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EEAR — Exame de Admissão ao CFS 2/2018 — Aeronavegantes e Não-Aeronavegantes — Código da Prova 11

Comando da Aeronáutica — Escola de Especialistas de Aeronáutica · Curso de Formação de Sargentos (CFS 2/2018) — Aeronavegantes e Não-Aeronavegantes

EEARMédio

96 questões nesta prova · página 1 de 5 · 95 com gabarito

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

EEAR Médio

Comando da Aeronáutica — Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) · Curso de Formação de Sargentos (CFS 2/2018) — Aeronavegantes e Não-Aeronavegantes · Caderno Código da Prova 11

Gabarito disponível

Texto-base:
Quem casa quer casa
Num tempo em que se casava depois de namorar e noivar, viajei com meu marido para a minha primeira casa, no mesmo dia do meu casamento. Partia na verdade para um reino onde, tendo modos à mesa e usando meia fina, seria uma mulher distinta como Dona Alice e seu marido saindo para a missa das dez. Pois sim, meu enxoval (...) foi despachado com zelo pela via férrea para uma cidade longe, tão longe que não pude eu mesma escolher casa e coisas. Como você quer nossos móveis?, havia perguntado meu noivo. Ah, eu disse, você pode escolher, mas gosto mesmo é daqueles escuros, pretos. Pensava na maravilhosa cristaleira de Dona Cecília, móveis de pernas torneadas e brilhantes, cama de cabeceira alta. Para a cozinha achei melhor nem sugerir, apostando na surpresa. Você pode cuidar de tudo, respondi a meu noivo atrapalhado com as providências, os poucos dias de folga na empresa, sozinho (…). Foi abrir a porta de nossa casa com alpendre e levei o primeiro susto de muitos de minha vida de casada. A mobília – palavra que sempre detestei – era daquele amarelo bonito de peroba. Tem pouco uso, disse meu marido, comprei de um colega que se mudou daqui. Gostei da cristaleira, seus espelhos multiplicando o ‘jogo de porcelana’ – que invenção! A cama era feia, egressa de um outro desenho, sem nada a ver com a sala. E a cozinha? O mesmo fogão a lenha que desde menina me encarvoara. O fogão a gás vem em duas semanas, explicou meu marido com mortificada delicadeza, adivinhando o borbotão de lágrimas. Mas o banheiro, este sim amei à primeira vista, azulejos, louça branca e um boxe com cortina amarela desenhada em peixes e algas. Recompensou-me. Faz quarenta anos desde minha apresentação a este meu primeiro banheiro com cortina, a um piso que se limpava com sapóleo, palavra que incorporei incontinente ao meu novo status. Vinha de uma casa com panelas de ferro que só brilhavam a poder de areia. (…) Quando me viu a pique de chorar, meu marido me disse naquele dia: quando puder, vou comprar móveis pretos e torneados pra você. Compreendi, com grande sorte para mim, que era melhor escutar aquela promessa ardente ao ouvido, que ter móveis bonitos e marido desatento. Do viçoso jardim arranquei quase tudo para ‘plantar do meu jeito’, tentativa de construir um lar, esperança que até hoje guardo e pela qual me empenho como se tivesse acabado de me casar.
Adélia Prado
https://cronicasurbanas/wordpress/tag/adelia-prado
VOCABULÁRIO
alpendre: varanda coberta
borbotão: caudal; jorro; jato forte, em grande quantidade
egressa: afastada; retirada, que não pertence a um grupo
encarvoara: sujara de carvão
incontinente: que ou quem não se contém, sem moderação
viçoso: que cresce e se desenvolve com vigor
As questões de 01 a 04 referem-se ao texto anterior.

“Partia na verdade para um reino onde, tendo modos à mesa e usando meia fina, seria uma mulher distinta como Dona Alice e seu marido saindo para a missa das dez.” Essa frase do texto, enunciada logo em seu início, mostra que a esposa
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Resolução comentada

Significado do trecho inicial sobre ser 'mulher distinta como Dona Alice'.

A narradora diz que partia 'para um reino', o que mostra um sonho natural e idealizado de ser uma senhora distinta, que cuida da casa e do marido, como os modelos que admirava. Ela expressa um desejo comum à jovem recém-casada. Isso não é necessariamente aparência, imaturidade ou ilusão ingênua.

Análise das alternativas

A) 'Aparências' é uma leitura exagerada e crítica demais. B) Chamar a esposa de insegura e imatura não tem base no texto. C) Ela sonha, mas o texto não diz que imaginava a vida sem problemas.

Referência: Interpretação de texto: Adélia Prado, 'Quem casa quer casa'

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

EEAR Médio

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Texto-base:
Quem casa quer casa
Num tempo em que se casava depois de namorar e noivar, viajei com meu marido para a minha primeira casa, no mesmo dia do meu casamento. Partia na verdade para um reino onde, tendo modos à mesa e usando meia fina, seria uma mulher distinta como Dona Alice e seu marido saindo para a missa das dez. Pois sim, meu enxoval (...) foi despachado com zelo pela via férrea para uma cidade longe, tão longe que não pude eu mesma escolher casa e coisas. Como você quer nossos móveis?, havia perguntado meu noivo. Ah, eu disse, você pode escolher, mas gosto mesmo é daqueles escuros, pretos. Pensava na maravilhosa cristaleira de Dona Cecília, móveis de pernas torneadas e brilhantes, cama de cabeceira alta. Para a cozinha achei melhor nem sugerir, apostando na surpresa. Você pode cuidar de tudo, respondi a meu noivo atrapalhado com as providências, os poucos dias de folga na empresa, sozinho (…). Foi abrir a porta de nossa casa com alpendre e levei o primeiro susto de muitos de minha vida de casada. A mobília – palavra que sempre detestei – era daquele amarelo bonito de peroba. Tem pouco uso, disse meu marido, comprei de um colega que se mudou daqui. Gostei da cristaleira, seus espelhos multiplicando o ‘jogo de porcelana’ – que invenção! A cama era feia, egressa de um outro desenho, sem nada a ver com a sala. E a cozinha? O mesmo fogão a lenha que desde menina me encarvoara. O fogão a gás vem em duas semanas, explicou meu marido com mortificada delicadeza, adivinhando o borbotão de lágrimas. Mas o banheiro, este sim amei à primeira vista, azulejos, louça branca e um boxe com cortina amarela desenhada em peixes e algas. Recompensou-me. Faz quarenta anos desde minha apresentação a este meu primeiro banheiro com cortina, a um piso que se limpava com sapóleo, palavra que incorporei incontinente ao meu novo status. Vinha de uma casa com panelas de ferro que só brilhavam a poder de areia. (…) Quando me viu a pique de chorar, meu marido me disse naquele dia: quando puder, vou comprar móveis pretos e torneados pra você. Compreendi, com grande sorte para mim, que era melhor escutar aquela promessa ardente ao ouvido, que ter móveis bonitos e marido desatento. Do viçoso jardim arranquei quase tudo para ‘plantar do meu jeito’, tentativa de construir um lar, esperança que até hoje guardo e pela qual me empenho como se tivesse acabado de me casar.
Adélia Prado
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VOCABULÁRIO
alpendre: varanda coberta
borbotão: caudal; jorro; jato forte, em grande quantidade
egressa: afastada; retirada, que não pertence a um grupo
encarvoara: sujara de carvão
incontinente: que ou quem não se contém, sem moderação
viçoso: que cresce e se desenvolve com vigor
As questões de 01 a 04 referem-se ao texto anterior.

Considerando-se o tema de que trata o texto, pode-se indicar que diz respeito a
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Resolução comentada

Tema central do texto: a construção do lar e da felicidade a dois.

Apesar dos sustos e das frustrações iniciais, a narradora aceita a casa imperfeita e o marido, e segue construindo o lar com esperança, 'como se tivesse acabado de me casar'. O tema é, portanto, a construção da felicidade matrimonial.

Análise das alternativas

A) É genérica demais e não capta o foco no lar e no esforço de construí-lo. B) Há frustrações pontuais, mas o texto termina em esperança e não em desilusão. C) O texto não critica a mulher 'do lar'. A narradora valoriza sua casa.

Referência: Interpretação de texto: tema e ideia central

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

EEAR Médio

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Texto-base:
Quem casa quer casa
Num tempo em que se casava depois de namorar e noivar, viajei com meu marido para a minha primeira casa, no mesmo dia do meu casamento. Partia na verdade para um reino onde, tendo modos à mesa e usando meia fina, seria uma mulher distinta como Dona Alice e seu marido saindo para a missa das dez. Pois sim, meu enxoval (...) foi despachado com zelo pela via férrea para uma cidade longe, tão longe que não pude eu mesma escolher casa e coisas. Como você quer nossos móveis?, havia perguntado meu noivo. Ah, eu disse, você pode escolher, mas gosto mesmo é daqueles escuros, pretos. Pensava na maravilhosa cristaleira de Dona Cecília, móveis de pernas torneadas e brilhantes, cama de cabeceira alta. Para a cozinha achei melhor nem sugerir, apostando na surpresa. Você pode cuidar de tudo, respondi a meu noivo atrapalhado com as providências, os poucos dias de folga na empresa, sozinho (…). Foi abrir a porta de nossa casa com alpendre e levei o primeiro susto de muitos de minha vida de casada. A mobília – palavra que sempre detestei – era daquele amarelo bonito de peroba. Tem pouco uso, disse meu marido, comprei de um colega que se mudou daqui. Gostei da cristaleira, seus espelhos multiplicando o ‘jogo de porcelana’ – que invenção! A cama era feia, egressa de um outro desenho, sem nada a ver com a sala. E a cozinha? O mesmo fogão a lenha que desde menina me encarvoara. O fogão a gás vem em duas semanas, explicou meu marido com mortificada delicadeza, adivinhando o borbotão de lágrimas. Mas o banheiro, este sim amei à primeira vista, azulejos, louça branca e um boxe com cortina amarela desenhada em peixes e algas. Recompensou-me. Faz quarenta anos desde minha apresentação a este meu primeiro banheiro com cortina, a um piso que se limpava com sapóleo, palavra que incorporei incontinente ao meu novo status. Vinha de uma casa com panelas de ferro que só brilhavam a poder de areia. (…) Quando me viu a pique de chorar, meu marido me disse naquele dia: quando puder, vou comprar móveis pretos e torneados pra você. Compreendi, com grande sorte para mim, que era melhor escutar aquela promessa ardente ao ouvido, que ter móveis bonitos e marido desatento. Do viçoso jardim arranquei quase tudo para ‘plantar do meu jeito’, tentativa de construir um lar, esperança que até hoje guardo e pela qual me empenho como se tivesse acabado de me casar.
Adélia Prado
https://cronicasurbanas/wordpress/tag/adelia-prado
VOCABULÁRIO
alpendre: varanda coberta
borbotão: caudal; jorro; jato forte, em grande quantidade
egressa: afastada; retirada, que não pertence a um grupo
encarvoara: sujara de carvão
incontinente: que ou quem não se contém, sem moderação
viçoso: que cresce e se desenvolve com vigor
As questões de 01 a 04 referem-se ao texto anterior.

No que se refere ao texto, é correto afirmar que
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Resolução comentada

Afirmação correta sobre o texto: choro contido e a promessa do marido.

A esposa estava prestes a chorar, mas o marido a consolou com delicadeza, explicando o uso dos móveis e a vinda do fogão a gás. A promessa de móveis pretos e torneados mostrou que ele lembrava do desejo dela. Isso a fez compreender que valia mais escutar a promessa do que ter móveis bonitos e um marido desatento.

Análise das alternativas

B) O texto não sugere que ela escreve por desabafo nem que seja frustrada. Ela é bem-humorada e esperançosa. C) O texto não diz que a vida dela piorou em relação à casa materna. Ela amou o banheiro e o via como status. D) O marido se esforçou, e a esposa deu a ele a liberdade de escolher. Ela não esperou quarenta anos pela promessa.

