← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de Manaus · Concurso de Admissão — 1º Ano do Ensino Médio — Língua Portuguesa 21 questões nesta prova · página 1 de 2 · 20 com gabarito Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Três orações coordenadas e uma subordinada. "Pode me chocar", "insultar" e "ou ofender" são orações coordenadas, ligadas por vírgulas e pela conjunção "ou". "Contanto que não me entedie" é subordinada adverbial condicional. A, B) Há apenas uma subordinada, e não cinco ou quatro coordenadas. D, E) Não existem orações absolutas, porque o período é composto. Referência: Período composto por coordenação e subordinação. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Tese: a internet relativizou tempo e espaço. O primeiro parágrafo afirma que a internet rompeu os conceitos tradicionais de espaço e tempo, relativizando a temporalidade. Essa é a tese central, e os demais pontos são argumentos ou desdobramentos. A) É argumento de Turkle sobre a solidão. B) Contraria o texto, que fala em negação do passado e não conexão com o futuro. C) A tecnologia traz falsas certezas, não combate eficaz à solidão. D) É aspecto secundário, fora do foco do artigo. Referência: Texto III, Eloiza Oliveira. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Modernidade líquida: limites fluidos. No texto, Bauman associa a modernidade líquida à fluidez do tempo, da identidade e dos laços. Os limites tradicionais de conceitos, tempo e espaço tornam-se fluidos. A) O texto fala em negação do passado e não conexão com o futuro, e não em conexão incansável. C, D, E) Restringem o conceito à internet ou a relações virtuais; ele é mais amplo e envolve fragilidade, não relações fortes. Referência: Texto III, Eloiza Oliveira, citando Bauman. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gênero: crônica argumentativa. O texto parte de vivências pessoais e cotidianas, em linguagem leve, e defende uma ideia: o tempo altera a proporção das coisas. Essa combinação o caracteriza como crônica argumentativa. A) Artigo de opinião é mais impessoal e formal. B, C) Contos de enigma e maravilhosos são narrativas ficcionais. E) A crônica narrativa privilegia contar um episódio, o que não ocorre aqui. Referência: Gêneros textuais: crônica. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Ditado que se relaciona ao texto: o passado ensina. A autora relembra o passado e reavalia pessoas e lugares com o amadurecimento. Isso se aproxima de "o tempo passado é mestre do presente e do porvir", que valoriza o que o tempo ensina. A) Trata só do amor. B) Fala de o tempo dar razão, e a ideia do texto é outra. D) Fala de aproveitamento do tempo. E) Fala da escassez de tempo, tema que o texto não aborda. Referência: Texto VII, Martha Medeiros. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Exceção: a duração dos casamentos. O texto mostra que o tempo muda a percepção do pátio, da rua, da árvore, das emoções e do olhar de quem narra. "Casamentos curtos" aparece entre coisas que realmente foram reduzidas, não entre percepções alteradas pela experiência pessoal. B, E) A árvore e a rua parecem menores com o tempo. C) As emoções passam a ter outra proporção. D) O modo de a narradora ver o mundo muda com o tempo. Referência: Texto VII, Martha Medeiros. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Quem quer empreender deve superar os obstáculos de tempo e organização. O texto trata do obstáculo da falta de tempo e propõe organização para superá-lo. Por isso, quem quer empreender deve superar esses obstáculos. A) Dividir o tempo é uma possibilidade citada, não a recomendação central. B) A jornada de 12 horas foi opinião de outra pessoa, sem concordância do autor. C) O autor recomenda fazer uma tarefa de cada vez, e não várias ao mesmo tempo. E) Não se fala em aceitar erros. Referência: Texto IX, André Torbey. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível "Jeito baré": gerir bem o tempo para ser produtivo. O autor defende organização e gestão de tempo, com listas, blocos e foco, para ser mais produtivo. Fecha com "Não perca tempo, esse é o jeito baré de empreender". A) Ele fala em dividir o tempo com outras atividades, não em evitá-las. B) Não propõe dedicação exclusiva. C) Não trata de investir na Região Norte. E) Ele diz que trabalhar muito não é trabalhar certo. Referência: Texto IX, André Torbey. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Marca regional: "baré", povo indígena amazônico. "Baré" é referência a um povo indígena do Amazonas, o que remete à cultura da Região Norte. Isso, além do nome do portal, indica a origem regional do texto. A, C, D, E) São expressões gerais da língua portuguesa, sem marca regional específica. Referência: Variação linguística: regionalismo. Resolução comentada do VaiConcursos.Colégio Militar de Manaus — Concurso de Admissão 2019/2020 — 1º Ano do Ensino Médio — Língua Portuguesa
TEXTO I
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Fonte: O mundo é mágico, de Bill Watterson, pág. 38.
Tendo em vista a compreensão e a interpretação da única fala de Haroldo, analise os enunciados a seguir:
I. Haroldo, em sua fala, reúne duas acepções da expressão “verdade universal”: uma ideia aceita e defendida por todas as pessoas, sem exceção; e absolutos possíveis de serem relativizados por meio da argumentação lógica.
II. Em razão do aspecto irônico percebido na construção textual produzida por Haroldo, pode-se subentender que verdades universais não são revestidas de originalidade.
III. Para que façam sucesso, falta às verdades universais sua cota de sensacionalismo, a fim de causar impacto, chocar a opinião pública, sem que se manifeste qualquer preocupação com o caráter de veracidade.
TEXTO I
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Fonte: O mundo é mágico, de Bill Watterson, pág. 38.
Considerando os aspectos semântico-discursivos do Texto I, reconhece-se que é possível substituir, sem alteração de sentido, o conector destacado no trecho abaixo por:
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Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II (Adaptado)
Tecnologia e juventude
Camila Achutti*
O jovem é fascinado pelas novas tecnologias – mas essa relação precisa ser trabalhada para ganhar maior responsabilidade. E, assim, gerar progresso.
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(FOTO: THINKSTOCK)
Na semana passada, conversamos sobre como nossas crianças estão expostas ao usar as novas tecnologias. Mas e nossa juventude? Como ela está se comportando e se desenvolvendo nos tempos digitais? Certa vez, ouvi de um professor da ECA (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo) que tecnologia representava para o jovem um fascínio. Algo que é difícil de explicar para os adultos – aliás, essa é uma das poucas áreas em que eles têm desempenho melhor que os adultos. Pensa se você também não iria se fascinar se existisse um lugar, uma forma de criar modelos e culturas próprias distantes dos pais, da escola ou da sociedade. É fascinante construir relacionamentos com certo distanciamento e liberdade, dois aspectos intrínsecos à juventude. Mas é nesse fascínio que mora o perigo.
