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ITA — Vestibular 2018 — Prova de Português

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) · Vestibular 2018 — Português

ITAMédio

21 questões nesta prova · página 1 de 2 · 20 com gabarito

Literatura Brasileira Romantismo — Senhora (José de Alencar)

ITA Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica · Vestibular 2018 — Português

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Em Senhora, de José de Alencar, há uma cena em que Aurélia sai bruscamente do jardim, onde estava com Seixas, vai para a sala e fecha as cortinas para apagar os reflexos da “claridade argentina da lua”. Assinale a opção que explica esse comportamento da personagem.
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Resolução comentada

Aurélia foge do luar do jardim porque sua frieza quase se rompeu.

No jardim, sob a lua, o clima romântico ameaça fazer Aurélia ceder ao amor por Seixas, rompendo a frieza e o orgulho com que o trata. Por isso ela se retira bruscamente e fecha as cortinas para apagar o luar.

Análise das alternativas

A) Errada: o gesto não se deve a desinteresse pela natureza. C) Errada: a cena marca justamente um momento de quebra do fingimento. D) Errada: o gesto não ostenta o luxo da casa. E) Errada: não há referência a jogo de cartas.

Referência: ALENCAR, José de. Senhora.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Literatura Brasileira Realismo — Quincas Borba (Machado de Assis)

ITA Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica · Vestibular 2018 — Português

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Em várias passagens de Quincas Borba, de Machado de Assis, as personagens interpretam erroneamente alguns fatos ou fazem ilações equivocadas a partir de algumas falas. Vemos isso, por exemplo, no episódio em que, a partir do relato que ouve de um cocheiro, Rubião se convence de que
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Resolução comentada

Rubião, a partir do relato de um cocheiro, conclui que Sofia e Carlos Maria são amantes.

No episódio, o cocheiro conta sobre uma dama que se encontrava com um homem, e Rubião entende, equivocadamente, que se trata de Sofia e Carlos Maria. É um exemplo da interpretação errônea de fatos por parte das personagens.

Análise das alternativas

A) Errada: o episódio do cocheiro não trata de D. Tonica. B) Errada: não envolve desfazer negócios de Palha. C) Errada: não trata de casar Rubião com Maria Benedita. E) Errada: o equívoco recai sobre Sofia, e não sobre Maria Benedita.

Referência: ASSIS, Machado de. Quincas Borba.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Literatura Brasileira Modernismo — São Bernardo (Graciliano Ramos)

ITA Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica · Vestibular 2018 — Português

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Em São Bernardo, de Graciliano Ramos, o narrador-personagem afirma: “...se me escapa o retrato moral de minha mulher, para que serve esta narrativa? Para nada, mas sou forçado a escrever”. Essa frase revela que o propósito de Paulo Honório é
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Resolução comentada

Paulo Honório escreve para compreender o que levou Madalena ao suicídio.

Ao dizer que a narrativa serviria para nada se lhe escapasse o retrato moral de Madalena, Paulo Honório mostra que escreve para compreendê-la e entender as causas de seu fim trágico (o suicídio). A narração é, assim, uma tentativa de autoanálise e revisão do passado.

Análise das alternativas

A) Errada: o ciúme é um aspecto da trama, mas não o propósito declarado. B) Errada: Madalena é apresentada como generosa e não interesseira. C) Errada: o foco não é criticar suas ideias políticas. D) Errada: o texto não trata de maternidade displicente.

Referência: RAMOS, Graciliano. São Bernardo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Literatura Brasileira Arcadismo — Marília de Dirceu (Tomás Antônio Gonzaga)

ITA Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica · Vestibular 2018 — Português

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O texto abaixo é uma das liras que integram Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga.

Lira de Marília de Dirceu em quadro com cinco estrofes numeradas, em três colunas; a estrofe 5 está em itálico. 1: Em uma frondosa / Roseira se abria / Um negro botão! / Marília adorada / O pé lhe torcia / Com a branca mão. 2: Nas folhas viçosas / A abelha enraivada / O corpo escondeu. / Tocou-lhe Marília, / Na mão descuidada / A fera mordeu. 3: Apenas lhe morde, / Marília, gritando, / Co dedo fugiu. / Amor, que no bosque / Estava brincando, / Aos ais acudiu. 4: Mal viu a rotura, / E o sangue espargido, / Que a Deusa mostrou, / Risonho beijando / O dedo ofendido, / Assim lhe falou: 5 (itálico): Se tu por tão pouco / O pranto desatas, / Ah! dá-me atenção: / E como daquele, / Que feres e matas, / Não tens compaixão? Referência: (GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu & Cartas Chilenas. 10. ed. São Paulo: Ática, 2011.)

Neste poema,
I. há o relato de um episódio vivido por Marília: após ser ferida por uma abelha, ela é socorrida pelo Amor.
II. o Amor é personificado em uma deidade que dirige a Marília uma pequena censura amorosa.
III. a censura que o Amor faz a Marília é um artifício por meio do qual o sujeito lírico, indiretamente, dirige a ela uma queixa amorosa.
IV. o propósito maior do poema surge, no final, no lamento que o sujeito lírico dirige à amada, que parece fazê-lo sofrer.

Estão corretas:
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Literatura Brasileira Intertextualidade — Manuel Bandeira e Marília de Dirceu

ITA Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica · Vestibular 2018 — Português

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O poema abaixo dialoga com as liras de Marília de Dirceu.

Haicai tirado de uma falsa lira de Gonzaga

Quis gravar “Amor”
No tronco de um velho freixo:
“Marília” escrevi.

(BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. 20 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.)

Dentre as marcas mais visíveis de intertextualidade, encontram-se as seguintes, EXCETO
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Resolução comentada

Intertextualidade entre haicai de Bandeira e as liras de Gonzaga; a exceção é a forma poética.

O poema de Bandeira é um haicai, forma japonesa de três versos. As liras de Gonzaga são outra forma poética, de tradição árcade. Portanto, não pertencem à mesma forma, e esse não é um ponto de intertextualidade, ao contrário dos demais.

Análise das alternativas

A) Certa: o título cita Gonzaga, autor de Marília de Dirceu. C) Certa: Marília é a amada nos dois casos. D) Certa: a natureza (o freixo) é o cenário do amor, como no Arcadismo. E) Certa: o teor sentimental é comum aos dois.

Referência: BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira; GONZAGA, T. A. Marília de Dirceu.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Literatura Brasileira Interpretação de Texto Poético — Cacaso

ITA Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica · Vestibular 2018 — Português

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O poema abaixo retoma, por seu turno, imagens presentes nos dois anteriores.

Passeio no bosque

o canivete na mão não deixa
marcas no tronco da goiabeira

cicatrizes não se transferem

(CACASO. Beijo na boca. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2000.)

Algumas pessoas, ao gravarem nomes, datas etc., nos troncos das árvores, buscam externar afetos ou sentimentos. Esse texto, contudo, registra uma experiência particular de alguém que, fazendo isso,
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Resolução comentada

Poema de Cacaso: o gesto de gravar o tronco não deixa marca, e a dor não se transfere.

O eu lírico tenta gravar a árvore com o canivete, mas não deixa marcas no tronco. O verso final, 'cicatrizes não se transferem', mostra que a dor (a cicatriz interior) não passa para a árvore e continua com quem sofre. Logo, é impossível livrar-se dos sentimentos que afligem.

Análise das alternativas

A) Errada: o poema indica que a exteriorização não alivia a dor. B) Errada: não há danos à árvore, pois o canivete não deixa marcas. C) Errada: o texto não trata de refúgio na solidão. E) Errada: a dificuldade não é física, é simbólica; a questão é a intransferibilidade da dor.

Referência: CACASO. Beijo na boca (poema 'Passeio no bosque').

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

ITA Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica · Vestibular 2018 — Português

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 1
1 Achei que estava bem na foto. Magro, olhar vivo, rindo com os amigos na praia. Quase não havia cabelos brancos entre os poucos que sobreviviam. Comparada ao homem de hoje, era a fotografia de um jovem. Tinha 50 anos naquela época, entretanto, idade em que me considerava bem distante da juventude. Se me for dado o privilégio de chegar aos 90 em pleno domínio da razão, é possível que uma imagem de agora me cause impressão semelhante.
2 O envelhecimento é sombra que nos acompanha desde a concepção: o feto de seis meses é muito mais velho do que o embrião de cinco dias. Lidar com a inexorabilidade desse processo exige uma habilidade na qual nós somos inigualáveis: a adaptação. Não há animal capaz de criar soluções diante da adversidade como nós, de sobreviver em nichos ecológicos que vão do calor tropical às geleiras do Ártico.
3 Da mesma forma que ensaiamos os primeiros passos por imitação, temos que aprender a ser adolescentes, adultos e a ficar cada vez mais velhos. A adolescência é um fenômeno moderno. Nossos ancestrais passavam da infância à vida adulta sem estágios intermediários. Nas comunidades agrárias o menino de sete anos trabalhava na roça e as meninas cuidavam dos afazeres domésticos antes de chegar a essa idade.
4 A figura do adolescente que mora com os pais até os 30 anos, sem abrir mão do direito de reclamar da comida à mesa e da camisa mal passada, surgiu nas sociedades industrializadas depois da Segunda Guerra Mundial. Bem mais cedo, nossos avós tinham filhos para criar.
5 A exaltação da juventude como o período áureo da existência humana é um mito das sociedades ocidentais. Confinar aos jovens a publicidade dos bens de consumo, exaltar a estética, os costumes e os padrões de comportamento característicos dessa faixa etária tem o efeito perverso de insinuar que o declínio começa assim que essa fase se aproxima do fim.
6 A ideia de envelhecer aflige mulheres e homens modernos, muito mais do que afligia nossos antepassados. Sócrates tomou cicuta aos 70 anos, Cícero foi assassinado aos 63, Matusalém sabe-se lá quantos anos teve, mas seus contemporâneos gregos, romanos ou judeus viviam em média 30 anos.No início do século 20, a expectativa de vida ao nascer nos países da Europa mais desenvolvida não passava dos 40 anos.
7 A mortalidade infantil era altíssima; epidemias de peste negra, varíola, malária, febre amarela, gripe e tuberculose dizimavam populações inteiras. Nossos ancestrais viveram num mundo devastado por guerras, enfermidades infecciosas, escravidão, dores sem analgesia e a onipresença da mais temível das criaturas. Que sentido haveria em pensar na velhice quando a probabilidade de morrer jovem era tão alta? Seria como hoje preocupar-nos com a vida aos cem anos de idade, que pouquíssimos conhecerão.
8 Os que estão vivos agora têm boa chance de passar dos 80. Se assim for, é preciso sabedoria para aceitar que nossos atributos se modificam com o passar dos anos. Que nenhuma cirurgia devolverá aos 60 o rosto que tínhamos aos 18, mas que envelhecer não é sinônimo de decadência física para aqueles que se movimentam, não fumam, comem com parcimônia, exercitam a cognição e continuam atentos às transformações do mundo.
9 Considerar a vida um vale de lágrimas no qual submergimos de corpo e alma ao deixar a juventude é torná-la experiência medíocre. Julgar, aos 80 anos, que os melhores foram aqueles dos 15 aos 25 é não levar em conta que a memória é editora autoritária, capaz de suprimir por conta própria as experiências traumáticas e relegar ao esquecimento inseguranças, medos, desilusões afetivas, riscos desnecessários e as burradas que fizemos nessa época.
10 Nada mais ofensivo para o velho do que dizer que ele tem "cabeça de jovem". É considerá-lo mais inadequado do que o rapaz de 20 anos que se comporta como criança de dez. Ainda que maldigamos o envelhecimento, é ele que nos traz a aceitação das ambiguidades, das diferenças, do contraditório e abre espaço para uma diversidade de experiências com as quais nem sonhávamos anteriormente.

VARELLA, D. A arte de envelhecer. Adaptado. Disponível em <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/2016/01/1732457> Acesso em: mai. 2017.

Depreende-se que o autor, em relação ao processo de envelhecimento, manifesta
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Resolução comentada

O autor encara o envelhecimento com aceitação.

O texto fala em sabedoria para aceitar as mudanças e afirma que o envelhecimento traz a aceitação das ambiguidades e diversas experiências. O autor critica quem vê a velhice como vale de lágrimas. A atitude é, portanto, de aceitação.

Análise das alternativas

A) Ele não rejeita a velhice. B) Não demonstra hesitação. D) Não manifesta pesar. E) Esperança não expressa a postura de aceitação serena que predomina.

Referência: Interpretação de texto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

ITA Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica · Vestibular 2018 — Português

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 1
1 Achei que estava bem na foto. Magro, olhar vivo, rindo com os amigos na praia. Quase não havia cabelos brancos entre os poucos que sobreviviam. Comparada ao homem de hoje, era a fotografia de um jovem. Tinha 50 anos naquela época, entretanto, idade em que me considerava bem distante da juventude. Se me for dado o privilégio de chegar aos 90 em pleno domínio da razão, é possível que uma imagem de agora me cause impressão semelhante.
2 O envelhecimento é sombra que nos acompanha desde a concepção: o feto de seis meses é muito mais velho do que o embrião de cinco dias. Lidar com a inexorabilidade desse processo exige uma habilidade na qual nós somos inigualáveis: a adaptação. Não há animal capaz de criar soluções diante da adversidade como nós, de sobreviver em nichos ecológicos que vão do calor tropical às geleiras do Ártico.
3 Da mesma forma que ensaiamos os primeiros passos por imitação, temos que aprender a ser adolescentes, adultos e a ficar cada vez mais velhos. A adolescência é um fenômeno moderno. Nossos ancestrais passavam da infância à vida adulta sem estágios intermediários. Nas comunidades agrárias o menino de sete anos trabalhava na roça e as meninas cuidavam dos afazeres domésticos antes de chegar a essa idade.
4 A figura do adolescente que mora com os pais até os 30 anos, sem abrir mão do direito de reclamar da comida à mesa e da camisa mal passada, surgiu nas sociedades industrializadas depois da Segunda Guerra Mundial. Bem mais cedo, nossos avós tinham filhos para criar.
5 A exaltação da juventude como o período áureo da existência humana é um mito das sociedades ocidentais. Confinar aos jovens a publicidade dos bens de consumo, exaltar a estética, os costumes e os padrões de comportamento característicos dessa faixa etária tem o efeito perverso de insinuar que o declínio começa assim que essa fase se aproxima do fim.
6 A ideia de envelhecer aflige mulheres e homens modernos, muito mais do que afligia nossos antepassados. Sócrates tomou cicuta aos 70 anos, Cícero foi assassinado aos 63, Matusalém sabe-se lá quantos anos teve, mas seus contemporâneos gregos, romanos ou judeus viviam em média 30 anos.No início do século 20, a expectativa de vida ao nascer nos países da Europa mais desenvolvida não passava dos 40 anos.
7 A mortalidade infantil era altíssima; epidemias de peste negra, varíola, malária, febre amarela, gripe e tuberculose dizimavam populações inteiras. Nossos ancestrais viveram num mundo devastado por guerras, enfermidades infecciosas, escravidão, dores sem analgesia e a onipresença da mais temível das criaturas. Que sentido haveria em pensar na velhice quando a probabilidade de morrer jovem era tão alta? Seria como hoje preocupar-nos com a vida aos cem anos de idade, que pouquíssimos conhecerão.
8 Os que estão vivos agora têm boa chance de passar dos 80. Se assim for, é preciso sabedoria para aceitar que nossos atributos se modificam com o passar dos anos. Que nenhuma cirurgia devolverá aos 60 o rosto que tínhamos aos 18, mas que envelhecer não é sinônimo de decadência física para aqueles que se movimentam, não fumam, comem com parcimônia, exercitam a cognição e continuam atentos às transformações do mundo.
9 Considerar a vida um vale de lágrimas no qual submergimos de corpo e alma ao deixar a juventude é torná-la experiência medíocre. Julgar, aos 80 anos, que os melhores foram aqueles dos 15 aos 25 é não levar em conta que a memória é editora autoritária, capaz de suprimir por conta própria as experiências traumáticas e relegar ao esquecimento inseguranças, medos, desilusões afetivas, riscos desnecessários e as burradas que fizemos nessa época.
10 Nada mais ofensivo para o velho do que dizer que ele tem "cabeça de jovem". É considerá-lo mais inadequado do que o rapaz de 20 anos que se comporta como criança de dez. Ainda que maldigamos o envelhecimento, é ele que nos traz a aceitação das ambiguidades, das diferenças, do contraditório e abre espaço para uma diversidade de experiências com as quais nem sonhávamos anteriormente.

VARELLA, D. A arte de envelhecer. Adaptado. Disponível em <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/2016/01/1732457> Acesso em: mai. 2017.

No período "Da mesma forma que ensaiamos os primeiros passos por imitação, temos que aprender a ser adolescentes, adultos e a ficar cada vez mais velhos.", (parágrafo 3), o autor
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Resolução comentada

A analogia entre aprender a andar e aprender a envelhecer indica adaptação a cada fase.

Assim como se aprende por imitação os primeiros passos, é preciso aprender a ser adolescente, adulto e velho. O autor alerta para a necessidade de adaptar-se a cada fase da vida.

Análise das alternativas

A) Não fala em infância mais curta. B) Não restringe a vida a três fases, pois diz também 'cada vez mais velhos'. C) Não defende idosos que tentam parecer jovens. D) Não trata de rivalidade entre jovens e velhos.

Referência: Interpretação de texto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

ITA Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica · Vestibular 2018 — Português

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 1
1 Achei que estava bem na foto. Magro, olhar vivo, rindo com os amigos na praia. Quase não havia cabelos brancos entre os poucos que sobreviviam. Comparada ao homem de hoje, era a fotografia de um jovem. Tinha 50 anos naquela época, entretanto, idade em que me considerava bem distante da juventude. Se me for dado o privilégio de chegar aos 90 em pleno domínio da razão, é possível que uma imagem de agora me cause impressão semelhante.
2 O envelhecimento é sombra que nos acompanha desde a concepção: o feto de seis meses é muito mais velho do que o embrião de cinco dias. Lidar com a inexorabilidade desse processo exige uma habilidade na qual nós somos inigualáveis: a adaptação. Não há animal capaz de criar soluções diante da adversidade como nós, de sobreviver em nichos ecológicos que vão do calor tropical às geleiras do Ártico.
3 Da mesma forma que ensaiamos os primeiros passos por imitação, temos que aprender a ser adolescentes, adultos e a ficar cada vez mais velhos. A adolescência é um fenômeno moderno. Nossos ancestrais passavam da infância à vida adulta sem estágios intermediários. Nas comunidades agrárias o menino de sete anos trabalhava na roça e as meninas cuidavam dos afazeres domésticos antes de chegar a essa idade.
4 A figura do adolescente que mora com os pais até os 30 anos, sem abrir mão do direito de reclamar da comida à mesa e da camisa mal passada, surgiu nas sociedades industrializadas depois da Segunda Guerra Mundial. Bem mais cedo, nossos avós tinham filhos para criar.
5 A exaltação da juventude como o período áureo da existência humana é um mito das sociedades ocidentais. Confinar aos jovens a publicidade dos bens de consumo, exaltar a estética, os costumes e os padrões de comportamento característicos dessa faixa etária tem o efeito perverso de insinuar que o declínio começa assim que essa fase se aproxima do fim.
6 A ideia de envelhecer aflige mulheres e homens modernos, muito mais do que afligia nossos antepassados. Sócrates tomou cicuta aos 70 anos, Cícero foi assassinado aos 63, Matusalém sabe-se lá quantos anos teve, mas seus contemporâneos gregos, romanos ou judeus viviam em média 30 anos.No início do século 20, a expectativa de vida ao nascer nos países da Europa mais desenvolvida não passava dos 40 anos.
7 A mortalidade infantil era altíssima; epidemias de peste negra, varíola, malária, febre amarela, gripe e tuberculose dizimavam populações inteiras. Nossos ancestrais viveram num mundo devastado por guerras, enfermidades infecciosas, escravidão, dores sem analgesia e a onipresença da mais temível das criaturas. Que sentido haveria em pensar na velhice quando a probabilidade de morrer jovem era tão alta? Seria como hoje preocupar-nos com a vida aos cem anos de idade, que pouquíssimos conhecerão.
8 Os que estão vivos agora têm boa chance de passar dos 80. Se assim for, é preciso sabedoria para aceitar que nossos atributos se modificam com o passar dos anos. Que nenhuma cirurgia devolverá aos 60 o rosto que tínhamos aos 18, mas que envelhecer não é sinônimo de decadência física para aqueles que se movimentam, não fumam, comem com parcimônia, exercitam a cognição e continuam atentos às transformações do mundo.
9 Considerar a vida um vale de lágrimas no qual submergimos de corpo e alma ao deixar a juventude é torná-la experiência medíocre. Julgar, aos 80 anos, que os melhores foram aqueles dos 15 aos 25 é não levar em conta que a memória é editora autoritária, capaz de suprimir por conta própria as experiências traumáticas e relegar ao esquecimento inseguranças, medos, desilusões afetivas, riscos desnecessários e as burradas que fizemos nessa época.
10 Nada mais ofensivo para o velho do que dizer que ele tem "cabeça de jovem". É considerá-lo mais inadequado do que o rapaz de 20 anos que se comporta como criança de dez. Ainda que maldigamos o envelhecimento, é ele que nos traz a aceitação das ambiguidades, das diferenças, do contraditório e abre espaço para uma diversidade de experiências com as quais nem sonhávamos anteriormente.

VARELLA, D. A arte de envelhecer. Adaptado. Disponível em <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/2016/01/1732457> Acesso em: mai. 2017.

Assinale a opção que NÃO constitui um dos aspectos acerca do envelhecimento apresentados no texto. Envelhecer
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Resolução comentada

O texto não diz que envelhecer exija tratamentos de rejuvenescimento.

O texto afirma que envelhecer aflige as pessoas, desfaz o mito da juventude eterna, abre espaço para experiências novas e traz aceitação das diferenças. Ele até diz que nenhuma cirurgia devolve o rosto da juventude. Não afirma que o envelhecimento requer rejuvenescimento.

Análise das alternativas

A) Está no parágrafo 6. B) Decorre da crítica ao mito da juventude. D) Está no parágrafo 10. E) Está no parágrafo 10.

Referência: Interpretação de texto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

ITA Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica · Vestibular 2018 — Português

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Texto-base:
Texto 1
1 Achei que estava bem na foto. Magro, olhar vivo, rindo com os amigos na praia. Quase não havia cabelos brancos entre os poucos que sobreviviam. Comparada ao homem de hoje, era a fotografia de um jovem. Tinha 50 anos naquela época, entretanto, idade em que me considerava bem distante da juventude. Se me for dado o privilégio de chegar aos 90 em pleno domínio da razão, é possível que uma imagem de agora me cause impressão semelhante.
2 O envelhecimento é sombra que nos acompanha desde a concepção: o feto de seis meses é muito mais velho do que o embrião de cinco dias. Lidar com a inexorabilidade desse processo exige uma habilidade na qual nós somos inigualáveis: a adaptação. Não há animal capaz de criar soluções diante da adversidade como nós, de sobreviver em nichos ecológicos que vão do calor tropical às geleiras do Ártico.
3 Da mesma forma que ensaiamos os primeiros passos por imitação, temos que aprender a ser adolescentes, adultos e a ficar cada vez mais velhos. A adolescência é um fenômeno moderno. Nossos ancestrais passavam da infância à vida adulta sem estágios intermediários. Nas comunidades agrárias o menino de sete anos trabalhava na roça e as meninas cuidavam dos afazeres domésticos antes de chegar a essa idade.
4 A figura do adolescente que mora com os pais até os 30 anos, sem abrir mão do direito de reclamar da comida à mesa e da camisa mal passada, surgiu nas sociedades industrializadas depois da Segunda Guerra Mundial. Bem mais cedo, nossos avós tinham filhos para criar.
5 A exaltação da juventude como o período áureo da existência humana é um mito das sociedades ocidentais. Confinar aos jovens a publicidade dos bens de consumo, exaltar a estética, os costumes e os padrões de comportamento característicos dessa faixa etária tem o efeito perverso de insinuar que o declínio começa assim que essa fase se aproxima do fim.
6 A ideia de envelhecer aflige mulheres e homens modernos, muito mais do que afligia nossos antepassados. Sócrates tomou cicuta aos 70 anos, Cícero foi assassinado aos 63, Matusalém sabe-se lá quantos anos teve, mas seus contemporâneos gregos, romanos ou judeus viviam em média 30 anos.No início do século 20, a expectativa de vida ao nascer nos países da Europa mais desenvolvida não passava dos 40 anos.
7 A mortalidade infantil era altíssima; epidemias de peste negra, varíola, malária, febre amarela, gripe e tuberculose dizimavam populações inteiras. Nossos ancestrais viveram num mundo devastado por guerras, enfermidades infecciosas, escravidão, dores sem analgesia e a onipresença da mais temível das criaturas. Que sentido haveria em pensar na velhice quando a probabilidade de morrer jovem era tão alta? Seria como hoje preocupar-nos com a vida aos cem anos de idade, que pouquíssimos conhecerão.
8 Os que estão vivos agora têm boa chance de passar dos 80. Se assim for, é preciso sabedoria para aceitar que nossos atributos se modificam com o passar dos anos. Que nenhuma cirurgia devolverá aos 60 o rosto que tínhamos aos 18, mas que envelhecer não é sinônimo de decadência física para aqueles que se movimentam, não fumam, comem com parcimônia, exercitam a cognição e continuam atentos às transformações do mundo.
9 Considerar a vida um vale de lágrimas no qual submergimos de corpo e alma ao deixar a juventude é torná-la experiência medíocre. Julgar, aos 80 anos, que os melhores foram aqueles dos 15 aos 25 é não levar em conta que a memória é editora autoritária, capaz de suprimir por conta própria as experiências traumáticas e relegar ao esquecimento inseguranças, medos, desilusões afetivas, riscos desnecessários e as burradas que fizemos nessa época.
10 Nada mais ofensivo para o velho do que dizer que ele tem "cabeça de jovem". É considerá-lo mais inadequado do que o rapaz de 20 anos que se comporta como criança de dez. Ainda que maldigamos o envelhecimento, é ele que nos traz a aceitação das ambiguidades, das diferenças, do contraditório e abre espaço para uma diversidade de experiências com as quais nem sonhávamos anteriormente.