Referência: Interpretação de texto: Adélia Prado, 'Quem casa quer casa'

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

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Texto-base:
Quem casa quer casa
Num tempo em que se casava depois de namorar e noivar, viajei com meu marido para a minha primeira casa, no mesmo dia do meu casamento. Partia na verdade para um reino onde, tendo modos à mesa e usando meia fina, seria uma mulher distinta como Dona Alice e seu marido saindo para a missa das dez. Pois sim, meu enxoval (...) foi despachado com zelo pela via férrea para uma cidade longe, tão longe que não pude eu mesma escolher casa e coisas. Como você quer nossos móveis?, havia perguntado meu noivo. Ah, eu disse, você pode escolher, mas gosto mesmo é daqueles escuros, pretos. Pensava na maravilhosa cristaleira de Dona Cecília, móveis de pernas torneadas e brilhantes, cama de cabeceira alta. Para a cozinha achei melhor nem sugerir, apostando na surpresa. Você pode cuidar de tudo, respondi a meu noivo atrapalhado com as providências, os poucos dias de folga na empresa, sozinho (…). Foi abrir a porta de nossa casa com alpendre e levei o primeiro susto de muitos de minha vida de casada. A mobília – palavra que sempre detestei – era daquele amarelo bonito de peroba. Tem pouco uso, disse meu marido, comprei de um colega que se mudou daqui. Gostei da cristaleira, seus espelhos multiplicando o ‘jogo de porcelana’ – que invenção! A cama era feia, egressa de um outro desenho, sem nada a ver com a sala. E a cozinha? O mesmo fogão a lenha que desde menina me encarvoara. O fogão a gás vem em duas semanas, explicou meu marido com mortificada delicadeza, adivinhando o borbotão de lágrimas. Mas o banheiro, este sim amei à primeira vista, azulejos, louça branca e um boxe com cortina amarela desenhada em peixes e algas. Recompensou-me. Faz quarenta anos desde minha apresentação a este meu primeiro banheiro com cortina, a um piso que se limpava com sapóleo, palavra que incorporei incontinente ao meu novo status. Vinha de uma casa com panelas de ferro que só brilhavam a poder de areia. (…) Quando me viu a pique de chorar, meu marido me disse naquele dia: quando puder, vou comprar móveis pretos e torneados pra você. Compreendi, com grande sorte para mim, que era melhor escutar aquela promessa ardente ao ouvido, que ter móveis bonitos e marido desatento. Do viçoso jardim arranquei quase tudo para ‘plantar do meu jeito’, tentativa de construir um lar, esperança que até hoje guardo e pela qual me empenho como se tivesse acabado de me casar.
Adélia Prado
https://cronicasurbanas/wordpress/tag/adelia-prado
VOCABULÁRIO
alpendre: varanda coberta
borbotão: caudal; jorro; jato forte, em grande quantidade
egressa: afastada; retirada, que não pertence a um grupo
encarvoara: sujara de carvão
incontinente: que ou quem não se contém, sem moderação
viçoso: que cresce e se desenvolve com vigor
As questões de 01 a 04 referem-se ao texto anterior.

“Do viçoso jardim arranquei quase tudo para ‘plantar do meu jeito’, tentativa de construir um lar, esperança que até hoje guardo e pela qual me empenho como se tivesse acabado de me casar.” Do sentido da frase final do texto, depreende-se, de forma incorreta, que
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Resolução comentada

Questão de interpretação do trecho final do texto de Adélia Prado, pedindo a alternativa INCORRETA.

A frase final mostra a esposa transformando o jardim 'do seu jeito' para construir o lar. Ela guarda a esperança de que a construção continue e se empenha como se tivesse acabado de casar. O texto não mostra o jardim como válvula de escape nem fala em desilusão por um sonho não realizado. Por isso a alternativa D é a incorreta.

Análise das alternativas

A) Correta: relaciona o cuidado com o jardim ao esforço de renovar o lar. B) Correta: a esperança é de que o melhor ainda virá. C) Correta: refazer o jardim é a forma de a esposa se apropriar do espaço e da nova condição. D) Incorreta: atribui ao texto frustração e fuga que ele não apresenta.

Referência: Interpretação de texto: Adélia Prado, 'Quem casa quer casa'

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Conjunções — Valor Semântico

EEAR Médio

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Leia:
O mundo é grande
1 O mundo é grande e cabe
Nesta janela sobre o mar
O mar é grande e cabe
Na cama e no colchão de amar.
5 O amor é grande e cabe
No breve espaço de beijar. (Carlos Drummond de Andrade)
Assinale a alternativa referente ao verso em que a conjunção e estabelece relação de sentido diferente das demais.
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Resolução comentada

Valor semântico da conjunção 'e' nos versos do poema de Drummond.

Nos versos 1, 3 e 5, o 'e' liga 'é grande' a 'cabe' e traz uma ideia de contraste (é grande, mas cabe). No verso 4, o 'e' apenas soma dois elementos, 'na cama e no colchão', com valor de adição. Por isso o verso 4 destoa dos demais.

Análise das alternativas

A, B e D) Nos versos 1, 3 e 5, o 'e' tem o mesmo valor, de oposição, entre 'é grande' e 'cabe'. Por isso não são o verso diferente.

Referência: Conjunções coordenativas aditivas e adversativas

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Regência Verbal e Pronomes Oblíquos

EEAR Médio

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Assinale a alternativa que traz a correta sequência dos termos que preenchem as lacunas do poema abaixo, observando a regência dos verbos que os exigem.
Hão de chorar _____ ela os cinamomos;
Murchando as flores ao tombar do dia.
Dos laranjais hão de cair os pomos,
Lembrando-se _____ que _____ colhia.
[...]
Hão de chorar a irmã que _____ sorria.
[...]
A lua que lhe foi mãe carinhosa,
Que a viu nascer e amar, há de envolvê(ver) _____
Entre lírios e pétalas de rosa.
(Alphonsus de Guimaraens)
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Resolução comentada

Regência de chorar, lembrar-se, sorrir e envolver com pronomes oblíquos.

'Chorar por ela' tem o sentido de chorar por alguém. 'Lembrar-se' pede a preposição 'de', daí 'daquela que'. O 'que' é objeto direto de 'colhia' (os pomos), logo 'os'. 'Sorrir' é transitivo indireto, então 'lhes sorria'. Em 'envolvê-la', o verbo termina em -r e o pronome 'a' vira 'la'.

Análise das alternativas

A) 'com ela' e 'lhes' no lugar do objeto direto de 'colhia' estão errados. C) 'aquela' sem a preposição exigida por 'lembrar-se' e 'lhe' em 'envolvê-lo' estão errados. D) 'aquela' sem preposição e 'os' com 'sorria', que é transitivo indireto, estão errados.

Referência: Regência verbal e colocação/emprego dos pronomes oblíquos (Gramática Normativa)

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Advérbios e Locuções Adverbiais

EEAR Médio

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Questão anulada

Leia:
Abandonado à escrivaninha em São Paulo/ Na minha casa (...)/ De sopetão senti um friúme por dentro/ Fiquei trêmulo, muito comovido/ Com o livro palerma olhando para mim.
(Mário de Andrade)
Assinale a alternativa que corresponde ao exato número de advérbios e locuções adverbiais presentes ao texto acima.
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Língua Portuguesa Conjunções Coordenativas

EEAR Médio

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Considere os três períodos abaixo:
I. O estado de saúde do menino piorou.
II. A família levou-o para atendimento médico.
III. O hospital estava lotado e não havia vaga para internação do enfermo.
Formando um só período com as orações expressas nas sentenças, assinale a alternativa que traz a correta sequência das conjunções coordenativas que explicitam corretamente a relação de sentido entre elas.
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Resolução comentada

Conclusão com 'por isso' e oposição com 'entretanto'.

A piora do estado leva a família ao médico, relação de conclusão, expressa por 'por isso'. Em seguida, o hospital lotado contraria a expectativa de atendimento, relação adversativa, expressa por 'entretanto'. Exemplo: 'O estado do menino piorou; por isso a família o levou ao médico; entretanto o hospital estava lotado...'.

Análise das alternativas

A) 'Mas – e' não expressa a conclusão da primeira relação. B) 'Pois – portanto' deixa a causa e a conclusão sem sentido. C) 'Logo – porque' inverte as relações (porque é subordinativa).

Referência: Gramática normativa: conjunções coordenativas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Acentuação Gráfica

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As palavras abaixo estão corretamente acentuadas em
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Resolução comentada

Ânsia, bênção, bônus e cônsul estão acentuadas corretamente.

Todas são paroxítonas terminadas em ditongo ou em -s/-l e levam acento circunflexo: ânsia, bênção, bônus e cônsul.

Análise das alternativas

A) 'Aínda' e 'raínha' não levam acento. B) 'Feiúra' não leva acento, pois o 'u' vem depois de ditongo. D) 'Paranoia' e 'alcateia' perderam o acento após o Acordo Ortográfico.

