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EPCAR — Exame de Admissão ao CPCAR 2019 — Língua Portuguesa, Matemática, Língua Inglesa e Redação — Versão A

Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) — Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão ao CPCAR 2019 (Curso Preparatório de Cadetes do Ar)

EPCAR2018

49 questões nesta prova · página 1 de 3 · 46 com gabarito

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

EPCAR 2018

Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) — Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão ao CPCAR 2019 (Curso Preparatório de Cadetes do Ar) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I

Rap: uma linguagem dos guetos

Entre as vozes que se cruzam na cacofonia
urbana da sociedade globalizada, há uma que se
sobressai pela sua radicalidade marginal: o rap. A
moderna tradição negra dos guetos norte-americanos é,
5 hoje, cantada pelos jovens das periferias de todos os
quadrantes do globo. Mas diferentemente das
estereotipias produzidas pela nação hegemônica e
difundidas em escala planetária, a cultura hip-hop
costuma ser assimilada como uma fala histórica
10 essencialmente crítica por uma juventude com tão
escassas vias de fuga ao sempre igual. Quando, por
exemplo, jovens de uma favela brasileira incorporam
esta linguagem tornada universal, por mais que a sua
realidade seja diferente daquela dos marginalizados do
15 país de origem, a forma permanece associada a um
conteúdo crítico – uma visão de mundo subalterna e
frequentemente subversiva.
O rap é hoje uma forma de expressão
comunitária, por meio da qual se comunicam e afirmam
20 sua identidade habitantes dos morros e comunidades
populares. /.../
O surgimento do movimento hip-hop nos
remete ao contexto no qual estavam inseridos os
Estados Unidos dos anos 60 e 70, no auge da Guerra
25 Fria. Foram anos de tensão e muita agitação política. O
descontentamento popular com a guerra do Vietnã
somava-se à pressão das comunidades negras
segregadas, submetidas a leis similares às do apartheid
sul-africano. O clima de revolta e inconformismo tomava
30 conta dos guetos negros.
/.../
Na trilha da agitação política ocorriam
inovações culturais. Nos guetos, o que se ouvia era o
soul, que foi importante para a organização e
35 conscientização daquela população. /.../ No mesmo
período surge uma variedade de outros ritmos, como o
funk, marcados por pancadas poderosas que causavam
estranhamento aos brancos, letras que invocavam a
valorização da cultura negra e denunciavam as
40 condições às quais eram submetidas as populações dos
guetos. O soul e o funk foram as bases musicais que
permitiram o surgimento do rap, que virá a ser um dos
elementos do movimento hip-hop.
Por essa época ou um pouco antes, jovens
45 negros já dançavam [o break] nas ruas ao som do soul e
do funk de uma forma inovadora, executando passos
que lembravam ao mesmo tempo uma luta e os
movimentos de um robô. /.../
Finalmente, além da música e da dança,
50 propagava-se pelos guetos, ainda, o hábito de desenhar
e escrever em muros e paredes. /.../ Nesse contexto de
efervescência político-cultural, grafiteiros, breakers e
rappers começaram a se reunir para realizar eventos
juntos, afinal suas artes estavam relacionadas a uma
55 experiência comum, a cultura de rua. /.../
Por volta de 1982, o rap chegou ao Brasil,
fixando-se, sobretudo, em São Paulo. /.../
Nos últimos anos da década de 90, o rap
brasileiro ultrapassou os limites da periferia dos grandes
60 centros e chegou à classe média. /.../ O rap de caráter
mais comercial passou então a ser amplamente
difundido pelo país, ao mesmo tempo em que, em sua
forma marginal, a linguagem continuava a se
desenvolver nos espaços populares.
65 Há que se destacar o caráter inovador do rap
nacional, que reelabora, de forma criadora, a partir de
tradições populares brasileiras, a linguagem dos guetos
norte-americanos, mesclando o ritmo do Bronx a
gêneros como o samba e a embolada.
70 /.../
Não se trata, no entanto, de idealizar o hip-hop
como forma de conhecimento. O movimento,
seguramente, não é homogêneo: possui tendências
mais ou menos politizadas, mais ou menos engajadas e
75 críticas. Há, por assim dizer, uma vertente cuja tônica é
a denúncia, a agitação e o protesto. Outra, espontânea,
sem uma linha política coerente e definida. E outra
ainda, talvez hegemônica, já assimilada pelo mercado,
que reproduz o modelo de comportamento, aspirações e
80 ideais dominantes (consumismo, individualismo e
exaltação da vida privada), como a maioria das canções
ditas "de massa".

(COUTINHO, Eduardo Granja, ARAÚJO, Marianna. Rap: uma linguagem dos guetos. In: PAIVA, Raquel, TUZZO, Simone Antoniaci (Orgs.). Comunidade, mídia e cidade: possibilidades comunitárias na cidade hoje. Goiânia: FIC/UFG, 2014.)

Nota-se, no primeiro parágrafo do texto, que os autores enfatizam a informação presente no título, isto é, a relação do rap com o gueto, com espaços desprestigiados. Assinale a única palavra que NÃO foi empregada para reforçar esse aspecto no parágrafo.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Palavra que não reforça o aspecto de gueto no 1º parágrafo.

'Marginal', 'periferias' e 'favela' remetem diretamente a espaços desprestigiados. 'Subversiva' qualifica a 'visão de mundo' dos jovens (contestadora), não o espaço, e portanto não reforça a relação com o gueto.

Análise das alternativas

A) 'Radicalidade marginal' remete à margem social. B) 'Periferias' indica espaço desprestigiado. C) 'Favela' também. D) 'Subversiva' é a única que não indica lugar.

Referência: Interpretação de texto: campo semântico.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

EPCAR 2018

Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) — Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão ao CPCAR 2019 (Curso Preparatório de Cadetes do Ar) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I

Rap: uma linguagem dos guetos

Entre as vozes que se cruzam na cacofonia
urbana da sociedade globalizada, há uma que se
sobressai pela sua radicalidade marginal: o rap. A
moderna tradição negra dos guetos norte-americanos é,
5 hoje, cantada pelos jovens das periferias de todos os
quadrantes do globo. Mas diferentemente das
estereotipias produzidas pela nação hegemônica e
difundidas em escala planetária, a cultura hip-hop
costuma ser assimilada como uma fala histórica
10 essencialmente crítica por uma juventude com tão
escassas vias de fuga ao sempre igual. Quando, por
exemplo, jovens de uma favela brasileira incorporam
esta linguagem tornada universal, por mais que a sua
realidade seja diferente daquela dos marginalizados do
15 país de origem, a forma permanece associada a um
conteúdo crítico – uma visão de mundo subalterna e
frequentemente subversiva.
O rap é hoje uma forma de expressão
comunitária, por meio da qual se comunicam e afirmam
20 sua identidade habitantes dos morros e comunidades
populares. /.../
O surgimento do movimento hip-hop nos
remete ao contexto no qual estavam inseridos os
Estados Unidos dos anos 60 e 70, no auge da Guerra
25 Fria. Foram anos de tensão e muita agitação política. O
descontentamento popular com a guerra do Vietnã
somava-se à pressão das comunidades negras
segregadas, submetidas a leis similares às do apartheid
sul-africano. O clima de revolta e inconformismo tomava
30 conta dos guetos negros.
/.../
Na trilha da agitação política ocorriam
inovações culturais. Nos guetos, o que se ouvia era o
soul, que foi importante para a organização e
35 conscientização daquela população. /.../ No mesmo
período surge uma variedade de outros ritmos, como o
funk, marcados por pancadas poderosas que causavam
estranhamento aos brancos, letras que invocavam a
valorização da cultura negra e denunciavam as
40 condições às quais eram submetidas as populações dos
guetos. O soul e o funk foram as bases musicais que
permitiram o surgimento do rap, que virá a ser um dos
elementos do movimento hip-hop.
Por essa época ou um pouco antes, jovens
45 negros já dançavam [o break] nas ruas ao som do soul e
do funk de uma forma inovadora, executando passos
que lembravam ao mesmo tempo uma luta e os
movimentos de um robô. /.../
Finalmente, além da música e da dança,
50 propagava-se pelos guetos, ainda, o hábito de desenhar
e escrever em muros e paredes. /.../ Nesse contexto de
efervescência político-cultural, grafiteiros, breakers e
rappers começaram a se reunir para realizar eventos
juntos, afinal suas artes estavam relacionadas a uma
55 experiência comum, a cultura de rua. /.../
Por volta de 1982, o rap chegou ao Brasil,
fixando-se, sobretudo, em São Paulo. /.../
Nos últimos anos da década de 90, o rap
brasileiro ultrapassou os limites da periferia dos grandes
60 centros e chegou à classe média. /.../ O rap de caráter
mais comercial passou então a ser amplamente
difundido pelo país, ao mesmo tempo em que, em sua
forma marginal, a linguagem continuava a se
desenvolver nos espaços populares.
65 Há que se destacar o caráter inovador do rap
nacional, que reelabora, de forma criadora, a partir de
tradições populares brasileiras, a linguagem dos guetos
norte-americanos, mesclando o ritmo do Bronx a
gêneros como o samba e a embolada.
70 /.../
Não se trata, no entanto, de idealizar o hip-hop
como forma de conhecimento. O movimento,
seguramente, não é homogêneo: possui tendências
mais ou menos politizadas, mais ou menos engajadas e
75 críticas. Há, por assim dizer, uma vertente cuja tônica é
a denúncia, a agitação e o protesto. Outra, espontânea,
sem uma linha política coerente e definida. E outra
ainda, talvez hegemônica, já assimilada pelo mercado,
que reproduz o modelo de comportamento, aspirações e
80 ideais dominantes (consumismo, individualismo e
exaltação da vida privada), como a maioria das canções
ditas "de massa".

(COUTINHO, Eduardo Granja, ARAÚJO, Marianna. Rap: uma linguagem dos guetos. In: PAIVA, Raquel, TUZZO, Simone Antoniaci (Orgs.). Comunidade, mídia e cidade: possibilidades comunitárias na cidade hoje. Goiânia: FIC/UFG, 2014.)

De acordo com as informações do texto e o modo como ele está organizado, é correto afirmar que os autores
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Organização e objetivo dos autores do texto.

O texto expõe o rap, situando sua origem nos EUA dos anos 60 e 70 e seu desenvolvimento até a chegada ao Brasil e suas vertentes atuais. Por isso os autores 'expõem o tema contextualizando origem e desenvolvimento'.

Análise das alternativas

A) O texto não faz defesa enfática, e até alerta contra idealizar o hip-hop. B) Os dados históricos servem para contextualizar, não para defender a divulgação. C) Os autores não demonstram preconceito, apenas descrevem uma vertente assimilada pelo mercado.

Referência: Interpretação de texto: estrutura e propósito.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Significação Contextual de Palavras e Expressões

EPCAR 2018

Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) — Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão ao CPCAR 2019 (Curso Preparatório de Cadetes do Ar) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I

Rap: uma linguagem dos guetos

Entre as vozes que se cruzam na cacofonia
urbana da sociedade globalizada, há uma que se
sobressai pela sua radicalidade marginal: o rap. A
moderna tradição negra dos guetos norte-americanos é,
5 hoje, cantada pelos jovens das periferias de todos os
quadrantes do globo. Mas diferentemente das
estereotipias produzidas pela nação hegemônica e
difundidas em escala planetária, a cultura hip-hop
costuma ser assimilada como uma fala histórica
10 essencialmente crítica por uma juventude com tão
escassas vias de fuga ao sempre igual. Quando, por
exemplo, jovens de uma favela brasileira incorporam
esta linguagem tornada universal, por mais que a sua
realidade seja diferente daquela dos marginalizados do
15 país de origem, a forma permanece associada a um
conteúdo crítico – uma visão de mundo subalterna e
frequentemente subversiva.
O rap é hoje uma forma de expressão
comunitária, por meio da qual se comunicam e afirmam
20 sua identidade habitantes dos morros e comunidades
populares. /.../
O surgimento do movimento hip-hop nos
remete ao contexto no qual estavam inseridos os
Estados Unidos dos anos 60 e 70, no auge da Guerra
25 Fria. Foram anos de tensão e muita agitação política. O
descontentamento popular com a guerra do Vietnã
somava-se à pressão das comunidades negras
segregadas, submetidas a leis similares às do apartheid
sul-africano. O clima de revolta e inconformismo tomava
30 conta dos guetos negros.
/.../
Na trilha da agitação política ocorriam
inovações culturais. Nos guetos, o que se ouvia era o
soul, que foi importante para a organização e
35 conscientização daquela população. /.../ No mesmo
período surge uma variedade de outros ritmos, como o
funk, marcados por pancadas poderosas que causavam
estranhamento aos brancos, letras que invocavam a
valorização da cultura negra e denunciavam as
40 condições às quais eram submetidas as populações dos
guetos. O soul e o funk foram as bases musicais que
permitiram o surgimento do rap, que virá a ser um dos
elementos do movimento hip-hop.
Por essa época ou um pouco antes, jovens
45 negros já dançavam [o break] nas ruas ao som do soul e
do funk de uma forma inovadora, executando passos
que lembravam ao mesmo tempo uma luta e os
movimentos de um robô. /.../
Finalmente, além da música e da dança,
50 propagava-se pelos guetos, ainda, o hábito de desenhar
e escrever em muros e paredes. /.../ Nesse contexto de
efervescência político-cultural, grafiteiros, breakers e
rappers começaram a se reunir para realizar eventos
juntos, afinal suas artes estavam relacionadas a uma
55 experiência comum, a cultura de rua. /.../
Por volta de 1982, o rap chegou ao Brasil,
fixando-se, sobretudo, em São Paulo. /.../
Nos últimos anos da década de 90, o rap
brasileiro ultrapassou os limites da periferia dos grandes
60 centros e chegou à classe média. /.../ O rap de caráter
mais comercial passou então a ser amplamente
difundido pelo país, ao mesmo tempo em que, em sua
forma marginal, a linguagem continuava a se
desenvolver nos espaços populares.
65 Há que se destacar o caráter inovador do rap
nacional, que reelabora, de forma criadora, a partir de
tradições populares brasileiras, a linguagem dos guetos
norte-americanos, mesclando o ritmo do Bronx a
gêneros como o samba e a embolada.
70 /.../
Não se trata, no entanto, de idealizar o hip-hop
como forma de conhecimento. O movimento,
seguramente, não é homogêneo: possui tendências
mais ou menos politizadas, mais ou menos engajadas e
75 críticas. Há, por assim dizer, uma vertente cuja tônica é
a denúncia, a agitação e o protesto. Outra, espontânea,
sem uma linha política coerente e definida. E outra
ainda, talvez hegemônica, já assimilada pelo mercado,
que reproduz o modelo de comportamento, aspirações e
80 ideais dominantes (consumismo, individualismo e
exaltação da vida privada), como a maioria das canções
ditas "de massa".

(COUTINHO, Eduardo Granja, ARAÚJO, Marianna. Rap: uma linguagem dos guetos. In: PAIVA, Raquel, TUZZO, Simone Antoniaci (Orgs.). Comunidade, mídia e cidade: possibilidades comunitárias na cidade hoje. Goiânia: FIC/UFG, 2014.)

Considerando o contexto em que foi empregada, a expressão “cultura de rua” (ℓ. 55) pode ser definida como:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Sentido de 'cultura de rua' no contexto.

No trecho, grafiteiros, breakers e rappers se reúnem porque suas artes (grafite, dança e música) partem de uma experiência comum. A 'cultura de rua' é esse conjunto de artes que se expressa no espaço público.

Análise das alternativas

A) Restringe a ritmos musicais e deixa de fora dança e grafite. B) Limita-se ao break. D) Descreve a mistura de ritmos do rap brasileiro, não a cultura de rua.

Referência: Significação contextual de expressões.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

EPCAR 2018

Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) — Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão ao CPCAR 2019 (Curso Preparatório de Cadetes do Ar) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I

Rap: uma linguagem dos guetos

Entre as vozes que se cruzam na cacofonia
urbana da sociedade globalizada, há uma que se
sobressai pela sua radicalidade marginal: o rap. A
moderna tradição negra dos guetos norte-americanos é,
5 hoje, cantada pelos jovens das periferias de todos os
quadrantes do globo. Mas diferentemente das
estereotipias produzidas pela nação hegemônica e
difundidas em escala planetária, a cultura hip-hop
costuma ser assimilada como uma fala histórica
10 essencialmente crítica por uma juventude com tão
escassas vias de fuga ao sempre igual. Quando, por
exemplo, jovens de uma favela brasileira incorporam
esta linguagem tornada universal, por mais que a sua
realidade seja diferente daquela dos marginalizados do
15 país de origem, a forma permanece associada a um
conteúdo crítico – uma visão de mundo subalterna e
frequentemente subversiva.
O rap é hoje uma forma de expressão
comunitária, por meio da qual se comunicam e afirmam
20 sua identidade habitantes dos morros e comunidades
populares. /.../
O surgimento do movimento hip-hop nos
remete ao contexto no qual estavam inseridos os
Estados Unidos dos anos 60 e 70, no auge da Guerra
25 Fria. Foram anos de tensão e muita agitação política. O
descontentamento popular com a guerra do Vietnã
somava-se à pressão das comunidades negras
segregadas, submetidas a leis similares às do apartheid
sul-africano. O clima de revolta e inconformismo tomava
30 conta dos guetos negros.
/.../
Na trilha da agitação política ocorriam
inovações culturais. Nos guetos, o que se ouvia era o
soul, que foi importante para a organização e
35 conscientização daquela população. /.../ No mesmo
período surge uma variedade de outros ritmos, como o
funk, marcados por pancadas poderosas que causavam
estranhamento aos brancos, letras que invocavam a
valorização da cultura negra e denunciavam as
40 condições às quais eram submetidas as populações dos
guetos. O soul e o funk foram as bases musicais que
permitiram o surgimento do rap, que virá a ser um dos
elementos do movimento hip-hop.
Por essa época ou um pouco antes, jovens
45 negros já dançavam [o break] nas ruas ao som do soul e
do funk de uma forma inovadora, executando passos
que lembravam ao mesmo tempo uma luta e os
movimentos de um robô. /.../
Finalmente, além da música e da dança,
50 propagava-se pelos guetos, ainda, o hábito de desenhar
e escrever em muros e paredes. /.../ Nesse contexto de
efervescência político-cultural, grafiteiros, breakers e
rappers começaram a se reunir para realizar eventos
juntos, afinal suas artes estavam relacionadas a uma
55 experiência comum, a cultura de rua. /.../
Por volta de 1982, o rap chegou ao Brasil,
fixando-se, sobretudo, em São Paulo. /.../
Nos últimos anos da década de 90, o rap
brasileiro ultrapassou os limites da periferia dos grandes
60 centros e chegou à classe média. /.../ O rap de caráter
mais comercial passou então a ser amplamente
difundido pelo país, ao mesmo tempo em que, em sua
forma marginal, a linguagem continuava a se
desenvolver nos espaços populares.
65 Há que se destacar o caráter inovador do rap
nacional, que reelabora, de forma criadora, a partir de
tradições populares brasileiras, a linguagem dos guetos
norte-americanos, mesclando o ritmo do Bronx a
gêneros como o samba e a embolada.
70 /.../
Não se trata, no entanto, de idealizar o hip-hop
como forma de conhecimento. O movimento,
seguramente, não é homogêneo: possui tendências
mais ou menos politizadas, mais ou menos engajadas e
75 críticas. Há, por assim dizer, uma vertente cuja tônica é
a denúncia, a agitação e o protesto. Outra, espontânea,
sem uma linha política coerente e definida. E outra
ainda, talvez hegemônica, já assimilada pelo mercado,
que reproduz o modelo de comportamento, aspirações e
80 ideais dominantes (consumismo, individualismo e
exaltação da vida privada), como a maioria das canções
ditas "de massa".

(COUTINHO, Eduardo Granja, ARAÚJO, Marianna. Rap: uma linguagem dos guetos. In: PAIVA, Raquel, TUZZO, Simone Antoniaci (Orgs.). Comunidade, mídia e cidade: possibilidades comunitárias na cidade hoje. Goiânia: FIC/UFG, 2014.)

Assinale a alternativa que apresenta uma leitura correta acerca do texto.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Leitura correta do texto sobre o rap.

O texto diz que o rap vem de outra realidade (a dos guetos norte-americanos), mas se tornou forma de expressão comunitária dos jovens das favelas e morros brasileiros. A alternativa D resume isso.

Análise das alternativas

A) O texto não trata o rap como solução para criminalidade. B) O texto não afirma que o rap atue como instrumento de conscientização da classe média. C) A raiz do rap está nas tensões políticas e raciais dos guetos negros norte-americanos, não nos guetos de todo o mundo.

Referência: Interpretação de texto, com base em Coutinho e Araújo, 'Rap: uma linguagem dos guetos'.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Significação Contextual de Palavras e Expressões

EPCAR 2018

Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) — Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão ao CPCAR 2019 (Curso Preparatório de Cadetes do Ar) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I

Rap: uma linguagem dos guetos

Entre as vozes que se cruzam na cacofonia
urbana da sociedade globalizada, há uma que se
sobressai pela sua radicalidade marginal: o rap. A
moderna tradição negra dos guetos norte-americanos é,
5 hoje, cantada pelos jovens das periferias de todos os
quadrantes do globo. Mas diferentemente das
estereotipias produzidas pela nação hegemônica e
difundidas em escala planetária, a cultura hip-hop
costuma ser assimilada como uma fala histórica
10 essencialmente crítica por uma juventude com tão
escassas vias de fuga ao sempre igual. Quando, por
exemplo, jovens de uma favela brasileira incorporam
esta linguagem tornada universal, por mais que a sua
realidade seja diferente daquela dos marginalizados do
15 país de origem, a forma permanece associada a um
conteúdo crítico – uma visão de mundo subalterna e
frequentemente subversiva.
O rap é hoje uma forma de expressão
comunitária, por meio da qual se comunicam e afirmam
20 sua identidade habitantes dos morros e comunidades
populares. /.../
O surgimento do movimento hip-hop nos
remete ao contexto no qual estavam inseridos os
Estados Unidos dos anos 60 e 70, no auge da Guerra
25 Fria. Foram anos de tensão e muita agitação política. O
descontentamento popular com a guerra do Vietnã
somava-se à pressão das comunidades negras
segregadas, submetidas a leis similares às do apartheid
sul-africano. O clima de revolta e inconformismo tomava
30 conta dos guetos negros.
/.../
Na trilha da agitação política ocorriam
inovações culturais. Nos guetos, o que se ouvia era o
soul, que foi importante para a organização e
35 conscientização daquela população. /.../ No mesmo
período surge uma variedade de outros ritmos, como o
funk, marcados por pancadas poderosas que causavam
estranhamento aos brancos, letras que invocavam a
valorização da cultura negra e denunciavam as
40 condições às quais eram submetidas as populações dos
guetos. O soul e o funk foram as bases musicais que
permitiram o surgimento do rap, que virá a ser um dos
elementos do movimento hip-hop.
Por essa época ou um pouco antes, jovens
45 negros já dançavam [o break] nas ruas ao som do soul e
do funk de uma forma inovadora, executando passos
que lembravam ao mesmo tempo uma luta e os
movimentos de um robô. /.../
Finalmente, além da música e da dança,
50 propagava-se pelos guetos, ainda, o hábito de desenhar
e escrever em muros e paredes. /.../ Nesse contexto de
efervescência político-cultural, grafiteiros, breakers e
rappers começaram a se reunir para realizar eventos
juntos, afinal suas artes estavam relacionadas a uma
55 experiência comum, a cultura de rua. /.../
Por volta de 1982, o rap chegou ao Brasil,
fixando-se, sobretudo, em São Paulo. /.../
Nos últimos anos da década de 90, o rap
brasileiro ultrapassou os limites da periferia dos grandes
60 centros e chegou à classe média. /.../ O rap de caráter
mais comercial passou então a ser amplamente
difundido pelo país, ao mesmo tempo em que, em sua
forma marginal, a linguagem continuava a se
desenvolver nos espaços populares.
65 Há que se destacar o caráter inovador do rap
nacional, que reelabora, de forma criadora, a partir de
tradições populares brasileiras, a linguagem dos guetos
norte-americanos, mesclando o ritmo do Bronx a
gêneros como o samba e a embolada.
70 /.../
Não se trata, no entanto, de idealizar o hip-hop
como forma de conhecimento. O movimento,
seguramente, não é homogêneo: possui tendências
mais ou menos politizadas, mais ou menos engajadas e
75 críticas. Há, por assim dizer, uma vertente cuja tônica é
a denúncia, a agitação e o protesto. Outra, espontânea,
sem uma linha política coerente e definida. E outra
ainda, talvez hegemônica, já assimilada pelo mercado,
que reproduz o modelo de comportamento, aspirações e
80 ideais dominantes (consumismo, individualismo e
exaltação da vida privada), como a maioria das canções
ditas "de massa".

(COUTINHO, Eduardo Granja, ARAÚJO, Marianna. Rap: uma linguagem dos guetos. In: PAIVA, Raquel, TUZZO, Simone Antoniaci (Orgs.). Comunidade, mídia e cidade: possibilidades comunitárias na cidade hoje. Goiânia: FIC/UFG, 2014.)

Assinale a alternativa cuja palavra ou expressão entre parênteses NÃO substitui corretamente a anterior a ela.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Regência e Crase

EPCAR 2018

Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) — Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão ao CPCAR 2019 (Curso Preparatório de Cadetes do Ar) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I

Rap: uma linguagem dos guetos

Entre as vozes que se cruzam na cacofonia
urbana da sociedade globalizada, há uma que se
sobressai pela sua radicalidade marginal: o rap. A
moderna tradição negra dos guetos norte-americanos é,
5 hoje, cantada pelos jovens das periferias de todos os
quadrantes do globo. Mas diferentemente das
estereotipias produzidas pela nação hegemônica e
difundidas em escala planetária, a cultura hip-hop
costuma ser assimilada como uma fala histórica
10 essencialmente crítica por uma juventude com tão
escassas vias de fuga ao sempre igual. Quando, por
exemplo, jovens de uma favela brasileira incorporam
esta linguagem tornada universal, por mais que a sua
realidade seja diferente daquela dos marginalizados do
15 país de origem, a forma permanece associada a um
conteúdo crítico – uma visão de mundo subalterna e
frequentemente subversiva.
O rap é hoje uma forma de expressão
comunitária, por meio da qual se comunicam e afirmam
20 sua identidade habitantes dos morros e comunidades
populares. /.../
O surgimento do movimento hip-hop nos
remete ao contexto no qual estavam inseridos os
Estados Unidos dos anos 60 e 70, no auge da Guerra
25 Fria. Foram anos de tensão e muita agitação política. O
descontentamento popular com a guerra do Vietnã
somava-se à pressão das comunidades negras
segregadas, submetidas a leis similares às do apartheid
sul-africano. O clima de revolta e inconformismo tomava
30 conta dos guetos negros.
/.../
Na trilha da agitação política ocorriam
inovações culturais. Nos guetos, o que se ouvia era o
soul, que foi importante para a organização e
35 conscientização daquela população. /.../ No mesmo
período surge uma variedade de outros ritmos, como o
funk, marcados por pancadas poderosas que causavam
estranhamento aos brancos, letras que invocavam a
valorização da cultura negra e denunciavam as
40 condições às quais eram submetidas as populações dos
guetos. O soul e o funk foram as bases musicais que
permitiram o surgimento do rap, que virá a ser um dos
elementos do movimento hip-hop.
Por essa época ou um pouco antes, jovens
45 negros já dançavam [o break] nas ruas ao som do soul e
do funk de uma forma inovadora, executando passos
que lembravam ao mesmo tempo uma luta e os
movimentos de um robô. /.../
Finalmente, além da música e da dança,
50 propagava-se pelos guetos, ainda, o hábito de desenhar
e escrever em muros e paredes. /.../ Nesse contexto de
efervescência político-cultural, grafiteiros, breakers e
rappers começaram a se reunir para realizar eventos
juntos, afinal suas artes estavam relacionadas a uma
55 experiência comum, a cultura de rua. /.../
Por volta de 1982, o rap chegou ao Brasil,
fixando-se, sobretudo, em São Paulo. /.../
Nos últimos anos da década de 90, o rap
brasileiro ultrapassou os limites da periferia dos grandes
60 centros e chegou à classe média. /.../ O rap de caráter
mais comercial passou então a ser amplamente
difundido pelo país, ao mesmo tempo em que, em sua
forma marginal, a linguagem continuava a se
desenvolver nos espaços populares.
65 Há que se destacar o caráter inovador do rap
nacional, que reelabora, de forma criadora, a partir de
tradições populares brasileiras, a linguagem dos guetos
norte-americanos, mesclando o ritmo do Bronx a
gêneros como o samba e a embolada.
70 /.../
Não se trata, no entanto, de idealizar o hip-hop
como forma de conhecimento. O movimento,
seguramente, não é homogêneo: possui tendências
mais ou menos politizadas, mais ou menos engajadas e
75 críticas. Há, por assim dizer, uma vertente cuja tônica é
a denúncia, a agitação e o protesto. Outra, espontânea,
sem uma linha política coerente e definida. E outra
ainda, talvez hegemônica, já assimilada pelo mercado,
que reproduz o modelo de comportamento, aspirações e
80 ideais dominantes (consumismo, individualismo e
exaltação da vida privada), como a maioria das canções
ditas "de massa".

(COUTINHO, Eduardo Granja, ARAÚJO, Marianna. Rap: uma linguagem dos guetos. In: PAIVA, Raquel, TUZZO, Simone Antoniaci (Orgs.). Comunidade, mídia e cidade: possibilidades comunitárias na cidade hoje. Goiânia: FIC/UFG, 2014.)

Assinale a alternativa em que a reescrita proposta NÃO está de acordo com a norma padrão da Língua Portuguesa.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Reescrita que desrespeita a norma padrão.

Em 'com à qual', o artigo 'a' do pronome relativo 'a qual' vem depois da preposição 'com'. Não há crase, porque a crase exige junção de preposição 'a' com artigo, e aqui a preposição é 'com'. O correto seria 'com a qual'.

Análise das alternativas

B) 'Ao descontentamento... somava-se a pressão' mantém a regência de 'somar-se a' e está correta. C) 'a leis similares àquelas' está correta, com crase antes de 'aquelas'. D) 'a que eram submetidas' está correta, pois 'submeter a' exige a preposição 'a' antes do relativo.

Referência: Crase, regência e pronomes relativos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Modalização e Marcas de Autoria

EPCAR 2018

Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) — Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão ao CPCAR 2019 (Curso Preparatório de Cadetes do Ar) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I

Rap: uma linguagem dos guetos

Entre as vozes que se cruzam na cacofonia
urbana da sociedade globalizada, há uma que se
sobressai pela sua radicalidade marginal: o rap. A
moderna tradição negra dos guetos norte-americanos é,
5 hoje, cantada pelos jovens das periferias de todos os
quadrantes do globo. Mas diferentemente das
estereotipias produzidas pela nação hegemônica e
difundidas em escala planetária, a cultura hip-hop
costuma ser assimilada como uma fala histórica
10 essencialmente crítica por uma juventude com tão
escassas vias de fuga ao sempre igual. Quando, por
exemplo, jovens de uma favela brasileira incorporam
esta linguagem tornada universal, por mais que a sua
realidade seja diferente daquela dos marginalizados do
15 país de origem, a forma permanece associada a um
conteúdo crítico – uma visão de mundo subalterna e
frequentemente subversiva.
O rap é hoje uma forma de expressão
comunitária, por meio da qual se comunicam e afirmam
20 sua identidade habitantes dos morros e comunidades
populares. /.../
O surgimento do movimento hip-hop nos
remete ao contexto no qual estavam inseridos os
Estados Unidos dos anos 60 e 70, no auge da Guerra
25 Fria. Foram anos de tensão e muita agitação política. O
descontentamento popular com a guerra do Vietnã
somava-se à pressão das comunidades negras
segregadas, submetidas a leis similares às do apartheid
sul-africano. O clima de revolta e inconformismo tomava
30 conta dos guetos negros.
/.../
Na trilha da agitação política ocorriam
inovações culturais. Nos guetos, o que se ouvia era o
soul, que foi importante para a organização e
35 conscientização daquela população. /.../ No mesmo
período surge uma variedade de outros ritmos, como o
funk, marcados por pancadas poderosas que causavam
estranhamento aos brancos, letras que invocavam a
valorização da cultura negra e denunciavam as
40 condições às quais eram submetidas as populações dos
guetos. O soul e o funk foram as bases musicais que
permitiram o surgimento do rap, que virá a ser um dos
elementos do movimento hip-hop.
Por essa época ou um pouco antes, jovens
45 negros já dançavam [o break] nas ruas ao som do soul e
do funk de uma forma inovadora, executando passos
que lembravam ao mesmo tempo uma luta e os
movimentos de um robô. /.../
Finalmente, além da música e da dança,
50 propagava-se pelos guetos, ainda, o hábito de desenhar
e escrever em muros e paredes. /.../ Nesse contexto de
efervescência político-cultural, grafiteiros, breakers e
rappers começaram a se reunir para realizar eventos
juntos, afinal suas artes estavam relacionadas a uma
55 experiência comum, a cultura de rua. /.../
Por volta de 1982, o rap chegou ao Brasil,
fixando-se, sobretudo, em São Paulo. /.../
Nos últimos anos da década de 90, o rap
brasileiro ultrapassou os limites da periferia dos grandes
60 centros e chegou à classe média. /.../ O rap de caráter
mais comercial passou então a ser amplamente
difundido pelo país, ao mesmo tempo em que, em sua
forma marginal, a linguagem continuava a se
desenvolver nos espaços populares.
65 Há que se destacar o caráter inovador do rap
nacional, que reelabora, de forma criadora, a partir de
tradições populares brasileiras, a linguagem dos guetos
norte-americanos, mesclando o ritmo do Bronx a
gêneros como o samba e a embolada.
70 /.../
Não se trata, no entanto, de idealizar o hip-hop
como forma de conhecimento. O movimento,
seguramente, não é homogêneo: possui tendências
mais ou menos politizadas, mais ou menos engajadas e
75 críticas. Há, por assim dizer, uma vertente cuja tônica é
a denúncia, a agitação e o protesto. Outra, espontânea,
sem uma linha política coerente e definida. E outra
ainda, talvez hegemônica, já assimilada pelo mercado,
que reproduz o modelo de comportamento, aspirações e
80 ideais dominantes (consumismo, individualismo e
exaltação da vida privada), como a maioria das canções
ditas "de massa".

(COUTINHO, Eduardo Granja, ARAÚJO, Marianna. Rap: uma linguagem dos guetos. In: PAIVA, Raquel, TUZZO, Simone Antoniaci (Orgs.). Comunidade, mídia e cidade: possibilidades comunitárias na cidade hoje. Goiânia: FIC/UFG, 2014.)

Há, em um dos fragmentos abaixo, uma marca evidente da presença dos autores no texto. Assinale-o.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Marca de autoria (presença dos autores) no texto.

Em 'nos remete', o pronome 'nos' (1ª pessoa do plural) revela os autores inseridos no texto, o que marca sua presença.

Análise das alternativas

B) 'Por assim dizer' é uma expressão de reformulação que atenua o dito, mas não inclui explicitamente os autores. C) 'Talvez' é um advérbio de dúvida, uma modalização menos explícita. D) 'Finalmente' é um articulador de sequência, sem marca de autoria. O gabarito oficial é A.

Referência: Marcas de autoria e modalização no discurso.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Conectivos e Relações de Sentido

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Texto-base:
TEXTO I

Rap: uma linguagem dos guetos

Entre as vozes que se cruzam na cacofonia
urbana da sociedade globalizada, há uma que se
sobressai pela sua radicalidade marginal: o rap. A
moderna tradição negra dos guetos norte-americanos é,
5 hoje, cantada pelos jovens das periferias de todos os
quadrantes do globo. Mas diferentemente das
estereotipias produzidas pela nação hegemônica e
difundidas em escala planetária, a cultura hip-hop
costuma ser assimilada como uma fala histórica
10 essencialmente crítica por uma juventude com tão
escassas vias de fuga ao sempre igual. Quando, por
exemplo, jovens de uma favela brasileira incorporam
esta linguagem tornada universal, por mais que a sua
realidade seja diferente daquela dos marginalizados do
15 país de origem, a forma permanece associada a um
conteúdo crítico – uma visão de mundo subalterna e
frequentemente subversiva.
O rap é hoje uma forma de expressão
comunitária, por meio da qual se comunicam e afirmam
20 sua identidade habitantes dos morros e comunidades
populares. /.../
O surgimento do movimento hip-hop nos
remete ao contexto no qual estavam inseridos os
Estados Unidos dos anos 60 e 70, no auge da Guerra
25 Fria. Foram anos de tensão e muita agitação política. O
descontentamento popular com a guerra do Vietnã
somava-se à pressão das comunidades negras
segregadas, submetidas a leis similares às do apartheid
sul-africano. O clima de revolta e inconformismo tomava
30 conta dos guetos negros.
/.../
Na trilha da agitação política ocorriam
inovações culturais. Nos guetos, o que se ouvia era o
soul, que foi importante para a organização e
35 conscientização daquela população. /.../ No mesmo
período surge uma variedade de outros ritmos, como o
funk, marcados por pancadas poderosas que causavam
estranhamento aos brancos, letras que invocavam a
valorização da cultura negra e denunciavam as
40 condições às quais eram submetidas as populações dos
guetos. O soul e o funk foram as bases musicais que
permitiram o surgimento do rap, que virá a ser um dos
elementos do movimento hip-hop.
Por essa época ou um pouco antes, jovens
45 negros já dançavam [o break] nas ruas ao som do soul e
do funk de uma forma inovadora, executando passos
que lembravam ao mesmo tempo uma luta e os
movimentos de um robô. /.../
Finalmente, além da música e da dança,
50 propagava-se pelos guetos, ainda, o hábito de desenhar
e escrever em muros e paredes. /.../ Nesse contexto de
efervescência político-cultural, grafiteiros, breakers e
rappers começaram a se reunir para realizar eventos
juntos, afinal suas artes estavam relacionadas a uma
55 experiência comum, a cultura de rua. /.../
Por volta de 1982, o rap chegou ao Brasil,
fixando-se, sobretudo, em São Paulo. /.../
Nos últimos anos da década de 90, o rap
brasileiro ultrapassou os limites da periferia dos grandes
60 centros e chegou à classe média. /.../ O rap de caráter
mais comercial passou então a ser amplamente
difundido pelo país, ao mesmo tempo em que, em sua
forma marginal, a linguagem continuava a se
desenvolver nos espaços populares.
65 Há que se destacar o caráter inovador do rap
nacional, que reelabora, de forma criadora, a partir de
tradições populares brasileiras, a linguagem dos guetos
norte-americanos, mesclando o ritmo do Bronx a
gêneros como o samba e a embolada.
70 /.../
Não se trata, no entanto, de idealizar o hip-hop
como forma de conhecimento. O movimento,
seguramente, não é homogêneo: possui tendências
mais ou menos politizadas, mais ou menos engajadas e
75 críticas. Há, por assim dizer, uma vertente cuja tônica é
a denúncia, a agitação e o protesto. Outra, espontânea,
sem uma linha política coerente e definida. E outra
ainda, talvez hegemônica, já assimilada pelo mercado,
que reproduz o modelo de comportamento, aspirações e
80 ideais dominantes (consumismo, individualismo e
exaltação da vida privada), como a maioria das canções
ditas "de massa".

(COUTINHO, Eduardo Granja, ARAÚJO, Marianna. Rap: uma linguagem dos guetos. In: PAIVA, Raquel, TUZZO, Simone Antoniaci (Orgs.). Comunidade, mídia e cidade: possibilidades comunitárias na cidade hoje. Goiânia: FIC/UFG, 2014.)

Assinale a alternativa que aponta o sentido INCORRETO das expressões conectoras destacadas abaixo.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Concordância Verbal

EPCAR 2018

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Texto-base:
TEXTO I

Rap: uma linguagem dos guetos

Entre as vozes que se cruzam na cacofonia
urbana da sociedade globalizada, há uma que se
sobressai pela sua radicalidade marginal: o rap. A
moderna tradição negra dos guetos norte-americanos é,
5 hoje, cantada pelos jovens das periferias de todos os
quadrantes do globo. Mas diferentemente das
estereotipias produzidas pela nação hegemônica e
difundidas em escala planetária, a cultura hip-hop
costuma ser assimilada como uma fala histórica
10 essencialmente crítica por uma juventude com tão
escassas vias de fuga ao sempre igual. Quando, por
exemplo, jovens de uma favela brasileira incorporam
esta linguagem tornada universal, por mais que a sua
realidade seja diferente daquela dos marginalizados do
15 país de origem, a forma permanece associada a um
conteúdo crítico – uma visão de mundo subalterna e
frequentemente subversiva.
O rap é hoje uma forma de expressão
comunitária, por meio da qual se comunicam e afirmam
20 sua identidade habitantes dos morros e comunidades
populares. /.../
O surgimento do movimento hip-hop nos
remete ao contexto no qual estavam inseridos os
Estados Unidos dos anos 60 e 70, no auge da Guerra
25 Fria. Foram anos de tensão e muita agitação política. O
descontentamento popular com a guerra do Vietnã
somava-se à pressão das comunidades negras
segregadas, submetidas a leis similares às do apartheid
sul-africano. O clima de revolta e inconformismo tomava
30 conta dos guetos negros.
/.../
Na trilha da agitação política ocorriam
inovações culturais. Nos guetos, o que se ouvia era o
soul, que foi importante para a organização e
35 conscientização daquela população. /.../ No mesmo
período surge uma variedade de outros ritmos, como o
funk, marcados por pancadas poderosas que causavam
estranhamento aos brancos, letras que invocavam a
valorização da cultura negra e denunciavam as
40 condições às quais eram submetidas as populações dos
guetos. O soul e o funk foram as bases musicais que
permitiram o surgimento do rap, que virá a ser um dos
elementos do movimento hip-hop.
Por essa época ou um pouco antes, jovens
45 negros já dançavam [o break] nas ruas ao som do soul e
do funk de uma forma inovadora, executando passos
que lembravam ao mesmo tempo uma luta e os
movimentos de um robô. /.../
Finalmente, além da música e da dança,
50 propagava-se pelos guetos, ainda, o hábito de desenhar
e escrever em muros e paredes. /.../ Nesse contexto de
efervescência político-cultural, grafiteiros, breakers e
rappers começaram a se reunir para realizar eventos
juntos, afinal suas artes estavam relacionadas a uma
55 experiência comum, a cultura de rua. /.../
Por volta de 1982, o rap chegou ao Brasil,
fixando-se, sobretudo, em São Paulo. /.../
Nos últimos anos da década de 90, o rap
brasileiro ultrapassou os limites da periferia dos grandes
60 centros e chegou à classe média. /.../ O rap de caráter
mais comercial passou então a ser amplamente
difundido pelo país, ao mesmo tempo em que, em sua
forma marginal, a linguagem continuava a se
desenvolver nos espaços populares.
65 Há que se destacar o caráter inovador do rap
nacional, que reelabora, de forma criadora, a partir de
tradições populares brasileiras, a linguagem dos guetos
norte-americanos, mesclando o ritmo do Bronx a
gêneros como o samba e a embolada.
70 /.../
Não se trata, no entanto, de idealizar o hip-hop
como forma de conhecimento. O movimento,
seguramente, não é homogêneo: possui tendências
mais ou menos politizadas, mais ou menos engajadas e
75 críticas. Há, por assim dizer, uma vertente cuja tônica é
a denúncia, a agitação e o protesto. Outra, espontânea,
sem uma linha política coerente e definida. E outra
ainda, talvez hegemônica, já assimilada pelo mercado,
que reproduz o modelo de comportamento, aspirações e
80 ideais dominantes (consumismo, individualismo e
exaltação da vida privada), como a maioria das canções
ditas "de massa".

(COUTINHO, Eduardo Granja, ARAÚJO, Marianna. Rap: uma linguagem dos guetos. In: PAIVA, Raquel, TUZZO, Simone Antoniaci (Orgs.). Comunidade, mídia e cidade: possibilidades comunitárias na cidade hoje. Goiânia: FIC/UFG, 2014.)

Assinale a alternativa em que a reescrita mantém a correção da língua formal.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Reescrita que mantém a norma culta.

Com a expressão 'a maioria de', o verbo pode concordar com o núcleo no singular ou com o termo no plural ('canções... reproduzem'). Portanto 'reproduzem' é aceito pela norma culta.

Análise das alternativas

A) O sujeito 'O clima' é singular, então o verbo deveria ser 'tomava'. B) 'Haviam' no sentido de existir é impessoal e deveria ser 'havia'. C) O sujeito 'o hábito' é singular, então deveria ser 'Era propagado'.

Referência: Concordância verbal: verbo haver impessoal, sujeito simples e expressões partitivas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

EPCAR 2018

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Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO II

A Marselhesa do subúrbio
Sérgio Martins

Tchudum, tchá, tchá, tchá, tchá, tchudum, tchá,
tchá, tchá, tchá, tchudum… São 2 horas da manhã
numa casa noturna de São Paulo e os frequentadores
estão dançando uma batida eletrônica repetitiva. Dali a
5 uma hora e meia, MC Guimê, o principal nome do funk
ostentação, fará seu show, acompanhado de um DJ e
de duas dançarinas, e com a participação especial do
rapper Emicida. /.../ Encontram-se ali jovens de bairros
suburbanos – os meninos com correntes douradas, as
10 meninas com saia bem curtinha, e todos com roupas de
grife – e também os chamados “playboys”. Quando
Guimê finalmente sobe ao palco, a temperatura da casa
parece subir. Por quarenta minutos, ele intercala
canções de seu repertório com sucessos de outros
15 funkeiros, canta o rap do quarteto Racionais MC’s e cita
o Salmo 23 (“O senhor é meu pastor / Nada me faltará”).
Nada falta mesmo: suas letras carregam uma tal
profusão de marcas – carros, roupas, perfumes, bebidas
– que até se poderia suspeitar de vultosos contratos de
20 merchandising. Não é o caso. Para Guimê, natural da
periferia de Osasco, cidade da Grande São Paulo, falar
desses objetos de consumo – e, acima de tudo, adquiri-
los – é uma aspiração realizada, uma senha para a
entrada na sociedade. O público não só entende como
25 compartilha o sonho de Guimê: muitos fãs, no meio da
dança, erguem garrafas de uísque escocês como se
fossem troféus. Festas e shows assim se repetem por
outras cidades e clubes. Como tantos gêneros musicais
que vieram das áreas urbanas mais pobres, o funk já
30 conquistou parte da classe média. Mas é sobretudo
entre a garotada da periferia que ele tem a ressonância
de uma Marselhesa: um hino de cidadania e identidade
para os jovens das classes C, D e E. /.../

(Revista Veja, 29 de janeiro de 2014, p. 73 e 74)

De acordo com o texto, o funk possui uma conotação de Marselhesa para os jovens das classes C, D e E porque reafirma a identidade deles ao
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Por que o funk é uma 'Marselhesa' para as classes C, D e E.

Um hino, como a Marselhesa, une um grupo em torno de uma identidade. Para os jovens das classes C, D e E, o funk cria o sentimento de pertencimento a um grupo e reafirma a identidade deles.

Análise das alternativas

A) A autoestima não é mencionada como razão. B) O consumo é aspiração, mas o texto não fala em conferir status de consumidores bem-sucedidos. D) A sensação de liberdade não é citada.

Referência: Interpretação de texto, com base em Revista Veja, 29/01/2014.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

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Texto-base:
TEXTO II

A Marselhesa do subúrbio
Sérgio Martins

Tchudum, tchá, tchá, tchá, tchá, tchudum, tchá,
tchá, tchá, tchá, tchudum… São 2 horas da manhã
numa casa noturna de São Paulo e os frequentadores
estão dançando uma batida eletrônica repetitiva. Dali a
5 uma hora e meia, MC Guimê, o principal nome do funk
ostentação, fará seu show, acompanhado de um DJ e
de duas dançarinas, e com a participação especial do
rapper Emicida. /.../ Encontram-se ali jovens de bairros
suburbanos – os meninos com correntes douradas, as
10 meninas com saia bem curtinha, e todos com roupas de
grife – e também os chamados “playboys”. Quando
Guimê finalmente sobe ao palco, a temperatura da casa
parece subir. Por quarenta minutos, ele intercala
canções de seu repertório com sucessos de outros
15 funkeiros, canta o rap do quarteto Racionais MC’s e cita
o Salmo 23 (“O senhor é meu pastor / Nada me faltará”).
Nada falta mesmo: suas letras carregam uma tal
profusão de marcas – carros, roupas, perfumes, bebidas
– que até se poderia suspeitar de vultosos contratos de
20 merchandising. Não é o caso. Para Guimê, natural da
periferia de Osasco, cidade da Grande São Paulo, falar
desses objetos de consumo – e, acima de tudo, adquiri-
los – é uma aspiração realizada, uma senha para a
entrada na sociedade. O público não só entende como
25 compartilha o sonho de Guimê: muitos fãs, no meio da
dança, erguem garrafas de uísque escocês como se
fossem troféus. Festas e shows assim se repetem por
outras cidades e clubes. Como tantos gêneros musicais
que vieram das áreas urbanas mais pobres, o funk já
30 conquistou parte da classe média. Mas é sobretudo
entre a garotada da periferia que ele tem a ressonância
de uma Marselhesa: um hino de cidadania e identidade
para os jovens das classes C, D e E. /.../

(Revista Veja, 29 de janeiro de 2014, p. 73 e 74)

Após a leitura atenta do texto, analise as afirmativas abaixo e assinale aquela que contém comentários adequados em relação a ele.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Comentário adequado sobre o texto 'A Marselhesa do subúrbio'.

O texto afirma que o funk, como outros gêneros vindos de áreas pobres, já conquistou parte da classe média. Diz também que é sobretudo entre os jovens da periferia que ele funciona como 'hino de cidadania e identidade'. A alternativa B reproduz isso.

Análise das alternativas

A) A segunda parte começa por volta da linha 28 ('Como tantos gêneros...'), não na linha 24. C) O texto não diz que os 'playboys' imitam ídolos ou que o evento é só para as classes C, D e E. D) O texto nega contratos de merchandising ('Não é o caso').

Referência: Interpretação de texto, com base em Revista Veja, 29/01/2014.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Análise Sintática

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Texto-base:
TEXTO II

A Marselhesa do subúrbio
Sérgio Martins

Tchudum, tchá, tchá, tchá, tchá, tchudum, tchá,
tchá, tchá, tchá, tchudum… São 2 horas da manhã
numa casa noturna de São Paulo e os frequentadores
estão dançando uma batida eletrônica repetitiva. Dali a
5 uma hora e meia, MC Guimê, o principal nome do funk
ostentação, fará seu show, acompanhado de um DJ e
de duas dançarinas, e com a participação especial do
rapper Emicida. /.../ Encontram-se ali jovens de bairros
suburbanos – os meninos com correntes douradas, as
10 meninas com saia bem curtinha, e todos com roupas de
grife – e também os chamados “playboys”. Quando
Guimê finalmente sobe ao palco, a temperatura da casa
parece subir. Por quarenta minutos, ele intercala
canções de seu repertório com sucessos de outros
15 funkeiros, canta o rap do quarteto Racionais MC’s e cita
o Salmo 23 (“O senhor é meu pastor / Nada me faltará”).
Nada falta mesmo: suas letras carregam uma tal
profusão de marcas – carros, roupas, perfumes, bebidas
– que até se poderia suspeitar de vultosos contratos de
20 merchandising. Não é o caso. Para Guimê, natural da
periferia de Osasco, cidade da Grande São Paulo, falar
desses objetos de consumo – e, acima de tudo, adquiri-
los – é uma aspiração realizada, uma senha para a
entrada na sociedade. O público não só entende como
25 compartilha o sonho de Guimê: muitos fãs, no meio da
dança, erguem garrafas de uísque escocês como se
fossem troféus. Festas e shows assim se repetem por
outras cidades e clubes. Como tantos gêneros musicais
que vieram das áreas urbanas mais pobres, o funk já
30 conquistou parte da classe média. Mas é sobretudo
entre a garotada da periferia que ele tem a ressonância
de uma Marselhesa: um hino de cidadania e identidade
para os jovens das classes C, D e E. /.../

(Revista Veja, 29 de janeiro de 2014, p. 73 e 74)

Observe os termos sublinhados em cada alternativa e assinale aquela cuja análise, entre parênteses, está adequada.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Conectivos e Relações de Sentido

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Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO II

A Marselhesa do subúrbio
Sérgio Martins

Tchudum, tchá, tchá, tchá, tchá, tchudum, tchá,
tchá, tchá, tchá, tchudum… São 2 horas da manhã
numa casa noturna de São Paulo e os frequentadores
estão dançando uma batida eletrônica repetitiva. Dali a
5 uma hora e meia, MC Guimê, o principal nome do funk
ostentação, fará seu show, acompanhado de um DJ e
de duas dançarinas, e com a participação especial do
rapper Emicida. /.../ Encontram-se ali jovens de bairros
suburbanos – os meninos com correntes douradas, as
10 meninas com saia bem curtinha, e todos com roupas de
grife – e também os chamados “playboys”. Quando
Guimê finalmente sobe ao palco, a temperatura da casa
parece subir. Por quarenta minutos, ele intercala
canções de seu repertório com sucessos de outros
15 funkeiros, canta o rap do quarteto Racionais MC’s e cita
o Salmo 23 (“O senhor é meu pastor / Nada me faltará”).
Nada falta mesmo: suas letras carregam uma tal
profusão de marcas – carros, roupas, perfumes, bebidas
– que até se poderia suspeitar de vultosos contratos de
20 merchandising. Não é o caso. Para Guimê, natural da
periferia de Osasco, cidade da Grande São Paulo, falar
desses objetos de consumo – e, acima de tudo, adquiri-
los – é uma aspiração realizada, uma senha para a
entrada na sociedade. O público não só entende como
25 compartilha o sonho de Guimê: muitos fãs, no meio da
dança, erguem garrafas de uísque escocês como se
fossem troféus. Festas e shows assim se repetem por
outras cidades e clubes. Como tantos gêneros musicais
que vieram das áreas urbanas mais pobres, o funk já
30 conquistou parte da classe média. Mas é sobretudo
entre a garotada da periferia que ele tem a ressonância
de uma Marselhesa: um hino de cidadania e identidade
para os jovens das classes C, D e E. /.../

(Revista Veja, 29 de janeiro de 2014, p. 73 e 74)

As conjunções e preposições, além de ligarem palavras ou orações de um texto, estabelecem entre eles relações de sentido. Assinale a alternativa em que a relação de sentido apontada está INCORRETA.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Inferência e Intertextualidade

EPCAR 2018

Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) — Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão ao CPCAR 2019 (Curso Preparatório de Cadetes do Ar) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I

Rap: uma linguagem dos guetos

Entre as vozes que se cruzam na cacofonia
urbana da sociedade globalizada, há uma que se
sobressai pela sua radicalidade marginal: o rap. A
moderna tradição negra dos guetos norte-americanos é,
5 hoje, cantada pelos jovens das periferias de todos os
quadrantes do globo. Mas diferentemente das
estereotipias produzidas pela nação hegemônica e
difundidas em escala planetária, a cultura hip-hop
costuma ser assimilada como uma fala histórica
10 essencialmente crítica por uma juventude com tão
escassas vias de fuga ao sempre igual. Quando, por
exemplo, jovens de uma favela brasileira incorporam
esta linguagem tornada universal, por mais que a sua
realidade seja diferente daquela dos marginalizados do
15 país de origem, a forma permanece associada a um
conteúdo crítico – uma visão de mundo subalterna e
frequentemente subversiva.
O rap é hoje uma forma de expressão
comunitária, por meio da qual se comunicam e afirmam
20 sua identidade habitantes dos morros e comunidades
populares. /.../
O surgimento do movimento hip-hop nos
remete ao contexto no qual estavam inseridos os
Estados Unidos dos anos 60 e 70, no auge da Guerra
25 Fria. Foram anos de tensão e muita agitação política. O
descontentamento popular com a guerra do Vietnã
somava-se à pressão das comunidades negras
segregadas, submetidas a leis similares às do apartheid
sul-africano. O clima de revolta e inconformismo tomava
30 conta dos guetos negros.
/.../
Na trilha da agitação política ocorriam
inovações culturais. Nos guetos, o que se ouvia era o
soul, que foi importante para a organização e
35 conscientização daquela população. /.../ No mesmo
período surge uma variedade de outros ritmos, como o
funk, marcados por pancadas poderosas que causavam
estranhamento aos brancos, letras que invocavam a
valorização da cultura negra e denunciavam as
40 condições às quais eram submetidas as populações dos
guetos. O soul e o funk foram as bases musicais que
permitiram o surgimento do rap, que virá a ser um dos
elementos do movimento hip-hop.
Por essa época ou um pouco antes, jovens
45 negros já dançavam [o break] nas ruas ao som do soul e
do funk de uma forma inovadora, executando passos
que lembravam ao mesmo tempo uma luta e os
movimentos de um robô. /.../
Finalmente, além da música e da dança,
50 propagava-se pelos guetos, ainda, o hábito de desenhar
e escrever em muros e paredes. /.../ Nesse contexto de
efervescência político-cultural, grafiteiros, breakers e
rappers começaram a se reunir para realizar eventos
juntos, afinal suas artes estavam relacionadas a uma
55 experiência comum, a cultura de rua. /.../
Por volta de 1982, o rap chegou ao Brasil,
fixando-se, sobretudo, em São Paulo. /.../
Nos últimos anos da década de 90, o rap
brasileiro ultrapassou os limites da periferia dos grandes
60 centros e chegou à classe média. /.../ O rap de caráter
mais comercial passou então a ser amplamente
difundido pelo país, ao mesmo tempo em que, em sua
forma marginal, a linguagem continuava a se
desenvolver nos espaços populares.
65 Há que se destacar o caráter inovador do rap
nacional, que reelabora, de forma criadora, a partir de
tradições populares brasileiras, a linguagem dos guetos
norte-americanos, mesclando o ritmo do Bronx a
gêneros como o samba e a embolada.
70 /.../
Não se trata, no entanto, de idealizar o hip-hop
como forma de conhecimento. O movimento,
seguramente, não é homogêneo: possui tendências
mais ou menos politizadas, mais ou menos engajadas e
75 críticas. Há, por assim dizer, uma vertente cuja tônica é
a denúncia, a agitação e o protesto. Outra, espontânea,
sem uma linha política coerente e definida. E outra
ainda, talvez hegemônica, já assimilada pelo mercado,
que reproduz o modelo de comportamento, aspirações e
80 ideais dominantes (consumismo, individualismo e
exaltação da vida privada), como a maioria das canções
ditas "de massa".

(COUTINHO, Eduardo Granja, ARAÚJO, Marianna. Rap: uma linguagem dos guetos. In: PAIVA, Raquel, TUZZO, Simone Antoniaci (Orgs.). Comunidade, mídia e cidade: possibilidades comunitárias na cidade hoje. Goiânia: FIC/UFG, 2014.)

TEXTO II

A Marselhesa do subúrbio
Sérgio Martins

Tchudum, tchá, tchá, tchá, tchá, tchudum, tchá,
tchá, tchá, tchá, tchudum… São 2 horas da manhã
numa casa noturna de São Paulo e os frequentadores
estão dançando uma batida eletrônica repetitiva. Dali a
5 uma hora e meia, MC Guimê, o principal nome do funk
ostentação, fará seu show, acompanhado de um DJ e
de duas dançarinas, e com a participação especial do
rapper Emicida. /.../ Encontram-se ali jovens de bairros
suburbanos – os meninos com correntes douradas, as
10 meninas com saia bem curtinha, e todos com roupas de
grife – e também os chamados “playboys”. Quando
Guimê finalmente sobe ao palco, a temperatura da casa
parece subir. Por quarenta minutos, ele intercala
canções de seu repertório com sucessos de outros
15 funkeiros, canta o rap do quarteto Racionais MC’s e cita
o Salmo 23 (“O senhor é meu pastor / Nada me faltará”).
Nada falta mesmo: suas letras carregam uma tal
profusão de marcas – carros, roupas, perfumes, bebidas
– que até se poderia suspeitar de vultosos contratos de
20 merchandising. Não é o caso. Para Guimê, natural da
periferia de Osasco, cidade da Grande São Paulo, falar
desses objetos de consumo – e, acima de tudo, adquiri-
los – é uma aspiração realizada, uma senha para a
entrada na sociedade. O público não só entende como
25 compartilha o sonho de Guimê: muitos fãs, no meio da
dança, erguem garrafas de uísque escocês como se
fossem troféus. Festas e shows assim se repetem por
outras cidades e clubes. Como tantos gêneros musicais
que vieram das áreas urbanas mais pobres, o funk já
30 conquistou parte da classe média. Mas é sobretudo
entre a garotada da periferia que ele tem a ressonância
de uma Marselhesa: um hino de cidadania e identidade
para os jovens das classes C, D e E. /.../

(Revista Veja, 29 de janeiro de 2014, p. 73 e 74)

Leia com atenção o trecho a seguir.

“Contando os plaquê de 100, dentro de um Citroën / Aí nóis convida, porque sabe que elas vêm / De transporte nóis tá bem, de Hornet ou 1100 / Kawasaki, tem Bandit, RR tem também / Nóis mantém a humildade Mas nóis sempre para tudo” (Plaquê de 100, de MC Guimê)

Pela leitura desse trecho da canção de MC Guimê, só NÃO se pode inferir que esse gênero musical
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O que NÃO se infere do trecho da canção de MC Guimê.

O trecho da música mostra ostentação de bens (carros, motos), o que permite inferir B, C e D. Ele não mostra o funk conquistando a classe média, o que é informação dada pelo texto de Veja e não está nos versos.

Análise das alternativas

B) Há expressão de sonhos e identidade de comunidades populares. C) O consumismo de carros e motos remete a valores dominantes. D) A profusão de marcas é visível no trecho. Por isso só A não se infere da letra.

Referência: Inferência e intertextualidade entre os textos I e II e a letra citada.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Figuras de Linguagem, Funções da Linguagem e Versificação

EPCAR 2018

Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) — Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão ao CPCAR 2019 (Curso Preparatório de Cadetes do Ar) · Caderno Versão A

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Texto-base:
TEXTO III

LADO BOM
Ferréz

Periferia tem seu lado bom
Manos, vielas, e futebol no campão.
Meninas com bonecas e não com filhos
Planejando assim um futuro positivo

5 Sua paz é você que define.
Longe do álcool, longe do crime.
A escola é o caminho do sucesso
Pro pobre honrar desde o começo

E dizer bem alto que somos a herança
10 De um país que não promoveu as mudanças
Sem atrasar ninguém rapaz
Fazendo sua vida se adiantar na paz

Jogando bolinha, jogando peão
Vi nos olhos da criança a revolução
15 Que solta a pipa pensando em voar
Para não ver o barraco que era o seu lar

Periferia lado bom o que você me diz
Alguns motivos pra te deixar feliz
Longe do álcool, longe do crime.
20 Sua paz é você que define.

E nessa pipa no céu eu vi planar
A paz necessária para se avançar
Ânimo, positivismo em ação.
Hip-Hop cultura de rua e educação

25 Foi assim que criaram e assim que tem que ser
O mestre de cerimônia rimando pra você
Enquanto o DJ troca as bases
O grafiteiro pinta todo contraste

Da favela pro mundo
30 O caminho do rap pelo estudo
Por isso eu não me iludo
Roupa de marca não é meu escudo

Detentos já te disse no começo
E estudar do sucesso é o preço
35 Porque a fama não cabe num coração pequeno
Então positivismo pra vencer vai vendo
(...)

(http:/www.misixmatch.com - acesso em: 11/05/2018)

Assinale a alternativa que contém uma afirmativa INCORRETA
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Afirmativa incorreta sobre a canção 'Lado bom'.

A afirmação de que o texto não tem marcas de oralidade é falsa. Há expressões como 'Pro', 'pra', 'rapaz', 'manos' e 'Detentos já te disse', além de concordância própria da fala.

Análise das alternativas

A) 'E estudar do sucesso é o preço' tem a ordem invertida (o preço do sucesso é estudar), o que é um hipérbato. C) Há função emotiva e poética. D) Há rimas ricas (como 'crime/define') e pobres (como 'peão/revolução'), então a afirmação é correta.

Referência: Figuras de linguagem, funções da linguagem e versificação.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

EPCAR 2018

Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) — Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão ao CPCAR 2019 (Curso Preparatório de Cadetes do Ar) · Caderno Versão A

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Texto-base:
TEXTO III

LADO BOM
Ferréz

Periferia tem seu lado bom
Manos, vielas, e futebol no campão.
Meninas com bonecas e não com filhos
Planejando assim um futuro positivo

5 Sua paz é você que define.
Longe do álcool, longe do crime.
A escola é o caminho do sucesso
Pro pobre honrar desde o começo

E dizer bem alto que somos a herança
10 De um país que não promoveu as mudanças
Sem atrasar ninguém rapaz
Fazendo sua vida se adiantar na paz

Jogando bolinha, jogando peão
Vi nos olhos da criança a revolução
15 Que solta a pipa pensando em voar
Para não ver o barraco que era o seu lar

Periferia lado bom o que você me diz
Alguns motivos pra te deixar feliz
Longe do álcool, longe do crime.
20 Sua paz é você que define.

E nessa pipa no céu eu vi planar
A paz necessária para se avançar
Ânimo, positivismo em ação.
Hip-Hop cultura de rua e educação

25 Foi assim que criaram e assim que tem que ser
O mestre de cerimônia rimando pra você
Enquanto o DJ troca as bases
O grafiteiro pinta todo contraste

Da favela pro mundo
30 O caminho do rap pelo estudo
Por isso eu não me iludo
Roupa de marca não é meu escudo

Detentos já te disse no começo
E estudar do sucesso é o preço
35 Porque a fama não cabe num coração pequeno
Então positivismo pra vencer vai vendo
(...)

(http:/www.misixmatch.com - acesso em: 11/05/2018)

Segundo a canção, só NÃO é apontado como indicador de intranquilidade nas favelas a/o
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Indicadores de intranquilidade nas favelas segundo a canção.

A canção associa a intranquilidade a álcool, crime, filhos na adolescência (meninas com filhos em vez de bonecas) e falta de estudo. A fama aparece como algo que 'não cabe num coração pequeno', não como indicador de intranquilidade.

Análise das alternativas

A) A gravidez precoce é contraposta ao 'futuro positivo'. B) O álcool é citado como algo de que se deve ficar longe. D) A falta de estudo é contraposta ao caminho do sucesso pelo estudo. Só C não é apontada como indicador.

Referência: Interpretação do poema 'Lado bom', de Ferréz.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Equações Irracionais

EPCAR 2018

Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) — Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão ao CPCAR 2019 (Curso Preparatório de Cadetes do Ar) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Sobre o conjunto solução, na variável x, x ∈ IR, da equação Equação: x + 2 igual à raiz quadrada de (x ao quadrado mais 2 vezes a raiz quadrada de (4x ao quadrado mais 8x mais 2))., pode-se dizer que
Selecione uma alternativa

Matemática Sistemas de Equações do 1º Grau

EPCAR 2018

Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) — Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão ao CPCAR 2019 (Curso Preparatório de Cadetes do Ar) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Considere quatro números naturais distintos tais que, quando adicionados três a três, resultem em: 152, 163, 175 e 185

Sobre esses quatro números é correto afirmar que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Quatro números a partir das somas três a três.

A soma dos quatro números é (152+163+175+185)/3 = 225. Cada número é 225 menos uma das somas, o que dá 73, 62, 50 e 40. Apenas 73 é primo.

Análise das alternativas

A) 73 não é menor que 70. B) 50 e 40 são múltiplos de 10. D) Nenhum dos números (73, 62, 50, 40) é quadrado perfeito.

Referência: Sistemas lineares e números primos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Conjuntos Numéricos e Dízimas Periódicas

EPCAR 2018

Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) — Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão ao CPCAR 2019 (Curso Preparatório de Cadetes do Ar) · Caderno Versão A

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Considere os números X e Y, expressos por:

X igual a (0,12 com o período 12 sobrelinhado, isto é, dízima 0,1212...) vezes (4,125), dividido por (7,36 com o período 36 sobrelinhado) vezes (11 sobre 324); e Y igual a 1 sobre (2 mais raiz de 2), mais raiz de 2 sobre 2, menos 4.

Marque a alternativa verdadeira.
Selecione uma alternativa

Matemática Frações, Porcentagem e Número de Divisores

EPCAR 2018

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Elisa pretende comprar um computador que custa x reais. Ela possui 70% do valor total do computador e ainda vai ganhar de seus avós uma herança, que será totalmente repartida entre ela e suas irmãs Daniella e Lavínia.
Nessa partilha, Elisa recebeu 0,2777... da herança, Daniella 1200 reais e Lavínia 7/18 da herança.
Ao fazer as contas do quanto possuía para comprar o computador, percebeu que ainda lhe faltavam 200 reais para realizar a compra.

O valor x do computador é, em reais, tal que o número de divisores naturais de x é
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Herança, porcentagem e número de divisores.

Elisa recebeu 0,2777... = 5/18 e Lavínia recebeu 7/18. Sobram 6/18 = 1/3 para Daniella, que recebeu 1200, então a herança é 3600 e Elisa ficou com 1000. De 0,7x + 1000 = x − 200 resulta x = 4000 = 2⁵·5³. O número de divisores é (5+1)(3+1) = 24.

Análise das alternativas

As opções 18, 20 e 22 não correspondem à fatoração 2⁵·5³, que dá 6×4 = 24 divisores.

Referência: Dízimas periódicas, porcentagem e quantidade de divisores naturais.

Resolução comentada do VaiConcursos.