VARELLA, D. A arte de envelhecer. Adaptado. Disponível em <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/2016/01/1732457> Acesso em: mai. 2017.

Ao fazer alusão a “um vale de lágrimas” (parágrafo 9), o autor
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Resolução comentada

'Vale de lágrimas' expressa a visão negativa que o autor critica.

O autor diz que considerar a vida um vale de lágrimas após a juventude 'é torná-la experiência medíocre'. Ao citar a expressão, ele critica essa visão sobre o fim da juventude.

Análise das alternativas

A) Não diz que a velhice é a melhor fase. B) A comparação entre fases não é o foco. C) Não diferencia velhice física de sentir-se velho. D) Não há menção a busca religiosa.

Referência: Interpretação de texto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Figuras de Linguagem — Metáfora

ITA Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica · Vestibular 2018 — Português

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Texto-base:
Texto 1
1 Achei que estava bem na foto. Magro, olhar vivo, rindo com os amigos na praia. Quase não havia cabelos brancos entre os poucos que sobreviviam. Comparada ao homem de hoje, era a fotografia de um jovem. Tinha 50 anos naquela época, entretanto, idade em que me considerava bem distante da juventude. Se me for dado o privilégio de chegar aos 90 em pleno domínio da razão, é possível que uma imagem de agora me cause impressão semelhante.
2 O envelhecimento é sombra que nos acompanha desde a concepção: o feto de seis meses é muito mais velho do que o embrião de cinco dias. Lidar com a inexorabilidade desse processo exige uma habilidade na qual nós somos inigualáveis: a adaptação. Não há animal capaz de criar soluções diante da adversidade como nós, de sobreviver em nichos ecológicos que vão do calor tropical às geleiras do Ártico.
3 Da mesma forma que ensaiamos os primeiros passos por imitação, temos que aprender a ser adolescentes, adultos e a ficar cada vez mais velhos. A adolescência é um fenômeno moderno. Nossos ancestrais passavam da infância à vida adulta sem estágios intermediários. Nas comunidades agrárias o menino de sete anos trabalhava na roça e as meninas cuidavam dos afazeres domésticos antes de chegar a essa idade.
4 A figura do adolescente que mora com os pais até os 30 anos, sem abrir mão do direito de reclamar da comida à mesa e da camisa mal passada, surgiu nas sociedades industrializadas depois da Segunda Guerra Mundial. Bem mais cedo, nossos avós tinham filhos para criar.
5 A exaltação da juventude como o período áureo da existência humana é um mito das sociedades ocidentais. Confinar aos jovens a publicidade dos bens de consumo, exaltar a estética, os costumes e os padrões de comportamento característicos dessa faixa etária tem o efeito perverso de insinuar que o declínio começa assim que essa fase se aproxima do fim.
6 A ideia de envelhecer aflige mulheres e homens modernos, muito mais do que afligia nossos antepassados. Sócrates tomou cicuta aos 70 anos, Cícero foi assassinado aos 63, Matusalém sabe-se lá quantos anos teve, mas seus contemporâneos gregos, romanos ou judeus viviam em média 30 anos.No início do século 20, a expectativa de vida ao nascer nos países da Europa mais desenvolvida não passava dos 40 anos.
7 A mortalidade infantil era altíssima; epidemias de peste negra, varíola, malária, febre amarela, gripe e tuberculose dizimavam populações inteiras. Nossos ancestrais viveram num mundo devastado por guerras, enfermidades infecciosas, escravidão, dores sem analgesia e a onipresença da mais temível das criaturas. Que sentido haveria em pensar na velhice quando a probabilidade de morrer jovem era tão alta? Seria como hoje preocupar-nos com a vida aos cem anos de idade, que pouquíssimos conhecerão.
8 Os que estão vivos agora têm boa chance de passar dos 80. Se assim for, é preciso sabedoria para aceitar que nossos atributos se modificam com o passar dos anos. Que nenhuma cirurgia devolverá aos 60 o rosto que tínhamos aos 18, mas que envelhecer não é sinônimo de decadência física para aqueles que se movimentam, não fumam, comem com parcimônia, exercitam a cognição e continuam atentos às transformações do mundo.
9 Considerar a vida um vale de lágrimas no qual submergimos de corpo e alma ao deixar a juventude é torná-la experiência medíocre. Julgar, aos 80 anos, que os melhores foram aqueles dos 15 aos 25 é não levar em conta que a memória é editora autoritária, capaz de suprimir por conta própria as experiências traumáticas e relegar ao esquecimento inseguranças, medos, desilusões afetivas, riscos desnecessários e as burradas que fizemos nessa época.
10 Nada mais ofensivo para o velho do que dizer que ele tem "cabeça de jovem". É considerá-lo mais inadequado do que o rapaz de 20 anos que se comporta como criança de dez. Ainda que maldigamos o envelhecimento, é ele que nos traz a aceitação das ambiguidades, das diferenças, do contraditório e abre espaço para uma diversidade de experiências com as quais nem sonhávamos anteriormente.

VARELLA, D. A arte de envelhecer. Adaptado. Disponível em <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/2016/01/1732457> Acesso em: mai. 2017.

Em todas as opções, o autor vale-se de metáforas para construir sua argumentação, EXCETO em
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Resolução comentada

'Dores sem analgesia' está em sentido literal.

A expressão designa dores reais, sem anestésicos, ou seja, sentido denotativo. As demais são figuradas: sombra que acompanha (metáfora do envelhecer), período áureo (juventude como ouro), a mais temível das criaturas (a morte) e editora autoritária (a memória).

Análise das alternativas

A, B, D e E) Todas são metáforas, por isso não são a exceção pedida.

Referência: Figuras de linguagem: metáfora e sentido denotativo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

ITA Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica · Vestibular 2018 — Português

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 2
a coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer
a barba vai descendo e os cabelos vão caindo pra cabeça aparecer
os filhos vão crescendo e o tempo vai dizendo que agora é pra valer
os outros vão morrendo e a gente aprendendo a esquecer
não quero morrer pois quero ver
como será que deve ser envelhecer
eu quero é viver pra ver qual é
e dizer venha pra o que vai acontecer
eu quero que o tapete voe / no meio da sala de estar
eu quero que a panela de pressão pressione
e que a pia comece a pingar
eu quero que a sirene soe
e me faça levantar do sofá
eu quero pôr Rita Pavone*
no ringtone do meu celular
eu quero estar no meio do ciclone
pra poder aproveitar
e quando eu esquecer meu próprio nome
que me chamem de velho gagá
pois ser eternamente adolescente nada é mais demodé
com uns ralos fios de cabelo sobre a testa que não para de crescer
não sei por que essa gente vira a cara pro presente e esquece de aprender
que felizmente ou infelizmente sempre o tempo vai correr.
(ANTUNES, A. Envelhecer. Álbum Ao vivo lá em casa. 2010.)

*cantora italiana de grande sucesso na década de 1960.

“Eu quero pôr Rita Pavone no ringtone do meu celular”. O trecho selecionado indica que o autor
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Resolução comentada

Rita Pavone (década de 1960) no ringtone de um celular junta passado e presente.

A cantora é de uma época passada e o ringtone é tecnologia atual. O verso mostra, portanto, a conciliação de elementos de épocas distintas.

Análise das alternativas

B) O verso não trata de construção social. C) Não indica necessidade de tecnologia. D) Seria uma generalização excessiva. E) Não há personificação nesse trecho.

Referência: Interpretação de texto poético.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

ITA Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica · Vestibular 2018 — Português

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Texto-base:
Texto 2
a coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer
a barba vai descendo e os cabelos vão caindo pra cabeça aparecer
os filhos vão crescendo e o tempo vai dizendo que agora é pra valer
os outros vão morrendo e a gente aprendendo a esquecer
não quero morrer pois quero ver
como será que deve ser envelhecer
eu quero é viver pra ver qual é
e dizer venha pra o que vai acontecer
eu quero que o tapete voe / no meio da sala de estar
eu quero que a panela de pressão pressione
e que a pia comece a pingar
eu quero que a sirene soe
e me faça levantar do sofá
eu quero pôr Rita Pavone*
no ringtone do meu celular
eu quero estar no meio do ciclone
pra poder aproveitar
e quando eu esquecer meu próprio nome
que me chamem de velho gagá
pois ser eternamente adolescente nada é mais demodé
com uns ralos fios de cabelo sobre a testa que não para de crescer
não sei por que essa gente vira a cara pro presente e esquece de aprender
que felizmente ou infelizmente sempre o tempo vai correr.
(ANTUNES, A. Envelhecer. Álbum Ao vivo lá em casa. 2010.)

*cantora italiana de grande sucesso na década de 1960.

O emprego recorrente do verbo querer, no texto, revela
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Resolução comentada

A repetição de 'eu quero' mostra a acolhida do eu lírico à velhice.

O eu lírico deseja viver o que vier e aproveitar o 'ciclone'. A repetição de 'querer' revela receptividade e disposição de encarar a velhice.

Análise das alternativas

A) Não há inconformismo. B) Não há medo de tornar-se inútil. C) A ideia é mais ampla e específica que 'coisas boas', pois inclui até o pingar da pia. D) Não há apologia de que querer é poder.

Referência: Interpretação de texto poético.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

ITA Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica · Vestibular 2018 — Português

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Texto-base:
Texto 2
a coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer
a barba vai descendo e os cabelos vão caindo pra cabeça aparecer
os filhos vão crescendo e o tempo vai dizendo que agora é pra valer
os outros vão morrendo e a gente aprendendo a esquecer
não quero morrer pois quero ver
como será que deve ser envelhecer
eu quero é viver pra ver qual é
e dizer venha pra o que vai acontecer
eu quero que o tapete voe / no meio da sala de estar
eu quero que a panela de pressão pressione
e que a pia comece a pingar
eu quero que a sirene soe
e me faça levantar do sofá
eu quero pôr Rita Pavone*
no ringtone do meu celular
eu quero estar no meio do ciclone
pra poder aproveitar
e quando eu esquecer meu próprio nome
que me chamem de velho gagá
pois ser eternamente adolescente nada é mais demodé
com uns ralos fios de cabelo sobre a testa que não para de crescer
não sei por que essa gente vira a cara pro presente e esquece de aprender
que felizmente ou infelizmente sempre o tempo vai correr.
(ANTUNES, A. Envelhecer. Álbum Ao vivo lá em casa. 2010.)

*cantora italiana de grande sucesso na década de 1960.

O trecho que critica explicitamente aqueles que não aceitam a velhice é:
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Resolução comentada

A crítica explícita aos que rejeitam a velhice está no verso sobre ser eternamente adolescente.

O verso 'pois ser eternamente adolescente nada é mais démodé' censura quem quer permanecer jovem. Ele também introduz a crítica seguinte, a 'essa gente' que 'vira a cara pro presente'.

Análise das alternativas

A) Fala da aceitação do eu lírico, sem crítica a terceiros. B) Expressa curiosidade sobre o envelhecer. D) É afirmação positiva, não crítica. E) Descreve a perda dos que se foram.

Referência: Interpretação de texto poético.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Comparação entre Textos

ITA Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica · Vestibular 2018 — Português

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 1
1 Achei que estava bem na foto. Magro, olhar vivo, rindo com os amigos na praia. Quase não havia cabelos brancos entre os poucos que sobreviviam. Comparada ao homem de hoje, era a fotografia de um jovem. Tinha 50 anos naquela época, entretanto, idade em que me considerava bem distante da juventude. Se me for dado o privilégio de chegar aos 90 em pleno domínio da razão, é possível que uma imagem de agora me cause impressão semelhante.
2 O envelhecimento é sombra que nos acompanha desde a concepção: o feto de seis meses é muito mais velho do que o embrião de cinco dias. Lidar com a inexorabilidade desse processo exige uma habilidade na qual nós somos inigualáveis: a adaptação. Não há animal capaz de criar soluções diante da adversidade como nós, de sobreviver em nichos ecológicos que vão do calor tropical às geleiras do Ártico.
3 Da mesma forma que ensaiamos os primeiros passos por imitação, temos que aprender a ser adolescentes, adultos e a ficar cada vez mais velhos. A adolescência é um fenômeno moderno. Nossos ancestrais passavam da infância à vida adulta sem estágios intermediários. Nas comunidades agrárias o menino de sete anos trabalhava na roça e as meninas cuidavam dos afazeres domésticos antes de chegar a essa idade.
4 A figura do adolescente que mora com os pais até os 30 anos, sem abrir mão do direito de reclamar da comida à mesa e da camisa mal passada, surgiu nas sociedades industrializadas depois da Segunda Guerra Mundial. Bem mais cedo, nossos avós tinham filhos para criar.
5 A exaltação da juventude como o período áureo da existência humana é um mito das sociedades ocidentais. Confinar aos jovens a publicidade dos bens de consumo, exaltar a estética, os costumes e os padrões de comportamento característicos dessa faixa etária tem o efeito perverso de insinuar que o declínio começa assim que essa fase se aproxima do fim.
6 A ideia de envelhecer aflige mulheres e homens modernos, muito mais do que afligia nossos antepassados. Sócrates tomou cicuta aos 70 anos, Cícero foi assassinado aos 63, Matusalém sabe-se lá quantos anos teve, mas seus contemporâneos gregos, romanos ou judeus viviam em média 30 anos.No início do século 20, a expectativa de vida ao nascer nos países da Europa mais desenvolvida não passava dos 40 anos.
7 A mortalidade infantil era altíssima; epidemias de peste negra, varíola, malária, febre amarela, gripe e tuberculose dizimavam populações inteiras. Nossos ancestrais viveram num mundo devastado por guerras, enfermidades infecciosas, escravidão, dores sem analgesia e a onipresença da mais temível das criaturas. Que sentido haveria em pensar na velhice quando a probabilidade de morrer jovem era tão alta? Seria como hoje preocupar-nos com a vida aos cem anos de idade, que pouquíssimos conhecerão.
8 Os que estão vivos agora têm boa chance de passar dos 80. Se assim for, é preciso sabedoria para aceitar que nossos atributos se modificam com o passar dos anos. Que nenhuma cirurgia devolverá aos 60 o rosto que tínhamos aos 18, mas que envelhecer não é sinônimo de decadência física para aqueles que se movimentam, não fumam, comem com parcimônia, exercitam a cognição e continuam atentos às transformações do mundo.
9 Considerar a vida um vale de lágrimas no qual submergimos de corpo e alma ao deixar a juventude é torná-la experiência medíocre. Julgar, aos 80 anos, que os melhores foram aqueles dos 15 aos 25 é não levar em conta que a memória é editora autoritária, capaz de suprimir por conta própria as experiências traumáticas e relegar ao esquecimento inseguranças, medos, desilusões afetivas, riscos desnecessários e as burradas que fizemos nessa época.
10 Nada mais ofensivo para o velho do que dizer que ele tem "cabeça de jovem". É considerá-lo mais inadequado do que o rapaz de 20 anos que se comporta como criança de dez. Ainda que maldigamos o envelhecimento, é ele que nos traz a aceitação das ambiguidades, das diferenças, do contraditório e abre espaço para uma diversidade de experiências com as quais nem sonhávamos anteriormente.

VARELLA, D. A arte de envelhecer. Adaptado. Disponível em <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/2016/01/1732457> Acesso em: mai. 2017.

Texto-base:
Texto 2
a coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer
a barba vai descendo e os cabelos vão caindo pra cabeça aparecer
os filhos vão crescendo e o tempo vai dizendo que agora é pra valer
os outros vão morrendo e a gente aprendendo a esquecer
não quero morrer pois quero ver
como será que deve ser envelhecer
eu quero é viver pra ver qual é
e dizer venha pra o que vai acontecer
eu quero que o tapete voe / no meio da sala de estar
eu quero que a panela de pressão pressione
e que a pia comece a pingar
eu quero que a sirene soe
e me faça levantar do sofá
eu quero pôr Rita Pavone*
no ringtone do meu celular
eu quero estar no meio do ciclone
pra poder aproveitar
e quando eu esquecer meu próprio nome
que me chamem de velho gagá
pois ser eternamente adolescente nada é mais demodé
com uns ralos fios de cabelo sobre a testa que não para de crescer
não sei por que essa gente vira a cara pro presente e esquece de aprender
que felizmente ou infelizmente sempre o tempo vai correr.
(ANTUNES, A. Envelhecer. Álbum Ao vivo lá em casa. 2010.)

*cantora italiana de grande sucesso na década de 1960.

O ponto convergente entre os textos 1 e 2 é
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Resolução comentada

Os dois textos valorizam o envelhecimento.

No texto 1, o autor afirma que envelhecer traz aceitação das diferenças e novas experiências. No texto 2, a canção diz que 'a coisa mais moderna é envelhecer' e que ser eternamente adolescente é démodé. O ponto comum é o reconhecimento de aspectos positivos da velhice.

Análise das alternativas

B) Só o texto 1 trata de discriminação, e de modo marginal. C) Nenhum compara estilos de vida de idosos. D) Só o texto 1 fala de experiências traumáticas. E) O descompasso entre comportamento e idade não é o foco comum.

Referência: Interpretação: comparação entre textos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Pontuação — Uso da Vírgula

ITA Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica · Vestibular 2018 — Português

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Texto-base:
Texto 3
Proibido para menores de 50 anos. Nos últimos meses, em meio ao debate sobre as reformas na Previdência, um ponto acabou despertando a atenção. Afinal, existem empregos para quem tem mais de 50 anos? Pendurar as chuteiras nem sempre é fácil. Às vezes, pode significar uma quebra tão grande na rotina que afeta até mesmo o emocional. Foi a partir de uma experiência familiar nesta linha que o paulistano Mórris Litvak criou a startup MaturiJobs. Trata-se de uma agência virtual de empregos, especializada em profissionais com mais de 50 anos.

(Revista Isto é Dinheiro. Mercado de Trabalho. Maio/2017. p. 6.)

“Nos últimos meses, em meio ao debate sobre as reformas na Previdência, um ponto acabou despertando a atenção.” Na frase transcrita, as vírgulas foram utilizadas para
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Resolução comentada

As vírgulas isolam adjuntos adverbiais deslocados para antes do sujeito.

'Nos últimos meses' e 'em meio ao debate...' são informações secundárias, adjuntos adverbiais de tempo e de circunstância. Elas aparecem antes da informação principal ('um ponto acabou despertando a atenção'), e as vírgulas marcam esse deslocamento.

Análise das alternativas

A) A pontuação não serve para contrastar registros de escrita. B) Não há termo complementar separado. C) Não há várias informações intercaladas sobrepostas. E) A ideia de antecipar tempo e espaço é imprecisa, pois só há tempo e circunstância.

