← Voltar para a lista de provas Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Inglês 70 questões nesta prova · página 1 de 4 · 70 com gabarito Gabarito disponível Interpretação: primeira corrida mal paga, mas retorno vitorioso à cidade. A narradora cobrou apenas oito reais por uma corrida longa e se considerou 'otária' pelo mau negócio. No fim, ao encontrar o caminho de volta, ficou 'mais feliz do que quando peguei a moto'. Ou seja, a superação suplantou o prejuízo. A) O constrangimento não vem da hesitação da cliente, mas do preço e da distância. B) O texto diz que ela guardou o colete por três meses, sem falar em exigência legal. D) A cliente diz que ficava mais à vontade com mulher porque não segurava na cintura de homem, o contrário do que se afirma. E) Ela culpa a si mesma ('minha burrice'), não a cliente, e voltou à cidade, não necessariamente à praça da Matriz. Referência: Interpretação de texto narrativo (VUNESP). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Função da linguagem coloquial no conto: caracterizar a narradora. A linguagem informal ('tava', 'juntando a cara', 'pra') aproxima o texto da fala e revela o jeito de ser da narradora: insegura, simples, preocupada com o preço que cobrou. O trecho da alternativa D mostra isso, pois a oralidade expressa seu estado de espírito diante da cliente impaciente. A) O trecho é objetivo e narrativo, sem tom lírico. B) A comparação 'que nem uma passarinha' expressa alegria, não inépcia. C) O trecho mostra apreensão, não atitudes contraditórias. E) A coloquialidade é recurso expressivo eficaz, não uma limitação; o trecho 'Imagina se levam minha moto zerada…' revela o medo da personagem. Referência: Variação linguística e caracterização de personagem na narrativa em primeira pessoa. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Correlação de tempos e modos verbais: pretérito imperfeito do subjuntivo + futuro do pretérito, com mais-que-perfeito do indicativo. Na alternativa E, 'deveria perceber' (futuro do pretérito) pede 'tão logo contivesse' (pretérito imperfeito do subjuntivo) e 'conseguiria' (futuro do pretérito). 'Partira' (mais-que-perfeito simples do verbo partir) exprime ação anterior à viagem de volta, de modo coerente. 'Contivesse' é a forma correta do subjuntivo de 'conter'. A) 'conseguira' (mais-que-perfeito) destoa de 'deve/contenha', e 'contanto que contenha' não se encaixa na sequência temporal; 'parte' (presente) também não combina com o fato passado. B) 'assim que contém' (presente do indicativo) é incorreto: a conjunção exige subjuntivo ('contiver') para futuro; 'conterá/contém' não se correlaciona com 'havia partido'. C) 'contesse' é forma de 'contestar', não de 'conter'; o correto seria 'contivesse'. D) 'contera' é mais-que-perfeito de 'conter' (correto em si), mas 'partia' (imperfeito) não se correlaciona com 'teria conseguido', e a sequência fica incoerente. Referência: Gramática normativa: emprego dos tempos e modos verbais; conjugação do verbo 'conter' (derivado de 'ter'). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A sequência 'durante o qual, em que, por isso, cujo' garante a coesão. 1) 'período de 1 a 5 minutos, durante o qual podemos acordar' dá a relação temporal. 2) 'estágio em que, se somos interrompidos...' é pronome relativo com valor circunstancial. 3) 'o sono é menor, por isso é o momento ideal' dá relação de consequência. 4) 'quarto estágio, cujo estado é de profundo relaxamento' dá a relação de posse. A) Errada: 'aqui' e 'ao qual o' não se encaixam. C) Errada: 'conforme' e 'onde' não se encaixam. D) Errada: 'todavia' tem valor adversativo e contraria o sentido. E) Errada: 'conforme' e 'contudo' não cabem na relação de sentido. Referência: Coesão textual: pronomes relativos e conectivos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O texto é expositivo, com explicações e linguagem objetiva. O texto explica as fases do sono, com informações sobre cada estágio, em linguagem predominantemente objetiva. Por isso é expositivo, e não argumentativo, injuntivo, narrativo ou descritivo. A) Errada: não é injuntivo (não dá ordens) e a linguagem não é subjetiva. B) Errada: não há pontos de vista divergentes. D) Errada: não há narrativa nem depoimento. E) Errada: não prescreve condutas e a linguagem é objetiva. Referência: Tipologia textual: texto expositivo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível As narrativas valorizam memórias individuais que ensinam, conectam pessoas e ajudam a contar a história da sociedade. O texto diz que o museu busca valorizar memórias como fonte de compreensão, conhecimento e conexão, e que os depoimentos ajudam a contar a história mais ampla do país. Isso corresponde à alternativa A. B) Errada: o texto não questiona o termo 'museu' nem nega o objetivo de preservar histórias. C) Errada: o texto não fala em falta de reconhecimento social. D) Errada: o texto não diz que os relatos de imigrantes foram enviados imediatamente ao museu, que surgiu depois. E) Errada: o museu registra histórias de pessoas comuns, não só de célebres. Referência: Texto-base: Mariana Vick, Nexo Jornal, 2020. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível I: expressão explicativa; II: aposto; III: adjunto adverbial deslocado. Em I, 'ou seja' é expressão explicativa, isolada por vírgulas. Em II, 'Karen Worcman' é aposto, que identifica 'a curadora e fundadora'. Em III, 'Mais de 25 anos depois da fundação do museu' é adjunto adverbial de tempo deslocado, separado por vírgula. A) Errada: 'ou seja' não é corretiva e não há vocativo. B) Errada: não há vocativo em II nem oração adverbial em III. C) Errada: II não separa o sujeito e III não é enumeração. D) Errada: 'ou seja' não é expressão corretiva (como 'isto é, melhor dizendo'). Referência: LUFT, Celso Pedro. Moderna gramática brasileira. 1998. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Em E, 'se entrevistavam' concorda com o sujeito plural 'imigrantes' (voz passiva sintética). Em E, 'se entrevistavam imigrantes' é voz passiva sintética: 'imigrantes' é o sujeito paciente e o verbo concorda no plural. As outras alternativas têm erro de concordância. A) Errada: sujeito composto exige plural: 'tornam-se'. B) Errada: 'tratar-se de' é indeterminado, o verbo fica no singular: 'trata-se'. C) Errada: 'existem colaboradores'. D) Errada: o sujeito 'Histórias' é plural, logo 'compõem'. Referência: Manual de Redação da Presidência da República. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Preencher com a, a e à: 'possibilita a qualquer', 'Devido a entrevistas', 'à qual'. 1) 'qualquer indivíduo' não admite artigo, então só há preposição: 'a'. 2) 'Devido' rege 'a' e 'entrevistas' vem sem artigo na frase, então só há preposição: 'a'. 3) 'vinculada à qual': a preposição 'a' (vinculada a) soma-se ao artigo 'a' de 'a qual', gerando crase. A) Errada: no segundo caso não há crase. B) Errada: não há crase antes de 'qualquer' nem 'às' no segundo caso. C) Errada: idem, e o terceiro exige crase. E) Errada: 'as' não cabe e o terceiro exige crase. Referência: ALMEIDA, Napoleão Mendes de. Dicionário de questões vernáculas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Na alternativa C, a palavra interrogativa 'quantos' atrai o pronome, que fica antes do verbo (se oferecem). Em C, o pronome interrogativo 'quantos' atrai o pronome oblíquo, que fica proclítico: 'quantos se oferecem'. As demais violam a norma-padrão: o advérbio 'sempre' atrai o pronome, a próclise inicial é desaconselhada, o particípio não admite ênclise, e em E o advérbio 'jamais' exigiria a próclise. A) Errada: o advérbio 'sempre' atrai o pronome, logo 'Sempre se ajuda'. B) Errada: não se inicia frase com pronome átono; o correto é 'Sentimo-nos'. D) Errada: com locução verbal com particípio, deve-se escrever 'tem se mostrado' ou 'tem-se mostrado', nunca 'mostrado-se'. E) Errada: o advérbio 'jamais' atrai o pronome, e o 'las' é objeto do infinitivo, e a frase tem ênclise adequada em 'condená-las' com palavra negativa, que exigiria 'jamais as condenar'. Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 2019. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O fracasso das capitanias deveu-se à falta de recursos, à inexperiência e aos ataques indígenas. Entre os fatores que explicam o fracasso das capitanias estão a falta de capital dos donatários, a inexperiência colonizadora na América, as grandes distâncias e os ataques indígenas. A alternativa A reúne esses fatores consagrados pela historiografia. B) Errada: algumas capitanias (como São Vicente e Pernambuco) prosperaram com o açúcar, e o clima e o solo não foram o fator central. C) Errada: o sistema delegava poderes aos donatários, e a Igreja apoiava a catequese. D) Errada: traz explicação moralista e sem base historiográfica. E) Errada: havia mão de obra indígena, e os portugueses tinham grande interesse na colônia. Referência: FAUSTO, Boris. História do Brasil. Edusp/FDE, 2000. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A novidade foi a mudança de escala do comércio de escravizados e o uso crescente de violência. Segundo Schwarcz e Starling, a escravidão moderna transformou um comércio antigo na África em tráfico em larga escala, com volume muito maior de cativos e violência crescente. Isso alterou a dinâmica das guerras e das relações internas dos Estados africanos. A) Errada: o tráfico atlântico cresceu e não foi esvaziado. B) Errada: não houve conquista rápida dos reinos africanos, e os portugueses negociavam com eles. C) Errada: não descreve a mudança central apontada pelas autoras. D) Errada: não se trata de fim das hostilidades nem de cisões diplomáticas irreversíveis. Referência: SCHWARCZ, L.; STARLING, H. Brasil: uma biografia. 2015. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Outros motivos para estimular a imigração foram o povoamento do país e o branqueamento da população. Além de substituir o trabalho escravo, a elite imperial via a imigração europeia como forma de povoar o vasto território e de branquear a população, vista como majoritariamente negra e indígena, conforme ideias raciais da época. A) Errada: exagera a falta de recursos e apresenta o aumento de escravos e indígenas como ameaça ao Império de forma inadequada. C) Errada: não houve expulsão generalizada de proprietários de suas terras. D) Errada: a vinda da Corte não gerou excedente de mão de obra a ser suprido pela imigração. E) Errada: o plano imperial não era de miscigenação, mas de branqueamento. Referência: COSTA, Emília Viotti da. Da monarquia à república: momentos decisivos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A Independência foi um processo em que coexistiram várias concepções de separação, sem projeto único. Caio Prado Jr. contesta a ideia de que a Independência decorreu de uma ideia única que movia a colônia. Houve projetos e interesses conflitantes, sem unidade em torno da separação, e a Independência foi uma transição conduzida pelas elites, mantendo a ordem escravista. A) Errada: o processo não foi marcado por confederações de trabalhadores e grupos sindicais. B) Errada: não houve inclusão e ampliação de direitos a mulheres, negros e indígenas. C) Errada: não houve processo de massa unificado nem aliança com abolicionistas. D) Errada: não houve uma burguesia industrial como força relevante nem inclusão de diferentes grupos. Referência: PRADO JR., Caio. Formação do Brasil contemporâneo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O desequilíbrio é entre o Vale do Paraíba, em declínio mas politicamente forte, e o Oeste Paulista, economicamente dinâmico mas com pouca representação. Para Emília Viotti da Costa, as áreas tradicionais (Vale do Paraíba e Norte) tinham grande poder político apesar de decadentes. O Oeste Paulista, a região mais dinâmica a partir de 1880, ainda não tinha representação política proporcional ao seu peso econômico. Esse descompasso alimentou o ideal republicano e federalista. B) Errada: a reforma de 1883 e a reorganização das províncias do Norte descritas não correspondem ao argumento da autora. C) Errada: em Minas e em São Paulo ainda se usava mão de obra escrava, e o Norte não reforçava a escravidão dessa forma. D) Errada: simplifica e distorce o papel de Minas e de São Paulo. E) Errada: as posições dos partidos não se dividiam assim em torno da escravidão. Referência: COSTA, Emília Viotti da. Da Monarquia à República: momentos decisivos. Unesp, 1999. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Antes de 1930, os tenentes se rebelavam contra a oligarquia; depois, ocuparam interventorias. Antes de 1930 o tenentismo se manifestou em revoltas contra o Estado oligárquico (1922, 1924, Coluna Prestes), como a de 1924 contra o presidente Artur Bernardes. Depois da Revolução de 1930, muitos tenentes entraram no governo e assumiram interventorias, principalmente no Nordeste. A) Errada: o tenentismo combateu o sistema que elegeu Washington Luís e não esteve ligado ao Partido Democrático. B) Errada: o tenentismo não era antiliberal nem defendia uma radical legislação trabalhista nos anos 1920. D) Errada: não havia clareza ideológica social-democrata nem defesa do Estado não interventor. E) Errada: o tenentismo não propunha voto censitário e não apoiou os paulistas em 1932. Referência: FAUSTO, Boris. História do Brasil. Edusp/FDE, 2000. Resolução comentada do VaiConcursos.EsFCEx — Concurso de Admissão 2020 — Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Inglês — 014. Prova Objetiva — Versão A
Leia um trecho do conto “Moto de mulher”, de Jarid Arraes, para responder às questões de números 01 a 04.
Comprei uma Honda que tava na promoção e saí da loja dirigindo. Feliz demais, me sentindo que nem uma passarinha em cima da moto. O vento vem direto na cara, até arde o olho, mas é um sentimento gostoso de quase voar.
Primeiro eu vesti o colete de mototáxi que guardei por três meses enquanto esperava a oportunidade da moto. Saí pilotando pelo bairro, não andei nem três quarteirões e uma mulher fez sinal com a mão.
Para aí, mototáxi.
Parei e ela me olhou assustada quando chegou perto.
Oxe, e é mulher, é?
Eu dei um sorrisinho meio troncho. Disse que pois é. Ela montou na garupa e falou que pelo menos ficava mais à vontade pra segurar na minha cintura. Não segurava na cintura de mototáxi homem que era pra não dar liberdade. Eu disse que pois é de novo.
Fui deixar essa mulher tão longe que eu nem sabia onde era aquilo. Ela foi me ensinando. Parecia que não ia chegar nunca. O sol rachando.
Quando a gente chegou lá, na frente de uma casa de taipa toda se desmontando, ela perguntou quanto tinha dado a corrida. Eu fiquei pensando por um tempo e ela me olhando impaciente, mas eu tava juntando a cara pra falar que era dez reais. Achando que ela ia reclamar do preço, falei oito, mas ela me entregou o dinheiro e sumiu pra dentro da casa.
Fiquei tomando coragem pra voltar. Não sabia voltar, na verdade. Fiquei olhando pra todo lado, o celular quase sem sinal. Longe demais, longe de um jeito que nem dez conto pagava. O resumo era, então, a minha burrice. Otária demais, só oito reais. Dirigindo na chinelada, com medo de qualquer cara de macho que aparecia nas calçadas. Eu só achava que iam me roubar. Imagina se levam minha moto zerada…
Fiquei nessa angústia, duas horas perdida. Até que avistei a estrada de volta pra Matriz. Depois, comecei a reconhecer melhor as casinhas, as cercas, as placas. Entrei de novo na cidade com a maior alegria. Mais feliz do que quando peguei a moto pela primeira vez.
(Redemoinho em dia quente. Alfaguara, 2019. Adaptado)
De acordo com as informações do texto, a narradoraResolução comentada
Análise das alternativas
Leia um trecho do conto “Moto de mulher”, de Jarid Arraes, para responder às questões de números 01 a 04.
Comprei uma Honda que tava na promoção e saí da loja dirigindo. Feliz demais, me sentindo que nem uma passarinha em cima da moto. O vento vem direto na cara, até arde o olho, mas é um sentimento gostoso de quase voar.
Primeiro eu vesti o colete de mototáxi que guardei por três meses enquanto esperava a oportunidade da moto. Saí pilotando pelo bairro, não andei nem três quarteirões e uma mulher fez sinal com a mão.
Para aí, mototáxi.
Parei e ela me olhou assustada quando chegou perto.
Oxe, e é mulher, é?
Eu dei um sorrisinho meio troncho. Disse que pois é. Ela montou na garupa e falou que pelo menos ficava mais à vontade pra segurar na minha cintura. Não segurava na cintura de mototáxi homem que era pra não dar liberdade. Eu disse que pois é de novo.
Fui deixar essa mulher tão longe que eu nem sabia onde era aquilo. Ela foi me ensinando. Parecia que não ia chegar nunca. O sol rachando.
Quando a gente chegou lá, na frente de uma casa de taipa toda se desmontando, ela perguntou quanto tinha dado a corrida. Eu fiquei pensando por um tempo e ela me olhando impaciente, mas eu tava juntando a cara pra falar que era dez reais. Achando que ela ia reclamar do preço, falei oito, mas ela me entregou o dinheiro e sumiu pra dentro da casa.
Fiquei tomando coragem pra voltar. Não sabia voltar, na verdade. Fiquei olhando pra todo lado, o celular quase sem sinal. Longe demais, longe de um jeito que nem dez conto pagava. O resumo era, então, a minha burrice. Otária demais, só oito reais. Dirigindo na chinelada, com medo de qualquer cara de macho que aparecia nas calçadas. Eu só achava que iam me roubar. Imagina se levam minha moto zerada…
Fiquei nessa angústia, duas horas perdida. Até que avistei a estrada de volta pra Matriz. Depois, comecei a reconhecer melhor as casinhas, as cercas, as placas. Entrei de novo na cidade com a maior alegria. Mais feliz do que quando peguei a moto pela primeira vez.
(Redemoinho em dia quente. Alfaguara, 2019. Adaptado)
Assinale a alternativa em que as expressões destacadas nos trechos do texto indicam, respectivamente, causa, intensidade e reiteração.
Leia um trecho do conto “Moto de mulher”, de Jarid Arraes, para responder às questões de números 01 a 04.
Comprei uma Honda que tava na promoção e saí da loja dirigindo. Feliz demais, me sentindo que nem uma passarinha em cima da moto. O vento vem direto na cara, até arde o olho, mas é um sentimento gostoso de quase voar.
Primeiro eu vesti o colete de mototáxi que guardei por três meses enquanto esperava a oportunidade da moto. Saí pilotando pelo bairro, não andei nem três quarteirões e uma mulher fez sinal com a mão.
Para aí, mototáxi.
Parei e ela me olhou assustada quando chegou perto.
Oxe, e é mulher, é?
Eu dei um sorrisinho meio troncho. Disse que pois é. Ela montou na garupa e falou que pelo menos ficava mais à vontade pra segurar na minha cintura. Não segurava na cintura de mototáxi homem que era pra não dar liberdade. Eu disse que pois é de novo.
Fui deixar essa mulher tão longe que eu nem sabia onde era aquilo. Ela foi me ensinando. Parecia que não ia chegar nunca. O sol rachando.
Quando a gente chegou lá, na frente de uma casa de taipa toda se desmontando, ela perguntou quanto tinha dado a corrida. Eu fiquei pensando por um tempo e ela me olhando impaciente, mas eu tava juntando a cara pra falar que era dez reais. Achando que ela ia reclamar do preço, falei oito, mas ela me entregou o dinheiro e sumiu pra dentro da casa.
