← Voltar para a lista de provas Colégio Militar Tiradentes — Polícia Militar do Distrito Federal · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental 31 questões nesta prova · página 2 de 2 · 30 com gabarito Gabarito disponível Identificar o par fato–consequência. “Tentamos empurrá-lo para dentro” é o fato, e “os chifres ficaram presos na cortina” é sua consequência. A: tempo e fato. B: o fato é ir às compras, que é a finalidade da saída. D: os dois trechos são ações sucessivas. E: ordem invertida, pois o hospital foi a causa de “tudo ficar bem”, e não consequência. Referência: Relações de causa e consequência. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Ordenação cronológica dos fatos do conto. A ordem é: 1) descrição da vizinha; 2) diversões das crianças; 3) o bode morto; 4) o aparecimento da bruxa com o cabo de vassoura; 5) a queda e a perna quebrada; 6) o socorro; 7) a ida ao hospital. Aplicando à lista na ordem apresentada, resulta 2–6–1–4–3–7–5. As demais sequências invertem fatos, como colocar o socorro antes da queda ou o hospital antes do socorro, o que contradiz a cronologia do texto. Referência: Moacyr Scliar, “Bruxas não existem”. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Relação entre “É normal que a primeira reação seja o medo” e “perigos reais da existência”. O primeiro trecho apresenta o fato (reagir com medo é normal). O segundo, introduzido por “diante dos”, aponta o que provoca essa reação, ou seja, a causa do medo. Os perigos não são consequência, conclusão, finalidade nem opinião: são o motivo do medo. Por isso A, C, D e E não se aplicam. Referência: Relações lógico-semânticas no texto: causa e consequência. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Substituição de oração reduzida de infinitivo por conjunção de mesmo valor temporal. “Ao se ter consciência...” é uma oração reduzida de infinitivo com valor temporal/condicional, equivalente a “Quando se tem consciência...”. Isso mantém o sentido de que o medo desaparece no momento em que se toma consciência. A, B e C usam “embora”, “apesar de” e “mesmo”, de valor concessivo, o que inverte o sentido. E usa “como”, de valor causal, que altera a relação entre as ideias. Referência: Orações subordinadas reduzidas e conectivos. Resolução comentada do VaiConcursos. Sem padrão de resposta — pratique a escrita Escreva uma narrativa entre quinze (15) e vinte e cinco (25) linhas.Colégio Militar Tiradentes (PMDF) — Processo Seletivo de Admissão 2018/2019 — 6º ano do Ensino Fundamental — Matemática, Língua Portuguesa e Produção Textual
TEXTO I
Bruxas não existem
(Moacyr Scliar)
1 Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas que passavam o
2 tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A
3 prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona que morava numa casinha
4 caindo aos pedaços no fim da nossa rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a
5 chamávamos de “bruxa”.
6 Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o nariz era comprido,
7 ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos
8 entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos
9 preparando venenos num grande caldeirão.
10 Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e meia invadíamos o pequeno pátio
11 para dali roubar frutas e quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no
12 pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando “bruxa, bruxa!”.
13 Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal
14 nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O
15 que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela manhã, e talvez por
16 esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob o comando do João Pedro, que era
17 nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós
18 o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos
19 na cortina.
20 - Vamos logo – gritava João Pedro -, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No
21 momento exato em que, finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a porta se
22 abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo.
23 Eu, gordinho, era o último.
24 E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De imediato senti uma
25 dor terrível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas
26 não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão,
27 aproximava-se. Àquela altura a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher,
28 sem dúvida, descarregaria em mim sua fúria.
29 Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva. Mas aí viu minha
30 perna e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com
31 uma habilidade surpreendente.
32 - Está quebrada – disse por fim –, mas podemos dar um jeito. Não se preocupe, sei
33 fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. Confie em mim.
34 Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano,
35 improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui
36 até minha casa. “Chame uma ambulância”, disse a mulher à minha mãe. Sorriu.
37 Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou minha perna e em
38 poucas semanas eu estava recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E
39 tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua, uma senhora muito boa
40 que se chamava Ana Custódio.
https://novaescola.org.br/conteudo/4159/bruxas-nao-existem acesso em 20/5/2018 às 09h30
Marque a opção em que os trechos selecionados representam fato e consequência, respectivamente, ou seja, nessa ordem.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
Bruxas não existem
(Moacyr Scliar)
1 Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas que passavam o
2 tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A
3 prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona que morava numa casinha
4 caindo aos pedaços no fim da nossa rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a
5 chamávamos de “bruxa”.
6 Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o nariz era comprido,
7 ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos
8 entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos
9 preparando venenos num grande caldeirão.
10 Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e meia invadíamos o pequeno pátio
11 para dali roubar frutas e quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no
12 pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando “bruxa, bruxa!”.
13 Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal
14 nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O
15 que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela manhã, e talvez por
16 esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob o comando do João Pedro, que era
17 nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós
18 o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos
19 na cortina.
20 - Vamos logo – gritava João Pedro -, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No
21 momento exato em que, finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a porta se
22 abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo.
23 Eu, gordinho, era o último.
24 E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De imediato senti uma
25 dor terrível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas
26 não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão,
27 aproximava-se. Àquela altura a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher,
28 sem dúvida, descarregaria em mim sua fúria.
29 Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva. Mas aí viu minha
30 perna e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com
31 uma habilidade surpreendente.
32 - Está quebrada – disse por fim –, mas podemos dar um jeito. Não se preocupe, sei
33 fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. Confie em mim.
34 Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano,
35 improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui
36 até minha casa. “Chame uma ambulância”, disse a mulher à minha mãe. Sorriu.
37 Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou minha perna e em
38 poucas semanas eu estava recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E
39 tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua, uma senhora muito boa
40 que se chamava Ana Custódio.
https://novaescola.org.br/conteudo/4159/bruxas-nao-existem acesso em 20/5/2018 às 09h30
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TEXTO I
Bruxas não existem
(Moacyr Scliar)
1 Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas que passavam o
2 tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A
3 prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona que morava numa casinha
4 caindo aos pedaços no fim da nossa rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a
5 chamávamos de “bruxa”.
6 Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o nariz era comprido,
7 ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos
8 entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos
9 preparando venenos num grande caldeirão.
10 Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e meia invadíamos o pequeno pátio
11 para dali roubar frutas e quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no
12 pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando “bruxa, bruxa!”.
13 Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal
14 nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O
15 que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela manhã, e talvez por
16 esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob o comando do João Pedro, que era
17 nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós
18 o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos
19 na cortina.
20 - Vamos logo – gritava João Pedro -, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No
21 momento exato em que, finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a porta se
22 abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo.
23 Eu, gordinho, era o último.
24 E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De imediato senti uma
25 dor terrível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas
26 não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão,
27 aproximava-se. Àquela altura a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher,
28 sem dúvida, descarregaria em mim sua fúria.
29 Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva. Mas aí viu minha
30 perna e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com
31 uma habilidade surpreendente.
32 - Está quebrada – disse por fim –, mas podemos dar um jeito. Não se preocupe, sei
33 fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. Confie em mim.
34 Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano,
35 improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui
36 até minha casa. “Chame uma ambulância”, disse a mulher à minha mãe. Sorriu.
37 Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou minha perna e em
38 poucas semanas eu estava recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E
39 tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua, uma senhora muito boa
40 que se chamava Ana Custódio.
https://novaescola.org.br/conteudo/4159/bruxas-nao-existem acesso em 20/5/2018 às 09h30
Leia com atenção o resumo das lembranças do narrador sobre um episódio de sua infância, considerando que os acontecimentos estão desordenados.
( ) Comentários sobre coisas que ele e seus amigos faziam com o intuito de se divertirem.
( ) O socorro da bruxa, que leva o narrador para casa.
( ) Descrição física e de alguns detalhes da vida de uma vizinha.
( ) Aparecimento da bruxa empunhando um cabo de vassoura.
( ) Explicação sobre o que fizeram com um bode morto que encontraram.
( ) Ida ao hospital para que tudo ficasse resolvido.
( ) Detalhes sobre como ele, o narrador, quebrou a perna.
Numerando os fatos apresentados em ordem cronológica, teremos a sequência:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II
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Analisando o TEXTO II, é possível identificar que Calvin tem medo
TEXTO II
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No segundo quadrinho, o Tigre lança uma ideia: “Derrube o seu travesseiro como uma isca”. Desta forma,
TEXTO II
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Com base na tirinha, analise as afirmações a seguir:
I- No primeiro quadrinho, a expressão “assim que” pode ser substituída por “desta forma”, sem alterar o sentido do contexto.
II- A tira dá a entender que, naquela situação, Calvin somente se sentia seguro em cima de sua cama.
III- Com base no texto verbal e não-verbal do terceiro quadrinho, vê-se que Calvin perdeu o medo dos monstros.
É correto o que se apresenta em:
TEXTO II
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No quarto quadrinho, o Tigre esclarece que há penas voando. A fala de Calvin, em relação ao alerta do Tigre, indica:
TEXTO II
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Com base no plano do Tigre, proposto no segundo quadrinho, é possível afirmar que, na visão do Tigre, os monstros
TEXTO III
MEDO
(Ana Lúcia Santana)
1 O medo é uma sensação real, e pode ser um amigo ou um inimigo do homem. É
2 normal que, diante dos perigos reais da existência, a primeira reação seja o medo, pois em
3 seu aspecto normal, saudável, ele nos preserva dos perigos, nos alerta para as ameaças e,
4 diante deste sentimento, pode-se agir ou fugir. Dependendo do contexto, tanto um quanto o
5 outro pode ser positivo, tudo depende dos limites de cada ser.
6 Todos enfrentam medos os mais diversos em determinados momentos da vida – da
7 morte, de doenças, da violência, de um acidente, da velhice, entre outros. Ele surge, às
8 vezes, do nada; outras vezes de uma forma crescente, na mente das pessoas, e pode tanto
9 estimular ações construtivas quanto se tornar uma sombra ameaçadora, quando assume o
10 aspecto do pânico, tomando conta da consciência e impedindo qualquer ação ou reação,
11 paralisando as pessoas. Nestes casos, é necessário procurar um tratamento, para que se
12 possa vencer este monstro devorador, antes de ser completamente dominado por ele,
13 principalmente na esfera dos pensamentos, pois em seu grau extremo ele impede o
14 funcionamento da Razão.
15 Geralmente os medos provêm de fatores conhecidos, assim a maior parte das
16 pessoas sabe o que temem. Algumas vezes, porém, eles são aparentemente irreais, ou seja,
17 não se sabe de onde vêm e porque nasce esta sensação – é como uma premonição, quando
18 se sabe que algo está ali ou vai acontecer, mas não se consegue definir. Ao se ter
19 consciência do que nos assusta, esse medo desaparece, pois normalmente temos receio do
20 desconhecido. Assim, quando a criança acredita realmente que há um monstro sob sua
21 cama, ele sente o medo crescer dentro de si. Mas, quando se prova para ela que não há
22 nada lá, ela se liberta desta emoção.
23 Para vencer os medos excessivos, é preciso recorrer aos mecanismos do nosso
24 inconsciente, acreditar no seu poder e se esforçar para mudar algumas de nossas crenças.
25 Ficamos livres do medo destrutivo quando descobrimos suas fontes. Este medo que foge à
26 razão deve ser defrontado, pois ele provém da ligação que nossa mente realiza com as
27 experiências frustrantes. Assim, se a pessoa continuar mentalizando que as vivências
28 negativas se repetirão, elas realmente sucederão novamente.
29 Em nossa sociedade, submetida a uma violência crescente, a condições de vida
30 estressantes, não é difícil a pessoa mergulhar em transtornos relacionados ao medo, como
31 a síndrome do pânico, mas também é possível reagir e buscar uma melhor qualidade de
32 vida, transformando, assim, este sentimento em algo que estimule uma ação construtiva, no
33 sentido de converter o medo em algo normal e saudável, protetor e preservativo, despido
34 deste aspecto patológico de que ele se reveste atualmente.
http://www.casadobruxo.com.br/
http://vilamulher.com.br/bem-estar/motivacao/de-onde-vem-seu-medo-11-1-71-40.html
http://www.nova-acropole.org.br/
Acesso em 24/5/2018 às 16h05
É possível afirmar que, entre os trechos destacados do TEXTO III “É normal que a primeira reação seja o medo” (l. 1) e “perigos reais da existência” (l. 2) é estabelecida, respectivamente, ou seja, nessa ordem, uma relação de:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III
MEDO
(Ana Lúcia Santana)
1 O medo é uma sensação real, e pode ser um amigo ou um inimigo do homem. É
2 normal que, diante dos perigos reais da existência, a primeira reação seja o medo, pois em
3 seu aspecto normal, saudável, ele nos preserva dos perigos, nos alerta para as ameaças e,
4 diante deste sentimento, pode-se agir ou fugir. Dependendo do contexto, tanto um quanto o
5 outro pode ser positivo, tudo depende dos limites de cada ser.
6 Todos enfrentam medos os mais diversos em determinados momentos da vida – da
7 morte, de doenças, da violência, de um acidente, da velhice, entre outros. Ele surge, às
8 vezes, do nada; outras vezes de uma forma crescente, na mente das pessoas, e pode tanto
9 estimular ações construtivas quanto se tornar uma sombra ameaçadora, quando assume o
10 aspecto do pânico, tomando conta da consciência e impedindo qualquer ação ou reação,
11 paralisando as pessoas. Nestes casos, é necessário procurar um tratamento, para que se
12 possa vencer este monstro devorador, antes de ser completamente dominado por ele,
13 principalmente na esfera dos pensamentos, pois em seu grau extremo ele impede o
14 funcionamento da Razão.
15 Geralmente os medos provêm de fatores conhecidos, assim a maior parte das
16 pessoas sabe o que temem. Algumas vezes, porém, eles são aparentemente irreais, ou seja,
17 não se sabe de onde vêm e porque nasce esta sensação – é como uma premonição, quando
18 se sabe que algo está ali ou vai acontecer, mas não se consegue definir. Ao se ter
19 consciência do que nos assusta, esse medo desaparece, pois normalmente temos receio do
20 desconhecido. Assim, quando a criança acredita realmente que há um monstro sob sua
21 cama, ele sente o medo crescer dentro de si. Mas, quando se prova para ela que não há
22 nada lá, ela se liberta desta emoção.
23 Para vencer os medos excessivos, é preciso recorrer aos mecanismos do nosso
24 inconsciente, acreditar no seu poder e se esforçar para mudar algumas de nossas crenças.
25 Ficamos livres do medo destrutivo quando descobrimos suas fontes. Este medo que foge à
26 razão deve ser defrontado, pois ele provém da ligação que nossa mente realiza com as
27 experiências frustrantes. Assim, se a pessoa continuar mentalizando que as vivências
28 negativas se repetirão, elas realmente sucederão novamente.
29 Em nossa sociedade, submetida a uma violência crescente, a condições de vida
30 estressantes, não é difícil a pessoa mergulhar em transtornos relacionados ao medo, como
31 a síndrome do pânico, mas também é possível reagir e buscar uma melhor qualidade de
32 vida, transformando, assim, este sentimento em algo que estimule uma ação construtiva, no
33 sentido de converter o medo em algo normal e saudável, protetor e preservativo, despido
34 deste aspecto patológico de que ele se reveste atualmente.
http://www.casadobruxo.com.br/
http://vilamulher.com.br/bem-estar/motivacao/de-onde-vem-seu-medo-11-1-71-40.html
http://www.nova-acropole.org.br/
Acesso em 24/5/2018 às 16h05
Leia o trecho retirado do TEXTO III: “Ao se ter consciência do que nos assusta, esse medo desaparece” (l. 18). Marque a opção em que o sentido da mensagem não foi alterado.Resolução comentada
Análise das alternativas
Quem nunca sentiu medo em alguma situação, não é mesmo? Ao longo da prova de Língua Portuguesa, você teve a oportunidade de ler textos de tipologias textuais variadas, mas que apresentam o medo como tema. Agora é sua vez! Produza um texto narrativo em que o narrador-personagem tenha enfrentado uma situação que lhe causou medo, mas que conseguiu resolver.
Para produzir seu texto, siga as orientações abaixo, com muita atenção.
a) A história será contada por um narrador-personagem e deverão existir mais duas personagens, que serão os amigos do narrador diante da situação de medo enfrentada.
b) Narre o texto em 1ª pessoa.
c) Crie nome para as demais personagens.
d) Explique onde estavam e o que estavam fazendo, quando algo perigoso ou aterrorizante aconteceu.
e) Esclareça os motivos pelos quais sentiram medo e o que os ameaçava.
f) Crie uma situação bem interessante e com algum suspense para provocar medo em todos (você poderá criar outra(s) personagem(ns) que provoque(m) a situação de medo vivenciada).
g) Finalize seu texto esclarecendo como esta situação perigosa foi resolvida.
h) Caso decida utilizar diálogos, tenha atenção aos aspectos formais que essa escolha exige.
i) Estruture seu texto em parágrafos, atentando para as características da tipologia textual narrativa.
j) Não crie título para seu texto.
k) Escreva uma narrativa entre quinze (15) e vinte e cinco (25) linhas.
l) Faça letra legível.
m) Os textos que não seguirem o tema e/ou a tipologia determinados receberão o grau zero (0,0).
Texto-base:
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PRODUÇÃO TEXTUAL