No livro Ideais na Adolescência: falta (d)e perspectivas na virada do século, Tiago Corbisier Matheus defendeu que a dificuldade na relação da juventude com a tecnologia reside no fato de os jovens não compreenderem que é preciso se comprometer com as ações realizadas no mundo virtual. Eles pensam que o ciberespaço não tem efeito algum sobre o mundo real. Aí está a explicação para cyberbullying (...) e novos comportamentos que não existiam antes. Mas será que é culpa da tecnologia? Não acredito. A recusa de se responsabilizar pelas próprias ações é característica da adolescência.
O papel da tecnologia foi ter trazido novos espaços e ferramentas que ampliaram os efeitos e danos desse comportamento. A internet, os aplicativos, os games e todo esse mundo virtual permitem a experimentação de papéis sociais, ampliam a possibilidade de aprendizado, abrem as portas para um mundo de informação e cultura. Tudo isso só auxilia na formação da identidade. Só precisamos ajudá-los a construir uma relação saudável com tudo isso.
Caso seja utilizada de forma adequada, a tecnologia pode se transformar em um superpoder para a juventude que tem vontade, disposição e ideal para realizar mudanças e quebrar paradigmas. (...) Precisamos trabalhar duro em direção a esse novo mundo que empodera o jovem de tecnologia e não permite que ele se torne vítima dessa nova economia. Ver a juventude ou a tecnologia como vilões e querer impossibilitar esse relacionamento não é a melhor solução. É necessário que haja um equilíbrio e espaço para desenvolvimento e amadurecimento dessa relação.
É preciso olhar para estes jovens com outra perspectiva. Ver que eles podem ser agentes de mudança com o superpoder de saber usar tecnologia. Precisamos catalisar toda essa ousadia e habilidade para o lado bom. Para isso, professores, escolas e sociedade precisam mudar de forma urgente. Precisam aceitar que não dá mais para trabalhar com base em volume e memorização. Não dá mais pra ter palestra de 3 horas sem colocar esse aluno em posição ativa, protagonizando e criando. Eles têm a informação do planeta nas mãos. Por qual motivo não se valer disso?
* Camila Achutti é CTO e fundadora do Mastertech, professora do Insper e idealizadora do Mulheres na Computação.
Fonte: <https://epocanegocios.globo.com/colunas/Novos-tempos/noticia/2018/04/tecnologia-e-juventude.html>.
Nas últimas décadas, a discussão sobre o avanço tecnológico tem sido recorrente, e muitas vozes são ouvidas nos diálogos que se estabelecem. Sobre esse tópico, a autora do texto “Tecnologia e juventude”, Camila Achutti, expõe, exclusivamente, sua voz ao enunciar que:
TEXTO II (Adaptado)
Tecnologia e juventude
Camila Achutti*
O jovem é fascinado pelas novas tecnologias – mas essa relação precisa ser trabalhada para ganhar maior responsabilidade. E, assim, gerar progresso.
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(FOTO: THINKSTOCK)
Na semana passada, conversamos sobre como nossas crianças estão expostas ao usar as novas tecnologias. Mas e nossa juventude? Como ela está se comportando e se desenvolvendo nos tempos digitais? Certa vez, ouvi de um professor da ECA (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo) que tecnologia representava para o jovem um fascínio. Algo que é difícil de explicar para os adultos – aliás, essa é uma das poucas áreas em que eles têm desempenho melhor que os adultos. Pensa se você também não iria se fascinar se existisse um lugar, uma forma de criar modelos e culturas próprias distantes dos pais, da escola ou da sociedade. É fascinante construir relacionamentos com certo distanciamento e liberdade, dois aspectos intrínsecos à juventude. Mas é nesse fascínio que mora o perigo.
No livro Ideais na Adolescência: falta (d)e perspectivas na virada do século, Tiago Corbisier Matheus defendeu que a dificuldade na relação da juventude com a tecnologia reside no fato de os jovens não compreenderem que é preciso se comprometer com as ações realizadas no mundo virtual. Eles pensam que o ciberespaço não tem efeito algum sobre o mundo real. Aí está a explicação para cyberbullying (...) e novos comportamentos que não existiam antes. Mas será que é culpa da tecnologia? Não acredito. A recusa de se responsabilizar pelas próprias ações é característica da adolescência.
O papel da tecnologia foi ter trazido novos espaços e ferramentas que ampliaram os efeitos e danos desse comportamento. A internet, os aplicativos, os games e todo esse mundo virtual permitem a experimentação de papéis sociais, ampliam a possibilidade de aprendizado, abrem as portas para um mundo de informação e cultura. Tudo isso só auxilia na formação da identidade. Só precisamos ajudá-los a construir uma relação saudável com tudo isso.
Caso seja utilizada de forma adequada, a tecnologia pode se transformar em um superpoder para a juventude que tem vontade, disposição e ideal para realizar mudanças e quebrar paradigmas. (...) Precisamos trabalhar duro em direção a esse novo mundo que empodera o jovem de tecnologia e não permite que ele se torne vítima dessa nova economia. Ver a juventude ou a tecnologia como vilões e querer impossibilitar esse relacionamento não é a melhor solução. É necessário que haja um equilíbrio e espaço para desenvolvimento e amadurecimento dessa relação.
É preciso olhar para estes jovens com outra perspectiva. Ver que eles podem ser agentes de mudança com o superpoder de saber usar tecnologia. Precisamos catalisar toda essa ousadia e habilidade para o lado bom. Para isso, professores, escolas e sociedade precisam mudar de forma urgente. Precisam aceitar que não dá mais para trabalhar com base em volume e memorização. Não dá mais pra ter palestra de 3 horas sem colocar esse aluno em posição ativa, protagonizando e criando. Eles têm a informação do planeta nas mãos. Por qual motivo não se valer disso?
* Camila Achutti é CTO e fundadora do Mastertech, professora do Insper e idealizadora do Mulheres na Computação.
Fonte: <https://epocanegocios.globo.com/colunas/Novos-tempos/noticia/2018/04/tecnologia-e-juventude.html>.
É possível reconhecer como uma ideia defendida pela autora no Texto II:
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TEXTO II (Adaptado)
Tecnologia e juventude
Camila Achutti*
O jovem é fascinado pelas novas tecnologias – mas essa relação precisa ser trabalhada para ganhar maior responsabilidade. E, assim, gerar progresso.
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(FOTO: THINKSTOCK)
Na semana passada, conversamos sobre como nossas crianças estão expostas ao usar as novas tecnologias. Mas e nossa juventude? Como ela está se comportando e se desenvolvendo nos tempos digitais? Certa vez, ouvi de um professor da ECA (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo) que tecnologia representava para o jovem um fascínio. Algo que é difícil de explicar para os adultos – aliás, essa é uma das poucas áreas em que eles têm desempenho melhor que os adultos. Pensa se você também não iria se fascinar se existisse um lugar, uma forma de criar modelos e culturas próprias distantes dos pais, da escola ou da sociedade. É fascinante construir relacionamentos com certo distanciamento e liberdade, dois aspectos intrínsecos à juventude. Mas é nesse fascínio que mora o perigo.
No livro Ideais na Adolescência: falta (d)e perspectivas na virada do século, Tiago Corbisier Matheus defendeu que a dificuldade na relação da juventude com a tecnologia reside no fato de os jovens não compreenderem que é preciso se comprometer com as ações realizadas no mundo virtual. Eles pensam que o ciberespaço não tem efeito algum sobre o mundo real. Aí está a explicação para cyberbullying (...) e novos comportamentos que não existiam antes. Mas será que é culpa da tecnologia? Não acredito. A recusa de se responsabilizar pelas próprias ações é característica da adolescência.
O papel da tecnologia foi ter trazido novos espaços e ferramentas que ampliaram os efeitos e danos desse comportamento. A internet, os aplicativos, os games e todo esse mundo virtual permitem a experimentação de papéis sociais, ampliam a possibilidade de aprendizado, abrem as portas para um mundo de informação e cultura. Tudo isso só auxilia na formação da identidade. Só precisamos ajudá-los a construir uma relação saudável com tudo isso.
Caso seja utilizada de forma adequada, a tecnologia pode se transformar em um superpoder para a juventude que tem vontade, disposição e ideal para realizar mudanças e quebrar paradigmas. (...) Precisamos trabalhar duro em direção a esse novo mundo que empodera o jovem de tecnologia e não permite que ele se torne vítima dessa nova economia. Ver a juventude ou a tecnologia como vilões e querer impossibilitar esse relacionamento não é a melhor solução. É necessário que haja um equilíbrio e espaço para desenvolvimento e amadurecimento dessa relação.
É preciso olhar para estes jovens com outra perspectiva. Ver que eles podem ser agentes de mudança com o superpoder de saber usar tecnologia. Precisamos catalisar toda essa ousadia e habilidade para o lado bom. Para isso, professores, escolas e sociedade precisam mudar de forma urgente. Precisam aceitar que não dá mais para trabalhar com base em volume e memorização. Não dá mais pra ter palestra de 3 horas sem colocar esse aluno em posição ativa, protagonizando e criando. Eles têm a informação do planeta nas mãos. Por qual motivo não se valer disso?
* Camila Achutti é CTO e fundadora do Mastertech, professora do Insper e idealizadora do Mulheres na Computação.
Fonte: <https://epocanegocios.globo.com/colunas/Novos-tempos/noticia/2018/04/tecnologia-e-juventude.html>.
A partir da leitura e análise do texto “Tecnologia e juventude”, julgue se as afirmações a seguir são falsas ou verdadeiras de acordo com o pensamento defendido pela autora e assinale a sequência correta.
I. A juventude depara-se com o perigoso fascínio pela distância e liberdade que há nos relacionamentos construídos no mundo virtual.
II. Os adolescentes tendem a responsabilizar-se por seus atos.
III. A tecnologia apresenta-se como uma lente de aumento sobre os reflexos das experiências interpessoais, potencializando-as.
IV. Faz-se necessário criar situações propícias ao desenvolvimento e amadurecimento da relação entre tecnologia e juventude.
V. Embora, em razão dos avanços tecnológicos, seja imprescindível a mudança no contexto educacional, não se tem a exigência de protagonismo do aluno.
TEXTO III
Tempo e internet: sedução e mistério de um novo conceito de tempo
Eloiza Oliveira
O surgimento e rapidíssima difusão da internet provocaram uma verdadeira revolução, entre outras características, o rompimento dos conceitos tradicionais de espaço e tempo. Com a minimização das distâncias espaço-temporais e a intensificação da recursividade, a possibilidade de múltiplas interferências, a variedade de conexões e a diversificação de trajetórias, rompeu-se a temporalidade rígida, relativizando-a.
[...]
Sherry Turkle (2012) faz duras críticas ao fato do longo tempo de conexão à internet, prática comum hoje em dia. Segundo ela, focalizando a questão das relações mediadas pela rede, a longa conexão traz uma “ilusão” de estar sempre acompanhado por olhos e ouvidos, de ter uma infinidade de “amigos”. A tecnologia providenciaria uma impressão de escuta permanente e de proteção contra a solidão e o desamparo, com três falsas certezas: a de que podemos colocar nossa atenção no que quisermos; a de que seremos sempre ouvidos; e a de que nunca ficaremos sós. Isso leva as pessoas, especialmente os adolescentes, a dizerem que, para se comunicar, preferem escrever a falar.
Em contrapartida, segundo a autora, a solidão oriunda da desconexão à internet, passa a ser percebida com medo, como um estado de desligamento que precisa ser evitado, um problema a ser resolvido, um estado que ameaça o sujeito em sua identidade e na percepção de si mesmo.
Em alguns casos, que não constituem o objeto deste artigo, o uso da internet adquire características de compulsão, provocando a dependência e a utilização do termo Transtorno de Dependência de Internet (TDI), em que estar conectado se transforma em uma imperiosa necessidade e o uso do tempo na internet, abusivo.
Para Palfrey e Gasser (2011, p. 210), “[...] o vício da internet, a síndrome da fadiga de informações e a sobrecarga de informações estão entre os termos que estão sendo lançados para descrever as novas doenças patológicas da era digital”.
A modificação do “fluir temporal”, a que as pessoas estão acostumadas, dá suporte a uma das características da contemporaneidade: a negação do tempo passado e a não conexão com o futuro (DRAWIN, 2003), que fazem parte do que Bauman (2001, 2004) chamou de “modernidade líquida”, caracterizada, entre outras coisas, pela fragilidade dos laços afetivos (“amor líquido”).
A extraterritorialidade e a fluidez típicas das relações na internet são assim caracterizadas pelo autor: “Diferentemente dos ‘relacionamentos reais’, é fácil entrar e sair dos ‘relacionamentos virtuais’. Em comparação com a ‘coisa autêntica’, pesada, lenta e confusa, eles parecem inteligentes e limpos, fáceis de usar, compreender e manusear. [...] Sempre se pode apertar a tecla de deletar.” (BAUMAN, 2004, p. 13).
Para outros autores, como Rheingold (1993), no entanto, a capacidade de comunicação coletiva nos ambientes virtuais da internet possibilita a interação, os relacionamentos, as amizades e a formação de laços comunitários entre estranhos.
A verdade é que, com a vertiginosa expansão da internet, o homem, que desenvolveu o conceito de tempo desde o nascimento, a partir dos intervalos biológicos de sono, alimentação e satisfação das demais necessidades biológicas, fica perplexo e fascinado com essa nova dimensão ciberespacial e cibertemporal.
[...]
OLIVEIRA, E. S. G. Adolescência, internet e tempo: desafios para a Educação. Educar em Revista, Curitiba, Brasil, n. 64, p. 283-298, abr./jun. 2017. p. 287-9.
No texto “Tempo e internet: sedução e mistério de um novo conceito de tempo”, considerando-se os diferentes argumentos empregados, identifica-se a seguinte tese:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III
Tempo e internet: sedução e mistério de um novo conceito de tempo
Eloiza Oliveira
O surgimento e rapidíssima difusão da internet provocaram uma verdadeira revolução, entre outras características, o rompimento dos conceitos tradicionais de espaço e tempo. Com a minimização das distâncias espaço-temporais e a intensificação da recursividade, a possibilidade de múltiplas interferências, a variedade de conexões e a diversificação de trajetórias, rompeu-se a temporalidade rígida, relativizando-a.
[...]
Sherry Turkle (2012) faz duras críticas ao fato do longo tempo de conexão à internet, prática comum hoje em dia. Segundo ela, focalizando a questão das relações mediadas pela rede, a longa conexão traz uma “ilusão” de estar sempre acompanhado por olhos e ouvidos, de ter uma infinidade de “amigos”. A tecnologia providenciaria uma impressão de escuta permanente e de proteção contra a solidão e o desamparo, com três falsas certezas: a de que podemos colocar nossa atenção no que quisermos; a de que seremos sempre ouvidos; e a de que nunca ficaremos sós. Isso leva as pessoas, especialmente os adolescentes, a dizerem que, para se comunicar, preferem escrever a falar.
Em contrapartida, segundo a autora, a solidão oriunda da desconexão à internet, passa a ser percebida com medo, como um estado de desligamento que precisa ser evitado, um problema a ser resolvido, um estado que ameaça o sujeito em sua identidade e na percepção de si mesmo.
Em alguns casos, que não constituem o objeto deste artigo, o uso da internet adquire características de compulsão, provocando a dependência e a utilização do termo Transtorno de Dependência de Internet (TDI), em que estar conectado se transforma em uma imperiosa necessidade e o uso do tempo na internet, abusivo.
Para Palfrey e Gasser (2011, p. 210), “[...] o vício da internet, a síndrome da fadiga de informações e a sobrecarga de informações estão entre os termos que estão sendo lançados para descrever as novas doenças patológicas da era digital”.
A modificação do “fluir temporal”, a que as pessoas estão acostumadas, dá suporte a uma das características da contemporaneidade: a negação do tempo passado e a não conexão com o futuro (DRAWIN, 2003), que fazem parte do que Bauman (2001, 2004) chamou de “modernidade líquida”, caracterizada, entre outras coisas, pela fragilidade dos laços afetivos (“amor líquido”).
A extraterritorialidade e a fluidez típicas das relações na internet são assim caracterizadas pelo autor: “Diferentemente dos ‘relacionamentos reais’, é fácil entrar e sair dos ‘relacionamentos virtuais’. Em comparação com a ‘coisa autêntica’, pesada, lenta e confusa, eles parecem inteligentes e limpos, fáceis de usar, compreender e manusear. [...] Sempre se pode apertar a tecla de deletar.” (BAUMAN, 2004, p. 13).
Para outros autores, como Rheingold (1993), no entanto, a capacidade de comunicação coletiva nos ambientes virtuais da internet possibilita a interação, os relacionamentos, as amizades e a formação de laços comunitários entre estranhos.
A verdade é que, com a vertiginosa expansão da internet, o homem, que desenvolveu o conceito de tempo desde o nascimento, a partir dos intervalos biológicos de sono, alimentação e satisfação das demais necessidades biológicas, fica perplexo e fascinado com essa nova dimensão ciberespacial e cibertemporal.
[...]
OLIVEIRA, E. S. G. Adolescência, internet e tempo: desafios para a Educação. Educar em Revista, Curitiba, Brasil, n. 64, p. 283-298, abr./jun. 2017. p. 287-9.
O termo “modernidade líquida” é de autoria do sociólogo Zygmunt Bauman e pode ser definido, segundo o texto III, como:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO IV
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Número de usuários nas redes sociais mais populares no Brasil no ano de 2018.
Fonte: <https://www.todamateria.com.br/redes-sociais/>.
TEXTO V
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Relatório individual de uso de redes sociais.
Fonte: https://macmagazine.uol.com.br/post/2018/09/29/como-usar-o-recurso-tempo-de-uso-do-ios-12-para-melhorar-sua-relacao-com-o-iphone/
TEXTO VI
Tempo gasto com celular preocupa adolescentes e pais, mostra pesquisa
Publicado em 28/08/2018 - 07:06
Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil – Brasília
O crescimento do uso de tecnologias digitais gera preocupações dos próprios usuários com os excessos do tempo que é gasto com esses dispositivos. Pesquisa realizada nos Estados Unidos apontou que mais da metade dos adolescentes entrevistados (54%) consideram passar muito tempo com o celular. O levantamento foi uma iniciativa do centro de pesquisas Pew Research Center. Foram entrevistados 743 meninos e meninas de 13 a 17 anos e 1.058 pais de diversas regiões do país.
Quase metade dos jovens ouvidos (44%) disse checar o telefone assim que acorda para verificar o recebimento de novas mensagens. Segundo os dados, 28% relataram que agem assim de vez em quando. O tempo navegado em redes sociais foi objeto de preocupação de 41% dos adolescentes consultados. No caso de videogames, o percentual caiu para 26%. Do total, 58% comentaram sentir que devem responder a uma mensagem enviada, sendo 18% frequentemente e 40% em alguns momentos.
[...]
Fonte: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-08/tempo-gasto-com-celular-preocupa-adolescentes-e-pais-mostra-pesquisa>.
A partir da leitura dos textos IV, V e VI, analise os enunciados I, II e III abaixo e, em seguida, assinale a opção que responde de modo correto (e completo) à pergunta: Qual(is) afirmativa(s) é (são) verdadeira(s)?
I. Os dados apresentados no texto V corroboram, ainda que parcialmente, com o gráfico apresentado no texto IV.
II. Os textos IV, V e VI ocupam-se da análise de um mesmo grupo etário.
III. O texto V apresenta um recurso de monitoramento do tempo de uso de cada aplicativo no telefone e pode ser compreendido como uma forma de auxiliar o usuário na gestão do tempo.
TEXTO IV
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Número de usuários nas redes sociais mais populares no Brasil no ano de 2018.
Fonte: <https://www.todamateria.com.br/redes-sociais/>.
Com base na leitura do gráfico que constitui o texto IV, pode-se deduzir que:
TEXTO VII
A INTERFERÊNCIA DO TEMPO
Martha Medeiros
Há quem diga que o tempo não existe, que somos nós que o inventamos e tentamos controlá-lo com nossos relógios e calendários. Nem ousarei discutir esta questão filosófica, existencial e cabeluda. Se o tempo não existe, eu existo. Se o tempo não passa, eu passo. E não é só o espelho que me dá certeza disso.
O tempo interfere no meu olhar. Lembro do colégio em que estudei durante mais de uma década, meu primeiro contato com o mundo fora da minha casa. O pátio não era grande – era colossal.
Uma espécie de superfície lunar sem horizontes à vista, assim eu o percebia aos sete anos de idade. As escadas levavam ao céu, eu poderia jurar que elas atravessavam os telhados. Os corredores eram passarelas infinitas, as janelas pareciam enormes portões de vidro, eu me sentia na terra dos gigantes.
Volto, depois de muitos anos, para visitá-lo e descubro que ele continua sendo um colégio grande, mas nem o pátio, nem os corredores, nem as escadas, nada tem o tamanho que parecia antes. O tempo ajustou minhas retinas e deu proporção às minhas ilusões.
A interferência do tempo atinge minhas emoções também. Houve uma época em que eu temia certo tipo de gente, aqueles que estavam sempre a postos para apontar minhas fraquezas. Hoje revejo essas pessoas e a sensação que me causam não é nem um pouco desafiadora.
E mesmo os que amei já não me provocam perturbação alguma, apenas um carinho sereno. Me pergunto como é que se explica que sentimentos tão fortes como o medo, o amor ou a raiva se desintegrem? Alguém que era grande no meu passado, fica pequeno no meu presente. O tempo, de novo, dando a devida proporção aos meus afetos e desafetos.
Talvez seja esta a prova da sua existência: o tempo altera o tamanho das coisas. Uma rua da infância, que exigia muitas pedaladas para ser percorrida, hoje é atravessada em poucos passos. Uma árvore que para ser explorada exigia uma certa logística – ou ao menos um “calço” de quem estivesse por perto e com as mãos livres – hoje teria seus galhos alcançados num pulo. A gente vai crescendo e vê tudo do tamanho que é, sem a condescendência da fantasia.
E ainda nem mencionei as coisas que realmente foram reduzidas: apartamentos que parecem caixotes, carros compactos, conversas telegráficas, livros de bolso, pequenas salas de cinema, casamentos curtos. Todo aquele espaço da infância, em que cabia com folga nossa imaginação e inocência, precisa hoje se adaptar ao micro, ao mínimo, a uma vida funcional.
Eu cresci. Por dentro e por fora (e, reconheço, pros lados). Sou gente grande, como se diz por aí. E o mundo à minha volta, à nossa volta, virou aldeia, somos todos vizinhos, todos vivendo apertados, financeira e emocionalmente falando. Saudade de uma alegria descomunal, de uma esperança gigantesca, de uma confiança do tamanho do futuro – quando o futuro também era infinito à nossa frente.
Fonte: <https://www.facebook.com/MarthaMedeiros>.
“A interferência do tempo”, de Martha Medeiros, encaixa-se no gênero textual:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO VII
A INTERFERÊNCIA DO TEMPO
Martha Medeiros
Há quem diga que o tempo não existe, que somos nós que o inventamos e tentamos controlá-lo com nossos relógios e calendários. Nem ousarei discutir esta questão filosófica, existencial e cabeluda. Se o tempo não existe, eu existo. Se o tempo não passa, eu passo. E não é só o espelho que me dá certeza disso.
O tempo interfere no meu olhar. Lembro do colégio em que estudei durante mais de uma década, meu primeiro contato com o mundo fora da minha casa. O pátio não era grande – era colossal.
Uma espécie de superfície lunar sem horizontes à vista, assim eu o percebia aos sete anos de idade. As escadas levavam ao céu, eu poderia jurar que elas atravessavam os telhados. Os corredores eram passarelas infinitas, as janelas pareciam enormes portões de vidro, eu me sentia na terra dos gigantes.
Volto, depois de muitos anos, para visitá-lo e descubro que ele continua sendo um colégio grande, mas nem o pátio, nem os corredores, nem as escadas, nada tem o tamanho que parecia antes. O tempo ajustou minhas retinas e deu proporção às minhas ilusões.
A interferência do tempo atinge minhas emoções também. Houve uma época em que eu temia certo tipo de gente, aqueles que estavam sempre a postos para apontar minhas fraquezas. Hoje revejo essas pessoas e a sensação que me causam não é nem um pouco desafiadora.
E mesmo os que amei já não me provocam perturbação alguma, apenas um carinho sereno. Me pergunto como é que se explica que sentimentos tão fortes como o medo, o amor ou a raiva se desintegrem? Alguém que era grande no meu passado, fica pequeno no meu presente. O tempo, de novo, dando a devida proporção aos meus afetos e desafetos.
Talvez seja esta a prova da sua existência: o tempo altera o tamanho das coisas. Uma rua da infância, que exigia muitas pedaladas para ser percorrida, hoje é atravessada em poucos passos. Uma árvore que para ser explorada exigia uma certa logística – ou ao menos um “calço” de quem estivesse por perto e com as mãos livres – hoje teria seus galhos alcançados num pulo. A gente vai crescendo e vê tudo do tamanho que é, sem a condescendência da fantasia.
E ainda nem mencionei as coisas que realmente foram reduzidas: apartamentos que parecem caixotes, carros compactos, conversas telegráficas, livros de bolso, pequenas salas de cinema, casamentos curtos. Todo aquele espaço da infância, em que cabia com folga nossa imaginação e inocência, precisa hoje se adaptar ao micro, ao mínimo, a uma vida funcional.
Eu cresci. Por dentro e por fora (e, reconheço, pros lados). Sou gente grande, como se diz por aí. E o mundo à minha volta, à nossa volta, virou aldeia, somos todos vizinhos, todos vivendo apertados, financeira e emocionalmente falando. Saudade de uma alegria descomunal, de uma esperança gigantesca, de uma confiança do tamanho do futuro – quando o futuro também era infinito à nossa frente.
Fonte: <https://www.facebook.com/MarthaMedeiros>.
O texto VII discorre sobre questões recorrentes nos colóquios sociais e que, portanto, associam-se ao senso comum. A seguir, o ditado popular que se relaciona à ideia apresentada no texto em questão é:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO VII
A INTERFERÊNCIA DO TEMPO
Martha Medeiros
Há quem diga que o tempo não existe, que somos nós que o inventamos e tentamos controlá-lo com nossos relógios e calendários. Nem ousarei discutir esta questão filosófica, existencial e cabeluda. Se o tempo não existe, eu existo. Se o tempo não passa, eu passo. E não é só o espelho que me dá certeza disso.
O tempo interfere no meu olhar. Lembro do colégio em que estudei durante mais de uma década, meu primeiro contato com o mundo fora da minha casa. O pátio não era grande – era colossal.
Uma espécie de superfície lunar sem horizontes à vista, assim eu o percebia aos sete anos de idade. As escadas levavam ao céu, eu poderia jurar que elas atravessavam os telhados. Os corredores eram passarelas infinitas, as janelas pareciam enormes portões de vidro, eu me sentia na terra dos gigantes.
Volto, depois de muitos anos, para visitá-lo e descubro que ele continua sendo um colégio grande, mas nem o pátio, nem os corredores, nem as escadas, nada tem o tamanho que parecia antes. O tempo ajustou minhas retinas e deu proporção às minhas ilusões.
A interferência do tempo atinge minhas emoções também. Houve uma época em que eu temia certo tipo de gente, aqueles que estavam sempre a postos para apontar minhas fraquezas. Hoje revejo essas pessoas e a sensação que me causam não é nem um pouco desafiadora.
E mesmo os que amei já não me provocam perturbação alguma, apenas um carinho sereno. Me pergunto como é que se explica que sentimentos tão fortes como o medo, o amor ou a raiva se desintegrem? Alguém que era grande no meu passado, fica pequeno no meu presente. O tempo, de novo, dando a devida proporção aos meus afetos e desafetos.
Talvez seja esta a prova da sua existência: o tempo altera o tamanho das coisas. Uma rua da infância, que exigia muitas pedaladas para ser percorrida, hoje é atravessada em poucos passos. Uma árvore que para ser explorada exigia uma certa logística – ou ao menos um “calço” de quem estivesse por perto e com as mãos livres – hoje teria seus galhos alcançados num pulo. A gente vai crescendo e vê tudo do tamanho que é, sem a condescendência da fantasia.
E ainda nem mencionei as coisas que realmente foram reduzidas: apartamentos que parecem caixotes, carros compactos, conversas telegráficas, livros de bolso, pequenas salas de cinema, casamentos curtos. Todo aquele espaço da infância, em que cabia com folga nossa imaginação e inocência, precisa hoje se adaptar ao micro, ao mínimo, a uma vida funcional.
Eu cresci. Por dentro e por fora (e, reconheço, pros lados). Sou gente grande, como se diz por aí. E o mundo à minha volta, à nossa volta, virou aldeia, somos todos vizinhos, todos vivendo apertados, financeira e emocionalmente falando. Saudade de uma alegria descomunal, de uma esperança gigantesca, de uma confiança do tamanho do futuro – quando o futuro também era infinito à nossa frente.
Fonte: <https://www.facebook.com/MarthaMedeiros>.
No trecho “E o mundo à minha volta, à nossa volta, virou aldeia”, a partir da compreensão e interpretação do termo destacado, tendo em vista o contexto, pode-se concluir que a sociedade tornou-se:
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TEXTO VII
A INTERFERÊNCIA DO TEMPO
Martha Medeiros
Há quem diga que o tempo não existe, que somos nós que o inventamos e tentamos controlá-lo com nossos relógios e calendários. Nem ousarei discutir esta questão filosófica, existencial e cabeluda. Se o tempo não existe, eu existo. Se o tempo não passa, eu passo. E não é só o espelho que me dá certeza disso.
O tempo interfere no meu olhar. Lembro do colégio em que estudei durante mais de uma década, meu primeiro contato com o mundo fora da minha casa. O pátio não era grande – era colossal.
Uma espécie de superfície lunar sem horizontes à vista, assim eu o percebia aos sete anos de idade. As escadas levavam ao céu, eu poderia jurar que elas atravessavam os telhados. Os corredores eram passarelas infinitas, as janelas pareciam enormes portões de vidro, eu me sentia na terra dos gigantes.
Volto, depois de muitos anos, para visitá-lo e descubro que ele continua sendo um colégio grande, mas nem o pátio, nem os corredores, nem as escadas, nada tem o tamanho que parecia antes. O tempo ajustou minhas retinas e deu proporção às minhas ilusões.
A interferência do tempo atinge minhas emoções também. Houve uma época em que eu temia certo tipo de gente, aqueles que estavam sempre a postos para apontar minhas fraquezas. Hoje revejo essas pessoas e a sensação que me causam não é nem um pouco desafiadora.
E mesmo os que amei já não me provocam perturbação alguma, apenas um carinho sereno. Me pergunto como é que se explica que sentimentos tão fortes como o medo, o amor ou a raiva se desintegrem? Alguém que era grande no meu passado, fica pequeno no meu presente. O tempo, de novo, dando a devida proporção aos meus afetos e desafetos.
Talvez seja esta a prova da sua existência: o tempo altera o tamanho das coisas. Uma rua da infância, que exigia muitas pedaladas para ser percorrida, hoje é atravessada em poucos passos. Uma árvore que para ser explorada exigia uma certa logística – ou ao menos um “calço” de quem estivesse por perto e com as mãos livres – hoje teria seus galhos alcançados num pulo. A gente vai crescendo e vê tudo do tamanho que é, sem a condescendência da fantasia.
E ainda nem mencionei as coisas que realmente foram reduzidas: apartamentos que parecem caixotes, carros compactos, conversas telegráficas, livros de bolso, pequenas salas de cinema, casamentos curtos. Todo aquele espaço da infância, em que cabia com folga nossa imaginação e inocência, precisa hoje se adaptar ao micro, ao mínimo, a uma vida funcional.
Eu cresci. Por dentro e por fora (e, reconheço, pros lados). Sou gente grande, como se diz por aí. E o mundo à minha volta, à nossa volta, virou aldeia, somos todos vizinhos, todos vivendo apertados, financeira e emocionalmente falando. Saudade de uma alegria descomunal, de uma esperança gigantesca, de uma confiança do tamanho do futuro – quando o futuro também era infinito à nossa frente.
Fonte: <https://www.facebook.com/MarthaMedeiros>.
A partir do texto “A interferência do tempo”, é correto entender que as experiências pessoais vividas ao longo do tempo interferem na percepção de diferentes elementos, com exceção de:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO VII
A INTERFERÊNCIA DO TEMPO
Martha Medeiros
Há quem diga que o tempo não existe, que somos nós que o inventamos e tentamos controlá-lo com nossos relógios e calendários. Nem ousarei discutir esta questão filosófica, existencial e cabeluda. Se o tempo não existe, eu existo. Se o tempo não passa, eu passo. E não é só o espelho que me dá certeza disso.
O tempo interfere no meu olhar. Lembro do colégio em que estudei durante mais de uma década, meu primeiro contato com o mundo fora da minha casa. O pátio não era grande – era colossal.
Uma espécie de superfície lunar sem horizontes à vista, assim eu o percebia aos sete anos de idade. As escadas levavam ao céu, eu poderia jurar que elas atravessavam os telhados. Os corredores eram passarelas infinitas, as janelas pareciam enormes portões de vidro, eu me sentia na terra dos gigantes.
Volto, depois de muitos anos, para visitá-lo e descubro que ele continua sendo um colégio grande, mas nem o pátio, nem os corredores, nem as escadas, nada tem o tamanho que parecia antes. O tempo ajustou minhas retinas e deu proporção às minhas ilusões.
A interferência do tempo atinge minhas emoções também. Houve uma época em que eu temia certo tipo de gente, aqueles que estavam sempre a postos para apontar minhas fraquezas. Hoje revejo essas pessoas e a sensação que me causam não é nem um pouco desafiadora.
E mesmo os que amei já não me provocam perturbação alguma, apenas um carinho sereno. Me pergunto como é que se explica que sentimentos tão fortes como o medo, o amor ou a raiva se desintegrem? Alguém que era grande no meu passado, fica pequeno no meu presente. O tempo, de novo, dando a devida proporção aos meus afetos e desafetos.
Talvez seja esta a prova da sua existência: o tempo altera o tamanho das coisas. Uma rua da infância, que exigia muitas pedaladas para ser percorrida, hoje é atravessada em poucos passos. Uma árvore que para ser explorada exigia uma certa logística – ou ao menos um “calço” de quem estivesse por perto e com as mãos livres – hoje teria seus galhos alcançados num pulo. A gente vai crescendo e vê tudo do tamanho que é, sem a condescendência da fantasia.
E ainda nem mencionei as coisas que realmente foram reduzidas: apartamentos que parecem caixotes, carros compactos, conversas telegráficas, livros de bolso, pequenas salas de cinema, casamentos curtos. Todo aquele espaço da infância, em que cabia com folga nossa imaginação e inocência, precisa hoje se adaptar ao micro, ao mínimo, a uma vida funcional.
Eu cresci. Por dentro e por fora (e, reconheço, pros lados). Sou gente grande, como se diz por aí. E o mundo à minha volta, à nossa volta, virou aldeia, somos todos vizinhos, todos vivendo apertados, financeira e emocionalmente falando. Saudade de uma alegria descomunal, de uma esperança gigantesca, de uma confiança do tamanho do futuro – quando o futuro também era infinito à nossa frente.
Fonte: <https://www.facebook.com/MarthaMedeiros>.
TEXTO VIII
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Fonte: Toda Mafalda, Quino, Editora Martins Fontes.
Pode-se dizer que o texto VII, “A interferência do tempo”, de Martha Medeiros, relaciona-se com esta tira de Mafalda, texto VIII. O fragmento do texto VII que justifica essa afirmação é:
TEXTO VIII
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Fonte: Toda Mafalda, Quino, Editora Martins Fontes.
Na fala “Você já pensou na quantidade de minutos que ficam esperando a vez para sair dos relógios?”, no texto VIII, é possível identificar o emprego da seguinte figura de linguagem:
TEXTO IX
Quando o problema não é o tempo
É comum ouvir alguém comentando que “não empreende porque não tem tempo”. Nesse caso, o especialista André Torbey dá dicas de como superar esse obstáculo.
André Torbey
É comum ouvir alguém comentando que “não empreende porque não tem tempo”. Vira e mexe, eu acabo falando sobre a importância da gestão de tempo aqui na coluna. E, digo por experiência própria, esse é um calcanhar de Aquiles para quem quer empreender.
Afinal de contas, para a maioria das pessoas, empreender é o segundo turno, é a tarefa extra, ou ainda, a atividade feita no tempo livre. Tudo isso reforça ainda mais a necessidade de cuidar bem das rotinas e tarefas ao longo do dia e das semanas.
E, pensando no tempo, é quando surgem os obstáculos que, na maioria das vezes, são barreiras psicológicas ou desafios que nos demandam um esforço maior, principalmente naquela hora em que você quer relaxar e descansar depois de um dia inteiro de trabalho.
Na última semana, um dos homens mais ricos do mundo disse que a jornada de trabalho ideal é a de doze horas por dia, seis dias por semana. Não vou dizer que concordo, nem que discordo desse pensamento. Mas quem quer empreender, na maioria das vezes, deve estar disposto a ter uma jornada mais longa de trabalho. Principalmente, se precisar dividir o tempo com outras atividades laborais.
Ou seja, reforça o princípio de organização e gestão das atividades. Trabalhar muito não quer dizer trabalhar certo. Você pode passar inúmeras horas trabalhando e não ser produtivo. E esse é um dos principais problemas no nosso país.
E como resolver isso?
Para começar, faça uma lista de tarefas semanais. Pense em tudo que você precisa realizar ao longo dos dias. Das atividades físicas ao contato com os clientes. De levar os filhos na escola a compra de mercadorias. Não deixe nada de fora.
Uma vez que você já sabe o que vai precisar fazer, é hora de distribuir essas tarefas ao longo dos dias. Pense em blocos, encaixe as tarefas por afinidade, por localização, por fluxo. A melhor forma de você ser um grande realizador é: realizando.
Outra coisa muito importante é: só comece uma tarefa depois que finalizar outra. Um mito muito grande e que deixa muita gente na mão é essa ideia de ser dinâmico e fazer várias coisas ao mesmo tempo. Tem gente que consegue, mas a maioria das pessoas se perde e deixa tudo pela metade. Não caia nessa pegadinha.
Bloqueie janelas de tempo ao longo do dia e assim você vai poder focar nas atividades. Se puder, se afaste um pouco das distrações.
Não perca tempo, esse é o jeito baré de empreender.
Fonte: <http://portalamazonia.com/opiniao/andre-torbey/quando-o-problema-nao-e-o-tempo>.
Segundo o autor do texto IX, quem quer empreender deve:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO IX
Quando o problema não é o tempo
É comum ouvir alguém comentando que “não empreende porque não tem tempo”. Nesse caso, o especialista André Torbey dá dicas de como superar esse obstáculo.
André Torbey
É comum ouvir alguém comentando que “não empreende porque não tem tempo”. Vira e mexe, eu acabo falando sobre a importância da gestão de tempo aqui na coluna. E, digo por experiência própria, esse é um calcanhar de Aquiles para quem quer empreender.
Afinal de contas, para a maioria das pessoas, empreender é o segundo turno, é a tarefa extra, ou ainda, a atividade feita no tempo livre. Tudo isso reforça ainda mais a necessidade de cuidar bem das rotinas e tarefas ao longo do dia e das semanas.
E, pensando no tempo, é quando surgem os obstáculos que, na maioria das vezes, são barreiras psicológicas ou desafios que nos demandam um esforço maior, principalmente naquela hora em que você quer relaxar e descansar depois de um dia inteiro de trabalho.
Na última semana, um dos homens mais ricos do mundo disse que a jornada de trabalho ideal é a de doze horas por dia, seis dias por semana. Não vou dizer que concordo, nem que discordo desse pensamento. Mas quem quer empreender, na maioria das vezes, deve estar disposto a ter uma jornada mais longa de trabalho. Principalmente, se precisar dividir o tempo com outras atividades laborais.
Ou seja, reforça o princípio de organização e gestão das atividades. Trabalhar muito não quer dizer trabalhar certo. Você pode passar inúmeras horas trabalhando e não ser produtivo. E esse é um dos principais problemas no nosso país.
E como resolver isso?
Para começar, faça uma lista de tarefas semanais. Pense em tudo que você precisa realizar ao longo dos dias. Das atividades físicas ao contato com os clientes. De levar os filhos na escola a compra de mercadorias. Não deixe nada de fora.
Uma vez que você já sabe o que vai precisar fazer, é hora de distribuir essas tarefas ao longo dos dias. Pense em blocos, encaixe as tarefas por afinidade, por localização, por fluxo. A melhor forma de você ser um grande realizador é: realizando.
Outra coisa muito importante é: só comece uma tarefa depois que finalizar outra. Um mito muito grande e que deixa muita gente na mão é essa ideia de ser dinâmico e fazer várias coisas ao mesmo tempo. Tem gente que consegue, mas a maioria das pessoas se perde e deixa tudo pela metade. Não caia nessa pegadinha.
Bloqueie janelas de tempo ao longo do dia e assim você vai poder focar nas atividades. Se puder, se afaste um pouco das distrações.
Não perca tempo, esse é o jeito baré de empreender.
Fonte: <http://portalamazonia.com/opiniao/andre-torbey/quando-o-problema-nao-e-o-tempo>.
Compreende-se que, segundo André Torbey (texto IX), “o jeito baré de empreender” é:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO IX
Quando o problema não é o tempo
É comum ouvir alguém comentando que “não empreende porque não tem tempo”. Nesse caso, o especialista André Torbey dá dicas de como superar esse obstáculo.
André Torbey
É comum ouvir alguém comentando que “não empreende porque não tem tempo”. Vira e mexe, eu acabo falando sobre a importância da gestão de tempo aqui na coluna. E, digo por experiência própria, esse é um calcanhar de Aquiles para quem quer empreender.
Afinal de contas, para a maioria das pessoas, empreender é o segundo turno, é a tarefa extra, ou ainda, a atividade feita no tempo livre. Tudo isso reforça ainda mais a necessidade de cuidar bem das rotinas e tarefas ao longo do dia e das semanas.
E, pensando no tempo, é quando surgem os obstáculos que, na maioria das vezes, são barreiras psicológicas ou desafios que nos demandam um esforço maior, principalmente naquela hora em que você quer relaxar e descansar depois de um dia inteiro de trabalho.
Na última semana, um dos homens mais ricos do mundo disse que a jornada de trabalho ideal é a de doze horas por dia, seis dias por semana. Não vou dizer que concordo, nem que discordo desse pensamento. Mas quem quer empreender, na maioria das vezes, deve estar disposto a ter uma jornada mais longa de trabalho. Principalmente, se precisar dividir o tempo com outras atividades laborais.
Ou seja, reforça o princípio de organização e gestão das atividades. Trabalhar muito não quer dizer trabalhar certo. Você pode passar inúmeras horas trabalhando e não ser produtivo. E esse é um dos principais problemas no nosso país.
E como resolver isso?
Para começar, faça uma lista de tarefas semanais. Pense em tudo que você precisa realizar ao longo dos dias. Das atividades físicas ao contato com os clientes. De levar os filhos na escola a compra de mercadorias. Não deixe nada de fora.
Uma vez que você já sabe o que vai precisar fazer, é hora de distribuir essas tarefas ao longo dos dias. Pense em blocos, encaixe as tarefas por afinidade, por localização, por fluxo. A melhor forma de você ser um grande realizador é: realizando.
Outra coisa muito importante é: só comece uma tarefa depois que finalizar outra. Um mito muito grande e que deixa muita gente na mão é essa ideia de ser dinâmico e fazer várias coisas ao mesmo tempo. Tem gente que consegue, mas a maioria das pessoas se perde e deixa tudo pela metade. Não caia nessa pegadinha.
Bloqueie janelas de tempo ao longo do dia e assim você vai poder focar nas atividades. Se puder, se afaste um pouco das distrações.
Não perca tempo, esse é o jeito baré de empreender.
Fonte: <http://portalamazonia.com/opiniao/andre-torbey/quando-o-problema-nao-e-o-tempo>.
O texto IX foi veiculado no “Portal da Amazônia”. Entretanto, outra evidência de que essa produção foi publicada na Região Norte do país é o trecho:Resolução comentada
Análise das alternativas
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No trecho “Pode me chocar, insultar, ou ofender, contanto que não me entedie!”, percebe-se a existência de:
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No trecho “Algo que é difícil de explicar para os adultos – aliás, essa é uma das poucas áreas em que eles têm desempenho melhor que os adultos.”, o termo destacado adiciona uma informação. Entretanto, segundo a norma culta, deveria introduzir uma ideia de:
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