← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de Belém · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio 21 questões nesta prova · página 1 de 2 · 20 com gabarito Gabarito disponível Capitalismo selvagem, consumismo e negligência aparecem como ocupação descontrolada, crédito fácil para consumo e falta de fiscalização do descarte de lixo. No texto, o capitalismo selvagem aparece na transformação desenfreada do verde em cinza; o consumismo, no estímulo à compra por crédito e redução de impostos; e a negligência, na falta de fiscalização do descarte irregular de lixo. A alternativa A reproduz essa ordem. B) Errada: construção de moradias confortáveis, poluição dos oceanos e oferta de serviços não correspondem aos três termos. C) Errada: o lixo orgânico não é o foco do texto, e a contaminação dos lençóis freáticos é consequência, não negligência. D) Errada: o controle de doenças pré-natais não é tratado, e a desapropriação de áreas verdes não é abordada. E) Errada: aterramento de parques e recuperação de crédito não aparecem no texto, e o benefício fiscal citado é para automóveis. Referência: Interpretação de texto; valor semântico de termos do título. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O estudo mostra que a contaminação ambiental chega ao feto: o consumo de água e alimentos contaminados prejudica a gestante e o bebê. O estudo encontrou mais de cem substâncias químicas estranhas ao organismo no sangue do cordão umbilical de recém-nascidos. Isso indica que a contaminação do planeta atinge o bebê ainda na gestação, via mãe. A alternativa D é a que se alinha a essa conclusão; o texto, porém, não detalha o mecanismo e fala em solo e lençóis freáticos contaminados. A) Errada: o texto não relaciona a presença de toxinas nos bebês à queda nas vendas de eletrônicos. B) Errada: não há menção a danos à saúde das mães nem à origem dos níveis de mercúrio e chumbo nos cordões. C) Errada: o texto não menciona complicações no parto. E) Errada: não há referência a radiação de telas de computadores. Referência: Interpretação de texto; inferência a partir de dados citados no 3º parágrafo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O autor argumenta que o consumismo é alimentado pela obsolescência programada, que obriga à substituição constante dos produtos. No 2º parágrafo, o texto diz que o produto industrializado é fabricado com material e tecnologia 'que obrigam a sua substituição constante'. Essa ideia corresponde à obsolescência programada, usada como argumento contra o consumismo desenfreado. A) Errada: o texto critica a urbanização como 'transformação do verde em cinza'; não propõe isso como forma sustentável. B) Errada: a demarcação de terras indígenas não é discutida; a carta do índio é só uma epígrafe. C) Errada: o texto fala de recém-nascidos em geral, não de prematuros. D) Errada: o texto pede leis sobre triagem e recolhimento de lixo, não sobre venda ilegal de televisores e computadores. Referência: Interpretação de texto; argumentação em texto dissertativo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível O texto é uma canção em versos e estrofes que reflete sobre a caça às baleias e dialoga com os responsáveis. A letra está organizada em versos e estrofes, como é típico do gênero canção. O eu lírico se dirige a um 'você' (o caçador ou responsável) e reflete sobre as consequências da caça às baleias. Por isso a alternativa D é a que descreve corretamente estrutura e temática. A) Errada: o texto não está em prosa nem narra um fato fictício. B) Errada: o eu lírico não é o alvo da persuasão; ele é quem tenta persuadir o interlocutor. C) Errada: não é prosa, e o foco não é a história das baleias. E) Errada: a letra não narra a história de um homem cujos princípios se opõem à caça; o eu lírico interpela o caçador. Referência: Gêneros textuais: letra de canção; estrutura em versos e estrofes. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Não é possível que você suporte...' expressa incredulidade diante da crueldade da caça às baleias. O eu lírico usa a negação enfática ('Não é possível que...') para manifestar espanto e dificuldade de acreditar que alguém consiga encarar o sofrimento do animal que está matando. É um efeito de incredulidade, que também funciona como censura. A) Incumprimento é o não cumprimento de uma obrigação, e o trecho não trata disso. C) Introspecção é voltar-se para o próprio interior, mas o trecho se dirige a um 'você'. D) Indigência é pobreza extrema e não tem relação com o trecho. E) Intimismo é o foco em sentimentos íntimos do próprio eu, e o trecho é uma interpelação ao outro. Referência: Efeitos de sentido; função apelativa e expressiva da linguagem. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O trecho tem duas orações: o verbo 'viram' está elíptico na segunda, ligada pela conjunção coordenativa 'ou'. Em 'Que eles viram em velhos livros ou nos filmes dos arquivos', o 'ou' liga duas orações coordenadas alternativas. A segunda oração tem o verbo 'viram' subentendido: '(que eles viram) nos filmes dos arquivos'. Por isso há duas orações, e não uma. A) Errada: 'velhos livros' e 'filmes dos arquivos' são termos de uma mesma oração, não núcleos de orações distintas. B) Errada: o enunciado não é uma oração absoluta; há dois verbos, um explícito e outro elíptico. C) Errada: a relação entre as orações é de coordenação (ou), não de subordinação. 'Que' é pronome relativo, não conjunção. D) Errada: não se trata de oração simples, e 'eles' é o sujeito de 'viram', não complemento. Referência: Orações coordenadas sindéticas alternativas; elipse verbal. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Crase: preposição "a" (de "volta a") + artigo "a" de "fúria". O verbo "levar de volta" pede a preposição "a" (de volta ao mar, à fúria). Como "fúria" é feminina e vem com o artigo "a", ocorre a fusão a + a = à. É isso que a alternativa A descreve. B) Não há locução conjuntiva. C) A preposição não é exigida pelo verbo "ir" e o artigo não é quantificador. D) Não há união de artigos "a" e "o". E) O mar não é levado à fúria, e a explicação sobre fusão está confusa. Referência: Crase: fusão da preposição a com o artigo a. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A conjunção "e" é coordenativa aditiva. Em "Mudar seu rumo e procurar seus sentimentos", o "e" liga duas orações reduzidas de infinitivo de mesmo valor sintático. Ele é conjunção coordenativa aditiva, que une as ideias de "mudar" e "procurar". A) Não é conjunção integrante, pois não introduz oração substantiva. B) Não há pronome relativo. D) Não há pronome possessivo ligando as orações. E) A conjunção não é subordinativa. Referência: Conjunções coordenativas aditivas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Contraste entre mistura não tóxica e danos ambientais. O texto diz que a mistura "não era tóxica, mas capaz de provocar muitos danos". A ausência de toxicidade se opõe aos prejuízos causados, o que marca a ideia de contraste (conjunção "mas"). A), D) e E) apresentam efeitos que se somam ou se relacionam, sem oposição. B) A pavimentação e a secagem da lama são etapas ligadas, sem contraste. Referência: Interpretação de texto: relações lógico-discursivas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A vírgula após o advérbio interrompe a atração, e a ênclise é mantida. Em "Inicialmente, pensou-se que...", o advérbio normalmente atrairia o pronome (próclise). Como é seguido de vírgula, ele fica isolado e deixa de atrair, e a ênclise é correta, sendo o verbo "pensou" o primeiro do período após a pausa. A) O advérbio, separado por vírgula, não atrai o pronome. B) O "que" vem depois do verbo e não influencia a posição do pronome. D) A ênclise não decorre do tempo verbal; o verbo está no pretérito perfeito. E) O pronome não é proclítico, e a conjunção "que" é posterior ao verbo. Referência: Colocação pronominal: ênclise e próclise. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Oração adjetiva explicativa: esclarece o que ocorreu com os peixes. Em "peixes, que sucumbiram...", o pronome relativo "que" retoma "peixes" e introduz oração separada por vírgula. Ela é adjetiva explicativa e acrescenta uma informação sobre o fato, sem restringir o termo. A) Restringir é função da adjetiva restritiva, que não vem com vírgula. C) O pronome não indica lugar. D) Não retoma o motivo do problema ambiental, e a oração apenas explica a morte dos peixes. E) Não se trata de avaliar um agente causador. Referência: Orações subordinadas adjetivas: explicativas x restritivas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponívelColégio Militar de Belém — Concurso de Admissão 2019/20 — Prova de Língua Portuguesa — 1º Ano do Ensino Médio
TEXTO I
Capitalismo selvagem, consumismo e negligência
“Somente quando for cortada a última árvore, poluído o último rio e pescado o último peixe é que o homem vai perceber que não pode comer dinheiro.” Essa frase foi escrita por um índio em uma carta a um ex-presidente americano que desejava comprar terras indígenas. Ela evidencia bem o quanto o ser humano está importando-se com o meio ambiente e o quanto as ações dele são irreversíveis. Em todas as épocas, o que se viu foi um homem preocupado com a urbanização e com o conforto advindo desta em detrimento da natureza e, por conseguinte, de sua saúde.
