← Voltar para a lista de provas Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de História 70 questões nesta prova · página 3 de 4 · 70 com gabarito Gabarito disponível A passagem da 'história-narração' para a 'história-problema' caracteriza os Annales. A formulação de hipóteses de trabalho e a história-problema são marcas da Escola dos Annales, que defende o caráter científico da história em construção. Por isso a tendência em foco é a dos Annales. A) A Escola Metódica é a história-narração, factual. B) A História do Tempo Presente é um campo recente, e não o tema aqui. C) A Nova Esquerda Inglesa é marxista, com outro enfoque. D) 'História Ideológica' não corresponde à tendência descrita. Referência: Ciro Cardoso e Ronaldo Vainfas (orgs.), Domínios da história. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Bacellar recomenda trabalhar com número adequado de casos para sustentar generalizações e dados quantitativos. No artigo, o autor sugere cuidado com a representatividade: as afirmações, sobretudo as quantitativas e generalizantes, exigem amostra suficiente de casos para garantir margem aceitável de segurança. A) Recomenda-se justamente o cruzamento de fontes. B) Documentos oficiais também podem distorcer, e não se deve preferi-los só por isso. C) Deve-se considerar o contexto e o autor do documento. D) Aconselha-se enfrentar a paleografia e os documentos antigos, não evitá-los. Referência: Carlos Bacellar, 'Uso e mau uso dos arquivos', em Pinsky (org.), Fontes históricas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Para Burke, a história tradicional olha 'de cima'; a nova história inclui a 'história vista de baixo'. Um dos seis pontos de contraste de Burke é que a história rankeana se ocupa de grandes feitos de estadistas e generais, enquanto a nova história se interessa por pessoas comuns e pela cultura popular. B) Inverte e simplifica: o paradigma tradicional foi político, e a nova história é de ampla diversidade. C) A história tradicional foi centrada nas histórias nacionais e na política. D) A história tradicional privilegiava documentos oficiais; a nova usa fontes variadas. E) O paradigma tradicional foi político e institucional. Referência: Peter Burke (org.), A escrita da história: novas perspectivas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Para Napolitano, as fontes audiovisuais são documentos como quaisquer outros, marcados pela tensão entre evidência e representação. O autor rejeita tanto a visão ingênua de testemunho objetivo quanto o estigma de pura subjetividade. Esses materiais são fontes históricas que exigem crítica, pois ao mesmo tempo registram e representam a realidade. A) Não propõe evitá-las. B) Não as limita à história da cultura. D) Não são apenas supletivas. E) Nenhuma fonte revela 'a verdade histórica' de modo direto. Referência: Marcos Napolitano, 'A História depois do papel', em Pinsky (org.), Fontes históricas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O 'engano' é que a riqueza que sustentava a cidade vinha em grande parte do campo. Anderson mostra que a civilização urbana clássica era uma fachada (trompe l'oeil): sua base material era rural, com excedente extraído do campo, em geral por trabalho escravo. A cidade dominava e consumia a produção agrária. A) Não se trata de fome generalizada. C) e D) Anderson não alega ausência de técnica nem inadequação filosófica. E) Não é tema da passagem a separação entre religião e as outras esferas. Referência: Perry Anderson, Passagens da Antiguidade ao feudalismo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Os medievais não quantificavam o tempo de modo uniforme, e o clero controlava mais as horas por razões litúrgicas. Segundo Franco Júnior, a percepção medieval do tempo era pouco precisa e qualitativa, ligada a ciclos naturais e religiosos. O clero, por necessidade litúrgica das horas canônicas, foi o mais atento à medição. A) A alimentação diferia por grupo social, e os legumes não eram privilegiados em geral. B) A morte era vista com familiaridade, e não só como castigo. C) Não havia essa proibição total ao lazer camponês, que tinha festas. E) A Igreja controlava fortemente a sexualidade. Referência: Hilário Franco Júnior, A Idade Média, nascimento do Ocidente. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Os humanistas eram cristãos e reinterpretavam o Evangelho à luz dos valores da Antiguidade. Sevcenko ressalta que os humanistas não eram ateus: eram cristãos que buscavam conciliar a fé com os valores clássicos, como a valorização do indivíduo e da vida cívica. O ceticismo só se consolida nos séculos XVII e XVIII. B) Opõe fé e razão de modo que o texto não sustenta. C) Não trata de infalibilidade papal. D) Não corresponde ao que o texto descreve. E) Os humanistas não defendiam práticas pagãs nem se aproximavam das tradições camponesas. Referência: Nicolau Sevcenko, O Renascimento. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Say critica a incoerência mercantilista de confundir riqueza com acúmulo de metais. Say afirma que os homens de Estado acreditaram que a riqueza é ter muita prata, quando na verdade se tem prata porque se é rico. Ele critica, assim, a lógica mercantilista do entesouramento de metais por meio do protecionismo. A) Say não defende o entesouramento. B) e C) Não elogia o mercantilismo nem o protecionismo. D) O texto não critica a política tributária geral, e os direitos de entrada e saída eram fiscais. Referência: J. B. Say, apud Pierre Deyon, O mercantilismo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O relato mostra o ressentimento de povos dominados pelos astecas, que Cortés explorou. As queixas contra Montezuma e seus coletores de impostos revelam a insatisfação de povos tributários. Cortés aproveitou essas divisões internas e formou alianças contra os astecas, como com os tlaxcaltecas. B) Não trata de acomodação entre Estado colonizador e civilizações. C) Os povos mesoamericanos tinham Estados organizados. D) O texto não aborda fragilidade militar espanhola. E) Os maus-tratos descritos eram dos astecas, não efeito do contato com os espanhóis. Referência: Tzvetan Todorov, A conquista da América. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A transição para o africano foi mais rápida na economia açucareira, que podia arcar com o custo, e mais lenta em regiões periféricas como São Paulo. Boris Fausto mostra que o escravo africano era caro, e só áreas ligadas ao mercado externo, como o açúcar, conseguiam absorver esse custo. Regiões pobres ou periféricas, como São Paulo, mantiveram por mais tempo a escravização indígena. A) Não havia essa exigência de anuência religiosa; os jesuítas, ao contrário, resistiam à escravização. B) O uso do indígena não derivou de queda do preço do açúcar. D) Eram as regiões periféricas, sem capital, que mantinham a escravidão indígena. E) A proibição não foi efetivada em toda a Colônia no século XVII; a escravização persistiu. Referência: Boris Fausto, História do Brasil. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Entre as condições da Revolução Industrial na Grã-Bretanha, o problema agrário já estava resolvido pelos cercamentos. Hobsbawm destaca que a agricultura britânica já fora transformada: os cercamentos (Enclosure Acts) concentraram a terra em proprietários de mentalidade comercial. Isso liberou mão de obra e ampliou a produção para o mercado. A) O século XVIII foi de fortalecimento do Parlamento, não de esvaziamento. B) Não havia escola básica pública obrigatória. C) A Revolução Industrial não dependeu de associações que contratavam especialistas europeus; as invenções vieram de artesãos. D) O algodão era importado (colônias e EUA), e a indústria não dependia de incentivo da Coroa nem de bancos públicos. Referência: Eric Hobsbawm, A Era das Revoluções, cap. 2. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Babeuf e a Conjuração dos Iguais defendiam a igualdade dos usufrutos com supressão da propriedade privada. Segundo Soboul, a Conspiração dos Iguais (Babeuf, 1796) propunha a 'comunidade dos bens' e a igualdade real, logo a abolição da propriedade privada. É um ideário protocomunista, que vai além da igualdade jurídica. A) Não vinculava cidadania à produção de mercadorias. C) A república de pequenos proprietários é ideal jacobino/sans-culotte, não babouvista. D) O controle de preços e salários (Maximum) é política da República jacobina. E) Limitar lucros dos grandes e liberá-los aos pequenos não era a proposta babouvista. Referência: Albert Soboul, A Revolução Francesa. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A inovação radical de 1830 foi a emergência da classe operária como força política autoconsciente. Hobsbawm afirma que, após 1830, na Grã-Bretanha e na França, a classe trabalhadora surge como força política independente e autoconsciente, distinta da burguesia liberal. Isso é a 'inovação mais radical', superior à vitória burguesa e à democracia jacksoniana. A) A Internacional é posterior (1864). B) Não houve voto universal na Europa Ocidental em 1830. C) Não houve voto feminino nem monarquias com essa característica. E) O processo foi de autonomia operária, não de alianças duradouras com o grande capital. Referência: Eric Hobsbawm, A Era das Revoluções, cap. sobre as revoluções de 1830. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Doutrina Monroe: oposição à colonização europeia nas Américas. A Doutrina Monroe (1823), 'a América para os americanos', se opunha a qualquer nova colonização ou intervenção política das potências europeias no hemisfério ocidental. Por isso nenhuma potência europeia desafiava os EUA, como diz Hobsbawm. B) Não propunha entidade supranacional. C) Não defendia o desenvolvimento de todos os povos americanos. D) Não estabelecia interferência dos EUA na Europa, mas o oposto. E) Não impedia investimentos europeus em infraestrutura. Referência: Eric Hobsbawm, A Era dos Impérios. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Motivos da Conferência de Berlim: Leopoldo II e Portugal. Entre os motivos para a Conferência de Berlim (1884-1885), Hernandez apresenta o objetivo de Leopoldo II de fundar um império ultramarino na África e a busca de Portugal por territórios que ligassem Angola a Moçambique (mapa cor-de-rosa). A) Os EUA não buscavam espaços de exploração como motivo central. B) Não havia emancipação francesa de colônias. C) A Espanha não buscava conquistar domínios britânicos. D) Não houve proposta britânica ou francesa nesses termos. Referência: Leila Leite Hernandez, A África na sala de aula. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível República Velha: oligarquias, poder local e coronelismo. O predomínio dos grupos agrários resultou num regime apoiado no poder local, cuja expressão mais forte foi o coronelismo, com voto de cabresto e política dos governadores. A) A intentona comunista (1935) é posterior à República Velha. B) O regime não era democrático e sufragista. C) Os comerciantes urbanos não eram o exemplo central. E) A revolução de 1930 foi o fim do regime, não sua expressão. Referência: Maria Yedda Linhares (org.), História Geral do Brasil. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Abolicionistas defendiam a mestiçagem e valores liberais. No Império, a maioria dos abolicionistas era moderada, defendia valores liberais e a ideia de mestiçagem na formação nacional, em linha com Caio Prado Jr. A alternativa B é a que reflete isso. A) O movimento não foi majoritariamente radical e revolucionário. C) O debate não teve amplitude democrática e inclusiva. D) A mestiçagem era relevante no debate. E) O governo monárquico não foi abolicionista durante todo o período. Referência: Caio Prado Jr., Formação do Brasil Contemporâneo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Ambiguidade da Revolução Russa e a transformação da Rússia em grande potência. Hobsbawm destaca a catástrofe pós-soviética e o caráter ambíguo da Revolução, que transformou um país agrário e atrasado numa potência que rivalizava com as ocidentais. C expressa isso. A) Fala em potência 'híbrida' capitalista-socialista, o que não corresponde ao URSS. B) Descreve burguesia empreendedora, contrária ao regime. D) 'Convicção unânime' é absoluto e falso. E) Afirma reprodução de servidão e nobreza, o oposto da realidade soviética. Referência: Eric Hobsbawm, Sobre História. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A escravidão como elemento estrutural da sociedade brasileira. Monteiro afirma que a escravidão era o marco pelo qual se media a sociedade colonial. Ela foi estrutural no Brasil, com implicações na economia, na política e nas demais relações sociais, da colônia ao Império e com efeitos até a atualidade. B) Não foi evitada, foi amplamente praticada. C) Não esteve ausente no período colonial e imperial. D) Existiu desde o período colonial, que teve uso intenso, não 'quase nenhum'. E) Não ficou restrita ao Sudeste, estando presente em todo o país. Referência: John Manuel Monteiro, Negros da terra. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Sindicalismo corporativista varguista, superado só nas greves do ABC de 1978. Após 1933, o Estado reprimiu o sindicalismo independente e pluralista e impôs um sindicalismo corporativista, atrelado ao Ministério do Trabalho (unicidade e imposto sindical). Esse modelo só foi realmente contestado pelas greves do ABC paulista no fim dos anos 1970. A) O pluralismo foi combatido, não resultou do contexto. B) O sindicalismo independente foi reprimido, não perdurou até 1980. C) O pluralismo não vigorou até as greves do ABC. E) A união independente classista não esteve à frente dos principais movimentos desde então. Referência: Maria Yedda Linhares (org.), História Geral do Brasil; Era Vargas. Resolução comentada do VaiConcursos.Exército Brasileiro — EsFCEx — Concurso de Admissão 2020 — Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de História — Prova Objetiva 013 — Ver…
1. A crença no caráter científico da história, que no entanto é uma ciência em construção: isto conduziu, em especial, à afirmação da necessidade de passar de uma “história-narração” a uma “história-problema” mediante a formulação de hipóteses de trabalho.
(Ciro Flamarion Cardoso e Ronaldo Vainfas (org.), Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia)
A “tendência ora em foco” é aResolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
(Peter Burke (org.), A escrita da história: novas perspectivas)
Segundo Burke, a história tradicionalResolução comentada
Análise das alternativas
(Marcos Napolitano, A História depois do papel. Em: Carla Bassanezi Pinsky (org.), Fontes históricas)
Acerca dessa discussão, Napolitano entende que o historiador deve considerar as fontes audiovisuais e musicaisResolução comentada
Análise das alternativas
(Perry Anderson, Passagens da Antiguidade ao feudalismo)
O tal engano, citado por Anderson, trata daResolução comentada
Análise das alternativas
(Hilário Franco Júnior, A Idade Média, nascimento do ocidente)
Sobre essas estruturas cotidianas medievais, segundo Franco Júnior, é correto afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
(Nicolau Sevcenko, O renascimento)
Segundo Sevcenko, os humanistasResolução comentada
Análise das alternativas
Até a época do renascimento das artes na Europa, isto é, até cerca do século XVI, os governos dos diversos países pouco se inquietavam com a natureza dos retornos que os comerciantes recebiam do estrangeiro. Os direitos de saída e entrada tinham um objetivo puramente fiscal; eram para os governos meios de levantar tributos, e nada mais; mas em seguida, quando se apercebeu que o comércio era uma fonte de prosperidade para as nações e de poder para os governos, acreditou-se poder explorá-lo mais a proveito. Os publicistas, os homens de Estado, antes de ter suficientemente estudado a natureza das riquezas e o que as produz, acreditaram, com o vulgo, que se é rico porque se tem muita prata, em lugar de compreender que se tem muita prata porque se é rico […]
(Apud Pierre Deyon, O mercantilismo)
No excerto, SayResolução comentada
Análise das alternativas
Os habitantes dessas aldeias (…) queixam-se muito de Montezuma e de seus coletores de impostos, que lhes roubavam tudo o que tinham, e que se suas mulheres e filhas fossem formosas, violentavam-nas diante deles e de seus maridos, e roubavam-nas, e que obrigavam-nos a trabalhar como se fossem escravos (…) e muitas outras queixas.
(Apud Tzvetan Todorov, A conquista da América - a questão do outro)
O relato de Bernal Diaz ajuda na compreensãoResolução comentada
Análise das alternativas
[…]
Mas se a introdução do trabalho escravo se explica resumidamente dessa forma, por que se optou preferencialmente pelo negro e não pelo índio? Em primeiro lugar, lembremos que houve uma passagem da escravidão do índio para a do negro, que variou no tempo e no espaço.
[…]
(Boris Fausto, História do Brasil)
Sobre a citada variação “no tempo e no espaço”, é correto afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
(Eric Hobsbawm, A Era das revoluções: Europa 1789 – 1848)
Segundo Hobsbawm, existiam condições para que a revolução industrial ocorresse na Grã-Bretanha. Entre essas, é correto apontarResolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
(Eric Hobsbawm, A Era das revoluções: Europa 1789-1848. Adaptado)
Para Hobsbawm, tal “inovação ainda mais radical na política” refere-seResolução comentada
Análise das alternativas
(Eric Hobsbawm, A era dos impérios)
A Doutrina Monroe, segundo Hobsbawm,Resolução comentada
Análise das alternativas
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de aula: visita à história contemporânea)
Entre os motivos para a realização da Conferência de Berlim, Hernandez apresentaResolução comentada
Análise das alternativas
(Maria Yedda Linhares (org). História Geral do Brasil)
Na prática, essa política oligárquica resultouResolução comentada
Análise das alternativas
(Caio Prado Jr. A formação do Brasil contemporâneo – colônia)
O sentido e a formação do escopo populacional do Brasil, segundo Caio Prado, guardavam características marcantes, tais como o escravismo indígena e africano. No processo abolicionista de fins do século XIX, ainda no período Imperial, é correto considerarResolução comentada
Análise das alternativas
(Eric Hobsbawm. Sobre História)
A Revolução Russa foi, independentemente das visões díspares sobre seus resultados, um dos mais importantes eventos ocorridos no século XX. A afirmação refere-seResolução comentada
Análise das alternativas
(John Manuel Monteiro. Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo)
Considerando o fragmento e o tema, é possível afirmar que a escravidãoResolução comentada
Análise das alternativas
(Maria Yedda Linhares (org). História Geral do Brasil)
Do contexto abordado no excerto, resultouResolução comentada
Análise das alternativas
Baseando-me em síntese de minha autoria já antiga, eis aqui o que vejo como pontos básicos quanto à tendência ora em foco:
Carlos Bacellar, no artigo Uso e mau uso dos arquivos (Em Carla Bassanezi Pinsky (org.), Fontes históricas), traz uma série de sugestões para a pesquisa em arquivos históricos. Entre outras, há a sugestão de
A nova história é a história escrita como uma reação deliberada contra o “paradigma” tradicional, aquele termo útil, embora impreciso, posto em circulação pelo historiador de ciência americano Thomas Kuhn. Será conveniente descrever esse paradigma tradicional como história rankeana, conforme o grande historiador alemão Leopold von Ranke (1795-1886) […]. Em prol da simplicidade e da clareza, o contraste entre a antiga e a nova história pode ser resumida em seis pontos.
As fontes audiovisuais e musicais ganham crescentemente espaço na pesquisa histórica. Do ponto de vista metodológico, são vistas pelos historiadores como fontes primárias novas, desafiadoras, mas seu estatuto é paradoxal. Por um lado, as fontes audiovisuais (cinema, televisão e registros sonoros em geral) são consideradas por alguns, tradicional e erroneamente, testemunhos quase diretos e objetivos da história, de alto poder ilustrativo, sobretudo quando possuem um caráter estritamente documental, qual seja, o registro direto de eventos e personagens históricos. Por outro lado, as fontes audiovisuais de natureza assumidamente artística (filmes de ficção, teledramaturgia, canções e peças de teatro) são percebidas muitas vezes sob o estigma da subjetividade absoluta, impressões estéticas de fatos sociais objetivos que lhes são exteriores.
A Antiguidade greco-romana sempre constituiu um universo centralizado em cidades. O esplendor e a solidez da antiga polis helênica e da posterior república romana, que ofuscaram tantos períodos subsequentes, traduziam um nível de organização e cultura urbanas que jamais seria igualado em outro milênio. A filosofia, a ciência, a poesia, a história, a arquitetura, a escultura; o direito, a administração, a economia, os impostos; o voto, o debate, o recrutamento – tudo isso chegou a níveis de sofisticação e força inigualáveis. Ao mesmo tempo, esse friso de civilização citadina teve sempre algo do efeito de uma fachada trompe l’oeil sobre sua posteridade.
Apesar das inegáveis diferenças locais, temporais e sociais ao se considerar o conjunto dos vários séculos medievais em todo o Ocidente, pode-se falar em estruturas cotidianas. Ao menos nas de caráter psicobiológico. Estruturas muito semelhantes às de outras épocas e locais, mas que ganham todo seu sentido apenas se conectadas com as demais estruturas do contexto medieval. Consideramos aqui sete delas – a percepção do tempo, o sexo, a alimentação, a moradia, o vestuário, o lazer, a morte.
Os humanistas, num gesto ousado, tendiam a considerar como mais perfeita e mais expressiva a cultura que havia surgido e se desenvolvido no seio do paganismo, antes do advento de Cristo. A Igreja, portanto, para quem a história humana só atingiria a culminância na Era Cristã, não poderia ver com bons olhos essa atitude. Não quer isso dizer que os humanistas fossem ateus […]. Muito longe disso, o ceticismo toma corpo na Europa somente a partir dos séculos XVII e XVIII.
Leia parte da obra de J. B. Say.
Leia o relato do cronista Bernal Diaz.
Ao lado da empresa comercial e do regime de grande propriedade, acrescentemos um terceiro elemento: o trabalho compulsório. Também nesse aspecto, a regra será comum a toda a América Latina, ainda que com variações. Diferentes formas de trabalho compulsório predominaram na América espanhola, enquanto uma delas – a escravidão – foi dominante no Brasil.
Felizmente poucos refinamentos intelectuais foram necessários para se fazer a revolução industrial. Suas invenções técnicas foram bastante modestas, e sob hipótese alguma estavam além dos limites de artesãos que trabalhavam em suas oficinas ou das capacidades construtivas de carpinteiros, moleiros e serralheiros: a lançadeira, o tear, a fiadeira automática. Nem mesmo sua máquina cientificamente mais sofisticada, a máquina a vapor rotativa de James Watt (1784), necessitava de mais conhecimentos de física do que os disponíveis então há quase um século – a teoria adequada das máquinas a vapor só foi desenvolvida ex post facto pelo francês Carnot na década de 1820 – e podia contar com várias gerações de utilização, prática de máquinas a vapor, principalmente nas minas.
No contexto da Revolução Francesa (1789-1799), a Conspiração pela Igualdade, ou Conjuração dos Iguais, segundo a obra de Albert Soboul, A Revolução Francesa,
A onda revolucionária de 1830 foi um acontecimento muito mais sério do que a de 1820. De fato, ela marca a derrota definitiva dos aristocratas pelo poder burguês na Europa Ocidental. A classe governante dos próximos 50 anos seria a “grande burguesia” de banqueiros, grandes industriais e, às vezes, altos funcionários civis. Nos EUA, entretanto, a democracia jacksoniana dá um passo além: a derrota dos proprietários oligarcas antidemocratas pela ilimitada democracia política colocada no poder com os votos dos homens das fronteiras, dos pequenos fazendeiros e dos pobres das cidades. Mas, 1830 determina uma inovação ainda mais radical na política.
Na América Latina, a dominação econômica, e a pressão política, quando necessária, eram implementadas sem conquista formal. As Américas constituíram, é claro, a única região importante do globo onde não houve rivalidade séria entre as potências. À exceção da Grã-Bretanha, nenhum Estado europeu possuía mais do que restos dispersos dos impérios coloniais (principalmente caribenho) do século XVIII, sem maior significado econômico ou outro. Nem os britânicos nem qualquer das outras nacionalidades viam boa razão para hostilizar os EUA, desafiando a Doutrina Monroe.
Muito pouco se sabe acerca do ocorrido nos bastidores da diplomacia europeia, capaz de informar propósitos e resultados das negociações que culminaram em um dos períodos mais violentos da época contemporânea. O que parece consensual, no entanto, foram os quatro principais motivos que levaram à realização da Conferência.
“Do ponto de vista político, o período da chamada ‘República Velha’ caracterizou-se pelo predomínio inconteste dos grupos agrários, sob a hegemonia dos cafeicultores paulistas.”
O historiador Caio Prado Jr. afirmava que “É este o caráter mais saliente da formação étnica do Brasil, a mestiçagem profunda das três ‘raças’ que entram na sua composição.”
“A catástrofe na qual mergulhou a gente comum da antiga URSS ao final do antigo sistema ainda não acabou. Penso que o salto súbito, revolucionário, do antigo sistema para o capitalismo que lhes foi imposto talvez tenha perturbado mais a economia que a Segunda Guerra Mundial e mais que a Revolução de Outubro, e a economia da região já levou mais tempo para se recuperar que nos anos 20 e 40. Nossa avaliação de todo o fenômeno soviético continua provisória.”
“Com certeza, em todos os cantos do Brasil colonial, a escravidão tornou-se o marco principal pelo qual se media a sociedade como um todo.”
“A preocupação em institucionalizar as relações entre Estado e operariado (...) manifestou-se, no imediato pós-30, com a criação do Ministério do Trabalho (1931) e a promulgação da legislação trabalhista a mais diversa. No entanto, desde 1933 o sindicalismo independente e pluralista (...) sofrerá séria ofensiva estatal.”