← Voltar para a lista de provas Colégio Militar do Recife (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental 25 questões nesta prova · página 1 de 2 · 23 com gabarito Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Probabilidade de dois irmãos caírem na mesma sala entre 25 salas. Pedro cai em uma sala qualquer. Para Paulo cair na mesma, há 1 sala favorável entre 25 possíveis, com iguais chances: 1/25. B) 1/300 e E) 1/50 não correspondem ao raciocínio. C) 2/25 dobraria a chance sem motivo. D) 1/24 supõe que Paulo não possa ir à sala já ocupada por Pedro, o que contraria o enunciado (salas comportam mais de um candidato). Referência: Probabilidade básica (eventos independentes) Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Consumo de combustível em frações; razão entre consumo de segunda e de sexta. 0,06 dam³ = 60 m³ = 60 000 L. Segunda: 15 000 (restam 45 000). Terça: 1/3 = 15 000 (restam 30 000). Quarta: 15 000 (restam 15 000). Quinta: 30% = 4 500 (restam 10 500). Sexta: 3/5 = 6 300. Razão: 15 000/6 300 = 50/21 = 2 8/21. A) 1 2/3 = 5/3, valor incorreto. B) 3 4/7 = 25/7, incorreto. C) 75/21 = 25/7, incorreto. D) 25/7, incorreto. Só E equivale a 50/21. Referência: Frações, conversão de unidades (1 dam³ = 1000 m³ = 1 000 000 L) Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível MMC de 9 e 24 e descobrir o dia da semana. MMC(9, 24) = 72, então voltam a coincidir 72 dias após o domingo. Como 72 = 7·10 + 2, o dia da semana avança 2 posições: domingo → terça-feira. A) segunda seria 1 dia depois (resto 1). C) quarta seria resto 3. D) quinta seria resto 4. E) domingo exigiria resto 0, o que não ocorre (72 não é múltiplo de 7). Referência: MMC e divisão por 7 (dias da semana) Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Questão anulada Gabarito disponível Porcentagem em conjuntos: calcular quantos ficam só com corrida e ciclismo após a entrada da natação. Só corrida: 30% de 500 = 150; corrida e ciclismo: 350. Dos 150, 36% (54) foram para a natação e sobraram 96; dois terços destes (64) entraram no ciclismo, passando a praticar corrida e ciclismo. Dos 350, 56% (196) viraram triatletas e ficaram 154 só com corrida e ciclismo. Total: 64 + 154 = 218 alunos, ou 218/500 = 43,6%. A) 12,8% corresponde a 64/500, só os que vieram do grupo de corrida. B) 30,8% corresponde a 154/500, só os que já estavam em corrida e ciclismo. C) 42,7% não resulta da soma correta. E) 44% é arredondamento incorreto. Só D (43,6%) está certa. Referência: Porcentagem e operações com conjuntos Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A menina não costumava ver fotografias como aquela. Ela destaca que o retrato 'não era quadrado nem retangular, como os retratos que a gente sempre vê'. Isso mostra que o formato oval e a cor sépia eram novidade e que ela não costumava ver fotografias assim. A) O trecho diz o contrário: ela não via retratos como aquele. B) O texto não fala em querer ser fotografada. D) Ela achou o retrato 'a coisa mais fofa'. E) Ela queria o retrato, mas o trecho citado não trata de querer ter uma fotografia nesse formato. Referência: Interpretação de texto narrativo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível A mãe temia perder o único retrato da bisavó. A mãe recomenda cuidado e pede que a filha não largue o retrato 'por aí à toa', e justifica dizendo que 'É a única foto de sua bisavó quando era pequena'. O cuidado vem do medo de perder a única foto. A) A mãe não conheceu a bisavó Beatriz; ela só é lembrada nesse trecho. C) A mãe não fala em guardar a foto em álbum da escola. D) Ela autoriza levar à escola, então não quer esconder a foto. E) O pedido nasce do valor da foto, e não de desconfiança do zelo da filha. Referência: Interpretação de texto narrativo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O foco é de primeira pessoa, com narrador-personagem. A narradora participa da história e conta os fatos com seus pensamentos, como em 'comecei a pensar nela como minha Bisa Bia'. Isso caracteriza foco narrativo em primeira pessoa. A) 'Eu vi' é primeira pessoa, não terceira. B) O narrador não é onisciente, pois conhece só os próprios pensamentos. D) A narrativa não está em segunda pessoa, e o trecho citado é primeira pessoa. E) A narradora é protagonista, não personagem que apenas comenta os fatos. Referência: Foco narrativo: narrador-personagem em primeira pessoa. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O trecho remete ao início da vida escolar. 'Primeiro rabisco' e 'bê-a-bá' remetem às primeiras garatujas e à alfabetização. O eu lírico faz referência ao início da vida escolar da criança, que o caderno vai acompanhar. A) Não há referência a produções musicais. C) O trecho não trata de objetivos quanto às formas de redigir. D) Não há citação de lugares específicos. E) A valorização da cultura e da leitura não aparece nesse trecho. Referência: Interpretação de texto poético. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A voz que diz 'Sou eu' é a do caderno. Toda a canção é narrada pelo caderno, que fala com a criança. Ele promete acompanhá-la desde o primeiro rabisco, ser seu confidente e pede 'Não me esqueça', além de se referir ao próprio papel ('meu papel'). Por isso 'Sou eu' marca a voz do eu lírico, que é o caderno do título. A) Toquinho é o compositor, não o eu lírico. B) As crianças são a quem o eu lírico se dirige, não quem fala. D) O caderno se oferece para ser amigo, mas não é um amigo da escola. E) O receptor é o 'você', que ouve ou lê, e não quem fala. Referência: Eu lírico e interpretação de texto poético. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponívelColégio Militar do Recife — Concurso de Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental 2020/2021 — Matemática, Língua Portuguesa e Produção Textual
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Sabendo que os três alunos acertaram os cálculos, marque dentre as alternativas abaixo aquela que corresponde ao número que é obtido quando somam-se os resultados encontrados por João e por Liz e divide-se o resultado desta soma pelo resultado encontrado por Lorenzo.
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Resolução comentada
Análise das alternativas
Dia da Semana | Consumo do combustível em Litros
Segunda | 1/4 do total de combustível
Terça | 1/3 do restante
Quarta | 15 mil
Quinta | 30% do restante
Sexta | 3/5 do restante
Com base nessas informações, marque a alternativa que apresenta a fração que é equivalente ao quociente entre o número que representa a quantidade de litros de combustível consumidos na segunda-feira e o número que representa a quantidade de litros de combustível consumidos na sexta-feira.Resolução comentada
Análise das alternativas
Gráfico 1
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1- todas as caixas são idênticas em formatos e medidas;
2- não pode sobrar espaço vazio no contêiner; e
3- deve-se usar o menor número de caixas possível.
Sabe-se que o contêiner tem formato de um paralelepípedo retângulo reto, cujas dimensões internas são 6 m de largura, 8 m de comprimento e 6 m de altura.
Com base nas informações dadas, determine o número de caixas que serão transportadas nesse contêiner.
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Resolução comentada
Análise das alternativas
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Sendo assim, marque a alternativa que representa o volume do sólido descrito na Figura 2.
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Ana decidiu comprar várias unidades do produto A, Beatriz comprou algumas unidades do produto B e Cláudia do produto C. Por coincidência, ao final das compras, cada uma das irmãs possuía nas suas respectivas bolsas a quantia, conforme a tabela ao lado, equivalente ao preço que havia pagado por uma unidade de seus respectivos itens adquiridos.
Sabe-se que o valor que cada uma das irmãs recebeu de presente de aniversário corresponde ao valor descrito em uma das cinco alternativas apresentadas abaixo. Com base nas informações acima, marque a alternativa que representa esse valor.
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No quadrado mágico apresentado na Figura 2, os símbolos Ω, @, Ψ, β e Δ representam números. Desse modo, marque a alternativa que apresenta a afirmativa verdadeira.
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Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1
BISA BIA, BISA BEL
[...]
A gente ia conversando e olhando os retratos. De repente eu vi um que era a coisa mais fofa que você puder imaginar. Para começar, não era quadrado nem retangular, como os retratos que a gente sempre vê. Era redondo, espichado. Oval, mamãe explicou depois, em forma de ovo. E não era colorido nem preto-e-branco. Era marrom e bege clarinho. Mamãe disse que essa cor de retrato velho chamava sépia. E não ficava solto, que nem essas fotos que a gente tira e busca depois na loja, num álbum pequeno ou dentro de um envelope. Nada disso. Esse retrato oval e sépia ficava preso num cartão duro cinzento, todo enfeitado de flores e laços de papel mesmo, só que mais alto, como se o papelão estivesse meio inchado naquele lugar – gostoso de ficar passando o dedo por aquele cartão alto. E dentro disso tudo é que estava a fofura maior. Uma menininha linda, de cabelo todo cacheado. Vestido claro cheio de fitas e rendas, segurando numa das mãos uma boneca de chapéu e na outra uma espécie de pneu de bicicleta soltinho, sem bicicleta, nem raio, nem pedal, sei lá, uma coisa parecida com um bambolê de metal.
– Ah, mãe, me dá essa bonequinha...
– Não é boneca, minha filha, é um retrato da vovó Beatriz.
– Ué, essa avó eu não conheço. Só conheço a vó Diná e a vó Ester. Tem outras, é?
– Tem, mas é minha. Vovó Beatriz. Sua bisavó...
– Minha bisavó Beatriz...
Fiquei olhando para o retrato e logo vi que não podia chamar de bisavó Beatriz aquela menina fofa com jeito de boneca. Não tinha cara nenhuma de bisavó, vê lá... Dava vontade de brincar com ela.
– Cadê a boneca da menina, mãe? E o bambolê? Que fim levou? Alguém guardou?
– Não. Isso tudo já faz muito tempo, se perdeu por aí. E não era bambolê...
– Pneu de bicicleta, já sei.
– Não, era um brinquedo antigo, que se empurrava pelo chão, rodando e equilibrando. Chamava arco. Não é nem do meu tempo, é do tempo da vovó Beatriz. Sua bisavó... – minha mãe ia respondendo com uma voz meio sonhadora.
– Minha Bisa Vó... Minha Bisa Beatriz...
Acho que deve ter sido meio por aí que comecei a pensar nela como minha Bisa Bia. E queria o retrato pra mim:
– Ah, mãe, me dá a foto, dá... É uma gracinha, parece uma boneca, dá pra mim...
– Não posso, minha filha. Pra que é que você quer isso? Você nem conheceu sua bisavó...
– Por isso mesmo, para eu ficar com ela para cima e para baixo, até conhecer bem. Levar para a escola, para a praça, para a calçada, pra todo canto. Dá pra mim, dá...
O tom de voz da mamãe ficou mais firme:
– Não. É o único retrato que tenho dela, não posso dar.
Mas eu devo ter olhado com uma cara tão pidona que ela ficou com pena:
– Está bem. Dar, eu não dou. Mas empresto para você levar para a escola.
Quando eu já ia saindo aos pinotes com o retrato na mão, ela ainda recomendou:
– Mas muito cuidado, hem? Não suje o retrato, não amasse. E, principalmente, veja se não larga por aí à toa... É a única foto de sua bisavó quando era pequena.
[...]
MACHADO, Ana Maria. Bisa Bia, Bisa Bel. Moderna, 2002. (Fragmento)
No trecho “De repente eu vi um que era a coisa mais fofa que você puder imaginar. Para começar, não era quadrado nem retangular, como os retratos que a gente sempre vê”, percebemos que a meninaResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1
BISA BIA, BISA BEL
[...]
A gente ia conversando e olhando os retratos. De repente eu vi um que era a coisa mais fofa que você puder imaginar. Para começar, não era quadrado nem retangular, como os retratos que a gente sempre vê. Era redondo, espichado. Oval, mamãe explicou depois, em forma de ovo. E não era colorido nem preto-e-branco. Era marrom e bege clarinho. Mamãe disse que essa cor de retrato velho chamava sépia. E não ficava solto, que nem essas fotos que a gente tira e busca depois na loja, num álbum pequeno ou dentro de um envelope. Nada disso. Esse retrato oval e sépia ficava preso num cartão duro cinzento, todo enfeitado de flores e laços de papel mesmo, só que mais alto, como se o papelão estivesse meio inchado naquele lugar – gostoso de ficar passando o dedo por aquele cartão alto. E dentro disso tudo é que estava a fofura maior. Uma menininha linda, de cabelo todo cacheado. Vestido claro cheio de fitas e rendas, segurando numa das mãos uma boneca de chapéu e na outra uma espécie de pneu de bicicleta soltinho, sem bicicleta, nem raio, nem pedal, sei lá, uma coisa parecida com um bambolê de metal.
– Ah, mãe, me dá essa bonequinha...
– Não é boneca, minha filha, é um retrato da vovó Beatriz.
– Ué, essa avó eu não conheço. Só conheço a vó Diná e a vó Ester. Tem outras, é?
– Tem, mas é minha. Vovó Beatriz. Sua bisavó...
– Minha bisavó Beatriz...
Fiquei olhando para o retrato e logo vi que não podia chamar de bisavó Beatriz aquela menina fofa com jeito de boneca. Não tinha cara nenhuma de bisavó, vê lá... Dava vontade de brincar com ela.
– Cadê a boneca da menina, mãe? E o bambolê? Que fim levou? Alguém guardou?
– Não. Isso tudo já faz muito tempo, se perdeu por aí. E não era bambolê...
– Pneu de bicicleta, já sei.
– Não, era um brinquedo antigo, que se empurrava pelo chão, rodando e equilibrando. Chamava arco. Não é nem do meu tempo, é do tempo da vovó Beatriz. Sua bisavó... – minha mãe ia respondendo com uma voz meio sonhadora.
– Minha Bisa Vó... Minha Bisa Beatriz...
Acho que deve ter sido meio por aí que comecei a pensar nela como minha Bisa Bia. E queria o retrato pra mim:
– Ah, mãe, me dá a foto, dá... É uma gracinha, parece uma boneca, dá pra mim...
– Não posso, minha filha. Pra que é que você quer isso? Você nem conheceu sua bisavó...
– Por isso mesmo, para eu ficar com ela para cima e para baixo, até conhecer bem. Levar para a escola, para a praça, para a calçada, pra todo canto. Dá pra mim, dá...
O tom de voz da mamãe ficou mais firme:
– Não. É o único retrato que tenho dela, não posso dar.
Mas eu devo ter olhado com uma cara tão pidona que ela ficou com pena:
– Está bem. Dar, eu não dou. Mas empresto para você levar para a escola.
Quando eu já ia saindo aos pinotes com o retrato na mão, ela ainda recomendou:
– Mas muito cuidado, hem? Não suje o retrato, não amasse. E, principalmente, veja se não larga por aí à toa... É a única foto de sua bisavó quando era pequena.
[...]
MACHADO, Ana Maria. Bisa Bia, Bisa Bel. Moderna, 2002. (Fragmento)
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TEXTO 1
BISA BIA, BISA BEL
[...]
A gente ia conversando e olhando os retratos. De repente eu vi um que era a coisa mais fofa que você puder imaginar. Para começar, não era quadrado nem retangular, como os retratos que a gente sempre vê. Era redondo, espichado. Oval, mamãe explicou depois, em forma de ovo. E não era colorido nem preto-e-branco. Era marrom e bege clarinho. Mamãe disse que essa cor de retrato velho chamava sépia. E não ficava solto, que nem essas fotos que a gente tira e busca depois na loja, num álbum pequeno ou dentro de um envelope. Nada disso. Esse retrato oval e sépia ficava preso num cartão duro cinzento, todo enfeitado de flores e laços de papel mesmo, só que mais alto, como se o papelão estivesse meio inchado naquele lugar – gostoso de ficar passando o dedo por aquele cartão alto. E dentro disso tudo é que estava a fofura maior. Uma menininha linda, de cabelo todo cacheado. Vestido claro cheio de fitas e rendas, segurando numa das mãos uma boneca de chapéu e na outra uma espécie de pneu de bicicleta soltinho, sem bicicleta, nem raio, nem pedal, sei lá, uma coisa parecida com um bambolê de metal.
– Ah, mãe, me dá essa bonequinha...
– Não é boneca, minha filha, é um retrato da vovó Beatriz.
– Ué, essa avó eu não conheço. Só conheço a vó Diná e a vó Ester. Tem outras, é?
– Tem, mas é minha. Vovó Beatriz. Sua bisavó...
– Minha bisavó Beatriz...
Fiquei olhando para o retrato e logo vi que não podia chamar de bisavó Beatriz aquela menina fofa com jeito de boneca. Não tinha cara nenhuma de bisavó, vê lá... Dava vontade de brincar com ela.
– Cadê a boneca da menina, mãe? E o bambolê? Que fim levou? Alguém guardou?
– Não. Isso tudo já faz muito tempo, se perdeu por aí. E não era bambolê...
– Pneu de bicicleta, já sei.
– Não, era um brinquedo antigo, que se empurrava pelo chão, rodando e equilibrando. Chamava arco. Não é nem do meu tempo, é do tempo da vovó Beatriz. Sua bisavó... – minha mãe ia respondendo com uma voz meio sonhadora.
– Minha Bisa Vó... Minha Bisa Beatriz...
Acho que deve ter sido meio por aí que comecei a pensar nela como minha Bisa Bia. E queria o retrato pra mim:
– Ah, mãe, me dá a foto, dá... É uma gracinha, parece uma boneca, dá pra mim...
– Não posso, minha filha. Pra que é que você quer isso? Você nem conheceu sua bisavó...
– Por isso mesmo, para eu ficar com ela para cima e para baixo, até conhecer bem. Levar para a escola, para a praça, para a calçada, pra todo canto. Dá pra mim, dá...
O tom de voz da mamãe ficou mais firme:
– Não. É o único retrato que tenho dela, não posso dar.
Mas eu devo ter olhado com uma cara tão pidona que ela ficou com pena:
– Está bem. Dar, eu não dou. Mas empresto para você levar para a escola.
Quando eu já ia saindo aos pinotes com o retrato na mão, ela ainda recomendou:
– Mas muito cuidado, hem? Não suje o retrato, não amasse. E, principalmente, veja se não larga por aí à toa... É a única foto de sua bisavó quando era pequena.
[...]
MACHADO, Ana Maria. Bisa Bia, Bisa Bel. Moderna, 2002. (Fragmento)
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TEXTO 1
BISA BIA, BISA BEL
[...]
A gente ia conversando e olhando os retratos. De repente eu vi um que era a coisa mais fofa que você puder imaginar. Para começar, não era quadrado nem retangular, como os retratos que a gente sempre vê. Era redondo, espichado. Oval, mamãe explicou depois, em forma de ovo. E não era colorido nem preto-e-branco. Era marrom e bege clarinho. Mamãe disse que essa cor de retrato velho chamava sépia. E não ficava solto, que nem essas fotos que a gente tira e busca depois na loja, num álbum pequeno ou dentro de um envelope. Nada disso. Esse retrato oval e sépia ficava preso num cartão duro cinzento, todo enfeitado de flores e laços de papel mesmo, só que mais alto, como se o papelão estivesse meio inchado naquele lugar – gostoso de ficar passando o dedo por aquele cartão alto. E dentro disso tudo é que estava a fofura maior. Uma menininha linda, de cabelo todo cacheado. Vestido claro cheio de fitas e rendas, segurando numa das mãos uma boneca de chapéu e na outra uma espécie de pneu de bicicleta soltinho, sem bicicleta, nem raio, nem pedal, sei lá, uma coisa parecida com um bambolê de metal.
– Ah, mãe, me dá essa bonequinha...
– Não é boneca, minha filha, é um retrato da vovó Beatriz.
– Ué, essa avó eu não conheço. Só conheço a vó Diná e a vó Ester. Tem outras, é?
– Tem, mas é minha. Vovó Beatriz. Sua bisavó...
– Minha bisavó Beatriz...
Fiquei olhando para o retrato e logo vi que não podia chamar de bisavó Beatriz aquela menina fofa com jeito de boneca. Não tinha cara nenhuma de bisavó, vê lá... Dava vontade de brincar com ela.
– Cadê a boneca da menina, mãe? E o bambolê? Que fim levou? Alguém guardou?
– Não. Isso tudo já faz muito tempo, se perdeu por aí. E não era bambolê...
– Pneu de bicicleta, já sei.
– Não, era um brinquedo antigo, que se empurrava pelo chão, rodando e equilibrando. Chamava arco. Não é nem do meu tempo, é do tempo da vovó Beatriz. Sua bisavó... – minha mãe ia respondendo com uma voz meio sonhadora.
– Minha Bisa Vó... Minha Bisa Beatriz...
Acho que deve ter sido meio por aí que comecei a pensar nela como minha Bisa Bia. E queria o retrato pra mim:
– Ah, mãe, me dá a foto, dá... É uma gracinha, parece uma boneca, dá pra mim...
– Não posso, minha filha. Pra que é que você quer isso? Você nem conheceu sua bisavó...
– Por isso mesmo, para eu ficar com ela para cima e para baixo, até conhecer bem. Levar para a escola, para a praça, para a calçada, pra todo canto. Dá pra mim, dá...
O tom de voz da mamãe ficou mais firme:
– Não. É o único retrato que tenho dela, não posso dar.
Mas eu devo ter olhado com uma cara tão pidona que ela ficou com pena:
– Está bem. Dar, eu não dou. Mas empresto para você levar para a escola.
Quando eu já ia saindo aos pinotes com o retrato na mão, ela ainda recomendou:
– Mas muito cuidado, hem? Não suje o retrato, não amasse. E, principalmente, veja se não larga por aí à toa... É a única foto de sua bisavó quando era pequena.
[...]
MACHADO, Ana Maria. Bisa Bia, Bisa Bel. Moderna, 2002. (Fragmento)
No trecho “– Mas muito cuidado, hem? Não suje o retrato, não amasse. E, principalmente, veja se não larga por aí à toa...”, a fala da personagem representa cuidado, porque elaResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1
BISA BIA, BISA BEL
[...]
A gente ia conversando e olhando os retratos. De repente eu vi um que era a coisa mais fofa que você puder imaginar. Para começar, não era quadrado nem retangular, como os retratos que a gente sempre vê. Era redondo, espichado. Oval, mamãe explicou depois, em forma de ovo. E não era colorido nem preto-e-branco. Era marrom e bege clarinho. Mamãe disse que essa cor de retrato velho chamava sépia. E não ficava solto, que nem essas fotos que a gente tira e busca depois na loja, num álbum pequeno ou dentro de um envelope. Nada disso. Esse retrato oval e sépia ficava preso num cartão duro cinzento, todo enfeitado de flores e laços de papel mesmo, só que mais alto, como se o papelão estivesse meio inchado naquele lugar – gostoso de ficar passando o dedo por aquele cartão alto. E dentro disso tudo é que estava a fofura maior. Uma menininha linda, de cabelo todo cacheado. Vestido claro cheio de fitas e rendas, segurando numa das mãos uma boneca de chapéu e na outra uma espécie de pneu de bicicleta soltinho, sem bicicleta, nem raio, nem pedal, sei lá, uma coisa parecida com um bambolê de metal.
– Ah, mãe, me dá essa bonequinha...
– Não é boneca, minha filha, é um retrato da vovó Beatriz.
– Ué, essa avó eu não conheço. Só conheço a vó Diná e a vó Ester. Tem outras, é?
– Tem, mas é minha. Vovó Beatriz. Sua bisavó...
– Minha bisavó Beatriz...
Fiquei olhando para o retrato e logo vi que não podia chamar de bisavó Beatriz aquela menina fofa com jeito de boneca. Não tinha cara nenhuma de bisavó, vê lá... Dava vontade de brincar com ela.
– Cadê a boneca da menina, mãe? E o bambolê? Que fim levou? Alguém guardou?
– Não. Isso tudo já faz muito tempo, se perdeu por aí. E não era bambolê...
– Pneu de bicicleta, já sei.
– Não, era um brinquedo antigo, que se empurrava pelo chão, rodando e equilibrando. Chamava arco. Não é nem do meu tempo, é do tempo da vovó Beatriz. Sua bisavó... – minha mãe ia respondendo com uma voz meio sonhadora.
– Minha Bisa Vó... Minha Bisa Beatriz...
Acho que deve ter sido meio por aí que comecei a pensar nela como minha Bisa Bia. E queria o retrato pra mim:
– Ah, mãe, me dá a foto, dá... É uma gracinha, parece uma boneca, dá pra mim...
– Não posso, minha filha. Pra que é que você quer isso? Você nem conheceu sua bisavó...
– Por isso mesmo, para eu ficar com ela para cima e para baixo, até conhecer bem. Levar para a escola, para a praça, para a calçada, pra todo canto. Dá pra mim, dá...
O tom de voz da mamãe ficou mais firme:
– Não. É o único retrato que tenho dela, não posso dar.
Mas eu devo ter olhado com uma cara tão pidona que ela ficou com pena:
– Está bem. Dar, eu não dou. Mas empresto para você levar para a escola.
Quando eu já ia saindo aos pinotes com o retrato na mão, ela ainda recomendou:
– Mas muito cuidado, hem? Não suje o retrato, não amasse. E, principalmente, veja se não larga por aí à toa... É a única foto de sua bisavó quando era pequena.
[...]
MACHADO, Ana Maria. Bisa Bia, Bisa Bel. Moderna, 2002. (Fragmento)
Assinale a alternativa que identifica o foco narrativo no fragmento do texto “Bisa Bia, Bisa Bel”.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 2
O CADERNO
TOQUINHO
Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco
Até o bê-a-bá
Em todos os desenhos
Coloridos vou estar
A casa, a montanha
Duas nuvens no céu
E um Sol a sorrir no papel
Sou eu que vou ser seu colega
Seus problemas ajudar a resolver
Te acompanhar nas provas
Bimestrais, você vai ver
Serei, de você, confidente fiel
Se seu pranto molhar meu papel
Sou eu que vou ser amigo
Vou lhe dar abrigo
Se você quiser
Quando surgirem
Seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá
Num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel
O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado
Se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer
Só peço a você
Um favor, se puder
Não me esqueça
Num canto qualquer
Disponível em: https://www.letras.mus.br/toquinho/87320/ (Acesso em: 14set20)
No trecho “Do primeiro rabisco/Até o bê-a-bá”, o eu líricoResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 2
O CADERNO
TOQUINHO
Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco
Até o bê-a-bá
Em todos os desenhos
Coloridos vou estar
A casa, a montanha
Duas nuvens no céu
E um Sol a sorrir no papel
Sou eu que vou ser seu colega
Seus problemas ajudar a resolver
Te acompanhar nas provas
Bimestrais, você vai ver
Serei, de você, confidente fiel
Se seu pranto molhar meu papel
Sou eu que vou ser amigo
Vou lhe dar abrigo
Se você quiser
Quando surgirem
Seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá
Num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel
O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado
Se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer
Só peço a você
Um favor, se puder
Não me esqueça
Num canto qualquer
Disponível em: https://www.letras.mus.br/toquinho/87320/ (Acesso em: 14set20)
No Texto 2, o emprego da expressão “Sou eu” atribui ênfase poética ao texto e marca a voz do eu lírico, representandoResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 3
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Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/criancas/brasil/2697-ie-ibge-educa/jovens/materias-especiais/20786-perfil-das-criancas-brasileiras.html (Acesso em: 10set20)
De acordo com o Texto 3, analise as afirmativas a seguir.
I) De acordo com o IBGE (2018), crianças de até 12 anos constituem menos da metade da população brasileira.
II) Segundo o gráfico, não há crianças brasileiras com mais de 12 anos.
III) A maioria das crianças vive em áreas urbanas.
IV) As crianças do sexo feminino, com até 12 anos, representam menos da metade deste público.
É correto o que se afirma em:
Certo dia, o professor Pedro levou para sua aula de matemática uma calculadora diferente. Essa calculadora é programada de modo que suas teclas estão baseadas no sistema Romano de numeração, mas o resultado da operação é apresentado no sistema Indo-Arábico, ao qual estamos acostumados. O nobre professor solicitou aos alunos João, Liz e Lorenzo que realizassem as divisões ilustradas na imagem abaixo.
A Figura 1 representa um quadro criado pela artista Yasmin antes e depois da pintura. Para produzir o quadro, Yasmin desenhou uma linha poligonal fechada na cor preta em papel quadriculado, onde cada quadrícula é um quadrado de lado medindo 5 cm. Sabe-se que a linha poligonal foi desenhada a partir da ligação dos vértices dos quadrados que formam as quadrículas e que em média se gasta 10 ml de tinta para pintar cada cm². Marque dentre as alternativas a seguir aquela que apresenta a quantidade total de tinta azul utilizada para pintar o interior dessa linha poligonal.
Dois irmãos, Pedro e Paulo, realizarão a prova do concurso de acesso ao 6º Ano do Ensino Fundamental do Colégio Militar do Recife. Para a aplicação do exame intelectual serão utilizadas 25 salas idênticas com capacidade para mais de um candidato. Supondo que a distribuição dos candidatos nas salas seja realizada por sorteio com iguais chances e que os dois irmãos serão os primeiros a serem sorteados, marque a alternativa que apresenta a probabilidade de os irmãos Pedro e Paulo serem sorteados para realizarem o exame intelectual na mesma sala.
Um tanque contendo 0,06 dam³ de combustível foi utilizado para abastecer as viaturas envolvidas na Operação Carro-Pipa, apoiada pelo Exército Brasileiro nas regiões mais secas do país, durante o período de 5 dias conforme apresenta a tabela abaixo:
Uma determinada empresa classifica seus funcionários em 5 categorias, com salários que variam de R$ 1.600,00 a R$ 2.000,00, conforme o Gráfico 1 abaixo. Desta forma, qual das alternativas abaixo corresponde à média salarial dos funcionários desta empresa?
Durante a Missão de Paz, criada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas em 10 de setembro de 2004, com o objetivo de restaurar a ordem no Haiti, o apoio logístico do Exército Brasileiro foi de fundamental importância no envio de suprimentos tanto para os militares envolvidos como para a população haitiana. Em uma dessas atividades de carregamento para envio de suprimentos do Brasil para o Haiti, o Capitão Airton recebeu a nobre missão de abastecer um contêiner com caixas em formato de cubo, de modo que:
A cada 9 dias, Pedro leva sua filha Ana Vitória para visitar dona Rita, a bisavó da Ana Vitória. Sua esposa, Eline, leva Ana Vitória para visitar dona Rita a cada 24 dias. No domingo da semana passada, ambos levaram a filha para visitar dona Rita. Sendo assim, a contar do dia seguinte à última visita, marque a alternativa que apresenta o próximo dia da semana em que Pedro e Eline levarão, juntos, a filha para visitar a bisavó.
Pedro tem oito anos de idade e, certo dia, sem ter com o que brincar, decidiu planificar uma caixa de papelão cujo formato era de um prisma oblíquo de base quadrada. Qual das imagens abaixo melhor representa uma planificação da caixa de Pedro?
Na Figura 1, abaixo, há representações de planos em que cada quadrícula representa um quadrado de lado medindo 1 cm e estão destacadas as vistas superior, frontal e lateral esquerda do sólido representado na Figura 2.
Três irmãs gêmeas, Ana, Beatriz e Cláudia, receberam de presente de aniversário a mesma quantia em dinheiro cada uma. As irmãs poderiam gastar o presente de aniversário da maneira que bem entendessem e resolveram ir ao shopping para fazer compras. Cada uma carregava em sua bolsa apenas a quantia de dinheiro que havia recebido de presente.
Um quadrado mágico é uma tabela quadrada de lado nxn (n linhas e n colunas), na qual a soma dos números contidos em cada linha, cada coluna e cada diagonal é uma constante chamada número mágico. Sabe-se que nenhum dos números do quadrado mágico se repete. A Figura 1, abaixo, é um exemplo de quadrado mágico 3x3 cujo número mágico é 15.
Em uma escola de formação para atletas há 500 alunos matriculados, dos quais 30% praticavam apenas corrida e, o restante, corrida e ciclismo. Em um determinado período do ano, a escola decidiu iniciar os treinamentos de natação. Com isso, dentre os alunos que praticavam apenas corrida, 36% ingressaram também na natação e, dois terços do restante no ciclismo. Já dentre os que praticavam corrida e ciclismo, 56% ingressaram também para a natação tornando-se, dessa forma, triatletas. Com base nessas informações, considerando o conjunto total de alunos da escola, determine o novo percentual de alunos praticantes apenas de corrida e ciclismo.
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