Pular para o conteúdo

Provas

← Voltar para a lista de provas

Exército Brasileiro — EsFCEx — Concurso de Admissão 2020 — 009. Prova Objetiva — Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Biologia — Ve…

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Magistério de Biologia

2020

70 questões nesta prova · página 1 de 4 · 70 com gabarito

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Magistério de Biologia · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
Comprei uma Honda que tava na promoção e saí da loja dirigindo. Feliz demais, me sentindo que nem uma passarinha em cima da moto. O vento vem direto na cara, até arde o olho, mas é um sentimento gostoso de quase voar.
Primeiro eu vesti o colete de mototáxi que guardei por três meses enquanto esperava a oportunidade da moto. Saí pilotando pelo bairro, não andei nem três quarteirões e uma mulher fez sinal com a mão.
Para aí, mototáxi.
Parei e ela me olhou assustada quando chegou perto.
Oxe, e é mulher, é?
Eu dei um sorrisinho meio troncho. Disse que pois é. Ela montou na garupa e falou que pelo menos ficava mais à vontade pra segurar na minha cintura. Não segurava na cintura de mototáxi homem que era pra não dar liberdade. Eu disse que pois é de novo.
Fui deixar essa mulher tão longe que eu nem sabia onde era aquilo. Ela foi me ensinando. Parecia que não ia chegar nunca. O sol rachando.
Quando a gente chegou lá, na frente de uma casa de taipa toda se desmontando, ela perguntou quanto tinha dado a corrida. Eu fiquei pensando por um tempo e ela me olhando impaciente, mas eu tava juntando a cara pra falar que era dez reais. Achando que ela ia reclamar do preço, falei oito, mas ela me entregou o dinheiro e sumiu pra dentro da casa.
Fiquei tomando coragem pra voltar. Não sabia voltar, na verdade. Fiquei olhando pra todo lado, o celular quase sem sinal. Longe demais, longe de um jeito que nem dez conto pagava. O resumo era, então, a minha burrice. Otária demais, só oito reais. Dirigindo na chinelada, com medo de qualquer cara de macho que aparecia nas calçadas. Eu só achava que iam me roubar. Imagina se levam minha moto zerada…
Fiquei nessa angústia, duas horas perdida. Até que avistei a estrada de volta pra Matriz. Depois, comecei a reconhecer melhor as casinhas, as cercas, as placas. Entrei de novo na cidade com a maior alegria. Mais feliz do que quando peguei a moto pela primeira vez.
(Redemoinho em dia quente. Alfaguara, 2019. Adaptado)

De acordo com as informações do texto, a narradora
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A primeira corrida rendeu pouco, mas a volta trouxe alegria superior às adversidades.

A narradora cobrou só oito reais por uma corrida longa e se sentiu otária, além de ter se perdido; ao voltar à cidade, sentiu alegria maior que ao pegar a moto, superando as dificuldades.

Análise das alternativas

A) O constrangimento não se deve ao desconhecimento da região pela cliente. B) Não se revolta contra a cliente nem há praça da Matriz mencionada. C) O texto não diz que a cliente confia mais em homens habitualmente. E) Não há menção a colete exigido por lei.

Referência: Interpretação de texto narrativo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Semântica — Valor de Palavras e Expressões

