← Voltar para a lista de provas Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) — Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão ao CPCAR 49 questões nesta prova · página 1 de 3 · 47 com gabarito Gabarito disponível O texto não diz que a literatura atinge a todos: ela é 'para todos', mas para os corajosos que a procuram. D generaliza: a literatura não age sobre todas as pessoas, e o texto fala em 'arrogâncias' que ele não menciona. A, B e C têm apoio no texto: ela leva a encarar o horror e o vazio, faz abrir um 'rombo' no espírito e desmascara a realidade como ilusão. A) a literatura 'gagueja perguntas frágeis' e lança o sujeito para dentro de si. B) o leitor encara o horror e as crueldades. C) abre 'rombo', traz instabilidade e desassossego. Referência: Interpretação de texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Apenas parece inútil' reforça que, para o autor, a literatura tem um poder único: levar o sujeito a voltar-se para dentro de si. Depois de dizer que a literatura é inútil 'no sentido prático', o autor corrige: ela 'apenas parece' inútil. A seguir afirma que ela 'conserva um poder que não é de mais ninguém', o de lançar o sujeito para dentro de si. A) e C) são visões que o autor critica, a da indústria editorial e a da universidade. D) descreve a aparência de inutilidade, que o autor justamente relativiza. Referência: Interpretação de texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Em B, o 'e' apenas soma ações e não há oposição. Em B, 'lança o sujeito... e o leva a encarar' liga ações complementares, com valor aditivo. As demais opções trazem oposição: 'Contudo' em A, 'mas também' em C e 'mas que' em D, todos conectivos adversativos. A) 'Contudo' é conjunção adversativa. C) 'mas também' marca contraste ou acréscimo enfático. D) 'mas que... não passa de ilusão' contrapõe realidade e ilusão. Referência: Conjunções e relações de coesão. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Em 'leia Dostoievski, Kafka...' o autor é citado no lugar da obra: metonímia. A metonímia troca um termo por outro com relação de proximidade. Em D, os nomes dos autores substituem suas obras (autor pela obra), pois o leitor lê os livros, não as pessoas. A) 'como um veneno' é comparação. B) 'mergulho' é metáfora. C) 'grande mar... realidade' também é metáfora. Referência: Figuras de linguagem: metonímia. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível I relativo; II pronome adjetivo (exclamativo); III interrogativo; IV conjunção subordinativa integrante. Em I, 'que carregamos' retoma 'vazio' e é pronome relativo. Em II, 'que escândalos' acompanha o substantivo e tem valor exclamativo, sendo pronome adjetivo. Em III, 'que poder resta?' é pronome interrogativo. Em IV, 'verá que rombo se abre' introduz oração subordinada substantiva objetiva direta, logo é conjunção integrante (subordinativa). A) II não é advérbio, III não é partícula de realce e IV não é pronome adjetivo. B) I não é conjunção e IV não é interjeição. D) I não é conjunção coordenativa, III não é relativo e II não é partícula de realce. Referência: Classes de palavras; funções do 'que'. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Em 'pacto que fazemos', o 'que' é pronome relativo e funciona como objeto direto de 'fazemos'. Em 'um pacto que fazemos', o 'que' retoma 'pacto' e completa 'fazemos' (fazemos um pacto), logo é objeto direto. Por isso D está certa. A) 'ostentar títulos...' é o sujeito oracional de 'é preciso', e não há sujeito composto passivo. B) o 'o' de 'é o que se pensa' é pronome demonstrativo ('aquilo'), não artigo. C) 'com todas as letras' indica modo, e não instrumento. Referência: Análise sintática; pronome relativo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Bauman não afirma que a internet garante conexão sempre fácil e eficiente entre as redes sociais. Bauman diz que as redes são 'descosturadas e remendadas por conexões e desconexões'. Portanto, não se pode depreender que a conexão seja sempre fácil e eficiente. As demais opções têm apoio no texto. A) a elite mede sua superioridade pela capacidade de 'devorar tudo', sem distinguir. B) as interações online parecem 'brinquedo' e não exigem esforço. D) é coerente com a resposta final, em que os produtos culturais se comportam como o resto do mercado. Referência: Interpretação de texto (inferência). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Só a reescrita A mantém sentido, regência e estrutura corretos. Em A, 'mudanças... na civilização, as quais ele tenta explicar por meio da ideia de liquidez' preserva as relações do original. 'Têm provocado' equivale a 'vem sofrendo com', e 'as quais' retoma 'mudanças' como objeto de 'explicar'. B) não forma período completo e usa 'cuja' de modo incorreto. C) tem objeto pleonástico, 'Às mudanças... ele tenta', crase indevida e 'decorrente' sem concordar. D) 'às quais a civilização vem experimentando' tem regência errada, pois 'experimentar' é transitivo direto e não pede 'a'. Referência: Reescrita de frases; regência, crase e pronomes relativos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A vírgula em 'porém' isola uma conjunção intercalada, não indica omissão de termo. Em B, as vírgulas isolam a conjunção adversativa 'porém' deslocada para o meio da oração, e não há termo omitido (elipse). A análise está errada, e por isso é a resposta pedida pela questão ('NÃO está de acordo'). Nas outras opções a análise é correta. A) 'on-line' e 'virtual' são adjuntos de mesma função, separados por vírgula. C) a oração adverbial deslocada, 'Como e se forem capazes...', vem isolada por vírgula. D) 'Hoje' é adjunto adverbial deslocado e fica isolado. Referência: Emprego da vírgula. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O 'genro que mamãe pediu a Deus' representa uma literatura comportada: inofensiva e obediente. A autora fala em 'politização obediente' e diz que a produção literária cortou o cabelo, vestiu terno e gravata e virou o genro ideal. Ela critica essa literatura como inofensiva e, por isso, irrelevante. A imagem corresponde a 'inofensiva e obediente'. A, B e D) 'provocativa', 'reflexiva', 'relevante' e 'desconstrutora' são qualidades que a autora atribui à boa literatura, justamente o oposto do genro ideal. Referência: Interpretação de texto; metáfora. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Para a autora, a literatura é relevante quando incomoda e trata de temas duros da vida. O texto diz que a literatura que não sacode nem põe o dedo na ferida é inofensiva e irrelevante. Os livros que a marcaram falavam de sexo, drogas, dor, vida e desespero. Logo, a literatura é relevante ao expor problemas sociais e situações essenciais da vida. A) contraria o texto, que valoriza o incômodo. B) 'tirar do lugar' é metáfora, não deslocamento físico. D) o texto critica a literatura politicamente correta e obediente. Referência: Interpretação de texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Em D, 'fenômeno desconcertante' e 'acometer' têm sentido literal. Em A, a produção literária 'cortou o cabelo' e virou 'genro que mamãe pediu a Deus' (metáfora e personificação). Em B, 'sacode' é metafórico, assim como 'colocar o dedo na ferida e chafurdar' em C. Já em D, o trecho dispensa leitura figurada: a autora apenas diz que observa um fenômeno que a desconcerta. A) há metáfora e personificação. B) 'sacode' está em sentido figurado. C) 'dedo na ferida' e 'chafurda' são metáforas. Referência: Figuras de linguagem: metáfora e personificação. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Regra de três em homens-dia: o trabalho restante é 60 máquinas-dia, e as x extras entram quando as máquinas consertadas voltam. O trabalho total é 12 × 9 = 108 máquinas-dia. Em 4 dias foram feitas 48, restando 60. Nos dias 5, 6 e 7 trabalham 8 máquinas, o que dá 24 e deixa 36. Nos dias 8 e 9 é preciso fazer 36 em 2 dias, ou seja, 18 máquinas por dia. Como as 12 já voltaram, faltam x = 6. Essa leitura é a que reproduz o gabarito: as x máquinas extras entram no retorno das consertadas. A, B e C) não fecham as 36 máquinas-dia necessárias nos dois últimos dias: 3, 4 ou 5 máquinas extras entregariam 30, 32 ou 34. Referência: Regra de três composta; grandezas inversamente proporcionais (máquinas × dias). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Resolve (I) para x = 5m e exige discriminante ≥ 0 em (II), o que dá |m| ≥ 8/5. Multiplicando (I) por (m²−n²) obtém-se x(m+n) − 5m(m−n) = 2nx, ou seja, x(m−n) = 5m(m−n). Como m ≠ n, x = 5m. Substituindo em (II), fica 2y² + 5my + 8 = 0. Para o conjunto solução ser não vazio, Δ = 25m² − 64 ≥ 0, o que dá m ≤ −8/5 ou m ≥ 8/5. B) inverte a desigualdade e dá o intervalo em que Δ 0. Referência: Equação do 2º grau; discriminante (Δ = b² − 4ac). Resolução comentada do VaiConcursos.EPCAR — Exame de Admissão ao CPCAR 2018 — Língua Portuguesa, Matemática, Língua Inglesa e Redação — Versão A
TEXTO I
O PODER DA LITERATURA
José Castello
Em um século dominado pelo virtual e pelo
instantâneo, que poder resta à literatura? Ao contrário
das imagens, que nos jogam para fora e para as
superfícies, a literatura nos joga para dentro. Ao contrário
[5] da realidade virtual, que é compartilhada e se baseia na
interação, a literatura é um ato solitário, nos aprisiona na
introspecção. Ao contrário do mundo instantâneo em que
vivemos, dominado pelo “tempo real” e pela rapidez, a
literatura é lenta, é indiferente às pressões do tempo,
[10] ignora o imediato e as circunstâncias.
