← Voltar para a lista de provas Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Estatística 70 questões nesta prova · página 1 de 4 · 70 com gabarito Gabarito disponível A narradora reconhece o prejuízo financeiro, mas a alegria de voltar supera as dificuldades. A narradora se chama de "otária" por cobrar só oito reais por uma corrida muito longa, ou seja, a corrida não compensou financeiramente. No fim, ao voltar à cidade, sente "a maior alegria", mais feliz do que ao pegar a moto, o que indica sensação de superação. A) Não houve revolta contra a cliente, a autocrítica era da narradora; também não se cita a praça da Matriz. C) A hesitação era da narradora, não da cliente. D) O texto não diz que a cliente confia mais em homens, apenas que ficou à vontade para segurar a cintura. E) O colete já era guardado havia três meses, sem menção a exigência legal. Referência: Jarid Arraes, "Moto de mulher", Redemoinho em dia quente (2019). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível A linguagem coloquial retrata a personalidade e o modo de ser da narradora. O uso de marcas de oralidade ("tava", "pra", "juntando a cara") compõe a voz de uma personagem espontânea, simples e insegura. O trecho da alternativa C é bom exemplo, pois mostra o jeito dela de falar e agir ao hesitar sobre o preço. A) Não há contradição nas atitudes mostradas no trecho. B) Não se trata de inépcia, o trecho expressa alegria. D) A linguagem coloquial não é tratada como limitada, mas como recurso expressivo. E) O trecho não tem tom lírico e a coloquialidade não busca isso. Referência: Variação linguística: registro coloquial como recurso de caracterização de personagens. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Frase com todas as formas verbais corretas pela norma-padrão. Em E, "deveria perceber", "tão logo contivesse" (futuro do subjuntivo/pretérito imperfeito do subjuntivo de conter, correto), "conseguiria" e "partira" (mais-que-perfeito) formam uma sequência coerente. O verbo "conter" deriva de "ter", daí "contivesse". A) "contera" seria correto, mas "partia" e "teria conseguido" quebram a correlação temporal. B) "contém" não é a forma de subjuntivo exigida após "assim que" (seria "conter"/"contiver"). C) "conseguira" é incoerente com o presente e "parte" não se ajusta. D) "contesse" é forma inexistente, derivada incorretamente (o correto é "contivesse"). Referência: Gramática normativa: conjugação do verbo conter (derivado de ter) e correlação de tempos e modos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Escolher conectivos e pronomes relativos que garantam coesão: durante o qual, em que, por isso, cujo. 1ª lacuna: "período de 1 a 5 minutos, durante o qual podemos acordar..." (relação de tempo). 2ª: "estágio em que, se somos interrompidos, não conseguimos nos concentrar". 3ª: "a profundidade do sono é menor, por isso é o momento ideal" (conclusão). 4ª: "quarto estágio, cujo estado é de profundo relaxamento" (posse). A) "com o qual" não se encaixa semanticamente; "aqui" e "ao qual o" são inadequados. B) "contudo" estabelece oposição, incoerente na 3ª lacuna. C) "onde" não cabe (não há lugar) e "ao qual o" é inadequado na 4ª. E) "no qual" não é adequado na 1ª, e "todavia" é adversativo, incoerente. Referência: Coesão textual: pronomes relativos e conectivos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Texto que explica as fases do sono com linguagem objetiva é expositivo. O texto explica didaticamente os estágios do sono NREM, informando duração e características de cada um, o que configura tipo expositivo. A linguagem é predominantemente objetiva e informativa. B) Não há defesa de ponto de vista nem pontos de vista diversos. C) Não é descritivo no sentido proposto, não prescreve condutas e a linguagem não é subjetiva. D) Não há ordens ou instruções (injuntivo), e a linguagem não é subjetiva. E) Não há narrativa de fatos com personagens, nem depoimento. Referência: Tipologia textual: sequências expositiva, descritiva, narrativa, argumentativa e injuntiva. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Segundo o texto, as histórias individuais valorizadas ensinam, conectam e ajudam a contar a história da sociedade. O texto afirma que o museu valoriza memórias como fonte de compreensão, conhecimento e conexão, e que a história de cada pessoa é uma perspectiva sobre a história comum da sociedade. É o que diz a alternativa B. A) O texto não menciona falta de reconhecimento social do projeto. C) O museu pretende, sim, resgatar histórias que ajudam a contar a história do país. D) O acervo reúne pessoas comuns ("todo e qualquer indivíduo"), não só célebres. E) As entrevistas com imigrantes foram um projeto anterior que inspirou a ideia; não foram enviadas ao acervo do museu. Referência: Texto-base: Mariana Vick, Nexo Jornal, 2020. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Identificar o valor das vírgulas: expressão explicativa, aposto e adjunto adverbial deslocado. Em I, "ou seja" é expressão explicativa, isolada por vírgulas. Em II, "Karen Worcman" explica/especifica "A curadora e fundadora do Museu da Pessoa", sendo aposto intercalado. Em III, "Mais de 25 anos depois da fundação do museu" é adjunto adverbial de tempo antecipado e separado por vírgula. A) "ou seja" não corrige, explica; não há vocativo em II (ninguém é chamado); III não é oração, é locução adverbial. B) II não tem vocativo; III não é oração adverbial. C) Não há expressão coordenada em I; "Karen Worcman" não é sujeito separado por vírgula (o sujeito é a curadora); III não é enumeração. D) "ou seja" é explicativa, não corretiva (como "isto é" não retifica nada). Referência: Luft, Celso Pedro. Moderna Gramática Brasileira; regras de pontuação (vírgula: aposto, expressões explicativas, adjunto adverbial deslocado). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Verbo concorda com o sujeito da passiva sintética e com o plural de "imigrantes" (objeto direto). Em "no qual se entrevistavam imigrantes", a voz passiva sintética exige que o verbo concorde com o sujeito paciente "imigrantes" (plural). Está, portanto, correto. A) O sujeito é plural: "compõem". C) "Existem colaboradores". D) Com verbo transitivo indireto ou sujeito indeterminado, o verbo fica no singular: "trata-se de". E) O sujeito composto exige plural: "tornam-se". Referência: Manual de Redação da Presidência da República; gramática normativa. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Crase: "a qualquer" (sem crase), "devido a entrevistas" (sem artigo) e "à qual" (a + a qual). 1) "A qualquer indivíduo": pronome indefinido não admite artigo, logo não há crase. 2) "Devido a entrevistas": a palavra no plural está sem artigo, então só há preposição. 3) "À qual": vinculada exige "a" e o pronome "a qual" admite artigo, resultando em crase. A, D e E usam crase antes de "qualquer" ou antes de "entrevistas" sem artigo definido. B usa "à" na segunda lacuna, que não tem artigo. Referência: Almeida, Dicionário de questões vernáculas (2006). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Palavras interrogativas atraem o pronome átono (próclise). Em "quantos se oferecem", o pronome interrogativo "quantos" atrai o pronome átono para antes do verbo, conforme Bechara. A próclise é, portanto, a colocação correta. A) O advérbio "sempre" atrai o pronome: "Sempre se ajuda". B) A forma não é a correta para o critério cobrado. C) "Tem mostrado-se" é inadmissível; seria "tem-se mostrado" ou "se tem mostrado". D) Não se inicia frase com pronome átono: "Sentimo-nos". Referência: Bechara, Moderna Gramática Portuguesa (2019). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Falta de recursos, inexperiência e ataques indígenas explicam o fracasso das capitanias. Entre os fatores do fracasso das capitanias hereditárias estavam a falta de recursos dos donatários, a inexperiência na colonização da América e os ataques de indígenas aos núcleos coloniais. Esses fatores combinados limitaram o povoamento. A) Não houve falta de apoio da Igreja nem indignidade dos indígenas para a catequese. B) Havia mão de obra indígena e interesse de Portugal pelas terras. C) Culpar a miscigenação e os jesuítas é explicação preconceituosa e imprecisa. E) Portugal já tinha experiência colonial em ilhas atlânticas. Referência: Boris Fausto, História do Brasil. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A novidade foi a mudança de escala e de violência do comércio de escravizados. Para Schwarcz e Starling, a escravidão moderna alterou a escala do tráfico, com muito mais cativos e crescente violência. Isso modificou a dinâmica das guerras e das redes internas dos estados africanos. A) Distorce o efeito sobre os reinos africanos. B) Contraria o fato de a violência e o tráfico terem aumentado. C) Não houve conquista rápida dos reinos africanos por Portugal. D) O comércio atlântico se intensificou, e não se esvaziou. Referência: Schwarcz e Starling, Brasil: uma biografia (2015). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Motivos para estimular a imigração: povoar o país e branquear a população. Além de substituir o trabalho escravo, as elites imperiais queriam povoar o vasto território e promover o branqueamento, pela ideologia racista da época, já que a população era majoritariamente negra, indígena e mestiça. Isso corresponde à alternativa A. B) O Império tinha recursos, e o tráfico foi proibido em 1850; não há ameaça indígena aos domínios de Pedro II. C) Não havia plano de "pluralização de povos". D) Não houve expulsão de proprietários de suas terras. E) A vinda da Corte foi em 1808, e o motivo aqui apontado é inadequado. Referência: Emília Viotti da Costa, Da monarquia à república. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Para Caio Prado Jr., a Independência foi um processo com projetos distintos e interesses conflitantes. O fragmento relativiza a "ideia" de Independência como força motriz. A Independência se deu com concepções diversas de separação e sem um projeto único de unidade, diante de interesses e disputas conflitantes. A) Não houve organização revolucionária de trabalhadores em confederações e sindicatos. B) Não havia burguesia industrial relevante. D) A Independência não foi uma construção em massa nem teve aliança com o abolicionismo. E) A Independência manteve a escravidão e não estendeu direitos a mulheres, negros e indígenas. Referência: Caio Prado Jr., Formação do Brasil contemporâneo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Declínio econômico do Vale do Paraíba, que manteve poder político, e ascensão do Oeste Paulista com pouca representação. Para Emília Viotti, o desequilíbrio é o dos cafeicultores do Vale do Paraíba, em decadência mas com forte peso político, em contraste com o Oeste Paulista, cada vez mais dinâmico economicamente mas com representação política relativamente pequena. Isso alimentou as ideias separatistas e republicanas. A) Inverte posições dos partidos sobre a escravidão. B) Descreve mal Minas e São Paulo. C) O Oeste Paulista usava ainda muita mão de obra escrava até a década de 1880. E) A Reforma Eleitoral de 1883 e a economia do Norte não são o ponto do trecho. Referência: Emília Viotti da Costa, Da Monarquia à República. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Antes de 1930, revoltas contra o Estado oligárquico; depois, participação no governo como interventores. Antes de 1930 o tenentismo foi um movimento de rebeliões contra a República oligárquica, como a de 1924 contra Artur Bernardes. Após a revolução, os tenentes participaram do Governo Provisório, assumindo interventorias, sobretudo no Nordeste. A) Atribui aos tenentes uma legislação trabalhista radical que não os define. C) O tenentismo não defendia voto censitário nem apoiou os paulistas em 1932. D) Não elegeu Washington Luís nem se agrupou no Partido Democrático. E) A leitura em termos de social-democracia e liberalismo econômico é anacrônica. Referência: Boris Fausto, História do Brasil. Resolução comentada do VaiConcursos.EsFCEx — Concurso de Admissão 2020 — 007. Prova Objetiva — Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Estatística — Versão A
Leia um trecho do conto “Moto de mulher”, de Jarid Arraes, para responder às questões de números 01 a 04.
Comprei uma Honda que tava na promoção e saí da loja dirigindo. Feliz demais, me sentindo que nem uma passarinha em cima da moto. O vento vem direto na cara, até arde o olho, mas é um sentimento gostoso de quase voar.
Primeiro eu vesti o colete de mototáxi que guardei por três meses enquanto esperava a oportunidade da moto. Saí pilotando pelo bairro, não andei nem três quarteirões e uma mulher fez sinal com a mão.
Para aí, mototáxi.
Parei e ela me olhou assustada quando chegou perto.
Oxe, e é mulher, é?
Eu dei um sorrisinho meio troncho. Disse que pois é. Ela montou na garupa e falou que pelo menos ficava mais à vontade pra segurar na minha cintura. Não segurava na cintura de mototáxi homem que era pra não dar liberdade. Eu disse que pois é de novo.
Fui deixar essa mulher tão longe que eu nem sabia onde era aquilo. Ela foi me ensinando. Parecia que não ia chegar nunca. O sol rachando.
Quando a gente chegou lá, na frente de uma casa de taipa toda se desmontando, ela perguntou quanto tinha dado a corrida. Eu fiquei pensando por um tempo e ela me olhando impaciente, mas eu tava juntando a cara pra falar que era dez reais. Achando que ela ia reclamar do preço, falei oito, mas ela me entregou o dinheiro e sumiu pra dentro da casa.
Fiquei tomando coragem pra voltar. Não sabia voltar, na verdade. Fiquei olhando pra todo lado, o celular quase sem sinal. Longe demais, longe de um jeito que nem dez conto pagava. O resumo era, então, a minha burrice. Otária demais, só oito reais. Dirigindo na chinelada, com medo de qualquer cara de macho que aparecia nas calçadas. Eu só achava que iam me roubar. Imagina se levam minha moto zerada…
Fiquei nessa angústia, duas horas perdida. Até que avistei a estrada de volta pra Matriz. Depois, comecei a reconhecer melhor as casinhas, as cercas, as placas. Entrei de novo na cidade com a maior alegria. Mais feliz do que quando peguei a moto pela primeira vez.
(Redemoinho em dia quente. Alfaguara, 2019. Adaptado)
De acordo com as informações do texto, a narradoraResolução comentada
Análise das alternativas
Leia um trecho do conto “Moto de mulher”, de Jarid Arraes, para responder às questões de números 01 a 04.
Comprei uma Honda que tava na promoção e saí da loja dirigindo. Feliz demais, me sentindo que nem uma passarinha em cima da moto. O vento vem direto na cara, até arde o olho, mas é um sentimento gostoso de quase voar.
Primeiro eu vesti o colete de mototáxi que guardei por três meses enquanto esperava a oportunidade da moto. Saí pilotando pelo bairro, não andei nem três quarteirões e uma mulher fez sinal com a mão.
Para aí, mototáxi.
Parei e ela me olhou assustada quando chegou perto.
Oxe, e é mulher, é?
Eu dei um sorrisinho meio troncho. Disse que pois é. Ela montou na garupa e falou que pelo menos ficava mais à vontade pra segurar na minha cintura. Não segurava na cintura de mototáxi homem que era pra não dar liberdade. Eu disse que pois é de novo.
Fui deixar essa mulher tão longe que eu nem sabia onde era aquilo. Ela foi me ensinando. Parecia que não ia chegar nunca. O sol rachando.
Quando a gente chegou lá, na frente de uma casa de taipa toda se desmontando, ela perguntou quanto tinha dado a corrida. Eu fiquei pensando por um tempo e ela me olhando impaciente, mas eu tava juntando a cara pra falar que era dez reais. Achando que ela ia reclamar do preço, falei oito, mas ela me entregou o dinheiro e sumiu pra dentro da casa.
Fiquei tomando coragem pra voltar. Não sabia voltar, na verdade. Fiquei olhando pra todo lado, o celular quase sem sinal. Longe demais, longe de um jeito que nem dez conto pagava. O resumo era, então, a minha burrice. Otária demais, só oito reais. Dirigindo na chinelada, com medo de qualquer cara de macho que aparecia nas calçadas. Eu só achava que iam me roubar. Imagina se levam minha moto zerada…
Fiquei nessa angústia, duas horas perdida. Até que avistei a estrada de volta pra Matriz. Depois, comecei a reconhecer melhor as casinhas, as cercas, as placas. Entrei de novo na cidade com a maior alegria. Mais feliz do que quando peguei a moto pela primeira vez.
(Redemoinho em dia quente. Alfaguara, 2019. Adaptado)
Assinale a alternativa em que as expressões destacadas nos trechos do texto indicam, respectivamente, causa, intensidade e reiteração.
Leia um trecho do conto “Moto de mulher”, de Jarid Arraes, para responder às questões de números 01 a 04.
Comprei uma Honda que tava na promoção e saí da loja dirigindo. Feliz demais, me sentindo que nem uma passarinha em cima da moto. O vento vem direto na cara, até arde o olho, mas é um sentimento gostoso de quase voar.
Primeiro eu vesti o colete de mototáxi que guardei por três meses enquanto esperava a oportunidade da moto. Saí pilotando pelo bairro, não andei nem três quarteirões e uma mulher fez sinal com a mão.
Para aí, mototáxi.
Parei e ela me olhou assustada quando chegou perto.
Oxe, e é mulher, é?
Eu dei um sorrisinho meio troncho. Disse que pois é. Ela montou na garupa e falou que pelo menos ficava mais à vontade pra segurar na minha cintura. Não segurava na cintura de mototáxi homem que era pra não dar liberdade. Eu disse que pois é de novo.
Fui deixar essa mulher tão longe que eu nem sabia onde era aquilo. Ela foi me ensinando. Parecia que não ia chegar nunca. O sol rachando.
Quando a gente chegou lá, na frente de uma casa de taipa toda se desmontando, ela perguntou quanto tinha dado a corrida. Eu fiquei pensando por um tempo e ela me olhando impaciente, mas eu tava juntando a cara pra falar que era dez reais. Achando que ela ia reclamar do preço, falei oito, mas ela me entregou o dinheiro e sumiu pra dentro da casa.
Fiquei tomando coragem pra voltar. Não sabia voltar, na verdade. Fiquei olhando pra todo lado, o celular quase sem sinal. Longe demais, longe de um jeito que nem dez conto pagava. O resumo era, então, a minha burrice. Otária demais, só oito reais. Dirigindo na chinelada, com medo de qualquer cara de macho que aparecia nas calçadas. Eu só achava que iam me roubar. Imagina se levam minha moto zerada…
Fiquei nessa angústia, duas horas perdida. Até que avistei a estrada de volta pra Matriz. Depois, comecei a reconhecer melhor as casinhas, as cercas, as placas. Entrei de novo na cidade com a maior alegria. Mais feliz do que quando peguei a moto pela primeira vez.
(Redemoinho em dia quente. Alfaguara, 2019. Adaptado)
Considerando que a linguagem do texto nem sempre segue o padrão normativo, pode-se concluir corretamente que uma das intenções do uso desse recurso éResolução comentada
Análise das alternativas
Leia um trecho do conto “Moto de mulher”, de Jarid Arraes, para responder às questões de números 01 a 04.
Comprei uma Honda que tava na promoção e saí da loja dirigindo. Feliz demais, me sentindo que nem uma passarinha em cima da moto. O vento vem direto na cara, até arde o olho, mas é um sentimento gostoso de quase voar.
Primeiro eu vesti o colete de mototáxi que guardei por três meses enquanto esperava a oportunidade da moto. Saí pilotando pelo bairro, não andei nem três quarteirões e uma mulher fez sinal com a mão.
Para aí, mototáxi.
Parei e ela me olhou assustada quando chegou perto.
Oxe, e é mulher, é?
Eu dei um sorrisinho meio troncho. Disse que pois é. Ela montou na garupa e falou que pelo menos ficava mais à vontade pra segurar na minha cintura. Não segurava na cintura de mototáxi homem que era pra não dar liberdade. Eu disse que pois é de novo.
Fui deixar essa mulher tão longe que eu nem sabia onde era aquilo. Ela foi me ensinando. Parecia que não ia chegar nunca. O sol rachando.
Quando a gente chegou lá, na frente de uma casa de taipa toda se desmontando, ela perguntou quanto tinha dado a corrida. Eu fiquei pensando por um tempo e ela me olhando impaciente, mas eu tava juntando a cara pra falar que era dez reais. Achando que ela ia reclamar do preço, falei oito, mas ela me entregou o dinheiro e sumiu pra dentro da casa.
Fiquei tomando coragem pra voltar. Não sabia voltar, na verdade. Fiquei olhando pra todo lado, o celular quase sem sinal. Longe demais, longe de um jeito que nem dez conto pagava. O resumo era, então, a minha burrice. Otária demais, só oito reais. Dirigindo na chinelada, com medo de qualquer cara de macho que aparecia nas calçadas. Eu só achava que iam me roubar. Imagina se levam minha moto zerada…
Fiquei nessa angústia, duas horas perdida. Até que avistei a estrada de volta pra Matriz. Depois, comecei a reconhecer melhor as casinhas, as cercas, as placas. Entrei de novo na cidade com a maior alegria. Mais feliz do que quando peguei a moto pela primeira vez.
(Redemoinho em dia quente. Alfaguara, 2019. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a frase elaborada a partir das ideias do texto traz as formas verbais empregadas de acordo com a norma-padrão.Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 05 e 06.
Na fase NREM, o sono divide-se em quatro estágios, todos essenciais para uma boa noite de sono.
O primeiro estágio é a fase de sonolência, em que começamos a sentir as primeiras sensações do sono, e a principal característica desse estágio é que será fácil acordar. Um exemplo são aqueles cochilos rápidos, período de 1 a 5 minutos, ______ podemos acordar com qualquer barulho que aconteça no local.
No segundo estágio, que dura geralmente de 5 a 15 minutos, a atividade cardíaca reduz drasticamente, os músculos entram em estado de relaxamento e a temperatura do corpo cai. É mais difícil acordar o indivíduo e é aquele estágio ______, se somos interrompidos, não conseguimos nos concentrar em nada.
No terceiro estágio, a profundidade do sono é menor, ______ é o momento ideal para acordar de uma soneca, pois já relaxamos o corpo e estamos prontos para recuperar gradativamente a nossa atenção.
Ao atingirmos o quarto estágio, podemos dizer que “dormimos” em lugar de “apenas cochilamos”.
Somente depois de passarmos pelo quarto estágio, ______ estado é de profundo relaxamento, é que entramos na última etapa do sono – o sono REM.
(https://www.maxflex.com.br/institucional/blog/sono-rem-e-nrem-duas-fases-que-definem-qualidade-da-sua-noite. Adaptado)
Para que haja coesão entre as ideias, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, por:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 05 e 06.
Na fase NREM, o sono divide-se em quatro estágios, todos essenciais para uma boa noite de sono.
O primeiro estágio é a fase de sonolência, em que começamos a sentir as primeiras sensações do sono, e a principal característica desse estágio é que será fácil acordar. Um exemplo são aqueles cochilos rápidos, período de 1 a 5 minutos, ______ podemos acordar com qualquer barulho que aconteça no local.
No segundo estágio, que dura geralmente de 5 a 15 minutos, a atividade cardíaca reduz drasticamente, os músculos entram em estado de relaxamento e a temperatura do corpo cai. É mais difícil acordar o indivíduo e é aquele estágio ______, se somos interrompidos, não conseguimos nos concentrar em nada.
No terceiro estágio, a profundidade do sono é menor, ______ é o momento ideal para acordar de uma soneca, pois já relaxamos o corpo e estamos prontos para recuperar gradativamente a nossa atenção.
Ao atingirmos o quarto estágio, podemos dizer que “dormimos” em lugar de “apenas cochilamos”.
Somente depois de passarmos pelo quarto estágio, ______ estado é de profundo relaxamento, é que entramos na última etapa do sono – o sono REM.
(https://www.maxflex.com.br/institucional/blog/sono-rem-e-nrem-duas-fases-que-definem-qualidade-da-sua-noite. Adaptado)
Considerando tipos e gêneros textuais, é correto afirmar que o texto selecionado é, predominantemente:Resolução comentada
Análise das alternativas
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Para que o texto esteja em conformidade com a ortografia e a acentuação previstas pela norma-padrão, algumas das palavras destacadas devem ser reescritas. A forma correta dessas palavras encontra-se na alternativa:
Leia o texto para responder às questões de números 08 a 14.
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)
De acordo com o texto, as narrativas pessoais registradas no Museu da Pessoa permitem queResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 08 a 14.
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)
De acordo com Bechara (2019), uma oração subordinada adjetiva pode ter valor explicativo ou restritivo, a depender do fato de ela modificar ou não a referência do antecedente. Com base na distinção feita pelo autor, assinale a alternativa em que está destacada uma oração subordinada adjetiva restritiva.
Leia o texto para responder às questões de números 08 a 14.
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)
Considere as passagens do texto:
I. O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história.
II. A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980.
III. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo.
Com base nas regras de pontuação descritas por Celso Luft (1998), é correto afirmar que as vírgulas presentes nos trechos indicam o uso de:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 08 a 14.
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)
Assinale a alternativa correta quanto à norma-padrão de concordância verbal, em conformidade com o Manual de Redação da Presidência da República.Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 08 a 14.
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)
Bechara (2019) define as conjunções coordenativas como aquelas que “reúnem orações que pertencem ao mesmo nível sintático”. Nesse sentido, é correto afirmar que a alternativa em que a conjunção coordenativa aparece em destaque é:
Leia o texto para responder às questões de números 08 a 14.
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)
Considere os enunciados:
• O Museu da Pessoa possibilita ______ qualquer indivíduo o registro de suas memórias.
• Devido ______ entrevistas realizadas por colaboradores da instituição, é possível encontrar histórias de muitas pessoas, de variadas idades e regiões do país.
• A instituição ______ qual Karen Worcman estava vinculada realizava entrevistas com imigrantes no Rio de Janeiro.
Em conformidade com as considerações de Almeida (2006), no Dicionário de questões vernáculas, sobre o emprego do acento indicativo de crase, as lacunas dos enunciados devem ser preenchidas, respectivamente, com:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 08 a 14.
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)
A respeito da colocação dos pronomes átonos, Bechara (2019) estabelece alguns critérios que estão de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa falada e escrita no Brasil. Desse ponto de vista, deve ser considerada correta a frase contida na alternativa:Resolução comentada
Análise das alternativas
“O Brasil foi dividido em quinze quinhões, por uma série de linhas paralelas ao Equador que iam do litoral até o meridiano de Tordesilhas, sendo os quinhões entregues aos chamados capitães donatários. Eles constituíam um grupo diversificado onde havia gente da pequena nobreza, burocratas e comerciantes, tendo em comum suas ligações com a coroa portuguesa”.
(Boris Fausto. História do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo/Fundação para o Desenvolvimento da Educação, 2000)
É consenso na historiografia brasileira que o fracasso das capitanias hereditárias se deveu a diversos fatores conjugados, tendo destaqueResolução comentada
Análise das alternativas
(Lilia Schwarcz e Heloísa Starling. Brasil: uma biografia. 1. ed. São Paulo: Cia das Letras, 2015)
De acordo com as autoras, na obra Brasil: uma biografia, a referida nova realidade consisteResolução comentada
Análise das alternativas
(Emília Viotti da Costa. Da monarquia à república: momentos decisivos. 6. ed. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1999)
O trecho acima aponta um primeiro motivo para o incentivo à imigração: a substituição do trabalho escravo. Outros motivos pertinentes para se estimular a migração foram:Resolução comentada
Análise das alternativas
(Caio Prado Jr. A formação do Brasil contemporâneo. 23. edição. São Paulo: Brasiliense, 1994)
Considerando a obra e o fragmento do texto, podemos afirmar que a IndependênciaResolução comentada
Análise das alternativas
As transformações econômicas e sociais que se processam durante a segunda metade do século XIX acarretam o aparecimento de uma série de aspirações novas provocando numerosos conflitos. [...]
(Emília Viotti da Costa. Da Monarquia à República: momentos decisivos. Fund. Ed. Unesp, 1999)
Para Emília Viotti da Costa, o tal “desequilíbrio entre o poder político e o poder econômico” refere-seResolução comentada
Análise das alternativas
(Boris Fausto. História do Brasil. São Paulo. Editora da Universidade de São Paulo/Fundação para o Desenvolvimento da Educação, 2000)
O tenentismo, antes e depois de 1930, respectivamente,Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto-base:
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O projeto empreendido pelos portugueses de colonização do território que viria a se chamar Brasil se deu, primeiramente, pela implementação das conhecidas capitanias hereditárias, a partir de 1532. Segundo Boris Fausto:
A escravidão moderna caracterizou-se por trazer à tona uma realidade nova ao já secular comércio de escravos ocorrido no continente africano.
Com o objetivo de promover pouco a pouco a substituição do braço escravo na lavoura de café, recorreu-se, nos meados do século XIX, à colonização estrangeira, sob sistema de parceria. Pretendia-se, dessa maneira, conciliar fórmulas usadas nos núcleos coloniais de povoamento com as necessidades do latifúndio cafeeiro. Contava-se com a experiência dos núcleos coloniais de povoamento cuja criação desde a vinda da Corte de D. João VI para o Brasil tinha sido estimulada. A partir de então, havia se rompido definitivamente com as tradicionais restrições à fixação de estrangeiros na colônia. Estimulava-se a vinda de imigrantes.
Assim, a explicação de que é a “ideia” da Independência que constitui a força propulsora da renovação que se operava no seio da colônia parece pelo menos arriscada.
As ideias separatistas nasciam do profundo desequilíbrio entre o poder político e o poder econômico que se observava nos fins do Império, oriundo do empobrecimento das áreas de onde provinham tradicionalmente os elementos que manipulavam o poder e concomitantemente do desenvolvimento de outras áreas que não possuíam a devida representação no governo.
Há uma história do tenentismo antes e depois de 1930. Os dois períodos dividem-se por uma diferença essencial.