2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Magistério de Biologia · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
Comprei uma Honda que tava na promoção e saí da loja dirigindo. Feliz demais, me sentindo que nem uma passarinha em cima da moto. O vento vem direto na cara, até arde o olho, mas é um sentimento gostoso de quase voar.
Primeiro eu vesti o colete de mototáxi que guardei por três meses enquanto esperava a oportunidade da moto. Saí pilotando pelo bairro, não andei nem três quarteirões e uma mulher fez sinal com a mão.
Para aí, mototáxi.
Parei e ela me olhou assustada quando chegou perto.
Oxe, e é mulher, é?
Eu dei um sorrisinho meio troncho. Disse que pois é. Ela montou na garupa e falou que pelo menos ficava mais à vontade pra segurar na minha cintura. Não segurava na cintura de mototáxi homem que era pra não dar liberdade. Eu disse que pois é de novo.
Fui deixar essa mulher tão longe que eu nem sabia onde era aquilo. Ela foi me ensinando. Parecia que não ia chegar nunca. O sol rachando.
Quando a gente chegou lá, na frente de uma casa de taipa toda se desmontando, ela perguntou quanto tinha dado a corrida. Eu fiquei pensando por um tempo e ela me olhando impaciente, mas eu tava juntando a cara pra falar que era dez reais. Achando que ela ia reclamar do preço, falei oito, mas ela me entregou o dinheiro e sumiu pra dentro da casa.
Fiquei tomando coragem pra voltar. Não sabia voltar, na verdade. Fiquei olhando pra todo lado, o celular quase sem sinal. Longe demais, longe de um jeito que nem dez conto pagava. O resumo era, então, a minha burrice. Otária demais, só oito reais. Dirigindo na chinelada, com medo de qualquer cara de macho que aparecia nas calçadas. Eu só achava que iam me roubar. Imagina se levam minha moto zerada…
Fiquei nessa angústia, duas horas perdida. Até que avistei a estrada de volta pra Matriz. Depois, comecei a reconhecer melhor as casinhas, as cercas, as placas. Entrei de novo na cidade com a maior alegria. Mais feliz do que quando peguei a moto pela primeira vez.
(Redemoinho em dia quente. Alfaguara, 2019. Adaptado)

Assinale a alternativa em que as expressões destacadas nos trechos do texto indicam, respectivamente, causa, intensidade e reiteração.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Variação Linguística

2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Magistério de Biologia · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
Comprei uma Honda que tava na promoção e saí da loja dirigindo. Feliz demais, me sentindo que nem uma passarinha em cima da moto. O vento vem direto na cara, até arde o olho, mas é um sentimento gostoso de quase voar.
Primeiro eu vesti o colete de mototáxi que guardei por três meses enquanto esperava a oportunidade da moto. Saí pilotando pelo bairro, não andei nem três quarteirões e uma mulher fez sinal com a mão.
Para aí, mototáxi.
Parei e ela me olhou assustada quando chegou perto.
Oxe, e é mulher, é?
Eu dei um sorrisinho meio troncho. Disse que pois é. Ela montou na garupa e falou que pelo menos ficava mais à vontade pra segurar na minha cintura. Não segurava na cintura de mototáxi homem que era pra não dar liberdade. Eu disse que pois é de novo.
Fui deixar essa mulher tão longe que eu nem sabia onde era aquilo. Ela foi me ensinando. Parecia que não ia chegar nunca. O sol rachando.
Quando a gente chegou lá, na frente de uma casa de taipa toda se desmontando, ela perguntou quanto tinha dado a corrida. Eu fiquei pensando por um tempo e ela me olhando impaciente, mas eu tava juntando a cara pra falar que era dez reais. Achando que ela ia reclamar do preço, falei oito, mas ela me entregou o dinheiro e sumiu pra dentro da casa.
Fiquei tomando coragem pra voltar. Não sabia voltar, na verdade. Fiquei olhando pra todo lado, o celular quase sem sinal. Longe demais, longe de um jeito que nem dez conto pagava. O resumo era, então, a minha burrice. Otária demais, só oito reais. Dirigindo na chinelada, com medo de qualquer cara de macho que aparecia nas calçadas. Eu só achava que iam me roubar. Imagina se levam minha moto zerada…
Fiquei nessa angústia, duas horas perdida. Até que avistei a estrada de volta pra Matriz. Depois, comecei a reconhecer melhor as casinhas, as cercas, as placas. Entrei de novo na cidade com a maior alegria. Mais feliz do que quando peguei a moto pela primeira vez.
(Redemoinho em dia quente. Alfaguara, 2019. Adaptado)

Considerando que a linguagem do texto nem sempre segue o padrão normativo, pode-se concluir corretamente que uma das intenções do uso desse recurso é
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A linguagem coloquial retrata a personalidade da narradora.