Vivemos em um mundo dominado pelas
respostas enfáticas e poderosas, enquanto a literatura se
limita a gaguejar perguntas frágeis e vagas. A literatura,
portanto, parece caminhar na contramão do
[15] contemporâneo. Enquanto o mundo se expande, se
reproduz e acelera, a literatura contrai, pedindo que
paremos para um mergulho “sem resultados” em nosso
próprio interior. Sim: a literatura – no sentido prático – é
inútil. Mas ela apenas parece inútil.
[20] A literatura não serve para nada – é o que se
pensa. A indústria editorial tende a reduzi-la a um
entretenimento para a beira de piscinas e as salas de
espera dos aeroportos. De outro lado, a universidade –
em uma direção oposta, mas igualmente improdutiva –
[25] transforma a literatura em uma “especialidade”, destinada
apenas ao gozo dos pesquisadores e dos doutores. Vou
dizer com todas as letras: são duas formas de matá-la. A
primeira, por banalização. A segunda, por um esfriamento
que a asfixia. Nos dois casos, a literatura perde sua
[30] potência. Tanto quando é vista como “distração”, quanto
quando é vista como “objeto de estudos”, a literatura
perde o principal: seu poder de interrogar, interferir e
desestabilizar a existência. Contudo, desde os gregos, a
literatura conserva um poder que não é de mais ninguém.
[35] Ela lança o sujeito de volta para dentro de si e o leva a
encarar o horror, as crueldades, a imensa instabilidade e
o igualmente imenso vazio que carregamos em nosso
espírito. Somos seres “normais”, como nos orgulhamos
de dizer. Cultivamos nossos hábitos, manias e padrões.
[40] Emprestamos um grande valor à repetição e ao Mesmo.
Acreditamos que somos donos de nós mesmos!
Mas leia Dostoievski, leia Kafka, leia Pessoa,
leia Clarice – e você verá que rombo se abre em seu
espírito. Verá o quanto tudo isso é mentiroso. Vivemos
[45] imersos em um grande mar que chamamos de realidade,
mas que – a literatura desmascara isso – não passa de
ilusão. A “realidade” é apenas um pacto que fazemos
entre nós para suportar o “real”. A realidade é norma, é
contrato, é repetição, ela é o conhecido e o previsível. O
[50] real, ao contrário, é instabilidade, surpresa,
desassossego. O real é o estranho.
(...)
A literatura não tem o poder dos mísseis, dos
exércitos e das grandes redes de informação. Seu poder
[55] é limitado: é subjetivo. Ao lançá-lo para dentro, e não
para fora, ela se infiltra, como um veneno, nas pequenas
frestas de seu espírito. Mas, nele instalada pelo ato da
leitura, que escândalos, que estragos, mas também que
descobertas e que surpresas ela pode deflagrar.
[60] Não é preciso ser um especialista para ler uma
ficção. Não é preciso ostentar títulos, apresentar
currículos, ou credenciais. A literatura é para todos.
Dizendo melhor: é para os corajosos ou, pelo menos,
para aqueles que ainda valorizam a coragem.
(...)
(http://blogs.oglobo.globo.com/jose-castello/post/o-poder-da-literatura-444909.html - Acesso em: 21 fev 2017)
Da leitura global do texto, só NÃO é correto afirmar que a literaturaResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
O PODER DA LITERATURA
José Castello
Em um século dominado pelo virtual e pelo
instantâneo, que poder resta à literatura? Ao contrário
das imagens, que nos jogam para fora e para as
superfícies, a literatura nos joga para dentro. Ao contrário
[5] da realidade virtual, que é compartilhada e se baseia na
interação, a literatura é um ato solitário, nos aprisiona na
introspecção. Ao contrário do mundo instantâneo em que
vivemos, dominado pelo “tempo real” e pela rapidez, a
literatura é lenta, é indiferente às pressões do tempo,
[10] ignora o imediato e as circunstâncias.
Vivemos em um mundo dominado pelas
respostas enfáticas e poderosas, enquanto a literatura se
limita a gaguejar perguntas frágeis e vagas. A literatura,
portanto, parece caminhar na contramão do
[15] contemporâneo. Enquanto o mundo se expande, se
reproduz e acelera, a literatura contrai, pedindo que
paremos para um mergulho “sem resultados” em nosso
próprio interior. Sim: a literatura – no sentido prático – é
inútil. Mas ela apenas parece inútil.
[20] A literatura não serve para nada – é o que se
pensa. A indústria editorial tende a reduzi-la a um
entretenimento para a beira de piscinas e as salas de
espera dos aeroportos. De outro lado, a universidade –
em uma direção oposta, mas igualmente improdutiva –
[25] transforma a literatura em uma “especialidade”, destinada
apenas ao gozo dos pesquisadores e dos doutores. Vou
dizer com todas as letras: são duas formas de matá-la. A
primeira, por banalização. A segunda, por um esfriamento
que a asfixia. Nos dois casos, a literatura perde sua
[30] potência. Tanto quando é vista como “distração”, quanto
quando é vista como “objeto de estudos”, a literatura
perde o principal: seu poder de interrogar, interferir e
desestabilizar a existência. Contudo, desde os gregos, a
literatura conserva um poder que não é de mais ninguém.
