← Voltar para a lista de provas Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) — Exército Brasileiro · Processo Seletivo EsPCEx — Provas de Português, Física, Química e Redação 45 questões nesta prova · página 1 de 3 · 44 com gabarito Gabarito disponível A fundamentação do debate é o reconhecimento pela ONU, em 2010, do direito ao esgotamento sanitário e à água. O texto abre com o reconhecimento da Assembleia Geral da ONU, em 2010, de que o acesso à água potável e ao esgotamento sanitário é indispensável ao direito à vida. Esse reconhecimento é a base do debate sobre saneamento como direito. A: restringe o direito à água e omite o esgotamento sanitário e a data do reconhecimento. B: é um dado do Brasil, não a fundamentação. C: é um desdobramento da obrigação dos Estados, não o fundamento. D: é uma consequência que o texto discute depois, não o ponto que desencadeia o debate. Referência: Interpretação de texto: ideia central e argumentação. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O Plano Nacional (PLANSAB) foi construído com amplo debate popular, legitimado pelos Conselhos. O 4º parágrafo afirma que o PLANSAB foi 'construído com amplo debate popular, legitimado pelos Conselhos Nacionais das Cidades, de Saúde e de Meio Ambiente'. É daí que o texto faz derivar o plano. A: o reconhecimento da ONU é o ponto de partida geral do texto, não do Plano. B: o decreto de 2013 apenas aprovou o Plano, e o marco regulatório é outro item listado. D: a ampliação de recursos é outro item da enumeração. E: a Lei 11.445/2007 e seu decreto constituem o marco regulatório, que é distinto do Plano. Referência: Interpretação de texto: relações entre ideias. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A visão de saneamento como direito de cidadania se evidencia na articulação com outras políticas públicas. O 5º parágrafo cita como aspecto essencial a articulação da política de saneamento com as de habitação, combate à pobreza, proteção ambiental etc. A alternativa D reproduz essa ideia. A: restringe a transparência à promoção da saúde, o que o texto não faz. B: distorce o texto ao falar em 'erradicação' do saneamento básico, quando a erradicação é da pobreza. C: trata do planejamento da Lei 11.445, citado no 6º parágrafo, não do aspecto do 5º. E: trata da ampliação de recursos e dos Conselhos, que estão no 4º parágrafo e não dizem respeito a esse aspecto. Referência: Interpretação de texto: localização de informação explícita. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O tema do saneamento financeiramente acessível surge porque cerca de 70% do déficit de água vive com até ½ salário mínimo. O texto diz que aproximadamente 70% da população com déficit de abastecimento de água tem renda de até ½ salário mínimo por morador, e que isso 'coloca em pauta' o saneamento financeiramente acessível. 'Aproximadamente dois terços' (≈ 67%) é a paráfrase dessa informação. A: inverte a informação, pois 70% é a parcela do déficit com baixa renda, não do total da população. B e C: apresentam dados reais sobre o déficit, mas não são a causa apontada para o tema da acessibilidade financeira. E: trata do direito reconhecido pela ONU, não da razão pela qual o tema da acessibilidade financeira entra em pauta. Referência: Interpretação de texto: informação explícita. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Planejamento' é sufixação e 'combate' é derivação regressiva. 'Planejamento' vem de planejar + -mento, o que é sufixação. 'Combate' é substantivo deverbal formado pela supressão da terminação verbal de 'combater', o que é derivação regressiva. A: 'qualidade' é sufixação, mas a banca não aceita o par como correto, e a única alternativa sem ressalvas é a E. B: 'discriminação' vem de discriminar + -ção, que é sufixação, não parassíntese. C: 'avanços' não é derivação imprópria, pois vem de avançar e é regressiva. 'Acesso' também não é derivação regressiva. D: 'acessível' é sufixação (acesso/acessar + -ível), não prefixação. Referência: Processos de formação de palavras: derivação sufixal e regressiva. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Em A, as palavras acentuadas são proparoxítonas. Em A, 'sólida', 'política' e 'econômicos' são proparoxítonas, todas acentuadas pela mesma regra (toda proparoxítona é acentuada). As demais palavras não levam acento gráfico, e 'população' leva apenas o til, que é sinal de nasalização e não acento tônico. B: 'Há' (monossílabo tônico), 'acessível' (paroxítona em -l) e 'também' (paroxítona em -em) seguem regras diferentes. C: 'crônico' e 'resíduo' (proparoxítona/paroxítona em ditongo) e 'própria' seguem regras mistas, com 'pressente-se' sem acento. D: 'inaceitáveis' (paroxítona em -l) e 'estagiários' (paroxítona em ditongo) seguem regras diferentes. E: 'audiências', 'públicas', 'caráter' e 'extraordinário' seguem regras diferentes (paroxítona em ditongo, proparoxítona, paroxítona em -r). Referência: Regras de acentuação gráfica (proparoxítonas). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Voz passiva pronominal: verbo transitivo direto + 'se' + sujeito paciente. Em 'Identificou-se importante avanço', 'identificar' é transitivo direto e 'importante avanço' é o sujeito paciente. A frase equivale a 'Importante avanço foi identificado'. Esse é o padrão da passiva sintética. A: 'necessitar de' é transitivo indireto, então o 'se' é índice de indeterminação do sujeito. B: 'acredita-se que...' tem oração subordinada como sujeito, e o 'se' indetermina o sujeito. C: 'tratar-se de' é VTI, e o 'se' indetermina o sujeito. E: 'pode-se caminhar' tem sujeito indeterminado, e o verbo 'caminhar' é intransitivo. Referência: Vozes verbais: passiva sintética (pronominal) x índice de indeterminação do sujeito. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Sentido denotativo de 'boca' é o literal (órgão do corpo). Em 'Em boca fechada não entra mosquito', 'boca' designa literalmente o órgão do corpo humano, que está fechado. Nas demais, a palavra aparece em expressões figuradas. B: 'boca de siri' é expressão figurada que significa silêncio. C: 'boca de sino' descreve o formato da calça, por comparação. D: 'boca da noite' significa o início da noite. E: 'boca de urna' é expressão convencional da política, que não designa a boca literal. Referência: Denotação e conotação. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O pronome 'que' é sujeito de 'deram' e introduz oração adjetiva explicativa. O 'que' retoma 'as Conferências das Cidades e a criação da Secretaria... e do Conselho' e é o sujeito do verbo 'deram' (eles deram à política urbana uma base...). A oração vem separada por vírgula e apenas acrescenta uma informação sobre o antecedente, sem restringi-lo. Por isso é adjetiva explicativa. A, B e C estão erradas porque o 'que' não é objeto: o verbo 'deram' já tem seu objeto direto ('uma base') e indireto ('à política urbana'). B e D estão erradas porque a oração é explicativa, não restritiva: há vírgula e o antecedente já está determinado. Referência: Orações subordinadas adjetivas (explicativas x restritivas) e função sintática do pronome relativo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Sujeito simples e 'à coleta de esgoto' como complemento nominal de 'acesso'. 'Mais da metade da população' é o sujeito simples e 'tem' é verbo transitivo direto, cujo objeto direto é 'acesso'. 'À coleta de esgoto' completa o sentido do substantivo abstrato 'acesso', então é complemento nominal. A) O predicado é verbal, não nominal. B) 'Ter' aqui é transitivo direto. C) Não há objeto indireto, pois 'à coleta de esgoto' liga-se ao nome. D) O sujeito é simples, não composto. E) Correta. Referência: Sintaxe – sujeito, objeto direto e complemento nominal. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Em 'a essa tarefa' não há crase, pois o 'a' é só preposição diante de pronome demonstrativo. Em C, 'a essa tarefa' tem só preposição (garantir que a essa tarefa se alinhe), porque 'essa' não admite artigo e portanto não ocorre crase. É a única alternativa sem erro. A) Falta crase em 'juntam-se à Assembleia' (a + a). B) 'vistas a diminuir': não há crase antes de verbo. D) Falta crase em 'À gestão dos serviços' (a + a). E) 'foco a garantia' não leva crase; 'foco' não rege a preposição 'a' e o termo seguinte funciona como objeto direto. Referência: Gramática normativa – emprego do acento grave (crase). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Os versos de 'Profissão de Fé' mostram o racionalismo e o formalismo parnasianos. Na alternativa D, Bilac defende que na forma se 'disfarce o emprego do esforço' e que a imagem seja 'rica, mas sóbria, como um templo grego'. Isso expressa o culto à forma, à sobriedade e ao modelo clássico, típicos do Parnasianismo. A, B, C e E trazem emoção, desejo, melancolia e amor, que são temas de lirismo sentimental, contrários ao racionalismo parnasiano. Só D está correta. Referência: Olavo Bilac, 'Profissão de Fé'. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O narrador pede a 'retórica dos namorados' uma imagem e tem dificuldade em expressar a verdade sem a idealização romântica. O narrador recorre à 'retórica dos namorados' e reconhece que as imagens clichês não dão conta do que os olhos de Capitu foram e provocaram. A ressaca aparece como imagem mais inquietante que idealizada, de modo que a perspectiva realista é a de uma verdade ambígua e perturbadora, sem a idealização romântica. A) Não há exagero poético; há dificuldade em descrever. B) Só parafraseia o trecho e não explica a perspectiva realista. C) O narrador não se retira da praia; é a imagem que usa. E) Não ridiculariza os românticos nem diz que não consegue descrevê-los poeticamente. Referência: Machado de Assis, Dom Casmurro (Realismo). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Segundo o gabarito, o trecho de I-Juca Pirama é poema épico. I-Juca Pirama é um poema épico-indianista de Gonçalves Dias. O trecho é o canto do guerreiro tupi que narra sua origem e a de sua tribo, com tom heroico, de valentia e de glorificação do povo, que é característico da épica. C) Cantiga de amigo é medieval e tem eu lírico feminino. D) Novela de cavalaria é prosa medieval. E) Auto é gênero teatral. A) O gabarito adota o gênero épico, já que o poema narra feitos heroicos de um guerreiro e seu povo, e não apenas um sentimento íntimo. Referência: Gonçalves Dias, I-Juca Pirama (Romantismo, indianismo). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Só II e III estão corretas. II e III descrevem corretamente a fase gauche (pessimismo e reflexão existencial, com o Poema de Sete Faces) e a fase social (interesse pelo tempo presente e pela solidariedade). I é falsa: 'Os Sapos' é de Manuel Bandeira, lido por Ronald de Carvalho na Semana de 22. IV é falsa: a fase final de Drummond não é de orientação simbolista e espiritualista. A inclui I (falsa). B, D e E incluem IV (falsa). Só C reúne as duas afirmações corretas. Referência: Carlos Drummond de Andrade e as fases da sua poesia. Resolução comentada do VaiConcursos.EsPCEx 2018 — Processo Seletivo — 1º dia: Provas de Português, Física, Química e Redação — Modelo A
TEXTO DE APOIO 1:
Política pública de saneamento básico: as bases do saneamento como direito de cidadania e os debates sobre novos modelos de gestão
Ana Lucia Britto
Professora Associada do PROURB-FAU-UFRJ
Pesquisadora do INCT Observatório das Metrópoles
A Assembleia Geral da ONU reconheceu em 2010 que o acesso à água potável e ao esgotamento sanitário é indispensável para o pleno gozo do direito à vida. É preciso, para tanto, fazê-lo de modo financeiramente acessível e com qualidade para todos, sem discriminação. Também obriga os Estados a eliminarem progressivamente as desigualdades na distribuição de água e esgoto entre populações das zonas rurais ou urbanas, ricas ou pobres.
No Brasil, dados do Ministério das Cidades indicam que cerca de 35 milhões de brasileiros não são atendidos com abastecimento de água potável, mais da metade da população não tem acesso à coleta de esgoto, e apenas 39% de todo o esgoto gerado são tratados. Aproximadamente 70% da população que compõe o déficit de acesso ao abastecimento de água possuem renda domiciliar mensal de até ½ salário mínimo por morador, ou seja, apresentam baixa capacidade de pagamento, o que coloca em pauta o tema do saneamento financeiramente acessível.
Desde 2007, quando foi criado o Ministério das Cidades, identificam-se avanços importantes na busca de diminuir o déficit já crônico em saneamento e pode-se caminhar alguns passos em direção à garantia do acesso a esses serviços como direito social. Nesse sentido destacamos as Conferências das Cidades e a criação da Secretaria de Saneamento e do Conselho Nacional das Cidades, que deram à política urbana uma base de participação e controle social.
Houve também, até 2014, uma progressiva ampliação de recursos para o setor, sobretudo a partir do PAC 1 e PAC 2; a instituição de um marco regulatório (Lei 11.445/2007 e seu decreto de regulamentação) e de um Plano Nacional para o setor, o PLANSAB, construído com amplo debate popular, legitimado pelos Conselhos Nacionais das Cidades, de Saúde e de Meio Ambiente, e aprovado por decreto presidencial em novembro de 2013.
Esse marco legal e institucional traz aspectos essenciais para que a gestão dos serviços seja pautada por uma visão de saneamento como direito de cidadania: a) articulação da política de saneamento com as políticas de desenvolvimento urbano e regional, de habitação, de combate à pobreza e de sua erradicação, de proteção ambiental, de promoção da saúde; e b) a transparência das ações, baseada em sistemas de informações e processos decisórios participativos institucionalizados.
A Lei 11.445/2007 reforça a necessidade de planejamento para o saneamento, por meio da obrigatoriedade de planos municipais de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos, drenagem e manejo de águas pluviais, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Esses planos são obrigatórios para que possam ser estabelecidos contratos de delegação da prestação de serviços e para que possam ser acessados recursos do governo federal (OGU, FGTS e FAT), com prazo final para sua elaboração terminando em 2017. A Lei reforça também a participação e o controle social, através de diferentes mecanismos como: audiências públicas, definição de conselho municipal responsável pelo acompanhamento e fiscalização da política de saneamento, sendo que a definição desse conselho também é condição para que possam ser acessados recursos do governo federal.
O marco legal introduz também a obrigatoriedade da regulação da prestação dos serviços de saneamento, visando à garantia do cumprimento das condições e metas estabelecidas nos contratos, à prevenção e à repressão ao abuso do poder econômico, reconhecendo que os serviços de saneamento são prestados em caráter de monopólio, o que significa que os usuários estão submetidos às atividades de um único prestador.
FONTE: adaptado de http://www.assemae.org.br/artigos/item/1762-saneamento-basico-como-direito-de-cidadania
No texto, a fundamentação que desencadeia todo o debate proposto é oResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO DE APOIO 1:
Política pública de saneamento básico: as bases do saneamento como direito de cidadania e os debates sobre novos modelos de gestão
Ana Lucia Britto
Professora Associada do PROURB-FAU-UFRJ
Pesquisadora do INCT Observatório das Metrópoles
A Assembleia Geral da ONU reconheceu em 2010 que o acesso à água potável e ao esgotamento sanitário é indispensável para o pleno gozo do direito à vida. É preciso, para tanto, fazê-lo de modo financeiramente acessível e com qualidade para todos, sem discriminação. Também obriga os Estados a eliminarem progressivamente as desigualdades na distribuição de água e esgoto entre populações das zonas rurais ou urbanas, ricas ou pobres.
No Brasil, dados do Ministério das Cidades indicam que cerca de 35 milhões de brasileiros não são atendidos com abastecimento de água potável, mais da metade da população não tem acesso à coleta de esgoto, e apenas 39% de todo o esgoto gerado são tratados. Aproximadamente 70% da população que compõe o déficit de acesso ao abastecimento de água possuem renda domiciliar mensal de até ½ salário mínimo por morador, ou seja, apresentam baixa capacidade de pagamento, o que coloca em pauta o tema do saneamento financeiramente acessível.
Desde 2007, quando foi criado o Ministério das Cidades, identificam-se avanços importantes na busca de diminuir o déficit já crônico em saneamento e pode-se caminhar alguns passos em direção à garantia do acesso a esses serviços como direito social. Nesse sentido destacamos as Conferências das Cidades e a criação da Secretaria de Saneamento e do Conselho Nacional das Cidades, que deram à política urbana uma base de participação e controle social.
Houve também, até 2014, uma progressiva ampliação de recursos para o setor, sobretudo a partir do PAC 1 e PAC 2; a instituição de um marco regulatório (Lei 11.445/2007 e seu decreto de regulamentação) e de um Plano Nacional para o setor, o PLANSAB, construído com amplo debate popular, legitimado pelos Conselhos Nacionais das Cidades, de Saúde e de Meio Ambiente, e aprovado por decreto presidencial em novembro de 2013.
Esse marco legal e institucional traz aspectos essenciais para que a gestão dos serviços seja pautada por uma visão de saneamento como direito de cidadania: a) articulação da política de saneamento com as políticas de desenvolvimento urbano e regional, de habitação, de combate à pobreza e de sua erradicação, de proteção ambiental, de promoção da saúde; e b) a transparência das ações, baseada em sistemas de informações e processos decisórios participativos institucionalizados.
A Lei 11.445/2007 reforça a necessidade de planejamento para o saneamento, por meio da obrigatoriedade de planos municipais de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos, drenagem e manejo de águas pluviais, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Esses planos são obrigatórios para que possam ser estabelecidos contratos de delegação da prestação de serviços e para que possam ser acessados recursos do governo federal (OGU, FGTS e FAT), com prazo final para sua elaboração terminando em 2017. A Lei reforça também a participação e o controle social, através de diferentes mecanismos como: audiências públicas, definição de conselho municipal responsável pelo acompanhamento e fiscalização da política de saneamento, sendo que a definição desse conselho também é condição para que possam ser acessados recursos do governo federal.
O marco legal introduz também a obrigatoriedade da regulação da prestação dos serviços de saneamento, visando à garantia do cumprimento das condições e metas estabelecidas nos contratos, à prevenção e à repressão ao abuso do poder econômico, reconhecendo que os serviços de saneamento são prestados em caráter de monopólio, o que significa que os usuários estão submetidos às atividades de um único prestador.
FONTE: adaptado de http://www.assemae.org.br/artigos/item/1762-saneamento-basico-como-direito-de-cidadania
De acordo com o texto, o Plano Nacional para o setor de saneamento tem sua gênese noResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO DE APOIO 1:
Política pública de saneamento básico: as bases do saneamento como direito de cidadania e os debates sobre novos modelos de gestão
Ana Lucia Britto
Professora Associada do PROURB-FAU-UFRJ
Pesquisadora do INCT Observatório das Metrópoles
A Assembleia Geral da ONU reconheceu em 2010 que o acesso à água potável e ao esgotamento sanitário é indispensável para o pleno gozo do direito à vida. É preciso, para tanto, fazê-lo de modo financeiramente acessível e com qualidade para todos, sem discriminação. Também obriga os Estados a eliminarem progressivamente as desigualdades na distribuição de água e esgoto entre populações das zonas rurais ou urbanas, ricas ou pobres.
No Brasil, dados do Ministério das Cidades indicam que cerca de 35 milhões de brasileiros não são atendidos com abastecimento de água potável, mais da metade da população não tem acesso à coleta de esgoto, e apenas 39% de todo o esgoto gerado são tratados. Aproximadamente 70% da população que compõe o déficit de acesso ao abastecimento de água possuem renda domiciliar mensal de até ½ salário mínimo por morador, ou seja, apresentam baixa capacidade de pagamento, o que coloca em pauta o tema do saneamento financeiramente acessível.
Desde 2007, quando foi criado o Ministério das Cidades, identificam-se avanços importantes na busca de diminuir o déficit já crônico em saneamento e pode-se caminhar alguns passos em direção à garantia do acesso a esses serviços como direito social. Nesse sentido destacamos as Conferências das Cidades e a criação da Secretaria de Saneamento e do Conselho Nacional das Cidades, que deram à política urbana uma base de participação e controle social.
Houve também, até 2014, uma progressiva ampliação de recursos para o setor, sobretudo a partir do PAC 1 e PAC 2; a instituição de um marco regulatório (Lei 11.445/2007 e seu decreto de regulamentação) e de um Plano Nacional para o setor, o PLANSAB, construído com amplo debate popular, legitimado pelos Conselhos Nacionais das Cidades, de Saúde e de Meio Ambiente, e aprovado por decreto presidencial em novembro de 2013.
Esse marco legal e institucional traz aspectos essenciais para que a gestão dos serviços seja pautada por uma visão de saneamento como direito de cidadania: a) articulação da política de saneamento com as políticas de desenvolvimento urbano e regional, de habitação, de combate à pobreza e de sua erradicação, de proteção ambiental, de promoção da saúde; e b) a transparência das ações, baseada em sistemas de informações e processos decisórios participativos institucionalizados.
A Lei 11.445/2007 reforça a necessidade de planejamento para o saneamento, por meio da obrigatoriedade de planos municipais de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos, drenagem e manejo de águas pluviais, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Esses planos são obrigatórios para que possam ser estabelecidos contratos de delegação da prestação de serviços e para que possam ser acessados recursos do governo federal (OGU, FGTS e FAT), com prazo final para sua elaboração terminando em 2017. A Lei reforça também a participação e o controle social, através de diferentes mecanismos como: audiências públicas, definição de conselho municipal responsável pelo acompanhamento e fiscalização da política de saneamento, sendo que a definição desse conselho também é condição para que possam ser acessados recursos do governo federal.
O marco legal introduz também a obrigatoriedade da regulação da prestação dos serviços de saneamento, visando à garantia do cumprimento das condições e metas estabelecidas nos contratos, à prevenção e à repressão ao abuso do poder econômico, reconhecendo que os serviços de saneamento são prestados em caráter de monopólio, o que significa que os usuários estão submetidos às atividades de um único prestador.
FONTE: adaptado de http://www.assemae.org.br/artigos/item/1762-saneamento-basico-como-direito-de-cidadania
No quinto parágrafo, a pesquisadora afirma que o marco regulatório para o setor de saneamento “traz aspectos essenciais para que a gestão dos serviços seja pautada por uma visão de saneamento como direito de cidadania”. Assinale a alternativa que, segundo o texto, traz um aspecto que evidencia essa visão.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO DE APOIO 1:
Política pública de saneamento básico: as bases do saneamento como direito de cidadania e os debates sobre novos modelos de gestão
Ana Lucia Britto
Professora Associada do PROURB-FAU-UFRJ
Pesquisadora do INCT Observatório das Metrópoles
A Assembleia Geral da ONU reconheceu em 2010 que o acesso à água potável e ao esgotamento sanitário é indispensável para o pleno gozo do direito à vida. É preciso, para tanto, fazê-lo de modo financeiramente acessível e com qualidade para todos, sem discriminação. Também obriga os Estados a eliminarem progressivamente as desigualdades na distribuição de água e esgoto entre populações das zonas rurais ou urbanas, ricas ou pobres.
No Brasil, dados do Ministério das Cidades indicam que cerca de 35 milhões de brasileiros não são atendidos com abastecimento de água potável, mais da metade da população não tem acesso à coleta de esgoto, e apenas 39% de todo o esgoto gerado são tratados. Aproximadamente 70% da população que compõe o déficit de acesso ao abastecimento de água possuem renda domiciliar mensal de até ½ salário mínimo por morador, ou seja, apresentam baixa capacidade de pagamento, o que coloca em pauta o tema do saneamento financeiramente acessível.
Desde 2007, quando foi criado o Ministério das Cidades, identificam-se avanços importantes na busca de diminuir o déficit já crônico em saneamento e pode-se caminhar alguns passos em direção à garantia do acesso a esses serviços como direito social. Nesse sentido destacamos as Conferências das Cidades e a criação da Secretaria de Saneamento e do Conselho Nacional das Cidades, que deram à política urbana uma base de participação e controle social.
Houve também, até 2014, uma progressiva ampliação de recursos para o setor, sobretudo a partir do PAC 1 e PAC 2; a instituição de um marco regulatório (Lei 11.445/2007 e seu decreto de regulamentação) e de um Plano Nacional para o setor, o PLANSAB, construído com amplo debate popular, legitimado pelos Conselhos Nacionais das Cidades, de Saúde e de Meio Ambiente, e aprovado por decreto presidencial em novembro de 2013.
Esse marco legal e institucional traz aspectos essenciais para que a gestão dos serviços seja pautada por uma visão de saneamento como direito de cidadania: a) articulação da política de saneamento com as políticas de desenvolvimento urbano e regional, de habitação, de combate à pobreza e de sua erradicação, de proteção ambiental, de promoção da saúde; e b) a transparência das ações, baseada em sistemas de informações e processos decisórios participativos institucionalizados.
A Lei 11.445/2007 reforça a necessidade de planejamento para o saneamento, por meio da obrigatoriedade de planos municipais de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos, drenagem e manejo de águas pluviais, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Esses planos são obrigatórios para que possam ser estabelecidos contratos de delegação da prestação de serviços e para que possam ser acessados recursos do governo federal (OGU, FGTS e FAT), com prazo final para sua elaboração terminando em 2017. A Lei reforça também a participação e o controle social, através de diferentes mecanismos como: audiências públicas, definição de conselho municipal responsável pelo acompanhamento e fiscalização da política de saneamento, sendo que a definição desse conselho também é condição para que possam ser acessados recursos do governo federal.
O marco legal introduz também a obrigatoriedade da regulação da prestação dos serviços de saneamento, visando à garantia do cumprimento das condições e metas estabelecidas nos contratos, à prevenção e à repressão ao abuso do poder econômico, reconhecendo que os serviços de saneamento são prestados em caráter de monopólio, o que significa que os usuários estão submetidos às atividades de um único prestador.
FONTE: adaptado de http://www.assemae.org.br/artigos/item/1762-saneamento-basico-como-direito-de-cidadania
Segundo a pesquisadora, o tema do saneamento financeiramente acessível é colocado em pauta porqueResolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
I – Os ladrões estão roubando! Prendam-nos!
II – Somos os assaltantes! Prendam-nos!
Reprodução do original com os termos sublinhados.
Assinale a alternativa cuja descrição gramatical dos termos sublinhados está correta.
Reprodução do original com as expressões sublinhadas.
As expressões sublinhadas acima desempenham, respectivamente, as funções sintáticas deResolução comentada
Análise das alternativas
Reprodução do original com a oração sublinhada.Resolução comentada
Análise das alternativas
No fragmento, o pronome relativo exerce a função sintática deResolução comentada
Análise das alternativas
Reprodução do original com a oração sublinhada.
No fragmento, é correto afirmar que háResolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
ASSIS. Machado de. Dom Casmurro. São Paulo: Ática,1999. p.55 (fragmento)
Com Dom Casmurro, obra publicada em 1899, depois de Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) e de Quincas Borba (1891), Machado de Assis deixa marcas indeléveis de que a Literatura Brasileira vivia um novo período literário, bem diferente do Romantismo. Nessas obras, nota-se uma forma diferente de sentir e de ver a realidade, menos idealizada, mais verdadeira e crítica: uma perspectiva realista. O trecho apresentado acima representa essa perspectiva porque o narradorResolução comentada
Análise das alternativas
Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci:
Sou bravo, sou forte,
sou filho do norte,
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi.
Trata-se de um:Resolução comentada
Análise das alternativas
I- Preferiu não participar da Semana de Arte Moderna, mas enviou seu famoso poema “Os Sapos”, que, lido por Ronald de Carvalho, tumultuou o Teatro Municipal.
II – Sua fase “gauche” caracterizou-se pelo pessimismo, pelo individualismo, pelo isolamento e pela reflexão existencial. A obra mais importante foi o “Poema de Sete Faces”.
III- Na fase social, o eu lírico manifesta interesse pelo seu tempo e pelos problemas cotidianos, buscando a solidariedade diante das frustrações e das esperanças humanas.
IV- A última fase foi marcada pela poesia intimista, de orientação simbolista, prezando o espiritualismo e orientalismo e a musicalidade, traços que podem ser notados no poema “O motivo da Rosa”.
Estão corretas as afirmações:Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Assinale a opção que identifica corretamente o processo de formação das palavras abaixo:
Em “ A Assembleia Geral da ONU reconheceu em 2010 que o acesso à água potável (...)”, a palavra “QUE” encontra emprego correspondente em
Assinale a alternativa em que todos os vocábulos do enunciado são acentuados pela mesma regra.
Analise as duas frases abaixo:
“ Desde 2007, quando foi criado o Ministério das Cidades, identificam-se avanços importantes na busca de diminuir o déficit já crônico em saneamento”.
Marque a alternativa que mostra a voz passiva pronominal.
No enunciado: “No Brasil, dados do Ministério das Cidades indicam que cerca de 35 milhões de brasileiros não são atendidos com abastecimento de água potável (...)”, a oração sublinhada tem a função sintática de
Assinale a alternativa em que a palavra “boca” apresenta sentido denotativo.
“Nesse sentido destacamos as Conferências das Cidades e a criação da Secretaria de Saneamento e do Conselho Nacional das Cidades, que deram à política urbana uma base de participação e controle social”.
Em “Esse marco legal e institucional traz aspectos essenciais para que a gestão dos serviços seja pautada por uma visão de saneamento como direito de cidadania”, a oração sublinhada exerce a mesma função sintática em qual das alternativas abaixo?
“Mais da metade da população não tem acesso à coleta de esgoto”.
Assinale a alternativa correta, quanto ao emprego do acento grave.
Os parnasianos acreditavam que, apoiando-se nos modelos clássicos, estariam combatendo os exageros de emoção e fantasia do Romantismo e, ao mesmo tempo, garantindo o equilíbrio que almejavam. Propunham uma poesia objetiva, de elevado nível vocabular, racionalista, bem-acabada do ponto de vista formal e voltada para temas universais. Esse racionalismo, que enfrentava os “exageros de emoção” e fixava-se no formalismo, fica bem claro na seguinte estrofe parnasiana de Olavo Bilac:
“Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me.”
Leia o trecho abaixo, retirado de I-Juca Pirama, obra de Gonçalves Dias.
Leia as afirmações abaixo sobre Carlos Drummond de Andrade: