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Colégio Militar de Manaus — Concurso de Admissão 2019/2020 — 6º Ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Colégio Militar de Manaus · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

2019Fundamental

21 questões nesta prova · página 1 de 2 · 19 com gabarito

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Foco Narrativo

2019 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
O rei dos cacos
Ricardo Ramos
(Adaptado)

Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo: subimos em todas as árvores, principalmente nas mangueiras, corremos atrás de todos os bichos, principalmente das galinhas, e apanhamos todas as frutas, principalmente as verdes. Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras e é a melhor delas: andar dentro do córrego, pra baixo e pra cima. Minha mãe não gosta muito, nem minha avó, mas a gente anda assim mesmo. Meu pai nem vê, porque fica trabalhando o dia inteiro na fazenda, tratando das vacas, correndo de jipe, tirando leite, passeando a cavalo, cuidando dos porcos. Ele só para depois do almoço, pra ler uns jornais ou um livro.
Enquanto isso, nós dois, eu e meu irmão, no córrego, andamos pra baixo e pra cima. Mas nós não brincamos disso só por causa da água. É que lá no fundo, brilhando, sempre tem uns pedaços de vidro. Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela, que o nome certo é louça, e louça antiga, mas nós já estamos acostumados, meu irmão e eu, a dizer que são cacos de vidro. Eles são grandes, pequenos, quebrados, redondos, compridos, grossos, finos, de todo jeito. Às vezes são coloridos, às vezes são brancos. Quando são brancos nós jogamos fora. Que graça tem guardar um caco de vidro branco? Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas. Minha mãe diz que são pedaços de aparelhos de jantar, tudo louça antiga, dos antigos donos da fazenda, tudo do tempo dos escravos. Quando ela fala isso, eu fico pensando nos escravos que ali deitavam uns por cima dos outros, naqueles porões imensos que existem debaixo da casa. Toda vez que tenho que passar lá dentro, eu e meu irmão, me agarro nele, com medo, mas não falo nada, senão meu irmão vai dizer que menina é assim mesmo, tem medo de tudo.
No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo de nada. Nem de fazer as apostas que fazemos todos os dias: quem é que vai achar o mais bonito, o mais colorido, o maior, o mais antigo. Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito, o mais colorido, o mais antigo. Para saber quem achou o maior, medimos os cacos. E, às vezes, eu acho.
No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha onde moram todos os cacos. Meu pai disse que lá, antigamente, era um tanque onde se fabricava polvilho, depois de colhida a mandioca. Esse tanque é grande, de cimento e todo coberto de tábuas. Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão, senão os bichos entrariam lá dentro. Então, todas as tardes, antes de irmos para casa, nós afastamos as tábuas, entramos dentro do tanque, e guardamos, em mesinhas feitas com pedacinhos de outras tábuas e tijolos, os cacos do dia. Quase todos estão lá. Falta um só, pequeno, branco, com listras cor-de-rosa que meu irmão insiste em dizer que são de outra cor. Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena, que é guardada dentro de uma caixa grande, junto com outras coisas só dele: pedrinhas, penas de passarinho, apitos, felipes de café que são dois grãos de café juntos, pedacinhos de cuia com goma esticada que chamamos de viola e caixas e mais caixas de fósforos. Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado e pôs nome: o rei dos cacos — mas é mentira, fui eu! — e o guardei na casinha do tanque, junto com as coisas só dele.
O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora. Só em dias muito especiais, quando meu irmão resolve arrumar a caixa grande cheia de coisas. Ele tira todas, uma por uma, posso ver tudo desde que não ponha a mão em nada, guarda de novo, fecha, pronto, acabou. Durmo pensando no rei dos cacos, e ele também. Concurso de Admissão 2019/2020 Língua Portuguesa 6º Ano do Ensino Fundamental Visto do Diretor Página 3/9 ______________ No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão. (RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.) 1º Item – Assinale a alternativa cujo fragmento indica que a narradora participa como personagem da história: (A) "Ele só para depois do almoço..." (1o parágrafo) (B) "Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras..." (1o parágrafo) (C) "Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo..." (1o parágrafo) (D) "O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora." (5o parágrafo) (E) "Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena." (4o parágrafo) 2º Item – Marque a alternativa em que se note a correta correspondência entre a palavra em destaque e o termo ao qual ela faz referência: (A) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência a "ele". (4o parágrafo) (B) "Ele só para depois do almoço...", faz referência ao "cavalo". (1o parágrafo) (C) "Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão", faz referência ao "cimento". (4o parágrafo) (D) "Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas", faz referência aos "cacos de vidro". (2o parágrafo) (E) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência ao "irmão". (4o parágrafo) 3º Item – Assinale a alternativa em que a palavra "achou" foi apresentada com igual sentido ao que se encontra no 3° parágrafo do texto: "Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito." (A) E achou um nome: Rei dos cacos. (B) Achou a louça quebrada. (C) Miguel achou-se no córrego no fim do dia. (D) Achou que ganharia a aposta. (E) Achou-se pronto para partir. 4º Item – Marque a alternativa cujo termo em destaque apresenta sentido de tempo: (A) "No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha..." (4o parágrafo) (B) "O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos". (6o parágrafo) (C) "No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo" (3o parágrafo) (D) "... passamos antes, numa casinha onde moram todos os cacos. (4o parágrafo) (E) "É que lá no fundo, brilhando, sempre têm uns pedaços de vidro." (2o parágrafo) 5º Item – A respeito do relacionamento familiar apresentado no texto, assinale a alternativa correta: (A) A narradora pensou em esconder os cacos de vidro do irmão nos porões, mas desistiu porque tinha medo do lugar. (B) Ao afirmar: "Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela" (2º parágrafo) a narradora sugere que o pai é uma figura ausente da família. (C) O fato de o irmão ser maior do que a narradora impede que os dois mantenham uma boa relação. (D) O rei dos cacos é guardado separado porque é o maior de todos os pedaços de louça colecionados pelos irmãos. (E) O rei dos cacos representa os dois irmãos que, juntos, se completam.
No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão.
(RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.)

Assinale a alternativa cujo fragmento indica que a narradora participa como personagem da história:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Narradora-personagem: uso da 1ª pessoa.

Em "Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo", a narradora usa a primeira pessoa ("saio", "meu", "brincamos"). Ela se inclui na ação, portanto é personagem da história.

Análise das alternativas

A, D, E) Falam do pai, do caco e do irmão em terceira pessoa. B) Faz um comentário geral sobre a brincadeira, sem marca explícita de primeira pessoa.

Referência: Foco narrativo: narrador-personagem.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Coesão Referencial

2019 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
O rei dos cacos
Ricardo Ramos
(Adaptado)

Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo: subimos em todas as árvores, principalmente nas mangueiras, corremos atrás de todos os bichos, principalmente das galinhas, e apanhamos todas as frutas, principalmente as verdes. Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras e é a melhor delas: andar dentro do córrego, pra baixo e pra cima. Minha mãe não gosta muito, nem minha avó, mas a gente anda assim mesmo. Meu pai nem vê, porque fica trabalhando o dia inteiro na fazenda, tratando das vacas, correndo de jipe, tirando leite, passeando a cavalo, cuidando dos porcos. Ele só para depois do almoço, pra ler uns jornais ou um livro.
Enquanto isso, nós dois, eu e meu irmão, no córrego, andamos pra baixo e pra cima. Mas nós não brincamos disso só por causa da água. É que lá no fundo, brilhando, sempre tem uns pedaços de vidro. Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela, que o nome certo é louça, e louça antiga, mas nós já estamos acostumados, meu irmão e eu, a dizer que são cacos de vidro. Eles são grandes, pequenos, quebrados, redondos, compridos, grossos, finos, de todo jeito. Às vezes são coloridos, às vezes são brancos. Quando são brancos nós jogamos fora. Que graça tem guardar um caco de vidro branco? Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas. Minha mãe diz que são pedaços de aparelhos de jantar, tudo louça antiga, dos antigos donos da fazenda, tudo do tempo dos escravos. Quando ela fala isso, eu fico pensando nos escravos que ali deitavam uns por cima dos outros, naqueles porões imensos que existem debaixo da casa. Toda vez que tenho que passar lá dentro, eu e meu irmão, me agarro nele, com medo, mas não falo nada, senão meu irmão vai dizer que menina é assim mesmo, tem medo de tudo.
No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo de nada. Nem de fazer as apostas que fazemos todos os dias: quem é que vai achar o mais bonito, o mais colorido, o maior, o mais antigo. Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito, o mais colorido, o mais antigo. Para saber quem achou o maior, medimos os cacos. E, às vezes, eu acho.
No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha onde moram todos os cacos. Meu pai disse que lá, antigamente, era um tanque onde se fabricava polvilho, depois de colhida a mandioca. Esse tanque é grande, de cimento e todo coberto de tábuas. Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão, senão os bichos entrariam lá dentro. Então, todas as tardes, antes de irmos para casa, nós afastamos as tábuas, entramos dentro do tanque, e guardamos, em mesinhas feitas com pedacinhos de outras tábuas e tijolos, os cacos do dia. Quase todos estão lá. Falta um só, pequeno, branco, com listras cor-de-rosa que meu irmão insiste em dizer que são de outra cor. Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena, que é guardada dentro de uma caixa grande, junto com outras coisas só dele: pedrinhas, penas de passarinho, apitos, felipes de café que são dois grãos de café juntos, pedacinhos de cuia com goma esticada que chamamos de viola e caixas e mais caixas de fósforos. Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado e pôs nome: o rei dos cacos — mas é mentira, fui eu! — e o guardei na casinha do tanque, junto com as coisas só dele.
O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora. Só em dias muito especiais, quando meu irmão resolve arrumar a caixa grande cheia de coisas. Ele tira todas, uma por uma, posso ver tudo desde que não ponha a mão em nada, guarda de novo, fecha, pronto, acabou. Durmo pensando no rei dos cacos, e ele também. Concurso de Admissão 2019/2020 Língua Portuguesa 6º Ano do Ensino Fundamental Visto do Diretor Página 3/9 ______________ No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão. (RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.) 1º Item – Assinale a alternativa cujo fragmento indica que a narradora participa como personagem da história: (A) "Ele só para depois do almoço..." (1o parágrafo) (B) "Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras..." (1o parágrafo) (C) "Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo..." (1o parágrafo) (D) "O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora." (5o parágrafo) (E) "Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena." (4o parágrafo) 2º Item – Marque a alternativa em que se note a correta correspondência entre a palavra em destaque e o termo ao qual ela faz referência: (A) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência a "ele". (4o parágrafo) (B) "Ele só para depois do almoço...", faz referência ao "cavalo". (1o parágrafo) (C) "Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão", faz referência ao "cimento". (4o parágrafo) (D) "Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas", faz referência aos "cacos de vidro". (2o parágrafo) (E) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência ao "irmão". (4o parágrafo) 3º Item – Assinale a alternativa em que a palavra "achou" foi apresentada com igual sentido ao que se encontra no 3° parágrafo do texto: "Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito." (A) E achou um nome: Rei dos cacos. (B) Achou a louça quebrada. (C) Miguel achou-se no córrego no fim do dia. (D) Achou que ganharia a aposta. (E) Achou-se pronto para partir. 4º Item – Marque a alternativa cujo termo em destaque apresenta sentido de tempo: (A) "No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha..." (4o parágrafo) (B) "O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos". (6o parágrafo) (C) "No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo" (3o parágrafo) (D) "... passamos antes, numa casinha onde moram todos os cacos. (4o parágrafo) (E) "É que lá no fundo, brilhando, sempre têm uns pedaços de vidro." (2o parágrafo) 5º Item – A respeito do relacionamento familiar apresentado no texto, assinale a alternativa correta: (A) A narradora pensou em esconder os cacos de vidro do irmão nos porões, mas desistiu porque tinha medo do lugar. (B) Ao afirmar: "Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela" (2º parágrafo) a narradora sugere que o pai é uma figura ausente da família. (C) O fato de o irmão ser maior do que a narradora impede que os dois mantenham uma boa relação. (D) O rei dos cacos é guardado separado porque é o maior de todos os pedaços de louça colecionados pelos irmãos. (E) O rei dos cacos representa os dois irmãos que, juntos, se completam.
No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão.
(RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.)

Marque a alternativa em que se note a correta correspondência entre a palavra em destaque e o termo ao qual ela faz referência:

Reprodução do 2º item como impresso, com as palavras em destaque sublinhadas: que (A), Ele (B), isso (C), os (D) e que (E).
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Polissemia

2019 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
O rei dos cacos
Ricardo Ramos
(Adaptado)

Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo: subimos em todas as árvores, principalmente nas mangueiras, corremos atrás de todos os bichos, principalmente das galinhas, e apanhamos todas as frutas, principalmente as verdes. Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras e é a melhor delas: andar dentro do córrego, pra baixo e pra cima. Minha mãe não gosta muito, nem minha avó, mas a gente anda assim mesmo. Meu pai nem vê, porque fica trabalhando o dia inteiro na fazenda, tratando das vacas, correndo de jipe, tirando leite, passeando a cavalo, cuidando dos porcos. Ele só para depois do almoço, pra ler uns jornais ou um livro.
Enquanto isso, nós dois, eu e meu irmão, no córrego, andamos pra baixo e pra cima. Mas nós não brincamos disso só por causa da água. É que lá no fundo, brilhando, sempre tem uns pedaços de vidro. Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela, que o nome certo é louça, e louça antiga, mas nós já estamos acostumados, meu irmão e eu, a dizer que são cacos de vidro. Eles são grandes, pequenos, quebrados, redondos, compridos, grossos, finos, de todo jeito. Às vezes são coloridos, às vezes são brancos. Quando são brancos nós jogamos fora. Que graça tem guardar um caco de vidro branco? Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas. Minha mãe diz que são pedaços de aparelhos de jantar, tudo louça antiga, dos antigos donos da fazenda, tudo do tempo dos escravos. Quando ela fala isso, eu fico pensando nos escravos que ali deitavam uns por cima dos outros, naqueles porões imensos que existem debaixo da casa. Toda vez que tenho que passar lá dentro, eu e meu irmão, me agarro nele, com medo, mas não falo nada, senão meu irmão vai dizer que menina é assim mesmo, tem medo de tudo.
No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo de nada. Nem de fazer as apostas que fazemos todos os dias: quem é que vai achar o mais bonito, o mais colorido, o maior, o mais antigo. Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito, o mais colorido, o mais antigo. Para saber quem achou o maior, medimos os cacos. E, às vezes, eu acho.
No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha onde moram todos os cacos. Meu pai disse que lá, antigamente, era um tanque onde se fabricava polvilho, depois de colhida a mandioca. Esse tanque é grande, de cimento e todo coberto de tábuas. Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão, senão os bichos entrariam lá dentro. Então, todas as tardes, antes de irmos para casa, nós afastamos as tábuas, entramos dentro do tanque, e guardamos, em mesinhas feitas com pedacinhos de outras tábuas e tijolos, os cacos do dia. Quase todos estão lá. Falta um só, pequeno, branco, com listras cor-de-rosa que meu irmão insiste em dizer que são de outra cor. Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena, que é guardada dentro de uma caixa grande, junto com outras coisas só dele: pedrinhas, penas de passarinho, apitos, felipes de café que são dois grãos de café juntos, pedacinhos de cuia com goma esticada que chamamos de viola e caixas e mais caixas de fósforos. Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado e pôs nome: o rei dos cacos — mas é mentira, fui eu! — e o guardei na casinha do tanque, junto com as coisas só dele.
O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora. Só em dias muito especiais, quando meu irmão resolve arrumar a caixa grande cheia de coisas. Ele tira todas, uma por uma, posso ver tudo desde que não ponha a mão em nada, guarda de novo, fecha, pronto, acabou. Durmo pensando no rei dos cacos, e ele também. Concurso de Admissão 2019/2020 Língua Portuguesa 6º Ano do Ensino Fundamental Visto do Diretor Página 3/9 ______________ No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão. (RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.) 1º Item – Assinale a alternativa cujo fragmento indica que a narradora participa como personagem da história: (A) "Ele só para depois do almoço..." (1o parágrafo) (B) "Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras..." (1o parágrafo) (C) "Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo..." (1o parágrafo) (D) "O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora." (5o parágrafo) (E) "Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena." (4o parágrafo) 2º Item – Marque a alternativa em que se note a correta correspondência entre a palavra em destaque e o termo ao qual ela faz referência: (A) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência a "ele". (4o parágrafo) (B) "Ele só para depois do almoço...", faz referência ao "cavalo". (1o parágrafo) (C) "Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão", faz referência ao "cimento". (4o parágrafo) (D) "Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas", faz referência aos "cacos de vidro". (2o parágrafo) (E) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência ao "irmão". (4o parágrafo) 3º Item – Assinale a alternativa em que a palavra "achou" foi apresentada com igual sentido ao que se encontra no 3° parágrafo do texto: "Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito." (A) E achou um nome: Rei dos cacos. (B) Achou a louça quebrada. (C) Miguel achou-se no córrego no fim do dia. (D) Achou que ganharia a aposta. (E) Achou-se pronto para partir. 4º Item – Marque a alternativa cujo termo em destaque apresenta sentido de tempo: (A) "No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha..." (4o parágrafo) (B) "O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos". (6o parágrafo) (C) "No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo" (3o parágrafo) (D) "... passamos antes, numa casinha onde moram todos os cacos. (4o parágrafo) (E) "É que lá no fundo, brilhando, sempre têm uns pedaços de vidro." (2o parágrafo) 5º Item – A respeito do relacionamento familiar apresentado no texto, assinale a alternativa correta: (A) A narradora pensou em esconder os cacos de vidro do irmão nos porões, mas desistiu porque tinha medo do lugar. (B) Ao afirmar: "Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela" (2º parágrafo) a narradora sugere que o pai é uma figura ausente da família. (C) O fato de o irmão ser maior do que a narradora impede que os dois mantenham uma boa relação. (D) O rei dos cacos é guardado separado porque é o maior de todos os pedaços de louça colecionados pelos irmãos. (E) O rei dos cacos representa os dois irmãos que, juntos, se completam.
No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão.
(RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.)

Assinale a alternativa em que a palavra "achou" foi apresentada com igual sentido ao que se encontra no 3° parágrafo do texto: "Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito."

Reprodução do 3º item como impresso, com a palavra achou sublinhada no fragmento do texto e as formas achou, Achou, achou-se, Achou e Achou-se sublinhadas nas alternativas.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Adjunto Adverbial

2019 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
O rei dos cacos
Ricardo Ramos
(Adaptado)

Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo: subimos em todas as árvores, principalmente nas mangueiras, corremos atrás de todos os bichos, principalmente das galinhas, e apanhamos todas as frutas, principalmente as verdes. Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras e é a melhor delas: andar dentro do córrego, pra baixo e pra cima. Minha mãe não gosta muito, nem minha avó, mas a gente anda assim mesmo. Meu pai nem vê, porque fica trabalhando o dia inteiro na fazenda, tratando das vacas, correndo de jipe, tirando leite, passeando a cavalo, cuidando dos porcos. Ele só para depois do almoço, pra ler uns jornais ou um livro.
Enquanto isso, nós dois, eu e meu irmão, no córrego, andamos pra baixo e pra cima. Mas nós não brincamos disso só por causa da água. É que lá no fundo, brilhando, sempre tem uns pedaços de vidro. Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela, que o nome certo é louça, e louça antiga, mas nós já estamos acostumados, meu irmão e eu, a dizer que são cacos de vidro. Eles são grandes, pequenos, quebrados, redondos, compridos, grossos, finos, de todo jeito. Às vezes são coloridos, às vezes são brancos. Quando são brancos nós jogamos fora. Que graça tem guardar um caco de vidro branco? Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas. Minha mãe diz que são pedaços de aparelhos de jantar, tudo louça antiga, dos antigos donos da fazenda, tudo do tempo dos escravos. Quando ela fala isso, eu fico pensando nos escravos que ali deitavam uns por cima dos outros, naqueles porões imensos que existem debaixo da casa. Toda vez que tenho que passar lá dentro, eu e meu irmão, me agarro nele, com medo, mas não falo nada, senão meu irmão vai dizer que menina é assim mesmo, tem medo de tudo.
No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo de nada. Nem de fazer as apostas que fazemos todos os dias: quem é que vai achar o mais bonito, o mais colorido, o maior, o mais antigo. Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito, o mais colorido, o mais antigo. Para saber quem achou o maior, medimos os cacos. E, às vezes, eu acho.
No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha onde moram todos os cacos. Meu pai disse que lá, antigamente, era um tanque onde se fabricava polvilho, depois de colhida a mandioca. Esse tanque é grande, de cimento e todo coberto de tábuas. Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão, senão os bichos entrariam lá dentro. Então, todas as tardes, antes de irmos para casa, nós afastamos as tábuas, entramos dentro do tanque, e guardamos, em mesinhas feitas com pedacinhos de outras tábuas e tijolos, os cacos do dia. Quase todos estão lá. Falta um só, pequeno, branco, com listras cor-de-rosa que meu irmão insiste em dizer que são de outra cor. Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena, que é guardada dentro de uma caixa grande, junto com outras coisas só dele: pedrinhas, penas de passarinho, apitos, felipes de café que são dois grãos de café juntos, pedacinhos de cuia com goma esticada que chamamos de viola e caixas e mais caixas de fósforos. Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado e pôs nome: o rei dos cacos — mas é mentira, fui eu! — e o guardei na casinha do tanque, junto com as coisas só dele.
O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora. Só em dias muito especiais, quando meu irmão resolve arrumar a caixa grande cheia de coisas. Ele tira todas, uma por uma, posso ver tudo desde que não ponha a mão em nada, guarda de novo, fecha, pronto, acabou. Durmo pensando no rei dos cacos, e ele também. Concurso de Admissão 2019/2020 Língua Portuguesa 6º Ano do Ensino Fundamental Visto do Diretor Página 3/9 ______________ No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão. (RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.) 1º Item – Assinale a alternativa cujo fragmento indica que a narradora participa como personagem da história: (A) "Ele só para depois do almoço..." (1o parágrafo) (B) "Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras..." (1o parágrafo) (C) "Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo..." (1o parágrafo) (D) "O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora." (5o parágrafo) (E) "Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena." (4o parágrafo) 2º Item – Marque a alternativa em que se note a correta correspondência entre a palavra em destaque e o termo ao qual ela faz referência: (A) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência a "ele". (4o parágrafo) (B) "Ele só para depois do almoço...", faz referência ao "cavalo". (1o parágrafo) (C) "Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão", faz referência ao "cimento". (4o parágrafo) (D) "Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas", faz referência aos "cacos de vidro". (2o parágrafo) (E) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência ao "irmão". (4o parágrafo) 3º Item – Assinale a alternativa em que a palavra "achou" foi apresentada com igual sentido ao que se encontra no 3° parágrafo do texto: "Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito." (A) E achou um nome: Rei dos cacos. (B) Achou a louça quebrada. (C) Miguel achou-se no córrego no fim do dia. (D) Achou que ganharia a aposta. (E) Achou-se pronto para partir. 4º Item – Marque a alternativa cujo termo em destaque apresenta sentido de tempo: (A) "No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha..." (4o parágrafo) (B) "O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos". (6o parágrafo) (C) "No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo" (3o parágrafo) (D) "... passamos antes, numa casinha onde moram todos os cacos. (4o parágrafo) (E) "É que lá no fundo, brilhando, sempre têm uns pedaços de vidro." (2o parágrafo) 5º Item – A respeito do relacionamento familiar apresentado no texto, assinale a alternativa correta: (A) A narradora pensou em esconder os cacos de vidro do irmão nos porões, mas desistiu porque tinha medo do lugar. (B) Ao afirmar: "Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela" (2º parágrafo) a narradora sugere que o pai é uma figura ausente da família. (C) O fato de o irmão ser maior do que a narradora impede que os dois mantenham uma boa relação. (D) O rei dos cacos é guardado separado porque é o maior de todos os pedaços de louça colecionados pelos irmãos. (E) O rei dos cacos representa os dois irmãos que, juntos, se completam.
No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão.
(RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.)

Marque a alternativa cujo termo em destaque apresenta sentido de tempo:

Reprodução do 4º item como impresso, com os termos em destaque sublinhados: No fim do dia (A), O meu maior sonho (B), No córrego (C), numa casinha (D) e lá (E).
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Compreensão Textual

2019 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
O rei dos cacos
Ricardo Ramos
(Adaptado)

Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo: subimos em todas as árvores, principalmente nas mangueiras, corremos atrás de todos os bichos, principalmente das galinhas, e apanhamos todas as frutas, principalmente as verdes. Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras e é a melhor delas: andar dentro do córrego, pra baixo e pra cima. Minha mãe não gosta muito, nem minha avó, mas a gente anda assim mesmo. Meu pai nem vê, porque fica trabalhando o dia inteiro na fazenda, tratando das vacas, correndo de jipe, tirando leite, passeando a cavalo, cuidando dos porcos. Ele só para depois do almoço, pra ler uns jornais ou um livro.
Enquanto isso, nós dois, eu e meu irmão, no córrego, andamos pra baixo e pra cima. Mas nós não brincamos disso só por causa da água. É que lá no fundo, brilhando, sempre tem uns pedaços de vidro. Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela, que o nome certo é louça, e louça antiga, mas nós já estamos acostumados, meu irmão e eu, a dizer que são cacos de vidro. Eles são grandes, pequenos, quebrados, redondos, compridos, grossos, finos, de todo jeito. Às vezes são coloridos, às vezes são brancos. Quando são brancos nós jogamos fora. Que graça tem guardar um caco de vidro branco? Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas. Minha mãe diz que são pedaços de aparelhos de jantar, tudo louça antiga, dos antigos donos da fazenda, tudo do tempo dos escravos. Quando ela fala isso, eu fico pensando nos escravos que ali deitavam uns por cima dos outros, naqueles porões imensos que existem debaixo da casa. Toda vez que tenho que passar lá dentro, eu e meu irmão, me agarro nele, com medo, mas não falo nada, senão meu irmão vai dizer que menina é assim mesmo, tem medo de tudo.
No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo de nada. Nem de fazer as apostas que fazemos todos os dias: quem é que vai achar o mais bonito, o mais colorido, o maior, o mais antigo. Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito, o mais colorido, o mais antigo. Para saber quem achou o maior, medimos os cacos. E, às vezes, eu acho.
No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha onde moram todos os cacos. Meu pai disse que lá, antigamente, era um tanque onde se fabricava polvilho, depois de colhida a mandioca. Esse tanque é grande, de cimento e todo coberto de tábuas. Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão, senão os bichos entrariam lá dentro. Então, todas as tardes, antes de irmos para casa, nós afastamos as tábuas, entramos dentro do tanque, e guardamos, em mesinhas feitas com pedacinhos de outras tábuas e tijolos, os cacos do dia. Quase todos estão lá. Falta um só, pequeno, branco, com listras cor-de-rosa que meu irmão insiste em dizer que são de outra cor. Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena, que é guardada dentro de uma caixa grande, junto com outras coisas só dele: pedrinhas, penas de passarinho, apitos, felipes de café que são dois grãos de café juntos, pedacinhos de cuia com goma esticada que chamamos de viola e caixas e mais caixas de fósforos. Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado e pôs nome: o rei dos cacos — mas é mentira, fui eu! — e o guardei na casinha do tanque, junto com as coisas só dele.
O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora. Só em dias muito especiais, quando meu irmão resolve arrumar a caixa grande cheia de coisas. Ele tira todas, uma por uma, posso ver tudo desde que não ponha a mão em nada, guarda de novo, fecha, pronto, acabou. Durmo pensando no rei dos cacos, e ele também. Concurso de Admissão 2019/2020 Língua Portuguesa 6º Ano do Ensino Fundamental Visto do Diretor Página 3/9 ______________ No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão. (RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.) 1º Item – Assinale a alternativa cujo fragmento indica que a narradora participa como personagem da história: (A) "Ele só para depois do almoço..." (1o parágrafo) (B) "Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras..." (1o parágrafo) (C) "Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo..." (1o parágrafo) (D) "O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora." (5o parágrafo) (E) "Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena." (4o parágrafo) 2º Item – Marque a alternativa em que se note a correta correspondência entre a palavra em destaque e o termo ao qual ela faz referência: (A) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência a "ele". (4o parágrafo) (B) "Ele só para depois do almoço...", faz referência ao "cavalo". (1o parágrafo) (C) "Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão", faz referência ao "cimento". (4o parágrafo) (D) "Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas", faz referência aos "cacos de vidro". (2o parágrafo) (E) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência ao "irmão". (4o parágrafo) 3º Item – Assinale a alternativa em que a palavra "achou" foi apresentada com igual sentido ao que se encontra no 3° parágrafo do texto: "Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito." (A) E achou um nome: Rei dos cacos. (B) Achou a louça quebrada. (C) Miguel achou-se no córrego no fim do dia. (D) Achou que ganharia a aposta. (E) Achou-se pronto para partir. 4º Item – Marque a alternativa cujo termo em destaque apresenta sentido de tempo: (A) "No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha..." (4o parágrafo) (B) "O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos". (6o parágrafo) (C) "No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo" (3o parágrafo) (D) "... passamos antes, numa casinha onde moram todos os cacos. (4o parágrafo) (E) "É que lá no fundo, brilhando, sempre têm uns pedaços de vidro." (2o parágrafo) 5º Item – A respeito do relacionamento familiar apresentado no texto, assinale a alternativa correta: (A) A narradora pensou em esconder os cacos de vidro do irmão nos porões, mas desistiu porque tinha medo do lugar. (B) Ao afirmar: "Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela" (2º parágrafo) a narradora sugere que o pai é uma figura ausente da família. (C) O fato de o irmão ser maior do que a narradora impede que os dois mantenham uma boa relação. (D) O rei dos cacos é guardado separado porque é o maior de todos os pedaços de louça colecionados pelos irmãos. (E) O rei dos cacos representa os dois irmãos que, juntos, se completam.
No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão.
(RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.)

A respeito do relacionamento familiar apresentado no texto, assinale a alternativa correta:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O rei dos cacos simboliza os dois irmãos que se completam.

Ambos reivindicam o caco e sonham em achar a outra metade dele. Isso sugere que o caco representa a união dos dois irmãos, que se completam.

Análise das alternativas

A) Não há essa intenção de esconder cacos no texto. B) A fala sobre a mãe e a avó não sugere ausência do pai. C) O texto não diz que a diferença de tamanho prejudique a relação. D) O caco é guardado separado por ser especial, não por ser o maior: é pequeno.

Referência: RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo (texto-base).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Fato e Opinião

2019 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
O rei dos cacos
Ricardo Ramos
(Adaptado)

Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo: subimos em todas as árvores, principalmente nas mangueiras, corremos atrás de todos os bichos, principalmente das galinhas, e apanhamos todas as frutas, principalmente as verdes. Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras e é a melhor delas: andar dentro do córrego, pra baixo e pra cima. Minha mãe não gosta muito, nem minha avó, mas a gente anda assim mesmo. Meu pai nem vê, porque fica trabalhando o dia inteiro na fazenda, tratando das vacas, correndo de jipe, tirando leite, passeando a cavalo, cuidando dos porcos. Ele só para depois do almoço, pra ler uns jornais ou um livro.
Enquanto isso, nós dois, eu e meu irmão, no córrego, andamos pra baixo e pra cima. Mas nós não brincamos disso só por causa da água. É que lá no fundo, brilhando, sempre tem uns pedaços de vidro. Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela, que o nome certo é louça, e louça antiga, mas nós já estamos acostumados, meu irmão e eu, a dizer que são cacos de vidro. Eles são grandes, pequenos, quebrados, redondos, compridos, grossos, finos, de todo jeito. Às vezes são coloridos, às vezes são brancos. Quando são brancos nós jogamos fora. Que graça tem guardar um caco de vidro branco? Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas. Minha mãe diz que são pedaços de aparelhos de jantar, tudo louça antiga, dos antigos donos da fazenda, tudo do tempo dos escravos. Quando ela fala isso, eu fico pensando nos escravos que ali deitavam uns por cima dos outros, naqueles porões imensos que existem debaixo da casa. Toda vez que tenho que passar lá dentro, eu e meu irmão, me agarro nele, com medo, mas não falo nada, senão meu irmão vai dizer que menina é assim mesmo, tem medo de tudo.
No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo de nada. Nem de fazer as apostas que fazemos todos os dias: quem é que vai achar o mais bonito, o mais colorido, o maior, o mais antigo. Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito, o mais colorido, o mais antigo. Para saber quem achou o maior, medimos os cacos. E, às vezes, eu acho.
No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha onde moram todos os cacos. Meu pai disse que lá, antigamente, era um tanque onde se fabricava polvilho, depois de colhida a mandioca. Esse tanque é grande, de cimento e todo coberto de tábuas. Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão, senão os bichos entrariam lá dentro. Então, todas as tardes, antes de irmos para casa, nós afastamos as tábuas, entramos dentro do tanque, e guardamos, em mesinhas feitas com pedacinhos de outras tábuas e tijolos, os cacos do dia. Quase todos estão lá. Falta um só, pequeno, branco, com listras cor-de-rosa que meu irmão insiste em dizer que são de outra cor. Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena, que é guardada dentro de uma caixa grande, junto com outras coisas só dele: pedrinhas, penas de passarinho, apitos, felipes de café que são dois grãos de café juntos, pedacinhos de cuia com goma esticada que chamamos de viola e caixas e mais caixas de fósforos. Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado e pôs nome: o rei dos cacos — mas é mentira, fui eu! — e o guardei na casinha do tanque, junto com as coisas só dele.
O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora. Só em dias muito especiais, quando meu irmão resolve arrumar a caixa grande cheia de coisas. Ele tira todas, uma por uma, posso ver tudo desde que não ponha a mão em nada, guarda de novo, fecha, pronto, acabou. Durmo pensando no rei dos cacos, e ele também. Concurso de Admissão 2019/2020 Língua Portuguesa 6º Ano do Ensino Fundamental Visto do Diretor Página 3/9 ______________ No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão. (RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.) 1º Item – Assinale a alternativa cujo fragmento indica que a narradora participa como personagem da história: (A) "Ele só para depois do almoço..." (1o parágrafo) (B) "Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras..." (1o parágrafo) (C) "Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo..." (1o parágrafo) (D) "O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora." (5o parágrafo) (E) "Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena." (4o parágrafo) 2º Item – Marque a alternativa em que se note a correta correspondência entre a palavra em destaque e o termo ao qual ela faz referência: (A) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência a "ele". (4o parágrafo) (B) "Ele só para depois do almoço...", faz referência ao "cavalo". (1o parágrafo) (C) "Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão", faz referência ao "cimento". (4o parágrafo) (D) "Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas", faz referência aos "cacos de vidro". (2o parágrafo) (E) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência ao "irmão". (4o parágrafo) 3º Item – Assinale a alternativa em que a palavra "achou" foi apresentada com igual sentido ao que se encontra no 3° parágrafo do texto: "Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito." (A) E achou um nome: Rei dos cacos. (B) Achou a louça quebrada. (C) Miguel achou-se no córrego no fim do dia. (D) Achou que ganharia a aposta. (E) Achou-se pronto para partir. 4º Item – Marque a alternativa cujo termo em destaque apresenta sentido de tempo: (A) "No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha..." (4o parágrafo) (B) "O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos". (6o parágrafo) (C) "No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo" (3o parágrafo) (D) "... passamos antes, numa casinha onde moram todos os cacos. (4o parágrafo) (E) "É que lá no fundo, brilhando, sempre têm uns pedaços de vidro." (2o parágrafo) 5º Item – A respeito do relacionamento familiar apresentado no texto, assinale a alternativa correta: (A) A narradora pensou em esconder os cacos de vidro do irmão nos porões, mas desistiu porque tinha medo do lugar. (B) Ao afirmar: "Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela" (2º parágrafo) a narradora sugere que o pai é uma figura ausente da família. (C) O fato de o irmão ser maior do que a narradora impede que os dois mantenham uma boa relação. (D) O rei dos cacos é guardado separado porque é o maior de todos os pedaços de louça colecionados pelos irmãos. (E) O rei dos cacos representa os dois irmãos que, juntos, se completam.
No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão.
(RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.)

Indique a alternativa que contenha uma opinião da narradora, e não um fato que tenha se passado com ela:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Opinião da narradora: "os mais bonitinhos".

"Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas" traz um juízo de valor, pois "bonitinho" é subjetivo. As demais opções relatam fatos ou falas de terceiros.

Análise das alternativas

B) Relata uma ação realizada. C) Informa o motivo real das brincadeiras. D) Constata como os cacos são. E) Reproduz o que a mãe e a avó dizem, que é um fato.

Referência: RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo (texto-base).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Tempos Verbais

2019 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
O rei dos cacos
Ricardo Ramos
(Adaptado)

Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo: subimos em todas as árvores, principalmente nas mangueiras, corremos atrás de todos os bichos, principalmente das galinhas, e apanhamos todas as frutas, principalmente as verdes. Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras e é a melhor delas: andar dentro do córrego, pra baixo e pra cima. Minha mãe não gosta muito, nem minha avó, mas a gente anda assim mesmo. Meu pai nem vê, porque fica trabalhando o dia inteiro na fazenda, tratando das vacas, correndo de jipe, tirando leite, passeando a cavalo, cuidando dos porcos. Ele só para depois do almoço, pra ler uns jornais ou um livro.
Enquanto isso, nós dois, eu e meu irmão, no córrego, andamos pra baixo e pra cima. Mas nós não brincamos disso só por causa da água. É que lá no fundo, brilhando, sempre tem uns pedaços de vidro. Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela, que o nome certo é louça, e louça antiga, mas nós já estamos acostumados, meu irmão e eu, a dizer que são cacos de vidro. Eles são grandes, pequenos, quebrados, redondos, compridos, grossos, finos, de todo jeito. Às vezes são coloridos, às vezes são brancos. Quando são brancos nós jogamos fora. Que graça tem guardar um caco de vidro branco? Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas. Minha mãe diz que são pedaços de aparelhos de jantar, tudo louça antiga, dos antigos donos da fazenda, tudo do tempo dos escravos. Quando ela fala isso, eu fico pensando nos escravos que ali deitavam uns por cima dos outros, naqueles porões imensos que existem debaixo da casa. Toda vez que tenho que passar lá dentro, eu e meu irmão, me agarro nele, com medo, mas não falo nada, senão meu irmão vai dizer que menina é assim mesmo, tem medo de tudo.
No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo de nada. Nem de fazer as apostas que fazemos todos os dias: quem é que vai achar o mais bonito, o mais colorido, o maior, o mais antigo. Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito, o mais colorido, o mais antigo. Para saber quem achou o maior, medimos os cacos. E, às vezes, eu acho.
No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha onde moram todos os cacos. Meu pai disse que lá, antigamente, era um tanque onde se fabricava polvilho, depois de colhida a mandioca. Esse tanque é grande, de cimento e todo coberto de tábuas. Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão, senão os bichos entrariam lá dentro. Então, todas as tardes, antes de irmos para casa, nós afastamos as tábuas, entramos dentro do tanque, e guardamos, em mesinhas feitas com pedacinhos de outras tábuas e tijolos, os cacos do dia. Quase todos estão lá. Falta um só, pequeno, branco, com listras cor-de-rosa que meu irmão insiste em dizer que são de outra cor. Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena, que é guardada dentro de uma caixa grande, junto com outras coisas só dele: pedrinhas, penas de passarinho, apitos, felipes de café que são dois grãos de café juntos, pedacinhos de cuia com goma esticada que chamamos de viola e caixas e mais caixas de fósforos. Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado e pôs nome: o rei dos cacos — mas é mentira, fui eu! — e o guardei na casinha do tanque, junto com as coisas só dele.
O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora. Só em dias muito especiais, quando meu irmão resolve arrumar a caixa grande cheia de coisas. Ele tira todas, uma por uma, posso ver tudo desde que não ponha a mão em nada, guarda de novo, fecha, pronto, acabou. Durmo pensando no rei dos cacos, e ele também. Concurso de Admissão 2019/2020 Língua Portuguesa 6º Ano do Ensino Fundamental Visto do Diretor Página 3/9 ______________ No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão. (RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.) 1º Item – Assinale a alternativa cujo fragmento indica que a narradora participa como personagem da história: (A) "Ele só para depois do almoço..." (1o parágrafo) (B) "Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras..." (1o parágrafo) (C) "Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo..." (1o parágrafo) (D) "O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora." (5o parágrafo) (E) "Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena." (4o parágrafo) 2º Item – Marque a alternativa em que se note a correta correspondência entre a palavra em destaque e o termo ao qual ela faz referência: (A) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência a "ele". (4o parágrafo) (B) "Ele só para depois do almoço...", faz referência ao "cavalo". (1o parágrafo) (C) "Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão", faz referência ao "cimento". (4o parágrafo) (D) "Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas", faz referência aos "cacos de vidro". (2o parágrafo) (E) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência ao "irmão". (4o parágrafo) 3º Item – Assinale a alternativa em que a palavra "achou" foi apresentada com igual sentido ao que se encontra no 3° parágrafo do texto: "Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito." (A) E achou um nome: Rei dos cacos. (B) Achou a louça quebrada. (C) Miguel achou-se no córrego no fim do dia. (D) Achou que ganharia a aposta. (E) Achou-se pronto para partir. 4º Item – Marque a alternativa cujo termo em destaque apresenta sentido de tempo: (A) "No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha..." (4o parágrafo) (B) "O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos". (6o parágrafo) (C) "No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo" (3o parágrafo) (D) "... passamos antes, numa casinha onde moram todos os cacos. (4o parágrafo) (E) "É que lá no fundo, brilhando, sempre têm uns pedaços de vidro." (2o parágrafo) 5º Item – A respeito do relacionamento familiar apresentado no texto, assinale a alternativa correta: (A) A narradora pensou em esconder os cacos de vidro do irmão nos porões, mas desistiu porque tinha medo do lugar. (B) Ao afirmar: "Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela" (2º parágrafo) a narradora sugere que o pai é uma figura ausente da família. (C) O fato de o irmão ser maior do que a narradora impede que os dois mantenham uma boa relação. (D) O rei dos cacos é guardado separado porque é o maior de todos os pedaços de louça colecionados pelos irmãos. (E) O rei dos cacos representa os dois irmãos que, juntos, se completam.
No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão.
(RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.)

Indique a alternativa cuja descrição faz referência a fatos passados que não foram completamente concluídos:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Pretérito imperfeito indica passado não concluído.

"Era um tanque onde se fabricava polvilho" está no pretérito imperfeito, que expressa fato passado habitual ou contínuo, sem marcar um término. Assim, "fabricava" descreve uma ação passada não concluída.

Análise das alternativas

A) "Pulamos" está no presente e expressa hábito atual. C) "Diz" está no presente. D) "Disse" é pretérito perfeito, ação concluída. E) "Andamos" está no presente.

Referência: Tempos verbais do modo indicativo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Tipologia Textual

2019 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
O rei dos cacos
Ricardo Ramos
(Adaptado)

Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo: subimos em todas as árvores, principalmente nas mangueiras, corremos atrás de todos os bichos, principalmente das galinhas, e apanhamos todas as frutas, principalmente as verdes. Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras e é a melhor delas: andar dentro do córrego, pra baixo e pra cima. Minha mãe não gosta muito, nem minha avó, mas a gente anda assim mesmo. Meu pai nem vê, porque fica trabalhando o dia inteiro na fazenda, tratando das vacas, correndo de jipe, tirando leite, passeando a cavalo, cuidando dos porcos. Ele só para depois do almoço, pra ler uns jornais ou um livro.
Enquanto isso, nós dois, eu e meu irmão, no córrego, andamos pra baixo e pra cima. Mas nós não brincamos disso só por causa da água. É que lá no fundo, brilhando, sempre tem uns pedaços de vidro. Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela, que o nome certo é louça, e louça antiga, mas nós já estamos acostumados, meu irmão e eu, a dizer que são cacos de vidro. Eles são grandes, pequenos, quebrados, redondos, compridos, grossos, finos, de todo jeito. Às vezes são coloridos, às vezes são brancos. Quando são brancos nós jogamos fora. Que graça tem guardar um caco de vidro branco? Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas. Minha mãe diz que são pedaços de aparelhos de jantar, tudo louça antiga, dos antigos donos da fazenda, tudo do tempo dos escravos. Quando ela fala isso, eu fico pensando nos escravos que ali deitavam uns por cima dos outros, naqueles porões imensos que existem debaixo da casa. Toda vez que tenho que passar lá dentro, eu e meu irmão, me agarro nele, com medo, mas não falo nada, senão meu irmão vai dizer que menina é assim mesmo, tem medo de tudo.
No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo de nada. Nem de fazer as apostas que fazemos todos os dias: quem é que vai achar o mais bonito, o mais colorido, o maior, o mais antigo. Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito, o mais colorido, o mais antigo. Para saber quem achou o maior, medimos os cacos. E, às vezes, eu acho.
No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha onde moram todos os cacos. Meu pai disse que lá, antigamente, era um tanque onde se fabricava polvilho, depois de colhida a mandioca. Esse tanque é grande, de cimento e todo coberto de tábuas. Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão, senão os bichos entrariam lá dentro. Então, todas as tardes, antes de irmos para casa, nós afastamos as tábuas, entramos dentro do tanque, e guardamos, em mesinhas feitas com pedacinhos de outras tábuas e tijolos, os cacos do dia. Quase todos estão lá. Falta um só, pequeno, branco, com listras cor-de-rosa que meu irmão insiste em dizer que são de outra cor. Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena, que é guardada dentro de uma caixa grande, junto com outras coisas só dele: pedrinhas, penas de passarinho, apitos, felipes de café que são dois grãos de café juntos, pedacinhos de cuia com goma esticada que chamamos de viola e caixas e mais caixas de fósforos. Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado e pôs nome: o rei dos cacos — mas é mentira, fui eu! — e o guardei na casinha do tanque, junto com as coisas só dele.
O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora. Só em dias muito especiais, quando meu irmão resolve arrumar a caixa grande cheia de coisas. Ele tira todas, uma por uma, posso ver tudo desde que não ponha a mão em nada, guarda de novo, fecha, pronto, acabou. Durmo pensando no rei dos cacos, e ele também. Concurso de Admissão 2019/2020 Língua Portuguesa 6º Ano do Ensino Fundamental Visto do Diretor Página 3/9 ______________ No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão. (RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.) 1º Item – Assinale a alternativa cujo fragmento indica que a narradora participa como personagem da história: (A) "Ele só para depois do almoço..." (1o parágrafo) (B) "Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras..." (1o parágrafo) (C) "Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo..." (1o parágrafo) (D) "O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora." (5o parágrafo) (E) "Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena." (4o parágrafo) 2º Item – Marque a alternativa em que se note a correta correspondência entre a palavra em destaque e o termo ao qual ela faz referência: (A) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência a "ele". (4o parágrafo) (B) "Ele só para depois do almoço...", faz referência ao "cavalo". (1o parágrafo) (C) "Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão", faz referência ao "cimento". (4o parágrafo) (D) "Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas", faz referência aos "cacos de vidro". (2o parágrafo) (E) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência ao "irmão". (4o parágrafo) 3º Item – Assinale a alternativa em que a palavra "achou" foi apresentada com igual sentido ao que se encontra no 3° parágrafo do texto: "Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito." (A) E achou um nome: Rei dos cacos. (B) Achou a louça quebrada. (C) Miguel achou-se no córrego no fim do dia. (D) Achou que ganharia a aposta. (E) Achou-se pronto para partir. 4º Item – Marque a alternativa cujo termo em destaque apresenta sentido de tempo: (A) "No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha..." (4o parágrafo) (B) "O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos". (6o parágrafo) (C) "No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo" (3o parágrafo) (D) "... passamos antes, numa casinha onde moram todos os cacos. (4o parágrafo) (E) "É que lá no fundo, brilhando, sempre têm uns pedaços de vidro." (2o parágrafo) 5º Item – A respeito do relacionamento familiar apresentado no texto, assinale a alternativa correta: (A) A narradora pensou em esconder os cacos de vidro do irmão nos porões, mas desistiu porque tinha medo do lugar. (B) Ao afirmar: "Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela" (2º parágrafo) a narradora sugere que o pai é uma figura ausente da família. (C) O fato de o irmão ser maior do que a narradora impede que os dois mantenham uma boa relação. (D) O rei dos cacos é guardado separado porque é o maior de todos os pedaços de louça colecionados pelos irmãos. (E) O rei dos cacos representa os dois irmãos que, juntos, se completam.
No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão.
(RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.)

Ao analisar as características do texto lido, podemos afirmar que:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Tipologia: narração de episódios da infância.

O texto é narrativo: a narradora, em primeira pessoa, relata acontecimentos e rotinas de sua infância com o irmão. Há personagens, espaço, tempo e ações.

Análise das alternativas

A) Não defende nenhuma tese. B) Não se limita a descrever o córrego. C) Não é dissertação. D) "Eu lírico" é termo de poesia e o texto não é um poema reflexivo.

Referência: RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo (texto-base).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Compreensão Textual

2019 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
O rei dos cacos
Ricardo Ramos
(Adaptado)

Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo: subimos em todas as árvores, principalmente nas mangueiras, corremos atrás de todos os bichos, principalmente das galinhas, e apanhamos todas as frutas, principalmente as verdes. Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras e é a melhor delas: andar dentro do córrego, pra baixo e pra cima. Minha mãe não gosta muito, nem minha avó, mas a gente anda assim mesmo. Meu pai nem vê, porque fica trabalhando o dia inteiro na fazenda, tratando das vacas, correndo de jipe, tirando leite, passeando a cavalo, cuidando dos porcos. Ele só para depois do almoço, pra ler uns jornais ou um livro.
Enquanto isso, nós dois, eu e meu irmão, no córrego, andamos pra baixo e pra cima. Mas nós não brincamos disso só por causa da água. É que lá no fundo, brilhando, sempre tem uns pedaços de vidro. Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela, que o nome certo é louça, e louça antiga, mas nós já estamos acostumados, meu irmão e eu, a dizer que são cacos de vidro. Eles são grandes, pequenos, quebrados, redondos, compridos, grossos, finos, de todo jeito. Às vezes são coloridos, às vezes são brancos. Quando são brancos nós jogamos fora. Que graça tem guardar um caco de vidro branco? Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas. Minha mãe diz que são pedaços de aparelhos de jantar, tudo louça antiga, dos antigos donos da fazenda, tudo do tempo dos escravos. Quando ela fala isso, eu fico pensando nos escravos que ali deitavam uns por cima dos outros, naqueles porões imensos que existem debaixo da casa. Toda vez que tenho que passar lá dentro, eu e meu irmão, me agarro nele, com medo, mas não falo nada, senão meu irmão vai dizer que menina é assim mesmo, tem medo de tudo.
No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo de nada. Nem de fazer as apostas que fazemos todos os dias: quem é que vai achar o mais bonito, o mais colorido, o maior, o mais antigo. Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito, o mais colorido, o mais antigo. Para saber quem achou o maior, medimos os cacos. E, às vezes, eu acho.
No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha onde moram todos os cacos. Meu pai disse que lá, antigamente, era um tanque onde se fabricava polvilho, depois de colhida a mandioca. Esse tanque é grande, de cimento e todo coberto de tábuas. Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão, senão os bichos entrariam lá dentro. Então, todas as tardes, antes de irmos para casa, nós afastamos as tábuas, entramos dentro do tanque, e guardamos, em mesinhas feitas com pedacinhos de outras tábuas e tijolos, os cacos do dia. Quase todos estão lá. Falta um só, pequeno, branco, com listras cor-de-rosa que meu irmão insiste em dizer que são de outra cor. Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena, que é guardada dentro de uma caixa grande, junto com outras coisas só dele: pedrinhas, penas de passarinho, apitos, felipes de café que são dois grãos de café juntos, pedacinhos de cuia com goma esticada que chamamos de viola e caixas e mais caixas de fósforos. Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado e pôs nome: o rei dos cacos — mas é mentira, fui eu! — e o guardei na casinha do tanque, junto com as coisas só dele.
O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora. Só em dias muito especiais, quando meu irmão resolve arrumar a caixa grande cheia de coisas. Ele tira todas, uma por uma, posso ver tudo desde que não ponha a mão em nada, guarda de novo, fecha, pronto, acabou. Durmo pensando no rei dos cacos, e ele também. Concurso de Admissão 2019/2020 Língua Portuguesa 6º Ano do Ensino Fundamental Visto do Diretor Página 3/9 ______________ No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão. (RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.) 1º Item – Assinale a alternativa cujo fragmento indica que a narradora participa como personagem da história: (A) "Ele só para depois do almoço..." (1o parágrafo) (B) "Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras..." (1o parágrafo) (C) "Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo..." (1o parágrafo) (D) "O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora." (5o parágrafo) (E) "Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena." (4o parágrafo) 2º Item – Marque a alternativa em que se note a correta correspondência entre a palavra em destaque e o termo ao qual ela faz referência: (A) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência a "ele". (4o parágrafo) (B) "Ele só para depois do almoço...", faz referência ao "cavalo". (1o parágrafo) (C) "Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão", faz referência ao "cimento". (4o parágrafo) (D) "Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas", faz referência aos "cacos de vidro". (2o parágrafo) (E) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência ao "irmão". (4o parágrafo) 3º Item – Assinale a alternativa em que a palavra "achou" foi apresentada com igual sentido ao que se encontra no 3° parágrafo do texto: "Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito." (A) E achou um nome: Rei dos cacos. (B) Achou a louça quebrada. (C) Miguel achou-se no córrego no fim do dia. (D) Achou que ganharia a aposta. (E) Achou-se pronto para partir. 4º Item – Marque a alternativa cujo termo em destaque apresenta sentido de tempo: (A) "No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha..." (4o parágrafo) (B) "O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos". (6o parágrafo) (C) "No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo" (3o parágrafo) (D) "... passamos antes, numa casinha onde moram todos os cacos. (4o parágrafo) (E) "É que lá no fundo, brilhando, sempre têm uns pedaços de vidro." (2o parágrafo) 5º Item – A respeito do relacionamento familiar apresentado no texto, assinale a alternativa correta: (A) A narradora pensou em esconder os cacos de vidro do irmão nos porões, mas desistiu porque tinha medo do lugar. (B) Ao afirmar: "Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela" (2º parágrafo) a narradora sugere que o pai é uma figura ausente da família. (C) O fato de o irmão ser maior do que a narradora impede que os dois mantenham uma boa relação. (D) O rei dos cacos é guardado separado porque é o maior de todos os pedaços de louça colecionados pelos irmãos. (E) O rei dos cacos representa os dois irmãos que, juntos, se completam.
No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão.
(RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.)

Assinale a alternativa que revela o motivo pelo qual os irmãos gostavam de brincar no córrego:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Motivo de brincarem no córrego: os cacos de vidro.

A narradora diz que não brincam no córrego só pela água, pois "lá no fundo, brilhando, sempre tem uns pedaços de vidro". O encanto dos cacos é o motivo central.

Análise das alternativas

A) A ausência do pai é só um fato, não o motivo. B) Não há intenção de contrariar a mãe e a avó. D) O texto diz que a brincadeira é a melhor, não que o motivo é ser incomum. E) Não se fala em calor ou em refrescar-se.

Referência: RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo (texto-base).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Compreensão Textual

2019 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
O rei dos cacos
Ricardo Ramos
(Adaptado)

Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo: subimos em todas as árvores, principalmente nas mangueiras, corremos atrás de todos os bichos, principalmente das galinhas, e apanhamos todas as frutas, principalmente as verdes. Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras e é a melhor delas: andar dentro do córrego, pra baixo e pra cima. Minha mãe não gosta muito, nem minha avó, mas a gente anda assim mesmo. Meu pai nem vê, porque fica trabalhando o dia inteiro na fazenda, tratando das vacas, correndo de jipe, tirando leite, passeando a cavalo, cuidando dos porcos. Ele só para depois do almoço, pra ler uns jornais ou um livro.
Enquanto isso, nós dois, eu e meu irmão, no córrego, andamos pra baixo e pra cima. Mas nós não brincamos disso só por causa da água. É que lá no fundo, brilhando, sempre tem uns pedaços de vidro. Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela, que o nome certo é louça, e louça antiga, mas nós já estamos acostumados, meu irmão e eu, a dizer que são cacos de vidro. Eles são grandes, pequenos, quebrados, redondos, compridos, grossos, finos, de todo jeito. Às vezes são coloridos, às vezes são brancos. Quando são brancos nós jogamos fora. Que graça tem guardar um caco de vidro branco? Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas. Minha mãe diz que são pedaços de aparelhos de jantar, tudo louça antiga, dos antigos donos da fazenda, tudo do tempo dos escravos. Quando ela fala isso, eu fico pensando nos escravos que ali deitavam uns por cima dos outros, naqueles porões imensos que existem debaixo da casa. Toda vez que tenho que passar lá dentro, eu e meu irmão, me agarro nele, com medo, mas não falo nada, senão meu irmão vai dizer que menina é assim mesmo, tem medo de tudo.
No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo de nada. Nem de fazer as apostas que fazemos todos os dias: quem é que vai achar o mais bonito, o mais colorido, o maior, o mais antigo. Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito, o mais colorido, o mais antigo. Para saber quem achou o maior, medimos os cacos. E, às vezes, eu acho.
No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha onde moram todos os cacos. Meu pai disse que lá, antigamente, era um tanque onde se fabricava polvilho, depois de colhida a mandioca. Esse tanque é grande, de cimento e todo coberto de tábuas. Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão, senão os bichos entrariam lá dentro. Então, todas as tardes, antes de irmos para casa, nós afastamos as tábuas, entramos dentro do tanque, e guardamos, em mesinhas feitas com pedacinhos de outras tábuas e tijolos, os cacos do dia. Quase todos estão lá. Falta um só, pequeno, branco, com listras cor-de-rosa que meu irmão insiste em dizer que são de outra cor. Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena, que é guardada dentro de uma caixa grande, junto com outras coisas só dele: pedrinhas, penas de passarinho, apitos, felipes de café que são dois grãos de café juntos, pedacinhos de cuia com goma esticada que chamamos de viola e caixas e mais caixas de fósforos. Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado e pôs nome: o rei dos cacos — mas é mentira, fui eu! — e o guardei na casinha do tanque, junto com as coisas só dele.
O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora. Só em dias muito especiais, quando meu irmão resolve arrumar a caixa grande cheia de coisas. Ele tira todas, uma por uma, posso ver tudo desde que não ponha a mão em nada, guarda de novo, fecha, pronto, acabou. Durmo pensando no rei dos cacos, e ele também. Concurso de Admissão 2019/2020 Língua Portuguesa 6º Ano do Ensino Fundamental Visto do Diretor Página 3/9 ______________ No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão. (RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.) 1º Item – Assinale a alternativa cujo fragmento indica que a narradora participa como personagem da história: (A) "Ele só para depois do almoço..." (1o parágrafo) (B) "Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras..." (1o parágrafo) (C) "Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo..." (1o parágrafo) (D) "O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora." (5o parágrafo) (E) "Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena." (4o parágrafo) 2º Item – Marque a alternativa em que se note a correta correspondência entre a palavra em destaque e o termo ao qual ela faz referência: (A) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência a "ele". (4o parágrafo) (B) "Ele só para depois do almoço...", faz referência ao "cavalo". (1o parágrafo) (C) "Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão", faz referência ao "cimento". (4o parágrafo) (D) "Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas", faz referência aos "cacos de vidro". (2o parágrafo) (E) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência ao "irmão". (4o parágrafo) 3º Item – Assinale a alternativa em que a palavra "achou" foi apresentada com igual sentido ao que se encontra no 3° parágrafo do texto: "Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito." (A) E achou um nome: Rei dos cacos. (B) Achou a louça quebrada. (C) Miguel achou-se no córrego no fim do dia. (D) Achou que ganharia a aposta. (E) Achou-se pronto para partir. 4º Item – Marque a alternativa cujo termo em destaque apresenta sentido de tempo: (A) "No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha..." (4o parágrafo) (B) "O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos". (6o parágrafo) (C) "No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo" (3o parágrafo) (D) "... passamos antes, numa casinha onde moram todos os cacos. (4o parágrafo) (E) "É que lá no fundo, brilhando, sempre têm uns pedaços de vidro." (2o parágrafo) 5º Item – A respeito do relacionamento familiar apresentado no texto, assinale a alternativa correta: (A) A narradora pensou em esconder os cacos de vidro do irmão nos porões, mas desistiu porque tinha medo do lugar. (B) Ao afirmar: "Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela" (2º parágrafo) a narradora sugere que o pai é uma figura ausente da família. (C) O fato de o irmão ser maior do que a narradora impede que os dois mantenham uma boa relação. (D) O rei dos cacos é guardado separado porque é o maior de todos os pedaços de louça colecionados pelos irmãos. (E) O rei dos cacos representa os dois irmãos que, juntos, se completam.
No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão.
(RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.)

Considere os trechos e assinale a alternativa em que o rei dos cacos é descrito:

I. "Eles são grandes, pequenos, quebrados, redondos, compridos, grossos, finos, de todo jeito." (2º parágrafo)
II. "... pequeno, branco, com listras cor-de-rosa..." (4º parágrafo)
III. "... o mais bonito, o mais colorido, o maior, o mais antigo." (3º parágrafo)
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Descrição do rei dos cacos: pequeno, branco, com listras cor-de-rosa.

O trecho II descreve especificamente o caco guardado separado, o rei dos cacos: "pequeno, branco, com listras cor-de-rosa". O trecho I descreve os cacos em geral e o III trata das apostas sobre qual seria o melhor.

Análise das alternativas

B, D, E) Incluem o trecho III, que cita superlativos das apostas e não descreve o rei dos cacos. C) O trecho I é uma descrição genérica de todos os cacos.

Referência: RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo (texto-base).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Compreensão Textual

2019 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
O rei dos cacos
Ricardo Ramos
(Adaptado)

Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo: subimos em todas as árvores, principalmente nas mangueiras, corremos atrás de todos os bichos, principalmente das galinhas, e apanhamos todas as frutas, principalmente as verdes. Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras e é a melhor delas: andar dentro do córrego, pra baixo e pra cima. Minha mãe não gosta muito, nem minha avó, mas a gente anda assim mesmo. Meu pai nem vê, porque fica trabalhando o dia inteiro na fazenda, tratando das vacas, correndo de jipe, tirando leite, passeando a cavalo, cuidando dos porcos. Ele só para depois do almoço, pra ler uns jornais ou um livro.
Enquanto isso, nós dois, eu e meu irmão, no córrego, andamos pra baixo e pra cima. Mas nós não brincamos disso só por causa da água. É que lá no fundo, brilhando, sempre tem uns pedaços de vidro. Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela, que o nome certo é louça, e louça antiga, mas nós já estamos acostumados, meu irmão e eu, a dizer que são cacos de vidro. Eles são grandes, pequenos, quebrados, redondos, compridos, grossos, finos, de todo jeito. Às vezes são coloridos, às vezes são brancos. Quando são brancos nós jogamos fora. Que graça tem guardar um caco de vidro branco? Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas. Minha mãe diz que são pedaços de aparelhos de jantar, tudo louça antiga, dos antigos donos da fazenda, tudo do tempo dos escravos. Quando ela fala isso, eu fico pensando nos escravos que ali deitavam uns por cima dos outros, naqueles porões imensos que existem debaixo da casa. Toda vez que tenho que passar lá dentro, eu e meu irmão, me agarro nele, com medo, mas não falo nada, senão meu irmão vai dizer que menina é assim mesmo, tem medo de tudo.
No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo de nada. Nem de fazer as apostas que fazemos todos os dias: quem é que vai achar o mais bonito, o mais colorido, o maior, o mais antigo. Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito, o mais colorido, o mais antigo. Para saber quem achou o maior, medimos os cacos. E, às vezes, eu acho.
No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha onde moram todos os cacos. Meu pai disse que lá, antigamente, era um tanque onde se fabricava polvilho, depois de colhida a mandioca. Esse tanque é grande, de cimento e todo coberto de tábuas. Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão, senão os bichos entrariam lá dentro. Então, todas as tardes, antes de irmos para casa, nós afastamos as tábuas, entramos dentro do tanque, e guardamos, em mesinhas feitas com pedacinhos de outras tábuas e tijolos, os cacos do dia. Quase todos estão lá. Falta um só, pequeno, branco, com listras cor-de-rosa que meu irmão insiste em dizer que são de outra cor. Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena, que é guardada dentro de uma caixa grande, junto com outras coisas só dele: pedrinhas, penas de passarinho, apitos, felipes de café que são dois grãos de café juntos, pedacinhos de cuia com goma esticada que chamamos de viola e caixas e mais caixas de fósforos. Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado e pôs nome: o rei dos cacos — mas é mentira, fui eu! — e o guardei na casinha do tanque, junto com as coisas só dele.
O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora. Só em dias muito especiais, quando meu irmão resolve arrumar a caixa grande cheia de coisas. Ele tira todas, uma por uma, posso ver tudo desde que não ponha a mão em nada, guarda de novo, fecha, pronto, acabou. Durmo pensando no rei dos cacos, e ele também. Concurso de Admissão 2019/2020 Língua Portuguesa 6º Ano do Ensino Fundamental Visto do Diretor Página 3/9 ______________ No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão. (RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.) 1º Item – Assinale a alternativa cujo fragmento indica que a narradora participa como personagem da história: (A) "Ele só para depois do almoço..." (1o parágrafo) (B) "Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras..." (1o parágrafo) (C) "Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo..." (1o parágrafo) (D) "O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora." (5o parágrafo) (E) "Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena." (4o parágrafo) 2º Item – Marque a alternativa em que se note a correta correspondência entre a palavra em destaque e o termo ao qual ela faz referência: (A) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência a "ele". (4o parágrafo) (B) "Ele só para depois do almoço...", faz referência ao "cavalo". (1o parágrafo) (C) "Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão", faz referência ao "cimento". (4o parágrafo) (D) "Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas", faz referência aos "cacos de vidro". (2o parágrafo) (E) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência ao "irmão". (4o parágrafo) 3º Item – Assinale a alternativa em que a palavra "achou" foi apresentada com igual sentido ao que se encontra no 3° parágrafo do texto: "Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito." (A) E achou um nome: Rei dos cacos. (B) Achou a louça quebrada. (C) Miguel achou-se no córrego no fim do dia. (D) Achou que ganharia a aposta. (E) Achou-se pronto para partir. 4º Item – Marque a alternativa cujo termo em destaque apresenta sentido de tempo: (A) "No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha..." (4o parágrafo) (B) "O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos". (6o parágrafo) (C) "No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo" (3o parágrafo) (D) "... passamos antes, numa casinha onde moram todos os cacos. (4o parágrafo) (E) "É que lá no fundo, brilhando, sempre têm uns pedaços de vidro." (2o parágrafo) 5º Item – A respeito do relacionamento familiar apresentado no texto, assinale a alternativa correta: (A) A narradora pensou em esconder os cacos de vidro do irmão nos porões, mas desistiu porque tinha medo do lugar. (B) Ao afirmar: "Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela" (2º parágrafo) a narradora sugere que o pai é uma figura ausente da família. (C) O fato de o irmão ser maior do que a narradora impede que os dois mantenham uma boa relação. (D) O rei dos cacos é guardado separado porque é o maior de todos os pedaços de louça colecionados pelos irmãos. (E) O rei dos cacos representa os dois irmãos que, juntos, se completam.
No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão.
(RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.)

De acordo com o texto, tanto a narradora quanto o irmão mais velho demonstram predileção pelo o rei dos cacos, como se percebe no fragmento:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Predileção compartilhada pelo rei dos cacos.

No trecho "Durmo pensando no rei dos cacos, e ele também", a narradora diz que ela e o irmão pensam no caco antes de dormir. Isso mostra que os dois o valorizam especialmente.

Análise das alternativas

A) Trata da disputa de achar o mais bonito, sem tratar do rei dos cacos. B) Explica por que brincam no córrego. C) Fala dos cacos brancos, que são descartados. D) Descreve a guarda dos cacos do dia, sem relação com o rei dos cacos.

Referência: RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo (texto-base).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Compreensão Textual

2019 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
O rei dos cacos
Ricardo Ramos
(Adaptado)

Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo: subimos em todas as árvores, principalmente nas mangueiras, corremos atrás de todos os bichos, principalmente das galinhas, e apanhamos todas as frutas, principalmente as verdes. Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras e é a melhor delas: andar dentro do córrego, pra baixo e pra cima. Minha mãe não gosta muito, nem minha avó, mas a gente anda assim mesmo. Meu pai nem vê, porque fica trabalhando o dia inteiro na fazenda, tratando das vacas, correndo de jipe, tirando leite, passeando a cavalo, cuidando dos porcos. Ele só para depois do almoço, pra ler uns jornais ou um livro.
Enquanto isso, nós dois, eu e meu irmão, no córrego, andamos pra baixo e pra cima. Mas nós não brincamos disso só por causa da água. É que lá no fundo, brilhando, sempre tem uns pedaços de vidro. Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela, que o nome certo é louça, e louça antiga, mas nós já estamos acostumados, meu irmão e eu, a dizer que são cacos de vidro. Eles são grandes, pequenos, quebrados, redondos, compridos, grossos, finos, de todo jeito. Às vezes são coloridos, às vezes são brancos. Quando são brancos nós jogamos fora. Que graça tem guardar um caco de vidro branco? Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas. Minha mãe diz que são pedaços de aparelhos de jantar, tudo louça antiga, dos antigos donos da fazenda, tudo do tempo dos escravos. Quando ela fala isso, eu fico pensando nos escravos que ali deitavam uns por cima dos outros, naqueles porões imensos que existem debaixo da casa. Toda vez que tenho que passar lá dentro, eu e meu irmão, me agarro nele, com medo, mas não falo nada, senão meu irmão vai dizer que menina é assim mesmo, tem medo de tudo.
No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo de nada. Nem de fazer as apostas que fazemos todos os dias: quem é que vai achar o mais bonito, o mais colorido, o maior, o mais antigo. Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito, o mais colorido, o mais antigo. Para saber quem achou o maior, medimos os cacos. E, às vezes, eu acho.
No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha onde moram todos os cacos. Meu pai disse que lá, antigamente, era um tanque onde se fabricava polvilho, depois de colhida a mandioca. Esse tanque é grande, de cimento e todo coberto de tábuas. Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão, senão os bichos entrariam lá dentro. Então, todas as tardes, antes de irmos para casa, nós afastamos as tábuas, entramos dentro do tanque, e guardamos, em mesinhas feitas com pedacinhos de outras tábuas e tijolos, os cacos do dia. Quase todos estão lá. Falta um só, pequeno, branco, com listras cor-de-rosa que meu irmão insiste em dizer que são de outra cor. Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena, que é guardada dentro de uma caixa grande, junto com outras coisas só dele: pedrinhas, penas de passarinho, apitos, felipes de café que são dois grãos de café juntos, pedacinhos de cuia com goma esticada que chamamos de viola e caixas e mais caixas de fósforos. Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado e pôs nome: o rei dos cacos — mas é mentira, fui eu! — e o guardei na casinha do tanque, junto com as coisas só dele.
O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora. Só em dias muito especiais, quando meu irmão resolve arrumar a caixa grande cheia de coisas. Ele tira todas, uma por uma, posso ver tudo desde que não ponha a mão em nada, guarda de novo, fecha, pronto, acabou. Durmo pensando no rei dos cacos, e ele também. Concurso de Admissão 2019/2020 Língua Portuguesa 6º Ano do Ensino Fundamental Visto do Diretor Página 3/9 ______________ No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão. (RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.) 1º Item – Assinale a alternativa cujo fragmento indica que a narradora participa como personagem da história: (A) "Ele só para depois do almoço..." (1o parágrafo) (B) "Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras..." (1o parágrafo) (C) "Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo..." (1o parágrafo) (D) "O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora." (5o parágrafo) (E) "Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena." (4o parágrafo) 2º Item – Marque a alternativa em que se note a correta correspondência entre a palavra em destaque e o termo ao qual ela faz referência: (A) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência a "ele". (4o parágrafo) (B) "Ele só para depois do almoço...", faz referência ao "cavalo". (1o parágrafo) (C) "Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão", faz referência ao "cimento". (4o parágrafo) (D) "Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas", faz referência aos "cacos de vidro". (2o parágrafo) (E) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência ao "irmão". (4o parágrafo) 3º Item – Assinale a alternativa em que a palavra "achou" foi apresentada com igual sentido ao que se encontra no 3° parágrafo do texto: "Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito." (A) E achou um nome: Rei dos cacos. (B) Achou a louça quebrada. (C) Miguel achou-se no córrego no fim do dia. (D) Achou que ganharia a aposta. (E) Achou-se pronto para partir. 4º Item – Marque a alternativa cujo termo em destaque apresenta sentido de tempo: (A) "No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha..." (4o parágrafo) (B) "O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos". (6o parágrafo) (C) "No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo" (3o parágrafo) (D) "... passamos antes, numa casinha onde moram todos os cacos. (4o parágrafo) (E) "É que lá no fundo, brilhando, sempre têm uns pedaços de vidro." (2o parágrafo) 5º Item – A respeito do relacionamento familiar apresentado no texto, assinale a alternativa correta: (A) A narradora pensou em esconder os cacos de vidro do irmão nos porões, mas desistiu porque tinha medo do lugar. (B) Ao afirmar: "Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela" (2º parágrafo) a narradora sugere que o pai é uma figura ausente da família. (C) O fato de o irmão ser maior do que a narradora impede que os dois mantenham uma boa relação. (D) O rei dos cacos é guardado separado porque é o maior de todos os pedaços de louça colecionados pelos irmãos. (E) O rei dos cacos representa os dois irmãos que, juntos, se completam.
No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão.
(RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.)

Assinale a alternativa que apresenta uma atitude realizada exclusivamente pelo irmão da narradora no contexto:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Só o irmão guarda o caco em caixinha separada.

A frase “Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena...” descreve uma ação praticada apenas pelo irmão, que guarda o caco em sua caixa pessoal. As demais ações envolvem a narradora ou ambos.

Análise das alternativas

A) É uma constatação feita pela narradora, não uma ação exclusiva do irmão. C) Ação da narradora. D) Ação de ambos (“apanhamos”). E) Descrição dos cacos, feita pela narradora.

Referência: Interpretação de texto narrativo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Conjunções — Valor Semântico

2019 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
O rei dos cacos
Ricardo Ramos
(Adaptado)

Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo: subimos em todas as árvores, principalmente nas mangueiras, corremos atrás de todos os bichos, principalmente das galinhas, e apanhamos todas as frutas, principalmente as verdes. Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras e é a melhor delas: andar dentro do córrego, pra baixo e pra cima. Minha mãe não gosta muito, nem minha avó, mas a gente anda assim mesmo. Meu pai nem vê, porque fica trabalhando o dia inteiro na fazenda, tratando das vacas, correndo de jipe, tirando leite, passeando a cavalo, cuidando dos porcos. Ele só para depois do almoço, pra ler uns jornais ou um livro.
Enquanto isso, nós dois, eu e meu irmão, no córrego, andamos pra baixo e pra cima. Mas nós não brincamos disso só por causa da água. É que lá no fundo, brilhando, sempre tem uns pedaços de vidro. Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela, que o nome certo é louça, e louça antiga, mas nós já estamos acostumados, meu irmão e eu, a dizer que são cacos de vidro. Eles são grandes, pequenos, quebrados, redondos, compridos, grossos, finos, de todo jeito. Às vezes são coloridos, às vezes são brancos. Quando são brancos nós jogamos fora. Que graça tem guardar um caco de vidro branco? Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas. Minha mãe diz que são pedaços de aparelhos de jantar, tudo louça antiga, dos antigos donos da fazenda, tudo do tempo dos escravos. Quando ela fala isso, eu fico pensando nos escravos que ali deitavam uns por cima dos outros, naqueles porões imensos que existem debaixo da casa. Toda vez que tenho que passar lá dentro, eu e meu irmão, me agarro nele, com medo, mas não falo nada, senão meu irmão vai dizer que menina é assim mesmo, tem medo de tudo.
No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo de nada. Nem de fazer as apostas que fazemos todos os dias: quem é que vai achar o mais bonito, o mais colorido, o maior, o mais antigo. Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito, o mais colorido, o mais antigo. Para saber quem achou o maior, medimos os cacos. E, às vezes, eu acho.
No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha onde moram todos os cacos. Meu pai disse que lá, antigamente, era um tanque onde se fabricava polvilho, depois de colhida a mandioca. Esse tanque é grande, de cimento e todo coberto de tábuas. Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão, senão os bichos entrariam lá dentro. Então, todas as tardes, antes de irmos para casa, nós afastamos as tábuas, entramos dentro do tanque, e guardamos, em mesinhas feitas com pedacinhos de outras tábuas e tijolos, os cacos do dia. Quase todos estão lá. Falta um só, pequeno, branco, com listras cor-de-rosa que meu irmão insiste em dizer que são de outra cor. Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena, que é guardada dentro de uma caixa grande, junto com outras coisas só dele: pedrinhas, penas de passarinho, apitos, felipes de café que são dois grãos de café juntos, pedacinhos de cuia com goma esticada que chamamos de viola e caixas e mais caixas de fósforos. Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado e pôs nome: o rei dos cacos — mas é mentira, fui eu! — e o guardei na casinha do tanque, junto com as coisas só dele.
O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora. Só em dias muito especiais, quando meu irmão resolve arrumar a caixa grande cheia de coisas. Ele tira todas, uma por uma, posso ver tudo desde que não ponha a mão em nada, guarda de novo, fecha, pronto, acabou. Durmo pensando no rei dos cacos, e ele também. Concurso de Admissão 2019/2020 Língua Portuguesa 6º Ano do Ensino Fundamental Visto do Diretor Página 3/9 ______________ No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão. (RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.) 1º Item – Assinale a alternativa cujo fragmento indica que a narradora participa como personagem da história: (A) "Ele só para depois do almoço..." (1o parágrafo) (B) "Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras..." (1o parágrafo) (C) "Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo..." (1o parágrafo) (D) "O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora." (5o parágrafo) (E) "Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena." (4o parágrafo) 2º Item – Marque a alternativa em que se note a correta correspondência entre a palavra em destaque e o termo ao qual ela faz referência: (A) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência a "ele". (4o parágrafo) (B) "Ele só para depois do almoço...", faz referência ao "cavalo". (1o parágrafo) (C) "Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão", faz referência ao "cimento". (4o parágrafo) (D) "Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas", faz referência aos "cacos de vidro". (2o parágrafo) (E) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência ao "irmão". (4o parágrafo) 3º Item – Assinale a alternativa em que a palavra "achou" foi apresentada com igual sentido ao que se encontra no 3° parágrafo do texto: "Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito." (A) E achou um nome: Rei dos cacos. (B) Achou a louça quebrada. (C) Miguel achou-se no córrego no fim do dia. (D) Achou que ganharia a aposta. (E) Achou-se pronto para partir. 4º Item – Marque a alternativa cujo termo em destaque apresenta sentido de tempo: (A) "No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha..." (4o parágrafo) (B) "O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos". (6o parágrafo) (C) "No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo" (3o parágrafo) (D) "... passamos antes, numa casinha onde moram todos os cacos. (4o parágrafo) (E) "É que lá no fundo, brilhando, sempre têm uns pedaços de vidro." (2o parágrafo) 5º Item – A respeito do relacionamento familiar apresentado no texto, assinale a alternativa correta: (A) A narradora pensou em esconder os cacos de vidro do irmão nos porões, mas desistiu porque tinha medo do lugar. (B) Ao afirmar: "Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela" (2º parágrafo) a narradora sugere que o pai é uma figura ausente da família. (C) O fato de o irmão ser maior do que a narradora impede que os dois mantenham uma boa relação. (D) O rei dos cacos é guardado separado porque é o maior de todos os pedaços de louça colecionados pelos irmãos. (E) O rei dos cacos representa os dois irmãos que, juntos, se completam.
No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão.
(RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.)

Atente para o fragmento "Ele tira todas, uma por uma, posso ver tudo desde que não ponha a mão em nada" (5°parágrafo). Indique a alternativa em que a reescritura mantém o mesmo sentido da expressão sublinhada na frase lida.

Reprodução do enunciado do 13º item como impresso: fragmento em itálico com a expressão desde que não ponha a mão em nada sublinhada.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Grau do Substantivo — Diminutivo

2019 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
O rei dos cacos
Ricardo Ramos
(Adaptado)

Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo: subimos em todas as árvores, principalmente nas mangueiras, corremos atrás de todos os bichos, principalmente das galinhas, e apanhamos todas as frutas, principalmente as verdes. Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras e é a melhor delas: andar dentro do córrego, pra baixo e pra cima. Minha mãe não gosta muito, nem minha avó, mas a gente anda assim mesmo. Meu pai nem vê, porque fica trabalhando o dia inteiro na fazenda, tratando das vacas, correndo de jipe, tirando leite, passeando a cavalo, cuidando dos porcos. Ele só para depois do almoço, pra ler uns jornais ou um livro.
Enquanto isso, nós dois, eu e meu irmão, no córrego, andamos pra baixo e pra cima. Mas nós não brincamos disso só por causa da água. É que lá no fundo, brilhando, sempre tem uns pedaços de vidro. Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela, que o nome certo é louça, e louça antiga, mas nós já estamos acostumados, meu irmão e eu, a dizer que são cacos de vidro. Eles são grandes, pequenos, quebrados, redondos, compridos, grossos, finos, de todo jeito. Às vezes são coloridos, às vezes são brancos. Quando são brancos nós jogamos fora. Que graça tem guardar um caco de vidro branco? Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas. Minha mãe diz que são pedaços de aparelhos de jantar, tudo louça antiga, dos antigos donos da fazenda, tudo do tempo dos escravos. Quando ela fala isso, eu fico pensando nos escravos que ali deitavam uns por cima dos outros, naqueles porões imensos que existem debaixo da casa. Toda vez que tenho que passar lá dentro, eu e meu irmão, me agarro nele, com medo, mas não falo nada, senão meu irmão vai dizer que menina é assim mesmo, tem medo de tudo.
No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo de nada. Nem de fazer as apostas que fazemos todos os dias: quem é que vai achar o mais bonito, o mais colorido, o maior, o mais antigo. Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito, o mais colorido, o mais antigo. Para saber quem achou o maior, medimos os cacos. E, às vezes, eu acho.
No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha onde moram todos os cacos. Meu pai disse que lá, antigamente, era um tanque onde se fabricava polvilho, depois de colhida a mandioca. Esse tanque é grande, de cimento e todo coberto de tábuas. Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão, senão os bichos entrariam lá dentro. Então, todas as tardes, antes de irmos para casa, nós afastamos as tábuas, entramos dentro do tanque, e guardamos, em mesinhas feitas com pedacinhos de outras tábuas e tijolos, os cacos do dia. Quase todos estão lá. Falta um só, pequeno, branco, com listras cor-de-rosa que meu irmão insiste em dizer que são de outra cor. Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena, que é guardada dentro de uma caixa grande, junto com outras coisas só dele: pedrinhas, penas de passarinho, apitos, felipes de café que são dois grãos de café juntos, pedacinhos de cuia com goma esticada que chamamos de viola e caixas e mais caixas de fósforos. Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado e pôs nome: o rei dos cacos — mas é mentira, fui eu! — e o guardei na casinha do tanque, junto com as coisas só dele.
O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora. Só em dias muito especiais, quando meu irmão resolve arrumar a caixa grande cheia de coisas. Ele tira todas, uma por uma, posso ver tudo desde que não ponha a mão em nada, guarda de novo, fecha, pronto, acabou. Durmo pensando no rei dos cacos, e ele também. Concurso de Admissão 2019/2020 Língua Portuguesa 6º Ano do Ensino Fundamental Visto do Diretor Página 3/9 ______________ No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão. (RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.) 1º Item – Assinale a alternativa cujo fragmento indica que a narradora participa como personagem da história: (A) "Ele só para depois do almoço..." (1o parágrafo) (B) "Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras..." (1o parágrafo) (C) "Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo..." (1o parágrafo) (D) "O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora." (5o parágrafo) (E) "Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena." (4o parágrafo) 2º Item – Marque a alternativa em que se note a correta correspondência entre a palavra em destaque e o termo ao qual ela faz referência: (A) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência a "ele". (4o parágrafo) (B) "Ele só para depois do almoço...", faz referência ao "cavalo". (1o parágrafo) (C) "Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão", faz referência ao "cimento". (4o parágrafo) (D) "Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas", faz referência aos "cacos de vidro". (2o parágrafo) (E) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência ao "irmão". (4o parágrafo) 3º Item – Assinale a alternativa em que a palavra "achou" foi apresentada com igual sentido ao que se encontra no 3° parágrafo do texto: "Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito." (A) E achou um nome: Rei dos cacos. (B) Achou a louça quebrada. (C) Miguel achou-se no córrego no fim do dia. (D) Achou que ganharia a aposta. (E) Achou-se pronto para partir. 4º Item – Marque a alternativa cujo termo em destaque apresenta sentido de tempo: (A) "No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha..." (4o parágrafo) (B) "O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos". (6o parágrafo) (C) "No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo" (3o parágrafo) (D) "... passamos antes, numa casinha onde moram todos os cacos. (4o parágrafo) (E) "É que lá no fundo, brilhando, sempre têm uns pedaços de vidro." (2o parágrafo) 5º Item – A respeito do relacionamento familiar apresentado no texto, assinale a alternativa correta: (A) A narradora pensou em esconder os cacos de vidro do irmão nos porões, mas desistiu porque tinha medo do lugar. (B) Ao afirmar: "Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela" (2º parágrafo) a narradora sugere que o pai é uma figura ausente da família. (C) O fato de o irmão ser maior do que a narradora impede que os dois mantenham uma boa relação. (D) O rei dos cacos é guardado separado porque é o maior de todos os pedaços de louça colecionados pelos irmãos. (E) O rei dos cacos representa os dois irmãos que, juntos, se completam.
No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão.
(RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.)

O diminutivo faz a indicação formal de redução de tamanho, mas, dependendo do contexto em que é usado, pode assumir sentidos diversos, indicando manifestações de emoções e de intenções do enunciador. Marque, dentre as opções abaixo, aquela que apresenta a correta interpretação da ideia representada no contexto:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

“Listrinhas” expressa afetividade.

O diminutivo em “umas listrinhas” (e em “bonitinhos”) mostra carinho da narradora pelos cacos, ou seja, afetividade. Nesse contexto, o sufixo não indica só tamanho, mas apreço.

Análise das alternativas

A) “Mesinhas” indica tamanho pequeno e cuidado, não intensidade. C) “Pedacinhos” não expressa desprezo. D) “Passarinho” não tem ironia. E) “Caixinha pequena” não expressa crítica.

Referência: Grau do substantivo e valores do diminutivo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Compreensão Textual

2019 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
O rei dos cacos
Ricardo Ramos
(Adaptado)

Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo: subimos em todas as árvores, principalmente nas mangueiras, corremos atrás de todos os bichos, principalmente das galinhas, e apanhamos todas as frutas, principalmente as verdes. Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras e é a melhor delas: andar dentro do córrego, pra baixo e pra cima. Minha mãe não gosta muito, nem minha avó, mas a gente anda assim mesmo. Meu pai nem vê, porque fica trabalhando o dia inteiro na fazenda, tratando das vacas, correndo de jipe, tirando leite, passeando a cavalo, cuidando dos porcos. Ele só para depois do almoço, pra ler uns jornais ou um livro.
Enquanto isso, nós dois, eu e meu irmão, no córrego, andamos pra baixo e pra cima. Mas nós não brincamos disso só por causa da água. É que lá no fundo, brilhando, sempre tem uns pedaços de vidro. Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela, que o nome certo é louça, e louça antiga, mas nós já estamos acostumados, meu irmão e eu, a dizer que são cacos de vidro. Eles são grandes, pequenos, quebrados, redondos, compridos, grossos, finos, de todo jeito. Às vezes são coloridos, às vezes são brancos. Quando são brancos nós jogamos fora. Que graça tem guardar um caco de vidro branco? Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas. Minha mãe diz que são pedaços de aparelhos de jantar, tudo louça antiga, dos antigos donos da fazenda, tudo do tempo dos escravos. Quando ela fala isso, eu fico pensando nos escravos que ali deitavam uns por cima dos outros, naqueles porões imensos que existem debaixo da casa. Toda vez que tenho que passar lá dentro, eu e meu irmão, me agarro nele, com medo, mas não falo nada, senão meu irmão vai dizer que menina é assim mesmo, tem medo de tudo.
No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo de nada. Nem de fazer as apostas que fazemos todos os dias: quem é que vai achar o mais bonito, o mais colorido, o maior, o mais antigo. Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito, o mais colorido, o mais antigo. Para saber quem achou o maior, medimos os cacos. E, às vezes, eu acho.
No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha onde moram todos os cacos. Meu pai disse que lá, antigamente, era um tanque onde se fabricava polvilho, depois de colhida a mandioca. Esse tanque é grande, de cimento e todo coberto de tábuas. Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão, senão os bichos entrariam lá dentro. Então, todas as tardes, antes de irmos para casa, nós afastamos as tábuas, entramos dentro do tanque, e guardamos, em mesinhas feitas com pedacinhos de outras tábuas e tijolos, os cacos do dia. Quase todos estão lá. Falta um só, pequeno, branco, com listras cor-de-rosa que meu irmão insiste em dizer que são de outra cor. Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena, que é guardada dentro de uma caixa grande, junto com outras coisas só dele: pedrinhas, penas de passarinho, apitos, felipes de café que são dois grãos de café juntos, pedacinhos de cuia com goma esticada que chamamos de viola e caixas e mais caixas de fósforos. Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado e pôs nome: o rei dos cacos — mas é mentira, fui eu! — e o guardei na casinha do tanque, junto com as coisas só dele.
O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora. Só em dias muito especiais, quando meu irmão resolve arrumar a caixa grande cheia de coisas. Ele tira todas, uma por uma, posso ver tudo desde que não ponha a mão em nada, guarda de novo, fecha, pronto, acabou. Durmo pensando no rei dos cacos, e ele também. Concurso de Admissão 2019/2020 Língua Portuguesa 6º Ano do Ensino Fundamental Visto do Diretor Página 3/9 ______________ No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão. (RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.) 1º Item – Assinale a alternativa cujo fragmento indica que a narradora participa como personagem da história: (A) "Ele só para depois do almoço..." (1o parágrafo) (B) "Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras..." (1o parágrafo) (C) "Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo..." (1o parágrafo) (D) "O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora." (5o parágrafo) (E) "Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena." (4o parágrafo) 2º Item – Marque a alternativa em que se note a correta correspondência entre a palavra em destaque e o termo ao qual ela faz referência: (A) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência a "ele". (4o parágrafo) (B) "Ele só para depois do almoço...", faz referência ao "cavalo". (1o parágrafo) (C) "Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão", faz referência ao "cimento". (4o parágrafo) (D) "Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas", faz referência aos "cacos de vidro". (2o parágrafo) (E) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência ao "irmão". (4o parágrafo) 3º Item – Assinale a alternativa em que a palavra "achou" foi apresentada com igual sentido ao que se encontra no 3° parágrafo do texto: "Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito." (A) E achou um nome: Rei dos cacos. (B) Achou a louça quebrada. (C) Miguel achou-se no córrego no fim do dia. (D) Achou que ganharia a aposta. (E) Achou-se pronto para partir. 4º Item – Marque a alternativa cujo termo em destaque apresenta sentido de tempo: (A) "No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha..." (4o parágrafo) (B) "O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos". (6o parágrafo) (C) "No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo" (3o parágrafo) (D) "... passamos antes, numa casinha onde moram todos os cacos. (4o parágrafo) (E) "É que lá no fundo, brilhando, sempre têm uns pedaços de vidro." (2o parágrafo) 5º Item – A respeito do relacionamento familiar apresentado no texto, assinale a alternativa correta: (A) A narradora pensou em esconder os cacos de vidro do irmão nos porões, mas desistiu porque tinha medo do lugar. (B) Ao afirmar: "Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela" (2º parágrafo) a narradora sugere que o pai é uma figura ausente da família. (C) O fato de o irmão ser maior do que a narradora impede que os dois mantenham uma boa relação. (D) O rei dos cacos é guardado separado porque é o maior de todos os pedaços de louça colecionados pelos irmãos. (E) O rei dos cacos representa os dois irmãos que, juntos, se completam.
No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão.
(RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.)

