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Colégio Militar do Rio de Janeiro — Concurso de Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental 2020/2021 — Exame Intelectual (Matemática, Língua Portuguesa e Produçã…

Colégio Militar do Rio de Janeiro (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Colégio Militar do Rio de Janeiro2020Fundamental

25 questões nesta prova · página 1 de 2 · 24 com gabarito

Matemática Áreas de Figuras Planas

Colégio Militar do Rio de Janeiro 2020 Fundamental

Colégio Militar do Rio de Janeiro (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

A foto aérea abaixo é da Praça Thomaz Coelho, local onde acontecem as formaturas do Colégio Militar do Rio de Janeiro (CMRJ). No centro, há dois palcos, um no formato de um pentágono e outro circular.

Foto aérea em preto e branco da Praça Thomaz Coelho, com o prédio do CMRJ ao fundo, alunos em formação dos dois lados e, no centro, um palco pentagonal e um palco circular com as letras CMRJ. Crédito: Foto: Roberto Alves José.

O esquema a seguir representa esses palcos.

Esquema: pentágono formado por um retângulo A na parte superior e um triângulo B abaixo; altura total indicada de 6 m e altura do retângulo A de 4 m. Abaixo, um círculo C.

As áreas A e B juntas são equivalentes à área C, e a área A tem o formato de um retângulo com 8 m de base.
O Comandante do CMRJ deseja pintar o piso dos palcos com a famosa cor “verde oliva”, usada no Exército. Sabendo que uma lata de tinta cobre 4 m² de superfície, quantas latas de tinta são necessárias para pintar os dois palcos?
Selecione uma alternativa

Matemática Volume do Paralelepípedo e Unidades de Medida

Colégio Militar do Rio de Janeiro 2020 Fundamental

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Tia May proibiu o Homem Aranha de usar suas “teias” para subir ao telhado e aproveitar seus momentos de lazer e treinamentos de super-herói. Ela se aborreceu por conta da sujeira que as teias deixavam nas paredes.
O Homem Aranha decidiu, então, construir uma escada de concreto, com 102 degraus. Cada degrau terá o formato de um paralelepípedo retângulo de dimensões: 1200 mm de comprimento, 40 cm de largura e 3 dm de altura.
O cimento utilizado para fazer o concreto é vendido em sacos. Se, com um saco de cimento, faz-se 2 metros cúbicos de concreto, quantos desses sacos, no mínimo, o Homem Aranha vai precisar comprar para construir todos os degraus desta escada?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O volume total é 14,688 m³, e são necessários 8 sacos.

Em metros, cada degrau mede 1,2 × 0,4 × 0,3 = 0,144 m³. Os 102 degraus somam 14,688 m³. Cada saco rende 2 m³, então 14,688 ÷ 2 = 7,344. Como só se compra saco inteiro, são necessários 8 sacos.

Análise das alternativas

A) 7 sacos dão só 14 m³, o que não basta. C, D e E excedem o mínimo necessário.

Referência: Volume do paralelepípedo e conversão de unidades

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Porcentagem

Colégio Militar do Rio de Janeiro 2020 Fundamental

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Thomaz adora brincar de bater pênalti. Outro dia, durante o treino de seu time, ele bateu um total de 120 pênaltis, distribuídos em duas etapas. Na primeira etapa, foram 80 chutes, dos quais errou apenas 30%. Depois disso, ficou cansado e seu rendimento, na segunda etapa, piorou. De qualquer modo, ao final das duas etapas, ele acertou 55% do total de pênaltis.

Quantos pênaltis Thomaz errou na segunda etapa?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Ele acertou 66 pênaltis no total, e na 2ª etapa errou 30.

Na 1ª etapa, errou 30% de 80, ou seja, 24, e acertou 56. No total, acertou 55% de 120, ou seja, 66. Na 2ª etapa foram 40 chutes e ele acertou 66 − 56 = 10. Errou 40 − 10 = 30.

Análise das alternativas

A) 10 é o número de acertos da 2ª etapa. B) 24 é o número de erros da 1ª etapa. D) e E) não correspondem a nenhum resultado do problema.

Referência: Porcentagem

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Múltiplos

Colégio Militar do Rio de Janeiro 2020 Fundamental

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As cutias estão economizando suas mesadas desde o início do ano. Até agora, nem Zilah nem seu irmão Thomaz alcançaram, separadamente, os mil reais. O valor que Thomaz economizou corresponde ao maior múltiplo de 32 e o de Zilah, ao maior múltiplo de 29.
Juntos, eles vão comprar um novo computador para presentear a mãe, que faz aniversário no final do ano. O presente custa R$ 2.530,00.
A quantia que está faltando é um número cuja soma dos algarismos é
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Os dois juntaram R$ 1.978, e faltam R$ 552, cuja soma dos algarismos é 12.

O maior múltiplo de 32 abaixo de 1000 é 992 (32×31). O maior múltiplo de 29 abaixo de 1000 é 986 (29×34). Juntos eles têm 1.978. Faltam 2.530 − 1.978 = 552, e 5 + 5 + 2 = 12.

Análise das alternativas

B, C, D e E não correspondem à soma dos algarismos de 552.

Referência: Múltiplos e divisão com resto

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Sistema Monetário

Colégio Militar do Rio de Janeiro 2020 Fundamental

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Maria Clara tem um cofrinho de moedas, que será aberto no fim do ano, para comprar brinquedos e doar a orfanatos.
No domingo passado, tia Andréa foi visitá-la e depositou 80 moedas no cofrinho. Eram apenas moedas de 25 e de 50 centavos. Sabe-se que, dentre as moedas que a tia depositou, se pegarmos uma, ao acaso, a probabilidade de ser uma moeda de 25 centavos é de 75%.
Representando a quantia total depositada por tia Andréa através de cédulas, qual das opções a seguir seria a correta?
Selecione uma alternativa

Matemática Sistema de Numeração Romano

Colégio Militar do Rio de Janeiro 2020 Fundamental

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O sistema de numeração indo-arábico é formado por apenas 10 símbolos, conhecidos como algarismos:

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Uma diferença entre esse sistema e o romano, por exemplo, é que ele é um sistema de valor posicional. Isso quer dizer que o mesmo símbolo pode ser usado para representar quantidades diferentes, a depender da posição do símbolo (ou algarismo).
Observe a situação a seguir.

Quadro: Usando apenas algarismos ímpares, temos os números M e N, de modo que: M é o maior número de 5 algarismos diferentes; N é o menor número de 5 algarismos diferentes. O algarismo 7 ocupa posições diferentes em M e N. A quantidade de unidades deste algarismo em M menos a quantidade de unidades deste algarismo em N resulta no número K.

Assinale a opção que representa a quinta parte do número K escrita no sistema de numeração romano.
Selecione uma alternativa

Matemática Média Aritmética

Colégio Militar do Rio de Janeiro 2020 Fundamental

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Considerando todos os 125 alunos da professora Maria Helena, sabe-se que 60% são meninas.
No último final de semana, a professora corrigiu as provas trimestrais de todos os seus alunos.
Sobre os resultados, Maria Helena observou que 80% dos meninos e 40% das meninas obtiveram nota igual a 7 (sete). Além disso, 1/5 do total de alunos obteve nota 5 (cinco).
A seguir, a professora verificou que 2/3 do restante obtiveram nota 8 (oito) e os demais, nota 10 (dez).
A média aritmética das notas de todos os alunos é um número entre
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A soma das notas é 875 para 125 alunos, o que dá média 7,0.

São 75 meninas e 50 meninos. Tiraram 7: 80% dos 50 meninos (40) e 40% das 75 meninas (30), ou seja, 70 alunos. Tiraram 5: 1/5 de 125, ou seja, 25 alunos. Restam 30 alunos, dos quais 20 tiraram 8 e 10 tiraram 10. A soma é 490 + 125 + 160 + 100 = 875, e a média é 875 ÷ 125 = 7,0, que está entre 6,8 e 7,2.

Análise das alternativas

A, C, D e E trazem intervalos que não contêm 7,0.

Referência: Média aritmética e porcentagem

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Unidades de Medida de Massa

Colégio Militar do Rio de Janeiro 2020 Fundamental

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A Tenente Íris, bibliotecária do CMRJ, transferirá o acervo da biblioteca para novas instalações, situadas dois andares acima.
No caminho para a nova biblioteca, a tenente sempre usará um elevador, cuja capacidade máxima é de 400 quilos. E, em todas as viagens, sempre terá o auxílio do Soldado João, com seu carrinho, como pode ser observado na figura.

Ilustração da Tenente Íris, de farda camuflada, ao lado do Soldado João segurando um carrinho de carga. Crédito: ARTE: PC das Neves.

A tabela a seguir nos mostra a quantidade de livros que serão transferidos para as novas instalações.

Tabela com colunas Disciplina, Quantidade de livros e Massa de cada livro: Matemática, 330, 2100 dg; Ciências Naturais, 390, 0,280 kg; História, 450, 3,15 hg; Geografia, 510, 43,7 dag.

Sabe-se que a tenente tem massa de 75 kg, o soldado, de 73 kg e o carrinho, de 30 kg.
Qual o número mínimo de viagens de subida que eles farão para transportar todos os livros da tabela?
Selecione uma alternativa

Matemática Sólidos Geométricos

Colégio Militar do Rio de Janeiro 2020 Fundamental

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No Laboratório de Matemática do Colégio Militar do Rio de Janeiro, há somente os modelos de sólidos da imagem a seguir.

Modelos de sólidos, da esquerda para a direita: esfera, cone, cilindro, pirâmide de base quadrangular e prisma de base pentagonal.

Sabe-se que são 40 esferas e que o número de cilindros é três vezes o número de arestas da pirâmide. Sabe-se também que existem 24 poliedros de 5 faces e que o número de cones é igual ao quádruplo do número de faces do prisma. Já a quantidade de prismas é um número menor do que 50 e múltiplo, simultaneamente, de 6 e 7.
Dentre as frações abaixo, qual representa a quantidade de poliedros em relação à quantidade total de sólidos?
Selecione uma alternativa

Matemática Máximo Divisor Comum

Colégio Militar do Rio de Janeiro 2020 Fundamental

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Observe o diálogo abaixo:

Tirinha: o General Himário, ao telefone em sua mesa, diz: “A biblioteca de Brasília recebeu 2.040 exemplares de revistas da nossa editora e decidimos doar 1/3 do total para o CMRJ.” O Coronel Isaías, ao telefone em outra mesa, responde: “Que ótima notícia!”. Crédito: ARTE: PC das Neves.

O General Himário, ex-aluno e ex-comandante do CMRJ, está sempre nos presenteando. A notícia alegrou muito o Coronel Isaías, comandante do Colégio, e ele logo solicitou à Tenente Íris que reservasse algumas prateleiras nas estantes da biblioteca, exclusivamente, para essas revistas.
As revistas serão organizadas sempre em quantidades iguais por prateleira. Cada prateleira terá quantidade máxima de revistas e não haverá mistura de títulos em uma mesma prateleira.
A doação consta de 220 revistas “A Cavalaria”, 120 revistas “Jogos da Amizade”, 80 revistas “O Infante” e os outros exemplares são todos da revista “Matemática Viva”.

É correto afirmar que
Selecione uma alternativa

Matemática Problemas com Números Decimais

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Os alunos de uma escola do Rio de Janeiro decidiram organizar grupos solidários. Cada ano escolar ficou responsável por arrecadar dinheiro e comprar itens específicos para doação. Desse modo, por exemplo, o 4º ano arrecadou um total de R$ 2.712,00 e usou toda essa quantia na compra de cestas básicas.
A tabela abaixo registra o valor total arrecadado por cada ano escolar e a quantidade de itens comprados. Todo o valor arrecadado foi empregado na compra listada a seguir.

Tabela com colunas Ano Escolar, Valor total arrecadado e Itens comprados: 1º ano, triângulo, 40 livros infantis; 2º ano, coração, quadrado seguido de brinquedos; 3º ano, pentágono, 30 latas de leite; 4º ano, 2.712,00, 60 cestas básicas; 5º ano, hexágono, 80 caixas de maçãs. Os símbolos representam valores não revelados.

Como se observa, nem todos os valores da tabela foram revelados. Sobre esses valores, sabe-se que:

- O valor unitário de cada livro infantil é representado por um número primo.
- Cada cesta básica custou R$ 6,60 a mais que cada caixa de maçã.
- 41 latas de leite custam R$ 383,35.
- O número de brinquedos é igual à média aritmética entre o número de livros infantis e o número de cestas básicas adquiridos.
- O valor total arrecadado pelo 1º ano está entre R$ 900,00 e R$ 1000,00.
- Cada brinquedo custou R$ 12,50.

Qual o valor total arrecadado pelos cinco anos escolares juntos?
Selecione uma alternativa

Matemática Frações

Colégio Militar do Rio de Janeiro 2020 Fundamental

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Para o Concurso de Admissão, o Comandante do CMRJ solicitou que fizessem a higienização dos bebedouros. O primeiro passo nesse processo consiste em esvaziar cada um dos bebedouros, pois sempre sobra água em seus reservatórios.
O Cabo Aurélio, encarregado de esvaziar 4 bebedouros iguais, observou que, em cada um deles, havia ainda 2/9 de sua capacidade total. Para esvaziá-los, Aurélio utilizou um cantil, com capacidade de 3/10 de litro. Ele encheu completamente o cantil 75 vezes para esvaziar cada bebedouro.
Quando o Cabo Aurélio iniciou o processo de higienização, quantos litros de água já haviam sido consumidos nesses 4 bebedouros juntos, levando em consideração a capacidade máxima deles?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Cada bebedouro tem capacidade de 101,25 L, e os 4 consumiram 7/9 dessa capacidade, ou seja, 315 L.

Cada bebedouro tinha 2/9 da capacidade, que foi esvaziado com 75 × 3/10 = 22,5 L. Logo 2/9 de C = 22,5, e C = 101,25 L. Já haviam sido consumidos 7/9 de C por bebedouro: 7/9 × 101,25 = 78,75 L. Nos 4 bebedouros são 4 × 78,75 = 315 L.

Análise das alternativas

A) 78,25 não corresponde a nenhum cálculo do problema. B) 90 também não. C) 101,25 é a capacidade de um bebedouro. E) 405 é a capacidade dos 4 bebedouros juntos.

Referência: Frações e problemas de capacidade

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

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Texto-base:
Texto I

História das invenções

1 Dona Benta costumava receber livros novos, de ciências, de arte, de literatura. Era o tipo da
velhinha novidadeira. Bem dizia o compadre Teodorico: "Dona Benta parece velha, mas não é, tem o
espírito mais moço que o de jovens de vinte anos".
Assim foi que naquele bolorento mês de fevereiro, em que era impossível botar o nariz fora
5 de casa, de tanto que chovia, resolveu contar aos meninos um dos últimos livros chegados.
— Tenho aqui um livro de Hendrik Van Loon — disse ela —, um sábio americano, autor de
coisas muito interessantes. Ele sai dos caminhos por onde todo mundo anda e fala das ciências dum
modo que tudo vira romance, de tão atrativo. Já li para vocês a geografia que ele escreveu e agora
vou ler este último livro — História das invenções do homem, o fazedor de milagres.
10 Era um livro grosso, de capa preta, cheio de desenhos feitos pelo próprio autor. Desenhos
não muito bons, mas que serviam para acentuar suas ideias.
— E quando começa? — quis saber Narizinho.
— Hoje mesmo, no serão. Podemos começar logo depois do rádio.
— Comece, vovó! — disse Pedrinho. E Dona Benta começou.
15 — Este livro não é para crianças — disse ela; — mas se eu ler do meu modo, vocês
entenderão tudo. Não tenham receio de me interromperem com perguntas, sempre que houver
qualquer coisa obscura. Aqui está o prefácio. . .
— Que é prefácio? — perguntou Emília.
— São palavras explicativas que certos autores põem no começo do livro para esclarecer os
20 leitores sobre as suas intenções. O prefácio pode ser escrito pelo próprio autor ou por outra pessoa
qualquer. Neste prefácio o Senhor Van Loon diz que antigamente tudo era muito simples. . .
— Tudo o quê? — interrompeu Pedrinho. — A explicação das coisas do mundo. A Terra
formava o centro do universo. O céu era uma abóbada de cristal azul onde à noite os anjos abriam
buraquinhos para espiar. Esses buraquinhos formavam as estrelas. Tudo muito simples.
25 Mas depois as coisas se complicaram. Um sábio da Polônia, de nome Nicolau Copérnico,
publicou um livro no qual provava que a Terra não era fixa, pois girava em redor do Sol, e as estrelas
não eram brinquedinhos dos anjos, sim sóis imensos, em redor dos quais giravam milhões de terras
como a nossa.
Isso veio causar uma grande trapalhada nas ideias assentes, isto é, nas ideias que estavam na
30 cabeça de todo mundo — e por um triz não queimaram vivo a esse homem. Afinal a sua ideia
venceu e hoje ninguém pensa de outra maneira.
A astronomia, que é a ciência que estuda os astros, tomou um grande desenvolvimento. Os
astrônomos foram descobrindo coisas e mais coisas, chegando à perfeição de medir a distância dum
astro a outro, e pesar a massa desses astros. As distâncias entre os astros eram tão grandes que as
35 nossas medidas comuns se tornaram insuficientes. Foi preciso criar medidas novas — medidas
astronômicas.
— Por quê? — perguntou Narizinho. — Com o quilômetro a gente pode medir qualquer
distância. É só ir botando zeros e mais zeros.
— Parece, minha filha. As distâncias entre os astros são tamanhas que para medi-las com
40 quilômetros seria necessário usar carroçadas de zeros, de maneira que não haveria papel que
chegasse. E então os astrônomos inventaram o "metro astronômico", ou a "unidade astronômica",
que é como eles dizem. Essa unidade, esse metro tinha 92 900 000 milhas.
— Que colosso, vovó! Eu acho que fizeram um metro grande demais. . .
— Pois está muito enganada, minha filha. As distâncias entre a Terra e as novas estrelas, que
45 com os modernos telescópios foram sendo descobertas, acabaram deixando essa medida pequena. E
então o astrônomo Michelson propôs outra medida: o ano-luz.
— Cáspite!
— Pois bem, isto que os astrônomos fizeram para os astros, outros homens de ciência
fizeram para o contrário dos astros, isto é, para as moléculas e átomos, que são coisinhas
50 infinitamente pequenas. Chegaram a medir átomos que têm o tamanhinho de uma trilionésima parte
de milímetro.
— Será possível? Um milímetro já é uma isca que a gente mal percebe. . .
— Ora, neste livro o Senhor Van Loon trata de mostrar como esse bichinho homem, que já foi
peludo e andava de quatro, chegou a desenvolver seu cérebro a ponto de medir a distância entre os
55 astros e a calcular o tamanho dos átomos.
— Como foi isso?
— Inventando coisas. O homem é um grande inventor de coisas, e a história do homem na
Terra não passa da história das suas invenções com todas as consequências que elas trouxeram para
a vida humana. É mais ou menos isto o que Van Loon diz neste prefácio. Vamos agora ver o capítulo
60 número 1.
— Depois da pipoca, vovó! — gritou Narizinho farejando o ar.
De fato: da cozinha vinha para a sala o cheiro das pipocas que Tia Nastácia estava
rebentando. Pipocas à noite foi coisa que nunca faltou no sítio de Dona Benta.

Adaptado de: LOBATO, Monteiro. História das invenções. São Paulo, SP: Círculo do Livro.

Analise atentamente a seguinte passagem do texto I:

“Mas depois as coisas se complicaram. Um sábio da Polônia, de nome Nicolau Copérnico, publicou um livro no qual provava que a Terra não era fixa, pois girava em redor do Sol, e as estrelas não eram brinquedinhos dos anjos, sim sóis imensos, em redor dos quais giravam milhões de terras como a nossa”. (l. 25 a 28)

Sobre o trecho acima, é correto afirmar que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O trecho apresenta uma nova visão humana sobre o universo.

Copérnico propôs que a Terra gira em torno do Sol e que as estrelas são sóis imensos, o que substituiu a visão antiga e simples do universo. Isso é uma nova perspectiva humana sobre o universo.

Análise das alternativas

A) Ele provou que a Terra não era fixa, ou seja, que girava. C) O texto não diz que a ciência prefere o complexo ao racional. D) A nova ideia contrariou as crenças populares. E) Tia Nastácia aparece só no trecho final, ligada às pipocas, e não ilustra o progresso científico.

Referência: Interpretação de texto

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Pontuação

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Texto-base:
Texto I

História das invenções

1 Dona Benta costumava receber livros novos, de ciências, de arte, de literatura. Era o tipo da
velhinha novidadeira. Bem dizia o compadre Teodorico: "Dona Benta parece velha, mas não é, tem o
espírito mais moço que o de jovens de vinte anos".
Assim foi que naquele bolorento mês de fevereiro, em que era impossível botar o nariz fora
5 de casa, de tanto que chovia, resolveu contar aos meninos um dos últimos livros chegados.
— Tenho aqui um livro de Hendrik Van Loon — disse ela —, um sábio americano, autor de
coisas muito interessantes. Ele sai dos caminhos por onde todo mundo anda e fala das ciências dum
modo que tudo vira romance, de tão atrativo. Já li para vocês a geografia que ele escreveu e agora
vou ler este último livro — História das invenções do homem, o fazedor de milagres.
10 Era um livro grosso, de capa preta, cheio de desenhos feitos pelo próprio autor. Desenhos
não muito bons, mas que serviam para acentuar suas ideias.
— E quando começa? — quis saber Narizinho.
— Hoje mesmo, no serão. Podemos começar logo depois do rádio.
— Comece, vovó! — disse Pedrinho. E Dona Benta começou.
15 — Este livro não é para crianças — disse ela; — mas se eu ler do meu modo, vocês
entenderão tudo. Não tenham receio de me interromperem com perguntas, sempre que houver
qualquer coisa obscura. Aqui está o prefácio. . .
— Que é prefácio? — perguntou Emília.
— São palavras explicativas que certos autores põem no começo do livro para esclarecer os
20 leitores sobre as suas intenções. O prefácio pode ser escrito pelo próprio autor ou por outra pessoa
qualquer. Neste prefácio o Senhor Van Loon diz que antigamente tudo era muito simples. . .
— Tudo o quê? — interrompeu Pedrinho. — A explicação das coisas do mundo. A Terra
formava o centro do universo. O céu era uma abóbada de cristal azul onde à noite os anjos abriam
buraquinhos para espiar. Esses buraquinhos formavam as estrelas. Tudo muito simples.
25 Mas depois as coisas se complicaram. Um sábio da Polônia, de nome Nicolau Copérnico,
publicou um livro no qual provava que a Terra não era fixa, pois girava em redor do Sol, e as estrelas
não eram brinquedinhos dos anjos, sim sóis imensos, em redor dos quais giravam milhões de terras
como a nossa.
Isso veio causar uma grande trapalhada nas ideias assentes, isto é, nas ideias que estavam na
30 cabeça de todo mundo — e por um triz não queimaram vivo a esse homem. Afinal a sua ideia
venceu e hoje ninguém pensa de outra maneira.
A astronomia, que é a ciência que estuda os astros, tomou um grande desenvolvimento. Os
astrônomos foram descobrindo coisas e mais coisas, chegando à perfeição de medir a distância dum
astro a outro, e pesar a massa desses astros. As distâncias entre os astros eram tão grandes que as
35 nossas medidas comuns se tornaram insuficientes. Foi preciso criar medidas novas — medidas
astronômicas.
— Por quê? — perguntou Narizinho. — Com o quilômetro a gente pode medir qualquer
distância. É só ir botando zeros e mais zeros.
— Parece, minha filha. As distâncias entre os astros são tamanhas que para medi-las com
40 quilômetros seria necessário usar carroçadas de zeros, de maneira que não haveria papel que
chegasse. E então os astrônomos inventaram o "metro astronômico", ou a "unidade astronômica",
que é como eles dizem. Essa unidade, esse metro tinha 92 900 000 milhas.
— Que colosso, vovó! Eu acho que fizeram um metro grande demais. . .
— Pois está muito enganada, minha filha. As distâncias entre a Terra e as novas estrelas, que
45 com os modernos telescópios foram sendo descobertas, acabaram deixando essa medida pequena. E
então o astrônomo Michelson propôs outra medida: o ano-luz.
— Cáspite!
— Pois bem, isto que os astrônomos fizeram para os astros, outros homens de ciência
fizeram para o contrário dos astros, isto é, para as moléculas e átomos, que são coisinhas
50 infinitamente pequenas. Chegaram a medir átomos que têm o tamanhinho de uma trilionésima parte
de milímetro.
— Será possível? Um milímetro já é uma isca que a gente mal percebe. . .
— Ora, neste livro o Senhor Van Loon trata de mostrar como esse bichinho homem, que já foi
peludo e andava de quatro, chegou a desenvolver seu cérebro a ponto de medir a distância entre os
55 astros e a calcular o tamanho dos átomos.
— Como foi isso?
— Inventando coisas. O homem é um grande inventor de coisas, e a história do homem na
Terra não passa da história das suas invenções com todas as consequências que elas trouxeram para
a vida humana. É mais ou menos isto o que Van Loon diz neste prefácio. Vamos agora ver o capítulo
60 número 1.
— Depois da pipoca, vovó! — gritou Narizinho farejando o ar.
De fato: da cozinha vinha para a sala o cheiro das pipocas que Tia Nastácia estava
rebentando. Pipocas à noite foi coisa que nunca faltou no sítio de Dona Benta.

Adaptado de: LOBATO, Monteiro. História das invenções. São Paulo, SP: Círculo do Livro.

Analise atentamente: “e as estrelas não eram brinquedinhos dos anjos, sim sóis imensos” (l. 26 e 27).
O uso da vírgula, no fragmento acima, vincula-se a determinado valor semântico. Tal valor pode ser construído por meio de outro(s) sinal(is) de pontuação, a exemplo do que ocorre em:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A vírgula em 'não eram brinquedinhos, sim sóis' marca oposição; em C, travessão e ponto e vírgula antes de 'mas' também marcam oposição.

No trecho, a vírgula separa uma negação de uma afirmação ('não eram... sim sóis'), o que dá valor de contraste ou adversidade. Na alternativa C, o ponto e vírgula e o travessão antecedem 'mas', que também introduz oposição. Há aí o mesmo valor semântico, expresso por outros sinais.

Análise das alternativas

A) O ponto final apenas encerra a frase. B) Os dois-pontos introduzem uma explicação. D) O ponto de interrogação marca a pergunta, e as reticências marcam hesitação. E) O travessão introduz um aposto explicativo, o título do livro.

Referência: Pontuação: valores semânticos dos sinais

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

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Texto-base:
Texto I

História das invenções

1 Dona Benta costumava receber livros novos, de ciências, de arte, de literatura. Era o tipo da
velhinha novidadeira. Bem dizia o compadre Teodorico: "Dona Benta parece velha, mas não é, tem o
espírito mais moço que o de jovens de vinte anos".
Assim foi que naquele bolorento mês de fevereiro, em que era impossível botar o nariz fora
5 de casa, de tanto que chovia, resolveu contar aos meninos um dos últimos livros chegados.
— Tenho aqui um livro de Hendrik Van Loon — disse ela —, um sábio americano, autor de
coisas muito interessantes. Ele sai dos caminhos por onde todo mundo anda e fala das ciências dum
modo que tudo vira romance, de tão atrativo. Já li para vocês a geografia que ele escreveu e agora
vou ler este último livro — História das invenções do homem, o fazedor de milagres.
10 Era um livro grosso, de capa preta, cheio de desenhos feitos pelo próprio autor. Desenhos
não muito bons, mas que serviam para acentuar suas ideias.
— E quando começa? — quis saber Narizinho.
— Hoje mesmo, no serão. Podemos começar logo depois do rádio.
— Comece, vovó! — disse Pedrinho. E Dona Benta começou.
15 — Este livro não é para crianças — disse ela; — mas se eu ler do meu modo, vocês
entenderão tudo. Não tenham receio de me interromperem com perguntas, sempre que houver
qualquer coisa obscura. Aqui está o prefácio. . .
— Que é prefácio? — perguntou Emília.
— São palavras explicativas que certos autores põem no começo do livro para esclarecer os
20 leitores sobre as suas intenções. O prefácio pode ser escrito pelo próprio autor ou por outra pessoa
qualquer. Neste prefácio o Senhor Van Loon diz que antigamente tudo era muito simples. . .
— Tudo o quê? — interrompeu Pedrinho. — A explicação das coisas do mundo. A Terra
formava o centro do universo. O céu era uma abóbada de cristal azul onde à noite os anjos abriam
buraquinhos para espiar. Esses buraquinhos formavam as estrelas. Tudo muito simples.
25 Mas depois as coisas se complicaram. Um sábio da Polônia, de nome Nicolau Copérnico,
publicou um livro no qual provava que a Terra não era fixa, pois girava em redor do Sol, e as estrelas
não eram brinquedinhos dos anjos, sim sóis imensos, em redor dos quais giravam milhões de terras
como a nossa.
Isso veio causar uma grande trapalhada nas ideias assentes, isto é, nas ideias que estavam na
30 cabeça de todo mundo — e por um triz não queimaram vivo a esse homem. Afinal a sua ideia
venceu e hoje ninguém pensa de outra maneira.
A astronomia, que é a ciência que estuda os astros, tomou um grande desenvolvimento. Os
astrônomos foram descobrindo coisas e mais coisas, chegando à perfeição de medir a distância dum
astro a outro, e pesar a massa desses astros. As distâncias entre os astros eram tão grandes que as
35 nossas medidas comuns se tornaram insuficientes. Foi preciso criar medidas novas — medidas
astronômicas.
— Por quê? — perguntou Narizinho. — Com o quilômetro a gente pode medir qualquer
distância. É só ir botando zeros e mais zeros.
— Parece, minha filha. As distâncias entre os astros são tamanhas que para medi-las com
40 quilômetros seria necessário usar carroçadas de zeros, de maneira que não haveria papel que
chegasse. E então os astrônomos inventaram o "metro astronômico", ou a "unidade astronômica",
que é como eles dizem. Essa unidade, esse metro tinha 92 900 000 milhas.
— Que colosso, vovó! Eu acho que fizeram um metro grande demais. . .
— Pois está muito enganada, minha filha. As distâncias entre a Terra e as novas estrelas, que
45 com os modernos telescópios foram sendo descobertas, acabaram deixando essa medida pequena. E
então o astrônomo Michelson propôs outra medida: o ano-luz.
— Cáspite!
— Pois bem, isto que os astrônomos fizeram para os astros, outros homens de ciência
fizeram para o contrário dos astros, isto é, para as moléculas e átomos, que são coisinhas
50 infinitamente pequenas. Chegaram a medir átomos que têm o tamanhinho de uma trilionésima parte
de milímetro.
— Será possível? Um milímetro já é uma isca que a gente mal percebe. . .
— Ora, neste livro o Senhor Van Loon trata de mostrar como esse bichinho homem, que já foi
peludo e andava de quatro, chegou a desenvolver seu cérebro a ponto de medir a distância entre os
55 astros e a calcular o tamanho dos átomos.
— Como foi isso?
— Inventando coisas. O homem é um grande inventor de coisas, e a história do homem na
Terra não passa da história das suas invenções com todas as consequências que elas trouxeram para
a vida humana. É mais ou menos isto o que Van Loon diz neste prefácio. Vamos agora ver o capítulo
60 número 1.
— Depois da pipoca, vovó! — gritou Narizinho farejando o ar.
De fato: da cozinha vinha para a sala o cheiro das pipocas que Tia Nastácia estava
rebentando. Pipocas à noite foi coisa que nunca faltou no sítio de Dona Benta.

Adaptado de: LOBATO, Monteiro. História das invenções. São Paulo, SP: Círculo do Livro.

Sobre a personagem Dona Benta, com base na leitura do texto I, é correto afirmar que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Dona Benta incentiva as crianças a interromper e perguntar à vontade.

Dona Benta diz: 'Não tenham receio de me interromperem com perguntas', e responde a Emília, Pedrinho e Narizinho. Isso mostra que ela incentiva a participação desenvolta das crianças.

Análise das alternativas

A) Ela lê livros de ciências, arte e literatura, o que mostra bagagem cultural ampla. B) Ela dialoga e responde às crianças, sem monopolizar a conversa. C) É chamada de 'novidadeira', de espírito moço. D) A leitura tem fim também instrutivo, não apenas lúdico.

Referência: Interpretação de texto; caracterização de personagem

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Significação das Palavras — Sinonímia

Colégio Militar do Rio de Janeiro 2020 Fundamental

Colégio Militar do Rio de Janeiro (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto I

História das invenções

1 Dona Benta costumava receber livros novos, de ciências, de arte, de literatura. Era o tipo da
velhinha novidadeira. Bem dizia o compadre Teodorico: "Dona Benta parece velha, mas não é, tem o
espírito mais moço que o de jovens de vinte anos".
Assim foi que naquele bolorento mês de fevereiro, em que era impossível botar o nariz fora
5 de casa, de tanto que chovia, resolveu contar aos meninos um dos últimos livros chegados.
— Tenho aqui um livro de Hendrik Van Loon — disse ela —, um sábio americano, autor de
coisas muito interessantes. Ele sai dos caminhos por onde todo mundo anda e fala das ciências dum
modo que tudo vira romance, de tão atrativo. Já li para vocês a geografia que ele escreveu e agora
vou ler este último livro — História das invenções do homem, o fazedor de milagres.
10 Era um livro grosso, de capa preta, cheio de desenhos feitos pelo próprio autor. Desenhos
não muito bons, mas que serviam para acentuar suas ideias.
— E quando começa? — quis saber Narizinho.
— Hoje mesmo, no serão. Podemos começar logo depois do rádio.
— Comece, vovó! — disse Pedrinho. E Dona Benta começou.
15 — Este livro não é para crianças — disse ela; — mas se eu ler do meu modo, vocês
entenderão tudo. Não tenham receio de me interromperem com perguntas, sempre que houver
qualquer coisa obscura. Aqui está o prefácio. . .
— Que é prefácio? — perguntou Emília.
— São palavras explicativas que certos autores põem no começo do livro para esclarecer os
20 leitores sobre as suas intenções. O prefácio pode ser escrito pelo próprio autor ou por outra pessoa
qualquer. Neste prefácio o Senhor Van Loon diz que antigamente tudo era muito simples. . .
— Tudo o quê? — interrompeu Pedrinho. — A explicação das coisas do mundo. A Terra
formava o centro do universo. O céu era uma abóbada de cristal azul onde à noite os anjos abriam
buraquinhos para espiar. Esses buraquinhos formavam as estrelas. Tudo muito simples.
25 Mas depois as coisas se complicaram. Um sábio da Polônia, de nome Nicolau Copérnico,
publicou um livro no qual provava que a Terra não era fixa, pois girava em redor do Sol, e as estrelas
não eram brinquedinhos dos anjos, sim sóis imensos, em redor dos quais giravam milhões de terras
como a nossa.
Isso veio causar uma grande trapalhada nas ideias assentes, isto é, nas ideias que estavam na
30 cabeça de todo mundo — e por um triz não queimaram vivo a esse homem. Afinal a sua ideia
venceu e hoje ninguém pensa de outra maneira.
A astronomia, que é a ciência que estuda os astros, tomou um grande desenvolvimento. Os
astrônomos foram descobrindo coisas e mais coisas, chegando à perfeição de medir a distância dum
astro a outro, e pesar a massa desses astros. As distâncias entre os astros eram tão grandes que as
35 nossas medidas comuns se tornaram insuficientes. Foi preciso criar medidas novas — medidas
astronômicas.
— Por quê? — perguntou Narizinho. — Com o quilômetro a gente pode medir qualquer
distância. É só ir botando zeros e mais zeros.
— Parece, minha filha. As distâncias entre os astros são tamanhas que para medi-las com
40 quilômetros seria necessário usar carroçadas de zeros, de maneira que não haveria papel que
chegasse. E então os astrônomos inventaram o "metro astronômico", ou a "unidade astronômica",
que é como eles dizem. Essa unidade, esse metro tinha 92 900 000 milhas.
— Que colosso, vovó! Eu acho que fizeram um metro grande demais. . .
— Pois está muito enganada, minha filha. As distâncias entre a Terra e as novas estrelas, que
45 com os modernos telescópios foram sendo descobertas, acabaram deixando essa medida pequena. E
então o astrônomo Michelson propôs outra medida: o ano-luz.
— Cáspite!
— Pois bem, isto que os astrônomos fizeram para os astros, outros homens de ciência
fizeram para o contrário dos astros, isto é, para as moléculas e átomos, que são coisinhas
50 infinitamente pequenas. Chegaram a medir átomos que têm o tamanhinho de uma trilionésima parte
de milímetro.
— Será possível? Um milímetro já é uma isca que a gente mal percebe. . .
— Ora, neste livro o Senhor Van Loon trata de mostrar como esse bichinho homem, que já foi
peludo e andava de quatro, chegou a desenvolver seu cérebro a ponto de medir a distância entre os
55 astros e a calcular o tamanho dos átomos.
— Como foi isso?
— Inventando coisas. O homem é um grande inventor de coisas, e a história do homem na
Terra não passa da história das suas invenções com todas as consequências que elas trouxeram para
a vida humana. É mais ou menos isto o que Van Loon diz neste prefácio. Vamos agora ver o capítulo
60 número 1.
— Depois da pipoca, vovó! — gritou Narizinho farejando o ar.
De fato: da cozinha vinha para a sala o cheiro das pipocas que Tia Nastácia estava
rebentando. Pipocas à noite foi coisa que nunca faltou no sítio de Dona Benta.

Adaptado de: LOBATO, Monteiro. História das invenções. São Paulo, SP: Círculo do Livro.

Trecho citado: “Desenhos não muito bons, mas que serviam para acentuar suas ideias.” (l.10 e 11), com a palavra “acentuar” em negrito (destaque).
Assinale a opção cujo par de palavras melhor substitui a palavra em destaque no trecho acima:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Preposições — Relações de Sentido

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Texto-base:
Texto I

História das invenções

1 Dona Benta costumava receber livros novos, de ciências, de arte, de literatura. Era o tipo da
velhinha novidadeira. Bem dizia o compadre Teodorico: "Dona Benta parece velha, mas não é, tem o
espírito mais moço que o de jovens de vinte anos".
Assim foi que naquele bolorento mês de fevereiro, em que era impossível botar o nariz fora
5 de casa, de tanto que chovia, resolveu contar aos meninos um dos últimos livros chegados.
— Tenho aqui um livro de Hendrik Van Loon — disse ela —, um sábio americano, autor de
coisas muito interessantes. Ele sai dos caminhos por onde todo mundo anda e fala das ciências dum
modo que tudo vira romance, de tão atrativo. Já li para vocês a geografia que ele escreveu e agora
vou ler este último livro — História das invenções do homem, o fazedor de milagres.
10 Era um livro grosso, de capa preta, cheio de desenhos feitos pelo próprio autor. Desenhos
não muito bons, mas que serviam para acentuar suas ideias.
— E quando começa? — quis saber Narizinho.
— Hoje mesmo, no serão. Podemos começar logo depois do rádio.
— Comece, vovó! — disse Pedrinho. E Dona Benta começou.
15 — Este livro não é para crianças — disse ela; — mas se eu ler do meu modo, vocês
entenderão tudo. Não tenham receio de me interromperem com perguntas, sempre que houver
qualquer coisa obscura. Aqui está o prefácio. . .
— Que é prefácio? — perguntou Emília.
— São palavras explicativas que certos autores põem no começo do livro para esclarecer os
20 leitores sobre as suas intenções. O prefácio pode ser escrito pelo próprio autor ou por outra pessoa
qualquer. Neste prefácio o Senhor Van Loon diz que antigamente tudo era muito simples. . .
— Tudo o quê? — interrompeu Pedrinho. — A explicação das coisas do mundo. A Terra
formava o centro do universo. O céu era uma abóbada de cristal azul onde à noite os anjos abriam
buraquinhos para espiar. Esses buraquinhos formavam as estrelas. Tudo muito simples.
25 Mas depois as coisas se complicaram. Um sábio da Polônia, de nome Nicolau Copérnico,
publicou um livro no qual provava que a Terra não era fixa, pois girava em redor do Sol, e as estrelas
não eram brinquedinhos dos anjos, sim sóis imensos, em redor dos quais giravam milhões de terras
como a nossa.
Isso veio causar uma grande trapalhada nas ideias assentes, isto é, nas ideias que estavam na
30 cabeça de todo mundo — e por um triz não queimaram vivo a esse homem. Afinal a sua ideia
venceu e hoje ninguém pensa de outra maneira.
A astronomia, que é a ciência que estuda os astros, tomou um grande desenvolvimento. Os
astrônomos foram descobrindo coisas e mais coisas, chegando à perfeição de medir a distância dum
astro a outro, e pesar a massa desses astros. As distâncias entre os astros eram tão grandes que as
35 nossas medidas comuns se tornaram insuficientes. Foi preciso criar medidas novas — medidas
astronômicas.
— Por quê? — perguntou Narizinho. — Com o quilômetro a gente pode medir qualquer
distância. É só ir botando zeros e mais zeros.
— Parece, minha filha. As distâncias entre os astros são tamanhas que para medi-las com
40 quilômetros seria necessário usar carroçadas de zeros, de maneira que não haveria papel que
chegasse. E então os astrônomos inventaram o "metro astronômico", ou a "unidade astronômica",
que é como eles dizem. Essa unidade, esse metro tinha 92 900 000 milhas.
— Que colosso, vovó! Eu acho que fizeram um metro grande demais. . .
— Pois está muito enganada, minha filha. As distâncias entre a Terra e as novas estrelas, que
45 com os modernos telescópios foram sendo descobertas, acabaram deixando essa medida pequena. E
então o astrônomo Michelson propôs outra medida: o ano-luz.
— Cáspite!
— Pois bem, isto que os astrônomos fizeram para os astros, outros homens de ciência
fizeram para o contrário dos astros, isto é, para as moléculas e átomos, que são coisinhas
50 infinitamente pequenas. Chegaram a medir átomos que têm o tamanhinho de uma trilionésima parte
de milímetro.
— Será possível? Um milímetro já é uma isca que a gente mal percebe. . .
— Ora, neste livro o Senhor Van Loon trata de mostrar como esse bichinho homem, que já foi
peludo e andava de quatro, chegou a desenvolver seu cérebro a ponto de medir a distância entre os
55 astros e a calcular o tamanho dos átomos.
— Como foi isso?
— Inventando coisas. O homem é um grande inventor de coisas, e a história do homem na
Terra não passa da história das suas invenções com todas as consequências que elas trouxeram para
a vida humana. É mais ou menos isto o que Van Loon diz neste prefácio. Vamos agora ver o capítulo
60 número 1.
— Depois da pipoca, vovó! — gritou Narizinho farejando o ar.
De fato: da cozinha vinha para a sala o cheiro das pipocas que Tia Nastácia estava
rebentando. Pipocas à noite foi coisa que nunca faltou no sítio de Dona Benta.

Adaptado de: LOBATO, Monteiro. História das invenções. São Paulo, SP: Círculo do Livro.

Texto-base:
Texto II

Exposição virtual conta a história das grandes invenções da Humanidade
Projeto reúne mais de 200 mil imagens, vídeos e registros históricos; aplicativo usa realidade aumentada para explicar Big Bang

1 RIO — Em 1608, o alemão Hans Lippershey apresentou um pedido de patente para uma
lente capaz de “ver coisas distantes como se estivessem próximas”. O pedido foi negado, mas a
notícia da invenção se espalhou pela Europa e, no ano seguinte, o italiano Galileu Galilei mirou essa
lente melhorada para o céu, descobriu luas em Júpiter e crateras na Lua, dando início à astronomia
5 observacional. Quatro séculos depois, telescópios estão no espaço, observando galáxias a bilhões
de anos-luz de distância. Essa é uma das histórias reunidas pelo projeto “Once Upon a Try“,
desenvolvido pelo Google Arts & Culture com 110 museus e instituições científicas ao redor do
mundo.
Trata-se da maior exibição virtual sobre a inovação e a inventividade humana. São quase 400
10 exposições virtuais, com mais de 200 mil imagens, vídeos e registros históricos, como a coleção,
inédita na internet, de cem cartas enviadas por Albert Einstein a cientistas franceses, mantidas pela
prestigiada Académie dês Sciences francesa. Da Nasa, uma plataforma de aprendizado de máquina
oferece uma nova forma de explorar um arquivo com mais de 127 mil imagens espaciais.
— Nós trabalhamos nesse projeto por mais de dois anos — contou Luisella Mazza, diretora
15 de operações do Google Cultural Institute. — A curadoria das exposições foi feita pelas instituições
parceiras, sem ingerência do Google Arts & Culture. As instituições decidiram, de forma autônoma,
as imagens, as histórias e as invenções que fazem parte dessa mostra.
Coube ao Google o apoio com tecnologia, como no desenvolvimento do aplicativo “Big
Bang AR”, que explica o surgimento e a evolução do universo com realidade aumentada. O
20 conteúdo foi desenvolvido por físicos da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, conhecida
pela sigla Cern, e coloca, literalmente, o evento do Big Bang na palma da mão dos usuários.
Modernas técnicas de digitalização foram empregadas para transformar em pixels o Mapa
de Juan de la Cosa, considerado o mais antigo registro do Novo Mundo. Pintado a mão num
pergaminho, o mapa ilustra as terras descobertas no continente americano até o fim do século XV,
25 por expedições espanholas, inglesas e portuguesas. A partir de agora, ele estará disponível, em
altíssima resolução, aos visitantes da mostra “Once Upon a Try“.
— O primeiro mapa das Américas, feito no início do século XVI, foi digitalizado com a
tecnologia gigapixel — explicou Luisella. — É uma câmera muito especial, que permite tirar fotos
em altíssima resolução, de até 2 bilhões de pixels, de forma muito rápida e intuitiva.
30 O foco do projeto está nas grandes descobertas e invenções, mas também há espaço para
inventos específicos, como a chuteira de futebol. Em parceria com o Museu do Futebol, a exposição
traça a história de um simples calçado que está nos pés das estrelas do esporte mais popular do
planeta, além de contar como foi a adaptação da chuteira em terras brasileiras.
O “Once Upon a Try” também oferece passeios virtuais, com o Google Street View, em
35 instalações como a Estação Espacial Internacional e o Grande Colisor de Hádrons do Cern, a maior
máquina já construída pelo homem. O túnel que se estende por 27 quilômetros na fronteira da
França com a Suíça ficou mundialmente conhecido por comprovar, em 2012, a existência do bóson
de Higgs, a partícula de Deus.

Adaptado de: https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/exposicao-virtual-conta-historia-das-grandes-invencoes-da-humanidade-23500843, acesso em 06SET2020, às 16:28.

Excerto: “De fato: da cozinha vinha para a sala o cheiro das pipocas que Tia Nastácia estava rebentando.” (l. 62 e 63 – Texto I), com a palavra “para” em negrito (destaque).
O termo em destaque no excerto acima estabelece uma relação de sentido equivalente ao destacado na seguinte passagem do Texto II:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

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Colégio Militar do Rio de Janeiro (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
Texto II

Exposição virtual conta a história das grandes invenções da Humanidade
Projeto reúne mais de 200 mil imagens, vídeos e registros históricos; aplicativo usa realidade aumentada para explicar Big Bang

1 RIO — Em 1608, o alemão Hans Lippershey apresentou um pedido de patente para uma
lente capaz de “ver coisas distantes como se estivessem próximas”. O pedido foi negado, mas a
notícia da invenção se espalhou pela Europa e, no ano seguinte, o italiano Galileu Galilei mirou essa
lente melhorada para o céu, descobriu luas em Júpiter e crateras na Lua, dando início à astronomia
5 observacional. Quatro séculos depois, telescópios estão no espaço, observando galáxias a bilhões
de anos-luz de distância. Essa é uma das histórias reunidas pelo projeto “Once Upon a Try“,
desenvolvido pelo Google Arts & Culture com 110 museus e instituições científicas ao redor do
mundo.
Trata-se da maior exibição virtual sobre a inovação e a inventividade humana. São quase 400
10 exposições virtuais, com mais de 200 mil imagens, vídeos e registros históricos, como a coleção,
inédita na internet, de cem cartas enviadas por Albert Einstein a cientistas franceses, mantidas pela
prestigiada Académie dês Sciences francesa. Da Nasa, uma plataforma de aprendizado de máquina
oferece uma nova forma de explorar um arquivo com mais de 127 mil imagens espaciais.
— Nós trabalhamos nesse projeto por mais de dois anos — contou Luisella Mazza, diretora
15 de operações do Google Cultural Institute. — A curadoria das exposições foi feita pelas instituições
parceiras, sem ingerência do Google Arts & Culture. As instituições decidiram, de forma autônoma,
as imagens, as histórias e as invenções que fazem parte dessa mostra.
Coube ao Google o apoio com tecnologia, como no desenvolvimento do aplicativo “Big
Bang AR”, que explica o surgimento e a evolução do universo com realidade aumentada. O
20 conteúdo foi desenvolvido por físicos da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, conhecida
pela sigla Cern, e coloca, literalmente, o evento do Big Bang na palma da mão dos usuários.
Modernas técnicas de digitalização foram empregadas para transformar em pixels o Mapa
de Juan de la Cosa, considerado o mais antigo registro do Novo Mundo. Pintado a mão num
pergaminho, o mapa ilustra as terras descobertas no continente americano até o fim do século XV,
25 por expedições espanholas, inglesas e portuguesas. A partir de agora, ele estará disponível, em
altíssima resolução, aos visitantes da mostra “Once Upon a Try“.
— O primeiro mapa das Américas, feito no início do século XVI, foi digitalizado com a
tecnologia gigapixel — explicou Luisella. — É uma câmera muito especial, que permite tirar fotos
em altíssima resolução, de até 2 bilhões de pixels, de forma muito rápida e intuitiva.
30 O foco do projeto está nas grandes descobertas e invenções, mas também há espaço para
inventos específicos, como a chuteira de futebol. Em parceria com o Museu do Futebol, a exposição
traça a história de um simples calçado que está nos pés das estrelas do esporte mais popular do
planeta, além de contar como foi a adaptação da chuteira em terras brasileiras.
O “Once Upon a Try” também oferece passeios virtuais, com o Google Street View, em
35 instalações como a Estação Espacial Internacional e o Grande Colisor de Hádrons do Cern, a maior
máquina já construída pelo homem. O túnel que se estende por 27 quilômetros na fronteira da
França com a Suíça ficou mundialmente conhecido por comprovar, em 2012, a existência do bóson
de Higgs, a partícula de Deus.

Adaptado de: https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/exposicao-virtual-conta-historia-das-grandes-invencoes-da-humanidade-23500843, acesso em 06SET2020, às 16:28.

Após a leitura e interpretação do Texto II, assinale a alternativa correta.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O texto discorre sobre a maior exibição virtual de inovação e inventividade humana.

O segundo parágrafo diz que se trata da 'maior exibição virtual sobre a inovação e a inventividade humana', o que confere com a alternativa C.

Análise das alternativas

A) O texto é uma reportagem para o público geral, não só para astrônomos. B) Não diz que as tecnologias ficaram obsoletas. D) A reportagem trata de fatos reais. E) A exposição é mais ampla e inclui Nasa, Cern, mapas e chuteiras, e não só Galileu e Einstein.

Referência: Interpretação de texto

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

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Texto-base:
Texto II

Exposição virtual conta a história das grandes invenções da Humanidade
Projeto reúne mais de 200 mil imagens, vídeos e registros históricos; aplicativo usa realidade aumentada para explicar Big Bang

1 RIO — Em 1608, o alemão Hans Lippershey apresentou um pedido de patente para uma
lente capaz de “ver coisas distantes como se estivessem próximas”. O pedido foi negado, mas a
notícia da invenção se espalhou pela Europa e, no ano seguinte, o italiano Galileu Galilei mirou essa
lente melhorada para o céu, descobriu luas em Júpiter e crateras na Lua, dando início à astronomia
5 observacional. Quatro séculos depois, telescópios estão no espaço, observando galáxias a bilhões
de anos-luz de distância. Essa é uma das histórias reunidas pelo projeto “Once Upon a Try“,
desenvolvido pelo Google Arts & Culture com 110 museus e instituições científicas ao redor do
mundo.
Trata-se da maior exibição virtual sobre a inovação e a inventividade humana. São quase 400
10 exposições virtuais, com mais de 200 mil imagens, vídeos e registros históricos, como a coleção,
inédita na internet, de cem cartas enviadas por Albert Einstein a cientistas franceses, mantidas pela
prestigiada Académie dês Sciences francesa. Da Nasa, uma plataforma de aprendizado de máquina
oferece uma nova forma de explorar um arquivo com mais de 127 mil imagens espaciais.
— Nós trabalhamos nesse projeto por mais de dois anos — contou Luisella Mazza, diretora
15 de operações do Google Cultural Institute. — A curadoria das exposições foi feita pelas instituições
parceiras, sem ingerência do Google Arts & Culture. As instituições decidiram, de forma autônoma,
as imagens, as histórias e as invenções que fazem parte dessa mostra.
Coube ao Google o apoio com tecnologia, como no desenvolvimento do aplicativo “Big
Bang AR”, que explica o surgimento e a evolução do universo com realidade aumentada. O
20 conteúdo foi desenvolvido por físicos da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, conhecida
pela sigla Cern, e coloca, literalmente, o evento do Big Bang na palma da mão dos usuários.
Modernas técnicas de digitalização foram empregadas para transformar em pixels o Mapa
de Juan de la Cosa, considerado o mais antigo registro do Novo Mundo. Pintado a mão num
pergaminho, o mapa ilustra as terras descobertas no continente americano até o fim do século XV,
25 por expedições espanholas, inglesas e portuguesas. A partir de agora, ele estará disponível, em
altíssima resolução, aos visitantes da mostra “Once Upon a Try“.
— O primeiro mapa das Américas, feito no início do século XVI, foi digitalizado com a
tecnologia gigapixel — explicou Luisella. — É uma câmera muito especial, que permite tirar fotos
em altíssima resolução, de até 2 bilhões de pixels, de forma muito rápida e intuitiva.
30 O foco do projeto está nas grandes descobertas e invenções, mas também há espaço para
inventos específicos, como a chuteira de futebol. Em parceria com o Museu do Futebol, a exposição
traça a história de um simples calçado que está nos pés das estrelas do esporte mais popular do
planeta, além de contar como foi a adaptação da chuteira em terras brasileiras.
O “Once Upon a Try” também oferece passeios virtuais, com o Google Street View, em
35 instalações como a Estação Espacial Internacional e o Grande Colisor de Hádrons do Cern, a maior
máquina já construída pelo homem. O túnel que se estende por 27 quilômetros na fronteira da
França com a Suíça ficou mundialmente conhecido por comprovar, em 2012, a existência do bóson
de Higgs, a partícula de Deus.

Adaptado de: https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/exposicao-virtual-conta-historia-das-grandes-invencoes-da-humanidade-23500843, acesso em 06SET2020, às 16:28.

Sobre as descobertas e invenções apresentadas no texto, podemos afirmar corretamente que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O texto afirma que a tecnologia gigapixel tira fotos de altíssima resolução de forma rápida e intuitiva.

A alternativa A reproduz a fala de Luisella: a câmera 'permite tirar fotos em altíssima resolução [...] de forma muito rápida e intuitiva'.

Análise das alternativas

B) Lippershey pediu a patente da lente, e Galileu a melhorou. C) O texto não atribui os telescópios espaciais 'por mérito exclusivo' a Lippershey. D) A plataforma de aprendizado de máquina é da Nasa. E) O Colisor comprovou o bóson de Higgs, chamado 'partícula de Deus', e não a existência de Deus.

Referência: Interpretação de texto

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Comparação entre Textos

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Texto I

História das invenções

1 Dona Benta costumava receber livros novos, de ciências, de arte, de literatura. Era o tipo da
velhinha novidadeira. Bem dizia o compadre Teodorico: "Dona Benta parece velha, mas não é, tem o
espírito mais moço que o de jovens de vinte anos".
Assim foi que naquele bolorento mês de fevereiro, em que era impossível botar o nariz fora
5 de casa, de tanto que chovia, resolveu contar aos meninos um dos últimos livros chegados.
— Tenho aqui um livro de Hendrik Van Loon — disse ela —, um sábio americano, autor de
coisas muito interessantes. Ele sai dos caminhos por onde todo mundo anda e fala das ciências dum
modo que tudo vira romance, de tão atrativo. Já li para vocês a geografia que ele escreveu e agora
vou ler este último livro — História das invenções do homem, o fazedor de milagres.
10 Era um livro grosso, de capa preta, cheio de desenhos feitos pelo próprio autor. Desenhos
não muito bons, mas que serviam para acentuar suas ideias.
— E quando começa? — quis saber Narizinho.
— Hoje mesmo, no serão. Podemos começar logo depois do rádio.
— Comece, vovó! — disse Pedrinho. E Dona Benta começou.
15 — Este livro não é para crianças — disse ela; — mas se eu ler do meu modo, vocês
entenderão tudo. Não tenham receio de me interromperem com perguntas, sempre que houver
qualquer coisa obscura. Aqui está o prefácio. . .
— Que é prefácio? — perguntou Emília.
— São palavras explicativas que certos autores põem no começo do livro para esclarecer os
20 leitores sobre as suas intenções. O prefácio pode ser escrito pelo próprio autor ou por outra pessoa
qualquer. Neste prefácio o Senhor Van Loon diz que antigamente tudo era muito simples. . .
— Tudo o quê? — interrompeu Pedrinho. — A explicação das coisas do mundo. A Terra
formava o centro do universo. O céu era uma abóbada de cristal azul onde à noite os anjos abriam
buraquinhos para espiar. Esses buraquinhos formavam as estrelas. Tudo muito simples.
25 Mas depois as coisas se complicaram. Um sábio da Polônia, de nome Nicolau Copérnico,
publicou um livro no qual provava que a Terra não era fixa, pois girava em redor do Sol, e as estrelas
não eram brinquedinhos dos anjos, sim sóis imensos, em redor dos quais giravam milhões de terras
como a nossa.
Isso veio causar uma grande trapalhada nas ideias assentes, isto é, nas ideias que estavam na
30 cabeça de todo mundo — e por um triz não queimaram vivo a esse homem. Afinal a sua ideia
venceu e hoje ninguém pensa de outra maneira.
A astronomia, que é a ciência que estuda os astros, tomou um grande desenvolvimento. Os
astrônomos foram descobrindo coisas e mais coisas, chegando à perfeição de medir a distância dum
astro a outro, e pesar a massa desses astros. As distâncias entre os astros eram tão grandes que as
35 nossas medidas comuns se tornaram insuficientes. Foi preciso criar medidas novas — medidas
astronômicas.
— Por quê? — perguntou Narizinho. — Com o quilômetro a gente pode medir qualquer
distância. É só ir botando zeros e mais zeros.
— Parece, minha filha. As distâncias entre os astros são tamanhas que para medi-las com
40 quilômetros seria necessário usar carroçadas de zeros, de maneira que não haveria papel que
chegasse. E então os astrônomos inventaram o "metro astronômico", ou a "unidade astronômica",
que é como eles dizem. Essa unidade, esse metro tinha 92 900 000 milhas.
— Que colosso, vovó! Eu acho que fizeram um metro grande demais. . .
— Pois está muito enganada, minha filha. As distâncias entre a Terra e as novas estrelas, que
45 com os modernos telescópios foram sendo descobertas, acabaram deixando essa medida pequena. E
então o astrônomo Michelson propôs outra medida: o ano-luz.
— Cáspite!
— Pois bem, isto que os astrônomos fizeram para os astros, outros homens de ciência
fizeram para o contrário dos astros, isto é, para as moléculas e átomos, que são coisinhas
50 infinitamente pequenas. Chegaram a medir átomos que têm o tamanhinho de uma trilionésima parte
de milímetro.
— Será possível? Um milímetro já é uma isca que a gente mal percebe. . .
— Ora, neste livro o Senhor Van Loon trata de mostrar como esse bichinho homem, que já foi
peludo e andava de quatro, chegou a desenvolver seu cérebro a ponto de medir a distância entre os
55 astros e a calcular o tamanho dos átomos.
— Como foi isso?
— Inventando coisas. O homem é um grande inventor de coisas, e a história do homem na
Terra não passa da história das suas invenções com todas as consequências que elas trouxeram para
a vida humana. É mais ou menos isto o que Van Loon diz neste prefácio. Vamos agora ver o capítulo
60 número 1.
— Depois da pipoca, vovó! — gritou Narizinho farejando o ar.
De fato: da cozinha vinha para a sala o cheiro das pipocas que Tia Nastácia estava
rebentando. Pipocas à noite foi coisa que nunca faltou no sítio de Dona Benta.

Adaptado de: LOBATO, Monteiro. História das invenções. São Paulo, SP: Círculo do Livro.

Texto-base:
Texto II

Exposição virtual conta a história das grandes invenções da Humanidade
Projeto reúne mais de 200 mil imagens, vídeos e registros históricos; aplicativo usa realidade aumentada para explicar Big Bang

1 RIO — Em 1608, o alemão Hans Lippershey apresentou um pedido de patente para uma
lente capaz de “ver coisas distantes como se estivessem próximas”. O pedido foi negado, mas a
notícia da invenção se espalhou pela Europa e, no ano seguinte, o italiano Galileu Galilei mirou essa
lente melhorada para o céu, descobriu luas em Júpiter e crateras na Lua, dando início à astronomia
5 observacional. Quatro séculos depois, telescópios estão no espaço, observando galáxias a bilhões
de anos-luz de distância. Essa é uma das histórias reunidas pelo projeto “Once Upon a Try“,
desenvolvido pelo Google Arts & Culture com 110 museus e instituições científicas ao redor do
mundo.
Trata-se da maior exibição virtual sobre a inovação e a inventividade humana. São quase 400
10 exposições virtuais, com mais de 200 mil imagens, vídeos e registros históricos, como a coleção,
inédita na internet, de cem cartas enviadas por Albert Einstein a cientistas franceses, mantidas pela
prestigiada Académie dês Sciences francesa. Da Nasa, uma plataforma de aprendizado de máquina
oferece uma nova forma de explorar um arquivo com mais de 127 mil imagens espaciais.
— Nós trabalhamos nesse projeto por mais de dois anos — contou Luisella Mazza, diretora
15 de operações do Google Cultural Institute. — A curadoria das exposições foi feita pelas instituições
parceiras, sem ingerência do Google Arts & Culture. As instituições decidiram, de forma autônoma,
as imagens, as histórias e as invenções que fazem parte dessa mostra.
Coube ao Google o apoio com tecnologia, como no desenvolvimento do aplicativo “Big
Bang AR”, que explica o surgimento e a evolução do universo com realidade aumentada. O
20 conteúdo foi desenvolvido por físicos da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, conhecida
pela sigla Cern, e coloca, literalmente, o evento do Big Bang na palma da mão dos usuários.
Modernas técnicas de digitalização foram empregadas para transformar em pixels o Mapa
de Juan de la Cosa, considerado o mais antigo registro do Novo Mundo. Pintado a mão num
pergaminho, o mapa ilustra as terras descobertas no continente americano até o fim do século XV,
25 por expedições espanholas, inglesas e portuguesas. A partir de agora, ele estará disponível, em
altíssima resolução, aos visitantes da mostra “Once Upon a Try“.
— O primeiro mapa das Américas, feito no início do século XVI, foi digitalizado com a
tecnologia gigapixel — explicou Luisella. — É uma câmera muito especial, que permite tirar fotos
em altíssima resolução, de até 2 bilhões de pixels, de forma muito rápida e intuitiva.
30 O foco do projeto está nas grandes descobertas e invenções, mas também há espaço para
inventos específicos, como a chuteira de futebol. Em parceria com o Museu do Futebol, a exposição
traça a história de um simples calçado que está nos pés das estrelas do esporte mais popular do
planeta, além de contar como foi a adaptação da chuteira em terras brasileiras.
O “Once Upon a Try” também oferece passeios virtuais, com o Google Street View, em
35 instalações como a Estação Espacial Internacional e o Grande Colisor de Hádrons do Cern, a maior
máquina já construída pelo homem. O túnel que se estende por 27 quilômetros na fronteira da
França com a Suíça ficou mundialmente conhecido por comprovar, em 2012, a existência do bóson
de Higgs, a partícula de Deus.

Adaptado de: https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/exposicao-virtual-conta-historia-das-grandes-invencoes-da-humanidade-23500843, acesso em 06SET2020, às 16:28.

Após a leitura dos textos I e II, podemos afirmar que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Os dois textos tratam da importância das invenções e descobertas para a humanidade.

O texto I, em forma de narrativa, mostra Dona Benta explicando que a história do homem é a história de suas invenções. O texto II, em reportagem, apresenta uma exposição sobre grandes invenções. Cada um, a seu modo, destaca a importância das invenções e descobertas para o desenvolvimento humano.

Análise das alternativas

A) Os textos podem ser aproximados pelo tema comum. C) O texto II é uma reportagem informativa, sem opiniões divergentes. D) Não é correto dizer que o texto I traz ideias que não condizem com a realidade só por ser ficcional. E) A astronomia aparece em ambos, mas a temática central é a invenção, e o texto I não destaca Galileu.

Referência: Comparação entre textos; intertextualidade temática

Resolução comentada do VaiConcursos.