Fiquei tomando coragem pra voltar. Não sabia voltar, na verdade. Fiquei olhando pra todo lado, o celular quase sem sinal. Longe demais, longe de um jeito que nem dez conto pagava. O resumo era, então, a minha burrice. Otária demais, só oito reais. Dirigindo na chinelada, com medo de qualquer cara de macho que aparecia nas calçadas. Eu só achava que iam me roubar. Imagina se levam minha moto zerada…
Fiquei nessa angústia, duas horas perdida. Até que avistei a estrada de volta pra Matriz. Depois, comecei a reconhecer melhor as casinhas, as cercas, as placas. Entrei de novo na cidade com a maior alegria. Mais feliz do que quando peguei a moto pela primeira vez.
(Redemoinho em dia quente. Alfaguara, 2019. Adaptado)
Considerando que a linguagem do texto nem sempre segue o padrão normativo, pode-se concluir corretamente que uma das intenções do uso desse recurso éResolução comentada
Análise das alternativas
Leia um trecho do conto “Moto de mulher”, de Jarid Arraes, para responder às questões de números 01 a 04.
Comprei uma Honda que tava na promoção e saí da loja dirigindo. Feliz demais, me sentindo que nem uma passarinha em cima da moto. O vento vem direto na cara, até arde o olho, mas é um sentimento gostoso de quase voar.
Primeiro eu vesti o colete de mototáxi que guardei por três meses enquanto esperava a oportunidade da moto. Saí pilotando pelo bairro, não andei nem três quarteirões e uma mulher fez sinal com a mão.
Para aí, mototáxi.
Parei e ela me olhou assustada quando chegou perto.
Oxe, e é mulher, é?
Eu dei um sorrisinho meio troncho. Disse que pois é. Ela montou na garupa e falou que pelo menos ficava mais à vontade pra segurar na minha cintura. Não segurava na cintura de mototáxi homem que era pra não dar liberdade. Eu disse que pois é de novo.
Fui deixar essa mulher tão longe que eu nem sabia onde era aquilo. Ela foi me ensinando. Parecia que não ia chegar nunca. O sol rachando.
Quando a gente chegou lá, na frente de uma casa de taipa toda se desmontando, ela perguntou quanto tinha dado a corrida. Eu fiquei pensando por um tempo e ela me olhando impaciente, mas eu tava juntando a cara pra falar que era dez reais. Achando que ela ia reclamar do preço, falei oito, mas ela me entregou o dinheiro e sumiu pra dentro da casa.
Fiquei tomando coragem pra voltar. Não sabia voltar, na verdade. Fiquei olhando pra todo lado, o celular quase sem sinal. Longe demais, longe de um jeito que nem dez conto pagava. O resumo era, então, a minha burrice. Otária demais, só oito reais. Dirigindo na chinelada, com medo de qualquer cara de macho que aparecia nas calçadas. Eu só achava que iam me roubar. Imagina se levam minha moto zerada…
Fiquei nessa angústia, duas horas perdida. Até que avistei a estrada de volta pra Matriz. Depois, comecei a reconhecer melhor as casinhas, as cercas, as placas. Entrei de novo na cidade com a maior alegria. Mais feliz do que quando peguei a moto pela primeira vez.
(Redemoinho em dia quente. Alfaguara, 2019. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a frase elaborada a partir das ideias do texto traz as formas verbais empregadas de acordo com a norma-padrão.Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 05 e 06.
Na fase NREM, o sono divide-se em quatro estágios, todos essenciais para uma boa noite de sono.
O primeiro estágio é a fase de sonolência, em que começamos a sentir as primeiras sensações do sono, e a principal característica desse estágio é que será fácil acordar. Um exemplo são aqueles cochilos rápidos, período de 1 a 5 minutos, ______ podemos acordar com qualquer barulho que aconteça no local.
No segundo estágio, que dura geralmente de 5 a 15 minutos, a atividade cardíaca reduz drasticamente, os músculos entram em estado de relaxamento e a temperatura do corpo cai. É mais difícil acordar o indivíduo e é aquele estágio ______, se somos interrompidos, não conseguimos nos concentrar em nada.
No terceiro estágio, a profundidade do sono é menor, ______ é o momento ideal para acordar de uma soneca, pois já relaxamos o corpo e estamos prontos para recuperar gradativamente a nossa atenção.