Referência: Acordo Ortográfico: acentuação gráfica.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Tempos Verbais — Presente Histórico

EEAR Médio

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Na sentença “As luzes se apagaram, e, paulatinamente, aquele mar de gente silenciou e aguardou... De repente, ouve-se um forte brado vindo do fundo do palco, que explode em luzes e vida junto com a multidão.”, há mudança de tempo verbal: do pretérito perfeito do indicativo os verbos ouvir e explodir passam para o presente do indicativo, possibilidade que se justifica pelo seguinte motivo:
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Resolução comentada

Presente histórico atualiza o passado na narração.

O presente histórico traz um fato já ocorrido para o momento da narração, dando vivacidade e dramaticidade ao relato. É o que ocorre com 'ouve-se' e 'explode'.

Análise das alternativas

A) O fato não é permanente. B) Não há futuro, pois o fato já aconteceu. C) Não se trata de ação habitual, e sim de um fato pontual.

Referência: Gramática normativa: emprego dos tempos verbais.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Adjetivo — Grau Superlativo

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Leia o texto a seguir e responda ao que se pede.
Chamas de louco ou tolo ao apaixonado que sente ciúmes quando ouve sua amada dizer que na véspera de tarde o céu estava uma coisa lindíssima, com mil pequenas nuvens de leve púrpura sobre um azul de sonho. (Rubem Braga)
Reprodução do trecho de Rubem Braga da questão 11, com a palavra “lindíssima” em negrito.
Assinale a alternativa correta referente ao adjetivo destacado no texto.
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Língua Portuguesa Termos da Oração — Agente da Passiva e Complemento Nominal

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Identifique a função sintática dos termos destacados nas sentenças abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que contém a sequência correta da classificação desses termos.
1 – A aldeia era povoada de caiçaras.
2 – O artista estava cercado de fãs adolescentes.
3 – As plantas ficaram ávidas de água revigorante.
4 – Todos foram tomados de sentimentos apaziguadores.
Reprodução das quatro sentenças da questão 12 com os termos em negrito: “de caiçaras”, “de fãs adolescentes”, “de água revigorante” e “de sentimentos apaziguadores”.
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Língua Portuguesa Formação de Palavras

EEAR Médio

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O vocábulo alistar segue o mesmo processo de formação de palavras presente em
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Resolução comentada

Alistar e empalidecer se formam por parassíntese.

'Alistar' vem de a- + lista + -ar, com prefixo e sufixo acrescentados ao mesmo tempo. 'Empalidecer' vem de em- + pálido + -ecer, pelo mesmo processo, a parassíntese.

Análise das alternativas

A) 'Descarregar' é derivação prefixal. C) 'Achatamento' é derivação sufixal. D) 'Desligamento' também é derivação sufixal sobre 'desligar'.

Referência: Morfologia: formação de palavras.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Objeto Direto

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Leia as frases:
I. Gostava de doces caramelizados da doçaria de Dona Dalva.
II. No shopping, vigiava-a com a discrição de um investigador profissional.
III. Entre livros e cadernos velhos, na estante, encontrou um bilhete da antiga namorada.
IV. Lembrava-se ainda do período de sua infância vivida naquela cidadezinha do interior do Brasil.
Há objeto direto nas sentenças
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Resolução comentada

Há objeto direto em II e III.

Em II, 'vigiava-a' tem 'a' como objeto direto, pois 'vigiar' é transitivo direto. Em III, 'um bilhete' é objeto direto de 'encontrou'. Em I, 'gostar de' pede objeto indireto, e em IV, 'lembrar-se de' também.

Análise das alternativas

A) I e IV têm objeto indireto. C) I não tem OD. D) IV não tem OD.

