← Voltar para a lista de provas Colégio Militar do Recife (Exército Brasileiro — DEP/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental 21 questões nesta prova · página 1 de 2 · 20 com gabarito Gabarito disponível Afirmação correta sobre o texto 1. O texto retrata o cotidiano de uma família (pai, mãe, irmãos, o bebê a caminho), portanto o tema é a vida em família. B) Há sequência cronológica (chegada da mãe, jantar, deitar). C) Não há crítica à família, apenas o relato do dia a dia. D) Aparecem mais de cinco personagens (Carine, Tiago, mãe, Marta, Rejane, pai, Tarcísio). E) Carine também mostra alegria e ansiedade. Referência: Interpretação de texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Valor de 'Minutos depois'. 'Minutos depois' é um adjunto adverbial de tempo que marca a sequência cronológica da narrativa. Ele situa a chegada da mãe após os fatos anteriores. A) Não há ironia. B) Não indica causa. D) Não indica finalidade. E) Não indica oposição. Referência: Adjuntos adverbiais e relações semânticas de tempo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Afirmação correta sobre a pontuação. Em 'segundo domingo de maio, dia das mães', a vírgula separa um aposto explicativo que especifica o domingo. A) A vírgula isola o adjunto adverbial 'Outro dia', deslocado, e não há aposto. B) 'Oba!' expressa alegria. C) O primeiro travessão marca a fala no diálogo, e os do segundo exemplo isolam o aposto 'o ruivo'. D) Em ambos os casos a vírgula isola um vocativo (Tiago; mãe), então a função é a mesma. Referência: Emprego da vírgula (aposto) e do travessão. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Relações semânticas nos trechos. I está correta: 'de tanto que' introduz consequência. II está correta: 'porque' introduz explicação para o pedido. III está correta: 'quando' indica tempo. IV está errada: 'e vai cobrar' apenas soma uma informação (adição), sem consequência. As alternativas A, B, C e E incluem o item IV como correto ou excluem I, II ou III. Referência: Relações semânticas entre orações (consequência, explicação, tempo, adição). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Trecho adequado à norma culta. 'Nas duas primeiras semanas de maio, já teremos novidades' respeita a norma culta: concordância correta e vocabulário formal. Os demais trechos trazem marcas de coloquialidade. A) 'Deixe ela' usa pronome reto como objeto. B) 'Deu para me chamar' é expressão coloquial. C) 'Pra' é contração informal de 'para'. D) 'O maior barato' é gíria. Referência: Variação linguística: norma culta e linguagem coloquial. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Onde Carine não aparece marcada no texto. Em '– Nenhuma! – antecipou Marta', quem fala é Marta e não há pronome, verbo ou nome que remeta a Carine. Nos demais trechos ela está marcada. A) 'Sou Carine' traz o nome. B) 'Deixe ela' usa o pronome 'ela', que se refere a Carine. C) 'Minha cabeça' traz o possessivo de 1ª pessoa. E) 'Deitei-me' está em 1ª pessoa (verbo e pronome). Referência: Coesão referencial e marcas de pessoa no discurso. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Julgar as assertivas sobre o texto 2 como texto de memórias. I (V): é um texto de memórias. II (F): há muitos familiares citados, mas eles não interagem, pois não há diálogos nem ações. III (V): a narração é em 1ª pessoa ('nasci', 'lembro-me'). IV (V): é uma lembrança da narradora. V (F): o texto não cita nenhuma 'Tereza', e Terezinha Saraiva é a autora. A sequência é V/F/V/V/F. As demais alternativas erram ao julgar I, II, III, IV ou V de forma diferente da análise acima. Referência: Gênero memórias; foco narrativo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Função da frase final do texto 2. 'A família brasileira mudou' é o fecho em que a narradora generaliza o que contou da sua história pessoal. Funciona como a conclusão dela sobre o relato. A) Não é fábula nem traz uma lição moral. C) O clímax seria o ponto de maior tensão, o que não ocorre. D) Não resume os eventos, apenas conclui. E) A última lembrança relatada são os almoços de domingo. Referência: Elementos da narrativa e estrutura textual. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Afirmação correta sobre o texto 3. O texto diz que Rosa teve importante papel na formação cívica da família e que, por tudo o que representou, o Comandante do Exército aprovou sua entronização como Patrono da Família Militar. A alternativa B resume isso fielmente. A) O texto trata de outros valores além de civismo e patriotismo (família, ética, sacrifício). C) Diz que a presença dela era percebida indiretamente, não que participou de batalhas. D) O tema principal é a homenagem a Rosa da Fonseca. E) O Dia da Família Militar é 18 de setembro (natalício); 10 de junho é a data da portaria. Referência: Interpretação de texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Trecho com relação de causa e consequência. Em 'Com o falecimento do seu marido, em 1859, Rosa da Fonseca tornou-se o esteio da família', a morte do marido é a causa e o fato de Rosa assumir o papel de esteio é a consequência. Os dois termos aparecem no mesmo período. A) Traz ideia de concessão/indiferença ('seja... ou'). B) Traz finalidade ('para que'). C) Traz modo e finalidade (gerúndios). E) 'Desde então' marca tempo. Referência: Relações semânticas entre orações e termos (causa/consequência). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Expressão usada em sentido literal. 'Feitos cívicos' significa realizações ou ações em favor da cidadania e da pátria, sem deslocamento de sentido. As demais expressões são figuradas. A) 'Amálgama' é mistura de metais, usada aqui como metáfora da união familiar. B) 'Marcha do tempo' personifica o tempo. C) 'Laços de sangue' é metáfora para parentesco. D) 'Berço' significa origem, não o móvel. Referência: Denotação e conotação (sentido literal e figurado). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Abordagem do tema família nos três textos. O texto 1 narra a rotina banal de uma família (brigas de irmãos, jantar). O texto 2 trata da história da família da autora, com lembranças de várias gerações. O texto 3 é dissertativo e fala de um membro específico, Rosa da Fonseca. B) O texto 1 não 'noticia' e a convivência não é 'fundamental'. C) O texto 1 narra, não disserta. D) O texto 1 não é tenso, e o texto 2 trata da família da autora, não da brasileira em geral. E) Os advérbios 'aleatoriamente', 'insistentemente' e 'genericamente' distorcem os textos. Referência: Tipologia textual: narração, descrição e dissertação. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Função das vírgulas em 'blasfema, levanta-se e cospe'. As vírgulas separam verbos que indicam ações sucessivas do mesmo sujeito (blasfema, levanta-se, cospe), formando uma enumeração. O último elemento vem ligado por 'e'. A) Não há vocativo. B) Não há aposto. C) Não há data nem local. E) As vírgulas não isolam conectivos nem advérbios. Referência: Emprego da vírgula na enumeração de termos de mesma função. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Inferência sobre a lição do mestre. O mestre diz que estava tentando ensinar o aprendiz a lidar com os erros da vida, ou seja, a aprender com eles em vez de amaldiçoar o lugar da queda. Isso confirma a alternativa B. A) O aprendiz diz que não aprendeu nada. C) As ideias do mestre contrariam a reação do aprendiz, não vão ao encontro dela. D) Ganância e egoísmo não aparecem no texto. E) O mestre não fala de humildade nem de 'não cair no chão'. Referência: Interpretação e inferência textual. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponívelColégio Militar do Recife — Concurso de Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental 2019/2020 — Prova de Língua Portuguesa
TEXTO 01: Cenas de família
Sou Carine, a filha caçula de uma família de quatro pessoas. Meu pai tem uma fábrica de peças de motor de caminhão, minha mãe é médica veterinária e meu irmão, Tiago Luís, é o adolescente mais chato que conheço. Vive me deixando nervosa: ora puxando meu rabo de cavalo, ora colando papeizinhos com apelidos nas minhas costas. Outro dia, nem pude caprichar nos deveres da escola de tanto que ele me interrompia. A Marta teve até que chamar a atenção dele:
– Tiago, sua mãe está chegando por aí e vai cobrar o dever de casa de Carine. Deixe ela sossegada!
