← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de Campo Grande · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental — Prova de Língua Portuguesa 21 questões nesta prova · página 1 de 2 · 20 com gabarito Gabarito disponível O texto I tem finalidade informativa sobre a história dos brinquedos. O texto apresenta informações gerais sobre a origem e a história dos brinquedos (Egito, China, Grécia, Roma, indústria doméstica), sem defender tese nem instruir. Sua finalidade é informar o leitor de forma geral. A está errada porque o texto não argumenta. B restringe ao 'homem moderno' e fala de importância, o que o texto não faz. D é restritiva demais ('exclusivamente'), pois o texto cita também o Egito. E está errada porque o texto não instrui nem trata de 'todos os brinquedos' da indústria doméstica. Referência: Finalidade comunicativa de textos expositivos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Segundo o texto, a indústria doméstica originou os brinquedos de todos os povos. O terceiro parágrafo diz: 'Os brinquedos de todos os povos são originários da indústria doméstica'. A alternativa E reproduz essa informação. A generaliza demais: o texto diz 'muitos brinquedos', não todos. B inverte a ideia, pois o texto compara a idade das histórias, não as confunde. C está errada porque os brinquedos não eram exclusivos de um povo. D contradiz o texto, que diz que a indústria artesanal 'não acabou e até hoje se desenvolve'. Referência: Interpretação de texto: informações explícitas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível O narrador, em primeira pessoa, assume posição afetiva diante do fato. O narrador participa da história ('nós, crianças') e expressa emoção e julgamentos ('amor platônico', 'tinha morrido o mundo'). Portanto, assume uma posição em relação ao fato narrado. A está errada porque ele não conta os fatos antes de acontecerem. B está errada porque ele não é imparcial, mas envolvido afetivamente. C está errada porque a narrativa segue uma sequência. D está errada porque o pressentimento é metafórico, sobre perdas futuras em geral, e não sobre outros incêndios no bazar. Referência: Foco narrativo: narrador em primeira pessoa e posicionamento. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível As vírgulas isolam um aposto explicativo que esclarece quem conhecia os brinquedos. Em 'Nós, crianças, conhecíamos...', 'crianças' é um aposto que explica o pronome 'Nós'. As vírgulas o isolam e esclarecem quem conhecia os brinquedos um por um. A, C, D e E atribuem ao aposto ideias que ele não expressa, como para quem os brinquedos eram fabricados, distribuição de agentes ou controle sobre os brinquedos. O trecho só esclarece quem é o sujeito 'nós'. Referência: Pontuação: vírgula no aposto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível O texto I é impessoal e informativo; o texto III é pessoal e subjetivo. O texto I apresenta informações históricas sobre os brinquedos em terceira pessoa, sem marcas de opinião pessoal. O texto III é uma crônica narrada em primeira pessoa ('Nós, crianças'), cheia de emoção e subjetividade. Assim, só o texto I apresenta a história dos brinquedos com isenção de pessoalidade. A e D estão erradas porque o texto III é altamente subjetivo. C está errada porque o texto III tem muitos traços de pessoalidade. E está errada porque os textos têm focos e pontos de vista diferentes: um informa, o outro evoca lembranças. Referência: Comparação entre gêneros textuais; pessoalidade e impessoalidade. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A repetição mostra que meninos e meninas têm interesses e hábitos em comum. As estrofes IV e V repetem quase os mesmos versos (sapo, bola, pipoca, chulé, meia sem pé), um para o quarto de menino e outro para o de menina. Essa repetição sugere que os dois compartilham os mesmos interesses e costumes. A está errada porque há objetos que não são brinquedos (chulé, meia). B, C e D extrapolam o texto: ele não fala em desordem generalizada, em desistência de organização nem em pais que compram objetos. Referência: Efeitos de sentido da repetição em texto poético. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O ponto-final fecha a estrofe I como um pensamento completo. A estrofe I é um único período com várias orações e termina em ponto-final. O ponto indica que a ideia sobre os brinquedos (a boneca, o soldado e o cavalo alado) está concluída. Isso corresponde a 'um pensamento completo do eu lírico a respeito de alguns brinquedos'. A, D e E atribuem ao ponto sentidos que o texto não sustenta (crianças 'nas nuvens', brinquedos 'desimportantes', 'simplicidade'). B trata o ponto como ordem, mas o verbo está no indicativo ('Cavalga'), sem valor de comando. Referência: Emprego do ponto-final e interpretação de poema. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponívelColégio Militar de Campo Grande — Concurso de Admissão 2019/2020 — 6º Ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa
Leia o texto I para responder aos itens 01 e 02.
TEXTO I
A ORIGEM DOS BRINQUEDOS
A história do brinquedo é tão antiga quanto a história do homem. Muitos brinquedos que
existem hoje nasceram nas grandes civilizações antigas, e vários deles permaneceram
inalterados ao longo do tempo. Do Egito, herdaram-se o jogo-da-velha, a boneca e as bolinhas
de gude. Da China, o dominó, os cata-ventos e as pipas. Da Grécia e de Roma, vieram as
5 pernas-de-pau e as marionetes.
A viagem pela história dos brinquedos permite que os indivíduos percorram culturas,
estilos, modos de vida, regras sociais, uso de materiais e ferramentas, relações pessoais. É
uma história recheada de curiosidades, inventores criativos, brinquedos que fazem sucesso e
fábricas que lutam para se aperfeiçoar.
10 Os brinquedos de todos os povos são originários da indústria doméstica, daquela que se
constituía em pequena escala e atendia às necessidades particulares. Uma indústria que não
acabou e que até hoje se desenvolve é a dos brinquedos artesanais.
Outro aspecto relacionado aos brinquedos é que eles oferecem possibilidades de
experiências variadas, dependendo do material de que forem fabricados — madeira, espuma,
15 ferro, pano ou vinil —; da forma ou do desenho — bonecas bebês ou adultas —; do aspecto
tátil (relativo ao toque, ao tato) — bichos de pelúcia ou de borracha —; da cor — panelinhas
cor-de-rosa ou pretas —; do cheiro e dos sons que porventura emitem.
(A origem dos brinquedos. Disponível em: <http://www.ebc.com.br/infantil/ja-sou-grande/2014/02/conheca-a-origem-e-curiosidades-de-alguns-brinquedos>. 05 fev. 2014. Acesso em: 19 ago. 2019. Fragmento adaptado.)
MÚLTIPLA ESCOLHA – ESCOLHA A ÚNICA RESPOSTA CERTA, ASSINALANDO-A COM UM “X” NOS PARÊNTESES À ESQUERDA.
A finalidade do texto I éResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto I para responder aos itens 01 e 02.
TEXTO I
A ORIGEM DOS BRINQUEDOS
A história do brinquedo é tão antiga quanto a história do homem. Muitos brinquedos que
existem hoje nasceram nas grandes civilizações antigas, e vários deles permaneceram
inalterados ao longo do tempo. Do Egito, herdaram-se o jogo-da-velha, a boneca e as bolinhas
de gude. Da China, o dominó, os cata-ventos e as pipas. Da Grécia e de Roma, vieram as
5 pernas-de-pau e as marionetes.
A viagem pela história dos brinquedos permite que os indivíduos percorram culturas,
estilos, modos de vida, regras sociais, uso de materiais e ferramentas, relações pessoais. É
uma história recheada de curiosidades, inventores criativos, brinquedos que fazem sucesso e
fábricas que lutam para se aperfeiçoar.
10 Os brinquedos de todos os povos são originários da indústria doméstica, daquela que se
constituía em pequena escala e atendia às necessidades particulares. Uma indústria que não
acabou e que até hoje se desenvolve é a dos brinquedos artesanais.
Outro aspecto relacionado aos brinquedos é que eles oferecem possibilidades de
experiências variadas, dependendo do material de que forem fabricados — madeira, espuma,
15 ferro, pano ou vinil —; da forma ou do desenho — bonecas bebês ou adultas —; do aspecto
tátil (relativo ao toque, ao tato) — bichos de pelúcia ou de borracha —; da cor — panelinhas
cor-de-rosa ou pretas —; do cheiro e dos sons que porventura emitem.
(A origem dos brinquedos. Disponível em: <http://www.ebc.com.br/infantil/ja-sou-grande/2014/02/conheca-a-origem-e-curiosidades-de-alguns-brinquedos>. 05 fev. 2014. Acesso em: 19 ago. 2019. Fragmento adaptado.)
MÚLTIPLA ESCOLHA – ESCOLHA A ÚNICA RESPOSTA CERTA, ASSINALANDO-A COM UM “X” NOS PARÊNTESES À ESQUERDA.
De acordo com o texto I,Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto II para responder aos itens 03, 04 e 05.
TEXTO II
TÚNEL DO TEMPO
Ao longo da história, os brinquedos retrataram usos, costumes, moda e tecnologia de cada período. Conheça a origem de alguns dos mais célebres.
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(ARTONI, Camila. Túnel do tempo. In: A revolução dos brinquedos. Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT578835-1719-3,00.html>. fev. 2007, edição 187. Acesso em: 19 ago. 2019. Fragmento adaptado.)
GLOSSÁRIO:
¹ritualísticos: referente a ritual.
²contas: pequenas peças de materiais diversos, usadas em colares, pulseiras, brincos, entre outros.
³de papiro: das fibras dos caules longos, finos e flexíveis de uma planta aquática das quais se faziam folhas para escrever e desenhar, na Antiguidade.
⁴divinatórios: divinos.
⁵entalhador: aquele que faz trabalhos artísticos em madeira.
⁶console: equipamento (por exemplo, teclado e monitor) por meio do qual se pode operar o computador, permitindo a inserção e a visualização de dados e, principalmente, o controle das operações executadas.
MÚLTIPLA ESCOLHA – ESCOLHA A ÚNICA RESPOSTA CERTA, ASSINALANDO-A COM UM “X” NOS PARÊNTESES À ESQUERDA.
De acordo com o texto II,
Leia o texto II para responder aos itens 03, 04 e 05.
TEXTO II
TÚNEL DO TEMPO
Ao longo da história, os brinquedos retrataram usos, costumes, moda e tecnologia de cada período. Conheça a origem de alguns dos mais célebres.
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(ARTONI, Camila. Túnel do tempo. In: A revolução dos brinquedos. Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT578835-1719-3,00.html>. fev. 2007, edição 187. Acesso em: 19 ago. 2019. Fragmento adaptado.)
GLOSSÁRIO:
¹ritualísticos: referente a ritual.
²contas: pequenas peças de materiais diversos, usadas em colares, pulseiras, brincos, entre outros.
³de papiro: das fibras dos caules longos, finos e flexíveis de uma planta aquática das quais se faziam folhas para escrever e desenhar, na Antiguidade.
⁴divinatórios: divinos.
⁵entalhador: aquele que faz trabalhos artísticos em madeira.
⁶console: equipamento (por exemplo, teclado e monitor) por meio do qual se pode operar o computador, permitindo a inserção e a visualização de dados e, principalmente, o controle das operações executadas.
MÚLTIPLA ESCOLHA – ESCOLHA A ÚNICA RESPOSTA CERTA, ASSINALANDO-A COM UM “X” NOS PARÊNTESES À ESQUERDA.
De acordo com o quadro “Boneca”, do texto II, infere-se que
Leia o texto II para responder aos itens 03, 04 e 05.
TEXTO II
TÚNEL DO TEMPO
Ao longo da história, os brinquedos retrataram usos, costumes, moda e tecnologia de cada período. Conheça a origem de alguns dos mais célebres.
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(ARTONI, Camila. Túnel do tempo. In: A revolução dos brinquedos. Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT578835-1719-3,00.html>. fev. 2007, edição 187. Acesso em: 19 ago. 2019. Fragmento adaptado.)
GLOSSÁRIO:
¹ritualísticos: referente a ritual.
²contas: pequenas peças de materiais diversos, usadas em colares, pulseiras, brincos, entre outros.
³de papiro: das fibras dos caules longos, finos e flexíveis de uma planta aquática das quais se faziam folhas para escrever e desenhar, na Antiguidade.
⁴divinatórios: divinos.
⁵entalhador: aquele que faz trabalhos artísticos em madeira.
⁶console: equipamento (por exemplo, teclado e monitor) por meio do qual se pode operar o computador, permitindo a inserção e a visualização de dados e, principalmente, o controle das operações executadas.
MÚLTIPLA ESCOLHA – ESCOLHA A ÚNICA RESPOSTA CERTA, ASSINALANDO-A COM UM “X” NOS PARÊNTESES À ESQUERDA.
O vocábulo destacado no trecho “As réplicas apareceram quase junto com os trens verdadeiros.”, do quadro “Trenzinho”, do texto II, traduz a ideia de que
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Leia o texto III para responder aos itens 06, 07, 08, 09, 10 e 11.
TEXTO III
BRINQUEDOS INCENDIADOS
Uma noite houve um incêndio em um bazar. E, no fogo total, desapareceram consumidos os
seus brinquedos. Nós, crianças, conhecíamos aqueles brinquedos um por um, de tanto ¹mirá-los nos
²mostruários — uns, ³pendentes de longos barbantes; outros, apenas entrevistos em suas caixas.
Ah! Maravilhosas bonecas louras, de chapéus de seda! Pianos cujos sons cheiravam a metal e
5 verniz! Carneirinhos ⁴lanudos, de ⁵guizo ao pescoço! Piões zumbidores! — e uns bondes com
algumas letras escritas ao contrário, coisa que muito nos seduzia [...].
Às vezes, em um aniversário, ou pelo Natal, conseguíamos receber de presente alguns
bonequinhos ⁶de celuloide, modestos cavalinhos de lata, bolas de gude, barquinhos sem
possibilidade de navegação... — pois aquelas admiráveis bonecas de seda e ⁷filó, aqueles batalhões
10 completos de soldados de chumbo, aquelas casas de madeira com portas e janelas, isso não
chegávamos a imaginar sequer para onde iria. Amávamos os brinquedos sem esperança nem
inveja, sabendo que jamais chegariam às nossas mãos, possuindo-os apenas em sonho, como se
para isso, apenas, tivessem sido feitos.
Assim, o bando que passava, de casa para a escola e da escola para casa, parava longo
15 tempo a contemplar aqueles brinquedos e lia aqueles nítidos preços, com seus cifrões e zeros, sem
muita noção do valor — porque nós, crianças, de bolsos vazios, como namorados antigos, éramos
só renúncia e amor. Bastava-nos levar na memória aquelas imagens e deixar ⁸cravadas nelas, como
setas, os nossos olhos.
Ora, uma noite, correu a notícia de que o bazar incendiara. E foi uma espécie de festa
20 fantástica. O fogo ia muito alto, o céu ficava todo ⁹rubro, voavam ¹⁰chispas e labaredas pelo bairro
todo. As crianças queriam ver o incêndio de perto, não se contentavam com portas e janelas,
fugiam para a rua, onde brilhavam bombeiros entre ¹¹jorros d'água. A elas não interessava nada,
peças de pano, cetins, ¹²cretones, cobertores, que os adultos lamentavam. Sofriam pelos cavalinhos
e pelas bonecas, os trens e os palhaços, fechados, sufocados em suas grandes caixas. Brinquedos
25 que jamais teriam possuído, sonhos apenas da infância, amor ¹³platônico.
O incêndio, porém, levou tudo. O bazar ficou sendo um ¹⁴fumoso galpão de cinzas.
Felizmente, ninguém tinha morrido — diziam em redor. Como não tinha morrido ninguém?,
pensavam as crianças. Tinha morrido o mundo e, dentro dele, os olhos amorosos das crianças, ali
deixados.
30 E começávamos a ¹⁵pressentir que viriam outros incêndios. Em outras idades. De outros
brinquedos. Até que um dia também desaparecêssemos sem socorro, nós brinquedos que somos,
talvez de anjos distantes!
(MEIRELES, Cecília. Janela mágica. 3ª edição. São Paulo: Moderna. 2003. Adaptado.)
GLOSSÁRIO
¹mirá-los: observá-los.
²mostruários: vitrines.
³pendentes: pendurados.
⁴lanudos: cobertos de lã.
⁵guizo: pequena esfera de metal com bolinhas em seu interior que, quando sacudida, produz um som.
⁶de celuloide: de plástico.
⁷filó: tecido fino e transparente, em forma de rede.
⁸cravadas: fixas.
⁹rubro: de cor vermelha.
¹⁰chispas: partículas de fogo.
¹¹jorros: jatos fortes.
¹²cretones: tipos de tecidos.
¹³platônico: diz-se do que tem um caráter ideal; sem interesses materiais.
¹⁴fumoso: fumacento.
¹⁵pressentir: suspeitar.
MÚLTIPLA ESCOLHA – ESCOLHA A ÚNICA RESPOSTA CERTA, ASSINALANDO-A COM UM “X” NOS PARÊNTESES À ESQUERDA.
No texto III, o narradorResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto III para responder aos itens 06, 07, 08, 09, 10 e 11.
TEXTO III
BRINQUEDOS INCENDIADOS
Uma noite houve um incêndio em um bazar. E, no fogo total, desapareceram consumidos os
seus brinquedos. Nós, crianças, conhecíamos aqueles brinquedos um por um, de tanto ¹mirá-los nos
²mostruários — uns, ³pendentes de longos barbantes; outros, apenas entrevistos em suas caixas.
Ah! Maravilhosas bonecas louras, de chapéus de seda! Pianos cujos sons cheiravam a metal e
5 verniz! Carneirinhos ⁴lanudos, de ⁵guizo ao pescoço! Piões zumbidores! — e uns bondes com
algumas letras escritas ao contrário, coisa que muito nos seduzia [...].
Às vezes, em um aniversário, ou pelo Natal, conseguíamos receber de presente alguns
bonequinhos ⁶de celuloide, modestos cavalinhos de lata, bolas de gude, barquinhos sem
possibilidade de navegação... — pois aquelas admiráveis bonecas de seda e ⁷filó, aqueles batalhões
10 completos de soldados de chumbo, aquelas casas de madeira com portas e janelas, isso não
chegávamos a imaginar sequer para onde iria. Amávamos os brinquedos sem esperança nem
inveja, sabendo que jamais chegariam às nossas mãos, possuindo-os apenas em sonho, como se
para isso, apenas, tivessem sido feitos.
Assim, o bando que passava, de casa para a escola e da escola para casa, parava longo
15 tempo a contemplar aqueles brinquedos e lia aqueles nítidos preços, com seus cifrões e zeros, sem
muita noção do valor — porque nós, crianças, de bolsos vazios, como namorados antigos, éramos
só renúncia e amor. Bastava-nos levar na memória aquelas imagens e deixar ⁸cravadas nelas, como
setas, os nossos olhos.
Ora, uma noite, correu a notícia de que o bazar incendiara. E foi uma espécie de festa
20 fantástica. O fogo ia muito alto, o céu ficava todo ⁹rubro, voavam ¹⁰chispas e labaredas pelo bairro
todo. As crianças queriam ver o incêndio de perto, não se contentavam com portas e janelas,
fugiam para a rua, onde brilhavam bombeiros entre ¹¹jorros d'água. A elas não interessava nada,
peças de pano, cetins, ¹²cretones, cobertores, que os adultos lamentavam. Sofriam pelos cavalinhos
e pelas bonecas, os trens e os palhaços, fechados, sufocados em suas grandes caixas. Brinquedos
25 que jamais teriam possuído, sonhos apenas da infância, amor ¹³platônico.
O incêndio, porém, levou tudo. O bazar ficou sendo um ¹⁴fumoso galpão de cinzas.
Felizmente, ninguém tinha morrido — diziam em redor. Como não tinha morrido ninguém?,
pensavam as crianças. Tinha morrido o mundo e, dentro dele, os olhos amorosos das crianças, ali
deixados.
30 E começávamos a ¹⁵pressentir que viriam outros incêndios. Em outras idades. De outros
brinquedos. Até que um dia também desaparecêssemos sem socorro, nós brinquedos que somos,
talvez de anjos distantes!
(MEIRELES, Cecília. Janela mágica. 3ª edição. São Paulo: Moderna. 2003. Adaptado.)
GLOSSÁRIO
¹mirá-los: observá-los.
²mostruários: vitrines.
³pendentes: pendurados.
⁴lanudos: cobertos de lã.
⁵guizo: pequena esfera de metal com bolinhas em seu interior que, quando sacudida, produz um som.
⁶de celuloide: de plástico.
⁷filó: tecido fino e transparente, em forma de rede.
⁸cravadas: fixas.
⁹rubro: de cor vermelha.
¹⁰chispas: partículas de fogo.
¹¹jorros: jatos fortes.
¹²cretones: tipos de tecidos.
¹³platônico: diz-se do que tem um caráter ideal; sem interesses materiais.
¹⁴fumoso: fumacento.
¹⁵pressentir: suspeitar.
MÚLTIPLA ESCOLHA – ESCOLHA A ÚNICA RESPOSTA CERTA, ASSINALANDO-A COM UM “X” NOS PARÊNTESES À ESQUERDA.
Considerando o contexto do texto III, o vocábulo destacado no trecho “E foi uma espécie de festa fantástica.” (linhas 19 e 20) traduz a ideia de que o incêndio no bazar
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Leia o texto III para responder aos itens 06, 07, 08, 09, 10 e 11.
TEXTO III
BRINQUEDOS INCENDIADOS
Uma noite houve um incêndio em um bazar. E, no fogo total, desapareceram consumidos os
seus brinquedos. Nós, crianças, conhecíamos aqueles brinquedos um por um, de tanto ¹mirá-los nos
²mostruários — uns, ³pendentes de longos barbantes; outros, apenas entrevistos em suas caixas.
Ah! Maravilhosas bonecas louras, de chapéus de seda! Pianos cujos sons cheiravam a metal e
5 verniz! Carneirinhos ⁴lanudos, de ⁵guizo ao pescoço! Piões zumbidores! — e uns bondes com
algumas letras escritas ao contrário, coisa que muito nos seduzia [...].
Às vezes, em um aniversário, ou pelo Natal, conseguíamos receber de presente alguns
bonequinhos ⁶de celuloide, modestos cavalinhos de lata, bolas de gude, barquinhos sem
possibilidade de navegação... — pois aquelas admiráveis bonecas de seda e ⁷filó, aqueles batalhões
10 completos de soldados de chumbo, aquelas casas de madeira com portas e janelas, isso não
chegávamos a imaginar sequer para onde iria. Amávamos os brinquedos sem esperança nem
inveja, sabendo que jamais chegariam às nossas mãos, possuindo-os apenas em sonho, como se
para isso, apenas, tivessem sido feitos.
Assim, o bando que passava, de casa para a escola e da escola para casa, parava longo
15 tempo a contemplar aqueles brinquedos e lia aqueles nítidos preços, com seus cifrões e zeros, sem
muita noção do valor — porque nós, crianças, de bolsos vazios, como namorados antigos, éramos
só renúncia e amor. Bastava-nos levar na memória aquelas imagens e deixar ⁸cravadas nelas, como
setas, os nossos olhos.
Ora, uma noite, correu a notícia de que o bazar incendiara. E foi uma espécie de festa
20 fantástica. O fogo ia muito alto, o céu ficava todo ⁹rubro, voavam ¹⁰chispas e labaredas pelo bairro
todo. As crianças queriam ver o incêndio de perto, não se contentavam com portas e janelas,
fugiam para a rua, onde brilhavam bombeiros entre ¹¹jorros d'água. A elas não interessava nada,
peças de pano, cetins, ¹²cretones, cobertores, que os adultos lamentavam. Sofriam pelos cavalinhos
e pelas bonecas, os trens e os palhaços, fechados, sufocados em suas grandes caixas. Brinquedos
25 que jamais teriam possuído, sonhos apenas da infância, amor ¹³platônico.
O incêndio, porém, levou tudo. O bazar ficou sendo um ¹⁴fumoso galpão de cinzas.
Felizmente, ninguém tinha morrido — diziam em redor. Como não tinha morrido ninguém?,
pensavam as crianças. Tinha morrido o mundo e, dentro dele, os olhos amorosos das crianças, ali
deixados.
30 E começávamos a ¹⁵pressentir que viriam outros incêndios. Em outras idades. De outros
brinquedos. Até que um dia também desaparecêssemos sem socorro, nós brinquedos que somos,
talvez de anjos distantes!
(MEIRELES, Cecília. Janela mágica. 3ª edição. São Paulo: Moderna. 2003. Adaptado.)
GLOSSÁRIO
¹mirá-los: observá-los.
²mostruários: vitrines.
³pendentes: pendurados.
⁴lanudos: cobertos de lã.
⁵guizo: pequena esfera de metal com bolinhas em seu interior que, quando sacudida, produz um som.
⁶de celuloide: de plástico.
⁷filó: tecido fino e transparente, em forma de rede.
⁸cravadas: fixas.
⁹rubro: de cor vermelha.
¹⁰chispas: partículas de fogo.
¹¹jorros: jatos fortes.
¹²cretones: tipos de tecidos.
¹³platônico: diz-se do que tem um caráter ideal; sem interesses materiais.
¹⁴fumoso: fumacento.
¹⁵pressentir: suspeitar.
MÚLTIPLA ESCOLHA – ESCOLHA A ÚNICA RESPOSTA CERTA, ASSINALANDO-A COM UM “X” NOS PARÊNTESES À ESQUERDA.
A expressão destacada no trecho “Ah! Maravilhosas bonecas louras, de chapéus de seda! Pianos cujos sons cheiravam a metal e verniz! Carneirinhos lanudos, de guizo ao pescoço! Piões zumbidores! [...].” (linhas 4 e 5) indica
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Leia o texto III para responder aos itens 06, 07, 08, 09, 10 e 11.
TEXTO III
BRINQUEDOS INCENDIADOS
Uma noite houve um incêndio em um bazar. E, no fogo total, desapareceram consumidos os
seus brinquedos. Nós, crianças, conhecíamos aqueles brinquedos um por um, de tanto ¹mirá-los nos
²mostruários — uns, ³pendentes de longos barbantes; outros, apenas entrevistos em suas caixas.
Ah! Maravilhosas bonecas louras, de chapéus de seda! Pianos cujos sons cheiravam a metal e
5 verniz! Carneirinhos ⁴lanudos, de ⁵guizo ao pescoço! Piões zumbidores! — e uns bondes com
algumas letras escritas ao contrário, coisa que muito nos seduzia [...].
Às vezes, em um aniversário, ou pelo Natal, conseguíamos receber de presente alguns
bonequinhos ⁶de celuloide, modestos cavalinhos de lata, bolas de gude, barquinhos sem
possibilidade de navegação... — pois aquelas admiráveis bonecas de seda e ⁷filó, aqueles batalhões
10 completos de soldados de chumbo, aquelas casas de madeira com portas e janelas, isso não
chegávamos a imaginar sequer para onde iria. Amávamos os brinquedos sem esperança nem
inveja, sabendo que jamais chegariam às nossas mãos, possuindo-os apenas em sonho, como se
para isso, apenas, tivessem sido feitos.
Assim, o bando que passava, de casa para a escola e da escola para casa, parava longo
15 tempo a contemplar aqueles brinquedos e lia aqueles nítidos preços, com seus cifrões e zeros, sem
muita noção do valor — porque nós, crianças, de bolsos vazios, como namorados antigos, éramos
só renúncia e amor. Bastava-nos levar na memória aquelas imagens e deixar ⁸cravadas nelas, como
setas, os nossos olhos.
Ora, uma noite, correu a notícia de que o bazar incendiara. E foi uma espécie de festa
20 fantástica. O fogo ia muito alto, o céu ficava todo ⁹rubro, voavam ¹⁰chispas e labaredas pelo bairro
todo. As crianças queriam ver o incêndio de perto, não se contentavam com portas e janelas,
fugiam para a rua, onde brilhavam bombeiros entre ¹¹jorros d'água. A elas não interessava nada,
peças de pano, cetins, ¹²cretones, cobertores, que os adultos lamentavam. Sofriam pelos cavalinhos
e pelas bonecas, os trens e os palhaços, fechados, sufocados em suas grandes caixas. Brinquedos
25 que jamais teriam possuído, sonhos apenas da infância, amor ¹³platônico.
O incêndio, porém, levou tudo. O bazar ficou sendo um ¹⁴fumoso galpão de cinzas.
Felizmente, ninguém tinha morrido — diziam em redor. Como não tinha morrido ninguém?,
pensavam as crianças. Tinha morrido o mundo e, dentro dele, os olhos amorosos das crianças, ali
deixados.
30 E começávamos a ¹⁵pressentir que viriam outros incêndios. Em outras idades. De outros
brinquedos. Até que um dia também desaparecêssemos sem socorro, nós brinquedos que somos,
talvez de anjos distantes!
(MEIRELES, Cecília. Janela mágica. 3ª edição. São Paulo: Moderna. 2003. Adaptado.)
GLOSSÁRIO
¹mirá-los: observá-los.
²mostruários: vitrines.
³pendentes: pendurados.
⁴lanudos: cobertos de lã.
⁵guizo: pequena esfera de metal com bolinhas em seu interior que, quando sacudida, produz um som.
⁶de celuloide: de plástico.
⁷filó: tecido fino e transparente, em forma de rede.
⁸cravadas: fixas.
⁹rubro: de cor vermelha.
¹⁰chispas: partículas de fogo.
¹¹jorros: jatos fortes.
¹²cretones: tipos de tecidos.
¹³platônico: diz-se do que tem um caráter ideal; sem interesses materiais.
¹⁴fumoso: fumacento.
¹⁵pressentir: suspeitar.
MÚLTIPLA ESCOLHA – ESCOLHA A ÚNICA RESPOSTA CERTA, ASSINALANDO-A COM UM “X” NOS PARÊNTESES À ESQUERDA.
Como efeito do uso das vírgulas no trecho “Nós, crianças, conhecíamos aqueles brinquedos um por um [...].” (linha 2), tem-seResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto III para responder aos itens 06, 07, 08, 09, 10 e 11.
TEXTO III
BRINQUEDOS INCENDIADOS
Uma noite houve um incêndio em um bazar. E, no fogo total, desapareceram consumidos os
seus brinquedos. Nós, crianças, conhecíamos aqueles brinquedos um por um, de tanto ¹mirá-los nos
²mostruários — uns, ³pendentes de longos barbantes; outros, apenas entrevistos em suas caixas.
Ah! Maravilhosas bonecas louras, de chapéus de seda! Pianos cujos sons cheiravam a metal e
5 verniz! Carneirinhos ⁴lanudos, de ⁵guizo ao pescoço! Piões zumbidores! — e uns bondes com
algumas letras escritas ao contrário, coisa que muito nos seduzia [...].
Às vezes, em um aniversário, ou pelo Natal, conseguíamos receber de presente alguns
bonequinhos ⁶de celuloide, modestos cavalinhos de lata, bolas de gude, barquinhos sem
possibilidade de navegação... — pois aquelas admiráveis bonecas de seda e ⁷filó, aqueles batalhões
10 completos de soldados de chumbo, aquelas casas de madeira com portas e janelas, isso não
chegávamos a imaginar sequer para onde iria. Amávamos os brinquedos sem esperança nem
inveja, sabendo que jamais chegariam às nossas mãos, possuindo-os apenas em sonho, como se
para isso, apenas, tivessem sido feitos.
Assim, o bando que passava, de casa para a escola e da escola para casa, parava longo
15 tempo a contemplar aqueles brinquedos e lia aqueles nítidos preços, com seus cifrões e zeros, sem
muita noção do valor — porque nós, crianças, de bolsos vazios, como namorados antigos, éramos
só renúncia e amor. Bastava-nos levar na memória aquelas imagens e deixar ⁸cravadas nelas, como
setas, os nossos olhos.
Ora, uma noite, correu a notícia de que o bazar incendiara. E foi uma espécie de festa
20 fantástica. O fogo ia muito alto, o céu ficava todo ⁹rubro, voavam ¹⁰chispas e labaredas pelo bairro
todo. As crianças queriam ver o incêndio de perto, não se contentavam com portas e janelas,
fugiam para a rua, onde brilhavam bombeiros entre ¹¹jorros d'água. A elas não interessava nada,
peças de pano, cetins, ¹²cretones, cobertores, que os adultos lamentavam. Sofriam pelos cavalinhos
e pelas bonecas, os trens e os palhaços, fechados, sufocados em suas grandes caixas. Brinquedos
25 que jamais teriam possuído, sonhos apenas da infância, amor ¹³platônico.
O incêndio, porém, levou tudo. O bazar ficou sendo um ¹⁴fumoso galpão de cinzas.
Felizmente, ninguém tinha morrido — diziam em redor. Como não tinha morrido ninguém?,
pensavam as crianças. Tinha morrido o mundo e, dentro dele, os olhos amorosos das crianças, ali
deixados.
30 E começávamos a ¹⁵pressentir que viriam outros incêndios. Em outras idades. De outros
brinquedos. Até que um dia também desaparecêssemos sem socorro, nós brinquedos que somos,
talvez de anjos distantes!
(MEIRELES, Cecília. Janela mágica. 3ª edição. São Paulo: Moderna. 2003. Adaptado.)
GLOSSÁRIO
¹mirá-los: observá-los.
²mostruários: vitrines.
³pendentes: pendurados.
⁴lanudos: cobertos de lã.
⁵guizo: pequena esfera de metal com bolinhas em seu interior que, quando sacudida, produz um som.
⁶de celuloide: de plástico.
⁷filó: tecido fino e transparente, em forma de rede.
⁸cravadas: fixas.
⁹rubro: de cor vermelha.
¹⁰chispas: partículas de fogo.
¹¹jorros: jatos fortes.
¹²cretones: tipos de tecidos.
¹³platônico: diz-se do que tem um caráter ideal; sem interesses materiais.
¹⁴fumoso: fumacento.
¹⁵pressentir: suspeitar.
MÚLTIPLA ESCOLHA – ESCOLHA A ÚNICA RESPOSTA CERTA, ASSINALANDO-A COM UM “X” NOS PARÊNTESES À ESQUERDA.
No fragmento “[...] como se para isso, [...].” (linhas 12 e 13), o vocábulo destacado retoma a ideia de
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Leia o texto I para responder aos itens 01 e 02.
TEXTO I
A ORIGEM DOS BRINQUEDOS
A história do brinquedo é tão antiga quanto a história do homem. Muitos brinquedos que
existem hoje nasceram nas grandes civilizações antigas, e vários deles permaneceram
inalterados ao longo do tempo. Do Egito, herdaram-se o jogo-da-velha, a boneca e as bolinhas
de gude. Da China, o dominó, os cata-ventos e as pipas. Da Grécia e de Roma, vieram as
5 pernas-de-pau e as marionetes.
A viagem pela história dos brinquedos permite que os indivíduos percorram culturas,
estilos, modos de vida, regras sociais, uso de materiais e ferramentas, relações pessoais. É
uma história recheada de curiosidades, inventores criativos, brinquedos que fazem sucesso e
fábricas que lutam para se aperfeiçoar.
10 Os brinquedos de todos os povos são originários da indústria doméstica, daquela que se
constituía em pequena escala e atendia às necessidades particulares. Uma indústria que não
acabou e que até hoje se desenvolve é a dos brinquedos artesanais.
Outro aspecto relacionado aos brinquedos é que eles oferecem possibilidades de
experiências variadas, dependendo do material de que forem fabricados — madeira, espuma,
15 ferro, pano ou vinil —; da forma ou do desenho — bonecas bebês ou adultas —; do aspecto
tátil (relativo ao toque, ao tato) — bichos de pelúcia ou de borracha —; da cor — panelinhas
cor-de-rosa ou pretas —; do cheiro e dos sons que porventura emitem.
(A origem dos brinquedos. Disponível em: <http://www.ebc.com.br/infantil/ja-sou-grande/2014/02/conheca-a-origem-e-curiosidades-de-alguns-brinquedos>. 05 fev. 2014. Acesso em: 19 ago. 2019. Fragmento adaptado.)
Texto-base:
Leia o texto III para responder aos itens 06, 07, 08, 09, 10 e 11.
TEXTO III
BRINQUEDOS INCENDIADOS
Uma noite houve um incêndio em um bazar. E, no fogo total, desapareceram consumidos os
seus brinquedos. Nós, crianças, conhecíamos aqueles brinquedos um por um, de tanto ¹mirá-los nos
²mostruários — uns, ³pendentes de longos barbantes; outros, apenas entrevistos em suas caixas.
Ah! Maravilhosas bonecas louras, de chapéus de seda! Pianos cujos sons cheiravam a metal e
5 verniz! Carneirinhos ⁴lanudos, de ⁵guizo ao pescoço! Piões zumbidores! — e uns bondes com
algumas letras escritas ao contrário, coisa que muito nos seduzia [...].
Às vezes, em um aniversário, ou pelo Natal, conseguíamos receber de presente alguns
bonequinhos ⁶de celuloide, modestos cavalinhos de lata, bolas de gude, barquinhos sem
possibilidade de navegação... — pois aquelas admiráveis bonecas de seda e ⁷filó, aqueles batalhões
10 completos de soldados de chumbo, aquelas casas de madeira com portas e janelas, isso não
chegávamos a imaginar sequer para onde iria. Amávamos os brinquedos sem esperança nem
inveja, sabendo que jamais chegariam às nossas mãos, possuindo-os apenas em sonho, como se
para isso, apenas, tivessem sido feitos.
Assim, o bando que passava, de casa para a escola e da escola para casa, parava longo
15 tempo a contemplar aqueles brinquedos e lia aqueles nítidos preços, com seus cifrões e zeros, sem
muita noção do valor — porque nós, crianças, de bolsos vazios, como namorados antigos, éramos
só renúncia e amor. Bastava-nos levar na memória aquelas imagens e deixar ⁸cravadas nelas, como
setas, os nossos olhos.
Ora, uma noite, correu a notícia de que o bazar incendiara. E foi uma espécie de festa
20 fantástica. O fogo ia muito alto, o céu ficava todo ⁹rubro, voavam ¹⁰chispas e labaredas pelo bairro
todo. As crianças queriam ver o incêndio de perto, não se contentavam com portas e janelas,
fugiam para a rua, onde brilhavam bombeiros entre ¹¹jorros d'água. A elas não interessava nada,
peças de pano, cetins, ¹²cretones, cobertores, que os adultos lamentavam. Sofriam pelos cavalinhos
e pelas bonecas, os trens e os palhaços, fechados, sufocados em suas grandes caixas. Brinquedos
25 que jamais teriam possuído, sonhos apenas da infância, amor ¹³platônico.
O incêndio, porém, levou tudo. O bazar ficou sendo um ¹⁴fumoso galpão de cinzas.
Felizmente, ninguém tinha morrido — diziam em redor. Como não tinha morrido ninguém?,
pensavam as crianças. Tinha morrido o mundo e, dentro dele, os olhos amorosos das crianças, ali
deixados.
30 E começávamos a ¹⁵pressentir que viriam outros incêndios. Em outras idades. De outros
brinquedos. Até que um dia também desaparecêssemos sem socorro, nós brinquedos que somos,
talvez de anjos distantes!
(MEIRELES, Cecília. Janela mágica. 3ª edição. São Paulo: Moderna. 2003. Adaptado.)
GLOSSÁRIO
¹mirá-los: observá-los.
²mostruários: vitrines.
³pendentes: pendurados.
⁴lanudos: cobertos de lã.
⁵guizo: pequena esfera de metal com bolinhas em seu interior que, quando sacudida, produz um som.
⁶de celuloide: de plástico.
⁷filó: tecido fino e transparente, em forma de rede.
⁸cravadas: fixas.
⁹rubro: de cor vermelha.
¹⁰chispas: partículas de fogo.
¹¹jorros: jatos fortes.
¹²cretones: tipos de tecidos.
¹³platônico: diz-se do que tem um caráter ideal; sem interesses materiais.
¹⁴fumoso: fumacento.
¹⁵pressentir: suspeitar.
MÚLTIPLA ESCOLHA – ESCOLHA A ÚNICA RESPOSTA CERTA, ASSINALANDO-A COM UM “X” NOS PARÊNTESES À ESQUERDA.
Comparando-se o texto I com o texto III, é correto afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto IV para responder aos itens 12 e 13.
TEXTO IV
O BAILE DOS BRINQUEDOS
Pa pa ra ra pa ra ra pa pa ra pa ra
I
Boneca de pano feita à mão,
Soldado de chumbo alemão,
Cavalga um cavalo alado
Entre nuvens de algodão.
II
Doce que doce de sabão,
Roda e gira o pião.
Vai tudo junto, fundo no caldeirão.
Eis a nossa criação.
III
Bailam os brinquedos,
Dançando assim.
Cantam aventuras
Que crianças a fim
Vão brincar,
Vão sonhar,
Cantando...
Pa pa ra ra pa ra ra pa pa ra pa ra
IV
Em um quarto qualquer de menino,
Lá se vê um urso sabido.
Tem sapo, tem bola, pipoca e chulé
E tem até meia sem pé.
V
Em um quarto qualquer de menina,
Lá se vê bailarina.
Tem bola, pipoca, tem sapo e chulé
E tem até meia sem pé.
(GRUPO AQUARELA. O baile dos brinquedos. Porto Alegre: Estúdios Marquise 51. 2012. (3 min, 24 seg.) Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=Onk_CL4xWug>. Acesso em: 10 set. 2019. Texto adaptado.)
MÚLTIPLA ESCOLHA – ESCOLHA A ÚNICA RESPOSTA CERTA, ASSINALANDO-A COM UM “X” NOS PARÊNTESES À ESQUERDA.
Nas estrofes IV e V, a repetição dos trechos “Tem sapo, tem bola [...] E tem até meia sem pé.”Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto IV para responder aos itens 12 e 13.
TEXTO IV
O BAILE DOS BRINQUEDOS
Pa pa ra ra pa ra ra pa pa ra pa ra
I
Boneca de pano feita à mão,
Soldado de chumbo alemão,
Cavalga um cavalo alado
Entre nuvens de algodão.
II
Doce que doce de sabão,
Roda e gira o pião.
Vai tudo junto, fundo no caldeirão.
Eis a nossa criação.
III
Bailam os brinquedos,
Dançando assim.
Cantam aventuras
Que crianças a fim
Vão brincar,
Vão sonhar,
Cantando...
Pa pa ra ra pa ra ra pa pa ra pa ra
IV
Em um quarto qualquer de menino,
Lá se vê um urso sabido.
Tem sapo, tem bola, pipoca e chulé
E tem até meia sem pé.
V
Em um quarto qualquer de menina,
Lá se vê bailarina.
Tem bola, pipoca, tem sapo e chulé
E tem até meia sem pé.
(GRUPO AQUARELA. O baile dos brinquedos. Porto Alegre: Estúdios Marquise 51. 2012. (3 min, 24 seg.) Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=Onk_CL4xWug>. Acesso em: 10 set. 2019. Texto adaptado.)
MÚLTIPLA ESCOLHA – ESCOLHA A ÚNICA RESPOSTA CERTA, ASSINALANDO-A COM UM “X” NOS PARÊNTESES À ESQUERDA.
O ponto-final empregado na estrofe I “Boneca de pano feita à mão, / Soldado de chumbo alemão, / Cavalga um cavalo alado / Entre nuvens de algodão.” expressaResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto V para responder aos itens 14, 15 e 16.
TEXTO V
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(ARMANDINHO. Disponível em: <https://tirasarmandinho.tumblr.com/>. Acesso em: 09 jul. 2019.)
MÚLTIPLA ESCOLHA – ESCOLHA A ÚNICA RESPOSTA CERTA, ASSINALANDO-A COM UM “X” NOS PARÊNTESES À ESQUERDA.
Armandinho chegou correndo até seus colegas, porque
Leia o texto V para responder aos itens 14, 15 e 16.
TEXTO V
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(ARMANDINHO. Disponível em: <https://tirasarmandinho.tumblr.com/>. Acesso em: 09 jul. 2019.)
MÚLTIPLA ESCOLHA – ESCOLHA A ÚNICA RESPOSTA CERTA, ASSINALANDO-A COM UM “X” NOS PARÊNTESES À ESQUERDA.
De acordo com o primeiro quadrinho da tira,
Leia o texto V para responder aos itens 14, 15 e 16.
TEXTO V
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(ARMANDINHO. Disponível em: <https://tirasarmandinho.tumblr.com/>. Acesso em: 09 jul. 2019.)
MÚLTIPLA ESCOLHA – ESCOLHA A ÚNICA RESPOSTA CERTA, ASSINALANDO-A COM UM “X” NOS PARÊNTESES À ESQUERDA.
O fato que gera circunstância para se ter humor na tira é
Leia o texto VI para responder aos itens 17, 18, 19 e 20.
TEXTO VI
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(BZZ BLOG. Disponível em: <https://blogbzz.wordpress.com/2012/11/20/fabrique-um-sorriso-doe-um-brinquedo/>. Acesso em: 1º set. 2019.)
MÚLTIPLA ESCOLHA – ESCOLHA A ÚNICA RESPOSTA CERTA, ASSINALANDO-A COM UM “X” NOS PARÊNTESES À ESQUERDA.
O objetivo do texto VI é
Leia o texto VI para responder aos itens 17, 18, 19 e 20.
TEXTO VI
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(BZZ BLOG. Disponível em: <https://blogbzz.wordpress.com/2012/11/20/fabrique-um-sorriso-doe-um-brinquedo/>. Acesso em: 1º set. 2019.)
MÚLTIPLA ESCOLHA – ESCOLHA A ÚNICA RESPOSTA CERTA, ASSINALANDO-A COM UM “X” NOS PARÊNTESES À ESQUERDA.
De acordo com o texto VI,
Leia o texto VI para responder aos itens 17, 18, 19 e 20.
TEXTO VI
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(BZZ BLOG. Disponível em: <https://blogbzz.wordpress.com/2012/11/20/fabrique-um-sorriso-doe-um-brinquedo/>. Acesso em: 1º set. 2019.)
MÚLTIPLA ESCOLHA – ESCOLHA A ÚNICA RESPOSTA CERTA, ASSINALANDO-A COM UM “X” NOS PARÊNTESES À ESQUERDA.
Do trecho “Faça suas doações até o dia 05.12.”, deduz-se que o anunciante
Leia o texto VI para responder aos itens 17, 18, 19 e 20.
TEXTO VI
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(BZZ BLOG. Disponível em: <https://blogbzz.wordpress.com/2012/11/20/fabrique-um-sorriso-doe-um-brinquedo/>. Acesso em: 1º set. 2019.)
MÚLTIPLA ESCOLHA – ESCOLHA A ÚNICA RESPOSTA CERTA, ASSINALANDO-A COM UM “X” NOS PARÊNTESES À ESQUERDA.
Reescrevendo-se o trecho “Fabrique um sorriso, doe um brinquedo.”, mantendo-se a mesma relação lógico-discursiva, ficaria:
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