← Voltar para a lista de provas Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de História 70 questões nesta prova · página 4 de 4 · 70 com gabarito Gabarito disponível Abolicionismo como conjunto de ideias contrárias à escravidão numa sociedade que se queria moderna. O texto mostra a abolição como inevitável e a escravidão desmoralizada. O abolicionismo reunia ideias e valores contrários à perpetuação da escravidão numa sociedade que se pretendia moderna. A) Não foi forma de excluir negros alforriados. B) Não foi recurso de controle político das províncias. C) O texto não fala em colapso econômico e social. D) Não se refere a princípios republicanos difundidos rapidamente nas províncias. Referência: Emília Viotti da Costa, Da monarquia à república. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível José Bonifácio e o apoio das elites conservadoras. José Bonifácio defendia a monarquia constitucional, a preservação da ordem e da unidade, e tinha apoio das elites conservadoras, que se opunham ao liberalismo mais radical. Isso o afastou dos liberais após a Independência. A) Ele defendia a autonomia brasileira, não a recolonização. C) Não se caracterizou por apoio a medidas liberais. D) Era monarquista e combateu os republicanos. E) O movimento do Porto de 1820 era das Cortes portuguesas, contra as quais ele atuou. Referência: Emília Viotti da Costa, Da monarquia à república. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Industrialização na República Velha ligada ao capital cafeeiro e à indústria incipiente. O excerto fala de uma indústria de artigos de baixo valor (tecidos, sacaria) abastecida por capitais da produção agrícola. A indústria era incipiente, dependente da economia cafeeira e acompanhava a necessidade de subsidiar a produção agrícola, conforme D. A) O texto indica capitais agrícolas reinvestidos, não diminuição da produção agrícola. B) Não houve concentração de renda nas mãos de trabalhadores. C) O câmbio não é tema do excerto. E) O texto não cita conflitos bélicos, embora a Primeira Guerra tenha estimulado a indústria. Referência: Maria Yedda Linhares (org.), História Geral do Brasil. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Queda do analfabetismo (1920-1940) e políticas educacionais da Era Vargas. O declínio do analfabetismo, de 69,9% para 56,6%, coincide com políticas de investimento e incentivo à educação básica no governo Vargas a partir da década de 30, como a criação do Ministério da Educação e Saúde. Mesmo assim, o índice seguiu elevado. A) Não houve esforço doméstico generalizado. B) Não era interesse das potências parceiras. D) Houve ampliação do investimento público, e a iniciativa privada não universalizou o ensino. E) Os sindicatos não organizaram sistemas educacionais em escala relevante. Referência: Boris Fausto, História do Brasil; Era Vargas e educação. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Guerra do Paraguai: Tríplice Aliança contra Solano López. Brasil, Argentina e Uruguai formaram a Tríplice Aliança (1865) contra o Paraguai de Solano López, que tinha aspirações estratégicas e comerciais na bacia do Prata, como o controle da navegação dos rios. Por isso A está correta. B) A guerra não envolveu partidos liberais brasileiros e paraguaios monarquistas. C) Não havia projeto brasileiro de país único na região. D) A tese de que a Inglaterra teria motivado a guerra é historiograficamente refutada. E) Não houve 'vendeta' por guerras anteriores com vitória paraguaia no início do século XIX. Referência: Vitor Izecksohn, A Guerra do Paraguai, em O Brasil Imperial, v. II. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Autonomia estadual na Constituição de 1891 e empréstimos externos, especialmente para São Paulo. O artigo 65, §2º dava aos Estados poderes não negados pela Constituição, o que os autorizava a contrair empréstimos no exterior. Isso foi decisivo para São Paulo, que financiou a valorização do café e cobrou impostos de exportação. A) 'Anarquia entre governos provinciais' é exagero, e os Estados não eram mais 'províncias'. B) Não se formaram movimentos separatistas como decorrência principal. C) As milícias existiram, mas a decorrência mais impactante foi econômica, e 'províncias' é termo do Império. D) Não houve lucro de 'empresas provincianas' gerando intervenção federal. Referência: Boris Fausto, História do Brasil; Constituição de 1891, art. 65, §2º. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A política de apaziguamento como causa da Segunda Guerra. O texto mostra as anexações da Áustria e da Tchecoslováquia, aceitas pacificamente pelas democracias (Acordo de Munique). A política de apaziguamento fracassou ao permitir a expansão nazi-fascista, o que criou tensões que desembocaram na invasão da Polônia e na guerra em 1939. B) Não houve isolamento bem-sucedido dos fascismos nem aliança com os socialistas. C) A causa não foi a alta das exportações alemãs. D) O Tratado de Versalhes não foi marcado por expansão cultural, e os nazistas não foram expulsos do poder. E) As democracias não apoiavam os totalitários como aliados. Referência: Eric Hobsbawm, Era dos Extremos; Acordo de Munique (1938). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gorbachev e o fim do socialismo real. O trecho trata de Gorbachev, que assumiu o PC soviético em março de 1985 como reformista (glasnost e perestroika). Suas reformas marcaram o fim do socialismo real e a dissolução da URSS, com impactos globais. A) Não há tema de acordos China-URSS no texto. B) A Revolução Bolchevique não se aliou à burguesia. C) As reformas não trouxeram novas conquistas territoriais; levaram ao colapso. E) As reformas foram decisivas, não irrelevantes, e acabaram retirando os comunistas do comando. Referência: Eric Hobsbawm, Era dos Extremos; reformas de Gorbachev (perestroika e glasnost). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A Primeira Guerra e a Revolução Russa como catástrofe e convulsão social. Hobsbawm descreve a era de catástrofe do mundo burguês: a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e a Revolução Russa de 1917 abalaram a ordem social, política e moral. Por isso A é a correta. B) A Guerra dos Cem Anos é medieval (séculos XIV-XV), não do XX. C) Não houve perspectiva hegemônica de democratização dos meios de produção nesses países no período. D) Os movimentos operários não evitaram os conflitos. E) Os pactos e alianças entre potências não evitaram a guerra generalizada. Referência: Eric Hobsbawm, A Era dos Impérios (1875-1914). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Hobsbawm trata do uso político da pesquisa sobre raça no nazismo. O trecho refere-se às hipóteses sobre diferenças raciais usadas para fins políticos pelo regime de Hitler. A alternativa C descreve corretamente as pesquisas genéticas pseudocientíficas do nazismo que buscavam provar a 'superioridade' ariana e se ligavam ao expansionismo que levou à guerra em 1939. A) Atribui as pesquisas a grupos de trabalhadores organizados, sem relação com o texto. B) Trata de bolcheviques e parceria soviético-alemã de modo errôneo e alheio ao tema. D) Fala em 'redemocratização' liderada por Itália e Alemanha, o que é absurdo. E) Apresenta uma aliança de democracias com Alemanha e Espanha, historicamente falsa. Referência: Eric Hobsbawm, Sobre História; racismo científico e eugenia no nazismo. Resolução comentada do VaiConcursos.Exército Brasileiro — EsFCEx — Concurso de Admissão 2020 — Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de História — Prova Objetiva 013 — Ver…
(Emília Viotti da Costa. Da monarquia à república: momentos decisivos)
Considerando o excerto e o que se sabe sobre o assunto discutido, é correto afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
(Emília Viotti da Costa. Da monarquia à república: momentos decisivos)
A participação de José Bonifácio no processo de independência do Brasil, em 1822, é bem descrita pela historiografia. Apesar das polêmicas que cercam toda narrativa sobre um personagem histórico, ficou entre as marcas inconfundíveis de sua política:Resolução comentada
Análise das alternativas
(Maria Yedda Linhares. História Geral do Brasil)
Conforme se lê no excerto, a industrialização no Brasil, durante a chamada República Velha, correspondeuResolução comentada
Análise das alternativas
(Boris Fausto. História do Brasil)
Estes números podem ser compreendidos e explicadosResolução comentada
Análise das alternativas
(Vitor Izecksohn. A Guerra do Paraguai, (in) O Brasil Imperial, volume II: 1831-1870/organização Keila Grinberg e Ricardo Salles)
Sobre o conflito exposto, é correto afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
(Boris Fausto. História do Brasil)
A decorrência mais impactante do artigo da Constituição de 1891, citado no excerto, foi:Resolução comentada
Análise das alternativas
(Eric Hobsbawm. Era dos Extremos: o breve século XX. 1914-1991)
A chamada II Guerra Mundial teve seu início em setembro de 1939, primeiramente na Europa. Um dos motivos para sua deflagração foiResolução comentada
Análise das alternativas
(Eric Hobsbawm. Era dos extremos: O breve século XX. 1914-1991)
A partir do fragmento de texto, é correto afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
(Eric Hobsbawm. A Era dos Impérios. 1875-1914)
Sobre o fragmento e a obra, é correto afirmar que é exemplo de catástrofe e convulsão social, desdobradas em conflitos:Resolução comentada
Análise das alternativas
(Eric Hobsbawm. Sobre História)
O texto faz mençãoResolução comentada
Análise das alternativas
“Por volta da década de 1880, era óbvio que a abolição estava iminente. O Parlamento, reagindo ao abolicionismo de dentro e de fora do país, vinha aprovando uma legislação gradualista. As crianças nascidas de mães escravas foram declaradas livres em 1871, e em 1885 a liberdade foi garantida para os escravos com idade superior a 65 anos. O movimento abolicionista tornou-se irresistível nas áreas cafeeiras, onde quase dois terços da população escrava estava concentrada. Com uma nova consciência de si mesmos e encontrando apoio em segmentos da população que simpatizavam com a causa abolicionista, grandes números de escravos fugiram das fazendas. A escravidão tornou-se uma instituição desmoralizada. Quase ninguém opunha-se à idéia de abolição, embora alguns reivindicassem que os fazendeiros deviam ser indenizados pela perda de seus escravos.”
“Até a proclamação da Independência (...) o antagonismo entre José Bonifácio e os setores liberais permaneceu no segundo plano. Estavam todos associados numa obra comum: defender, das investidas das Cortes portuguesas, a autonomia conquistada em 1808.”
“(...) à medida que os países industrializados vão reorientando sua produção, abre-se a possibilidade de expandir uma indústria nacional que se dedique à fabricação de artigos cujo valor fosse pequeno e, portanto, de pouco interesse para o produtor estrangeiro. Foi o caso da fabricação de tecidos de algodão, da sacaria para embalagens de café (...) o país vai, pouco a pouco, dispondo de matérias-primas abundantes. E de capitais oriundos da produção agrícola que precisavam ser reinvestidos.”
“Entre 1920 e 1940 houve algum declínio no índice de analfabetos no Brasil, mas esse índice continuou a ser muito elevado. Considerando-se a população de quinze anos ou mais, o índice de analfabetos caiu de 69,9% em 1920, para 56,6% em 1940.”
“Geralmente as causas das guerras tendem a ser explicadas em termos da ação de “grandes forças”, mas muitas vezes derivam menos de processos macro-históricos que de questões mais imediatas, ligadas às ambições pessoais dos líderes ou a problemas no exercício de sua autoridade, potencialmente prejudicada por contexto de crises. Durante a década de 1860, os paraguaios foram vítimas de ambos: mudanças na estrutura política da região e transformações na formulação da política externa guarani. Essas circunstâncias foram preponderantes para as catastróficas decisões tomadas pelo terceiro ditador da república, Francisco Solano López (1827-1870), levando o Paraguai a uma guerra que não tinha condição de vencer.”
“A primeira constituição da república se inspirou no modelo norte-americano, consagrando a República Federativa Liberal. A chave da autonomia dos Estados – designação dada às antigas províncias – estava no artigo 65 § 2º da Constituição (de 1891). Aí se dizia caber aos Estados poderes e direitos que não lhes fossem negados por dispositivos do texto constitucional. Desse modo os Estados ficaram implicitamente autorizados a exercer atribuições diversas, como as de contrair empréstimos no exterior e organizar forças militares próprias.”
“As duas potências fascistas fizeram, num alinhamento formal, o Eixo Berlim-Roma, enquanto Alemanha e Japão faziam um pacto “Anti-Comintern”. Em 1937, sem surpreender ninguém, o Japão invadiu a China. (...) Em 1938, a Alemanha também achou que chegara a hora da conquista. A Áustria foi invadida e anexada em março (...) o acordo de Munique despedaçou a Tchecoslováquia e transferiu grandes partes dela para Hitler, mais uma vez pacificamente. O resto foi ocupado em março de 1939, encorajando a Itália (...) a ocupar a Albânia. Quase imediatamente, uma crise polonesa mais uma vez resultante de novas exigências territoriais alemãs paralisou a Europa. Disso veio a guerra europeia de 1939-1941, que se tornou a Segunda Guerra Mundial.”
“Na verdade veio, como tinha de vir, do topo. Ainda não está claro de que maneira, exatamente, um reformista comunista obviamente apaixonado e sincero veio a ser sucessor de Stálin à frente do PC soviético em 15 de março de 1985, e continuará pouco claro até que a história soviética das últimas décadas se torne tema mais da história do que de acusação e auto-exculpação.”
“Mas, para os membros do mundo burguês instruído e próspero que viveram nessa era de catástrofe e convulsão social, não parece se tratar, em primeira instância, de um cataclismo fortuito, algo como um furacão generalizado que devastasse tudo à sua paisagem.”
“As possíveis verdades de várias hipóteses nesses campos pareciam ser na época menos importante que seu uso para os horríveis propósitos políticos do regime de Adolf Hitler. Ainda hoje existem muitos que se recusam a aceitar pesquisas sobre possíveis diferenças raciais no gênero humano ou que rejeitam qualquer descoberta que tende a demonstrar, sobre bases análogas, desigualdades entre vários grupos humanos.”