Só assim ele entrou para o seu quarto e foi diretamente para o computador, dando um pouco de sossego. Que maravilha!
Minutos depois, a mamãe chegou da clínica. Beijou minha cabeça, acenou para Marta, na cozinha, e foi tomar seu costumeiro banho. Saiu de roupão, com toalha enrolada nos cabelos, dirigindo-se a mim:
– Novidades em casa?
– Nenhuma! – antecipou Marta.
Olhei para Marta com olhar de surpresa.
Mamãe notou e perguntou:
– O que foi, filha?
– O de sempre, mãe. Não sei quando Juninho vai amadurecer e parar de me amolar. Agora deu para me chamar de Cacazinha!
– Se você não ligasse para o que ele diz, filha...
– Mãe, mas ele vive puxando meus cabelos, fazendo gracinhas. Então, quando aquele colega dele – o ruivo – está aqui, é pior ainda! Parece que faz tudo pra aparecer.
– Olha, Carine, a mamãe teve um dia bastante tumultuado. Fiz cirurgia em uma gata e agora só quero saber de coisas boas. Como foi na escola, hoje, filha?
– Foi bom! A professora hoje não foi à aula, e Rejane ficou conosco. Ela deu muito dever de casa. Fiz um pouco hoje, o restante farei amanhã, bem cedinho.
– Então, guarde tudo na sua escrivaninha, porque Marta está querendo arrumar a mesa para jantarmos. Estou com bastante fome hoje.
– Você não vai esperar o papai?
– Seu pai viajou hoje cedo, para resolver negócios da firma. Voltará amanhã à tarde.
– Oba! Posso dormir com você então? Prometo ter cuidado com o neném. Fico quietinha, sem lhe dar pontapés nem cabeçadas.
– Se for assim, pode!
Após o jantar, deitei-me na cama, no lugar do meu pai, e, enquanto esperava a mamãe, fiquei pensando no bebê que ia chegar. Nas duas primeiras semanas de maio, já teremos novidades. Faltavam apenas dois meses e alguns dias para a chegada de Tarcísio. Talvez ele nasça no segundo domingo de maio, dia das mães. Vai ser o maior barato se mamãe ganhar esse presentão! Estou ansiosa e fico só imaginando o rostinho dele. Tomara que, no período de adolescência, ele não se torne um “aborrescente” como o Tiago. Também, até lá eu já não sou mais criança e posso até ajudar a mamãe a educá-lo.
Graça Batituci (texto adaptado)
Disponível em: (https://acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-cenas-de-familia-4o-ou-5o-ano) acesso em: 06jul19
Após a leitura do texto, é possível afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 01: Cenas de família
Sou Carine, a filha caçula de uma família de quatro pessoas. Meu pai tem uma fábrica de peças de motor de caminhão, minha mãe é médica veterinária e meu irmão, Tiago Luís, é o adolescente mais chato que conheço. Vive me deixando nervosa: ora puxando meu rabo de cavalo, ora colando papeizinhos com apelidos nas minhas costas. Outro dia, nem pude caprichar nos deveres da escola de tanto que ele me interrompia. A Marta teve até que chamar a atenção dele:
– Tiago, sua mãe está chegando por aí e vai cobrar o dever de casa de Carine. Deixe ela sossegada!
Só assim ele entrou para o seu quarto e foi diretamente para o computador, dando um pouco de sossego. Que maravilha!
Minutos depois, a mamãe chegou da clínica. Beijou minha cabeça, acenou para Marta, na cozinha, e foi tomar seu costumeiro banho. Saiu de roupão, com toalha enrolada nos cabelos, dirigindo-se a mim:
– Novidades em casa?
– Nenhuma! – antecipou Marta.
Olhei para Marta com olhar de surpresa.
Mamãe notou e perguntou:
– O que foi, filha?
– O de sempre, mãe. Não sei quando Juninho vai amadurecer e parar de me amolar. Agora deu para me chamar de Cacazinha!
– Se você não ligasse para o que ele diz, filha...
– Mãe, mas ele vive puxando meus cabelos, fazendo gracinhas. Então, quando aquele colega dele – o ruivo – está aqui, é pior ainda! Parece que faz tudo pra aparecer.
– Olha, Carine, a mamãe teve um dia bastante tumultuado. Fiz cirurgia em uma gata e agora só quero saber de coisas boas. Como foi na escola, hoje, filha?
– Foi bom! A professora hoje não foi à aula, e Rejane ficou conosco. Ela deu muito dever de casa. Fiz um pouco hoje, o restante farei amanhã, bem cedinho.
– Então, guarde tudo na sua escrivaninha, porque Marta está querendo arrumar a mesa para jantarmos. Estou com bastante fome hoje.
– Você não vai esperar o papai?
– Seu pai viajou hoje cedo, para resolver negócios da firma. Voltará amanhã à tarde.
– Oba! Posso dormir com você então? Prometo ter cuidado com o neném. Fico quietinha, sem lhe dar pontapés nem cabeçadas.
– Se for assim, pode!
Após o jantar, deitei-me na cama, no lugar do meu pai, e, enquanto esperava a mamãe, fiquei pensando no bebê que ia chegar. Nas duas primeiras semanas de maio, já teremos novidades. Faltavam apenas dois meses e alguns dias para a chegada de Tarcísio. Talvez ele nasça no segundo domingo de maio, dia das mães. Vai ser o maior barato se mamãe ganhar esse presentão! Estou ansiosa e fico só imaginando o rostinho dele. Tomara que, no período de adolescência, ele não se torne um “aborrescente” como o Tiago. Também, até lá eu já não sou mais criança e posso até ajudar a mamãe a educá-lo.