Referência: Gramática normativa: regência e objeto direto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Ortografia

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Leia as sentenças abaixo, observando nelas a correção ortográfica das palavras destacadas.
1 – O belo corte de seda pedia mãos delicadas e olhos perscrutadores a cuidar das minúscias do maravilhoso bordado que brilharia no corpo da noiva.
2 – Todos os dias, ao longe, ouvia o apito do requintado trem. O som lhe parecia mais um gorjeio que a levava para dentro de uma cabina de luxo, onde tomava chá como uma dama invejada.
3 – A criança, doida pelo presente, expiava o colorido papel que cobria a grande caixa, imaginando que dali saltaria seu amado, macio e branco urso.
Reprodução das três sentenças da questão 15 com as palavras em negrito: “minúscias”, “gorjeio”, “cabina” e “expiava”.
Está(ão) correta(s) a(s) sentença(s)
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Orações Reduzidas

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Há, no texto abaixo, uma oração reduzida em destaque. Leia-a com atenção e, a seguir, assinale a alternativa que traz sua correspondente classificação sintática.
...o foco narrativo mostra a sua verdadeira força na medida em que é capaz de configurar o nível de consciência de um homem que, tendo conquistado a duras penas um lugar ao sol, absorveu na sua longa jornada toda a agressividade latente de um sistema de competição. (Alfredo Bosi)
Reprodução do trecho de Alfredo Bosi da questão 16 com a oração “tendo conquistado a duras penas um lugar ao sol” em negrito.
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Língua Portuguesa Figuras de Linguagem

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Leia:
1 – Eu vou tirar você de mim/Assim que descobrir /Com quantos nãos se faz um sim
2 – Vale todo um harém a minha bela/Em fazer-me ditoso ela capricha.../Vivo ao sol de seus olhos namorados,/Como ao sol de verão a lagartixa.
3 – Ilumina meu peito, canção./Dentro dele/Mora um anjo,/Que ilumina/O meu coração.
Nas sentenças acima, encontram-se, respectivamente, as seguintes figuras de linguagem:
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Resolução comentada

Antítese, hipérbole e prosopopeia.

1) 'Nãos' e 'sim' se opõem, caracterizando antítese. 2) 'Vale todo um harém' exagera o valor da amada, o que é hipérbole. 3) A canção que ilumina o peito e a ideia de que dentro dele mora um anjo atribuem ações humanas ao que não é humano, o que é prosopopeia.

Análise das alternativas

A) Não há metáfora em 1 nem em 3 no sentido apontado. C) Não há eufemismo nem metonímia nos trechos. D) Troca todas as figuras.

Referência: Estilística: figuras de linguagem.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Sujeito — Classificação

EEAR Médio

Comando da Aeronáutica — Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) · Curso de Formação de Sargentos (CFS 2/2018) — Aeronavegantes e Não-Aeronavegantes · Caderno Código da Prova 11

Gabarito disponível

Assinale a alternativa em que o pronome em destaque não exerce a função de sujeito simples.
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Resolução comentada

Em B, 'você' é predicativo e quem é o sujeito.

Em 'é você quem decide', o verbo 'ser' liga 'você' a 'quem decide'. O pronome 'você' funciona como predicativo, não como sujeito simples. Nas demais, 'você' é sujeito dos verbos vestir, vai trabalhar e esperava.

Análise das alternativas

A) 'Você' é sujeito de 'vestir'. C) 'Você' é sujeito de 'vai trabalhar'. D) 'Você' é sujeito de 'esperava'.

Referência: Gramática normativa: sujeito e predicativo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Denotação e Conotação

EEAR Médio

Comando da Aeronáutica — Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) · Curso de Formação de Sargentos (CFS 2/2018) — Aeronavegantes e Não-Aeronavegantes · Caderno Código da Prova 11

Gabarito disponível

Assinale a alternativa em que o termo em destaque não está empregado conotativamente.
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Língua Portuguesa Gênero dos Substantivos

EEAR Médio

Comando da Aeronáutica — Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) · Curso de Formação de Sargentos (CFS 2/2018) — Aeronavegantes e Não-Aeronavegantes · Caderno Código da Prova 11

Gabarito disponível

Das alternativas abaixo, assinale aquela em que o gênero dos substantivos não está corretamente empregado.
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Resolução comentada

'Eclipse' é substantivo masculino.

O correto é 'o eclipse', e por isso 'a eclipse' está errado. As demais formas estão corretas.

Análise das alternativas

A) 'O trema' está correto. C) 'A omoplata' está correto. D) 'O grama' (unidade de peso) é masculino, portanto correto.

Referência: Gramática normativa: gênero dos substantivos.

Resolução comentada do VaiConcursos.