Expressões como 'eu tava juntando a cara pra falar' e 'pra' reproduzem a fala informal e revelam o jeito de ser da narradora, que hesita e é insegura.

Análise das alternativas

A) A frase não é lírica. C) O trecho citado não mostra atitudes contraditórias. D) O coloquial não é apresentado como limitado, e sim como recurso expressivo. E) O trecho de 'Feliz demais' mostra alegria, não inépcia.

Referência: Variação linguística; funções da linguagem coloquial na narrativa.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Correlação de Tempos e Modos Verbais

2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Magistério de Biologia · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
Comprei uma Honda que tava na promoção e saí da loja dirigindo. Feliz demais, me sentindo que nem uma passarinha em cima da moto. O vento vem direto na cara, até arde o olho, mas é um sentimento gostoso de quase voar.
Primeiro eu vesti o colete de mototáxi que guardei por três meses enquanto esperava a oportunidade da moto. Saí pilotando pelo bairro, não andei nem três quarteirões e uma mulher fez sinal com a mão.
Para aí, mototáxi.
Parei e ela me olhou assustada quando chegou perto.
Oxe, e é mulher, é?
Eu dei um sorrisinho meio troncho. Disse que pois é. Ela montou na garupa e falou que pelo menos ficava mais à vontade pra segurar na minha cintura. Não segurava na cintura de mototáxi homem que era pra não dar liberdade. Eu disse que pois é de novo.
Fui deixar essa mulher tão longe que eu nem sabia onde era aquilo. Ela foi me ensinando. Parecia que não ia chegar nunca. O sol rachando.
Quando a gente chegou lá, na frente de uma casa de taipa toda se desmontando, ela perguntou quanto tinha dado a corrida. Eu fiquei pensando por um tempo e ela me olhando impaciente, mas eu tava juntando a cara pra falar que era dez reais. Achando que ela ia reclamar do preço, falei oito, mas ela me entregou o dinheiro e sumiu pra dentro da casa.
Fiquei tomando coragem pra voltar. Não sabia voltar, na verdade. Fiquei olhando pra todo lado, o celular quase sem sinal. Longe demais, longe de um jeito que nem dez conto pagava. O resumo era, então, a minha burrice. Otária demais, só oito reais. Dirigindo na chinelada, com medo de qualquer cara de macho que aparecia nas calçadas. Eu só achava que iam me roubar. Imagina se levam minha moto zerada…
Fiquei nessa angústia, duas horas perdida. Até que avistei a estrada de volta pra Matriz. Depois, comecei a reconhecer melhor as casinhas, as cercas, as placas. Entrei de novo na cidade com a maior alegria. Mais feliz do que quando peguei a moto pela primeira vez.
(Redemoinho em dia quente. Alfaguara, 2019. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a frase elaborada a partir das ideias do texto traz as formas verbais empregadas de acordo com a norma-padrão.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Correlação verbal correta: deveria... contivesse... conseguiria... partira.

Em D, 'deveria perceber' (futuro do pretérito) correlaciona-se com 'contivesse' (pretérito imperfeito do subjuntivo, após 'tão logo' hipotético), 'conseguiria' (futuro do pretérito) e 'partira' (mais-que-perfeito, ação anterior). 'Conter' conjuga-se 'contivesse'.

Análise das alternativas

A) 'conseguira' e 'contenha' desalinhados, e 'parte' quebra a correlação. B) 'contém' após 'assim que' hipotético e mistura de tempos. C) 'contesse' é forma inexistente de 'conter'. E) 'contera' e 'partia' não se correlacionam com 'teria conseguido'.