Graça Batituci (texto adaptado)
Disponível em: (https://acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-cenas-de-familia-4o-ou-5o-ano) acesso em: 06jul19
O excerto “Minutos depois, a mamãe chegou da clínica.” Traz nesse contexto um efeito deResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 01: Cenas de família
Sou Carine, a filha caçula de uma família de quatro pessoas. Meu pai tem uma fábrica de peças de motor de caminhão, minha mãe é médica veterinária e meu irmão, Tiago Luís, é o adolescente mais chato que conheço. Vive me deixando nervosa: ora puxando meu rabo de cavalo, ora colando papeizinhos com apelidos nas minhas costas. Outro dia, nem pude caprichar nos deveres da escola de tanto que ele me interrompia. A Marta teve até que chamar a atenção dele:
– Tiago, sua mãe está chegando por aí e vai cobrar o dever de casa de Carine. Deixe ela sossegada!
Só assim ele entrou para o seu quarto e foi diretamente para o computador, dando um pouco de sossego. Que maravilha!
Minutos depois, a mamãe chegou da clínica. Beijou minha cabeça, acenou para Marta, na cozinha, e foi tomar seu costumeiro banho. Saiu de roupão, com toalha enrolada nos cabelos, dirigindo-se a mim:
– Novidades em casa?
– Nenhuma! – antecipou Marta.
Olhei para Marta com olhar de surpresa.
Mamãe notou e perguntou:
– O que foi, filha?
– O de sempre, mãe. Não sei quando Juninho vai amadurecer e parar de me amolar. Agora deu para me chamar de Cacazinha!
– Se você não ligasse para o que ele diz, filha...
– Mãe, mas ele vive puxando meus cabelos, fazendo gracinhas. Então, quando aquele colega dele – o ruivo – está aqui, é pior ainda! Parece que faz tudo pra aparecer.
– Olha, Carine, a mamãe teve um dia bastante tumultuado. Fiz cirurgia em uma gata e agora só quero saber de coisas boas. Como foi na escola, hoje, filha?
– Foi bom! A professora hoje não foi à aula, e Rejane ficou conosco. Ela deu muito dever de casa. Fiz um pouco hoje, o restante farei amanhã, bem cedinho.
– Então, guarde tudo na sua escrivaninha, porque Marta está querendo arrumar a mesa para jantarmos. Estou com bastante fome hoje.
– Você não vai esperar o papai?
– Seu pai viajou hoje cedo, para resolver negócios da firma. Voltará amanhã à tarde.
– Oba! Posso dormir com você então? Prometo ter cuidado com o neném. Fico quietinha, sem lhe dar pontapés nem cabeçadas.
– Se for assim, pode!
Após o jantar, deitei-me na cama, no lugar do meu pai, e, enquanto esperava a mamãe, fiquei pensando no bebê que ia chegar. Nas duas primeiras semanas de maio, já teremos novidades. Faltavam apenas dois meses e alguns dias para a chegada de Tarcísio. Talvez ele nasça no segundo domingo de maio, dia das mães. Vai ser o maior barato se mamãe ganhar esse presentão! Estou ansiosa e fico só imaginando o rostinho dele. Tomara que, no período de adolescência, ele não se torne um “aborrescente” como o Tiago. Também, até lá eu já não sou mais criança e posso até ajudar a mamãe a educá-lo.
Graça Batituci (texto adaptado)
Disponível em: (https://acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-cenas-de-familia-4o-ou-5o-ano) acesso em: 06jul19
Quanto à pontuação empregada, é correto afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 01: Cenas de família
Sou Carine, a filha caçula de uma família de quatro pessoas. Meu pai tem uma fábrica de peças de motor de caminhão, minha mãe é médica veterinária e meu irmão, Tiago Luís, é o adolescente mais chato que conheço. Vive me deixando nervosa: ora puxando meu rabo de cavalo, ora colando papeizinhos com apelidos nas minhas costas. Outro dia, nem pude caprichar nos deveres da escola de tanto que ele me interrompia. A Marta teve até que chamar a atenção dele:
– Tiago, sua mãe está chegando por aí e vai cobrar o dever de casa de Carine. Deixe ela sossegada!
Só assim ele entrou para o seu quarto e foi diretamente para o computador, dando um pouco de sossego. Que maravilha!
Minutos depois, a mamãe chegou da clínica. Beijou minha cabeça, acenou para Marta, na cozinha, e foi tomar seu costumeiro banho. Saiu de roupão, com toalha enrolada nos cabelos, dirigindo-se a mim:
– Novidades em casa?
– Nenhuma! – antecipou Marta.
Olhei para Marta com olhar de surpresa.
Mamãe notou e perguntou:
– O que foi, filha?
– O de sempre, mãe. Não sei quando Juninho vai amadurecer e parar de me amolar. Agora deu para me chamar de Cacazinha!
– Se você não ligasse para o que ele diz, filha...
– Mãe, mas ele vive puxando meus cabelos, fazendo gracinhas. Então, quando aquele colega dele – o ruivo – está aqui, é pior ainda! Parece que faz tudo pra aparecer.
– Olha, Carine, a mamãe teve um dia bastante tumultuado. Fiz cirurgia em uma gata e agora só quero saber de coisas boas. Como foi na escola, hoje, filha?
– Foi bom! A professora hoje não foi à aula, e Rejane ficou conosco. Ela deu muito dever de casa. Fiz um pouco hoje, o restante farei amanhã, bem cedinho.
– Então, guarde tudo na sua escrivaninha, porque Marta está querendo arrumar a mesa para jantarmos. Estou com bastante fome hoje.
– Você não vai esperar o papai?
– Seu pai viajou hoje cedo, para resolver negócios da firma. Voltará amanhã à tarde.
– Oba! Posso dormir com você então? Prometo ter cuidado com o neném. Fico quietinha, sem lhe dar pontapés nem cabeçadas.
– Se for assim, pode!
Após o jantar, deitei-me na cama, no lugar do meu pai, e, enquanto esperava a mamãe, fiquei pensando no bebê que ia chegar. Nas duas primeiras semanas de maio, já teremos novidades. Faltavam apenas dois meses e alguns dias para a chegada de Tarcísio. Talvez ele nasça no segundo domingo de maio, dia das mães. Vai ser o maior barato se mamãe ganhar esse presentão! Estou ansiosa e fico só imaginando o rostinho dele. Tomara que, no período de adolescência, ele não se torne um “aborrescente” como o Tiago. Também, até lá eu já não sou mais criança e posso até ajudar a mamãe a educá-lo.
Graça Batituci (texto adaptado)
Disponível em: (https://acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-cenas-de-familia-4o-ou-5o-ano) acesso em: 06jul19
Analise as afirmações do texto “Cenas de família” e julgue as afirmativas:
I - O trecho “Outro dia, nem pude caprichar nos deveres da escola de tanto que ele me interrompia.” apresenta a ideia de consequência.