O mais comum é pensar nessa urbanização como a transformação do verde em cinza, mas ela também ocorre por atitudes consumistas estimuladas pelo capitalismo desenfreado, que eleva a produção de lixo no planeta e consequentemente contamina o meio ambiente. O próprio produto industrializado, concebido para facilitar a vida das pessoas, é fabricado com material e tecnologia que obrigam a sua substituição constante. Além disso, o consumo de produtos altamente poluidores, como automóveis, é estimulado por meio da diminuição nos impostos e na concessão de crédito à população.
Uma consequência inexorável dessa conduta é a contaminação do planeta e a perda da saúde que essa degradação ocasiona. Para se ter uma ideia, um estudo da Universidade de San Diego envolvendo recém-nascidos mostrou a presença de mais de cem substâncias químicas que não pertencem ao ser humano no sangue do cordão umbilical. O descarte irregular de lixo é uma forma de provocar essa contaminação, pois placas de aparelhos eletrônicos, os quais são dispensados livremente em lixões, contêm substâncias como mercúrio e chumbo que contaminam o solo e os lençóis freáticos.
Portanto, atitudes que superestimam o progresso e a expansão econômica, porém com ação deletéria na natureza, prejudicam diretamente a saúde dos seres humanos. Diante disso, é preciso que o poder público crie leis que obriguem tanto a população a fazer a triagem do lixo que produz quanto as lojas a receberem produtos já velhos que venderam à população com o objetivo de darem a destinação correta a eles. Evidentemente, se não houver equipes de fiscalização e investigação dos descartes realizados, todo esse trabalho será em vão e o planeta continuará padecendo alterações pela negligência humana.
(Texto adaptado) MATOS, João. Capitalismo selvagem, consumismo e negligência. Redação Mania. Disponível em: <https://redacaomania.com/redacao-sobre-meio-ambiente>. Acesso em: 02 out. 2019.
O título do texto I, “Capitalismo selvagem, consumismo e negligência”, aborda esses três aspectos ao longo de sua exposição. De acordo com o valor semântico desses termos, é correto afirmar que eles estão exemplificados no texto, respectivamente, nas seguintes situações:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
Capitalismo selvagem, consumismo e negligência
“Somente quando for cortada a última árvore, poluído o último rio e pescado o último peixe é que o homem vai perceber que não pode comer dinheiro.” Essa frase foi escrita por um índio em uma carta a um ex-presidente americano que desejava comprar terras indígenas. Ela evidencia bem o quanto o ser humano está importando-se com o meio ambiente e o quanto as ações dele são irreversíveis. Em todas as épocas, o que se viu foi um homem preocupado com a urbanização e com o conforto advindo desta em detrimento da natureza e, por conseguinte, de sua saúde.
O mais comum é pensar nessa urbanização como a transformação do verde em cinza, mas ela também ocorre por atitudes consumistas estimuladas pelo capitalismo desenfreado, que eleva a produção de lixo no planeta e consequentemente contamina o meio ambiente. O próprio produto industrializado, concebido para facilitar a vida das pessoas, é fabricado com material e tecnologia que obrigam a sua substituição constante. Além disso, o consumo de produtos altamente poluidores, como automóveis, é estimulado por meio da diminuição nos impostos e na concessão de crédito à população.
Uma consequência inexorável dessa conduta é a contaminação do planeta e a perda da saúde que essa degradação ocasiona. Para se ter uma ideia, um estudo da Universidade de San Diego envolvendo recém-nascidos mostrou a presença de mais de cem substâncias químicas que não pertencem ao ser humano no sangue do cordão umbilical. O descarte irregular de lixo é uma forma de provocar essa contaminação, pois placas de aparelhos eletrônicos, os quais são dispensados livremente em lixões, contêm substâncias como mercúrio e chumbo que contaminam o solo e os lençóis freáticos.
Portanto, atitudes que superestimam o progresso e a expansão econômica, porém com ação deletéria na natureza, prejudicam diretamente a saúde dos seres humanos. Diante disso, é preciso que o poder público crie leis que obriguem tanto a população a fazer a triagem do lixo que produz quanto as lojas a receberem produtos já velhos que venderam à população com o objetivo de darem a destinação correta a eles. Evidentemente, se não houver equipes de fiscalização e investigação dos descartes realizados, todo esse trabalho será em vão e o planeta continuará padecendo alterações pela negligência humana.
(Texto adaptado) MATOS, João. Capitalismo selvagem, consumismo e negligência. Redação Mania. Disponível em: <https://redacaomania.com/redacao-sobre-meio-ambiente>. Acesso em: 02 out. 2019.
O terceiro parágrafo do texto traz uma pesquisa da Universidade de San Diego, nos Estados Unidos. Os resultados desse estudo demonstram queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
Capitalismo selvagem, consumismo e negligência
“Somente quando for cortada a última árvore, poluído o último rio e pescado o último peixe é que o homem vai perceber que não pode comer dinheiro.” Essa frase foi escrita por um índio em uma carta a um ex-presidente americano que desejava comprar terras indígenas. Ela evidencia bem o quanto o ser humano está importando-se com o meio ambiente e o quanto as ações dele são irreversíveis. Em todas as épocas, o que se viu foi um homem preocupado com a urbanização e com o conforto advindo desta em detrimento da natureza e, por conseguinte, de sua saúde.
O mais comum é pensar nessa urbanização como a transformação do verde em cinza, mas ela também ocorre por atitudes consumistas estimuladas pelo capitalismo desenfreado, que eleva a produção de lixo no planeta e consequentemente contamina o meio ambiente. O próprio produto industrializado, concebido para facilitar a vida das pessoas, é fabricado com material e tecnologia que obrigam a sua substituição constante. Além disso, o consumo de produtos altamente poluidores, como automóveis, é estimulado por meio da diminuição nos impostos e na concessão de crédito à população.
