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Colégio Militar de Fortaleza — Concurso de Admissão 2020/2021 — 6º Ano do Ensino Fundamental — Matemática, Língua Portuguesa e Redação

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza2020Fundamental

25 questões nesta prova · página 1 de 2 · 24 com gabarito

Matemática Operações com números decimais

Colégio Militar de Fortaleza 2020 Fundamental

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Gabarito disponível

Os irmãos Jorge e Carlos são vendedores de pipoca e amendoim em um estádio de futebol. Jorge vende pipoca pelo preço de R$ 2,80 cada pacote, e Carlos vende amendoim pelo preço de R$ 3,60 cada pacote. Certo domingo, de estádio lotado, com todas as cadeiras ocupadas, observou-se que, nos primeiros 15 minutos de jogo, Jorge vendeu um pacote de pipoca para cada um dos torcedores que ocupavam as cadeiras do número 128 ao número 195, e Carlos vendeu um pacote de amendoim para cada um dos torcedores que ocupavam as cadeiras entre o número 239 e o número 283. Quanto ao faturamento do domingo em questão, nos primeiros 15 minutos de jogo, podemos dizer que
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Resolução comentada

Jorge faturou R$ 35,60 a mais do que Carlos.

Jorge vendeu para as cadeiras de 128 a 195, que são 68 pacotes: 68 × 2,80 = R$ 190,40. Carlos vendeu para as cadeiras entre 239 e 283, excluindo os extremos, que são 43 pacotes: 43 × 3,60 = R$ 154,80. A diferença é 190,40 − 154,80 = R$ 35,60.

Análise das alternativas

A e D) Diferenças erradas. B) Jorge faturou mais de R$ 190,00 (190,40). E) Carlos faturou menos de R$ 155,00 (154,80).

Referência: Operações com decimais e contagem de termos em intervalo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Média aritmética

Colégio Militar de Fortaleza 2020 Fundamental

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Em um jantar estão presentes três casais, cada casal com um filho. Ao comentarem suas alturas, constataram que cada esposa é 20 cm menor que seu marido, e que cada filho é 30 cm menor que sua mãe. Com a informação de que a altura dos maridos de cada casal é conforme a tabela abaixo, podemos concluir que

Nome do marido | Altura
Manoel | 1,80 m
João | 1,72 m
Joaquim | 1,65 m
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Resolução comentada

A média das alturas de todos os presentes é 1,49 m.

As esposas medem 1,60; 1,52 e 1,45 m, e os filhos 1,30; 1,22 e 1,15 m. Os maridos somam 5,17 m, as esposas 4,57 m e os filhos 3,67 m. O total é 13,41 m para 9 pessoas, e 13,41 ÷ 9 = 1,49 m.

Análise das alternativas

A) A média das esposas é 4,57 ÷ 3 ≈ 1,52 m só se arredondada de forma errada; o gabarito oficial indica E como a correta. B) Os filhos têm média ≈ 1,22 m, não 1,24. C) A família de João tem média (1,72 + 1,52 + 1,22) ÷ 3 ≈ 1,49 m, não 1,48. D) A família de Joaquim tem média (1,65 + 1,45 + 1,15) ÷ 3 ≈ 1,42 m, não 1,40.

Referência: Média aritmética.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Probabilidade

Colégio Militar de Fortaleza 2020 Fundamental

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O novo modelo de placa de veículo padrão, adotado pelos países do Mercosul, possui uma sequência de três letras, um dígito, outra letra e mais dois dígitos. Veja o modelo da placa abaixo:
Placa de veículo no padrão Mercosul, com a faixa azul superior com a palavra BRASIL e a bandeira do Brasil, e os caracteres CMF2K21.
Sabendo que as letras e os números de uma placa são escolhidos de forma aleatória, a probabilidade de uma placa apresentar as letras C, M e F juntas e nessa ordem
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Matemática MMC e MDC

Colégio Militar de Fortaleza 2020 Fundamental

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O quadrado mágico 3x3 consiste em preencher uma tabela com os números de 1 a 9, de forma que cada linha, coluna e diagonal tenha soma igual a 15. Observe abaixo um quadrado mágico preenchido, juntamente com a soma de cada linha, coluna e diagonal:
Quadrado mágico 3x3 preenchido. Primeira linha: 2, 9, 4. Segunda linha: 7, 5, 3. Terceira linha: 6, 1, 8. Setas indicam soma 15 em cada linha, cada coluna e cada diagonal.
Em uma aula, a professora de Matemática preencheu um quadrado mágico corretamente e em seguida substituiu três números pelas letras A, B e C, conforme representado abaixo:
Quadrado mágico 3x3 com três letras. Primeira linha: A, 1, 8. Segunda linha: 7, 5, B. Terceira linha: C, 9, 4.
De acordo com essas informações, é correto afirmar que
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Matemática Problemas com frações

Colégio Militar de Fortaleza 2020 Fundamental

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Joãozinho ganhou uma bola feita de um material que possui uma elasticidade incrível. Brincando, Joãozinho deixou a bola cair pela janela de seu apartamento de uma altura de 75 metros. A bola quicou na calçada da piscina do prédio 4 vezes e, quando deveria tocar o solo pela quinta vez, caiu dentro da piscina, parando na água. Sabendo que esta bola, cada vez que tocou o solo, subiu 3/5 da altura anterior, desprezando-se o deslocamento lateral, podemos afirmar que a bola percorreu verticalmente um total de
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Resolução comentada

A bola percorreu 270,84 m.

Primeiro a bola cai 75 m. Cada quique sobe 3/5 da altura anterior: 45, 27, 16,2 e 9,72 m. Cada altura é subida e descida, então conta duas vezes, exceto que após o 4º quique ela desce os 9,72 m na piscina. Total: 75 + 2(45 + 27 + 16,2 + 9,72) = 75 + 195,84 = 270,84 m.

Análise das alternativas

C) 195,84 é só o dobro das alturas, sem a queda inicial de 75 m. A, D e E resultam de contar mais quiques, ou menos, ou de errar o fator de duplicação.

Referência: Problemas com frações e movimento vertical.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Dízimas periódicas

Colégio Militar de Fortaleza 2020 Fundamental

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Três pescadores combinaram antes de saírem para o mar que: metade dos peixes pescados seria do pescador dono do barco; 0,333... dos peixes pescados seria do pescador dono da rede; 0,111... dos peixes pescados seria do pescador remador; e que 0,0555... dos peixes pescados seria dos gatos. Porém, ao voltarem à praia, constataram que pescaram apenas 29 peixes, e que a divisão se tornou impossível. Para que a divisão dos peixes fosse possível, eles deveriam ter pescado N peixes a mais. Considerando o menor valor possível para o número N, é correto afirmar que
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Resolução comentada

O total de peixes precisa ser múltiplo de 18, então N = 7, que é primo de um dígito.

As frações são 1/2, 1/3, 1/9 e 0,0555... = 1/18. A soma é 9/18 + 6/18 + 2/18 + 1/18 = 1. Para a divisão ser exata, o total deve ser múltiplo de 18. O menor múltiplo de 18 maior que 29 é 36, então N = 36 − 29 = 7, primo de um dígito.

Análise das alternativas

A) Errada: 7 não é composto. B) e C) Errada: 7 não é múltiplo de 3 nem de 5. E) Errada: 7 tem um só dígito.

Referência: Dízimas periódicas, frações geratrizes e múltiplos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Volume e capacidade — conversão de unidades

Colégio Militar de Fortaleza 2020 Fundamental

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A piscina de um residencial possui formato de um paralelepípedo de faces retangulares, cujas dimensões de comprimento e largura são, respectivamente, 3 decâmetros e 12 metros. Para ser realizado um pequeno reparo na piscina, retirou-se certa quantidade de água até que ela chegasse ao nível de 1 metro abaixo da borda. Depois do reparo feito, qual a quantidade de água, em litros, que deve ser reposta na piscina para que o nível da água fique a 20 centímetros da borda?
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Resolução comentada

Devem ser repostos 288.000 L, o equivalente a 0,8 m de altura.

A piscina mede 30 m × 12 m = 360 m². O nível sobe de 1 m abaixo da borda para 0,2 m abaixo da borda, ou seja, 0,8 m. O volume é 360 × 0,8 = 288 m³ = 288.000 L.

Análise das alternativas

A e B esquecem a conversão de m³ para litros. C) usa a altura errada (0,2 m). E) usa a altura de 1 m inteira (360 m³).

Referência: Volume do paralelepípedo e conversão m³ para litros.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Porcentagem — interpretação de gráficos

Colégio Militar de Fortaleza 2020 Fundamental

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Numa determinada escola de Fortaleza, os alunos do 6º Ano fizeram uma pesquisa de preferências por bandas de k-pop entre seus colegas e obtiveram os resultados de acordo com o gráfico abaixo:
Gráfico de colunas intitulado Preferências por bandas de k-pop, legenda Quantidade de alunos. Valores: A, 48; B, 5; C, 4; outras bandas, 15; não opinaram, 18.
De acordo com essas informações,
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Matemática Prismas — vértices, arestas e faces

Colégio Militar de Fortaleza 2020 Fundamental

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Um prisma é um sólido geométrico que possui duas bases idênticas e paralelas.
Vₙ, Aₙ, Fₙ e, respectivamente, são a quantidade de Vértices, Arestas e Faces de um prisma qualquer, em que n representa a quantidade de lados que o polígono da base possui. Observe um prisma pentagonal na imagem abaixo:
Desenho em perspectiva de um prisma de base pentagonal, com uma base clara à frente e faces laterais em cinza.
Para o prisma pentagonal, temos V₅, F₅ e A₅.
Dessa forma, a diferença entre V₇ × F₇ + A₇ e V₆ × F₆ + A₆ é
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Matemática Resolução de problemas — operações inversas

Colégio Militar de Fortaleza 2020 Fundamental

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Os alunos A, B e C do 6º Ano do Ensino Fundamental do Colégio Militar de Fortaleza estavam jogando tiro ao alvo com dardos. Em cada partida disputada, o último colocado pagava aos outros dois a respectiva quantidade de fichas até então possuída por cada um deles. Foram disputadas três partidas e cada um deles perdeu, na seguinte ordem: Aluno C, Aluno A e Aluno B, ficando respectivamente, com 32, 48 e 8 fichas. O número inicial de fichas do Aluno B era
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Resolução comentada

Trabalhando de trás para frente, o Aluno B começou com 12 fichas.

A ordem dos perdedores é C, A, B, com finais C = 32, A = 48 e B = 8 (total 88). Desfazendo a 3ª partida (B perdeu): A = 24, C = 16, B = 48. Desfazendo a 2ª (A perdeu): B = 24, C = 8, A = 56. Desfazendo a 1ª (C perdeu): A = 28, B = 12, C = 48. Logo B começou com 12.

Análise das alternativas

B, C, D e E não reproduzem os resultados finais ao refazer as três partidas na ordem em que foram jogadas. Só 12 fichas leva a 32, 48 e 8.

Referência: Resolução de problemas por operações inversas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Critérios de divisibilidade

Colégio Militar de Fortaleza 2020 Fundamental

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Um proprietário de uma lanchonete comprou certa quantidade de chocolate. Após chegar à sua loja, observou que na nota de compra aparecem o número de unidades adquiridas e o preço total pago. Entretanto, dois dígitos do preço total pago estão ilegíveis e o valor aparece assim: R$ *27,7*. Sabendo que o número de unidades foi igual a 72, qual foi o preço pago na unidade do produto?
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Resolução comentada

O preço é R$ 527,76 e, dividido por 72, dá R$ 7,33.

O número a277b (em centavos) precisa ser divisível por 72, isto é, por 8 e por 9. Por 8, os três últimos algarismos 77b exigem b = 6 (776 = 8·97). Por 9, a soma a + 2 + 7 + 7 + 6 = 22 + a precisa ser múltiplo de 9, então a = 5. O preço é R$ 527,76, e 527,76 ÷ 72 = 7,33.

Análise das alternativas

B, C, D e E, multiplicados por 72, não dão um valor no formato *27,7*. Por exemplo, 5,94 × 72 = 427,68. Por isso só A está correta.

Referência: Critérios de divisibilidade por 8 e por 9.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Área e perímetro do retângulo

Colégio Militar de Fortaleza 2020 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

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Na cidade de Canindé-CE, uma empresa adquiriu uma grande área de terra e loteou-a para a construção de um novo bairro residencial. Ela anunciou que o metro quadrado de terra nesse loteamento seria de R$ 250,00. João comprou dois lotes de terra retangulares, um com 66 metros de perímetro para construir sua casa, e o outro com 3/4 da área do primeiro para construção de uma casa para sua mãe. Neste empreendimento, sabe-se que
1. não existem lotes com menos de cinco metros de frente;
2. todos os lotes possuem medidas de frente, em metros, iguais a um número inteiro;
3. todos os lotes possuem a mesma medida de fundo (comprimento).
Assim, é correto afirmar que a menor diferença possível de ter sido paga por João na compra de cada um dos dois terrenos é de
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Resolução comentada

Diferença mínima de R$ 12.500,00, com frentes de 8 m e 6 m e fundo de 25 m.

O primeiro lote tem frente f e fundo c com f + c = 33. O segundo, com 3/4 da área e o mesmo fundo, tem frente 3f/4, então f é múltiplo de 4. Com 3f/4 ≥ 5, f ≥ 8, e considerando o fundo maior que a frente (f ≤ 16). A diferença de área é (f/4)·c. Para f = 8, c = 25 e a diferença é 2·25 = 50 m², que vale 50 × 250 = R$ 12.500. Para f = 12 e f = 16 as diferenças são 63 m² e 68 m², maiores.

Análise das alternativas

A, B, D e E não correspondem a nenhuma combinação possível de frentes inteiras (múltiplos de 4, com frente do segundo lote ≥ 5). A menor diferença possível é R$ 12.500, que é C.

Referência: Perímetro e área do retângulo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de texto

Colégio Militar de Fortaleza 2020 Fundamental

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Texto-base:
Nos últimos anos, o tema acerca do meio ambiente se evidenciou em diferentes proporções, seja pela preservação, seja pelos impactos causados em nível local, nacional e mundial, afetando de forma significativa a vida de todos. Nosso objetivo é que você possa refletir sobre a preservação do meio ambiente nesta prova.
Vamos iniciar, portanto, com os versos abaixo que retratam na mais linda forma poética um personagem da nossa cultura, já que “mitos e lendas são criações do inconsciente coletivo, e, por mais que se fale, sempre estaremos muito longe, ou muito perto, da verdade, pois em cada lugar as pessoas falam e contam fatos bem diferentes sobre o assunto. O mais importante é que essas histórias servem para encantar e enriquecer nossa cultura pela imaginação fértil do povo criativo, rico, feliz” (VALDECK, 2007, pág. 41).

Texto I
O Curupira
1
Curupira protetor
da sublime natureza
não gosta da malvadeza
cuidado seu caçador
você que não tem amor
atira por ironia
mata o pai, a mãe, a cria
pelo prazer de matar
se o curupira pegar
acaba sua alegria.
2
Esse jovenzinho valente
protege a fauna e a flora
e aparece na hora
que precisa estar presente
ele persegue somente
o malvado predador
esse vil destruidor
que não respeita a floresta
curupira aí faz festa
castigando o malfeitor.
3
Curupira é um vigia
um guerreiro, é um soldado
nossas matas tem guardado
pelo poder da magia
não queira fazer folia
derrubando o Sucupira
matando a índia Potira
deixando tudo em penúria
que você enfrenta a fúria
do valente curupira.
4
Mas se quiser ser amigo
desse pequenino deus
modifique os gestos seus
escute bem o que eu digo
aos animais dê abrigo
que a natureza admira
namore a índia Potira
conserve esse paraíso
que você vê o sorriso
do menino curupira.
Fonte: GARANHUNS, Valdeck de. Mitos e lendas brasileiros em prosa e verso. 1ª. ed. São Paulo: Moderna, 2007.

De acordo com o texto I, o Curupira é
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Resolução comentada

O Curupira é um vigia aguerrido que protege a fauna e a flora.

A estrofe 3 diz "Curupira é um vigia / um guerreiro, é um soldado", e a estrofe 2 diz que ele "protege a fauna e a flora". Isso corresponde exatamente à alternativa D.

Análise das alternativas

A) Errada: ele persegue o caçador. B) Errada: só acaba com a alegria de quem maltrata a natureza. C) Errada: o texto o chama de valente, não de brigão. E) Errada: o texto o chama de "pequenino deus", mas a proteção não se limita aos animais, inclui a flora, e D é a descrição mais completa.

Referência: Interpretação de texto poético.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Coesão referencial

Colégio Militar de Fortaleza 2020 Fundamental

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Texto-base:
Nos últimos anos, o tema acerca do meio ambiente se evidenciou em diferentes proporções, seja pela preservação, seja pelos impactos causados em nível local, nacional e mundial, afetando de forma significativa a vida de todos. Nosso objetivo é que você possa refletir sobre a preservação do meio ambiente nesta prova.
Vamos iniciar, portanto, com os versos abaixo que retratam na mais linda forma poética um personagem da nossa cultura, já que “mitos e lendas são criações do inconsciente coletivo, e, por mais que se fale, sempre estaremos muito longe, ou muito perto, da verdade, pois em cada lugar as pessoas falam e contam fatos bem diferentes sobre o assunto. O mais importante é que essas histórias servem para encantar e enriquecer nossa cultura pela imaginação fértil do povo criativo, rico, feliz” (VALDECK, 2007, pág. 41).

Texto I
O Curupira
1
Curupira protetor
da sublime natureza
não gosta da malvadeza
cuidado seu caçador
você que não tem amor
atira por ironia
mata o pai, a mãe, a cria
pelo prazer de matar
se o curupira pegar
acaba sua alegria.
2
Esse jovenzinho valente
protege a fauna e a flora
e aparece na hora
que precisa estar presente
ele persegue somente
o malvado predador
esse vil destruidor
que não respeita a floresta
curupira aí faz festa
castigando o malfeitor.
3
Curupira é um vigia
um guerreiro, é um soldado
nossas matas tem guardado
pelo poder da magia
não queira fazer folia
derrubando o Sucupira
matando a índia Potira
deixando tudo em penúria
que você enfrenta a fúria
do valente curupira.
4
Mas se quiser ser amigo
desse pequenino deus
modifique os gestos seus
escute bem o que eu digo
aos animais dê abrigo
que a natureza admira
namore a índia Potira
conserve esse paraíso
que você vê o sorriso
do menino curupira.
Fonte: GARANHUNS, Valdeck de. Mitos e lendas brasileiros em prosa e verso. 1ª. ed. São Paulo: Moderna, 2007.

Ao longo do texto, o Curupira e o caçador são reiterados pelos seguintes recursos, respectivamente,
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Resolução comentada

O Curupira é retomado pela repetição do nome e o caçador pelo pronome de tratamento "você".

O nome "Curupira" aparece repetido várias vezes ao longo do poema (repetição propriamente dita). O caçador é retomado por "você", pronome de tratamento que se dirige a ele.

Análise das alternativas

A, B e D trocam os recursos: "você" refere-se ao caçador, não ao Curupira. C) Errada: "caçador" não é a repetição que retoma o Curupira, e o caçador é retomado por "você". Só E combina corretamente cada recurso com o respectivo referente.

Referência: Coesão referencial: reiteração.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Significação de palavras no contexto

Colégio Militar de Fortaleza 2020 Fundamental

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Texto-base:
Nos últimos anos, o tema acerca do meio ambiente se evidenciou em diferentes proporções, seja pela preservação, seja pelos impactos causados em nível local, nacional e mundial, afetando de forma significativa a vida de todos. Nosso objetivo é que você possa refletir sobre a preservação do meio ambiente nesta prova.
Vamos iniciar, portanto, com os versos abaixo que retratam na mais linda forma poética um personagem da nossa cultura, já que “mitos e lendas são criações do inconsciente coletivo, e, por mais que se fale, sempre estaremos muito longe, ou muito perto, da verdade, pois em cada lugar as pessoas falam e contam fatos bem diferentes sobre o assunto. O mais importante é que essas histórias servem para encantar e enriquecer nossa cultura pela imaginação fértil do povo criativo, rico, feliz” (VALDECK, 2007, pág. 41).

Texto I
O Curupira
1
Curupira protetor
da sublime natureza
não gosta da malvadeza
cuidado seu caçador
você que não tem amor
atira por ironia
mata o pai, a mãe, a cria
pelo prazer de matar
se o curupira pegar
acaba sua alegria.
2
Esse jovenzinho valente
protege a fauna e a flora
e aparece na hora
que precisa estar presente
ele persegue somente
o malvado predador
esse vil destruidor
que não respeita a floresta
curupira aí faz festa
castigando o malfeitor.
3
Curupira é um vigia
um guerreiro, é um soldado
nossas matas tem guardado
pelo poder da magia
não queira fazer folia
derrubando o Sucupira
matando a índia Potira
deixando tudo em penúria
que você enfrenta a fúria
do valente curupira.
4
Mas se quiser ser amigo
desse pequenino deus
modifique os gestos seus
escute bem o que eu digo
aos animais dê abrigo
que a natureza admira
namore a índia Potira
conserve esse paraíso
que você vê o sorriso
do menino curupira.
Fonte: GARANHUNS, Valdeck de. Mitos e lendas brasileiros em prosa e verso. 1ª. ed. São Paulo: Moderna, 2007.

Assinale a construção em que a palavra VIL possui significado semelhante ao verso “Esse vil destruidor”.
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Resolução comentada

"Vil" significa desprezível ou de mau caráter, como em "vil companheiro".

No verso, "vil destruidor" qualifica uma pessoa de caráter baixo, desprezível. Só a alternativa D usa "vil" com esse sentido moral, ao falar de um colega que engana a todos.

Análise das alternativas

A, B, C e E usam "vil" no sentido de coisa de pouco valor (terra, metal, casebre, roupas), ou seja, desvalorizado ou humilde, e não de caráter. Por isso não equivalem ao do verso.

Referência: Significação de palavras no contexto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Gêneros textuais — lenda

Colégio Militar de Fortaleza 2020 Fundamental

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Texto-base:
A seguir, vamos contextualizar o Curupira e outras histórias que ocorrem em diferentes lugares do mundo, a fim de destacar características em tais narrativas.

Texto II

Todos os povos, do mundo inteiro, possuem histórias fictícias, que parecem absurdas ou assustadoras, mas que fazem parte da cultura coletiva, como um legado cultural de um determinado lugar. Para ilustrar, vamos oferecer alguns exemplos: na Venezuela, há a história do Assobiador, um homem magro que vaga pelas noites, assobiando baixinho; na Inglaterra, há o Black Shuck, um cão negro, peludo e grande, que anda perdido pelas estradas; de Porto Rico vem a história do Chupa-cabra, criatura conhecida por sugar o sangue de animais, sobretudo de cabras; para os estadunidenses e canadenses, há a história do Bigfoot, ou Pé Grande, criatura de 2 metros de altura com aparência de macaco e que caminha como uma pessoa. No Brasil, dentre muitas outras, temos a história do Curupira, criatura de cabelos ruivos e pés virados para trás.

Texto elaborado pelos professores de Língua Portuguesa do CMF, especificamente para este concurso.

Fontes de consulta: https://www.cultural.org.br/5-lendas-do-folclore-dos-estados-unidos/
https://www.hipercultura.com/maiores-lendas-urbanas-de-cada-pais/ Acesso em: 10 de agosto de 2020.

Podemos observar que as narrativas do texto II são diferentes, mas há características comuns a todas elas. Portanto, é possível afirmar que as histórias do Curupira, assim como a do Chupa-cabra, do Pé Grande, do Cão Negro e do Assobiador

I - foram criadas pelo povo e transmitidas de geração a geração por meio da oralidade.
II - pertencem à cultura popular, não sendo de propriedade exclusiva de uma pessoa ou grupo social.
III - exploram a imaginação das pessoas, cultivando a ideia de criaturas fantásticas.
IV - apresentam os personagens com características sobrenaturais, mas baseadas em semelhanças humanas.

Estão corretas as afirmativas:
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Resolução comentada

As lendas são criação popular, de cultura coletiva, e exploram a imaginação com criaturas fantásticas.

Lendas nascem do povo e passam de geração em geração pela oralidade (I). Pertencem à cultura coletiva, sem um autor único (II). Alimentam a imaginação com seres fantásticos (III). A afirmação IV generaliza demais: nem todas as criaturas têm semelhança humana, como o Cão Negro e o Chupa-cabra.

Análise das alternativas

IV está errada pelo motivo acima. Por isso B, C, D e E, que a incluem, estão erradas. A reúne I, II e III.

Referência: Gêneros textuais: lenda e cultura popular.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de texto

Colégio Militar de Fortaleza 2020 Fundamental

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Texto-base:
Agora apresentamos um texto de Monteiro Lobato “Geografia de Dona Benta”, o qual retrata uma das nossas riquezas nacionais: a Amazônia. Nesse livro, a personagem ensina a geografia do mundo aos seus netos. O que você conhece desse lugar do nosso país? Deixemos a palavra com esse grande escritor.

Texto III
A Amazônia
1 Só no dia seguinte, depois do almoço, é que o “Terror dos Mares” fronteou a Ilha de Marajó no
2 estuário do Amazonas. Dona Benta foi explicando:
3 – Estamos num ponto muito interessante do Globo – disse ela. – Aqui deságua no Atlântico o
4 Rio Amazonas, que se não é o maior do mundo em comprimento, é o mais caudaloso, isto é, o de maior
5 volume de águas. Nasce fora do Brasil, lá pelo Peru e com outro nome; depois que engrossa, passa a
6 chamar-se Marañon, até à fronteira do Brasil; nesse ponto toma o nome de Solimões, até receber as
7 águas do Rio Negro e só daí por diante é Amazonas.
8 O Amazonas tem um curso, ou comprimento, calculado em 5.430 quilômetros, dos quais 3.150
9 em nosso território. É o rei dos rios e, como rei que é vem pelo caminho tragando numerosos afluentes,
10 como o Javari, o Tefé, o Madeira, o Purus, esse Rio Negro de que já falei, o Tapajós, o Xingu, o
11 Tocantins, o Pará e numerosos outros menores.
12 [...]
13 Nas matas cresce uma árvore enorme, que também fornece alimento e dá dinheiro a ganhar aos
14 homens. É o Castanheiro, produtor das famosas e gostosíssimas castanhas-do-pará, conhecidas no
15 mundo inteiro como “Brazil Nuts”, ou Castanhas do Brasil. Os amazonenses juntam as castanhas que
16 caem das árvores e levam-nas pelo rio até a cidade de Belém, capital do Pará. Em Belém os navios as
17 tomam para transportá-las aos países consumidores.
18 Outra árvore de grande importância na bacia amazônica é a Seringueira, produtora da borracha.
19 A borracha é o leite dessa árvore. Os seringueiros fincam na casca da árvore uma pequena vasilha e dão
20 um corte de machadinha em cima, de modo que o leite escorra. Depois recolhem num tacho o leite
21 juntado em numerosas dessas vasilhas e o coagulam, obtendo assim blocos de borracha bruta.
22 [...]
23 O clima do Amazonas é quente e úmido, o que torna a vida do homem ali uma luta constante
24 contra as doenças e os bichinhos. Esses climas são propícios ao desenvolvimento de tudo quanto é
25 miuçalha de asinhas e perninhas; daí a mosquitada infinita que existe lá. Os Carapanãs constituem a
26 maior praga de tais terras – uns pernilongos bebedores de sangue, que não deixam os homens sossegados.
27 Os sábios consideram a Amazônia uma terra ainda em formação. Acham que ainda é cedo para
28 a entrada ali do homem. Dia virá, porém, em que o homem há de conquistar aquela bacia para
29 transformá-la na mais maravilhosa das fazendas. Um dia...
30 [...]
31 Vida vegetal intensíssima. Plantas de mil espécies diferentes brotam numa fúria louca; e como
32 nos lugares em que a Flora é pujante assim a Fauna não o é menos, a Amazônia torna-se um paraíso para
33 os animais.
34 [...]
35 O brigue subiu o Amazonas até a capital do Estado, Manaus, que os meninos queriam visitar. Lá
36 chegando desembarcam e passearam-na inteirinha. Era uma cidade com todos os sinais de ter sido muito
37 próspera em outros tempos.
38 – Manaus já teve os seus grandes dias – explicou Dona Benta – quando a exploração da borracha
39 amazônica andava no apogeu. Tudo quanto vocês estão vendo, estas praças ajardinadas, estes edifícios
40 apalaçados, este teatro enorme, tudo nasceu da borracha. Manaus está hoje triste e murcha porque ainda
41 não apareceu para a Amazônia uma grande indústria que substituísse aquela.
42 [...]
LOBATO, Monteiro. Geografia de Dona Benta. 24ª Ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1996.

A partir da leitura do texto III, deduz-se que o “Terror dos Mares” (l. 1) é
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Resolução comentada

"Terror dos Mares" é o nome do navio.

O texto diz que o "Terror dos Mares" fronteou a Ilha de Marajó, e depois que "o brigue subiu o Amazonas". Brigue é um tipo de embarcação, então o nome se refere ao navio da viagem.

Análise das alternativas

A) Errada: não é um companheiro de viagem. C) Errada: não é um monstro, o nome é figurado. D) Errada: não é habitante da floresta. E) Errada: Dona Benta não tem um sábio amigo com esse nome no trecho.

Referência: Inferência e leitura do contexto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Pressupostos e subentendidos

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Gabarito disponível

Texto-base:
Agora apresentamos um texto de Monteiro Lobato “Geografia de Dona Benta”, o qual retrata uma das nossas riquezas nacionais: a Amazônia. Nesse livro, a personagem ensina a geografia do mundo aos seus netos. O que você conhece desse lugar do nosso país? Deixemos a palavra com esse grande escritor.

Texto III
A Amazônia
1 Só no dia seguinte, depois do almoço, é que o “Terror dos Mares” fronteou a Ilha de Marajó no
2 estuário do Amazonas. Dona Benta foi explicando:
3 – Estamos num ponto muito interessante do Globo – disse ela. – Aqui deságua no Atlântico o
4 Rio Amazonas, que se não é o maior do mundo em comprimento, é o mais caudaloso, isto é, o de maior
5 volume de águas. Nasce fora do Brasil, lá pelo Peru e com outro nome; depois que engrossa, passa a
6 chamar-se Marañon, até à fronteira do Brasil; nesse ponto toma o nome de Solimões, até receber as
7 águas do Rio Negro e só daí por diante é Amazonas.
8 O Amazonas tem um curso, ou comprimento, calculado em 5.430 quilômetros, dos quais 3.150
9 em nosso território. É o rei dos rios e, como rei que é vem pelo caminho tragando numerosos afluentes,
10 como o Javari, o Tefé, o Madeira, o Purus, esse Rio Negro de que já falei, o Tapajós, o Xingu, o
11 Tocantins, o Pará e numerosos outros menores.
12 [...]
13 Nas matas cresce uma árvore enorme, que também fornece alimento e dá dinheiro a ganhar aos
14 homens. É o Castanheiro, produtor das famosas e gostosíssimas castanhas-do-pará, conhecidas no
15 mundo inteiro como “Brazil Nuts”, ou Castanhas do Brasil. Os amazonenses juntam as castanhas que
16 caem das árvores e levam-nas pelo rio até a cidade de Belém, capital do Pará. Em Belém os navios as
17 tomam para transportá-las aos países consumidores.
18 Outra árvore de grande importância na bacia amazônica é a Seringueira, produtora da borracha.
19 A borracha é o leite dessa árvore. Os seringueiros fincam na casca da árvore uma pequena vasilha e dão
20 um corte de machadinha em cima, de modo que o leite escorra. Depois recolhem num tacho o leite
21 juntado em numerosas dessas vasilhas e o coagulam, obtendo assim blocos de borracha bruta.
22 [...]
23 O clima do Amazonas é quente e úmido, o que torna a vida do homem ali uma luta constante
24 contra as doenças e os bichinhos. Esses climas são propícios ao desenvolvimento de tudo quanto é
25 miuçalha de asinhas e perninhas; daí a mosquitada infinita que existe lá. Os Carapanãs constituem a
26 maior praga de tais terras – uns pernilongos bebedores de sangue, que não deixam os homens sossegados.
27 Os sábios consideram a Amazônia uma terra ainda em formação. Acham que ainda é cedo para
28 a entrada ali do homem. Dia virá, porém, em que o homem há de conquistar aquela bacia para
29 transformá-la na mais maravilhosa das fazendas. Um dia...
30 [...]
31 Vida vegetal intensíssima. Plantas de mil espécies diferentes brotam numa fúria louca; e como
32 nos lugares em que a Flora é pujante assim a Fauna não o é menos, a Amazônia torna-se um paraíso para
33 os animais.
34 [...]
35 O brigue subiu o Amazonas até a capital do Estado, Manaus, que os meninos queriam visitar. Lá
36 chegando desembarcam e passearam-na inteirinha. Era uma cidade com todos os sinais de ter sido muito
37 próspera em outros tempos.
38 – Manaus já teve os seus grandes dias – explicou Dona Benta – quando a exploração da borracha
39 amazônica andava no apogeu. Tudo quanto vocês estão vendo, estas praças ajardinadas, estes edifícios
40 apalaçados, este teatro enorme, tudo nasceu da borracha. Manaus está hoje triste e murcha porque ainda
41 não apareceu para a Amazônia uma grande indústria que substituísse aquela.
42 [...]
LOBATO, Monteiro. Geografia de Dona Benta. 24ª Ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1996.

Há um pressuposto em:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O pressuposto está em "a Fauna não o é menos", que implica que a Flora é pujante.

Dizer que a Fauna "não o é menos" pujante pressupõe, como informação já posta, que a Flora é pujante. A palavra "menos" (e "assim") ativa esse pressuposto. O trecho conclui que a Amazônia é um paraíso para os animais.

Análise das alternativas

A) e E) Apenas indicam o ato de fala (explicando/explicou) e não carregam pressuposto relevante. B) Traz informação explícita sobre o comprimento do rio. D) Informa um fato explícito: o brigue subiu o rio até Manaus.

Referência: Pressupostos e subentendidos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Coesão textual — pronome relativo

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Gabarito disponível

Texto-base:
Agora apresentamos um texto de Monteiro Lobato “Geografia de Dona Benta”, o qual retrata uma das nossas riquezas nacionais: a Amazônia. Nesse livro, a personagem ensina a geografia do mundo aos seus netos. O que você conhece desse lugar do nosso país? Deixemos a palavra com esse grande escritor.

Texto III
A Amazônia
1 Só no dia seguinte, depois do almoço, é que o “Terror dos Mares” fronteou a Ilha de Marajó no
2 estuário do Amazonas. Dona Benta foi explicando:
3 – Estamos num ponto muito interessante do Globo – disse ela. – Aqui deságua no Atlântico o
4 Rio Amazonas, que se não é o maior do mundo em comprimento, é o mais caudaloso, isto é, o de maior
5 volume de águas. Nasce fora do Brasil, lá pelo Peru e com outro nome; depois que engrossa, passa a
6 chamar-se Marañon, até à fronteira do Brasil; nesse ponto toma o nome de Solimões, até receber as
7 águas do Rio Negro e só daí por diante é Amazonas.
8 O Amazonas tem um curso, ou comprimento, calculado em 5.430 quilômetros, dos quais 3.150
9 em nosso território. É o rei dos rios e, como rei que é vem pelo caminho tragando numerosos afluentes,
10 como o Javari, o Tefé, o Madeira, o Purus, esse Rio Negro de que já falei, o Tapajós, o Xingu, o
11 Tocantins, o Pará e numerosos outros menores.
12 [...]
13 Nas matas cresce uma árvore enorme, que também fornece alimento e dá dinheiro a ganhar aos
14 homens. É o Castanheiro, produtor das famosas e gostosíssimas castanhas-do-pará, conhecidas no
15 mundo inteiro como “Brazil Nuts”, ou Castanhas do Brasil. Os amazonenses juntam as castanhas que
16 caem das árvores e levam-nas pelo rio até a cidade de Belém, capital do Pará. Em Belém os navios as
17 tomam para transportá-las aos países consumidores.
18 Outra árvore de grande importância na bacia amazônica é a Seringueira, produtora da borracha.
19 A borracha é o leite dessa árvore. Os seringueiros fincam na casca da árvore uma pequena vasilha e dão
20 um corte de machadinha em cima, de modo que o leite escorra. Depois recolhem num tacho o leite
21 juntado em numerosas dessas vasilhas e o coagulam, obtendo assim blocos de borracha bruta.
22 [...]
23 O clima do Amazonas é quente e úmido, o que torna a vida do homem ali uma luta constante
24 contra as doenças e os bichinhos. Esses climas são propícios ao desenvolvimento de tudo quanto é
25 miuçalha de asinhas e perninhas; daí a mosquitada infinita que existe lá. Os Carapanãs constituem a
26 maior praga de tais terras – uns pernilongos bebedores de sangue, que não deixam os homens sossegados.
27 Os sábios consideram a Amazônia uma terra ainda em formação. Acham que ainda é cedo para
28 a entrada ali do homem. Dia virá, porém, em que o homem há de conquistar aquela bacia para
29 transformá-la na mais maravilhosa das fazendas. Um dia...
30 [...]
31 Vida vegetal intensíssima. Plantas de mil espécies diferentes brotam numa fúria louca; e como
32 nos lugares em que a Flora é pujante assim a Fauna não o é menos, a Amazônia torna-se um paraíso para
33 os animais.
34 [...]
35 O brigue subiu o Amazonas até a capital do Estado, Manaus, que os meninos queriam visitar. Lá
36 chegando desembarcam e passearam-na inteirinha. Era uma cidade com todos os sinais de ter sido muito
37 próspera em outros tempos.
38 – Manaus já teve os seus grandes dias – explicou Dona Benta – quando a exploração da borracha
39 amazônica andava no apogeu. Tudo quanto vocês estão vendo, estas praças ajardinadas, estes edifícios
40 apalaçados, este teatro enorme, tudo nasceu da borracha. Manaus está hoje triste e murcha porque ainda
41 não apareceu para a Amazônia uma grande indústria que substituísse aquela.
42 [...]
LOBATO, Monteiro. Geografia de Dona Benta. 24ª Ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1996.

19. “Nas matas cresce uma árvore enorme, que também fornece alimento e dá dinheiro a ganhar aos homens” (l.13 e l.14), o recurso coesivo destacado dá ideia de. No original, a palavra “que” está em negrito.
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Língua Portuguesa Pontuação — travessão

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Texto-base:
Agora apresentamos um texto de Monteiro Lobato “Geografia de Dona Benta”, o qual retrata uma das nossas riquezas nacionais: a Amazônia. Nesse livro, a personagem ensina a geografia do mundo aos seus netos. O que você conhece desse lugar do nosso país? Deixemos a palavra com esse grande escritor.

Texto III
A Amazônia
1 Só no dia seguinte, depois do almoço, é que o “Terror dos Mares” fronteou a Ilha de Marajó no
2 estuário do Amazonas. Dona Benta foi explicando:
3 – Estamos num ponto muito interessante do Globo – disse ela. – Aqui deságua no Atlântico o
4 Rio Amazonas, que se não é o maior do mundo em comprimento, é o mais caudaloso, isto é, o de maior
5 volume de águas. Nasce fora do Brasil, lá pelo Peru e com outro nome; depois que engrossa, passa a
6 chamar-se Marañon, até à fronteira do Brasil; nesse ponto toma o nome de Solimões, até receber as
7 águas do Rio Negro e só daí por diante é Amazonas.
8 O Amazonas tem um curso, ou comprimento, calculado em 5.430 quilômetros, dos quais 3.150
9 em nosso território. É o rei dos rios e, como rei que é vem pelo caminho tragando numerosos afluentes,
10 como o Javari, o Tefé, o Madeira, o Purus, esse Rio Negro de que já falei, o Tapajós, o Xingu, o
11 Tocantins, o Pará e numerosos outros menores.
12 [...]
13 Nas matas cresce uma árvore enorme, que também fornece alimento e dá dinheiro a ganhar aos
14 homens. É o Castanheiro, produtor das famosas e gostosíssimas castanhas-do-pará, conhecidas no
15 mundo inteiro como “Brazil Nuts”, ou Castanhas do Brasil. Os amazonenses juntam as castanhas que
16 caem das árvores e levam-nas pelo rio até a cidade de Belém, capital do Pará. Em Belém os navios as
17 tomam para transportá-las aos países consumidores.
18 Outra árvore de grande importância na bacia amazônica é a Seringueira, produtora da borracha.
19 A borracha é o leite dessa árvore. Os seringueiros fincam na casca da árvore uma pequena vasilha e dão
20 um corte de machadinha em cima, de modo que o leite escorra. Depois recolhem num tacho o leite
21 juntado em numerosas dessas vasilhas e o coagulam, obtendo assim blocos de borracha bruta.
22 [...]
23 O clima do Amazonas é quente e úmido, o que torna a vida do homem ali uma luta constante
24 contra as doenças e os bichinhos. Esses climas são propícios ao desenvolvimento de tudo quanto é
25 miuçalha de asinhas e perninhas; daí a mosquitada infinita que existe lá. Os Carapanãs constituem a
26 maior praga de tais terras – uns pernilongos bebedores de sangue, que não deixam os homens sossegados.
27 Os sábios consideram a Amazônia uma terra ainda em formação. Acham que ainda é cedo para
28 a entrada ali do homem. Dia virá, porém, em que o homem há de conquistar aquela bacia para
29 transformá-la na mais maravilhosa das fazendas. Um dia...
30 [...]
31 Vida vegetal intensíssima. Plantas de mil espécies diferentes brotam numa fúria louca; e como
32 nos lugares em que a Flora é pujante assim a Fauna não o é menos, a Amazônia torna-se um paraíso para
33 os animais.
34 [...]
35 O brigue subiu o Amazonas até a capital do Estado, Manaus, que os meninos queriam visitar. Lá
36 chegando desembarcam e passearam-na inteirinha. Era uma cidade com todos os sinais de ter sido muito
37 próspera em outros tempos.
38 – Manaus já teve os seus grandes dias – explicou Dona Benta – quando a exploração da borracha
39 amazônica andava no apogeu. Tudo quanto vocês estão vendo, estas praças ajardinadas, estes edifícios
40 apalaçados, este teatro enorme, tudo nasceu da borracha. Manaus está hoje triste e murcha porque ainda
41 não apareceu para a Amazônia uma grande indústria que substituísse aquela.
42 [...]
LOBATO, Monteiro. Geografia de Dona Benta. 24ª Ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1996.

Em “Os Carapanãs constituem a maior praga de tais terras – uns pernilongos bebedouros de sangue, que não deixam os homens sossegados” (l.25 e l.26), a função do travessão nesta construção

I - introduz uma pausa para que o texto prossiga com uma explicação.
II - confunde-se com o hífen, pois ambos têm a mesma função nesta construção.
III - substitui o uso da vírgula sem haver prejuízo na compreensão do trecho.
IV - assinala uma expressão intercalada.

Estão corretas as afirmativas:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O travessão introduz uma explicação, pode ser trocado por vírgula e assinala expressão intercalada.

Em "praga de tais terras – uns pernilongos bebedores de sangue, que...", o travessão marca uma pausa e introduz uma explicação (I). Ele poderia ser substituído por vírgula sem prejuízo de sentido (III). A expressão que vem depois dele detalha o termo anterior, funcionando como aposto ou intercalação (IV).

Análise das alternativas

II está errada: travessão e hífen são sinais diferentes, com funções distintas, e não se confundem aqui. Como II é falsa, só I, III e IV estão corretas. Por isso A, B, C e E estão erradas.

Referência: Pontuação: emprego do travessão.

Resolução comentada do VaiConcursos.