← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de Fortaleza · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio 15 questões nesta prova · 14 com gabarito Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Vantagem do contato virtual: pode ser constante e ininterrupto se as partes quiserem. O texto diz que o contraponto da falta de contato físico é a possibilidade do contato constante e ininterrupto, enquanto for do interesse das partes. A alternativa C reproduz essa ideia. A) O texto diz que os laços podem ser tão profundos quanto os reais. B) Não apresenta a internet como barreira a amizades verdadeiras. D) Diz que as pessoas se agrupam em torno de interesses. E) Fala da insegurança do anonimato, em que a identidade pode ser inventada. Referência: Interpretação de texto Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Crase obrigatória em 'Referiu-se àquele livro' (a + aquele). Referir-se exige a preposição 'a', e 'aquele' começa com 'a', o que provoca a fusão a + aquele = àquele. Por isso a crase é obrigatória nesse caso. A) Antes de pronome possessivo feminino a crase é facultativa. B) Antes de nome próprio de pessoa o uso da crase é facultativo ou evitado, por isso não é obrigatória. C) 'Casa' não leva artigo no sentido de lar e, mesmo com adjunto, o caso não é tido como obrigatório pelo gabarito. D) Depois de 'até' a crase é facultativa. Referência: Gramática: crase Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Sem padrão de resposta — pratique a escrita O texto deve ter no mínimo 17 linhas e no máximo 38. Dê um título para seu texto. Será atribuído grau zero ao texto que não atender ao tema.Colégio Militar de Fortaleza — Concurso de Admissão 2019/2020 — 1º ano do Ensino Médio — Prova de Língua Portuguesa
TEXTO I
Estranhas afinidades
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06 Quando descobriram que, sem saber, estavam se correspondendo pela internet, ficaram, marido
07 e mulher, surpresos e chocados. Aquilo era algo mais que uma simples coincidência. Era um sinal de
08 que alguma coisa, em ambos, estava profundamente errada. E esta coisa os levara, durante um tempo
09 que não havia sido pequeno, a viver uma dupla existência. Daí as interrogações.
10 Quem sou eu, perguntava-se ele. Com razão. No dia a dia ele era uma pessoa nervosa, irascível,
11 de gestos bruscos. Relacionava-se mal com os amigos e conhecidos e costumava descarregar suas
12 frustrações na esposa.
13 Quem sou eu, perguntava-se ela. Com razão. No dia a dia ela era uma pessoa nervosa, irascível,
14 de gestos bruscos. Relacionava-se mal com os amigos e conhecidos e costumava descarregar suas
15 frustrações no marido.
16 Quem sou eu, perguntava-se ele. Com razão. Nas mensagens que enviava pela internet
17 revelava-se, para sua própria surpresa, uma pessoa afetiva, dotada de rica imaginação e capaz de
18 construir uma relação amorosa mesmo à distância, mesmo sem ver aquela a quem se dirigia. Um
19 milagre da internet? Talvez, mas ele suspeitava que a internet nada mais fizera do que liberar o seu
20 lado bom, o seu lado positivo, o lado que amava a vida e que buscava compartilhar tais sentimentos
21 com alguém.
22 Quem sou eu, perguntava-se ela. Com razão. Nas mensagens que enviava pela internet
23 revelava-se, para sua própria surpresa, uma pessoa afetiva, dotada de rica imaginação e capaz de
24 construir uma relação amorosa mesmo à distância, mesmo sem ver aquele a quem se dirigia. Um
25 milagre da internet? Talvez, mas ela suspeitava que a internet nada mais fizera do que liberar o seu
26 lado bom, o seu lado positivo, o lado que amava a vida e que buscava compartilhar tais sentimentos
27 com alguém.
28 Como é possível, indagava-se ele, inquieto, que eu tenha, por assim dizer, duas vidas? Como
29 é possível que estas duas partes de mim sejam tão diferentes, tão incompatíveis? O que eu poderia
30 fazer para me tornar uma pessoa só? A quem deveria recorrer para isso?
31 Como é possível, indagava-se ela, inquieta, que eu tenha, por assim dizer, duas vidas? Como é
32 possível que estas duas partes de mim sejam tão diferentes, tão incompatíveis? O que eu poderia fazer
33 para me tornar uma pessoa só? A quem deveria recorrer para isso?
34 Estas eram as perguntas que se faziam. Claro, poderiam fazer as mesmas perguntas um para o
35 outro. Poderiam descobrir-se mutuamente, poderiam, quem sabe, constatar que, ao fim e ao cabo,
36 haviam sido feitos um para o outro. Mas o diálogo destes não é fácil. Preferem continuar na internet
37 para ver se encontram o Príncipe Encantado, a Princesa Encantada.
(SCLIAR, Moacyr. Histórias que os jornais não contam: 54 crônicas inspiradas em notícias de jornal. Porto Alegre, RS: L&PM, 2018)
Percebe-se, ao longo do texto I, a repetição das indagações/pensamentos dos personagens – ora o homem, ora a mulher – em mais de uma ocasião. A repetição tem por finalidade
TEXTO I
Estranhas afinidades
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06 Quando descobriram que, sem saber, estavam se correspondendo pela internet, ficaram, marido
07 e mulher, surpresos e chocados. Aquilo era algo mais que uma simples coincidência. Era um sinal de
08 que alguma coisa, em ambos, estava profundamente errada. E esta coisa os levara, durante um tempo
09 que não havia sido pequeno, a viver uma dupla existência. Daí as interrogações.
10 Quem sou eu, perguntava-se ele. Com razão. No dia a dia ele era uma pessoa nervosa, irascível,
11 de gestos bruscos. Relacionava-se mal com os amigos e conhecidos e costumava descarregar suas
12 frustrações na esposa.
13 Quem sou eu, perguntava-se ela. Com razão. No dia a dia ela era uma pessoa nervosa, irascível,
14 de gestos bruscos. Relacionava-se mal com os amigos e conhecidos e costumava descarregar suas
15 frustrações no marido.
16 Quem sou eu, perguntava-se ele. Com razão. Nas mensagens que enviava pela internet
17 revelava-se, para sua própria surpresa, uma pessoa afetiva, dotada de rica imaginação e capaz de
18 construir uma relação amorosa mesmo à distância, mesmo sem ver aquela a quem se dirigia. Um
19 milagre da internet? Talvez, mas ele suspeitava que a internet nada mais fizera do que liberar o seu
20 lado bom, o seu lado positivo, o lado que amava a vida e que buscava compartilhar tais sentimentos
21 com alguém.
22 Quem sou eu, perguntava-se ela. Com razão. Nas mensagens que enviava pela internet
23 revelava-se, para sua própria surpresa, uma pessoa afetiva, dotada de rica imaginação e capaz de
24 construir uma relação amorosa mesmo à distância, mesmo sem ver aquele a quem se dirigia. Um
25 milagre da internet? Talvez, mas ela suspeitava que a internet nada mais fizera do que liberar o seu
26 lado bom, o seu lado positivo, o lado que amava a vida e que buscava compartilhar tais sentimentos
27 com alguém.
28 Como é possível, indagava-se ele, inquieto, que eu tenha, por assim dizer, duas vidas? Como
29 é possível que estas duas partes de mim sejam tão diferentes, tão incompatíveis? O que eu poderia
30 fazer para me tornar uma pessoa só? A quem deveria recorrer para isso?
31 Como é possível, indagava-se ela, inquieta, que eu tenha, por assim dizer, duas vidas? Como é
32 possível que estas duas partes de mim sejam tão diferentes, tão incompatíveis? O que eu poderia fazer
33 para me tornar uma pessoa só? A quem deveria recorrer para isso?
34 Estas eram as perguntas que se faziam. Claro, poderiam fazer as mesmas perguntas um para o
35 outro. Poderiam descobrir-se mutuamente, poderiam, quem sabe, constatar que, ao fim e ao cabo,
36 haviam sido feitos um para o outro. Mas o diálogo destes não é fácil. Preferem continuar na internet
37 para ver se encontram o Príncipe Encantado, a Princesa Encantada.
(SCLIAR, Moacyr. Histórias que os jornais não contam: 54 crônicas inspiradas em notícias de jornal. Porto Alegre, RS: L&PM, 2018)
Não há menção dos nomes dos personagens do texto I, conhece-se apenas a que sexo pertencem. Isso tem por intenção
TEXTO I
Estranhas afinidades
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06 Quando descobriram que, sem saber, estavam se correspondendo pela internet, ficaram, marido
07 e mulher, surpresos e chocados. Aquilo era algo mais que uma simples coincidência. Era um sinal de
08 que alguma coisa, em ambos, estava profundamente errada. E esta coisa os levara, durante um tempo
09 que não havia sido pequeno, a viver uma dupla existência. Daí as interrogações.
10 Quem sou eu, perguntava-se ele. Com razão. No dia a dia ele era uma pessoa nervosa, irascível,
11 de gestos bruscos. Relacionava-se mal com os amigos e conhecidos e costumava descarregar suas
12 frustrações na esposa.
13 Quem sou eu, perguntava-se ela. Com razão. No dia a dia ela era uma pessoa nervosa, irascível,
14 de gestos bruscos. Relacionava-se mal com os amigos e conhecidos e costumava descarregar suas
15 frustrações no marido.
16 Quem sou eu, perguntava-se ele. Com razão. Nas mensagens que enviava pela internet
17 revelava-se, para sua própria surpresa, uma pessoa afetiva, dotada de rica imaginação e capaz de
18 construir uma relação amorosa mesmo à distância, mesmo sem ver aquela a quem se dirigia. Um
19 milagre da internet? Talvez, mas ele suspeitava que a internet nada mais fizera do que liberar o seu
20 lado bom, o seu lado positivo, o lado que amava a vida e que buscava compartilhar tais sentimentos
21 com alguém.
22 Quem sou eu, perguntava-se ela. Com razão. Nas mensagens que enviava pela internet
23 revelava-se, para sua própria surpresa, uma pessoa afetiva, dotada de rica imaginação e capaz de
24 construir uma relação amorosa mesmo à distância, mesmo sem ver aquele a quem se dirigia. Um
25 milagre da internet? Talvez, mas ela suspeitava que a internet nada mais fizera do que liberar o seu
26 lado bom, o seu lado positivo, o lado que amava a vida e que buscava compartilhar tais sentimentos
27 com alguém.
28 Como é possível, indagava-se ele, inquieto, que eu tenha, por assim dizer, duas vidas? Como
29 é possível que estas duas partes de mim sejam tão diferentes, tão incompatíveis? O que eu poderia
30 fazer para me tornar uma pessoa só? A quem deveria recorrer para isso?
31 Como é possível, indagava-se ela, inquieta, que eu tenha, por assim dizer, duas vidas? Como é
32 possível que estas duas partes de mim sejam tão diferentes, tão incompatíveis? O que eu poderia fazer
33 para me tornar uma pessoa só? A quem deveria recorrer para isso?
34 Estas eram as perguntas que se faziam. Claro, poderiam fazer as mesmas perguntas um para o
35 outro. Poderiam descobrir-se mutuamente, poderiam, quem sabe, constatar que, ao fim e ao cabo,
36 haviam sido feitos um para o outro. Mas o diálogo destes não é fácil. Preferem continuar na internet
37 para ver se encontram o Príncipe Encantado, a Princesa Encantada.
(SCLIAR, Moacyr. Histórias que os jornais não contam: 54 crônicas inspiradas em notícias de jornal. Porto Alegre, RS: L&PM, 2018)
No texto I, a palavra QUE é classificada como conjunção integrante em
TEXTO I
Estranhas afinidades
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06 Quando descobriram que, sem saber, estavam se correspondendo pela internet, ficaram, marido
07 e mulher, surpresos e chocados. Aquilo era algo mais que uma simples coincidência. Era um sinal de
08 que alguma coisa, em ambos, estava profundamente errada. E esta coisa os levara, durante um tempo
09 que não havia sido pequeno, a viver uma dupla existência. Daí as interrogações.
10 Quem sou eu, perguntava-se ele. Com razão. No dia a dia ele era uma pessoa nervosa, irascível,
11 de gestos bruscos. Relacionava-se mal com os amigos e conhecidos e costumava descarregar suas
12 frustrações na esposa.
13 Quem sou eu, perguntava-se ela. Com razão. No dia a dia ela era uma pessoa nervosa, irascível,
14 de gestos bruscos. Relacionava-se mal com os amigos e conhecidos e costumava descarregar suas
15 frustrações no marido.
16 Quem sou eu, perguntava-se ele. Com razão. Nas mensagens que enviava pela internet
17 revelava-se, para sua própria surpresa, uma pessoa afetiva, dotada de rica imaginação e capaz de
18 construir uma relação amorosa mesmo à distância, mesmo sem ver aquela a quem se dirigia. Um
19 milagre da internet? Talvez, mas ele suspeitava que a internet nada mais fizera do que liberar o seu
20 lado bom, o seu lado positivo, o lado que amava a vida e que buscava compartilhar tais sentimentos
21 com alguém.
22 Quem sou eu, perguntava-se ela. Com razão. Nas mensagens que enviava pela internet
23 revelava-se, para sua própria surpresa, uma pessoa afetiva, dotada de rica imaginação e capaz de
24 construir uma relação amorosa mesmo à distância, mesmo sem ver aquele a quem se dirigia. Um
25 milagre da internet? Talvez, mas ela suspeitava que a internet nada mais fizera do que liberar o seu
26 lado bom, o seu lado positivo, o lado que amava a vida e que buscava compartilhar tais sentimentos
27 com alguém.
28 Como é possível, indagava-se ele, inquieto, que eu tenha, por assim dizer, duas vidas? Como
29 é possível que estas duas partes de mim sejam tão diferentes, tão incompatíveis? O que eu poderia
30 fazer para me tornar uma pessoa só? A quem deveria recorrer para isso?
31 Como é possível, indagava-se ela, inquieta, que eu tenha, por assim dizer, duas vidas? Como é
32 possível que estas duas partes de mim sejam tão diferentes, tão incompatíveis? O que eu poderia fazer
33 para me tornar uma pessoa só? A quem deveria recorrer para isso?
34 Estas eram as perguntas que se faziam. Claro, poderiam fazer as mesmas perguntas um para o
35 outro. Poderiam descobrir-se mutuamente, poderiam, quem sabe, constatar que, ao fim e ao cabo,
36 haviam sido feitos um para o outro. Mas o diálogo destes não é fácil. Preferem continuar na internet
37 para ver se encontram o Príncipe Encantado, a Princesa Encantada.
(SCLIAR, Moacyr. Histórias que os jornais não contam: 54 crônicas inspiradas em notícias de jornal. Porto Alegre, RS: L&PM, 2018)
(linhas 4 e 5) O conector em negrito e sublinhado no fragmento retirado do texto I permite-nos extrair, além do significado de adição, característico deste tipo de conector, um significado suplementar de
TEXTO I
Estranhas afinidades
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06 Quando descobriram que, sem saber, estavam se correspondendo pela internet, ficaram, marido
07 e mulher, surpresos e chocados. Aquilo era algo mais que uma simples coincidência. Era um sinal de
08 que alguma coisa, em ambos, estava profundamente errada. E esta coisa os levara, durante um tempo
09 que não havia sido pequeno, a viver uma dupla existência. Daí as interrogações.
10 Quem sou eu, perguntava-se ele. Com razão. No dia a dia ele era uma pessoa nervosa, irascível,
11 de gestos bruscos. Relacionava-se mal com os amigos e conhecidos e costumava descarregar suas
12 frustrações na esposa.
13 Quem sou eu, perguntava-se ela. Com razão. No dia a dia ela era uma pessoa nervosa, irascível,
14 de gestos bruscos. Relacionava-se mal com os amigos e conhecidos e costumava descarregar suas
15 frustrações no marido.
16 Quem sou eu, perguntava-se ele. Com razão. Nas mensagens que enviava pela internet
17 revelava-se, para sua própria surpresa, uma pessoa afetiva, dotada de rica imaginação e capaz de
18 construir uma relação amorosa mesmo à distância, mesmo sem ver aquela a quem se dirigia. Um
19 milagre da internet? Talvez, mas ele suspeitava que a internet nada mais fizera do que liberar o seu
20 lado bom, o seu lado positivo, o lado que amava a vida e que buscava compartilhar tais sentimentos
21 com alguém.
22 Quem sou eu, perguntava-se ela. Com razão. Nas mensagens que enviava pela internet
23 revelava-se, para sua própria surpresa, uma pessoa afetiva, dotada de rica imaginação e capaz de
24 construir uma relação amorosa mesmo à distância, mesmo sem ver aquele a quem se dirigia. Um
25 milagre da internet? Talvez, mas ela suspeitava que a internet nada mais fizera do que liberar o seu
26 lado bom, o seu lado positivo, o lado que amava a vida e que buscava compartilhar tais sentimentos
27 com alguém.
28 Como é possível, indagava-se ele, inquieto, que eu tenha, por assim dizer, duas vidas? Como
29 é possível que estas duas partes de mim sejam tão diferentes, tão incompatíveis? O que eu poderia
30 fazer para me tornar uma pessoa só? A quem deveria recorrer para isso?
31 Como é possível, indagava-se ela, inquieta, que eu tenha, por assim dizer, duas vidas? Como é
32 possível que estas duas partes de mim sejam tão diferentes, tão incompatíveis? O que eu poderia fazer
33 para me tornar uma pessoa só? A quem deveria recorrer para isso?
34 Estas eram as perguntas que se faziam. Claro, poderiam fazer as mesmas perguntas um para o
35 outro. Poderiam descobrir-se mutuamente, poderiam, quem sabe, constatar que, ao fim e ao cabo,
36 haviam sido feitos um para o outro. Mas o diálogo destes não é fácil. Preferem continuar na internet
37 para ver se encontram o Príncipe Encantado, a Princesa Encantada.
(SCLIAR, Moacyr. Histórias que os jornais não contam: 54 crônicas inspiradas em notícias de jornal. Porto Alegre, RS: L&PM, 2018)
Marque a opção em que há um adjunto adverbial com o mesmo valor semântico do adjunto adverbial contido no trecho “Poderiam descobrir-se mutuamente.” (linha 35):
TEXTO I
Estranhas afinidades
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06 Quando descobriram que, sem saber, estavam se correspondendo pela internet, ficaram, marido
07 e mulher, surpresos e chocados. Aquilo era algo mais que uma simples coincidência. Era um sinal de
08 que alguma coisa, em ambos, estava profundamente errada. E esta coisa os levara, durante um tempo
09 que não havia sido pequeno, a viver uma dupla existência. Daí as interrogações.
10 Quem sou eu, perguntava-se ele. Com razão. No dia a dia ele era uma pessoa nervosa, irascível,
11 de gestos bruscos. Relacionava-se mal com os amigos e conhecidos e costumava descarregar suas
12 frustrações na esposa.
13 Quem sou eu, perguntava-se ela. Com razão. No dia a dia ela era uma pessoa nervosa, irascível,
14 de gestos bruscos. Relacionava-se mal com os amigos e conhecidos e costumava descarregar suas
15 frustrações no marido.
16 Quem sou eu, perguntava-se ele. Com razão. Nas mensagens que enviava pela internet
17 revelava-se, para sua própria surpresa, uma pessoa afetiva, dotada de rica imaginação e capaz de
18 construir uma relação amorosa mesmo à distância, mesmo sem ver aquela a quem se dirigia. Um
19 milagre da internet? Talvez, mas ele suspeitava que a internet nada mais fizera do que liberar o seu
20 lado bom, o seu lado positivo, o lado que amava a vida e que buscava compartilhar tais sentimentos
21 com alguém.
22 Quem sou eu, perguntava-se ela. Com razão. Nas mensagens que enviava pela internet
23 revelava-se, para sua própria surpresa, uma pessoa afetiva, dotada de rica imaginação e capaz de
24 construir uma relação amorosa mesmo à distância, mesmo sem ver aquele a quem se dirigia. Um
25 milagre da internet? Talvez, mas ela suspeitava que a internet nada mais fizera do que liberar o seu
26 lado bom, o seu lado positivo, o lado que amava a vida e que buscava compartilhar tais sentimentos
27 com alguém.
28 Como é possível, indagava-se ele, inquieto, que eu tenha, por assim dizer, duas vidas? Como
29 é possível que estas duas partes de mim sejam tão diferentes, tão incompatíveis? O que eu poderia
30 fazer para me tornar uma pessoa só? A quem deveria recorrer para isso?
31 Como é possível, indagava-se ela, inquieta, que eu tenha, por assim dizer, duas vidas? Como é
32 possível que estas duas partes de mim sejam tão diferentes, tão incompatíveis? O que eu poderia fazer
33 para me tornar uma pessoa só? A quem deveria recorrer para isso?
34 Estas eram as perguntas que se faziam. Claro, poderiam fazer as mesmas perguntas um para o
35 outro. Poderiam descobrir-se mutuamente, poderiam, quem sabe, constatar que, ao fim e ao cabo,
36 haviam sido feitos um para o outro. Mas o diálogo destes não é fácil. Preferem continuar na internet
37 para ver se encontram o Príncipe Encantado, a Princesa Encantada.
(SCLIAR, Moacyr. Histórias que os jornais não contam: 54 crônicas inspiradas em notícias de jornal. Porto Alegre, RS: L&PM, 2018)
Ainda sobre o texto I, analise as afirmativas abaixo.
I – O foco narrativo está em 3ª pessoa com narrador onisciente.
II – A flexão dos adjetivos evidencia a fala dos personagens, revelando a vez de quem fala.
III – O local e o tempo dos acontecimentos dos fatos revelam-se por marcadores locais e temporais, respectivamente.
IV – O personagem principal do texto é o próprio narrador, que se envolve apaixonadamente no enredo dos fatos.
V – A linguagem utilizada pelo autor em seu texto é coloquial e informal, descompromissada com as normas cultas da língua.
Estão corretas apenas as sequências:
TEXTO I
Estranhas afinidades
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06 Quando descobriram que, sem saber, estavam se correspondendo pela internet, ficaram, marido
07 e mulher, surpresos e chocados. Aquilo era algo mais que uma simples coincidência. Era um sinal de
08 que alguma coisa, em ambos, estava profundamente errada. E esta coisa os levara, durante um tempo
09 que não havia sido pequeno, a viver uma dupla existência. Daí as interrogações.
10 Quem sou eu, perguntava-se ele. Com razão. No dia a dia ele era uma pessoa nervosa, irascível,
11 de gestos bruscos. Relacionava-se mal com os amigos e conhecidos e costumava descarregar suas
12 frustrações na esposa.
13 Quem sou eu, perguntava-se ela. Com razão. No dia a dia ela era uma pessoa nervosa, irascível,
14 de gestos bruscos. Relacionava-se mal com os amigos e conhecidos e costumava descarregar suas
15 frustrações no marido.
16 Quem sou eu, perguntava-se ele. Com razão. Nas mensagens que enviava pela internet
17 revelava-se, para sua própria surpresa, uma pessoa afetiva, dotada de rica imaginação e capaz de
18 construir uma relação amorosa mesmo à distância, mesmo sem ver aquela a quem se dirigia. Um
19 milagre da internet? Talvez, mas ele suspeitava que a internet nada mais fizera do que liberar o seu
20 lado bom, o seu lado positivo, o lado que amava a vida e que buscava compartilhar tais sentimentos
21 com alguém.
22 Quem sou eu, perguntava-se ela. Com razão. Nas mensagens que enviava pela internet
23 revelava-se, para sua própria surpresa, uma pessoa afetiva, dotada de rica imaginação e capaz de
24 construir uma relação amorosa mesmo à distância, mesmo sem ver aquele a quem se dirigia. Um
25 milagre da internet? Talvez, mas ela suspeitava que a internet nada mais fizera do que liberar o seu
26 lado bom, o seu lado positivo, o lado que amava a vida e que buscava compartilhar tais sentimentos
27 com alguém.
28 Como é possível, indagava-se ele, inquieto, que eu tenha, por assim dizer, duas vidas? Como
29 é possível que estas duas partes de mim sejam tão diferentes, tão incompatíveis? O que eu poderia
30 fazer para me tornar uma pessoa só? A quem deveria recorrer para isso?
31 Como é possível, indagava-se ela, inquieta, que eu tenha, por assim dizer, duas vidas? Como é
32 possível que estas duas partes de mim sejam tão diferentes, tão incompatíveis? O que eu poderia fazer
33 para me tornar uma pessoa só? A quem deveria recorrer para isso?
34 Estas eram as perguntas que se faziam. Claro, poderiam fazer as mesmas perguntas um para o
35 outro. Poderiam descobrir-se mutuamente, poderiam, quem sabe, constatar que, ao fim e ao cabo,
36 haviam sido feitos um para o outro. Mas o diálogo destes não é fácil. Preferem continuar na internet
37 para ver se encontram o Príncipe Encantado, a Princesa Encantada.
(SCLIAR, Moacyr. Histórias que os jornais não contam: 54 crônicas inspiradas em notícias de jornal. Porto Alegre, RS: L&PM, 2018)
“Poderiam descobrir-se mutuamente, poderiam, quem sabe, constatar que, ao fim e ao cabo, haviam sido feitos um para o outro” (linhas 35 e 36). Em que opção abaixo o verbo HAVER está empregado no mesmo sentido do trecho extraído do texto I?
TEXTO II
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Analise as afirmativas abaixo relativas ao texto II e, em seguida, marque a alternativa correta:
I – A tirinha trata o assunto de relacionamentos de forma cômica.
II – O apelo feito pelo personagem feminino no quadrinho 2 não se fundamenta em nenhuma causa explícita.
III – A causa do desfecho da história está no quadrinho 2.
TEXTO III
Relacionamento Virtual
O mundo conectado
01 A interconectividade do mundo atual é a maior das consequências do fenômeno da globalização. Em
02 todos os sentidos, a globalização encolheu o mundo, encurtou distâncias e possibilitou o contato
03 entre partes distantes, antes inalcançáveis. Ao mesmo tempo em que encurtou distâncias, a
04 globalização, mais especificamente a internet, agigantou nosso mundo perceptível, de forma que
05 com apenas um clique de um mouse é possível vislumbrar realidades de todos os cantos do mundo
06 e em um espaço de tempo minúsculo. Essa conexão, no entanto, vai além da informação: ela permite
07 a interação constante entre pessoas e grupos de regiões absolutamente distantes e diferentes.
Laços virtuais, sentimentos reais
08 A interação com o outro distante não se dá de outra forma, por meio da internet, se não virtualmente.
09 Porém, isto não é barreira para que laços emocionais se formem entre esses que se conhecem e criam
10 laços de amizade dentro desse mundo. Os relacionamentos virtuais se diferem na maneira como os
11 indivíduos mantêm contato e por muitas vezes, apesar da ausência de contato físico entre as partes,
12 os laços sentimentais que se formam podem se tornar tão profundos quanto os que estabelecemos na
13 “vida real”. Na verdade, poderíamos observar que o contraponto dessa falta de contato físico é a
14 possibilidade do contato constante e ininterrupto enquanto for do interesse das partes envolvidas. O
15 contato por proximidade física, ainda que a distância não seja um problema tão grande, é muitas
16 vezes impossibilitado pela nossa limitação em estar fisicamente em apenas um lugar de cada vez,
17 enquanto que no mundo virtual podemos estar presentes em uma série de eventos e manter contato
18 constante com quem desejamos.
19 As salas de bate-papo, as redes sociais e os jogos on-line são plataformas que permitem a interação
20 direta entre pessoas que naturalmente se agruparam em torno de seus interesses. Essa forma de
21 agrupamento por interesse, que também existe em menor escala em nosso convívio no mundo real,
22 acaba sendo a principal alavanca para que o contato se inicie. A busca pelo sentimento de
23 pertencimento é o que acaba se tornando o motor para a construção de comunidades virtuais, onde
24 indivíduos diferentes se reúnem em torno de um ponto de interesse comum.
[...]
Mundo virtual, problemas reais
25 Embora possam ser tão fortes quanto laços de relacionamentos que se constroem no mundo real, os
26 relacionamentos virtuais estão sujeitos à insegurança do anonimato que a internet proporciona. A
27 identidade de um sujeito pode ser tanto real quanto inventada, podendo ter desde a manipulação com
28 fins perversos até a construção de uma persona para fins de entretenimento de seu criador. É neste
29 ponto que os relacionamentos virtuais devem ser ponderados de forma cuidadosa por aqueles que
30 resolvem se aventurar no mundo virtual. A ilusão de intimidade e proximidade que estes
31 relacionamentos podem possuir pode acabar por se tornar uma armadilha para os mais
32 emocionalmente vulneráveis.
33 Para os mais vulneráveis, a internet pode passar a se tornar um catalizador para possíveis problemas
34 de socialização. Alguns autores da sociologia argumentam, como Anthony Giddens nos informa,
35 que é possível que as pessoas estejam dedicando menos tempo à interação com os outros no mundo
36 físico. Estes teóricos temem que a internet acabe por se tornar um refúgio para aqueles que desejam,
37 por um motivo ou outro, escapar das interações sociais do mundo real.
OLIVEIRA, Lucas. Relacionamento virtual. Brasil escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/relacionamento-virtual.htm> - adaptado. Acesso em 03 out 2019.
Segundo o texto III, podemos afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III
Relacionamento Virtual
O mundo conectado
01 A interconectividade do mundo atual é a maior das consequências do fenômeno da globalização. Em
02 todos os sentidos, a globalização encolheu o mundo, encurtou distâncias e possibilitou o contato
03 entre partes distantes, antes inalcançáveis. Ao mesmo tempo em que encurtou distâncias, a
04 globalização, mais especificamente a internet, agigantou nosso mundo perceptível, de forma que
05 com apenas um clique de um mouse é possível vislumbrar realidades de todos os cantos do mundo
06 e em um espaço de tempo minúsculo. Essa conexão, no entanto, vai além da informação: ela permite
07 a interação constante entre pessoas e grupos de regiões absolutamente distantes e diferentes.
Laços virtuais, sentimentos reais
08 A interação com o outro distante não se dá de outra forma, por meio da internet, se não virtualmente.
09 Porém, isto não é barreira para que laços emocionais se formem entre esses que se conhecem e criam
10 laços de amizade dentro desse mundo. Os relacionamentos virtuais se diferem na maneira como os
11 indivíduos mantêm contato e por muitas vezes, apesar da ausência de contato físico entre as partes,
12 os laços sentimentais que se formam podem se tornar tão profundos quanto os que estabelecemos na
13 “vida real”. Na verdade, poderíamos observar que o contraponto dessa falta de contato físico é a
14 possibilidade do contato constante e ininterrupto enquanto for do interesse das partes envolvidas. O
15 contato por proximidade física, ainda que a distância não seja um problema tão grande, é muitas
16 vezes impossibilitado pela nossa limitação em estar fisicamente em apenas um lugar de cada vez,
17 enquanto que no mundo virtual podemos estar presentes em uma série de eventos e manter contato
18 constante com quem desejamos.
19 As salas de bate-papo, as redes sociais e os jogos on-line são plataformas que permitem a interação
20 direta entre pessoas que naturalmente se agruparam em torno de seus interesses. Essa forma de
21 agrupamento por interesse, que também existe em menor escala em nosso convívio no mundo real,
22 acaba sendo a principal alavanca para que o contato se inicie. A busca pelo sentimento de
23 pertencimento é o que acaba se tornando o motor para a construção de comunidades virtuais, onde
24 indivíduos diferentes se reúnem em torno de um ponto de interesse comum.
[...]
Mundo virtual, problemas reais
25 Embora possam ser tão fortes quanto laços de relacionamentos que se constroem no mundo real, os
26 relacionamentos virtuais estão sujeitos à insegurança do anonimato que a internet proporciona. A
27 identidade de um sujeito pode ser tanto real quanto inventada, podendo ter desde a manipulação com
28 fins perversos até a construção de uma persona para fins de entretenimento de seu criador. É neste
29 ponto que os relacionamentos virtuais devem ser ponderados de forma cuidadosa por aqueles que
30 resolvem se aventurar no mundo virtual. A ilusão de intimidade e proximidade que estes
31 relacionamentos podem possuir pode acabar por se tornar uma armadilha para os mais
32 emocionalmente vulneráveis.
33 Para os mais vulneráveis, a internet pode passar a se tornar um catalizador para possíveis problemas
34 de socialização. Alguns autores da sociologia argumentam, como Anthony Giddens nos informa,
35 que é possível que as pessoas estejam dedicando menos tempo à interação com os outros no mundo
36 físico. Estes teóricos temem que a internet acabe por se tornar um refúgio para aqueles que desejam,
37 por um motivo ou outro, escapar das interações sociais do mundo real.
OLIVEIRA, Lucas. Relacionamento virtual. Brasil escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/relacionamento-virtual.htm> - adaptado. Acesso em 03 out 2019.
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Assinale a opção em que a oração sublinhada tem a mesma função sintática da oração sublinhada acima:
TEXTO III
Relacionamento Virtual
O mundo conectado
01 A interconectividade do mundo atual é a maior das consequências do fenômeno da globalização. Em
02 todos os sentidos, a globalização encolheu o mundo, encurtou distâncias e possibilitou o contato
03 entre partes distantes, antes inalcançáveis. Ao mesmo tempo em que encurtou distâncias, a
04 globalização, mais especificamente a internet, agigantou nosso mundo perceptível, de forma que
05 com apenas um clique de um mouse é possível vislumbrar realidades de todos os cantos do mundo
06 e em um espaço de tempo minúsculo. Essa conexão, no entanto, vai além da informação: ela permite
07 a interação constante entre pessoas e grupos de regiões absolutamente distantes e diferentes.
Laços virtuais, sentimentos reais
08 A interação com o outro distante não se dá de outra forma, por meio da internet, se não virtualmente.
09 Porém, isto não é barreira para que laços emocionais se formem entre esses que se conhecem e criam
10 laços de amizade dentro desse mundo. Os relacionamentos virtuais se diferem na maneira como os
11 indivíduos mantêm contato e por muitas vezes, apesar da ausência de contato físico entre as partes,
12 os laços sentimentais que se formam podem se tornar tão profundos quanto os que estabelecemos na
13 “vida real”. Na verdade, poderíamos observar que o contraponto dessa falta de contato físico é a
14 possibilidade do contato constante e ininterrupto enquanto for do interesse das partes envolvidas. O
15 contato por proximidade física, ainda que a distância não seja um problema tão grande, é muitas
16 vezes impossibilitado pela nossa limitação em estar fisicamente em apenas um lugar de cada vez,
17 enquanto que no mundo virtual podemos estar presentes em uma série de eventos e manter contato
18 constante com quem desejamos.
19 As salas de bate-papo, as redes sociais e os jogos on-line são plataformas que permitem a interação
20 direta entre pessoas que naturalmente se agruparam em torno de seus interesses. Essa forma de
21 agrupamento por interesse, que também existe em menor escala em nosso convívio no mundo real,
22 acaba sendo a principal alavanca para que o contato se inicie. A busca pelo sentimento de
23 pertencimento é o que acaba se tornando o motor para a construção de comunidades virtuais, onde
24 indivíduos diferentes se reúnem em torno de um ponto de interesse comum.
[...]
Mundo virtual, problemas reais
25 Embora possam ser tão fortes quanto laços de relacionamentos que se constroem no mundo real, os
26 relacionamentos virtuais estão sujeitos à insegurança do anonimato que a internet proporciona. A
27 identidade de um sujeito pode ser tanto real quanto inventada, podendo ter desde a manipulação com
28 fins perversos até a construção de uma persona para fins de entretenimento de seu criador. É neste
29 ponto que os relacionamentos virtuais devem ser ponderados de forma cuidadosa por aqueles que
30 resolvem se aventurar no mundo virtual. A ilusão de intimidade e proximidade que estes
31 relacionamentos podem possuir pode acabar por se tornar uma armadilha para os mais
32 emocionalmente vulneráveis.
33 Para os mais vulneráveis, a internet pode passar a se tornar um catalizador para possíveis problemas
34 de socialização. Alguns autores da sociologia argumentam, como Anthony Giddens nos informa,
35 que é possível que as pessoas estejam dedicando menos tempo à interação com os outros no mundo
36 físico. Estes teóricos temem que a internet acabe por se tornar um refúgio para aqueles que desejam,
37 por um motivo ou outro, escapar das interações sociais do mundo real.
OLIVEIRA, Lucas. Relacionamento virtual. Brasil escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/relacionamento-virtual.htm> - adaptado. Acesso em 03 out 2019.
Em “...é possível que as pessoas estejam dedicando menos tempo à interação com outros...”, o uso do acento grave indicador de crase é obrigatório. Assinale a alternativa em que o emprego do acento grave também é obrigatório:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III
Relacionamento Virtual
O mundo conectado
01 A interconectividade do mundo atual é a maior das consequências do fenômeno da globalização. Em
02 todos os sentidos, a globalização encolheu o mundo, encurtou distâncias e possibilitou o contato
03 entre partes distantes, antes inalcançáveis. Ao mesmo tempo em que encurtou distâncias, a
04 globalização, mais especificamente a internet, agigantou nosso mundo perceptível, de forma que
05 com apenas um clique de um mouse é possível vislumbrar realidades de todos os cantos do mundo
06 e em um espaço de tempo minúsculo. Essa conexão, no entanto, vai além da informação: ela permite
07 a interação constante entre pessoas e grupos de regiões absolutamente distantes e diferentes.
Laços virtuais, sentimentos reais
08 A interação com o outro distante não se dá de outra forma, por meio da internet, se não virtualmente.
09 Porém, isto não é barreira para que laços emocionais se formem entre esses que se conhecem e criam
10 laços de amizade dentro desse mundo. Os relacionamentos virtuais se diferem na maneira como os
11 indivíduos mantêm contato e por muitas vezes, apesar da ausência de contato físico entre as partes,
12 os laços sentimentais que se formam podem se tornar tão profundos quanto os que estabelecemos na
13 “vida real”. Na verdade, poderíamos observar que o contraponto dessa falta de contato físico é a
14 possibilidade do contato constante e ininterrupto enquanto for do interesse das partes envolvidas. O
15 contato por proximidade física, ainda que a distância não seja um problema tão grande, é muitas
16 vezes impossibilitado pela nossa limitação em estar fisicamente em apenas um lugar de cada vez,
17 enquanto que no mundo virtual podemos estar presentes em uma série de eventos e manter contato
18 constante com quem desejamos.
19 As salas de bate-papo, as redes sociais e os jogos on-line são plataformas que permitem a interação
20 direta entre pessoas que naturalmente se agruparam em torno de seus interesses. Essa forma de
21 agrupamento por interesse, que também existe em menor escala em nosso convívio no mundo real,
22 acaba sendo a principal alavanca para que o contato se inicie. A busca pelo sentimento de
23 pertencimento é o que acaba se tornando o motor para a construção de comunidades virtuais, onde
24 indivíduos diferentes se reúnem em torno de um ponto de interesse comum.
[...]
Mundo virtual, problemas reais
25 Embora possam ser tão fortes quanto laços de relacionamentos que se constroem no mundo real, os
26 relacionamentos virtuais estão sujeitos à insegurança do anonimato que a internet proporciona. A
27 identidade de um sujeito pode ser tanto real quanto inventada, podendo ter desde a manipulação com
28 fins perversos até a construção de uma persona para fins de entretenimento de seu criador. É neste
29 ponto que os relacionamentos virtuais devem ser ponderados de forma cuidadosa por aqueles que
30 resolvem se aventurar no mundo virtual. A ilusão de intimidade e proximidade que estes
31 relacionamentos podem possuir pode acabar por se tornar uma armadilha para os mais
32 emocionalmente vulneráveis.
33 Para os mais vulneráveis, a internet pode passar a se tornar um catalizador para possíveis problemas
34 de socialização. Alguns autores da sociologia argumentam, como Anthony Giddens nos informa,
35 que é possível que as pessoas estejam dedicando menos tempo à interação com os outros no mundo
36 físico. Estes teóricos temem que a internet acabe por se tornar um refúgio para aqueles que desejam,
37 por um motivo ou outro, escapar das interações sociais do mundo real.
OLIVEIRA, Lucas. Relacionamento virtual. Brasil escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/relacionamento-virtual.htm> - adaptado. Acesso em 03 out 2019.
Assinale a alternativa em que o pronome oblíquo átono em negrito e sublinhado poderia ser posicionado depois do verbo (ênclise) sem prejuízo para a norma padrão da língua:
TEXTO III
Relacionamento Virtual
O mundo conectado
01 A interconectividade do mundo atual é a maior das consequências do fenômeno da globalização. Em
02 todos os sentidos, a globalização encolheu o mundo, encurtou distâncias e possibilitou o contato
03 entre partes distantes, antes inalcançáveis. Ao mesmo tempo em que encurtou distâncias, a
04 globalização, mais especificamente a internet, agigantou nosso mundo perceptível, de forma que
05 com apenas um clique de um mouse é possível vislumbrar realidades de todos os cantos do mundo
06 e em um espaço de tempo minúsculo. Essa conexão, no entanto, vai além da informação: ela permite
07 a interação constante entre pessoas e grupos de regiões absolutamente distantes e diferentes.
Laços virtuais, sentimentos reais
08 A interação com o outro distante não se dá de outra forma, por meio da internet, se não virtualmente.
09 Porém, isto não é barreira para que laços emocionais se formem entre esses que se conhecem e criam
10 laços de amizade dentro desse mundo. Os relacionamentos virtuais se diferem na maneira como os
11 indivíduos mantêm contato e por muitas vezes, apesar da ausência de contato físico entre as partes,
12 os laços sentimentais que se formam podem se tornar tão profundos quanto os que estabelecemos na
13 “vida real”. Na verdade, poderíamos observar que o contraponto dessa falta de contato físico é a
14 possibilidade do contato constante e ininterrupto enquanto for do interesse das partes envolvidas. O
15 contato por proximidade física, ainda que a distância não seja um problema tão grande, é muitas
16 vezes impossibilitado pela nossa limitação em estar fisicamente em apenas um lugar de cada vez,
17 enquanto que no mundo virtual podemos estar presentes em uma série de eventos e manter contato
18 constante com quem desejamos.
19 As salas de bate-papo, as redes sociais e os jogos on-line são plataformas que permitem a interação
20 direta entre pessoas que naturalmente se agruparam em torno de seus interesses. Essa forma de
21 agrupamento por interesse, que também existe em menor escala em nosso convívio no mundo real,
22 acaba sendo a principal alavanca para que o contato se inicie. A busca pelo sentimento de
23 pertencimento é o que acaba se tornando o motor para a construção de comunidades virtuais, onde
24 indivíduos diferentes se reúnem em torno de um ponto de interesse comum.
[...]
Mundo virtual, problemas reais
25 Embora possam ser tão fortes quanto laços de relacionamentos que se constroem no mundo real, os
26 relacionamentos virtuais estão sujeitos à insegurança do anonimato que a internet proporciona. A
27 identidade de um sujeito pode ser tanto real quanto inventada, podendo ter desde a manipulação com
28 fins perversos até a construção de uma persona para fins de entretenimento de seu criador. É neste
29 ponto que os relacionamentos virtuais devem ser ponderados de forma cuidadosa por aqueles que
30 resolvem se aventurar no mundo virtual. A ilusão de intimidade e proximidade que estes
31 relacionamentos podem possuir pode acabar por se tornar uma armadilha para os mais
32 emocionalmente vulneráveis.
33 Para os mais vulneráveis, a internet pode passar a se tornar um catalizador para possíveis problemas
34 de socialização. Alguns autores da sociologia argumentam, como Anthony Giddens nos informa,
35 que é possível que as pessoas estejam dedicando menos tempo à interação com os outros no mundo
36 físico. Estes teóricos temem que a internet acabe por se tornar um refúgio para aqueles que desejam,
37 por um motivo ou outro, escapar das interações sociais do mundo real.
OLIVEIRA, Lucas. Relacionamento virtual. Brasil escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/relacionamento-virtual.htm> - adaptado. Acesso em 03 out 2019.
Observe os seguintes fragmentos de texto:
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As orações estão corretamente classificadas
TEXTO IV
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De acordo com a leitura analítica do texto IV, assinale a afirmativa correta:
TEXTO I
Estranhas afinidades
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06 Quando descobriram que, sem saber, estavam se correspondendo pela internet, ficaram, marido
07 e mulher, surpresos e chocados. Aquilo era algo mais que uma simples coincidência. Era um sinal de
08 que alguma coisa, em ambos, estava profundamente errada. E esta coisa os levara, durante um tempo
09 que não havia sido pequeno, a viver uma dupla existência. Daí as interrogações.
10 Quem sou eu, perguntava-se ele. Com razão. No dia a dia ele era uma pessoa nervosa, irascível,
11 de gestos bruscos. Relacionava-se mal com os amigos e conhecidos e costumava descarregar suas
12 frustrações na esposa.
13 Quem sou eu, perguntava-se ela. Com razão. No dia a dia ela era uma pessoa nervosa, irascível,
14 de gestos bruscos. Relacionava-se mal com os amigos e conhecidos e costumava descarregar suas
15 frustrações no marido.
16 Quem sou eu, perguntava-se ele. Com razão. Nas mensagens que enviava pela internet
17 revelava-se, para sua própria surpresa, uma pessoa afetiva, dotada de rica imaginação e capaz de
18 construir uma relação amorosa mesmo à distância, mesmo sem ver aquela a quem se dirigia. Um
19 milagre da internet? Talvez, mas ele suspeitava que a internet nada mais fizera do que liberar o seu
20 lado bom, o seu lado positivo, o lado que amava a vida e que buscava compartilhar tais sentimentos
21 com alguém.
22 Quem sou eu, perguntava-se ela. Com razão. Nas mensagens que enviava pela internet
23 revelava-se, para sua própria surpresa, uma pessoa afetiva, dotada de rica imaginação e capaz de
24 construir uma relação amorosa mesmo à distância, mesmo sem ver aquele a quem se dirigia. Um
25 milagre da internet? Talvez, mas ela suspeitava que a internet nada mais fizera do que liberar o seu
26 lado bom, o seu lado positivo, o lado que amava a vida e que buscava compartilhar tais sentimentos
27 com alguém.
28 Como é possível, indagava-se ele, inquieto, que eu tenha, por assim dizer, duas vidas? Como
29 é possível que estas duas partes de mim sejam tão diferentes, tão incompatíveis? O que eu poderia
30 fazer para me tornar uma pessoa só? A quem deveria recorrer para isso?
31 Como é possível, indagava-se ela, inquieta, que eu tenha, por assim dizer, duas vidas? Como é
32 possível que estas duas partes de mim sejam tão diferentes, tão incompatíveis? O que eu poderia fazer
33 para me tornar uma pessoa só? A quem deveria recorrer para isso?
34 Estas eram as perguntas que se faziam. Claro, poderiam fazer as mesmas perguntas um para o
35 outro. Poderiam descobrir-se mutuamente, poderiam, quem sabe, constatar que, ao fim e ao cabo,
36 haviam sido feitos um para o outro. Mas o diálogo destes não é fácil. Preferem continuar na internet
37 para ver se encontram o Príncipe Encantado, a Princesa Encantada.
(SCLIAR, Moacyr. Histórias que os jornais não contam: 54 crônicas inspiradas em notícias de jornal. Porto Alegre, RS: L&PM, 2018)
TEXTO II
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TEXTO III
Relacionamento Virtual
O mundo conectado
01 A interconectividade do mundo atual é a maior das consequências do fenômeno da globalização. Em
02 todos os sentidos, a globalização encolheu o mundo, encurtou distâncias e possibilitou o contato
03 entre partes distantes, antes inalcançáveis. Ao mesmo tempo em que encurtou distâncias, a
04 globalização, mais especificamente a internet, agigantou nosso mundo perceptível, de forma que
05 com apenas um clique de um mouse é possível vislumbrar realidades de todos os cantos do mundo
06 e em um espaço de tempo minúsculo. Essa conexão, no entanto, vai além da informação: ela permite
07 a interação constante entre pessoas e grupos de regiões absolutamente distantes e diferentes.
Laços virtuais, sentimentos reais
08 A interação com o outro distante não se dá de outra forma, por meio da internet, se não virtualmente.
09 Porém, isto não é barreira para que laços emocionais se formem entre esses que se conhecem e criam
10 laços de amizade dentro desse mundo. Os relacionamentos virtuais se diferem na maneira como os
11 indivíduos mantêm contato e por muitas vezes, apesar da ausência de contato físico entre as partes,
12 os laços sentimentais que se formam podem se tornar tão profundos quanto os que estabelecemos na
13 “vida real”. Na verdade, poderíamos observar que o contraponto dessa falta de contato físico é a
14 possibilidade do contato constante e ininterrupto enquanto for do interesse das partes envolvidas. O
15 contato por proximidade física, ainda que a distância não seja um problema tão grande, é muitas
16 vezes impossibilitado pela nossa limitação em estar fisicamente em apenas um lugar de cada vez,
17 enquanto que no mundo virtual podemos estar presentes em uma série de eventos e manter contato
18 constante com quem desejamos.
19 As salas de bate-papo, as redes sociais e os jogos on-line são plataformas que permitem a interação
20 direta entre pessoas que naturalmente se agruparam em torno de seus interesses. Essa forma de
21 agrupamento por interesse, que também existe em menor escala em nosso convívio no mundo real,
22 acaba sendo a principal alavanca para que o contato se inicie. A busca pelo sentimento de
23 pertencimento é o que acaba se tornando o motor para a construção de comunidades virtuais, onde
24 indivíduos diferentes se reúnem em torno de um ponto de interesse comum.
[...]
Mundo virtual, problemas reais
25 Embora possam ser tão fortes quanto laços de relacionamentos que se constroem no mundo real, os
26 relacionamentos virtuais estão sujeitos à insegurança do anonimato que a internet proporciona. A
27 identidade de um sujeito pode ser tanto real quanto inventada, podendo ter desde a manipulação com
28 fins perversos até a construção de uma persona para fins de entretenimento de seu criador. É neste
29 ponto que os relacionamentos virtuais devem ser ponderados de forma cuidadosa por aqueles que
30 resolvem se aventurar no mundo virtual. A ilusão de intimidade e proximidade que estes
31 relacionamentos podem possuir pode acabar por se tornar uma armadilha para os mais
32 emocionalmente vulneráveis.
33 Para os mais vulneráveis, a internet pode passar a se tornar um catalizador para possíveis problemas
34 de socialização. Alguns autores da sociologia argumentam, como Anthony Giddens nos informa,
35 que é possível que as pessoas estejam dedicando menos tempo à interação com os outros no mundo
36 físico. Estes teóricos temem que a internet acabe por se tornar um refúgio para aqueles que desejam,
37 por um motivo ou outro, escapar das interações sociais do mundo real.
OLIVEIRA, Lucas. Relacionamento virtual. Brasil escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/relacionamento-virtual.htm> - adaptado. Acesso em 03 out 2019.
TEXTO IV
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PRODUÇÃO TEXTUAL
LEIA ATENTAMENTE A PROPOSTA QUE SEGUE E PRODUZA UM TEXTO, ATENDENDO AS ORIENTAÇÕES APRESENTADAS.
Levando em consideração os textos que constituem esta prova, produza um texto dissertativo-argumentativo com o seguinte tema:
A INFLUÊNCIA DA INTERNET NAS RELAÇÕES SOCIAIS NO SÉCULO XXI
OBSERVAÇÕES:
• Dê um título para seu texto.
• Seu texto deverá ser redigido em prosa.
• Siga as características estruturais de um texto dissertativo-argumentativo.
• Sua produção textual não deverá conter fragmentos dos textos desta prova.
• O texto deve ter no mínimo 17 linhas e no máximo 38.
• Será atribuído grau zero ao texto que não atender ao tema.
• Respeite o padrão culto da Língua Portuguesa.
• Para efeito de avaliação, só será considerado o que você escrever na FOLHA DE REDAÇÃO, usando caneta de tinta azul ou preta.
• Não faça qualquer marca de identificação na folha de redação.
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