Uma consequência inexorável dessa conduta é a contaminação do planeta e a perda da saúde que essa degradação ocasiona. Para se ter uma ideia, um estudo da Universidade de San Diego envolvendo recém-nascidos mostrou a presença de mais de cem substâncias químicas que não pertencem ao ser humano no sangue do cordão umbilical. O descarte irregular de lixo é uma forma de provocar essa contaminação, pois placas de aparelhos eletrônicos, os quais são dispensados livremente em lixões, contêm substâncias como mercúrio e chumbo que contaminam o solo e os lençóis freáticos.
Portanto, atitudes que superestimam o progresso e a expansão econômica, porém com ação deletéria na natureza, prejudicam diretamente a saúde dos seres humanos. Diante disso, é preciso que o poder público crie leis que obriguem tanto a população a fazer a triagem do lixo que produz quanto as lojas a receberem produtos já velhos que venderam à população com o objetivo de darem a destinação correta a eles. Evidentemente, se não houver equipes de fiscalização e investigação dos descartes realizados, todo esse trabalho será em vão e o planeta continuará padecendo alterações pela negligência humana.
(Texto adaptado) MATOS, João. Capitalismo selvagem, consumismo e negligência. Redação Mania. Disponível em: <https://redacaomania.com/redacao-sobre-meio-ambiente>. Acesso em: 02 out. 2019.
Um argumento utilizado pelo autor do texto para tratar do capitalismo selvagem e do consumismo desenfreado se sustenta na necessidade deResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
Capitalismo selvagem, consumismo e negligência
“Somente quando for cortada a última árvore, poluído o último rio e pescado o último peixe é que o homem vai perceber que não pode comer dinheiro.” Essa frase foi escrita por um índio em uma carta a um ex-presidente americano que desejava comprar terras indígenas. Ela evidencia bem o quanto o ser humano está importando-se com o meio ambiente e o quanto as ações dele são irreversíveis. Em todas as épocas, o que se viu foi um homem preocupado com a urbanização e com o conforto advindo desta em detrimento da natureza e, por conseguinte, de sua saúde.
O mais comum é pensar nessa urbanização como a transformação do verde em cinza, mas ela também ocorre por atitudes consumistas estimuladas pelo capitalismo desenfreado, que eleva a produção de lixo no planeta e consequentemente contamina o meio ambiente. O próprio produto industrializado, concebido para facilitar a vida das pessoas, é fabricado com material e tecnologia que obrigam a sua substituição constante. Além disso, o consumo de produtos altamente poluidores, como automóveis, é estimulado por meio da diminuição nos impostos e na concessão de crédito à população.
Uma consequência inexorável dessa conduta é a contaminação do planeta e a perda da saúde que essa degradação ocasiona. Para se ter uma ideia, um estudo da Universidade de San Diego envolvendo recém-nascidos mostrou a presença de mais de cem substâncias químicas que não pertencem ao ser humano no sangue do cordão umbilical. O descarte irregular de lixo é uma forma de provocar essa contaminação, pois placas de aparelhos eletrônicos, os quais são dispensados livremente em lixões, contêm substâncias como mercúrio e chumbo que contaminam o solo e os lençóis freáticos.
Portanto, atitudes que superestimam o progresso e a expansão econômica, porém com ação deletéria na natureza, prejudicam diretamente a saúde dos seres humanos. Diante disso, é preciso que o poder público crie leis que obriguem tanto a população a fazer a triagem do lixo que produz quanto as lojas a receberem produtos já velhos que venderam à população com o objetivo de darem a destinação correta a eles. Evidentemente, se não houver equipes de fiscalização e investigação dos descartes realizados, todo esse trabalho será em vão e o planeta continuará padecendo alterações pela negligência humana.
(Texto adaptado) MATOS, João. Capitalismo selvagem, consumismo e negligência. Redação Mania. Disponível em: <https://redacaomania.com/redacao-sobre-meio-ambiente>. Acesso em: 02 out. 2019.
Acerca da relação de sentido presente no excerto "[...] leis que obriguem tanto a população a fazer triagens no lixo que produz quanto as lojas a receberem produtos [...]", é correto afirmar que o termo em destaque
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TEXTO II
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Disponível em: <https://www.mundolivrefm.com.br>. Acesso em: 06 ago. 2019.
Quanto às informações presentes no texto II, é correto afirmar que
TEXTO II
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Disponível em: <https://www.mundolivrefm.com.br>. Acesso em: 06 ago. 2019.
Na tirinha, o personagem que faz um questionamento ao Chico expressa
TEXTO III
As Baleias
(Compositor e intérprete: Roberto Carlos)
Não é possível que você suporte a barra
De olhar nos olhos do que morre em suas mãos
E ver no mar se debater o sofrimento
E até sentir-se um vencedor nesse momento
Não é possível que no fundo do seu peito
Seu coração não tenha lágrimas guardadas
Pra derramar sobre o vermelho derramado
No azul das águas que você deixou manchadas
Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão
O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e à fúria louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão
Como é possível que você tenha coragem
De não deixar nascer a vida que se faz
Em outra vida que sem ter lugar seguro
Te pede a chance de existência no futuro
Mudar seu rumo e procurar seus sentimentos
Vai te fazer um verdadeiro vencedor
Ainda é tempo de ouvir a voz dos ventos
Numa canção que fala muito mais de amor
Disponível em: <www.vagalume.com.br>. Acesso em: 06 ago. 2019.
Observa-se, com relação à temática abordada e sua estrutura, que o texto IIIResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III
As Baleias
(Compositor e intérprete: Roberto Carlos)
Não é possível que você suporte a barra
De olhar nos olhos do que morre em suas mãos
E ver no mar se debater o sofrimento
E até sentir-se um vencedor nesse momento
Não é possível que no fundo do seu peito
Seu coração não tenha lágrimas guardadas
Pra derramar sobre o vermelho derramado
No azul das águas que você deixou manchadas
Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão
O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e à fúria louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão
Como é possível que você tenha coragem
De não deixar nascer a vida que se faz
Em outra vida que sem ter lugar seguro
Te pede a chance de existência no futuro
Mudar seu rumo e procurar seus sentimentos
Vai te fazer um verdadeiro vencedor
Ainda é tempo de ouvir a voz dos ventos
Numa canção que fala muito mais de amor
Disponível em: <www.vagalume.com.br>. Acesso em: 06 ago. 2019.
O efeito de sentido criado no trecho “Não é possível que você suporte a barra de olhar nos olhos do que morre em suas mãos” é deResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III
As Baleias
(Compositor e intérprete: Roberto Carlos)
Não é possível que você suporte a barra
De olhar nos olhos do que morre em suas mãos
E ver no mar se debater o sofrimento
E até sentir-se um vencedor nesse momento
Não é possível que no fundo do seu peito
Seu coração não tenha lágrimas guardadas
Pra derramar sobre o vermelho derramado
No azul das águas que você deixou manchadas
Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão
O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e à fúria louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão
Como é possível que você tenha coragem
De não deixar nascer a vida que se faz
Em outra vida que sem ter lugar seguro
Te pede a chance de existência no futuro
Mudar seu rumo e procurar seus sentimentos
Vai te fazer um verdadeiro vencedor
Ainda é tempo de ouvir a voz dos ventos
Numa canção que fala muito mais de amor
Disponível em: <www.vagalume.com.br>. Acesso em: 06 ago. 2019.
