← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de Belo Horizonte · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio 25 questões nesta prova · página 1 de 2 · 24 com gabarito Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Porcentagem de mulheres sem curso superior. Sendo m a fração de mulheres, 0,2(1 − m) + 0,4m = 0,33, o que dá m = 0,65. Mulheres sem curso superior: 60% de 65% = 39%. Então x = 39, que é múltiplo de 3. A) 39 é ímpar. B) 39 = 3·13 não é primo. C) 39 não é quadrado perfeito. D) 39 não divide 50. Referência: Porcentagem e sistemas lineares. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Soma dos cubos das raízes via Girard. Em 2x² + x − 4 = 0, S = −1/2 e P = −2. Usando x₁³ + x₂³ = S³ − 3PS: (−1/8) − 3·(−2)·(−1/2) = −1/8 − 3 = −25/8. A) Tem o sinal trocado. C, D, E) Resultam de erro de sinal ou de cálculo na fórmula S³ − 3PS. Referência: Relações de Girard. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Mediana relativa à hipotenusa = metade da hipotenusa; calcular HM. Como AM = 6 cm é a mediana relativa à hipotenusa, BC = 12 cm. Pela relação métrica do cateto, AB² = BH·BC, então 16 = BH·12 e BH = 4/3. Como BM = 6, HM = 6 − 4/3 = 14/3 cm. A) 4/3 é o valor de BH, não de HM. C, D, E) Não resultam da relação AB² = BH·BC nem da diferença BM − BH. Referência: Relações métricas no triângulo retângulo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Finalidade do texto: refletir sobre tensões nas relações e apontar caminhos. A autora reflete sobre os conflitos nas relações interpessoais, sobretudo as familiares, e sugere caminhos para administrá-los: boa vontade, polidez, diálogo e autocrítica. Isso corresponde à alternativa D. A) O texto não atribui os conflitos apenas ao desrespeito dos filhos. B) Restringe-se aos pais e à polidez dos filhos, mas o texto se dirige a pais e filhos. C) Não culpa o conservadorismo paterno. E) Diz que os conflitos "podem" causar rupturas, não que "sempre" causam, e não propõe o enfrentamento direto. Referência: Interpretação de texto: finalidade e ideia central. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Sentido de "segunda pele" no texto. A expressão é metafórica: assim como a pele, as aprendizagens da infância ficam incorporadas ao indivíduo e o acompanham na vida adulta. Ela indica algo arraigado, que faz parte da pessoa. B) O texto diz que nem todas as aprendizagens são ultrapassadas ou erradas. C e D) Tomam a expressão ao pé da letra, como roupa. E) O trecho não instrui os jovens a usarem as aprendizagens da infância. Referência: Linguagem figurada: metáfora. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Crase por regência nominal + artigo feminino: "nocivo à manutenção". Em "resistência à mudança", a crase surge da preposição "a", exigida pelo substantivo "resistência", somada ao artigo "a" de "a mudança". Em "nocivo à manutenção", o adjetivo "nocivo" exige "a" e o substantivo feminino "manutenção" admite artigo, então há a mesma fusão a + a. A) "a modificações" está no plural e sem artigo, então não há crase. C) "a acordos" é palavra masculina plural, sem crase. D) "àqueles" teria crase, mas por a + aqueles (pronome demonstrativo), motivo diferente. E) "a uma" tem artigo indefinido, e não há crase antes de "uma". Referência: Crase: preposição a + artigo a, com regência nominal. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Inferir os sentimentos dos dois lados que nem sempre querem mudar. O texto diz que a resistência à mudança surge do fato de nenhum dos lados querer mudar e de cada um achar que o outro é quem erra. Daí a "resistência". Já a "empatia" é a capacidade, que o texto defende, de se colocar no lugar do outro para negociar. A, B, D) "simpatia", "afeição", "solidariedade" e "firmeza" indicam afeto ou união, o que não combina com o conflito descrito. E) "antipatia" não é sustentada pelo texto, e "resiliência" (capacidade de se adaptar) contraria a ideia de resistência à mudança. Referência: Interpretação de texto: inferência (ll. 22-26). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Colocação pronominal: em qual trecho o pronome não pode mudar de posição. Em "Espera-se que..." o verbo inicia a oração, e a norma culta não admite próclise no início de frase ("Se espera" seria inadequado). A ênclise é, portanto, obrigatória, e a posição do pronome não pode ser alterada. A) "deve revestir-se" é possível, pois o pronome pode vir depois do infinitivo. B) "acabam transformando-se" é possível, pois o pronome pode seguir o gerúndio. C) a posição do "lhe" pode variar, com ressalvas, já que o verbo está no futuro e o pronome vem antes dele. D) "Jovens se queixarem" é possível, porque o sujeito expresso permite próclise. Referência: Colocação pronominal: ênclise obrigatória com verbo no início da oração. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Trecho em que 'que' é pronome relativo com referente. Em 'posturas que queremos realmente preservar', o 'que' retoma 'posturas' e funciona como objeto direto de 'queremos preservar'. É pronome relativo com antecedente. A, B, C e E: o 'que' é conjunção integrante, introduzindo oração subjetiva ou completiva, sem retomar um termo anterior. Referência: Pronome relativo; coesão referencial. Resolução comentada do VaiConcursos.CMBH — Concurso de Admissão 2020/2021 — 1º ano do Ensino Médio — Matemática, Língua Portuguesa e Produção Textual (Redação)
, o valor de x + y é igual a:
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É correto afirmar que:
Há algum tempo, as famosas placas amarelas vigoravam no Brasil e eram compostas por duas letras seguidas de quatro algarismos:
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Um dos motivos para incluir mais letras ou substituir algarismos por letras é aumentar as possibilidades de se fabricar placas novas para mais veículos em circulação.
Considerando-se que seja possível utilizar todas as letras do alfabeto e todos os algarismos, a razão entre o total de placas do novo modelo e o total de placas amarelas antigas é:
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Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
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O conjunto imagem de f é:
Um competidor acertou o alvo no momento em que ele atingiu sua altura máxima. Sabendo-se que os pontos C(0, 3) e D(−1,0) pertencem à parábola, a equação que descreve a trajetória do tiro é:
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A estratégia adotada por Djokovic foi a mudança de sua posição inicial quando o adversário ia sacar (movimento que dá início à disputa de um ponto). Ele deixou o ponto A para se posicionar no ponto B, como mostra o esquema abaixo, no qual a posição de Raonic ao sacar é representada pelo ponto R.
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Quando Djokovic estava posicionado em A, precisava atingir a bola no momento em que ela passava sobre o ponto C, sendo A̅C̅ = 3m. Contudo, o tenista estava com dificuldades para conseguir rebater a bola nessa situação. Ao se posicionar em B, passou a atingir a bola com mais facilidade e, depois disso, conseguiu jogar melhor e vencer a partida.
Considere que:
• os pontos A e B estão sobre a bissetriz interna de um dos ângulos de um triângulo isósceles, do qual o lado R̅C̅ é um dos lados congruentes e o ponto A está na base desse triângulo; e
• a distância de Raonic até Djokovic, quando este estava no ponto A, era de 27m. Para se posicionar em B, Djokovic andou 1,5 m.
A opção que mais se aproxima da diferença, em metros, entre A̅C̅ e B̅D̅, sendo D um ponto sobre o lado R̅C̅, com A̅C̅//B̅D̅, é:
Sendo A̅H̅ a altura relativa à hipotenusa, pode-se afirmar que o segmento H̅M̅ mede:Resolução comentada
Análise das alternativas
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Um banco concede um empréstimo de C reais a uma pessoa cobrando 4 prestações mensais de P reais cada uma, com a primeira vencendo daqui a um mês. Se a taxa de juros compostos foi de i% a.m., então a relação entre C, P e i é dada por:
Lembrete: (a + b)⁴ = a⁴ + 4a³b + 6a²b² + 4ab³ + b⁴
TEXTO 1
Melhorando as relações
Tania Zagury
1 Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem
2 sempre de forma muito delicada, é bem comum.
3 Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se
4 transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer
5 que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam
6 repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam
7 posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as
8 regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.
9 Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que
10 os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos
11 como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com
12 agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de
13 relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.
14 Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o
15 entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda
16 habilidade.
17 Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais
18 e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto
19 de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. E quem deseja
20 mudanças tem de compreender que só muda quem quer mudar – e quem está
21 convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a
22 quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o
23 que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.
24 A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é
25 sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro
26 mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.
27 No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.
28 No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente
29 agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre
30 estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre
31 que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,
32 perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar
33 conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,
34 paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,
35 compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às
36 vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar
37 adequadamente.
38 A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,
39 portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve
40 conversar de forma educada – e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, cabe-
41 lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar
42 atitudes maduras.
43 Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a
44 batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.
Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte: Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário.
Texto adaptado.
Tania Zagury é filósofa, professora, escritora e conferencista. Escreveu aproximadamente 34 livros os quais foram publicados em nove países. Seu interesse pelo ensino iniciou aos 11 anos, quando produziu uma cartilha para alfabetizar sua irmã de 5 anos. A grande paixão de sua vida sempre foi o ensino público e gratuito.
A finalidade do texto 1 é:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1
Melhorando as relações
Tania Zagury
1 Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem
2 sempre de forma muito delicada, é bem comum.
3 Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se
4 transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer
5 que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam
6 repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam
7 posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as
8 regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.
9 Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que
10 os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos
11 como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com
12 agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de
13 relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.
14 Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o
15 entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda
16 habilidade.
17 Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais
18 e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto
19 de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. E quem deseja
20 mudanças tem de compreender que só muda quem quer mudar – e quem está
21 convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a
22 quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o
23 que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.
24 A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é
25 sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro
26 mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.
27 No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.
28 No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente
29 agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre
30 estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre
31 que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,
32 perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar
33 conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,
34 paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,
35 compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às
36 vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar
37 adequadamente.
38 A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,
39 portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve
40 conversar de forma educada – e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, cabe-
41 lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar
42 atitudes maduras.
43 Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a
44 batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.
Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte: Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário.
Texto adaptado.
Tania Zagury é filósofa, professora, escritora e conferencista. Escreveu aproximadamente 34 livros os quais foram publicados em nove países. Seu interesse pelo ensino iniciou aos 11 anos, quando produziu uma cartilha para alfabetizar sua irmã de 5 anos. A grande paixão de sua vida sempre foi o ensino público e gratuito.
No segundo parágrafo do texto 1, a autora utiliza-se da expressão “segunda pele” para:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1
Melhorando as relações
Tania Zagury
1 Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem
2 sempre de forma muito delicada, é bem comum.
3 Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se
4 transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer
5 que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam
6 repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam
7 posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as
8 regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.
9 Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que
10 os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos
11 como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com
12 agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de
13 relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.
14 Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o
15 entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda
16 habilidade.
17 Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais
18 e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto
19 de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. E quem deseja
20 mudanças tem de compreender que só muda quem quer mudar – e quem está
21 convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a
22 quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o
23 que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.
24 A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é
25 sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro
26 mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.
27 No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.
28 No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente
29 agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre
30 estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre
31 que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,
32 perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar
33 conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,
34 paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,
35 compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às
36 vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar
37 adequadamente.
38 A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,
39 portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve
40 conversar de forma educada – e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, cabe-
41 lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar
42 atitudes maduras.
43 Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a
44 batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.
Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte: Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário.
Texto adaptado.
Tania Zagury é filósofa, professora, escritora e conferencista. Escreveu aproximadamente 34 livros os quais foram publicados em nove países. Seu interesse pelo ensino iniciou aos 11 anos, quando produziu uma cartilha para alfabetizar sua irmã de 5 anos. A grande paixão de sua vida sempre foi o ensino público e gratuito.
Assinale a opção em que a tese destacada nas frases abaixo, inferidas do texto 1, é corroborada pelo argumento que a segue:
TEXTO 1
Melhorando as relações
Tania Zagury
1 Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem
2 sempre de forma muito delicada, é bem comum.
3 Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se
4 transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer
5 que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam
6 repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam
7 posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as
8 regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.
9 Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que
10 os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos
11 como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com
12 agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de
13 relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.
14 Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o
15 entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda
16 habilidade.
17 Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais
18 e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto
19 de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. E quem deseja
20 mudanças tem de compreender que só muda quem quer mudar – e quem está
21 convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a
22 quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o
23 que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.
24 A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é
25 sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro
26 mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.
27 No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.
28 No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente
29 agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre
30 estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre
31 que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,
32 perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar
33 conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,
34 paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,
35 compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às
36 vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar
37 adequadamente.
38 A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,
39 portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve
40 conversar de forma educada – e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, cabe-
41 lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar
42 atitudes maduras.
43 Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a
44 batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.
Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte: Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário.
Texto adaptado.
Tania Zagury é filósofa, professora, escritora e conferencista. Escreveu aproximadamente 34 livros os quais foram publicados em nove países. Seu interesse pelo ensino iniciou aos 11 anos, quando produziu uma cartilha para alfabetizar sua irmã de 5 anos. A grande paixão de sua vida sempre foi o ensino público e gratuito.
Assinale a alternativa em que ocorre mudança de sentido alterando-se a posição do termo caracterizador em relação ao vocábulo destacado.
TEXTO 1
Melhorando as relações
Tania Zagury
1 Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem
2 sempre de forma muito delicada, é bem comum.
3 Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se
4 transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer
5 que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam
6 repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam
7 posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as
8 regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.
9 Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que
10 os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos
11 como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com
12 agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de
13 relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.
14 Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o
15 entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda
16 habilidade.
17 Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais
18 e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto
19 de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. E quem deseja
20 mudanças tem de compreender que só muda quem quer mudar – e quem está
21 convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a
22 quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o
23 que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.
24 A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é
25 sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro
26 mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.
27 No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.
28 No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente
29 agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre
30 estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre
31 que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,
32 perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar
33 conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,
34 paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,
35 compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às
36 vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar
37 adequadamente.
38 A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,
39 portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve
40 conversar de forma educada – e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, cabe-
41 lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar
42 atitudes maduras.
43 Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a
44 batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.
Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte: Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário.
Texto adaptado.
Tania Zagury é filósofa, professora, escritora e conferencista. Escreveu aproximadamente 34 livros os quais foram publicados em nove países. Seu interesse pelo ensino iniciou aos 11 anos, quando produziu uma cartilha para alfabetizar sua irmã de 5 anos. A grande paixão de sua vida sempre foi o ensino público e gratuito.
Observe o emprego da crase em:
“A resistência à mudança surge daí.” (l.24)
Indique em que alternativa deve ocorrer o acento grave indicativo de crase pelo mesmo motivo do excerto apresentado.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1
Melhorando as relações
Tania Zagury
1 Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem
2 sempre de forma muito delicada, é bem comum.
3 Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se
4 transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer
5 que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam
6 repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam
7 posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as
8 regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.
9 Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que
10 os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos
11 como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com
12 agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de
13 relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.
14 Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o
15 entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda
16 habilidade.
17 Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais
18 e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto
19 de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. E quem deseja
20 mudanças tem de compreender que só muda quem quer mudar – e quem está
21 convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a
22 quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o
23 que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.
24 A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é
25 sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro
26 mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.
27 No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.
28 No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente
29 agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre
30 estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre
31 que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,
32 perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar
33 conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,
34 paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,
35 compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às
36 vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar
37 adequadamente.
38 A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,
39 portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve
40 conversar de forma educada – e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, cabe-
41 lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar
42 atitudes maduras.
43 Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a
44 batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.
Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte: Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário.
Texto adaptado.
Tania Zagury é filósofa, professora, escritora e conferencista. Escreveu aproximadamente 34 livros os quais foram publicados em nove países. Seu interesse pelo ensino iniciou aos 11 anos, quando produziu uma cartilha para alfabetizar sua irmã de 5 anos. A grande paixão de sua vida sempre foi o ensino público e gratuito.
Leia o fragmento a seguir:
“E o que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.” (ll. 22 e 23)
A partir do contexto em que está inserido o fragmento acima, pode-se inferir que há, entre os lados citados, os seguintes sentimentos:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1
Melhorando as relações
Tania Zagury
1 Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem
2 sempre de forma muito delicada, é bem comum.
3 Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se
4 transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer
5 que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam
6 repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam
7 posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as
8 regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.
9 Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que
10 os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos
11 como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com
12 agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de
13 relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.
14 Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o
15 entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda
16 habilidade.
17 Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais
18 e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto
19 de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. E quem deseja
20 mudanças tem de compreender que só muda quem quer mudar – e quem está
21 convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a
22 quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o
23 que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.
24 A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é
25 sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro
26 mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.
27 No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.
28 No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente
29 agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre
30 estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre
31 que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,
32 perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar
33 conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,
34 paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,
35 compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às
36 vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar
37 adequadamente.
38 A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,
39 portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve
40 conversar de forma educada – e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, cabe-
41 lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar
42 atitudes maduras.
43 Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a
44 batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.
Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte: Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário.
Texto adaptado.
Tania Zagury é filósofa, professora, escritora e conferencista. Escreveu aproximadamente 34 livros os quais foram publicados em nove países. Seu interesse pelo ensino iniciou aos 11 anos, quando produziu uma cartilha para alfabetizar sua irmã de 5 anos. A grande paixão de sua vida sempre foi o ensino público e gratuito.
A posição do pronome, em relação ao verbo, só não pode ser alterada em:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1
Melhorando as relações
Tania Zagury
1 Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem
2 sempre de forma muito delicada, é bem comum.
3 Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se
4 transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer
5 que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam
6 repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam
7 posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as
8 regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.
9 Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que
10 os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos
11 como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com
12 agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de
13 relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.
14 Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o
15 entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda
16 habilidade.
17 Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais
18 e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto
19 de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. E quem deseja
20 mudanças tem de compreender que só muda quem quer mudar – e quem está
21 convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a
22 quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o
23 que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.
24 A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é
25 sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro
26 mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.
27 No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.
28 No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente
29 agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre
30 estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre
31 que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,
32 perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar
33 conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,
34 paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,
35 compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às
36 vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar
37 adequadamente.
38 A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,
39 portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve
40 conversar de forma educada – e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, cabe-
41 lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar
42 atitudes maduras.
43 Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a
44 batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.
Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte: Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário.
Texto adaptado.
Tania Zagury é filósofa, professora, escritora e conferencista. Escreveu aproximadamente 34 livros os quais foram publicados em nove países. Seu interesse pelo ensino iniciou aos 11 anos, quando produziu uma cartilha para alfabetizar sua irmã de 5 anos. A grande paixão de sua vida sempre foi o ensino público e gratuito.
Assinale a opção cujo trecho contenha um referente para o termo que:Resolução comentada
Análise das alternativas
Sabendo que
Considere as seguintes afirmativas, no universo do conjunto dos números reais:
A nova placa de identificação de veículos passou a valer em Minas Gerais no ano de 2020. Além de ser um modelo usado em todo o Mercosul, possuir “QR Code” com informações do veículo e apresentar marca d’água, ela é composta por sete caracteres, sendo os três primeiros e o quinto letras e o restante, algarismos.
O triângulo retângulo ABC está inscrito numa circunferência de raio igual a 4cm, conforme se vê na figura abaixo. O cateto A̅C̅ desse triângulo mede 4√3cm. A área da região sombreada mede, em centímetros quadrados:
Numa determinada população, 33% das pessoas possuem curso superior, 20% dos homens possuem curso superior e 40% das mulheres possuem curso superior. A porcentagem de mulheres na população que NÃO possui curso superior é x%. Podemos afirmar que:
Considere a equação 2x² + x − 4 = 0, com raízes x₁ e x₂. Logo, a soma (x₁)³ + (x₂)³ é igual a:
Considere a função f definida por
Uma das atividades propostas para a comemoração do aniversário de 65 anos do CMBH foi uma competição de tiro. Essa competição consiste em lançar um alvo do ponto B(3, 0), descrevendo uma trajetória parabólica. O competidor, situado no ponto A(−2, 0), deve realizar um disparo retilíneo e acertar o alvo.
Na final do torneio de tênis Masters 1000, de Cincinnati em 2020, o sérvio Novak Djokovic venceu o canadense Milos Raonic, sagrando-se campeão. Antes, porém, o primeiro set da partida havia terminado com vitória do canadense por 6x1.
Considere o triângulo retângulo ABC, retângulo em A. Seja A̅M̅ = 6cm a mediana relativa à hipotenusa. Sabe-se que A̅B̅ = 4cm é um cateto desse triângulo.
O quadrilátero ABCD, inscrito numa circunferência, está representado na figura abaixo. Sabe-se que A̅B̅ = 7cm, B̅C̅ = 8cm, C̅D̅ = 6cm e o ângulo AB̂C = 120º. A medida do lado A̅D̅ desse quadrilátero, em centímetros, é dada por:
Realizar um empréstimo e pagá-lo em 4 prestações mensais e iguais a P, com a primeira vencendo daqui a um mês, significa que o valor emprestado foi dividido em 4 partes C₁, C₂, C₃ e C₄ que gerarão um montante P daqui a 1, 2, 3 e 4 meses, respectivamente.
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
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