Ao atingirmos o quarto estágio, podemos dizer que “dormimos” em lugar de “apenas cochilamos”.
Somente depois de passarmos pelo quarto estágio, ______ estado é de profundo relaxamento, é que entramos na última etapa do sono – o sono REM.
(https://www.maxflex.com.br/institucional/blog/sono-rem-e-nrem-duas-fases-que-definem-qualidade-da-sua-noite. Adaptado)
Para que haja coesão entre as ideias, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, por:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 05 e 06.
Na fase NREM, o sono divide-se em quatro estágios, todos essenciais para uma boa noite de sono.
O primeiro estágio é a fase de sonolência, em que começamos a sentir as primeiras sensações do sono, e a principal característica desse estágio é que será fácil acordar. Um exemplo são aqueles cochilos rápidos, período de 1 a 5 minutos, ______ podemos acordar com qualquer barulho que aconteça no local.
No segundo estágio, que dura geralmente de 5 a 15 minutos, a atividade cardíaca reduz drasticamente, os músculos entram em estado de relaxamento e a temperatura do corpo cai. É mais difícil acordar o indivíduo e é aquele estágio ______, se somos interrompidos, não conseguimos nos concentrar em nada.
No terceiro estágio, a profundidade do sono é menor, ______ é o momento ideal para acordar de uma soneca, pois já relaxamos o corpo e estamos prontos para recuperar gradativamente a nossa atenção.
Ao atingirmos o quarto estágio, podemos dizer que “dormimos” em lugar de “apenas cochilamos”.
Somente depois de passarmos pelo quarto estágio, ______ estado é de profundo relaxamento, é que entramos na última etapa do sono – o sono REM.
(https://www.maxflex.com.br/institucional/blog/sono-rem-e-nrem-duas-fases-que-definem-qualidade-da-sua-noite. Adaptado)
Considerando tipos e gêneros textuais, é correto afirmar que o texto selecionado é, predominantemente:Resolução comentada
Análise das alternativas
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Para que o texto esteja em conformidade com a ortografia e a acentuação previstas pela norma-padrão, algumas das palavras destacadas devem ser reescritas. A forma correta dessas palavras encontra-se na alternativa:
Leia o texto para responder às questões de números 08 a 14.
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)
De acordo com o texto, as narrativas pessoais registradas no Museu da Pessoa permitem queResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 08 a 14.
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)
De acordo com Bechara (2019), uma oração subordinada adjetiva pode ter valor explicativo ou restritivo, a depender do fato de ela modificar ou não a referência do antecedente. Com base na distinção feita pelo autor, assinale a alternativa em que está destacada uma oração subordinada adjetiva restritiva.
Leia o texto para responder às questões de números 08 a 14.
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)
Considere as passagens do texto:
I. O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história.
II. A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980.
III. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo.
Com base nas regras de pontuação descritas por Celso Luft (1998), é correto afirmar que as vírgulas presentes nos trechos indicam o uso de:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 08 a 14.
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)
Assinale a alternativa correta quanto à norma-padrão de concordância verbal, em conformidade com o Manual de Redação da Presidência da República.Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 08 a 14.
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)
Bechara (2019) define as conjunções coordenativas como aquelas que “reúnem orações que pertencem ao mesmo nível sintático”. Nesse sentido, é correto afirmar que a alternativa em que a conjunção coordenativa aparece em destaque é:
Leia o texto para responder às questões de números 08 a 14.
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)
Considere os enunciados:
• O Museu da Pessoa possibilita ______ qualquer indivíduo o registro de suas memórias.
• Devido ______ entrevistas realizadas por colaboradores da instituição, é possível encontrar histórias de muitas pessoas, de variadas idades e regiões do país.
• A instituição ______ qual Karen Worcman estava vinculada realizava entrevistas com imigrantes no Rio de Janeiro.
Em conformidade com as considerações de Almeida (2006), no Dicionário de questões vernáculas, sobre o emprego do acento indicativo de crase, as lacunas dos enunciados devem ser preenchidas, respectivamente, com:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 08 a 14.