II - O trecho “guarde tudo na sua escrivaninha, porque Marta está querendo arrumar a mesa para jantarmos.” percebe-se uma noção de explicação.
III – O trecho “Então, quando aquele colega dele – o ruivo – está aqui, é pior ainda!”, denota temporalidade.
IV – O trecho “– Tiago, sua mãe está chegando por aí e vai cobrar o dever de casa de Carine.” denota a ideia de consequência.
É correto o que se afirma emResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 01: Cenas de família
Sou Carine, a filha caçula de uma família de quatro pessoas. Meu pai tem uma fábrica de peças de motor de caminhão, minha mãe é médica veterinária e meu irmão, Tiago Luís, é o adolescente mais chato que conheço. Vive me deixando nervosa: ora puxando meu rabo de cavalo, ora colando papeizinhos com apelidos nas minhas costas. Outro dia, nem pude caprichar nos deveres da escola de tanto que ele me interrompia. A Marta teve até que chamar a atenção dele:
– Tiago, sua mãe está chegando por aí e vai cobrar o dever de casa de Carine. Deixe ela sossegada!
Só assim ele entrou para o seu quarto e foi diretamente para o computador, dando um pouco de sossego. Que maravilha!
Minutos depois, a mamãe chegou da clínica. Beijou minha cabeça, acenou para Marta, na cozinha, e foi tomar seu costumeiro banho. Saiu de roupão, com toalha enrolada nos cabelos, dirigindo-se a mim:
– Novidades em casa?
– Nenhuma! – antecipou Marta.
Olhei para Marta com olhar de surpresa.
Mamãe notou e perguntou:
– O que foi, filha?
– O de sempre, mãe. Não sei quando Juninho vai amadurecer e parar de me amolar. Agora deu para me chamar de Cacazinha!
– Se você não ligasse para o que ele diz, filha...
– Mãe, mas ele vive puxando meus cabelos, fazendo gracinhas. Então, quando aquele colega dele – o ruivo – está aqui, é pior ainda! Parece que faz tudo pra aparecer.
– Olha, Carine, a mamãe teve um dia bastante tumultuado. Fiz cirurgia em uma gata e agora só quero saber de coisas boas. Como foi na escola, hoje, filha?
– Foi bom! A professora hoje não foi à aula, e Rejane ficou conosco. Ela deu muito dever de casa. Fiz um pouco hoje, o restante farei amanhã, bem cedinho.
– Então, guarde tudo na sua escrivaninha, porque Marta está querendo arrumar a mesa para jantarmos. Estou com bastante fome hoje.
– Você não vai esperar o papai?
– Seu pai viajou hoje cedo, para resolver negócios da firma. Voltará amanhã à tarde.
– Oba! Posso dormir com você então? Prometo ter cuidado com o neném. Fico quietinha, sem lhe dar pontapés nem cabeçadas.
– Se for assim, pode!
Após o jantar, deitei-me na cama, no lugar do meu pai, e, enquanto esperava a mamãe, fiquei pensando no bebê que ia chegar. Nas duas primeiras semanas de maio, já teremos novidades. Faltavam apenas dois meses e alguns dias para a chegada de Tarcísio. Talvez ele nasça no segundo domingo de maio, dia das mães. Vai ser o maior barato se mamãe ganhar esse presentão! Estou ansiosa e fico só imaginando o rostinho dele. Tomara que, no período de adolescência, ele não se torne um “aborrescente” como o Tiago. Também, até lá eu já não sou mais criança e posso até ajudar a mamãe a educá-lo.
Graça Batituci (texto adaptado)
Disponível em: (https://acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-cenas-de-familia-4o-ou-5o-ano) acesso em: 06jul19
A linguagem empregada no texto é marcada por expressões comuns à linguagem em momentos de descontração, ou seja, há um cunho de informalidade e coloquialidade. Nesse contexto, podem ser encontradas gírias, abreviações e construções sintáticas que não estejam adequadas ao padrão da gramática culta e formal da Língua. Nessa perspectiva, marque a única alternativa em que o trecho esteja alinhado ao padrão gramatical culto e formal da Língua Portuguesa.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 01: Cenas de família
Sou Carine, a filha caçula de uma família de quatro pessoas. Meu pai tem uma fábrica de peças de motor de caminhão, minha mãe é médica veterinária e meu irmão, Tiago Luís, é o adolescente mais chato que conheço. Vive me deixando nervosa: ora puxando meu rabo de cavalo, ora colando papeizinhos com apelidos nas minhas costas. Outro dia, nem pude caprichar nos deveres da escola de tanto que ele me interrompia. A Marta teve até que chamar a atenção dele:
– Tiago, sua mãe está chegando por aí e vai cobrar o dever de casa de Carine. Deixe ela sossegada!
Só assim ele entrou para o seu quarto e foi diretamente para o computador, dando um pouco de sossego. Que maravilha!
Minutos depois, a mamãe chegou da clínica. Beijou minha cabeça, acenou para Marta, na cozinha, e foi tomar seu costumeiro banho. Saiu de roupão, com toalha enrolada nos cabelos, dirigindo-se a mim:
– Novidades em casa?
– Nenhuma! – antecipou Marta.
Olhei para Marta com olhar de surpresa.
Mamãe notou e perguntou:
– O que foi, filha?
– O de sempre, mãe. Não sei quando Juninho vai amadurecer e parar de me amolar. Agora deu para me chamar de Cacazinha!
– Se você não ligasse para o que ele diz, filha...
– Mãe, mas ele vive puxando meus cabelos, fazendo gracinhas. Então, quando aquele colega dele – o ruivo – está aqui, é pior ainda! Parece que faz tudo pra aparecer.
– Olha, Carine, a mamãe teve um dia bastante tumultuado. Fiz cirurgia em uma gata e agora só quero saber de coisas boas. Como foi na escola, hoje, filha?
– Foi bom! A professora hoje não foi à aula, e Rejane ficou conosco. Ela deu muito dever de casa. Fiz um pouco hoje, o restante farei amanhã, bem cedinho.
– Então, guarde tudo na sua escrivaninha, porque Marta está querendo arrumar a mesa para jantarmos. Estou com bastante fome hoje.
– Você não vai esperar o papai?
– Seu pai viajou hoje cedo, para resolver negócios da firma. Voltará amanhã à tarde.
– Oba! Posso dormir com você então? Prometo ter cuidado com o neném. Fico quietinha, sem lhe dar pontapés nem cabeçadas.
– Se for assim, pode!
Após o jantar, deitei-me na cama, no lugar do meu pai, e, enquanto esperava a mamãe, fiquei pensando no bebê que ia chegar. Nas duas primeiras semanas de maio, já teremos novidades. Faltavam apenas dois meses e alguns dias para a chegada de Tarcísio. Talvez ele nasça no segundo domingo de maio, dia das mães. Vai ser o maior barato se mamãe ganhar esse presentão! Estou ansiosa e fico só imaginando o rostinho dele. Tomara que, no período de adolescência, ele não se torne um “aborrescente” como o Tiago. Também, até lá eu já não sou mais criança e posso até ajudar a mamãe a educá-lo.
Graça Batituci (texto adaptado)
Disponível em: (https://acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-cenas-de-familia-4o-ou-5o-ano) acesso em: 06jul19
Em qual das alternativas a personagem Carine não aparece explícita e materialmente demarcada?Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 02: A família mudou
Nasci e vivi minha infância numa família constituída por três gerações, vivendo sob o mesmo teto, harmoniosa e amorosamente: meus avós, meus pais, meus tios casados, minhas tias solteiras e nós, os oito netos. Éramos 20 pessoas. Os homens trabalhavam, e as mulheres dedicavam-se à gerência da casa e à educação das crianças. Na minha família só havia, inicialmente, uma mulher que trabalhava fora, minha mãe, que era professora. Muitos anos depois, três de minhas tias solteiras foram trabalhar fora.
Lembro-me até hoje, embora muitas décadas tenham se passado, da enorme sala de jantar, com uma grande mesa retangular, onde se sentavam 12 adultos, para as refeições e para as prolongadas conversas, e uma mesa oval, onde se sentavam as oito crianças e os adolescentes – os netos.
Vivi uma infância tranquila numa família nuclear unida.
Minha adolescência e minha juventude foram passadas numa família constituída por meus pais, ambos trabalhando e contribuindo para o sustento da família, meu irmão e eu.
Todos os domingos nos reuníamos à família inicial, na enorme casa da Rua do Bispo, hoje integrando o espaço físico ocupado pela Universidade Estácio de Sá, em inesquecíveis almoços e ceias.
A família brasileira mudou.
Terezinha Saraiva (texto adaptado)
Disponível em: (https://questoes.grancursosonline.com.br/questoes-de-concursos/lingua-portuguesa-interpretacao-de-texto) acesso em: 08jul19
O texto 02 caracteriza-se por ser uma narrativa no passado. Verifique se as assertivas abaixo são verdadeiras ou falsas e assinale a alternativa na qual encontramos a sequência correta.
I – O texto 02 é um texto de memórias.
II – Existem várias personagens interagindo na história.
III – A narrativa está em 1ª pessoa.
IV – O texto 02 é uma lembrança do narrador.
V – Tereza é a personagem principal.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 02: A família mudou
Nasci e vivi minha infância numa família constituída por três gerações, vivendo sob o mesmo teto, harmoniosa e amorosamente: meus avós, meus pais, meus tios casados, minhas tias solteiras e nós, os oito netos. Éramos 20 pessoas. Os homens trabalhavam, e as mulheres dedicavam-se à gerência da casa e à educação das crianças. Na minha família só havia, inicialmente, uma mulher que trabalhava fora, minha mãe, que era professora. Muitos anos depois, três de minhas tias solteiras foram trabalhar fora.
Lembro-me até hoje, embora muitas décadas tenham se passado, da enorme sala de jantar, com uma grande mesa retangular, onde se sentavam 12 adultos, para as refeições e para as prolongadas conversas, e uma mesa oval, onde se sentavam as oito crianças e os adolescentes – os netos.
Vivi uma infância tranquila numa família nuclear unida.
Minha adolescência e minha juventude foram passadas numa família constituída por meus pais, ambos trabalhando e contribuindo para o sustento da família, meu irmão e eu.
Todos os domingos nos reuníamos à família inicial, na enorme casa da Rua do Bispo, hoje integrando o espaço físico ocupado pela Universidade Estácio de Sá, em inesquecíveis almoços e ceias.
A família brasileira mudou.
Terezinha Saraiva (texto adaptado)
Disponível em: (https://questoes.grancursosonline.com.br/questoes-de-concursos/lingua-portuguesa-interpretacao-de-texto) acesso em: 08jul19
Podemos afirmar que a última linha do texto 02: “A família brasileira mudou” éResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 02: A família mudou
Nasci e vivi minha infância numa família constituída por três gerações, vivendo sob o mesmo teto, harmoniosa e amorosamente: meus avós, meus pais, meus tios casados, minhas tias solteiras e nós, os oito netos. Éramos 20 pessoas. Os homens trabalhavam, e as mulheres dedicavam-se à gerência da casa e à educação das crianças. Na minha família só havia, inicialmente, uma mulher que trabalhava fora, minha mãe, que era professora. Muitos anos depois, três de minhas tias solteiras foram trabalhar fora.
Lembro-me até hoje, embora muitas décadas tenham se passado, da enorme sala de jantar, com uma grande mesa retangular, onde se sentavam 12 adultos, para as refeições e para as prolongadas conversas, e uma mesa oval, onde se sentavam as oito crianças e os adolescentes – os netos.
Vivi uma infância tranquila numa família nuclear unida.
Minha adolescência e minha juventude foram passadas numa família constituída por meus pais, ambos trabalhando e contribuindo para o sustento da família, meu irmão e eu.
Todos os domingos nos reuníamos à família inicial, na enorme casa da Rua do Bispo, hoje integrando o espaço físico ocupado pela Universidade Estácio de Sá, em inesquecíveis almoços e ceias.
A família brasileira mudou.
Terezinha Saraiva (texto adaptado)
Disponível em: (https://questoes.grancursosonline.com.br/questoes-de-concursos/lingua-portuguesa-interpretacao-de-texto) acesso em: 08jul19
Em um texto, são utilizadas estratégias para retomar palavras ou expressões, a fim de se desenvolver o tema por meio da progressão textual. Em qual das alternativas abaixo, a palavra destacada exerce essa função?
TEXTO 03: Rosa da Fonseca – Patrono da Família Militar
Logo que nascemos, a união familiar finaliza o amálgama que transforma nossos lares em educandários de vida e refúgios para todos os momentos. Mesmo que a inexorável marcha do tempo nos afaste de casa, a família nunca nos abandona! Seja em momentos de sucessos ou de fracassos, os laços de sangue e de amor permanecem indestrutíveis.
A Família Militar desenvolve-se de igual maneira. Os valores de civismo e de patriotismo trazidos do berço são enriquecidos em um ambiente de hierarquia e disciplina e as movimentações constantes fazem com que os irmãos de armas consolidem amizades verdadeiras, nos cadinhos de quartéis e escolas, devidamente aquecidos pela sã camaradagem.
Em nenhuma outra profissão esposas e mães, heroínas do dia a dia, desempenham um papel tão importante como na nossa. Elas constituem o esteio necessário para o cumprimento das missões: encorajam, amparam e proporcionam o apoio de retaguarda para que guerreiros e guerreiras não esmoreçam. São elas os símbolos de força e de abnegação que mantêm elevado o moral da tropa.
A matriarca, Rosa Maria Paulina da Fonseca (1802-1873), teve um importante papel na formação cívica da família. Foi uma notável mulher, que aplicou o máximo de seus esforços a serviço da Pátria brasileira, preparando e educando aqueles que realizariam grandes feitos cívicos.
Exemplo de mãe e de esposa, indicou a seus filhos os valores norteadores da ética para a Família Militar do Exército Brasileiro. Com o falecimento do seu marido, em 1859, Rosa da Fonseca tornou-se o esteio da família. Foi muito admirada por sua postura durante a Guerra da Tríplice Aliança, conflito que se estendeu de maio de 1865 a março de 1870.
Indiretamente, a presença dessa valorosa mulher nos campos de batalha podia ser percebida na heroica atuação de seus filhos em combate, que espelhava a educação recebida, plena de ensinamentos voltados para as virtudes morais e intelectuais, tão necessárias aos que se sacrificam por ideais de liberdade e de bem comum.
Por tudo que representou e pela família que ajudou a edificar, o Comandante do Exército, por meio da Portaria N° 650, de 10 de junho de 2016, aprovou a entronização de Dona Rosa Maria Paulina da Fonseca como Patrono da Família Militar do Exército Brasileiro. Desde então, sua data natalícia, 18 de setembro, é consagrada ao Dia da Família Militar. A edificante história de vida de D. Rosa da Fonseca, matriarca respeitada e admirada, esposa de militar e exemplo de mãe, impõe ao Exército o dever de homenagear, de forma marcante, essa digna heroína, que tão bem encarna o espírito de luta e sacrifício da Família Militar Brasileira.
Disponível em: Noticiário do Exército, Centro de Comunicação Social do Exército, Brasília, DF. Acesso em: 18/09/2018
A partir da análise do texto 03, é correto afirmar que:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 03: Rosa da Fonseca – Patrono da Família Militar
Logo que nascemos, a união familiar finaliza o amálgama que transforma nossos lares em educandários de vida e refúgios para todos os momentos. Mesmo que a inexorável marcha do tempo nos afaste de casa, a família nunca nos abandona! Seja em momentos de sucessos ou de fracassos, os laços de sangue e de amor permanecem indestrutíveis.
A Família Militar desenvolve-se de igual maneira. Os valores de civismo e de patriotismo trazidos do berço são enriquecidos em um ambiente de hierarquia e disciplina e as movimentações constantes fazem com que os irmãos de armas consolidem amizades verdadeiras, nos cadinhos de quartéis e escolas, devidamente aquecidos pela sã camaradagem.
Em nenhuma outra profissão esposas e mães, heroínas do dia a dia, desempenham um papel tão importante como na nossa. Elas constituem o esteio necessário para o cumprimento das missões: encorajam, amparam e proporcionam o apoio de retaguarda para que guerreiros e guerreiras não esmoreçam. São elas os símbolos de força e de abnegação que mantêm elevado o moral da tropa.
A matriarca, Rosa Maria Paulina da Fonseca (1802-1873), teve um importante papel na formação cívica da família. Foi uma notável mulher, que aplicou o máximo de seus esforços a serviço da Pátria brasileira, preparando e educando aqueles que realizariam grandes feitos cívicos.
Exemplo de mãe e de esposa, indicou a seus filhos os valores norteadores da ética para a Família Militar do Exército Brasileiro. Com o falecimento do seu marido, em 1859, Rosa da Fonseca tornou-se o esteio da família. Foi muito admirada por sua postura durante a Guerra da Tríplice Aliança, conflito que se estendeu de maio de 1865 a março de 1870.
Indiretamente, a presença dessa valorosa mulher nos campos de batalha podia ser percebida na heroica atuação de seus filhos em combate, que espelhava a educação recebida, plena de ensinamentos voltados para as virtudes morais e intelectuais, tão necessárias aos que se sacrificam por ideais de liberdade e de bem comum.
Por tudo que representou e pela família que ajudou a edificar, o Comandante do Exército, por meio da Portaria N° 650, de 10 de junho de 2016, aprovou a entronização de Dona Rosa Maria Paulina da Fonseca como Patrono da Família Militar do Exército Brasileiro. Desde então, sua data natalícia, 18 de setembro, é consagrada ao Dia da Família Militar. A edificante história de vida de D. Rosa da Fonseca, matriarca respeitada e admirada, esposa de militar e exemplo de mãe, impõe ao Exército o dever de homenagear, de forma marcante, essa digna heroína, que tão bem encarna o espírito de luta e sacrifício da Família Militar Brasileira.
Disponível em: Noticiário do Exército, Centro de Comunicação Social do Exército, Brasília, DF. Acesso em: 18/09/2018
Marque a opção em que os trechos selecionados indicam, respectivamente, relações semânticas de causa e consequência.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 03: Rosa da Fonseca – Patrono da Família Militar
Logo que nascemos, a união familiar finaliza o amálgama que transforma nossos lares em educandários de vida e refúgios para todos os momentos. Mesmo que a inexorável marcha do tempo nos afaste de casa, a família nunca nos abandona! Seja em momentos de sucessos ou de fracassos, os laços de sangue e de amor permanecem indestrutíveis.
A Família Militar desenvolve-se de igual maneira. Os valores de civismo e de patriotismo trazidos do berço são enriquecidos em um ambiente de hierarquia e disciplina e as movimentações constantes fazem com que os irmãos de armas consolidem amizades verdadeiras, nos cadinhos de quartéis e escolas, devidamente aquecidos pela sã camaradagem.
Em nenhuma outra profissão esposas e mães, heroínas do dia a dia, desempenham um papel tão importante como na nossa. Elas constituem o esteio necessário para o cumprimento das missões: encorajam, amparam e proporcionam o apoio de retaguarda para que guerreiros e guerreiras não esmoreçam. São elas os símbolos de força e de abnegação que mantêm elevado o moral da tropa.
A matriarca, Rosa Maria Paulina da Fonseca (1802-1873), teve um importante papel na formação cívica da família. Foi uma notável mulher, que aplicou o máximo de seus esforços a serviço da Pátria brasileira, preparando e educando aqueles que realizariam grandes feitos cívicos.
Exemplo de mãe e de esposa, indicou a seus filhos os valores norteadores da ética para a Família Militar do Exército Brasileiro. Com o falecimento do seu marido, em 1859, Rosa da Fonseca tornou-se o esteio da família. Foi muito admirada por sua postura durante a Guerra da Tríplice Aliança, conflito que se estendeu de maio de 1865 a março de 1870.
Indiretamente, a presença dessa valorosa mulher nos campos de batalha podia ser percebida na heroica atuação de seus filhos em combate, que espelhava a educação recebida, plena de ensinamentos voltados para as virtudes morais e intelectuais, tão necessárias aos que se sacrificam por ideais de liberdade e de bem comum.
Por tudo que representou e pela família que ajudou a edificar, o Comandante do Exército, por meio da Portaria N° 650, de 10 de junho de 2016, aprovou a entronização de Dona Rosa Maria Paulina da Fonseca como Patrono da Família Militar do Exército Brasileiro. Desde então, sua data natalícia, 18 de setembro, é consagrada ao Dia da Família Militar. A edificante história de vida de D. Rosa da Fonseca, matriarca respeitada e admirada, esposa de militar e exemplo de mãe, impõe ao Exército o dever de homenagear, de forma marcante, essa digna heroína, que tão bem encarna o espírito de luta e sacrifício da Família Militar Brasileira.
Disponível em: Noticiário do Exército, Centro de Comunicação Social do Exército, Brasília, DF. Acesso em: 18/09/2018
Para estabelecer as relações semânticas das partes do texto, o autor emprega palavras com sentido diferente do real, ou seja, não usa o vocábulo com o sentido descrito no primeiro conceito fornecido pelo dicionário. Marque a única alternativa em que o sentido da palavra ou expressão seja literal.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 01: Cenas de família
Sou Carine, a filha caçula de uma família de quatro pessoas. Meu pai tem uma fábrica de peças de motor de caminhão, minha mãe é médica veterinária e meu irmão, Tiago Luís, é o adolescente mais chato que conheço. Vive me deixando nervosa: ora puxando meu rabo de cavalo, ora colando papeizinhos com apelidos nas minhas costas. Outro dia, nem pude caprichar nos deveres da escola de tanto que ele me interrompia. A Marta teve até que chamar a atenção dele:
– Tiago, sua mãe está chegando por aí e vai cobrar o dever de casa de Carine. Deixe ela sossegada!
Só assim ele entrou para o seu quarto e foi diretamente para o computador, dando um pouco de sossego. Que maravilha!
Minutos depois, a mamãe chegou da clínica. Beijou minha cabeça, acenou para Marta, na cozinha, e foi tomar seu costumeiro banho. Saiu de roupão, com toalha enrolada nos cabelos, dirigindo-se a mim:
– Novidades em casa?
– Nenhuma! – antecipou Marta.
Olhei para Marta com olhar de surpresa.
Mamãe notou e perguntou:
– O que foi, filha?
– O de sempre, mãe. Não sei quando Juninho vai amadurecer e parar de me amolar. Agora deu para me chamar de Cacazinha!
– Se você não ligasse para o que ele diz, filha...
– Mãe, mas ele vive puxando meus cabelos, fazendo gracinhas. Então, quando aquele colega dele – o ruivo – está aqui, é pior ainda! Parece que faz tudo pra aparecer.
– Olha, Carine, a mamãe teve um dia bastante tumultuado. Fiz cirurgia em uma gata e agora só quero saber de coisas boas. Como foi na escola, hoje, filha?
– Foi bom! A professora hoje não foi à aula, e Rejane ficou conosco. Ela deu muito dever de casa. Fiz um pouco hoje, o restante farei amanhã, bem cedinho.
– Então, guarde tudo na sua escrivaninha, porque Marta está querendo arrumar a mesa para jantarmos. Estou com bastante fome hoje.
– Você não vai esperar o papai?
– Seu pai viajou hoje cedo, para resolver negócios da firma. Voltará amanhã à tarde.
– Oba! Posso dormir com você então? Prometo ter cuidado com o neném. Fico quietinha, sem lhe dar pontapés nem cabeçadas.
– Se for assim, pode!
Após o jantar, deitei-me na cama, no lugar do meu pai, e, enquanto esperava a mamãe, fiquei pensando no bebê que ia chegar. Nas duas primeiras semanas de maio, já teremos novidades. Faltavam apenas dois meses e alguns dias para a chegada de Tarcísio. Talvez ele nasça no segundo domingo de maio, dia das mães. Vai ser o maior barato se mamãe ganhar esse presentão! Estou ansiosa e fico só imaginando o rostinho dele. Tomara que, no período de adolescência, ele não se torne um “aborrescente” como o Tiago. Também, até lá eu já não sou mais criança e posso até ajudar a mamãe a educá-lo.
Graça Batituci (texto adaptado)
Disponível em: (https://acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-cenas-de-familia-4o-ou-5o-ano) acesso em: 06jul19
TEXTO 02: A família mudou
Nasci e vivi minha infância numa família constituída por três gerações, vivendo sob o mesmo teto, harmoniosa e amorosamente: meus avós, meus pais, meus tios casados, minhas tias solteiras e nós, os oito netos. Éramos 20 pessoas. Os homens trabalhavam, e as mulheres dedicavam-se à gerência da casa e à educação das crianças. Na minha família só havia, inicialmente, uma mulher que trabalhava fora, minha mãe, que era professora. Muitos anos depois, três de minhas tias solteiras foram trabalhar fora.
Lembro-me até hoje, embora muitas décadas tenham se passado, da enorme sala de jantar, com uma grande mesa retangular, onde se sentavam 12 adultos, para as refeições e para as prolongadas conversas, e uma mesa oval, onde se sentavam as oito crianças e os adolescentes – os netos.
Vivi uma infância tranquila numa família nuclear unida.
Minha adolescência e minha juventude foram passadas numa família constituída por meus pais, ambos trabalhando e contribuindo para o sustento da família, meu irmão e eu.
Todos os domingos nos reuníamos à família inicial, na enorme casa da Rua do Bispo, hoje integrando o espaço físico ocupado pela Universidade Estácio de Sá, em inesquecíveis almoços e ceias.
A família brasileira mudou.
Terezinha Saraiva (texto adaptado)
Disponível em: (https://questoes.grancursosonline.com.br/questoes-de-concursos/lingua-portuguesa-interpretacao-de-texto) acesso em: 08jul19
TEXTO 03: Rosa da Fonseca – Patrono da Família Militar
Logo que nascemos, a união familiar finaliza o amálgama que transforma nossos lares em educandários de vida e refúgios para todos os momentos. Mesmo que a inexorável marcha do tempo nos afaste de casa, a família nunca nos abandona! Seja em momentos de sucessos ou de fracassos, os laços de sangue e de amor permanecem indestrutíveis.
A Família Militar desenvolve-se de igual maneira. Os valores de civismo e de patriotismo trazidos do berço são enriquecidos em um ambiente de hierarquia e disciplina e as movimentações constantes fazem com que os irmãos de armas consolidem amizades verdadeiras, nos cadinhos de quartéis e escolas, devidamente aquecidos pela sã camaradagem.
Em nenhuma outra profissão esposas e mães, heroínas do dia a dia, desempenham um papel tão importante como na nossa. Elas constituem o esteio necessário para o cumprimento das missões: encorajam, amparam e proporcionam o apoio de retaguarda para que guerreiros e guerreiras não esmoreçam. São elas os símbolos de força e de abnegação que mantêm elevado o moral da tropa.
A matriarca, Rosa Maria Paulina da Fonseca (1802-1873), teve um importante papel na formação cívica da família. Foi uma notável mulher, que aplicou o máximo de seus esforços a serviço da Pátria brasileira, preparando e educando aqueles que realizariam grandes feitos cívicos.
Exemplo de mãe e de esposa, indicou a seus filhos os valores norteadores da ética para a Família Militar do Exército Brasileiro. Com o falecimento do seu marido, em 1859, Rosa da Fonseca tornou-se o esteio da família. Foi muito admirada por sua postura durante a Guerra da Tríplice Aliança, conflito que se estendeu de maio de 1865 a março de 1870.
Indiretamente, a presença dessa valorosa mulher nos campos de batalha podia ser percebida na heroica atuação de seus filhos em combate, que espelhava a educação recebida, plena de ensinamentos voltados para as virtudes morais e intelectuais, tão necessárias aos que se sacrificam por ideais de liberdade e de bem comum.
Por tudo que representou e pela família que ajudou a edificar, o Comandante do Exército, por meio da Portaria N° 650, de 10 de junho de 2016, aprovou a entronização de Dona Rosa Maria Paulina da Fonseca como Patrono da Família Militar do Exército Brasileiro. Desde então, sua data natalícia, 18 de setembro, é consagrada ao Dia da Família Militar. A edificante história de vida de D. Rosa da Fonseca, matriarca respeitada e admirada, esposa de militar e exemplo de mãe, impõe ao Exército o dever de homenagear, de forma marcante, essa digna heroína, que tão bem encarna o espírito de luta e sacrifício da Família Militar Brasileira.
Disponível em: Noticiário do Exército, Centro de Comunicação Social do Exército, Brasília, DF. Acesso em: 18/09/2018
Os textos 01, 02 e 03 trazem uma temática abordando família. Qual das alternativas abaixo traz uma interpretação coerente com a abordagem em cada um dos três textos.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 04:
![]()
Disponível em: (https://blogdoenem.com.br/interpretacao-de-textos-portugues-enem/) acesso em: 08jul19
Gráficos são exemplos de utilização simultânea das linguagens verbal e não verbal. É preciso analisar as duas ocorrências para a compreensão do texto. Nos gráficos, os elementos visuais e os elementos textuais são fundamentais para o entendimento total da mensagem transmitida. No gráfico em questão, a linguagem verbal e a linguagem não verbal têm como intenção mostrar ao leitor que o número de casamentos:
TEXTO 05: Aprendendo com os erros
O mestre conduz seu aprendiz pela floresta. O mais velho caminha com igualdade, enquanto seu aprendiz escorrega e cai a todo instante.
O aprendiz blasfema, levanta-se e cospe no chão traiçoeiro e continua a acompanhar seu mestre.
Depois de longa caminhada, chegaram a um lugar sagrado. Sem parar, o mestre dá meia volta e começa a viagem de volta.
- Você não me ensinou nada hoje – diz o aprendiz, levando mais um tombo.
- Ensinei sim, mas você parece que não aprende – respondeu o mestre – estou tentando te ensinar como se lida com os erros da vida.
- E como lidar com eles?
- Como deveria lidar com seus tombos – respondeu o mestre – em vez de ficar amaldiçoando o lugar onde caiu, devia procurar aquilo que o fez escorregar.
Disponível em: (https://lereaprender.com.br/atividades-de-interpretacao-de-texto-do-5o-ano/interpretacao-5ano-aprendendo-com-os-erros/) acesso em:08jul19 (com adaptações)
![]()
TEXTO 05: Aprendendo com os erros
O mestre conduz seu aprendiz pela floresta. O mais velho caminha com igualdade, enquanto seu aprendiz escorrega e cai a todo instante.
O aprendiz blasfema, levanta-se e cospe no chão traiçoeiro e continua a acompanhar seu mestre.
Depois de longa caminhada, chegaram a um lugar sagrado. Sem parar, o mestre dá meia volta e começa a viagem de volta.
- Você não me ensinou nada hoje – diz o aprendiz, levando mais um tombo.
- Ensinei sim, mas você parece que não aprende – respondeu o mestre – estou tentando te ensinar como se lida com os erros da vida.
- E como lidar com eles?
- Como deveria lidar com seus tombos – respondeu o mestre – em vez de ficar amaldiçoando o lugar onde caiu, devia procurar aquilo que o fez escorregar.
Disponível em: (https://lereaprender.com.br/atividades-de-interpretacao-de-texto-do-5o-ano/interpretacao-5ano-aprendendo-com-os-erros/) acesso em:08jul19 (com adaptações)
Na frase: “O aprendiz blasfema, levanta-se e cospe no chão traiçoeiro e continua a acompanhar seu mestre.” podemos explicar o uso da vírgula como:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 05: Aprendendo com os erros
O mestre conduz seu aprendiz pela floresta. O mais velho caminha com igualdade, enquanto seu aprendiz escorrega e cai a todo instante.
O aprendiz blasfema, levanta-se e cospe no chão traiçoeiro e continua a acompanhar seu mestre.
Depois de longa caminhada, chegaram a um lugar sagrado. Sem parar, o mestre dá meia volta e começa a viagem de volta.
- Você não me ensinou nada hoje – diz o aprendiz, levando mais um tombo.
- Ensinei sim, mas você parece que não aprende – respondeu o mestre – estou tentando te ensinar como se lida com os erros da vida.
- E como lidar com eles?
- Como deveria lidar com seus tombos – respondeu o mestre – em vez de ficar amaldiçoando o lugar onde caiu, devia procurar aquilo que o fez escorregar.
Disponível em: (https://lereaprender.com.br/atividades-de-interpretacao-de-texto-do-5o-ano/interpretacao-5ano-aprendendo-com-os-erros/) acesso em:08jul19 (com adaptações)
Podemos inferir do texto 05 que:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 06:
![]()
Disponível em:(https://www.pinterest.ch/pin/156148312060964109/?lp=true) acesso em: 08jul19
Infere-se, no TEXTO 06, que a presença de um tom irônico está demarcada
TEXTO 06:
![]()
Disponível em:(https://www.pinterest.ch/pin/156148312060964109/?lp=true) acesso em: 08jul19
Levando-se em conta a sequência de ações, no TEXTO 06, em qual alternativa consta uma expressão, na qual se infere uma ação anteriormente dita:
TEXTO 06:
![]()
Disponível em:(https://www.pinterest.ch/pin/156148312060964109/?lp=true) acesso em: 08jul19
Em qual alternativa a palavra ou expressão utilizada na 2ª frase/oração não condiz com o contexto em que foi empregada na primeira.
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base: