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EsFCEx — Concurso de Admissão 2019 (CFO/QC 2020) — Comunicação Social — Caderno Tipo A

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar (CFO/QC) — Comunicação Social

EsFCEx2019Superior

70 questões nesta prova · página 2 de 4 · 70 com gabarito

História do Brasil República Velha — Política dos Governadores

EsFCEx 2019 Superior

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar (CFO/QC) — Comunicação Social · Caderno Tipo A

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Durante a República Velha, o presidente Campos Sales criou as bases para a implantação de um tipo de política que predominou do seu governo à Revolução de 1930: a Política dos Governadores. Tal política consistiu em
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Política dos Governadores: troca de favores entre federal e estaduais.

Criada por Campos Sales, a Política dos Governadores foi uma troca de apoio entre o governo federal e as oligarquias estaduais: o presidente reconhecia as elites locais e elas elegiam bancadas fiéis ao Executivo, mantendo os mesmos grupos no poder.

Análise das alternativas

B: não era uma política de intervenção contra a corrupção ou a desigualdade. C: descreve a política do café com leite, que é distinta. D: descreve o Convênio de Taubaté. E: refere-se à Aliança Liberal de 1930.

Referência: História do Brasil: República Velha.

Resolução comentada do VaiConcursos.

História do Brasil Redemocratização — Eleição Presidencial de 1985

EsFCEx 2019 Superior

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar (CFO/QC) — Comunicação Social · Caderno Tipo A

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A eleição presidencial brasileira de 1985 foi a última ocorrida de forma indireta, por meio de um colégio eleitoral, sob a égide da Constituição de 1967. Nesse pleito, a vitória coube à Aliança Democrática, que, em síntese, foi
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Aliança Democrática: PMDB e Frente Liberal em torno de Tancredo/Sarney.

A Aliança Democrática uniu o PMDB, principal partido de oposição, e a Frente Liberal, dissidência do PDS, para lançar a chapa Tancredo Neves/José Sarney no Colégio Eleitoral de 1985.

Análise das alternativas

A: o acordo não foi com Aureliano Chaves em troca de participação no governo como descrito. B: não visava barrar a esquerda. C: não era aliança do PDS com a oposição para blindar o regime. D: não foi uma aliança contra o 'Acordo de Minas'.

Referência: História do Brasil: redemocratização e eleição de 1985.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Geografia do Brasil Industrialização Brasileira

EsFCEx 2019 Superior

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar (CFO/QC) — Comunicação Social · Caderno Tipo A

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A respeito da industrialização brasileira, é correto afirmar que
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Concentração industrial no Centro-Sul decorreu do capital cafeeiro, do trabalho assalariado e do mercado interno.

A industrialização concentrou-se no Centro-Sul porque a economia cafeeira acumulou capital, o trabalho assalariado (imigrante) substituiu o escravo e o mercado consumidor interno cresceu.

Análise das alternativas

A: a descentralização para o Nordeste ligou-se sobretudo a incentivos fiscais. C: descreve a guerra fiscal de forma imprecisa, pois ela é uma disputa entre estados por indústrias, não competição entre indústrias. D: a lavoura paulista usou trabalho escravo no início. E: automóvel, máquina de lavar e televisão são bens duráveis.

Referência: História econômica do Brasil; industrialização brasileira.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Geografia do Brasil Urbanização — Metropolização

EsFCEx 2019 Superior

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar (CFO/QC) — Comunicação Social · Caderno Tipo A

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A respeito da metropolização das cidades brasileiras, assinale a afirmativa correta.
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Metropolização: espraiamento territorial, centralização e segregação.

A metropolização se caracteriza pela expansão da ocupação para além dos limites municipais e pela concentração de capital, serviços e infraestruturas no núcleo. O resultado é um uso desigual do território, que segrega a sociedade e fragmenta o espaço.

Análise das alternativas

A, B, D e E atribuem à metropolização efeitos de democratização, homogeneização, redução da desigualdade ou benefícios amplos à periferia, o que contraria a realidade de segregação e desigualdade desse processo.

Referência: Geografia urbana brasileira; metropolização e segregação socioespacial.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Geografia do Brasil Geomorfologia — Bacias Sedimentares

EsFCEx 2019 Superior

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar (CFO/QC) — Comunicação Social · Caderno Tipo A

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Ross destaca as plataformas ou crátons, bacias sedimentares e cadeias orogênicas como as principais macroformas que sustentam o relevo brasileiro, cujas rochas são anteriores à atual configuração do continente sul-americano. Especificamente sobre as grandes bacias sedimentares brasileiras, é correto afirmar que
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Bacias sedimentares brasileiras são do Fanerozoico.

As grandes bacias sedimentares brasileiras (Paraná, Amazonas, Parnaíba etc.) formaram-se no Fanerozoico, sobretudo no Paleozoico e Mesozoico. Por isso podem ser chamadas de bacias do Fanerozoico, conforme o gabarito.

Análise das alternativas

A: as bacias de São Paulo e Curitiba são pequenas bacias cenozoicas, não as principais. B: Parnaíba e Amazônica têm origem paleozoica, e a de Santos é mesozoica. C: confunde bacia hidrográfica com bacia sedimentar. E: a gênese dessas bacias é anterior à orogênese andina.

Referência: ROSS, J. Geografia do Brasil; compartimentação do relevo brasileiro.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Geografia do Brasil Desigualdades Regionais e Planejamento Regional

EsFCEx 2019 Superior

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar (CFO/QC) — Comunicação Social · Caderno Tipo A

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Às vezes, os fenômenos de crescimento registrados em algumas regiões deprimidas não significam que as disparidades regionais estejam em vias de diminuição ou de absorção. Se as atividades recentemente instaladas são responsáveis por relações privilegiadas com outras atividades locais ou pela utilização de matérias-primas da região, é possível que os efeitos cumulativos assim provocados contribuam para reduzir os desníveis. Em caso contrário, ocorre o crescimento estatístico, dito às vezes econômico, mas não crescimento social ou socioeconômico. (SANTOS, Milton. O Espaço Dividido: Dois Circuitos da Economia Urbana dos Países Subdesenvolvidos. São Paulo: Editora Universidade de São Paulo, 2008, p. 299 – 300.)

De acordo com a citação de Milton Santos acima, assinale a alternativa correta sobre os aspectos políticos, administrativos e socioeconômicos das regiões brasileiras.
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Planejamento brasileiro prioriza grandes projetos que beneficiam grandes corporações.

A citação de Milton Santos distingue crescimento estatístico de crescimento social e aponta que disparidades persistem. A alternativa E condiz com isso: a política brasileira tradicionalmente prioriza grandes projetos nacionais, que beneficiam sobretudo grandes corporações.

Análise das alternativas

A: os investimentos não reduziram as disparidades nem foram igualitários. B: a privatização dos anos 1990 não diminuiu as desigualdades regionais. C: o planejamento não obstruiu as transnacionais, que se beneficiaram dele. D: a abertura dos anos 1990 não fortaleceu a indústria nacional nem consolidou a integração.

Referência: SANTOS, Milton. O Espaço Dividido (2008).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Geografia do Brasil Transportes — Rede Ferroviária

EsFCEx 2019 Superior

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar (CFO/QC) — Comunicação Social · Caderno Tipo A

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Leia a reportagem a seguir:

Espera por viagens de trem completa 20 anos com linha e estações destruídas

(...) A atual administração do Distrito Federal fala na retomada do transporte de passageiro sobre trilhos. A ideia é atender principalmente aos moradores de cidades vizinhas da capital, ligando a Rodoferroviária a Valparaíso (GO), onde sequer há terminal.
A promessa era colocar o trem para rodar em caráter experimental em março, com apoio financeiro do governo federal. Mês passado, alegando não ter a verba da União, o governo do DF mudou a data para o “começo de 2020”. No entanto, não há locomotiva, vagão nem prédio para receber passageiros. Tampouco, funcionários para operar as locomotivas. Os trilhos precisam ser restaurados.
O projeto do governo de Ibaneis Rocha (MDB) é mais comedido que o apresentado, em junho de 2013, pelo governo federal e os então governadores do DF, Joaquim Roriz (MDB), e de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Eles anunciaram a retomada do transporte de passageiros entre Brasília e Luziânia (GO). Colocariam as composições para rodar sobre o trecho entre as estações Bernardo Sayão, no Núcleo Bandeirante, e Jardim Ingá, bairro populoso de Luziânia. Tudo ficou em promessas, ampliadas por Roriz e Perillo, anos depois, para um trem de alta velocidade entre Brasília e Goiânia.
Antes de elaborar o projeto, comitivas de Goiás e do GDF visitaram cidades da Itália, França e Alemanha para conhecer sistemas ferroviários e negociar com possíveis fornecedores. Mas o Ministério dos Transportes apontou a inviabilidade do plano. (...)
Inaugurada em 1968 para ligar a nova capital a Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, a linha férrea que parte da Rodoferroviária cruza áreas urbanas de grande densidade, nas periferias de Valparaíso e Luziânia. De lá, segue até Pires do Rio, no centro de Goiás. Mas são os 120 primeiros quilômetros que interessam ao brasiliense e aos moradores das cidades vizinhas. Pelos cálculos de especialistas, cerca de 600 mil pessoas poderiam ser beneficiadas pelo transporte de passageiros, interrompido no trecho em 1992, com a desativação da linha Bandeirante, que ligava Brasília a Campinas (SP).
Com a privatização da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1997, a linha brasiliense foi transferida à Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) por 30 anos, prorrogáveis por mais 30. Hoje, o trecho Brasília-Luziânia funciona sobre os escombros da linha férrea pontilhada de estações de passageiros. O ponto de partida é um cemitério de trens. No pátio de manobras da Rodoferroviária, dezenas de vagões, inclusive os que transportaram os últimos passageiros, há 27 anos, estão expostos ao vandalismo, tomados pelo mato. Vez ou outra recebem visita de grafiteiros. Do galpão para reparos, só sobrou o esqueleto. Saquearam todo o alambrado, geradores, janelas, portas, pisos, pias.
(Correio Brasiliense, 28/7/19, com adaptações)

Assinale a alternativa que retrate e explique a situação da falta de investimento na malha ferroviária em várias cidades do país.
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Resolução comentada

Investimento voltado ao rodoviarismo precarizou o transporte ferroviário.

A reportagem retrata o abandono da linha férrea, contexto de um país que priorizou o modelo rodoviário e o automóvel desde meados do século XX, em detrimento do transporte coletivo sobre trilhos. Isso explica a precarização ferroviária em várias cidades.

Análise das alternativas

B e D: a linha foi transferida à FCA na privatização da RFFSA, e o texto não diz que não havia interesse econômico no trecho. C: quem apontou inviabilidade foi o Ministério dos Transportes, sem comparar demandas. E: o abandono ferroviário não é compensado por investimento hidroviário, que também é deficiente.

Referência: Reportagem do Correio Brasiliense (28/7/2019); história dos transportes no Brasil.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Geografia do Brasil Geomorfologia — Classificação do Relevo Brasileiro (Ross)

EsFCEx 2019 Superior

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar (CFO/QC) — Comunicação Social · Caderno Tipo A

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Observe o mapa das Unidades de Relevo Brasileiro apresentado abaixo.

Mapa das unidades de relevo do Brasil segundo Ross, com as unidades identificadas por números de 1 a 28 e preenchimentos com padrões diferentes (hachuras, pontos, triângulos).

ROSS, Jurandyr L. Sanches (org.). Geografia do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008, encarte anexo ao livro.

De acordo com Ross (2008), as unidades de relevo numeradas 1, 4, 12, 13 são corretamente classificadas, respectivamente, como
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Geografia do Brasil Regionalização do Território Brasileiro

EsFCEx 2019 Superior

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar (CFO/QC) — Comunicação Social · Caderno Tipo A

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Observe as propostas regionais representadas pelos mapas a seguir:

Três mapas do Brasil com propostas de regionalização. Mapa A: regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Mapa B: Amazônia, Nordeste e Centro-Sul. Mapa C: Região Amazônica, Região Nordeste, Região Centro-Oeste e Região Concentrada. Os estados aparecem identificados por siglas.

Analise as afirmativas a seguir, a respeito das propostas regionais ilustradas no mapa.
I. O critério da regionalização é baseado na difusão diferencial do meio técnico-científico informacional e nas heranças do passado.
II. O critério da regionalização é principalmente de ordem natural, considerando ainda aspectos socioeconômicos. Essa divisão é empregada para fins estatísticos e didáticos.
III. O critério da regionalização é basicamente socioeconômico.

Assinale a alternativa que correlacione corretamente os mapas às descrições acima.
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Geografia do Brasil Recursos Energéticos

EsFCEx 2019 Superior

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar (CFO/QC) — Comunicação Social · Caderno Tipo A

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A respeito dos recursos energéticos e a produção de energia no Brasil, assinale a afirmativa correta.
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Desestatização parcial do setor elétrico e o apagão de 2001.

A alternativa C reflete a explicação do gabarito: a desestatização foi parcial (mais na distribuição do que na geração), o que gerou incertezas regulatórias, falta de investimentos privados e crise de planejamento, culminando no apagão de 2001.

Análise das alternativas

A: o grande potencial hidráulico não explorado está sobretudo na Amazônia, não no Centro-Oeste. B: a lenha é substituída em parte pelo GLP, mas a afirmação de substituição direta é exagerada. D: a biomassa de bagaço está concentrada em São Paulo, não em Pernambuco. E: a biomassa é plenamente viável e usada no Brasil.

Referência: Geografia do Brasil: matriz energética e reforma do setor elétrico nos anos 1990.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Jornalismo Reportagem — Apuração e Pesquisa

EsFCEx 2019 Superior

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar (CFO/QC) — Comunicação Social · Caderno Tipo A

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Texto 1
A primeira aproximação entre a etnografia, nos moldes da descrição densa proposta por Geertz, e o jornalismo dialógico, conforme perspectiva de Medina, é a necessidade da imersão na realidade, nos espaços onde as situações sociais se desenrolam. O repórter e o antropólogo precisam observar, sentir o cheiro, tocar e, de certa forma, se colocar em relação, em contato com os contextos e personagens sobre os quais tratam. Seja o pesquisador que passará semanas ou meses acompanhando uma comunidade alternativa (ou mesmo uma dinâmica urbana), seja o repórter que tem apenas parcos dias para investigar uma questão, o trabalho dos dois depende, antes de tudo, de um único procedimento, a observação empírica.
ROVIDA, Mara Ferreira. Etnografia e reportagem jornalística: aproximação possível para uma metodologia de pesquisa empírica. Líbero, São Paulo, v. 18, n. 35, p.77-88, jun.2015. Disponível em: <https://casperlibero.edu.br/wp-content/uploads/2015/08/Mara-Rovida.pdf>. Acesso em 24 jul. 2019.

Texto 2
Pesquisar, checar dados, rechecar com outras fontes, cruzar informações, descobrir mentiras antes que elas sejam publicadas, enterrar-se em calhamaços de documentos, pedir ajuda a quem entende para estudar papéis técnicos e balanços, andar muito, ouvir muito, perguntar muito e ter a sorte de contar com uma boa equipe, com um editor competente e um programador visual ainda mais… eis o caminho da boa reportagem.
CAMPOS, Pedro Celso. A reportagem. In: Observatório da Imprensa. Abril, 2002. Disponível em <http://observatoriodaimprensa.com.br/primeiras-edicoes/a-reportagem/> Acesso em 24 jul. 2019.

Com base nesse cenário, assinale a alternativa correta.
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Resolução comentada

Pauta, roteiro, planejamento e pesquisa são essenciais à boa reportagem.

Os dois textos destacam a imersão, a observação e a apuração rigorosa (pesquisar, checar, cruzar dados) como base da boa reportagem. Isso pressupõe planejamento, pauta, roteiro e pesquisa.

Análise das alternativas

A: contradiz a ênfase em método e checagem. B: o texto aproxima as áreas, mas não diz que o etnógrafo recorre a recursos jornalísticos. D: o plano de ação precede a ida a campo. E: o texto de Campos trata a pesquisa como indispensável.

Referência: ROVIDA (2015); CAMPOS, P. C. A reportagem (2002).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Jornalismo Conceito de Jornalismo e Papéis Sociais do Jornalista

EsFCEx 2019 Superior

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar (CFO/QC) — Comunicação Social · Caderno Tipo A

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O jornalismo é uma prática social que se distingue das outras pelo compromisso ético peculiar e pela dupla representação social: jornalistas podem ser vistos, de maneira ampla, como intermediários no tráfego social da informação ou, de maneira estrita, como agentes a serviço de causas consideradas nobres. A razão dessa duplicidade é histórica e suas consequências ganham relevância numa época em que as narrativas impostas se sobrepõem e determinam os fatos.
LAGE, N. Conceitos de Jornalismo e Papéis sociais Atribuídos aos Jornalistas. Pauta Geral - Estudos em Jornalismo, [s.l.], v. 1, n. 1, p.20-25, 30 jun. 2014.

Considerando as informações apresentadas, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I. No conceito amplo, que os críticos chamam de neutro, jornalismo é atividade de natureza técnica caracterizada por compromisso ético. O jornalista deve saber selecionar o que interessa e é útil ao público (o seu público, o público-alvo).

PORQUE

II. Em qualquer organização em que atue, o jornalista deverá empenhar-se pela mais ampla difusão dos fatos de interesses público, pela confiabilidade dos dados, relatos e análises de terceiros que divulga e pelo respeito à pluralidade de interesses que conflitam na sociedade.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
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Resolução comentada

Conceito amplo de jornalismo e dever ético do jornalista: II justifica I.

A I descreve o conceito amplo de jornalismo, técnico e com compromisso ético, em que o jornalista seleciona o que é útil ao público. A II detalha o compromisso ético (difusão de fatos de interesse público, confiabilidade e pluralidade). Esse compromisso é o que fundamenta a seleção responsável de informações da I, por isso a II justifica a I, conforme o gabarito.

Análise das alternativas

B: nega a relação de justificativa, mas o compromisso ético explica a natureza da atividade descrita na I. C e D: ambas as asserções são verdadeiras. E: nenhuma é falsa.

Referência: LAGE, N. Conceitos de Jornalismo e Papéis sociais atribuídos aos jornalistas (2014).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Jornalismo Ética Jornalística — Responsabilidade pela Informação

EsFCEx 2019 Superior

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar (CFO/QC) — Comunicação Social · Caderno Tipo A

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Caso o trabalho de informação de um jornalista tenha sido alterado por terceiros, a responsabilidade
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Alteração do trabalho por terceiros: responsabilidade deixa de ser do jornalista.

Segundo o gabarito oficial, o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros estabelece que o jornalista não é responsável por trabalho de informação alterado por terceiros, caso em que a responsabilidade deixa de ser dele.

Análise das alternativas

A: presume permissão, o que o Código não faz. C: o Código não condiciona a isenção a uma ressalva expressa do jornalista. D: não há previsão de responsabilidade solidária. E: atribuir a responsabilidade a quem publicou não é o que o Código prevê.

Referência: Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros (FENAJ), dispositivo sobre responsabilidade por trabalho alterado.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Jornalismo Fake News e Desinformação

EsFCEx 2019 Superior

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar (CFO/QC) — Comunicação Social · Caderno Tipo A

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O mundo acordou para o termo fake news e agora muito do que se lê, ouve e partilha nos meios de comunicação e nas redes sociais facilmente se enquadra neste âmbito. Fenômeno “recente e volátil”, as fake news são há muito uma preocupação dos agentes que estudam o campo da notícia e que nele trabalham mas complexificaram-se num contexto favorável a práticas de desinformação: as notícias falsas ecoam num ambiente propício à falsidade, explicam Schudson e Zelizer, ao referirem-se ao atual panorama mediático, em que tudo pode ser encenado e espetacularizado e a ideia da normalidade da falsificação se banalizou.
FERNANDES SILVA, A. Porque é que as fake news se transformaram em protagonistas do jornalismo contemporâneo? Comunicação Pública, [s. l.], v. 14, n. 26, p. 1–14, 2019 (adaptado).

Considerando o texto apresentado, avalie as afirmativas a seguir:
I. A disseminação de notícias falsas exerce um impacto direto nas disputas eleitorais e tem a capacidade de acentuar a polarização política.
II. Apesar de as notícias falsas serem um fenômeno antigo, as redes sociais e as novas tecnologias potencializaram as práticas de desinformação.
III. As fake news podem ser propagadas de maneira intencional, objetivando a manipulação das opiniões.

Assinale
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Resolução comentada

Fake news: impacto eleitoral, potencialização pelas redes e intencionalidade.

As três afirmativas são coerentes com o texto e com a literatura. As notícias falsas influenciam disputas eleitorais e acentuam a polarização; são um fenômeno antigo, potencializado por redes sociais e novas tecnologias; e podem ser disseminadas intencionalmente para manipular opiniões.

Análise das alternativas

A, B, C e D deixam de fora ao menos uma afirmativa verdadeira. Como I, II e III estão corretas, a resposta é E.

Referência: FERNANDES SILVA, A. Porque é que as fake news se transformaram em protagonistas do jornalismo contemporâneo? (2019).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Comunicação Organizacional Comunicação Corporativa e Pública — Canais e Gestão de Crise

EsFCEx 2019 Superior

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar (CFO/QC) — Comunicação Social · Caderno Tipo A

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Com relação ao gerenciamento e à condução de políticas e canais de comunicação no ambiente corporativo, assinale a afirmativa INCORRETA.
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Em crise, RP não deve priorizar somente o público externo.

A alternativa E é incorreta: na gestão de crise, o profissional de RP deve cuidar de todos os públicos, inclusive o interno (funcionários), e não apenas da imagem perante o público externo. Priorizar 'somente' o externo é um erro estratégico.

Análise das alternativas

A: accountability é a prestação de contas à sociedade, correta. B: o setor público deve divulgar informações institucionais em nome da transparência, aceita pelo gabarito. C: revistas customizadas atendem públicos interno e externo, correta. D: house organ é publicação para o público interno, correta.

Referência: Comunicação organizacional e gestão de crise (Kunsch; Forni).

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Teoria da Comunicação Mídia e Opinião Pública

EsFCEx 2019 Superior

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar (CFO/QC) — Comunicação Social · Caderno Tipo A

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A mídia exerce um papel de forte influência na vida e no cotidiano das pessoas. É um elemento importante na organização da esfera pública e deve ser encarada como elemento onipresente na ação, exposição e mediação, além de operar e dar visibilidade nos processos em comunicação. (...) A mídia não deve ser somente vista como importante e sim protagonista para todo e qualquer processo político e democrático da modernidade.
MARTINS, S. Mídia e opinião pública: estudo de caso sobre o mensalão nas ópticas dos jornais Folha de S. Paulo e o Estado de S. Paulo. Universitas. Arquitetura e Comunicação Social, [s. l.], v. 11, n. 2, p. 47–58, 2014.

Considerando a influência da mídia e o seu papel no processo de formação da opinião pública, analise as afirmativas a seguir:
I. A função da mídia, conhecida como o quarto poder, é de participar, divulgar e obter transparência e compromisso com a verdade naquilo a que se propõe na composição da informação.
II. O enquadramento noticioso é muito usado pela mídia quando se deseja modelar, ocultar, destacar e enfatizar algo.
III. A opinião pública não é afetada pelos veículos de comunicação de massa.

Assinale
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Resolução comentada

Mídia como quarto poder e enquadramento; a opinião pública é afetada pela mídia.

A I descreve a função atribuída à mídia como quarto poder: informar com transparência e compromisso com a verdade. A II está correta: o enquadramento (framing) serve para destacar, enfatizar, modelar ou ocultar aspectos da realidade. A III é falsa, pois o texto trata a mídia como forte influência na formação da opinião pública.

Análise das alternativas

A e B estão incompletas, pois I e II são ambas verdadeiras. D e E incluem a III, que é falsa. Só C está correta.

Referência: MARTINS, S. Mídia e opinião pública (2014); teoria do enquadramento.

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Teoria da Comunicação Estudos de Recepção

EsFCEx 2019 Superior

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar (CFO/QC) — Comunicação Social · Caderno Tipo A

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Pensar a comunicação a partir da recepção permite-nos entender melhor o papel dos meios de comunicação na vida da sociedade contemporânea, como eles atuam no cotidiano dos grupos sociais, nas diferentes comunidades e culturas. Permite-nos também sair da oposição emissor todo-poderoso versus receptor passivo ou, por outro lado, emissor neutro versus receptor/consumidor todo-poderoso.
PAULINO, R. A. Estudos de recepção para a crítica da comunicação. Comunicação & Educação, n. 17, p. 37-42, 30 abr. 2000.

Com base nesse fragmento de texto, infere-se que
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Resolução comentada

Estudos de recepção questionam a visão padronizada e previsível da mensagem.

O texto propõe sair da oposição entre emissor todo-poderoso e receptor passivo. Os estudos de recepção, ao enfatizar o papel ativo do receptor e o contexto sociocultural, questionam a perspectiva generalista, padronizada e previsível da mensagem transmitida.

Análise das alternativas

A: contraria a ideia de relativizar o poder do emissor. B: o texto não associa os estudos de recepção à internet. C: a recepção é diferenciada conforme contextos e culturas. E: o texto rejeita tanto o emissor todo-poderoso quanto o consumidor todo-poderoso.

Referência: PAULINO, R. A. Estudos de recepção para a crítica da comunicação (2000).

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Teoria da Comunicação Teoria do Agendamento (Agenda-Setting)

EsFCEx 2019 Superior

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A Teoria do Agendamento, ou do Agenda-Setting, foi apresentada por Maxwell McCombs e Donald Shaw, em 1972, em um estudo sobre eleições nos Estados Unidos. A ideia principal da teoria é que os meios de comunicação “agendam” o pensar social. McCombs trata a proposição, ainda, como Teoria da Agenda.
SOUSA, Ana Caroline da Silva Ribeiro; ROCHA, Liana Vidigal. Agenda-Setting e Twitter: um estudo da relação entre teoria e prática. In: SOUZA, Rose Maria Vidal de; MELO, José Marques de; MORAIS, Osvando J. de. Teorias da Comunicação: Correntes de Pensamento e Metodologia de Ensino. São Paulo: Intercom, 2014. p. 261-290.

Considerando o texto apresentado, analise as afirmativas a seguir:
I. Na Teoria do Agendamento, a mídia sugere quais temas devem fazer parte da agenda pública. Além disso, os veículos jornalísticos são a única fonte de informação da audiência.
II. O público pode agendar a mídia, com base em demandas para que ela dê visibilidade a temas que lhe interessam. A esse tipo de agendamento, dá-se o nome de contra-agendamento.
III. Os consumidores de produtos midiáticos tendem a considerar mais importantes os temas veiculados. Ou seja, os meios de comunicação agendam nossas conversas.

Assinale
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Resolução comentada

Agenda-setting: mídia pauta temas; público também pode contra-agendar.

A II está correta: o público pode pressionar a mídia a dar visibilidade a temas de seu interesse (contra-agendamento). A III está correta: o consumidor tende a atribuir mais importância aos temas veiculados, de modo que a mídia agenda as conversas. A I erra ao afirmar que os veículos jornalísticos são a única fonte de informação da audiência.

Análise das alternativas

A, C e E incluem a afirmativa I, que é falsa. B omite a III, que é verdadeira. Só D reúne II e III.

Referência: McCombs e Shaw (1972), Teoria do Agendamento.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Relações Públicas História das Relações Públicas

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Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar (CFO/QC) — Comunicação Social · Caderno Tipo A

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No Brasil, a prática de Relações Públicas teve início em 1914, por meio da empresa canadense de eletricidade Light and Power, que depois virou Eletropaulo, então sob a liderança de Eduardo Pinheiro Lobo, patrono da profissão no País. No entanto, apesar de algumas iniciativas isoladas anteriores na esfera governamental, seu desenvolvimento só viria a ocorrer de fato a partir da década de 1950. A esse respeito, assinale a alternativa correta.
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Resolução comentada

Evolução das Relações Públicas de função técnica para função estratégica.

A literatura da área mostra que as RP evoluíram de uma atuação meramente técnica (divulgação, execução de tarefas) para uma função estratégica, ligada à gestão de relacionamentos e à tomada de decisão nas organizações.

Análise das alternativas

B: a atividade evoluiu, sim. C: a Light era canadense e atuou no Brasil, não nos EUA. D: Eduardo Pinheiro Lobo é patrono no Brasil, por seu trabalho na Light em São Paulo, não no Canadá. E: o texto aponta a origem numa empresa canadense, e a prática brasileira se baseou em padrões norte-americanos, não europeus.

Referência: Texto do enunciado; literatura de História das Relações Públicas (Kunsch, Simões).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Teoria da Comunicação Indústria Cultural — Escola de Frankfurt

EsFCEx 2019 Superior

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar (CFO/QC) — Comunicação Social · Caderno Tipo A

Gabarito disponível

Indústria cultural, como se sabe, é um conceito de Theodor Adorno e Max Horkheimer (1985), expoentes da chamada Escola de Frankfurt, célebre por elaborar uma teoria crítica da sociedade. Em seu livro de 1947, Dialética do esclarecimento, eles conceberam o conceito a fim de pensar a questão da cultura no capitalismo recente. Estavam impactados pela experiência vivida no país cuja indústria cultural era a mais avançada, os Estados Unidos, no qual se exilaram de 1939 a 1949. Lá trabalharam no Projeto Princeton sobre o rádio, financiado pela Fundação Rockefeller e dirigido pelo sociólogo Paul Lazarsfeld, também exilado na academia americana, tendo como propósito estudar os efeitos da comunicação de massa na sociedade.
RIDENTI, M. A indústria cultural brasileira na formulação de Renato Ortiz. Ciências Sociais Unisinos, [s. l.], v. 54, n. 2, p. 156–160, 2018.

Com base na leitura do texto, analise as afirmativas a seguir:
I. De acordo com Adorno e Horkheimer, a indústria cultural envolve um processo integrado de produção de mercadorias culturais, constituindo uma lógica da produção de cultura no capitalismo tardio, submetida à mercantilização.
II. Quando os autores começaram a empregar essa terminologia, queriam analisar tendências sociais e estéticas e criticar o que consideravam novas formas de dominação pelo viés da cultura.
III. Segundo Adorno e Horkheimer, a técnica da Indústria Cultural levou à padronização e à produção em série.

Assinale
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Resolução comentada

Indústria cultural em Adorno e Horkheimer: mercantilização, crítica à dominação cultural e padronização.

As três afirmativas descrevem corretamente o conceito. A indústria cultural é um processo integrado de produção de mercadorias culturais no capitalismo tardio; os autores a analisaram criticando novas formas de dominação via cultura; e a técnica industrial levou à padronização e à produção em série dos bens culturais.

Análise das alternativas

A, B, C e D estão incorretas por excluírem alguma afirmativa verdadeira; todas as três (I, II e III) são corretas, o que torna E a certa.

Referência: ADORNO, T.; HORKHEIMER, M. Dialética do Esclarecimento (1947), capítulo 'A indústria cultural'.

Resolução comentada do VaiConcursos.