← Voltar para a lista de provas Colégio Militar Tiradentes — Polícia Militar do Distrito Federal · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental 31 questões nesta prova · página 1 de 2 · 29 com gabarito Gabarito disponível O interesse do vendedor é vender o blusão a um provável comprador. O narrador usa ironia: o vendedor é 'interessadíssimo' porque quer fechar a venda, tentando convencer o cliente até com argumentos contraditórios. O interesse vem do desejo de vender para quem pode comprar. A, B, C e E tratam de detalhes do texto (inverno, coragem síria, preço pela metade, moda), mas nenhuma explica o motivo do interesse. C ainda erra ao dizer 'metade', pois o texto diz que custaria o dobro. Referência: Interpretação de texto: ironia e intenção do enunciador. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível 'Decepção: é 50' — a decepção é consequência do fato de o blusão ser 50. O narrador esperava o número 46, mas o blusão é 50. A 'decepção' é o efeito de descobrir esse fato. Nessa ordem, temos consequência (Decepção) e fato (é 50). A, B, C e E invertem ou alteram a relação. O número 50 é a causa, e a decepção é o efeito. Não há ideia de solução, finalidade ou conclusão. Referência: Relações de causa e consequência no texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Questão anulada Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível 'O importante é a personalidade... e não aquilo que ele consome' traz exclusão/negação. Em 'o importante é a personalidade do indivíduo, e não aquilo que ele consome', a segunda parte exclui o que a primeira afirma ser importante. Por isso há relação de exclusão, como diz a alternativa B. A: 'Na época de...' é circunstância de tempo, não inclusão. C: 'já que' indica causa, não alternância. D: 'Quando o pai é consumista' é condição/tempo, não oposição. E: 'antes de gastar' e 'é necessário ganhá-lo' expressam sequência temporal, não simetria. Referência: Relações semânticas entre orações. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível 'Já que' expressa causa/explicação; só 'Como' (causal) mantém o sentido. No trecho, 'já que' introduz a causa de a essencialidade de ser o que é, que é o bombardeio consumista. 'Como estão sendo bombardeados..., o essencial é ser o que é' mantém a mesma relação de causa/explicação. B usa 'Apesar de', que é concessiva. C usa 'desde que', que é condicional. D usa 'tão... quanto', que é comparativa. E usa 'quando', que é temporal. Todas mudam o sentido. Referência: Conectivos e relações de sentido (causa). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Das 15h30 às 16h15 são 45 min; 45/1,5 = 30 ciclos × 7 = 210 bolinhas. A massa ficou pronta às 15h30 e ela parou às 16h15, então enrolou por 45 minutos. Cada 1,5 min rende 7 bolinhas, e 45 ÷ 1,5 = 30 ciclos. Logo: 30 × 7 = 210 bolinhas. 350, 280, 140 e 70 não correspondem a 30 ciclos de 7 bolinhas. Resultam de tempos errados, como contar 75 min ou ignorar o meio minuto. Referência: Unidades de tempo e proporcionalidade. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 700 + 600 + 200 = 1.500 g; ÷10 = 150 colheres = 15 × 10. As farinhas e o açúcar mascavo somam 700 + 600 + 200 = 1.500 g. Como cada colher de sopa vale 10 g, são 1.500/10 = 150 colheres, que em notação com potências de 10 é 15 × 10. 15 × 10³ e 15 × 10² valem 15.000 e 1.500, ou seja, erram a potência de 10. 13 × 10² e 13 × 10 usam o fator 13, que não corresponde a 150 colheres. Referência: Potências de base 10 e notação. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível P = 2(5,93 + 6,29) = 24,44 ≈ 24,50 m. O perímetro do retângulo é 2 × (5,93 + 6,29) = 2 × 12,22 = 24,44 m. O valor aproximado entre as opções é 24,50 m. 12,30 m é só a soma dos dois lados, sem dobrar. 33,50, 37,30 e 49,00 não decorrem do perímetro e se afastam muito de 24,44 m. Referência: Perímetro de retângulo. Resolução comentada do VaiConcursos.Colégio Militar Tiradentes (PMDF) — Processo Seletivo de Admissão 2019/2020 — 6º ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa, Matemática e Produção Textual
TEXTO I
Blusão da moda
1 Há cores por todos os lados e um clima de muita
2 generosidade na vitrine, os preços das ofertas fazem graciosos
3 malabarismos.
4 Vejo um blusão de lã e me agrado dele. Sim, a cor me cai
5 no gosto, o talhe não é dos piores, o preço está convidativo. Para
6 quem precisa de um blusão de lã e sabe que ainda tem um pouco
7 de inverno pela frente, é de aproveitar.
8 Entro. Quem me atende é o próprio dono da loja, um cidadão que já vi, creio eu, em
9 mais de uma história d’As mil e uma noites. Um cidadão cortês, prestativo,
10 interessadíssimo na minha humilde pessoa. Digo-lhe que gostei do blusão assim e assim
11 que está na vitrine e ele vai, olha qual é, vem, procura na prateleira um semelhante, não
12 encontra. O que justamente está de amostra é o último.
13 Fico torcendo para que o número seja o meu, 46. Faz tempo que ando procurando
14 um blusão daquele tipo, daquela cor, daquele preço. Decepção: é 50. Quando vou dizer
15 “que pena, é muito grande”, o homem já está me tirando o casaco e me vestindo o blusão.
16 Digo que não adianta, é enorme, mas ele não me dá ouvidos.
17 - Viu? Olha aí!
18 Estou olhando, é monstruoso. Sobra pano nos ombros, nas mangas, nas costas,
19 por todo lado. Mas o persistente comerciante tem a coragem síria de dizer que aquilo está
20 bom.
21 - Está bom demais: é blusão para mim e meus quatro filhos... – digo, com um risinho.
22 Ele não quer saber de piadas. Manda que eu aproveite a oportunidade, pois um
23 blusão daqueles, na verdade, anda custando o dobro. Replico que o blusão não está
24 custando, o blusão é o dobro. Não me escuta, prefere me ensinar que hoje um blusão
25 decente se usa assim mais folgado, é da moda. Com todo respeito, só um palhacinho de
26 circo usaria um mais justo. Depois a tendência da lã é sempre encolher um pouco.
27 Resisto, digo que vou pensar. Consigo, a duras penas, sair.
28 Entro noutra loja, olho, olho, não tenho sorte. Entro em mais outra, olho, olho, nada
29 parecido com o blusão do meu gosto. Tento uma terceira, a mesma coisa. Desisto.
30 Volto ao blusão que já seria meu se fosse 46. Vou pensando: não ficou tão grande,
31 ficou? Não entendo nada de moda, mas parece que já ouvi mesmo minha mulher dizer que
32 roupa agora se usa um pouco mais solta. Será que não ando um pouco antiquado?
33 Chego e verifico que o blusão está sendo visto por outro freguês e sinto-me como
34 que passado para trás. É um blusão bonito mesmo, o danado. O novo pretendente é um
35 animal de grande, deve vestir 54, e ouço-o dizer “que pena, é muito pequeno”, mas o turco
36 não lhe dá ouvidos, diz que hoje um blusão decente se usa assim mais justo, senão o cara,
37 com todo respeito, fica parecendo um palhacinho de circo. Depois, a tendência da lã é
38 sempre a de esticar, claro.
39 Saio resignadamente sem blusão, vou embora ler um pouco das minh’As mil e uma
40 noites.
Cardozo. Flávio José. Uns papéis que voam.São Paulo, FTD, 2003.
Segundo o narrador, quem o atende é um cidadão “(...) interessadíssimo na minha humilde pessoa” (l. 10). O motivo deste interesse é que o vendedorResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
Blusão da moda
1 Há cores por todos os lados e um clima de muita
2 generosidade na vitrine, os preços das ofertas fazem graciosos
3 malabarismos.
4 Vejo um blusão de lã e me agrado dele. Sim, a cor me cai
5 no gosto, o talhe não é dos piores, o preço está convidativo. Para
6 quem precisa de um blusão de lã e sabe que ainda tem um pouco
7 de inverno pela frente, é de aproveitar.
8 Entro. Quem me atende é o próprio dono da loja, um cidadão que já vi, creio eu, em
9 mais de uma história d’As mil e uma noites. Um cidadão cortês, prestativo,
10 interessadíssimo na minha humilde pessoa. Digo-lhe que gostei do blusão assim e assim
11 que está na vitrine e ele vai, olha qual é, vem, procura na prateleira um semelhante, não
12 encontra. O que justamente está de amostra é o último.
13 Fico torcendo para que o número seja o meu, 46. Faz tempo que ando procurando
14 um blusão daquele tipo, daquela cor, daquele preço. Decepção: é 50. Quando vou dizer
15 “que pena, é muito grande”, o homem já está me tirando o casaco e me vestindo o blusão.
16 Digo que não adianta, é enorme, mas ele não me dá ouvidos.
17 - Viu? Olha aí!
18 Estou olhando, é monstruoso. Sobra pano nos ombros, nas mangas, nas costas,
19 por todo lado. Mas o persistente comerciante tem a coragem síria de dizer que aquilo está
20 bom.
21 - Está bom demais: é blusão para mim e meus quatro filhos... – digo, com um risinho.
22 Ele não quer saber de piadas. Manda que eu aproveite a oportunidade, pois um
23 blusão daqueles, na verdade, anda custando o dobro. Replico que o blusão não está
24 custando, o blusão é o dobro. Não me escuta, prefere me ensinar que hoje um blusão
25 decente se usa assim mais folgado, é da moda. Com todo respeito, só um palhacinho de
26 circo usaria um mais justo. Depois a tendência da lã é sempre encolher um pouco.
27 Resisto, digo que vou pensar. Consigo, a duras penas, sair.
28 Entro noutra loja, olho, olho, não tenho sorte. Entro em mais outra, olho, olho, nada
29 parecido com o blusão do meu gosto. Tento uma terceira, a mesma coisa. Desisto.
30 Volto ao blusão que já seria meu se fosse 46. Vou pensando: não ficou tão grande,
31 ficou? Não entendo nada de moda, mas parece que já ouvi mesmo minha mulher dizer que
32 roupa agora se usa um pouco mais solta. Será que não ando um pouco antiquado?
33 Chego e verifico que o blusão está sendo visto por outro freguês e sinto-me como
34 que passado para trás. É um blusão bonito mesmo, o danado. O novo pretendente é um
35 animal de grande, deve vestir 54, e ouço-o dizer “que pena, é muito pequeno”, mas o turco
36 não lhe dá ouvidos, diz que hoje um blusão decente se usa assim mais justo, senão o cara,
37 com todo respeito, fica parecendo um palhacinho de circo. Depois, a tendência da lã é
38 sempre a de esticar, claro.
39 Saio resignadamente sem blusão, vou embora ler um pouco das minh’As mil e uma
40 noites.
Cardozo. Flávio José. Uns papéis que voam.São Paulo, FTD, 2003.
Julgue os itens em V, caso considere-os verdadeiros, e em F, caso considere-os falsos e, em seguida, marque a opção com a sequência correta.
I. Em “Volto ao blusão que já seria meu se fosse 46” (l.30) e “(...) dizer que roupa agora se usa um pouco mais solta” (l.31 e 32), as palavras destacadas exercem a mesma função.
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II. Ao dizer que o blusão “Está bom demais (...)” (l.21), o freguês foi irônico, sarcástico.
III. No momento em que estava sendo atendido, o freguês achou que o dono da loja estava sendo sincero.
IV. O vendedor não insiste com o freguês, porque sabe que não demorará para que outro cliente logo se interesse pelo blusão e o compre.
TEXTO I
Blusão da moda
1 Há cores por todos os lados e um clima de muita
2 generosidade na vitrine, os preços das ofertas fazem graciosos
3 malabarismos.
4 Vejo um blusão de lã e me agrado dele. Sim, a cor me cai
5 no gosto, o talhe não é dos piores, o preço está convidativo. Para
6 quem precisa de um blusão de lã e sabe que ainda tem um pouco
7 de inverno pela frente, é de aproveitar.
8 Entro. Quem me atende é o próprio dono da loja, um cidadão que já vi, creio eu, em
9 mais de uma história d’As mil e uma noites. Um cidadão cortês, prestativo,
10 interessadíssimo na minha humilde pessoa. Digo-lhe que gostei do blusão assim e assim
11 que está na vitrine e ele vai, olha qual é, vem, procura na prateleira um semelhante, não
12 encontra. O que justamente está de amostra é o último.
13 Fico torcendo para que o número seja o meu, 46. Faz tempo que ando procurando
14 um blusão daquele tipo, daquela cor, daquele preço. Decepção: é 50. Quando vou dizer
15 “que pena, é muito grande”, o homem já está me tirando o casaco e me vestindo o blusão.
16 Digo que não adianta, é enorme, mas ele não me dá ouvidos.
17 - Viu? Olha aí!
18 Estou olhando, é monstruoso. Sobra pano nos ombros, nas mangas, nas costas,
19 por todo lado. Mas o persistente comerciante tem a coragem síria de dizer que aquilo está
20 bom.
21 - Está bom demais: é blusão para mim e meus quatro filhos... – digo, com um risinho.
22 Ele não quer saber de piadas. Manda que eu aproveite a oportunidade, pois um
23 blusão daqueles, na verdade, anda custando o dobro. Replico que o blusão não está
24 custando, o blusão é o dobro. Não me escuta, prefere me ensinar que hoje um blusão
25 decente se usa assim mais folgado, é da moda. Com todo respeito, só um palhacinho de
26 circo usaria um mais justo. Depois a tendência da lã é sempre encolher um pouco.
27 Resisto, digo que vou pensar. Consigo, a duras penas, sair.
28 Entro noutra loja, olho, olho, não tenho sorte. Entro em mais outra, olho, olho, nada
29 parecido com o blusão do meu gosto. Tento uma terceira, a mesma coisa. Desisto.
30 Volto ao blusão que já seria meu se fosse 46. Vou pensando: não ficou tão grande,
31 ficou? Não entendo nada de moda, mas parece que já ouvi mesmo minha mulher dizer que
32 roupa agora se usa um pouco mais solta. Será que não ando um pouco antiquado?
33 Chego e verifico que o blusão está sendo visto por outro freguês e sinto-me como
34 que passado para trás. É um blusão bonito mesmo, o danado. O novo pretendente é um
35 animal de grande, deve vestir 54, e ouço-o dizer “que pena, é muito pequeno”, mas o turco
36 não lhe dá ouvidos, diz que hoje um blusão decente se usa assim mais justo, senão o cara,
37 com todo respeito, fica parecendo um palhacinho de circo. Depois, a tendência da lã é
38 sempre a de esticar, claro.
39 Saio resignadamente sem blusão, vou embora ler um pouco das minh’As mil e uma
40 noites.
Cardozo. Flávio José. Uns papéis que voam.São Paulo, FTD, 2003.
A palavra destacada em “Mas o persistente comerciante tem a coragem síria de dizer que aquilo está bom” (l.19 e 20), no texto, retoma
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TEXTO I
Blusão da moda
1 Há cores por todos os lados e um clima de muita
2 generosidade na vitrine, os preços das ofertas fazem graciosos
3 malabarismos.
4 Vejo um blusão de lã e me agrado dele. Sim, a cor me cai
5 no gosto, o talhe não é dos piores, o preço está convidativo. Para
6 quem precisa de um blusão de lã e sabe que ainda tem um pouco
7 de inverno pela frente, é de aproveitar.
8 Entro. Quem me atende é o próprio dono da loja, um cidadão que já vi, creio eu, em
9 mais de uma história d’As mil e uma noites. Um cidadão cortês, prestativo,
10 interessadíssimo na minha humilde pessoa. Digo-lhe que gostei do blusão assim e assim
11 que está na vitrine e ele vai, olha qual é, vem, procura na prateleira um semelhante, não
12 encontra. O que justamente está de amostra é o último.
13 Fico torcendo para que o número seja o meu, 46. Faz tempo que ando procurando
14 um blusão daquele tipo, daquela cor, daquele preço. Decepção: é 50. Quando vou dizer
15 “que pena, é muito grande”, o homem já está me tirando o casaco e me vestindo o blusão.
16 Digo que não adianta, é enorme, mas ele não me dá ouvidos.
17 - Viu? Olha aí!
18 Estou olhando, é monstruoso. Sobra pano nos ombros, nas mangas, nas costas,
19 por todo lado. Mas o persistente comerciante tem a coragem síria de dizer que aquilo está
20 bom.
21 - Está bom demais: é blusão para mim e meus quatro filhos... – digo, com um risinho.
22 Ele não quer saber de piadas. Manda que eu aproveite a oportunidade, pois um
23 blusão daqueles, na verdade, anda custando o dobro. Replico que o blusão não está
24 custando, o blusão é o dobro. Não me escuta, prefere me ensinar que hoje um blusão
25 decente se usa assim mais folgado, é da moda. Com todo respeito, só um palhacinho de
26 circo usaria um mais justo. Depois a tendência da lã é sempre encolher um pouco.
27 Resisto, digo que vou pensar. Consigo, a duras penas, sair.
28 Entro noutra loja, olho, olho, não tenho sorte. Entro em mais outra, olho, olho, nada
29 parecido com o blusão do meu gosto. Tento uma terceira, a mesma coisa. Desisto.
30 Volto ao blusão que já seria meu se fosse 46. Vou pensando: não ficou tão grande,
31 ficou? Não entendo nada de moda, mas parece que já ouvi mesmo minha mulher dizer que
32 roupa agora se usa um pouco mais solta. Será que não ando um pouco antiquado?
33 Chego e verifico que o blusão está sendo visto por outro freguês e sinto-me como
34 que passado para trás. É um blusão bonito mesmo, o danado. O novo pretendente é um
35 animal de grande, deve vestir 54, e ouço-o dizer “que pena, é muito pequeno”, mas o turco
36 não lhe dá ouvidos, diz que hoje um blusão decente se usa assim mais justo, senão o cara,
37 com todo respeito, fica parecendo um palhacinho de circo. Depois, a tendência da lã é
38 sempre a de esticar, claro.
39 Saio resignadamente sem blusão, vou embora ler um pouco das minh’As mil e uma
40 noites.
Cardozo. Flávio José. Uns papéis que voam.São Paulo, FTD, 2003.
Leia: “Há cores por todos os lados e um clima de muita generosidade na vitrine, os preços das ofertas fazem graciosos malabarismos” (l.1 a 3). No trecho, a palavra destacada especifica o sentido de
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TEXTO I
Blusão da moda
1 Há cores por todos os lados e um clima de muita
2 generosidade na vitrine, os preços das ofertas fazem graciosos
3 malabarismos.
4 Vejo um blusão de lã e me agrado dele. Sim, a cor me cai
5 no gosto, o talhe não é dos piores, o preço está convidativo. Para
6 quem precisa de um blusão de lã e sabe que ainda tem um pouco
7 de inverno pela frente, é de aproveitar.
8 Entro. Quem me atende é o próprio dono da loja, um cidadão que já vi, creio eu, em
9 mais de uma história d’As mil e uma noites. Um cidadão cortês, prestativo,
10 interessadíssimo na minha humilde pessoa. Digo-lhe que gostei do blusão assim e assim
11 que está na vitrine e ele vai, olha qual é, vem, procura na prateleira um semelhante, não
12 encontra. O que justamente está de amostra é o último.
13 Fico torcendo para que o número seja o meu, 46. Faz tempo que ando procurando
14 um blusão daquele tipo, daquela cor, daquele preço. Decepção: é 50. Quando vou dizer
15 “que pena, é muito grande”, o homem já está me tirando o casaco e me vestindo o blusão.
16 Digo que não adianta, é enorme, mas ele não me dá ouvidos.
17 - Viu? Olha aí!
18 Estou olhando, é monstruoso. Sobra pano nos ombros, nas mangas, nas costas,
19 por todo lado. Mas o persistente comerciante tem a coragem síria de dizer que aquilo está
20 bom.
21 - Está bom demais: é blusão para mim e meus quatro filhos... – digo, com um risinho.
22 Ele não quer saber de piadas. Manda que eu aproveite a oportunidade, pois um
23 blusão daqueles, na verdade, anda custando o dobro. Replico que o blusão não está
24 custando, o blusão é o dobro. Não me escuta, prefere me ensinar que hoje um blusão
25 decente se usa assim mais folgado, é da moda. Com todo respeito, só um palhacinho de
26 circo usaria um mais justo. Depois a tendência da lã é sempre encolher um pouco.
27 Resisto, digo que vou pensar. Consigo, a duras penas, sair.
28 Entro noutra loja, olho, olho, não tenho sorte. Entro em mais outra, olho, olho, nada
29 parecido com o blusão do meu gosto. Tento uma terceira, a mesma coisa. Desisto.
30 Volto ao blusão que já seria meu se fosse 46. Vou pensando: não ficou tão grande,
31 ficou? Não entendo nada de moda, mas parece que já ouvi mesmo minha mulher dizer que
32 roupa agora se usa um pouco mais solta. Será que não ando um pouco antiquado?
33 Chego e verifico que o blusão está sendo visto por outro freguês e sinto-me como
34 que passado para trás. É um blusão bonito mesmo, o danado. O novo pretendente é um
35 animal de grande, deve vestir 54, e ouço-o dizer “que pena, é muito pequeno”, mas o turco
36 não lhe dá ouvidos, diz que hoje um blusão decente se usa assim mais justo, senão o cara,
37 com todo respeito, fica parecendo um palhacinho de circo. Depois, a tendência da lã é
38 sempre a de esticar, claro.
39 Saio resignadamente sem blusão, vou embora ler um pouco das minh’As mil e uma
40 noites.
Cardozo. Flávio José. Uns papéis que voam.São Paulo, FTD, 2003.
No trecho “Decepção: é 50” (l.14), encontra-se, respectivamente, ou seja, nessa ordem, uma relação de:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II
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https://raulmarinhog.files.wordpress.com/2008/12/calvin.gif?w=720 acesso 30 de junho de 2019, às 17h50
A partir da leitura do TEXTO II, analise as afirmações abaixo.
I- No primeiro quadrinho, Calvin emite sua opinião diante do fato que ele aponta no segundo quadrinho.
II- No último quadrinho, o Tigre concorda com as ideias de Calvin, no que diz respeito ao uso da camiseta.
III- A resposta de Calvin ao Tigre indica que usar a camiseta com o nome de um produto é uma forma de inclusão na sociedade americana.
É correto afirmar o que se apresenta em:
TEXTO II
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https://raulmarinhog.files.wordpress.com/2008/12/calvin.gif?w=720 acesso 30 de junho de 2019, às 17h50
No terceiro quadrinho, lê-se “(...) eu pago às empresas para anunciar seus produtos”, o trecho destacado, em relação ao primeiro, expressa um valor semântico de:
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TEXTO II
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https://raulmarinhog.files.wordpress.com/2008/12/calvin.gif?w=720 acesso 30 de junho de 2019, às 17h50
Marque a opção em que todas as palavras, retiradas do TEXTO II, pertencem à mesma classe de palavras.
TEXTO III
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Olá, eu sou o seu novo amiguinho.
E neste Natal, pode contar comigo pra ganhar uma Caloi. Recorte a minha figurinha, tire quantas cópias quiser, me espalhe por todo canto: no espelho da mamãe, na cesta de tricô da vovó, na pasta do papai, onde você achar melhor.
O negócio é não deixar ninguém esquecer que o que você quer mesmo é uma bicicleta Caloi.
Ah! E tem mais: ganhando uma Caloi, você também pode estar concorrendo a uma Mobylette. Conte isso pro seu pai, pra sua mãe, pra sua vovó. As instruções para o sorteio estão nas lojas que vendem Caloi.
Boa sorte e não se esqueça: a Caloi é a melhor bicicleta do Brasil.
https://www.google.com.br/url?sa=i&source=images&cd=&ved=2ahUKEwiL2a3CiZLjAhUYILkGHSdnDDcQjRx6BAgBEAU&url=http%3A%2F%2Fieci.org.br%2Fnovo%2Fdevocional%2Fnao-se-esqueca-da-minha-caloi%2F&psig=AOvVaw2OOlgrQcftqRCy7FYpz95R&ust=1562013880327338 – acesso 30 de junho de 2019, às 17h50
Com base no TEXTO III, analise as afirmações abaixo.
I- O texto do anúncio explica como convencer os adultos a presentearem a criança com uma Caloi, mas também há o objetivo implícito de convencer a própria criança.
II- O anúncio do produto, a Caloi, é intermediado por um personagem que se comporta de modo muito familiarizado com a criança, usando uma linguagem acessível.
III- O nome do produto anunciado é repetido diversas vezes ao longo do anúncio, para que o leitor se convença de que essa é a melhor opção de presente.
É correto afirmar o que se apresenta em:
TEXTO III
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Olá, eu sou o seu novo amiguinho.
E neste Natal, pode contar comigo pra ganhar uma Caloi. Recorte a minha figurinha, tire quantas cópias quiser, me espalhe por todo canto: no espelho da mamãe, na cesta de tricô da vovó, na pasta do papai, onde você achar melhor.
O negócio é não deixar ninguém esquecer que o que você quer mesmo é uma bicicleta Caloi.
Ah! E tem mais: ganhando uma Caloi, você também pode estar concorrendo a uma Mobylette. Conte isso pro seu pai, pra sua mãe, pra sua vovó. As instruções para o sorteio estão nas lojas que vendem Caloi.
Boa sorte e não se esqueça: a Caloi é a melhor bicicleta do Brasil.
https://www.google.com.br/url?sa=i&source=images&cd=&ved=2ahUKEwiL2a3CiZLjAhUYILkGHSdnDDcQjRx6BAgBEAU&url=http%3A%2F%2Fieci.org.br%2Fnovo%2Fdevocional%2Fnao-se-esqueca-da-minha-caloi%2F&psig=AOvVaw2OOlgrQcftqRCy7FYpz95R&ust=1562013880327338 – acesso 30 de junho de 2019, às 17h50
Leia abaixo uma sucessão de informações apresentadas no TEXTO III, considerando que estão desordenadas.
( ) Informações sobre um sorteio e de como, caso a criança ganhasse uma Caloi, poderia participar.
( ) Instruções para informar à criança a maneira de conseguir ganhar uma Caloi.
( ) Esclarecimento sobre os locais em que as informações para o sorteio estão disponibilizadas.
( ) Apresentação do narrador e do produto que será tema do anúncio publicitário.
( ) Informação sobre a qualidade do produto anunciado.
Numerando as informações apresentadas em sucessão cronológica, conforme foi apresentada no texto, teremos a sequência:
TEXTO IV
Consumo Infantil
1 Na época de comemoração do Dia das Crianças, os pais enchem as lojas para
2 atender aos desejos dos filhos, que conseguem levar os pais até mesmo aos shoppings.
3 Esta cena não parece comum somente no mês de outubro. Os excessos quanto aos
4 pedidos das crianças acontecem frequentemente e isto se deve à forte influência que o
5 consumo exerce sobre as crianças. Uma forma de lidar com esse aspecto é a orientação
6 que os pais podem oferecer o quanto antes, esclarecendo que o importante é a
7 personalidade do indivíduo, e não aquilo que ele consome.
8 Na verdade, os pais são desafiados, quando ensinam os filhos que o essencial é
9 ser o que é, já que estão sendo bombardeados pelo consumismo de todos os lados.
10 Os shoppings possuem uma estrutura que fascina as crianças. As lojas de
11 brinquedos, o parque, as cores e as luzes as atraem.
12 O ser humano tem uma grande necessidade de aceitação, de pertencer a um
13 grupo, e o ato de consumir seria uma forma de inserção social, ou seja, para vivenciar
14 este sentimento de pertença, a criança “necessita” adquirir determinado brinquedo, certas
15 marcas de tênis e roupas e até fazer alguns passeios que são interessantes para o seu
16 grupo.
17 Os pais e a escola podem ensinar a criança a consumir com consciência e
18 responsabilidade. Considerando a qualidade do produto e as necessidades a fim de não
19 desperdiçar e sim economizar.
20 Quando o pai é consumista, tem grande possibilidade de ter um filho também
21 consumista. Se o pai é econômico, planeja e investe naquilo que é fundamental,
22 consegue passar esses valores para o filho.
23 Vale ressaltar algumas estratégias para os pais, quando o assunto é consumir:
24 • Diante da insistência da criança, seja firme, pois ela não sabe o que é melhor
25 para si.
26 • Oriente a criança que, antes de gastar o dinheiro, é necessário ganhá-lo.
27 • Deixe-a participar do dia a dia da família, indo às compras de supermercado.
28 • Negocie com ela, antes de sair, quais os produtos serão adquiridos.
PERCíLIA, Eliene. "Consumo Infantil"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/psicologia/consumo-infantil.htm. Acesso em 09 de junho de 2019 - adaptado.
Marque a única opção em que a palavra destacada exerce a mesma função que em “os pais são desafiados, quando ensinam os filhos que o essencial é ser o que é (...)” (l.8 e 9).
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TEXTO IV
Consumo Infantil
1 Na época de comemoração do Dia das Crianças, os pais enchem as lojas para
2 atender aos desejos dos filhos, que conseguem levar os pais até mesmo aos shoppings.
3 Esta cena não parece comum somente no mês de outubro. Os excessos quanto aos
4 pedidos das crianças acontecem frequentemente e isto se deve à forte influência que o
5 consumo exerce sobre as crianças. Uma forma de lidar com esse aspecto é a orientação
6 que os pais podem oferecer o quanto antes, esclarecendo que o importante é a
7 personalidade do indivíduo, e não aquilo que ele consome.
8 Na verdade, os pais são desafiados, quando ensinam os filhos que o essencial é
9 ser o que é, já que estão sendo bombardeados pelo consumismo de todos os lados.
10 Os shoppings possuem uma estrutura que fascina as crianças. As lojas de
11 brinquedos, o parque, as cores e as luzes as atraem.
12 O ser humano tem uma grande necessidade de aceitação, de pertencer a um
13 grupo, e o ato de consumir seria uma forma de inserção social, ou seja, para vivenciar
14 este sentimento de pertença, a criança “necessita” adquirir determinado brinquedo, certas
15 marcas de tênis e roupas e até fazer alguns passeios que são interessantes para o seu
16 grupo.
17 Os pais e a escola podem ensinar a criança a consumir com consciência e
18 responsabilidade. Considerando a qualidade do produto e as necessidades a fim de não
19 desperdiçar e sim economizar.
20 Quando o pai é consumista, tem grande possibilidade de ter um filho também
21 consumista. Se o pai é econômico, planeja e investe naquilo que é fundamental,
22 consegue passar esses valores para o filho.
23 Vale ressaltar algumas estratégias para os pais, quando o assunto é consumir:
24 • Diante da insistência da criança, seja firme, pois ela não sabe o que é melhor
25 para si.
26 • Oriente a criança que, antes de gastar o dinheiro, é necessário ganhá-lo.
27 • Deixe-a participar do dia a dia da família, indo às compras de supermercado.
28 • Negocie com ela, antes de sair, quais os produtos serão adquiridos.
PERCíLIA, Eliene. "Consumo Infantil"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/psicologia/consumo-infantil.htm. Acesso em 09 de junho de 2019 - adaptado.
Marque a única opção em que os trechos selecionados apresentam entre eles a relação semântica indicada
.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO IV
Consumo Infantil
1 Na época de comemoração do Dia das Crianças, os pais enchem as lojas para
2 atender aos desejos dos filhos, que conseguem levar os pais até mesmo aos shoppings.
3 Esta cena não parece comum somente no mês de outubro. Os excessos quanto aos
4 pedidos das crianças acontecem frequentemente e isto se deve à forte influência que o
5 consumo exerce sobre as crianças. Uma forma de lidar com esse aspecto é a orientação
6 que os pais podem oferecer o quanto antes, esclarecendo que o importante é a
7 personalidade do indivíduo, e não aquilo que ele consome.
8 Na verdade, os pais são desafiados, quando ensinam os filhos que o essencial é
9 ser o que é, já que estão sendo bombardeados pelo consumismo de todos os lados.
10 Os shoppings possuem uma estrutura que fascina as crianças. As lojas de
11 brinquedos, o parque, as cores e as luzes as atraem.
12 O ser humano tem uma grande necessidade de aceitação, de pertencer a um
13 grupo, e o ato de consumir seria uma forma de inserção social, ou seja, para vivenciar
14 este sentimento de pertença, a criança “necessita” adquirir determinado brinquedo, certas
15 marcas de tênis e roupas e até fazer alguns passeios que são interessantes para o seu
16 grupo.
17 Os pais e a escola podem ensinar a criança a consumir com consciência e
18 responsabilidade. Considerando a qualidade do produto e as necessidades a fim de não
19 desperdiçar e sim economizar.
20 Quando o pai é consumista, tem grande possibilidade de ter um filho também
21 consumista. Se o pai é econômico, planeja e investe naquilo que é fundamental,
22 consegue passar esses valores para o filho.
23 Vale ressaltar algumas estratégias para os pais, quando o assunto é consumir:
24 • Diante da insistência da criança, seja firme, pois ela não sabe o que é melhor
25 para si.
26 • Oriente a criança que, antes de gastar o dinheiro, é necessário ganhá-lo.
27 • Deixe-a participar do dia a dia da família, indo às compras de supermercado.
28 • Negocie com ela, antes de sair, quais os produtos serão adquiridos.
PERCíLIA, Eliene. "Consumo Infantil"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/psicologia/consumo-infantil.htm. Acesso em 09 de junho de 2019 - adaptado.
Nos trechos selecionados do TEXTO IV, todos os termos destacados pertencem à mesma classe de palavras. Marque a única opção em que o vocábulo em destaque exerce a mesma função que em “Os excessos quanto aos pedidos das crianças acontecem frequentemente(...)” (l.3 e 4).
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TEXTO IV
Consumo Infantil
1 Na época de comemoração do Dia das Crianças, os pais enchem as lojas para
2 atender aos desejos dos filhos, que conseguem levar os pais até mesmo aos shoppings.
3 Esta cena não parece comum somente no mês de outubro. Os excessos quanto aos
4 pedidos das crianças acontecem frequentemente e isto se deve à forte influência que o
5 consumo exerce sobre as crianças. Uma forma de lidar com esse aspecto é a orientação
6 que os pais podem oferecer o quanto antes, esclarecendo que o importante é a
7 personalidade do indivíduo, e não aquilo que ele consome.
8 Na verdade, os pais são desafiados, quando ensinam os filhos que o essencial é
9 ser o que é, já que estão sendo bombardeados pelo consumismo de todos os lados.
10 Os shoppings possuem uma estrutura que fascina as crianças. As lojas de
11 brinquedos, o parque, as cores e as luzes as atraem.
12 O ser humano tem uma grande necessidade de aceitação, de pertencer a um
13 grupo, e o ato de consumir seria uma forma de inserção social, ou seja, para vivenciar
14 este sentimento de pertença, a criança “necessita” adquirir determinado brinquedo, certas
15 marcas de tênis e roupas e até fazer alguns passeios que são interessantes para o seu
16 grupo.
17 Os pais e a escola podem ensinar a criança a consumir com consciência e
18 responsabilidade. Considerando a qualidade do produto e as necessidades a fim de não
19 desperdiçar e sim economizar.
20 Quando o pai é consumista, tem grande possibilidade de ter um filho também
21 consumista. Se o pai é econômico, planeja e investe naquilo que é fundamental,
22 consegue passar esses valores para o filho.
23 Vale ressaltar algumas estratégias para os pais, quando o assunto é consumir:
24 • Diante da insistência da criança, seja firme, pois ela não sabe o que é melhor
25 para si.
26 • Oriente a criança que, antes de gastar o dinheiro, é necessário ganhá-lo.
27 • Deixe-a participar do dia a dia da família, indo às compras de supermercado.
28 • Negocie com ela, antes de sair, quais os produtos serão adquiridos.
PERCíLIA, Eliene. "Consumo Infantil"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/psicologia/consumo-infantil.htm. Acesso em 09 de junho de 2019 - adaptado.
Leia o trecho retirado do TEXTO IV: “(...) o essencial é ser o que é, já que estão sendo bombardeados pelo consumismo de todos os lados” (l. 8 e 9) e marque a única opção em que o sentido da mensagem não foi alterado.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
Blusão da moda
1 Há cores por todos os lados e um clima de muita
2 generosidade na vitrine, os preços das ofertas fazem graciosos
3 malabarismos.
4 Vejo um blusão de lã e me agrado dele. Sim, a cor me cai
5 no gosto, o talhe não é dos piores, o preço está convidativo. Para
6 quem precisa de um blusão de lã e sabe que ainda tem um pouco
7 de inverno pela frente, é de aproveitar.
8 Entro. Quem me atende é o próprio dono da loja, um cidadão que já vi, creio eu, em
9 mais de uma história d’As mil e uma noites. Um cidadão cortês, prestativo,
10 interessadíssimo na minha humilde pessoa. Digo-lhe que gostei do blusão assim e assim
11 que está na vitrine e ele vai, olha qual é, vem, procura na prateleira um semelhante, não
12 encontra. O que justamente está de amostra é o último.
13 Fico torcendo para que o número seja o meu, 46. Faz tempo que ando procurando
14 um blusão daquele tipo, daquela cor, daquele preço. Decepção: é 50. Quando vou dizer
15 “que pena, é muito grande”, o homem já está me tirando o casaco e me vestindo o blusão.
16 Digo que não adianta, é enorme, mas ele não me dá ouvidos.
17 - Viu? Olha aí!
18 Estou olhando, é monstruoso. Sobra pano nos ombros, nas mangas, nas costas,
19 por todo lado. Mas o persistente comerciante tem a coragem síria de dizer que aquilo está
20 bom.
21 - Está bom demais: é blusão para mim e meus quatro filhos... – digo, com um risinho.
22 Ele não quer saber de piadas. Manda que eu aproveite a oportunidade, pois um
23 blusão daqueles, na verdade, anda custando o dobro. Replico que o blusão não está
24 custando, o blusão é o dobro. Não me escuta, prefere me ensinar que hoje um blusão
25 decente se usa assim mais folgado, é da moda. Com todo respeito, só um palhacinho de
26 circo usaria um mais justo. Depois a tendência da lã é sempre encolher um pouco.
27 Resisto, digo que vou pensar. Consigo, a duras penas, sair.
28 Entro noutra loja, olho, olho, não tenho sorte. Entro em mais outra, olho, olho, nada
29 parecido com o blusão do meu gosto. Tento uma terceira, a mesma coisa. Desisto.
30 Volto ao blusão que já seria meu se fosse 46. Vou pensando: não ficou tão grande,
31 ficou? Não entendo nada de moda, mas parece que já ouvi mesmo minha mulher dizer que
32 roupa agora se usa um pouco mais solta. Será que não ando um pouco antiquado?
33 Chego e verifico que o blusão está sendo visto por outro freguês e sinto-me como
34 que passado para trás. É um blusão bonito mesmo, o danado. O novo pretendente é um
35 animal de grande, deve vestir 54, e ouço-o dizer “que pena, é muito pequeno”, mas o turco
36 não lhe dá ouvidos, diz que hoje um blusão decente se usa assim mais justo, senão o cara,
37 com todo respeito, fica parecendo um palhacinho de circo. Depois, a tendência da lã é
38 sempre a de esticar, claro.
39 Saio resignadamente sem blusão, vou embora ler um pouco das minh’As mil e uma
40 noites.
Cardozo. Flávio José. Uns papéis que voam.São Paulo, FTD, 2003.
TEXTO II
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https://raulmarinhog.files.wordpress.com/2008/12/calvin.gif?w=720 acesso 30 de junho de 2019, às 17h50
TEXTO III
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Olá, eu sou o seu novo amiguinho.
E neste Natal, pode contar comigo pra ganhar uma Caloi. Recorte a minha figurinha, tire quantas cópias quiser, me espalhe por todo canto: no espelho da mamãe, na cesta de tricô da vovó, na pasta do papai, onde você achar melhor.
O negócio é não deixar ninguém esquecer que o que você quer mesmo é uma bicicleta Caloi.
Ah! E tem mais: ganhando uma Caloi, você também pode estar concorrendo a uma Mobylette. Conte isso pro seu pai, pra sua mãe, pra sua vovó. As instruções para o sorteio estão nas lojas que vendem Caloi.
Boa sorte e não se esqueça: a Caloi é a melhor bicicleta do Brasil.
https://www.google.com.br/url?sa=i&source=images&cd=&ved=2ahUKEwiL2a3CiZLjAhUYILkGHSdnDDcQjRx6BAgBEAU&url=http%3A%2F%2Fieci.org.br%2Fnovo%2Fdevocional%2Fnao-se-esqueca-da-minha-caloi%2F&psig=AOvVaw2OOlgrQcftqRCy7FYpz95R&ust=1562013880327338 – acesso 30 de junho de 2019, às 17h50
TEXTO IV
Consumo Infantil
1 Na época de comemoração do Dia das Crianças, os pais enchem as lojas para
2 atender aos desejos dos filhos, que conseguem levar os pais até mesmo aos shoppings.
3 Esta cena não parece comum somente no mês de outubro. Os excessos quanto aos
4 pedidos das crianças acontecem frequentemente e isto se deve à forte influência que o
5 consumo exerce sobre as crianças. Uma forma de lidar com esse aspecto é a orientação
6 que os pais podem oferecer o quanto antes, esclarecendo que o importante é a
7 personalidade do indivíduo, e não aquilo que ele consome.
8 Na verdade, os pais são desafiados, quando ensinam os filhos que o essencial é
9 ser o que é, já que estão sendo bombardeados pelo consumismo de todos os lados.
10 Os shoppings possuem uma estrutura que fascina as crianças. As lojas de
11 brinquedos, o parque, as cores e as luzes as atraem.
12 O ser humano tem uma grande necessidade de aceitação, de pertencer a um
13 grupo, e o ato de consumir seria uma forma de inserção social, ou seja, para vivenciar
14 este sentimento de pertença, a criança “necessita” adquirir determinado brinquedo, certas
15 marcas de tênis e roupas e até fazer alguns passeios que são interessantes para o seu
16 grupo.
17 Os pais e a escola podem ensinar a criança a consumir com consciência e
18 responsabilidade. Considerando a qualidade do produto e as necessidades a fim de não
19 desperdiçar e sim economizar.
20 Quando o pai é consumista, tem grande possibilidade de ter um filho também
21 consumista. Se o pai é econômico, planeja e investe naquilo que é fundamental,
22 consegue passar esses valores para o filho.
23 Vale ressaltar algumas estratégias para os pais, quando o assunto é consumir:
24 • Diante da insistência da criança, seja firme, pois ela não sabe o que é melhor
25 para si.
26 • Oriente a criança que, antes de gastar o dinheiro, é necessário ganhá-lo.
27 • Deixe-a participar do dia a dia da família, indo às compras de supermercado.
28 • Negocie com ela, antes de sair, quais os produtos serão adquiridos.
PERCíLIA, Eliene. "Consumo Infantil"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/psicologia/consumo-infantil.htm. Acesso em 09 de junho de 2019 - adaptado.
Com base na leitura dos textos que compõem esta prova, analise as afirmações a seguir.
I- Entre a fala de Calvin, TEXTO II, no último quadrinho “(...) é o modo americano de expressar individualidade” e o trecho do TEXTO IV “(...) esclarecendo que o importante é a personalidade do indivíduo, e não aquilo que consome” (l.6 e 7), há uma relação de analogia.
II- Todos os textos (I, II, III e IV) expressam que o consumo é algo prejudicial ao homem, e que o consumo deve ser praticado com consciência e responsabilidade.
III- O narrador-personagem do TEXTO I fica interessado no blusão devido ao mesmo motivo pelo qual Calvin, TEXTO II, comenta sobre o seu desejo de ter o nome de um produto em sua camiseta.
É correto afirmar o que se apresenta em:
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https://trovoacademy.com/dinheiro/personagem-economizar-dinheiro/
Cascão e Marcelinho compraram, em uma loja, material para a mãe de Cascão fazer massa de pão de queijo e um bolo. Nessa loja, todos os produtos são vendidos a granel, isto é, o consumidor compra a quantidade desejada e os produtos são pesados ou medidos.
Na lista de compras, havia os seguintes ingredientes: 600 gramas de farinha de aveia; 800 gramas de farinha de amêndoas; meio quilo de manteiga; 18 ovos; 700 ml de óleo; 2 pacotes de polvilho doce de 700 gramas cada.
Os preços da loja estão a seguir.
PRODUTO | QUANTIDADE | PREÇO
Farinha de aveia | Quilograma | R$ 5,40
Farinha de amêndoa | Quilograma | R$ 47,60
Manteiga | Quilograma | R$ 39,00
Ovo | Dúzia | R$ 14,00
Óleo | Litro | R$ 3,40
Polvilho doce | Quilograma | R$ 15,90
Quanto Cascão e Marcelinho gastaram na loja?
Quantas bolinhas de pão de queijo ela enrolou?Resolução comentada
Análise das alternativas
• 700 gramas de farinha de amêndoas.
• 600 gramas de farinha de aveia.
• 200 gramas de açúcar mascavo.
• 1/2 litro de leite.
• 1/2 quilo de manteiga.
• 6 ovos.
Considerando-se que 1 colher de sopa das farinhas ou do açúcar mascavo corresponde a 10 gramas, quantas colheres de sopa de farinhas e açúcar mascavo a mãe de Cascão usou na receita?Resolução comentada
Análise das alternativas
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http://techne17.pini.com.br/engenharia-civil/115/imagens/casapopular4_77.gif
Ele deseja comprar uma cerâmica quadrada que mede 1600 cm².
Quantas unidades de cerâmica o pai de Marcelinho precisa comprar para cobrir o piso dos 2 quartos?
Qual é o perímetro da casa, aproximadamente?Resolução comentada
Análise das alternativas
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A mãe de Cascão começou a fazer a massa de pão de queijo às 15 horas. Levou meia hora para obter a massa pronta. Imediatamente, começou a enrolar as bolinhas de pão de queijo. Ela conseguiu enrolar 7 unidades a cada um minuto e meio. Ela parou de enrolar às 16 horas e 15 minutos.
A mãe de Cascão fez um bolo com os seguintes ingredientes:
O pai de Marcelinho está trocando o piso da casa deles. Ele começou essa troca pelos dois quartos da casa, que são quadrados e têm o lado medindo 2,80 metros, como se pode ver na planta abaixo.
Depois que trocar o piso, o pai de Marcelinho pretende fazer uma calçada em volta de toda a casa. Ele mediu a casa e verificou que seu formato é de um retângulo de 5,93 metros por 6,29 metros.