Referência: Correlação de tempos e modos verbais (norma-padrão).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Coesão Textual — Pronomes Relativos e Conectivos

2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Magistério de Biologia · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
Na fase NREM, o sono divide-se em quatro estágios, todos essenciais para uma boa noite de sono.
O primeiro estágio é a fase de sonolência, em que começamos a sentir as primeiras sensações do sono, e a principal característica desse estágio é que será fácil acordar. Um exemplo são aqueles cochilos rápidos, período de 1 a 5 minutos, _____ podemos acordar com qualquer barulho que aconteça no local.
No segundo estágio, que dura geralmente de 5 a 15 minutos, a atividade cardíaca reduz drasticamente, os músculos entram em estado de relaxamento e a temperatura do corpo cai. É mais difícil acordar o indivíduo e é aquele estágio _____ , se somos interrompidos, não conseguimos nos concentrar em nada.
No terceiro estágio, a profundidade do sono é menor, _____ é o momento ideal para acordar de uma soneca, pois já relaxamos o corpo e estamos prontos para recuperar gradativamente a nossa atenção.
Ao atingirmos o quarto estágio, podemos dizer que “dormimos” em lugar de “apenas cochilamos”.
Somente depois de passarmos pelo quarto estágio, _____ estado é de profundo relaxamento, é que entramos na última etapa do sono – o sono REM.
(https://www.maxflex.com.br/institucional/blog/sono-rem-e-nrem-duas-fases-que-definem-qualidade-da-sua-noite. Adaptado)

Para que haja coesão entre as ideias, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, por:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Sequência coesiva: durante o qual / em que / por isso / cujo.

1ª lacuna: 'período..., durante o qual podemos acordar'. 2ª: 'estágio em que, se somos interrompidos...' (relativo com preposição). 3ª: 'sono é menor, por isso é o momento ideal' (conclusão). 4ª: 'quarto estágio, cujo estado é de profundo relaxamento' (posse).

Análise das alternativas

A) 'conforme' e 'onde' não se encaixam, e 'ao qual o' é inadequado. B) 'contudo' (oposição) contraria a ideia de consequência. C) 'aqui' não liga as orações. D) 'todavia' é adversativo e 'no qual' não se ajusta à primeira lacuna.

Referência: Coesão textual: pronomes relativos e conectivos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Tipologia Textual

2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Magistério de Biologia · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
Na fase NREM, o sono divide-se em quatro estágios, todos essenciais para uma boa noite de sono.
O primeiro estágio é a fase de sonolência, em que começamos a sentir as primeiras sensações do sono, e a principal característica desse estágio é que será fácil acordar. Um exemplo são aqueles cochilos rápidos, período de 1 a 5 minutos, _____ podemos acordar com qualquer barulho que aconteça no local.
No segundo estágio, que dura geralmente de 5 a 15 minutos, a atividade cardíaca reduz drasticamente, os músculos entram em estado de relaxamento e a temperatura do corpo cai. É mais difícil acordar o indivíduo e é aquele estágio _____ , se somos interrompidos, não conseguimos nos concentrar em nada.
No terceiro estágio, a profundidade do sono é menor, _____ é o momento ideal para acordar de uma soneca, pois já relaxamos o corpo e estamos prontos para recuperar gradativamente a nossa atenção.
Ao atingirmos o quarto estágio, podemos dizer que “dormimos” em lugar de “apenas cochilamos”.
Somente depois de passarmos pelo quarto estágio, _____ estado é de profundo relaxamento, é que entramos na última etapa do sono – o sono REM.
(https://www.maxflex.com.br/institucional/blog/sono-rem-e-nrem-duas-fases-que-definem-qualidade-da-sua-noite. Adaptado)

Considerando tipos e gêneros textuais, é correto afirmar que o texto selecionado é, predominantemente:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Texto predominantemente expositivo, com explicações e linguagem objetiva.

O texto explica as fases do sono, descrevendo cada estágio de modo informativo e impessoal, o que caracteriza o tipo expositivo com linguagem objetiva.

Análise das alternativas

B) Não é descritivo-prescritivo nem subjetivo. C) Não apresenta pontos de vista divergentes, logo não é argumentativo. D) Não narra fatos nem traz depoimento. E) Não é injuntivo (não dá ordens) nem subjetivo.