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)
A respeito da colocação dos pronomes átonos, Bechara (2019) estabelece alguns critérios que estão de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa falada e escrita no Brasil. Desse ponto de vista, deve ser considerada correta a frase contida na alternativa:Resolução comentada
Análise das alternativas
“O Brasil foi dividido em quinze quinhões, por uma série de linhas paralelas ao Equador que iam do litoral até o meridiano de Tordesilhas, sendo os quinhões entregues aos chamados capitães donatários. Eles constituíam um grupo diversificado onde havia gente da pequena nobreza, burocratas e comerciantes, tendo em comum suas ligações com a coroa portuguesa”.
(Boris Fausto. História do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo/Fundação para o Desenvolvimento da Educação, 2000)
É consenso na historiografia brasileira que o fracasso das capitanias hereditárias se deveu a diversos fatores conjugados, tendo destaqueResolução comentada
Análise das alternativas
(Lilia Schwarcz e Heloísa Starling. Brasil: uma biografia. 1. ed. São Paulo: Cia das Letras, 2015)
De acordo com as autoras, na obra Brasil: uma biografia, a referida nova realidade consisteResolução comentada
Análise das alternativas
(Emília Viotti da Costa. Da monarquia à república: momentos decisivos. 6. ed. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1999)
O trecho acima aponta um primeiro motivo para o incentivo à imigração: a substituição do trabalho escravo. Outros motivos pertinentes para se estimular a migração foram:Resolução comentada
Análise das alternativas
(Caio Prado Jr. A formação do Brasil contemporâneo. 23. edição. São Paulo: Brasiliense, 1994)
Considerando a obra e o fragmento do texto, podemos afirmar que a IndependênciaResolução comentada
Análise das alternativas
As transformações econômicas e sociais que se processam durante a segunda metade do século XIX acarretam o aparecimento de uma série de aspirações novas provocando numerosos conflitos. [...]
(Emília Viotti da Costa. Da Monarquia à República: momentos decisivos. Fund. Ed. Unesp, 1999)
Para Emília Viotti da Costa, o tal “desequilíbrio entre o poder político e o poder econômico” refere-seResolução comentada
Análise das alternativas
(Boris Fausto. História do Brasil. São Paulo. Editora da Universidade de São Paulo/Fundação para o Desenvolvimento da Educação, 2000)
O tenentismo, antes e depois de 1930, respectivamente,Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto-base:
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O projeto empreendido pelos portugueses de colonização do território que viria a se chamar Brasil se deu, primeiramente, pela implementação das conhecidas capitanias hereditárias, a partir de 1532. Segundo Boris Fausto:
A escravidão moderna caracterizou-se por trazer à tona uma realidade nova ao já secular comércio de escravos ocorrido no continente africano.
Com o objetivo de promover pouco a pouco a substituição do braço escravo na lavoura de café, recorreu-se, nos meados do século XIX, à colonização estrangeira, sob sistema de parceria. Pretendia-se, dessa maneira, conciliar fórmulas usadas nos núcleos coloniais de povoamento com as necessidades do latifúndio cafeeiro. Contava-se com a experiência dos núcleos coloniais de povoamento cuja criação desde a vinda da Corte de D. João VI para o Brasil tinha sido estimulada. A partir de então, havia se rompido definitivamente com as tradicionais restrições à fixação de estrangeiros na colônia. Estimulava-se a vinda de imigrantes.
Assim, a explicação de que é a “ideia” da Independência que constitui a força propulsora da renovação que se operava no seio da colônia parece pelo menos arriscada.
As ideias separatistas nasciam do profundo desequilíbrio entre o poder político e o poder econômico que se observava nos fins do Império, oriundo do empobrecimento das áreas de onde provinham tradicionalmente os elementos que manipulavam o poder e concomitantemente do desenvolvimento de outras áreas que não possuíam a devida representação no governo.
Há uma história do tenentismo antes e depois de 1930. Os dois períodos dividem-se por uma diferença essencial.