No trecho “Que eles viram em velhos livros ou nos filmes dos arquivos”, constata-se a presença deResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III
As Baleias
(Compositor e intérprete: Roberto Carlos)
Não é possível que você suporte a barra
De olhar nos olhos do que morre em suas mãos
E ver no mar se debater o sofrimento
E até sentir-se um vencedor nesse momento
Não é possível que no fundo do seu peito
Seu coração não tenha lágrimas guardadas
Pra derramar sobre o vermelho derramado
No azul das águas que você deixou manchadas
Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão
O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e à fúria louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão
Como é possível que você tenha coragem
De não deixar nascer a vida que se faz
Em outra vida que sem ter lugar seguro
Te pede a chance de existência no futuro
Mudar seu rumo e procurar seus sentimentos
Vai te fazer um verdadeiro vencedor
Ainda é tempo de ouvir a voz dos ventos
Numa canção que fala muito mais de amor
Disponível em: <www.vagalume.com.br>. Acesso em: 06 ago. 2019.
Sobre o excerto “Vai te levar de volta ao mar e à fúria louca”, é correto afirmar que a crase é usadaResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III
As Baleias
(Compositor e intérprete: Roberto Carlos)
Não é possível que você suporte a barra
De olhar nos olhos do que morre em suas mãos
E ver no mar se debater o sofrimento
E até sentir-se um vencedor nesse momento
Não é possível que no fundo do seu peito
Seu coração não tenha lágrimas guardadas
Pra derramar sobre o vermelho derramado
No azul das águas que você deixou manchadas
Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão
O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e à fúria louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão
Como é possível que você tenha coragem
De não deixar nascer a vida que se faz
Em outra vida que sem ter lugar seguro
Te pede a chance de existência no futuro
Mudar seu rumo e procurar seus sentimentos
Vai te fazer um verdadeiro vencedor
Ainda é tempo de ouvir a voz dos ventos
Numa canção que fala muito mais de amor
Disponível em: <www.vagalume.com.br>. Acesso em: 06 ago. 2019.
As orações “Mudar seu rumo e procurar seus sentimentos” são ligadas entre si por meio deResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO IV
Impactos ambientais do acidente em Mariana (MG)
Os impactos ambientais do acidente em Mariana (MG), causados nos ecossistemas afetados e na economia da região, são incalculáveis e, em alguns casos, irreversíveis.
No dia 05 de novembro de 2015, a barragem do Fundão, da mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela BHP Billiton, rompeu-se, causando uma grande enxurrada de lama. A lama devastou o distrito de Bento Rodrigues, no município de Mariana, em Minas Gerais, destruindo casas e ocasionando a morte de 19 pessoas, incluindo moradores e funcionários da própria mineradora. Além das perdas humanas e materiais, a mesma lama que escapou em razão do rompimento das barragens provocou um grave impacto ambiental.
Impactos ambientais
O rompimento da barragem do Fundão liberou o equivalente a 25 mil piscinas olímpicas de resíduos. A mistura, que era composta, segundo a Samarco, por óxido de ferro, água e muita lama, não era tóxica, mas capaz de provocar muitos danos. Inicialmente, pensou-se que a barragem de Santarém também havia sido afetada, no entanto, o que ocorreu foi a passagem dos rejeitos da outra (Fundão) por cima dessa barragem.
A liberação da lama provocou a pavimentação de uma grande área. Isso acontece porque a lama seca forma uma espécie de cimento, onde nada cresce. Vale destacar que, em razão da grande quantidade de resíduos, a secagem completa do material (que não contém matéria orgânica, sendo, portanto, infértil) poderá demorar anos. Enquanto isso, nada também poderá ser construído no local.
A enxurrada de lama atingiu o Rio Gualaxo – afluente do Rio Carmo, que deságua no Rio Doce e que, por sua vez, segue em direção ao Oceano Atlântico, no Espírito Santo. O impacto mais perceptivo no ambiente aquático foi a morte de milhares de peixes, que sucumbiram em razão da falta de oxigênio na água e da obstrução de suas brânquias. Além da morte de peixes, micro-organismos e outros seres vivos também foram afetados, o que destruiu completamente a cadeia alimentar em alguns ambientes atingidos. Entretanto, não é somente a morte dos organismos vivos que afetou os rios da região; a quantidade de lama liberada provocou assoreamento, desvio de cursos de água e levou até mesmo o soterramento de nascentes.
Muitos biólogos estimam que o Rio Doce precisará, em média, de 10 anos para recuperar-se do terrível impacto. Outros pesquisadores, porém, afirmam que o impacto foi tão profundo que é impossível estimar um prazo para o restabelecimento do equilíbrio da Bacia.
Além de causar a morte no interior dos rios, a lama provocou a morte de toda a vegetação próxima à região. Uma grande quantidade de mata ciliar foi completamente destruída. Os resíduos da mineração também afetaram o solo, causando sua desestruturação química e afetando o pH da terra. Essa alteração no solo dificulta o desenvolvimento de espécies que ali viviam, modificando completamente a vegetação local.
Como a lama afetou o Rio Doce e seguiu em direção ao Espírito Santo, também houve impacto ambiental nos ecossistemas marinhos do litoral. Um dos principais impactos observados foi nos fitoplânctons e zooplânctons que vivem flutuando na água e constituem a base da cadeia alimentar.
População afetada
Além da grande quantidade de pessoas que perderam suas casas e outros bens materiais em Mariana, os sobreviventes enfrentaram dificuldades relativas, principalmente, à falta de água. Isso aconteceu porque grande parte das cidades atingidas dependia dos rios afetados para o abastecimento, que, após o acidente, apresentaram água imprópria para o consumo.
Não foi apenas a população de Mariana que sofreu com as consequências do desastre, mas, sim, toda a população próxima ao Rio Doce. Índios da tribo indígena Krenak, que possuem reserva cortada pelo rio, na época do acidente, relataram estar sem água para consumo, banho e limpeza de seus objetos, por exemplo. Além do mais, não podemos nos esquecer, também, de todas as pessoas que retiravam do rio o sustento para suas famílias.
Impactos do acidente de Mariana em números
De acordo com o Governo Federal, o acidente afetou: 663 km de rios e córregos; 1469 hectares de vegetação; 207 das 251 edificações de Bento Rodrigues; 600 famílias, as quais ficaram desabrigadas.
(Texto adaptado) DOS SANTOS, V. S. Impactos ambientais do acidente em Mariana (MG). Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/biologia/impactos-ambientais-acidente-mariana-mg.htm>. Acesso em: 02 out. 2019.
Com base no texto, analise os pares de proposições a seguir e determine qual deles apresenta ideia de contraste.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO IV
Impactos ambientais do acidente em Mariana (MG)
Os impactos ambientais do acidente em Mariana (MG), causados nos ecossistemas afetados e na economia da região, são incalculáveis e, em alguns casos, irreversíveis.
No dia 05 de novembro de 2015, a barragem do Fundão, da mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela BHP Billiton, rompeu-se, causando uma grande enxurrada de lama. A lama devastou o distrito de Bento Rodrigues, no município de Mariana, em Minas Gerais, destruindo casas e ocasionando a morte de 19 pessoas, incluindo moradores e funcionários da própria mineradora. Além das perdas humanas e materiais, a mesma lama que escapou em razão do rompimento das barragens provocou um grave impacto ambiental.
Impactos ambientais
O rompimento da barragem do Fundão liberou o equivalente a 25 mil piscinas olímpicas de resíduos. A mistura, que era composta, segundo a Samarco, por óxido de ferro, água e muita lama, não era tóxica, mas capaz de provocar muitos danos. Inicialmente, pensou-se que a barragem de Santarém também havia sido afetada, no entanto, o que ocorreu foi a passagem dos rejeitos da outra (Fundão) por cima dessa barragem.
A liberação da lama provocou a pavimentação de uma grande área. Isso acontece porque a lama seca forma uma espécie de cimento, onde nada cresce. Vale destacar que, em razão da grande quantidade de resíduos, a secagem completa do material (que não contém matéria orgânica, sendo, portanto, infértil) poderá demorar anos. Enquanto isso, nada também poderá ser construído no local.
A enxurrada de lama atingiu o Rio Gualaxo – afluente do Rio Carmo, que deságua no Rio Doce e que, por sua vez, segue em direção ao Oceano Atlântico, no Espírito Santo. O impacto mais perceptivo no ambiente aquático foi a morte de milhares de peixes, que sucumbiram em razão da falta de oxigênio na água e da obstrução de suas brânquias. Além da morte de peixes, micro-organismos e outros seres vivos também foram afetados, o que destruiu completamente a cadeia alimentar em alguns ambientes atingidos. Entretanto, não é somente a morte dos organismos vivos que afetou os rios da região; a quantidade de lama liberada provocou assoreamento, desvio de cursos de água e levou até mesmo o soterramento de nascentes.
Muitos biólogos estimam que o Rio Doce precisará, em média, de 10 anos para recuperar-se do terrível impacto. Outros pesquisadores, porém, afirmam que o impacto foi tão profundo que é impossível estimar um prazo para o restabelecimento do equilíbrio da Bacia.
Além de causar a morte no interior dos rios, a lama provocou a morte de toda a vegetação próxima à região. Uma grande quantidade de mata ciliar foi completamente destruída. Os resíduos da mineração também afetaram o solo, causando sua desestruturação química e afetando o pH da terra. Essa alteração no solo dificulta o desenvolvimento de espécies que ali viviam, modificando completamente a vegetação local.
Como a lama afetou o Rio Doce e seguiu em direção ao Espírito Santo, também houve impacto ambiental nos ecossistemas marinhos do litoral. Um dos principais impactos observados foi nos fitoplânctons e zooplânctons que vivem flutuando na água e constituem a base da cadeia alimentar.
População afetada
Além da grande quantidade de pessoas que perderam suas casas e outros bens materiais em Mariana, os sobreviventes enfrentaram dificuldades relativas, principalmente, à falta de água. Isso aconteceu porque grande parte das cidades atingidas dependia dos rios afetados para o abastecimento, que, após o acidente, apresentaram água imprópria para o consumo.
Não foi apenas a população de Mariana que sofreu com as consequências do desastre, mas, sim, toda a população próxima ao Rio Doce. Índios da tribo indígena Krenak, que possuem reserva cortada pelo rio, na época do acidente, relataram estar sem água para consumo, banho e limpeza de seus objetos, por exemplo. Além do mais, não podemos nos esquecer, também, de todas as pessoas que retiravam do rio o sustento para suas famílias.
Impactos do acidente de Mariana em números
De acordo com o Governo Federal, o acidente afetou: 663 km de rios e córregos; 1469 hectares de vegetação; 207 das 251 edificações de Bento Rodrigues; 600 famílias, as quais ficaram desabrigadas.
(Texto adaptado) DOS SANTOS, V. S. Impactos ambientais do acidente em Mariana (MG). Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/biologia/impactos-ambientais-acidente-mariana-mg.htm>. Acesso em: 02 out. 2019.
No trecho "Inicialmente, pensou-se que a barragem de Santarém também havia sido afetada", presente no segundo parágrafo do texto, é correto afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO IV
Impactos ambientais do acidente em Mariana (MG)
Os impactos ambientais do acidente em Mariana (MG), causados nos ecossistemas afetados e na economia da região, são incalculáveis e, em alguns casos, irreversíveis.
No dia 05 de novembro de 2015, a barragem do Fundão, da mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela BHP Billiton, rompeu-se, causando uma grande enxurrada de lama. A lama devastou o distrito de Bento Rodrigues, no município de Mariana, em Minas Gerais, destruindo casas e ocasionando a morte de 19 pessoas, incluindo moradores e funcionários da própria mineradora. Além das perdas humanas e materiais, a mesma lama que escapou em razão do rompimento das barragens provocou um grave impacto ambiental.
Impactos ambientais
O rompimento da barragem do Fundão liberou o equivalente a 25 mil piscinas olímpicas de resíduos. A mistura, que era composta, segundo a Samarco, por óxido de ferro, água e muita lama, não era tóxica, mas capaz de provocar muitos danos. Inicialmente, pensou-se que a barragem de Santarém também havia sido afetada, no entanto, o que ocorreu foi a passagem dos rejeitos da outra (Fundão) por cima dessa barragem.
A liberação da lama provocou a pavimentação de uma grande área. Isso acontece porque a lama seca forma uma espécie de cimento, onde nada cresce. Vale destacar que, em razão da grande quantidade de resíduos, a secagem completa do material (que não contém matéria orgânica, sendo, portanto, infértil) poderá demorar anos. Enquanto isso, nada também poderá ser construído no local.
A enxurrada de lama atingiu o Rio Gualaxo – afluente do Rio Carmo, que deságua no Rio Doce e que, por sua vez, segue em direção ao Oceano Atlântico, no Espírito Santo. O impacto mais perceptivo no ambiente aquático foi a morte de milhares de peixes, que sucumbiram em razão da falta de oxigênio na água e da obstrução de suas brânquias. Além da morte de peixes, micro-organismos e outros seres vivos também foram afetados, o que destruiu completamente a cadeia alimentar em alguns ambientes atingidos. Entretanto, não é somente a morte dos organismos vivos que afetou os rios da região; a quantidade de lama liberada provocou assoreamento, desvio de cursos de água e levou até mesmo o soterramento de nascentes.
Muitos biólogos estimam que o Rio Doce precisará, em média, de 10 anos para recuperar-se do terrível impacto. Outros pesquisadores, porém, afirmam que o impacto foi tão profundo que é impossível estimar um prazo para o restabelecimento do equilíbrio da Bacia.
Além de causar a morte no interior dos rios, a lama provocou a morte de toda a vegetação próxima à região. Uma grande quantidade de mata ciliar foi completamente destruída. Os resíduos da mineração também afetaram o solo, causando sua desestruturação química e afetando o pH da terra. Essa alteração no solo dificulta o desenvolvimento de espécies que ali viviam, modificando completamente a vegetação local.
Como a lama afetou o Rio Doce e seguiu em direção ao Espírito Santo, também houve impacto ambiental nos ecossistemas marinhos do litoral. Um dos principais impactos observados foi nos fitoplânctons e zooplânctons que vivem flutuando na água e constituem a base da cadeia alimentar.
População afetada
Além da grande quantidade de pessoas que perderam suas casas e outros bens materiais em Mariana, os sobreviventes enfrentaram dificuldades relativas, principalmente, à falta de água. Isso aconteceu porque grande parte das cidades atingidas dependia dos rios afetados para o abastecimento, que, após o acidente, apresentaram água imprópria para o consumo.
Não foi apenas a população de Mariana que sofreu com as consequências do desastre, mas, sim, toda a população próxima ao Rio Doce. Índios da tribo indígena Krenak, que possuem reserva cortada pelo rio, na época do acidente, relataram estar sem água para consumo, banho e limpeza de seus objetos, por exemplo. Além do mais, não podemos nos esquecer, também, de todas as pessoas que retiravam do rio o sustento para suas famílias.
