← Voltar para a lista de provas Exército Brasileiro · Capelão Católico (Curso de Formação de Capelães Militares) 41 questões nesta prova · página 2 de 3 · 40 com gabarito Gabarito disponível Os hagiógrafos são verdadeiros autores, mas a DV não diz que tinham capacidades especiais. A Dei Verbum (n. 11) ensina que Deus escolheu homens que, usando suas próprias faculdades e capacidades, foram verdadeiros autores, escrevendo o que Deus quis. A inspiração não lhes conferiu 'capacidades especiais', por isso B é a incorreta. A: os livros ensinam com certeza a verdade da salvação (DV 11). C e D: a interpretação deve atender aos gêneros literários e à intenção do hagiógrafo no seu tempo (DV 12). E: o juízo último cabe à Igreja (DV 12). Referência: Concílio Vaticano II, Dei Verbum, n. 11-12. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Estão corretas I, III, IV e V; a II erra ao definir a obra deuteronomista. I: Pentateuco é a Torá judaica. III: Sabedoria e Eclesiástico (Sirácida) são deuterocanônicos, ausentes da Bíblia protestante. IV: os Evangelhos não estão na ordem cronológica (Marcos é o mais antigo). V: o corpus paulinum se divide em protopaulinas, deuteropaulinas e tritopaulinas (pastorais). A II está errada: a obra deuteronomista abrange Josué, Juízes, 1-2 Samuel e 1-2 Reis, que são sete livros, mas a afirmação, tal como redigida, foi considerada incorreta pela banca ao correspondê-los 'aos sete primeiros livros dos Livros Históricos'. B, D e E incluem a II, que o gabarito considera falsa. C omite a V, que é correta. Referência: Dei Verbum, n. 11; introduções ao Antigo e Novo Testamento. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Cristo revela Deus como amor e o ser humano como chamado à comunhão com Deus pela fé. Na Verbum Domini (n. 6), a revelação do Verbo esclarece o enigma da condição humana e convida o ser humano à comunhão da vida trinitária, acolhida na fé. A alternativa D sintetiza isso. A: nega o sentido da revelação para o ser humano. B: afirma que o pecado impede de modo definitivo a amizade com Deus, o que contradiz a redenção. C: nega a vontade divina de comunhão. E: afirma que o enigma humano segue sem resposta, contrariando o texto. Referência: Papa Bento XVI, Verbum Domini, n. 6. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A dimensão memorial da Eucaristia remete à paixão, morte e ressurreição de Cristo, a Páscoa. A Eucaristia faz memória do mistério pascal de Cristo, isto é, sua paixão, morte e ressurreição. Em João, Jesus morre na hora em que os cordeiros pascais eram imolados no templo, o que reforça o simbolismo de Cristo como Cordeiro. A: o Êxodo é figura prévia, mas não é o acontecimento diretamente memorado. B: o episódio da mulher adúltera não é o objeto da memória eucarística. D: Emaús é narrativa de aparição que se relaciona à fração do pão, mas não é o evento memorial. E: a multiplicação dos pães é prefiguração, não o memorial. Referência: Aldazábal, A Eucaristia; Lc 22,19; 1Cor 11,24-25. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O método histórico-crítico estuda o alcance histórico dos textos e os processos de sua produção, com critérios científicos. Conforme o documento da Pontifícia Comissão Bíblica, o método histórico-crítico busca elucidar os processos históricos de produção dos textos bíblicos e estudar seu alcance histórico, segundo critérios científicos. Por isso E está correta. A: o método trata a Bíblia como os demais textos antigos, sem distinções de abordagem. B: a análise semântica faz parte do método, e a atribuição à análise narrativa como oposição é indevida. C: descreve a crítica das fontes ou da tradição, e não a crítica da redação. D: a leitura diacrônica estuda a evolução do texto no tempo, enquanto explicar o texto em si é abordagem sincrônica. Referência: Pontifícia Comissão Bíblica, A Interpretação da Bíblia na Igreja (1993). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A paróquia samaritana faz evangelização integral, atenta ao transcendente e às necessidades concretas. O Documento de Aparecida (n. 176) pede que a paróquia seja boa samaritana e assuma uma evangelização integral, que contempla tanto a dimensão transcendente quanto as necessidades concretas das pessoas. A alternativa A reproduz isso. B: propõe evangelização parcial, só espiritual. C: faz do compromisso social a única motivação. D: rejeita a evangelização integral por burocracia. E: nega a relação entre fé e dimensão social, o que contraria o texto. Referência: CELAM, Documento de Aparecida, n. 176. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O rito de entrada tem a finalidade de congregar os fiéis e dispô-los a ouvir a Palavra. Segundo a Instrução Geral do Missal Romano (n. 46), os ritos iniciais (rito de entrada) têm o caráter de início, introdução e preparação, e a finalidade de fazer com que os fiéis reunidos constituam uma comunhão e se disponham a ouvir com fé a Palavra de Deus e a celebrar dignamente a Eucaristia. A: o rito da palavra é a proclamação e a escuta, e não a reunião inicial. B: a procissão das oferendas faz parte da liturgia eucarística. C: o rito da comunhão é a participação no Corpo e Sangue. E: a saudação da paz integra o rito da comunhão. Referência: Instrução Geral do Missal Romano, n. 46. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Estão corretas I, II e III; a IV faz a doutrina prevalecer como única medida, o que o texto rejeita. I: a liberdade torna o ser humano responsável por seus atos. II: a liberdade é um direito inalienável ligado à dignidade humana. III: o texto de Amoris Laetitia diz que os pastores devem discernir bem as situações. IV é falsa, pois o texto manda expressar claramente a doutrina, mas evitar juízos que ignorem a complexidade das situações e os fatores que limitam a responsabilidade. A, B e E incluem a IV, que é incorreta. D deixa de fora a III, que é correta. Referência: Papa Francisco, Amoris Laetitia, n. 79; Familiaris Consortio, n. 84. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O Juízo é o encontro salvífico com Cristo, e a II explica por que isso é assim. Bento XVI (Spe Salvi 47) apresenta o Juízo como encontro com Cristo, fogo que transforma, e nele está a salvação. A asserção II descreve exatamente o mecanismo (a vida revelada diante do amor que transforma e liberta), o que justifica a I. A: nega a relação de justificativa, mas II explica I. C, D e E: tratam como falsa uma das asserções, quando ambas são fiéis ao texto. Referência: Papa Bento XVI, Spe Salvi, n. 47. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Niceia (325) condenou o arianismo, que negava a divindade plena do Filho. O credo niceno foi formulado contra Ário, que afirmava ser o Filho uma criatura, não eterna nem da mesma substância do Pai. Niceia definiu que o Filho é 'consubstancial' (homoousios) ao Pai. A: o docetismo é anterior e se refere a uma humanidade só aparente. B: o sabelianismo é modalismo trinitário. C: o adocionismo diz que Jesus foi adotado como Filho. D: o apolinarismo foi condenado depois, em Constantinopla I (381). Referência: Concílio de Niceia (325). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A liturgia é o cume para o qual tende a ação da Igreja e a fonte de onde emana toda a sua força. A Sacrosanctum Concilium, n. 10, logo após o trecho citado (n. 9), ensina que a Liturgia é o cume para o qual tende a ação da Igreja e, ao mesmo tempo, a fonte de onde emana toda a sua força. Isso responde ao lugar da liturgia na vida eclesial. A e D: são afirmações sobre pregadores, e não sobre o lugar da liturgia. B: embora a liturgia tenha caráter catequético, não é definida como 'o lugar por excelência da catequese' nesse contexto. C: a liturgia é ação de toda a assembleia e de Cristo com a Igreja, e não apenas do presbítero e do diácono. Referência: Concílio Vaticano II, Sacrosanctum Concilium, n. 9-10. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Segundo a Dei Verbum 2, obras manifestam e confirmam as palavras, e as palavras declaram as obras e esclarecem o mistério. A Dei Verbum (n. 2) diz que a revelação se realiza por ações e palavras intimamente ligadas: as obras manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras, e as palavras declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido. Assim, só I e IV estão corretas. II diz que as palavras confundem, o que é falso. III nega que as obras confirmem a doutrina, o que também é falso. Logo B, C, D e E, que incluem II ou III, estão erradas. Referência: Concílio Vaticano II, Dei Verbum, n. 2. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A fé cristã não é mero costume cultural transmitido; é resposta pessoal à iniciativa de Deus. A fé cristã nasce do encontro pessoal com Cristo e da resposta livre à iniciativa gratuita de Deus que se revela. Dizer que ela se fundamenta 'exclusivamente' como costume cultural a reduz a um fenômeno sociológico e contradiz o texto e a doutrina da revelação. A, B, C e E estão corretas: a fé é resposta livre ao convite de Deus; a revelação é iniciativa divina gratuita; o encontro com Cristo revela o Deus-amor; o amor de Deus se destina a todos. Referência: Papa Francisco, Evangelii Gaudium, n. 3; Dei Verbum, n. 2 e 5. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A pastoral não deve se manter 'limpa', pois a Igreja prefere uma Igreja acidentada e ferida a uma doente por fechamento. Em Evangelii Gaudium, o Papa Francisco pede uma Igreja em saída, que se encarna nas limitações humanas e se envolve com a vida das pessoas (EG 49). Afirmar que a pastoral deve ficar 'limpa' e sem se encarnar contraria essa orientação, por isso C é a incorreta. A, B, D e E correspondem a ideias centrais da exortação: saída missionária permanente, conversão pastoral criativa, anúncio a partir do núcleo do Evangelho e Igreja de portas abertas, como mãe de coração aberto. Referência: Papa Francisco, Evangelii Gaudium, n. 20-33 e 49. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Maria é Mãe de Deus porque o Verbo se submeteu a um nascimento verdadeiramente humano. Éfeso afirma que o Verbo, por ser uma só pessoa com duas naturezas, nasceu verdadeiramente de Maria segundo a humanidade, e por isso ela é Theotokos. A alternativa B expressa que a encarnação real exigiu um nascimento humano concreto. A: é vaga e confusa, pois não explica o título. C: o título não depende logicamente da Imaculada Conceição, dogma definido séculos depois. D: coloca o fundamento do título no mérito de Maria, e não na identidade da pessoa do Filho. E: reduz Maria a Mãe de Jesus, homem elevado pelo Verbo, o que é a posição nestoriana. Referência: Concílio de Éfeso (431); Catecismo da Igreja Católica, n. 495. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Segundo a Dignitatis Humanae, o ser humano percebe a lei divina pela consciência e deve segui-la fielmente. A Dignitatis Humanae (n. 3) ensina que o ser humano percebe e reconhece os ditames da lei divina por meio da consciência, que deve seguir fielmente em toda a sua atividade. A alternativa C reproduz essa ideia. A: o direito à liberdade religiosa se funda na dignidade da pessoa, e não em disposição subjetiva. B: o direito deve ser reconhecido e protegido na ordem jurídica da sociedade, isto é, também no direito civil. D: mistura lei divina e subjetividade, e o texto conciliar não afirma isso. E: a busca da verdade se faz com livre investigação, ensino e diálogo, e não sem influências religiosas. Referência: Concílio Vaticano II, Dignitatis Humanae, n. 2-3. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Os fiéis têm o direito de fundar e dirigir associações de caridade e piedade (cân. 215). O cân. 215 reconhece aos fiéis a liberdade de fundar e dirigir associações para fins de caridade ou piedade, ou para favorecer a vocação cristã no mundo, e de se reunir para realizar esses fins em comum. Por isso a alternativa E está correta. A: o culto deve seguir ritos aprovados pela autoridade (cân. 214), e não a vida espiritual particular. B: iniciativas só podem se chamar 'católicas' com o consentimento da autoridade competente (cân. 216). C: a obediência é devida ao que os Pastores declaram como mestres da fé ou determinam como chefes da Igreja (cân. 212), e a redação do item não traz essa distinção. D: o cân. 212 §3 prevê o direito e, às vezes, o dever de manifestar a opinião, mas conforme a ciência, competência e prestígio de cada um, com reverência e atenção ao bem comum, o que o item não menciona. Referência: Código de Direito Canônico, cân. 208-223, especialmente cân. 215. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Batismo de igrejas 'brasileiras' gera dúvida prudente sobre validade e exige batismo sob condição. Batistas, congregacionistas, adventistas e presbiterianos batizam com água e a fórmula trinitária, e por isso seu batismo é, em regra, reconhecido como válido. Já em certas comunidades pentecostais e neopentecostais ditas 'brasileiras' há dúvida prudente sobre a fórmula ou a doutrina trinitária adotada, de modo que, após investigação, se administra o batismo sob condição (cân. 869). A, C, D e E: são tradições cujo batismo, em geral, é considerado válido, pois usam água e a fórmula trinitária, e por isso não se repete, nem sob condição. Referência: Código de Direito Canônico, cân. 869; orientações pastorais da CNBB sobre batismo de convertidos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gaudium et Spes 22: Cristo revela o homem a si mesmo; afirmar que sem a fé n'Ele é impossível descobrir a vocação é exagero. A asserção II reproduz o ensinamento de GS 22, de que o mistério do homem só se esclarece verdadeiramente no mistério do Verbo encarnado, e por isso é verdadeira. A asserção I é falsa porque afirma que sem a fé em Cristo seria impossível descobrir a vocação sublime. A Igreja ensina que a dignidade e a abertura ao transcendente são acessíveis à razão e à consciência, e que a graça age também fora dos limites visíveis da Igreja (GS 22). A e B: tomam I como verdadeira. C: inverte os valores de verdade. E: II é verdadeira, portanto não são ambas falsas. Referência: Concílio Vaticano II, Gaudium et Spes, n. 22. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Fórmula de Calcedônia: duas naturezas sem confusão, mudança, divisão nem separação. A definição de Calcedônia (451) afirma um só e mesmo Cristo, em duas naturezas, 'sem confusão, sem mudança, sem divisão, sem separação'. A distinção das naturezas não é abolida pela união, e é isso que a fórmula completa exprime. A alternativa A reúne os quatro advérbios, com a ideia de distinção das naturezas preservada. B, D e E estão incompletas ou erradas: omitem 'sem confusão' (B, E), ou negam a distinção das naturezas ('sem distinção' em B e D), o que contraria a definição, pois a união não anula a diferença entre elas. C omite 'sem divisão'. Referência: Definição dogmática do Concílio de Calcedônia (451). Resolução comentada do VaiConcursos.EsFCEx — Concurso de Admissão 2019 (CFO/QC e CFCM 2019/2020) — Capelão Católico — Caderno Tipo A
Resolução comentada
Análise das alternativas
A respeito da canonicidade dos livros bíblicos, bem como da organização desses livros segundo a Bíblia católica, analise as afirmativas a seguir:
I. Chama-se Pentateuco àqueles cinco primeiros livros do Antigo Testamento que, na tradição judaica, são conhecidos como Torá.
II. A Obra Historiográfica Deuteronomista corresponde aos sete primeiros livros dos chamados Livros Históricos.
III. Dos Livros Sapienciais, Sabedoria e Eclesiástico são chamados de deuterocanônicos, por não fazerem parte da Bíblia protestante.
IV. A ordem dos quatro Evangelhos não corresponde à ordem cronológica em que foram escritos.
V. O Corpus paulinum é constituído por cartas denominadas “protopaulinas”, “deuteropaulinas” e “tritopaulinas”.
AssinaleResolução comentada
Análise das alternativas
Com base nessa afirmação, assinale a alternativa correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
Considerando a dimensão memorial da Eucaristia, assinale a alternativa que apresente o acontecimento a que ela se refere.Resolução comentada
Análise das alternativas
A respeito dos princípios desse método, assinale a alternativa correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
Considerando o texto acima, assinale a alternativa correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
A respeito da reunião da assembleia cristã para a celebração eucarística, assinale a alternativa em que se aponte o rito que possui a finalidade específica de congregar na comunhão e dispor os fiéis para ouvir a palavra de Deus.Resolução comentada
Análise das alternativas
Considerando o texto acima, analise as proposições a seguir a respeito da liberdade e da responsabilidade humana:
I. O ser humano foi criado na liberdade, e ela o torna responsável por seus atos, que são consequência da sua vontade.
II. A liberdade é um direito que não pode ser subtraído da pessoa, pois compromete sumariamente a dignidade humana.
III. Os pastores estão obrigados a discernir as situações das famílias no exercício da liberdade e da responsabilidade de cada uma delas.
IV. A doutrina deve prevalecer à liberdade das famílias e deve ser a única balança para julgar os atos e atribuir as responsabilidades pelo praticado.
AssinaleResolução comentada
Análise das alternativas
Considerando o texto acima, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.
I. O Juízo é o decisivo encontro com Cristo no qual somos salvos.
PORQUE
II. O Juízo é o momento em que nossa vida é revelada diante do fogo do amor de Cristo, que tem o poder de nos transformar e nos libertar para sermos nós mesmos e inteiramente convertidos para Deus.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Com base no texto acima e segundo o lugar que a liturgia ocupa na vida da Igreja, conforme os ensinamentos do Concílio Vaticano II, é correto afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
A revelação de Deus é tomada numa economia que se realiza por meio de ações e palavras. Considerando o texto acima, analise as afirmativas a seguir:
I. As obras realizadas por Deus manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras.
II. As palavras confundem, e as obras realizadas por Deus esclarecem o mistério da revelação.
III. As obras realizadas por Deus não manifestam ou confirmam qualquer doutrina ou realidade significada pelas palavras.
IV. As palavras declaram as obras realizadas por Deus e esclarecem o mistério nelas contido.
AssinaleResolução comentada
Análise das alternativas
Com relação ao texto acima e considerando a revelação de Deus em Jesus Cristo, assinale a afirmativa INCORRETA.Resolução comentada
Análise das alternativas
Em Alegria do Evangelho, o Papa Francisco tem insistido no caráter missionário da Igreja, conforme o texto acima. Considerando a necessidade de uma transformação missionária da Igreja, assinale a afirmativa INCORRETA.Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Diante desse direito, inscrito na própria dignidade do ser pessoa, assinale a alternativa correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Assinale a tradição religiosa de cujo batismo se deve prudentemente duvidar e que, por essa razão, requer-se que novo batismo seja administrado, sob condição.Resolução comentada
Análise das alternativas
Com base nessa consideração conciliar, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.
I. A figura de Jesus Cristo se torna paradigma de realização de toda pessoa humana, de modo que, sem a fé n’Ele, não é possível descobrir a vocação sublime à qual todos são chamados.
PORQUE
II. Apenas no mistério do Verbo encarnado se esclarece o mistério do ser humano.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
Diante da importância que essa confissão traz para a compreensão da fé cristã, assinale a alternativa que expresse os conteúdos, de forma completa, da formulação do Concílio.Resolução comentada
Análise das alternativas
No que diz respeito à inspiração e à interpretação da Sagrada Escritura, segundo a compreensão do Concílio Vaticano II, na Constituição Dogmática Dei Verbum, em estreita sintonia com documentos anteriores, assinale a afirmativa INCORRETA.
A santa Mãe Igreja, por fé apostólica, considera como sagrados e canônicos os livros inteiros tanto do Antigo como do Novo Testamento, com todas as suas partes [...] (Dei Verbum, n. 11)
Deus dá-Se-nos a conhecer como mistério de amor infinito, no qual, desde toda a eternidade, o Pai exprime a sua Palavra no Espírito Santo. Por isso o Verbo, que desde o princípio está junto de Deus e é Deus, revela-nos o próprio Deus no diálogo de amor entre as Pessoas divinas e convida-nos a participar nele. Portanto, feitos à imagem e semelhança de Deus amor, só nos podemos compreender a nós mesmos no acolhimento do Verbo e na docilidade à obra do Espírito Santo. É à luz da revelação feita pelo Verbo divino que se esclarece definitivamente o enigma da condição humana. (PAPA BENTO XVI, Verbum Domini, nº 6)
Assim, toda a comunidade cristã cumpre, em sua celebração, o mandamento de Cristo, expresso por Lucas e Paulo em seus relatos: “fazei isto em memória de mim”. As quatro orações do Missal usam a mesma expressão: “celebrar a memória”, que vem a ser a melhor definição de toda a Eucaristia. É uma dimensão que encontramos tanto no NT como nos testemunhos patrísticos (Justino, Hipólito, Cipriano, Ambrósio, Crisóstomo) e nos conciliares (Trento, Vaticano II). (ALDAZÁBAL, José. A eucaristia. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002. p. 258.)
O método histórico-crítico é o método indispensável para o estudo científico do sentido dos textos antigos. Como a Sagrada Escritura, enquanto “Palavra de Deus em linguagem humana”, foi composta por autores humanos em todas as suas partes e todas as suas fontes, sua justa compreensão não só admite como legítimo, mas pede a utilização deste método. (PONTIFÍCIA COMISSÃO BÍBLICA, A interpretação da Bíblia na Igreja, São Paulo: Paulinas, p. 37).
A Eucaristia, sinal da unidade com todos, que prolonga e faz presente o mistério do Filho de Deus feito homem (cf. Fl 2,6-8), coloca-nos a exigência de uma evangelização integral. A imensa maioria dos católicos de nosso continente vive sob o flagelo da pobreza. Esta tem diversas expressões: econômica, física, espiritual, moral, etc. Se Jesus veio para que todos tenhamos vida em abundância, a paróquia tem a maravilhosa ocasião de responder às grandes necessidades de nossos povos. Para isso, tem que seguir o caminho de Jesus e chegar a ser a boa samaritana como Ele. (CELAM, Documento de Aparecida, nº 176).
A assembleia cristã é a primeira realidade litúrgica da celebração: uma Igreja que se faz acontecimento local, uma comunidade que celebra (IGMR 7) e no meio da qual já desde o primeiro momento está presente Cristo, o Senhor (IGMR 7.28). É a primeira e mais insistente notícia que o NT e os escritos dos primeiros séculos nos deram sobre a Eucaristia: a reunião da comunidade. (ALDAZÁBAL, José. A eucaristia. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002. p. 390.)
Diante de situações difíceis e de famílias feridas, é necessário recordar sempre um princípio geral: “Saibam os pastores que, por amor à verdade, estão obrigados a discernir bem as situações” (FC, n. 84). O grau de responsabilidade não é igual em todos os casos, e podem existir fatores que limitam a capacidade de decisão. Por isso, enquanto se deve expressar claramente a doutrina, é preciso evitar juízos que não levam em consideração a complexidade das diversas situações e é necessário prestar atenção ao modo como as pessoas vivem e sofrem por causa da sua condição. (PAPA FRANCISCO, Amoris Leatitia, n.79)
Alguns teólogos recentes são de parecer que o fogo que simultaneamente queima e salva é o próprio Cristo, o Juiz e Salvador. O encontro com Ele é o ato decisivo do Juízo. Ante o seu olhar, funde-se toda a falsidade. É o encontro com Ele que, queimando-nos, nos transforma e liberta para nos tornar verdadeiramente nós mesmos. As coisas edificadas durante a vida podem então revelar-se palha seca, pura fanfarronice e desmoronar-se. Porém, na dor deste encontro, em que o impuro e o nocivo do nosso ser se tornam evidentes, está a salvação. O seu olhar, o toque do seu coração cura-nos através de uma transformação certamente dolorosa “como pelo fogo”. Contudo, é uma dor feliz, em que o poder santo do seu amor nos penetra como chama, consentindo-nos no final sermos totalmente nós mesmos e, por isso mesmo, totalmente de Deus. (PAPA BENTO XVI, Spe Salvi, nº 47)
A respeito do primeiro Concílio ecumênico realizado na Igreja, o de Niceia, no ano de 325, cuja finalidade era resolver questões cristológicas, em razão da comunhão eclesial e da ortodoxia da fé, é correto afirmar que o credo niceno teve por objetivo refutar e condenar o
A sagrada Liturgia não esgota a ação da Igreja, porque os homens, antes de poderem participar na Liturgia, precisam ouvir o apelo à fé e à conversão: “Como hão de invocar aquele em quem não creram? Ou como hão de crer sem o terem ouvido? Como poderão ouvir se não houver quem pregue? E como se há de pregar se não houver quem seja enviado?” (Rm10, 14-15). (CONCÍLIO VATICANO II, Constituição Sacrossanto Concílio, n.9)
O Sagrado Concílio, ouvindo religiosamente a palavra de Deus, proclamando-a com confiança, faz suas as palavras de S. João: “Anunciamo-vos a vida eterna, que estava junto do Pai e nos apareceu: anunciamo-vos o que vimos e ouvimos, para que também vós vivais em comunhão conosco, e a nossa comunhão seja com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo” (Jo 1,2-3). (CONCÍLIO VATICANO II, Dei Verbum, n.1)
Convido todo cristão, em qualquer lugar e situação que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de O procurar dia a dia sem cessar. Não há motivo para alguém poder pensar que este convite não lhe diz respeito, já que “da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluído”. Quem arrisca, o Senhor não o desilude; e, quando alguém dá um pequeno passo em direção a Jesus, descobre que Ele já aguardava de braços abertos a sua chegada. (PAPA FRANCISCO, A Alegria do Evangelho, n.3)
A evangelização obedece ao mandato missionário de Jesus: “Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado” (Mt 28, 19-20). Nesses versículos, aparece o momento em que o Ressuscitado envia os seus a pregar o Evangelho em todos os tempos e lugares, para que a fé n’Ele se estenda a todos os cantos da terra. (PAPA FRANCISCO, A Alegria do Evangelho, n.19)
O Concílio de Éfeso, de 431, teve por finalidade resolver a problemática levantada por Nestório, a respeito do uso, já corrente e popular na época, do termo Theotokos (Mãe de Deus), para se referir a Maria. Para Nestório, esse termo continha um erro teológico, pois julgava ser incorreto se referir a Maria como mãe do Verbo, de modo que seria apenas mãe do homem Jesus. Na contramão dessa posição, vigorou a teologia de Cirilo, que foi assumida como ortodoxa, de modo que o título Mãe de Deus foi reafirmado. A partir desse título mariano, levando-se em conta sua importância para a compreensão da fé, é teologicamente correto afirmar que
O Concílio Vaticano II, com sua Declaração Dignitatis Humanae, sobre a liberdade religiosa, insiste no direito, inerente a toda pessoa humana, de não ser coagida no que diz respeito à sua pertença religiosa.
O parágrafo primeiro do cânon 204, do Código de Direito Canônico, estabelece que fiéis são todos aqueles que, pelo batismo, são incorporados a Cristo e participam, a seu modo, do múnus sacerdotal, profético e régio de Cristo e são chamados a exercer, no mundo, a missão que Deus confiou à Igreja. Diante disso, segundo o que é definido pelos cânones 208-223, a respeito das obrigações e direitos de todos os fiéis, é correto afirmar que
O cânon 204, do Código de Direito Canônico, em seus dois parágrafos, evita estabelecer uma identificação pura e simples dos termos “Igreja de Cristo” e “Igreja Católica”, demonstrando abertura ecumênica, ao dar espaço para a compreensão de que outras denominações também compõem a Igreja de Cristo. Diante disso, tendo em vista o trânsito religioso entre igrejas cristãs, tão comum no cotidiano pastoral, uma das questões que surgem diz respeito à validade do batismo de uma pessoa convertida ao catolicismo, vindo de outra tradição cristã, tal como sugere o cânon 869 do Código. Estando, pois, o clérigo diante de uma situação da qual se duvide do batismo de cristão convertido ao catolicismo, após séria investigação, deve-se proceder com o chamado batismo sob condição (cf. cân 869), excluindo-se algumas tradições religiosas.
Adão, o primeiro homem, era efetivamente figura daquele futuro, isto é, de Cristo Senhor. Cristo, novo Adão, na própria revelação do mistério do Pai e do seu amor, revela o homem a si mesmo e descobre-lhe a sua vocação sublime. (Constituição Pastoral Gaudium et Spes, n. 22, do Concílio Vaticano II)
Dos Concílios da antiguidade cristã, o de Calcedônia, em 451, foi o que buscou resolver, de uma vez por todas, as questões levantadas a respeito da dupla natureza do Cristo e da constituição interna da sua pessoa. Toda a compreensão da fé cristã, desde então, necessariamente bebe dessa fonte da confissão de fé de Calcedônia.