Referência: Gramática: pontuação e adjuntos adverbiais deslocados.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

ITA Médio

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Texto-base:
Texto 3
Proibido para menores de 50 anos. Nos últimos meses, em meio ao debate sobre as reformas na Previdência, um ponto acabou despertando a atenção. Afinal, existem empregos para quem tem mais de 50 anos? Pendurar as chuteiras nem sempre é fácil. Às vezes, pode significar uma quebra tão grande na rotina que afeta até mesmo o emocional. Foi a partir de uma experiência familiar nesta linha que o paulistano Mórris Litvak criou a startup MaturiJobs. Trata-se de uma agência virtual de empregos, especializada em profissionais com mais de 50 anos.

(Revista Isto é Dinheiro. Mercado de Trabalho. Maio/2017. p. 6.)

A afirmação “Pendurar as chuteiras nem sempre é fácil” sugere
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Resolução comentada

'Pendurar as chuteiras' é uma expressão figurada para aposentar-se.

O texto afirma que a aposentadoria 'pode significar uma quebra tão grande na rotina que afeta até mesmo o emocional'. Isso sugere comprometimento emocional causado pela mudança de hábitos.

Análise das alternativas

A) O texto não fala de falta de recursos. C) Não se menciona queda da capacidade intelectual. D) Não se fala de limites físicos. E) Não se fala de perda de status.

Referência: Interpretação de texto: linguagem figurada.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Advérbios — Valor Semântico

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Texto-base:
Texto 3
Proibido para menores de 50 anos. Nos últimos meses, em meio ao debate sobre as reformas na Previdência, um ponto acabou despertando a atenção. Afinal, existem empregos para quem tem mais de 50 anos? Pendurar as chuteiras nem sempre é fácil. Às vezes, pode significar uma quebra tão grande na rotina que afeta até mesmo o emocional. Foi a partir de uma experiência familiar nesta linha que o paulistano Mórris Litvak criou a startup MaturiJobs. Trata-se de uma agência virtual de empregos, especializada em profissionais com mais de 50 anos.

(Revista Isto é Dinheiro. Mercado de Trabalho. Maio/2017. p. 6.)

Trecho citado: “Às vezes, pode significar uma quebra tão grande na rotina que afeta até mesmo o emocional”. As expressões “Às vezes” e “até mesmo” aparecem em negrito e sublinhadas.
As expressões em destaque, respectivamente, têm os valores semânticos de
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Língua Portuguesa Conjunções — Valor Semântico

ITA Médio

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Texto-base:
Texto 4
O Brasil será, em poucas décadas, um dos países com maior número de idosos do mundo, e precisa correr para poder atendê-los no que eles têm de melhor e mais saudável: o desejo de viver com independência e autonomia. [...] O mantra da velhice no século XXI é “envelhecer no lugar”, o que os americanos chamam de aging in place. O conceito que guia novas políticas e negócios voltados para os longevos tem como principal objetivo fazer com que as pessoas consigam permanecer em casa o maior tempo possível, sem que, para isso, precisem de um familiar por perto. Não se trata de apologia da solidão, mas de encarar um dado da realidade contemporânea: as residências não abrigam mais três gerações sob o mesmo teto e boa parte dos idosos de hoje prefere, de fato, morar sozinha, mantendo-se dona do próprio nariz.

Disponível em: <http://veja.abril.com.br/brasil/envelhecer-no-seculo-xxi/>. 18 mar. 2016. Adaptado. Acesso em: 10 ago.17.

A conjunção em destaque na frase “Não se trata de apologia da solidão, mas de encarar um dado da realidade contemporânea:...” possui a função semântica de
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Resolução comentada

A conjunção 'mas' em 'não se trata de... mas de...' retifica a ideia anterior.

A estrutura 'não... mas' nega uma interpretação e corrige-a com outra. Esse valor é de retificação: o autor nega que se trate de apologia da solidão e substitui isso por 'encarar um dado da realidade'.

Análise das alternativas

B) Compensação seria algo como 'embora..., em compensação...'. C) Não há complementação. D) Não há separação de elementos. E) Acréscimo seria 'e' ou 'também'.

Referência: Gramática: valor semântico das conjunções adversativas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Comparação entre Textos

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Texto-base:
Texto 3
Proibido para menores de 50 anos. Nos últimos meses, em meio ao debate sobre as reformas na Previdência, um ponto acabou despertando a atenção. Afinal, existem empregos para quem tem mais de 50 anos? Pendurar as chuteiras nem sempre é fácil. Às vezes, pode significar uma quebra tão grande na rotina que afeta até mesmo o emocional. Foi a partir de uma experiência familiar nesta linha que o paulistano Mórris Litvak criou a startup MaturiJobs. Trata-se de uma agência virtual de empregos, especializada em profissionais com mais de 50 anos.

(Revista Isto é Dinheiro. Mercado de Trabalho. Maio/2017. p. 6.)

Texto-base:
Texto 4
O Brasil será, em poucas décadas, um dos países com maior número de idosos do mundo, e precisa correr para poder atendê-los no que eles têm de melhor e mais saudável: o desejo de viver com independência e autonomia. [...] O mantra da velhice no século XXI é “envelhecer no lugar”, o que os americanos chamam de aging in place. O conceito que guia novas políticas e negócios voltados para os longevos tem como principal objetivo fazer com que as pessoas consigam permanecer em casa o maior tempo possível, sem que, para isso, precisem de um familiar por perto. Não se trata de apologia da solidão, mas de encarar um dado da realidade contemporânea: as residências não abrigam mais três gerações sob o mesmo teto e boa parte dos idosos de hoje prefere, de fato, morar sozinha, mantendo-se dona do próprio nariz.

Disponível em: <http://veja.abril.com.br/brasil/envelhecer-no-seculo-xxi/>. 18 mar. 2016. Adaptado. Acesso em: 10 ago.17.

É correto concluir que os textos 3 e 4
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Resolução comentada

O texto 3 trata do mercado de trabalho para maiores de 50 anos e o texto 4 trata da autonomia dos idosos em casa.

Os dois textos abordam o idoso, mas em aspectos diferentes: o primeiro foca no emprego e o segundo na moradia e na independência. Por isso, a conclusão correta é que focalizam aspectos distintos da relação do idoso com a sociedade.

Análise das alternativas

A) Nenhum texto afirma que se superam todas as limitações. B) O texto 3 mostra dificuldades da idade. C) Não há menção a sonhos de eterna juventude. D) Os textos tratam de dados reais, não de uma visão idealizada.

Referência: Interpretação e comparação de textos.

Resolução comentada do VaiConcursos.