Podemos afirmar que o objetivo da narradora é:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A narradora reflete sobre segredos e brincadeiras partilhadas com o irmão.

O texto gira em torno das brincadeiras no córrego, da coleção de cacos, das disputas e do “rei dos cacos”, ou seja, das vivências compartilhadas com o irmão. O objetivo da narradora é refletir sobre esses segredos e brincadeiras em comum.

Análise das alternativas

A) O medo dela aparece, e o texto não trata de brincadeiras inventadas pelo irmão. B) Ela não critica o irmão. C) Ela não defende ser filha única. E) A escravidão é apenas um detalhe, não o tema.

Referência: Interpretação de texto narrativo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Gêneros Textuais

2019 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO II
O Direito das Crianças
1 Toda criança no mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.

5 Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome
Ter segurança e estudar.

9 Não é questão de querer
Nem questão de concordar
Os direitos das crianças
Todos têm de respeitar.

13 Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.

17 Mas criança também tem
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir...

21 Ver uma estrela cadente,
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.

25 Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação.

29 Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola, bola, bola!

33 Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!

37 Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
E uma corda de pular.
(http://www.ruthrocha.com.br)

O poema acima corresponde a um texto que:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Poema: texto que desperta sentimentos e manifesta emoções.

O poema usa versos, rimas e imagens afetivas ligadas à infância. Sua função é despertar sensações e emoções, característica do texto poético.

Análise das alternativas

B) Não narra um fato fictício. C) Não conceitua problemas sociais. D) Não divulga produto. E) Não expõe detalhes de um processo.

Referência: Gêneros textuais: poema.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Compreensão Textual

2019 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO II
O Direito das Crianças
1 Toda criança no mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.

5 Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome
Ter segurança e estudar.

9 Não é questão de querer
Nem questão de concordar
Os direitos das crianças
Todos têm de respeitar.

13 Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.

17 Mas criança também tem
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir...

21 Ver uma estrela cadente,
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.

25 Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação.

29 Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola, bola, bola!

33 Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!

37 Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
E uma corda de pular.
(http://www.ruthrocha.com.br)

A partir da leitura do texto II, pode-se afirmar que:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Toda criança tem direitos que precisam ser respeitados.

O poema afirma, desde a primeira estrofe, que todas as crianças devem ser protegidas e ter seus direitos respeitados (“Os direitos das crianças / Todos têm de respeitar”). Essa é a ideia central do texto.

Análise das alternativas

A) O poema não destaca brincadeiras antigas como imprescindíveis. B) Ter brinquedos é um dos direitos, não a causa do respeito aos direitos. C) A preocupação da criança com o lugar onde mora não aparece no texto. E) Ele só cita correr na beira do mar como direito, sem condicionar a felicidade a isso.

Referência: Interpretação de texto poético.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Conjunções — Valor Semântico

2019 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Questão anulada

Texto-base:
TEXTO II
O Direito das Crianças
1 Toda criança no mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.

5 Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome
Ter segurança e estudar.

9 Não é questão de querer
Nem questão de concordar
Os direitos das crianças
Todos têm de respeitar.

13 Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.

17 Mas criança também tem
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir...

21 Ver uma estrela cadente,
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.

25 Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação.

29 Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola, bola, bola!

33 Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!

37 Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
E uma corda de pular.
(http://www.ruthrocha.com.br)

No verso 17 a palavra mas estabelece, no contexto, uma relação de:

Reprodução do enunciado do 18º item como impresso, com a palavra mas sublinhada.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Comparação entre Textos

2019 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
O rei dos cacos
Ricardo Ramos
(Adaptado)

Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo: subimos em todas as árvores, principalmente nas mangueiras, corremos atrás de todos os bichos, principalmente das galinhas, e apanhamos todas as frutas, principalmente as verdes. Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras e é a melhor delas: andar dentro do córrego, pra baixo e pra cima. Minha mãe não gosta muito, nem minha avó, mas a gente anda assim mesmo. Meu pai nem vê, porque fica trabalhando o dia inteiro na fazenda, tratando das vacas, correndo de jipe, tirando leite, passeando a cavalo, cuidando dos porcos. Ele só para depois do almoço, pra ler uns jornais ou um livro.
Enquanto isso, nós dois, eu e meu irmão, no córrego, andamos pra baixo e pra cima. Mas nós não brincamos disso só por causa da água. É que lá no fundo, brilhando, sempre tem uns pedaços de vidro. Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela, que o nome certo é louça, e louça antiga, mas nós já estamos acostumados, meu irmão e eu, a dizer que são cacos de vidro. Eles são grandes, pequenos, quebrados, redondos, compridos, grossos, finos, de todo jeito. Às vezes são coloridos, às vezes são brancos. Quando são brancos nós jogamos fora. Que graça tem guardar um caco de vidro branco? Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas. Minha mãe diz que são pedaços de aparelhos de jantar, tudo louça antiga, dos antigos donos da fazenda, tudo do tempo dos escravos. Quando ela fala isso, eu fico pensando nos escravos que ali deitavam uns por cima dos outros, naqueles porões imensos que existem debaixo da casa. Toda vez que tenho que passar lá dentro, eu e meu irmão, me agarro nele, com medo, mas não falo nada, senão meu irmão vai dizer que menina é assim mesmo, tem medo de tudo.
No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo de nada. Nem de fazer as apostas que fazemos todos os dias: quem é que vai achar o mais bonito, o mais colorido, o maior, o mais antigo. Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito, o mais colorido, o mais antigo. Para saber quem achou o maior, medimos os cacos. E, às vezes, eu acho.
No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha onde moram todos os cacos. Meu pai disse que lá, antigamente, era um tanque onde se fabricava polvilho, depois de colhida a mandioca. Esse tanque é grande, de cimento e todo coberto de tábuas. Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão, senão os bichos entrariam lá dentro. Então, todas as tardes, antes de irmos para casa, nós afastamos as tábuas, entramos dentro do tanque, e guardamos, em mesinhas feitas com pedacinhos de outras tábuas e tijolos, os cacos do dia. Quase todos estão lá. Falta um só, pequeno, branco, com listras cor-de-rosa que meu irmão insiste em dizer que são de outra cor. Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena, que é guardada dentro de uma caixa grande, junto com outras coisas só dele: pedrinhas, penas de passarinho, apitos, felipes de café que são dois grãos de café juntos, pedacinhos de cuia com goma esticada que chamamos de viola e caixas e mais caixas de fósforos. Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado e pôs nome: o rei dos cacos — mas é mentira, fui eu! — e o guardei na casinha do tanque, junto com as coisas só dele.
O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora. Só em dias muito especiais, quando meu irmão resolve arrumar a caixa grande cheia de coisas. Ele tira todas, uma por uma, posso ver tudo desde que não ponha a mão em nada, guarda de novo, fecha, pronto, acabou. Durmo pensando no rei dos cacos, e ele também. Concurso de Admissão 2019/2020 Língua Portuguesa 6º Ano do Ensino Fundamental Visto do Diretor Página 3/9 ______________ No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão. (RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.) 1º Item – Assinale a alternativa cujo fragmento indica que a narradora participa como personagem da história: (A) "Ele só para depois do almoço..." (1o parágrafo) (B) "Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras..." (1o parágrafo) (C) "Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo..." (1o parágrafo) (D) "O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora." (5o parágrafo) (E) "Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena." (4o parágrafo) 2º Item – Marque a alternativa em que se note a correta correspondência entre a palavra em destaque e o termo ao qual ela faz referência: (A) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência a "ele". (4o parágrafo) (B) "Ele só para depois do almoço...", faz referência ao "cavalo". (1o parágrafo) (C) "Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão", faz referência ao "cimento". (4o parágrafo) (D) "Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas", faz referência aos "cacos de vidro". (2o parágrafo) (E) "Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado", faz referência ao "irmão". (4o parágrafo) 3º Item – Assinale a alternativa em que a palavra "achou" foi apresentada com igual sentido ao que se encontra no 3° parágrafo do texto: "Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito." (A) E achou um nome: Rei dos cacos. (B) Achou a louça quebrada. (C) Miguel achou-se no córrego no fim do dia. (D) Achou que ganharia a aposta. (E) Achou-se pronto para partir. 4º Item – Marque a alternativa cujo termo em destaque apresenta sentido de tempo: (A) "No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha..." (4o parágrafo) (B) "O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos". (6o parágrafo) (C) "No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo" (3o parágrafo) (D) "... passamos antes, numa casinha onde moram todos os cacos. (4o parágrafo) (E) "É que lá no fundo, brilhando, sempre têm uns pedaços de vidro." (2o parágrafo) 5º Item – A respeito do relacionamento familiar apresentado no texto, assinale a alternativa correta: (A) A narradora pensou em esconder os cacos de vidro do irmão nos porões, mas desistiu porque tinha medo do lugar. (B) Ao afirmar: "Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela" (2º parágrafo) a narradora sugere que o pai é uma figura ausente da família. (C) O fato de o irmão ser maior do que a narradora impede que os dois mantenham uma boa relação. (D) O rei dos cacos é guardado separado porque é o maior de todos os pedaços de louça colecionados pelos irmãos. (E) O rei dos cacos representa os dois irmãos que, juntos, se completam.
No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão.
(RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.)

Texto-base:
TEXTO II
O Direito das Crianças
1 Toda criança no mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.

5 Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome
Ter segurança e estudar.

9 Não é questão de querer
Nem questão de concordar
Os direitos das crianças
Todos têm de respeitar.

13 Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.

17 Mas criança também tem
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir...

21 Ver uma estrela cadente,
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.

25 Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação.

29 Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola, bola, bola!

33 Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!

37 Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
E uma corda de pular.
(http://www.ruthrocha.com.br)

Ao ler os textos I e II, é possível identificar em ambos:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Ambos os textos tratam de situações do cotidiano que formam as crianças.

O Texto I mostra brincadeiras, convivência com o irmão e descobertas. O Texto II lista direitos e vivências da infância, como brincar, estudar e ter afeto. O ponto em comum é o cotidiano que contribui para a formação das crianças.

Análise das alternativas

A) O Texto II não trata do que “todas” as crianças fazem. B) Não há críticas às crianças. C) Falar em “acontecimentos indispensáveis” generaliza demais o Texto I. D) Nenhum dos textos trata de países subdesenvolvidos.

Referência: Comparação entre textos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Antonímia

2019 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO II
O Direito das Crianças
1 Toda criança no mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.

5 Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome
Ter segurança e estudar.

9 Não é questão de querer
Nem questão de concordar
Os direitos das crianças
Todos têm de respeitar.

13 Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.

17 Mas criança também tem
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir...

21 Ver uma estrela cadente,
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.

25 Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação.

29 Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola, bola, bola!

33 Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!

37 Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
E uma corda de pular.
(http://www.ruthrocha.com.br)

A palavra sublinhada do verso “Contra os rigores da vida” (verso 4), a partir do contexto em que foi empregada, tem sentido contrário a:

Reprodução do enunciado do 20º item como impresso, com a palavra rigores sublinhada no verso Contra os rigores da vida.
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