[35] Ela lança o sujeito de volta para dentro de si e o leva a
encarar o horror, as crueldades, a imensa instabilidade e
o igualmente imenso vazio que carregamos em nosso
espírito. Somos seres “normais”, como nos orgulhamos
de dizer. Cultivamos nossos hábitos, manias e padrões.
[40] Emprestamos um grande valor à repetição e ao Mesmo.
Acreditamos que somos donos de nós mesmos!
Mas leia Dostoievski, leia Kafka, leia Pessoa,
leia Clarice – e você verá que rombo se abre em seu
espírito. Verá o quanto tudo isso é mentiroso. Vivemos
[45] imersos em um grande mar que chamamos de realidade,
mas que – a literatura desmascara isso – não passa de
ilusão. A “realidade” é apenas um pacto que fazemos
entre nós para suportar o “real”. A realidade é norma, é
contrato, é repetição, ela é o conhecido e o previsível. O
[50] real, ao contrário, é instabilidade, surpresa,
desassossego. O real é o estranho.
(...)
A literatura não tem o poder dos mísseis, dos
exércitos e das grandes redes de informação. Seu poder
[55] é limitado: é subjetivo. Ao lançá-lo para dentro, e não
para fora, ela se infiltra, como um veneno, nas pequenas
frestas de seu espírito. Mas, nele instalada pelo ato da
leitura, que escândalos, que estragos, mas também que
descobertas e que surpresas ela pode deflagrar.
[60] Não é preciso ser um especialista para ler uma
ficção. Não é preciso ostentar títulos, apresentar
currículos, ou credenciais. A literatura é para todos.
Dizendo melhor: é para os corajosos ou, pelo menos,
para aqueles que ainda valorizam a coragem.
(...)
(http://blogs.oglobo.globo.com/jose-castello/post/o-poder-da-literatura-444909.html - Acesso em: 21 fev 2017)
Na afirmativa “Mas ela apenas parece inútil.” (ℓ. 19) , o advérbio “apenas” e o verbo “parece” reiteram o juízo de valor do autor sobre a importância da literatura, que para eleResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
O PODER DA LITERATURA
José Castello
Em um século dominado pelo virtual e pelo
instantâneo, que poder resta à literatura? Ao contrário
das imagens, que nos jogam para fora e para as
superfícies, a literatura nos joga para dentro. Ao contrário
[5] da realidade virtual, que é compartilhada e se baseia na
interação, a literatura é um ato solitário, nos aprisiona na
introspecção. Ao contrário do mundo instantâneo em que
vivemos, dominado pelo “tempo real” e pela rapidez, a
literatura é lenta, é indiferente às pressões do tempo,
[10] ignora o imediato e as circunstâncias.
Vivemos em um mundo dominado pelas
respostas enfáticas e poderosas, enquanto a literatura se
limita a gaguejar perguntas frágeis e vagas. A literatura,
portanto, parece caminhar na contramão do
[15] contemporâneo. Enquanto o mundo se expande, se
reproduz e acelera, a literatura contrai, pedindo que
paremos para um mergulho “sem resultados” em nosso
próprio interior. Sim: a literatura – no sentido prático – é
inútil. Mas ela apenas parece inútil.
[20] A literatura não serve para nada – é o que se
pensa. A indústria editorial tende a reduzi-la a um
entretenimento para a beira de piscinas e as salas de
espera dos aeroportos. De outro lado, a universidade –
em uma direção oposta, mas igualmente improdutiva –
[25] transforma a literatura em uma “especialidade”, destinada
apenas ao gozo dos pesquisadores e dos doutores. Vou
dizer com todas as letras: são duas formas de matá-la. A
primeira, por banalização. A segunda, por um esfriamento
que a asfixia. Nos dois casos, a literatura perde sua
[30] potência. Tanto quando é vista como “distração”, quanto
quando é vista como “objeto de estudos”, a literatura
perde o principal: seu poder de interrogar, interferir e
desestabilizar a existência. Contudo, desde os gregos, a
literatura conserva um poder que não é de mais ninguém.
[35] Ela lança o sujeito de volta para dentro de si e o leva a
encarar o horror, as crueldades, a imensa instabilidade e
o igualmente imenso vazio que carregamos em nosso
espírito. Somos seres “normais”, como nos orgulhamos
de dizer. Cultivamos nossos hábitos, manias e padrões.
[40] Emprestamos um grande valor à repetição e ao Mesmo.
Acreditamos que somos donos de nós mesmos!
Mas leia Dostoievski, leia Kafka, leia Pessoa,
leia Clarice – e você verá que rombo se abre em seu
espírito. Verá o quanto tudo isso é mentiroso. Vivemos
[45] imersos em um grande mar que chamamos de realidade,
mas que – a literatura desmascara isso – não passa de
ilusão. A “realidade” é apenas um pacto que fazemos
entre nós para suportar o “real”. A realidade é norma, é
contrato, é repetição, ela é o conhecido e o previsível. O
[50] real, ao contrário, é instabilidade, surpresa,
desassossego. O real é o estranho.
(...)
A literatura não tem o poder dos mísseis, dos
exércitos e das grandes redes de informação. Seu poder
[55] é limitado: é subjetivo. Ao lançá-lo para dentro, e não
para fora, ela se infiltra, como um veneno, nas pequenas
frestas de seu espírito. Mas, nele instalada pelo ato da
leitura, que escândalos, que estragos, mas também que
descobertas e que surpresas ela pode deflagrar.
[60] Não é preciso ser um especialista para ler uma
ficção. Não é preciso ostentar títulos, apresentar
currículos, ou credenciais. A literatura é para todos.
Dizendo melhor: é para os corajosos ou, pelo menos,
para aqueles que ainda valorizam a coragem.
(...)
(http://blogs.oglobo.globo.com/jose-castello/post/o-poder-da-literatura-444909.html - Acesso em: 21 fev 2017)
Assinale a opção em que NÃO se percebe uma ideia adversativa.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
O PODER DA LITERATURA
José Castello
Em um século dominado pelo virtual e pelo
instantâneo, que poder resta à literatura? Ao contrário
das imagens, que nos jogam para fora e para as
superfícies, a literatura nos joga para dentro. Ao contrário
[5] da realidade virtual, que é compartilhada e se baseia na
interação, a literatura é um ato solitário, nos aprisiona na
introspecção. Ao contrário do mundo instantâneo em que
vivemos, dominado pelo “tempo real” e pela rapidez, a
literatura é lenta, é indiferente às pressões do tempo,
[10] ignora o imediato e as circunstâncias.
Vivemos em um mundo dominado pelas
respostas enfáticas e poderosas, enquanto a literatura se
limita a gaguejar perguntas frágeis e vagas. A literatura,
portanto, parece caminhar na contramão do
[15] contemporâneo. Enquanto o mundo se expande, se
reproduz e acelera, a literatura contrai, pedindo que
paremos para um mergulho “sem resultados” em nosso
próprio interior. Sim: a literatura – no sentido prático – é
inútil. Mas ela apenas parece inútil.