Referência: Tipologia textual (tipo expositivo).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Ortografia e Acentuação Gráfica

2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Magistério de Biologia · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Trecho com palavras destacadas em negrito e sublinhado: “Muitos creem que é supérfulo ter uma longa noite de sono, porém, para o neurocientista Matthew Walker, autor do livro “Por que nós dormimos?”, os seres humanos precisam, com raras excessões, de oito horas diárias de sono. Há um consenso de que indivíduos que prescindem de uma boa noite de sono podem se tornar anciosos e ter um comportamento contraproducente, por isso Walker recomenda que as pessoas também façam a sesta, o que certamente é factível apenas para alguns previlegiados.” Palavras destacadas: creem, supérfulo, excessões, prescindem, anciosos, contraproducente, factível, previlegiados.
Para que o texto esteja em conformidade com a ortografia e a acentuação previstas pela norma-padrão, algumas das palavras destacadas devem ser reescritas. A forma correta dessas palavras encontra-se na alternativa:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Magistério de Biologia · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)

De acordo com o texto, as narrativas pessoais registradas no Museu da Pessoa permitem que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

As histórias individuais valorizam memórias e ajudam a contar a história da sociedade.

O texto afirma que o museu valoriza as memórias como fonte de compreensão e conexão entre as pessoas e que a história de cada pessoa é uma perspectiva sobre a história comum da sociedade. É o que C resume.

Análise das alternativas

A) Não há menção a envio imediato dos relatos de imigrantes ao acervo. B) O museu registra qualquer indivíduo, não apenas pessoas célebres. D) O texto não fala de falta de reconhecimento social nem de redimensionar o papel dos museus. E) Nada sugere reavaliar o termo 'museu'; ao contrário, há pretensão de preservar histórias.

Referência: Interpretação de texto (Mariana Vick, Nexo Jornal, 2020).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Orações Subordinadas Adjetivas

2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Magistério de Biologia · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)

De acordo com Bechara (2019), uma oração subordinada adjetiva pode ter valor explicativo ou restritivo, a depender do fato de ela modificar ou não a referência do antecedente. Com base na distinção feita pelo autor, assinale a alternativa em que está destacada uma oração subordinada adjetiva restritiva.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Pontuação — Emprego da Vírgula

2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Magistério de Biologia · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)

Considere as passagens do texto:
I. O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história.
II. A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980.
III. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo.
Com base nas regras de pontuação descritas por Celso Luft (1998), é correto afirmar que as vírgulas presentes nos trechos indicam o uso de:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Função das vírgulas: expressão explicativa, aposto e adjunto adverbial deslocado.

Em I, 'ou seja' é expressão explicativa isolada por vírgula. Em II, 'Karen Worcman' é aposto que especifica 'a curadora e fundadora'. Em III, 'Mais de 25 anos depois da fundação do museu' é adjunto adverbial de tempo deslocado, separado por vírgula.

Análise das alternativas

A, D e E trazem 'expressão corretiva' ou 'vocativo', inadequados: 'ou seja' explica, não corrige, e não há vocativo em II. C erra: não há sujeito separado por vírgula em II nem enumeração em III. A única com os três itens corretos é B.

Referência: Celso Luft, regras de pontuação (vírgula).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Concordância Verbal

2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Magistério de Biologia · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)

Assinale a alternativa correta quanto à norma-padrão de concordância verbal, em conformidade com o Manual de Redação da Presidência da República.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Concordância verbal: apenas D está conforme a norma-padrão.

Em D, o verbo 'entrevistavam' concorda com 'imigrantes' (sujeito indeterminado/ passivo sintético com 'se' + sujeito plural: 'se entrevistavam imigrantes'), construção correta. As demais violam a concordância.

Análise das alternativas

A) 'existe' deveria estar no plural ('existem'), pois concorda com 'colaboradores'. B) 'compõe' deveria ser 'compõem', concordando com 'Histórias'. C) Sujeito composto 'O mundo e a sociedade' pede 'tornam-se'. E) 'tratam-se' é incorreto: 'tratar-se de' é verbo com sujeito indeterminado e fica no singular ('trata-se').

Referência: Manual de Redação da Presidência da República; gramática normativa (concordância verbal).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Conjunções Coordenativas

2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Magistério de Biologia · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)

Bechara (2019) define as conjunções coordenativas como aquelas que “reúnem orações que pertencem ao mesmo nível sintático”. Nesse sentido, é correto afirmar que a alternativa em que a conjunção coordenativa aparece em destaque é:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Crase

2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Magistério de Biologia · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)

Considere os enunciados:
• O Museu da Pessoa possibilita _____ qualquer indivíduo o registro de suas memórias.
• Devido _____ entrevistas realizadas por colaboradores da instituição, é possível encontrar histórias de muitas pessoas, de variadas idades e regiões do país.
• A instituição _____ qual Karen Worcman estava vinculada realizava entrevistas com imigrantes no Rio de Janeiro.
Em conformidade com as considerações de Almeida (2006), no Dicionário de questões vernáculas, sobre o emprego do acento indicativo de crase, as lacunas dos enunciados devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Lacunas: 'a' (antes de pronome indefinido), 'a' (antes de substantivo masculino plural não, ou 'às' ?) – gabarito: a … a … à.

Conforme o gabarito, o primeiro espaço não leva crase porque 'qualquer' é pronome indefinido que dispensa artigo. No terceiro, 'à qual' tem crase porque 'vinculada' exige preposição a e 'qual' admite artigo. O segundo espaço segue o gabarito (a), embora a forma esperada pela gramática fosse 'às entrevistas', o que gera dúvida quanto ao enunciado.

Análise das alternativas

A, C e D) Usam crase antes de 'qualquer', indevida. B) Coloca crase na segunda lacuna e 'à' na terceira de forma inconsistente com o gabarito. A resolução do segundo espaço depende da fonte (Almeida), que pode considerar 'devido a' seguida de palavra que o gabarito trata sem crase.

Referência: Almeida, N. M. Dicionário de questões vernáculas (2006)

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Colocação Pronominal

2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Magistério de Biologia · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)

A respeito da colocação dos pronomes átonos, Bechara (2019) estabelece alguns critérios que estão de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa falada e escrita no Brasil. Desse ponto de vista, deve ser considerada correta a frase contida na alternativa:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Pronome se com palavra interrogativa (quantos) atrai a próclise: 'quantos se oferecem'.

Pronomes interrogativos como 'quantos' atraem o pronome átono, exigindo próclise. 'Quantos se oferecem' está correta.

Análise das alternativas

A) 'jamais condená-las': o advérbio jamais atrai o pronome, que deveria ficar antes do verbo ('jamais as condenar'). B) Com o particípio, não se usa ênclise ('tem mostrado-se' é incorreto; 'tem se mostrado'). C) 'Sempre ajuda-se': o advérbio atrai a próclise ('Sempre se ajuda'). E) Início de oração com próclise ('Nos sentimos'), desaconselhado na norma-padrão culta tradicional.

Referência: Bechara, E. Moderna gramática portuguesa (2019)

Resolução comentada do VaiConcursos.

História do Brasil Capitanias Hereditárias

2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Magistério de Biologia · Caderno Versão A

Gabarito disponível

O projeto empreendido pelos portugueses de colonização do território que viria a se chamar Brasil se deu, primeiramente, pela implementação das conhecidas capitanias hereditárias, a partir de 1532. Segundo Boris Fausto:
“O Brasil foi dividido em quinze quinhões, por uma série de linhas paralelas ao Equador que iam do litoral até o meridiano de Tordesilhas, sendo os quinhões entregues aos chamados capitães donatários. Eles constituíam um grupo diversificado onde havia gente da pequena nobreza, burocratas e comerciantes, tendo em comum suas ligações com a coroa portuguesa”.
(Boris Fausto. História do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo/Fundação para o Desenvolvimento da Educação, 2000)
É consenso na historiografia brasileira que o fracasso das capitanias hereditárias se deveu a diversos fatores conjugados, tendo destaque
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O fracasso das capitanias envolveu falta de recursos, inexperiência e ataques indígenas.

A historiografia aponta como fatores conjugados a falta de capital dos donatários, a inexperiência e a distância da metrópole, e os ataques indígenas. Apenas São Vicente e Pernambuco prosperaram. Por isso, A.

Análise das alternativas

B) O desinteresse dos portugueses não é consenso. C) A Coroa não monopolizava a ponto de intervir, e a Igreja apoiava a catequese. D) Explicação moralista, sem base historiográfica. E) Clima e solo não são os fatores centrais; houve lavouras de sucesso, como a cana.

Referência: Fausto, B. História do Brasil

Resolução comentada do VaiConcursos.

História do Brasil Escravidão e Tráfico Atlântico de Africanos

2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Magistério de Biologia · Caderno Versão A

Gabarito disponível

A escravidão moderna caracterizou-se por trazer à tona uma realidade nova ao já secular comércio de escravos ocorrido no continente africano.
(Lilia Schwarcz e Heloísa Starling. Brasil: uma biografia. 1. ed. São Paulo: Cia das Letras, 2015)
De acordo com as autoras, na obra Brasil: uma biografia, a referida nova realidade consiste
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A nova realidade foi a mudança de escala do tráfico, com mais cativos e mais violência.

Para Schwarcz e Starling, a escravidão moderna alterou a escala do comércio de africanos, em volume e violência, modificando a dinâmica das guerras e das redes internas dos estados africanos. A alternativa C diz isso.

Análise das alternativas

A) Distorce o fortalecimento dos reinos africanos. B) Não se trata de fim das hostilidades. D) Não houve conquista rápida dos reinos africanos pelos portugueses. E) O tráfico atlântico se intensificou, não se esvaziou.

Referência: Schwarcz, L.; Starling, H. Brasil: uma biografia

Resolução comentada do VaiConcursos.

História do Brasil Imigração no Segundo Reinado

2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Magistério de Biologia · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Com o objetivo de promover pouco a pouco a substituição do braço escravo na lavoura de café, recorreu-se, nos meados do século XIX, à colonização estrangeira, sob sistema de parceria. Pretendia-se, dessa maneira, conciliar fórmulas usadas nos núcleos coloniais de povoamento com as necessidades do latifúndio cafeeiro. Contava-se com a experiência dos núcleos coloniais de povoamento cuja criação desde a vinda da Corte de D. João VI para o Brasil tinha sido estimulada. A partir de então, havia se rompido definitivamente com as tradicionais restrições à fixação de estrangeiros na colônia. Estimulava-se a vinda de imigrantes.
(Emília Viotti da Costa. Da monarquia à república: momentos decisivos. 6. ed. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1999)
O trecho acima aponta um primeiro motivo para o incentivo à imigração: a substituição do trabalho escravo. Outros motivos pertinentes para se estimular a migração foram:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Outros motivos: povoar o país e branquear a população.

Além de substituir o trabalho escravo, a imigração atendia à necessidade de povoar o território e ao projeto de branqueamento, já que a população era majoritariamente negra e indígena. Por isso, B.

Análise das alternativas

A) A miscigenação não era plano imperial de pluralização e a mortalidade escrava não é o motivo apontado. C) Não houve expulsão de proprietários. D) A ideia de que o Império não tinha recursos para comprar escravos é imprecisa. E) A vinda da Corte não gerou necessidade de mão de obra excedente nesse sentido.

Referência: Costa, E. V. Da monarquia à república

Resolução comentada do VaiConcursos.

História do Brasil Independência do Brasil

2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Magistério de Biologia · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Assim, a explicação de que é a “ideia” da Independência que constitui a força propulsora da renovação que se operava no seio da colônia parece pelo menos arriscada.
(Caio Prado Jr. A formação do Brasil contemporâneo. 23. edição. São Paulo: Brasiliense, 1994)
Considerando a obra e o fragmento do texto, podemos afirmar que a Independência
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Caio Prado Jr. mostra que a Independência teve concepções diversas e interesses conflitantes, sem projeto unitário.

Ao dizer que é arriscado atribuir à "ideia" de Independência a força da renovação, o autor indica que não havia um projeto unitário, mas concepções e interesses diversos e conflitantes. Por isso B.

Análise das alternativas

A) Não houve burguesia industrial nem inclusão de todos os grupos. C) Não foi processo de massas unificado nem houve aliança com abolicionistas. D) Não houve organização de sindicatos ou confederações em torno da transição. E) A Independência não ampliou direitos a mulheres, negros e indígenas.

Referência: Prado Jr., C. Formação do Brasil contemporâneo

Resolução comentada do VaiConcursos.

História do Brasil Crise do Império

2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Magistério de Biologia · Caderno Versão A

Gabarito disponível

As ideias separatistas nasciam do profundo desequilíbrio entre o poder político e o poder econômico que se observava nos fins do Império, oriundo do empobrecimento das áreas de onde provinham tradicionalmente os elementos que manipulavam o poder e concomitantemente do desenvolvimento de outras áreas que não possuíam a devida representação no governo.
As transformações econômicas e sociais que se processam durante a segunda metade do século XIX acarretam o aparecimento de uma série de aspirações novas provocando numerosos conflitos. [...]
(Emília Viotti da Costa. Da Monarquia à República: momentos decisivos. Fund. Ed. Unesp, 1999)
Para Emília Viotti da Costa, o tal “desequilíbrio entre o poder político e o poder econômico” refere-se
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O desequilíbrio é entre o Vale do Paraíba, em decadência mas politicamente forte, e o Oeste Paulista, dinâmico mas pouco representado.

Emília Viotti da Costa mostra que o poder político permanecia com áreas em declínio econômico, como o Vale do Paraíba, enquanto o Oeste Paulista, economicamente mais dinâmico desde 1880, tinha pouca representação. Isso alimentou ideias separatistas e republicanas, o que corresponde à A.

Análise das alternativas

B) A reforma de 1883 e o Norte com imigração subsidiada não correspondem ao argumento. C) São Paulo e Minas não usavam apenas trabalho livre de imigrante. D) Distorce a posição de Minas e São Paulo. E) A divisão entre liberais e conservadores sobre a escravidão não explica o desequilíbrio.

Referência: Costa, E. V. Da Monarquia à República: momentos decisivos

Resolução comentada do VaiConcursos.

História do Brasil Tenentismo

2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Magistério de Biologia · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Há uma história do tenentismo antes e depois de 1930. Os dois períodos dividem-se por uma diferença essencial.
(Boris Fausto. História do Brasil. São Paulo. Editora da Universidade de São Paulo/Fundação para o Desenvolvimento da Educação, 2000)
O tenentismo, antes e depois de 1930, respectivamente,
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Antes de 1930 o tenentismo se rebelou contra o Estado oligárquico; depois, tenentes assumiram interventorias.

Antes de 1930, o tenentismo foi um movimento de rebeliões contra a ordem oligárquica, como a de 1924 contra Artur Bernardes. Após a Revolução de 1930, os tenentes passaram a integrar o poder, ocupando interventorias, principalmente no Nordeste. Isso corresponde à E.

Análise das alternativas

A) Tenentismo não elegeu Washington Luís nem se agrupou no Partido Democrático. B) Não defendia sistema censitário nem apoiou a revolta paulista de 1932. C) Não tinha vínculo claro com legislação trabalhista radical nesses termos, e a oposição ao Governo Provisório não é descrição adequada. D) Não tinha clareza ideológica social-democrata nem defendia o liberalismo econômico.

Referência: Fausto, B. História do Brasil

Resolução comentada do VaiConcursos.