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Marinha do Brasil — CP-CSM-CD/2015 — Corpo de Saúde da Marinha — Quadro de Cirurgiões-Dentistas — Prova Amarela

Marinha do Brasil · Cirurgião-Dentista (Quadro de Cirurgiões-Dentistas do Corpo de Saúde da Marinha)

Diretoria de Ensino da Marinha2015Superior

50 questões nesta prova · página 3 de 3 · 48 com gabarito

Implantodontia Classificação de Bonachela

Diretoria de Ensino da Marinha 2015 Superior

Marinha do Brasil · Cirurgião-Dentista (Quadro de Cirurgiões-Dentistas do Corpo de Saúde da Marinha) · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Segundo Mezzomo et al. (2006), assinale a opção que apresenta a classe Bonachela a que correspondem as próteses parciais removíveis superiores e/ou inferiores, nos casos em que os implantes são colocados na região anterior de arcadas edêntulas, em número de 4 ou 6 implantes, os quais receberão intermediários que permitem a confecção de coroas metalocerâmicas com encaixes resilientes distais.
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Resolução comentada

Bonachela classe 1: prótese parcial removível sobre 4 a 6 implantes anteriores com encaixes resilientes distais.

Na classificação de Bonachela, a classe 1 corresponde a próteses parciais removíveis implantorretidas, com 4 ou 6 implantes na região anterior. Eles recebem intermediários que permitem coroas metalocerâmicas com encaixes resilientes distais. O gabarito é A.

Análise das alternativas

B, C, D e E) Correspondem a outras classes do sistema, com outras quantidades e posições de implantes e outros tipos de reabilitação (por exemplo, protocolos fixos ou overdentures com outra configuração), não ao quadro descrito.

Referência: Mezzomo et al. (2006), Reabilitação Oral para o Clínico – classificação de Bonachela.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Odontopediatria Traumatismo em Dentes Decíduos

Diretoria de Ensino da Marinha 2015 Superior

Marinha do Brasil · Cirurgião-Dentista (Quadro de Cirurgiões-Dentistas do Corpo de Saúde da Marinha) · Caderno Amarela

Gabarito disponível

De acordo com Dean, McDonald e Avery (2011), assinale a opção que cita corretamente algumas das possíveis reações dos germes dentários permanentes ao traumatismo ocorrido em seus antecessores decíduos.
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Resolução comentada

Traumatismo no decíduo pode causar dentina reparadora e dilaceração no germe permanente.

O germe do permanente fica muito próximo do ápice do decíduo. Um trauma pode alterar seu desenvolvimento e provocar dilaceração coronária ou radicular, hipoplasia, hipocalcificação, distúrbios de erupção e alterações pulpares como a formação de dentina reparadora. A opção E é a que o gabarito oficial aponta.

Análise das alternativas

A) Calcificação distrófica não é a reação típica citada, e o trauma costuma retardar a erupção, não adiantá-la. B, C) Misturam alterações do esmalte com alterações pulpares que não se aplicam a um germe ainda em formação. D) Anquilose e granuloma periapical são sequelas do dente traumatizado, não do germe permanente.

Referência: Dean, McDonald e Avery (2011), Odontopediatria – traumatismo em dentes decíduos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Dentística Lesões Não Cariosas

Diretoria de Ensino da Marinha 2015 Superior

Marinha do Brasil · Cirurgião-Dentista (Quadro de Cirurgiões-Dentistas do Corpo de Saúde da Marinha) · Caderno Amarela

Gabarito disponível

De acordo com Baratieri et al. (2001), com relação às lesões dentárias não-cariosas, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

Superfícies vestibulares superiores são protegidas da erosão intrínseca pela saliva da parótida.

Na erosão intrínseca (ácido gástrico) as faces vestibulares dos dentes superiores ficam relativamente protegidas. O ducto da parótida (Stensen) desemboca próximo aos molares superiores e a saliva serosa neutraliza o ácido nessas faces. Por isso o gabarito é D.

Análise das alternativas

A) Descreve de forma imprecisa o padrão de distribuição que o autor apresenta, por isso não é a opção correta. B) O ácido gástrico é fonte intrínseca, não extrínseca. C) Escovar logo após o ataque ácido é contraindicado, pois o esmalte amolecido é removido com facilidade. E) O flúor-fosfato acidulado não é indicado para deter a erosão, e o esquema semanal descrito não é a recomendação.

Referência: Baratieri et al. (2001), Odontologia Restauradora – lesões não cariosas (erosão).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Tumores Odontogênicos

Diretoria de Ensino da Marinha 2015 Superior

Marinha do Brasil · Cirurgião-Dentista (Quadro de Cirurgiões-Dentistas do Corpo de Saúde da Marinha) · Caderno Amarela

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Neville et al. (2009) descreveram um tumor odontogênico que usualmente é diagnosticado em crianças, sendo raro em adultos. O tumor tem predileção pela região posterior dos maxilares, sendo comumente assintomático. Sua característica radiográfica mostra um defeito unilocular radiolúcido, raramente multilocular, bem circunscrito, contendo quantidade variável de material calcificado, que consiste histologicamente em focos de matriz de esmalte e dentina. O tratamento é a curetagem conservadora, sendo rara a sua recidiva. Qual é o diagnóstico desse tumor odontogênico?
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Resolução comentada

O diagnóstico é fibrodontoma ameloblástico.

O quadro descreve um tumor de crianças, na região posterior dos maxilares, com lesão unilocular radiolúcida e material calcificado (matriz de esmalte e dentina). Isso é típico do fibrodontoma ameloblástico, tratado com curetagem conservadora.

Análise das alternativas

B) Errada: o fibrossarcoma ameloblástico é maligno e agressivo. C) Errada: o tumor odontogênico escamoso não tem esse padrão misto. D) Errada: o carcinoma de células claras é maligno. E) Errada: o fibroma odontogênico central não contém matriz de esmalte e dentina.

Referência: Neville et al. (2009), Patologia Oral e Maxilofacial.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Odontologia em Saúde Coletiva Fluorose Dentária — Diagnóstico Diferencial

Diretoria de Ensino da Marinha 2015 Superior

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O diagnóstico diferencial entre formas leves de fluorose e opacidades de esmalte de origem não fluorótica é importante, principalmente em levantamentos epidemiológicos. Classifique as afirmativas abaixo em Fluorose leve (F) ou Opacidade não fluorótica (O), de acordo com os critérios de diagnóstico diferencial descritos por Pereira et al. (2009), e assinale a opção que apresenta a sequência correta.

( ) A visibilidade das lesões sob luz tangencial não é muito perceptível.
( ) O limite da lesão é claramente diferenciado do esmalte adjacente.
( ) A distribuição raramente é simétrica.
( ) A configuração da lesão apresenta manchas opacas e difusas horizontais seguindo a periquimata.
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Resolução comentada

Sequência F, O, O, F.

Na fluorose leve, as lesões são pouco perceptíveis sob luz tangencial, a distribuição é simétrica e a configuração mostra manchas opacas e difusas horizontais, seguindo a periquimata. Na opacidade não fluorótica, o limite é bem definido, a distribuição raramente é simétrica e a lesão costuma ser única.

Análise das alternativas

A, B, D, E) Erradas: trocam a classificação de ao menos um item. O limite nítido e a assimetria são da opacidade não fluorótica. A baixa visibilidade e as manchas difusas seguindo a periquimata são da fluorose.

Referência: Pereira et al. (2009), Odontologia em Saúde Coletiva.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Amelogênese Imperfeita

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De acordo com Neville et al. (2009), em que fase do desenvolvimento do esmalte ocorre o defeito que causa a amelogênese imperfeita hipoplásica?
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Resolução comentada

Na amelogênese imperfeita hipoplásica o defeito ocorre na deposição da matriz.

A forma hipoplásica decorre de defeito na formação (deposição) da matriz do esmalte, resultando em esmalte fino ou de espessura reduzida, mas com mineralização normal.

Análise das alternativas

B) Errada: a mineralização da matriz está ligada ao tipo hipomineralizado. C) Errada: a maturação está ligada ao tipo hipomaturado. D) e E) Errada: referem-se à fase de mineralização, não à de deposição da matriz.

Referência: Neville et al. (2009), Patologia Oral e Maxilofacial.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Dentística Clareamento Dental

Diretoria de Ensino da Marinha 2015 Superior

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O diagnóstico da causa da alteração de cor do dente influenciará diretamente na seleção do agente clareador e da técnica a ser empregada. Segundo Conceição et al. (2007), o clareamento dental NÃO está indicado para casos de
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Resolução comentada

Dentinogênese imperfeita não tem indicação de clareamento.

Na dentinogênese imperfeita a alteração de cor é de origem estrutural da dentina, por defeito genético. O clareamento não tem bom prognóstico nem indicação nesse caso.

Análise das alternativas

A) e D) Erradas: as tetraciclinas de graus leves (tipos I e II) têm indicação e prognóstico favorável. B) Errada: a hipoplasia do esmalte pode ser tratada com clareamento associado a outras técnicas. C) Errada: o gabarito oficial considera E a única exceção.

Referência: Conceição et al. (2007), Dentística: saúde e estética.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Radiologia Odontológica Cisto Dentígero

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Segundo White e Pharoah (2007), quais são os dentes mais frequentemente envolvidos no cisto dentígero?
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O cisto dentígero envolve mais comumente terceiros molares e caninos superiores.

O cisto dentígero se associa à coroa de um dente incluso. Os dentes mais envolvidos são os terceiros molares inferiores e superiores e os caninos superiores.

Análise das alternativas

B) Errada: pré-molares e caninos inferiores são menos frequentes. C) Errada: o primeiro molar inferior raramente fica incluso. D) Errada: não são somente os terceiros molares inferiores. E) Errada: o segundo molar inferior não está entre os mais frequentes.

Referência: White e Pharoah (2007), Radiologia Oral.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Farmacologia Odontológica Benzodiazepínicos

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Segundo Andrade (2014), o uso de benzodiazepínicos é contraindicado para pacientes:
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Resolução comentada

Benzodiazepínicos são contraindicados na insuficiência respiratória grave.

Por causa do efeito depressor do sistema nervoso central, os benzodiazepínicos podem agravar a depressão respiratória. Por isso são contraindicados em insuficiência respiratória grave.

Análise das alternativas

A) Errada: na doença hepática ou renal exige-se cautela e ajuste de dose, mas não há contraindicação absoluta. B) Errada: não há contraindicação absoluta na insuficiência cardíaca congestiva. D) Errada: o uso em gestantes exige cautela, em especial no primeiro e no terceiro trimestres. E) Errada: na lactação exige-se cautela, não há contraindicação absoluta.

Referência: Andrade (2014), Terapêutica Medicamentosa em Odontologia.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Biossegurança em Odontologia Hepatites Virais

Diretoria de Ensino da Marinha 2015 Superior

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As hepatites são infecções que acometem o fígado e podem ser causadas por, pelo menos, cinco tipos diferentes de vírus: A, B, C, D e E, sendo mais comuns os três primeiros. Como são doenças transmissíveis por sangue e outros fluidos orgânicos, trazem riscos à equipe odontológica devido à grande exposição desses profissionais na prática diária. Diante do exposto, analise as afirmativas abaixo.

I - A transmissão da hepatite A é direta, pelas mãos, água ou alimentos contaminados. O vírus pode manter sua infectividade por algumas semanas quando em temperatura ambiente.

II - O risco de contaminação pelo HBV está relacionado, principalmente, ao grau de exposição ao sangue no ambiente de trabalho, e também à presença ou não do antígeno HBeAg no paciente-fonte.

III- Em exposições cuja fonte seja positiva para HBsAg e negativa para HBeAg, os riscos de manifestação clínica da doença e conversão sorológica são maiores do que na situação em que ambos os antígenos são positivos.

IV - O HBV, quando em temperatura ambiente, pode sobreviver em superfícies por períodos de até 3 semanas.

V - A infectividade da saliva e o risco de transmissão da hepatite B pelo fluido e pelo aerossol gerado em procedimentos odontológicos não são comprovados.

Assinale a opção correta, de acordo com a publicação Serviços odontológicos: Prevenção e controle de riscos (Brasil, 2006).
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Resolução comentada

Verdadeiras apenas I e II.

I está correta: a hepatite A tem transmissão fecal-oral, por mãos, água ou alimentos contaminados. II está correta: o risco do HBV depende do grau de exposição ao sangue e da presença de HBeAg na fonte. III é falsa porque o risco é maior quando HBeAg é positivo. IV é falsa porque o HBV sobrevive em superfícies por até 7 dias. V é falsa conforme o gabarito.

Análise das alternativas

B) Errada: inclui V, que é falsa. C) Errada: inclui IV, que é falsa. D) Errada: IV é falsa. E) Errada: III é falsa, pois a fonte HBeAg positiva implica risco maior.

Referência: Brasil (2006). Serviços odontológicos: prevenção e controle de riscos.

Resolução comentada do VaiConcursos.