[20] A literatura não serve para nada – é o que se
pensa. A indústria editorial tende a reduzi-la a um
entretenimento para a beira de piscinas e as salas de
espera dos aeroportos. De outro lado, a universidade –
em uma direção oposta, mas igualmente improdutiva –
[25] transforma a literatura em uma “especialidade”, destinada
apenas ao gozo dos pesquisadores e dos doutores. Vou
dizer com todas as letras: são duas formas de matá-la. A
primeira, por banalização. A segunda, por um esfriamento
que a asfixia. Nos dois casos, a literatura perde sua
[30] potência. Tanto quando é vista como “distração”, quanto
quando é vista como “objeto de estudos”, a literatura
perde o principal: seu poder de interrogar, interferir e
desestabilizar a existência. Contudo, desde os gregos, a
literatura conserva um poder que não é de mais ninguém.
[35] Ela lança o sujeito de volta para dentro de si e o leva a
encarar o horror, as crueldades, a imensa instabilidade e
o igualmente imenso vazio que carregamos em nosso
espírito. Somos seres “normais”, como nos orgulhamos
de dizer. Cultivamos nossos hábitos, manias e padrões.
[40] Emprestamos um grande valor à repetição e ao Mesmo.
Acreditamos que somos donos de nós mesmos!
Mas leia Dostoievski, leia Kafka, leia Pessoa,
leia Clarice – e você verá que rombo se abre em seu
espírito. Verá o quanto tudo isso é mentiroso. Vivemos
[45] imersos em um grande mar que chamamos de realidade,
mas que – a literatura desmascara isso – não passa de
ilusão. A “realidade” é apenas um pacto que fazemos
entre nós para suportar o “real”. A realidade é norma, é
contrato, é repetição, ela é o conhecido e o previsível. O
[50] real, ao contrário, é instabilidade, surpresa,
desassossego. O real é o estranho.
(...)
A literatura não tem o poder dos mísseis, dos
exércitos e das grandes redes de informação. Seu poder
[55] é limitado: é subjetivo. Ao lançá-lo para dentro, e não
para fora, ela se infiltra, como um veneno, nas pequenas
frestas de seu espírito. Mas, nele instalada pelo ato da
leitura, que escândalos, que estragos, mas também que
descobertas e que surpresas ela pode deflagrar.
[60] Não é preciso ser um especialista para ler uma
ficção. Não é preciso ostentar títulos, apresentar
currículos, ou credenciais. A literatura é para todos.
Dizendo melhor: é para os corajosos ou, pelo menos,
para aqueles que ainda valorizam a coragem.
(...)
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Assinale a figura de linguagem que traz a substituição de um nome por outro em virtude de haver entre eles uma relação metonímica.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
O PODER DA LITERATURA
José Castello
Em um século dominado pelo virtual e pelo
instantâneo, que poder resta à literatura? Ao contrário
das imagens, que nos jogam para fora e para as
superfícies, a literatura nos joga para dentro. Ao contrário
[5] da realidade virtual, que é compartilhada e se baseia na
interação, a literatura é um ato solitário, nos aprisiona na
introspecção. Ao contrário do mundo instantâneo em que
vivemos, dominado pelo “tempo real” e pela rapidez, a
literatura é lenta, é indiferente às pressões do tempo,
[10] ignora o imediato e as circunstâncias.
Vivemos em um mundo dominado pelas
respostas enfáticas e poderosas, enquanto a literatura se
limita a gaguejar perguntas frágeis e vagas. A literatura,
portanto, parece caminhar na contramão do
[15] contemporâneo. Enquanto o mundo se expande, se
reproduz e acelera, a literatura contrai, pedindo que
paremos para um mergulho “sem resultados” em nosso
próprio interior. Sim: a literatura – no sentido prático – é
inútil. Mas ela apenas parece inútil.
[20] A literatura não serve para nada – é o que se
pensa. A indústria editorial tende a reduzi-la a um
entretenimento para a beira de piscinas e as salas de
espera dos aeroportos. De outro lado, a universidade –
em uma direção oposta, mas igualmente improdutiva –
[25] transforma a literatura em uma “especialidade”, destinada
apenas ao gozo dos pesquisadores e dos doutores. Vou
dizer com todas as letras: são duas formas de matá-la. A
primeira, por banalização. A segunda, por um esfriamento
que a asfixia. Nos dois casos, a literatura perde sua
[30] potência. Tanto quando é vista como “distração”, quanto
quando é vista como “objeto de estudos”, a literatura
perde o principal: seu poder de interrogar, interferir e
desestabilizar a existência. Contudo, desde os gregos, a
literatura conserva um poder que não é de mais ninguém.
[35] Ela lança o sujeito de volta para dentro de si e o leva a
encarar o horror, as crueldades, a imensa instabilidade e
o igualmente imenso vazio que carregamos em nosso
espírito. Somos seres “normais”, como nos orgulhamos
de dizer. Cultivamos nossos hábitos, manias e padrões.
[40] Emprestamos um grande valor à repetição e ao Mesmo.
Acreditamos que somos donos de nós mesmos!
Mas leia Dostoievski, leia Kafka, leia Pessoa,
leia Clarice – e você verá que rombo se abre em seu
espírito. Verá o quanto tudo isso é mentiroso. Vivemos
[45] imersos em um grande mar que chamamos de realidade,
mas que – a literatura desmascara isso – não passa de
ilusão. A “realidade” é apenas um pacto que fazemos
entre nós para suportar o “real”. A realidade é norma, é
contrato, é repetição, ela é o conhecido e o previsível. O
[50] real, ao contrário, é instabilidade, surpresa,
desassossego. O real é o estranho.
(...)
A literatura não tem o poder dos mísseis, dos
exércitos e das grandes redes de informação. Seu poder
[55] é limitado: é subjetivo. Ao lançá-lo para dentro, e não
para fora, ela se infiltra, como um veneno, nas pequenas
frestas de seu espírito. Mas, nele instalada pelo ato da
leitura, que escândalos, que estragos, mas também que
descobertas e que surpresas ela pode deflagrar.
[60] Não é preciso ser um especialista para ler uma
ficção. Não é preciso ostentar títulos, apresentar
currículos, ou credenciais. A literatura é para todos.
Dizendo melhor: é para os corajosos ou, pelo menos,
para aqueles que ainda valorizam a coragem.
(...)
(http://blogs.oglobo.globo.com/jose-castello/post/o-poder-da-literatura-444909.html - Acesso em: 21 fev 2017)
Observe o uso do vocábulo que nos enunciados dos itens abaixo.
I. “...o igualmente imenso vazio que carregamos em nosso espírito.” (ℓ. 37 e 38)
II. “... nele instalada pelo ato da leitura, que escândalos...” (ℓ. 57 e 58)
III. “Em um século dominado pelo virtual e pelo instantâneo, que poder resta à literatura?” (ℓ. 1 e 2)
IV. “...e você verá que rombo se abre em seu espírito.” (ℓ. 43 e 44)
Assinale a alternativa que apresenta a sua classificação correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
O PODER DA LITERATURA
José Castello
Em um século dominado pelo virtual e pelo
instantâneo, que poder resta à literatura? Ao contrário
das imagens, que nos jogam para fora e para as
superfícies, a literatura nos joga para dentro. Ao contrário
[5] da realidade virtual, que é compartilhada e se baseia na
interação, a literatura é um ato solitário, nos aprisiona na
introspecção. Ao contrário do mundo instantâneo em que
vivemos, dominado pelo “tempo real” e pela rapidez, a
literatura é lenta, é indiferente às pressões do tempo,
[10] ignora o imediato e as circunstâncias.
Vivemos em um mundo dominado pelas
respostas enfáticas e poderosas, enquanto a literatura se
limita a gaguejar perguntas frágeis e vagas. A literatura,
portanto, parece caminhar na contramão do
[15] contemporâneo. Enquanto o mundo se expande, se
reproduz e acelera, a literatura contrai, pedindo que
paremos para um mergulho “sem resultados” em nosso
próprio interior. Sim: a literatura – no sentido prático – é
inútil. Mas ela apenas parece inútil.
[20] A literatura não serve para nada – é o que se
pensa. A indústria editorial tende a reduzi-la a um
entretenimento para a beira de piscinas e as salas de
espera dos aeroportos. De outro lado, a universidade –
em uma direção oposta, mas igualmente improdutiva –
[25] transforma a literatura em uma “especialidade”, destinada
apenas ao gozo dos pesquisadores e dos doutores. Vou
dizer com todas as letras: são duas formas de matá-la. A
primeira, por banalização. A segunda, por um esfriamento
que a asfixia. Nos dois casos, a literatura perde sua
[30] potência. Tanto quando é vista como “distração”, quanto
quando é vista como “objeto de estudos”, a literatura
perde o principal: seu poder de interrogar, interferir e
desestabilizar a existência. Contudo, desde os gregos, a
literatura conserva um poder que não é de mais ninguém.
[35] Ela lança o sujeito de volta para dentro de si e o leva a
encarar o horror, as crueldades, a imensa instabilidade e
o igualmente imenso vazio que carregamos em nosso
espírito. Somos seres “normais”, como nos orgulhamos
de dizer. Cultivamos nossos hábitos, manias e padrões.
[40] Emprestamos um grande valor à repetição e ao Mesmo.
Acreditamos que somos donos de nós mesmos!
Mas leia Dostoievski, leia Kafka, leia Pessoa,
leia Clarice – e você verá que rombo se abre em seu
espírito. Verá o quanto tudo isso é mentiroso. Vivemos
[45] imersos em um grande mar que chamamos de realidade,
mas que – a literatura desmascara isso – não passa de
ilusão. A “realidade” é apenas um pacto que fazemos
entre nós para suportar o “real”. A realidade é norma, é
contrato, é repetição, ela é o conhecido e o previsível. O
[50] real, ao contrário, é instabilidade, surpresa,
desassossego. O real é o estranho.
(...)
A literatura não tem o poder dos mísseis, dos
exércitos e das grandes redes de informação. Seu poder
[55] é limitado: é subjetivo. Ao lançá-lo para dentro, e não
para fora, ela se infiltra, como um veneno, nas pequenas
frestas de seu espírito. Mas, nele instalada pelo ato da
leitura, que escândalos, que estragos, mas também que
descobertas e que surpresas ela pode deflagrar.
[60] Não é preciso ser um especialista para ler uma
ficção. Não é preciso ostentar títulos, apresentar
currículos, ou credenciais. A literatura é para todos.
Dizendo melhor: é para os corajosos ou, pelo menos,
para aqueles que ainda valorizam a coragem.
(...)
(http://blogs.oglobo.globo.com/jose-castello/post/o-poder-da-literatura-444909.html - Acesso em: 21 fev 2017)
Assinale a alternativa que apresenta uma explicação INCORRETA.
TEXTO I
O PODER DA LITERATURA
José Castello
Em um século dominado pelo virtual e pelo
instantâneo, que poder resta à literatura? Ao contrário
das imagens, que nos jogam para fora e para as
superfícies, a literatura nos joga para dentro. Ao contrário
[5] da realidade virtual, que é compartilhada e se baseia na
interação, a literatura é um ato solitário, nos aprisiona na
introspecção. Ao contrário do mundo instantâneo em que
vivemos, dominado pelo “tempo real” e pela rapidez, a
literatura é lenta, é indiferente às pressões do tempo,
[10] ignora o imediato e as circunstâncias.
Vivemos em um mundo dominado pelas
respostas enfáticas e poderosas, enquanto a literatura se
limita a gaguejar perguntas frágeis e vagas. A literatura,
portanto, parece caminhar na contramão do
[15] contemporâneo. Enquanto o mundo se expande, se
reproduz e acelera, a literatura contrai, pedindo que
paremos para um mergulho “sem resultados” em nosso
próprio interior. Sim: a literatura – no sentido prático – é
inútil. Mas ela apenas parece inútil.
[20] A literatura não serve para nada – é o que se
pensa. A indústria editorial tende a reduzi-la a um
entretenimento para a beira de piscinas e as salas de
espera dos aeroportos. De outro lado, a universidade –
em uma direção oposta, mas igualmente improdutiva –
[25] transforma a literatura em uma “especialidade”, destinada
apenas ao gozo dos pesquisadores e dos doutores. Vou
dizer com todas as letras: são duas formas de matá-la. A
primeira, por banalização. A segunda, por um esfriamento
que a asfixia. Nos dois casos, a literatura perde sua
[30] potência. Tanto quando é vista como “distração”, quanto
quando é vista como “objeto de estudos”, a literatura
perde o principal: seu poder de interrogar, interferir e
desestabilizar a existência. Contudo, desde os gregos, a
literatura conserva um poder que não é de mais ninguém.
[35] Ela lança o sujeito de volta para dentro de si e o leva a
encarar o horror, as crueldades, a imensa instabilidade e
o igualmente imenso vazio que carregamos em nosso
espírito. Somos seres “normais”, como nos orgulhamos
de dizer. Cultivamos nossos hábitos, manias e padrões.
[40] Emprestamos um grande valor à repetição e ao Mesmo.
Acreditamos que somos donos de nós mesmos!
Mas leia Dostoievski, leia Kafka, leia Pessoa,
leia Clarice – e você verá que rombo se abre em seu
espírito. Verá o quanto tudo isso é mentiroso. Vivemos
[45] imersos em um grande mar que chamamos de realidade,
mas que – a literatura desmascara isso – não passa de
ilusão. A “realidade” é apenas um pacto que fazemos
entre nós para suportar o “real”. A realidade é norma, é
contrato, é repetição, ela é o conhecido e o previsível. O
[50] real, ao contrário, é instabilidade, surpresa,
desassossego. O real é o estranho.
(...)
A literatura não tem o poder dos mísseis, dos
exércitos e das grandes redes de informação. Seu poder
[55] é limitado: é subjetivo. Ao lançá-lo para dentro, e não
para fora, ela se infiltra, como um veneno, nas pequenas
frestas de seu espírito. Mas, nele instalada pelo ato da
leitura, que escândalos, que estragos, mas também que
descobertas e que surpresas ela pode deflagrar.
[60] Não é preciso ser um especialista para ler uma
ficção. Não é preciso ostentar títulos, apresentar
currículos, ou credenciais. A literatura é para todos.
Dizendo melhor: é para os corajosos ou, pelo menos,
para aqueles que ainda valorizam a coragem.
(...)
(http://blogs.oglobo.globo.com/jose-castello/post/o-poder-da-literatura-444909.html - Acesso em: 21 fev 2017)
Assinale a alternativa que apresenta análise sintática correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II
VIVEMOS O FIM DO MUNDO
Luis Antônio Giron
(...) Bauman é autor do conceito de
“modernidade líquida”. Com a ideia de “liquidez”, ele tenta
explicar as mudanças profundas que a civilização vem
sofrendo com a globalização e o impacto da tecnologia da
[5] informação. Nesta entrevista, ele fala sobre como a vida,
a política e os padrões culturais mudaram nos últimos 20
anos. As instituições políticas perderam representatividade
porque sofrem com um “déficit perpétuo de poder”. Na
cultura, a elite abandonou o projeto de incentivar e
[10] patrocinar a cultura e as artes. Segundo ele, hoje é moda,
entre os líderes e formadores de opinião, aceitar todas as
manifestações, mas não apoiar nenhuma.
(...)
ÉPOCA – As redes sociais aumentaram sua
[15] força na internet como ferramentas eficazes de
mobilização. Como o senhor analisa o surgimento de
uma sociedade em rede?
Bauman – Redes, você sabe, são interligadas,
mas também estão descosturadas e remendadas por
[20] meio de conexões e desconexões... As redes sociais
eram atividades de difícil implementação entre as
comunidades do passado. De algum modo, elas
continuam assim dentro do mundo off-line. No mundo
interligado, porém, as interações sociais ganharam a
[25] aparência de brinquedo de crianças rápidas. Não parece
haver esforço na parcela on-line, virtual, de nossa
experiência de vida. Hoje, assistimos à tendência de
adaptar nossas interações na vida real (off-line), como se
imitássemos o padrão de conforto que experimentamos
[30] quando estamos no mundo on-line na internet.
ÉPOCA – Os jovens podem mudar e salvar o
mundo? Ou nem os jovens podem fazer algo para
alterar a história?
Bauman – Sou tudo, menos desesperançoso.
[35] Confio que os jovens possam perseguir e consertar o
estrago que os mais velhos fizeram. Como e se forem
capazes de pôr isso em prática, dependerá da imaginação
e da determinação deles. Para que se deem uma
oportunidade, os jovens precisam resistir às pressões da
[40] fragmentação e recuperar a consciência da responsabilidade
compartilhada para o futuro do planeta e seus habitantes.
Os jovens precisam trocar o mundo virtual pelo real.
ÉPOCA – O senhor afirma que as elites
adotaram uma atitude de máximo de tolerância com o
[45] mínimo de seletividade. Qual a razão dessa atitude?
Bauman – Em relação ao domínio das escolhas
culturais, a resposta é que não há mais autoconfiança
quanto ao valor intrínseco das ofertas culturais
disponíveis. Ao mesmo tempo, as elites renunciaram às
[50] ambições passadas, de empreender uma missão
iluminadora da cultura. A elite deixou de ser o mecenas
da cultura. Hoje, as elites medem sua superioridade
cultural pela capacidade de devorar tudo.
(...)
[55] ÉPOCA – Como diz o crítico George Steiner,
os produtos culturais hoje visam ao máximo impacto
e à obsolescência instantânea. Há uma saída para
salvar a arte como uma experiência humana
importante?
[60] Bauman – Bem, esses produtos se comportam
como o resto do mercado. Voltam-se para as vendas de
produtos na sociedade dos consumidores. Uma vez que a
busca pelo lucro continua a ser o motor mais importante
da economia, há pouca oportunidade para que os objetos
[65] de arte cessem de obedecer à sentença de Steiner...
(...)
(Revista Época nº 819, 10 de fevereiro de 2014, p.68 – 70)
Das respostas dadas por Bauman, só NÃO podemos depreender queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II
VIVEMOS O FIM DO MUNDO
Luis Antônio Giron
(...) Bauman é autor do conceito de
“modernidade líquida”. Com a ideia de “liquidez”, ele tenta
explicar as mudanças profundas que a civilização vem
sofrendo com a globalização e o impacto da tecnologia da
[5] informação. Nesta entrevista, ele fala sobre como a vida,
a política e os padrões culturais mudaram nos últimos 20
anos. As instituições políticas perderam representatividade
porque sofrem com um “déficit perpétuo de poder”. Na
cultura, a elite abandonou o projeto de incentivar e
[10] patrocinar a cultura e as artes. Segundo ele, hoje é moda,
entre os líderes e formadores de opinião, aceitar todas as
manifestações, mas não apoiar nenhuma.
(...)
ÉPOCA – As redes sociais aumentaram sua
[15] força na internet como ferramentas eficazes de
mobilização. Como o senhor analisa o surgimento de
uma sociedade em rede?
Bauman – Redes, você sabe, são interligadas,
mas também estão descosturadas e remendadas por
[20] meio de conexões e desconexões... As redes sociais
eram atividades de difícil implementação entre as
comunidades do passado. De algum modo, elas
continuam assim dentro do mundo off-line. No mundo
interligado, porém, as interações sociais ganharam a
[25] aparência de brinquedo de crianças rápidas. Não parece
haver esforço na parcela on-line, virtual, de nossa
experiência de vida. Hoje, assistimos à tendência de
adaptar nossas interações na vida real (off-line), como se
imitássemos o padrão de conforto que experimentamos
[30] quando estamos no mundo on-line na internet.
ÉPOCA – Os jovens podem mudar e salvar o
mundo? Ou nem os jovens podem fazer algo para
alterar a história?
Bauman – Sou tudo, menos desesperançoso.
[35] Confio que os jovens possam perseguir e consertar o
estrago que os mais velhos fizeram. Como e se forem
capazes de pôr isso em prática, dependerá da imaginação
e da determinação deles. Para que se deem uma
oportunidade, os jovens precisam resistir às pressões da
[40] fragmentação e recuperar a consciência da responsabilidade
compartilhada para o futuro do planeta e seus habitantes.
Os jovens precisam trocar o mundo virtual pelo real.
ÉPOCA – O senhor afirma que as elites
adotaram uma atitude de máximo de tolerância com o
[45] mínimo de seletividade. Qual a razão dessa atitude?
Bauman – Em relação ao domínio das escolhas
culturais, a resposta é que não há mais autoconfiança
quanto ao valor intrínseco das ofertas culturais
disponíveis. Ao mesmo tempo, as elites renunciaram às
[50] ambições passadas, de empreender uma missão
iluminadora da cultura. A elite deixou de ser o mecenas
da cultura. Hoje, as elites medem sua superioridade
cultural pela capacidade de devorar tudo.
(...)
[55] ÉPOCA – Como diz o crítico George Steiner,
os produtos culturais hoje visam ao máximo impacto
e à obsolescência instantânea. Há uma saída para
salvar a arte como uma experiência humana
importante?
[60] Bauman – Bem, esses produtos se comportam
como o resto do mercado. Voltam-se para as vendas de
produtos na sociedade dos consumidores. Uma vez que a
busca pelo lucro continua a ser o motor mais importante
da economia, há pouca oportunidade para que os objetos
[65] de arte cessem de obedecer à sentença de Steiner...
(...)
(Revista Época nº 819, 10 de fevereiro de 2014, p.68 – 70)
Leia o trecho a seguir:
“Com a ideia de “liquidez”, ele tenta explicar as mudanças profundas que a civilização vem sofrendo com a globalização e o impacto da tecnologia da informação”. (ℓ. 2 a 5)
Observe as reescritas sugeridas para esse trecho e assinale aquela que está correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II
VIVEMOS O FIM DO MUNDO
Luis Antônio Giron
(...) Bauman é autor do conceito de
“modernidade líquida”. Com a ideia de “liquidez”, ele tenta
explicar as mudanças profundas que a civilização vem
sofrendo com a globalização e o impacto da tecnologia da
[5] informação. Nesta entrevista, ele fala sobre como a vida,
a política e os padrões culturais mudaram nos últimos 20
anos. As instituições políticas perderam representatividade
porque sofrem com um “déficit perpétuo de poder”. Na
cultura, a elite abandonou o projeto de incentivar e
[10] patrocinar a cultura e as artes. Segundo ele, hoje é moda,
entre os líderes e formadores de opinião, aceitar todas as
manifestações, mas não apoiar nenhuma.
(...)
ÉPOCA – As redes sociais aumentaram sua
[15] força na internet como ferramentas eficazes de
mobilização. Como o senhor analisa o surgimento de
uma sociedade em rede?
Bauman – Redes, você sabe, são interligadas,
mas também estão descosturadas e remendadas por
[20] meio de conexões e desconexões... As redes sociais
eram atividades de difícil implementação entre as
comunidades do passado. De algum modo, elas
continuam assim dentro do mundo off-line. No mundo
interligado, porém, as interações sociais ganharam a
[25] aparência de brinquedo de crianças rápidas. Não parece
haver esforço na parcela on-line, virtual, de nossa
experiência de vida. Hoje, assistimos à tendência de
adaptar nossas interações na vida real (off-line), como se
imitássemos o padrão de conforto que experimentamos
[30] quando estamos no mundo on-line na internet.
ÉPOCA – Os jovens podem mudar e salvar o
mundo? Ou nem os jovens podem fazer algo para
alterar a história?
Bauman – Sou tudo, menos desesperançoso.
[35] Confio que os jovens possam perseguir e consertar o
estrago que os mais velhos fizeram. Como e se forem
capazes de pôr isso em prática, dependerá da imaginação
e da determinação deles. Para que se deem uma
oportunidade, os jovens precisam resistir às pressões da
[40] fragmentação e recuperar a consciência da responsabilidade
compartilhada para o futuro do planeta e seus habitantes.
Os jovens precisam trocar o mundo virtual pelo real.
ÉPOCA – O senhor afirma que as elites
adotaram uma atitude de máximo de tolerância com o
[45] mínimo de seletividade. Qual a razão dessa atitude?
Bauman – Em relação ao domínio das escolhas
culturais, a resposta é que não há mais autoconfiança
quanto ao valor intrínseco das ofertas culturais
disponíveis. Ao mesmo tempo, as elites renunciaram às
[50] ambições passadas, de empreender uma missão
iluminadora da cultura. A elite deixou de ser o mecenas
da cultura. Hoje, as elites medem sua superioridade
cultural pela capacidade de devorar tudo.
(...)
[55] ÉPOCA – Como diz o crítico George Steiner,
os produtos culturais hoje visam ao máximo impacto
e à obsolescência instantânea. Há uma saída para
salvar a arte como uma experiência humana
importante?
[60] Bauman – Bem, esses produtos se comportam
como o resto do mercado. Voltam-se para as vendas de
produtos na sociedade dos consumidores. Uma vez que a
busca pelo lucro continua a ser o motor mais importante
da economia, há pouca oportunidade para que os objetos
[65] de arte cessem de obedecer à sentença de Steiner...
(...)
(Revista Época nº 819, 10 de fevereiro de 2014, p.68 – 70)
Assinale a opção cuja análise da pontuação NÃO está de acordo com a regra gramatical da Língua Portuguesa.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III
SÓ É LITERATURA QUANDO INCOMODA
Jana Lauxen
Como escritora, editora e, principalmente, leitora,
tenho observado um fenômeno desconcertante acometer
a literatura nacional: o processo de politização obediente
dos novos escritores brasileiros. Muitas vezes tenho a
[5] impressão de que a nossa produção literária cortou o
cabelo, fez a barba, colocou sapatos de couro, terno,
gravata, e agora é o genro que mamãe pediu a Deus. E,
sabem: isso me incomoda. Profundamente.
Porque, em minha opinião, a literatura que não
[10] lhe sacode; que não lhe tira do lugar onde você
confortavelmente está; que não lhe faz repensar; que não
desconstrói e bagunça; que não coloca o dedo na ferida
e chafurda; é uma literatura inofensiva – logo, irrelevante.
Os livros e autores que me conquistaram, e me fizeram
[15] compreender o poder da literatura na formação política e
social de qualquer cidadão, falavam de sexo, de drogas,
de dor, de vida, de desespero – e não de dragões, fadas
e gnomos.
(...)
(http://zonacurva.com.br/o-caminho-dos-excessos-fazendo-diferenca/ Acesso em: 21 fev 2017)
Jana Lauxen, ao utilizar a expressão metafórica “genro que a mamãe pediu a Deus”, comparando-a à Literatura de nosso tempo, esclareceu que essa literatura é para elaResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III
SÓ É LITERATURA QUANDO INCOMODA
Jana Lauxen
Como escritora, editora e, principalmente, leitora,
tenho observado um fenômeno desconcertante acometer
a literatura nacional: o processo de politização obediente
dos novos escritores brasileiros. Muitas vezes tenho a
[5] impressão de que a nossa produção literária cortou o
cabelo, fez a barba, colocou sapatos de couro, terno,
gravata, e agora é o genro que mamãe pediu a Deus. E,
sabem: isso me incomoda. Profundamente.
Porque, em minha opinião, a literatura que não
[10] lhe sacode; que não lhe tira do lugar onde você
confortavelmente está; que não lhe faz repensar; que não
desconstrói e bagunça; que não coloca o dedo na ferida
e chafurda; é uma literatura inofensiva – logo, irrelevante.
Os livros e autores que me conquistaram, e me fizeram
[15] compreender o poder da literatura na formação política e
social de qualquer cidadão, falavam de sexo, de drogas,
de dor, de vida, de desespero – e não de dragões, fadas
e gnomos.
(...)
(http://zonacurva.com.br/o-caminho-dos-excessos-fazendo-diferenca/ Acesso em: 21 fev 2017)
Segundo o texto, pode-se afirmar que a (o)Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III
SÓ É LITERATURA QUANDO INCOMODA
Jana Lauxen
Como escritora, editora e, principalmente, leitora,
tenho observado um fenômeno desconcertante acometer
a literatura nacional: o processo de politização obediente
dos novos escritores brasileiros. Muitas vezes tenho a
[5] impressão de que a nossa produção literária cortou o
cabelo, fez a barba, colocou sapatos de couro, terno,
gravata, e agora é o genro que mamãe pediu a Deus. E,
sabem: isso me incomoda. Profundamente.
Porque, em minha opinião, a literatura que não
[10] lhe sacode; que não lhe tira do lugar onde você
confortavelmente está; que não lhe faz repensar; que não
desconstrói e bagunça; que não coloca o dedo na ferida
e chafurda; é uma literatura inofensiva – logo, irrelevante.
Os livros e autores que me conquistaram, e me fizeram
[15] compreender o poder da literatura na formação política e
social de qualquer cidadão, falavam de sexo, de drogas,
de dor, de vida, de desespero – e não de dragões, fadas
e gnomos.
(...)
(http://zonacurva.com.br/o-caminho-dos-excessos-fazendo-diferenca/ Acesso em: 21 fev 2017)
O estilo textual do gênero blog admite o uso da linguagem figurada. Marque a alternativa em que NÃO há esse tipo de linguagem.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO IV
![]()
(https://www.google.com.br/search?q=tirinhas+mafalda+%22ate+quando+vamos+ser+os+frangos+da+literatura&tbm=isch&imgil=YVkPNJp5rbxYqM%253A%253BOQxesxEICap-HM%253Bhttp%25253A. Acesso em: 27 abr 2017).
Sobre o Texto IV, assinale a alternativa que apresenta uma análise INCORRETA.
TEXTO II
VIVEMOS O FIM DO MUNDO
Luis Antônio Giron
(...) Bauman é autor do conceito de
“modernidade líquida”. Com a ideia de “liquidez”, ele tenta
explicar as mudanças profundas que a civilização vem
sofrendo com a globalização e o impacto da tecnologia da
[5] informação. Nesta entrevista, ele fala sobre como a vida,
a política e os padrões culturais mudaram nos últimos 20
anos. As instituições políticas perderam representatividade
porque sofrem com um “déficit perpétuo de poder”. Na
cultura, a elite abandonou o projeto de incentivar e
[10] patrocinar a cultura e as artes. Segundo ele, hoje é moda,
entre os líderes e formadores de opinião, aceitar todas as
manifestações, mas não apoiar nenhuma.
(...)
ÉPOCA – As redes sociais aumentaram sua
[15] força na internet como ferramentas eficazes de
mobilização. Como o senhor analisa o surgimento de
uma sociedade em rede?
Bauman – Redes, você sabe, são interligadas,
mas também estão descosturadas e remendadas por
[20] meio de conexões e desconexões... As redes sociais
eram atividades de difícil implementação entre as
comunidades do passado. De algum modo, elas
continuam assim dentro do mundo off-line. No mundo
interligado, porém, as interações sociais ganharam a
[25] aparência de brinquedo de crianças rápidas. Não parece
haver esforço na parcela on-line, virtual, de nossa
experiência de vida. Hoje, assistimos à tendência de
adaptar nossas interações na vida real (off-line), como se
imitássemos o padrão de conforto que experimentamos
[30] quando estamos no mundo on-line na internet.
ÉPOCA – Os jovens podem mudar e salvar o
mundo? Ou nem os jovens podem fazer algo para
alterar a história?
Bauman – Sou tudo, menos desesperançoso.
[35] Confio que os jovens possam perseguir e consertar o
estrago que os mais velhos fizeram. Como e se forem
capazes de pôr isso em prática, dependerá da imaginação
e da determinação deles. Para que se deem uma
oportunidade, os jovens precisam resistir às pressões da
[40] fragmentação e recuperar a consciência da responsabilidade
compartilhada para o futuro do planeta e seus habitantes.
Os jovens precisam trocar o mundo virtual pelo real.
ÉPOCA – O senhor afirma que as elites
adotaram uma atitude de máximo de tolerância com o
[45] mínimo de seletividade. Qual a razão dessa atitude?
Bauman – Em relação ao domínio das escolhas
culturais, a resposta é que não há mais autoconfiança
quanto ao valor intrínseco das ofertas culturais
disponíveis. Ao mesmo tempo, as elites renunciaram às
[50] ambições passadas, de empreender uma missão
iluminadora da cultura. A elite deixou de ser o mecenas
da cultura. Hoje, as elites medem sua superioridade
cultural pela capacidade de devorar tudo.
(...)
[55] ÉPOCA – Como diz o crítico George Steiner,
os produtos culturais hoje visam ao máximo impacto
e à obsolescência instantânea. Há uma saída para
salvar a arte como uma experiência humana
importante?
[60] Bauman – Bem, esses produtos se comportam
como o resto do mercado. Voltam-se para as vendas de
produtos na sociedade dos consumidores. Uma vez que a
busca pelo lucro continua a ser o motor mais importante
da economia, há pouca oportunidade para que os objetos
[65] de arte cessem de obedecer à sentença de Steiner...
(...)
(Revista Época nº 819, 10 de fevereiro de 2014, p.68 – 70)
TEXTO IV
![]()
(https://www.google.com.br/search?q=tirinhas+mafalda+%22ate+quando+vamos+ser+os+frangos+da+literatura&tbm=isch&imgil=YVkPNJp5rbxYqM%253A%253BOQxesxEICap-HM%253Bhttp%25253A. Acesso em: 27 abr 2017).
Aquilo que motiva a indignação de Mafalda (Texto IV) foi também, de certa forma, abordado por Bauman na entrevista (Texto II). Assinale a alternativa em que o entrevistado fala de um aspecto que resultou na literatura que tanto desagrada à personagem Mafalda.
TEXTO IV
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(https://www.google.com.br/search?q=tirinhas+mafalda+%22ate+quando+vamos+ser+os+frangos+da+literatura&tbm=isch&imgil=YVkPNJp5rbxYqM%253A%253BOQxesxEICap-HM%253Bhttp%25253A. Acesso em: 27 abr 2017).
Considerando a relação existente entre a linguagem verbal e a não verbal no Texto IV, assinale a alternativa correta.
![]()
Cada um desses valores pode ser colocado em uma das caixas a seguir, conforme a especificação de cada uma, a saber:
![]()
Dessa forma, podemos afirmar que uma combinação correta para os valores A e B e as caixas (I), (II) e (III) é, respectivamente,
“Qualquer pessoa que se cadastre como vendedor tem autonomia para estabelecer o preço de venda e recebe uma comissão sobre o lucro que conseguir.”
No mês de fevereiro, um vendedor recebeu uma caixa com vários frascos iguais de um perfume que era lançamento para o Dia das Mães, e teve duas semanas de prazo para efetuar as vendas e esgotar o estoque que estava sob sua responsabilidade.
Ao final da 1ª semana, verificou que restava apenas 1/4 do estoque que recebera, sendo que, assim, ele já havia apurado 39/40 do valor que a empresa investira na fabricação destes perfumes.
Na semana seguinte ele vendeu o restante dos frascos conservando o mesmo preço de venda.
Sabe-se que o vendedor recebe uma comissão de 45% sobre o lucro que obtiver.
Neste caso, cada R$ 100,00 que esse vendedor receber com suas vendas lhe dará direito a uma comissão cujo valor, em reais, está entre
Ao final do quarto dia, 4 máquinas estragam, não sendo substituídas e não havendo interrupção do trabalho. As máquinas levam 3 dias para serem consertadas, retornando ao trabalho no dia seguinte.
Para que seja cumprido o prazo combinado no início, a prestadora coloca, além das 12 máquinas, mais x máquinas iguais às primeiras.
É correto afirmar que x é igual aResolução comentada
Análise das alternativas
( I ) x/(m − n) − 5m/(m + n) = 2nx/(m² − n²), com m² ≠ n²
( II ) 2y² + xy + 8 = 0
O valor de x da equação ( I ) é substituído na equação ( II ).
Se a equação ( II ), após esta substituição, possui conjunto solução distinto do conjunto vazio, então o conjunto mais amplo dos valores de m que atendem esta condição éResolução comentada
Análise das alternativas
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Sejam A e B os valores das expressões numéricas a seguir:
Uma empresa de artigos de perfumaria oferece a seguinte modalidade na negociação de seus produtos:
Uma prestadora de serviços combina um prazo de 9 dias, utilizando 12 máquinas, para executar certo trabalho.
Considere a equação ( I ) na incógnita x e a equação ( II ) na incógnita y, a seguir: