converter as unidades. Referência: Unidades de volume e capacidade: 1 cm³ = 1 mL; 1 dm³ = 1 L; 1 m³ = 1.000 L. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Cadeia de frações a partir dos 20 km de Eduardo. Fernandinho: 2/5 de 20 = 8 km. Gabriel Jesus: 1 3/4 (7/4) de 8 = 14 km. Neymar: 6/7 de 14 = 12 km. Logo, Neymar percorreu 12 km. B: Jesus percorreu 14 km, não 16. C: Fernandinho percorreu 8 km, não 10. D: Jesus (14) percorreu mais que Fernandinho (8). E: Neymar (12) percorreu menos que Jesus (14). Referência: Operações com frações e números mistos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Comparar a lotação com o máximo recomendado de 6 pessoas por m². As dimensões são 8 dam = 80 m e 7.500 cm = 75 m, então a área é 6.000 m². O máximo recomendável é 6×6.000 = 36.000 pessoas. Havia 38.000, ou seja, 2.000 a mais. As demais opções decorrem de erro na conversão de unidades ou no cálculo da área, resultando em diferenças que não correspondem a 38.000 − 36.000. Referência: Conversão de unidades de comprimento e área. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Somar os tempos de trechos e paradas. Trechos: 1h47+1h13+57min = 3h57. Paradas: 14 min. Total: 4h11. Partindo às 17h45, chegam às 21h56. As demais opções ignoram parte das paradas ou erram a soma dos minutos. Por exemplo, 20h56 desconta uma hora, e 22h35 acrescenta tempo indevido. Referência: Operações com unidades de tempo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Dividir 384 mil kg por 64 jogos e converter para gramas. 384.000 kg ÷ 64 = 6.000 kg por jogo. Como 1 kg = 1.000 g, são 6.000.000 g = 6,0×10⁶ g. A: 32×10⁵ kg = 3.200.000 kg. B: 3,2×10⁴ dg = 3,2 kg. D: 60×10⁸ cg = 6×10⁸ cg = 6.000 kg? Na verdade 60×10⁸ cg = 6.000.000.000 cg = 60.000 kg, o que é 10 vezes o valor correto. E: 600×10⁴ hg = 6.000.000 hg = 600.000 kg, valor 100 vezes maior. Referência: Unidades de massa e notação científica. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Motivo da certeza de que bruxas existiam. A prova era uma vizinha muito velha, solitária e misteriosa, cuja aparência (feia, cabelo de palha, nariz comprido, verruga, falando sozinha) coincidia com a imagem tradicional da bruxa. A: o texto não fala em leituras. B: eles apenas imaginavam os venenos, nunca entraram na casa. C: não se fala em falta de iluminação. E: o ataque nunca ocorreu, e a certeza vinha antes. Referência: Moacyr Scliar, “Bruxas não existem”. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Espaço físico da narrativa. Os indícios (rua, vizinhos conhecidos, armazém ali perto, todos se conhecendo) indicam uma cidade pequena. B: não há menção a fazenda. C: um ambiente de metrópole não combinaria com a vizinhança descrita. D: nada indica relevo montanhoso. E: o texto é realista, não um conto de fadas. Referência: Elementos da narrativa: espaço. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Trecho que mais evidencia o medo do narrador. Em “ninguém poderia me ajudar. E a mulher, sem dúvida, descarregaria em mim sua fúria”, o narrador, caído e sozinho, teme a reação violenta da bruxa. Esse é o trecho em que o medo é mais evidente. A e C relatam fatos da ação. B mostra a surpresa com o aparecimento da bruxa. D expressa a dor e a dificuldade física, não o medo da bruxa em si. Referência: Interpretação de texto narrativo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Sentido de “maquinando coisas perversas”. “Maquinar” significa planejar, tramar. Para o narrador, as bruxas passam o tempo planejando como fazer maldades. A inverte o papel (bruxas vítimas). C e D entendem “maquinando” de modo literal, como laboratórios ou máquinas. E acrescenta a captura de crianças, que o texto não afirma. Referência: Significação de palavras no contexto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponívelColégio Militar Tiradentes (PMDF) — Processo Seletivo de Admissão 2018/2019 — 6º ano do Ensino Fundamental — Matemática, Língua Portuguesa e Produção Textual
I. O algarismo da 2ª ordem é o maior número primo menor que dez.
II. O número é divisível por dez.
III. O algarismo da unidade de milhar é a diferença entre o número vinte e o dobro do algarismo da dezena simples.
IV. Na 5ª ordem, tem-se o maior divisor do número vinte e sete, diferente dele mesmo.
V. Na centena simples, tem-se o divisor de qualquer número natural.
O código recebido por Seu Túlio é um número natural, compreendido entreResolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
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Ela comprou01 pacote do arroz marrom, 01 pacote do café instantâneo e 02 pacotes da sopa de feijão. Assim, o valor da compra, com o desconto, foi deResolução comentada
Análise das alternativas
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Sobre os números representados na tabela acima, podemos afirmar que:
I. O número que representa a área do território brasileiro possui 7 classes.
II. A população estimada do Brasil é representada por um número com 9 ordens.
III. A população estimada de Zurique é 30 vezes menor que a de São Paulo.
IV. O valor relativo do algarismo 7, no número que representa a população estimada da Suíça, é 7.000.
Sobre as opções acima, é correto afirmar que
Considere o Texto II para responder às questões 06 e 07.
TEXTOII
Na tabela abaixo, temos 6 dos 12 estádios do Mundial, com nome, a cidade onde está localizado, quantidade de jogos que sediou e a capacidade total de pessoas. Observe:
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Em relação ao número total de jogos sediados nos seis estádios apresentados acima, temos que
Considere o Texto II para responder às questões 06 e 07.
TEXTOII
Na tabela abaixo, temos 6 dos 12 estádios do Mundial, com nome, a cidade onde está localizado, quantidade de jogos que sediou e a capacidade total de pessoas. Observe:
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Em um dos jogos realizados no Estádio Arena Spartak, em Moscou, todos os ingressos foram vendidos, capacidade total. Os ingressos foram vendidos divididos em três categorias: metade foram vendidos para a categoria 1, a R$ 840,00 cada; um terço para a categoria 2, a R$ 660,00 cada; e o restante foi vendido para a categoria 3. Se nesse dia, o estádio arrecadou exatamente R$ 29.820.000,00 com a venda de ingressos, cada ingresso da categoria 3 foi vendido aResolução comentada
Análise das alternativas
Considere o texto III para responder às questões 09 e 10.
TEXTO III
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Se tem uma tradição que invade as ruas do Brasil em época de Copa do Mundo é a de completar o álbum de figurinhas das seleções participantes do torneio. Uma mania para todas as idades! Neste ano, o Álbum Oficial da Copa do Mundo FIFA Rússia 2018 conta com as 32 seleções, mais uma seção ao final do álbum, retratando as maiores seleções na história das copas, com 50 figurinhas chamadas “especiais”. Não é uma mania barata. O álbum com a capa cartão, sem nenhuma figurinha colada, custa R$ 7,90, chegando a R$ 20,00 se a edição for de capa dura. As figurinhas são vendidas apenas de um modo: pacote com 5 figurinhas, no valor de R$ 2,00, cada pacote. Ao todo são 682 figurinhas diferentes para completar o álbum, incluindo as “especiais”.
Os anos passaram, mas o principal problema de se colecionar figurinhas permanece o mesmo: é o número de repetidas que vem em cada pacotinho. Por exemplo, Aninha e Eduardo conseguiram completar o álbum, porém sobraram 28 figurinhas da seleção da Inglaterra, 70 da Espanha, 84 da França e 210 da seleção do Brasil. Mas, nada disso tira a alegria de ver tudo completo, todos se divertem e ainda aprendem sobre as histórias dos mundiais.
(Adaptado da fonte de pesquisa https://www.diariodecanoas.com.br/_conteudo/2018/05/noticias/regiao/2263876-completar-o-album-de-figurinhas-da-copa-do-mundo-diverte-a-garotada.html Acesso em 05jun 2018)
Para completar o álbum, Eduardo comprou o álbum sem figurinhas e 137 pacotinhos de figurinhas. Assim, podemos afirmar que:
I. Com a sorte de não sair com nenhuma figurinha repetida, com 136 pacotinhos ele completaria o álbum.
II. 137 pacotinhos de figurinhas é a quantidade mínima para completar o álbum.
III. Gastaria, no mínimo, a quantia de R$ 290,00, para completar o álbum na edição de capa dura.
IV. Gastaria, no mínimo, a quantia de R$ 281,90, contando com a sorte de ter apenas 3 repetidas na edição de capa cartão.
Sobre as opções acima, é correto afirmar que
Considere o texto III para responder às questões 09 e 10.
TEXTO III
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Se tem uma tradição que invade as ruas do Brasil em época de Copa do Mundo é a de completar o álbum de figurinhas das seleções participantes do torneio. Uma mania para todas as idades! Neste ano, o Álbum Oficial da Copa do Mundo FIFA Rússia 2018 conta com as 32 seleções, mais uma seção ao final do álbum, retratando as maiores seleções na história das copas, com 50 figurinhas chamadas “especiais”. Não é uma mania barata. O álbum com a capa cartão, sem nenhuma figurinha colada, custa R$ 7,90, chegando a R$ 20,00 se a edição for de capa dura. As figurinhas são vendidas apenas de um modo: pacote com 5 figurinhas, no valor de R$ 2,00, cada pacote. Ao todo são 682 figurinhas diferentes para completar o álbum, incluindo as “especiais”.
Os anos passaram, mas o principal problema de se colecionar figurinhas permanece o mesmo: é o número de repetidas que vem em cada pacotinho. Por exemplo, Aninha e Eduardo conseguiram completar o álbum, porém sobraram 28 figurinhas da seleção da Inglaterra, 70 da Espanha, 84 da França e 210 da seleção do Brasil. Mas, nada disso tira a alegria de ver tudo completo, todos se divertem e ainda aprendem sobre as histórias dos mundiais.
(Adaptado da fonte de pesquisa https://www.diariodecanoas.com.br/_conteudo/2018/05/noticias/regiao/2263876-completar-o-album-de-figurinhas-da-copa-do-mundo-diverte-a-garotada.html Acesso em 05jun 2018)
Como não usariam as figurinhas que soraram, Aninha e Eduardo resolveram distribuí-las entre seus amigos. Decidiram montar pacotinhos para cada amigo, contendo, em cada um deles, figurinhas dos quatro países. Sabendo-se que foram utilizadas todas as figurinhas que sobraram e que foi feito o maior número possível de pacotinhos, todos com a mesma quantidade de figurinhas, pode-se afirmar que, a quantidade de pacotinhos montados foi de:Resolução comentada
Análise das alternativas
• 1º Trecho:1 hora e 47 minutos
• 1ª Parada: 7 minutos
• 2º Trecho: 1 hora e 13 minutos
• 2ª Parada: 7 minutos.
• 3º Trecho: 57 minutos
Partindo de Moscou às 17h 45, com uma viagem sem atrasos, chegaram à São Petersburgo àsResolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
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(Fonte da imagem In: https://www.heatherhastie.com/soccer/Acesso em 25 mai 2018)
TEXTO I
Bruxas não existem
(Moacyr Scliar)
1 Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas que passavam o
2 tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A
3 prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona que morava numa casinha
4 caindo aos pedaços no fim da nossa rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a
5 chamávamos de “bruxa”.
6 Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o nariz era comprido,
7 ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos
8 entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos
9 preparando venenos num grande caldeirão.
10 Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e meia invadíamos o pequeno pátio
11 para dali roubar frutas e quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no
12 pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando “bruxa, bruxa!”.
13 Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal
14 nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O
15 que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela manhã, e talvez por
16 esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob o comando do João Pedro, que era
17 nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós
18 o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos
19 na cortina.
20 - Vamos logo – gritava João Pedro -, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No
21 momento exato em que, finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a porta se
22 abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo.
23 Eu, gordinho, era o último.
24 E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De imediato senti uma
25 dor terrível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas
26 não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão,
27 aproximava-se. Àquela altura a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher,
28 sem dúvida, descarregaria em mim sua fúria.
29 Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva. Mas aí viu minha
30 perna e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com
31 uma habilidade surpreendente.
32 - Está quebrada – disse por fim –, mas podemos dar um jeito. Não se preocupe, sei
33 fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. Confie em mim.
34 Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano,
35 improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui
36 até minha casa. “Chame uma ambulância”, disse a mulher à minha mãe. Sorriu.
37 Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou minha perna e em
38 poucas semanas eu estava recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E
39 tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua, uma senhora muito boa
40 que se chamava Ana Custódio.
https://novaescola.org.br/conteudo/4159/bruxas-nao-existem acesso em 20/5/2018 às 09h30
O protagonista e seus amigos tinham certeza de que as bruxas existiam, porqueResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
Bruxas não existem
(Moacyr Scliar)
1 Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas que passavam o
2 tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A
3 prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona que morava numa casinha
4 caindo aos pedaços no fim da nossa rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a
5 chamávamos de “bruxa”.
6 Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o nariz era comprido,
7 ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos
8 entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos
9 preparando venenos num grande caldeirão.
10 Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e meia invadíamos o pequeno pátio
11 para dali roubar frutas e quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no
12 pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando “bruxa, bruxa!”.
13 Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal
14 nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O
15 que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela manhã, e talvez por
16 esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob o comando do João Pedro, que era
17 nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós
18 o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos
19 na cortina.
20 - Vamos logo – gritava João Pedro -, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No
21 momento exato em que, finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a porta se
22 abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo.
23 Eu, gordinho, era o último.
24 E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De imediato senti uma
25 dor terrível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas
26 não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão,
27 aproximava-se. Àquela altura a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher,
28 sem dúvida, descarregaria em mim sua fúria.
29 Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva. Mas aí viu minha
30 perna e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com
31 uma habilidade surpreendente.
32 - Está quebrada – disse por fim –, mas podemos dar um jeito. Não se preocupe, sei
33 fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. Confie em mim.
34 Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano,
35 improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui
36 até minha casa. “Chame uma ambulância”, disse a mulher à minha mãe. Sorriu.
37 Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou minha perna e em
38 poucas semanas eu estava recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E
39 tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua, uma senhora muito boa
40 que se chamava Ana Custódio.
https://novaescola.org.br/conteudo/4159/bruxas-nao-existem acesso em 20/5/2018 às 09h30
Considerando os detalhes indicados no texto, é possível afirmar que as lembranças do narrador fazem referência a um espaço físico específico. A narrativa ocorre:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
Bruxas não existem
(Moacyr Scliar)
1 Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas que passavam o
2 tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A
3 prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona que morava numa casinha
4 caindo aos pedaços no fim da nossa rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a
5 chamávamos de “bruxa”.
6 Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o nariz era comprido,
7 ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos
8 entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos
9 preparando venenos num grande caldeirão.
10 Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e meia invadíamos o pequeno pátio
11 para dali roubar frutas e quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no
12 pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando “bruxa, bruxa!”.
13 Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal
14 nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O
15 que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela manhã, e talvez por
16 esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob o comando do João Pedro, que era
17 nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós
18 o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos
19 na cortina.
20 - Vamos logo – gritava João Pedro -, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No
21 momento exato em que, finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a porta se
22 abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo.
23 Eu, gordinho, era o último.
24 E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De imediato senti uma
25 dor terrível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas
26 não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão,
27 aproximava-se. Àquela altura a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher,
28 sem dúvida, descarregaria em mim sua fúria.
29 Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva. Mas aí viu minha
30 perna e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com
31 uma habilidade surpreendente.
32 - Está quebrada – disse por fim –, mas podemos dar um jeito. Não se preocupe, sei
33 fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. Confie em mim.
34 Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano,
35 improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui
36 até minha casa. “Chame uma ambulância”, disse a mulher à minha mãe. Sorriu.
37 Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou minha perna e em
38 poucas semanas eu estava recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E
39 tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua, uma senhora muito boa
40 que se chamava Ana Custódio.
https://novaescola.org.br/conteudo/4159/bruxas-nao-existem acesso em 20/5/2018 às 09h30
Ao longo da narrativa, o leitor vai conhecendo o relacionamento entre o narrador, seus amigos e a bruxa. Marque a única opção em que, de maneira mais evidente, representa, no texto, o medo que o narrador sente da bruxa.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
Bruxas não existem
(Moacyr Scliar)
1 Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas que passavam o
2 tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A
3 prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona que morava numa casinha
4 caindo aos pedaços no fim da nossa rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a
5 chamávamos de “bruxa”.
6 Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o nariz era comprido,
7 ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos
8 entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos
9 preparando venenos num grande caldeirão.
10 Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e meia invadíamos o pequeno pátio
11 para dali roubar frutas e quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no
12 pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando “bruxa, bruxa!”.
13 Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal
14 nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O
15 que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela manhã, e talvez por
16 esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob o comando do João Pedro, que era
17 nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós
18 o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos
19 na cortina.
20 - Vamos logo – gritava João Pedro -, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No
21 momento exato em que, finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a porta se
22 abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo.
23 Eu, gordinho, era o último.
24 E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De imediato senti uma
25 dor terrível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas
26 não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão,
27 aproximava-se. Àquela altura a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher,
28 sem dúvida, descarregaria em mim sua fúria.
29 Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva. Mas aí viu minha
30 perna e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com
31 uma habilidade surpreendente.
32 - Está quebrada – disse por fim –, mas podemos dar um jeito. Não se preocupe, sei
33 fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. Confie em mim.
34 Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano,
35 improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui
36 até minha casa. “Chame uma ambulância”, disse a mulher à minha mãe. Sorriu.
37 Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou minha perna e em
38 poucas semanas eu estava recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E
39 tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua, uma senhora muito boa
40 que se chamava Ana Custódio.
https://novaescola.org.br/conteudo/4159/bruxas-nao-existem acesso em 20/5/2018 às 09h30
Segundo o narrador do texto, toda bruxa passa “o tempo todo maquinando coisas perversas” (l. 1), ou seja, para ele, as bruxasResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
Bruxas não existem
(Moacyr Scliar)
1 Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas que passavam o
2 tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A
3 prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona que morava numa casinha
4 caindo aos pedaços no fim da nossa rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a
5 chamávamos de “bruxa”.
6 Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o nariz era comprido,
7 ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos
8 entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos
9 preparando venenos num grande caldeirão.
10 Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e meia invadíamos o pequeno pátio
11 para dali roubar frutas e quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no
12 pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando “bruxa, bruxa!”.
13 Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal
14 nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O
15 que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela manhã, e talvez por
16 esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob o comando do João Pedro, que era
17 nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós
18 o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos
19 na cortina.
20 - Vamos logo – gritava João Pedro -, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No
21 momento exato em que, finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a porta se
22 abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo.
23 Eu, gordinho, era o último.
24 E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De imediato senti uma
25 dor terrível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas
26 não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão,
27 aproximava-se. Àquela altura a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher,
28 sem dúvida, descarregaria em mim sua fúria.
29 Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva. Mas aí viu minha
30 perna e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com
31 uma habilidade surpreendente.
32 - Está quebrada – disse por fim –, mas podemos dar um jeito. Não se preocupe, sei
33 fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. Confie em mim.
34 Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano,
35 improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui
36 até minha casa. “Chame uma ambulância”, disse a mulher à minha mãe. Sorriu.
37 Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou minha perna e em
38 poucas semanas eu estava recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E
39 tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua, uma senhora muito boa
40 que se chamava Ana Custódio.
https://novaescola.org.br/conteudo/4159/bruxas-nao-existem acesso em 20/5/2018 às 09h30
Com base no TEXTO I, analise as afirmações a seguir.
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III- Segundo se confirma no texto, a vizinha era muito malvada e sempre teve um coração perverso; ela apenas passou a ser boa quando viu o garoto com a perna quebrada.
É correto afirmar o que se apresenta em:
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O refrigerante Baikal foi escolhido a bebida preferida de Eduardo na Rússia. Ele é vendido em garrafas de vários tamanhos, sendo os três volumes mais comuns: 300 cm³, 2 dm³ e 0,001 m³. Se ele comprar uma garrafa de cada uma das três citadas, estará levando para casa
Antes da partida entre Brasil e Suíça, Seu Túlio pesquisou um pouco mais sobre as características numéricas desses dois países tão diferentes. Observe a tabela:
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Seu Túlio, Dona Carla, Eduardo e Aninha mal saíram da Rússia e já estão planejando a viagem para a próxima Copa do Mundo, a Copa do Mundo de 2022, que será no Qatar, um país árabe. A passagem aérea, ida e volta, para uma pessoa, custa R$ 7.875,00. Para os quatro familiares viajarem juntos, apenas de passagem aérea, precisarão economizar uma mesma quantia por mês. Economizando de janeiro de 2019 até junho de 2022, essa quantia, por mês, será de
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