Impactos do acidente de Mariana em números
De acordo com o Governo Federal, o acidente afetou: 663 km de rios e córregos; 1469 hectares de vegetação; 207 das 251 edificações de Bento Rodrigues; 600 famílias, as quais ficaram desabrigadas.
(Texto adaptado) DOS SANTOS, V. S. Impactos ambientais do acidente em Mariana (MG). Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/biologia/impactos-ambientais-acidente-mariana-mg.htm>. Acesso em: 02 out. 2019.
No trecho “[...] os sobreviventes enfrentaram dificuldades relativas, principalmente, à falta de água.”, a palavra “relativas” tem a mesma relação de regência da palavra destacada em
TEXTO IV
Impactos ambientais do acidente em Mariana (MG)
Os impactos ambientais do acidente em Mariana (MG), causados nos ecossistemas afetados e na economia da região, são incalculáveis e, em alguns casos, irreversíveis.
No dia 05 de novembro de 2015, a barragem do Fundão, da mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela BHP Billiton, rompeu-se, causando uma grande enxurrada de lama. A lama devastou o distrito de Bento Rodrigues, no município de Mariana, em Minas Gerais, destruindo casas e ocasionando a morte de 19 pessoas, incluindo moradores e funcionários da própria mineradora. Além das perdas humanas e materiais, a mesma lama que escapou em razão do rompimento das barragens provocou um grave impacto ambiental.
Impactos ambientais
O rompimento da barragem do Fundão liberou o equivalente a 25 mil piscinas olímpicas de resíduos. A mistura, que era composta, segundo a Samarco, por óxido de ferro, água e muita lama, não era tóxica, mas capaz de provocar muitos danos. Inicialmente, pensou-se que a barragem de Santarém também havia sido afetada, no entanto, o que ocorreu foi a passagem dos rejeitos da outra (Fundão) por cima dessa barragem.
A liberação da lama provocou a pavimentação de uma grande área. Isso acontece porque a lama seca forma uma espécie de cimento, onde nada cresce. Vale destacar que, em razão da grande quantidade de resíduos, a secagem completa do material (que não contém matéria orgânica, sendo, portanto, infértil) poderá demorar anos. Enquanto isso, nada também poderá ser construído no local.
A enxurrada de lama atingiu o Rio Gualaxo – afluente do Rio Carmo, que deságua no Rio Doce e que, por sua vez, segue em direção ao Oceano Atlântico, no Espírito Santo. O impacto mais perceptivo no ambiente aquático foi a morte de milhares de peixes, que sucumbiram em razão da falta de oxigênio na água e da obstrução de suas brânquias. Além da morte de peixes, micro-organismos e outros seres vivos também foram afetados, o que destruiu completamente a cadeia alimentar em alguns ambientes atingidos. Entretanto, não é somente a morte dos organismos vivos que afetou os rios da região; a quantidade de lama liberada provocou assoreamento, desvio de cursos de água e levou até mesmo o soterramento de nascentes.
Muitos biólogos estimam que o Rio Doce precisará, em média, de 10 anos para recuperar-se do terrível impacto. Outros pesquisadores, porém, afirmam que o impacto foi tão profundo que é impossível estimar um prazo para o restabelecimento do equilíbrio da Bacia.
Além de causar a morte no interior dos rios, a lama provocou a morte de toda a vegetação próxima à região. Uma grande quantidade de mata ciliar foi completamente destruída. Os resíduos da mineração também afetaram o solo, causando sua desestruturação química e afetando o pH da terra. Essa alteração no solo dificulta o desenvolvimento de espécies que ali viviam, modificando completamente a vegetação local.
Como a lama afetou o Rio Doce e seguiu em direção ao Espírito Santo, também houve impacto ambiental nos ecossistemas marinhos do litoral. Um dos principais impactos observados foi nos fitoplânctons e zooplânctons que vivem flutuando na água e constituem a base da cadeia alimentar.
População afetada
Além da grande quantidade de pessoas que perderam suas casas e outros bens materiais em Mariana, os sobreviventes enfrentaram dificuldades relativas, principalmente, à falta de água. Isso aconteceu porque grande parte das cidades atingidas dependia dos rios afetados para o abastecimento, que, após o acidente, apresentaram água imprópria para o consumo.
Não foi apenas a população de Mariana que sofreu com as consequências do desastre, mas, sim, toda a população próxima ao Rio Doce. Índios da tribo indígena Krenak, que possuem reserva cortada pelo rio, na época do acidente, relataram estar sem água para consumo, banho e limpeza de seus objetos, por exemplo. Além do mais, não podemos nos esquecer, também, de todas as pessoas que retiravam do rio o sustento para suas famílias.
Impactos do acidente de Mariana em números
De acordo com o Governo Federal, o acidente afetou: 663 km de rios e córregos; 1469 hectares de vegetação; 207 das 251 edificações de Bento Rodrigues; 600 famílias, as quais ficaram desabrigadas.
(Texto adaptado) DOS SANTOS, V. S. Impactos ambientais do acidente em Mariana (MG). Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/biologia/impactos-ambientais-acidente-mariana-mg.htm>. Acesso em: 02 out. 2019.
No trecho “O impacto mais perceptivo no ambiente aquático foi a morte de milhares de peixes, que sucumbiram em razão da falta de oxigênio [...]”, presente no quarto parágrafo, o pronome relativo serve para retomar um termo anterior e assimResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO IV
Impactos ambientais do acidente em Mariana (MG)
Os impactos ambientais do acidente em Mariana (MG), causados nos ecossistemas afetados e na economia da região, são incalculáveis e, em alguns casos, irreversíveis.
No dia 05 de novembro de 2015, a barragem do Fundão, da mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela BHP Billiton, rompeu-se, causando uma grande enxurrada de lama. A lama devastou o distrito de Bento Rodrigues, no município de Mariana, em Minas Gerais, destruindo casas e ocasionando a morte de 19 pessoas, incluindo moradores e funcionários da própria mineradora. Além das perdas humanas e materiais, a mesma lama que escapou em razão do rompimento das barragens provocou um grave impacto ambiental.
Impactos ambientais
O rompimento da barragem do Fundão liberou o equivalente a 25 mil piscinas olímpicas de resíduos. A mistura, que era composta, segundo a Samarco, por óxido de ferro, água e muita lama, não era tóxica, mas capaz de provocar muitos danos. Inicialmente, pensou-se que a barragem de Santarém também havia sido afetada, no entanto, o que ocorreu foi a passagem dos rejeitos da outra (Fundão) por cima dessa barragem.
A liberação da lama provocou a pavimentação de uma grande área. Isso acontece porque a lama seca forma uma espécie de cimento, onde nada cresce. Vale destacar que, em razão da grande quantidade de resíduos, a secagem completa do material (que não contém matéria orgânica, sendo, portanto, infértil) poderá demorar anos. Enquanto isso, nada também poderá ser construído no local.
A enxurrada de lama atingiu o Rio Gualaxo – afluente do Rio Carmo, que deságua no Rio Doce e que, por sua vez, segue em direção ao Oceano Atlântico, no Espírito Santo. O impacto mais perceptivo no ambiente aquático foi a morte de milhares de peixes, que sucumbiram em razão da falta de oxigênio na água e da obstrução de suas brânquias. Além da morte de peixes, micro-organismos e outros seres vivos também foram afetados, o que destruiu completamente a cadeia alimentar em alguns ambientes atingidos. Entretanto, não é somente a morte dos organismos vivos que afetou os rios da região; a quantidade de lama liberada provocou assoreamento, desvio de cursos de água e levou até mesmo o soterramento de nascentes.
Muitos biólogos estimam que o Rio Doce precisará, em média, de 10 anos para recuperar-se do terrível impacto. Outros pesquisadores, porém, afirmam que o impacto foi tão profundo que é impossível estimar um prazo para o restabelecimento do equilíbrio da Bacia.
Além de causar a morte no interior dos rios, a lama provocou a morte de toda a vegetação próxima à região. Uma grande quantidade de mata ciliar foi completamente destruída. Os resíduos da mineração também afetaram o solo, causando sua desestruturação química e afetando o pH da terra. Essa alteração no solo dificulta o desenvolvimento de espécies que ali viviam, modificando completamente a vegetação local.
Como a lama afetou o Rio Doce e seguiu em direção ao Espírito Santo, também houve impacto ambiental nos ecossistemas marinhos do litoral. Um dos principais impactos observados foi nos fitoplânctons e zooplânctons que vivem flutuando na água e constituem a base da cadeia alimentar.
População afetada
Além da grande quantidade de pessoas que perderam suas casas e outros bens materiais em Mariana, os sobreviventes enfrentaram dificuldades relativas, principalmente, à falta de água. Isso aconteceu porque grande parte das cidades atingidas dependia dos rios afetados para o abastecimento, que, após o acidente, apresentaram água imprópria para o consumo.
Não foi apenas a população de Mariana que sofreu com as consequências do desastre, mas, sim, toda a população próxima ao Rio Doce. Índios da tribo indígena Krenak, que possuem reserva cortada pelo rio, na época do acidente, relataram estar sem água para consumo, banho e limpeza de seus objetos, por exemplo. Além do mais, não podemos nos esquecer, também, de todas as pessoas que retiravam do rio o sustento para suas famílias.
Impactos do acidente de Mariana em números
De acordo com o Governo Federal, o acidente afetou: 663 km de rios e córregos; 1469 hectares de vegetação; 207 das 251 edificações de Bento Rodrigues; 600 famílias, as quais ficaram desabrigadas.
(Texto adaptado) DOS SANTOS, V. S. Impactos ambientais do acidente em Mariana (MG). Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/biologia/impactos-ambientais-acidente-mariana-mg.htm>. Acesso em: 02 out. 2019.
No trecho “Muitos biólogos estimam que o Rio Doce precisará, em média, de 10 anos para recuperar-se do terrível impacto.”, a oração em destaque
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TEXTO IV
Impactos ambientais do acidente em Mariana (MG)
Os impactos ambientais do acidente em Mariana (MG), causados nos ecossistemas afetados e na economia da região, são incalculáveis e, em alguns casos, irreversíveis.
No dia 05 de novembro de 2015, a barragem do Fundão, da mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela BHP Billiton, rompeu-se, causando uma grande enxurrada de lama. A lama devastou o distrito de Bento Rodrigues, no município de Mariana, em Minas Gerais, destruindo casas e ocasionando a morte de 19 pessoas, incluindo moradores e funcionários da própria mineradora. Além das perdas humanas e materiais, a mesma lama que escapou em razão do rompimento das barragens provocou um grave impacto ambiental.
Impactos ambientais
O rompimento da barragem do Fundão liberou o equivalente a 25 mil piscinas olímpicas de resíduos. A mistura, que era composta, segundo a Samarco, por óxido de ferro, água e muita lama, não era tóxica, mas capaz de provocar muitos danos. Inicialmente, pensou-se que a barragem de Santarém também havia sido afetada, no entanto, o que ocorreu foi a passagem dos rejeitos da outra (Fundão) por cima dessa barragem.
A liberação da lama provocou a pavimentação de uma grande área. Isso acontece porque a lama seca forma uma espécie de cimento, onde nada cresce. Vale destacar que, em razão da grande quantidade de resíduos, a secagem completa do material (que não contém matéria orgânica, sendo, portanto, infértil) poderá demorar anos. Enquanto isso, nada também poderá ser construído no local.
A enxurrada de lama atingiu o Rio Gualaxo – afluente do Rio Carmo, que deságua no Rio Doce e que, por sua vez, segue em direção ao Oceano Atlântico, no Espírito Santo. O impacto mais perceptivo no ambiente aquático foi a morte de milhares de peixes, que sucumbiram em razão da falta de oxigênio na água e da obstrução de suas brânquias. Além da morte de peixes, micro-organismos e outros seres vivos também foram afetados, o que destruiu completamente a cadeia alimentar em alguns ambientes atingidos. Entretanto, não é somente a morte dos organismos vivos que afetou os rios da região; a quantidade de lama liberada provocou assoreamento, desvio de cursos de água e levou até mesmo o soterramento de nascentes.
Muitos biólogos estimam que o Rio Doce precisará, em média, de 10 anos para recuperar-se do terrível impacto. Outros pesquisadores, porém, afirmam que o impacto foi tão profundo que é impossível estimar um prazo para o restabelecimento do equilíbrio da Bacia.
Além de causar a morte no interior dos rios, a lama provocou a morte de toda a vegetação próxima à região. Uma grande quantidade de mata ciliar foi completamente destruída. Os resíduos da mineração também afetaram o solo, causando sua desestruturação química e afetando o pH da terra. Essa alteração no solo dificulta o desenvolvimento de espécies que ali viviam, modificando completamente a vegetação local.
Como a lama afetou o Rio Doce e seguiu em direção ao Espírito Santo, também houve impacto ambiental nos ecossistemas marinhos do litoral. Um dos principais impactos observados foi nos fitoplânctons e zooplânctons que vivem flutuando na água e constituem a base da cadeia alimentar.
População afetada
Além da grande quantidade de pessoas que perderam suas casas e outros bens materiais em Mariana, os sobreviventes enfrentaram dificuldades relativas, principalmente, à falta de água. Isso aconteceu porque grande parte das cidades atingidas dependia dos rios afetados para o abastecimento, que, após o acidente, apresentaram água imprópria para o consumo.
Não foi apenas a população de Mariana que sofreu com as consequências do desastre, mas, sim, toda a população próxima ao Rio Doce. Índios da tribo indígena Krenak, que possuem reserva cortada pelo rio, na época do acidente, relataram estar sem água para consumo, banho e limpeza de seus objetos, por exemplo. Além do mais, não podemos nos esquecer, também, de todas as pessoas que retiravam do rio o sustento para suas famílias.
Impactos do acidente de Mariana em números
De acordo com o Governo Federal, o acidente afetou: 663 km de rios e córregos; 1469 hectares de vegetação; 207 das 251 edificações de Bento Rodrigues; 600 famílias, as quais ficaram desabrigadas.
(Texto adaptado) DOS SANTOS, V. S. Impactos ambientais do acidente em Mariana (MG). Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/biologia/impactos-ambientais-acidente-mariana-mg.htm>. Acesso em: 02 out. 2019.
No excerto "o impacto foi tão profundo que é impossível estimar um prazo para o restabelecimento do equilíbrio da Bacia", retirado do terceiro parágrafo do texto IV, o termo em destaque introduz uma ideia de
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TEXTO V
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(Texto adaptado). Disponível em: <https://gauchazh.clicrbs.com.br/>. Acesso em: 06 ago. 2019.
Após leitura e análise, verifica-se que o texto V
TEXTO V
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(Texto adaptado). Disponível em: <https://gauchazh.clicrbs.com.br/>. Acesso em: 06 ago. 2019.
Sobre o texto V, é correto afirmar que o autor
TEXTO I
Capitalismo selvagem, consumismo e negligência
“Somente quando for cortada a última árvore, poluído o último rio e pescado o último peixe é que o homem vai perceber que não pode comer dinheiro.” Essa frase foi escrita por um índio em uma carta a um ex-presidente americano que desejava comprar terras indígenas. Ela evidencia bem o quanto o ser humano está importando-se com o meio ambiente e o quanto as ações dele são irreversíveis. Em todas as épocas, o que se viu foi um homem preocupado com a urbanização e com o conforto advindo desta em detrimento da natureza e, por conseguinte, de sua saúde.
O mais comum é pensar nessa urbanização como a transformação do verde em cinza, mas ela também ocorre por atitudes consumistas estimuladas pelo capitalismo desenfreado, que eleva a produção de lixo no planeta e consequentemente contamina o meio ambiente. O próprio produto industrializado, concebido para facilitar a vida das pessoas, é fabricado com material e tecnologia que obrigam a sua substituição constante. Além disso, o consumo de produtos altamente poluidores, como automóveis, é estimulado por meio da diminuição nos impostos e na concessão de crédito à população.
Uma consequência inexorável dessa conduta é a contaminação do planeta e a perda da saúde que essa degradação ocasiona. Para se ter uma ideia, um estudo da Universidade de San Diego envolvendo recém-nascidos mostrou a presença de mais de cem substâncias químicas que não pertencem ao ser humano no sangue do cordão umbilical. O descarte irregular de lixo é uma forma de provocar essa contaminação, pois placas de aparelhos eletrônicos, os quais são dispensados livremente em lixões, contêm substâncias como mercúrio e chumbo que contaminam o solo e os lençóis freáticos.
Portanto, atitudes que superestimam o progresso e a expansão econômica, porém com ação deletéria na natureza, prejudicam diretamente a saúde dos seres humanos. Diante disso, é preciso que o poder público crie leis que obriguem tanto a população a fazer a triagem do lixo que produz quanto as lojas a receberem produtos já velhos que venderam à população com o objetivo de darem a destinação correta a eles. Evidentemente, se não houver equipes de fiscalização e investigação dos descartes realizados, todo esse trabalho será em vão e o planeta continuará padecendo alterações pela negligência humana.
(Texto adaptado) MATOS, João. Capitalismo selvagem, consumismo e negligência. Redação Mania. Disponível em: <https://redacaomania.com/redacao-sobre-meio-ambiente>. Acesso em: 02 out. 2019.
TEXTO IV
Impactos ambientais do acidente em Mariana (MG)
Os impactos ambientais do acidente em Mariana (MG), causados nos ecossistemas afetados e na economia da região, são incalculáveis e, em alguns casos, irreversíveis.
No dia 05 de novembro de 2015, a barragem do Fundão, da mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela BHP Billiton, rompeu-se, causando uma grande enxurrada de lama. A lama devastou o distrito de Bento Rodrigues, no município de Mariana, em Minas Gerais, destruindo casas e ocasionando a morte de 19 pessoas, incluindo moradores e funcionários da própria mineradora. Além das perdas humanas e materiais, a mesma lama que escapou em razão do rompimento das barragens provocou um grave impacto ambiental.
Impactos ambientais
O rompimento da barragem do Fundão liberou o equivalente a 25 mil piscinas olímpicas de resíduos. A mistura, que era composta, segundo a Samarco, por óxido de ferro, água e muita lama, não era tóxica, mas capaz de provocar muitos danos. Inicialmente, pensou-se que a barragem de Santarém também havia sido afetada, no entanto, o que ocorreu foi a passagem dos rejeitos da outra (Fundão) por cima dessa barragem.
A liberação da lama provocou a pavimentação de uma grande área. Isso acontece porque a lama seca forma uma espécie de cimento, onde nada cresce. Vale destacar que, em razão da grande quantidade de resíduos, a secagem completa do material (que não contém matéria orgânica, sendo, portanto, infértil) poderá demorar anos. Enquanto isso, nada também poderá ser construído no local.
A enxurrada de lama atingiu o Rio Gualaxo – afluente do Rio Carmo, que deságua no Rio Doce e que, por sua vez, segue em direção ao Oceano Atlântico, no Espírito Santo. O impacto mais perceptivo no ambiente aquático foi a morte de milhares de peixes, que sucumbiram em razão da falta de oxigênio na água e da obstrução de suas brânquias. Além da morte de peixes, micro-organismos e outros seres vivos também foram afetados, o que destruiu completamente a cadeia alimentar em alguns ambientes atingidos. Entretanto, não é somente a morte dos organismos vivos que afetou os rios da região; a quantidade de lama liberada provocou assoreamento, desvio de cursos de água e levou até mesmo o soterramento de nascentes.
Muitos biólogos estimam que o Rio Doce precisará, em média, de 10 anos para recuperar-se do terrível impacto. Outros pesquisadores, porém, afirmam que o impacto foi tão profundo que é impossível estimar um prazo para o restabelecimento do equilíbrio da Bacia.
Além de causar a morte no interior dos rios, a lama provocou a morte de toda a vegetação próxima à região. Uma grande quantidade de mata ciliar foi completamente destruída. Os resíduos da mineração também afetaram o solo, causando sua desestruturação química e afetando o pH da terra. Essa alteração no solo dificulta o desenvolvimento de espécies que ali viviam, modificando completamente a vegetação local.
Como a lama afetou o Rio Doce e seguiu em direção ao Espírito Santo, também houve impacto ambiental nos ecossistemas marinhos do litoral. Um dos principais impactos observados foi nos fitoplânctons e zooplânctons que vivem flutuando na água e constituem a base da cadeia alimentar.
População afetada
Além da grande quantidade de pessoas que perderam suas casas e outros bens materiais em Mariana, os sobreviventes enfrentaram dificuldades relativas, principalmente, à falta de água. Isso aconteceu porque grande parte das cidades atingidas dependia dos rios afetados para o abastecimento, que, após o acidente, apresentaram água imprópria para o consumo.
Não foi apenas a população de Mariana que sofreu com as consequências do desastre, mas, sim, toda a população próxima ao Rio Doce. Índios da tribo indígena Krenak, que possuem reserva cortada pelo rio, na época do acidente, relataram estar sem água para consumo, banho e limpeza de seus objetos, por exemplo. Além do mais, não podemos nos esquecer, também, de todas as pessoas que retiravam do rio o sustento para suas famílias.
Impactos do acidente de Mariana em números
De acordo com o Governo Federal, o acidente afetou: 663 km de rios e córregos; 1469 hectares de vegetação; 207 das 251 edificações de Bento Rodrigues; 600 famílias, as quais ficaram desabrigadas.
(Texto adaptado) DOS SANTOS, V. S. Impactos ambientais do acidente em Mariana (MG). Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/biologia/impactos-ambientais-acidente-mariana-mg.htm>. Acesso em: 02 out. 2019.
TEXTO VI
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Disponível em: <https://g1.globo.com/pa/para/noticia/laudo-confirma-vazamento-de-rejeitos-de-mineradora-em-barcarena-no-para.ghtml>. Acesso em: 02 out. 2019.
Com relação aos textos I, IV e VI, é correto afirmar que
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